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Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
128
TRANSFERÊNCIA DE CALOR
Sempre que existir uma diferença de temperatura em um meio ou entre meios diferentes,
haverá, necessariamente, transferência de calor. A transferência de calor é o trânsito de
energia provocado por uma diferença de temperatura, no sentido da temperatura mais alta
para a mais baixa. O ramo da ciência que trata da relação entre calor e outras formas de
energia é a termodinâmica. Seus princípios são baseados em observações e foram
generalizados em leis julgadas verdadeiras para todos os processos que ocorrem na natureza:
1
a
Lei da Termodinâmica: A energia não pode ser criada ou destruída, mas apenas
transformada de uma forma para outra.
2
a
Lei da Termodinâmica: É impossível existir um processo cujo único resultado seja a
transferência de calor de uma região de baixa temperatura para outra de temperatura mais alta.
Todos os processos de transferência de calor envolvem a transferência e a conversão de
energia. Dessa forma, eles devem obedecer à primeira e à segunda leis da termodinâmica. A
literatura reconhece três modos distintos de transferência de calor: condução, convecção e
radiação.
Condução
Transferência de calor que ocorre em um meio estacionário, que pode ser um sólido ou um
fluido.
A condução pode ser vista como a transferência de energia de partículas mais energéticas para
partículas de menor energia, devido às interações que ocorrem entre elas. Temperaturas mais
altas estão associadas a energias moleculares mais altas. Quando moléculas vizinhas colidem
entre si, há transferência de energia das moléculas de maior energia para as moléculas de
menor energia. Na presença de um gradiente de temperatura, a transferência de energia por
condução ocorre, portanto, no sentido da diminuição de temperatura. Em sólidos, as
moléculas apresentam menor espaçamento. As interações moleculares são, portanto, mais
fortes e mais freqüentes que nos fluidos. A transferência de calor por condução é, portanto,
maior em materiais sólidos do que em materiais fluidos, em condições semelhantes.
Convecção
Transferência de calor que ocorre entre uma superfície e um fluido em movimento, quando
estiverem em temperaturas diferentes.
A convecção abrange dois mecanismos distintos. Além da transferência de energia devido ao
movimento molecular aleatório (condução), a energia também é transferida através do
movimento global ou macroscópico do fluido (advecção). Este movimento, na presença de
um gradiente de temperatura, contribui para a transferência de calor.
A transferência de calor por convecção pode ser classificada de acordo com a natureza do
escoamento do fluido. Ela é dita convecção forçada (Fig. 1a) quando o escoamento é causado
por meios externos (como um ventilador ou uma bomba) ou quando o escoamento é de ventos
atmosféricos. Na convecção natural ou livre (Fig. 1b), o escoamento dos fluidos é induzido
por forças de empuxo, originadas a partir de variações de densidade causadas por diferenças
de temperatura no fluido. Na prática, podem ocorrer situações nas quais ambas as formas de
convecção ocorrem simultaneamente. Diz-se, neste caso, que há convecção mista.
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Figura 1 – Transferência de calor por convecção. (a) Convecção forçada. (b) Convecção natural
Radiação
Energia emitida na forma de ondas eletromagnéticas por uma superfície a uma temperatura
não nula.
A radiação térmica é a energia eletromagnética propagada na velocidade da luz, emitida pelos
corpos em virtude de sua temperatura. Os átomos, moléculas ou elétrons são excitados e
retornam espontaneamente para os estados de menor energia. Neste processo, emitem energia
na forma de radiação eletromagnética. Uma vez que a emissão resulta de variações nos
estados eletrônico, rotacional e vibracional dos átomos e moléculas, a radiação emitida é
usualmente distribuída sobre uma faixa de comprimentos de onda. Estas faixas e os
comprimentos de onda representando os limites aproximados são mostrados na Fig. 2.
O processo de transferência de calor por radiação ocorre de um corpo a alta temperatura para
um corpo a baixa temperatura, quando estes corpos estão separados no espaço, ainda que
exista vácuo entre eles.
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Figura 2 – Espectro de Radiação Eletromagnética
Exemplo 1 – Modos de Transferência de Calor
Uma garrafa térmica tem o objetivo de manter a temperatura de seu conteúdo constante ao
longo do tempo, independendo das condições ambientes externas. Identifique os processos de
transferência de calor que contribuem para o resfriamento de café quente colocado em seu
interior e discuta sobre as características que minimizam as trocas de calor com o ambiente
externo.
As garrafas térmicas são constituídas basicamente de um vaso de vidro com paredes duplas,
distanciadas entre si de 1 cm, como mostrado na figura a seguir.
Considerando-se que o fluido no interior da garrafa térmica seja café quente, as trocas de calor entre o
café e o ambiente são: convecção natural do café para a primeira parede; condução através da primeira
parede; convecção natural da primeira parede para o ar no interior da garrafa; convecção natural do ar
para a segunda parede (invólucro plástico); troca líquida por radiação entre as paredes; condução
através do invólucro plástico; convecção natural do invólucro plástico para o ambiente externo; troca
líquida por radiação entre a superfície externa do invólucro plástico e a vizinhança.
No processo de fabricação, grande parte do ar é retirado do espaço entre as paredes através de um
orifício, que a seguir é selado. Com este vácuo parcial, as trocas de calor por condução e convecção
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são minimizadas. As superfícies das paredes são revestidas por materiais aluminizados (baixa
emissividade), fazendo com que elas se tornem espelhadas, provocando a reflexão da radiação para o
interior do recipiente, evitando a transmissão de calor para o exterior. A tampa que fecha a garrafa
geralmente é oca e feita de borracha ou plástico (materiais isolantes), minimizando a perda de calor
para o exterior.
EQUAÇÕES DE TAXA
Todos os processos de transferência de calor podem ser quantificados através da equação de
taxa apropriada. A equação de taxa pode ser usada para se calcular a quantidade de energia
transferida por unidade de tempo.
A taxa de energia é denotada por q, e tem unidade de W (Watt) no SI. Outra maneira de se
quantificar a transferência de energia é através do fluxo de calor,
"q
, que é a taxa de energia
por unidade de área (perpendicular à direção da troca de calor). No SI, a unidade do fluxo é
W/m
2
.
Condução
Lei de Fourier
dx
dT
kq"cond
onde
"
cond
q
: Fluxo de calor por condução na direção x (W/m
2
)
k: Condutividade térmica do material da parede (W/mK)
calor de fluxo do direção na ra temperatude Gradiente :
dx
dT
A taxa de calor pode ser obtida multiplicando-se o fluxo de calor pela área perpendicular à
direção da transferência de calor,
dx
dT
kAqcond
O sinal negativo aparece porque o calor está sendo transferido na direção da temperatura
decrescente. A Lei de Fourier se aplica a todos os estados da matéria (sólidos, líquidos e
gases), desde que estejam em repouso.
Convecção
Lei de Resfriamento de Newton
Figura 3 – Transferência Convectiva de CalorFenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
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TThq S
"
conv
, se TS > T
S
"
conv TThq
, se T > TS
onde q”conv: Fluxo de calor por convecção (W/m
2
)
h: Coeficiente convectivo de calor (W/m
2
K)
TS: Temperatura da superfície
T: Temperatura do fluido
Assumindo-se um fluxo de calor por convecção constante, a taxa de transferência de calor por
convecção é dada por
Aqq "convconv
ou
TThAq sconv
, se TS > T
sconv TThAq
, se T > TS
A Tabela 1 apresenta valores típicos do coeficiente convectivo h
Tabela 1 – Valores de h (W/m2.K)
Gás Líquido
Convecção Natural 5-25 50-1.000
Convecção Forçada 25-250 50-20.000
Ebulição ou Condensação 2.500-100.000
Radiação
Lei de Stefan-Boltzmann
A radiação com comprimento de onda de aproximadamente 0,2m a 1000m é chamada
radiação térmica e é emitida por todas as substâncias em virtude de sua temperatura. A
máxima energia térmica emitida por uma superfície é
4
smax T"q
onde q”max: Energia emitida por unidade de área da superfície (W/m
2
)
: Constante de Stefan-Boltzmann (5,67x10-8 W/m2K4)
Ts: Temperatura absoluta da superfície (K)
Se a energia emitida for uniforme ao longo da superfície, a taxa máxima de calor emitida pode
ser dada por:
ATq 4smax
onde A: área da superfície
Uma superfície capaz de emitir esta quantidade de energia é chamada um radiador ideal ou
um corpo negro. Um corpo negro pode ser definido também como um perfeito absorvedor de
radiação. Toda a radiação incidente sobre um corpo negro (independentemente do
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comprimento de onda ou da direção) será absorvida. Embora um corpo negro não exista na
natureza, alguns materiais se aproximam de um. Por exemplo, uma camada fina de carbono
preto pode absorver aproximadamente 99% da radiação térmica incidente.
O fluxo de calor emitido por uma superfície real é menor do que aquele emitido por um corpo
negro à mesma temperatura e é dado por
4
sreal T"q
onde é a emissividade da superfície. Esta propriedade indica a eficiência de emissão da
superfície em relação a um corpo negro
10
. A Tabela A.5 apresenta a emissividade de
algumas superfícies selecionadas, a 300K.
Se o fluxo de calor for uniforme ao longo da superfície, a taxa total de calor emitida pode ser
dada por:
ATq 4sreal
onde A: área da superfície
Análises experimentais mostram que os metais, em geral, apresentam baixa emissividade. No
entanto, a sua oxidação provoca um aumento nesta propriedade. Ao contrário dos metais, os
materiais não condutores apresentam alta emissividade.
Quando uma energia radiante atinge a superfície de um material, parte da radiação é refletida,
parte é absorvida e parte é transmitida, como mostrado na Fig. 4. A refletividade é a
propriedade radiativa que representa a fração refletida, ou seja, a razão entre a parcela
refletida pela superfície e a radiação incidente sobre ela. Da mesma forma, a absortividade é
a fração absorvida e a transmissividade é a fração transmitida através da superfície. Como a
soma das parcelas absorvida, refletida e transmitida pela superfície deve ser igual à radiação
incidente sobre ela, pode-se perceber que a soma das propriedades radiativas deve ser igual à
unidade, ou seja,
1
Figura 4 – Radiação Incidente sobre uma Superfície
O cálculo da taxa líquida na qual a radiação é trocada entre duas superfícies é bastante
complexo e depende das propriedades radiativas das superfícies, de seu formato e de seu
posicionamento geométrico. Por exemplo, a troca de calor por radiação entre duas placas
negras paralelas de 1 m x 1 m, distanciadas de 1m, é de 1,13 kW. Se estas mesmas placas
estivessem distanciadas de 2 m, a troca de calor por radiação seria de 0,39 kW. Um caso
especial que ocorre com freqüência envolve a troca líquida de radiação entre uma pequena
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superfície a uma temperatura TS e uma superfície isotérmica bem maior que a primeira, que a
envolve completamente (Fig. 5).
Figura 5 – Troca Radiativa Líquida entre duas Superfícies
Considerando-se a superfície menor cinzenta
, o fluxo líquido de transferência de
calor por radiação a partir da superfície é dado por
44s"rad TTq
A taxa líquida de troca de calor é
44srad TTAq
onde A: área da superfície menor
TS: Temperatura da superfície menor
T∞: Temperatura da superfície maior
Manipulando-se a equação anterior, pode-se escrever a taxa líquida como
2viz2sssrad TTTTTTAq
Definindo-se
22ssr TTTTh
a equação da taxa de calor por radiação pode ser escrita como
TTAhq srrad
Deve ser ressaltado que o resultado independe das propriedades da superfície maior, já que
nenhuma parcela da radiação emitida pela superfície menor seria refletida de volta para ela.
As superfícies mostradas na Fig. 3 podem também, simultaneamente, trocar calor por
convecção com um fluido adjacente. A taxa total de transferência de calor é dada, portanto,
pela soma da taxa de calor por radiação com a taxa de calor por convecção,
convrad qqq
A Tabela 2 apresenta um resumo das equações de taxa dos diferentes modos de transferência
de calor.
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Tabela 2 – Equações de Taxa
Taxa Fluxo
Condução
dx
dT
kAqcond
dx
dT
kq"cond
Convecção
TThAq sconv
TThq S
"
conv
Radiação
44srad TTAq
44s"rad TTq
Exemplo 2 – Taxas de calor: radiação e convecção natural
Uma tubulação de vapor sem isolamento térmico passa através de uma sala onde o ar e as
paredes se encontram a 25
o
C. O diâmetro externo do tubo é de 70 mm, a temperatura de sua
superfície é de 200
o
C e sua emissividade é de 0,8. O coeficiente associado com a transferência
de calor por convecção natural da superfície para o ar é de 15 W/m
2
.K. Determine a taxa de
calor perdida pela superfície do tubo, por unidade de comprimento.
A perda de calor da tubulação para o ar da sala se dá por convecção e, para as paredes, por radiação. A
taxa total de calor perdida é, portanto, a soma da taxa perdida por convecção com a taxa perdida por
radiação.
radconv qqq
A taxa de calor perdida por convecção é calculada pela lei de resfriamento de Newton,
TThAq sconv
onde A é a área de troca de calor, ou seja, a área superficial do tubo,
dLA
TTdLhq sconv
A taxa de calor perdida por radiação para as paredes pode ser calculada, considerando-se a superfície
do tubo cinzenta, pela lei de Stefan-Boltzmann,
44srad TTAq
onde
dLA
44srad TTdLq
A taxa total de troca de calor é dada, portanto, por
44ss TTdLTTdLhq
A taxa de calor por unidade de comprimento pode ser obtida dividindo-se a equação anterior por L,
44ss TTdTTdh
L
q
44
42
8o
2
K15,298K15,473.m07,0.
K.m
W
10x67,5.8,0C25200
K.m
W
15.m07,0.
L
q
Deve ser observado que a temperatura pode ser escrita em
o
C quando se avaliam diferenças de
temperatura em processos de transferência de calor por condução ou por convecção (diferença linear
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136
de temperatura).No entanto, a temperatura deve ser escrita em K em processos de transferência de
calor por radiação (temperaturas elevadas à quarta potência).
m/W421m/W577
L
q
m/W998
L
q
◄
Na situação deste exemplo, as taxas de transferência de calor por radiação e convecção possuem
magnitudes comparáveis, pois o valor da temperatura superficial é grande quando comparado ao valor
da temperatura das vizinhanças e o coeficiente associado à convecção natural é pequeno.
Exemplo 3 – Taxas de calor: radiação e convecção forçada
Um cilindro oco de madeira, de 2 cm de diâmetro e 1 m de comprimento, é aquecido pela
passagem de uma resistência elétrica. A temperatura superficial externa do cilindro é mantida
constante em 40
o
C. Ele é exposto a uma corrente de ar a temperatura de 15
o
C, sendo o
coeficiente convectivo associado de 100 W/m
2
.K. Determine e compare as taxas de calor
trocadas entre o cilindro e o ambiente
a) por convecção
b) por radiação.
a) A taxa de calor perdida por convecção é dada por
TThAq sconv
como
dLA
TTdLhq sconv
C1540
Km
W
100.m1.m02,0.q
o
2
W08,157q
◄
b) A taxa de calor perdida por radiação é dada por
4viz4srad TTAq
ou
44srad TTdLq
Da Tabela A.5, a emissividade da madeira a 300K varia entre 0,82 e 0,92. Assumindo-se um valor
médio,
86,0
44
42
8 K15,288K15,313.m1.m02,0.
K.m
W
10x67,5.86,0q
W34,8q
◄
Percebe-se que a taxa de calor perdida por radiação representa apenas 5% da taxa total de calor,
podendo ser desprezada em cálculos de engenharia. Isto pode ser explicado pelo alto valor do
coeficiente convectivo e pelos valores próximos de temperatura ambiente e da superfície do cilindro.
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INTRODUÇÃO À CONDUÇÃO
A Lei de Fourier é uma lei fenomenológica, ou seja, desenvolvida a partir de fenômenos
observados, e não deduzida a partir de princípios fundamentais.
Para a condução unidimensional,
dx
dT
kq" x,cond
O fluxo de calor é uma grandeza vetorial, dado por
Tk"q
onde é o operador gradiente. A Tabela 3 apresenta, para os três sistemas de coordenadas, a
lei de Fourier.
Tabela 3 – Lei de Fourier
Sistema de
coordenadas
Lei de Fourier Forma compacta
Cartesianas
k
z
T
j
y
T
i
x
T
kq ˆˆˆ"
kqjqiqq zyx
ˆ""ˆ""
Cilíndricas
k
z
T
j
T
r
i
r
T
kq ˆˆ
1ˆ"
kqjqiqq zr
ˆ"ˆ"ˆ""
Esféricas
k
T
r
j
T
r
i
r
T
kq ˆ
sen
1ˆ1ˆ"
kqjqiqq r
ˆ"ˆ"ˆ""
PROPRIEDADES TÉRMICAS DA MATÉRIA
A condutividade térmica (k) representa a capacidade de um corpo transferir calor. Ela
depende da estrutura física da matéria, a níveis atômico e molecular. Para uma taxa de calor
fixa, um aumento na condutividade térmica representa uma redução do gradiente de
temperatura ao longo da direção da transferência de calor. Para uma diferença fixa de
temperatura, um aumento na condutividade térmica representa um aumento da taxa de calor
transferida. Em geral, a condutividade térmica de um sólido é maior que a de um líquido que,
por sua vez, é maior que a de um gás. Esta tendência se deve, em grande parte, às diferenças
de espaçamento intermolecular nos estados da matéria, mas também se deve às diferenças
entre as estruturas moleculares dos materiais. As moléculas de um metal são compactadas e
bem ordenadas, permitindo uma melhor transferência de calor do que em um material não
metálico, que possui as moléculas mais esparsas. Os elétrons livres, presentes nos materiais
metálicos, são em parte responsáveis pela elevada condutividade térmica destes materiais.
Assim, bons condutores elétricos geralmente possuem altas condutividades térmicas. Os
sólidos inorgânicos com estrutura cristalina menos ordenada que os metais apresentam
menores condutividades térmicas. Materiais orgânicos e fibrosos como a madeira têm
condutividades ainda menores. No Sistema Internacional, a unidade de k é W/(m.K). A
Tabela A.6 apresenta valores da condutividade térmica para alguns materiais, a 300 K.
O produto cp (densidade * calor específico), comumente chamado de capacidade calorífica,
mede a capacidade de um material de armazenar energia térmica. No Sistema Internacional, a
unidade da capacidade calorífica é kg.K/(m
3
.s
2
).
A difusividade térmica é definida como sendo a razão entre a condutividade térmica e a
capacidade calorífica
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138
pc
k
Esta propriedade mede a capacidade do material de conduzir a energia térmica em relação à
sua capacidade de armazená-la. Materiais com valores elevados de responderão
rapidamente a mudanças nas condições térmicas a eles impostas, enquanto materiais com
valores reduzidos de responderão mais lentamente, levando mais tempo para atingir uma
nova condição de equilíbrio. Em geral, os sólidos metálicos têm maiores difusividades
térmicas, enquanto os sólidos não metálicos apresentam menores valores desta propriedade.
No SI, a unidade de é m2/s.
EQUAÇÃO DA DIFUSÃO DE CALOR
Coordenadas Cartesianas
Um dos objetivos principais da análise da condução de calor é determinar o campo de
temperaturas em um meio, ou seja, a distribuição de temperaturas em seu interior. Assim,
pode-se determinar o fluxo de calor por condução em qualquer ponto do meio ou em sua
superfície utilizando-se a lei de Fourier. Seja o volume de controle infinitesimal de dimensões
dx, dy e dz mostrado na Fig. 6.
gE
representa a geração interna de calor que pode existir no
volume de controle, ou seja, a conversão de outras formas de energia em energia térmica. Esta
conversão pode ser através de uma reação química exotérmica ou o aquecimento do volume
de controle por uma resistência elétrica.
aE
é o acúmulo de energia que pode existir no
volume de controle ao longo do tempo.
zyx q e q ,q
são as taxas de calor por condução nas três
direções.
Fazendo-se um balanço de energia no volume de controle
agse EEEE
dxdydz
t
T
cdxdydzqqqqqqq pdzzdyydxxzyx
Figura 6 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cartesianas)
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q
: Taxa de geração de energia por unidade de volume do meio (W/m
3
)
t
T
cp
: Taxa de variação de energia térmica do meio, por unidade de volume (W/m
3
)
Fazendo-se uma expansão em série de Taylor nas 3 direções,
dz
z
q
qqdy
y
q
qqdx
x
q
qq zzdzz
y
ydyy
x
xdxx
Assim,
dxdydz
t
T
cdxdydzqdz
z
q
qdy
y
q
qdx
x
q
qqqq p
z
z
y
y
x
xzyx
dxdydz
t
T
cdxdydzqdz
z
q
dy
y
q
dx
x
q
p
zyx
dxdydz
t
T
cdxdydzqdzq
z
dyq
y
dxq
x
pzyx
As taxas
zyx q e q ,q
podem ser determinadas utilizando-se a Lei de Fourier
dxdy
z
T
kqdxdz
y
T
kqdydz
xT
kq zyx
dxdydz
t
T
cdxdydzqdzdxdy
z
T
k
z
dydxdz
y
T
k
y
dxdydz
x
T
k
x
p
dxdydz
t
T
cdxdydzqdxdydz
z
T
k
z
dxdydz
y
T
k
y
dxdydz
x
T
k
x
p
Dividindo-se todos os termos pelo volume infinitesimal dxdydz,
t
T
cq
z
T
k
zy
T
k
yx
T
k
x
p
Muitas vezes, no entanto, é possível operar com versões simplificadas desta equação,
adotando-se algumas hipóteses:
Condutividade térmica constante (k constante):
t
T
k
c
k
q
z
T
y
T
x
T p
2
2
2
2
2
2
Sabendo que a difusividade térmica é
pc
k
A equação anterior pode ser reescrita como:
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t
T1
k
q
z
T
y
T
x
T
2
2
2
2
2
2
Regime Permanente
0
t
T
:
0q
z
T
k
zy
T
k
yx
T
k
x
Condução unidimensional de calor em regime permanente, sem geração interna de calor
0
dx
dT
k
dx
d
0"q
dx
d
X
ou seja
constante"q X
Em condições de transferência de calor unidimensional em regime permanente, sem geração
interna de energia, o fluxo de calor é constante.
Exemplo 4 – Distribuição de temperaturas em uma parede plana – k variável
Uma parede plana tem a superfície interna (x = 0) mantida a 300 K, enquanto a superfície
externa (x = 0,5 m) é mantida a 550 K. Dada a grande diferença de temperatura entre as
extremidades, a condutividade térmica do material da parede não pode ser considerada
constante, sendo dada pela expressão
06711.0x246.0x2965.1
1
k
2
. Determine a
distribuição de temperaturas no interior da parede e o fluxo de calor na posição x = 0,3 m,
considerando a condução unidimensional em regime permanente, sem geração de calor.
A equação da difusão de calor, em coordenadas cartesianas, é dada por
t
T
cq
z
T
k
zy
T
k
yx
T
k
x
p
Considerando-se a condução unidimensional, em regime permanente, sem geração interna de calor,
esta equação se reduz a
0
dx
dT
k
dx
d
Como a condutividade térmica do material da parede não é constante, variando com a posição x, ela
deve ser incluída na equação antes que a integração da equação seja feita. Assumindo-se
cbxax
1
06711.0x246.0x2965.1
1
k
22
0
dx
dT
cbxax
1
dx
d
dx
dT
k
dx
d
2
Integrando-se uma vez a equação, obtém-se
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12
C
dx
dT
cbxax
1
(1)
ou
cbxaxC
dx
dT 2
1
Integrando-se a equação uma segunda vez,
2
23
1 Ccx
2
bx
3
ax
CT
(2)
ou
2
23
1 Cx06711,0
2
x246,0
3
x2965,1
CT
Para a determinação das constantes de integração, é necessário aplicar as condições de contorno.
K3000xT
(3)
K550m5,0xT
(4)
Substituindo-se a condição de contorno (3) na equação (2),
2
23
1 0.06711,0
2
0246,0
3
02965,1
300 CC
KC 3002
Substituindo-se a condição de contorno (3) na equação (2),
3005,0.06711,0
2
5,0246,0
3
5,02965,1
550
23
1
C
2
1 m/W4399C
Substituindo-se os valores encontrados para as constantes,
300x295x541x1901T 23
◄
O fluxo de calor pode ser obtido através da lei de Fourier,
dx
dT
k"q
Como
1C
dx
dT
k
(Equação 1)
1C"q
2m/W4399"q
◄
Coordenadas Cilíndricas
Efetuando-se uma análise similar à realizada para coordenadas cartesianas, pode-se escrever a
equação da difusão de calor em coordenadas cilíndricas e esféricas.
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Figura 7 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cilíndricas)
t
T
cq
z
T
k
z
T
k
r
1
r
T
kr
rr
1
p2
Coordenadas Esféricas
Figura 8 – Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Esféricas)
t
T
cq
T
ksen
senr
1T
k
senr
1
r
T
kr
rr
1
p222
2
2
Condições de Contorno e Condição Inicial
A solução das equações que governam um problema depende ainda das condições físicas que
existem nas fronteiras do meio (condições de contorno) e, quando a situação for dependente
do tempo, também das condições que existem em um certo instante inicial (condição inicial).
Como a equação da condução de calor é uma equação de segunda ordem nas coordenadas
espaciais, são necessárias 2 condições de contorno para cada coordenada espacial que
descreve o sistema. Como a equação é de primeira ordem no tempo, basta apenas uma
condição inicial. As figuras a seguir mostram as 3 espécies de condições de contorno
comumente encontradas na transferência de calor. Elas ilustram a situação para um sistema
unidimensional, especificando a condição de contorno na superfície em x = 0, com a
transferência de calor ocorrendo no sentido positivo do eixo x.
1) Temperatura da Superfície Prescrita
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
143
sTtT ),0(
2) Fluxo de Calor Prescrito na Superfície
)0("
0
x
x
q
x
T
k
a) Fluxo de Calor Diferente de Zero
"
0
S
x
q
x
T
k
b) Fluxo de Calor Nulo (Parede Isolada ou Adiabática)
0
0
xx
T
3) Condição Convectiva na Superfície
tTTh
x
T
k
x
,0
0
Exemplo 5 – Fluxo e taxa de calor em uma casca esférica
Uma casca esférica, com os raios interno e externo ri e ro, respectivamente, contém
componentes que dissipam calor. Se a distribuição de temperatura na casca é da forma
2
1 C
r
C
)r(T
, determine as expressões para o fluxo térmico e a taxa de calor em função do
raio r.
O fluxo e a taxa de calor podem ser calculados através da lei de Fourier,dr
dT
k"q
Derivando-se a temperatura em função do raio da casca esférica,
2
1
r
C
dr
dT
2
1
r
C
k"q
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
144
2
1
r
C
k"q
◄
A taxa de calor pode ser obtida multiplicando-se o fluxo de calor pela área superficial da esfera,
2r4A
2
12
2
1
r
C
r4.k
r
C
kAA"qq
1kC4q
◄
CONDUÇÃO UNIDIMENSIONAL EM REGIME PERMANENTE
Seja uma parede plana separando dois fluidos em temperaturas diferentes (Fig. 9). Considere
a condução unidimensional de calor através da parede, em regime permanente, sem geração
interna. A temperatura é função somente de uma coordenada espacial (no caso x) e o calor é
transferido unicamente nesta direção. A transferência de calor ocorre por convecção do fluido
quente a T1 para a superfície da parede a TS1 em x = 0, por condução através da parede e por
convecção da superfície da parede em x = L a TS2 para o fluido frio a T2.
Figura 9 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana
A determinação da distribuição de temperaturas no interior da parede é feita através da
solução da equação de calor. Em coordenadas cartesianas, esta equação é dada por
t
T
cq
z
T
k
zy
T
k
yx
T
k
x
p
Hipóteses:
Condução unidimensional
0
z
T
y
T
Sem geração interna
0q
Regime permanente
0
t
T
A equação se reduz, então, a
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
145
0
dx
dT
k
dx
d
Considerando-se a condutividade térmica do material constante,
0
dx
Td
k
2
2
ou
0
dx
Td
2
2
Integrando-se 2 vezes em x,
1C
dx
dT
21 CxCT
Para se determinar as constantes de integração C1 e C2, aplicam-se as condições de contorno:
1,ST0T
2,STLT
Assim,
L
TT
C
1,S2,S
1
1,S2 TC
1,S
1,S2,S
Tx
L
TT
xT
Na condução unidimensional em regime permanente numa parede plana sem geração de
calor e com condutividade térmica constante, a temperatura é uma função linear de x.
A taxa de calor por condução no interior da parede é dada pela lei de Fourier
dx
dT
kAq x
Derivando-se a equação encontrada para o perfil de temperaturas na direção x,
2,S1,Sx TT
L
kA
q
O fluxo de calor é dado por
2,S1,Sx"x TT
L
k
A
q
q
Percebe-se, portanto, que, no interior da parede, a taxa e o fluxo de calor são constantes.
Resistência Térmica
Da mesma maneira que uma resistência elétrica se opõe à passagem de corrente em um
circuito, uma resistência térmica se opõe à passagem de calor. Definindo-se a resistência
como sendo a razão entre o potencial motriz e a correspondente taxa de transferência, a
resistência térmica assume a forma
q
T
R t
Assim, para a condução unidimensional através de uma parede plana
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
146
kA
L
R cond,t
Para a convecção
hA
1
R conv,t
Para a radiação
Ah
1
R
r
rad,t
onde
22SSr TTTTh
Deve-se ressaltar que as resistências térmicas à convecção e à radiação assumem a mesma
forma para qualquer sistema de coordenadas, variando-se apenas a expressão utilizada para a
área. No entanto, a resistência à condução assume diferentes expressões para os diferentes
sistemas de coordenadas.
No exemplo da parede plana, toda a energia transferida do fluido quente para a superfície é
conduzida através da parede e, por sua vez, para o fluido frio, ou seja, a taxa de calor é
constante.
2convcond1convx qqqq
ou
2,2,S22,S1,S1,S1,1x TTAhTT
L
kA
TTAhq
Reescrevendo-se a equação anterior,
Ah
1
TT
kA
L
TT
Ah
1
TT
q
2
2,2,S2,S1,S
1
1,S1,
x
Utilizando-se o conceito de resistência térmica,
2conv
2,2,S
cond
2,S1,S
1conv
1,S1,
x
R
TT
R
TT
R
TT
q
Pode-se então fazer um circuito térmico, análogo a um circuito elétrico, com a forma
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
147
Figura 10 – Circuito Térmico
Pode-se, da mesma forma, fazer um circuito térmico equivalente, em função da diferença
global de temperatura, definindo-se a resistência térmica total Rtot.
tot
2,1,
x
R
TT
q
Como as resistências térmicas condutiva e convectivas estão em série,
2convcond1convtot RRRR
Ah
1
kA
L
Ah
1
R
21
tot
Parede Composta
Seja a condução de calor unidimensional, em regime permanente, através de uma parede
composta, constituída por materiais de espessuras e condutividades térmicas diferentes (Fig.
11).
Figura 11 – Transferência de Calor através de uma Parede Plana
A taxa de transferência de calor qx é dada por
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
148
tot
4,1,
4
4,4,S
C
C
4,S3,S
B
B
3,S2,S
A
A
2,S1,S
1
1,S1,
x
R
TT
Ah
1
TT
Ak
L
TT
Ak
L
TT
Ak
L
TT
Ah
1
TT
q
onde
Ah
1
Ak
L
Ak
L
Ak
L
Ah
1
RR
2C
C
B
B
A
A
1
ttot
No exemplo anterior, desprezaram-se as trocas de calor por radiação entre as superfícies da
parede e os fluidos. Ao se considerar estas trocas, a taxa total de calor entre a superfície e o
fluido seria dada como a soma das taxas de calor por convecção e radiação. A resistência
térmica à radiação seria inserida no circuito térmico associada em paralelo à resistência à
convecção, já que o potencial (T) entre a superfície e o fluido seria o mesmo. O circuito
térmico, se forem consideradas as trocas de calor por radiação, é dado por
Figura 12 – Circuito Térmico Equivalente
Exemplo 6 – Circuito térmico: parede plana
A parede composta de um forno possui três materiais, dois dos quais com condutividades
térmicas conhecidas, kA = 25 W/m.K e kC = 50 W/m.K. A espessuras dos 3 materiais são LA =
0,30 m e LB = LC = 0,15 m e a área da superfície é de 1 m
2
. Em condições de regime
permanente, medições efetuadas revelam uma temperatura na superfície externa do forno TS4
= 20
o
C, uma temperatura na superfície interna TS1 = 600 K e uma temperatura no interior do
forno T = 800 K. Se o coeficiente de transferência de calor por convecção no interior do
forno é 15 W/m
2
.K e a emissividade do material A vale 0,7, desenhe o circuito térmico
equivalente e calcule o valor da condutividade térmica do material B.
O circuito térmico equivalente do problema é mostrado na figura a seguir
◄
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
149
Deve ser observado que, uma vez que não foram fornecidos dados a respeito de quaisquer fluidos que
possam estar em contato com a superfície C, o circuito termina na superfície externa do material C.
Como a temperatura da superfície interna TS1 é alta, os efeitosde radiação são importantes e devem ser
considerados nos cálculos.
Sabe-se que a taxa de transferência de calor é constante através da parede.
2eq
4S1S
1eq
1S
eq
4S
R
TT
R
TT
R
TT
q
(1)
onde
2eq1eqeq RRR
radconv1eq R
1
R
1
R
1
3cond2cond1cond2eq RRRR
As resistências térmicas são dadas por
W/K0667,0
m1.K.m/W15
1
hA
1
R
22conv
Ah
1
R
r
rad
onde
Km
W
566,55K800600K800K600
Km
W
10x67,5.7,0TTTTh
2
222
42
82
1S
2
1Sr
W/K018,0
m1.K.m/W566,55
1
R
22rad
Assim,
W/K01417,0Req
W/K012,0
m1.K.m/W25
m30,0
Ak
L
R
2
A
A
1cond
B
2
BB
B
2cond
k
15,0
m1.k
m15,0
Ak
L
R
W/K003,0
m1.K.m/W50
m15,0
Ak
L
R
2
A
A
3cond
W/K003,0
k
15,0
W/K012,0R
B
2eq
Substituindo-se os valores e expressões das resistências térmicas na equação (1), tem-se
B2eq
4S1S
1eq
1S
k/15,0W/K015,0
K15,293K600
W/K01417,0
K600K800
R
TT
R
TT
K.m/W25,22kB
◄
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
150
Resistência de Contato
Em sistemas compostos, a queda de temperatura nas interfaces pode ser considerável. Esta
mudança de temperatura é atribuída a uma resistência térmica de contato. A existência de uma
resistência de contato se deve principalmente aos efeitos da rugosidade da superfície (Figura
13). Assim, existem regiões vazias na interface que são, na maioria dos casos, preenchidas
com ar. A transferência de calor é, portanto, devida à condução de calor através da área de
contato real e à condução e/ou radiação através das falhas.
Figura 13 – Resistência Térmica de Contato
A resistência de contato normalmente é adicionada ao circuito térmico como uma resistência
em série com as resistências à condução através dos materiais. Para uma área de interface
unitária, a resistência térmica de contato é definida pela expressão:
x
BA
tc
q
TT
R
"
"
Para sólidos cujas condutividades térmicas são superiores à do fluido presente nas falhas, a
resistência de contato pode ser reduzida pelo aumento da área dos pontos de contato. Este
aumento pode ser obtido por um acréscimo na pressão de contato ou junção e/ou pela redução
da rugosidade das superfícies em contato. A resistência de contato pode ser reduzida pela
seleção de um fluido com elevada condutividade térmica para preencher as falhas. Duas
classes de materiais que são adequadas para este propósito são os metais macios e as graxas
térmicas. Os metais podem ser inseridos na forma de finas folhas ou películas, ou aplicados
como um fino revestimento em um dos materiais em contato. As graxas térmicas à base de
silicone (silício) são alternativas interessantes, pois preenchem completamente os interstícios
entre os materiais.
Tabela 4 – Resistência Térmica de Contato Sólido/Sólido
Interface R”tc x10
4
(m
2
.K/W)
Chip de silício/alumínio esmerilhado com ar (27 – 500 kN/m2) 0,3 – 0,6
Alumínio/alumínio com folha de índio (~ 100 kN/m
2
) ~ 0,7
Aço inoxidável/aço inoxidável com folha de índio (~ 100 kN/m
2
) ~ 0,04
Alumínio/alumínio com revestimento metálico (Pb) 0,01 – 0,1
Alumínio/alumínio, com graxa Dow Corning 340 (~ 100 kN/m
2
) ~ 0,07
Alumínio/alumínio, com graxa Dow Corning 340 (~ 3500 kN/m
2
) ~ 0,04
Chip de silício/alumínio, com 0,02 mm de epóxi 0,2 – 0,9
Latão/latão com 15m de solda à base de estanho 0,025 – 0,14
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
151
Embora várias técnicas tenham sido desenvolvidas para estimar a resistência de contato, os
valores mais confiáveis são aqueles obtidos experimentalmente. A Tabela 4 apresenta valores
para a resistência de contato entre sólidos diferentes, com vários materiais intersticiais. A
Tabela 5 apresenta valores para a resistência de contato em uma interface de alumínio, para
diferentes fluidos interfaciais.
Tabela 5 – Resistência Térmica de Contato em uma Interface de Alumínio
Fluido Interfacial R”tc x10
4
(m
2
.K/W)
Ar 2,75
Hélio 1,05
Hidrogênio 0,720
Óleo de silicone 0,525
Glicerina 0,265
Configurações do tipo Série-Paralelo
Seja a parede composta apresentada na Fig. 14. Embora neste sistema a transferência de calor
seja bidimensional, é razoável a adoção da hipótese de condições unidimensionais. Com base
nestas hipóteses, podem ser usados dois circuitos térmicos diferentes, mostrados na Fig. 15.
No caso (a), supõe-se que as superfícies perpendiculares à direção x são isotérmicas e, no caso
(b), que as superfícies paralelas a x são adiabáticas. As taxas de calor são diferentes em cada
caso, representando um intervalo dentro do qual está a taxa real de transferência de calor. As
diferenças entre os resultados relativos dos dois circuitos aumentam com o aumento da
diferença de condutividade térmica entre os materiais B e C, já que os efeitos bidimensionais
se tornam mais importantes.
Figura 14 – Parede Composta Figura 15 – Circuitos Térmicos Equivalentes numa
Parede Composta
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
152
CONDUÇÃO UNIDIMENSIONAL EM REGIME PERMANENTE – SISTEMAS RADIAIS –
CILINDRO
Seja um cilindro oco cuja superfície interna se encontra exposta a um fluido quente e a
superfície externa, a um fluido frio (Fig. 16).
Figura 16 – Transferência de Calor através de um Cilindro Oco
A equação que governa a transferência de calor no interior do cilindro é
t
T
cq
z
T
k
z
T
k
r
1
r
T
kr
rr
1
p2
Se forem adotadas as hipóteses de
Condução unidimensional
0
z
TT
Sem geração interna
0q
Regime permanente
0
t
T
a equação pode ser reduzida a
0
dr
dT
kr
dr
d
r
1
0
dr
dT
kr
dr
d
0
L2
q
dr
d r
0q
dr
d
r
ou
constanteqr
A taxa de calor é, portanto, constante no interior da parede do cilindro.
Considerando-se a condutividade térmica k constante,
0
dr
dT
r
dr
d
r
k
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
153
0
dr
dT
r
dr
d
Integrando-se uma vez em r,
1C
dr
dT
r
ou
r
C
dr
dT 1
Integrando-se outra vez em r,
21 CrlnCrT
Aplicando-se as condições de contorno
1s1 TrrT
2s2 TrrT
,
podem-se obter as constantes de integração C1 e C2
21
2s1s
1
r/rln
TT
C
221
2s1s
2s2 rln
r/rln
TT
TC
Assim,
2s221
2s1s T
r
r
ln
r/rln
TT
T
A taxa de transferência de calor é dada por
dr
dT
rL2k
dr
dT
kAq r
Deve ser ressaltado que a área a ser usada é aquela perpendicular à direção da transferência de
calor, ou seja, a área lateral do cilindro.
Como
21
2s1s
r/rln
TT
r
1
dr
dT
12
2s1s
r
r/rln
TT
Lk2q
O fluxo de calor é dado por
dr
dT
k"q r
12
2s1s
r
r/rln
TT
r
k
"q
A taxa de calor, portanto, é constante para qualquer posição radial (não depende do raio r), o
que não acontece com o fluxo de calor, que é função da coordenada radial r.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
154
A resistência térmica à condução para sistemas radiais é dada por
r
2s1s
cond
q
TT
R
Lk2
r/rln
R 12cond
Parede Cilíndrica Composta
Considere a condução unidimensional de calor, em regime permanente, sem geração interna,
através de uma parede cilíndrica composta, como mostrado na Fig. 17.
Figura 17 – Transferência de Calor Através de uma Parede Cilíndrica Composta
A taxa de calor é constante através do cilindro. Assim, desprezando-se os efeitos radiativos,
2conv
14s
3cond
4s3s
2cond
3s2s
1cond
2s1s
1conv
1s1
tot
41
r
R
TT
R
TT
R
TT
R
TT
R
TT
R
TT
q
onde
44C
34
B
23
A
12
11
ttot
Lhr2
1
Lk2
r/rln
Lk2
r/rln
Lk2
r/rln
Lhr2
1
RR
Exemplo 7 – Circuito térmico: cilindro
Um fluido quente escoa no interior de um tubo cilíndrico de aço AISI 304, de raio interno
igual a 10 cm e raio externo igual a 12 cm e 2 m de comprimento. O coeficiente total de
transferência de calor (convecção + radiação) entre o fluido quente e a superfície interna do
tubo é 25 W/m
2
.K. Para diminuir as perdas térmicas para o ambiente a 15
o
C, o tubo foi
revestido por uma manta de fibra de vidro (emissividade 0,85), de 2,5 mm de espessura O
coeficiente convectivo externo é igual a 20 W/m
2
.K. Se a superfície externa do revestimento
se encontra a 80
o
C, determine:
a) A taxa total de calor trocada entre o fluido quente e o ambiente externo;
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
155
b) A temperatura do fluido quente.
a) O circuito térmico equivalente do problema é mostrado na figura a seguir
A taxa de transferência de calor é dada por
2eq
23S
R
TT
q
(1)
onde
2rad2conv2eq R
1
R
1
R
1
As resistências térmicas são dadas por
W/K0325,0
m2.m1225,0.2.K.m/W20
1
Lr2.h
1
Ah
1
R
2
32c22c
2conv
É importante ressaltar que a convecção externa deve ser calculada baseando-se na área superficial
externa do cilindro,
Lr2A 32
, onde r3 é o raio externo do cilindro de aço, somado à espessura do
isolamento de fibra de vidro,
m1225,0m0025,0m12,0trr 23
Lr2.h
1
Ah
1
R
32r22r
2rad
onde
222
42
82
1S
2
1S2r K15,28815,353K15,288K15,353
Km
W
10x67,5.85,0TTTTh
Km
W
42,6h
22r
W/K1012,0
m2.m1225,0.2.K.m/W42,6
1
R
22rad
Assim,
W/K246,0R 2eq
A taxa de transferência de calor é dada pela equação (1),
W/K0246,0
K1580
q
W2644q
◄
Para se calcular a temperatura do fluido quente, T1, é necessário calcular as resistências térmicas Req1,
Rcond1
e Rcond2.
A primeira resistência é dada por
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
156
W/K03183,0
m2.m1,0.2.K.m/W25
1
Lr2.h
1
Ah
1
R
2
1111
1eq
As resistências térmicas à condução são dadas por
1
12
1cond
Lk2
r/rln
R
Da Tabela A.6, k1 = 14,9 W/m.K
W/K00974,0
K.m/W9,14.m2.2
m10,0/m12,0ln
R 1cond
2
33
2cond
Lk2
r/rln
R
Da Tabela A.6, k2 = 0,038 W/m.K
W/K04318,0
K.m/W038,0.m2.2
m12,0/m1225,0ln
R 1cond
Sabendo que
2cond1condeq
3S1
RRR
TT
q
04318,0000974,003183,0
C80T
2644
o
1
K1,554C9,200T o1
◄
Espessura Crítica de Isolamento
Suponha que se deseje resfriar um cilindro oco, com a superfície interna exposta a um fluido
quente e a superfície externa, a um fluido frio (Fig. 18). Para se aumentar ou diminuir a taxa
de calor retirada do cilindro sem alterar as condições do escoamento externo, pode-se colocar
uma camada de um segundo material sobre o cilindro, com condutividade térmica diferente
do material do cilindro.
Figura 18 – Parede Cilíndrica Composta
A taxa de transferência de calor da superfície interna para o fluido frio irá depender da
espessura de material colocado, ou seja, do raio externo do “novo” cilindro, r2. Como a
resistência à condução aumenta com o raio e a resistência à convecção apresenta
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
157
comportamento inverso, deve existir uma espessura capaz de minimizar a resistência térmica
equivalente, maximizando a perda térmica (Fig. 19).
Figura 19 – Comportamento das Resistências Térmicas com r2
A taxa de calor é dada por
eq
1S
r
R
)TT(
q
onde
hLr2
1
kL2
)r/rln(
R
2
12
eq
Assim,
hr
1
k
)r/rln(
)TT(L2
q
2
12
1S
r
O máximo valor de qr é obtido fazendo-se
0
dr
dq
2
r
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
158
0
hr
1
k
)r/rln(
hr
1
kr
1
)TT(L2
dr
dq
2
2
12
2
22
1S
2
r
Esta condição é satisfeita quando
h
k
rr c2
rc = Raio crítico
Como a derivada segunda de qr em relação a r2 é negativa, qr tem o seu valor máximo em r =
rc. O comportamento da resistência total é inverso, como mostrado na Fig. 19.
Exemplo 8 – Raio crítico
No Laboratório de Transferência de Calor da PUC Minas é feita uma experiência para
determinar o coeficiente convectivo associado ao escoamento de ar sobre um cilindro exposto
ao ar ambiente. O cilindro é feito de um material metálico e possui diâmetro externo de 2 in e
comprimento de 0,78 m. Ele é revestido externamente por lã de vidro (k = 0,06 W/m.K) com
1 in de espessura. A superfície interna do cilindro é aquecida pela passagem de uma corrente
elétrica (V = 30 V e i = 2,4 A). São medidas as temperaturas ambiente e da superfície interna
do revestimento.
a) Para uma temperatura ambiente de 20
o
C e uma temperatura interna do revestimento de
480
o
C, calcule o coeficiente convectivo externo;
b) Calcule o raio crítico de isolamento. A espessura do revestimento é superior ou inferior à
espessura crítica de isolamento? Determine, qualitativamente, o que aconteceria com a
temperatura interna do revestimento se a espessura do isolamento fosse tal que o raio externo
do revestimento fosse igual ao raio crítico de isolamento.
a) O circuito térmico equivalente do problema é mostrado na figura a seguir, desprezando-se os efeitos
de radiação
A energia gerada por efeito Joule é transferida por condução através do cilindro e do isolante e perdida
para o ambiente. Assim, pode-se dizer que
W72A4,2.V30ViRiq 2
A taxa de transferência de calor é dada por
conv2cond
2S
RR
TT
q
onde a resistência à condução no isolante é dada por
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor159
2
33
2cond
Lk2
r/rln
R
onde r2 e r3 representam, respectivamente, o raio interno e o raio externo do isolante térmico. O raio
externo pode ser obtido somando-se o raio interno à espessura do isolamento
m0508,0m0254,0m
2
0508,0
t
2
d
trr 223
É importante ressaltar que as unidades foram convertidas do sistema britânico (in) para unidades do
Sistema Internacional (m). Assim,
m/W357,2
K.m/W06,0.m78,0.2
m0254,0/m0508,0ln
R 2cond
O objetivo é determinar o coeficiente convectivo h. Para isso, deve-se determinar a resistência à
convecção externa.
Como
conv2cond
2S
RR
TT
q
,
q
TT
RR 2Sconv2cond
ou
conv
2S
2cond R
q
TT
R
W/K032,4W/K357,2
W72
C20C480
R 2cond
Mas
Lr2.h
1
hA
1
R
3
conv
Assim,
m78,0.m0508,0.2.h
1
W/K032,4
K.m/W996,0h 2
◄
b) O raio crítico é dado por
h
k
rc
K.m/W996,0
K.m/W06,0
r
2c
m060,0rc
◄
Para a espessura de isolante utilizada, o raio externo é menor que o raio crítico. Como a taxa de calor
perdida para o ambiente aumenta até ser atingido o raio crítico, se o raio externo fosse igual ao raio
crítico, a temperatura do isolamento seria menor.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
160
CONDUÇÃO UNIDIMENSIONAL EM REGIME PERMANENTE – SISTEMAS RADIAIS –
ESFERA
Seja uma esfera oca cujas superfícies interna e externa se encontram, respectivamente, a
temperaturas Ts1 e Ts2 (Fig. 20), com Ts1>Ts2. Considere a transferência de calor
unidimensional, em regime permanente, sem geração interna nas paredes da esfera.
Figura 20 – Transferência de Calor através de uma Casca Esférica
Partindo-se da equação da condução do calor em coordenadas esféricas, pode-se obter o perfil
de temperaturas no interior da esfera, como feito para coordenadas cartesianas e cilíndricas.
Com o perfil de temperaturas, pode-se determinar a taxa de calor conduzida através da esfera,
dada por
21
2s1s
r
r
1
r
1
TTk4
q
Assim, sabendo-se que
r
2s1s
cond
q
TT
R
a resistência condutiva é dada por
21
cond
r
1
r
1
k4
1
R
TRANSFERÊNCIA DE CALOR EM SUPERFÍCIES EXPANDIDAS – ALETAS
O aumento da taxa de transferência de calor de uma superfície a temperatura constante para
um fluido externo (Fig. 21) pode ser feito através do aumento do coeficiente de convecção h
ou através da redução da temperatura do fluido T.
Figura 21 – Superfície da qual se quer Aumentar a Taxa de Transferência de Calor
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
161
Quando não é possível aumentar a taxa de calor por um destes modos, aumenta-se a área de
troca de calor, através da utilização de aletas (Fig. 22), que são elementos sólidos que
transferem energia por condução dentro de suas fronteiras e por convecção (e/ou radiação)
entre suas fronteiras e o ambiente. Elas são utilizadas para aumentar a taxa de transferência de
calor entre um corpo sólido e um fluido adjacente. Exemplos práticos de aplicações de aletas
podem ser vistos nos sistemas para resfriamento dos cilindros dos pistões de motocicletas e
nos tubos aletados utilizados para promover a troca de calor entre o ar e o fluido de operação
em um aparelho de ar condicionado.
Figura 22 – Colocação de Aletas para Aumentar a Taxa de Transferência de Calor
Tipos de Aletas
A Figura 23 ilustra diferentes configurações de aletas.
Plana, de seção reta uniforme
Plana, de seção transversal não uniforme
Anular
Piniforme (pino)
Figura 23 – Configurações de Aletas
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
162
Balanço de Energia para uma Aleta
Hipóteses:
Condução unidimensional de calor
Regime permanente
Condutividade térmica da aleta constante
Radiação térmica desprezível
Sem geração interna de calor
Coeficiente de convecção uniforme
Através de um balanço de energia, pode-se obter a equação que governa a condução de calor
através da aleta. Considerando-se um elemento infinitesimal de uma aleta de seção reta
variável (Fig. 24), pode-se afirmar que a taxa de energia que entra no volume de controle,
menos a taxa de energia que sai do volume de controle, mais a taxa de energia que é gerada,
deve ser igual à taxa de variação da energia no interior do volume de controle.
Figura 24 – Balanço de Energia em uma Superfície Expandida
Como a geração interna de calor foi desprezada e a transferência de calor ocorre em regime
permanente,
convdxxx dqqq
onde
fluido o para convecçãopor perdida Energia dq
malinfinitesi volumedo conduçãopor da transferiEnergiaq
malinfinitesi volumeo para conduçãopor da transferiEnergiaq
conv
dxx
x
A taxa de calor por condução na posição x é determinada pela lei de Fourier:
dx
dT
kAq cx
onde Ac é a área da seção reta da aleta na posição x considerada.
Fazendo-se uma expansão em série de Taylor, pode-se determinar a taxa de calor por
condução na posição x + dx
dx
x
q
qq xdxx
dx
dx
dT
kA
dx
d
dx
dT
kAq ccdxx
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
163
dx
dx
dT
A
dx
d
k
dx
dT
kAq ccdxx
A taxa de calor por convecção transmitida do elemento infinitesimal para o fluido é dada por
TThdAdq sconv
onde dAs é a área superficial infinitesimal do elemento.
Substituindo-se as equações de taxa na equação do balanço de energia,
TThdAdx
dx
dT
A
dx
d
k
dx
dT
kA
dx
dT
kA sccc
0TTdA
k
h
dx
dx
dT
A
dx
d
sc
Como a área da seção reta Ac pode variar com x,
0TT
dx
dA
k
h
dx
Td
A
dx
dA
dx
dT s
2
2
c
c
0TT
dx
dA
k
h
A
1
dx
dT
dx
dA
A
1
dx
Td s
c
c
c
2
2
Forma geral da equação da energia, em condições unidimensionais, em uma aleta.
Aletas com área da seção transversal constante
Quando a área da seção transversal da aleta é uniforme (Fig. 25), a equação anterior pode ser
simplificada.
Figura 25 – Aletas com Área da Seção Transversal Constante
P
dx
dA
PxA
0
dx
dA
constanteA
s
s
c
c
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
164
0TT
kA
hP
dx
Td
c
2
2
Definindo-se a variável (Excesso de Temperatura) como a diferença entre a temperatura da
superfície em uma posição x e a temperatura do fluido de resfriamento,
T)x(T)x(
dx
dT
dx
d
2
2
2
2
dx
Td
dx
d
0
kA
hP
dx
d
c
2
2
Definindo-se
c
2
kA
hP
m
0m
dx
d 2
2
2
Esta é uma equação diferencial de segunda ordem, homogênea, com coeficientes constantes,
cuja solução geral tem a forma
mx
2
mx
1 eCeC)x(
Para resolver esta equação, é necessário ainda definir as condições decontorno apropriadas.
Uma condição pode ser especificada em termos da temperatura na base da aleta (x = 0)
bT0xT
ou
bb TT0x
A segunda condição de contorno deve ser definida na ponta da aleta (x = L). Podem ser
especificadas quatro condições, cada uma correspondendo a uma situação física e levando a
uma solução diferente.
A. Transferência convectiva de calor na ponta da aleta
A taxa de calor que chega à extremidade da aleta por condução é dissipada por convecção
)T)L(T(hA
dx
dT
kA c
Lx
c
)L(h
dx
d
k
Lx
Aplicando-se estas condições de contorno, chega-se a
)mL(senh)mk/h()mLcosh(
)xL(msenh)mk/h()xL(mcosh)x(
b
A taxa de calor pode ser determinada através da aplicação da lei de Fourier
0x
c
0x
cf
dx
d
kA
dx
dT
kAq
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
165
Derivando-se a expressão encontrada para (x),
)mL(senh)mk/h()mLcosh(
)mLcosh()mk/h()mL(senh
hPkA.q cbf
Para simplificar a solução, define-se
cb hPkAM
,
Assim, a equação para a taxa de calor pode ser dada por
)mL(senh)mk/h()mLcosh(
)mLcosh()mk/h()mL(senh
Mqf
B. Ponta da aleta adiabática
0
dx
dT
Lx
ou
0
dx
d
Lx
Neste caso,
)mLcosh(
)xL(mcosh)x(
b
)mL(tghMq .f
C. Temperatura da ponta da aleta fixa e igual a TL
LTLxT
ou
LLx
)mL(senh
)xL(msenh)mx(senh)/()x( bL
b
)mL(senh
)/()mLcosh(
Mq bLf
D. Aleta muito longa
Neste caso, quando
0ouTT ,L LL
mx
b
e
)x(
Mqf
A figura 26 apresenta a distribuição de temperatura em uma aleta retangular, utilizando-se a
condição de contorno de aleta muito longa. Observa-se que, a partir de uma dada posição, a
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
166
temperatura da aleta não se altera. Isto acontece porque a aleta já alcançou a temperatura
ambiente. A partir deste ponto, como não há diferença entre as temperaturas da aleta e
ambiente, não há mais troca de calor por convecção. Percebe-se, portanto, que não haveria
necessidade de se utilizar um comprimento maior que Lmax.
Figura 26 – Distribuição de temperaturas em uma aleta muito longa
A Tabela 6 apresenta as equações de uma forma resumida.
Tabela 6 – Taxa de Calor e Distribuição de Temperatura
Condição de
contorno na ponta
Distribuição adimensional de
temperatura
Taxa de calor
Troca de calor
por convecção
)mL(senh)mk/h()mLcosh(
)xL(msenh)mk/h()xL(mcosh)x(
b
)mL(senh)mk/h()mLcosh(
)mLcosh()mk/h()mL(senh
Mqf
Ponta adiabática
)mLcosh(
)xL(mcosh)x(
b
)mL(tghMq .f
Temperatura fixa
T = TL
)mL(senh
)xL(msenh)mx(senh)/()x( bL
b
)mL(senh
)/()mLcosh(
Mq bLf
Aleta muito longa
mx
b
e
)x(
Mqf
cb
c
LLbb
hPkAM
kA
hP
m
,TTTTT)x(T)x(
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
167
Exemplo 9 – Aletas
Uma aleta retangular de alumínio, com 4 mm de espessura, 10 mm de largura e 12 cm de
comprimento, está acoplada a uma chapa plana cuja temperatura superficial é 85
o
C. O sistema
é exposto ao ar ambiente a 15
o
C. O coeficiente convectivo associado é 17W/m
2
.K. Determine
a taxa de calor dissipada pela aleta se a sua ponta for mantida a uma temperatura fixa de 20
o
C
e a temperatura na posição x = 5 cm.
O primeiro passo é calcular algumas grandezas que serão necessárias futuramente.
m028,0m004,0m010,02tw2P
25
c m10x4m004,0.m010,0wtA
Da Tabela A.6, k = 237 W/m.K
1
25
2
c
m09,7
m10x4.K.m/W237
m028,0.K.m/W17
kA
hP
m
K70C70C15C85TT ooobb
K5C5C15C20TT oooLL
W70,4m10x4.
K.m
W
237.m028,0.
K.m
W
17K70hPkAM 25
2cb
A taxa total de transferência de calor pela aleta é dada por
m12,0.m09,7senh
K70/K5m12,0.m09,7cosh
.W70,4
)mL(senh
)/()mLcosh(
Mq
1
1
bL
f
W45,6qf
◄
A temperatura adimensional em uma posição x da aleta é dada por
)mL(senh
)xL(msenh)mx(senh)/()x( bL
b
ou
)mL(senh
)xL(msenh)mx(senh)/(
TT
T)x(T bL
b
Na posição x = 5 cm,
)m12,0.m09,7(senh
)m05,0m12,0(m09,7senh)m05,0.m09,7(senh)K70/K5(
1585
15T
1
11
C7,54T
◄
Desempenho da Aleta
As aletas são utilizadas para se aumentar a taxa de transferência de calor de uma superfície
devido ao aumento da área. No entanto, a aleta impõe uma resistência térmica à condução na
superfície original. Deve ser feita uma análise sobre o desempenho da aleta.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
168
A Efetividade de uma aleta é definida como sendo a razão entre a taxa de transferência de
calor pela aleta e a taxa de transferência de calor que existiria sem a sua presença. A
utilização de aletas somente se justifica se f 2.
bc
f
f
hA
q
ε
onde Ac é a área da seção reta da aleta.
A Eficiência de uma aleta é definida como a razão entre a taxa de transferência de calor pela
aleta e a taxa máxima de transferência de calor que existiria pela aleta. Esta taxa máxima é
obtida quando toda a aleta se encontra à temperatura da base.
bs
f
max
f
f
hA
q
q
q
η
onde As = área superficial da aleta
Nas expressões anteriores, a taxa de calor qf é calculada de acordo com a condição de
contorno utilizada para a ponta da aleta.
Exemplo 10 – Eficiência de uma aleta
Uma barra cilíndrica de 5 cm de diâmetro e condutividade térmica 280 W/m.K é utilizada
para aumentar a taxa de calor retirada de uma superfície mantida a 120
o
C, exposta a um
ambiente a 15
o
C, com coeficiente convectivo igual a 25 W/(m
2
.K). Se a aleta tem 80% de
eficiência, calcule o seu comprimento, considerando a aleta muito longa.
m157,0m05,0dP
23
22
c m10x963,1
4
m05,0
4
d
A
L.m157,0PLAS
1
23
2
c
m673,2
m10x963,1.K.m/W280
m157,0.K.m/W25
kA
hP
m
K105C105C15C120TTbb
W3,154m10x963,1.
K.m
W
280.m157,0.
K.m
W
25.K105hPkAM 23
2cb
A taxa total de transferência de calor pela aleta é dada por
W3,154Mqf
A eficiência da aleta pode ser calculada por
bs
f
max
f
f
hA
q
q
q
η
K105.L.157,0.K.m/W25
3,154
80,0
2
m467,0L
◄
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
169
Em geral, não são encontrados sistemas com uma única aleta. São colocadas diversas aletas
em uma superfície, com o objetivo de se retirar uma quantidade maior de calor. A taxa total
de calor perdida pelo conjunto superfície + aletas é dada pela soma das taxas de calor
individuais. Considerando-se que todas as aletas do conjunto são iguais e que a presença de
umaaleta não interfere na taxa de calor dissipada por outra aleta, a taxa total de calor é dada
por
bbft hANqq
onde
N = número total de aletas
qf = taxa de calor perdida por uma aleta
Ab = área da superfície exposta – área da base das aletas
A eficiência da aleta f caracteriza o desempenho de uma única aleta. A eficiência global da
superfície o caracteriza o desempenho de um conjunto de aletas e da superfície da base sobre
a qual este conjunto está montado. Ela é definida como a razão entre a taxa de calor perdida
pelo conjunto e a taxa máxima de calor que poderia ser perdida pelo conjunto,
bt
t
max
t
o
hA
q
q
q
η
onde
At = área total exposta
sbt NAAA
A eficiência do conjunto pode ser dada também em função da eficiência de uma única aleta.
Se f é a eficiência de uma aleta, a taxa total de calor pode ser dada por
bbbsft hAhAN q
ou
bf
t
s
tbstsft 1
A
NA
1hA)NAA(ANh q
Assim,
)1(
A
NA
1 f
t
s
o
Exemplo 11 – Conjunto de aletas
Considere uma superfície quadrada, de lado l = 25 cm, em contato com dois fluidos
diferentes, como mostrado na figura. O lado interno é aquecido pela passagem do fluido 1,
com coeficiente convectivo h1 = 50W/m
2
.K, que mantém a superfície da placa a uma
temperatura constante de 100
o
C. Pelo lado externo, aletado, passa um fluido frio (fluido 2), a
uma temperatura de 20
o
C, proporcionando um coeficiente convectivo igual a 10W/m
2
.K.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
170
Foram dispostas 16 aletas circulares, de 2 cm de diâmetro e 17 cm de comprimento cada,
igualmente distribuídas pela placa. As aletas, de cobre, foram isoladas na ponta. Considerando
que a temperatura externa da placa é igual à temperatura de sua superfície interna, determine:
a) A taxa de calor dissipada por uma aleta;
b) A taxa de calor dissipada pelo conjunto superfície + aletas;
c) A temperatura do fluido quente, considerando que todo o calor fornecido pelo fluido quente
seja dissipado para o fluido frio.
a) Para o cálculo da taxa dissipada por uma aleta, devem ser calculados os parâmetros
m0628,0m02,0dP
24
22
c m10x142,3
4
m02,0
4
d
A
Da Tabela A.6, k = 401 W/m.K
1
24
2
c
2 m233,2
m10x142,3.K.m/W401
m0628,0.K.m/W10
kA
Ph
m
K80C80C20C100TT 2bb
W50,22m10x142,3.
K.m
W
401.m0628,0.
K.m
W
10.K80PkAhM 24
2c2b
A taxa total de transferência de calor pela aleta é dada por
)m17,0.m233,2(tgh.W50,22)mL(tgh.Mq 1f
W157,8qf
◄
b) A taxa total de calor dissipada é dada pela soma da taxa de calor dissipada pelas aletas e pela taxa
de calor dissipada pela base,
2bb2fbft TTAhq.16qq.16q
onde
2242c
2
b m0575,0m10x142,3.16m25,0NAlA
Assim,
C20C100m0575,0
K.m
W
10W157,8.16q 2
2t
W5,176q t
◄
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
171
c) Considerando que toda a taxa de calor fornecida pelo fluido quente é dissipada pelo conjunto
superfície + aletas, pode-se dizer que
b1t1t TTAhq
b1
2
1t TTlhq
C100Tm25,050W5,176 12
C5,156T 1
◄
FUNDAMENTOS DA CONVECÇÃO
Considere um fluido qualquer, escoando com velocidade u e temperatura T sobre uma
superfície de forma arbitrária e área superficial A, como mostrado na Fig. 27.
Figura 27 – Transferência Convectiva de Calor
A Camada Limite Fluidodinâmica
Quando as partículas do fluido entram em contato com a superfície, elas passam a ter
velocidade nula (condição de não deslizamento). Estas partículas atuam no retardamento do
movimento das partículas da camada de fluido adjacente que, por sua vez, atuam no
retardamento do movimento das partículas da próxima camada e assim sucessivamente, até
uma distância
y
, onde o efeito de retardamento se torna desprezível (Fig. 28). A
velocidade u aumenta até atingir o valor da corrente livre, u. A grandeza é conhecida como
espessura da camada limite e é, usualmente, definida como o valor de y para o qual
u99,0u
.
Como pode ser visto na figura, a espessura da camada limite depende da posição x.
Figura 28 – A Camada Limite Fluidodinâmica
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
172
A Camada Limite Térmica
Da mesma forma que há a formação de uma camada limite fluidodinâmica no escoamento de
um fluido sobre uma superfície, uma camada limite térmica deve se desenvolver se houver
uma diferença entre as temperaturas do fluido na corrente livre e na superfície. Considere o
escoamento sobre uma placa plana isotérmica mostrada na Fig. 29.
Figura 29 – A Camada Limite Térmica (TS > T)
No início da placa (x = 0), o perfil de temperaturas no fluido é uniforme, com
T)y(T
. No
entanto, as partículas do fluido que entram em contato com a placa atingem o equilíbrio
térmico na temperatura superficial da placa, ou seja,
ST)0,x(T
. Por sua vez, estas partículas
trocam energia com as partículas da camada de fluido adjacente, causando o desenvolvimento
de gradientes de temperatura no fluido. A região do fluido onde existem estes gradientes é
conhecida como camada limite térmica, e a sua espessura é definida como sendo o valor de y
no qual
99,0
TT
TT
s
s
Com o aumento da distância x, os efeitos da transferência de calor penetram cada vez mais na
corrente livre e a camada limite térmica aumenta.
A Camada Limite de Concentração
A camada limite de concentração determina a transferência de massa por convecção em uma
parede. Se uma mistura de duas espécies químicas A e B escoa sobre uma superfície e a
concentração da espécie A na superfície é diferente da concentração na corrente livre, uma
camada limite de concentração irá se desenvolver. Ela é a região do fluido onde existem
gradientes de concentração, sendo sua espessura definida como o valor de y no qual
99,0
CC
CC
,AS,A
AS,A
O perfil de concentração na camada limite (Fig. 30) é similar ao perfil de temperatura na
camada limite térmica.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
173
Figura 30 – A Camada Limite de Concentração (CA,S > C A,)
Em um escoamento sobre uma superfície com diferença de temperatura e concentração entre
ambos, em geral, as camadas limite fluidodinâmica, térmica e de concentração não se
desenvolvem simultaneamente, ou seja, não possuem a mesma espessura
ct
.
O objetivo da definição das camadas limite é a simplificação das equações que governam o
escoamento. No interior da camada limite fluidodinâmica,
x
v
,
y
v
,
x
u
y
u
vu
No interior da camada limite térmica,
x
T
y
T
Desta maneira, as equações podem ser simplificadas e a solução do problema se torna mais
fácil.
Determinação da taxa de calor
Considere novamente o escoamento de um fluido sobre uma superfície de forma arbitrária e
área superficial A, como mostrado na Fig. 27. Se a temperatura da superfície for superior à
temperatura do fluido, haverá uma transferência de calor por convecção da superfície para o
fluido. O fluxo térmico local é dado pela lei de resfriamento de Newton
TTh"q Sonde h é o coeficiente local de transferência de calor por convecção.
Como as condições variam de ponto para ponto, q” e h irão variar ao longo da superfície. A
taxa total de transferência de calor é obtida integrando-se o fluxo ao longo da superfície
SSS dATThdA"qq
Considerando-se que as temperaturas da superfície e do fluido sejam constantes e iguais,
respectivamente, a TS e T, a taxa de calor pode ser dada por:
SS hdATTq
Pode-se definir um coeficiente médio de transferência de calor por convecção
h
para toda a
superfície, de maneira a representar toda a transferência de calor
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
174
TTAhq SS
Igualando-se as expressões para a taxa de calor, os coeficientes local e médio podem ser
relacionados por
SA
S
S
hdA
A
1
h
Para uma placa plana de comprimento L e largura b (Fig. 31),
Figura 31 – Escoamento sobre uma Placa Pana
bxxAS
SA
hbdx
bL
1
h
L
0
hdx
L
1
h
De maneira análoga, se um fluido com concentração molar de um componente A igual a CA,
escoa sobre uma superfície cuja concentração molar de A é mantida em um valor uniforme
CA,S CA,, haverá transferência do componente A por convecção. A taxa e o fluxo de
transferência de massa podem ser calculados através de um coeficiente local hm.
Se CA,S > CA,,
,AS,AmA CCh"N
onde N”A: fluxo molar da espécie A (kmol/s.m
2
)
hm: coeficiente local de transferência de massa por convecção (m/s)
CA,S: concentração molar de A na superfície (kmol/m
3
)
CA,: concentração molar de A no fluido (kmol/m
3
)
A taxa total de transferência de massa em base molar pode ser escrita na forma
,AS,ASmA CCAhN
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
175
onde
mh
: coeficiente global de transferência de massa por convecção (m/s)
De modo análogo à transferência de calor, o coeficiente médio é relacionado ao coeficiente
local por
SdA
Sm
S
m dAh
A
1
h
A transferência de uma espécie química também pode ser expressa em termos da massa,
através do fluxo mássico n”A (kg/s.m
2
) ou da taxa de transferência de massa nA (kg/s).
Multiplicando-se a equação para o fluxo molar pela massa molecular de A,
,AS,AmA h"n
,AS,ASmA Ahn
onde A,S: densidade mássica (concentração) de A na superfície (kg/m
3
)
A,∞: densidade mássica (concentração) de A no fluido (kg/m
3
)
A densidade mássica e a concentração molar da espécie A estão relacionadas pela expressão:
AA CMM .
MM é a massa molecular do fluido.
Parâmetros Adimensionais
Os problemas de convecção consistem, basicamente, na determinação dos coeficientes de
convecção. Com eles, pode-se então determinar as taxas de transferência de calor. Em geral,
são obtidas equações empíricas em função de parâmetros adimensionais e, através de sua
definição, calculam-se os coeficientes convectivos. Estas correlações dependem da geometria
do escoamento (escoamento interno ou externo, sobre placa plana, no interior de um tubo,
etc.), do regime do escoamento (laminar ou turbulento), se a convecção é natural ou forçada,
etc. Os parâmetros adimensionais mais importantes na análise da convecção são listados a
seguir. Deve-se observar que alguns parâmetros são definidos em função de um comprimento
característico x. Para o escoamento sobre uma placa plana, o comprimento característico é a
distância x a partir da origem.
Número de Reynolds
ux
Rex
Número de Nusselt
k
hx
Nux
Número de Prandtl
k
pC
Pr
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
176
Número de Sherwood
AB
m
x
D
xh
Sh
Número de Schmidt
ABD
Sc
onde DAB é a difusividade de massa (m
2
/s)
Os valores das propriedades da água e do ar, necessárias para se determinar os adimensionais
anteriores, encontram-se nas Tabelas A.2 e A.3, para diferentes temperaturas. A difusividade
de massa é dada na Tabela A.7.
A transição para a turbulência, no interior de tubos, ocorre para números de Reynolds de
aproximadamente 2300. Para o escoamento sobre uma placa plana, esta transição ocorre para
Re = 5x10
5
, ou seja, o número do Reynolds crítico (ou de transição) é dado por
5c
c,x 10x5
xu
Re
onde u é a velocidade da corrente livre.
Para escoamento laminar (Rex < 5x10
5
), a espessura da camada limite fluidodinâmica, na
forma adimensional, é
x
lam
Re
5
x
A espessura da camada limite térmica é dada por
3/1
t
Pr
A espessura da camada limite de concentração é dada por
3/1
c
Sc
O número de Nusselt local é dado por
3/12/1
x
x
x PrRe332,0
k
xh
Nu
, válida para
6,0Pr
O número de Sherwood local é dado por
3/12/1
x
AB
mx
x ScRe332,0
D
xh
Sh
, válida para
6,0Sc
Para escoamento turbulento (Rex > 5x10
5
) , a espessura da camada limite fluidodinâmica, na
forma adimensional, é
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
177
5/1
5/1
5/1
x
turb x
u
37,0Re37,0
x
Quando as camadas limite laminar e turbulenta são comparadas, percebe-se que a turbulenta
cresce muito mais rápido, já que sua espessura varia com x
4/5
, enquanto no escoamento
laminar, a espessura varia com x
1/2
.
Para escoamentos turbulentos, todas as camadas limite apresentam aproximadamente a
mesma espessura.
ct
O número de Nusselt local é dado por
3/15/4
xx PrRe0296,0Nu
, válida para
60Pr6,0
O número de Sherwood local é dado por
3/15/4
xx ScRe0296,0Sh
, válida para
3000Sc6,0
Uma vez que a temperatura do fluido varia ao longo do comprimento (camada limite térmica),
as propriedades do fluido sofrem variações que podem ser significativas ao longo do
comprimento da placa. Esta variação pode influenciar a taxa de transferência de calor. Esta
influência pode ser tratada se as propriedades do fluido forem avaliadas na temperatura média
da camada limite Tf, conhecida por temperatura do filme, definida por:
2
TT
T Sf
Exemplo 12 – Escoamento laminar
Ar a 20
o
C escoa sobre uma superfície plana, de 2 m de comprimento e 10 cm de largura,
mantida a 60
o
C. A velocidade da corrente livre é igual a 1 m/s. Determine: a) o coeficiente
convectivo global e b) as espessuras das camadas limite fluidodinâmica e térmica na posição
x = 1 m.
a)
Em primeiro lugar, deve-se calcular a temperatura do filme, ou seja, a temperatura média da camada
limite, na qual serão avaliadas as propriedades do ar.
C40
2
C60C20
2
TT
T Sf
As propriedades do ar a 40C se encontram na Tabela A.3.
Como as equações para o cálculo do coeficiente convectivo e das espessuras das camadas limite
dependem do regime de escoamento, deve-se, em primeiro lugar, calcular o número de Reynolds para
determinar se o escoamento é laminar ou turbulento. O número de Reynolds para uma posição x
qualquer é dado por
x52135
s.m/kg10x005,2
x.s/m1.m/kg0453,1xu
Re
5
3
x
Como se deseja calcular o coeficiente convectivo global sobre a placa, é necessário saber o número de
Reynolds na posição x = L = 2 m. Assim,
5
m2x 10x04,12.52135Re
Fenômenos de Transporte– 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
178
Como Re < 5x10
5
, o escoamento é laminar.
O coeficiente global de transferência de calor por convecção é dado por
L
0
hdx
L
1
h
onde h é o coeficiente local de transferência de calor por convecção, obtido através do adimensional de
Nusselt para escoamento laminar,
3/12/1
x
x
x PrRe332,0
k
xh
Nu
2/1
3/12/13/12/1
x
x
934,1
x
K.m/W0287,0
703,0x52135332,0
x
k
PrRe332,0h
Assim,
2
0
2/12
0
2/1
2/1
x
934,1
2
1
dxx934,1
2
1
h
K.m
W
736,2h
2
◄
b) A espessura da camada limite fluidodinâmica, para escoamento laminar, é dada por
xRe
x5
Para a posição x = 1 m, Re = 52135
52135
m1.5
m0219,0
◄
A espessura da camada limite térmica é dada por
3/1
t
Pr
ou
3/13/1t 703,0
m0219,0
Pr
m0246,0
◄
Exemplo 13 – Escoamento turbulento
Água a 10
o
C escoa a 1m/s sobre uma superfície lisa, de 4 m de comprimento e 20 cm de
largura, mantida a 100
o
C. Determine o coeficiente global de transferência de calor entre a
placa e o escoamento e a taxa total de calor transferida da placa para a água.
Em primeiro lugar, deve-se calcular a temperatura do filme, ou seja, a temperatura média da camada
limite, na qual serão avaliadas as propriedades do ar.
C55
2
C100C10
2
TT
T Sf
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
179
As propriedades da água, a 55C, podem ser interpolados a partir dos valores encontrados na Tabela
A.2.
O número de Reynolds para uma posição x qualquer é dado por
x.10x955,1
s.m/kg10x04,5
x.s/m1.m/kg5,985xu
Re 6
4
3
x
O número de Reynolds na posição x = L é
56
m4x 10x2,784.10x955,1Re
Como Re > 5x10
5
, o escoamento é turbulento no final da placa. Considerando-se que a transição de
escoamento laminar para turbulento ocorre para Re = 5x10
5
, a posição da placa em que o escoamento
se torna turbulento pode ser calculado por
m256,0xx10x955,110x5
xu
Re cc
65c
c,x
O coeficiente global de transferência de calor por convecção é dado por
L
0
hdx
L
1
h
onde h é o coeficiente local de transferência de calor por convecção. No entanto, como no início da
placa o escoamento é laminar, o cálculo do coeficiente global deve ser feito através da seguinte
expressão
L
x
turb
x
0
lam
c
c
dxhdxh
L
1
h
onde
x
k
Prx10x955,1332,0
x
k
PrRe332,0
x
kNu
h 3/1
2/163/12/1
x
lam
lam
2/13/12/16lam x23,444
x
K.m/W648,0
22,3x10x955,1332,0h
5/13/15/463/15/4xturbturb x86,3055
x
K.m/W648,0
22,3x10x955,10296,0
x
k
PrRe0296,0
x
kNu
h
Assim,
4
256,0
5/1
256,0
0
2/1 dxx86,3055dxx23,444
4
1
h
K.m
W
44,2686h
2
◄
A taxa total de calor é dada por
C10C100.m2,0.m4.
K.m
W
44,2686TTAhq
2s
kW4,193q
◄
Deve-se ressaltar que, se o coeficiente global fosse obtido pela integração do coeficiente local turbulento ao
longo de toda a placa, o erro na taxa de calor seria de aproximadamente 8%.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
180
LISTA DE EXERCÍCIOS – TRANSFERÊNCIA DE CALOR
1)
a) Identifique os processos de transferência de calor que determinam a temperatura de
um pavimento de asfalto em um dia de verão.
b) Uma tela para lareiras com lâmina dupla de vidro é colocada entre uma lareira a lenha
e o interior de uma sala. A tela consiste em duas lâminas verticais de vidro que estão
separadas por um espaço através do qual o ar ambiente pode fluir (o espaço está aberto
no topo e no fundo). Identifique os processos de transferência de calor associados a
esta tela de lareira.
2) Uma parede de concreto, com área superficial de 20 m2 e espessura de 0,25 m, separa uma
sala com ar condicionado do ar ambiente. A superfície interna da parede é mantida a 25
o
C
e a condutividade térmica do concreto é 1 W/mK. Determine a taxa de calor perdida
através da parede para as temperaturas da superfície externa de -15
o
C e 38
o
C, que
correspondem aos extremos atingidos no inverno e no verão. Comente os resultados.
Exercício 2
3) A parede de um forno industrial é construída em tijolo refratário com espessura de 0,15 m
e condutividade térmica de 1,7 W/(m.K). Medições efetuadas durante a operação em
regime permanente revelaram temperaturas de 1400 K e 1150 K nas superfícies interna e
externa da parede do forno, respectivamente. Qual a taxa de calor perdida através de uma
parede com dimensões 0,5 m x 3,0 m?
4) Um aquecedor elétrico encontra-se no interior de um cilindro longo de diâmetro igual a 30
mm. Quando água, a uma temperatura de 25
o
C e velocidade de 1 m/s, escoa
perpendicularmente ao cilindro, a potência por unidade de comprimento necessária para
manter a superfície do cilindro a uma temperatura uniforme de 90
o
C é de 28 kW/m.
Quando ar, também a 25
o
C, mas a uma velocidade de 10 m/s está escoando, a potência
necessária para manter a mesma temperatura superficial é de 400 W/m. Calcule e compare
os coeficientes de transferência de calor por convecção para os escoamentos da água e do
ar.
5) Uma superfície com área de 0,5 m2, emissividade igual a 0,8 e temperatura de 150oC é
colocada no interior de uma grande câmara de vácuo cujas paredes são mantidas a 25
o
C.
Qual a taxa de emissão de radiação pela superfície? Qual a taxa radiante líquida trocada
entre a superfície e as paredes da câmara?
6) Uma tubulação de vapor sem isolamento térmico passa através de uma sala onde o ar e as
paredes se encontram a 25ºC. Considere que o coeficiente associado à transferência de
calor por convecção é de 15 W/m².K. O diâmetro externo do tubo é de 70 mm, a
temperatura de sua superfície é de 200ºC e a sua emissividade é 0,8. Para um
comprimento de tubo de 5 m, determine a taxa de emissão de radiação pela superfície e a
taxa total de calor perdida pela superfície.
7) Um circuito integrado quadrado com lado w = 5 mm opera em condições isotérmicas. O
chip está alojado no interior de um substrato de modo que suas superfícies laterais e
inferior estão bem isoladas termicamente, enquanto sua superfície superior encontra-se
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
181
exposta ao escoamento de uma substância refrigerante a temperatura de 15
o
C. A partir de
testes de controle de qualidade, sabe-se que a temperatura do chip não deve exceder a
85
o
C. a) Se a substância refrigerante é o ar, com coeficiente de transferência de calor por
convecção correspondente de 200 W/m
2
K, qual a potência máxima que pode ser dissipada
pelo chip? b) Se a transferência líquida de calor por radiação da superfície do chip para a
vizinhança também for considerada, qual o aumento na potência máxima que pode ser
dissipada pelo chip? A emissividade da superfície do chip é 0,9.
8) Um calefator elétrico tem a forma de um cilindro, com comprimento L = 200 mm e
diâmetro externo D = 200 mm. Nas condições normais de operação, o calefator dissipa 2
kW, imerso em uma corrente de água a 20
o
C, que proporciona um coeficiente de
transferência convectiva de calor h = 5.000W/m².K. Calcule a temperatura da superfície
do calefator, Ts, desprezando a transferência de calor pelas suas extremidades. Num certo
instante, o fluxo de água é suspenso e o calefator continua a operar com a superfície
exposta ao ar, que também está a 20
o
C, mas que tem h = 50 W/m².K. Qual será então a
temperatura da superfície do calefator? Quais são as conseqüências da interrupção do
fluxo de água?
9) As temperaturas das superfícies interna e externa de um vidro de janela são 20oC e –12oC,
respectivamente. Se o vidro tem 80cm por 40cm, espessura de 1,6cm e condutividade
térmica k = 0,78 W/(mK), determine: a) a taxa de transferência de calor através do vidro
da janela e b) a perda de calor através do vidro durante três horas.
10) Considere uma placa de espessura L = 1,0m e condutividade térmica k = 20 W/mK, sem
geração interna de calor. A superfície em x = 0 está mantida na temperatura uniforme T1 e
a superfície em x = L, na temperatura uniforme T2. Calcule o fluxo de calor através da
placa, em condições estacionárias, em cada um dos seguintes casos:
T1 (
o
C) 100 -20 -40
T2 (
o
C) 0 40 -10
11) A distribuição permanente de temperatura, numa parede unidimensional de condutividade
térmica k e espessura L, tem a forma
dcxbxaxT 23
. Obtenha a expressão para a
taxa de geração de calor por unidade de volume da parede e os fluxos de calor nas duas
faces da parede (x = 0 e x = L).
12) A distribuição permanente de temperatura em uma parede com 0,3 m de espessura é dada
por
2cxbxa)x(T
, onde T é dado em K e x em metros,
K400a
,
m/K400b
e
2m/K300c
. A parede possui uma condutividade térmica de 1,2 W/m.K e uma área de
2 m
2
.
a) Determine a taxa de transferência de calor em x = 0 e em x = L;
b) Se a superfície externa (x = L) está exposta a um fluido a 100C, qual o coeficiente de
transferência de calor por convecção entre esta superfície e o fluido?
13) A taxa de calor em uma parede plana, de condutividade térmica k = 12 W/m.K, é dada
pela expressão
2400360012000 2 xxq
, onde x é dado em m e a taxa de calor em W.
A área transversal da parede é de 4 m
2
e a sua espessura L é de 50 cm. Sabendo que a
temperatura da superfície externa (x = L) é de 450 K, determine:
a) A temperaturas da superfície interna da parede (x = 0);
b) Uma expressão para a taxa de geração de energia por unidade de volume.
14) No interior de uma parede plana com espessura L = 20 cm e condutividade térmica k igual
a 50 W/m.K, ocorre uma geração interna de 20 kW/m
3
. Se as temperaturas das faces
interna (x = 0) e externa (x = L) são mantidas em, respectivamente, 290 K e 325 K,
obtenha uma expressão para a distribuição de temperaturas no interior da parede.
15) Em uma parede com 0,5 m de espessura e 10 m2 de área, há uma geração uniforme de
calor,
q
= 10.000 W/m
3
. A temperatura interna da parede (x = 0) é 100
o
C e a externa (x =
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
182
0,5m), 250
o
C. Considerando condições de regime permanente, obtenha a equação da
distribuição de temperatura ao longo da espessura da parede e o fluxo de calor nas
posições x = 0 e x = 0,5 m. Considere a condutividade térmica da parede k = 20W/mK.
16) Em uma parede plana com 5 cm de espessura e condutividade térmica de 20 W/m.K, há
uma geração interna de calor uniforme
3m/W1000q
. A temperatura interna da
superfície (x = 0) é mantida em 300 K, enquanto a temperatura da superfície externa é
mantida em 380 K.
a) Determine a distribuição de temperaturas no interior da parede;
b) Determine o fluxo de calor na superfície externa.
17) Em uma parede plana de tijolo com 20 cm de espessura e área de seção transversal de 4
m
2
, há uma geração não uniforme de calor, dada por
3m/Wemqbaxq
, onde
4m/W5000a
e 3/800 mWb . A superfície em x = 0 está exposta a um fluido
quente, mantendo sua temperatura constante em 450 K. A superfície em x = L está a
temperatura ambiente, T = 300 K. Obtenha uma expressão para a distribuição de
temperaturas ao longo de x e uma expressão para a taxa de calor ao longo de x.
18) Uma parede plana, de espessura L = 0,15 m e área de 3 m2, tem suas faces mantidas em
temperaturas constantes T(x = 0) = 300 K e T(x = L) = 400 K. Há uma geração interna de
calor no interior da parede, dada por
400000.30 xq
(W/m
3
). Se a condutividade
térmica do material da parede é constante e igual a 20 W/(m.K), determine a distribuição
de temperaturas no interior da parede e o fluxo de calor em x = 0.
19) A taxa de calor em uma parede de condutividade térmica k = 0,75 W/m.K tem a forma
cbxaxq 2
, onde
2/ 1000 mWa
,
mWb / 500
e
Wc 50
. A parede tem
uma área transversal A = 2 m
2
e uma espessura L = 0,2 m. Se a temperatura da superfície
interna da parede (x = 0) é igual a 20C, determine a temperatura da superfície externa (x
= L) e os fluxos de calor nas posições x = 0 e x = L. Considere a condução unidimensional
em regime permanente.
20) A taxa de calor em uma parede plana de condutividade térmica de 0,35 W/m.K, com 2 m2
de área transversal e 0,15 m de espessura tem a forma cbxaxxq 23)( , onde
3/00015 mWa , 2/2000 mWb e Wc 150 . A temperatura da superfície interna
(x = 0) é 400K. Determine a temperatura da superfície externa (x = L).
21) Uma parede plana de 50 cm de espessura e condutividade térmica de 50 W/(m.K) tem sua
face interna mantida em uma temperatura constante de 300 K e sua face externa, em 360
K. No interior da parede há uma geração interna de calor dada por
5000x000.50q
,
onde
q
é dado em W/m
3
.
a) Obtenha a distribuição de temperaturas no interior da parede;
b) Sobre a superfície externa, escoa ar a 230C. Determine o coeficiente de troca de calor
por convecção entre a superfície e o ar.
22) No interior de uma parede plana de espessura L = 0,5 m, há uma geração interna de calor
dada por
500x000.3q 2
(em W/m
3
, sendo x dado em m). A parede tem condutividade
térmica constante e igual a 50 W/m.K). Na superfície interna (x = 0), a temperatura é
mantida constante em 500 K. Na superfície externa (x = L), a temperatura é mantida em
400 K.
a) Obtenha o perfil de temperaturas no interior da parede.
b) Determine o fluxo de calor em x = L/2.
23) No interior de uma parede plana de espessura L = 0,5 m, há uma geração interna de calor
uniforme de 3 kW/m
3
. A condutividade térmica do material da parede varia de acordo
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
183
com
bxa
c
k
, onde c = 40, a = 1, b = 1 e x é dado em m. A superfície interna da parede
(x = 0) está em contato com um fluido aquecido, que mantém sua temperatura constante
em 80˚C. A superfície externa (x = L) é mantida em 20˚C.
a) Obtenha uma expressão para o perfil de temperaturas no interior da parede.
b) Determine o fluxo de calor em x = L. Neste ponto, a parede está ganhando ou
perdendo calor? Justifique.
24) Uma parede plana, de espessura L = 0,15 m, tem suas superfícies mantidas em
temperaturas constantes T (x = 0) = 300 K e T (x = L) = 400 K. Há uma geração uniforme
de calor de 20.000 W/m
3
no interior da parede. Devido à grande variação de temperatura
entre as superfícies, a condutividade térmica do material varia de acordo com a equação
bax
k
1
, onde a e b são constantes (a = 3,33x10
-4
K/W e b = 2,49x10
-3
m.K/W).
Obtenha uma expressão para a distribuição de temperaturas no interior da parede.
25) A superfície interna (x = 0) de uma parede plana tem sua temperatura mantida constante
em 300 K e a superfícieexterna (x = L), em 450 K. A condutividade térmica do material
da parede varia de acordo com
bax
c
k
, onde a = 12, b = -10 e c = -120. x é dado em m
e k, em W/m.K. Considere B = 20 cm, H = 80 cm e L = 50 cm (veja figura).
a) Determine a distribuição de temperaturas na parede
b) Determine a taxa de calor em x = L/2.
Exercício 25
26) Um cilindro oco, de raio interno r1 = 0.8 m e raio externo r2 = 1.0 m, tem as suas paredes a
temperaturas constantes Ts1 = 40
o
C e Ts2 = 85
o
C, respectivamente. Há uma geração
interna de energia entre as paredes do cilindro, dada por
q
= 2000r, onde r é o raio do
cilindro em uma posição arbitrária. Considerando condução unidimensional em regime
permanente e a condutividade térmica do material constante e igual a k = 10 W/mK,
determine a distribuição de temperatura na parede do cilindro e o fluxo de calor nas
posições r = 0,8 m e r = 1,0 m.
27) Um cilindro oco de ferro, de raio interno r1 = 0,5 m e raio externo r2 = 1,0 m, tem as suas
paredes mantidas a temperaturas constantes T(r1) = 450 K e T(r2) = 300K. Há uma
geração interna de calor entre as paredes do cilindro, dada por rq /2000 , onde r é o
raio do cilindro em uma posição arbitrária. Para condições de regime permanente,
determine a temperatura e a taxa de calor por unidade de comprimento na posição r = 0,75
m.
28) Um cilindro oco de ferro, de 80 cm de raio interno (r1) e 1 m de raio externo (r2), tem
suas paredes mantidas a temperaturas constantes T(r1) = 350K e T(r2) = 450 K. No
interior das paredes do cilindro, há uma geração uniforme
3/10 mkWq
.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
184
a) Obtenha uma equação para a distribuição de temperaturas no interior da parede.
b) Determine a taxa de transferência de calor por unidade de comprimento, em r = 0,8 m
29) No interior de um cilindro oco de aço (k = 20 W/m.K), há uma geração interna de calor
uniforme, dada por
3m/kW5q
. Na superfície interna (r1 = 0,5 m), a temperatura é
mantida constante em 600K. Na superfície externa (r2 = 1,0 m), a temperatura é mantida
constante em 400 K.
a) Obtenha o perfil de temperaturas no interior da parede.
b) Determine a taxa de calor (por unidade de comprimento) em r = r2. O calor está sendo
transferido do cilindro para o ambiente ou do ambiente para o cilindro? Justifique.
30) No interior de um cilindro oco há uma geração interna uniforme de calor dada por
3m/W3000q
. O cilindro tem sua parede interna (r = r1 = 50 cm) mantida em uma
temperatura de 400 K pela passagem de um fluido aquecido. A parede externa (r = r2 =
100 cm) é mantida em 300 K. A condutividade térmica do material do tubo pode ser
assumida constante e igual a 20 W/m.K. Considere condições de regime permanente.
a) Obtenha uma expressão para a distribuição de temperaturas no interior do tubo;
b) Determine o fluxo de calor na superfície interna do tubo;
c) Sabendo que o fluido escoa no interior do tubo a uma temperatura de 450 K,
determine o valor do coeficiente convectivo associado à transferência de calor entre o
fluido e a superfície interna do tubo. Despreze efeitos de radiação
31) Uma casca esférica, de raio interno r1 = 1,0 m e raio externo r2 = 1,2 m, tem suas paredes
mantidas em temperaturas constantes T(r1) = 300 K e T(r2) = 450 K. Há uma geração
interna de calor entre as suas paredes, dada por
22000 r/q
, onde r é o raio da casca em
uma posição arbitrária e
q
é dado em W/m
3
. A condutividade térmica do material da
casca pode ser modelada por
2r/50k
, onde k é dada em W/(m.K).
a) Para condições de regime permanente e condução unidimensional, obtenha uma
expressão para a distribuição de temperaturas ao longo da parede.
b) Obtenha a taxa de calor na posição r = 1,2 m.
32) Uma esfera oca, de raio interno r1 e raio externo r2, tem as suas paredes mantidas em
temperaturas T(r1) = Ts1 e T(r2) = Ts2.
a) Para condições de regime permanente, condução unidimensional e ausência de
geração interna, obtenha uma expressão para a distribuição de temperaturas ao longo
da parede, a partir da equação da difusão de calor.
b) Obtenha uma expressão para a taxa de calor conduzida através da parede.
c) Sabendo que a resistência térmica à condução é dada por R = T/q, determine a
resistência à condução para esta situação.
33) Uma casca esférica de alumínio possui uma geração interna de calor
3W/m5000q
. A
temperatura no raio interno r1 = 0,2 m é de 200 K e a temperatura na posição
correspondente ao raio externo r2 = 0,5 m, é de 250 K. Determine a distribuição de
temperaturas ao longo do raio r e a temperatura e o fluxo de calor na posição radial r =
0,35 m.
34) Uma casca esférica de alumínio possui uma geração interna dada por
22000 r/q
, onde
r é o raio da casca em uma posição arbitrária. No raio interno da casca (r1 = 0,6 m), a
temperatura é de 500 K. No raio externo, r2 = 1,0 m, a temperatura é de 300K.
a) Para condições de regime permanente e condução unidimensional, obtenha uma
expressão para a distribuição de temperaturas ao longo da parede.
b) Obtenha a taxa de calor na posição r = 1,0 m.
35) A distribuição de temperaturas em uma esfera é dada por
rrrT ln67002200475 23
. Determine a taxa de geração de energia por unidade
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
185
de volume em uma posição radial arbitrária r. Calcule ainda a taxa de calor em r = 1 m, se
a condutividade térmica do material da esfera é k = 50 W/m.K.
36) Uma mistura quimicamente reativa é armazenada no interior de um recipiente esférico, de
raio interno r1 = 200 mm, raio externo r2 = 220 mm e feito de um material com
condutividade térmica igual a 0,05 W/m.K. A reação exotérmica gera uma taxa uniforme
de calor,
34000W/mq
. As temperaturas interna e externa do reator são mantidas,
respectivamente, em 95
o
C e 40
o
C. Considerando condução unidimensional de calor em
regime permanente no interior do recipiente, determine a distribuição de temperaturas no
interior do reator.
37) Uma parede plana é um compósito de materiais, A e B, de condutividades térmicas 75
W/(m.K) e 150 W/(m.K), respectivamente e de 50 mm de espessura cada. A parede feita
do material A possui uma geração uniforme de energia dada por
361051 m/Wx,q
.
a) Sabendo que as faces da parede constituída pelo material A possuem temperaturas T1
= 415 K e T2 = 390 K, obtenha uma expressão para a distribuição de temperaturas ao
longo da parede.
b) Obtenha o fluxo de calor na posição x = LA (ou seja, na interface entre as duas
paredes).
c) Considerando que não existe geração interna na parede feita pelo material B,
determine a temperatura do fluido de resfriamento T, para um coeficiente convectivo
de 1000 W/(m
2
.K).
Exercício 37
38) Um chip de silício é encapsulado de tal modo que, sob condições de regime permanente,
toda a potência por ele dissipada é transferida por convecção para uma corrente de fluido,
com coeficiente convectivo de 10000 W/m
2
.K e temperatura de 25C. O chip está
separado do fluido por uma placa de alumínio com 4 mm de espessura. Se a área da
superfície do chip é de 100 mm
2
e sua temperatura máxima permissível é de 85C, qual é
a máxima potência que pode ser dissipada pelo chip?
39) As paredes de um refrigerador são normalmente construídas encaixando-se uma camada
de isolante entre painéis metálicos. Considere uma parede construída com isolante de fibra
de vidro com condutividade térmica 0,046 W/m.K e espessura de 50 mm e com painéis de
aço, com condutividade de 60 W/m.K e 3 mm de espessura. Se a parede separa o ar
refrigeradoa 4C do ar ambiente a 25C, qual é o fluxo de calor transferido? Os
coeficientes associados à convecção natural nas superfícies interna e externa podem ser
aproximados por hi = ho = 5 W/m
2
.K.
40) Uma casa tem uma parede composta de madeira, isolamento de fibra de vidro e gesso,
conforme a figura. Num dia frio de inverno, o coeficiente de transferência convectiva de
calor é hi = 60 W/m
2
K no interior e ho = 30 W/m
2
K no exterior. A área superficial total da
parede é 350 m
2
. Se a temperatura no interior da parede é T i = 20
o
C, a temperatura
ambiente externa é T o = -15
o
C,as espessuras das camadas de gesso, fibra e madeira são,
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
186
respectivamente, Lg = 10 mm, Lf = 100 mm, Lm = 20 mm, e as condutividades térmicas do
gesso, da fibra de vidro e da madeira são, respectivamente, kg = 0,17 W/mK, kf = 0,038
W/mK e km = 0,16 W/mK, determine:
a) a resistência térmica total do sistema,
b) a taxa de calor perdida para o exterior.
Exercício 40
41) A face esquerda de uma placa plana de área transversal igual a 1,0 m2 e espessura igual a
0,25 m, de aço inox 304 (emissividade 0,4), está exposta a um ambiente determinado por
uma temperatura de 850C e coeficiente convectivo igual a 10 W/m2.K. A temperatura na
face esquerda é igual a 630C. Determine a taxa de calor trocada e a temperatura na face
direita da placa.
42) Uma parede composta é constituída por uma placa de ferro de espessura L1 = 3 cm, por
uma camada de compensado de madeira de espessura L2 = 0,5 cm e por um isolamento de
espessura L3 = 4 cm e condutividade térmica k = 0,05 W/mK. a) Calcule o fluxo de calor
através desta parede composta, com uma diferença de temperatura de 400
o
C entre as
superfícies interna (ferro) e externa (isolamento). b)Se a diferença de temperatura entre a
superfície externa e o ar for de 25
o
C, calcule o coeficiente convectivo de calor entre a
parede externa e o ar.
43) Uma parede plana de área 10 m2 separa dois ambientes. A superfície externa é mantida a
80°C pela passagem de um fluido a 30°C, com coeficiente convectivo de 5 W/m
2
K. A
parede é constituída por 3 materiais distintos: na superfície interna, aço (k = 15 W/mK e
espessura de 15 cm), em seguida uma parede de vidro de 10 cm de espessura (k = 1,4
W/mK) e um isolamento de fibra de vidro (k = 0,04 W/mK, emissividade 0,7 e 2 cm de
espessura) na superfície externa Determine a temperatura na superfície interna.
44) Um vidro duplo de janela é constituído por duas placas de vidro de 7 mm de espessura,
com um espaço cheio de ar entre elas, com a espessura de 7 mm. A janela separa o ar
ambiente interno, a 20
o
C, do ar do ambiente externo, a -10
o
C. O coeficiente convectivo
associado à face interna (ambiente interno) é 10 W/m
2
K e o associado ao lado externo
(ambiente externo) é 80 W/m
2
K. Pode-se admitir que o ar entre os vidros esteja parado.
Considere kvidro = 1,4W/mK e kar = 0,0263W/mK. a) Qual é a perda de calor através da
janela, com 0,8m de comprimento e 0,5m de largura? b) Calcule qual seria a taxa de calor
se a janela fosse constituída por apenas uma folha de vidro com 7 mm de espessura.
Comente o resultado.
45) O vidro traseiro de um automóvel é desembaçado pela fixação de um aquecedor em
película, fino e transparente, sobre sua superfície interna. O seu funcionamento fornece
um fluxo de calor uniforme na superfície interna do vidro. Para um vidro com 6 mm de
espessura e 2 m
2
de área, determine:
a) a potência elétrica necessária para manter a temperatura na superfície interna em
15C, quando a temperatura do ar no interior do carro e o respectivo coeficiente
convectivo são de 25C e 12 W/m2.K e a temperatura e o coeficiente no lado externo
do carro são de -10C e 56 W/m2.K;
b) a condutividade térmica do vidro do carro, desprezando a espessura do aquecedor.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
187
46) Deve ser construída uma parede com 5 cm de espessura para separar dois ambientes. A
temperatura do ambiente interno é igual a 100
o
C e o coeficiente de transferência de calor
associado é igual a 25 W/m
2
K. No ambiente externo, passa um fluido a uma temperatura
de 0
o
C, com um coeficiente convectivo de 60 W/m
2
K. Qual deve ser a condutividade
térmica do material da parede para garantir que a parede, com 3,5 m
2
de área, dissipe uma
taxa de calor de 5 kW?
47) Uma parede composta, de 2 m2 de área, é utilizada para separar dois ambientes. O
ambiente interno é mantido a 25
o
C e o ambiente externo, a -15
o
C. Os materiais A e B
possuem condutividades térmicas de, respectivamente, 0,17 W/m.K e 0,1 W/m.K. A
espessura do material A é de 10 mm. Os coeficientes convectivos interno e externo são
iguais a 50 W/m
2
.K e 25 W/m
2
.K e a temperatura da superfície interna é mantida em
20
o
C. Desprezando efeitos de radiação, determine:
a) A taxa de calor trocada e
b) A espessura do material B
Exercício 47
48) Um aparelho de ar condicionado é programado para manter a temperatura no interior de
um recinto fixa em 20
o
C. Se a temperatura do ambiente externo é de –5oC, calcule a taxa
de calor transferida do ambiente interno para o externo nas situações a seguir: a) A parede
é constituída apenas por uma camada de tijolo comum com 10cm de espessura. b) A
parede é constituída por uma camada de tijolo comum com 10 cm de espessura e por uma
camada de gesso (k = 0,25 W/m.K) com 10 cm de espessura. Para ambos os casos,
considere o coeficiente convectivo interno h1 = 15 W/m
2
.K e o coeficiente convectivo
externo h2 = 20 W/m
2
.K. A área da parede é de 10m
2
.
49) Um ambiente a 100C deve ser separado do ambiente externo a 20C por meio de uma
parede composta formada por dois materiais. O material A tem 10 cm de espessura e
condutividade térmica de 2,5 W/m.K. Sabendo que a espessura do material B é de 10 cm,
determine a sua condutividade térmica, necessária para garantir que a temperatura da
superfície externa (Ts3) seja de 50C. Os coeficientes convectivos associados aos
escoamentos interno e externo são, respectivamente, 25 W/(m
2
.K) e 5 W/(m
2
.K).
Despreze efeitos de radiação.
Exercício 49
50) Uma casa está exposta a um fluxo de calor uniforme devido à radiação solar de 100W/m2.
Deseja-se manter a temperatura no interior da casa em um valor o mais baixo possível.
Em uma dada face, tem-se a opção de utilizar uma parede de tijolo (k = 0,7 W/m.K) de 10
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
188
cm de espessura ou uma placa de vidro pyrex de 6 mm de espessura. Se a temperatura na
superfície externa da parede (vidro ou tijolo) é constante e igual a 50C, calcule a
temperatura do ar no ambiente interno para cada uma das duas situações (parede de vidro
ou parede de tijolo) e determine qual material irá permitir alcançar um menor valor de
temperatura no ambiente interno. Considere que o coeficiente convectivo associado ao
escoamento de ar no interior da casa é de 10 W/m
2
.K.
51) Uma janela composta separa o interior uma residência do ambiente externo. O ar interno é
mantido artificialmente a uma temperatura de 27C, enquanto o ambiente externo está a
5C. Os coeficientes convectivos associados aos escoamentos interno e externo são de,
respectivamente, 10 W/m
2
.K e 12,5 W/m
2
.K. A janela é composta por duas placas de
vidro de condutividade térmica k = 1,4 W/(m.K), com espessura L cada, entre as quais
existe um espaço de espessura L cheio de ar em repouso, com condutividade térmica k =
0,025 W/(m.K). Se a janela possui umaárea de 2 m
2
, determine a espessura L necessária
para que a temperatura da superfície interna seja de 22C.
52) Considere uma parede composta de área transversal A = 2 m2, mantida entre dois fluidos a
temperaturas constantes T∞1 = 80C e T∞2 = 10C e coeficientes convectivos h1 = 10
W/m
2
.K e h2 = 20 W/m
2
.K, como mostrado na figura. Os materiais A, B, C e D possuem
condutividades térmicas de 20 W/m.K, 30 W/m.K, 40 W/m.K e 100 W/m.K,
respectivamente e espessuras LA = LB = LC = LD = 15 cm. A transferência de calor é
bidimensional. Em algumas situações, o problema pode ser considerado unidimensional.
Em uma primeira avaliação, considera-se que as superfícies perpendiculares a x são
isotérmicas. Em uma segunda avaliação, considera-se que as superfícies paralelas a x são
adiabáticas. Considerando-se o primeiro caso, desenhe o circuito térmico equivalente e
determine a taxa de calor trocada entre os fluidos. Despreze a radiação.
Exercício 52
53) Em um processo de fabricação, uma fonte de energia radiante é utilizada para fornecer um
fluxo de calor que é completamente absorvido pela superfície composta mostrada na
figura, de área transversal de 2 m
2
. Os materiais que compõem a superfície possuem
propriedades termofísicas
37,0e8,0,K.m/W3k,K.m/W60k 2121
e
espessuras L1 = 25 cm e L2 = 2 cm. A superfície externa do material 2 é mantida a uma
temperatura constante TS3 = 200C, através da passagem de uma corrente de fluido de
resfriamento com temperatura igual a 80
o
C e coeficiente convectivo de 50 W/m
2
.K.
a) Desenhe o circuito térmico que representa a transferência de calor em regime
permanente, indicando o sentido da transferência de calor e nomeando as temperaturas
e resistências térmicas.
b) Determine o fluxo radiante necessário para manter o sistema na condição especificada.
c) Determine a temperatura da superfície interna TS1.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
189
Exercício 53
54) Uma parede plana de área A = 1,5m2 é composta por 2 materiais diferentes, A e B, com kA
= 100 W/m.K e kB = 50 W/m.K As espessuras são LA = 0,2 m e LB = 0,5 m. A superfície
em x = L está exposta a um ambiente a 450 K, com h = 80 W/m
2
.K. Se a temperatura em
x = L é TS3 = 400 K, calcule a temperatura da parede entre os 2 materiais. A emissividade
do material B é B = 0,7.
55) Um ambiente a 200C deve ser separado do ambiente externo. Para isto, deverá ser
utilizada uma parede composta por dois materiais. O material A, em contato com o
ambiente interno, possui 25 cm de espessura, condutividade térmica de 20 W/m.K e
emissividade de 0,5. O material B, em contato com o ambiente externo, possui 5 cm de
espessura e condutividade térmica de 1 W/m.K. A temperatura da superfície em contato
com o ambiente interno é de 150C e o coeficiente convectivo associado à transferência
de calor interna é de 20 W/m
2
.K.
a) Determine a temperatura da superfície externa do material B.
b) O coeficiente convectivo associado ao escoamento externo é dado por
V38,5h
,
onde V é a velocidade do ar. Determine a velocidade do ar requerida para garantir que
a temperatura do ambiente externo seja de 25C. Despreze a radiação externa.
56) Uma parede composta separa as paredes de um ambiente a alta temperatura do ambiente
externo. A parede é composta por dois materiais (A e B). A condutividade térmica e a
emissividade do material A são, respectivamente, kA = 15 W/m.K e εA = 0,2. A
condutividade térmica do material B é kB = 2 W/m.K. O ambiente interno é mantido a
uma temperatura de 250C, proporcionando um coeficiente convectivo de 15 W/m2.K. A
superfície interna de A tem temperatura TS1 = 190C.
a) Determine o fluxo de calor perdido para o ambiente externo;
b) Se os coeficientes convectivo e radiativo associados ao escoamento externo são,
respectivamente, 16 W/m
2
.K e 2 W/m
2
.K, determine a temperatura do ambiente
externo.
Exercício 56
57) A parede composta de um forno é constituída de três materiais diferentes, sendo dois com
condutividades térmicas conhecidas, kA = 400 W/(m.K) e KB = 237 W/(m.K), com
espessuras LA = LB = LC = 0,25 m e área A = 1,5 m
2
. A superfície externa está exposta ao
ar ambiente, com T2 = 20
o
C e coeficiente convectivo h2 = 400 W/(m
2
.K). O ar no interior
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
190
do forno está a uma temperatura de 1000
o
C, com um coeficiente convectivo igual a 30
W/(m
2
.K), fazendo com que a temperatura na superfície interna da parede (de
emissividade 0,9) seja igual a 650
o
C. Desprezando a radiação na face externa, determine a
taxa de calor transferida do forno para o ambiente externo e a condutividade térmica do
material C.
Exercício 57
58) Uma parede plana de 10 m2 de área separa as paredes de um forno a alta temperatura do
ambiente externo. O material da parede tem condutividade térmica k = 50 W/m.K. O
coeficiente convectivo associado à transferência de calor do interior do forno para a
parede a TS1 = 1000 K é h1 = 200 W/m
2
.K e o coeficiente convectivo associado à
transferência de calor da parede para o ambiente externo é h2 = 100 W/m
2
.K. A
emissividade do material da parede é 0,92. Se a taxa de calor por radiação do forno para a
parede interna é 175 kW, calcule as temperaturas TS2 e T2. Despreze a radiação externa.
A espessura da parede é L = 0,32 m.
59) Uma parede plana de 2,5 m2 de área possui condutividade térmica k = 50 W/m.K e
emissividade = 0,8. A sua face interna (x = 0) está a uma temperatura TS1 = 337
o
C e está
em contato com um fluido a 527
o
C, com coeficiente convectivo h1 = 50 W/m
2
K A sua
face externa (x = L = 0,5 m) está em contato com um fluido frio, com coeficiente
convectivo h2 = 200 W/m
2
K. Desprezando a radiação na face externa, calcule as
temperaturas da face externa TS2 e do fluido frio T2.
60) A parede composta de um forno é construída encaixando-se um material isolante de
condutividade térmica k = 0,5 W/(m.K) entre duas chapas metálicas de 2,5 cm de
espessura cada e condutividade térmica k = 150 W/(m.K). O ar no interior do forno se
encontra a uma temperatura de 400C, com um coeficiente convectivo associado de 30
W/m
2
.K, fazendo com que a temperatura da superfície interna do forno (de emissividade
0,85) seja igual a 200C. Determine a espessura do material isolante necessária para
manter a superfície externa do forno a uma temperatura segura ao toque de 40C.
61) Um fabricante de eletrodomésticos propôs o projeto de um forno auto limpante que
envolve a utilização de um visor de compósito para separar o interior do forno do ar
ambiente, como mostrado na figura. O compósito consiste em dois plásticos resistentes a
altas temperaturas (A e B), de espessuras LA = 2 LB e condutividades térmicas kA = 0,15
W/m.K e kB = 0,08 W/m.K. Durante o processo de auto limpeza, a temperatura da
superfície interna do visor é TS1 = 385C. A temperatura do ar ambiente é T = 25C e o
coeficiente convectivo é 25 W/m
2
.K. Qual a espessura mínima do visor, LA + LB,
necessária para garantir uma temperatura igual ou inferior a 50C na superfície externa do
visor? Despreze as trocas de calor por radiação.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
191
Exercício 61
62) Uma parede plana é composta por dois materiais diferentes, A e B, com condutividades
térmicas kA = 20 W/m.K e kB = 5 W/m.K, emissividades A = B = 0,75 e espessuras LA =
LB = 0,15 m. A superfície interna (material A) está exposta a um ambiente com
coeficiente convectivo de 50 W/m
2
.K. A superfície externa (materialB), a 320C, está
exposta a um ambiente a 400C e coeficiente convectivo igual a 17 W/m2.K. Determine o
fluxo de calor trocado e a temperatura da superfície interna do material A (em contato
com o fluido no ambiente interno).
63) Um fio elétrico, com raio r1 = 5 mm e resistência por unidade de comprimento 10
-4
/m,
está revestido por um isolamento plástico de 1 mm de espessura e condutividade térmica k
= 0,20 W/mK. O isolamento está exposto ao ar ambiente cuja temperatura é 300 K e o
coeficiente de convecção é h = 10 W/m
2
K. Se a temperatura máxima admissível no fio for
450K, qual é a corrente máxima possível que pode passar pelo fio?
64) Uma corrente elétrica de 100 A passa em um cabo de cobre com diâmetro de 10 mm e
resistência elétrica por unidade de comprimento de 5x10
-4
Ω/m. O cabo se encontra em
um ambiente a 20C, com um coeficiente convectivo de 20 W/m2.K. Para reduzir o valor
da temperatura superficial do cabo, ele foi revestido com uma camada de material isolante
de 3 mm de espessura (k = 0,15 W/m.K). Determine a temperatura superficial do cabo.
Considerando que a temperatura máxima admissível no cabo é de 100C, avalie se este
isolamento seria suficiente e justifique.
65) Uma corrente elétrica de 500 A passa em um cabo de cobre com diâmetro de 5 mm e
resistência elétrica por unidade de comprimento de 6x10
-4
/m. O cabo se encontra em
um ambiente a 30C, com um coeficiente de troca de calor de aproximadamente 25
W/m
2
.K.
a) Se o cabo estiver desencapado, qual será a temperatura em sua superfície?
b) Há preocupação em relação à capacidade do isolamento em suportar temperaturas
elevadas. Qual a espessura do isolamento (k = 0,5 W/m.K) que produzirá o menor
valor para a temperatura máxima na camada de isolamento? Qual será o valor da
temperatura máxima quando esta espessura de isolamento for utilizada?
66) Um tubo de aço inoxidável AISI 304 é utilizado para transportar resíduos de um processo.
O fluido escoa no interior do tubo com uma temperatura de 50C, com um coeficiente
convectivo associado de 10 W/m
2
.K. O tubo tem 50 cm de diâmetro interno e 3 cm de
espessura. O conjunto é exposto ao ar atmosférico a 20C, com um coeficiente convectivo
de 6 W/m
2
.K. Para um trecho de 10 m de comprimento, determine:
a) A taxa de calor perdida para o ambiente;
b) A taxa de calor perdida, se o tubo for recoberto por uma camada de 2 cm de espessura
de um material isolante (k = 0,5 W/m.K).
67) Uma tubulação de cobre tem um diâmetro interno de 10 cm e um diâmetro externo de 12
cm. Vapor saturado a 110C com coeficiente convectivo de 10.000 W/m2.K flui através da
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
192
tubulação, que está localizada em um ambiente a 30C com coeficiente convectivo de 15
W/m
2
.K. O isolamento disponível para reduzir as perdas de calor tem uma espessura de 5
cm e condutividade térmica de 0,20 W/m.K. Desprezando a radiação, calcule as perdas de
calor por unidade de comprimento para a tubulação com isolamento e sem isolamento.
68) Um tubo de aço inoxidável [k = 14 W/(m.K)], utilizado para transportar um produto
farmacêutico resfriado, possui um diâmetro interno de 36 mm e uma espessura de parede
de 2 mm. O produto farmacêutico e o ar ambiente estão a temperaturas de 6C e 23C,
respectivamente. Os correspondentes coeficientes de convecção interna e externa são de
400 W/m
2
.K e 6 W/m
2
.K, respectivamente.
a) Determine a taxa de transferência de calor por unidade de comprimento do tubo;
b) Qual seria a taxa de transferência de calor por unidade de comprimento do tubo se
fosse aplicada, na superfície externa do tubo, uma camada de 10 mm de espessura de
isolante de silicato de cálcio (condutividade térmica de 0,050 W/(m.K)?
69) Nitrogênio líquido é armazenado em um contêiner cilíndrico de aço (k = 15 W/m.K) com
diâmetro interno de 60 cm e diâmetro externo de 80 cm, mantendo a temperatura interna
do contêiner em 77,3 K. Sobre a superfície do tanque, existe uma camada de 25 cm de um
isolamento térmico com k = 0,05 W/m.K. O coeficiente de convecção externo é de 50
W/m
2
.K para um ambiente a 15C. O cilindro tem 3 m de altura. Desprezando as trocas de
calor pelo topo e pelo fundo do cilindro, determine a taxa de calor fornecida para o
nitrogênio.
70) Um cilindro oco de ferro é utilizado para transportar vapor d'água a 300oC. Sobre a
superfície externa, escoa ar com um coeficiente convectivo de 6 W/(m
2
.K). A temperatura
da superfície interna do cilindro é de 270
o
C. Se o coeficiente convectivo associado ao
escoamento de vapor d´água é de 50 W/(m
2
.K), determine a taxa de calor (por unidade de
comprimento) perdida para o ambiente e a temperatura do ar externo. São dados: raio
interno do cilindro: 75 cm, espessura da parede: 5 cm.
71) Uma barra cilíndrica de cobre, com diâmetro D = 5 cm, é aquecida pela passagem de uma
corrente elétrica. A superfície externa da barra é mantida a uma temperatura de 175
o
C
enquanto está dissipando calor por convecção para um ambiente a 25
o
C, com um
coeficiente de transferência de calor de 100 W/m
2
K. Se a barra, mantida à mesma
temperatura, for recoberta por uma película de 6mm de espessura e condutividade térmica
k = 0,6 W/mK, a sua perda de calor irá aumentar ou diminuir? Quais os valores da taxa de
calor por unidade de comprimento perdida para o ambiente, com e sem a película?
72) Vapor de água, na temperatura de 250oC, passa por um tubo de aço AISI 1010 (k = 58,7
W/mK) de 60 mm de diâmetro interno e 75 mm de diâmetro externo. O coeficiente total
de transferência de calor (convecção + radiação) entre o vapor de água e a superfície
interna do tubo é 500 W/m
2
K e o coeficiente convectivo, na superfície externa do tubo, é
25 W/m
2
K. Se a temperatura ambiente é 20
o
C, determine a quantidade de calor perdida
(por unidade de comprimento do tubo). Despreze os efeitos de radiação na superfície
externa.
73) Um tubo de aço AISI 304 é utilizado para transportar vapor d’água. O vapor d’água está a
uma temperatura de 300C, com coeficientes convectivo e radiativo de, respectivamente,
10 W/m
2
.K e 6 W/m
2
.K. O tubo de aço, com 33 cm de raio interno e 5 cm de espessura, é
recoberto com uma camada de isolante de 2 cm de espessura. No ambiente externo, escoa
ar a 20C, proporcionando um coeficiente convectivo de 15 W/m2.K. Determine qual deve
ser a condutividade térmica do isolante para manter a temperatura externa do isolante em
40C. Despreze a radiação externa. Considere L = 50 m
74) Uma tubulação de aço inoxidável (k = 14,9 W/m.K e ε = 0,17) é utilizada para transportar
vapor d’água a 200C. O diâmetro interno da tubulação é de 30 cm e o diâmetro externo,
36 cm. A tubulação é revestida com um isolante (k = 0,5 W/m.K) de 5 cm de espessura. A
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
193
temperatura da superfície interna da tubulação é igual a 150C. O coeficiente convectivo
associado ao escoamento interno é de 25 W/m
2
.K. Determine a temperatura da superfície
externa do isolante.
75) Um fluido quente, a uma temperatura de 200C, escoa no interior de um tubo de aço
(condutividade térmica de 50 W/m.K e emissividade 0,8), com 60 cm de diâmetro interno
e 2,5 cm de espessura. A temperatura na superfície interna do tubo é de 180C. O
coeficiente convectivo associado ao escoamento do fluido quente é de 20 W/m
2
.K. Para
reduzir as perdas de calor para o ambiente, o tubo foi recoberto por uma camada de 3 cm
de material isolante, com condutividade térmica de 0,15 W/m.K. Os coeficientes
convectivo e radiativo associados ao escoamento do ar externo são de,respectivamente,
25 W/m
2
.K e 10 W/m
2
.K.
a) Determine a taxa de calor (por unidade de comprimento do tubo) perdida para o
ambiente externo;
b) Determine a temperatura do ar externo ao sistema.
76) Um fluxo de calor uniforme é fornecido para a superfície interna de uma casca esférica de
raio interno igual a 12 cm. A casca é constituída por dois materiais, sendo o material
interno o ferro (k = 50 W/m.K), com 5 cm de espessura e o material externo, uma manta
isolante (com condutividade térmica igual a 2 W/m.K), com 2 cm de espessura. O
conjunto é mantido em um ambiente com temperatura T2 = 20ºC e coeficiente
convectivo h = 10 W/m
2
.K. Se a temperatura no raio interno da casca é igual a 80ºC,
determine:
a) O valor do fluxo de calor transferido para a superfície interna da casca.
b) A taxa de calor na superfície externa do material isolante.
77) Deseja-se determinar a emissividade de um determinado material. Uma tubulação de aço
(condutividade térmica de 50 W/m.K), de 30 cm de raio interno e 5 cm de espessura, é
coberta com uma camada de 3 cm do material para o qual se deseja determinar a
emissividade. O lado externo do conjunto é exposto a um escoamento de ar a 300C e
coeficiente convectivo de 30 W/m
2
.K. São medidas as temperaturas nas superfícies interna
e externa do conjunto, iguais a, respectivamente, 180C e 200C. Com estes dados,
determine a emissividade do material, que possui condutividade térmica de 13 W/m.K.
78) Uma corrente elétrica passa através de um cabo de 15 mm de raio interno e resistência
elétrica por unidade de comprimento de 0,005
m/
. O cabo é coberto por dois materiais
isolantes: o primeiro, com 0,5 mm de espessura e condutividade térmica de 0,25 W/m.K e
o segundo, de mesma espessura, condutividade térmica de 0,15 W/m.K e emissividade de
0,9. A temperatura superficial externa do segundo isolamento é de 75°C. O sistema é
resfriado pela passagem de um fluido a 25°C, com coeficiente convectivo de 25 W/m
2
K.
Considere as trocas de calor por convecção e por radiação. Determine:
a) A taxa total de calor dissipada por unidade de comprimento do cabo;
b) A corrente elétrica que passa através do cabo;
c) A temperatura na superfície interna do cabo.
79) Vapor d’água, a uma temperatura de 200C, escoa no interior de um tubo com
condutividade térmica de 5 W/m.K e emissividade 0,8. O diâmetro interno do tubo é 20
cm e a espessura da parede, 5 cm. Medições efetuadas revelam que a temperatura interna
da parede é de 150C. O coeficiente convectivo associado ao escoamento do vapor no
interior do tubo é 12 W/m
2
.K. O coeficiente convectivo associado ao escoamento do ar no
exterior do sistema é 10 W/m
2
.K e o coeficiente radiativo associado ao escoamento de ar
no exterior do sistema é 10 W/m
2
.K. Determine a taxa de calor perdida por unidade de
comprimento do tubo e a temperatura do ar externo ao sistema.
80) Um fluido quente, a uma temperatura de 800C, passa no interior de um cilindro feito de
um material com condutividade térmica igual a 100 W/m.K e emissividade 0,75. O
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
194
coeficiente convectivo associado ao escoamento do fluido quente é de 200 W/m
2
.K. Pelo
lado externo do cilindro, escoa ar a 20C. Qual deve ser o coeficiente total (convecção +
radiação) externo para garantir que a superfície interna do cilindro se mantenha constante
em 600C? São dados: raio interno do cilindro: 0,6 m; raio externo: 0,9 m; comprimento:
10 m. Considere ainda que o cilindro é coberto externamente por uma película de tinta que
afeta sua emissividade, mas não afeta a distribuição de temperaturas em seu interior (a
temperatura superficial do material do cilindro é igual à temperatura ao longo da película
de tinta).
81) Uma tubulação de vapor de 200 mm de diâmetro externo passa através de uma grande sala
em um porão. A tubulação é feita de aço (k = 20 W/m.K) e possui 2 cm de espessura. A
temperatura externa da parede da tubulação é de 500C, enquanto o ar ambiente da sala
está a 20C. Determine:
a) a taxa de transferência de calor da tubulação de vapor para a sala, por unidade de
comprimento, para uma emissividade da superfície da tubulação de 0,8 e para um
coeficiente de transferência de calor por convecção natural estimado em 10 W/m
2
.K.
Avalie se a radiação pode ser desprezada e justifique.
b) a temperatura da superfície interna da tubulação.
82) Um tubo de cobre, com raio interno igual a 0,5 m, 12 cm de espessura e 2 m de
comprimento, é colocado em um ambiente a 1000
o
C, com coeficiente convectivo de 25
W/m
2
.K. Após o equilíbrio térmico ser atingido, a medição de sua temperatura externa
revela um valor de 840
o
C. Sabendo que a emissividade do material é 0,75, calcule a
temperatura da superfície interna do tubo.
83) No interior de um forno cilíndrico de raio interno 0,5 m, raio externo 0,62 m e 5 m de
comprimento, ar quente possui um coeficiente convectivo h1 = 300 W/m
2
.K e um
coeficiente radiativo hr1 = 300 W/m
2
.K. A condutividade térmica do material da parede é
k = 50 W/m.K. Se a temperatura da parede externa é 650 K e o ambiente externo ao forno
possui temperatura T2 = 500 K, com h2 = 10 W/m
2
.K , calcule as temperaturas do ar no
interior do forno e da parede interna do forno. A emissividade do material da parede é =
0,9.
84) Um fluido quente a uma temperatura de 400oC passa no interior de um tubo feito de um
material de condutividade térmica k = 4 W/mK. A temperatura na superfície externa do
tubo é mantida constante em 250
o
C. Na superfície externa, escoa um fluido frio a 20
o
C e o
coeficiente convectivo associado é 17 W/m
2
K. Se o coeficiente radiativo na superfície
interna do tubo é 35 W/m
2
K, calcule: a) A temperatura na superfície interna do tubo b) A
taxa de calor trocada com o ambiente c) O coeficiente convectivo associado ao
escoamento do fluido quente. São dados: Raio interno do tubo: 0,15 m; Raio externo do
tubo: 0,17 m; Comprimento do tubo: 0,75 m; Emissividade da superfície externa do
material do tubo: 0,9.
85) Um fluido quente, a uma temperatura de 350C , escoa no interior de uma tubulação de
aço (de condutividade térmica k = 15 W/(m.K) e emissividade 0,2) de 20 cm de diâmetro
interno e 5 cm de espessura. Um termopar colocado na superfície interna indica uma
temperatura de 250C. O coeficiente convectivo associado ao escoamento interno é de 20
W/m
2
.K. Para reduzir as perdas de calor para o ambiente, o tubo deve ser recoberto com
uma camada de um material isolante com condutividade térmica k = 0,15 W/(m.K).
Determine a espessura do material isolante necessária para manter a superfície externa do
isolante a uma temperatura segura ao toque de 40C.
86) No interior de um tubo de aço ( = 0,15 e condutividade térmica desconhecida), com 50
cm de diâmetro interno e 20 cm de espessura, escoa vapor d’água a 400C. O coeficiente
convectivo associado é de 10 W/m
2
.K. A medição da temperatura na superfície interna do
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
195
tubo revelou um valor de 250C. A tubulação foi revestida com um isolante térmico de 2
cm de espessura e condutividade térmica de 0,5 W/m.K. O conjunto é exposto ao ar
ambiente a 30C. O coeficiente convectivo associado ao escoamento externo é de 10
W/m
2
.K.
a) Calcule a taxa de calor por unidade de comprimento perdida para o ambiente externo.
Despreze a radiação externa.
b) Calcule a máxima temperatura do isolante térmico. Sabendo que a temperatura de
fusão do isolante é 300C, avalie se este isolante poderia ser utilizado. Justifique.
87) Uma esfera oca de alumínio,com um aquecedor elétrico em seu centro, é usada em
ensaios para determinar a condutividade térmica de materiais isolantes. O raio interno da
esfera é 0,15m e o externo, 0,18 m. O ensaio é realizado em condições de regime
permanente, com a superfície interna do alumínio mantida a 260C. Num certo ensaio, a
superfície externa da esfera é revestida por uma casca esférica de isolante, com uma
espessura de 0,12 m. O sistema é mantido em um ambiente com a temperatura do ar de
20C, com um coeficiente convectivo externo medido de 30 W/m2.K. Qual é a
condutividade térmica do isolamento quando a dissipação do aquecedor, em regime
permanente, for de 80 W? Despreze as trocas de calor por radiação.
88) Um fluxo de calor uniforme é fornecido para a superfície interna de uma casca esférica de
raio interno igual a 10cm. A casca é constituída por dois materiais, sendo o material
interno o alumínio, com 5 cm de espessura e o material externo, uma manta isolante (com
condutividade térmica igual a 2 W/m.K), com 2 cm de espessura. O conjunto é mantido
em um ambiente com temperatura T2 = 20
o
C e coeficiente convectivo h = 10 W/m
2
.K. Se
a temperatura no raio interno da casca é igual a 80
o
C, determine o valor do fluxo de calor
transferido para a superfície interna da casca.
89) Uma casca esférica composta tem raio interno r1 = 0,25 m e é constituída por uma casca
de chumbo (k = 35 W/mK) com raio externo r2 = 0,30 m e por uma outra casca de aço
inoxidável (k = 18 W/mK) com o raio externo r3 = 0,31 m. A cavidade está cheia de
rejeitos radiativos que geram calor à taxa q = 30.000 W. O vaso esférico está submerso em
águas oceânicas, cuja temperatura é uniforme T = 10
o
C, proporcionando um coeficiente
de transferência convectiva de calor uniforme de h = 500 W/m
2
K, na superfície externa.
Qual a temperatura na casca inferior da esfera?
90) Um recipiente esférico metálico (k = 50 W/m.K) é usado para armazenar nitrogênio
líquido. A sua superfície interna é mantida fixa em 77K. Os diâmetros interno e externo
do recipiente são, respectivamente, 0,48 m e 0,50 m. Ele é coberto por uma camada de
isolamento térmico refletivo (k = 0,0017 W/m.K), com 25 mm de espessura. A sua
superfície externa está exposta ao ar ambiente a 300 K, com coeficiente de transferência
de calor por convecção no ar de 20 W/m
2
.K. Calcule a taxa de transferência de calor para
o nitrogênio líquido e a temperatura externa do isolamento.
91) Uma indústria possui 2 reatores esféricos, ambos com diâmetro interno d1 = 1,0 m. O
primeiro reator, denominado R1, possui espessura de parede t = 0,1 m e é feito de aço
inoxidável AISI 304 (Temperatura de fusão Tf = 1670 K). O segundo, chamado de R2,
possui espessura de parede t = 0.01 m e é feito de alumínio (Tf = 933K). Para uma
determinada aplicação, deverá ocorrer uma reação interna que fornece um fluxo de calor
uniforme q”= 2x105 W/m2 para a superfície interna do reator. Ele será mantido em um
banho líquido a uma temperatura T = 350 K, no qual o coeficiente convectivo é de 500
W/m
2
K. Determine qual modelo de reator (R1 ou R2) deverá ser adotado e justifique a sua
resposta.
92) Uma indústria possui 2 modelos de reatores: um esférico e um cilíndrico, ambos de aço
inoxidável AISI 304, com diâmetro interno d1 = 1,0 m e espessura de parede t = 0,1 m,
sendo o comprimento do reator cilíndrico de 0,8 m. Para uma determinada aplicação,
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
196
deverá ocorrer uma reação que fornece um fluxo de calor uniforme q”= 2x105 W/m2 para
a superfície interna do reator. Ele será mantido em um banho líquido a uma temperatura
T = 250 K, no qual o coeficiente convectivo é de 500 W/m
2
K. Sabendo que a
temperatura de fusão do aço inoxidável é Tf = 1670 K, determine qual o modelo de reator
mais adequado e justifique a sua resposta. Considere condução unidimensional de calor
nos dois casos.
93) Uma haste de seção circular deve ser projetada para ser utilizada no carregamento de
peças recém-fundidas. Considere que a ponta da haste em contato com a peça quente
esteja a 250C. A outra ponta pode ser considerada isolada. O diâmetro e o comprimento
da haste são 5 cm e 1,5 m, respectivamente. Sabe-se que a temperatura ambiente é de
30C e que a temperatura da face isolada não pode ultrapassar 60C. Se o coeficiente
convectivo local for 15 W/m
2
.K, determine o material que poderá ser utilizado na haste:
cobre (k = 401 W/m.K) ou alumínio (k = 237 W/m.K). Justifique sua resposta através de
cálculos.
94) Deseja-se resfriar um componente eletrônico através da colocação de aletas. A máxima
temperatura que pode ser atingida pelo componente é de 90C. O sistema é mantido em
um ambiente com temperatura controlada de 15C, sendo o coeficiente convectivo global
de 20 W/m
2
.K. Deve-se analisar a possibilidade de se acoplar aletas retangulares de
alumínio de 2,5 cm de largura, 0,5 cm de espessura e 5 cm de comprimento. Considerando
que as pontas das aletas são isoladas termicamente, determine:
a) A eficiência de cada aleta;
a) A temperatura em x = L/2
95) Deseja-se retirar calor de uma superfície mantida a 200C, exposta a um ambiente a 25C,
com um coeficiente convectivo de 17 W/m
2
.K. Para isto, são colocadas aletas cilíndricas
de cobre, de 3 cm de diâmetro e 15 cm de comprimento. Determine a taxa de calor
retirada por cada aleta, considerando troca convectiva de calor na ponta da aleta.
Determine a temperatura na ponta das aletas.
96) Uma barra de ferro (k = 80 W/mK) de seção reta quadrada (de lado a = 5 mm) está fixada
a uma base mantida a 100
o
C. Esta barra está exposta a uma ambiente a T = 15
o
C e
coeficiente convectivo h = 20 W/m
2
K. Se o comprimento da barra é de 0,15 m, determine
a taxa de calor transferida pela barra, considerando condições de:
a) Aleta muito longa
b) Condição convectiva na ponta.
97) Considere uma aleta retangular de alumínio, com 5 cm de largura, 1 cm de espessura e 20
cm de comprimento. A aleta é fixada a uma base mantida em 120C. O conjunto é exposto
ao ar atmosférico, com temperatura de 20C e coeficiente convectivo de 25 W/m2.K.
Considerando condição convectiva de troca de calor na ponta da aleta, determine a taxa de
calor perdida pela aleta. Avalie se a aproximação de aleta infinita poderia ser utilizada.
Justifique.
98) Deseja-se aumentar a dissipação de calor de motores elétricos de elevadores. Para tanto,
pretende-se usar aletas de aço carbono (k = 15 W/mK), a serem soldadas na superfície
primária. As aletas têm diâmetro d = 3 cm e comprimento L = 40 cm. A superfície do
motor está a uma temperatura de 80°C e o conjunto está exposto a um ambiente a 30°C,
com coeficiente convectivo de 20 W/m
2
K. Considere que a ponta das aletas é isolada
termicamente.
a) Determine a taxa de calor perdida por uma aleta;
b) Por algum motivo, a perda de calor de (a) é insuficiente. Você tem outras duas opções.
Usar aletas de mesmo diâmetro e comprimento 2L ou usar aletas de mesmo
comprimento e diâmetro 2d. Calcule a taxa de calor retirada com as novas
configurações e apresente a melhor solução. Justifique sua resposta.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
197
99) Uma barra cilíndrica de alumínio, com 4 cm de diâmetro e 30 cm de comprimento, está
colocada entre duas placas mantidas em 120C. O conjunto é exposto ao ar ambiente a
20C, com coeficiente convectivo h = 50 W/m2.K.
a) Determine a taxa total de calor perdida pela barra;
b) Determine a temperatura nas posições x = 10 cm, x = 15 cm e x = 20 cm.
100) Um bastão de latão (k = 110 W/m.K), com 100 mm de comprimento e 5 mm de
diâmetro se estendehorizontalmente a partir de uma solda que se encontra a 200
o
C. O
ambiente a seu redor está a T = 20
o
C, com h = 30W/m
2
.K. Quais as temperaturas no
bastão a 25 mm e 100 mm da solda? Considere condição convectiva na ponta do bastão.
101) Considere 2 bastões A e B longos e delgados de diâmetros iguais dA = dB = 4cm,
porém feitos de materiais diferentes. Uma extremidade de cada bastão está fixada a uma
base mantida a 80
o
C. Os bastões estão expostos ao ar ambiente a 17
o
C, com um
coeficiente convectivo de 20W/m
2
.K. Ao se mover um termopar ao longo do
comprimento de cada bastão, foram observadas temperaturas iguais nas posições xA =
0,15m e xB = 0,075m, onde o valor de x é medido a partir da base. Se a condutividade
térmica do bastão A vale kA = 70W/m.K, determine o valor da condutividade térmica do
bastão B e a temperatura do bastão A, na posição xA = 0,10m.
102) Uma barra cilíndrica, com 2 cm de diâmetro e condutividade térmica k = 300 W/m.K,
é utilizada para retirar calor de uma superfície mantida a 100
o
C. O conjunto está exposto a
um ambiente a 20
o
C, com coeficiente convectivo igual a 17 W/(m
2
.K). Determine o
comprimento necessário para se retirar uma taxa de calor igual a 25 W, considerando a
ponta da aleta adiabática.
103) Considere uma aleta retangular de cobre, com 2 cm de largura, 5 mm de espessura e
50 cm de comprimento, fixa a uma chapa com temperatura uniforme de 100
o
C, exposta a
um ambiente de 15
o
C, com um coeficiente convectivo h = 20 W/m
2
K. Determine a
eficiência e a efetividade da aleta, considerando que a ponta da aleta tenha uma
temperatura uniforme de 25
o
C.
104) Uma barra (com condutividade térmica de 150 W/m.K), com 25 mm de diâmetro e
250 mm de comprimento possui uma de suas extremidades mantida a 100C e a outra,
isolada termicamente. A barra está sujeita a um processo convectivo com T = 30C e h =
50 W/m
2
.K.
a) Determine a taxa total de calor perdida pela barra;
b) Determine a temperatura na ponta isolada da barra.
105) Um bastão de aço (k = 50 W/mK) com 200 mm de comprimento e 10 mm de diâmetro
se estende horizontalmente a partir de uma solda que se encontra a 200
o
C. O ambiente a
seu redor está a T = 25
o
C, com um coeficiente de transferência de calor por convecção h
= 25 W/m
2
K. Calcule a taxa de transferência de calor pelo bastão e a temperatura na ponta
do bastão (x = L), considerando condição convectiva de calor na ponta da aleta.
106) Seja uma aleta com seção reta retangular, com 6 mm de espessura, 2 cm de largura e
10 cm de comprimento. Se a aleta estiver em um ambiente a 25
o
C, com h = 15 W/m
2
K e a
troca de calor da aleta com o ambiente for igual a 3 W, calcule a temperatura na base da
aleta e na posição x = 5 cm, considerando a ponta da aleta adiabática. A condutividade
térmica do material da aleta é k = 15 W/mK.
107) Deseja-se retirar calor de uma superfície mantida a 180oC. Pode-se utilizar uma aleta
piniforme, de 2 cm de diâmetro e 15 cm de comprimento ou uma aleta retangular, de 1 cm
de espessura, 3 cm de largura e 17 cm de comprimento, ambas de alumínio (k =
240W/m.K). O conjunto aleta + superfície ficará exposto a um ambiente a 50
o
C, com um
coeficiente convectivo de 17 W/m
2
.K. Considerando que a ponta das aletas é adiabática,
calcule e compare as eficiências das duas aletas. Qual aleta seria a mais recomendada?
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
198
108) Considere uma aleta de seção reta circular com 2 cm de diâmetro e 85% de eficiência.
Se a base onde ela for fixa estiver a uma temperatura igual a 180
o
C e a sua superfície
estiver exposta a um ambiente a 20
o
C e coeficiente convectivo h = 22 W/m
2
K, calcule o
comprimento da aleta, considerando a ponta da aleta adiabática (k = 37 W/mK).
109) Uma aleta retangular de alumínio, com 600 mm de comprimento, 15 cm de largura e
10 mm de espessura é utilizada para ligar duas superfícies iguais, mantidas a 100C. O
sistema é exposto ao ar ambiente a 15C , com um coeficiente convectivo de 25
W/(m
2
.K).
a) Determine a taxa de calor trocada entre a aleta e o ambiente.
b) Em que ponto da aleta a temperatura é mínima? Por quê? Determine o valor da
temperatura mínima da aleta
110) Uma aleta retangular, com 2 cm de espessura, 3 cm de largura e 12 cm de
comprimento, é presa a duas superfícies mantidas em temperaturas diferentes. A base da
aleta é fixada a uma superfície mantida em 85ºC, enquanto a sua ponta é fixada a uma
superfície mantida em 35ºC. O conjunto é exposto a um ambiente a 15ºC, com coeficiente
convectivo de 20 W/m
2
.K. A aleta é feita em alumínio. Determine:
a) a taxa de calor perdida pela aleta;
b) a temperatura em x = 8 cm, medidos a partir da base da aleta.
111) Deseja-se resfriar um componente eletrônico através da colocação de aletas
retangulares de cobre de 2 cm de largura, 5 mm de espessura e 10 cm de comprimento. A
temperatura superficial do componente é mantida em 85C. O sistema é exposto a ar
ambiente a 15C, com coeficiente convectivo de 17 W/(m2.K). Considere condição de
troca convectiva de calor na ponta das aletas.
a) Determine a temperatura na ponta da aleta;
b) Suponha que as aletas sejam substituídas por aletas de mesmas dimensões, porém de
aço inoxidável (k = 50 W/m.K). Determine a temperatura na ponta de cada aleta. A
temperatura é maior, menor ou igual à temperatura encontrada no item (a)? Justifique.
112) Um dispositivo eletrônico com 50 mm de largura e 50 mm de altura dissipa uma
potência de 4 W. Ar a 25C escoa sobre o dispositivo, com um coeficiente convectivo de
15 W/m
2
.K. A temperatura superficial do dispositivo não pode, no entanto, ultrapassar
75C. Determine o número mínimo de aletas de cobre, de 1 mm de largura, 1 mm de
espessura e 25 mm de comprimento que deve ser soldado ao dispositivo para dissipar pelo
menos 4 W de potência, mantendo a temperatura superficial fixa em 75C. Para este
número mínimo de aletas, determine a eficiência do conjunto base + aletas. Considere
condição convectiva de calor na ponta das aletas.
113) Devido ao grande número de componentes nos chips dos PCs atuais, sorvedouros de
calor aletados são utilizados com freqüência para manter os chips a uma temperatura de
operação aceitável. Dois projetos de sorvedouros aletados devem ser analisados, ambos
com a área da base (sem aletas) de dimensões de 53 mm x 57 mm. As aletas possuem
seção reta quadrada e são fabricadas em uma liga de alumínio que possui condutividade
térmica de 175 W/m.K. Ar para o resfriamento pode ser suprido a 25°C. A temperatura
máxima permissível para o chip é de 75°C. Outras características do projeto e das
condições operacionais são apresentadas na tabela a seguir. Através de cálculos, determine
o melhor arranjo de aletas. Justifique sua resposta. Para efeitos de cálculo, considere que a
ponta das aletas é isolada termicamente.
Projeto
Seção reta w x w
(mm
2
)
Comprimento L
(mm)
Número de aletas
na matriz
Coef. Convectivo
(W/m
2
K)
A 3 x 3 30 6 x 9 125
B 1 x 1 7 14 x 17 375
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
199
114) Um sistema é composto por duas superfícies iguais, de 40 cm de altura e 30 cm de
largura cada, mantidas a uma temperatura de 80C, espaçadas de 25 cm. O sistema é
exposto ao ar ambiente a 20C. O coeficiente de troca de calor por convecção entre as
superfícies e o ar pode ser admitido constante e igual a 10 W/m
2
.K. Para aumentar a taxa
de calor retirada das superfícies, foram utilizadas 8 aletas cilíndricas de alumínio de 1,5
cm de diâmetro. As aletas têm um comprimentotal que a ponta e a base ficam em contato
com ambas as superfícies.
a) Determine a taxa total de calor perdida por uma aleta;
a) Determine a taxa total de calor perdida pelo sistema compreendido pelas 8 aletas e
pelas duas superfícies.
115) Suponha que uma matriz 4x4 de pinos de cobre (k = 400 W/m.K) de 1,5 mm de
diâmetro e 15 mm de comprimento seja unida metalurgicamente à superfície externa de
um chip quadrado com 12,7 mm de aresta. O chip, com temperatura superficial de 75
o
C,
tem sua superfície exposta a um líquido dielétrico com h = 1000 W/m
2
.K e temperatura de
20
o
C. Considerando troca convectiva de calor na ponta dos tubos, calcule: a) a taxa de
calor dissipada por um pino de cobre e b) a taxa de calor total dissipada e a eficiência do
conjunto de aletas + base.
Exercício 115
116) Para aumentar a dissipação de calor de um circuito integrado de 30 mm de largura e 40
mm de altura, propôs-se a utilização de 16 aletas piniformes de cobre de 5 mm de
diâmetro e 2 cm de comprimento. O circuito integrado é mantido em um ambiente a 15C,
com um coeficiente convectivo de 12 W/m
2
.K. A temperatura superficial do chip é de
80C. Considerando-se que as pontas das aletas são isoladas termicamente, determine:
a) A eficiência de uma aleta
b) A eficiência do conjunto base + aletas.
117) Aletas piniformes são amplamente utilizadas em sistemas eletrônicos para promover
resfriamento, bem como para dar sustentação aos componentes. Considere aletas
piniformes de 150 mm de comprimento e 25 mm de diâmetro, feitas de alumínio,
conectando dois dispositivos eletrônicos de seção quadrada (aresta a = 200 mm). Admita
que as superfícies expostas dos componentes se encontram a uma temperatura uniforme
de 80C e que a transferência de calor por convecção ocorra das superfícies expostas para
um fluido adjacente a uma temperatura de 20C, com coeficiente convectivo de 30
W/(m
2
.K). As superfícies laterais e traseiras dos componentes eletrônicos são
perfeitamente isoladas.
a) Obtenha a taxa de calor perdida por uma aleta;
b) Para um sistema constituído por 4 aletas piniformes ligando os dois dispositivos,
obtenha a taxa total de calor perdida para o ar ambiente.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
200
Exercício 117 Exercício 118
118) Lâminas de turbina montadas sobre um disco rotativo em um motor por turbina a gás
estão expostos a uma corrente de gás que se encontra a uma temperatura de 1200C e que
mantém um coeficiente de transferência de calor por convecção h = 250 W/(m
2
.K) sobre a
lâmina. As lâminas, fabricadas em um material com condutividade térmica k = 20
W/(m.K), possuem um comprimento L = 50 mm. O perfil da lâmina tem uma área da
seção reta de 6,0x10
-4
m
2
e um perímetro de 110 mm. Um esquema proposto para o
resfriamento da lâmina é capaz de manter a base de cada lâmina a uma temperatura de
300C. Despreze quaisquer efeitos de radiação.
a) Se a temperatura máxima permitida para a lâmina é de 1050C e a ponta da lâmina
pode ser considerada adiabática, determine, através de cálculos, se o esquema de
resfriamento proposto é satisfatório;
b) Para o esquema de resfriamento proposto, determine a taxa de calor trocada entre cada
lâmina e a corrente de gás.
119) Como um meio para melhorar a transferência de calor em chips lógicos de alto
desempenho, é comum a fixação de um sorvedouro de calor à superfície do chip, com o
objetivo de aumentar a área superficial disponível para transferência de calor por
convecção. Seja um chip com largura
mm16B
, resfriado por um líquido dielétrico a
uma temperatura de 25
o
C e com h = 1500 W/m
2
.K. O sorvedouro de calor é fabricado em
cobre (k = 400W/m.k). Para um chip específico, o sorvedouro de calor é constituído por
16 aletas quadradas de aresta a = 0,25 mm e comprimento L = 6 mm. Se a temperatura
máxima permissível para o chip é 85
o
C, qual é a potência máxima que ele pode dissipar?
Considere que todo o calor gerado é dissipado através do conjunto chip + sorvedouro de
calor e que a ponta da aleta é isolada termicamente.
Exercício 119
120) À medida que se aumenta o número de componentes colocados em um circuito
integrado, a quantidade de calor dissipada também aumenta. Entretanto, este aumento está
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
201
limitado pela máxima temperatura de operação permissível para o chip que é de
aproximadamente 75ºC. Para maximizar a dissipação de calor, propõe-se que um conjunto
de aletas de alumínio fixadas em uma base seja instalado sobre a superfície externa do
chip. Considerando que as pontas das aletas são adiabáticas, pede-se:
a) A taxa de calor dissipada por uma aleta;
b) A taxa de calor dissipada pelo conjunto superfície + aletas;
c) A eficiência de uma aleta.
Exercício 120
121) A adição de aletas de alumínio foi sugerida para aumentar a taxa de dissipação de
calor de um dispositivo eletrônico com 1 m de largura e 1 m de altura. As aletas devem ter
seção transversal retangular, com 2,5 cm de comprimento e 0,25 cm de espessura, como
mostrado na figura. Devem ser instaladas 100 aletas. O coeficiente de transferência de
calor por convecção é estimado em 35 W/m
2
.K. Determine a razão entre a taxa de calor
dissipada pelo componente eletrônico (se não forem utilizadas aletas) e a taxa real
dissipada. Considere que as pontas das aletas são isoladas termicamente.
Exercício 121
122) Considere um chip quadrado de silício de 20 mm de largura, resfriado por um líquido
dielétrico a uma temperatura de 15C, com coeficiente convectivo uniforme de 850
W/m
2
.K. Sabe-se que a temperatura máxima admissível para o chip é de 85C.
a) Determine a potência máxima que o chip pode dissipar.
b) A fim de aumentar a potência máxima que o chip pode dissipar, foram colocadas 16
aletas piniformes de cobre, com 1 mm de diâmetro e 5 mm de comprimento.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
202
Considerando condição convectiva nas pontas das aletas, determine a potência que o
conjunto chip + aletas é capaz de dissipar.
123) Sobre uma placa plana de 0,5 m de largura e 20 m de comprimento, escoa ar a 20oC. A
placa é mantida em uma temperatura uniforme de 100
o
C. O fluxo de calor da superfície
para o ar varia com a posição da placa, de acordo com a expressão
2" axq
, onde a = 4W.
Determine: a) o coeficiente convectivo local na posição x = 10 m, b) o coeficiente global
de transferência de calor por convecção na placa e c) a taxa total de calor transferida.
124) Um longo cilindro circular de naftaleno sólido, com 20 mm de diâmetro e fabricado
em é exposto a uma corrente de ar que proporciona um coeficiente de transferência
convectivo de massa de
./05,0 smhm
A concentração molar do vapor de naftaleno na
superfície do cilindro é 5x10
-6
kmol/m
3
e a sua massa molecular é de 128 kg/kmol.
Calcule a taxa mássica de sublimação por unidade de comprimento do cilindro.
125) Para o escoamento de ar a 20oC e velocidade de 0,5 m/s sobre uma placa plana a uma
temperatura de 60
o
C, determine as espessuras das camadas limite fluidodinâmica e
térmica para as seguintes posições: a) x = 4 m, b) x = 20 m.
126) Para o escoamento do exercício anterior, determine o fluxo de transferência de calor
por convecção nas posições x = 4 m e x = 20 m.
127) Ar a 20C escoa sobre uma placa plana de comprimento L = 5 m e largura b = 1 m,
com uma velocidade de 2,5 m/s. A placa se encontra a uma temperatura de 180C.
Determine:
a) A espessura da camada limite fluidodinâmica em x = L/2;
b) A taxatotal de calor perdida pela placa.
128) Ar a 20oC escoa sobre uma placa plana de 10 m de comprimento e 2 m de largura,
com uma velocidade igual a 2 m/s. A chapa se encontra a uma temperatura igual a 80
o
C.
Calcule:
a) o fluxo de calor na posição x = 6 m,
b) a taxa total de calor transferida para o ar, considerando escoamento turbulento desde o
início da placa,
c) a taxa real de transferência de calor.
129) Para o escoamento de ar a 25oC e velocidade de 2 m/s sobre uma placa plana de 15 m
de comprimento mantida a 95
o
C, determine:
a) uma expressão para o coeficiente local de transferência de calor por convecção em
função da posição,
b) o coeficiente global de transferência de calor e
c) a espessura da camada limite fluidodinâmica na posição x = 10m.
130) Água a 20C escoa sobre uma placa plana de 0,5 m de comprimento e 0,25 m de
largura, com velocidade igual a 0,5 m/s. A placa se encontra a uma temperatura igual a
60C. Determine:
a) O fluxo de calor em x = 0,5 m;
b) A taxa total de calor transferida da placa para a água.
131) Ar a 100C escoa sobre uma placa plana de 5 m de comprimento e 0,75 m de largura,
com velocidade V = 3,5 m/s. A placa se encontra a uma temperatura igual a 20C.
Determine:
a) A espessura da camada limite fluidodinâmica no final da placa;
b) O fluxo de calor em x = 2,5 m.
132) Ar a 25C escoa sobre uma placa plana de 3 m de comprimento e 0,9 m de largura,
com uma velocidade de 2,5 m/s. Se a placa se encontra a uma temperatura de 75C,
determine:
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
203
a) Uma expressão para o coeficiente de transferência de calor por convecção da placa
para o ar em função da distância x e
b) O fluxo de calor na posição x = 1,5 m.
133) Um chip quadrado de silício, de aresta a = 10 mm, está isolado em uma de suas
superfícies e é resfriado na superfície oposta com ar atmosférico, em escoamento paralelo,
com temperatura de 20C e velocidade de 20 m/s. Se a temperatura do chip não pode
exceder 80C, qual é a potência máxima permitida?
Exercício 133
134) Ar a 20C escoa sobre uma placa plana de 6 m de comprimento e 1 m de largura, com
uma velocidade de 1,5 m/s. A chapa se encontra a 100C. Determine a taxa total de calor
transferida para o ar.
135) Água a 20C escoa sobre uma placa plana de 10 m de comprimento e 1,5 m de largura,
com uma velocidade de 2 m/s. A chapa se encontra a 80C. Determine a taxa total de
calor transferida para a água.
136) Deseja-se resfriar uma superfície plana de 2 m de largura e 7 m de comprimento,
mantida em uma temperatura de 100C, através da passagem de uma corrente de ar a
20C.
a) Considerando que o escoamento é laminar ao longo de toda a placa, determine qual
deve ser a velocidade da corrente livre (constante) para garantir que seja retirada a taxa de
calor de 2 kW.
b) Verifique se a condição de escoamento laminar ao longo de toda a placa é aceitável.
137) Ar escoa sobre uma superfície plana aquecida, a uma velocidade de 1 m/s. A
superfície tem 1 m de largura e 50 m de comprimento. Se a superfície é mantida a 100C,
determine qual deve ser a temperatura do ar para garantir que uma taxa de calor de 10 kW
seja retirada da superfície. Assuma as propriedades para o ar:
(
705,0PreK.m/W0288,0k,s.m/kg10x99,1,m/kg076,1 53
).
138) Ar a 20C e 1 m/s escoa entre duas placas planas paralelas, separadas por 5 cm (ver
figura), mantidas a 60C. As placas têm um comprimento total de 1,4 m e 20 cm de
largura.
a) Determine o comprimento necessário para que as camadas limite fluidodinâmicas se
encontrem;
b) Determine a taxa de transferência de calor trocada entre as placas e o ar, até uma
distância de 0,7 m. Considere que, até as camadas limite fluidodinâmicas se
encontrarem, uma placa não interfere na outra.
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
204
Exercício 138 Exercício 139
139) Determine a taxa de calor perdida pela parede de um edifício, resultante de um vento
de 4,5 m/s soprando paralelo à superfície. A parede tem 8 m de comprimento e 20 m de
altura, sua temperatura superficial é de 40C e a temperatura do ar ambiente é de 20C.
140) Uma placa plana com 1 m de largura é mantida a uma temperatura superficial
uniforme de 220C, pelo uso de fitas aquecedoras controladas independentemente, cada
uma com 50 mm de comprimento. Ar atmosférico a 20C escoa sobre a placa a uma
velocidade de 60 m/s.
a) Quantas tiras são necessárias para que se inicie o escoamento turbulento?
b) Considerando que o comprimento da placa é de 10 m, determine a taxa total de calor
transferida para o ar. Justifique todas as hipóteses adotadas.
141) Um aquecedor elétrico de ar é constituído por um conjunto horizontal de finas tiras
metálicas que possuem, cada uma, 10 mm de comprimento na direção do escoamento do
ar, que é paralelo à superfície superior das tiras. Cada tira possui 0,2 m de largura. 25 tiras
são posicionadas lado a lado, formando uma superfície lisa e contínua (de 25 cm de
comprimento e 20 cm de largura), sobre a qual o ar escoa a uma velocidade de 2 m/s.
Durante a operação, cada tira é mantida a uma temperatura de 180C, enquanto o ar se
encontra a 20C.
a) Determine a taxa total de calor transferida para o ar. Justifique todas as hipóteses
adotadas.
b) Avalie a espessura da camada limite fluidodinâmica no final da superfície.
142) Uma placa de cobertura de um coletor solar plano possui 1 m de largura e 1 m de
comprimento, A placa se encontra a uma temperatura de 90C. Ar a 30C escoa sobre a
placa com uma velocidade de 2 m/s.
a) Determine a taxa total de calor perdida para o ar.
b) Determine a máxima espessura da camada limite fluidodinâmica.
143) Uma placa de cobertura de um coletor solar plano, de largura b = 1 m e comprimento
L = 2 m, encontra-se a uma temperatura de 100C. Ar ambiente a 20C escoa
paralelamente sobre a placa com uma velocidade de 2 m/s (ver figura). Determine a taxa
total de calor perdida para o ar se:
a) O ar escoa paralelamente ao comprimento da placa;
b) O ar escoa paralelamente a largura da placa
Fenômenos de Transporte – 02/2011 Cristiana Brasil Maia
Transferência de Calor
205
Exercício 143
144) Água de refrigeração a 15C escoa a 10 m/s sobre uma superfície plana a 45C, em um
transformador elétrico. O comprimento total da superfície é de 0,25 m e a sua largura é de
0,1 m.
a) Determine a posição x na qual o escoamento se torna turbulento;
b) Considerando escoamento turbulento ao longo de toda a placa, determine a taxa total
de calor retirada pela água.
c) Determine a taxa real de calor retirada pela água.
d) A hipótese de escoamento turbulento ao longo de toda a placa poderia ser utilizada?
Justifique.
145) Um trocador de calor para o aquecimento de mercúrio líquido está em
desenvolvimento. Ele pode ser visualizado como uma placa plana de 150 mm de
comprimento e 30 cm de largura. A placa é mantida a 70C e o mercúrio flui
paralelamente ao lado mais curto, a 0,3 m/s e temperatura de 15C. Determine a taxa total
de calor fornecida para o mercúrio. Assuma as seguintes propriedades para o mercúrio:
(
0207,0PreK.m/W4,9k,s.m/kg10x05,14,m/kg13500 43
).
Exercício 145
146) Deseja-se retirar calor de uma superfície mantida a uma temperatura de 100C. Sobre
a placa, escoa ar a 20C, com uma velocidade de 10 m/s. A placa tem 20 m de
comprimento e 0,75 m de largura.
a) Determine a espessura da camada limite fluidodinâmica no final da placa.
b) Determine a taxa total de calor transferida da placa para o ar. Justifique todas as
considerações feitas.