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Prévia do material em texto

TOP -TRIBUNAIS 
RODADA GRATUITA 
01.08.2016 
 34 (trinta e quatro) questões 
objetivas inéditas elaboradas e 
comentadas por servidores de 
Tribunais. 
Inscrições em 
www.topjuris.com.br/curso_top_tribunais/ 
 
 
1 
 
APRESENTAÇÃO 
Caros alunos, 
 
O TOP JURIS, finalmente, apresenta a 1ª (primeira) edição do curso TOP-
TRIBUNAIS. O Curso é voltado para os cargos de Técnico e Analista Judiciário de 
TRTs, TRFs, TREs e TJs. É sabido que os concursos de Tribunais estão cada vez mais 
exigentes e concorridos, demandando do candidato uma preparação específica. 
Esse é o nosso propósito. 
 
Em vista dos certames que o TOP-TRIBUNAIS pretende abranger, o leque de 
disciplinas para abordarmos é, de fato, bastante extenso: Direito Constitucional; 
Direito Administrativo; Direito Civil; Processo Civil; Direito Penal; Processo Penal; 
Direito Eleitoral; Direito do Trabalho; Processo do Trabalho; Direito Previdenciário; 
Direito Tributário; Informática; Raciocínio Lógico e Matemático e Português. 
 
Os Professores selecionados para encarar esse desafio são, em sua quase 
totalidade, Técnicos e Analistas de Tribunais aprovados para mais de um cargo 
público. Portanto, têm familiaridade não só com o modo pelo qual os assuntos são 
cobrados, mas também com o grau de dificuldade e aprofundamento das questões. 
Para a coordenação do curso, foi designada a Prof.ª Vanessa Maria Felleti, Oficial de 
Justiça Avaliadora Federal do TRT da 17ª Região e Mestre em Política Social pela 
UFES. 
 
Sobre a sistemática que será adotada durante o curso: serão 10 (dez) rodadas, com 
60 (sessenta) questões objetivas inéditas e comentadas por ata – obedecendo ao 
critério da maior incidência dos temas em provas organizadas pelo CEBRASPE e pela 
FCC – disponibilizadas conforme o seguinte cronograma, com início previsto para 
16.08.2016 e encerramento em 14.11.2016: 
 
Cronograma TOP-Tribunais 
16.08.16 1ª Rodada 
26.08.16 2ª Rodada 
05.09.16 3ª Rodada 
15.09.16 4ª Rodada 
 
2 
 
25.09.16 5ª Rodada 
05.10.16 6ª Rodada 
15.10.16 7ª Rodada 
25.10.16 8ª Rodada 
04.11.16 9ª Rodada 
14.11.16 10ª Rodada 
 
Ao final do curso, portanto, o aluno terá treinado 600 (seiscentas) questões 
objetivas inéditas direcionadas aos concursos de Tribunais, especificamente para 
os cargos de Técnico e Analista Judiciário de TRTs, TRFs, TREs e TJs. 
 
Há dois sistemas para estudo e disponibilização das questões: o aluno poderá 
resolvê-las no sistema on-line, no próprio portal do TOP JURIS – onde terá acesso a 
um “ranking” dos alunos que responderam pela plataforma –, ou poderá realizar o 
download imediato da ata de cada rodada, com as questões comentadas. 
 
Com o propósito de apresentar a vocês este novo projeto, cujo início está 
condicionado ao preenchimento do número mínimo de 60 (sessenta) inscrições, 
os Professores elaboraram nada menos que 34 (trinta e quatro) questões objetivas 
inéditas e comentadas para disponibilização inteiramente gratuita. 
 
As inscrições para o curso estão abertas e podem ser realizadas em 
http://www.topjuris.com.br/curso_top_tribunais/. 
 
Felipe Motta – Coordenador-geral 
 
COORDENAÇÃO-GERAL TOPJURIS 
 
Felipe Motta - Advogado. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior. Pós-
graduando em Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduando em Direitos 
Humanos. Cursando MBA Executivo em Coach. 
 
3 
 
 
 
 
 
 
PROFESSORES DO CURSO TOP-TRIBUNAIS 
 
 
 
 
Prof. Vanessa Maria Feletti. 
Oficial de Justiça Avaliadora Federal do TRT da 17ª Região. Mestre em Política 
Social pela UFES. Especialista em Ciências Criminais pela Faculdade de Direito 
de Vitória. Autora de Vende-se Segurança, publicado pela Editora Revan, e de 
Súmulas Vinculantes, Hermenêutica e Jurisdição Constitucional, publicado 
pela Editora Servanda. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de 
Vitória. Bacharel em Comunicação Social pela UFES. 
Prof. Renato Alves Gomes. 
Técnico Judiciário do TRE-TO. Pós-graduado em Direito Administrativo pela 
Universidade Gama Filho e em Direito Eleitoral e Processual Eleitoral pela UFT. 
Aprovado nos seguintes concursos públicos: Agente Administrativo da PF. 
Técnico Administrativo da SECAD/TO. Técnico Judiciário do TRT da 10ª Região. 
Bacharel em Direito pela UFT. 
Prof.ª Helena Isabel Pinto Alves Medeiros Lucena. 
 
Analista Judiciária do TRF da 5ª Região. Pós-graduada em Estudos Europeus 
pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e em Direito Processual 
pela Universidade da Amazônia. Bacharel em Ciências Jurídico-Políticas pela 
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Portugal). 
Kleber Vinicius Bezerra Camelo de Melo - Defensor Público Federal e Coach 
para Concursos Públicos. 
 
4 
 
 
 
 
 
Prof. Thiago José de Miranda Motta. 
Engenheiro Civil pela UFPE. Bacharelando em Ciências Contábeis pela UFPB. 
Prof. Francisco Nasuel da Conceição Araújo. 
Analista Judiciário do TJPI. Aprovado nos seguintes concursos públicos: 
Analista Judiciário do TJPA. Analista Judiciário do TJMA. Procurador do 
Município de Água Branca/PI. 
Prof. Breno Felipe Rocha Freire. 
Analista Judiciário do TRF da 5ª Região. Aprovado nos seguintes concursos 
públicos: Assistente Jurídico do TCE-PB. Procurador do Estado de 
Pernambuco. Procurador do Estado do Amazonas. Procurador do Município 
do Cabo de Santo Agostinho. Procurador do Ministério Público de Contas do 
Estado da Paraíba. Bacharel em Direito pela UFPB. 
Prof. César Augusto da Cunha Morais Camelo. 
Analista Processual do MPU lotado na Procuradoria do Trabalho no Município 
de Marabá/PA. Pós-graduado em Direito Processual pela UNAMA e em Direito 
Aplicado ao MPU pela ESMPU. Exerceu o cargo de Auxiliar Judiciário no TJPA. 
Aprovado nos seguintes concursos públicos: Assistente de Controle Externo 
do TCM-PA. Técnico Judiciário do TRT da 8ª Região. Advogado do Banco 
Amazônia. Assessor Técnico de Procuradoria do TCE-PA. Bacharel em Direito 
pela UFPA. 
Prof. João Paulo Chaim da Silva. 
Advogado da União lotado na Consultoria-Geral da União. Aprovado nos 
seguintes concursos públicos: Analista Processual do MPU (8º Lugar). Analista 
Judiciário do TRF da 5ª Região (8º Lugar). Exerceu o cargo de Analista 
Processual do Ministério Público do Estado de Sergipe. 
Prof. Marcelo Guelbali Lopes. 
Analista Judiciário do TRT da 2ª Região. Ex-Analista Jurídico do Ministério 
Público do Estado de São Paulo. Pós-graduado em Direito Público pela UCAM 
e em Direito e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito. Aprovado 
nos seguintes concursos públicos: Procurador Jurídico da INFRAERO. 
Advogado da Fundação CASA/SP. Analista Judiciário do TRT da 18ª Região. 
Analista Judiciário do TRE-MG. Técnico Judiciário do TRT da 2ª Região. 
Escrevente TJSP. 
 
5 
 
 
INSTRUÇÕES 
1. Responda às questões controlando o tempo e sem consulta a nenhum material. 
2. Confira o seu desempenho a partir da “aba” QUESTÕES OBJETIVAS 
COMENTADAS. 
3. Dê-nos o seu feedback apontando eventuais omissões ou erros materiais. O TOP 
JURIS está em permanente construção e depende da contribuição de cada um de 
vocês. 
4. Para críticas e sugestões sobre a edição do material e/ou dúvidas, entre em 
contato com o Curso pelo e-mail contato@topjuris.com.br. 
 
 
Prof. César Augusto da Cunha Morais Camelo. 
Analista Processual do MPU lotado na Procuradoria do Trabalho no Município 
de Marabá/PA. Pós-graduado em Direito Processual pela UNAMA e em Direito 
Aplicado ao MPU pela ESMPU. Exerceu o cargo de Auxiliar Judiciário no TJPA. 
Aprovado nos seguintes concursos públicos: Assistente de Controle Externo 
do TCM-PA. Técnico Judiciário do TRT da 8ª Região. Advogado do Banco 
Amazônia. Assessor Técnico de Procuradoria do TCE-PA. Bacharel em Direito 
pela UFPA.6 
 
QUESTÕES OBJETIVAS 
 
Direito Constitucional 
01. Acerca das competências materiais e legislativas dos Entes Federativos na 
CF/88, marque a alternativa INCORRETA: 
a) Compete à União privativamente legislar sobre direito agrário e seguridade social. 
b) Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre previdência social. 
c) Compete aos Municípios criar, organizar e suprimir distritos, observada a 
legislação estadual. 
d) Compete à União organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a 
Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. 
e) Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. 
 
02. São matérias que a Constituição Federal exige lei complementar para sua 
regência, EXCETO: 
a) Hipóteses em que a União permitirá que forças estrangeiras transitem pelo 
território nacional ou nele permaneçam temporariamente. 
b) Condições para integração de regiões em desenvolvimento. 
c) Estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias que explorem atividade econômica. 
d) Procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de 
desapropriação. 
e) Imposto sobre grandes fortunas. 
 
03. Marque a alternativa CORRETA sobre entendimentos do Supremo Tribunal 
Federal: 
 
7 
 
a) É inconstitucional, por ofensa ao princípio da livre iniciativa, qualquer norma legal 
que obrigue a escolas privadas o oferecimento de atendimento educacional 
adequado e inclusivo a pessoas com deficiência. Além disso, a instituição de ensino 
poderá acrescer nas mensalidades os custos para implementar tais medidas de 
acessibilidade. 
b) O Poder Judiciário, em respeito ao princípio da Separação dos Poderes, não pode 
obrigar Município a oferecer vaga em creche a crianças de até 5 anos de idade. 
c) Por se tratar de tema relacionado a interesse local, pode o Município impedir a 
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
Segundo o STF, esta possibilidade estaria incluída na missão dos Municípios de gerir 
a política de desenvolvimento urbano. 
d) O Poder Judiciário, em sede de ação ordinária, pode aumentar os vencimentos 
de servidores públicos invocando o princípio da isonomia. 
e) É constitucional lei estadual que permita a magistrado aposentado pedir 
ressarcimento aos cofres públicos dos valores que pagou em custeio de tratamento 
odontológico feito em clínica particular caso os custos excedam a cobertura do seu 
respectivo Plano de Previdência do Estado. 
 
Direito Administrativo 
04. José, Governador do Estado do Pará, em conluio com particulares, praticou ato 
de improbidade que importou enriquecimento ilícito, nos anos de 2009 e 2010. 
Ressalte-se que sua gestão foi do período de 2009-2012. Em 2016, quando não era 
mais Governador, os fatos vieram à tona, ensejando o ajuizamento da respectiva 
Ação Civil de Improbidade Administrativa no mesmo ano, pelo Ministério Público, 
em face de José e dos particulares que com ele perpetraram o ilícito. Em face do 
narrado e levando em consideração a Lei de Improbidade Administrativa e a 
jurisprudência correlata, assinale a alternativa CORRETA: 
a) O Ministério Público é o único legitimado para a propositura da Ação Civil de 
Improbidade Administrativa. 
b) Tendo em vista que a Lei de Improbidade Administrativa apenas se aplica aos 
agentes públicos, o Ministério Público não poderia ter incluído os particulares no 
polo passivo da referida ação. 
 
8 
 
c) Exige-se apenas o dolo como elemento subjetivo para a configuração da hipótese 
de ato de improbidade administrativa, independentemente da modalidade. 
d) A Ação de Improbidade Administrativa deve ser extinta ante a ocorrência da 
prescrição, pois já se passaram mais de 05 (cinco) anos entre a data dos fatos e o 
ajuizamento. 
e) As ações de ressarcimento decorrentes de atos de improbidade administrativa 
são imprescritíveis. 
 
05. Com base no entendimento jurisprudencial e nas normas atinentes aos 
concursos públicos, assinale a resposta CORRETA: 
a) A surdez unilateral configura deficiência para fins de concurso público. 
b) O candidato pode ser eliminado de concurso público ao realizar exame 
psicotécnico, mesmo este não sendo previsto em lei. 
c) O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo 
cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente 
o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, 
ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da 
administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder 
Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado 
durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo 
candidato. 
d) É constitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor 
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu 
provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
(SV 43) 
e) O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, vedada sua 
prorrogação. 
 
06. Acerca dos atos administrativos, assinale a alternativa CORRETA: 
a) São elementos dos atos administrativos a competência, finalidade, forma, 
moralidade, objeto. 
 
9 
 
b) O ato administrativo que contiver vício sanável pode ser convalidado se não 
trouxer prejuízo a terceiros ou não acarretar lesão ao interesse público. 
c) A presunção de legitimidade, atributo do ato administrativo, é absoluta. 
d) A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e vedada, em 
todos os casos, a apreciação judicial. 
e) Todo ato administrativo possui como atributo a auto-executoriedade. 
 
Direito Civil 
07. Considerando o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro 
no tocante à vigência, aplicação e integração das leis, marque a alternativa 
CORRETA: 
a) Toda lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente publicada. 
b) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
se inicia 90 dias depois de oficialmente publicada. 
c) Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os 
costumes e os princípios gerais de direito. 
d) A lei com vigência temporária terá vigor até que outra a revogue. 
e) A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, podendo haver ressalvas quanto ao 
ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. 
 
08. No tocante à capacidade civil, assinale a alternativa CORRETA: 
a) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
b) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário 
discernimento para a prática desses atos. 
 
10 
 
c) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
d) A menoridade cessa aos vinte e um anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
e) São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer os 
excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. 
 
09. Considerando os dispositivos do Código Civil, de qual ato far-se-á a averbação 
em registro público? Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Os nascimentos, casamentos e óbitos. 
b) A emancipação por outorga dos pais ou por sentença dojuiz. 
c) A interdição por incapacidade absoluta ou relativa. 
d) A sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
e) Dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
 
Direito Processual Civil 
10. A respeito das normas fundamentais do processo civil, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências 
do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e 
observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a 
eficiência. 
b) Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente 
ouvida. 
c) A proibição de decisões em face de uma das partes, sem prévia oitiva, não se 
aplica à tutela provisória de urgência e a determinadas hipóteses de tutela da 
evidência. 
d) O juiz pode decidir em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
especialmente se se tratar de matéria sobre a qual deva apreciar de ofício. 
 
11 
 
e) Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. Nos casos de segredo de 
justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de 
defensores públicos ou do Ministério Público. 
 
11. Acerca da revogação das tutelas provisórias, com base na jurisprudência do 
STJ, marque a alternativa CORRETA: 
a) O percentual a ser descontado não pode ser superior a 10% sobre o montante 
total de cada prestação do benefício que vier a ser recebido, até que ocorra a 
integral compensação, com atualização monetária, da verba que fora antecipada 
antes da revogação da tutela provisória. 
b) Ainda que não tenha havido prévio pedido ou reconhecimento judicial da 
restituição, se a antecipação da tutela anteriormente concedida houver sido 
revogada em decorrência de sentença de improcedência do seu pedido, é possível 
que entidades previdenciárias efetuem descontos mensais. 
c) Em caso de revogação da tutela, incide a responsabilidade processual subjetiva, 
não bastando a existência do dano decorrente da pretensão deduzida em juízo. 
d) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo 
prejuízo que a tutela de urgência causar à parte adversa, devendo a indenização ser 
liquidada sempre nos autos em que a medida tiver sido concedida. 
e) O CPC/2015, diferentemente do anterior, não cuidou da figura do improbus 
litigator. 
 
12. A respeito do amicus curiae, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O amicus curiae foi consagrado pela jurisprudência pátria, mas o legislador 
perdeu uma excelente oportunidade de regular expressamente o assunto, 
notadamente com o advento do NCPC. 
b) O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do 
tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por 
decisão irrecorrível, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural, com 
representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação. 
 
12 
 
c) O juiz ou relator poderá agir de ofício ou a requerimento das partes ou de 
qualquer pessoa que pretenda manifestar-se, para fins de admissão do amicus 
curiae. 
d) O amicus curiae não poderá interpor recursos, salvo embargos de declaração ou 
para recorrer de decisão que julga o incidente de resolução de demandas 
repetitivas. 
e) Sempre que solicitada ou admitida a intervenção de amicus curiae, o juiz ou o 
relator deverá definir, na própria decisão, os poderes respectivos. 
 
Direito Penal 
13. Com relação aos princípios do Direito Penal, assinale a opção CORRETA: 
a) O princípio da insignificância permite que condutas que não sejam capazes de 
lesar ou no mínimo colocar em perigo o bem jurídico não sejam objeto de atuação 
penal pelo Estado. Tal princípio exclui a culpabilidade do agente. 
b) O Direito Penal moderno é o direito da culpa, pois nenhum resultado penalmente 
relevante pode ser atribuído a quem não o tenha produzido por dolo ou culpa. Com 
isso, pode-se afirmar que o ordenamento jurídico pátrio adotou o princípio da 
responsabilidade penal objetiva. 
c) Para o princípio da lesividade não há infração penal quando a conduta não tiver 
oferecido pelo menos perigo de lesão ao bem jurídico. Tal princípio delimita o 
Direito penal tanto no nível legislativo quanto no jurisdicional. 
d) O ordenamento jurídico pátrio adota o princípio da responsabilidade pelo fato no 
âmbito legislativo, pois os tipos penais devem definir fatos. Por outro lado, no plano 
jurisdicional, adota-se o direito penal do autor na dosimetria da pena. 
e) Na aplicação do princípio da insignificância, o julgador deve analisar aspectos 
puramente patrimoniais, não devendo levar em consideração outros elementos. 
 
14. A respeito da tentativa, considere a seguinte afirmativa: “Carlos, com a arma 
carregada, dispara duas vezes contra Horácio com a intenção de matá-lo. Porém, 
erra os disparos”. 
I. Trata-se de tentativa cruenta, pois o Horácio não foi atingido. 
 
13 
 
II. Caracteriza a tentativa perfeita, pois Carlos errou os disparos. 
III. O Código Penal adotou a teoria objetiva, motivo pelo qual a pena da tentativa 
deve ser correspondente ao crime consumado, diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois 
terços). 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, II e III. 
d) II. 
e) III. 
 
15. Segundo entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, 
assinale a assertiva CORRETA quanto aos crimes contra a Administração Pública: 
a) No crime de concussão a situação de flagrante delito se configura no momento 
da entrega da vantagem indevida. 
b) O delito de descaminho é crime de natureza material e a ele se aplica a Súmula 
Vinculante nº 24. 
c) Ao crime de contrabando se aplica o princípio da insignificância. 
d) O crime de denunciação caluniosa admite o dolo eventual. 
e) Importação de arma de ar comprimido configura crime de contrabando. 
 
Direito Processual Penal 
16. A Lei nº 13.257/2016 introduziu novas hipóteses de prisão domiciliar. Com 
relação a essas alterações, assinale a alternativa CORRETA: 
a) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE 
independente do tempo de gestação e de sua situação de saúde. 
b) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar para MULHER que tenha 
filho menor de 18 anos. 
 
14 
 
c) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar para HOMEM que seja o 
único responsável pelos cuidados do filho menor de 18 anos. 
d) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE a 
partir do 6º mês de gestação. 
e) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE a 
partir do 8º mês de gestação. 
 
17. Com relação a Lei nº 13.285/2016, que acrescentou o art. 394-A ao Código de 
Processo Penal, conferindo prioridade a processos que julgam a prática de certos 
crimes, podemos afirmar que: 
a) Os processos que apurem a prática de crime contra administração pública terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
b) Os processos que apurem a prática de crime contra o meio ambiente terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
c) Os processos que apurem a prática de crime hediondo terão prioridade de 
tramitação em todas as instâncias. 
d) Os processos que apurem a prática de crime contra as telecomunicações terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
e) Os processos que apurem a prática de crime previstos na Lei de Segurança 
Nacional terão prioridade de tramitação em todas as instâncias, durante o período 
das Olímpiadas. 
 
Direito Eleitoral 
18. Com relação ao conceito,objeto e fontes do Direito Eleitoral, assinale a opção 
INCORRETA: 
a) A competência para legislar sobre direito eleitoral é privativa da União. 
b) A competência da União para legislar sobre normas gerais de direito eleitoral não 
exclui a competência suplementar dos Estados. 
c) São fontes do direito eleitoral a Constituição da República, o Código Eleitoral (Lei 
nº 4.737/65), a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 
 
15 
 
9.096/95), a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/90) e as Resoluções 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
d) O Poder Constituinte Originário diz que a soberania popular será exercida pelo 
voto secreto e direto, com valor igual para todos, pelo sufrágio universal e, nos 
termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular de projeto de lei. 
e) Em que pese ser de competência da União legislar sobre direito eleitoral, o 
Presidente da República, em caso de relevância e urgência, não poderá editar 
medida provisória sobre assunto que trate de cidadania, partidos políticos e direito 
eleitoral por expressa vedação constitucional. 
 
19. Sobre o princípio da anualidade eleitoral, marque a alternativa CORRETA: 
a) O princípio da anualidade eleitoral, em que pese ter ampla aplicação, não incide 
quando se tratar de emendas ao texto constitucional. 
b) A lei que altera o processo eleitoral entra em vigor na data de sua publicação, 
tendo aplicabilidade imediata. 
c) Por ser um princípio constitucional, a anualidade eleitoral, para sua aplicação, 
dependerá sempre da ponderação. 
d) A Lei nº 13.165, publicada em 29 de setembro de 2015, por alterar o processo 
eleitoral no ano anterior às eleições, não se aplicará às eleições do ano de 2016, em 
respeito ao princípio da anualidade ou anterioridade, previsto no art. 16 da 
Constituição. 
e) As decisões do TSE que, no curso do pleito eleitoral (ou logo após o seu 
encerramento), implicarem mudança de jurisprudência não têm aplicabilidade 
imediata ao caso concreto e somente terão eficácia sobre outros casos no pleito 
eleitoral posterior. 
 
20. No que pertine aos sistemas eleitorais, marque a alternativa CORRETA: 
a) O sistema eleitoral proporcional é aplicável às eleições do poder legislativo, 
enquanto que o sistema majoritário é aplicável às eleições do poder executivo. 
b) Para os cargos de Prefeito, Governador e Presidente, sempre é exigida maioria 
absoluta dos votos válidos para que seja considerado vencedor um dos candidatos. 
 
16 
 
c) Nos municípios com mais de 200 mil habitantes, aplica-se, para a eleição de 
Prefeito, o sistema majoritário absoluto. 
d) O Brasil adota o sistema eleitoral proporcional de listas abertas. 
e) O Brasil adota o sistema eleitoral proporcional de listas fechadas. 
 
Direito do Trabalho 
21. A Lei Complementar nº 150, publicada no Diário Oficial da União em 2.6.2015, 
conhecida como “Nova Lei dos Domésticos”, trouxe estrutura normativa ao 
contrato de trabalho doméstico, inclusive, consagrando direitos antes 
controversos em sede doutrinária e jurisprudencial. Em relação aos direitos 
garantidos aos empregados domésticos, assinale a alternativa CORRETA: 
a) É lícita a contratação de empregado doméstico por prazo determinado, contudo, 
tal modalidade é restrita ao contrato de experiência, que não poderá ultrapassar 90 
(noventa) dias, admitida uma única prorrogação dentro desse período. 
b) Faculta-se ao empregador e empregado domésticos, mediante acordo escrito, 
estabelecerem horário de trabalho de 12 (doze) horas seguidas por 36 (trinta e seis) 
horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para 
repouso e alimentação. 
c) É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação ao 
empregado doméstico pelo período de 1 (uma) hora, não sendo possível sua 
redução sob qualquer hipótese. 
d) Conforme expressamente disposto na LC nº 150/2015, no caso de despedida do 
empregado doméstico sem justa causa, ou por culpa do empregador, deverá este 
depositar, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta 
por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante 
a vigência do contrato, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos 
juros. 
e) O empregado doméstico não pode ser contratado em regime de tempo parcial, 
por expressa previsão legal. 
 
 
17 
 
22. O amplo conceito de empregador possui peculiaridades no que toca, 
especialmente, ao conceito e enquadramento de grupos econômicos. Em relação 
às disposições que regem o grupo econômico, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Ao empregado que presta serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, ainda que em turnos distintos 
em cada das empresas do grupo, é garantido o direito de celebração de contratos 
de trabalhos diferentes, a serem firmados com cada das empresas que utilizem de 
sua força de trabalho. 
b) Conforme entendimento sumulado do TST, o empregado de grupo econômico, 
preenchidos os requisitos da CLT, pode pedir equiparação salarial a empregado de 
outra empresa integrante do mesmo grupo, indicando-o como paradigma. 
c) Embora a Lei nº 5.889/73, que estatui normas reguladoras do trabalho rural, 
preveja que a CLT se aplica às relações de trabalho rurais, demonstra-se 
incompatível, por conta da natureza das atividades, a aplicação das regras 
concernentes ao grupo econômico, não havendo previsão na lei especial a tal 
instituto. 
d) O reconhecimento da existência de grupo econômico tão somente na fase de 
execução é permitido, diante das provas carreadas aos autos, não havendo 
necessidade de o reclamante indicar, na reclamatória trabalhista, todas as empresas 
cujo grupo econômico pugna pelo reconhecimento. 
e) Conforme previsão celetista, no caso de reconhecimento de grupo econômico 
entre empresas diversas, com personalidade jurídica distinta, inclusive explorando 
atividades econômicas diferentes, as empresas que vierem a ser reconhecidas como 
do grupo econômico responderão pelos débitos trabalhistas da empresa principal, 
de forma subsidiária. 
 
Direito Processual do Trabalho 
23. No tocante à sistemática recursal no processo do trabalho, aponte a 
alternativa CORRETA: 
a) O recurso ordinário possui efeito obstativo, devolutivo e suspensivo, sendo certo 
que, na Justiça Especializada, não há que se falar, sob qualquer hipótese, em recurso 
sem efeito suspensivo. 
 
18 
 
b) No processo do trabalho, em regra, as decisões interlocutórias não comportam 
recurso imediato, nos termos do art. 893, §1º, da CLT. Contudo, excepcionalmente, 
as decisões interlocutórias podem ensejar recurso imediato, como nas hipóteses de 
decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação 
Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação 
mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência 
territorial, com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se 
se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 2º, da CLT. 
c) Uma peculiaridade dos recursos na seara trabalhista é a uniformidade de prazos: 
08 dias. 
d) O recurso interposto antes da intimação oficial acarreta em intempestividade, 
conforme previsão expressa da Súmula nº 434, do TST. 
e) Conforme entendimento sumulado do TST, tanto a massa falida quanto a 
empresa em liquidação extrajudicial são dispensadas de preparo, vale dizer, das 
custas e depósito recursal. 
 
Direito Previdenciário 
24. No tocante às regras básicas e princípios concernentes à Previdência Social no 
Brasil, indique a resposta CORRETA: 
a) Entre os segurados obrigatórios da Previdência Social, previstos na Lei nº 
8.213/91 figuram, exclusivamente, os brasileirosnatos ou naturalizados. 
b) O caráter democrático e centralizado da gestão administrativa perfaz-se com a 
participação da comunidade, com convocação mensal de audiências públicas, 
dentre outras ações. 
c) O servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a 
União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais é 
segurado obrigatório, não sendo vinculado, pois, ao regime jurídico único próprio 
dos servidores públicos civis de carreira. 
d) O regime de previdência privada, constituído pela formação de reservas que 
garantam o benefício contratado, é obrigatório no Brasil. 
e) O princípio da solidariedade visa a, precipuamente, impedir a redução do valor 
dos benefícios, sendo uma proteção ao beneficiário. 
 
19 
 
 
Legislação Extravagante 
25. A Lei nº 11.340/2006 dispõe que o poder público desenvolverá políticas que 
visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações 
domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Assim, no que se 
refere à Lei Maria da Penha, é CORRETO afirmar que: 
a) Aplica-se a Lei nº 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais) caso a pena aplicada seja 
igual ou inferior a 02 anos. 
b) Lesão corporal praticada de forma culposa contra mulher, no âmbito de relações 
domésticas, é crime de ação penal pública condicionada à representação. 
c) A Lei Maria da Penha enumera de forma taxativa as formas de violência doméstica 
e familiar contra a mulher. 
d) Não se aplica a legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso 
nas causas que envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. 
e) A Lei Maria da Penha somente protege a mulher. 
 
26. O artigo 5º, X, da CF, diz que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a 
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano 
material ou moral decorrente de sua violação”. Diante disso, marque a alternativa 
CORRETA à luz da Constituição Federal e da Lei n° 9.296/96: 
a) A interceptação das comunicações telefônicas não poderá ser determinada pelo 
juiz de ofício. 
b) Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando o fato 
investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. 
c) A Constituição Federal e a Lei nº 9.296/96 admitem interceptação de 
comunicações telefônicas para prova em investigação criminal, instrução processual 
penal e no âmbito administrativo. 
d) Em hipótese alguma o juiz poderá admitir que o pedido de interceptação 
telefônica seja formulado verbalmente. 
 
20 
 
e) A decisão que defere o pedido de interceptação telefônica não poderá ser 
prorrogada por se tratar de matéria restritiva do direito à intimidade. 
 
27. De acordo com a Lei dos Crimes Ambientais, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Não é possível a responsabilização de pessoas jurídicas na esfera penal, vez que 
é impossível pessoa jurídica realizar atos tipicamente humanos. 
b) Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for 
obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. 
c) A suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação à 
pena privativa de liberdade não superior a dois anos. 
d) Não se aplica o princípio da insignificância na prática de crimes ambientais. 
e) A ação penal é pública condicionada à representação nas infrações penais. 
 
Informática 
28. Usando um computador para inserir novos itens na base bibliográfica do 
Tribunal Regional Federal da 3ª Região, uma bibliotecária acessa: 
a) A memória RAM, que permite a leitura, a gravação e a regravação de dados. 
b) A memória EPROM, que permite a leitura e armazena os dados de modo 
permanente. 
c) Uma fita magnética, que grava os dados de maneira aleatória ou randômica. 
d) A unidade de controle, que gerencia os dados e os convertem para o formato de 
saída desejado. 
e) O monitor de vídeo, que mostra todas as informações digitadas no teclado. 
 
29. A diretora da biblioteca do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região solicitou à 
equipe um inventário dos periféricos disponíveis, classificando-os de acordo com 
os dois agrupamentos abaixo: 
I. Dispositivos de entrada. 
II. Dispositivos de saída. 
 
21 
 
III. Dispositivos de entrada e saída. 
 
a. Impressoras 
b. Teclados 
c. Caixas de som 
d. Mouses 
e. Modems 
f. Escâneres 
g. Pendrives 
h. Canetas óticas 
i. Quiosques multimídia 
 
A correlação correta entre os agrupamentos é: 
a) I: d, e, f, g; II: a, c, h; III: b, i. 
b) I: a, b, d, f; II: c, g, h; III: e, i. 
c) I: b, c, e, h; II: a, f, i; III: d, g. 
d) I: b, d, f, h; II: a, c, i; III: e, g. 
e) I: d, f, h, i; II: a, c, g; III: b, e. 
 
30. Um Analista Judiciário da Área Administrativa do TRF3 deseja solicitar ao 
departamento de Tecnologia da Informação − TI o desenvolvimento de um 
sistema de informação para fazer com que cada vez que uma resma de 500 folhas 
de papel sulfite seja retirada do estoque, um registro apareça, automaticamente, 
nos computadores da empresa fabricante e fornecedora de papel sulfite, de forma 
que ela possa fabricar a quantidade necessária e enviar diretamente ao TRF3, 
eliminando distribuidores e reduzindo custos de armazenamento. Neste caso, o 
sistema de informação que o Analista deseja solicitar é um: 
a) Customer Relationship Management − CRM. 
 
22 
 
b) Supply Chain Management − SCM. 
c) Enterprise Resource Planning − ERP. 
d) Knowledge Management System − KMS. 
e) Transaction Support System − TSS. 
 
Raciocínio Lógico 
31. Adriano, Benedito e Cláudio são amigos e estão com camisetas de cores 
diferentes: verde, azul e branca. Dentre as afirmativas a seguir, somente uma é 
verdadeira: 
 Adriano está com camiseta azul. 
 Benedito não está com camiseta azul. 
 Cláudio não está com camiseta branca. 
 
É correto concluir que: 
a) Adriano está com camiseta branca. 
b) Adriano está com camiseta azul. 
c) Benedito está com camiseta verde. 
d) Benedito está com camiseta branca. 
e) Cláudio está com camiseta azul. 
 
32. No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado no segundo domingo do mês de 
agosto. Em um determinado ano bissexto, o dia 1° de janeiro foi um sábado. 
Neste mesmo ano, o Dia dos Pais foi comemorado no dia: 
a) 10 de agosto. 
b) 11 de agosto. 
c) 12 de agosto. 
d) 13 de agosto. 
 
23 
 
e) 14 de agosto. 
 
Língua Portuguesa 
33. Assinale a alternativa que corresponde à grafia da norma culta: 
a) Os guardas-civis intervieram na discussão dos espectadores. 
b) Os guarda-civis interviram na discussão dos expectadores 
c) Os guardas-civis interviram na discussão dos espectadores. 
d) Os guarda-civis intervieram na discursão dos espectadores. 
e) Os guarda-civil interviram na discussão dos expectadores. 
 
34. “Na quinta-feira, 28 de julho, às 18h, terminei de preparar a rodada gratuita 
do curso TOP-Tribunais, muito cansado”. Este enunciado, segundo os tipos de 
gêneros textuais, significa: 
a) Carta. 
b) Propaganda. 
c) Notícia. 
d) Diário. 
e) Fábula. 
 
 
24 
 
GABARITO 
 
Questão 01 ALTERNATIVA “D” 
Questão 02 ALTERNATIVA “C” 
Questão 03 ALTERNATIVA “E” 
Questão 04 ALTERNATIVA “E” 
Questão 05 ALTERNATIVA “C” 
Questão 06 ALTERNATIVA “B” 
Questão 07 ALTERNATIVA “C” 
Questão 08 ALTERNATIVA “A” 
Questão 09 ALTERNATIVA “E” 
Questão 10 ALTERNATIVA “D” 
Questão 11 ALTERNATIVA “B” 
Questão 12 ALTERNATIVA “A” 
Questão 13 ALTERNATIVA “C” 
Questão 14 ALTERNATIVA “E” 
Questão 15 ALTERNATIVA “E” 
Questão 16 ALTERNATIVA “A” 
Questão 17 ALTERNATIVA “C” 
Questão 18 ALTERNATIVA“B” 
Questão 19 ALTERNATIVA “E” 
Questão 20 ALTERNATIVA “D” 
 
25 
 
Questão 21 ALTERNATIVA “B” 
Questão 22 ALTERNATIVA “D” 
Questão 23 ALTERNATIVA “B” 
Questão 24 ALTERNATIVA “C” 
Questão 25 ALTERNATIVA “E” 
Questão 26 ALTERNATIVA “B” 
Questão 27 ALTERNATIVA “B” 
Questão 28 ALTERNATIVA “A” 
Questão 29 ALTERNATIVA “D” 
Questão 30 ALTERNATIVA “B” 
Questão 31 ALTERNATIVA “A” 
Questão 32 ALTERNATIVA “D” 
Questão 33 ALTERNATIVA “A” 
Questão 34 ALTERNATIVA “D” 
 
 
26 
 
QUESTÕES OBJETIVAS COMENTADAS 
 
Direito Constitucional 
01. Acerca das competências materiais e legislativas dos Entes Federativos na 
CF/88, marque a alternativa INCORRETA: 
a) Compete à União privativamente legislar sobre direito agrário e seguridade social. 
b) Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre previdência social. 
c) Compete aos Municípios criar, organizar e suprimir distritos, observada a 
legislação estadual. 
d) Compete à União organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a 
Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. 
e) Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. 
 
Comentários 
A alternativa A está correta. A redação da CF/88 é explícita quanto ao tema. Tome 
cuidado com as competências dos arts. 21 a 24, pois o examinador tentará 
embaralhá-las. Uma pegadinha frequente se refere à competência para legislar 
sobre seguridade social. Apesar de esta última abranger assistência social, 
previdência e saúde, que são temas ligados à competência legislativa comum, o art. 
21, XXIII, prevê que compete à União legislar, PRIVATIVAMENTE, sobre seguridade 
social. Para visualizar melhor o tema, seguem os dispositivos constitucionais 
pertinentes: 
Art. 194, CF/88. A SEGURIDADE SOCIAL compreende um conjunto integrado de ações 
de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos 
relativos à saúde, à previdência e à assistência social. 
Art. 22, CF/88. Compete PRIVATIVAMENTE à UNIÃO legislar sobre: [...] 
XXIII - seguridade social; 
 
 
27 
 
Art. 24, CF/88. Compete à UNIÃO, AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL legislar 
CONCORRENTEMENTE sobre: [...] 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; [...] 
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; 
XV - proteção à infância e à juventude; 
Os incisos XIV e XV tratam de temas ligados à ASSISTÊNCIA SOCIAL, que são 
melhores elencados no art. 203 da CF/88. Assim, nota-se que a assistência social 
também está incluída na competência CONCORRENTE para legislar dos entes 
federativos. 
Art. 203, CF/88. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, 
independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: 
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; 
III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; 
IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção 
de sua integração à vida comunitária; 
Pois bem: causa estranhamento que a competência para legislar sobre o “todo” 
(seguridade social) seja da União e a competência para tratar de suas partes seja 
concorrente. O professor FREDERICO AMADO,1 com muita clareza, esclarece esta 
antinomia aparente. O entendimento a seguir é trazido apenas para melhor 
entendimento da matéria. Em PROVAS OBJETIVAS, siga a letra da CF/88, nos termos 
dos artigos acima transcritos. 
Essa aparente antinomia é solucionada da seguinte maneira: apenas a União poderá 
legislar sobre previdência social, exceto no que concerne ao regime de previdência 
dos servidores públicos efetivos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, 
que poderão editar normas jurídicas para instituí-los e discipliná-los, observadas as 
normas gerais editadas pela União e as já postas pela própria Constituição. 
Outrossim, os estados, o Distrito Federal e os municípios também poderão editar 
normas jurídicas acerca da previdência complementar dos seus servidores públicos, 
 
1 AMADO, Frederico Augusto Di Trindade. Direito Previdenciário – Sinopse para concursos. 5ª ed., Salvador: Juspodivm, 
2015, p. 23-24. 
 
28 
 
a teor do artigo 40, §14, da Constituição Federal. Contudo, entende-se que apenas 
a União possui competência para legislar sobre a previdência complementar 
privada, pois o tema deve ser regulado por lei complementar federal, conforme se 
interpreta do artigo 202, da Constituição Federal, tendo sido promulgada pela União 
as Leis Complementares 108 e 109/2001. 
No que concerne à saúde e à assistência social, a competência acaba sendo 
concorrente, cabendo à União editar normas gerais a serem complementadas pelos 
demais entes políticos, conforme as suas peculiaridades regionais e locais, tendo 
em conta que todas as pessoas políticas devem atuar para realizar os direitos 
fundamentais na área da saúde e da assistência social. 
No que se refere a legislar sobre DIREITO AGRÁRIO a Constituição é clara: 
Art. 22. Compete PRIVATIVAMENTE à UNIÃO legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, 
aeronáutico, espacial e do trabalho; 
A alternativa B também está correta, conforme já mencionado acima. Para fixação, 
transcrevo novamente o dispositivo constitucional comentado. 
Art. 24, CF/88. Compete à UNIÃO, AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL legislar 
CONCORRENTEMENTE sobre: [...] 
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde; 
A alternativa C está correta e é mais uma repetição da letra da CF/88. 
Art. 30, CF/88. Compete aos MUNICÍPIOS: [...] 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; 
A alternativa D está INCORRETA. É o gabarito da questão. Trata-se de alteração 
promovida pela Emenda Constitucional nº 69 de 2012, que retirou da União a 
competência para manter e organizar a Defensoria do Distrito Federal. 
Art. 21, CF/88. Compete à União: [...] 
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal 
e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 69, de 2012) 
A alternativa E está correta. É o que se depreende do artigo 211, §2º, da CF88: 
 
29 
 
Art. 211, CF/88. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão 
em regime de colaboração seus sistemas de ensino. [...] 
§2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. 
Gabarito alternativa “D” 
 
02. São matérias que a Constituição Federal exige lei complementar para sua 
regência, EXCETO: 
a) Hipóteses em que a União permitirá que forças estrangeiras transitem pelo 
território nacional ou nele permaneçam temporariamente. 
b) Condições para integração de regiões em desenvolvimento. 
c) Estatuto da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas 
subsidiárias que explorem atividade econômica. 
d) Procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de 
desapropriação. 
e) Imposto sobre grandes fortunas. 
 
Comentários 
A alternativa A está correta: 
Art. 21. Compete à União: [...] 
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras 
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; 
A alternativa B também está correta: 
Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um 
mesmo complexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à 
redução das desigualdades regionais. 
§ 1º - Lei complementar disporá sobre: 
I - as condições para integraçãode regiões em desenvolvimento; 
 
 
30 
 
A alternativa C está INCORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. A CF/88 exige 
apenas Lei ordinária para tratar da matéria. Trata-se, inclusive, de recente e 
importante inovação legislativa: Lei nº 13.303 de 30 de junho de 2016. Vale observar 
que quando não há o adjetivo “complementar”, em regra, o trato da matéria pelo 
legislador infraconstitucional poderá ser feito por simples lei ordinária. Afirmo que 
“poderá” (e não “será” ou “deverá ser”), porque uma lei complementar pode 
disciplinar, na vigência da CF/88, tema de lei ordinária, mas o contrário não será 
possível. 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de 
atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos 
imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme 
definidos em lei. 
§ 1º A LEI estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de 
economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de 
produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre. 
A alternativa D está correta: 
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma 
agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia 
e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do 
valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua 
emissão, e cuja utilização será definida em lei. [...] 
§ 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de 
rito sumário, para o processo judicial de desapropriação. 
A alternativa E também está correta: 
Art. 153. Compete à União instituir IMPOSTOS sobre: [...] 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
Gabarito alternativa “C” 
 
03. Marque a alternativa CORRETA sobre entendimentos do Supremo Tribunal 
Federal: 
 
31 
 
a) É inconstitucional, por ofensa ao princípio da livre iniciativa, qualquer norma legal 
que obrigue a escolas privadas o oferecimento de atendimento educacional 
adequado e inclusivo a pessoas com deficiência. Além disso, a instituição de ensino 
poderá acrescer nas mensalidades os custos para implementar tais medidas de 
acessibilidade. 
b) O Poder Judiciário, em respeito ao princípio da Separação dos Poderes, não pode 
obrigar Município a oferecer vaga em creche a crianças de até 5 anos de idade. 
c) Por se tratar de tema relacionado a interesse local, pode o Município impedir a 
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. 
Segundo o STF, esta possibilidade estaria incluída na missão dos Municípios de gerir 
a política de desenvolvimento urbano. 
d) O Poder Judiciário, em sede de ação ordinária, pode aumentar os vencimentos 
de servidores públicos invocando o princípio da isonomia. 
e) É constitucional lei estadual que permita a magistrado aposentado pedir 
ressarcimento aos cofres públicos dos valores que pagou em custeio de tratamento 
odontológico feito em clínica particular caso os custos excedam a cobertura do seu 
respectivo Plano de Previdência do Estado. 
 
Comentários 
Antes de adentrar no exame das alternativas, recomendo o acompanhamento, ao 
menos da versão resumida, dos informativos do Supremo Tribunal Federal, no site 
DIZER O DIREITO. Os comentários destas questões foram, em grande parte, 
retirados desse blog jurídico. 
A alternativa A está incorreta. Julgamento recente decidiu o tema: 
São CONSTITUCIONAIS o art. 28, § 1º e o art. 30 da Lei nº 13.146/2015, que 
determinam que as escolas privadas ofereçam atendimento educacional adequado 
e inclusivo às pessoas com deficiência sem que possam cobrar valores adicionais de 
qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas para 
cumprimento dessa obrigação. STF. Plenário. ADI 5357 MC-Referendo/DF, Rel. Min. 
Edson Fachin, julgado em 9/6/2016 (Info 829). 
A alternativa B está incorreta. 
 
32 
 
O Poder Judiciário pode obrigar o Município a fornecer vaga em creche a criança de 
até 5 anos de idade. A educação infantil, em creche e pré-escola, representa 
prerrogativa constitucional indisponível garantida às crianças até 5 anos de idade, 
sendo um dever do Estado (art. 208, IV, da CF/88). Os Municípios, que têm o dever 
de atuar prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil (art. 211, § 
2º, da CF/88), não podem se recusar a cumprir este mandato constitucional, 
juridicamente vinculante, que lhes foi conferido pela Constituição Federal. STF. 
Decisão monocrática. RE 956475, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 12/05/2016 
(Info 826). 
A alternativa C está incorreta. 
Súmula Vinculante nº 49 - Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que 
impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em 
determinada área. 
A alternativa D também está incorreta. 
Súmula Vinculante nº 37 - Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função 
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de 
isonomia. 
A alternativa E está CORRETA. É, portanto, o gabarito da questão. Trata-se de tema 
bastante polêmico, que gerou críticas incisivas de alguns ministros, como de Luís 
Roberto Barroso, que considerou “imoral” o pagamento destes benefícios. 
O art. 65, § 2º da LOMAN (LC 35/1979), ao vedar a concessão de adicionais ou 
vantagens pecuniárias nela não previstas, não proíbe que as leis estaduais prevejam 
o pagamento de verbas de natureza indenizatória aos magistrados estaduais. Com 
base nesse entendimento, O STF CONSIDEROU VÁLIDA previsão de lei estadual que 
concede aos magistrados o direito de serem ressarcidos pelos cofres públicos em 
relação às despesas médicas, cirúrgicas e odontológicas que realizem e que excedam 
o custeio coberto pelo Instituto de Previdência do Estado. STF. 1ª Turma. MS 
27463/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/5/2016 (Info 825). 
Gabarito alternativa “E” 
 
Direito Administrativo 
 
33 
 
04. José, Governador do Estado do Pará, em conluio com particulares, praticou ato 
de improbidade que importou enriquecimento ilícito, nos anos de 2009 e 2010. 
Ressalte-se que sua gestão foi do período de 2009-2012. Em 2016, quando não era 
mais Governador, os fatos vieram à tona, ensejando o ajuizamento da respectiva 
Ação Civil de Improbidade Administrativa no mesmo ano, pelo Ministério Público, 
em face de José e dos particulares que com ele perpetraram o ilícito. Em face do 
narrado e levando em consideração a Lei de Improbidade Administrativa e a 
jurisprudência correlata, assinale a alternativa CORRETA: 
a) O Ministério Público é o único legitimado para a propositura da Ação Civil de 
Improbidade Administrativa. 
b) Tendo em vista que a Lei de Improbidade Administrativa apenas se aplica aos 
agentes públicos, o Ministério Público não poderia ter incluído os particulares no 
polo passivo da referida ação. 
c) Exige-se apenas o dolo como elemento subjetivo para a configuração da hipótese 
de ato de improbidade administrativa, independentemente da modalidade. 
d) A Ação de Improbidade Administrativa deve ser extinta ante a ocorrência da 
prescrição, pois já se passaram mais de 05 (cinco) anos entre a data dos fatos e o 
ajuizamento. 
e) As ações de ressarcimento decorrentes de atos de improbidade administrativa 
são imprescritíveis. 
 
Comentários 
Olá, pessoal! As provas de Direito Administrativo são bem mescladas: temos letra 
de lei, entendimentos jurisprudencial e doutrinário. Então, para esse tipo de 
preparação, deve-se ter conhecimento da legislação que mais é cobrada, 
complementando com um resumo ou uma doutrina de livre escolha, sempre 
atualizado nos informativos do STF e STJ. 
As provas de técnico possuem conteúdo programático menor, o quedá azo à 
cobrança mais aprofundada de determinadas matérias. 
Para iniciar, é certo que na sua prova tenha, ao menos, 01 (uma) questão de 
Improbidade Administrativa. Portanto, em todas as rodadas teremos ao menos 01 
(uma) questão sobre Improbidade. Como a Lei nº 8.429/92 é relativamente 
 
34 
 
pequena (possui apenas 25 artigos), vale a pena possuir conhecimento avançado 
desta Lei. Sugiro, também, a leitura, mesmo que parcial, do livro "Cem Perguntas e 
Respostas Sobre Improbidade Administrativa", da ESMPU – Escola Superior do 
Ministério Público da União, acessível em: 
https://escola.mpu.mp.br/linha-editorial/outras-
publicacoes/100%20Perguntas%20e%20Respostas%20versao%20final%20EBOOK.
pdf 
A presente questão procurou tratar de alguns dos principais pontos e polêmicas 
acerca da Improbidade Administrativa. Alguns pontos estão bem sedimentados, 
mas para quem não tem familiaridade com a Lei, vale a pena a leitura. 
A alternativa A está incorreta. Alguns examinadores procuram fazer o candidato 
pensar que o único legitimado para a propositura da Ação Civil de Improbidade 
Administrativa é o Ministério Público. Entretanto, o próprio artigo 17 da Lei de 
Improbidade Administrativa (LIA) dispõe que a ação principal poderá ser proposta 
"(...) pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada". A pessoa jurídica 
interessada, via de regra, será aquela que foi lesada ou que tenha sofrido prejuízos 
advindos do ato de improbidade administrativa, ou que tenha relação funcional com 
o sujeito ativo do ato de improbidade. 
Ressalte-se a diferenciação entre sujeito ativo e passivo do ato de improbidade 
administrativa e polo ativo e passivo da Ação Civil de Improbidade Administrativa. 
O primeiro trata de quem praticou e contra quem foi praticado o ato de 
improbidade, de índole material, portanto. O segundo trata dos legitimados para 
figurar no polo ativo e no polo passivo da referida ação, de índole processual, 
portanto. 
Finalmente, convém ressaltar que quando é o Ministério Público quem promove a 
ação principal, a pessoa jurídica interessada deverá ser intimada para, querendo, 
contestar o pedido ou atuar ao lado do autor, desde que isso se afigure útil ao 
interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente (art. 17, §3º 
da LIA c/c art. art. 6º, §3º, da Lei nº 4.717/65). 
A alternativa B está incorreta. Outra grande questão da Lei de Improbidade (e 
quase sempre cobrada) é a de quem pode praticar ato de improbidade 
administrativa (sujeito ativo do ato de improbidade) e, consequentemente, ser 
demandado em juízo (sujeito passivo da Ação Civil de Improbidade Administrativa). 
 
35 
 
Para tanto, necessária a leitura dos artigos 1º ao 3º da LIA: 
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor 
ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de 
empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou 
custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do 
patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei. 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de 
improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, 
benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para 
cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de 
cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, 
a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres 
públicos. 
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, 
ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, 
designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, 
mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 
anterior. 
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo 
não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de 
improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta (grifo 
nosso). 
A leitura dos dispositivos supramencionados denotam que podem ser sujeitos 
ativos do ato de improbidade administrativa: 1) os agentes públicos (de forma 
ampla); e b) particulares/terceiros que induzam ou concorram para o ato ou dele 
se beneficiem. 
Entretanto, não pode o particular/terceiro figurar, exclusivamente, no polo passivo 
da Ação de Improbidade Administrativa, ou seja, para que terceiro seja incluído no 
polo passivo, a ação deve ser manejada também contra o agente público que 
praticou o ato de improbidade, conforme jurisprudência do STJ: 
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO 
CIVIL PÚBLICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LITISCONSÓRCIO 
 
36 
 
PASSIVO. AUSÊNCIA DE INCLUSÃO DE AGENTE PÚBLICO NO PÓLO 
PASSIVO. IMPOSSIBILIDADE DE APENAS O PARTICULAR RESPONDER 
PELO ATO ÍMPROBO. PRECEDENTES. 
1. Os particulares que induzam, concorram, ou se beneficiem de 
improbidade administrativa estão sujeitos aos ditames da Lei nº 
8.429/1992, não sendo, portanto, o conceito de sujeito ativo do ato de 
improbidade restrito aos agentes públicos (inteligência do art. 3º da 
LIA). 
2. Inviável, contudo, o manejo da ação civil de improbidade 
exclusivamente e apenas contra o particular, sem a concomitante 
presença de agente público no polo passivo da demanda. 
3. Recursos especiais improvidos. 
(REsp 1171017/PA, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, 
julgado em 25/02/2014, DJe 06/03/2014) 
 
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA PROPOSTA APENAS CONTRA 
PARTICULAR. EXTINÇÃO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. AUSÊNCIA DE 
AGENTE PÚBLICO NO POLO PASSIVO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO 
NÃO PROVIDO. PRECEDENTES. 
I - A abrangência do conceito de agente público estabelecido pela Lei 
de Improbidade Administrativa encontra-se em perfeita sintonia com o 
construído pela doutrina e jurisprudência, estando em conformidade 
com o art. 37 da Constituição da República. 
II - Nos termos da Lei n. 8.429/92, podem responder pela prática de 
ato de improbidade administrativa o agente público (arts. 1º e 2º), ou 
terceiro que induza ou concorra para a prática do ato de improbidade 
ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta (art. 3º). 
III - A responsabilização pela prática de ato de improbidade pode 
alcançar terceiro ou particular, que não seja agente público, apenas em 
três hipóteses: a) quando tenha induzido o agente público a praticar o 
ato ímprobo; b) quando haja concorrido com o agente público para a 
 
37 
 
prática do ato ímprobo; ou c) tenha se beneficiado com o ato ímprobo 
praticado pelo agente público. 
IV - Inviável a propositura de ação de improbidade administrativa 
contra o particular, sem a presença de um agente público no polo 
passivo, o que não impede eventual responsabilização penal ou 
ressarcimento ao Erário, pelas vias adequadas. Precedentes. 
V - Recurso especial improvido. 
(REsp 1405748/RJ, Rel. Ministra MARGA TESSLER (JUÍZA FEDERAL 
CONVOCADA DO TRF 4ª REGIÃO), Rel. p/ Acórdão Ministra REGINA 
HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/05/2015, DJe 
17/08/2015) (grifo nosso) 
Portanto, incorreta a alternativa ao afirmar que, no caso apresentado, o Ministério 
Público se equivocou ao ter incluído terceiros no polo passivo da demanda, eis que 
possível, desde que em litisconsórcio com o agente público que praticou o ato de 
improbidade administrativa. 
A alternativa C está incorreta. Os atos de improbidade podem ser assim 
classificados: a) atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento 
ilícito (art. 9ºda LIA); b) atos de improbidade administrativa que causam prejuízo 
ao erário (art. 10 da LIA); e c) atos de improbidade administrativa que atentam 
contra os princípios da administração pública (art. 11 da LIA). 
O STJ entendeu que o dolo é necessário para configurar ato de improbidade 
administrativa que importe enriquecimento ilícito e que atente contra os princípios 
da administração pública (arts. 9º e 11 da LIA), e ao menos culpa nas hipóteses em 
que cause prejuízo ao erário (art. 10 da LIA): 
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. IMPROBIDADE 
ADMINISTRATIVA. CONVÊNIO ENTRE UNIÃO E MUNICÍPIO. VALOR 
REPASSADO E SEM PRESTAÇÃO DE CONTAS. VERBAS PÚBLICAS 
DESVIADAS. CONDUTA DO ART. 10 DA LIA. ELEMENTO SUBJETIVO. 
CULPA OU DOLO. REVISÃO DO ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE 
ORIGEM. REEXAME DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. 
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. 
1. Trata-se, na origem, de Ação de Improbidade Administrativa contra 
ex-Prefeita e Secretário de Obras e Serviços Públicos de Olinda (PE), 
 
38 
 
por falta de prestação de contas referentes a parte das verbas 
recebidas do convênio celebrado com a União para a "construção de 
quebra-mar semissubmerso e execução de obras de pavimentação e 
de drenagem urbana". 
2. O Tribunal a quo condenou a ora agravante pela prática de 
improbidade administrativa prevista nos arts. 10, XI, e 11, I, da LIA, 
aplicando as seguintes sanções: a) ressarcimento integral do dano no 
valor de R$ 717.617,41 (setecentos e dezessete mil, seiscentos e 
dezessete reais e quarenta e um centavos); b) perda da função pública; 
c) suspensão dos direitos políticos por seis anos, decisão tomada por 
maioria de votos, vencido nessa parte o Relator, que fixava o dito prazo 
em oito anos; d) pagamento de multa civil no patamar de R$6.000,00 
(seis mil reais), esta por já ter sido fixada pelo Tribunal de Contas; e) 
proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou 
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo 
de cinco anos. 
3. Não se verifica a ofensa ao art. 535 do Código de Processo Civil, uma 
vez que o Tribunal de origem julgou integralmente a lide e solucionou 
a controvérsia, tal como lhe foi apresentada. 
4. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça firmou 
entendimento segundo o qual o elemento subjetivo é essencial à 
configuração da improbidade, exigindo-se dolo para que se 
configurem as hipóteses típicas dos arts. 9º e 11, ou pelo menos 
culpa, nas hipóteses do art. 10, todos da Lei 8.429/92. 
(...) (AgRg no AREsp 210.361/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 17/05/2016, DJe 01/06/2016) (grifo 
nosso) 
Portanto, a alternativa está incorreta, pois ao afirmar que APENAS o dolo deve estar 
presente como elemento subjetivo para a caracterização do ato de improbidade 
administrativa, a alternativa exclui a modalidade culposa para a hipótese do art. 10 
da LIA. O candidato deve ter cuidado com alternativas que sempre venham 
acompanhadas das palavras "somente", "apenas", "exclusivamente", etc. 
 
39 
 
A alternativa D também está incorreta. Não houve prescrição no caso em comento. 
O art. 23 da Lei de Improbidade Administrativa assim dispõe: 
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta 
lei podem ser propostas: 
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em 
comissão ou de função de confiança; 
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas 
disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos 
casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. 
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da 
prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único 
do art. 1o desta Lei. 
Como o término do mandato ocorreu em 2012, não se passaram 05 (cinco) anos 
para a ocorrência da prescrição. Portanto, a ação não está prescrita. 
E para os particulares? Aplica-se o mesmo entendimento? Sim. 
O STJ entende que, aos particulares em conluio com os agentes públicos, se aplica 
o prazo prescricional previsto para estes: 
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. 
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PARTICULAR EM CONLUIO 
COM AGENTES PÚBLICOS. APLICAÇÃO DO ART. 23 DA LIA. 
POSSIBILIDADE. 
1. A compreensão firmada no Superior Tribunal de Justiça é no sentido 
de que, nas ações de improbidade administrativa, para o fim de 
fixação do termo inicial do curso da prescrição, aplicam-se ao 
particular que age em conluio com agente público as disposições do 
art. 23, I e II, da Lei nº 8.429/1992. Precedentes: REsp 1405346 / SP, 
Relator(a) p/ Acórdão Min. Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 
19/08/2014, AgRg no REsp 1159035/MG, Rel. Ministra Eliana Calmon, 
Segunda Turma, DJe 29/11/2013, AgRg no REsp 1197967 / ES, Rel. Min. 
Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 08/09/2010. 
2. Agravo Regimental não provido. 
 
40 
 
(AgRg no REsp 1510589/SE, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, 
PRIMEIRA TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe 10/06/2015) 
 
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO 
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. 
RECEBIMENTO DA INICIAL. PRESCRIÇÃO. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA 
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. ATOS DE 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE TERIAM SIDO PRATICADOS 
POR PARTICULAR, EM CONLUIO COM AGENTES PÚBLICOS, NÃO 
OCUPANTES DE CARGO EFETIVO. TERMO INICIAL DO PRAZO 
PRESCRICIONAL. ART. 23, I, DA LEI 8.429/92. AGRAVO REGIMENTAL 
IMPROVIDO. (...) 
IV. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no 
sentido de que, "nos termos do artigo 23, I e II, da Lei 8429/92, aos 
particulares, réus na ação de improbidade administrativa, aplica-
se a mesma sistemática atribuída aos agentes públicos para fins de 
fixação do termo inicial da prescrição" (STJ, AgRg no REsp 
1.541.598/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, 
SEGUNDA TURMA, DJe de 13/11/2015). Nesse mesmo sentido: 
STJ, AgRg no REsp 1.510.589/SE, Rel. Ministro BENEDITO 
GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 10/06/2015; REsp 
1.433.552/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, 
DJe de 05/12/2014; REsp 1.405.346/SP, Rel. p/ acórdão Ministro 
SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 19/08/2014; AgRg no 
REsp 1.159.035/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA 
TURMA, DJe de 29/11/2013; EDcl no AgRg no REsp 1.066.838/SC, 
Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 
26/04/2011. 
V. Agravo Regimental improvido. 
(AgRg no AREsp 161.126/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 02/06/2016, DJe 13/06/2016) (grifo 
nosso) 
 
41 
 
Portanto, a alternativa está errada, eis que não houve prescrição da ação de 
improbidade administrativa. 
A alternativa E está CORRETA e é o gabarito da questão. Esse tipo de alternativa é 
utilizada pelo examinador para confundir o candidato. De fato, as ações de 
improbidade são prescritíveis, tanto que a LIA possui o art. 23, que trata justamente 
desses prazos, o qual foi analisado na alternativa anterior. Entretanto, as ações que 
buscam o ressarcimento ao erário de referidos atos de improbidade administrativa 
são imprescritíveis. 
O STF possui este entendimento, assim como o STJ: 
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 
DO STF. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SANÇÕES. LEI Nº 8.429/97. 
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO 
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os requisitos de 
admissibilidade consistentes na regularidade formal, na impugnação 
específica das razões recorridas, noprequestionamento e na ofensa 
direta à Constituição Federal, quando ausentes, conduzem à 
inadmissão do recurso interposto. 2. O requisito do 
prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, 
em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se 
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmulas 282, 
verbis: “É inadmissível o o recurso extraordinário, quando não 
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada.” 3. A 
controvérsia sobre a aplicação das sanções previstas na Lei nº 
8.429/97, cominadas para o ato de improbidade em que incorreu a 
agravada é de índole infraconstitucional, por isso que eventual ofensa 
à Constituição deu-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a 
admissão do recurso extraordinário. Precedentes: RE 540712-AgR-AgR, 
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 13.12.2012; RE 589784-AgR, 
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Dje 17.08.2012; ARE 650204-AgR, 
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 19.06.2012. 4. In casu, 
o acórdão recorrido originariamente assim decidiu: EMENTA: AÇÃO 
CIVIL PÚBLICA Improbidade administrativa- Insurgência contra decisão 
 
42 
 
que recebe a petição inicial e determina a citação dos réus, dentre eles 
a agravante Alegação de inépcia da petição inicial, violação ao devido 
processo legal, ao princípio do contraditório e da ampla defesa 
Descabimento Petição inicial que satisfaz os requisitos do art. 282 do 
CPC Impossibilidade de análise das questões levantadas, sob pena de 
supressão de instância Fase processual que possibilita cognição 
primária e não exauriente da petição inicial e da resposta preliminar 
Inteligência do art. 17, § 8º, da Lei 8.429/92 Recurso não provido. AÇÃO 
CIVIL PÚBLICA Improbidade administrativa. Alegação de prescrição. 
Embora imprescritíveis as ações de ressarcimento contra os agentes 
públicos que ilicitamente causaram lesão ao patrimônio público (art. 
37, § 5º, da CF), verifica-se a ocorrência da prescrição no que tange às 
sanções previstas na Lei nº 8429/92. Ação proposta após o qüinqüidio 
do término do exercício do mandato Recurso provido neste ponto. 5. 
Agravo regimental desprovido. (AI 744973 AgR, Relator(a): Min. LUIZ 
FUX, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO 
DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-2013) 
 
PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE 
ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 
282 E 356/STF. OCORRÊNCIA OU NÃO DE DANO AO ERÁRIO. 
VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-
PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. 
IMPRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. DESCONTOS 
DE 30% DOS PROVENTOS. IMPENHORABILIDADE. RESP. 1.184.765/PA. 
RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO. 
1. Verifica-se que o Tribunal de origem não analisou, ainda que 
implicitamente, os arts. 21, I, da Lei n. 8.429/92, 1º da Lei n. 4.657/42 
e 282, IV, do Código de Processo Civil. Desse modo, impõe-se o não 
conhecimento do recurso especial por ausência de 
prequestionamento, entendido como o indispensável exame da 
questão pela decisão atacada, apto a viabilizar a pretensão recursal. 
Incidência das Súmulas 282 e 356/STF, por analogia. 
 
43 
 
2. Analisar a ocorrência, ou não, de dano ao erário passa 
necessariamente pela análise do conjunto probatório dos autos. A 
pretensão de simples reexame de provas, além de escapar da função 
constitucional deste Tribunal, encontra óbice na Súmula 7 do STJ, cuja 
incidência é induvidosa no caso sob exame. 
3. O acórdão recorrido encontra-se no mesmo sentido do 
entendimento desta Corte, qual seja, não há falar em prescrição, pois 
a pretensão de ressarcimento dos prejuízos causados ao erário é 
imprescritível, "mesmo se cumulada com a ação de improbidade 
administrativa (art. 37, § 5º, da CF)" (AREsp 79.268/MS, Rel. Ministra 
ELIANA CALMON). Precedentes. Súmula 83/STJ. 
4. A Primeira Seção desta Corte, no julgamento do REsp 1.184.765/PA, 
Rel. Ministro Luiz Fux, sob o regime dos recursos repetitivos, 
consolidou entendimento segundo o qual, são absolutamente 
impenhoráveis "os vencimentos, subsídios, soldos, salários, 
remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e 
montepios; as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e 
destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de 
trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal". Recurso 
especial parcialmente provido apenas para afastar o desconto de 30% 
dos proventos do recorrente. 
(REsp 1485439/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA 
TURMA, julgado em 14/04/2015, DJe 20/04/2015) 
Então, entenda dessa forma: A Ação de Improbidade Administrativa é 
prescritível, enquanto que a Ação de Ressarcimento decorrente de 
Atos de Improbidade Administrativa é imprescritível. 
Finalmente, convém salientar que tal entendimento pode vir a ser modificado em 
razão da Repercussão Geral reconhecida no RE 852475/SP, cuja ementa segue 
abaixo: 
EMENTA: ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRETENSÃO DE 
RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. PRESCRITIBILIDADE (ART. 37, § 5º, DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 
 
44 
 
1. Possui repercussão geral a controvérsia relativa à prescritibilidade da 
pretensão de ressarcimento ao erário, em face de agentes públicos, em 
decorrência de suposto ato de improbidade administrativa. 2. 
Repercussão geral reconhecida. 
Portanto, para provas, sigam o entendimento já defendido, mas acompanhem o 
desenrolar do RE 852475/SP, o qual pode vir a modificar ou ratificar o 
entendimento. 
Gabarito alternativa “E” 
 
05. Com base no entendimento jurisprudencial e nas normas atinentes aos 
concursos públicos, assinale a resposta CORRETA: 
a) A surdez unilateral configura deficiência para fins de concurso público. 
b) O candidato pode ser eliminado de concurso público ao realizar exame 
psicotécnico, mesmo este não sendo previsto em lei. 
c) O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo 
cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente 
o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, 
ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da 
administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder 
Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado 
durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo 
candidato. 
d) É constitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor 
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu 
provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
(SV 43) 
e) O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, vedada sua 
prorrogação. 
 
Comentários 
 
45 
 
A alternativa A está incorreta. O candidato deve ter conhecimento das Súmulas e 
de sua redação literal. Na presente alternativa, apenas houve a supressão da palavra 
"não", tornando a alternativa incorreta. 
O correto está disposto na Súmula nº 552 do STJ: O portador de surdez unilateral 
NÃO se qualifica como pessoa com deficiência para o fim de disputar as vagas 
reservadas em concursos públicos. 
A alternativa B está incorreta. Todos que prestam ou prestaram concursos públicos 
escutaram que o "edital é a lei do concurso público". Entretanto, deve-se salientar 
que o edital deve se basear em uma lei, via de regra, aquela atinente aos quadros 
funcionais do órgão que realiza o concurso. 
A título de exemplo, a Lei nº 11.415/2006, que dispõe sobre as carreiras dos 
servidores do Ministério Público da União, fixa os valores de sua remuneração e dá 
outras providências em nada refere ao exame psicotécnico. 
Levando em consideraçãotal fato, o edital de concurso para tal carreira até poderia 
prever que o candidato fosse submetido ao exame psicotécnico, entretanto, este 
não poderia ser eliminatório, por não ter previsão específica em Lei. 
Esse é o entendimento da Súmula Vinculante nº 44: Só por lei se pode sujeitar a 
exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público, que nada mais é 
do que a conversão da Súmula nº 686 do STF. 
Tanto é verdade que o Procurador Geral da República, no PLC 26/2016, incluiu o 
parágrafo único no art. 6º, prevendo a possibilidade de realização de exame 
psicotécnico, de caráter eliminatório, em seus certames. 
Portanto, a alternativa está incorreta, eis que em dissonância à Súmula Vinculante 
nº 44. 
A alternativa C está CORRETA e é o gabarito da questão. Trata-se de entendimento 
firmado em sede de Repercussão Geral no RE 837311/PI. Além da importância 
prática, o presente julgado pode ser cobrado em provas em razão de sua 
contemporaneidade. 
A alternativa D está incorreta. Novamente, a leitura das súmulas é importante. A 
Súmula Vinculante 43 dispõe que é INCONSTITUCIONAL toda modalidade de 
provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso 
 
46 
 
público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual 
anteriormente investido. 
Nesta alternativa, houve apenas a supressão do sufixo "in", tornando a alternativa 
incorreta. 
Mas para efeitos didáticos e históricos, convém relembrar que, antigamente, por 
exemplo, uma pessoa ingressava no serviço público sem concurso, para o cargo de 
técnico judiciário e, quando chegasse ao topo da carreira, era "promovido" à 
carreira inicial de analista judiciário. Também temos casos em que pessoas 
ingressaram no serviço público, também sem concurso público, como escrivães de 
polícia e, após certo tempo, tornaram-se Delegados. 
Os exemplos acima citados são casos de provimentos derivados, espécie vedada 
pela Constituição Federal, por conta do art. 37, II. 
Então, para ingressar em determinada carreira, ressalvados os cargos em comissão 
declarados em lei como de livre nomeação e exoneração, há a necessidade de ser 
aprovado em concurso de provas ou de provas e títulos. 
A alternativa E também está incorreta. Trata-se de alternativa que busca seus 
conhecimentos acerca da letra da lei, em especial, da Constituição Federal/88, que 
em seu artigo 37, III, assim dispõe: 
Art. 37. (...) III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, 
prorrogável uma vez, por igual período; 
Apenas para ficar sedimentado, se o concurso possui prazo de validade de 06 (seis) 
meses, ele só pode ser prorrogado por uma única vez, pelo mesmo período. Então, 
só poderá ser prorrogado por mais 06 (seis) meses. 
Logo, a alternativa está incorreta ao afirmar que é vedada a prorrogação do 
concurso público. 
Gabarito alternativa “C” 
 
06. Acerca dos atos administrativos, assinale a alternativa CORRETA: 
a) São elementos dos atos administrativos a competência, finalidade, forma, 
moralidade, objeto. 
 
47 
 
b) O ato administrativo que contiver vício sanável pode ser convalidado se não 
trouxer prejuízo a terceiros ou não acarretar lesão ao interesse público. 
c) A presunção de legitimidade, atributo do ato administrativo, é absoluta. 
d) A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os 
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e vedada, em 
todos os casos, a apreciação judicial. 
e) Todo ato administrativo possui como atributo a auto-executoriedade. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Trata-se de questão clássica e que é cobrada em 
provas diversas vezes e de diversas formas. O examinador, muitas vezes, procura 
confundir o candidato que, ao não atentar para a leitura da alternativa, acaba 
assinalando a errada em virtude da redação semelhante. Para tanto, o examinador 
altera um ou outro elemento do ato administrativo por um princípio, poder ou por 
um atributo. No presente caso, houve a troca do elemento "motivo", pelo princípio 
"moralidade", o que torna a alternativa incorreta. 
Lembre-se, os elementos do ato administrativo são: COmpetência; FInalidade; 
FOrma; Motivo; e OBjeto. Gravem CO-FI-FO-M-OB como processo mnemônico. 
A alternativa B está CORRETA e é o gabarito da questão. O ato administrativo, 
sendo sanável, pode ser convalidado se não for impugnado administrativa e 
judicialmente, bem como não acarrete prejuízos para terceiros ou lesão ao interesse 
público. Os julgados abaixo colacionados bem descrevem essa situação: 
MATÉRIA ADMINISTRATIVA. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL. LIMITE DE 
CLASSIFICADOS. ALTERAÇÕES. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA 
SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO. ATENDIMENTO. LEI Nº 
10.842/2004 E RESOLUÇÃO-TSE Nº 21.832/2004. PUBLICAÇÃO. 
AUSÊNCIA. PREJUÍZO. INEXISTÊNCIA. ERRO SANÁVEL. 
CONVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. PRAZO DE 
PRORROGAÇÃO. VALIDADE. ADMINISTRAÇÃO. ATO DISCRICIONÁRIO. 
MANIFESTAÇÃO. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA 
PROPORCIONALIDADE. OBSERVÂNCIA. 1. Em virtude da superveniente 
 
48 
 
necessidade de provimento de cargos, havendo candidatos habilitados 
oriundos de concurso público, com prazo de validade prorrogado, são 
válidos os atos de convocação, nomeação e posse de servidores 
classificados após o limite estabelecido em Edital, para atendimento do 
interesse público, tendo em vista a conveniência e a oportunidade 
administrativa, conquanto respeitada a igualdade para todos os 
candidatos. 2. Mero erro formal importa em vícios sanáveis, os quais 
não podem sobrepor à realização do interesse público, implicando, 
para tanto, em convalidação dos respectivos atos administrativos. 3. 
A plena manifestação do poder discricionário da Administração em 
autorizar a prorrogação de concurso público, com vistas a atender o 
interesse público, não pode ser elidida por mero equívoco de 
publicação posterior, eis que pautada no Princípio da Razoabilidade e 
da Proporcionalidade. (TRE-CE - 20: 11295 CE, Relator: ANASTÁCIO 
JORGE MATOS DE SOUSA MARINHO, Data de Julgamento: 15/03/2006, 
Data de Publicação: DJ - Diário de Justiça, Tomo 55, Data 23/03/2006, 
Página 131) 
 
ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. VÍCIOS NA REALIZAÇÃO DO 
CERTAME. CONVALIDAÇÃO DE ATOS ADMINISTRATIVOS. 1. Inexiste 
violação ao artigo 806 do CPC, pois a ação ordinária foi ajuizada dentro 
do prazo de 30 dias a que se refere o dispositivo em comento, que 
somente se inicia com a efetivação da medida. 2. Além de descumprida 
a exigência de aprovação prévia da banca examinadora pelo Conselho, 
em violação ao determinado no artigo 6º da Resolução nº 046/CEP, 
restou demonstrado que os códigos conferidos aos inscritos permitiam 
a identificação dos candidatos, em ofensa ao princípio da 
impessoalidade, e que os pontos de avaliação não guardavam relação 
com a área de prática forense na qual deverão atuar os aprovados 
nomeados. 3. Um dos requisitos para a convalidação dos atos 
administrativos é a inexistência de prejuízo para terceiros, o que não 
ocorreu no presente caso, uma vez que as irregularidades do certame 
prejudicaram os demais candidatos que deveriam concorrer em 
igualdade de condições. 4. Inaplicável a Súmula nº 20 do STF, uma vez 
que a hipótese dos autos não versa sobre demissão de servidor público, 
 
49 
 
mas sobre anulação de concurso público. 5. Agravo interno prejudicado 
e agravo de instrumento desprovido. (TRF-2 - AG: 174491 RJ 
2009.02.01.003313-0, Relator: Desembargadora Federal SALETE 
MACCALOZ, Data de Julgamento: 10/06/2009, SÉTIMA TURMA 
ESPECIALIZADA, Data de Publicação: DJU - Data::07/07/2009 - 
Página::141) 
A alternativa C está incorreta. São atributos do ato administrativo: a presunção de 
legitimidade,imperatividade e autoexecutoriedade. A presunção de legitimidade 
decorre do princípio da legalidade, por intermédio do qual se presume que os atos 
praticados pela Administração estejam em consonância com o ordenamento 
jurídico, sejam legais. Entretanto, essa presunção não é absoluta (juri et de jure), 
mas sim relativa (juris tantum). Ou seja, referida presunção é válida até que se prove 
o contrário. Como exemplo prático, convém transcrever o excerto abaixo: 
ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. FILHA MAIOR. DESCONTO 
INDEVIDO. DIREITO ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. RENÚNCIA EXPRESSA. 
ATO ADMINISTRATIVO. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. 
1. O artigo 7º da Lei n. 3.765/60, em sua redação original, conferia às 
filhas maiores de militar falecido o direito à pensão militar. 
2. Posteriormente, com o advento da Medida Provisória n. 2.131/2000, 
reeditada sob o n. 2.215-10/2001, assegurou-se àqueles que eram 
militares quando da sua entrada em vigor a manutenção dos benefícios 
da Lei n. 3.765/60, principalmente no que toca aos seus beneficiários, 
mediante a contribuição de 1,5%, cuja faculdade para gozo dos 
benefícios poderia ser renunciada, de forma irrevogável. 
3. No caso dos autos, é incontroverso que o militar renunciou ao 
benefício instituído, ocorrendo, contudo, o desconto do adicional até o 
advento de sua morte. 
4. Expressa a renúncia em requerimento administrativo, seus efeitos 
são imediatos, pois o equívoco da Administração Pública, ao manter o 
desconto indevido, não gera ao administrado direito adquirido ao 
recebimento de pensão em desconformidade com a legalidade, pois 
poderia tal equívoco ser revisto de ofício, em face do poder de 
autotutela administrativa, a teor do disposto na Súmula 473/STF. 
 
50 
 
5. Os atos administrativos gozam de presunção de legitimidade, 
cabendo ao interessado a prova de sua nulidade. A mera alegação de 
que a declaração assinada pelo genitor é nula não é apta a desconstituir 
o ato administrativo, pois não se pode deduzir, como pretende a 
autora, que a administração se revestia de dúvida quanto à exegese da 
norma legal: desoneração da previdência militar (REsp 1183535/RJ, Rel. 
Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 3/8/2010, 
DJe 12/8/2010). 
Recurso especial provido. 
(REsp 1414043/CE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA 
TURMA, julgado em 16/12/2014, DJe 19/12/2014) 
A alternativa D está incorreta. Novamente, deve o candidato tomar cuidado ao 
analisar as alternativas apresentadas. No presente caso, percebe-se que a 
alternativa está incorreta, pois há a transcrição quase que literal da Súmula nº 347 
do STF, apenas alterando a palavra "ressalvada" para "vedada". 
A correta grafia da Súmula é a seguinte: Súmula nº 347 do STF - A Administração 
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência 
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e RESSALVADA, em todos os 
casos, a apreciação judicial. 
A alternativa E também está incorreta. Os atos administrativos, conforme já citado 
acima, possuem como atributos a presunção de legitimidade, a imperatividade e a 
autoexecutoriedade. Entretanto, nem todos os atos administrativos possuem o 
atributo da autoexecutoriedade, tendo em vista que esta teria que estar prevista 
em lei ou se tratar de situação de emergência. Exemplo clássico dessa exceção é a 
multa de trânsito. 
Gabarito alternativa “B” 
 
Direito Civil 
07. Considerando o disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro 
no tocante à vigência, aplicação e integração das leis, marque a alternativa 
CORRETA: 
 
51 
 
a) Toda lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente publicada. 
b) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, 
se inicia 90 dias depois de oficialmente publicada. 
c) Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os 
costumes e os princípios gerais de direito. 
d) A lei com vigência temporária terá vigor até que outra a revogue. 
e) A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, podendo haver ressalvas quanto ao 
ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Nem toda lei começa a vigorar no país em 45 dias. 
Há situações em que o legislador entende por bem fixar um prazo diverso para a 
vigência da lei. O Código Civil de 2002 e o Novo Código de Processo Civil entraram 
em vigor 01 ano após suas respectivas publicações. Em outros casos, é comum que 
a vigência da lei ocorra na mesma data de sua publicação, para tanto é preciso que 
haja determinação expressa no corpo da lei. Por fim, registre-se que o art. 1º da Lei 
de Introdução às Normas de Direito Brasileiro assim estabelece: Salvo disposição 
contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente publicada. 
A alternativa B também está incorreta. Aqui bastaria conhecer o texto da lei de 
Introdução às Normas do Direito Brasileiro. O artigo 1º, em seu §1ª estabelece que 
nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se 
inicia três meses depois de oficialmente publicada. Percebe-se que o prazo é fixado 
em meses, não devendo ser contado em dias, razão pela qual o prazo de 90 dias 
indicado na questão revela-se equivocado. 
A alternativa C está CORRETA. É o gabarito da questão. Quando inexiste lei a ser 
aplicada diretamente ao caso, deve o magistrado se valer de outras fontes do 
Direito para encontrar a regra que efetivamente deve disciplinar a relação jurídica 
submetida à sua apreciação, ou seja, para aplicar o Direito (grande desafio do 
operador do direito). A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro permite a 
integração na hipótese de lacunas (falta de previsão legal sobre uma matéria). Nos 
 
52 
 
termos do artigo 4o: Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a 
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. 
Essas são as fontes supletivas do direito, juntamente, com a DOUTRINA, a 
JURISPRUDÊNCIA e a EQÜIDADE, que são também métodos de integração da norma 
jurídica. 
A alternativa D está incorreta. A lei temporária já nasce com data certa para morrer. 
O prazo de sua vigência já está assinalado no próprio corpo da lei. Neste caso, sua 
vigência independe de outra lei que a revogue. O artigo 2º da LINDB assim 
prescreve: Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a 
modifique ou revogue. 
A alternativa E também está incorreta. O artigo 6º da LINDB assegura que a lei em 
vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito 
adquirido e a coisa julgada. Tal determinação está em consonância com o artigo 5º 
inciso XXXVI da Constituição Federal que prescreve que “a lei não prejudicará o 
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. 
Gabarito alternativa “C” 
 
08. No tocante à capacidade civil, assinale a alternativa CORRETA: 
a) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
menores de 16 (dezesseis) anos. 
b) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário 
discernimento para a prática desses atos. 
c) São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os 
que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. 
d) A menoridade cessa aos vinte e um anos completos, quando a pessoa fica 
habilitada à prática de todos os atos da vida civil. 
e) São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer os 
excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. 
 
Comentários 
 
53 
 
A alternativaA está CORRETA. É, portanto, o gabarito da questão. Toda pessoa é 
dotada de personalidade, isto é, tem capacidade para figurar numa relação jurídica. 
Toda pessoa tem aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. 
A capacidade é a maior ou menor extensão dos direitos de uma pessoa. É, portanto, 
a medida da personalidade. A capacidade pode ser de direito ou de gozo: que é a 
aptidão que todos possuem; ou de fato ou de exercício (também chamada de ação): 
que é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil. 
A incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. Sendo ela 
absoluta, acarreta a proibição total do exercício dos atos da vida civil. Aqui, o ato 
somente poderá ser praticado pelo representante legal do incapaz, sob pena de 
nulidade. É o caso dos menores de 16 anos, conforme estabelece o Código Civil de 
2002 em seu artigo 3º, caput. 
As alternativas B e C estão incorretas. A redação anterior do Código Civil indicava 
como absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil 
aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário 
discernimento para a prática desses atos; e aqueles que, mesmo por causa 
transitória, não puderem exprimir sua vontade. Os incisos II e III do art. 3º do Código 
Civil foram revogados pela Lei nº 13.146/2015. 
Com a alteração legislativa, passou-se a considerar que qualquer causa, em maior 
ou menor grau, que exclua a ou reduza a expressão da vontade de uma pessoa 
ocasionará o reconhecimento da incapacidade relativa. 
Assim, atualmente no ordenamento jurídico brasileiro apenas o menores de 16 anos 
são tido como absolutamente incapazes. 
A alternativa D está incorreta. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, 
quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil, conforme 
estabelece o art. 5º do Código Civil de 2002. A idade de 21 anos era prevista no 
Código Civil de 1916. 
A alternativa E também está incorreta. A previsão contida no inciso III do artigo 4º 
do Código Civil foi excluída pela Lei nº 13.146/2015. De outra sorte, a nova redação 
desse dispositivo (art. 4º, III) passa a arrolar as pessoas que, “por causa transitória 
ou permanente, não puderem exprimir vontade” – que antes estava previsto no 
inciso III do art. 3º como situação típica de incapacidade absoluta. A partir de janeiro 
de a hipótese é de incapacidade relativa. 
 
54 
 
Os portadores de transtorno mental que sempre foram tratados como incapazes, 
nos termos da nova lei, serão plenamente capazes para praticar os atos da vida civil. 
Os arts. 6º e 84, do Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência (Lei nº 
13.146/2015), deixam claro que a deficiência não afeta a plena capacidade civil da 
pessoa, senão vejamos: 
“Art. 6º. A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa (...) 
Art. 84. A pessoa com deficiência tem assegurado o direito ao exercício de sua 
capacidade legal em igualdade de condições com as demais pessoas.” 
Gabarito alternativa “A” 
 
09. Considerando os dispositivos do Código Civil, de qual ato far-se-á a averbação 
em registro público? Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Os nascimentos, casamentos e óbitos. 
b) A emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. 
c) A interdição por incapacidade absoluta ou relativa. 
d) A sentença declaratória de ausência e de morte presumida. 
e) Dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O artigo 9º, inciso I do Código Civil estabelece que 
os nascimentos, casamentos e óbitos serão registrados em registro público. 
A alternativa B está incorreta. O artigo 9º, inciso II do Código Civil estabelece que a 
emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz será registrada em 
registro público. 
A alternativa C está incorreta. O artigo 9º, inciso III do Código Civil estabelece que 
a interdição por incapacidade absoluta ou relativa será registrada em registro 
público. 
A alternativa D está incorreta. O artigo 9º, inciso IV do Código Civil estabelece que 
a sentença declaratória de ausência e de morte presumida será registrada em 
registro público. 
 
55 
 
A alternativa E está correta. É o gabarito da questão. O art. 10, inciso II do Código 
Civil estabelece que será feita a averbação em registro público dos atos judiciais ou 
extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. 
Com o escopo de assegurar direitos de terceiros, o legislador, a fim de obter a 
publicidade do estado das pessoas, exige inscrição em registro público de 
determinados atos. A certidão extraída dos livros cartorários fará prova plena e 
segura do estado das pessoas físicas Assim, preleciona Maria Helena Diniz. Por isso, 
os nascimentos, casamentos, óbitos, a emancipação por outorga dos pais ou por 
sentença do juiz, a interdição por incapacidade absoluta ou relativa e a sentença 
declaratória de ausência e de morte presumida serão registradas em registro 
público. 
Ao lado do registro surge um ato específico — a averbação — ante a necessidade 
de fazer exarar todos os fatos que venham atingir o estado da pessoa e, 
consequentemente, o seu registro civil, alterando-o, por modificarem ou 
extinguirem os dados dele constantes. 
Percebe-se, então, que a averbação constitui o ato de constar à margem de um 
assento (registro) um fato ou referência que o altere ou o cancele. Assim, a 
averbação é ato secundário que altera o teor do registro. 
Gabarito alternativa “E” 
 
Direito Processual Civil 
10. A respeito das normas fundamentais do processo civil, assinale a alternativa 
INCORRETA: 
a) Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências 
do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e 
observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a 
eficiência. 
b) Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente 
ouvida. 
c) A proibição de decisões em face de uma das partes, sem prévia oitiva, não se 
aplica à tutela provisória de urgência e a determinadas hipóteses de tutela da 
evidência. 
 
56 
 
d) O juiz pode decidir em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
especialmente se se tratar de matéria sobre a qual deva apreciar de ofício. 
e) Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. Nos casos de segredo de 
justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de 
defensores públicos ou do Ministério Público. 
 
Comentários 
A alternativa A está correta. Nos termos do estatuído no art. 8o do CPC/2015, “ao 
aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do 
bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e 
observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a 
eficiência”. 
A alternativa B está correta. A assertiva foi extraída especificamente do art. 9º do 
CPC/2015 que, na esteira do princípio do contraditório, previsto no art. 5º, LV, da 
CRFB/88, dispôs que “não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela 
seja previamente ouvida”. Esta é a regra. As exceções são abordadas na alínea 
seguinte. 
A alternativa C também está correta. O parágrafo único do supramencionado art. 
9º, do CPC/2015 expôs textualmente que a proibição de se proferir decisão contra 
uma das partes, sem a sua oitiva prévia, não se aplica às tutelas provisórias de 
urgência, bem como às tutelas de evidência especificadas nos arts. 311, II e III, e 701 
do CPC/2015. 
Nessa linha, consoante o CPC/2015, quando as alegações de fato puderem ser 
comprovadasapenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de 
casos repetitivos ou em súmula vinculante, não haverá necessidade de observar a 
referida proibição. Da mesma forma, se se tratar de pedido reipersecutório fundado 
em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será 
decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa. 
Percebe-se, ademais, que os incisos I e V, do art. 311, não foram previstos na 
exceção estabelecida no art. 9º. Por relevante, impende mencionar que estes são 
relativos ao abuso do direito de defesa, manifesto propósito protelatório da parte, 
 
57 
 
ou quando a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos 
constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar 
dúvida razoável. Nessas últimas hipóteses, será possível decisão sem a prévia oitiva. 
Por fim, o art. 701 do CPC/2015 predetermina que, sendo evidente o direito do 
autor, o juiz deferirá a expedição de mandado de pagamento, de entrega de coisa 
ou para execução de obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo 
de 15 (quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios 
de cinco por cento do valor atribuído à causa. Portanto, resta presente também 
hipótese de tutela baseada em evidência. 
A alternativa D está INCORRETA. É o gabarito da questão. A alternativa fez uma 
afirmação que o atual diploma processual civil rechaça. Frise-se, por oportuno, que 
o questionamento foi baseado em uma das inovações do CPC/2015, traduzida em 
seu art. 10, segundo o qual “o juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, 
com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes 
oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva 
decidir de ofício”. O dispositivo ainda será objeto de interpretação pela 
jurisprudência, mas é importante ter em mente, desde já, o disposto em seu texto. 
A alternativa E está correta. O enunciado tratou da publicidade dos julgamentos, 
que já era assente na Carta Magna (art. 93, IX e X), mas foi reafirmado no CPC/2015, 
em seu art. 11, caput e parágrafo único. Tanto a CRFB/88, quanto o CPC/2015 
dispõem que todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo ocorrer a 
limitação de presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus 
advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à 
intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. 
Gabarito alternativa “D” 
 
11. Acerca da revogação das tutelas provisórias, com base na jurisprudência do 
STJ, marque a alternativa CORRETA: 
a) O percentual a ser descontado não pode ser superior a 10% sobre o montante 
total de cada prestação do benefício que vier a ser recebido, até que ocorra a 
integral compensação, com atualização monetária, da verba que fora antecipada 
antes da revogação da tutela provisória. 
 
58 
 
b) Ainda que não tenha havido prévio pedido ou reconhecimento judicial da 
restituição, se a antecipação da tutela anteriormente concedida houver sido 
revogada em decorrência de sentença de improcedência do seu pedido, é possível 
que entidades previdenciárias efetuem descontos mensais. 
c) Em caso de revogação da tutela, incide a responsabilidade processual subjetiva, 
não bastando a existência do dano decorrente da pretensão deduzida em juízo. 
d) Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo 
prejuízo que a tutela de urgência causar à parte adversa, devendo a indenização ser 
liquidada sempre nos autos em que a medida tiver sido concedida. 
e) O CPC/2015, diferentemente do anterior, não cuidou da figura do improbus 
litigator. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Esta questão jurisprudencial tem por foco apenas 
estimular o candidato a ler semanalmente informativos. Em julgado recentíssimo,2 
o Superior Tribunal de Justiça entendeu que, em caso de revogação de tutelas 
provisórias, “será possível à entidade previdenciária - administradora do plano de 
benefícios que tenha suportado os prejuízos da tutela antecipada - efetuar 
descontos mensais no percentual de 10% sobre o montante total de cada prestação 
do benefício suplementar que vier a ser recebida pelo assistido, até que ocorra a 
integral compensação, com atualização monetária, da verba que fora antecipada”. 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. No mesmo 
precedente, o Tribunal afirmou que a efetivação dos descontos mensais independe 
de prévio pedido ou de reconhecimento judicial do direito à restituição. Nessa 
linha, assentou que “em linha de princípio, a obrigação de indenizar o dano causado 
pela execução de tutela antecipada posteriormente revogada é consequência 
natural da improcedência do pedido, decorrência ex lege da sentença”. Por isso, 
“independe de pronunciamento judicial, dispensando também, por lógica, pedido 
da parte interessada. Com mais razão, essa obrigação também independe de pedido 
reconvencional ou de ação própria para o acertamento da responsabilidade da 
parte acerca do dano causado pela execução da medida”. 
 
2 REsp 1.548.749-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 13/4/2016, DJe 6/6/2016 
 
59 
 
A alternativa C está incorreta. A responsabilidade pelo dano é objetiva. Segundo o 
Superior Tribunal de Justiça, ao tratar da previdência oficial, a Primeira Seção do STJ 
(REsp 1.384.418-SC, DJe 30/8/2013) entendeu que, “conquanto o recebimento de 
valores por meio de antecipação dos efeitos da tutela não caracterize, do ponto de 
vista subjetivo, má-fé por parte do beneficiário da decisão, quanto ao aspecto 
objetivo, é inviável falar que pode o titular do direito precário pressupor a 
incorporação irreversível da verba ao seu patrimônio”. Com efeito, “a 
responsabilidade objetiva pelo dano processual causado por tutela antecipada 
posteriormente revogada decorre da inexistência do direito anteriormente 
acautelado”. 
A alternativa D está incorreta. Nem sempre o dano será liquidado nos próprios 
autos. O próprio CPC/2015 externa, no art. 302, parágrafo único, que, 
“independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo 
prejuízo que a tutela de urgência causar à parte adversa, devendo a indenização ser 
‘liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que possível’”. 
A alternativa E também está incorreta. O concurseiro tem que ficar atento às 
expressões constantes da doutrina e da jurisprudência, seja para acertar uma 
questão objetiva, seja para demonstrar qualidade ao responder questões 
subjetivas. O STJ utilizou a expressão improbus litigator no precedente supra, ao 
distinguir o dano processual, que pode decorrer da revogação de tutela antecipada, 
cautelar e de execuções provisórias, das situações de malícia e temeridade, senão 
vejamos: “De fato, a sistemática adotada pelos dispositivos da legislação processual 
civil que visam combater o dano processual - relacionados à tutela antecipada, à 
tutela cautelar e à execução provisória - inspira-se, conforme entendimento 
doutrinário, em princípios diversos daqueles que norteiam as demais disposições 
processuais, as quais buscam reprimir as condutas maliciosas e temerárias das 
partes no trato com o processo, o chamado improbus litigator.” 
Gabarito alternativa “B” 
 
12. A respeito do amicus curiae, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O amicus curiae foi consagrado pela jurisprudência pátria, mas o legislador 
perdeu uma excelente oportunidade de regular expressamente o assunto, 
notadamente com o advento do NCPC. 
 
60 
 
b) O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do 
tema objeto dademanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por 
decisão irrecorrível, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural, com 
representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação. 
c) O juiz ou relator poderá agir de ofício ou a requerimento das partes ou de 
qualquer pessoa que pretenda manifestar-se, para fins de admissão do amicus 
curiae. 
d) O amicus curiae não poderá interpor recursos, salvo embargos de declaração ou 
para recorrer de decisão que julga o incidente de resolução de demandas 
repetitivas. 
e) Sempre que solicitada ou admitida a intervenção de amicus curiae, o juiz ou o 
relator deverá definir, na própria decisão, os poderes respectivos. 
 
Comentários 
A alternativa A está INCORRETA. É o gabarito da questão A assertiva incorre em 
erro. O CPC/2015 expressamente tratou da figura do amicus curiae, conforme será 
demonstrado a seguir. 
A alternativa B está correta. Nos termos do art. 138 do Diploma Processual, “O juiz 
ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema objeto 
da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão 
irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-
se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou 
entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) 
dias de sua intimação”. 
A alternativa C está correta. Ainda na esteira do dispositivo enfatizado, tanto o juiz 
como o relator poderão agir de ofício ou a requerimento das partes ou de qualquer 
pessoa. Há que se ter atenção, vez que o CPC utilizou a expressão “qualquer”. 
A alternativa D está correta. A assertiva é verdadeira, pois o art. 138, parágrafos 1º 
e 3º, do CPC expressam que a intervenção não autoriza a interposição de recursos, 
ressalvada a oposição de embargos de declaração e, além disso, para fins de 
recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas. 
 
61 
 
A alternativa E também está correta. A alternativa revela correção, em decorrência 
de expressa previsão legal no sentido de que, com espeque no art. 138, parágrafo, 
2º, do Codex, “Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a 
intervenção, definir os poderes do amicus curiae”. 
Gabarito alternativa “A” 
 
Direito Penal 
13. Com relação aos princípios do Direito Penal, assinale a opção CORRETA: 
a) O princípio da insignificância permite que condutas que não sejam capazes de 
lesar ou no mínimo colocar em perigo o bem jurídico não sejam objeto de atuação 
penal pelo Estado. Tal princípio exclui a culpabilidade do agente. 
b) O Direito Penal moderno é o direito da culpa, pois nenhum resultado penalmente 
relevante pode ser atribuído a quem não o tenha produzido por dolo ou culpa. Com 
isso, pode-se afirmar que o ordenamento jurídico pátrio adotou o princípio da 
responsabilidade penal objetiva. 
c) Para o princípio da lesividade não há infração penal quando a conduta não tiver 
oferecido pelo menos perigo de lesão ao bem jurídico. Tal princípio delimita o 
Direito penal tanto no nível legislativo quanto no jurisdicional. 
d) O ordenamento jurídico pátrio adota o princípio da responsabilidade pelo fato no 
âmbito legislativo, pois os tipos penais devem definir fatos. Por outro lado, no plano 
jurisdicional, adota-se o direito penal do autor na dosimetria da pena. 
e) Na aplicação do princípio da insignificância, o julgador deve analisar aspectos 
puramente patrimoniais, não devendo levar em consideração outros elementos. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A natureza jurídica do princípio da insignificância é 
de causa supralegal de exclusão da tipicidade material. Memorize isso, pois cai 
muito em prova. Supralegal porque tal princípio não está positivado. Exclui a 
tipicidade material porque não reconhece que o bem jurídico tenha sofrido lesão 
ou perigo de lesão. Porém, a conduta continua formalmente típica, tendo em vista 
que a tipicidade formal está relacionada à pura e simples subsunção da norma. 
 
62 
 
A alternativa B também está incorreta. Como se tem que valorar a culpa, o 
ordenamento jurídico pátrio adota o princípio da responsabilidade penal subjetiva 
e não objetiva. Tal regra está disposta no artigo 19 do Código Penal, vejamos: “Pelo 
resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver 
causado ao menos culposamente”. 
A alternativa C está CORRETA e é o gabarito da questão. 
A alternativa D está incorreta, pois o princípio da responsabilidade pelo fato é 
adotado tanto na esfera legislativa quanto jurisdicional, onde o agente poderá ser 
condenado pela prática de um fato típico e ilícito e não por suas características 
pessoais. Assim, é incorreto o item, pois considera a adoção do direito penal do 
autor no plano jurisdicional. Entendimento diverso nos levaria para o campo do 
Direito Penal do Inimigo, o qual criminaliza por questões pessoais. 
A alternativa E está incorreta. A aplicação do princípio da insignificância se dá 
diante da análise das circunstâncias do caso concreto. A jurisprudência pacífica do 
Supremo Tribunal Federal elenca quatro requisitos objetivos para a aplicação do 
princípio. Parte da jurisprudência também os chama de vetores. São eles: 
1) mínima ofensividade da conduta: se o agente é criminoso habitual, não há 
insignificância; 
2) ausência de periculosidade social da ação; 
3) reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; e 
4) inexpressividade da lesão jurídica provocada, momento em que deve ser 
considerado não apenas o valor econômico do bem, mas também o valor 
sentimental do bem para a vítima. 
Vê-se, portanto, que a assertiva está errada. 
Gabarito alternativa “C” 
 
14. A respeito da tentativa, considere a seguinte afirmativa: “Carlos, com a arma 
carregada, dispara duas vezes contra Horácio com a intenção de matá-lo. Porém, 
erra os disparos”. 
I. Trata-se de tentativa cruenta, pois o Horácio não foi atingido. 
II. Caracteriza a tentativa perfeita, pois Carlos errou os disparos. 
 
63 
 
III. O Código Penal adotou a teoria objetiva, motivo pelo qual a pena da tentativa 
deve ser correspondente ao crime consumado, diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois 
terços). 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, II e III. 
d) II. 
e) III. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que os itens I e II estão incorretos. Com relação 
ao item I, a situação descrita na questão nos mostra que o objeto material não foi 
atingido, ou seja, Horácio não levou nenhum dos dois tiros disparados por Carlos. 
Isso caracteriza a tentativa incruenta ou branca, que é o erro da questão. Na 
tentativa cruenta ou vermelha o objeto material é alcançado pela atuação do 
agente. 
No que tange ao item II, a tentativa perfeita não se relaciona com a exposição do 
objeto material à lesão ou perigo de lesão. Ela se refere ao uso dos meios 
executórios. Assim, a tentativa será perfeita se o agente esgotar todos os meios 
executórios disponíveis e não consumar o crime por circunstâncias alheias a sua 
vontade. Será, por sua vez, imperfeita ou inacabada se a circunstância alheia que 
impede sua consumação ocorrer antes que os meios executórios se esgotem. 
Observem que a questão traz a informação de que a arma estava carregada, e Carlos 
disparou dois tiros, o que mostra que ocorreu uma tentativa imperfeita. A tentativa 
perfeita também é chamada de crime falho. 
A alternativa B está incorreta. Embora o item III esteja correto, visto que a teoria 
objetiva determina que a tentativa é punida de acordo com o perigo proporcionado 
ao bem jurídico protegido pela lei penal, apesar de o dolo ser o mesmo do crime 
consumado. Como o dolo é o mesmo, diz-se que a consumação e a tentativasão 
subjetivamente completas. O fundamento da questão está no artigo 14, parágrafo 
único do Código Penal, o qual diz: “Salvo disposição em contrário, pune-se a 
 
64 
 
tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois 
terços”. O item II está incorreto, pelas razões acima enumeradas. 
A alternativa C está incorreta, conforme dito acima, os itens I e II estão incorretos, 
estando apenas o item III correto. 
A alternativa D está incorreta, visto que, conforme já dito, a tentativa perfeita não 
se relaciona com a exposição do objeto material a lesão ou perigo de lesão. Ela se 
refere ao uso dos meios executórios. 
A alternativa E está CORRETA. É, portanto, o gabarito da questão. Consoante já 
assentado em comentário anterior, a teoria objetiva determina que tentativa é 
punida de acordo com o perigo proporcionado ao bem jurídico protegido pela lei 
penal, apesar de o dolo ser o mesmo do crime consumado. Como o dolo é o mesmo, 
diz-se que a consumação e a tentativa são subjetivamente completas. O 
fundamento da questão está no artigo 14, parágrafo único do Código Penal, o qual 
diz: “Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente 
ao crime consumado, diminuída de um a dois terços”. 
Gabarito alternativa “E” 
 
15. Segundo entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, 
assinale a assertiva CORRETA quanto aos crimes contra a Administração Pública: 
a) No crime de concussão a situação de flagrante delito se configura no momento 
da entrega da vantagem indevida. 
b) O delito de descaminho é crime de natureza material e a ele se aplica a Súmula 
Vinculante nº 24. 
c) Ao crime de contrabando se aplica o princípio da insignificância. 
d) O crime de denunciação caluniosa admite o dolo eventual. 
e) Importação de arma de ar comprimido configura crime de contrabando. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. No crime de concussão, a situação de flagrante delito 
se configura no momento da exigência da vantagem indevida, pois a concussão é 
crime formal, consumando-se no momento da exigência e não da entrega. E o que 
 
65 
 
seria a entrega da vantagem indevida? Trata-se de mero exaurimento, pois o crime 
se consumou antes, quando da exigência. 
A alternativa B está incorreta. O Superior Tribunal de Justiça entende que o crime 
de descaminho é crime tributário de natureza formal. Com isso, para que seja 
proposta a ação penal por crime de descaminho, não é necessário a prévia 
constituição definitiva do crédito tributário, motivo pelo qual não se aplica a Súmula 
Vinculante nº 24. Mais uma dica: algumas provas de analista têm também questões 
discursivas. Quando você for se remeter a alguma Súmula Vinculante, não é 
adequado dizer “súmula vinculante nº 24 do Supremo Tribunal Federal”, pois não 
há súmulas vinculantes de outra fonte. 
A alternativa C está incorreta. O princípio da insignificância não se aplica ao crime 
de contrabando, pois não se pode entende como insignificante a entrada ou saída 
ilícita do território nacional de produto proibido pelas autoridades brasileiras. 
A alternativa D também está incorreta. De acordo com a jurisprudência do Superior 
Tribunal de Justiça, para a configuração do crime de denunciação caluniosa é exigido 
o dolo direto, ou seja, que o agente saiba que a pessoa é inocente, sendo necessário 
comprovar sua má-fé de atribuir fato criminoso a pessoa sabidamente inocente. 
A alternativa E está CORRETA. É o gabarito da questão. Embora não haja proibição 
absoluta de entrada no território nacional de arma de pressão, há inequívoca 
proibição relativa, haja vista se tratar de produto que se submete à rigorosa 
normatização federal de controle de comercialização e importação, motivo pelo 
qual configura contrabando a entrada ilícita em território nacional, sendo a resposta 
correta. 
Gabarito alternativa “E” 
 
Direito Processual Penal 
16. A Lei nº 13.257/2016 introduziu novas hipóteses de prisão domiciliar. Com 
relação a essas alterações, assinale a alternativa CORRETA: 
a) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE 
independente do tempo de gestação e de sua situação de saúde. 
b) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar para MULHER que tenha 
filho menor de 18 anos. 
 
66 
 
c) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar para HOMEM que seja o 
único responsável pelos cuidados do filho menor de 18 anos. 
d) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE a 
partir do 6º mês de gestação. 
e) A nova lei trouxe nova hipótese de prisão domiciliar com relação a GESTANTE a 
partir do 8º mês de gestação. 
 
Comentários 
A alternativa A está CORRETA. É o gabarito da questão. Conforme inovação 
legislativa inserida em nosso ordenamento por meio da Lei nº 13.257/2016, o inciso 
IV, do artigo 318, passou a dizer que: 
Art. 318. Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente 
for: (...) IV – gestante; (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Agora, basta que a investigada ou ré esteja grávida para ter direito à prisão 
domiciliar. Não mais se exige tempo mínimo de gravidez nem que haja risco à 
saúde da mulher ou do feto. 
A alternativa B está incorreta. A nova hipótese que a lei trouxe, de prisão 
domiciliar, é para MULHER que tenha filho menor de 12 anos, conforme inciso V, 
do artigo 318, do CPP. 
A alternativa C está incorreta. A nova hipótese que a lei trouxe, de prisão 
domiciliar, é para HOMEM que seja o único responsável pelos cuidados do filho 
menor de 12 anos. 
A alternativa D está incorreta. A nova hipótese que a lei trouxe, de prisão 
domiciliar, não mais exige tempo mínimo de gravidez nem que haja risco à saúde 
da mulher ou do feto. 
A alternativa E também está incorreta. A nova hipótese que a lei trouxe, de prisão 
domiciliar, não mais exige tempo mínimo de gravidez nem que haja risco à saúde 
da mulher ou do feto. 
Gabarito alternativa “A” 
 
 
67 
 
17. Com relação a Lei nº 13.285/2016, que acrescentou o art. 394-A ao Código de 
Processo Penal, conferindo prioridade a processos que julgam a prática de certos 
crimes, podemos afirmar que: 
a) Os processos que apurem a prática de crime contra administração pública terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
b) Os processos que apurem a prática de crime contra o meio ambiente terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
c) Os processos que apurem a prática de crime hediondo terão prioridade de 
tramitação em todas as instâncias. 
d) Os processos que apurem a prática de crime contra as telecomunicações terão 
prioridade de tramitação em todas as instâncias. 
e) Os processos que apurem a prática de crime previstos na Lei de Segurança 
Nacional terão prioridade de tramitação em todas as instâncias, durante o período 
das Olímpiadas. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Embora os crimes contra Administração Pública 
estejam no foco das atenções, inclusive, com projeto de lei para tornar a prática da 
corrupção crime hediondo, a Lei nº 13.385/2016 não trata disso. 
A alternativa B está incorreta. Nada obstante a importância desse bem de natureza 
difusa, que é o meio ambiente. A Lei nº 13.385/2016 não introduziu nenhum tipo 
de prioridade no que diz respeito aos procedimentos para apurar e responsabilizar 
eventuais criminosos pela prática de crimes contra o meio ambiente. 
A alternativa C está CORRETA. E é o gabarito da questão. Essa é a redação do artigo 
2º, da Lei nº 13.385/2016 que acrescentou ao Código Penal, o artigo 349-A: “Os 
processos que apurem a prática de crime hediondo terão prioridade de tramitação 
em todas as instâncias.” 
A alternativa D está incorreta. O procedimento de apuração de crimes contra 
telecomunicaçõesnão goza de nenhum tipo de prioridade processual em seu 
processamento e julgamento. 
 
68 
 
A alternativa E também está incorreta. Não há nenhuma Lei, tampouco houve 
qualquer alteração na Lei de Segurança Nacional, que tenha conferido prioridade 
de tramitação em todas as instâncias, durante o período das Olímpiadas, em razão 
de crimes previstos naquela lei. 
Gabarito alternativa “C” 
 
Direito Eleitoral 
18. Com relação ao conceito, objeto e fontes do Direito Eleitoral, assinale a opção 
INCORRETA: 
a) A competência para legislar sobre direito eleitoral é privativa da União. 
b) A competência da União para legislar sobre normas gerais de direito eleitoral não 
exclui a competência suplementar dos Estados. 
c) São fontes do direito eleitoral a Constituição da República, o Código Eleitoral (Lei 
nº 4.737/65), a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 
9.096/95), a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/90) e as Resoluções 
do Tribunal Superior Eleitoral. 
d) O Poder Constituinte Originário diz que a soberania popular será exercida pelo 
voto secreto e direto, com valor igual para todos, pelo sufrágio universal e, nos 
termos da lei, mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular de projeto de lei. 
e) Em que pese ser de competência da União legislar sobre direito eleitoral, o 
Presidente da República, em caso de relevância e urgência, não poderá editar 
medida provisória sobre assunto que trate de cidadania, partidos políticos e direito 
eleitoral por expressa vedação constitucional. 
 
Comentários 
A alternativa A está correta. Trata-se de reprodução do art. 22, inciso I, da 
Constituição Federal. Lembre-se que só a União pode legislar sobre direito eleitoral. 
Entretanto, Lei Complementar poderá autorizar os Estados a legislarem sobre 
alguma questão específica de direito eleitoral (art. 22, p. único, CF/88). 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
 
69 
 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, 
aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre 
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. 
Importante que você tenha muita atenção quanto ao que pede o enunciado. No 
caso, a questão quer como gabarito o item errado. 
A alternativa B está INCORRETA e é o gabarito da questão. A questão tentou induzir 
o candidato a erro, isso porque, quando a Constituição fala que a competência da 
União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos 
Estados, ela, a Constituição, está tratando das matérias cuja competência legislativa 
é concorrente, e não das competências privativas. 
Assim, como a competência para legislar sobre direito eleitoral é privativa da União, 
e não concorrente, a questão está errada. Para fixar, veja os textos da CF/88: 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: (...) 
§ 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a 
estabelecer normas gerais. 
§ 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a 
competência suplementar dos Estados. 
§ 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a 
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei 
estadual, no que lhe for contrário. 
A alternativa C está correta. Segundo José Jairo Gomes (Direito Eleitoral, 2016), “a 
palavra fonte designa o local onde algo é produzido, indicando, portanto, sua 
procedência, sua origem. Nesse sentido, por exemplo, significa a nascente, o olho ou 
a mina d’água. Na doutrina jurídica, expressa a origem ou o fundamento do direito”. 
De fato, todas normas citadas são fontes do direito eleitoral e serão estudadas, 
sendo que, no caso das Resoluções do TSE, a mais importante é a Resolução nº 
21.538/03. A intenção deste item foi familiarizá-los com as principais normas que 
trataremos ao longo das rodadas. 
A alternativa D está correta. Trata-se de reprodução do art. 14 da Constituição. A 
maioria das questões de direito eleitoral são extraídas dos textos de lei (em sentido 
 
70 
 
amplo). Entendam que isso ocorre com a grande maioria dos concursos. Para se ter 
uma ideia, esse artigo já foi cobrado em sua literalidade na primeira fase do 20º 
concurso para Procurador da República. 
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto 
e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I - plebiscito; 
II - referendo; 
III - iniciativa popular. 
A alternativa E também está correta. A Constituição Federal veda expressamente a 
edição de medidas provisórias sobre assuntos ligados à cidadania, partidos políticos 
e direito eleitoral. E mais: também veda a edição quando tratar sobre nacionalidade 
e direitos políticos. É o que prescreve o art. 62, §1º, I, a, da Constituição: 
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar 
medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao 
Congresso Nacional. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
I – relativa a: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001) 
Gabarito alternativa “B” 
 
19. Sobre o princípio da anualidade eleitoral, marque a alternativa CORRETA: 
a) O princípio da anualidade eleitoral, em que pese ter ampla aplicação, não incide 
quando se tratar de emendas ao texto constitucional. 
b) A lei que altera o processo eleitoral entra em vigor na data de sua publicação, 
tendo aplicabilidade imediata. 
c) Por ser um princípio constitucional, a anualidade eleitoral, para sua aplicação, 
dependerá sempre da ponderação. 
d) A Lei nº 13.165, publicada em 29 de setembro de 2015, por alterar o processo 
eleitoral no ano anterior às eleições, não se aplicará às eleições do ano de 2016, em 
 
71 
 
respeito ao princípio da anualidade ou anterioridade, previsto no art. 16 da 
Constituição. 
e) As decisões do TSE que, no curso do pleito eleitoral (ou logo após o seu 
encerramento), implicarem mudança de jurisprudência não têm aplicabilidade 
imediata ao caso concreto e somente terão eficácia sobre outros casos no pleito 
eleitoral posterior. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O STF já teve oportunidade de se manifestar sobre o 
assunto quando da análise da ADI nº 3.685, que tratava da aplicação da Emenda 
Constitucional nº 52 (verticalização das coligações partidárias – estudaremos em 
rodada futura) às eleições que ocorreriam em menos de 12 meses. Decidiu o STF 
que o princípio da anualidade eleitoral, previsto no art. 16 da Constituição, se aplica 
inclusive para emendas constitucionais, vejamos: 
Enquanto o art. 150, III, b, da CF encerra garantia individual do contribuinte (ADI 
939, rel. min. Sydney Sanches, DJ de 18-3-1994), o art. 16 representa garantia 
individual do cidadão-eleitor, detentor originário do poder exercido pelos 
representantes eleitos e ‘a quem assiste o direito de receber, do Estado, o 
necessário grau de segurança e de certeza jurídicas contra alterações abruptas das 
regras inerentes à disputa eleitoral’ (ADI 3.345, rel. min. Celso de Mello). Além de 
o referido princípio conter, em si mesmo, elementos que o caracterizam como uma 
garantia fundamental oponível até mesmo à atividade do legislador constituinte 
derivado, nos termos dos arts. 5º, § 2º, e 60, §4º, IV, a burla ao que contido no art. 
16 ainda afronta os direitos individuais da segurança jurídica (CF, art. 5º, caput) e 
do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV). 
A alternativa B está incorreta. Lei que altera o processo eleitoral entra em vigor na 
data de sua publicação, mas não se aplica imediatamente, apenas às eleições que 
ocorram após um ano de sua vigência. 
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua 
publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua 
vigência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993) 
A alternativa C está incorreta. Realmente, a anualidade ou anterioridade é um 
princípio constitucional eleitoral. Entretanto, para sua incidência, não é necessário 
 
72 
 
utilizar a ponderação de valores, bastando apenas o transcurso do prazo de um ano 
contado da vigência da lei que altere o processo eleitoral. 
A alternativa D está incorreta. Esse tipo de questão pode cair em sua prova, mas 
ela deverá indicar a data de publicação da lei. Antes de responder à questão, o 
candidato deveria saber que as eleições ordinárias, no Brasil, ocorrem sempre no 
primeiro domingo do mês de outubro de anos pares (arts. 28, 29, II, e 77 da CF/88). 
Assim, como a lei foi publicada em setembro de 2015 e as eleições ocorrerão em 
outubro de 2016, o prazo de um ano da data do pleito terá sido respeitado. Conclui-
se, pois, que a referida Lei nº 13.165/2015, que promoveu uma minirreforma 
eleitoral, será aplicável às eleições de 2016. 
A alternativa E está CORRETA e é o gabarito da questão. O STF, no RE nº 
637.485/RJ, decidiu que mudanças na jurisprudência do TSE também devem 
respeito ao princípio da anualidade, sendo que este item da questão foi retirado de 
excerto do Acórdão do mencionado RE nº 637.485/RJ, cujo trecho abaixo retrata 
bem o sentido: 
Mudanças radicais na interpretação da Constituição devem ser acompanhadas da 
devida e cuidadosa reflexão sobre suas consequências, tendo em vista o postulado 
da segurança jurídica. Não só a Corte Constitucional, mas também o Tribunal que 
exerce o papel de órgão de cúpula da Justiça Eleitoral devem adotar tais cautelas 
por ocasião das chamadas viragens jurisprudenciais na interpretação dos preceitos 
constitucionais que dizem respeito aos direitos políticos e ao processo eleitoral. 
Não se pode deixar de considerar o peculiar caráter normativo dos atos judiciais 
emanados do Tribunal Superior Eleitoral, que regem todo o processo eleitoral. 
Mudanças na jurisprudência eleitoral, portanto, têm efeitos normativos diretos 
sobre os pleitos eleitorais, com sérias repercussões sobre os direitos fundamentais 
dos cidadãos (eleitores e candidatos) e partidos políticos. 
Gabarito alternativa “E” 
 
20. No que pertine aos sistemas eleitorais, marque a alternativa CORRETA: 
a) O sistema eleitoral proporcional é aplicável às eleições do poder legislativo, 
enquanto que o sistema majoritário é aplicável às eleições do poder executivo. 
b) Para os cargos de Prefeito, Governador e Presidente, sempre é exigida maioria 
absoluta dos votos válidos para que seja considerado vencedor um dos candidatos. 
 
73 
 
c) Nos municípios com mais de 200 mil habitantes, aplica-se, para a eleição de 
Prefeito, o sistema majoritário absoluto. 
d) O Brasil adota o sistema eleitoral proporcional de listas abertas. 
e) O Brasil adota o sistema eleitoral proporcional de listas fechadas. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O erro da questão é singelo. Na verdade, aos cargos 
de Senador aplica-se o sistema eleitoral majoritário, e não proporcional. Assim, 
todos do legislativo, exceto Senador, estão sujeitos ao sistema proporcional. 
A alternativa B está incorreta. O erro da questão está em dizer que o cargo de 
Prefeito sempre exige maioria absoluta dos votos válidos. Em verdade, apenas nos 
Municípios com mais de 200 mil eleitores existe tal exigência, sendo que nos demais 
(menos de 200 mil eleitores) basta a maioria simples (ser o mais votado entre os 
concorrentes, ainda que não tenha a maioria absoluta). 
A alternativa C está incorreta. Preste atenção no enunciado, pois ele fala em 
habitantes, quando a constituição menciona eleitores. Assim, um município pode 
ter 300 mil habitantes, mas apenas 150 mil eleitores, sendo este o motivo do erro 
da questão. Veja o art. 29, II, da CF/88: 
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro 
do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras 
do art. 77, no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 16, de1997) 
A alternativa D está CORRETA e é o gabarito da questão. 
A alternativa E está incorreta. No sistema de lista aberta, o partido político ou 
coligação escolhe quais de seus filiados poderão disputar as eleições. A partir desse 
momento cabe ao eleitor escolher em qual daqueles candidatos irá votar, de modo 
que votará no candidato que quiser. Já no sistema de lista fechada, o partido escolhe 
quais candidatos disputarão a eleição e mais, colocarão eles em uma lista de 
prioridades. Assim, o partido diz que o candidato X é o primeiro da lista, o Y é o 
segundo, e assim sucessivamente. Durante a votação o eleitor escolhe apenas o 
partido que quer votar. Ao apurar os votos, será divulgado quantos candidatos 
aquele partido elegeu, sendo que os primeiros candidatos escolhidos pelo partido 
 
74 
 
previamente é que serão diplomados. Em outras palavras, no sistema de lista 
fechada, o partido tem grande peso na escolha do eleitor, pois quem receberá os 
votos é o partido. Quanto mais votos o partido conseguir, mais candidatos seus ele 
conseguirá eleger, entretanto, a ordem de diplomação será aquela escolhida pelo 
partido previamente. 
Gabarito alternativa “D” 
 
Direito do Trabalho 
21. A Lei Complementar nº 150, publicada no Diário Oficial da União em 2.6.2015, 
conhecida como “Nova Lei dos Domésticos”, trouxe estrutura normativa ao 
contrato de trabalho doméstico, inclusive, consagrando direitos antes 
controversos em sede doutrinária e jurisprudencial. Em relação aos direitos 
garantidos aos empregados domésticos, assinale a alternativa CORRETA: 
a) É lícita a contratação de empregado doméstico por prazo determinado, contudo, 
tal modalidade é restrita ao contrato de experiência, que não poderá ultrapassar 90 
(noventa) dias, admitida uma única prorrogação dentro desse período. 
b) Faculta-se ao empregador e empregado domésticos, mediante acordo escrito, 
estabelecerem horário de trabalho de 12 (doze) horas seguidas por 36 (trinta e seis) 
horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para 
repouso e alimentação. 
c) É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação ao 
empregado doméstico pelo período de 1 (uma) hora, não sendo possível sua 
redução sob qualquer hipótese. 
d) Conforme expressamente disposto na LC nº 150/2015, no caso de despedida do 
empregado doméstico sem justa causa, ou por culpa do empregador, deverá este 
depositar, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta 
por cento do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante 
a vigência do contrato, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos 
juros. 
e) O empregado doméstico não pode ser contratado em regime de tempo parcial, 
por expressa previsão legal. 
 
 
75 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Conforme explicitado no art. 4º da Lei 
Complementar em questão, “é facultada a contratação, por prazo determinado, do 
empregado doméstico: I - mediante contrato de experiência; II - para atender 
necessidades familiares de natureza transitória e para substituição temporária de 
empregado doméstico com contrato de trabalhointerrompido ou suspenso”. 
Já o prazo máximo do contrato de experiência é de 90 dias, permitida uma única 
prorrogação dentro do período. 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. Eis o teor do art. 
10, caput da Lei Complementar em questão: 
Art. 10. É facultado às partes, mediante acordo escrito entre essas, estabelecer 
horário de trabalho de 12 (doze) horas seguidas por 36 (trinta e seis) horas 
ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e 
alimentação. 
A doutrina alude à jornada 12 por 36 como uma modalidade de compensação de 
jornada onde o empregado trabalha além das 8 horas permitidas, ficando 12 horas 
prestando serviços. Por outro lado, goza de um descanso bastante prolongado de 
36 horas consecutivas. Importante frisar que esse regime 12 por 36 é admitido 
apenas excepcionalmente, por exemplo, nas atividades de vigilância e na área 
hospitalar. Aliás, para que seja válido, é necessário que tenha previsão em lei ou em 
instrumento coletivo (convenção ou acordo coletivo). O fundamento básico para 
admitir esse sistema consiste na flexibilização da jornada, via compensação, e na 
força normativa dada aos acordos e convenções coletivas, conforme artigo 7, XXVI 
e artigo 8, VI, ambos da CF/88 (MIESSA, Élisson; CORREA, Henrique. Súmulas e 
Orientações jurisprudenciais do TST. 5.ed. Salvador: Editora JusPodivm, 2015, p. 
245.). 
Como se vê, a implementação da jornada conhecida como “12 por 36” (turnos 
ininterruptos de revezamento), em relação aos empregados domésticos, demanda 
menos formalidades em relação à implementação nos contratos regidos pela CLT, 
na medida em que basta a firmação de acordo escrito entre as partes no primeiro 
caso. 
A alternativa C está incorreta. Estabelece o art. 13, caput, da LC nº 150/2015, que 
é obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período 
 
76 
 
de, no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante 
prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua redução a 30 (trinta) 
minutos”. Também no tocante à redução do intervalo intrajornada, nota-se maior 
flexibilidade de regras na Nova Lei dos Domésticos em relação aos empregados 
regidos pela CLT, onde exige-se intervenção do Ministério do Trabalho e Emprego, 
no caso de o empregador oferecer refeitórios, por exemplo, ou, ainda, acordo ou 
convenção coletiva, conforme Súmula nº 437, II, TST. 
A alternativa D está incorreta. No caso de despedida sem justo motivo, ou por culpa 
do empregador, não é devida a multa de 40% sobre os depósitos fundiários. Como 
alternativa, estabelece o art. 22 da Lei nº 150/2015 que “o empregador doméstico 
depositará a importância de 3,2% (três inteiros e dois décimos por cento) sobre a 
remuneração devida, no mês anterior (...)”. Esses depósitos devem ser feitos pelo 
empregador doméstico na conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço do empregador, servindo de indenização compensatória para os casos de 
dispensa sem justo motivo, conforme citado. 
A alternativa E também está incorreta. É expressamente permitida a contratação 
em regime de tempo parcial, cuja jornada semanal máxima será de 25 horas. O art. 
3º da Lei Complementar explicita o regramento do trabalho em tempo parcial. No 
caput, há expressa possibilidade de contratação mediante o regime em comento, e 
regra que merece destaque consta do parágrafo 2º do mesmo artigo, na medida em 
que possibilita a realização de horas extras, em número não excedente a uma hora 
diária. Tal dispositivo excepciona-se em relação ao regramento do trabalho em 
regime de tempo parcial previsto na CLT, que proíbe expressamente a realização de 
trabalho extraordinário, conforme disposto no art. 59 e parágrafos da norma 
consolidada. 
Gabarito alternativa “B” 
 
22. O amplo conceito de empregador possui peculiaridades no que toca, 
especialmente, ao conceito e enquadramento de grupos econômicos. Em relação 
às disposições que regem o grupo econômico, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Ao empregado que presta serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, ainda que em turnos distintos 
em cada das empresas do grupo, é garantido o direito de celebração de contratos 
 
77 
 
de trabalhos diferentes, a serem firmados com cada das empresas que utilizem de 
sua força de trabalho. 
b) Conforme entendimento sumulado do TST, o empregado de grupo econômico, 
preenchidos os requisitos da CLT, pode pedir equiparação salarial a empregado de 
outra empresa integrante do mesmo grupo, indicando-o como paradigma. 
c) Embora a Lei nº 5.889/73, que estatui normas reguladoras do trabalho rural, 
preveja que a CLT se aplica às relações de trabalho rurais, demonstra-se 
incompatível, por conta da natureza das atividades, a aplicação das regras 
concernentes ao grupo econômico, não havendo previsão na lei especial a tal 
instituto. 
d) O reconhecimento da existência de grupo econômico tão somente na fase de 
execução é permitido, diante das provas carreadas aos autos, não havendo 
necessidade de o reclamante indicar, na reclamatória trabalhista, todas as empresas 
cujo grupo econômico pugna pelo reconhecimento. 
e) Conforme previsão celetista, no caso de reconhecimento de grupo econômico 
entre empresas diversas, com personalidade jurídica distinta, inclusive explorando 
atividades econômicas diferentes, as empresas que vierem a ser reconhecidas como 
do grupo econômico responderão pelos débitos trabalhistas da empresa principal, 
de forma subsidiária. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A Súmula nº 129 do TST estabelece que “a prestação 
de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma 
jornada de trabalho, não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho, salvo ajuste em contrário”. Portanto, a regra é a existência de apenas um 
contrato de trabalho, sendo o ajuste para firmação de mais de um contrato, pois, 
exceção. 
Nesse sentido, pontua o professor Henrique Correia que “se o empregado for 
contratado por uma das empresas, mas seu trabalho estiver sendo aproveitado 
pelas demais, por exemplo, no período da manhã trabalha para empresa A, e, à 
tarde, presta serviços para a empresa B, do mesmo grupo, terá um único contrato 
de trabalho, ou seja, sua carteira de trabalho não será assinada pelas duas 
empregadoras, mas apenas uma delas. Assim sendo, mesmo prestando serviços 
 
78 
 
para duas empresas, a jurisprudência do TST tem entendido tratar-se de 
empregador único, ou seja, o grupo é o empregador” (CORREIA, Henrique. Direito 
do Trabalho para os concursos de analista do TRT e MPU. Salvador: Ed. Juspodivm, 
2016, p. 168). 
A alternativa B está incorreta. Embora doutrina e jurisprudência caminhem no 
sentido de admitir a equiparação salarial entre empregados do mesmo grupo 
econômico, o tema não está pacificado, não havendo, pois, qualquer enunciado ou 
orientação jurisprudencial nesse sentido. Destarte, em provas objetivas de primeira 
fase, mostra-se de bom alvitre ao candidato, diante de assertiva como a proposta, 
marcá-la como incorreta, caso a menção seja à jurisprudência sumulada. 
A alternativa C também está incorreta. Com efeito, a lei que trata das relações 
trabalho rural, Lei nº 5.889/73, possui disposições expressas no tocante à 
possibilidade de reconhecimento de grupo econômico, conforme previsão do seu 
art. 2, §3º: “§ 2º Sempre que uma ou mais empresas, embora tendo cada uma delas 
personalidade jurídica própria, estiverem sob direção, controle ou administração de 
outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua autonomia, integrem 
grupo econômico ou financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas 
obrigações decorrentes da relação de emprego.” 
A alternativa D está CORRETA. E é o gabarito da questão.De fato, até o 
cancelamento da Súmula nº 205, do TST, por meio da Resolução nº 121/2003, 
somente poderia ser executada solidariamente, em sede de execução, reclamadas 
integrantes do grupo econômico que houvessem participado da relação processual 
e constassem do título executivo judicial. Tratava-se de inegável violação ao direito 
constitucional de ação, não sendo razoável exigir-se do obreiro que conheça, de 
antemão, blocos de empresas dos mais diversos tipos de modelo, o nome e 
funcionamento de cada delas. Muitos Tribunais Regionais possuem súmulas no 
sentido da assertiva correta. 
A alternativa E está incorreta. A responsabilidade é solidária no caso de 
reconhecimento de grupo econômico, e não subsidiária, como constou na 
alternativa. Nesse sentido, “Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, 
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou 
administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer 
outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, 
 
79 
 
solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas” 
(art. 2º, §2º, CLT). 
Gabarito alternativa “D” 
 
Direito Processual do Trabalho 
23. No tocante à sistemática recursal no processo do trabalho, aponte a 
alternativa CORRETA: 
a) O recurso ordinário possui efeito obstativo, devolutivo e suspensivo, sendo certo 
que, na Justiça Especializada, não há que se falar, sob qualquer hipótese, em recurso 
sem efeito suspensivo. 
b) No processo do trabalho, em regra, as decisões interlocutórias não comportam 
recurso imediato, nos termos do art. 893, §1º, da CLT. Contudo, excepcionalmente, 
as decisões interlocutórias podem ensejar recurso imediato, como nas hipóteses de 
decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação 
Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação 
mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência 
territorial, com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se 
se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 2º, da CLT. 
c) Uma peculiaridade dos recursos na seara trabalhista é a uniformidade de prazos: 
08 dias. 
d) O recurso interposto antes da intimação oficial acarreta em intempestividade, 
conforme previsão expressa da Súmula nº 434, do TST. 
e) Conforme entendimento sumulado do TST, tanto a massa falida quanto a 
empresa em liquidação extrajudicial são dispensadas de preparo, vale dizer, das 
custas e depósito recursal. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O recurso ordinário possui efeito obstativo, na 
medida em que obsta, impede o trânsito em julgado da ação, desde que interposto 
regularmente. O efeito devolutivo também é próprio do recurso que ataca sentença 
de mérito. Contudo, a despeito de, em regra, o recurso ordinário não ter efeito 
 
80 
 
suspensivo, conforme inteligência do art. 899, caput, consolidado, há uma única 
exceção: recurso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo), quando o 
presidente do TST confere efeito suspensivo, na medida e extensão conferidas em 
seu despacho (Lei n º 7.701/88, art. 7-º, § 62 e art. 14 da Lei nº 10.192/01) (MIESSA, 
Élisson, ob. cit., p.515). 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. Sendo certo que, 
se as decisões interlocutórias como regra não comportam recurso de imediato, é 
possível recorrer destas em sede de recurso ordinário, desde que não haja se 
operado a preclusão. Afora isso, excepcionam-se as três hipóteses trazidas na 
Súmula nº 214 do TST. Todas as hipóteses, como é possível depreender-se, visam a 
garantir, também neste momento processual, celeridade. No primeiro caso, qual 
seja, possibilidade de recurso imediato contra decisão interlocutória de Tribunal 
Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal 
Superior do Trabalho, é nítido o objetivo de se evitar que, em momento posterior, 
fosse interposto recurso contra decisão que contraria entendimento consolidado 
do TST, economizando tempo entre remessa e posterior análise de decisão que, 
explicitamente, contraria entendimento uniforme. No segundo caso, justifica-se a 
interposição de recurso contra decisão proferida no âmbito do mesmo regional, 
como por exemplo, a decisão que acolhe exceção de incompetência em razão do 
lugar. A terceira hipótese tem por finalidade garantir o acesso à Justiça, pois se não 
fosse lícito à parte recorrer da decisão que remete os autos a outro Regional, 
implicaria na imposição à parte que objetive recorrer da sentença, dirigir-se ao 
Regional para o qual foram direcionados os autos. 
A alternativa C está incorreta. De fato, a regra é a de que os recursos na Justiça do 
Trabalho possuem prazo de 8 dias. Contudo, excepcionam-se: a) os embargos de 
declaração, que possuem prazo de 05 dias, conforme art. 897-A, CLT; b) o pedido 
de revisão, previsto na Lei 5.584/70, com prazo de apenas 48 horas; c) o recurso 
extraordinário, que possui prazo de 15 dias e está previsto no Novo CPC em seu 
artigo 1.003, §5º; d) agravos regimentais, internos, sendo certo que a maioria dos 
regionais estipulam prazo de 05 dias. 
A alternativa D está incorreta. O TST cancelou a Súmula nº 434, passando, a partir 
de então, a adotar o entendimento do STF, que considera tempestivo o recurso 
interposto antes do termo inicial. Esse fato acontece corriqueiramente nos TRTs em 
que já foi implementado o Pje – Processo Judicial Eletrônico, pois o advogado 
 
81 
 
habilitado nos autos pode consultar a disponibilização de um ato decisório ainda 
pendente de publicação e, propositadamente ou não, antecipar-se ao apresentar o 
recurso respectivo. 
A alternativa E também está incorreta. De acordo com a Súmula nº 86 do TST, “Não 
ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de 
depósito do valor da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa 
em liquidação extrajudicial.” 
Gabarito alternativa “B” 
 
Direito Previdenciário 
24. No tocante às regras básicas e princípios concernentes à Previdência Social no 
Brasil, indique a resposta CORRETA: 
a) Entre os segurados obrigatórios da Previdência Social, previstos na Lei nº 
8.213/91 figuram, exclusivamente, os brasileiros natos ou naturalizados. 
b) O caráter democrático e centralizado da gestão administrativa perfaz-se com a 
participação da comunidade, com convocação mensal de audiências públicas, 
dentre outras ações. 
c) O servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a 
União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais é 
segurado obrigatório, não sendo vinculado, pois, ao regime jurídico único próprio 
dos servidores públicos civis de carreira. 
d) O regime de previdência privada, constituído pela formação de reservas que 
garantam o benefício contratado, é obrigatório no Brasil. 
e) O princípio da solidariedade visa a, precipuamente, impedir a redução do valor 
dos benefícios, sendo uma proteção ao beneficiário. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Dentre os segurados obrigatórios explicitados no art. 
11 da Lei nº 8.213/91 há menção, no inciso III, c, por exemplo, a “estrangeiro 
domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou 
agência de empresa nacional no exterior”. 
 
82 
 
A alternativa B está incorreta. Nos termos do art. 194, parágrafo único, VII, CF, o 
caráter democrático e descentralizado se faz mediante gestão quadripartite, com a 
participação dos servidores públicos, Governo, trabalhadores e empregadores. 
A alternativa C está CORRETA. E é o gabarito da questão. É a literalidade do art. 11, 
III, g da Lei nº 8.213/91. Depreende que referidos servidores possuemvínculo 
precário com o Estado, daí a não integrar regime de previdência próprio. 
A alternativa D está incorreta, sendo certo que, no Brasil, a previdência privada, 
complementar, é facultativa. 
A alternativa E está incorreta, pois versa a questão acerca do princípio da 
irredutibilidade de benefícios, basilar do Regime Geral de Previdência Social, 
também. 
Gabarito alternativa “C” 
 
Legislação Extravagante 
25. A Lei nº 11.340/2006 dispõe que o poder público desenvolverá políticas que 
visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações 
domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Assim, no que se 
refere à Lei Maria da Penha, é CORRETO afirmar que: 
a) Aplica-se a Lei nº 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais) caso a pena aplicada seja 
igual ou inferior a 02 anos. 
b) Lesão corporal praticada de forma culposa contra mulher, no âmbito de relações 
domésticas, é crime de ação penal pública condicionada à representação. 
c) A Lei Maria da Penha enumera de forma taxativa as formas de violência doméstica 
e familiar contra a mulher. 
d) Não se aplica a legislação específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso 
nas causas que envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. 
e) A Lei Maria da Penha somente protege a mulher. 
 
Comentários 
 
83 
 
A alternativa A está incorreta. De fato, a Lei Maria da Penha veda expressamente a 
aplicação da Lei n° 9.099/95. Vejamos o que dispõe o artigo 41 da Lei nº 
11.340/2006: 
Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, 
independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei no 9.099, de 26 de setembro 
de 1995. 
Neste sentido, é a Súmula n° 536 do STJ: "A suspensão condicional do processo e a 
transação penal não se aplicam na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria 
da Penha". 
Os institutos da transação penal e da suspensão condicional do processo estão 
previstos, respectivamente, nos artigos 76 e 89 da Lei 9.099/95. Vejamos: 
Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública 
incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá 
propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser 
especificada na proposta. 
Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, 
abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá 
propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não 
esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes 
os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do 
Código Penal). 
A alternativa B está incorreta. Ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 
4424/DF, o STF conferiu interpretação conforme à Constituição ao artigo 41 da Lei 
nº 11.340/2006, assentando a natureza pública incondicionada da ação nos casos 
de lesões corporais praticados mediante violência doméstica e familiar. Conclui-se 
que, mesmo que a vítima tenha manifestado seu desinteresse no prosseguimento 
do feito, sua concordância ou não com a instauração de ação penal contra o 
agressor, mostra-se irrelevante, uma vez que se está diante de delito cuja ação 
penal é incondicionada. 
Por sua vez, o STJ no ano de 2015 criou a Súmula nº 542, com a seguinte redação: 
“A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica 
contra a mulher é pública incondicionada”. 
 
84 
 
A alternativa C está incorreta. A alternativa é falsa, pois o rol de formas de violência 
doméstica e familiar contra a mulher previsto na Lei Maria da Penha é 
exemplificativo e não taxativo, conforme dispõe o artigo 7° da Lei nº 11.340/2006. 
Assim, a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral são formas de 
violência doméstica e familiar contra a mulher previstas na lei Maria da Penha de 
forma exemplificativa. 
A alternativa D também está incorreta, pois é exatamente o contrário que dispõe 
o artigo 13 da Lei Maria da Penha, vejamos: 
 
“Art.13. Ao processo, ao julgamento e à execução das causas cíveis e criminais 
decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-
ão as normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da legislação 
específica relativa à criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com o 
estabelecido nesta Lei”. 
 
A alternativa E está CORRETA e é o gabarito da questão. O art. 1º da Lei Maria da 
Penha estabelece: Art. 1º Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição 
Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra 
a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência 
contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República 
Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e 
Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às 
mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 
O STF, ao julgar a Ação Declaratória de Constitucionalidade n° 19, 
declarou constitucional o art. 1º da Lei Maria da Penha, afirmando que não há 
violação ao princípio da igualdade. Ao julgar a citada ADC, o STF concluiu que a 
mulher é vulnerável quando se trata de constrangimentos físicos, morais e 
psicológicos sofridos em âmbito privado. Acrescentou ainda, que a Lei Maria da 
Penha promove a igualdade em seu sentido material, sem restringir de maneira 
desarrazoada o direito das pessoas pertencentes ao gênero masculino. Trata-se, 
pois de uma ação afirmativa, ou seja, discriminação positiva em favor da mulher. 
Gabarito alternativa “E” 
 
 
85 
 
26. O artigo 5º, X, da CF, diz que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a 
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano 
material ou moral decorrente de sua violação”. Diante disso, marque a alternativa 
CORRETA à luz da Constituição Federal e da Lei n° 9.296/96: 
a) A interceptação das comunicações telefônicas não poderá ser determinada pelo 
juiz de ofício. 
b) Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando o fato 
investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. 
c) A Constituição Federal e a Lei nº 9.296/96 admitem interceptação de 
comunicações telefônicas para prova em investigação criminal, instrução processual 
penal e no âmbito administrativo. 
d) Em hipótese alguma o juiz poderá admitir que o pedido de interceptação 
telefônica seja formulado verbalmente. 
e) A decisão que defere o pedido de interceptação telefônica não poderá ser 
prorrogada por se tratar de matéria restritiva do direito à intimidade. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Dispõe o art. 3º da Lei nº 9.296/96 que é possível a 
interceptação telefônica decretada de ofício pelo juiz no curso das investigações 
ou da instrução processual. No entanto, parte da doutrina critica tal previsão na 
fase investigatória, sob o argumento de que fere a adoção do sistema acusatório 
previsto no artigo 129, I, da CF. 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. Com efeito, 
dispõe o artigo 2° da Lei n° 9.296/96: 
“Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando 
ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da 
autoria ou participação em infração penal; II - a prova puder ser feita por outros 
meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no 
máximo, com pena de detença” 
Assim, a resposta da alternativa está exatamente embasadano artigo 2°, III, da Lei 
n° 9.296/96. 
 
86 
 
 
A alternativa C está incorreta. De fato, a Lei n° 9.296/96 não permite a 
interceptação de comunicações telefônicas para fins de instrução de procedimento 
de natureza administrativa, conforme podemos notar o disposto no art. 1º da citada 
lei: 
“Art.1°. A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para 
prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o 
disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob 
segredo de justiça”. 
Entretanto, nada impede que uma prova produzida em um processo penal seja 
levada para ser utilizada em um processo de natureza administrativa, o que a 
doutrina chama de “prova emprestada”. 
A alternativa D está incorreta. Vejamos o que dispõe o § 1°, do artigo 4º da Lei n° 
9.296/96. “Art. 4 (…) § 1°. Excepcionalmente, o juiz poderá admitir que o pedido seja 
formulado verbalmente, desde que estejam presentes os pressupostos que 
autorizem a interceptação, caso em que a concessão será condicionada à sua 
redução a termo”. 
A alternativa E também está incorreta. A lei que autoriza a quebra de sigilo 
telefônico fala que a interceptação não deve ultrapassar o limite de 15 dias, sendo 
renovável por igual período, quando comprovada a necessidade (artigo 5º da Lei 
n. 9.296 /96). 
Gabarito alternativa “B” 
 
27. De acordo com a Lei dos Crimes Ambientais, assinale a alternativa CORRETA: 
a) Não é possível a responsabilização de pessoas jurídicas na esfera penal, vez que 
é impossível pessoa jurídica realizar atos tipicamente humanos. 
b) Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for 
obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. 
c) A suspensão condicional da pena pode ser aplicada nos casos de condenação à 
pena privativa de liberdade não superior a dois anos. 
d) Não se aplica o princípio da insignificância na prática de crimes ambientais. 
 
87 
 
e) A ação penal é pública condicionada à representação nas infrações penais. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Com efeito, é possível a responsabilização penal da 
pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da responsabilização 
simultânea da pessoa física que agia em seu nome. Esse, inclusive, é o 
posicionamento atual do STF e STJ sobre o tema, o que significa que não mais 
adotam a teoria da dupla imputação, ou seja, tanto a pessoa jurídica com a pessoa 
física poderá responder pela prática de crimes ambientais. 
 
O fundamento legal para tanto é o artigo 3º da Lei dos Crimes Ambientais e o artigo 
225, §3ª, da CF. Vejamos, respectivamente: 
 
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil 
e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a 
infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou 
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua 
entidade. 
 
Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a 
das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato. 
 
Art. 225, § 3º. As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio 
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a 
sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados. 
 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. O fundamento 
legal é o artigo 4º da Lei dos Crimes Ambientais. Vejamos: Art. 4º Poderá ser 
desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao 
ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. 
 
 
88 
 
A alternativa C está incorreta. O artigo 77, do CP dispõe o seguinte: Art. 77 - A 
execução da pena privativa de liberdade, não superior a 2 (dois) anos, poderá ser 
suspensa, por 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 
 
Por sua vez, a suspensão condicional da pena pela prática de crimes ambientais 
pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não 
superior a três anos, o que difere da previsão do Código Penal. Vejamos o artigo 16 
da Lei dos Crimes ambientais: 
 
Art. 16. Nos crimes previstos nesta Lei, a suspensão condicional da pena 
pode ser aplicada nos casos de condenação a pena privativa de 
liberdade não superior a três anos. 
 
A alternativa D está incorreta. No cometimento de certos delitos, caso não exista o 
requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal, especialmente 
pela mínima ofensividade da conduta do agente, pela ausência de periculosidade 
social da ação, pelo reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e pela 
inexpressividade da lesão jurídica provocada, deve-se aplicar o princípio da 
insignificância, mesmo diante da prática de crimes ambientais. 
 
A alternativa E também está incorreta. Nas infrações penais previstas na Lei n° 
9.605/98, a ação penal é pública incondicionada, conforme previsão no artigo 26 
da citada lei. 
Gabarito alternativa “B” 
 
Informática 
28. Usando um computador para inserir novos itens na base bibliográfica do 
Tribunal Regional Federal da 3ª Região, uma bibliotecária acessa: 
a) A memória RAM, que permite a leitura, a gravação e a regravação de dados. 
b) A memória EPROM, que permite a leitura e armazena os dados de modo 
permanente. 
c) Uma fita magnética, que grava os dados de maneira aleatória ou randômica. 
 
89 
 
d) A unidade de controle, que gerencia os dados e os convertem para o formato de 
saída desejado. 
e) O monitor de vídeo, que mostra todas as informações digitadas no teclado. 
 
Comentários 
A alternativa A está CORRETA e é o gabarito da questão, pois memória RAM é um 
tipo de tecnologia que permite o acesso aos arquivos armazenados no computador. 
Diferentemente da memória do HD, a RAM não armazena conteúdos 
permanentemente. É responsável, no entanto, pela leitura dos conteúdos quando 
requeridos. Ou seja, de forma não-sequencial, por isso, a nomenclatura em inglês de 
Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório). 
A alternativa B está incorreta. EPROM, ou Erasable Programmable Read-Only 
Memory (Memória Somente de Leitura Programável Apagável), caracteriza-se por 
conseguir ser apagada. Para isso, no entanto, é necessário expô-la a uma forte luz 
ultravioleta. A regravação após este procedimento requer uma tensão ainda maior do 
que nas vezes anteriores, causando desgaste após um ciclo de aproximadamente mil 
reescritas. 
A alternativa C está incorreta. As fitas magnéticas são, ao lado dos discos ópticos, a 
principal representante dos suportes de armazenamento terciário. Sendo, talvez, o 
suporte de dados mais antigo ainda amplamente utilizado em sistemas de 
informação, elas sofreram diversas evoluções desde seu advento, no início da década 
de 1950. 
A alternativa D está incorreta. Uma unidade de controle (UC): é a unidade que 
armazena a posição de memória que contém a instrução que o computador está 
executando nesse momento. Ela informa à ULA (unidade central do processador), 
qual operação a executar, buscando a informação (da memória) que a ULA precisa 
para executá-la. Depois, transfere o resultado de volta para o local apropriado da 
memória. A seguir, a unidade de controle vai para a próxima instrução. 
A alternativa E também está incorreta. O monitor é um dispositivo de saída do 
computador, cuja função é transmitir informação ao utilizador através da imagem. 
 
90 
 
Gabarito alternativa “A” 
 
29. A diretora da biblioteca do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região solicitou à 
equipe um inventário dos periféricos disponíveis, classificando-os de acordo com 
os dois agrupamentos abaixo: 
I. Dispositivos de entrada. 
II. Dispositivos de saída. 
III. Dispositivosde entrada e saída. 
 
a. Impressoras 
b. Teclados 
c. Caixas de som 
d. Mouses 
e. Modems 
f. Escâneres 
g. Pendrives 
h. Canetas óticas 
i. Quiosques multimídia 
 
A correlação correta entre os agrupamentos é: 
a) I: d, e, f, g; II: a, c, h; III: b, i. 
b) I: a, b, d, f; II: c, g, h; III: e, i. 
c) I: b, c, e, h; II: a, f, i; III: d, g. 
d) I: b, d, f, h; II: a, c, i; III: e, g. 
e) I: d, f, h, i; II: a, c, g; III: b, e. 
 
Comentários 
 
91 
 
Existem três tipos de periféricos: os de entrada, os de saída e os mistos. 
Os dispositivos só de Entrada, também designados por dispositivos de Input, são: 
teclado, rato, caneta óptica, microfone, webcam, joystick, scanner (digitalizador de 
imagem). Através destes periféricos o usuário transmite informação ou comando 
para computador. 
Já os dispositivos só de Saída, também designados por dispositivos de Output, são: 
monitor; impressora, plotter (traçador gráfico), datashow (projector de imagens), 
placa de som, projector de vídeo (vídeo projector), alto falante. Através destes 
periféricos o computador transmite informação ou comando para o usuário. 
Dispositivos de Entrada e Saída, também designados por dispositivos de Input / 
Output, são: unidades de discos, unidades de disquetes, modems, adaptadores de 
rede, CD-R e CD-RW. 
Obs.: Existem impressoras multifuncionais e monitores touchscreen que são 
considerados dispositivos de entrada e saída. 
Assim: 
A alternativa A está incorreta. 
A alternativa B está incorreta. 
A alternativa C também está incorreta. 
A alternativa D está CORRETA. É o gabarito da questão. 
A alternativa E está incorreta. 
Gabarito alternativa “D” 
 
30. Um Analista Judiciário da Área Administrativa do TRF3 deseja solicitar ao 
departamento de Tecnologia da Informação − TI o desenvolvimento de um 
sistema de informação para fazer com que cada vez que uma resma de 500 folhas 
de papel sulfite seja retirada do estoque, um registro apareça, automaticamente, 
nos computadores da empresa fabricante e fornecedora de papel sulfite, de forma 
que ela possa fabricar a quantidade necessária e enviar diretamente ao TRF3, 
eliminando distribuidores e reduzindo custos de armazenamento. Neste caso, o 
sistema de informação que o Analista deseja solicitar é um: 
a) Customer Relationship Management − CRM. 
 
92 
 
b) Supply Chain Management − SCM. 
c) Enterprise Resource Planning − ERP. 
d) Knowledge Management System − KMS. 
e) Transaction Support System − TSS. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O CRM ou (Customer Relationship Management) é 
um termo usado para o gerenciamento do relacionamento com o cliente. CRM é 
uma estratégia de negócio voltada ao entendimento e antecipação das 
necessidades e potenciais de uma empresa. 
A alternativa B está CORRETA. Portanto, é o gabarito da questão. Supply chain é 
uma expressão inglesa que significa “cadeia de suprimentos” ou “cadeia logística”, 
na tradução para o português. Consiste num conceito que abrange todo o processo 
logístico de determinado produto ou serviço, desde a sua matéria-prima 
(fabricação) até a sua entrega ao consumidor final. O Supply chain é constituído por 
vários integrantes, que atuam em diferentes etapas durante o processo, como: 
fabricantes, fornecedores, armazéns, distribuidoras, varejistas e, por fim, os 
consumidores. 
Na questão, compreendemos o uso da Tecnologia da Informação como forma de 
auxiliar no controle de reposição do estoque, gerando um sistema de automação 
onde se pode gerar um registro, automaticamente, nos computadores dos 
fornecedores. Assim, irão fabricar o número correto de resmas de papel, reduzindo 
custos de armazenamento no estoque. 
A alternativa C está incorreta. ERP é uma sigla em Inglês que significa Enterprise 
Resource Planning, que nada mais é, em português, que Planejamento dos Recursos 
da Empresa. 
Podemos entender que o software ERP é um sistema de informática responsável 
por cuidar de todas as operações diárias de uma empresa, desde o Faturamento até 
o balanço contábil, de Compras a fluxo de caixa, de apuração de impostos a 
Administração de Pessoal, de inventário de estoque às contas a receber, do ponto 
dos funcionários a controle do maquinário da fábrica, enfim, todo o trabalho 
administrativo e operacional feito numa empresa. 
 
93 
 
A alternativa D está incorreta. Os Knowledge Management Systems (ou em 
português Sistemas de Gestão do Conhecimento) são sistemas TI de apoio à gestão 
organizacional que procuram dar uma perspectiva transversal do processo de 
gestão da organização. Isto é, todos os funcionários passam a ter conhecimento dos 
procedimentos da organização, sendo, por exemplo, o caso da disseminação dos 
know-how empresariais, quando da criação de um determinado produto. 
A alternativa E também está incorreta. Transaction Support System – TSS (ou em 
português Sistema de Suporte a Transações) é um estilo de computação que divide 
o trabalho em operações indivisíveis, chamados de transações individuais. 
Gabarito alternativa “B” 
 
Raciocínio Lógico 
31. Adriano, Benedito e Cláudio são amigos e estão com camisetas de cores 
diferentes: verde, azul e branca. Dentre as afirmativas a seguir, somente uma é 
verdadeira: 
 Adriano está com camiseta azul. 
 Benedito não está com camiseta azul. 
 Cláudio não está com camiseta branca. 
 
É correto concluir que: 
a) Adriano está com camiseta branca. 
b) Adriano está com camiseta azul. 
c) Benedito está com camiseta verde. 
d) Benedito está com camiseta branca. 
e) Cláudio está com camiseta azul. 
 
Comentários 
Considerando a afirmação de Adriano como verdadeira, a afirmação de Benedito 
será falsa, e os dois estariam de camiseta azul. Já se a afirmação de Adriano for falsa 
 
94 
 
e a de Benedito for verdadeira, os dois estariam de camiseta verde (uma vez que 
Cláudio estaria de branco – já que sua afirmação seria falsa também). Desta forma, 
a informação verdadeira é a de Cláudio. As outras duas são falsas, fazendo com que 
Benedito fique de azul; Cláudio, de verde; e Adriano, de branco. 
Portanto, temos que: 
A alternativa A está CORRETA e é o gabarito da questão. 
A alternativa B está incorreta. 
A alternativa C está incorreta. 
A alternativa D está incorreta. 
A alternativa E também está incorreta. 
Gabarito alternativa “A” 
 
32. No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado no segundo domingo do mês de 
agosto. Em um determinado ano bissexto, o dia 1° de janeiro foi um sábado. 
Neste mesmo ano, o Dia dos Pais foi comemorado no dia: 
a) 10 de agosto. 
b) 11 de agosto. 
c) 12 de agosto. 
d) 13 de agosto. 
e) 14 de agosto. 
 
Comentários 
Até o dia 31 de julho de um ano bissexto existem 213 dias, vejamos: 
31 (jan.) + 29 (fev.) + 31 (mar.) + 30 (abr.) + 31 (mai.) + 30 (jun.) + 31 (jul.) = 213 dias 
Dessa forma, o dia 31 de julho desse ano é uma segunda-feira, senão vejamos: 
213/7 (dias da semana) = 30 semanas completas, mais 03 dias (RESTO DA DIVISÃO). 
 
95 
 
Como a semana começa no sábado e termina no domingo, esses três dias referem-
se à segunda-feira. Sendo assim, o dia 01 de agosto corresponde a uma terça-feira; 
o primeiro domingo corresponde ao dia 06; e o Dia dos Pais será no dia 13 de agosto. 
De forma que: 
A alternativa A está incorreta. 
A alternativa B está incorreta. 
A alternativa C está incorreta. 
A alternativa D está CORRETA e é o gabarito da questão. 
A alternativa E está incorreta. 
Gabarito alternativa “D” 
 
Língua Portuguesa 
33. Assinale a alternativa que corresponde à grafia da norma culta: 
a) Os guardas-civis intervieram na discussão dos espectadores. 
b) Os guarda-civis interviram na discussão dos expectadores 
c) Os guardas-civisinterviram na discussão dos espectadores. 
d) Os guarda-civis intervieram na discursão dos espectadores. 
e) Os guarda-civil interviram na discussão dos expectadores. 
 
Comentários 
A ortografia correta dos termos é guardas-civis (guarda quando for sinônimo de 
“policial” faz com que os dois termos se flexionem), discussão e espectadores 
(expectador é aquele que aguarda com expectativa). O verbo intervir deriva do 
verbo vir. No pretérito perfeito, a forma correta é “eles vieram. Portanto, eles 
intervieram”. 
Assim: 
A alternativa A está CORRETA e é o gabarito da questão. 
A alternativa B está incorreta. 
 
96 
 
A alternativa C está incorreta. 
A alternativa D está incorreta. 
A alternativa E está incorreta. 
Gabarito alternativa “A” 
 
34. “Na quinta-feira, 28 de julho, às 18h, terminei de preparar a rodada gratuita 
do curso TOP-Tribunais, muito cansado”. Este enunciado, segundo os tipos de 
gêneros textuais, significa: 
a) Carta. 
b) Propaganda. 
c) Notícia. 
d) Diário. 
e) Fábula. 
 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Isso porque, a Carta representa um gênero textual 
que é dirigido a um destinatário, o que não se verifica na assertiva. 
A alternativa B está incorreta. A propaganda, como gênero textual, geralmente 
aparece na forma oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais 
características são a linguagem argumentativa e expositiva, pois a intenção da 
propaganda é fazer com que o destinatário se interesse pelo produto da 
propaganda. Todavia, na assertiva sob análise não há sequer um destinatário, bem 
como os demais requisitos. 
A alternativa C também está incorreta. A notícia é um dos gêneros textuais mais 
fáceis de se identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva, e o objetivo desse 
texto é informar algo que aconteceu. 
A alternativa D está CORRETA. É o gabarito da questão. O Diário, como gênero 
textual, é identificado por ser escrito em linguagem informal e nele sempre consta 
a data. Não há um destinatário específico: geralmente, é redigido para a própria 
 
97 
 
pessoa que está escrevendo, consistindo em um relato dos acontecimentos do dia. 
O objetivo desse tipo textual é sobretudo guardar as recordações. 
A alternativa E está incorreta. A Fábula é uma pequena narrativa em que se 
aproveita a ficção alegórica para sugerir uma verdade ou reflexão de ordem moral, 
com intervenção de pessoa, animais e até entidades inanimadas. O que, por óbvio 
não é o caso. 
Gabarito alternativa “D”

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