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GIARDIA Giardíase INTRODUÇÃO • O gênero Giardia inclui flagelados parasitos do intestino delgado de mamíferos, aves, répteis e anfíbios, tendo sido, possivelmente, o primeiro protozoário intestinal humano a ser conhecido • Leeuwenhoek (1681) - "animalúnculos móveis“ • Lambl, em 1859 Giardia duodenalis (Giardia intestinalis, Giardia lamblia) •Pequeno protozoário flagelado; •Parasita do homem e vários animais domésticos ou silvestres; •Parasita intestinal mais frequente do homem. •Giardíase = zoonose MORFOLOGIA • o trofozoíto e o cisto • Piriforme, face dorsal é lisa e convexa, enquanto a face ventral é côncava • apresentando uma estrutura semelhante a uma ventosa que é conhecida por várias denominações: disco ventral, adesivo ou suctorial Durante ciclo vital apresenta duas formas: TROFOZOÍTO Cistos CISTOS na água podem sobreviver por 2 ou mais dias; Desencistam após exposição a 37.º C e pH 2; Presença de suco pancreático aumenta a taxa de desencistamento. MONOXENO E DIRETO • Pequeno número de cistos (de 10 a 100) é suficiente para produzir infecção • Nucleotomia (divisão nuclear) e duplicação das organelas, ocorre a plasmotomia (divisão do citoplasma) • a influência do pH intestinal, o estimulo de sais biliares e o destacamento do trofozoíto da mucosa • Encistamento - ceco CICLO DE EVOLUTIVO TROFOZOÍTAS vivem no duodeno e jejuno Aderem mucosa – formando revestimento Interferir na absorção de gorduras e vitaminas Alimentam-se através da membrana Reproduzem- se por divisão binária São eliminadas pelas fezes líquidas (trofozoítos) Fezes formadas (cistos) PATOLOGIA • Sintomático: – Relacionado com quadros de diarréia aguda ou formas crônicas de diarréia e má absorção intestinal • Primoinfecção: a ingestão de um elevado número de cistos é capaz de provocar diarreia do tipo aquosa, explosiva, de odor fétido, acompanhada de gases com distensão e dores abdominais. Formas graves são observadas em pessoas imunodeficiente; • Forma assintomática – muitos casos, cura espontânea; • Eliminação de cistos não é constante, podendo negativar por alguns dias; • Quadro sintomático predomina entre os menores de 5 anos. • Lesões anatopatológicas: • Atrofia das microvilosidades – reduzindo área de absorção da mucosa; • Infiltração de elementos inflamatórios; • Aumento da secreção de muco; • Má-absorção intestinal corrigível pelo tratamento antiparasitário. SINTOMATOLOGIA • Período de incubação – 1 a 3 semanas até 6 semanas; • Evacuações líquidas ou pastosa; • Mal-estar, cólicas abdominais, fraqueza e perda de peso; • Sintomas menos frequentes: • Diminuição do apetite, náuseas, vômitos, ligeira febre, cefaléia • Forma crônica – Alonga-se por meses ou anos; – Pacientes com deficiência imunológica – diarréia persistente, má-absorção. • DIAGNOSTICO CLINICO • Em crianças de oito meses a 10-12 anos, a sintomatologia mais indicativa de giardíase é diarréia com esteatorréia, irritabilidade, insônia, náuseas e vômitos, perda de apetite (acompanhada ou não de emagrecimento) e dor abdominal. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • EPF (exame de fezes); • Caso fezes formadas – cistos; • Evacuações diarréicas – trofozoítos ou cistos; • Quando negativos(periodo negativo, 10 dias) – repetir exames. TRATAMENTO • Metronidazol, Ornidazol. • Nitazoxanida – amplo espectro – inibe enzimas indispensáveis a vida do parasita – Annita (comercial). PROFILAXIA • Incidência aumenta nas crianças até puberdade – devido a imunidade ou outras condições fisiológicas; • Homem, cães e gatos, animais silvestres – reservatórios dos parasitas; • Surtos estão relacionados a contaminação da água. PROFILAXIA • higiene pessoal (lavar as mãos), • destino correto das fezes (fossas, rede de esgoto), • proteção dos alimentos e tratamento da água