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Estudos Bíblicos Estudos para a sua edificação � Este estudo tem por finalidade a edificação de vidas que desejam estar mais pertos de Deus e usufruir uma maior comunhão com o Senhor. Seja abençoado. � Estude-o e divulgue-o para o engrandecimento do reino de Deus. � A Pessoa do Espírito Santo Robson do Nascimento Indice A Pessoa do Espírito Santo O Espírito Santo é Uma Pessoa O Espírito Santo é Deus O Espírito Santo Relaciona-se Pessoalmente Conosco O Espírito Santo e Seu Relacionamento na Trindade A Pessoa do Espírito Santo Após quatro lições estudadas sobre a pessoa de Cristo, entramos agora no estudo do Espírito Santo. Já havíamos iniciado este estudo na sexta lição, quando verificamos o que a Palavra de Deus tem a nos dizer sobre a doutrina da Trindade. Hoje queremos iniciar o exame das informações bíblicas sobre a pessoa do Espírito Santo. Constataremos que Ele é Deus verdadeiro e, como tal, é pessoal em sua essência e em seu relacionamento conosco. A pessoa do Espírito Santo possui fundamental importância no plano da salvação, preparado por Deus Pai para o ajuntamento de Sua Igreja, através do trabalho de Cristo. A compreensão das doutrinas referentes à Sua pessoa e à Sua obra, bem como do Seu relacionamento com os escolhidos, é muito importante. Na época em que vivemos, na qual tantos falam muito do Espírito Santo contando com tão pouca base bíblica em suas afirmações, o estudo desta doutrina é ainda mais relevante. Indice � O Espírito Santo é Uma Pessoa A crença na personalidade do Espírito Santo é uma das características da fé cristã. Esta crença deriva do exame preciso e cuidadoso de passagens bíblicas, e contrasta com a noção explicada por muitas seitas. Algumas seitas apresentam o Espírito Santo como sendo: uma influência impessoal, uma força ou uma energia. A Palavra de Deus, entretanto, nos revela que o Espírito Santo é uma pessoa porque: Ele possui uma mente, vontade e emoções. Estas são as características de uma pessoa e não de uma influência ou força. Objetos impessoais não possuem estas características, retratadas nestas passagens, dentre outras: I Coríntios 2:10,11, onde lemos : "Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito. O Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. Pois qual dos homens sabe as coisas do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." Nesta passagem vemos que o Espírito pesquisa e conhece. Atos 16:7 - "Quando chegaram a Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu." "O Espírito os "impediu", como uma pessoa o faria. I Coríntios 12:11 - "Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer." Aqui vemos que o Espírito reparte os dons de acordo com a Sua vontade. Efésios 4:30 - "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção." Somos admoestados a não entristecer o Espírito Santo, retratando, portanto, que Ele possui as emoções de uma pessoa. Ele sofre quando pecamos e se entristece com as manifestações do nosso pecado. Tiago 4:4,5 - "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus. Ou supondes que em vão afirma a Escritura: é com ciúme que por nós anseia o Espírito, que Ele fez habitar em nós?" . Quando traímos a Deus através dos nossos pecados, ambigüidades, contradições, negações da fé, amasiamentos com o mundo, o Espírito de Deus sente ciúmes, como o marido, quando a mulher adultera e vice-versa. Ele sente ciúmes do adultério moral (impureza), espiritual (idolatria), econômico (amor ao dinheiro) e político (paixão e esperanças políticas mais acentuadas em relação ao programa humano que ao Reino de Deus). O Espírito Santo não é simplesmente alguém que entra em nós e depois sai. Ele vem e fica. Além disso, Ele não está presente para energizar-nos a vida. Não. Ele é uma pessoa com a qual mantemos relações pessoais. Atos 8:29 - "Então disse o Espírito a Filipe: aproxima-te desse carro e acompanha-o..." A Bíblia está repleta de textos que nos afirmam que o Espírito fala. Rm 15:30 - "Rogo-vos irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito..." O Espírito é uma pessoa porque ama. Outra maneira pela qual sabemos que o Espírito Santo é uma pessoa, é que como tal é constantemente referido em igualdade de tratamento com outras pessoas. Sabemos que o Pai e o Filho são pessoas, e em Mateus 28:19 Jesus ensina aos discípulos que deveriam batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Isto indica que o Espírito Santo também é uma pessoa, como os outros dois. Em Atos 15:28, Tiago fala do Espírito Santo como uma pessoa capaz de pensamentos e idéias, tão pessoal quanto os apóstolos que deviam seguir os Seus ensinamentos. O que nos leva a saber que o Espírito Santo é uma pessoa? O fato do Espírito sentir, perceber o que se passa na vida do crente. Um objeto não tem essa capacidade. Meu relógio não sente quando meu pulso está falhando, mesmo estando atado a ele. Entretanto uma pessoa tocando em meu pulso poderá afirmar: ele não está passando bem. Somente uma pessoa tem essa capacidade. Assim, o Espírito Santo é uma pessoa que ama, odeia e sofre. Ele fala, age e opera - funções de uma pessoa. Indice � O Espírito Santo é Deus Durante a história da Igreja, algumas pessoas propagaram que o Espírito Santo era uma pessoa, mas não o reconheceram como Deus, ou seja, Ele seria uma personagem criada. Esta idéia contradiz a clara doutrina encontrada nas Escrituras, a qual nos apresenta o Espírito Santo como sendo Deus verdadeiro, a terceira pessoa da Trindade. Isto significa que Ele não somente possui características pessoais, mas também as qualidades divinas. Veja como encontramos na Bíblia estes atributos, característicos da divindade, atribuídos à pessoa do Espírito Santo: Onipotência - Por seu papel na criação (Gen 1:2), na providência (Sl 104:30), na sobrenatural concepção de Jesus (Lc 1:35) e na regeneração de cada crente. Onisciência - Pois Ele não possui conselheiro ou ninguém de quem dependa para Sua instrução ou obtenção de conhecimento (Is 40:13,14). Ele sabe todas as coisas (I Co 2:10). Onipresença - Não existe lugar onde Ele não esteja presente (Sl 139:7). Sabemos também, que Ele está presente no coração de cada crente, não em partes de Sua essência, mas em Sua totalidade. Eternidade - Ele é chamado de Espírito eterno em Hebreus 9:14. O mesmo argumento referido acima, de igualdade de tratamento, apresentado como prova da personalidade do Espírito Santo, serve para comprovar a Sua divindade, pois as demais pessoas relacionadas em Mateus 28:19 são pessoas divinas, constituindo a Trindade. Indice � O Espírito Santo Relaciona-se Pessoalmente Conosco O Espírito Santo, sendo uma pessoa, interage pessoalmente conosco. Exatamente por isto que Ele pode nos encher de convicção sobre o nosso pecado e, consequentemente, nos levar a Deus (Jo 16:8). Este relacionamento é efetivado porque Ele habita em nossos corações como garantia da salvação que nos foi concedida por Jesus Cristo. A Sua morada, em nossos corações, nos concede poder sobre o pecado, ilumina os nossos pensamentos para o entendimento da Palavra de Deus e nos guia com a convicção de que somos filhos de Deus. Sendo Ele uma pessoa, reagimos em Sua direção pessoalmente, tanto favoravelmente como de forma negativa. Podemos nos alegrar no Espírito, seguir o Seu direcionamento, e estarmos debaixo de Sua influência santificadora de muitas maneiras. Semelhantemente, quando deixamos que o pecado interfira em nosso relacionamento pessoal, nos afastando de Deus, podemos resistir à Sua influência santificadora, entristecê-Lo e desprezá-Lo (I Ts 5:19). todas estas atitudes o desagradam, e saímos prejudicados em nosso crescimento espiritual. O descrente, em muitas ocasiões,pode blasfemar contra o Espírito Santo, o que é um gravíssimo pecado, característico dos que não possuem o conhecimento do Deus Soberano, através de Cristo Jesus, e que não foram irresistivelmente tocados pelo poder salvador e regenerador do Espírito Santo (Mc 3:28,29). Indice � O Espírito Santo e Seu Relacionamento na Trindade O Espírito Santo é Deus verdadeiro, como também o são Deus Pai e Deus Filho. No relacionamento da Trindade com o homem, entretanto, é apropriado dizermos que o Espírito Santo procede tanto do Pai como do Filho. Isto não significa que Ele é inferior em poder, ou que Ele foi gerado, ou que existiu um tempo que Ele não existia. Mas no relacionamento da Trindade com o homem podemos vislumbrar uma divisão de tarefas bem específica. Passagens como: João 15:26 - "Quando vier o Consolador, que Eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do pai, Ele testificará de mim." João 16:7 - "Todavia, digo-vos a verdade: convém que eu vá, porque se Eu não for, o Consolador não virá para vós; mas se Eu for, Eu o enviarei." João 20:22 - "Eu lhes dei a glória que Tu me deste, para que sejam um, como nós somos um" que descrevem como Jesus envia o Seu Espírito ao mundo e "sopra-o" aos Seus discípulos, estão em perfeita harmonia com a histórica interpretação da Igreja, que se refere ao Espírito Santo como a terceira pessoa da Trindade. Repito - não por ser a terceira em ordem de poder e grandeza, mas por ser a terceira na seqüência de relacionamento entre o Deus trino, criador e o homem - criatura. É interessante verificarmos que esta mesma ordem na Trindade é revelada na História e encontrada seqüencialmente na Palavra de Deus. Da criação ao advento de Cristo, o Pai aparecia com maior ênfase na história da humanidade. A proeminência, no relacionamento, era dEle. A figura do Messias estava devidamente registrada e prometida, mas constituía-se ainda "um mistério" posteriormente revelado em Cristo. Quando Jesus veio ao mundo, o Pai aparecia por intermédio de Jesus (Jo 14:9,10). A proeminência, no relacionamento, estava com Ele. Após a ascensão de Cristo aos céus, o Espírito Santo aparece com mais proeminência, revelando o Filho, mas constituindo-se no elo principal de relacionamento entre a Trindade e os salvos. Podemos não compreender todos os aspectos deste maravilhoso relacionamento da Trindade, mas devemos sempre ser gratos por aquilo que o Espírito Santo revelou sobre si mesmo. Ele tem direcionado a Igreja, concedendo uma definição de si mesmo, do Seu papel no plano da salvação, e do Seu relacionamento com as outras duas pessoas da Trindade. Podemos estar confiantes que nesta, como nas demais doutrinas e fundamentos da fé, o que necessitamos saber, Deus claramente nos revelou. � O Último Estado Os cristãos que experimentaram em sua vida o poder do Espírito Santo, atuando, quando intercedendo, ou recebendo respostas de orações ficam felizes e cientes de que Deus tem atuado verdadeiramente em suas vidas ou em suas igrejas. Interessante também é ver como Deus operou poderosamente no passado, na vida de muitos servos e hoje opera ainda na vida daqueles que estão dispostos a pagar o preço por uma vida santificada. Aqueles servos que ingressaram na "galeria da fé" de Hebreus 11 não foram citados ao acaso ou por algum tipo de bravura específica. Suas vidas foram marcadas pelo relacionamento/obediência à Deus e à Sua Palavra. Nos dias de hoje, é muito fácil ser cristão em alguns países, pois encontram-se várias igrejas de portas abertas, há lugares para a grande maioria, o evangelho é pregado por voz, rádio, televisão e farta literatura. No entanto é necessário haver diferença entre o "cristianismo de fachada" daquele que está baseado completamente na Palavra de Deus. Para termos igrejas fortes, abençoadas, vencendo o poder do pecado e do inimigo é preciso ter crentes fortes, vigorosos, dispostos a pagarem o preço pela santificação de suas vidas. A santificação na vida do cristão não vem ao acaso. E também não é coletiva, pelo contrário é individual. É gradual, é constante, é a escada em direção ao céu. A todos nós foi dada a ordem de sermos santos, "porque Ele é santo". (I Ped 1:16). Portanto, quem não está buscando a santificação para a sua vida está deixando de cumprir a Palavra de Deus. É necessário ter um coração voluntário para buscar "as coisas de cima" (Col 3:1) e o "reino de Deus em primeiro lugar" (Mat 6:33), deixando a "Palavra de Cristo habitar em nós abundantemente" (Col 3:10), "perseverando em oração, velando com ações de graças". (Col 4:2). Muitos dizem : - "eu tenho procurado ser um bom cristão, vou sempre à igreja, leio regularmente a Bíblia, sou dizimista mas a minha vida espiritual é completamente cheia de altos e baixos. Não sei o por quê." A vida santificada é diferente da religiosa. Não há uma "receita" ou "prato feito" para se conseguir a santificação ou uma vida de mais altos do que de baixos. Porém há uma luz no fim do túnel para aqueles que ansiam por reverter essa situação. Jó passou por terríveis provações: perdeu sua riqueza, seus filhos e sua saúde. Naqueles momentos de dor sentiu-se totalmente por baixo, mas "não pecou Jó com seus lábios" (Jó 2:10), quando poderia num último suspiro ouvir o conselho de sua mulher e "amaldiçoar a Deus"(Jó 2:9) e morrer, mas não o fez. Tomemos o exemplo de Jó e dividamos a sua experiência em três fases: um primeiro estado, um estado intermediário e um último estado. O primeiro estado é aquele registrado no início do livro de Jó, que fala da sua sinceridade, retidão de coração, temor a Deus, o seu desejo de desviar-se do mal, de sua família e de sua prosperidade. O estado intermediário foi aquele em que se encontrava sob total adversidade, sem bens, sem família, sem saúde, somente com fé, sinceridade, retidão de coração e temor a Deus. E o último estado de Jó é aquele registrado em Jó 42:10-17, onde o Senhor o abençoou com mais prosperidades, outra família e longevidade. Voltando ao assunto santificação, atentemos para Jó 8:5-7 : "Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-poderoso pedires misericórdia, se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio na verdade terá sido pequeno, mas o teu último estado crescerá em extremo". Cada cristão paga o preço por sua santificação como quer ou como pode. Contudo, a partir do momento que: reconhecer que precisa ter uma vida mais dedicada ao Reino de Deus; buscar a Pessoa de Deus; pedir misericórdia; confessar os seus pecados; e apresentar-se diante de deus com pureza e retidão de coração, o seu estado começa a mudar. Isto é promessa! Aleluia! Quem busca acha, quem pede recebe, a quem bate se lhe abre. Como é difícil ler a Bíblia por apenas alguns minutos para quem não está acostumado. Que peso é! Mais difícil ainda é dispender alguns minutos em oração. Que maçante! Porém a partir do momento que o cristão começa a vencer estas primeiras dificuldades, desfruta da paz e da justiça divinas, percebendo então, que o Senhor está "despertando por ele" e as respostas às suas orações começam a aparecer, resultados significativos surgem, os altos e baixos dão lugar a mais altos do que baixos e sem dúvida o último estado terá crescido em extremo. Em que estado você se encontra agora? Há o desejo das "coisas de cima" em seu coração? A Palavra de Cristo está abundando em sua vida? Tem perseverado em orações, velando com ações de graças? Ou está vivendo o sobe/desce da vida religiosa, sem a verdadeira santificação? Faça seguinte oração: "Senhor Deus reconheço que preciso ter uma vida mais santificada na Tua presença e quero ter modificada essa situação, passando a te buscar mais. Tem misericórdia de mim e perdoa a multidão dos meus pecados, cobre-me com o Precioso Sangue de Jesus, e cria em mim, ó Deus um coração puro e renova em mim um espírito reto. Modifique a partir deste momento o meuestado, para honra e glória do Teu Santo Nome. Amém!" Espero que você tenha sido abençoado. Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida na direção desejada por Deus. � Qualidade de Vida "Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os rebeldes à prudência dos justos, e preparar ao Senhor um povo bem disposto." Lucas 1:18 O anúncio do nascimento de João Batista foi algo nobre e de tamanha importância. Seu pai, Zacarias, sacerdote da ordem de Abias e sua mulher, Isabel, da ordem das filhas de Arão tinham um ministério espiritual dentro do Reino de Deus. O verso 6, do evangelho de Lucas, cap 1º diz que ambos eram justos e andavam sem repreensão nos preceitos do Senhor. Porém havia algo de triste no seio desse lar. Eles não possuiam filhos. Isabel era estéril e os dois eram avançados em idade. Chegando o tempo do Senhor operar na vida de Zacarias, algo diferente lhe acontece, ele é "sorteado" quando seu turno exercia o sacerdócio no templo, cabendo-lhe entrar no lugar santo, o tabernáculo, para oferecer incenso. O povo, do lado de fora, permanecia orando, aguardando o retorno do sacerdote. Era um dia especial para Zacarias. Ele não poderia imaginar o que lhe aguardava. Sabia, porém que para entrar no tabernáculo deveria estar santificado, como preceituava a lei (Lv 10:3, Lv 21:6). No interior do tabernáculo um anjo já o aguardava com uma boa notícia: a sua oração havia sido ouvida e sua mulher Isabel deixaria de ser estéril. Em uma reação natural, Zacarias ficou perturbado e amedrontado. E quem não ficaria se um anjo lhe trouxesse uma boa nova agora, principalmente se fôr um ardente pedido de oração? No entanto, para um sacerdote - homem dedicado às lides e ao ministério espiritual - Zacarias não lembrou-se do exemplo de Abraão, que, da mesma maneira, sendo velho e possuindo uma esposa idosa, recebera a promessa de ter um filho durante a velhice. O anjo descreve a Zacarias os detalhes do ministério do filho que lhe nasceria, concluindo com a expressão: preparar ao Senhor um povo bem disposto. Antes de nos atermos sobre essa expressão, vejamos como desenrolou-se o episódio e a experiência de Zacarias. O anjo deixou-lhe mudo por não ter crido de imediato nas suas palavras. Após o período de seu ministério retorna à sua casa e presencia o cumprimento da promessa: Isabel torna-se grávida nos seus dias de velhice! Seis meses passam-se. O anjo Gabriel anuncia à Maria, prima de Isabel, que ela haveria de conceber o Filho do Altíssimo. Maria, à semelhança de Zacarias também tornou-se assustada e perturbada. Recebe a notícia de que havia alcançado graça diante do Senhor e que sua prima iria conceber. Resolutamente Maria aceita as palavras do anjo e voluntaria-se para cumprir a vontade de Deus. A nova experiência para Maria deve ter lhe mexido o coração, pois sabia que sua prima Isabel era idosa, estéril e também seria mãe por meio de uma promessa. Apressada, Maria desloca-se para as montanhas em busca de seus parentes, possivelmente queria verificar a situação de sua prima e também falar de sua experiência. Maria ao saudar Isabel recebe como resposta uma manifestação do Espírito Santo, confirmando tudo aquilo que o anjo havia lhe falado. Também, pelo Espírito, entoa um cântico de louvor e gratidão a Deus. Que encontro o de Isabel e Maria! Caberia à João Batista preparar o caminho do Senhor Jesus. De que maneira? Testemunhar a vinda do Messias, conclamar pelo arrependimento dos pecados e pela conversão dos maus caminhos, veio falar da graça e verdade do Senhor (Jo 1:17). Isto é o que significa preparar um povo bem disposto ao Senhor. Em outras palavras, João foi o primeiro missionário ou primeiro evangelista da era cristã. Antecedendo ao ministério do Senhor Jesus, João preparou os corações dos errantes para uma crença nAquele que seria o Salvador do mundo. A Bíblia diz que uma multidão se reunia em torno dele para o ouvir e ser batizada por ele (Lc 3:10). Com o início do ministério do Senhor ouve uma transferência dos discípulos de João para Jesus. Alguns dos discípulos de João Batista não entenderam e disseram: "Rabi, aquele homem que estava contigo além do Jordão, do qual deste testemunho, está batizando, e todos vão ter com ele" Jo 3:26. Ciente de que cumpria seu ministério João Batista declara: "É necessário que Ele cresça e eu diminua" Jo 3:30. O ministério de João Batista encerrou-se com sua prisão e morte. Porém o mais importante ele já havia conseguido: "preparar um povo bem disposto ao Senhor". O novo cristão passa por uma experiência profunda quando verdadeiramente participa do novo nascimento descrito em Jo 3:3. Um nascimento espiritual, sobrenatural, diferente de tudo aquilo que uma vida beata ou religiosa poderia oferecer. Assim inicia a sua caminhada na vida espiritual. O novo espectro e horizonte que surgem o movimentam em torno das coisas espirituais, coisas do Reino de Deus. Por isso é patente a expressão: "ele está vivendo seu primeiro amor". Sufocados pelas coisas e atividades do mundo, muitos cristãos esfriam e acostumam-se à uma vida espiritual sedentária, pobre de experiências e monótona. São os "esquentadores de banco". Ou os "crentes domingueiros". O primeiro amor foi coisa do passado. O que condiz com o perfil da Igreja de Éfeso, narrado no livro do Apocalipse capítulo 2. Onde está a disposição? Nos dias de hoje está em foco no meio empresarial uma reformulação de projetos e atitudes chamada QUALIDADE TOTAL. Nesse projeto, empresas e órgãos públicos e privados chegaram à conclusão que precisam apresentar aos seus clientes, através de seus produtos e serviços uma qualidade melhor, seja ela da produção até o atendimento exclusivo ao consumidor. Para o mercado que surge nos dias modernos, só será competitivo quem apresentar os melhores produtos ou serviços. Parafreseando a Qualidade Total para as nossas vidas, vemos que são poucos os irmãos que, verdadeiramente, podem dizer que vivem uma vida espiritual de qualidade, isto é, bem disposta ao Senhor. Por que será? Por que muitos irmãos contentam-se com as migalhas caídas da mesa, como a mulher estrangeira, siro-fenícia, ao implorar ao Senhor Jesus que libertasse a sua filha? (Lc 7:28). Na realidade o pão pertence aos filhos (Lc 7:27)! Um dos motivos, dentre tantos, que conduzem os cristãos à perda do primeiro amor e à vida de migalhas espirituais é a falta de disciplina espiritual. Isto é bem diferente de disciplina religiosa. Ser religioso, piedoso ou assíduo esquentador de banco de igreja pode criar um rótulo de "crente espiritual", mas os frutos e a experiência são poucos ou vagas lembranças de um passado onde o Senhor atuou em sua vida. É mais cômodo não se expor e acostumar-se ao "feijão com arroz", espiritualmente falando. Ao leite espiritual. A disciplina espiritual do verdadeiro cristão começa no seu interior. A vida espiritual passa a ter mais importância que outras coisas. A leitura da Palavra de Deus e os momentos dedicados à oração fazem parte do seu viver. As experiências surgem e Deus é glorificado. Na Bíblia há um exemplo bem claro de uma vida que recebeu uma ordem específica de Deus em direção à disciplina. Ezequias foi o rei de Judá que restabeleceu o culto ao Senhor, reparou o templo, conclamou os levitas e os sacerdotes à consagração e tirou toda a imundícia que se encontrava dentro do santuário, isto é, as imagens de outros deuses e restabeleceu o ministério da casa do Senhor (II Cr 29). O resultado de toda essa disposição de Ezequias em buscar o caminho do Senhor resume-se no verso 26 de II Crônicas 30: "Houve grande alegria em Jerusalém, pois desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não tinha havido coisa semelhante em Jerusalém". Todo o povo se beneficiou da disciplina e persistência de Ezequias: "ordenou ao povo que desse a parte dos sacerdotes e levitas... (II Cr 30:4) e desde que o povo começou a trazer suas ofertasà casa do Senhor, tem havido o que comer e de que se fartar, e ainda há sobra em abundância, porque o Senhor abençoou ao seu povo"(II Crôn 30:10). No entanto, quanto mais se busca ao Senhor, mais se cresce e mais se requer de nós. E assim também não foi diferente para Ezequias. Uma grande árvore cresce para cima e aprofunda suas raízes para baixo, para poder se sustentar. Considerando que tudo se encontrava na "perfeita paz", de repente o rei Ezequias viu-se sitiado por Senaqueribe, rei dos assírios, que procurava incitar o povo de Judá dizendo que o Deus de Israel era igual a todos os outros deuses e que como outras nações não puderam se fazer contra ele, baseados em seus deuses, Judá também seria derrotada (II Crôn 32: 17-19). Ezequias e Isaías oram e clamam ao Senhor, que envia um anjo ao acampamento assírio e mata a todos os soldados de Senaqueribe. Este foge e ao chegar na casa de seu deus os próprios filhos o matam. Que livramento do Senhor! Que castigo merecido àqueles que afrontam ao Deus vivo! Nem tudo são flores. Toda a prosperidade e riqueza adquiridas por Ezequias sobem-lhe ao coração, gerando-lhe orgulho e soberba. Ezequias adoece. Através de Isaías o Senhor traz-lhe uma palavra profética: "Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás"(II Rs 20:1). Entristecido, Ezequias suplica ao Senhor pelo contrário, lembrando-lhe que O havia servido com integridade de coração e que havia feito o que era reto aos Seus olhos. Ezequias não percebeu a profundidade da Palavra do Senhor: "põe a tua casa em ordem", indicando-lhe o que devia fazer em primeiro lugar. Pela grandeza de Sua misericórdia o Senhor volta a palavra a Isaías e determina ao profeta que consolasse o rei, dizendo que suas orações foram ouvidas, ele seria curado e ainda teria 15 anos de vida. Ora Ezequias, curado, não colocou a sua casa em ordem e as consequências foram vistas no reinado de seu filho Manassés que cometeu as piores abominações até então não cometidas pelo povo de Deus. Qualidade de vida. Fomos chamados à salvação. Fomos preparados para ser um povo bem disposto ao Senhor. O exemplo de Ezequias é bem pertinente em nossos dias. Através de uma vontade persistente, aquele jovem rei de 25 anos imprimiu a si próprio e ao povo de Judá uma disciplina espiritual capaz de restabelecer o culto a Deus e restaurar o templo à importância da nação de Israel. A qualidade de vida espiritual está intimamente ligada ao preço que se paga por ela. Maior preço maior qualidade, mais vida. Menor preço, vida acomodada, infrutífera, morna... A palavra de Deus hoje para a Igreja é a mesma dada ao povo de Israel antes da posse da terra prometida: "Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao Senhor vosso Deus, e de O servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso trigo, o vosso vinho e o vosso azeite. Darei erva nos vossos campos ao vosso gado e comereis e vos fartarei"(Dt 11:13-15). Que promessa! Quem está disposto a buscar e receber estas bençãos? Quem está disponível a ser um povo bem disposto ao Senhor? Quem quer largar as migalhas e provar do pão dos filhos? Quem quer colocar a sua casa em ordem neste dia? Possa o Senhor Deus operar magnificamente em nossos corações. � O Reino de Deus João Batista antecedeu o ministério de Jesus aqui na terra , no deserto da Judéia, pregando ao povo: "arrependei-vos porque é chegado a vós o Reino de Deus".Mateus 3:2. Jesus ao iniciar Seu ministério, após ser batizado no Jordão por João Batista, ter recebido o Espírito Santo, usou a mesma expressão usada por João (Mat 4:17). Para adentrar ao Reino de Deus é necessário preencher alguns requisitos, vejamos alguns: João Batista e Jesus disseram que em primeiro lugar é necessário arrepender-se. A Nicodemos Jesus disse que era necessário nascer de novo, nascimento não físico e sim espiritual. É necessário receber o Reino de Deus, pois é Ele quem o dá: "não temas ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino". Lucas 12:32. É necessário fazer força para apoderar-se do Reino de Deus (Mat 11:32). Deve-se pedir pela vinda do Reino, como Jesus ensinou-nos em sua oração (Mat 6:10). O Reino de Deus chega até nós pelo Espírito Santo (Mat 12:28). Aparentemente parece que há um paradoxo: se o Senhor dá o Reino, por que é necessário possui-lo pela força? Porque há alguém querendo impedir as pessoas de entrarem e tomarem posse dele. Há um opositor ao Reino de Deus, que em João 10:10 Jesus chamou de "ladrão", querendo roubar, matar e destruir. Ele rouba a oportunidade de milhares de pessoas de entrarem e possuírem o Reino, permanecendo sob o reinado dele, isto é, o reino do mundo. Ele quer matar as pessoas antes delas entrarem e tenta prejudicá-las depois que elas já estão dentro do Reino de Deus. Seu objetivo também é destruir esse Reino. A Igreja de Deus, na terra, hoje, representa parte do Seu Reino aqui. "É chegado a vós o Reino de Deus". Reino espiritual e terreno. Como Rei, Jesus quer governar, dirigir e conduzir a vida dos Seus servos. Já assegurou-nos a salvação, livrando-nos da condenação do pecado. Da mesma forma quer assegurar-nos uma vida diferente aqui na terra. "O Reino de Deus não consiste em palavras, mas em VIRTUDE". I Cor 4:20 O Reino de Deus está envolvido pelo Poder do Senhor e nada há de destrui-lo, pois foi estabelecido para sempre (Dan 2:44), e nós fomos chamados para sermos integrantes desse Reino, vivendo em glória com Ele (I Tess 2:12). Quando nos tornamos cristãos mudamos automaticamente de "endereço", pois fomos transportados para o Reino do Filho do Seu amor". Que maravilha! Quantas promessas! As diversas religiões e seitas que surgem por todo o mundo oferecem princípios de conduta, incertas esperanças, exemplos humanos falíveis, falta de conteúdo espiritual e profundo significado para a existência humana. O verdadeiro cristianismo nos apresenta uma nova perspectiva, mudança de vida, posse de algo concreto desde a vida, terrena pelo Espírito Santo, através do Reino de Deus. Já tomou posse do Reino de Deus? "Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade". Mat 6:10. � O desígnio divino do casamento Indice O Autor do Casamento A Natureza do Casamento A Continuidade do Casamento O Fim do Casamento A Preservação do Casamento 1. O AUTOR DO CASAMENTO O casamento e o lar são as mais básicas de todas as instituições humanas. Muitos cientistas sociais, bem como líderes religiosos, concordam que a estabilidade de uma sociedade pode ser medida pela estabilidade dos lares desta sociedade. O desejo de escolher um companheiro e estabelecer um lar permanente parece estar construído dentro do espírito humano. Todas as culturas conhecidas entre os homens, primitivas ou desenvolvidas, têm algum tipo de relacionamento de casamento e vida no lar estabelecidos. É um tanto surpreso, portanto, não achar uma discussão formal de casamento e lar nas Sagradas Escrituras. Há suficiente informações dadas por divinos princípios e ilustrações práticas, mas não há uma formal apresentação de uma doutrina bíblica de casamento e lar em uma simples passagem. Os capítulos 1 e 2 de Gênesis descrevem a instituição do casamento e do lar na sociedade humana. Apocalipse, Cap 19, prevê o casamento do Cordeiro quando Cristo receber Sua Noiva, a Igreja. Entre estas duas passagens há ensino suficiente para conhecermos tudo o que precisamos saber para discutir a mente de Deus sobre esse assunto. Uma coisa destaca-se distintamente nas passagens bíblicas: O CASAMENTO É ORDENADO POR DEUS. O Velho e o Novo Testamento são unânimes em concordar neste ponto. Gênesis 2: 21,22 atribui a origem do casamento e do lar em um ato pessoal de Deus. A passagem diz: "E o Senhor Deus disse, não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma ajudadora... E o Senhor Deus causou um profundosono cair sobre Adão, e ele dormiu. O Senhor tirou uma de suas costelas e fechou o lugar com carne. E da costela que o Senhor Deus tirou do homem fez uma mulher, e a colocou junto do homem. Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e viverá junto com sua mulher: e serão uma só carne." Provérbios 18:22 relata o casamento com uma boa companheira como uma benção especial de Deus sobre a vida de alguém, dizendo: "aquele que acha uma mulher acha uma boa coisa e OBTEM O FAVOR DO SENHOR". Jesus falou do decreto de Deus estabelecendo a relação de casamento dizendo: "não ouviram, que Aquele que os fez no começo os fez homem e mulher e disse, por isto deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher: e eles não serão mais dois, mas uma só carne. Aquilo que Deus uniu não o separe o homem". Percebeu a frase "Deus uniu"? Isto é o reconhecimento bíblico de que o casamento é ordenado por Deus. Mateus 19: 3-12 diz que Jesus teve uma discussão sobre as práticas do divórcio correntes àquela época. A questão em pauta era esta: "é justo um homem mandar sua mulher embora por qualquer causa?" Jesus condenou aquela prática corrente de divórcio e segundo casamento com bases nestes três princípios: O propósito original de Deus ao fazer os humanos macho e fêmea era com o casamento em mente. A união original de casamento foi estabelecida quando Deus pessoalmente trouxe a mulher ao homem e anunciou o desígnio de permanecerem juntos. A natureza da união é tal que as duas pessoas não são mais duas, mas uma só carne. Deus criou homem e mulher tendo em mente uma relação de união Considere o que Jesus ensinou sobre o desígnio e propósito do homem e mulher. Jesus não tinha problemas com a origem da raça humana. Ele declarou simplesmente, Deus "os fez no princípio". Jesus voltou à original e permanente distinção de sexos. Ele declarou que os humanos eram macho e fêmea desde o começo. Jesus atribuiu a diferença da estrutura sexual na base da permanência da união do casamento, dizendo: "PORTANTO o homem deixará o seu pai e a sua mãe e unir-se-á com sua mulher e serão os dois uma só carne." Há muitas razões porque Deus fez os humanos macho e fêmea. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era social: o homem precisava de uma companheira para compartilhar com ele e completá-lo. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era espiritual: o homem precisava de alguém com a qual ele pudesse compartilhar o conhecimento pessoal de Deus. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era biológico: o homem precisava de uma companheira para compartilhar a concepção e o nascimento de filhos para que a raça humana pudesse ser propagada. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era benevolente: o homem não foi feito para estar sozinho e precisava de uma companheira para completar sua vida. Deus os fez macho e fêmea para que eles pudessem se combinar. O homem e a mulher foram feitos para se combinar psicologicamente um com o outro. A sabedoria de Deus designou seus corpos diferentemente para que eles pudessem achar um homólogo um no outro. A sabedoria de Deus designou suas necessidades sociais diferentes para que pudessem se complementar. A mulher precisa da força e a persistência do homem. O homem precisa da ternura e da emoção da mulher. Observe algumas crianças brincando. Os meninos pretendem ser homens e brincam que estão a proteger o lar. As meninas pretendem ser mulheres e brincam que estão cuidando de crianças. Estas expressões da vontade de Deus estão incutidas no ser humano desde o nascimento. Gênesis Cap 2 diz que o homem foi feito primeiro. Deus fez o homem de tal maneira que não era "bom que estivesse só". Portanto, Deus acionou a segunda parte de Seu plano. Ele anunciou: "Eu farei uma ajudadora para ele". Deus criou a mulher não porque Ele viu que o primeiro homem estava incompleto, mas porque Ele já tinha proposto fazer assim todo o tempo. Qual o significado da declaração de que Eva foi uma "ajudadora" para Adão? O termo usado neste verso, em hebraico, poderia ser traduzido por "aquela que responde de volta" ou "aquela que replica". O correto sentido é alguém para complementá-lo, satisfazê-lo, alguém para ser sua "outra metade". Deus fez todos os homens com a necessidade dessa "ajudadora", em uma amorosa esposa. Deus estabeleceu a união no casamento. Ele introduziu o primeiro casal ao casamento (Gn 2:22). Ele impôs Sua sanção na permanência e na intimidade do casamento e estabeleceu o casamento como uma instituição permanente na sociedade (Gn 2:24). Um pastor norte-americano contou-me que há alguns anos atrás ele foi com sua família à uma exposição anual indígena, no estado de Oklahoma. Representantes de muitas tribos indígenas se reuniram em várias cerimônias. Após o espetáculo, ele comprou uma pequena boneca indígena para a sua filha. A boneca estava vestida com roupinhas de pele, sapatos mocassins e etc... Pensou que tivesse comprado uma verdadeira peça de artesanato indígena. Na longa viagem de volta, sua filha brincava com a boneca no banco de trás do carro. Ela tirou as roupas da boneca e para a surpresa de todos, descobriram que estava impresso nas costas da boneca a expressão "Made in Japan"... II. A NATUREZA DO CASAMENTO O que você responderia se lhe fosse perguntado: "qual é a essência do casamento?" Você poderia responder, "lar", "amor", "segurança", mas estas respostas seriam insuficientes. A Bíblia diz que a principal essência do casamento é UNIÃO. Surpreso não é? Que a união é a essência do casamento está indicado na passagem bíblica do primeiro casamento da história humana. Gênesis 2 fala a respeito disso. Deus fez a mulher para ser a companheira do homem (versos 18, 21, 22). O homem respondeu, "esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne, e será chamada varoa, pois do varão foi tomada" (verso 33). Deus determinou, "portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne (verso 24). Note os termos "deixar", "apegar-se" e "uma carne". Eles indicam a intenção original de Deus de que o casamento envolveria uma união entre o marido e a mulher. Sobre a união no casamento é dado mais ênfase na discussão de Jesus a respeito do casamento. Ele citou Gênesis 2 e aplicou então o significado das Escrituras nestas palavras: "não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse, portanto, deixará o homem o seu pai e mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne? Assim, não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mt 19: 4-6). Note como as palavras "deixar", "apegar-se" são repetidas com ênfase. Ouça Jesus dizer: "serão dois numa só carne". Como isso não fosse ainda o bastante, Ele repetiu, "não são mais dois, mas uma só carne". Ele acrescentou uma terceira afirmação de ênfase no casamento, da união de dois em um, dizendo: "Deus ajuntou" Jesus ensinou a união como a essência do casamento. Pergunte a muitos conselheiros matrimoniais qual é o centro de todos os problemas maritais. Eles dirão: "o começo de todos os problemas é a perda do sentido de permanecerem unidos como um". Por isso neste segundo estudo do Desígnio Divino do Casamento, será enfatizado o elemento união. O casamento forma uma união inclusiva/exclusiva Agradeço a Deus por aquela devoção do casal que numa admirável e sem fôlego exclamação diz "você é minha e eu sou seu para sempre". Isto é do jeito que deve ser. Cada um pertence ao outro como uma parte que realmente pertence ao outro. Por esta razão é que o homem pode amar sua mulher como seu próprio corpo e a mulher pode reverenciar seu marido (Ef 5: 28,33). Cada um é parte do outro e está incompleto sem o outro. Este é o tipo de união tencionada e estabelecida no casamento por Deus. Mas a união não é apenas inclusiva, também é exclusiva. Há três tipos de pessoas que estão excluídas de intromissão no casamento,de acordo com a Bíblia. Os pais estão excluídos de interferir no casamento de seus filhos. A Bíblia declara esta verdade 3 vezes. O homem deixará o seu pai e sua mãe quando se casar, e estará permanentemente ligado à sua mulher. Deus deu este princípio na instituição do casamento (Gn 2: 24). Jesus repetiu este princípio na discussão do divórcio (Mt 19:5) e o apóstolo Paulo citou este princípio quando mostrou a relação de Cristo e a Igreja, como marido e mulher (Ef 5: 31). Tanta repetição de princípios por tamanhas autoridades deveria esclarecer a questão de uma vez por todas. Os pais não devem interferir na vida casada de seus filhos. Outros amantes são excluídos da intromissão em um casamento. A inclusão de um outro amante é chamada na Bíblia de adultério e era punido com a pena de morte, de acordo coma lei do Velho Testamento. Deus deu Sua diretriz nestas específicas palavras: "não adulterarás" (Ex 20: 14). Um homem para uma mulher por toda a vida. O desígnio de Deus é a exclusão de todos os amantes, com exceção de um, o marido ou a mulher. Outros companheiros ou amigos são excluídos da intromissão no casamento. A poligamia tem sido praticada por várias culturas por toda a história humana, mesmo por algumas pessoas cujos nomes aparecem nas Sagradas Escrituras. Isto não era parte do plano de Deus para o casamento. Tristeza, dor, dificuldades e problemas têm sempre seguido o homem quando ele vai além dos desígnios de Deus e toma mais de uma mulher. Deus proíbe isso. O casamento forma uma união divina A Bíblia indica a natureza divina do casamento ao dizer "Deus ajuntou" (Mt 19:6). A divina aprovação da união abrange todos os verdadeiros casamentos. O casamento não é uma ordenança cristã. É uma instituição ordenada por Deus. Deus tanto reconhece o casamento de não-crentes como o casamento de crentes. Claro, que é muito melhor que ambos sejam crentes, mas eles não precisam ser crentes para terem um casamento válido diante de Deus. Ele declarou que um homem e uma mulher devem casar com o compromisso de um santo matrimônio. A união é mais segura e abençoada se for uma união em fé, e mesmo não sendo, será reconhecida como válida. O casamento é uma relação divinamente ordenada para todo mundo. O casamento forma uma união natural Muitas pessoas se casam porque Deus coloca em sua natureza interior o desejo de buscar um companheiro/a e começar a se preparar para casar um dia. Deus planejou o casamento para responder a uma necessidade que Ele construiu no espírito humano. Há apenas um pequeno número de pessoas que não deve se casar. Jesus reconheceu que algumas pessoas são incapazes de casar por causa de circunstâncias e conseqüências ocorridas em suas formações de nascimento; alguns são impedidos de casar devido à interferência dos homens; alguns abstém-se de casar por amor à obra de Deus (Mt 19: 10-13). Contudo, Jesus esclareceu que estes casos são exceções e não a regra. Se alguém não se casar não deveria ser motivo de crítica ou nem deveria ser constrangido. A grande maioria das pessoas deve se casar, porque este é o caminho que Deus fez para o homem e a mulher. O casamento forma uma união física A união física do marido e sua mulher no casamento está de acordo com os desígnios de Deus. A repetição das palavras "eles serão uma só carne", em vez de "eles serão um só espírito", indica o aspecto físico de que o casamento é ordenado por Deus. Portanto, não há nada baixo, vil ou vulgar ou ainda não-espiritual no relacionamento íntimo de um marido e mulher dentre os compromissos de casamento. O apóstolo Paulo ensinou que era tão própria a união física do casamento que nem o marido nem a mulher deveriam considerar que os seus corpos pertenciam a si próprios, mas ao seu companheiro. A abstinência da união física no casamento deve acontecer por consenso comum, para exercícios espirituais, por limitados períodos de tempo e com a intenção de renovar a união física após algum tempo. Leia I Cor 7: 2-5 bem cuidadosamente e observe estes ensinamentos. O casamento forma uma união espiritual para os cristãos Os cristãos devem casar-se, mas não devem casar-se sem cuidado. Deus está envolvido em suas vidas, até mesmo nas suas vidas de casados. Portanto, eles devem ser "casados no Senhor" (I Cor 7: 39). O crente deve casar-se com um crente com o propósito de estabelecer um lar cristão para a glória de Deus. O casamento não é um sacramento cristão. É uma ordenança divina colocada na sociedade humana. Quando o casamento é iniciado, experimentado e consumado de acordo com os princípios estabelecidos por Deus nas Escrituras, ele traz bençãos para as pessoas e para a glória de Deus. Olhe para o seu casamento como tendo sido ordenado por Deus. Olhe para os seus filhos como presentes dados por Ele. Olhe para o seu/sua companheiro/a como parte de você mesmo/a, sob o jugo de Deus. Deixe todas as relações de seu casamento estarem sob esta benção: "Deus ajuntou". III. A CONTINUIDADE DO CASAMENTO A expressão "até que a morte os separe", é comum nos tradicionais votos de matrimônio. Indicam a intenção da noiva e do noivo de entrarem em uma permanente relação no seu casamento. Tais votos não são ordenados nas Escrituras, mas a intenção de Deus de que o casamento fosse para sempre também está evidente ali. Leiamos novamente as palavras de Jesus em Mt 19: 4-6, nas quais Ele indica a intenção de Deus de que o casamento começaria em uma permanente relação entre o homem e a sua mulher. Jesus disse: "não tendes lido... portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois uma só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". Agora examinemos estas palavras para encontrarmos princípios que indiquem a continuidade do casamento. É indicada para a união A continuidade do casamento está indicada na natureza da união desse modo estabelecida. Um homem, uma mulher, embora duas pessoas à parte, tornam-se uma única no casamento. A Bíblia declara repetidamente "eles serão uma só carne" (veja Gn 2: 29, Ml 2: 15, Ef 5: 31). O marido e a mulher tornam-se realmente um diante de Deus. A natureza desta união indica que ela é permanente. Um homem poderia tão bem cortar fora sua cabeça para divorciar-se de sua esposa. Uma mulher que divorcia-se de seu marido amputa uma parte de seu corpo neste ato. A união é real e permanente. Deus olha para o marido e mulher como um só. Por isto é que a mulher crente santifica o marido descrente, ou o marido crente santifica a mulher descrente. A fé de um faz o casamento santo, porque os dois são um. (Isto não quer dizer que a fé de um salva ambos, porque cada pessoa deve confiar em Cristo por si própria). Assim, Deus abençoa um relacionamento em que um dos seus queridos filhos está vivendo em devoção a Ele). O casamento retira as atitudes contrárias de "você" contra "eu" e coloca um espírito de "nosso" e "nós". Deus disse, "eles não serão mais dois, mas uma só carne". É indicada para proibir o divórcio Fácil A continuidade do casamento é indicada pela proibição das razões comumente aceitas de divórcio. A prática do divórcio nos dias de Jesus era escandalosa. O problema era baseado na má aplicação dos princípios apresentados em Deuteronômio 24: 1-4 "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa a feia, ele lhe fará carta de repúdio, e lho dará na mão, e a despedirá da sua casa" (verso 1). Tornou-se necessário para alguns dizer que tipo de "falta de graça ou impropriedade" seria razão para o divórcio. Alguns estudiosos tentaram explicar o auge que esse tipo de problema deve ter atingido. Alguns dizem que se uma mulher queimasse a comida do marido era motivo bastante para se divorciar. Outros dizem que se uma mulher falasse alto o suficiente que seu vizinho a pudesse ouvir, seria motivo para o divórcio. As ridículas interpretações abundaram, até que os questionadores disseram a Jesus que os homens estavammandando suas mulheres embora "por qualquer motivo" (Mt 19: 3). Jesus rejeitou tais práticas. As condições de divórcio foram feitas por Moisés por causa da dureza dos corações dos homens, disse Jesus. Mas Deus nunca pretendeu que houvesse tal abuso no casamento. A instituição do divórcio no decreto mosaico era para proteger uma mulher inocente que poderia ser mandada embora de sua casa por ter um marido de coração duro. Não era a intenção de ser uma escapatória legal pela qual alguém pudesse mudar de companheira. Deus destinou o casamento para ser permanente. Aquele que obedece a Deus deve buscar preservar seu casamento íntegro com estes princípios invioláveis, perpetuamente. É indicada para proibir a dissolução A continuidade do casamento é indicada pela proibição de rompê-lo. Deus escreve para cada união de casamento "não o separe o homem". Ele proíbe o divórcio, a não ser em extremas circunstâncias. O apóstolo Paulo expressou o princípio nestas palavras dadas pelo Espírito Santo: "estás ligado a mulher? não busques separar-te..." (I Cor 7: 27). Isto quer dizer que os cristãos devem permanecer no estado marital em que vivem agora. Mas o que dizer a respeito das leis do divórcio? Nossas leis terrestres permitem o divórcio por quase todos os motivos. Sim elas permitem. Porém elas vão além da vontade expressa de Deus ao serem tão liberais. Muitas das leis do divórcio foram escritas por homens que estavam pensando em termos sociais em vez dos propósitos bíblicos. As leis refletem as reinvidicações da sociedade mais do que os decretos de Deus. Os cristãos não devem ir além das leis de Deus, como bons cristãos. Uma coisa pode ser legal mas não ser espiritual (I Cor 6: 12). Os cristãos devem viver pelas leis do Deus trino e santo, e não pelas leis de uma sociedade degenerada. É indicada pela seriedade de que o pecado Destrói A continuidade do casamento é indicada pela seriedade da ofensa que justifica o seu fim. Que ofensa Jesus disse ser justa e ter motivo próprio para o divórcio? Aqui estão Suas palavras exatas, escritas em Mt 19: 9 "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição e casar com outra comete adultério, e o que casar com a repudiada também comete adultério". A ofensa que é seria o suficiente para permitir o término do casamento é o adultério. Alguém pode perguntar: "o adultério é realmente tão sério? Nós ouvimos regularmente sobre pessoas tendo casos extraconjugais. Por que é tão sério?" Adultério é sério porque viola a ordem nítida de Deus. Êxodo 20: 14 diz "Não adulterarás". Não deveria ser dito mais claramente do que isto. Imoralidade de todo o tipo, incluindo "casos" com e por pessoas casadas é uma tremenda rebelião contra a ordem expressa de Deus. Deus olhou para o adultério como sendo tão sério como o assassinato. Ele pronunciou a pena de morte para ambos os casos na lei do Antigo Testamento. Aquele que comete adultério contra o/a companheiro/a casado/a (porque o adultério não é cometido só com alguém, mas também é cometido contra alguém) perdeu o direito de viver como membro de uma relação de matrimônio. Esta é uma séria ofensa, suficiente para justificar o fim do casamento, e quaisquer outras desculpas são insuficientes. Isto indica que a intenção de Deus é que o casamento seja uma relação permanente entre o marido e a mulher. É indicada pelo próprio propósito de Deus A continuidade do matrimônio é indicada pela intenção original de Deus ao estabelecer a instituição do casamento e do lar. Esta intenção original de Deus era que um marido e uma mulher estivessem comprometidos um com o outro perpetuamente. A intenção é reconhecida hoje quando o casal jura viver em honra, como marido e mulher, "até que a morte os separe". Que visão bonita do lar, é a do lar como Deus planejou que fosse! Aqui um marido e mulher amando-se mutuamente, complementando-se um ao outro, compartilhando a vida juntos. Aqui estão os pais amando seus filhos, criando-os na doutrina e admoestação do Senhor. Não se admira que o Espírito Santo tenha usado este quadro para mostrar a relação de Cristo e a Igreja (Ef 5: 22-23). É o mais bonito quadro para ser visto no mundo dos homens. Seria interessante aconselhar os casais, antes de se casarem, sobre esta continuidade do casamento. O divórcio é tão comum que e difundido hoje em dia que há sempre o perigo dois noivos se casarem sem perceberem isto. Deveriam pensar, sob Deus, um compromisso eterno "para melhor ou para pior" Alguns noivos e noivas dizem: "nós decidimos tentar, se não der certo nós podemos nos divorciar e ninguém sairá machucado". Isto não é verdade. Alguém sempre sai machucado em todo divórcio. Deus conhecia as necessidades do homem e mulher antes mesmo dEle instituir o casamento. Ele designou o casamento para preencher aquelas necessidades. Abençoado é o casal que está comprometido em permanecer em seu casamento por toda a vida. Deus honrará tal compromisso com sua benção especial. IV. O FIM DO CASAMENTO Há uma praga séria e generalizada sobre as nações hoje. Ela está atacando milhares de lares e causando grande sofrimento. Homens, mulheres e até mesmo inocentes crianças estão sofrendo por causa disso. O divórcio tem alcançado proporções epidêmicas. Algumas estatísticas nos EUA dizem que de cada 3 casamentos, pelo menos 1 acaba em divórcio e estes números continuam aumentando todos os anos. Não é difícil achar períodos em que o número de divórcios, em uma determinada área, é igual ou superior ao número de casamentos ocorridos no mesmo período. O que pode ser feito a respeito disso? A única solução é voltar-se aos princípios bíblicos sobre o casamento. Uma busca dos ensinos bíblicos, acerca da instituição, natureza, continuidade, preservação e término de um casamento ajudarão a construir uma imunidade contra essa terrível doença social chamada divórcio. Qual foi o desejo original de Deus a respeito do casamento? A Bíblia é tão específica que não há margem de dúvidas. Deus planejou que um homem deveria estar casado com uma mulher enquanto vivesse. Ele não planejou qualquer outra maneira de terminá-lo, a não ser pela morte. A Palavra de Deus diz "Porque a mulher está sujeita ao marido, enquanto ele viver está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido" (Rm 7: 2). Não há nenhum outro método bíblico reconhecido para dissolver o contrato de casamento. "Um homem e uma mulher por toda a vida", é o ideal. Isto não funciona perfeitamente na sociedade humana. O homem está depravado e não vive de acordo com os desígnios que Deus tem para ele. Esta falha do homem (não falha no propósito de Deus) trouxe o problema de dissolver os compromissos de casamento. O divórcio veio por causa do pecado humano e não por causa do plano de Deus. Por que então a permissão para o divórcio foi dada? O divórcio foi instituído para proteger o inocente, não para dar às pessoas uma maneira fácil de sair de um relacionamento marital desagradável. Você vai encontrar esta providência em Deuteronômio 14: 1-4. Mas foi incluída nas Sagradas Escrituras como um ato de misericórdia. Um homem que estava descontente com sua mulher simplesmente deveria mandá-la embora de sua casa. Ela se tornava indigente quando isto acontecia. Naquela época, dificilmente uma mulher poderia viver por ela mesma, naquele tipo de cultura, através do trabalho comum . Se ela não tivesse pai ao qual pudesse retornar estaria em uma terrível desgraça. Ela não poderia casar novamente pois ainda era mulher de seu primeiro marido e um segundo casamento era punido com pena de morte. Como uma mulher inocente estaria protegida sob tais circunstâncias? Moisés instituiu a "Carta de Divórcio", um procedimento formal para dissolver o casamento. Significava que a mulher não era mais esposa de seu marido. Ela poderia então casar-se com outra pessoa sem invocar sobre ela a ira da lei. O divórcio foi instituído para permitir um novo casamento, visando proteger o inocente. Era um compromisso do ideal, embora nãoera o ideal por si próprio. Jesus disse que Deus não planejou que fosse dessa maneira desde o princípio. O pecado do homem e não os desígnios de Deus fez o divórcio uma instituição entre os homens. Que princípios governam o fim de um casamento pelo divórcio? Lembre-se que anteriormente nós falamos que o divórcio é o reconhecimento da falha humana. Isto traz um estigma sobre ele. Não é o desejo de Deus nem foi planejado por Ele. O contrato de casamento pode ser dissolvido, em honra, somente pela morte. O divórcio é o resultado do pecado humano. Jesus admitiu o divórcio em caso de adultério. Ele disse que aquele que divorcia-se de sua esposa e casa com outra comete adultério, a não ser que a causa do divórcio seja o próprio adultério (Mt 19: 9). Vemos que um relacionamento adúltero tanto por parte do marido como por parte da mulher quebra o compromisso de casamento e permite à parte inocente divorciar-se e casar-se novamente. O apóstolo Paulo parece acrescentar o abandono de um/a crente por um companheiro/a descrente como motivo de divórcio. Aqui estão suas palavras "Se algum irmão tem mulher descrente e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher e a mulher descrente pelo marido, doutra sorte os seus filhos seriam imundos, mas agora são santos. Mas se o descrente se apartar, aparte-se, porque neste caso o irmão ou a irmã não estão sujeitos à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz" (I Cor 7: 12-15). A nítida impressão parece ser de que a deserção por parte de um marido ou mulher descrente põe em liberdade o crente do vínculo de um contrato de casamento. Divorciar-se por causa do adultério é permitido, mas não é uma obrigação. O adultério quebra os laços de casamento em tal extensão que a parte ofendida pode dissolver o relacionamento. Não há pecado se a parte inocente quer viver com o companheiro/a em oração para o restabelecimento do compromisso do vínculo do casamento. Também um homem ou uma mulher podem promover a ação de divórcio, quando há infidelidade matrimonial (na forma do adultério) por parte do outro. Em Marcos 10: 11,12 Jesus falou de um homem "deixando" sua mulher e de uma mulher "deixando" o seu marido. "Deixar" é equivalente a "divorciar", no uso moderno desta palavra hoje em dia. O procedimento de divórcio sob a lei mosaica era um problema de tolerância, não de aprovação. Deus não desejou que homens e mulheres se divorciassem. Ele permitiu, mas não deu Sua benção. Cada um deve perceber que o caminho do divórcio não é o propósito planejado por Deus para cada pessoa. Que princípios governam um novo casamento de quem foi divorciado? Os ensinos de Jesus esclarecem estes pontos: A parte inocente em um divórcio ocorrido pelo pecado do adultério está livre para casar novamente, e sem culpa. Isto está evidente nas palavras de Jesus em Mateus 19: 9. Lembre-se de que o divórcio foi originalmente instituído para permitir um novo casamento e o direito de um "divórcio baseado nas Escrituras" sem o direito de um "casamento baseado nas Escrituras", não é conhecido na Bíblia. Nenhuma das partes está livre para casar novamente em um divórcio onde uma infidelidade conjugal não tenha ocorrido. Jesus disse, "qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa da prostituição, faz com que ela cometa adultério (porque casará novamente), e qualquer que casar com a repudiada comete adultério (porque ela não teve uma própria razão para terminar seu primeiro casamento) (Mt 5: 32, Lc 16: 10). "Ajuntar os trapos", ou "Casamento por tentativa para ver se vai dar certo" é fornicação (prostituição) e é proibido por Deus. A união sexual de um homem e uma mulher é aprovada por Deus somente dentro dos laços de matrimônio, o qual foi planejado para ser permanente. Não há nenhuma base bíblica para a idéia de "tentativas", ou "se acertar com alguém", sem ser no verdadeiro casamento. Estes princípios mostram claramente os ensinos bíblicos sobre o assunto de terminar o casamento. Eles foram tão sucintos e claros que você não pode dizer que não os entendeu claramente. Não se contente em resolver estes assuntos com suas próprias opiniões de uma sociedade degenerada, que se encontra ao seu redor. Vá à Bíblia, a Palavra de Deus, e veja o que Ele diz sobre o assunto. Deus é a única autoridade. Deus instituiu o casamento. Ele o planejou para estar em alto e santo padrões. O casamento está hoje sendo sustentado em baixa estima por causa dos homens e mulheres depravados que o perverteram e o prostituíram. Devote-se ao Senhor nas suas relações matrimoniais, bem como em todas as outras áreas da sua vida e você poderá ouvi-Lo dizer: muito bem! V. A PRESERVAÇÃO DO CASAMENTO Por qualquer coisa que realmente vale a pena, vale a pena trabalhar por isso e o defendê-lo. É necessário um diligente esforço para construir e manter um bom negócio. É uma busca contínua para manter-se lado a lado nos constantes avanços na medicina. É necessária constante vigilância para preservar-se a liberdade. E também é necessário um investimento diário para manter um casamento vivo e significativo. Este é a quinta parte do estudo sobre o tema o Desígnio Divino do Casamento. Nós investigamos o Autor do Casamento e vimos Deus como o Criador e o Sustentador da instituição do casamento. Buscamos entender a natureza do casamento e descobrimos o que é a união de um homem e uma mulher para sempre. Procuramos informações nas Escrituras sobre a continuidade e a permanência de um casamento e aprendemos que Deus o planejou como um compromisso para enquanto houver vida entre as partes. Os princípios acerca do término do casamento que encontramos estão baseados na depravação do homem e não no desejo de Deus. Agora, passemos a examinar os caminhos que um homem e uma mulher possuem para preservar seu casamento. O correto entendimento destes princípios ajudarão seu casamento a seguir o divino desígnio que Deus tem para ele. Para Preservar um Casamento Exige-se Aceitar a Imperfeição Ninguém é perfeito. O casamento não melhora uma pessoa nesta área. Pelo contrário, muitas imperfeições notadas em uma pessoa antes do casamento parecem que aumentam após ele. Vivendo-se o dia a dia com uma pessoa percebemos o seu caráter revelado. As virtudes aparecem mais claramente, mas os defeitos aparecem também muito mais vívidos. Quantas pessoas lembram-se com remorsos as inocentes declarações de: "eu o/a mudarei assim que estivermos casados", somente este exemplo para lembrar que tal mudança é praticamente impossível. Reconheça as forças e fraquezas de seu/sua companheiro/a. Se você descobrir que não pode viver com aquelas fraquezas, então não se case. Mas, e sobre aqueles problemas que aparecem após o casamento? você poderia perguntar. Há duas sugestões: Encare todos os problemas com um espírito de amor, desejando realmente ajudar. A Bíblia diz: "mas sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá uma multidão de pecados" (I Pd 4: 8). Mantenha seu espírito de perdão para com os erros, reais ou imaginários. Novamente a Bíblia diz: "antes sede misericordiosos uns para com os outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Ef 4: 32). Seu lar e casamento podem manter seu brilho e alegria se você não exigir perfeição de seu companheiro/a, mas aceitar que ele/a não são perfeitos. Para Preservar Seu Casamento Mantenha Deus no Centro Lembre-se que Deus estabeleceu o casamento e somente com Ele pode-se dar certo e com alegria. Ele estabeleceu a instituição e deu um livro de princípios e regras pelo qual se deveria viver. Exatamente como você leria cuidadosamente o manual do proprietário de um carro novo, deve buscar saber o pensamento de Deus na Bíblia, para aprender como viver no casamento. O lugar da Bíblia no lar é indicado por duas passagens importantes das Escrituras, Deuteronômio 6: 6-9 diz, "e estas palavras que hoje te ordeno, estarãono teu coração, e as intimará a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te... e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas". Josué 1: 8 repete a ordem acrescentando esta promessa: "porque então farás prosperar o teu caminho e então prudentemente te conduzirás". A Bíblia diz como deve ser o relacionamento entre o marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as outras relações humanas. Sim para ter um lar feliz você deve manter Deus no seu centro. Para Preservar Seu Casamento Construa Suas Vidas de Casados Juntos É surpreso como podem duas pessoas viverem separadas, mesmo quando vivem na mesma casa, comem na mesma mesa, dormem na mesma cama e criam os mesmos filhos. É surpreso, mas é possível para pessoas estarem separadas enquanto vivem juntas. Já reparou o número de pessoas que vivem juntas até a meia idade e então repentinamente se separam? Há uma razão para isso. Eles se separaram durante os anos de seu casamento. Quando os filhos já estão crescidos e saem de casa, os pais ficam como se estivessem em um "ninho vazio" e não têm nada mais em comum. Os pais não deveriam "viver para os seus filhos", como alguns fazem. Marido e mulher devem viver um para o outro, sob Deus. Devem manter e desenvolver interesses mútuos, ao lado de seus filhos, mantendo a alegria de estarem juntos, enquanto os filhos estiverem sendo criados e produzirão filhos felizes e um casamento que permanecerá, mesmo quando os filhos já tiverem ido viver suas próprias vidas. Tencione Permanecer no Seu Casamento Desde o Princípio A respeito das cerimônias de casamento, conheço um Pastor que diz: "Não irei efetuar o casamento de um casal, ao menos que eu tenha tido a oportunidade de aconselhá-los exaustivamente, sobre suas vidas em conjunto. De vez em quando eu não efetuo o casamento de um casal quando descubro que eles buscam o matrimônio com o espírito errado." Esse Pastor disse: "Certa vez, um casal estava discutindo a aproximação de seu casamento e eu compartilhava com eles alguns dos problemas que ví existirem, e tentei prepará-los para que pudessem resolver a situação da melhor maneira possível. A pretendente a noiva disse despreocupadamente: "isso não nos importa. Nós já combinamos que tentaremos a vida de casados e se não der certo, nós nos separaremos e ninguém ficará machucado". Tencione permanecer em seu casamento. Destrua todas as "pontes" que existam (ou possam existir) atrás de você. Não deixe oportunidade para o divórcio, mesmo nos seus mais secretos pensamentos. Assim, seu casamento terá uma melhor chance de sobreviver. Cultive a Qualidade de Dar-se a Si Próprio A nossa geração perdeu largamente o verdadeiro significado do amor. O amor está comparado a sexo, brilho sensual, ou à concepção de uma romântica emoção. O amor é emoção, é claro, mas é muito mais do que emoção. Amar é dar-se a si próprio por amor ao seu amado. Este é o tipo de amor que Deus tem para com o homem e o amor que deve existir entre o marido e a mulher para se ter um casamento feliz. O casamento não é uma proporção de 50 por 50 % . É um relacionamento em que cada parte dá 100 % de si própria para a felicidade da outra parte. Um arranjo de 50 por 50 % levará à acusações, auto-piedade e problemas. Um arranjo de 100 % conduzirá à felicidade, no qual ele ou ela verão no outro a possibilidade de completa alegria no seu casamento. Um marido e uma mulher que dedicam-se a fazer a vida de seu companheiro/a no mais completo florescimento, terão um casamento que terá reflexos no céu e na terra. Esta série de mensagens são destinadas a ajudá-lo/a a ter o tipo de casamento que agrada a Deus e abençoa você. Os ensinos foram baseados nos princípios bíblicos. Deus instituiu o casamento e a Bíblia é o "Manual de Instruções", de como fazê-lo funcionar. Aconselho você a dedicar sua vida pessoal a Deus. Comprometa-se pessoalmente ao seu/sua companheiro/a em devoção a Deus. Viva a sua vida pública e particular como um servo voluntário de Deus, e a verdadeira felicidade será a sua recompensa. � Pode Uma Alma Afogar-se? Alguém já falou que existem dois tipos de mortes agonizantes: a morte por queimaduras e a morte por afogamento. A Bíblia fala de uma situação diferente, de águas passando sobre a nossa alma. O salmista começa o seu cântico no Salmo 124 afirmando por duas vezes que o Senhor "esteve" ao seu lado (versos 1 e 2), denotando firmeza e segurança, isto é, se não fosse o Senhor, a situação poderia ser diferente. Em seguida ele fala de problemas: "homens se levantam contra nós", "teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós", indicando a luta, a adversidade e o perigo (versos 2 e 3). Passado o perigo causado pelos homens, vem o perigo das águas. Águas transbordantes, correntes, altivas, passando sobre a alma (versos 4 e 5). Aqui surge a expressão implícita de "afogamento da alma". Como pode uma alma afogar-se? É possível isso? O afogamento normal de uma pessoa constitui-se de um acidente em que é caracterizado pela falta de habilidade de saber nadar ou quando esta pessoa encontra-se a lutar contra ondas ou correntezas, vindo a ingerir grande quantidade de água em seu sistema respiratório e morrendo. Para ser salvo de uma situação de afogamento é preciso estar munido de um colete de salva-vidas ou estar próximo a um salva-vidas, ou ainda tentar agarrar-se ou segurar alguma coisa firme, caso não haja nenhuma embarcação disponível para efetuar o resgate. Davi em seu salmo diz que sua alma escapou. Escapou de quê? Escapou dos homens e das águas! Como foi possível? Ele escapou "porque o Senhor estava ao seu lado". O Senhor é aquele salva-vidas que está atento a olhar aonde estamos "nadando" ou se afogando. Ele livra-nos das adversidades humanas e de toda sorte de dificuldades espirituais. Ele está ao lado. Quando alguém se afoga grita por SOCORRO, SALVA-VIDAS, ou qualquer outra palavra que possa falar e ser entendido naquele momento de agonia. O salmista já possuía experiência disso e disse que o "nosso socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra". Quaisquer que sejam os problemas o Senhor está ao nosso lado. Aleluia! É preciso chamar e invocar o nome do Senhor nos momentos difíceis para receber Dele a salvação e o livramento. Aproveite este momento e invoque o NOME do Senhor! A Bíblia diz : "buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto" (Is 55:6) e "ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação: eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (II Cor 6:2). Seja salvo! � Produzindo Frutos Para aqueles que estão acostumados à vida rural, onde se pode viver em maior contato com a natureza, é algo natural ordenhar uma vaca e tirar um balde de leite fresco ou colher do pé de uma laranjeira ou uma bananeira algumas frutas maduras. O sentimento de ir colher os frutos maduros é muito agradável. E como é bonito contemplarmos uma árvore carregada, abundando com coloridos frutos. Da mesma maneira, olhando agora pelo lado espiritual e baseando-se na Palavra de Deus, vemos no capítulo 15 de João a afirmação de Jesus que Ele próprio é a Videira e nós os Seus ramos, e seu Pai é o Agricultor. Há de chegar a hora em que o Agricultor há de procurar frutos em Sua plantação, e o que terá encontrado? Como uma árvore Ele nos compara, dizendo que os ramos, os galhos, precisam estar ligados ao tronco para produzirmos frutos. Quando paramos para refletir um pouco e percebemos que em algum tempo de nossa vida espiritual deixamos de produzir frutos, ou estes já não são tantos como anteriormente, como à época da conversão ou da fase do "primeiro amor", é hora de nos lembrarmos da árvore e seus frutos. Em Mateus 18 verso 19 Jesus afirma que pelo fruto conhece-se a árvore. Qualquer um sabe que a bananeira é bananeira porque produz bananas. Se houver maçãs ou laranjas em uma árvore certamente aquela árvorenão será uma bananeira. É lógico. No entanto, a situação do cristão improdutivo vai se tornando delicada, pois foi-lhe dado uma ordem:-"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhí a vós. e vos nomeei, para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça". João 15:16. Quando plantamos uma árvore não podemos esperar que ela produza fruto imediatamente. Sabemos que haverá a fase de completa germinação, crescimento e no momento apropriado, ela deverá estar florescendo e produzindo. O Senhor nos escolheu, nos nomeou para irmos, darmos frutos e o nosso fruto deve permanecer. Ele deu-nos um tempo próprio. Não pede frutos imediatamente após a nossa conversão. Em Lucas 13:7 encontramos: "e disse ao vinhateiro: eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; CORTA-A; porque ocupa ainda a terra inutilmente." Hoje em dia existem centenas e milhares de cristãos ocupando a terra inutilmente. Há muito seus frutos já cessaram. "Mas a que produz espinhos e abrolhos é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada". Heb 6:8. A árvore que não produz frutos deve ser cortada e queimada, e pior ainda, está perto da maldição. Acho que muitos ainda não acordaram para isso. Estão acostumados à uma vida cristã fácil, religiosa, sem muitos problemas, mas também sem frutos. Aos fariseus e saduceus Jesus ordenou que produzissem FRUTOS DE ARREPENDIMENTO. (Mat 3:8) A nós foi ordenado produzir: frutos de justiça .........Fil 1:11 frutos para santificação...Rom 6:22 frutos para Deus...........Rom 7:4 frutos do Espírito Santo...Gál 5:22 "Assim, toda a árvore boa produz bons frutos". Mat 7:17a. Que tipo de árvores temos sido? Que tipo de fruto temos produzido? A ordem do Senhor é para produzirmos frutos permanentes. " Mas de vós ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanhem a salvação". Heb 6:9 A árvore que produz frutos deve ser limpa, preparada para que dê mais fruto. Precisamos ser limpos pela Palavra de Deus. E Deus será glorificado com nossos frutos. E o mundo saberá, através de nossos frutos que viemos verdadeiramente da parte de Deus. "Quem está em mim e Eu nele esse dá muito fruto". João 15:5. O Senhor virá colher de nossa vida alguns frutos. Estaremos prontos para oferecer-Lhe frutos, espinhos, abrolhos, ou nada? � Maior e Mais Forte que Gigantes Temos conhecimento de vários assuntos feitos por estudiosos, que baseiam suas idéias e principais assuntos no sentimento de algo a qual chamam de síndrome, isto é temor. Existem a Síndrome de Peter Pan, de Penélope, de Hiroshima e de Estocolmo, dentre outras. No meio evangélico, alguns pregadores já discorreram sobre a Síndrome de Gafanhotos. Em Números 13, Deus ordena a Moisés que enviasse homens a Canaã, para espiar a terra que ele daria ao povo de Israel. Cumprindo a determinação do Senhor, Moisés escolheu doze homens, um de cada tribo e os manda efetuar uma verdadeira operação de "reconhecimento militar". Na "Ordem de Operações" emitida por Moisés, os espias deveriam buscar informações sobre os seguintes quesitos: que tipo de terra era Canaã? qual o povo que habitava nela? esse povo era forte ou fraco? eram muitos ou poucos? quais eram os tipos de cidades? eram cidades vulneráveis ou fortalezas? a terra era boa para plantação? havia árvores e frutos? Ao final de 40 dias os doze homens retornaram e diante de Moisés, Arão e TODA a congregação, passaram então a relatar o "Reconhecimento Sobre a Terra de Canaã". Quanto à terra: A terra de Canaã é muito boa, e realmente mana leite e mel; é terra que consome seus moradores. Quanto ao povo: O povo que lá habita é poderoso; os homens que lá vivem são de grande estatura, são descendentes de gigantes, como os filhos de Anaque (é como se fôssemos gafanhotos diante deles). Quanto à localização: Ao sul vivem os amalequitas, nas montanhas os heteus, jebuseus e amorreus; e ao pé do mar os cananeus. Quanto ao tipo de cidades: As cidades são fortes e muito grandes Quanto à qualidade da terra: A terra é boa para plantação Quanto ao produto da terra: O fruto da terra é excelente (para trazermos um cacho de uvas precisamos de dois homens para carregá-lo), há romãs e figos. Este relatório produziu tristeza e choro. Os líderes Moisés e Arão estavam novamente sob a murmuração e a reclamação do povo de Israel. Não havia mais liderança e queriam nomear um novo "capitão" para conduzí-los de volta ao Egito. Síndrome de Gafanhotos! O coração do povo se derreteu e foi tomado por um profundo terror e tremor, esquecendo-se de todo o passado de vitórias e bençãos que o Senhor havia lhes concedido desde a saída do Egito. Mas o Senhor é muito misericordioso, e Suas misericórdias são novas a cada manhã. O relatório havia sido produzido pela maioria dos que espiaram, no entanto, havia uma minoria que não concordava com parte daquele relatório, e dentre esta minoria estavam Josué e Calebe, que levantam-se não como os "capitães" para conduzirem o povo temeroso ao Egito, mas para recordar que o Senhor havia de dar-lhes a terra. Ora, no início a ordem dada era para irem espiar a terra que o Senhor ia DAR, não ia dar mais sofrimento, angústia e morte como pensaram. Josué e Calebe chegaram a se atrever diante do povo, dizendo que deveriam deixar de ser rebeldes e não temer os gigantes "porque eles são o nosso pão". Difícil situação, querer provar a gafanhotos que gigantes são como pães. Não pães de gigantes, porém pães comuns. Em outras palavras, diziam:" o Senhor está conosco, nós vamos passar por cima deles, porque eles não possuem nenhum amparo, e além disso, nós não mudaremos nossa opinião, estivemos lá, vimos e vamos possuir aquela terra que é nossa por herança, e caso não concordem conosco podem nos apedrejar". Maravilha de fé. Nesta hora o Senhor honra a fé de seus filhos e enche a tenda da congregação com sua glória, repreendendo, assegurando-lhes mais uma vez a vitória sobre aquele povo gigante, abençoando a Israel com uma maravilhosa promessa: "farei de ti POVO MAIOR e MAIS FORTE do que este". Núm 14:13. Gafanhotos não! Somos maiores e mais fortes que os gigantes! Crês tu nisso? "Maior o que está em nós do que o que está no mundo". I Jo 4:4 Aleluia! Eu creio! � O Ministério da Reconciliação "E levantando-se de manhã muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava" (Marcos 1:35). "E tendo-os despedido, foi ao monte orar" (Marcos 6:46). "Assentai-vos aqui enquanto eu oro" (Marcos 14:32b). Jesus, sendo Deus em forma humana, sentiu a necessidade de orar e ter momentos a sós com Seu Pai. Ele sabia que tinha um ministério pela frente o qual não seria fácil e somente com comunhão com o Pai poderia cumpri-lo. Cada um de nós também tem um ministério a cumprir. Embora poucos saibam disso ou a maioria ainda não tenha consciência "desse ministério", todos concordam que Deus nos fez "embaixadores da parte de Cristo" (II Cor 5:20). Se o irmão ou irmã acha que nao tem um ministério específico, dado por Deus, eu lhe indico um que é bem genérico e abrange todos os integrantes do Corpo de Cristo: o ministério da reconciliação. Pronto. Até receber uma palavra definida ou um outro trabalho diferente da parte de Deus saiba que o seu ministério será esse, "pois Deus pôs em nós a palavra da reconciliação" (I Cor 5:19). Para cumprir o seu ministério também é necessário ter uma preparação. Não quero dizer que você precise estudar em um Instituto, Seminário Bíblico ou Faculdade Teológica. Para os leigos a preparação é feita em casa. Como assim? Através da Hora Silenciosa. Nos dias agitados, concorridos e cheios de afazeres em que vivemos, é difícil parar por alguns instantes e fazer uma pausa. Porém é necessário fazer essa pausa. Jesus deu-nos o exemplo da necessidade desse momento. Poucos são os crentes que fazem a sua hora silenciosa com regularidade,método e constância. É importante fazer dessa hora um hábito. O que é um hábito? É um costume, uma atividade que repetimos por diversas vezes até que ela faça parte do dia a dia do nosso viver. Precisamos parar de entregar ao Senhor somente o resto daquilo que sobra de nossos dias (quando sobra). As orações sistemáticas do fim da noite quando já estamos cansados e cheios de sono contribuem muito pouco com o crescimento de nossa vida espiritual para esse ministério que a nós foi confiado. Pela Sua grandiosa misericórdia Deus nos ouve e nos atende, no entanto Ele quer conceder mais e mais. É importante ter consciência que Deus QUER falar com Seus servos nessa hora silenciosa. Muitos crentes limitam-se a ouvir a voz de Deus nos cultos semanais aos domingos. Isto é suficiente? Qual o resultado disso? São crentes fracos, sem poder, sem objetivos, cheios de problemas, crentes carnais e não espirituais. É preciso pagar um preço se quisermos ter uma vida espiritual frutífera. Na ora silenciosa o crente deve orar, ler a Palavra de Deus e pedir ao Senhor que lhe fale. Que experiência maravilhosa é aquela em que Deus fala com Seus servos! Que pena que nem todos possam desfrutar dessa benção! A seguir alguns conselhos e dicas que visam orientar-lhe para começar a ter um tempo a sós com Deus. Selecione o horário adequado. É importante haver disposição. Se para você o melhor horário é antes de ir trabalhar, faça-o assim. Se é quando retorna do trabalho, ou ainda em um outro horário diferente, você saberá. Cada um achará aquele tempo que melhor lhe convier. Procure uma hora em que possa repeti-la sequencialmente a fim de tornar-se um hábito. Selecione o local. Também é importante. Se tem crianças em casa, fique em quarto em que possa fechar a porta e peça para não ser importunado. Se houver possibilidade, use uma mesa para abrir a Bíblia, fazer anotações e observações sobre os aspectos mais destacados e que servirão de meditação na sua hora de oração. Ore mesmo. Divida os motivos de oração. Comece louvando a Deus. Entre em Sua presença com ações de graça. Tenha uma seqüência a seguir, não sendo necessariamente nesta ordem: louvor intercessão por pessoas (família, parentes e amigos) intercessão por você, sua vida espiritual, material, saúde... peça perdão, confesse pecados ore pelos enfermos que tiver conhecimento ore pelas autoridades constituídas ore por sua igreja e seu pastor ore por missões e pela propagação do evangelho no mundo ore quebrando as maldições sobre os povos presos a seitas satânicas (feitiçaria, macumbas, islamismo, hinduísmo, mormonismo...) louvor - termine louvando e agradecendo as bençãos recebidas. Como vê, motivos para orar não faltam. Você vai ver que seria necessário um dia inteiro para orar por tudo aquilo que realmente precisa de oração e que apenas algumas horas ou momentos diante de Deus não são suficientes. Faça de sua hora silenciosa um gostoso hábito. Se puder fazer com a família, também faça. Desfrute de ótimos momentos de bençãos diante do Senhor e as conseqüências aparecerão no seu ministério. "Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta" (Hebreus 12:1). � Como Evitar um Caso Extra-conjugal Procedimentos Bíblicos para uma vida feliz � Este estudo tem por finalidade apresentar alguns princípios bíblicos para evitar um caso extra-conjugal, destruir um lar e como combater as artimanhas de satanás. � Estude-o, divulgue-o e faça um bom proveito para a sua vida espiritual. Certamente você será muito abençoado se seguir os princípios aqui descritos. � Indice Guarde o seu tempo livre Vá para casa ficar com sua família Saia com sua família Guarde os seus intervalos de café Evite pessoas à toa Faça seu tempo produtivo Controle seus olhos � Guarde o seu tempo livre O pecado traz divertimento, mas somente por pouco tempo. A Bíblia está em equilíbrio quando fala sobre o pecado. Não apenas reconhece como o pecado excita a inata natureza pecaminosa do homem, como também avisa que o pecado tem uma inclinação para essa natureza. o pecado destrói uma boa reputação. Destruirá a saúde. Vai deformar a mente. Encurtará a vida. Tudo isto é um preço muito grande para se pagar por pequenos momentos de divertimento ou prazer. Pergunte ao Rei Davi sobre o que o pecado faz a um bom homem. Davi cedeu à tentação e cometeu o adultério. Depois ele teve o marido de sua companheira de adultério morto. Davi perdeu seu filho nascido daquela relação adúltera e o seu lar e sua família foram divididos pelo resto de sua vida. Ele nunca mais se restabeleceu desse caso extraconjugal. Davi rogaria a nós hoje para tomarmos um grande cuidado para evitarmos ter um caso. "Eu nunca terei um caso extraconjugal", diria você? Isto é o que Davi pensava também. a vulnerabilidade de nossa carne, o espírito de nossa sociedade e o engano de Satanás são forças que podem combinar a qualquer momento e derrotá-lo. Esta mensagem enfoca a vida de Davi para identificar algumas sugestões práticas para ajudar a evitar um caso extraconjugal. Voltar ao índice � Vá para casa ficar com sua família Você já tentou conversar com uma pessoa cujos valores eram diferentes ou contradizentes aos seus? Se já, você pode entender como é um problema tratar conosco. Ele diz, "Meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os Meus caminhos são os seus caminhos, diz o Senhor. Porque como os céus são mais altos que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos" (Is 55:8,9). Não há área mais evidente disso do que as de assuntos morais e éticos. Aquilo que simplesmente chamamos de erro, Deus chama de pecado. Quando Deus condena o que nós tentamos justificar, nós respondemos, fingindo, que pecado não é tão sério como Ele diz que é. A única maneira de justificarmos a nós mesmos é modificando os rótulos daquilo que chamamos pecado. Aquilo que Ele chama de cobiça, luxúria, nós chamamos de amor. A quem Ele chama de prostituta, nós chamamos de consorte, companheira ou "garota de programa". E o que Ele chama de adultério, nós consideramos apenas como "um caso". Mas se "uma rosa, por qualquer outro nome perfuma como uma rosa", o pecado, por qualquer outro nome seria pecaminoso. Se você possui uma garrafa de veneno e mudar o rótulo dela para "vitaminas", isto modifica a natureza do efeito do veneno? Claro que não. Por certo vai matar a quem dele consumir. O problema com nossa geração é o mesmo de todas as gerações da história: nós não queremos "jogar com as regras de Deus". Nós queremos tudo do pecado sem nenhuma de suas conseqüências. Mas Ele nunca age dessa maneira. Deus diz: ...ficarei desculpados perante o Senhor... se não fizerdes assim, estarei pecando contra o Senhor, e sabei que o vosso pecado vos há de achar" (Números 32:22,23). Quando nós temos tudo do pecado nós colhemos as suas conseqüências. "Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna" (Gálatas 6:7,8). Observe estes princípios bíblicos demonstrados em uma situação real na vida. Você pode ler o incidente registrado em II Samuel capítulos 11 e 12. Ocorreu na vida de Davi, Rei de Israel, que era conhecido como "o homem com o coração de Deus". Davi enviou seu exército para lutar contra a cidade de Rabá, porém ele permaneceu em seu palácio em Jerusalém. Uma noite quando ele andava na varanda de seu palácio ele viu uma mulher bonita que tomava banho em sua casa. Ele perguntou quem era ela e soube que seu nome era Bate-Seba. Ela era casada com Urias, que estava no campo de batalha com o exército de Davi. Davi trouxe Bate-Seba ao seu palácio ecometeu adultério com ela. Depois ele tentou encobri-lo pelo engano e finalmente pelo assassinato. Daquele verdadeiro incidente histórico nós podemos aprender vários princípios os quais podem guardar uma pessoa de ter um "caso extraconjugal" nos dias de hoje. O primeiro princípio de pureza moral é este: Guarde o seu tempo livre. Está evidente que o Rei Davi não fez isto. O texto mostra claramente que era comum para os reis irem aos campos de batalhas com seus exércitos. Mas não para Davi. Ele permaneceu em seu confortável palácio enquanto seu exército permanecia nas barracas próximas à cidade sitiada de Rabá. Os negócios do dia tinham terminado. O rei andava livremente na varanda de seu palácio. Ele tinha tempo em suas mãos e não sabia o que fazer com ele. Portanto, foi daquela elevada varanda que ele pôde ver através das janelas das casas na vizinhança. Foi quando ele viu Bate-Seba e a cobiçou. Há um ditado que diz: "Mente vazia é oficina do diabo". Davi experimentou isto pessoalmente. Ele não possuía nada para ocupar sua atenção àquela hora. Seus pensamentos voltavam para a bonita Bate-Seba. Ele planejou então como poderia criar uma situação onde pudesse seduzi-la. Se ele estivesse ocupado e tivesse controlado sua mente, o pecado não teria ocorrido. Uma tragédia que ele não controlou. Assim, eu lhe aconselho a observar o seu tempo livre. É nestas horas que o diabo está especialmente ativo. Ele não tem essa oportunidade quando você está envolvido em atividades construtivas ou saudável amizade social. Porém, quando a mente está livre de outras ocupações o diabo pode trazer todo o tipo de pensamentos malignos à ela. E maus pensamentos produzem más ações. Voltar ao índice � Saia com sua família Quando você sair em atividades sociais, guarde a sua companhia. Fique com seu companheiro (seu marido, esposa ou amigos). Se você está com um grupo, fique com eles. Um conhecido e amplamente divulgado caso de tentativa de estupro resultou de um homem que encontrou-se com uma mulher que ele não conhecia em um local de divertimento público. Voltar ao índice � Guarde os seus intervalos de café Também guarde os seus intervalos de café ou de lanche quando voc6e está no trabalho. Tenha cuidado com o tempo e as conversas junto ao bebedouro ou na lanchonete. Todos os tipos de contatos inocentes podem se tornar ocasiões par envolvimentos sérios se eles não estiverem sob controle. Eu poderia contar-lhe trágicas histórias que ouvi em aconselhamento pastoral (mas não compartilharia aquilo que foi falado confidencialmente), tragédias que começaram com "inocentes flertes" de contatos no escritório ou no trabalho. Voltar ao índice � Evite pessoas à toa Eu lhe digo para você não gastar muito tempo em volta de pessoas à toa ou disponíveis. Pode-se identificar por palavras ou ações a pessoa que está voluntária a se envolver em um caso sexual com você. Se voc6e reconhecer que se trata de um envolvimento em potencial, e particularmente, se você sente uma atração por aquela pessoa, siga o conselho dado ao jovem Timóteo pelo apóstolo Paulo, "Corra" (II Timóteo 2:22). As mais puras resoluções podem falhar quando a tentação é grande. Mantenha-se longe da tentação. Voltar ao índice � Faça seu tempo produtivo Existem duas coisas que você pode fazer com seu tempo livre para que seja mais produtivo. (1) Passe seu tempo livre com sua família. Muitos pais gastam tão pouco tempo de qualidade com seus filhos e um com o outro que isto contribui para a quebra do casamento e do lar. Dê tempo à sua família em amizade casual, em recreação, em entretenimento, em trabalho produtivo em volta da casa... Apenas dê um pouco de atenção a isso e você encontrará muitas coisas que você e sua família podem fazer juntos para sua mútua alegria. (2) Dedique seu tempo livre para as coisas de Deus. Deus decretou que um dia em sete deveria ser dado a Ele e determinou que se observasse o Dia do Sábado para o descanso. Mas você pode dedicar mais do que isso para Ele. Ajude alguns idosos em suas casas. Visite algumas pessoas nos hospitais ou em repouso domiciliar. Apare a grama. Asse um bolo. Saia com as crianças para se divertir com elas. Demonstre interesse pessoal um no outro, e ambos irão crescer como resultado desse envolvimento. Davi nunca teria se tornado um adúltero com Bate-Seba ou assassino de seu marido se ele tivesse guardado o seu tempo livre. Você pode se prevenir do pecado sexual se você guardar o seu tempo livre. Tome a resolução de ser puro. comece hoje. Voltar ao índice � Controle seus olhos Howard A. Walter, escritor americano, escreveu estas palavras em um dos grandes hinos cristãos: " Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim; Eu serei puro, porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei forte, porque há muito por que sofrer; Eu serei bravo, porque há muito que fazer." Me lembro dessa canção ao considerar esse assunto que estamos tratando, "Como Evitar um Caso Extraconjugal". Deixe a pessoa que está tentada na área sexual se lembrar dessas palavras: "Eu serei puro porque há aqueles que se preocupam comigo; Eu serei verdadeiro, porque há aqueles que confiam em mim." Envolver-se em pecado sexual é trair a confiança daqueles que confiam em nós e quebrar os corações daqueles que se preocupam por nós. Uma coisa não é correta só porque parece que não machuca alguém e está de acordo com os parâmetros de pessoas adultas. Uma coisa é correta quando ela concorda e está de acordo com a natureza e o propósito de Deus, aí sim ela está correta. A Bíblia fala tão claramente contra os pecados sexuais que inclusive pronuncia a pena de morte para o adultério (Lv 20:10), porém, a opinião humana os considera simples pecados. Precisamos encontrar uma resposta para a pergunta. "Como posso evitar o envolvimento em pecados sexuais em nossa sociedade tão permissiva?" Já chamei sua atenção para a experiência de Davi, um antigo Rei de Israel, e seu caso adúltero com Bate Seba, a mulher de um soldado de seu exército. Nós vimos princípios que o rei violou: "se você quiser se manter puro, guarde seu tempo de lazer", e "se você quer se manter puro, controle seus olhos." A Bíblia diz que Davi estava andando na varanda de seu palácio no frescor do anoitecer quando, de sua elevada posição, ele olhou através da janela de uma casa da vizinhança e viu uma bonita mulher que se banhava. Daquele olhar seguiram cobiça, sedução, decepção e finalmente assassinato. Quão diferente seria se tão somente Davi controlasse seus olhos! Há um ditado que diz: "Os olhos são as janelas da alma." Aquilo que permitimos que entre pelas janelas dos olhos tem uma tremenda influência sobre nós. É esta a razão pela qual nós viramos o rosto de algo que repelimos ou nos amedronta. Nós nos delatamos a nós mesmos pela maneira que controlamos os nossos olhos ou aquilo que olhamos em volta. Uma vez Davi orou: "Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade; preserva a minha vida segundo a tua palavra" (Sal 119:37). Porém ele se esqueceu o que tinha orado quando olhou para Bate-Seba. A Bíblia diz que ela "era mui formosa" (II Sm 11:2). Acho que o olhar de Davi não foi um simples olhar de relance, o qual ele teria se virado para o lado em respeito a ela e sem intenção de ter invadido a sua privacidade. Ele a observou. Ele fixou-se nela. Ele fantasiou um possível envolvimento sexual com ela e a seguiu com seus olhos. Ali foi a sua queda. Ele não controlou os seus olhos. Não creio que Bate-Seba era uma mulher sedutora que se banhava propositadamente em um local visível para chamara atenção do rei. Ela estava na sua casa. Ela só poderia ser vista da varanda elevada do palácio e não percebeu que estava sendo observada. O olhar de Davi foi uma intrusão em seu lar. Era como se estivesse dando uma espiadela pela janela da vizinha. O que ele fez era uma coisa indigna para um rei, para um homem que reverenciava a Deus e um homem que era responsável pelo bem-estar de todo o povo de sua nação. A conseqüência de sua queda foi não controlar seusolhos. � Lutando contra a carne Robson do Nascimento Indice O Adversário A ordem A razão O procedimento A alternativa 1. O adversário Há muitas analogias usadas na Bíblia para descrever a vida cristã. É chamada uma viagem a um destino longínquo, uma luta contra um forte adversário, uma corrida de uma intensa competição e uma guerra contra um desesperado inimigo. Estas comparações não deveriam nos surpreender. Todas as coisas têm os seus inimigos. Na natureza, entre os animais, mesmo nas experiências da humanidade, todas as coisas têm os seus adversários contra os quais deve-se resistir e sobre os quais deve-se prevalecer. Também na área espiritual há um violento e terrível adversário. Algumas vezes ouvimos a afirmação: "nós estamos em uma guerra contra o mundo, a carne e o diabo". Embora o princípio seja verdadeiro, a melhor maneira de expressá-lo seria dizer: "nós estamos em uma guerra contra o diabo, que apela contra nós através da carne e do mundo". Não existe uma maturidade espiritual sem um conflito espiritual. Ninguém cresce em Cristo por acidente ou sem esforço. Portanto, ao cristão é dito: "correr, lutar e combater" contra as forças espirituais que tentarão derrotá-lo e tirá-lo do caminho da completa maturidade em Cristo. Por causa da universalidade do conflito espiritual e a importância do crescimento espiritual, vamos compartilhar alguns dos ensinos bíblicos sobre o tema, "Lutando Contra a Carne". Nossa direção está baseada na palavra inspirada das Sagradas Escrituras que se encontra em I Pedro 2: 11: "Amados, peço-vos como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma". Definição Quais adversários atrapalham o crescimento espiritual e tentam impedir o crente de alcançar a completa maturidade espiritual? O apóstolo Pedro os chama de "concupiscências carnais". O que está envolvido nesta expressão? O termo "carne" é usado na Bíblia em 5 significados importantes: Em Gn 2: 21 quer dizer a substância mole do corpo físico que cobre os ossos e está envolvida em sangue: Deus tomou uma das costelas de Adão e "cerrou a carne". Em Gn 2: 24 significa a relação íntima e duradoura de um relacionamento estabelecido entre um homem e uma mulher na união de casamento: "portanto, deixará o varão o seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne". Em Gên. 6: 17, significa a parte da criação que precisa respirar para viver: "porque eis que trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida". Em João 1: 4 quer dizer que aquilo que é material e tangível na natureza humana está em contraste com aquilo que é material e intangível na natureza divina: "e o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Mas em Rm 8: 8 e na grande maioria das referências no Novo Testamento, "carne" quer diz respeito àquela parte da natureza humana que é fraca e voltada para o pecado, sujeita à tentação e é a área na qual Satanás ataca o bem-estar do homem. "Carne" é aquela parte do homem suscetível à tentação e propensa a pecar. A Bíblia fala de "concupiscências carnais". O que são concupiscências? Concupiscência ou cobiça quer dizer um forte desejo (como o desejo da grávida), anseio ou uma forte vontade de fazer algo. Gl 5: 17 diz que a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne. Significa que a natureza carnal tem um forte desejo de controlar você e o Espírito Santo de Deus tem um forte desejo de governar sua vida. Usado neste sentido, o termo "concupiscência ou cobiça", tem o significado de um forte desejo, sem estar aplicado ao bom ou ao mau. Mas quando carne e cobiça andam juntas, o significado é sempre ruim. Cobiça ou concupiscência carnal significa um desejo impuro, um forte desejo por aquilo que é impróprio ou proibido. É usado na Bíblia para referir-se à paixão, buscando uma satisfação imprópria ou indecorosa. É sinônimo de pecado. E Deus avisa através das Escrituras: "Abstenhai-vos das concupiscências carnais que combatem contra a alma". Apelo Como as concupiscências carnais fazem seu apelo ao espírito humano? A resposta é encontrada em I João 2: 15-17: "não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre". Perceba quais são as três áreas nas quais o pecado faz apelo ao espírito humano: Concupiscência da carne; Concupiscência dos olhos; e Soberba da vida. A "concupiscência da carne" é aquela tentação que faz o apelo do tipo "isso parece tão bom". A "concupiscência dos olhos" apela : "como isso é bonito, eu preciso tê-lo", e a "soberba da vida" apela: "aquilo me faria tão importante se eu o tivesse ou se eu o experimentasse". Em uma ou mais destas três áreas, toda a tentação faz a sua aproximação. No Jardim do Éden, nos primeiros registros do pecado pelo ser humano, a Bíblia registra em Gênesis 3 a aproximação de Satanás através destas três áreas. : "E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer (concupiscência da carne), e agradável aos olhos (concupiscência dos olhos) e árvore desejável para dar o entendimento (soberba da vida), tomou do seu fruto, e comeu, e o deu ao seu marido e ele comeu com ela" (Gên. 3: 6). Até na tentação de Jesus no deserto (Mateus 4 e Lucas 4) também houve o mesmo tipo de apelo. : "Mande que estas pedras se tornem em pães" - concupiscência da carne (satisfazer a fome). : "O diabo ... mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles" - concupiscência dos olhos (apelo através da vista). Do pináculo do templo : "lança-te daqui abaixo" - apelo à soberba. Também será assim com você toda a sua vida. O primeiro ser humano (Eva) e o mais perfeito dos humanos (Jesus) foram tentados na mesma maneira, e assim acontecer com você. Vitória Como pode o crente encarar tais tentações? Como pode vencer essa batalha? Ou, é possível obter a vitória? Sim, é possível ter vitória sobre as tentações, porque "sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos" (II Pd 2: 9). "Mas fiel é Deus que não vos não deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação dará também o escape para que a possais suportar". (I Cor 10: 13). Qual é o caminho para a vitória? Gálatas 5: 16 mostra a chave da vitória nas horas de tentação: "Digo porém, andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne". É isto! Aleluia! Louvado seja o Senhor! A vitória é possível se andarmos no Espírito! Mas o que quer dizer "andar no Espírito". Note que a palavra "Espírito" em Gl. 5: 16 está escrita em "E" maiúsculo, indicando que se referia ao Espírito Santo de Deus. Andar "no" Espírito é a expressão prática de ser "cheio do Espírito". Em outras palavras, é submeter-se à liderança de Jesus Cristo sobre sua vida. Você não nasceu para ser servo de seu corpo nem de seus apetites carnais. Na sua natureza humana existe aquilo que é fraco, vil, depravado, tendendo aos vícios e à impiedade. Mas há também no seu espírito humano o Espírito de Deus morando em você, se você é crente, e a Sua abençoada presença torna possível a sua vitória sobre aquilo que é baixo e espiritualmente depravado. Deus dá acesso a todo o Seu ser. Ceda-se ao senhorio do Senhor Jesus Cristo. Peça a Deus para encher você com o Espírito Santo. Você pode ter a vitória sobre o pecado e pode abster-se das "concupiscências carnais que combatem contra a alma" (I Pd 2: 11). Indice � 2. A ordem "Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma" (I Pd 2: 11). Este precioso texto das Escrituras é o nosso tema, assim que prosseguimos no estudo de como lutar contra a carne e ter a vitória espiritual. Ele revela o coração amoroso do apóstolo de Deus, "amados". Pronunciaum terno apelo, "eu peço-vos" (em algumas traduções , "eu imploro"). Descreve a natureza do cristão na relação com este mundo como "peregrinos e forasteiros". Estabelece um imperativo em relação à vida espiritual, "abstenhais das concupiscências carnais". Dá uma razão sobre o combate necessário "que combate contra a alma". Na verdade é uma preciosa passagem. Considere a ordem, "abstenhais das concupiscências carnais". É uma ordem, não uma opção. É um mandamento, não uma sugestão. É essencial que todas as pessoas que querem conhecer a vitória espiritual obedeçam essa ordem divina. É um mandamento divino que Deus deixa sobre o seu coração. Aqui está a chave para a vitória espiritual: abster-se das concupiscências carnais. Aqui está o pré-requisito para o poder espiritual: abster-se das concupiscências carnais. Aqui está a proteção contra a queda em tentação: abster-se das concupiscências carnais. Aqui está o caminho para manter uma boa reputação: abster-se das concupiscências carnais. Aqui está a garantia de ter uma consciência limpa: abster-se das concupiscências carnais. Eis a maneira de obedecer a Deus: abster-se das concupiscências carnais. Prepare a Sua Mente O cristão tentado poderia gritar, "Como posso me abster"? Considere estas sugestões, porque elas lhe ajudarão na luta pela abstinência. Abstenha-se através de um ato de vontade própria. A primeira batalha pela vitória espiritual é para ser lutada contra a vontade, não contra as paixões do corpo. Antes de haver a tentação, antes de haver a oportunidade ou o desejo de fazer o mal, resolva o problema do compromisso com a vontade. Lembre-se de um jovem chamado Daniel, que era um dos cativos de sua terra natal. Naquele país estrangeiro a ele foi dada a oportunidade de ser treinado para o serviço do governo - uma oportunidade única, a única por toda a vida. Ele deve ter pulado de alegria quando isso foi oferecido a ele. Então veio a armadilha: ele deveria comer a comida e beber o vinho do rei se ele quisesse servir ao rei. Daniel sentiu em seu coração que aquilo poderia sujá-lo interiormente. Ele enfrentou o problema: entregar-se às suas convicções e comer, beber e ter a possibilidade de grande promoção e poder ou deixar suas convicções e correr o risco e ter a probabilidade de perder tudo. O que deveria fazer? A Bíblia responde: " e Daniel assentou-se em seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Dn 1:8). Daniel resolveu se abster. Deus honrou a dedicação do jovem e o usou grandemente naquela terra estranha. Eu lhe aconselho a fazer um solene compromisso à pureza, por toda a sua vida. Se você esperar a tentação vir sobre você, antes de resolver-se a ser puro, poderá perder a batalha. Mas se você se resolver primeiro, "eu serei puro, eu não me submeterei à cobiça da carne, dos olhos, nem à soberba da vida, quando Satanás vier me tentar". Você pode ter a vitória. O primeiro passo para a abstinência das concupiscências carnais é esta: abstenha-se por um ato de vontade, de resolver a viver uma vida de pureza diante de Deus. Fuja Primeiro Fuja dos primeiros sinais do pecado. A tentação virá primeiro pela consciência do desejo ou possibilidade de pecar. Fuja então. Multidões incontáveis de pessoas caíram em pecado porque não observaram isso. Não cultive a tentação na sua mente. Fuja dos primeiros sinais que queiram lhe levar a pecar. Eis o exemplo de uma pessoa que é tentada na área da cobiça sexual. Ele é atraído sensualmente por uma outra pessoa. Ele senta-se e começa a olhar aquela outra pessoa (o que é cobiça dos olhos). Ele imagina que palavras dizer, gosta da sensual euforia dessa experiência (cobiça da carne). Ele até pensa da conquista que teria se pudesse seduzir a outra pessoa à uma relação ilícita (o que é soberba da vida). Neste processo de pensamento ele está cooperando com Satanás na tentação e aumentando a intensidade na sua própria mente. Ele pecará no seu coração se não tiver oportunidade para efetuar sua ação. Como seria diferente se a pessoa tentada tivesse rejeitado a tentação quando ela surgiu! Se sua consciência de atração tivesse encontrado com sua resolução de "eu estou comprometido com a pureza. Não permitirei ser seduzido a cometer o pecado, até mesmo em pensamento. Eu rendo os meus pensamentos e desejos a Deus e peço o Seu livramento nesta difícil hora de tentação". Quão facilmente a vitória teria sido obtida. Mas deve haver a resolução (intenção) de ser puro antes da tentação vir. Já reparou como vivem as ervas daninhas em um jardim? Se já, você aprendeu uma lição: destrua primeiro as ervas daninhas antes que elas produzam sementes, e assim será muito mais fácil controlá-las. Este princípio aplica-se tão bem na vida espiritual como na vida do jardineiro. Pare a tentação, antes dela ter a oportunidade de produzir frutos e será mais fácil controlá-la. Tenha Altos Objetivos Busque viver em altos padrões espirituais. Você não nasceu para ser servo dos apetites físicos de seu corpo. Você não é somente um corpo. Você é um espírito que vive em um corpo e tem um corpo. O corpo físico é seu servo, não seu senhor. Está sujeito ao controle da sua vontade. Quando o corpo exigir satisfação encare essas exigências com um santificado senso comum. Satisfaça aquelas exigências que são próprias e legítimas. Recuse aquelas exigências que são ilícitas e impróprias. Não permita que desejos carnais digam que direção tomar em sua vida. Viva em altos padrões. Aqui estão três regras para seguir e lutar contra a carne: Nunca permita que sua paixão seja excitada além do controle da sua vontade e razão. Permita a paixão surgir somente para responder a uma própria e válida necessidade. Sempre mantenha a paixão sob controle, para que ela pare onde deva parar. Desta maneira você andará no espírito e não na carne. Algumas pessoas estão comumente vivendo em baixos prazeres porque não conhecem altos padrões. Dedique-se à Palavra de Deus, à comunhão com os irmãos (o povo de Deus), à comunhão diária com Deus, através da oração e deseje coisas mais altas e você será uma pessoa melhor. Como pode um cristão ser forte contra as tentações? Como pode abster-se dos desejos carnais? Deve imunizar-se contra o pecado. Como uma vacina pode deixar uma pessoa imune à uma doença, também os crentes podem aumentar sua resistência ao pecado. Como? Cultivando um espírito de oração que o faça passar tempo em oração a Deus diariamente. Fazendo uma solene resolução de ser leal a Deus e aos padrões bíblicos de moralidade por toda a sua vida. Guardando sua mente contra as desejosas e sensuais sugestões. Cuidando-se com aquilo que lê, ouve e vê na TV e ouve no rádio, e o que se permite habitar em sua mente. Não é fácil. Requer uma batalha. Mas Deus pode e dará a vitória. Indice � 3. A razão "Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma" (I Pd 2: 11). Aqui está a razão pela qual os crentes devem resistir às tentações. Eis o motivo por que ele deve controlar as concupiscências da carne. É por isso que ele deve suportar a relação com o presente e degenerado sistema mundial, porque ele é "peregrino e forasteiro", que não pertence a este mundo. A razão: "as concupiscências carnais combatem CONTRA A ALMA". O cristão está engajado em um combate espiritual. Veja o que diz Gálatas 5: 17. Lendo esta lista o cristão não fica surpreso de ser admoestado a "abster-se das concupiscências carnais", com a explicação de que elas "combatem contra a alma". Satanás Procura Vencer Através das Concupiscências Carnais O desejo do diabo é controlar você. Para conseguir este propósito ele realiza uma batalha contra os seus mais altos interesses espirituais. Note que a Bíblia fala de "combate" e não de batalha. Uma batalha é uma simples dificuldade. Uma guerra é uma campanha ativa que possui uma série de batalhas. Satanás tentará controlar e dominar você de tal maneiraque você estará envolvido nesse combate espiritual enquanto viver. Satanás é esperto. Ele não vem sobre você vestido em sua verdadeira natureza. Ele apela a você através de suas normais, honradas e santas necessidades de sua natureza física. Ele perverte fome em glutonaria. Perverte os desejos santos sexuais em concupiscências e tremenda imoralidade. Ele perverte a consciência de necessidades materiais em cobiçosos desejos por mais e mais. Esta é uma das maneiras que ele leva a cabo em seu incessante combate contra os seus mais altos interesses espirituais. Algumas vezes Satanás apresenta a você acenando com bandeiras e trombetas, como se estivesse ali. Você pode saber que está enfrentando uma tentação para rebelar-se contra Deus e envolver-se em coisas erradas. Você deve ter cuidado contra estas tentações. Elas podem estar apelando seriamente contra a carne. Em outras ocasiões Satanás vem a você em uma maneira inteligente e irreconhecível. Ele usará uma coisa inocente para se tornar uma armadilha para lhe pegar. Esteja alerta contra estas situações. Uma estória antiga conta a grande batalha pela cidade de Tróia. A Marinha grega atravessou o mar; os soldados marcharam de seus navios e cruzaram a planície para sitiar a cidade de Tróia. O sítio demorou a acontecer, mas mesmo assim a cidade não pôde ser conquistada. Finalmente os gregos construíram um grande cavalo de madeira na planície, em frente ao portão da cidade. Retornaram então aos seus navios, levantaram as velas e voltaram ao mar pelo caminho que tinham vindo anteriormente. Os habitantes de Tróia estavam jubilantes. Eles estavam certos de que os gregos haviam desistido e tinham construído o cavalo de madeira em sinal de derrota. Com grande esforço eles levaram o cavalo para dentro da cidade murada. Naquele dia eles celebraram o livramento e à noite, pela primeira noite após longo tempo eles foram dormir seguros, confiando em sua própria segurança. Não sabiam que dentro do cavalo de madeira haviam soldados gregos. Sob a escuridão da noite os barcos gregos voltaram e o exército marchou silenciosament e atravessando a planície até à cidade. E, também aproveitando-se da escuridão os soldados que estavam dentro do cavalo de madeira saíram e abriram os portões da cidade para os invasores. Antes dos habitantes de Tróia terem consciência do perigo, a cidade já estava dominada. Esta estória ilustra a maneira que o diabo irá travar com você em seu combate espiritual. Algumas vezes ele ataca se apresentando, quando você sabe o que está em jogo. Em outras, ele é sutil e astucioso, atacando-lhe quando você não tem consciência de que o perigo está próximo. O diabo usará todas as possibilidades possíveis para vencer-te no combate espiritual. Os cristãos não lutam por fama neste conflito espiritual. Há muito mais envolvido do que simplesmente uma vitória pessoal. A vitória de um ou a queda de outro pode ter conseqüências maiores na sua vida e pode influenciar a vida de outros. A Satisfação Sensual Produz Prejuízo Espiritual Esteja atento, pois toda a satisfação sensual deixará você magoado. Certo pai usava uma lição objetiva para ensinar a obediência a seu filho. Quando o rapaz se comportava mal, o pai pregava um prego na porta do celeiro de sua fazenda. Quando o rapaz obedecia muito prontamente, o pai tirava um prego que havia colocado anteriormente. O rapaz percebeu então o que se passava e resolveu a partir daquele instante se esforçar para tirar todos os pregos que estavam na porta, através da melhora de seu comportamento, tornando-se extremamente cuidadoso em suas atitudes e conduta. Um por um os pregos foram tirados. Um dia ele foi com seu pai retirar o último prego que havia na porta. Quão feliz ele estava! "Olhe papai", ele exclamou, "não ficou mais nenhum prego na porta!" "Não filho, não há mais nenhum prego", o pai respondeu, "mas olhe os buracos que eles deixaram". A Bíblia pergunta: "Tomará alguém fogo em seu seio sem que seus vestidos não queimem? Ou andará alguém sobre as brasas sem que queimem os seus pés?" (Pv 6: 27,28). É claro que não. Nem tão pouco pode alguém pecar em sua vida (não importa qual seja a natureza do pecado) e não sofrer as conseqüências dele. Que tipo de efeitos trazem as "concupiscências carnais", quando a elas são permitidos correr livremente na vida de alguém? Romanos 8: 6 responde: "porque a inclinação da carne é morte". Romanos 8: 13 continua: "porque se viverdes segundo a carne morrereis", e Romanos 8: 8 conclui: "portanto, os que estão na carne morrereis". Há duas grandes forças no mundo que estão na disputa para controlar as vidas dos homens. São o poder de Deus para o bem e o poder de Satanás para o mal. Deus fez o homem uma criatura com o poder de escolha. Ele pode escolher submeter-se ao poder de Deus e desfrutar dos benefícios da justiça ou ele pode escolher submeter-se ao poder de Satanás e sofrer as conseqüências do mal. O homem é um agente moral que pode escolher a quem servir. Romanos 6 é um apelo aos cristãos se alinharem ao lado de Deus e da justiça no combate espiritual. "Assim também considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em sua concupiscências. Nem tão pouco apresenteis os vossos membros ao pecado, por instrumento de iniqüidade, mas apresentai-vos a Deus como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" (Romanos 6: 11-14). Com quem você se alinha na batalha espiritual? Com Deus ou com Satanás? Aqui está um princípio bíblico: "e os que estão em Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito" (Gl 5: 24-25). "Escolhei hoje a quem servis...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor". (Js 24: 15) Indice � 4. O procedimento A ordem divina está sobre os nossos corações nas palavras de I Pd 2: 11: "Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma". O testemunho de nossos corações é tal que essa ordem é lógica e essencial para o nosso combate espiritual Mas como? Essa é a pergunta. Como pode um cristão abster-se das concupiscências carnais que combatem contra a alma? Romanos 13: 13,14 dá a resposta nestas palavras: "andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e invejas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne e suas concupiscências". Novamente o testemunho dos corações é tamanho que, um método (ou procedimento) irá livrar o cristão do controle da carne e permiti-lo viver uma vida espiritual abundante no presente mundo. A Proibição Que tipo de pecado afasta alguém da vida espiritual? Que pecado combate contra a alma? Romanos 13: 13 lista três classificações de coisas erradas que são prejudiciais à vida espiritual. Pecados de intemperança são proibidos. O que é intemperança? O dicionário diz que é a falta de sobriedade, ou atitude que perverte os costumes. Paulo escreveu pecados públicos que ele próprio chamou de glutonaria e bebedeira. O termo glutonaria, de outra maneira poderia ser traduzido em farra ou festa licenciosa. Refere-se também a todas as formas de hilaridade (explosão de risos), que excita paixões de maneira excessiva e descontrolada. Bebedeiras, referem-se às ações que resultam em intoxicação por bebidas alcoólicas. Os pecados de intemperança, proibidos aqui, eram praticados em adoração ao deus pagão Baco. Baco era o deus do vinho e da alegria. Sua adoração era feita por bêbados, e o diabo está presente nestas ocasiões. É imitada hoje em dia, sem o contexto de adoração, em todas aquelas ocasiões sociais onde a bebida alcoólica controla os fazedores de alegria (foliões ou fanfarrões). Tais pecados públicos deintemperança são proibidos, porque combatem contra a alma. Pecados de impureza são proibidos. Paulo referia-se à pecados particulares que chamou de desonestidades e dissoluções, que também poderiam ser traduzidos por "imoralidade (ou prostituição)" e "indecência (ou sensualidade)". A imoralidade referida no texto significa o pecado cometido intimamente, ou "dentro de quartos", isto é imoralidade sexual. Indecência poderia ser traduzida também por sensualidade ou perversão de costumes. Referindo-se não somente a atos de imoralidade ou perversão sexual, mas àquelas coisas que excitam as paixões sensuais - exibições indecentes, filmes ou músicas que despertem paixões e etc... Pecados sensuais e sexuais são proibidos, porque combatem contra a alma. Pecados de discórdia são proibidos. Paulo escreveu sobre os pecados sociais, que ele chamou de "contendas e inveja". Poderíamos traduzir para "discussões ou brigas e ciúmes". Alguém não precisa ser culpado de ter cometido grandes pecados que poderiam destruir seu bom nome, podendo sofrer os danos. Os mais aceitáveis pecados, expressos em um mal relacionamento entre pessoas, também prejudicam. Pecados sociais de discórdia são proibidos porque combatem contra a alma. A Providência Como alguém pode ter a certeza de não se engajar em pecados públicos de intemperança, pecados íntimos de impureza ou pecados sociais de discórdia? O apóstolo Paulo deu uma dupla sugestão: "Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo";e "Não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências". Considere estas sugestões na ordem contrária. Não tenhais cuidado da carne. O que quer dizer "ter cuidado da carne para satisfazer suas concupiscências"? Quer dizer, oferecer a oportunidade, facilitar as coisas, fazer possível pelo esforço, de se tornar o autor da oportunidade de fazer algo errado. Pense nisso na área da imoralidade sexual, já que este é um dos grandes problemas do mundo hoje. Ter cuidado de tal ato seria estar na presença do futuro/a companheiro/a, cultivar a atração, fazer planos para ficar sozinho com aquela pessoa, mudar palavras e ações afim de despertar o interesse do/a outro/a. Seria cultivar o interesse e prover a oportunidade para ocorrer o ato ilícito. Como pode alguém ter certeza de que não tem cuidado para a carne não se expressar-se por si mesma? Não deve fazer planos para que isso aconteça. Não deve haver esse tipo de pensamento habitando em seu coração. Deve manter sua mente preocupada com as coisas de Deus. Deve-se dizer NÃO à carne em todas as ocasiões. Aqui está um princípio de controle de pensamento: Filipenses 4: 8 diz: "quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é bom, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai." Mantenha sua mente pura. Esta é a melhor proteção que você pode ter contra os pecados da carne. Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Repetidamente o apóstolo Paulo escreveu sobre "despir-se" do mal e "revestir-se" do bem, usando a analogia de mudança de roupas. Ele sugere que se você deseja obter a vitória sobre a carne você deve "vestir-se" do Senhor Jesus Cristo. O que ele quer dizer com "revesti-vos" de Cristo? Ele sugere a mais íntima união e apropriação espiritual. "Vestir" uma outra pessoa denota a completa assunção de sua natureza. Cristo veste o homem na sua natureza e condição para que o homem vista-se de Cristo em disposição e caráter. Ele tornou-se um participante de nossa natureza física para que nos tornássemos participantes de Sua natureza moral. Vestir-se de Cristo também quer dizer deixá-lo ser o Governador de nossas vidas em todos os aspectos de nossa existência. A Bíblia ordena repetidas vezes aos crentes "revesti-vos de Cristo". Admoesta-nos a nos vestirmos do novo homem (Efésios 4:24), vestirmos do sentimento de Cristo (Cl 3:12), da armadura de Cristo (Efésios 6:11-14), porque estamos "em Cristo", e Cristo está em nós desde o momento de nossa salvação. Quão intimamente está o crente ligado à Cristo? Efésios 5:30 diz: "nos somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos." Paulo faz um apelo à moral e à pureza nessas palavras, "não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo."(I Coríntios 6:15). O crente está tão intimamente ligado ao corpo de Cristo que qualquer coisa que ele faça com seu corpo físico, ele está fazendo com um membro do corpo de Cristo. Pense nisso! É possível uma verdadeira vitória espiritual? Sim, é. Você é uma pessoa constituída de 3 partes. Sua carne é a fonte de todos os desejos impróprios. Sua razão é o assento das santas leis de Deus. O seu ego (seu espírito interior) está no controle de sua vontade e pode escolher entre a lei de Deus e os desejos desordenados de sua carne. Cristo morreu por você para que você não viva mais sob o domínio do pecado. Ele o separou do pecado mas deixou a natureza do pecado permanecer por propósitos disciplinares. Sua submissão à vontade de Deus lhe garantirá que você não se submeterá ao controle do pecado. "Mas, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências". (Rm 13:14). Indice � 5. A alternativa "Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma" (I Pedro 2:11). "Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (I Pedro 3:15). Estas passagens das Escrituras estão em gritante contraste com a experiência espiritual de muitos que se confessam crentes hoje em dia. Multidões perderam a visão e a emoção de conhecer a Jesus pessoalmente em uma comunhão dia após dia. Têm mais medo do mundo do que ter vitória sobre o mundo. Se testemunham por Cristo, seu testemunho é organizado, imposto, pressionado em vez de ser o fluir de uma vida interior. O que está errado se é esta a condição espiritual do crente? É uma indicação que ele perdeu a batalha na luta contra a carne. Veja, ninguém é verdadeiramente seu próprio mestre. Ele será controlado por algum poder externo a ele. O Espírito Santo de Deus e os maus espíritos do diabo estão na disputa, buscando governar a vida de todas as pessoas. Isto não quer dizer que Deus não tenha mais poder do que Satanás tem e assim a disputa continua. É o reconhecimento de que Deus deu a cada ser humano o poder de livre escolha. O homem pode escolher dedicar sua vida a Deus ou ao diabo. Mas a decisão deve ser feita sob a ótica destas palavras das Escrituras: "não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?" (Romanos 6:16). Feliz é o homem que rende sua vida ao Espírito Santo de Deus. Como é isto possível? O apóstolo Pedro explicou este procedimento nas palavras inspiradas por Deus e registradas em I Pedro 3:15, "santificai ao Senhor Deus em vossos corações". O Princípio O que quer dizer "santificar" a Cristo como Senhor? "Glorificá-lo" quer dizer reconhecê-lo e responder às Suas gloriosas perfeições. "Magnificá-lo" significa considerar e honrar Sua infinita grandeza. "Justificá-lo" é enfatizar Sua inerente justiça e equidade. E, "santificá-lo" quer dizer reconhecer Sua completa santidade e tratá-lo com o devido respeito e submissão. Alguém santifica a Cristo como Senhor quando O respeita como santo e age diante dEle como santo. Cristo é santificado no coração quando a atitude de alguém, seu modo de falar, obediência e até mesmo o descontentamento com o seu talento espiritual imperfeito (ou vida espiritual infrutífera) reflete uma influência pela santidade do Senhor Deus. Em que sentido Cristo deve ser santificado no coração? Ele deve ser santificado (separado, respeitado) como "Senhor". O Senhoriode Jesus Cristo é a grande doutrina do Novo Testamento. É interessante perceber que Jesus é chamado "Salvador" apenas 24 vezes no Novo Testamento, enquanto é chamado "Senhor" 144 vezes. Pense nisso. Há mais ênfase no senhorio de Jesus Cristo do que sobre o fato dEle ser o Salvador daqueles que crêem. Alguém pode receber a Cristo como Salvador e não se submeter a Ele como Senhor. Mas ninguém pode render-se a Ele como Senhor sem recebê-Lo como Salvador. Portanto, o Novo Testamento exige que haja fé em Jesus Cristo o que levará alguém a submeter-se a Ele como Senhor. Desta maneira, salvação e santificação estão em vigor na vida do crente. J. Hudson Taylor, um grande missionário na China na geração passada, enfatizou as implicações de se submeter ao senhorio de Jesus Cristo quando disse, "ou Ele é Senhor de todos ou Ele não é Senhor de tudo". Santificar Cristo como Senhor quer dizer que a Ele é dado o controle, por um ato de vontade, em todos os aspectos da vida do crente. O Lugar Onde Cristo deve ser santificado como Senhor? Pedro responde, "em seus corações", "santificai ao Senhor Deus em seus corações"(I Pedro 3:15). Santificar a Cristo "no coração" indica uma atitude espiritual, não apenas um ritual executado pelo corpo. O "coração" é o termo que a Bíblia usa para falar da mente da emoção e da vontade do homem. Santificar a Cristo no coração significa que tudo que ocorre na mente, emoção e vontade é governado pela santidade e soberania do Senhor Jesus Cristo. O que a mente pensar deve ser influenciado pela natureza santa de Cristo. O que as emoções amarem e odiarem, aprovarem ou rejeitarem deve ser governado pela natureza santa de Cristo. É isto que quer dizer santificar a Cristo como Senhor no "coração". Mas preste mais atenção ainda. "Santificai o Senhor Deus EM seus corações". O apelo não é para santificá-Lo "com" seu coração nem "do" seu coração, mas "no" seu coração, isto é, dentro dele. Há algum significado especial nessa palavra? Sim, há. Requer uma atitude interior, um certo tipo de espírito, não apenas submissão da carne. Santificar a Cristo como Senhor "no" seu coração requer uma sincera devoção e dedicação a Ele. Imagine o seu coração como uma igreja, um lugar de adoração. A congregação que se ajunta ali é composta de seus desejos, motivos, vontades, gostos, desgostos, paixões, prazeres, etc. Santifique a Cristo como Senhor em cada uma dessas áreas (desejos, motivos, vontades, gostos, desgostos, paixões, prazeres) e então você terá obedecido à divina ordem estabelecida no texto. Há três tipos de seres humanos no mundo. Há o homem natural. Cristo está fora de sua vida, porque o homem não é um salvo. Há o homem carnal. Cristo está dentro de sua vida, é um homem salvo, mas o seu "ego" está no trono, e Cristo exerce pouco controle sobre sua vida. Há o homem espiritual. Cristo está em sua vida, porque ele é salvo, Cristo possui o trono de sua vida, porque ele santificou a Cristo como Senhor em seu coração. Que tipo de pessoa é você? � O desígnio divino do casamento Indice O Autor do Casamento A Natureza do Casamento A Continuidade do Casamento O Fim do Casamento A Preservação do Casamento 1. O AUTOR DO CASAMENTO O casamento e o lar são as mais básicas de todas as instituições humanas. Muitos cientistas sociais, bem como líderes religiosos, concordam que a estabilidade de uma sociedade pode ser medida pela estabilidade dos lares desta sociedade. O desejo de escolher um companheiro e estabelecer um lar permanente parece estar construído dentro do espírito humano. Todas as culturas conhecidas entre os homens, primitivas ou desenvolvidas, têm algum tipo de relacionamento de casamento e vida no lar estabelecidos. É um tanto surpreso, portanto, não achar uma discussão formal de casamento e lar nas Sagradas Escrituras. Há suficiente informações dadas por divinos princípios e ilustrações práticas, mas não há uma formal apresentação de uma doutrina bíblica de casamento e lar em uma simples passagem. Os capítulos 1 e 2 de Gênesis descrevem a instituição do casamento e do lar na sociedade humana. Apocalipse, Cap 19, prevê o casamento do Cordeiro quando Cristo receber Sua Noiva, a Igreja. Entre estas duas passagens há ensino suficiente para conhecermos tudo o que precisamos saber para discutir a mente de Deus sobre esse assunto. Uma coisa destaca-se distintamente nas passagens bíblicas: O CASAMENTO É ORDENADO POR DEUS. O Velho e o Novo Testamento são unânimes em concordar neste ponto. Gênesis 2: 21,22 atribui a origem do casamento e do lar em um ato pessoal de Deus. A passagem diz: "E o Senhor Deus disse, não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma ajudadora... E o Senhor Deus causou um profundo sono cair sobre Adão, e ele dormiu. O Senhor tirou uma de suas costelas e fechou o lugar com carne. E da costela que o Senhor Deus tirou do homem fez uma mulher, e a colocou junto do homem. Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e viverá junto com sua mulher: e serão uma só carne." Provérbios 18:22 relata o casamento com uma boa companheira como uma benção especial de Deus sobre a vida de alguém, dizendo: "aquele que acha uma mulher acha uma boa coisa e OBTEM O FAVOR DO SENHOR". Jesus falou do decreto de Deus estabelecendo a relação de casamento dizendo: "não ouviram, que Aquele que os fez no começo os fez homem e mulher e disse, por isto deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher: e eles não serão mais dois, mas uma só carne. Aquilo que Deus uniu não o separe o homem". Percebeu a frase "Deus uniu"? Isto é o reconhecimento bíblico de que o casamento é ordenado por Deus. Mateus 19: 3-12 diz que Jesus teve uma discussão sobre as práticas do divórcio correntes àquela época. A questão em pauta era esta: "é justo um homem mandar sua mulher embora por qualquer causa?" Jesus condenou aquela prática corrente de divórcio e segundo casamento com bases nestes três princípios: O propósito original de Deus ao fazer os humanos macho e fêmea era com o casamento em mente. A união original de casamento foi estabelecida quando Deus pessoalmente trouxe a mulher ao homem e anunciou o desígnio de permanecerem juntos. A natureza da união é tal que as duas pessoas não são mais duas, mas uma só carne. Deus criou homem e mulher tendo em mente uma relação de união Considere o que Jesus ensinou sobre o desígnio e propósito do homem e mulher. Jesus não tinha problemas com a origem da raça humana. Ele declarou simplesmente, Deus "os fez no princípio". Jesus voltou à original e permanente distinção de sexos. Ele declarou que os humanos eram macho e fêmea desde o começo. Jesus atribuiu a diferença da estrutura sexual na base da permanência da união do casamento, dizendo: "PORTANTO o homem deixará o seu pai e a sua mãe e unir-se-á com sua mulher e serão os dois uma só carne." Há muitas razões porque Deus fez os humanos macho e fêmea. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era social: o homem precisava de uma companheira para compartilhar com ele e completá-lo. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era espiritual: o homem precisava de alguém com a qual ele pudesse compartilhar o conhecimento pessoal de Deus. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era biológico: o homem precisava de uma companheira para compartilhar a concepção e o nascimento de filhos para que a raça humana pudesse ser propagada. O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era benevolente: o homem não foi feito para estar sozinho e precisava de uma companheira para completar sua vida. Deus os fez macho e fêmea para que eles pudessem se combinar. O homem e a mulher foram feitos para se combinar psicologicamente um com o outro. A sabedoria de Deus designou seus corpos diferentemente para que eles pudessem achar um homólogo um no outro. A sabedoria de Deus designou suas necessidades sociais diferentes para que pudessem se complementar.A mulher precisa da força e a persistência do homem. O homem precisa da ternura e da emoção da mulher. Observe algumas crianças brincando. Os meninos pretendem ser homens e brincam que estão a proteger o lar. As meninas pretendem ser mulheres e brincam que estão cuidando de crianças. Estas expressões da vontade de Deus estão incutidas no ser humano desde o nascimento. Gênesis Cap 2 diz que o homem foi feito primeiro. Deus fez o homem de tal maneira que não era "bom que estivesse só". Portanto, Deus acionou a segunda parte de Seu plano. Ele anunciou: "Eu farei uma ajudadora para ele". Deus criou a mulher não porque Ele viu que o primeiro homem estava incompleto, mas porque Ele já tinha proposto fazer assim todo o tempo. Qual o significado da declaração de que Eva foi uma "ajudadora" para Adão? O termo usado neste verso, em hebraico, poderia ser traduzido por "aquela que responde de volta" ou "aquela que replica". O correto sentido é alguém para complementá-lo, satisfazê-lo, alguém para ser sua "outra metade". Deus fez todos os homens com a necessidade dessa "ajudadora", em uma amorosa esposa. Deus estabeleceu a união no casamento. Ele introduziu o primeiro casal ao casamento (Gn 2:22). Ele impôs Sua sanção na permanência e na intimidade do casamento e estabeleceu o casamento como uma instituição permanente na sociedade (Gn 2:24). Um pastor norte-americano contou-me que há alguns anos atrás ele foi com sua família à uma exposição anual indígena, no estado de Oklahoma. Representantes de muitas tribos indígenas se reuniram em várias cerimônias. Após o espetáculo, ele comprou uma pequena boneca indígena para a sua filha. A boneca estava vestida com roupinhas de pele, sapatos mocassins e etc... Pensou que tivesse comprado uma verdadeira peça de artesanato indígena. Na longa viagem de volta, sua filha brincava com a boneca no banco de trás do carro. Ela tirou as roupas da boneca e para a surpresa de todos, descobriram que estava impresso nas costas da boneca a expressão "Made in Japan"... II. A NATUREZA DO CASAMENTO O que você responderia se lhe fosse perguntado: "qual é a essência do casamento?" Você poderia responder, "lar", "amor", "segurança", mas estas respostas seriam insuficientes. A Bíblia diz que a principal essência do casamento é UNIÃO. Surpreso não é? Que a união é a essência do casamento está indicado na passagem bíblica do primeiro casamento da história humana. Gênesis 2 fala a respeito disso. Deus fez a mulher para ser a companheira do homem (versos 18, 21, 22). O homem respondeu, "esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne, e será chamada varoa, pois do varão foi tomada" (verso 33). Deus determinou, "portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma só carne (verso 24). Note os termos "deixar", "apegar-se" e "uma carne". Eles indicam a intenção original de Deus de que o casamento envolveria uma união entre o marido e a mulher. Sobre a união no casamento é dado mais ênfase na discussão de Jesus a respeito do casamento. Ele citou Gênesis 2 e aplicou então o significado das Escrituras nestas palavras: "não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse, portanto, deixará o homem o seu pai e mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne? Assim, não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mt 19: 4-6). Note como as palavras "deixar", "apegar-se" são repetidas com ênfase. Ouça Jesus dizer: "serão dois numa só carne". Como isso não fosse ainda o bastante, Ele repetiu, "não são mais dois, mas uma só carne". Ele acrescentou uma terceira afirmação de ênfase no casamento, da união de dois em um, dizendo: "Deus ajuntou" Jesus ensinou a união como a essência do casamento. Pergunte a muitos conselheiros matrimoniais qual é o centro de todos os problemas maritais. Eles dirão: "o começo de todos os problemas é a perda do sentido de permanecerem unidos como um". Por isso neste segundo estudo do Desígnio Divino do Casamento, será enfatizado o elemento união. O casamento forma uma união inclusiva/exclusiva Agradeço a Deus por aquela devoção do casal que numa admirável e sem fôlego exclamação diz "você é minha e eu sou seu para sempre". Isto é do jeito que deve ser. Cada um pertence ao outro como uma parte que realmente pertence ao outro. Por esta razão é que o homem pode amar sua mulher como seu próprio corpo e a mulher pode reverenciar seu marido (Ef 5: 28,33). Cada um é parte do outro e está incompleto sem o outro. Este é o tipo de união tencionada e estabelecida no casamento por Deus. Mas a união não é apenas inclusiva, também é exclusiva. Há três tipos de pessoas que estão excluídas de intromissão no casamento, de acordo com a Bíblia. Os pais estão excluídos de interferir no casamento de seus filhos. A Bíblia declara esta verdade 3 vezes. O homem deixará o seu pai e sua mãe quando se casar, e estará permanentemente ligado à sua mulher. Deus deu este princípio na instituição do casamento (Gn 2: 24). Jesus repetiu este princípio na discussão do divórcio (Mt 19:5) e o apóstolo Paulo citou este princípio quando mostrou a relação de Cristo e a Igreja, como marido e mulher (Ef 5: 31). Tanta repetição de princípios por tamanhas autoridades deveria esclarecer a questão de uma vez por todas. Os pais não devem interferir na vida casada de seus filhos. Outros amantes são excluídos da intromissão em um casamento. A inclusão de um outro amante é chamada na Bíblia de adultério e era punido com a pena de morte, de acordo coma lei do Velho Testamento. Deus deu Sua diretriz nestas específicas palavras: "não adulterarás" (Ex 20: 14). Um homem para uma mulher por toda a vida. O desígnio de Deus é a exclusão de todos os amantes, com exceção de um, o marido ou a mulher. Outros companheiros ou amigos são excluídos da intromissão no casamento. A poligamia tem sido praticada por várias culturas por toda a história humana, mesmo por algumas pessoas cujos nomes aparecem nas Sagradas Escrituras. Isto não era parte do plano de Deus para o casamento. Tristeza, dor, dificuldades e problemas têm sempre seguido o homem quando ele vai além dos desígnios de Deus e toma mais de uma mulher. Deus proíbe isso. O casamento forma uma união divina A Bíblia indica a natureza divina do casamento ao dizer "Deus ajuntou" (Mt 19:6). A divina aprovação da união abrange todos os verdadeiros casamentos. O casamento não é uma ordenança cristã. É uma instituição ordenada por Deus. Deus tanto reconhece o casamento de não-crentes como o casamento de crentes. Claro, que é muito melhor que ambos sejam crentes, mas eles não precisam ser crentes para terem um casamento válido diante de Deus. Ele declarou que um homem e uma mulher devem casar com o compromisso de um santo matrimônio. A união é mais segura e abençoada se for uma união em fé, e mesmo não sendo, será reconhecida como válida. O casamento é uma relação divinamente ordenada para todo mundo. O casamento forma uma união natural Muitas pessoas se casam porque Deus coloca em sua natureza interior o desejo de buscar um companheiro/a e começar a se preparar para casar um dia. Deus planejou o casamento para responder a uma necessidade que Ele construiu no espírito humano. Há apenas um pequeno número de pessoas que não deve se casar. Jesus reconheceu que algumas pessoas são incapazes de casar por causa de circunstâncias e conseqüências ocorridas em suas formações de nascimento; alguns são impedidos de casar devido à interferência dos homens; alguns abstém-se de casar por amor à obra de Deus (Mt 19: 10-13). Contudo, Jesus esclareceu que estes casos são exceções e não a regra. Se alguém não se casar não deveria ser motivo de crítica ou nem deveria ser constrangido. A grande maioria das pessoas deve se casar, porque este é o caminho que Deus fez para o homem e a mulher. O casamento forma uma união física A união física do marido e sua mulher no casamento está de acordo com os desígnios de Deus. A repetiçãodas palavras "eles serão uma só carne", em vez de "eles serão um só espírito", indica o aspecto físico de que o casamento é ordenado por Deus. Portanto, não há nada baixo, vil ou vulgar ou ainda não-espiritual no relacionamento íntimo de um marido e mulher dentre os compromissos de casamento. O apóstolo Paulo ensinou que era tão própria a união física do casamento que nem o marido nem a mulher deveriam considerar que os seus corpos pertenciam a si próprios, mas ao seu companheiro. A abstinência da união física no casamento deve acontecer por consenso comum, para exercícios espirituais, por limitados períodos de tempo e com a intenção de renovar a união física após algum tempo. Leia I Cor 7: 2-5 bem cuidadosamente e observe estes ensinamentos. O casamento forma uma união espiritual para os cristãos Os cristãos devem casar-se, mas não devem casar-se sem cuidado. Deus está envolvido em suas vidas, até mesmo nas suas vidas de casados. Portanto, eles devem ser "casados no Senhor" (I Cor 7: 39). O crente deve casar-se com um crente com o propósito de estabelecer um lar cristão para a glória de Deus. O casamento não é um sacramento cristão. É uma ordenança divina colocada na sociedade humana. Quando o casamento é iniciado, experimentado e consumado de acordo com os princípios estabelecidos por Deus nas Escrituras, ele traz bençãos para as pessoas e para a glória de Deus. Olhe para o seu casamento como tendo sido ordenado por Deus. Olhe para os seus filhos como presentes dados por Ele. Olhe para o seu/sua companheiro/a como parte de você mesmo/a, sob o jugo de Deus. Deixe todas as relações de seu casamento estarem sob esta benção: "Deus ajuntou". III. A CONTINUIDADE DO CASAMENTO A expressão "até que a morte os separe", é comum nos tradicionais votos de matrimônio. Indicam a intenção da noiva e do noivo de entrarem em uma permanente relação no seu casamento. Tais votos não são ordenados nas Escrituras, mas a intenção de Deus de que o casamento fosse para sempre também está evidente ali. Leiamos novamente as palavras de Jesus em Mt 19: 4-6, nas quais Ele indica a intenção de Deus de que o casamento começaria em uma permanente relação entre o homem e a sua mulher. Jesus disse: "não tendes lido... portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois uma só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". Agora examinemos estas palavras para encontrarmos princípios que indiquem a continuidade do casamento. É indicada para a união A continuidade do casamento está indicada na natureza da união desse modo estabelecida. Um homem, uma mulher, embora duas pessoas à parte, tornam-se uma única no casamento. A Bíblia declara repetidamente "eles serão uma só carne" (veja Gn 2: 29, Ml 2: 15, Ef 5: 31). O marido e a mulher tornam-se realmente um diante de Deus. A natureza desta união indica que ela é permanente. Um homem poderia tão bem cortar fora sua cabeça para divorciar-se de sua esposa. Uma mulher que divorcia-se de seu marido amputa uma parte de seu corpo neste ato. A união é real e permanente. Deus olha para o marido e mulher como um só. Por isto é que a mulher crente santifica o marido descrente, ou o marido crente santifica a mulher descrente. A fé de um faz o casamento santo, porque os dois são um. (Isto não quer dizer que a fé de um salva ambos, porque cada pessoa deve confiar em Cristo por si própria). Assim, Deus abençoa um relacionamento em que um dos seus queridos filhos está vivendo em devoção a Ele). O casamento retira as atitudes contrárias de "você" contra "eu" e coloca um espírito de "nosso" e "nós". Deus disse, "eles não serão mais dois, mas uma só carne". É indicada para proibir o divórcio Fácil A continuidade do casamento é indicada pela proibição das razões comumente aceitas de divórcio. A prática do divórcio nos dias de Jesus era escandalosa. O problema era baseado na má aplicação dos princípios apresentados em Deuteronômio 24: 1-4 "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa a feia, ele lhe fará carta de repúdio, e lho dará na mão, e a despedirá da sua casa" (verso 1). Tornou-se necessário para alguns dizer que tipo de "falta de graça ou impropriedade" seria razão para o divórcio. Alguns estudiosos tentaram explicar o auge que esse tipo de problema deve ter atingido. Alguns dizem que se uma mulher queimasse a comida do marido era motivo bastante para se divorciar. Outros dizem que se uma mulher falasse alto o suficiente que seu vizinho a pudesse ouvir, seria motivo para o divórcio. As ridículas interpretações abundaram, até que os questionadores disseram a Jesus que os homens estavam mandando suas mulheres embora "por qualquer motivo" (Mt 19: 3). Jesus rejeitou tais práticas. As condições de divórcio foram feitas por Moisés por causa da dureza dos corações dos homens, disse Jesus. Mas Deus nunca pretendeu que houvesse tal abuso no casamento. A instituição do divórcio no decreto mosaico era para proteger uma mulher inocente que poderia ser mandada embora de sua casa por ter um marido de coração duro. Não era a intenção de ser uma escapatória legal pela qual alguém pudesse mudar de companheira. Deus destinou o casamento para ser permanente. Aquele que obedece a Deus deve buscar preservar seu casamento íntegro com estes princípios invioláveis, perpetuamente. É indicada para proibir a dissolução A continuidade do casamento é indicada pela proibição de rompê-lo. Deus escreve para cada união de casamento "não o separe o homem". Ele proíbe o divórcio, a não ser em extremas circunstâncias. O apóstolo Paulo expressou o princípio nestas palavras dadas pelo Espírito Santo: "estás ligado a mulher? não busques separar-te..." (I Cor 7: 27). Isto quer dizer que os cristãos devem permanecer no estado marital em que vivem agora. Mas o que dizer a respeito das leis do divórcio? Nossas leis terrestres permitem o divórcio por quase todos os motivos. Sim elas permitem. Porém elas vão além da vontade expressa de Deus ao serem tão liberais. Muitas das leis do divórcio foram escritas por homens que estavam pensando em termos sociais em vez dos propósitos bíblicos. As leis refletem as reinvidicações da sociedade mais do que os decretos de Deus. Os cristãos não devem ir além das leis de Deus, como bons cristãos. Uma coisa pode ser legal mas não ser espiritual (I Cor 6: 12). Os cristãos devem viver pelas leis do Deus trino e santo, e não pelas leis de uma sociedade degenerada. É indicada pela seriedade de que o pecado Destrói A continuidade do casamento é indicada pela seriedade da ofensa que justifica o seu fim. Que ofensa Jesus disse ser justa e ter motivo próprio para o divórcio? Aqui estão Suas palavras exatas, escritas em Mt 19: 9 "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição e casar com outra comete adultério, e o que casar com a repudiada também comete adultério". A ofensa que é seria o suficiente para permitir o término do casamento é o adultério. Alguém pode perguntar: "o adultério é realmente tão sério? Nós ouvimos regularmente sobre pessoas tendo casos extraconjugais. Por que é tão sério?" Adultério é sério porque viola a ordem nítida de Deus. Êxodo 20: 14 diz "Não adulterarás". Não deveria ser dito mais claramente do que isto. Imoralidade de todo o tipo, incluindo "casos" com e por pessoas casadas é uma tremenda rebelião contra a ordem expressa de Deus. Deus olhou para o adultério como sendo tão sério como o assassinato. Ele pronunciou a pena de morte para ambos os casos na lei do Antigo Testamento. Aquele que comete adultério contra o/a companheiro/a casado/a (porque o adultério não é cometido só com alguém, mas também é cometido contra alguém) perdeu o direito de viver como membro de uma relação de matrimônio. Esta é uma séria ofensa, suficiente para justificar o fim do casamento, e quaisquer outras desculpas são insuficientes. Isto indica que a intençãode Deus é que o casamento seja uma relação permanente entre o marido e a mulher. É indicada pelo próprio propósito de Deus A continuidade do matrimônio é indicada pela intenção original de Deus ao estabelecer a instituição do casamento e do lar. Esta intenção original de Deus era que um marido e uma mulher estivessem comprometidos um com o outro perpetuamente. A intenção é reconhecida hoje quando o casal jura viver em honra, como marido e mulher, "até que a morte os separe". Que visão bonita do lar, é a do lar como Deus planejou que fosse! Aqui um marido e mulher amando-se mutuamente, complementando-se um ao outro, compartilhando a vida juntos. Aqui estão os pais amando seus filhos, criando-os na doutrina e admoestação do Senhor. Não se admira que o Espírito Santo tenha usado este quadro para mostrar a relação de Cristo e a Igreja (Ef 5: 22-23). É o mais bonito quadro para ser visto no mundo dos homens. Seria interessante aconselhar os casais, antes de se casarem, sobre esta continuidade do casamento. O divórcio é tão comum que e difundido hoje em dia que há sempre o perigo dois noivos se casarem sem perceberem isto. Deveriam pensar, sob Deus, um compromisso eterno "para melhor ou para pior" Alguns noivos e noivas dizem: "nós decidimos tentar, se não der certo nós podemos nos divorciar e ninguém sairá machucado". Isto não é verdade. Alguém sempre sai machucado em todo divórcio. Deus conhecia as necessidades do homem e mulher antes mesmo dEle instituir o casamento. Ele designou o casamento para preencher aquelas necessidades. Abençoado é o casal que está comprometido em permanecer em seu casamento por toda a vida. Deus honrará tal compromisso com sua benção especial. IV. O FIM DO CASAMENTO Há uma praga séria e generalizada sobre as nações hoje. Ela está atacando milhares de lares e causando grande sofrimento. Homens, mulheres e até mesmo inocentes crianças estão sofrendo por causa disso. O divórcio tem alcançado proporções epidêmicas. Algumas estatísticas nos EUA dizem que de cada 3 casamentos, pelo menos 1 acaba em divórcio e estes números continuam aumentando todos os anos. Não é difícil achar períodos em que o número de divórcios, em uma determinada área, é igual ou superior ao número de casamentos ocorridos no mesmo período. O que pode ser feito a respeito disso? A única solução é voltar-se aos princípios bíblicos sobre o casamento. Uma busca dos ensinos bíblicos, acerca da instituição, natureza, continuidade, preservação e término de um casamento ajudarão a construir uma imunidade contra essa terrível doença social chamada divórcio. Qual foi o desejo original de Deus a respeito do casamento? A Bíblia é tão específica que não há margem de dúvidas. Deus planejou que um homem deveria estar casado com uma mulher enquanto vivesse. Ele não planejou qualquer outra maneira de terminá-lo, a não ser pela morte. A Palavra de Deus diz "Porque a mulher está sujeita ao marido, enquanto ele viver está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido" (Rm 7: 2). Não há nenhum outro método bíblico reconhecido para dissolver o contrato de casamento. "Um homem e uma mulher por toda a vida", é o ideal. Isto não funciona perfeitamente na sociedade humana. O homem está depravado e não vive de acordo com os desígnios que Deus tem para ele. Esta falha do homem (não falha no propósito de Deus) trouxe o problema de dissolver os compromissos de casamento. O divórcio veio por causa do pecado humano e não por causa do plano de Deus. Por que então a permissão para o divórcio foi dada? O divórcio foi instituído para proteger o inocente, não para dar às pessoas uma maneira fácil de sair de um relacionamento marital desagradável. Você vai encontrar esta providência em Deuteronômio 14: 1-4. Mas foi incluída nas Sagradas Escrituras como um ato de misericórdia. Um homem que estava descontente com sua mulher simplesmente deveria mandá-la embora de sua casa. Ela se tornava indigente quando isto acontecia. Naquela época, dificilmente uma mulher poderia viver por ela mesma, naquele tipo de cultura, através do trabalho comum . Se ela não tivesse pai ao qual pudesse retornar estaria em uma terrível desgraça. Ela não poderia casar novamente pois ainda era mulher de seu primeiro marido e um segundo casamento era punido com pena de morte. Como uma mulher inocente estaria protegida sob tais circunstâncias? Moisés instituiu a "Carta de Divórcio", um procedimento formal para dissolver o casamento. Significava que a mulher não era mais esposa de seu marido. Ela poderia então casar-se com outra pessoa sem invocar sobre ela a ira da lei. O divórcio foi instituído para permitir um novo casamento, visando proteger o inocente. Era um compromisso do ideal, embora não era o ideal por si próprio. Jesus disse que Deus não planejou que fosse dessa maneira desde o princípio. O pecado do homem e não os desígnios de Deus fez o divórcio uma instituição entre os homens. Que princípios governam o fim de um casamento pelo divórcio? Lembre-se que anteriormente nós falamos que o divórcio é o reconhecimento da falha humana. Isto traz um estigma sobre ele. Não é o desejo de Deus nem foi planejado por Ele. O contrato de casamento pode ser dissolvido, em honra, somente pela morte. O divórcio é o resultado do pecado humano. Jesus admitiu o divórcio em caso de adultério. Ele disse que aquele que divorcia-se de sua esposa e casa com outra comete adultério, a não ser que a causa do divórcio seja o próprio adultério (Mt 19: 9). Vemos que um relacionamento adúltero tanto por parte do marido como por parte da mulher quebra o compromisso de casamento e permite à parte inocente divorciar-se e casar-se novamente. O apóstolo Paulo parece acrescentar o abandono de um/a crente por um companheiro/a descrente como motivo de divórcio. Aqui estão suas palavras "Se algum irmão tem mulher descrente e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher e a mulher descrente pelo marido, doutra sorte os seus filhos seriam imundos, mas agora são santos. Mas se o descrente se apartar, aparte-se, porque neste caso o irmão ou a irmã não estão sujeitos à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz" (I Cor 7: 12-15). A nítida impressão parece ser de que a deserção por parte de um marido ou mulher descrente põe em liberdade o crente do vínculo de um contrato de casamento. Divorciar-se por causa do adultério é permitido, mas não é uma obrigação. O adultério quebra os laços de casamento em tal extensão que a parte ofendida pode dissolver o relacionamento. Não há pecado se a parte inocente quer viver com o companheiro/a em oração para o restabelecimento do compromisso do vínculo do casamento. Também um homem ou uma mulher podem promover a ação de divórcio, quando há infidelidade matrimonial (na forma do adultério) por parte do outro. Em Marcos 10: 11,12 Jesus falou de um homem "deixando" sua mulher e de uma mulher "deixando" o seu marido. "Deixar" é equivalente a "divorciar", no uso moderno desta palavra hoje em dia. O procedimento de divórcio sob a lei mosaica era um problema de tolerância, não de aprovação. Deus não desejou que homens e mulheres se divorciassem. Ele permitiu, mas não deu Sua benção. Cada um deve perceber que o caminho do divórcio não é o propósito planejado por Deus para cada pessoa. Que princípios governam um novo casamento de quem foi divorciado? Os ensinos de Jesus esclarecem estes pontos: A parte inocente em um divórcio ocorrido pelo pecado do adultério está livre para casar novamente, e sem culpa. Isto está evidente nas palavras de Jesus em Mateus 19: 9. Lembre-se de que o divórcio foi originalmente instituído para permitir um novo casamento e o direito de um "divórcio baseado nas Escrituras" sem o direito de um "casamento baseado nas Escrituras", não é conhecido na Bíblia. Nenhuma das partes está livre para casar novamente em um divórcio onde umainfidelidade conjugal não tenha ocorrido. Jesus disse, "qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa da prostituição, faz com que ela cometa adultério (porque casará novamente), e qualquer que casar com a repudiada comete adultério (porque ela não teve uma própria razão para terminar seu primeiro casamento) (Mt 5: 32, Lc 16: 10). "Ajuntar os trapos", ou "Casamento por tentativa para ver se vai dar certo" é fornicação (prostituição) e é proibido por Deus. A união sexual de um homem e uma mulher é aprovada por Deus somente dentro dos laços de matrimônio, o qual foi planejado para ser permanente. Não há nenhuma base bíblica para a idéia de "tentativas", ou "se acertar com alguém", sem ser no verdadeiro casamento. Estes princípios mostram claramente os ensinos bíblicos sobre o assunto de terminar o casamento. Eles foram tão sucintos e claros que você não pode dizer que não os entendeu claramente. Não se contente em resolver estes assuntos com suas próprias opiniões de uma sociedade degenerada, que se encontra ao seu redor. Vá à Bíblia, a Palavra de Deus, e veja o que Ele diz sobre o assunto. Deus é a única autoridade. Deus instituiu o casamento. Ele o planejou para estar em alto e santo padrões. O casamento está hoje sendo sustentado em baixa estima por causa dos homens e mulheres depravados que o perverteram e o prostituíram. Devote-se ao Senhor nas suas relações matrimoniais, bem como em todas as outras áreas da sua vida e você poderá ouvi-Lo dizer: muito bem! V. A PRESERVAÇÃO DO CASAMENTO Por qualquer coisa que realmente vale a pena, vale a pena trabalhar por isso e o defendê-lo. É necessário um diligente esforço para construir e manter um bom negócio. É uma busca contínua para manter-se lado a lado nos constantes avanços na medicina. É necessária constante vigilância para preservar-se a liberdade. E também é necessário um investimento diário para manter um casamento vivo e significativo. Este é a quinta parte do estudo sobre o tema o Desígnio Divino do Casamento. Nós investigamos o Autor do Casamento e vimos Deus como o Criador e o Sustentador da instituição do casamento. Buscamos entender a natureza do casamento e descobrimos o que é a união de um homem e uma mulher para sempre. Procuramos informações nas Escrituras sobre a continuidade e a permanência de um casamento e aprendemos que Deus o planejou como um compromisso para enquanto houver vida entre as partes. Os princípios acerca do término do casamento que encontramos estão baseados na depravação do homem e não no desejo de Deus. Agora, passemos a examinar os caminhos que um homem e uma mulher possuem para preservar seu casamento. O correto entendimento destes princípios ajudarão seu casamento a seguir o divino desígnio que Deus tem para ele. Para Preservar um Casamento Exige-se Aceitar a Imperfeição Ninguém é perfeito. O casamento não melhora uma pessoa nesta área. Pelo contrário, muitas imperfeições notadas em uma pessoa antes do casamento parecem que aumentam após ele. Vivendo-se o dia a dia com uma pessoa percebemos o seu caráter revelado. As virtudes aparecem mais claramente, mas os defeitos aparecem também muito mais vívidos. Quantas pessoas lembram-se com remorsos as inocentes declarações de: "eu o/a mudarei assim que estivermos casados", somente este exemplo para lembrar que tal mudança é praticamente impossível. Reconheça as forças e fraquezas de seu/sua companheiro/a. Se você descobrir que não pode viver com aquelas fraquezas, então não se case. Mas, e sobre aqueles problemas que aparecem após o casamento? você poderia perguntar. Há duas sugestões: Encare todos os problemas com um espírito de amor, desejando realmente ajudar. A Bíblia diz: "mas sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá uma multidão de pecados" (I Pd 4: 8). Mantenha seu espírito de perdão para com os erros, reais ou imaginários. Novamente a Bíblia diz: "antes sede misericordiosos uns para com os outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Ef 4: 32). Seu lar e casamento podem manter seu brilho e alegria se você não exigir perfeição de seu companheiro/a, mas aceitar que ele/a não são perfeitos. Para Preservar Seu Casamento Mantenha Deus no Centro Lembre-se que Deus estabeleceu o casamento e somente com Ele pode-se dar certo e com alegria. Ele estabeleceu a instituição e deu um livro de princípios e regras pelo qual se deveria viver. Exatamente como você leria cuidadosamente o manual do proprietário de um carro novo, deve buscar saber o pensamento de Deus na Bíblia, para aprender como viver no casamento. O lugar da Bíblia no lar é indicado por duas passagens importantes das Escrituras, Deuteronômio 6: 6-9 diz, "e estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração, e as intimará a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te... e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas". Josué 1: 8 repete a ordem acrescentando esta promessa: "porque então farás prosperar o teu caminho e então prudentemente te conduzirás". A Bíblia diz como deve ser o relacionamento entre o marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as outras relações humanas. Sim para ter um lar feliz você deve manter Deus no seu centro. Para Preservar Seu Casamento Construa Suas Vidas de Casados Juntos É surpreso como podem duas pessoas viverem separadas, mesmo quando vivem na mesma casa, comem na mesma mesa, dormem na mesma cama e criam os mesmos filhos. É surpreso, mas é possível para pessoas estarem separadas enquanto vivem juntas. Já reparou o número de pessoas que vivem juntas até a meia idade e então repentinamente se separam? Há uma razão para isso. Eles se separaram durante os anos de seu casamento. Quando os filhos já estão crescidos e saem de casa, os pais ficam como se estivessem em um "ninho vazio" e não têm nada mais em comum. Os pais não deveriam "viver para os seus filhos", como alguns fazem. Marido e mulher devem viver um para o outro, sob Deus. Devem manter e desenvolver interesses mútuos, ao lado de seus filhos, mantendo a alegria de estarem juntos, enquanto os filhos estiverem sendo criados e produzirão filhos felizes e um casamento que permanecerá, mesmo quando os filhos já tiverem ido viver suas próprias vidas. Tencione Permanecer no Seu Casamento Desde o Princípio A respeito das cerimônias de casamento, conheço um Pastor que diz: "Não irei efetuar o casamento de um casal, ao menos que eu tenha tido a oportunidade de aconselhá-los exaustivamente, sobre suas vidas em conjunto. De vez em quando eu não efetuo o casamento de um casal quando descubro que eles buscam o matrimônio com o espírito errado." Esse Pastor disse: "Certa vez, um casal estava discutindo a aproximação de seu casamento e eu compartilhava com eles alguns dos problemas que ví existirem, e tentei prepará-los para que pudessem resolver a situação da melhor maneira possível. A pretendente a noiva disse despreocupadamente: "isso não nos importa. Nós já combinamos que tentaremos a vida de casados e se não der certo, nós nos separaremos e ninguém ficará machucado". Tencione permanecer em seu casamento. Destrua todas as "pontes" que existam (ou possam existir) atrás de você. Não deixe oportunidade para o divórcio, mesmo nos seus mais secretos pensamentos. Assim, seu casamento terá uma melhor chance de sobreviver. Cultive a Qualidade de Dar-se a Si Próprio A nossa geração perdeu largamente o verdadeiro significado do amor. O amor está comparado a sexo, brilho sensual, ou à concepção de uma romântica emoção. O amor é emoção, é claro, mas é muito mais do que emoção. Amar é dar-se a si próprio por amor ao seu amado. Este é o tipo de amor que Deus tem para com o homem e o amor que deve existir entre o marido e a mulher para se ter um casamento feliz. O casamento não é uma proporção de 50 por 50 % . É um relacionamento em que cada parte dá 100 % de si própria para a felicidade da outra parte. Um arranjo de 50 por 50 %levará à acusações, auto-piedade e problemas. Um arranjo de 100 % conduzirá à felicidade, no qual ele ou ela verão no outro a possibilidade de completa alegria no seu casamento. Um marido e uma mulher que dedicam-se a fazer a vida de seu companheiro/a no mais completo florescimento, terão um casamento que terá reflexos no céu e na terra. Esta série de mensagens são destinadas a ajudá-lo/a a ter o tipo de casamento que agrada a Deus e abençoa você. Os ensinos foram baseados nos princípios bíblicos. Deus instituiu o casamento e a Bíblia é o "Manual de Instruções", de como fazê-lo funcionar. Aconselho você a dedicar sua vida pessoal a Deus. Comprometa-se pessoalmente ao seu/sua companheiro/a em devoção a Deus. Viva a sua vida pública e particular como um servo voluntário de Deus, e a verdadeira felicidade será a sua recompensa. � Elias, um homem como nós "Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um é poderosa e eficaz. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra. E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto" Tiago 5:16-18. Quem era Elias? Elias foi um profeta intrépido do Velho Testamento, que teve fé suficiente para enfrentar o Rei Acabe, dizendo-lhe que em seu reino não choveria por três anos. Elias também é o mesmo homem de fé que orou a Deus em favor de um menino que já havia morrido, e Deus o ressuscitou. Ainda é sobre o mesmo Elias que a Bíblia fala, quando desafiou a uma competição os quatrocentos e cinqüenta profetas do deus Baal, no alto do monte Carmelo, clamando fogo do céu e depois cortou a cabeça deles ao celebrar a vitória. Como é possível nos dias de hoje nos identificarmos com uma pessoa assim? Porém Tiago disse: "Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós..." Temos estudado nos últimos dias sobre as chaves que dão acesso ao céu e à presença de Deus, às chaves da oração para abrir portas, a função dos intercessores. No nosso boletim desta noite, no item "Orai sem cessar", há dois tópicos chamando-nos a orar por intercessores e "reparadores de brechas". Elias era um homem que tinha muito em comum com nós. É difícil tentar ver alguma semelhança com um homem que tinha aquele tipo de fé. Seria mais fácil nos identificarmos com alguém como Pedro. Pedro era um sujeito, que antes de ter sua vida controlada pelo Espírito Santo, estava sempre metendo os pés pelas mãos, quebrava promessas e ainda negou ao Senhor. Também seria fácil nos identificar com Davi. Às vezes ele tinha problemas com Deus. Tinha problemas com os filhos, não sabia em quem confiar. Caiu em adultério, mandou matar. Este sim, era um homem sujeito às mesmas paixões que nós. No entanto, Tiago não falou sobre Davi, nem sobre Pedro. Falou daquele habitante do deserto: Elias. Para dar um maior esclarecimento sobre que tipo de paixões estava Elias sujeito, seguem-se alguns exemplos: era um homem de natureza semelhante à nossa; era um ser humano de natureza semelhante à que temos - com sentimentos, disposições de ânimo e constituição física igual; era alguém tão humano quanto nós. O que Tiago queria dizer era que Elias era um ser humano normal e que Deus respondeu milagrosamente às suas orações. Você crê nisso? Sim, Deus também pode responder às suas orações de maneira poderosa, basta crer. � O valor do dinheiro Robson do Nascimento Indice O valor do dinheiro O valor correto do dinheiro - I Timóteo 6:17-19 O valor errado - Lucas 12:13-21 Um sistema baseado na Palavra de Deus O valor do dinheiro O dinheiro pode ser encarado de modo diferente de pessoa para pessoa. Não somente pode suprir as necessidades da vida, mas também pode simbolizar sucesso, poder, posição social e segurança emocional. A família cristã que reconhece o senhorio de Cristo nesta área precisa tomar muito cuidado em como usar o dinheiro e não deixar que ele use a família. No relacionamento familiar o dinheiro é um dos maiores campos de batalha. Muitas vezes as rixas sobre dinheiro no lar não são os problemas fundamentais, mas na realidade é o sintoma de problemas muito mais profundos no lar e inconscientes na vida do casal. Indice � O valor correto do dinheiro - I Timóteo 6:17-19 É para o nosso deleite e satisfação É destinado à prática do bem Para o emprego em boas obras Deve ser usado como ferramenta de oportunidade para exercer a generosidade É útil para investimentos eternos. O valor errado - Lucas 12:13-21 Quando o dinheiro é considerado uma fonte de satisfação, de poder e de vida Quando o dinheiro significa a própria vida, versos 15 a 19 Quando o dinheiro leva a destratar as pessoas - Desprezo ao próximo - Verso 21 Quando o dinheiro leva a destratar a com Deus - Versos 17-19 e 21 Um sistema baseado na Palavra de Deus Buscando ao Reino de Deus em primeiro lugar - Mateus 6:33 Possuindo altos valores, no céu - Mateus 6:20-21 Possuindo humildade - Tiago 1:9-11 Distinguindo entre necessidades e desejos - Fl 4:19 Um orçamento familiar é um cálculo dos rendimentos da família e das despesas que ela tem. A sua família precisa de um orçamento para que você possa ser um bom despenseiro. Você tem um plano de administração das suas finanças? Caso deseje saber algo mais sobre um orçamento familiar, clique aqui. � O orçamento familiar mensal Robson do Nascimento Indice O orçamento familiar mensal Despesas mensais fixas Despesas mensais variáveis Economias para despesas mensais não-eventuais O orçamento familiar mensal Um orçamento familiar é um cálculo dos rendimentos da família e das despesas que ela tem. A sua família precisa de um orçamento para que você possa ser um bom despenseiro. Você tem um plano de administração das suas finanças? Aqui está um modelo de como iniciar um orçamento mensal. Saiba que isso é muito pessoal e varia de pessoa para pessoa e de família para família, mas pode lhe ajudar a começar a ordenar os seus gastos, disciplinando suas atitudes em relação ao consumo e acima de tudo, agir com sabedoria para gerir da melhor maneira os recursos que Deus tem colocado à sua disposição. Indice � Modelo de um Orçamento Mensal DESPESAS MENSAIS FIXAS: Dízimo.......................R$__________ Luz............................R$__________ Água..........................R$__________ Telefone.....................R$__________ Colégio(s)...................R$__________ Empregada.................R$__________ Prestações (se tiver)....R$__________ ______________________________ ______________________________ ______________________________ SUB-TOTAL..............R$__________ Indice � DESPESAS MENSAIS VARIÁVEIS Alimentação.................................R$__________ Manutenção do carro ou condução.R$__________ _________________________________________ _________________________________________ SUB-TOTAL...............................R$__________ Indice � ECONOMIAS PARA DESPESAS MENSAIS NÃO-EVENTUAIS Roupas, calçados..................R$__________ Recreação............................R$__________ Médico, farmácia..................R$__________ Material Escolar....................R$__________ Livros..................................R$__________ Móveis e eletrodomésticos.....R$__________ Investimentos (Poupança)......R$__________ Reserva para contribuir como Deus orientar R$__________ ___________________________________ ___________________________________ SALDO_____________________________ Indice � Agora, tendo uma idéia de como iniciar a fazer um orçamento mensal, mãos à obra e comece a fazer o seu, caso ainda não o faça. Que Deus lhe abençoe nessa empreitada. | Volta à página de estudos bíblicos| Espero que você tenha sido abençoado.Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida na direção desejada por Deus. � A importância de Deus na vida financeira Robson do Nascimento O ensinamento fundamental nas escrituras sobre dinheiro é mordomia. O mordomo ou despenseiro é aquele que administra negócios financeiros, propriedades, etc , que lhe tem sido confiado por outra pessoa, no caso o mestre ou chefe. Desde que Deus é dono de tudo, nós prestaremos contas na maneira como administramos os recursos dEle. Deus é o Senhor de tudo e de todos - Lucas 12:22-34 Ele é o Senhor da vida e de tudo o que lhe diz respeito Ele é o Senhor da natureza e tudo concernente a ela Ele é o Senhor do amanhã Deus é Aquele que a todos sustenta - Fl 4:11-13 Alimento e vestes são preocupações normais, porém mínimas. O que recebemos além disso é a abundância da benção de Deus. (I Tm 6:8). Deus, de fato, a todos sustenta - Salmo 104; 37:25 Tudo o que possuímos pertence a Deus - Ageu 2:8; Sl 24:1, Sl 50:10 e Ez 18:4 Um orçamento familiar é um cálculo dos rendimentos da família e das despesas que ela tem. A sua família precisa de um orçamento para que você possa ser um bom despenseiro. Você tem um plano de administração das suas finanças? � A Igreja do Senhor Jesus Cristo Procedimentos Bíblicos para uma vida feliz � A Igreja "E também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (Mt 16:18). Gostaria de compartilhar com os irmãos e amigos que sobre a Igreja. A verdadeira Igreja Cristã não se constitui apenas de bonitos e vultuosos prédios e também não basta estar cheia de pessoas no seu interior. A verdadeira Igreja do Senhor Jesus é muito mais que isso. É um organismo VIVO! Representa um Corpo, uma Família, um Rebanho. Em Mateus 16:13-20 temos a colocação perfeita de Jesus sobre a Sua Igreja. Jesus se refere, respondendo à declaração de Pedro, que a Sua Igreja estaria edificada sobre aquela pedra. Que pedra? Jesus referia-se à própria resposta de Pedro: "Tu és o Cristo o Filho do Deus Vivo." Jesus queria dizer que a Sua Igreja seria edificada sobre aquele fundamento - que Ele era o Filho do Deus vivo. A verdadeira Igreja não pode estar baseada em nenhum fundamento humano. A Igreja do Senhor vencerá as portas do inferno, é portanto uma Igreja vitoriosa e terá completa comunhão com Seu Senhor. Sobre essa Igreja queremos meditar. O termo Igreja não era desconhecido dos judeus, porém utilizavam mais o termo congregação, principalmente quando se referia ao povo escolhido de Deus (Sl 82:1 e Nm 27:14-17). A Igreja significava: associação de pessoas, aqueles chamados e congregados para um propósito. No original grego, a palavra "edificarei", proferida por Jesus quer dizer "fundar uma família, uma sociedade unida, um povo". Isto é uma dinastia especial de Cristo, uma casa de família espiritual. A diferença em relação às congregações anteriores dos judeus é que a Igreja deixaria de ser apenas um grupo organizado de pessoas, mas uma própria família - a Família de Cristo. O Seu povo seria escolhido por Ele mesmo, chamado por Seu nome e autoridade, do qual Ele seria o Cabeça, representante e responsável direto. O escritor aos Hebreus em Hb 3:6 refere-se: "Mas Cristo, como Filho, sobre a Sua própria casa, a qual casa somos nós, se tão somente..." Esse povo escolhido para fazer parte dessa família certamente teria lutas e adversários, por isso o Mestre falou que as portas do inferno não prevaleceriam contra essa Igreja. Com Cristo liderando, guiando esse povo escolhido e família única, não há mal que possa contra ela. Esta é uma primeira noção sobre Igreja no Novo Testamento: a Família de Jesus. Também encontramos no NT referências à Igreja como sendo um Corpo, o Corpo de Cristo. Jesus é a Cabeça soberana desse corpo. Vejamos Efésios 1:22-23 : "E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da Igreja. Que é o Seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." Como um corpo não tem vida sem a cabeça, a Igreja depende de Cristo para ter a sua existência. Da mesma forma que o direcionamento do corpo procede da cabeça, Cristo dirige a Igreja. Da mesma forma que o domínio do corpo vem da cabeça, Cristo que possui o domínio de tudo (Mt 28:18), domina a Igreja. Outra comparação feita no NT, da Igreja como Noiva de Cristo, também pertence a este conceito de corpo. A Igreja deve se manter pura, suave e nobre para o encontro com o seu Noivo. A Igreja também é chamada de Rebanho de Cristo, e Ele é Seu insubstituível e intransferível Pastor. Vejamos João 10:11, 14, 15, 27, 28). Esta comparação da Igreja com um rebanho nos ensina: que a Igreja, como um rebanho, contém seres que são guiados, estimados e protegidos pelo seu dono; que a Igreja, como um rebanho, é uma unidade, embora se forme de muitos elementos; que a Igreja, como um rebanho, é útil ao seu proprietário e a outros; Cristo fez pelo Seu rebanho, todos os sacrifícios e benefícios possíveis; Ele deu sua própria vida pela Igreja (Jo 10:11); Ele mantém um relacionamento pessoal, conhecendo Suas ovelhas pelo seus nomes, cuidando zelosamente delas (Jo 10:14,15); e Ele preserva, defende e dirige Suas ovelhas, dando-lhes o máximo, a vida eterna (Jo 10:27,28). Essa Igreja, comparada a um rebanho, a uma família a um corpo tem sempre abrigo, conforto, direcionamento e proteção. Jesus afirmou que a vitória já está assegurada à Sua Igreja (Mt 16:18), que estará sempre conosco, como Chefe dessa Igreja, independente do número reunido (Mt 18:20 e 28:20). Gostaria de falar agora sobre duas particularidades da Igreja de Cristo: a Igreja Invisível e a Igreja Visível. A Igreja Visível é constituída por todos os cristãos, os denominados "salvos por Cristo", reunidos em todas as partes do mundo. Sob várias denominações, congregações e instituições. Na Igreja Visível são vistos os salvos e as bênçãos prometidas concedidas à Sua Igreja. A Igreja Visível é a agência divina , visível, militante, para formação da Igreja Ideal. Ela é um meio que Deus usa para concretizar o Seu plano de redenção. Nela podemos ver, visivelmente, a batalha da fé dos crentes, seus testemunhos e sua obra de evangelização em todo o mundo. Também é chamada de Igreja Militante. As igrejas, como agências de Deus, possuem sedes, organizações, governos, disciplina, ministérios, poderes e promessas concedidas pelo Senhor. A Igreja Invisível é constituída pelo Corpo Espiritual de todos os eleitos e salvos em Cristo, em todas as épocas e em todos os lugares. É invisível porque o seu número, a sua extensão, não é perceptível aos homens. Ela abrange todos os que estão atualmente na glória e aqueles que para lá ainda serão levados, e entre os quais estão aqueles que agora militam na terra. Também é conhecida por Igreja Triunfante, porque abrange os verdadeiramente salvos e eleitos, em contraste com os que meramente se congregam pelas igrejas. A Igreja Invisível não possui defeitos nem manchas. Todos os que a integram foram lavados pelo sangue de Jesus. Enquanto a Igreja Visível, com suas igrejas particulares, pode conter falhas, erros e defeitos, a Igreja Invisível, não. Ela é pura, de conformidade com o plano maravilhoso e soberano de Deus. Através desse plano, Deus reuniu em um só povo, um só rebanho, com um só Pastor Divino, este Povo Peculiar, Jo 10:16, integrantes de Sua Igreja, que tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida. A Igreja Invisível procede da Igreja Visível, porém o Senhor conhece os que são seus. Algumas pessoas ditas cristãs, ou que aparentam sinais de vida religiosa, podem iludir os demais membros de uma congregação, mas não enganam o Senhor da Igreja. Ele conhece as Suas ovelhas. A Igreja Invisível também é chamada de Igreja Triunfante porque é constituída só de regenerados, daqueles que verdadeiramente foram nascidos de novo e tem o seu fundamento noFilho do Deus Vivo, que ressuscitou da morte e que também está vivo, ao lado do Pai. A Igreja Triunfante não aceita a idéia de um purgatório após a morte, pois os integrantes desta Igreja não podem mais "purgar" os seus pecados. Todo o sacrifício foi feito por Jesus na cruz. A Igreja é triunfante porque já venceu o Príncipe das Trevas. Quando começou então a Igreja? Alguns poderiam dizer: "Em Pentecostes!", conforme Atos 2. Na verdade, as referências à Igreja são dirigidas aos salvos em Cristo, quer seja pela fé exercida no Messias que viria (os antigos do Velho Testamento) quer seja a fé no Messias que veio - Jesus Cristo, que veio e deu a Sua vida pela Igreja. A Igreja, como Família de Deus, começou no Jardim do Éden. Ali Deus manifestou o Seu propósito de reunir uma família, um povo só Seu. No Velho Testamento a Igreja era identificada com a Nação de Israel. Ali estava o povo de Deus congregado. Assim era conhecida a Congregação de Israel, ou Igreja de Israel. A identificação do povo de Deus era essencialmente espiritual e não racial. Os israelitas eram o Povo de Deus, mas qualquer um, de qualquer nação, podia, pela fé no Deus de Israel e observância nas Suas leis, agregar-se àquela comunidade e identificar-se como Servo de Deus. Há muitas referências sobre a recepção aos estrangeiros. Temos o exemplo da mulher de Moisés, que era da Etiópia. Rute, também, é o exemplo da moabita estrangeira, que identificou-se com o povo de Israel. Então o que aconteceu em Pentecostes? Em Pentecostes ocorre a inauguração de uma nova fase da Igreja, ou seja a sua internacionalização. A Nação de Israel passou a abranger uma multidão de povos, nações, tribos e línguas. Israel errou na sua função, envaideceu-se, julgando-se o único povo escolhido de Deus e caiu, rejeitando abertamente ao Messias. A vinda de Jesus quebrou o muro que Israel havia levantado com os outros povos. O evento marcante em Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel 2:28-32, Deus derramando o Seu Espírito Santo sobre a Igreja. A partir daquele momento a Igreja passaria a não ficar mais atrelada à Nação de Israel. A Igreja passou a ter vida própria, o Consolador - o Espírito Santo, substituiria a presença física de Jesus no meio dos fiéis. Quais são as principais tarefas da Igreja Visível? O seu alvo: chegar à estatura de Cristo. Ef 4:13 A sua obra: Evangelizar e discipular. Mt 28:18-20. O seu poder: Do Espírito Santo. At 1:8. A sua garantia: A presença de Cristo. Mt 18:20. As suas armas: São espirituais. Ef 6:10-18. Os seus membros: os regenerados. Jo 3:3. A sua vida: glorificar a Cristo. Ef 1:23. A sua unidade: a fé. Jd 3. O seu anseio: a paz e a alegria do Senhor nos homens. Rm 14: 17-18. Em suma, é instruir os cristãos, testemunhar o Cristo Vivo - Filho de Deus, e manter-se pura, como a Noiva que há de encontrar-se com o Seu Noivo. Voltando ao ponto em que iniciamos, a beleza do templo de nossas igrejas não pode encobrir a verdadeira glória da Igreja de Cristo em qualquer lugar. Dentro do templo temos a Igreja Visível, constituída por todos os membros que congregam naquele lugar e temos aqueles que farão parte da Igreja Invisível, Triunfante, aqueles que pelo Sangue do Cordeiro herdarão a Vida Eterna. Gostaria de conclamar a todos os irmãos e amigos para que sejamos revestidos de um profundo sentimento de responsabilidade. Como membros desse Organismo Vivo que é a Igreja do Senhor, ovelhas do Seu Pastoreio, integrantes da Família de Deus. Não queiramos apenas aumentar a Igreja Visível, mas estejamos preparando, instruindo vidas e acima de tudo vivendo uma vida em direção ao maravilhoso caminho da Igreja Triunfante, onde somente os regenerados, os nascidos de novo, os comprados, as novas criaturas, lavadas e purificadas pelo Sangue do Cordeiro farão parte no Reino de Deus.Amém. . � A intimidade com Deus Desde o passado, Deus tem, à Sua maneira, procurado manter o contato e a comunhão com o homem - obra da Sua criação. A História e a Bíblia nos mostram que com o passar do tempo o homem foi se distanciando cada vez mais de Deus, e não Deus do homem. Deus falava com Adão no paraíso, na viração do dia. Adão ouvia a Sua voz e ambos travavam um diálogo de perto. Deus fez conhecer a Noé e sua família sobre o plano de destruir toda a terra com o dilúvio. Abraão é considerado o amigo de Deus. Deus lhe falava de tão profunda maneira e entre ambos havia tal intimidade que Deus chegou a pedir-lhe que sacrificasse o seu filho Isaque. O que, atendendo, o Senhor retorna a Abraão e diz-lhe não ser necessário o cumprimento de tamanha prova de fidelidade. Isaque cresceu ouvindo falar dos feitos de Deus na vida de seus pais e também experimentou um grau de relacionamento próximo a Deus. Jacó viu os anjos de Deus subirem e descerem de uma escada e também era orientado por Ele. A comunhão já não era a mesma de antigamente, mas Deus continuava a falar com Seus servos. José possuía tamanha comunhão com Deus que mesmo em meio às adversidades enfrentadas, quando vendido pelos irmãos ou quando preso nas cadeias do Egito, Deus se manifestava a ele, preservando-o do perigo. Deus lhe falava e o usava nos sonhos que sonhava. Moisés foi levantado para libertar o povo hebreu do Egito, e antes de cumprir tamanha missão falou com Deus e Deus falou com Ele. Sempre de alguma maneira Deus queria falar ao Seu povo. Utilizou reis, falou através dos seus profetas, dirigindo e guiando o Seu povo. Teríamos muitos exemplos para ver como Deus se manifestava a estes servos que não eram muito melhores do que nós. Elias, Eliseu, Jeremias, Gideão, Balaque e outros são exemplos bíblicos de pessoas que mantinham comunhão com Deus, e o Senhor lhes falava em meio às circunstâncias que viviam. Deus usou um jumento para falar com Balaque. Através de um pedaço de algodão falou com Gideão. Hoje Ele nos tem falado através do Seu Filho. Feita esta introdução, vejamos alguns objetivos deste estudo: mostrar que é possível ter intimidade com Deus - Salmo 25:14. obter intrepidez para entrar no lugar Santo dos Santos - Hebreus 10:19,20. reter a graça de Deus para servi-Lo - Hebreus 12:28. findar com os altos e baixos espirituais - Ef 4:14. tornar-se uma Pedra Viva - I Pd 2:5. desenvolver um relacionamento mais real de filho para com o Pai - Rm 8:16. desenvolver os frutos do Espírito em nossas vidas - Gl 5:22. tornar-se verdadeiramente um despenseiro dos mistérios de Cristo - I Cor 4:1. Certamente que outros objetivos poderiam ser citados, porém vamos nos ater a estes apenas, buscando tirar os maiores ensinamentos possíveis, de tal maneira que possamos obter frutos palpáveis ao final do retiro. Em primeiro lugar é importante reconhecer a situação do homem em relação a Deus. Situação antes de encontrar-se com Cristo, durante a sua vida cristã aqui na terra e posteriormente após a morte. Antes do encontro com Cristo Éramos inimigos - Rm 5:10. Escravos do pecado - Rm 6:17,20. Destinados à morte, não tínhamos escapatória da condenação eterna. A salvação de nossas almas só pôde ser alcançada pela Graça de Deus, sem intermediação de obras humanas. Éramos inúteis espiritualmente, Rm 3:12. A condição a que estávamos submetidos era terrível e sem saída, porém o próprio Deus providenciou uma saída para nós: deu Seu próprio Filho por expiação para morrer em nosso lugar. Fez isso exclusivamente por amor. Sua maior criação, o homem, estava condenado à morte e Ele como o Oleiro dos oleiros, resolve dar mais uma oportunidade ao "vaso", de ser mais uma vez moldado e formado de novo. Chegamos à salvação! A nossa vida cristã Ao ingressarmos no Reino espiritual um novo horizonte se descortina para nós. Somos enxertados em uma Igreja, a um novo grupo de amigos, aos quais chamamos de irmãos. Nova conduta de vida nos é submetida. Mudanças ocorrem no nosso dia-a-dia, nos transformamos em novas criaturas (II Cor 5:17) e uma outra realidade se nosabre. Passamos a encarar os problemas e solicitudes da vida como desafios espirituais e nos apresentamos a Deus como Seus servos e Seus filhos. No entanto, nem todos adentram diante de Deus nesta situação. Colocam-se em uma distância espiritual muito longe, vivendo apenas de rebarbas de bênçãos e migalhas, contentando-se com o pouco de vida espiritual. Vida abundante é só aquela vivida nos momentos seguidos à conversão, chamada de primeiro amor. Isto não deveria ser assim, mas é. Nos dias atuais os crentes têm se contentado com pouco. Por que? Porque não vivem uma vida em correta posição diante de Deus. É uma questão de colocação, de posicionamento. Para se colocar diante de Deus nesta situação é necessário pagar um preço. Algumas considerações sobre a posição que devemos tomar: Posição 1 - Mortos para o pecado. Como mortos para o pecado - Rm 6:2. Não pode haver compreensão de que é possível viver uma vida espiritual frutífera vivendo e andando em pecado. Posição 2 - Vivos para Deus. Como vivos dentre os mortos, vivos para Deus - Rm 6:11, 13. O mundo jaz no maligno. Quem ainda não foi alcançado pela graça salvadora de Deus está condenado à morte espiritual. Isto é uma realidade. São aqueles que estão ao nosso lado, são os nossos parentes, são nossos amigos, vizinhos e etc. Posição 3 - Estar debaixo da graça. Colocar-se debaixo da graça de Deus - Rm 6:14. Graça significa um favor imerecido. É a substituição solene da nossa condenação à que estávamos submetidos pela lei, pela salvação providenciada pelo próprio Deus. Estamos mortos para a lei pelo Corpo de Cristo, Rm 7:4. O dom gratuito veio para justificação. Rm 5:16. Estamos livres da lei para servirmos a Deus, para vivermos em novidade de vida, para darmos fruto. Posição 4 - Viver como filhos de Deus. Apropriar-se da condição de filhos, herdeiros de Deus - Rm 8:17. O simples reconhecimento dessa condição já nos enche o coração de paz e segurança. Deus se interpõe, como Pai, em favor de Seus filhos. Rm 8:31 a 39 caracteriza toda uma seqüência de livramentos e bênçãos concedidas por Deus para aqueles que estão sob Sua guarda e proteção. Vejamos algumas situações: quem poderá se posicionar contra nós? Deus nos dará com Ele todas as coisas. quem poderá nos acusar? quem nos condenará? se é Deus quem intercede por nós. quem nos separará do amor de Cristo? Nenhuma dificuldade. em todas estas situações somos mais que vencedores. nada poderá nos separar do amor de Deus. Que promessa maravilhosa!!! Quantos já se apoderaram disso e estão vivendo essa situação? Após a morte A condição de salvos, justificados perante Deus nos outorga uma viva esperança. Pela fé nos apropriamos da salvação que há de nos ser concedida no final dos tempos. O fim da nossa fé é a salvação de nossas almas. I Pedro 1:3-9. Diferentemente de religiões, seitas ou movimentos, a nós cristãos, é nos assegurada a salvação de nossas almas. Glória a Deus por isso! Temos uma viva esperança! A intimidade com Deus pela Bíblia É possível ter intimidade com Deus. Quem ainda não havia pensado sobre isso? Para quantos aqui presentes o relacionamento com Deus era algo distante e cerimonial? Ao final da palestra esperamos que não haja mais essa visão e sentimento de distanciamento de Deus e das coisas espirituais. Salmo 25:14 "O segredo (intimidade) do Senhor é para aqueles que o temem, e Ele lhes fará saber o Seu concerto". Maravilhosa promessa. Conhecer o concerto de Deus, Sua vontade, Seu segredo. O Salmo 25 é atribuído como de Davi. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus ( I Sm 13:14). Ao receber a unção da parte de Samuel o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. Deus viu em Davi, aquele jovem pastor de ovelhas alguém com potencial para estar a frente do povo de Israel. No Salmo 23 vemos a confiança que Davi depositava em Deus, como pastor de sua vida, seu protetor, provedor e maior propósito. O que Davi procurava ser para o seu rebanho, Deus era para ele. Deus conhecia o coração de Davi e atestou isto para Samuel, que diante dos formosos filhos de Jessé pensava que pela aparência de algum deles poderia ver o escolhido do Senhor, porém Deus diz: - eu olho para o coração. Deus está à procura dessa qualidade de coração em você e em mim. A unção de Davi significa a infusão do coração de Deus na pessoa dele. Ao analisarmos a vida e a obra de Davi podemos perceber que sua comunhão com o Senhor era íntima e tremenda. Um coração cheio do coração de Deus. A coragem de Davi para enfrentar ao gigante Golias foi algo sobrenatural. A capacidade para manter-se submisso a Saul quando perseguido por ele, sua fidelidade aos amigos e homens que lutavam ao seu lado, sua lealdade ao rei, sua intenção de unificar o Reino e trazer a Arca da Aliança para Jerusalém, a liberdade para expressar o louvor e a manifestação da misericórdia de Deus em sua vida são alguns dos exemplos mais marcantes da personalidade de Davi selada pela unção do Senhor em seu coração. Mesmo curvando-se à carne, no pecado com Bate-Seba, Davi reconhece seu pecado e clama a Deus por um coração puro, quebrantado, pedindo que o Senhor não tirasse de sobre ele o Espírito Santo (Salmo 51). Uma pessoa segundo o coração de Deus é alguém cuja mente, emoções e vontade estão cheios do Cristo vivo. O segredo do Senhor... é para os que o temem. É para aqueles que possuem o coração de Deus. Hebreus 10:19,20 "Tendo pois, irmãos ousadia para entrar no santuário, no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela Sua carne". A morte de Jesus nos abre acesso àquele local destinado anteriormente somente aos sumo sacerdotes. Na primeira aliança, o Tabernáculo era divido em dois lugares de adoração: o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Estas dependências eram cobertas por véus. Havia um véu para encobrir o Santo Lugar e outro para o Santo dos Santos. No primeiro, somente estavam autorizados a adentrar os sacerdotes. No segundo, somente os sumo sacerdotes poderiam entrar, uma única vez ao ano, apresentando sangue como oferta pelos pecados de ignorância do povo. (Hebreus 9:1-7). Na Nova Aliança, Cristo entra uma vez por todas no Santo dos Santos, como o sacerdote eterno enviado por Deus, para nos propiciar a redenção. Com a Sua morte passamos a ter acesso a este lugar especial, onde Deus recebia as ofertas dos sacerdotes, manifestava-se com fogo, aceitando aquilo que os sumo sacerdotes haviam oferecido. Arão, irmão de Moisés, ao iniciar seu ministério de sacerdote, após oferecer uma oferta perante o Senhor levantou as mãos e abençoou o povo. Com Moisés ele entra na tenda da congregação e juntos abençoam o povo e a glória do Senhor aparece em forma de fogo, consumindo o holocausto trazendo temor à congregação (Lv 9:22-24). Nos dias de hoje ao tomarmos consciência da correta dimensão do que seja adentrar ao lugar Santíssimo, nossas vidas são direcionadas à graça de Deus, à uma vida sob a Nova Aliança. É o próprio Deus morando em nossas vidas. Jesus substituiu os feitos que nós teríamos que fazer. Ele carregou a maldição, a doença, o pecado e todas as misérias inerentes à condição humana para a cruz do Calvário, porque nós não poderíamos fazê-lo. Na Nova Aliança Deus coloca Suas leis e Seus entendimentos em nossos corações. Hebreus 8:8-13. Devemos ter ousadia e nos apropriar da Nova Aliança concedida através da morte de Cristo. Quem está disposto a se apresentar diante de Deus no Lugar Santo dos Santos? Um dos mais sérios requisitos para se adentrar diante do altar do Senhor era a santidade: Lv 21:6. Quando entramos no lugar Santo dos Santos reconquistamos o privilégio de termos a intimidade com o Senhor. Hebreus 12:28 "Pelo que tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e santo temor". Se somos exortados a reter a graça é porque há possibilidade dela querer esvair-se de nós. Não pelo Senhor, mas pelosnossos pecados que tentam se impor como uma barreira entre nós e Deus. Reter a graça de Deus é apropriar-se das riquezas dEle, recebidas através da redenção, da remissão dos pecados(Efésios 1:3-9). Aqui há uma revelação maravilhosa: a plena consciência do perdão dos pecados. Voltemos para a Posição nº 1, falada anteriormente, sobre mortos para o pecado. A completa consciência deste fato nos permite receber as riquezas de sua graça, que Ele derramou profundamente sobre nós em toda a sabedoria e entendimento. O coração de Paulo estava cheio de coisas boas ao se dirigir aos efésios (Ef 1:7 e 2:7). Riquezas da graça desvendadas para nos revelar o mistério de Sua vontade para que possamos servi-Lo com reverência e temor. Efésios4:14 "Para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pelo engano de homens que induzem ao erro". Muitos cristãos vivem nos dias de hoje uma vida de altos e baixos espirituais. Inconstantes, ora por cima, ora por baixo, sem um padrão contínuo de crescimento. As bênçãos estão limitadas a períodos de suas vidas, bem como os períodos de lutas e tribulações, divididos por uma linha bem definida. Ou estão em completa alegria e em vitória ou estão derrotados e arrasados. Isto é falta de maturidade. A Bíblia chama de inconstância, de crentes carnais, de meninos espirituais. O oposto desta situação é uma vida espiritual em direção ao aperfeiçoamento, visando o ministério para a edificação do Corpo de Cristo (Efésios 4:12-14). Como obter comunhão com Deus sob inconstância? É difícil. Deus em Sua infinita misericórdia concede lampejos de Sua glória e alguns acham ser apenas isto o que lhes está destinado no reino. Na parte anterior vimos que o reino é inabalável. Por isso somos chamados ao aperfeiçoamento, à unidade da fé, ao pleno conhecimento, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo para o desempenho de nossa missão no reino de Deus. Para levarmos a bom termo esta missão não pode haver acomodação com uma vida inconstantes e de altos e baixos espirituais. Deus quer Se revelar a cada um de nós. Ele quer se aprofundar na intimidade com cada um. I Pedro 2:5,9 "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz." Neste texto temos outra "pérola" que poucos crentes descobriram: ser uma pedra viva, uma casa espiritual, estar conscientes do sacerdócio, do sacerdócio real, da nação santa, da geração eleita, da condição de adquiridos de Deus. Tudo isto tem que estar bem vívido em nossas mentes e em nossos corações. A confissão plena destas verdades nos leva a buscar uma vida de santidade e temor diante do Pai, para podermos anunciar as virtudes do reino. Façamos essa confissão agora: Eu ........ (coloque aqui o seu nome), como pedra viva, sou edificado casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo, eu sou parte da geração eleita, do sacerdócio real, da nação santa, do povo adquirido, para anunciar as verdades dAquele que me chamou das trevas para Sua maravilhosa luz". Deus fala com Sua casa espiritual, Seu sacerdócio santo, Sua geração eleita, Seu sacerdócio real, Sua nação santa, Seu povo... Rm 8:16 "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". Talvez esta seja a afirmação mais fácil de se entender e de associar à condição de cristãos. O mundo e a origem católica brasileira afirmam que todos são filhos de Deus, porém isso não é verdade. Há um ditado que diz que filho de peixe peixinho é. Filho de crente não é crentinho não, tampouco quem não tem o Espírito de Deus em sua vida não pode considerar-se um filho de Deus. É condição ímpar ter o Espírito de Deus. O Espírito na vida do crente lhe dá a certeza da salvação, da remissão dos pecados e de que tudo isto somente é encontrado no Filho de Deus, o Unigênito, que morreu por nós. O Espírito Santo testifica... Não pode haver dúvidas, se houverem é por falta de fé ou por ainda existir uma lacuna na vida espiritual dessa pessoa. A condição especial de filhos de Deus, adotados, nos conduz à uma situação de privilégio, diferente da do mundo. Precisamos nos apropriar também desta verdade. Deus quer desenvolver uma maior intimidade Pai-filhos. Gl 5:22 "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança". Lembro-me ainda da primeira vez que ouvi um estudo específico sobre o Fruto do Espírito. Na época, ainda adolescente, vivendo uma vida de altos e baixos espirituais, foi-me dito que o fruto do Espírito é indizível. Isto é, ou se possui todo o fruto, ou não há a manifestação dele na vida do cristão. Certamente que uma vida espiritual não pode ser concebida com obras do Espírito Santo e obras da carne ao mesmo tempo. O Espírito Santo é sensível. Tiago 4:5 diz que o espírito que em nós habita tem ciúmes. Ao olhar para o seu interior e perceber que falta alguma parte deste fruto peça a Deus para trabalhar em sua vida para que Ele lhe conceda todo o fruto. Quando há a manifestação do fruto do Espírito em nossas vidas, o resultado é visto no nosso relacionamento com Deus. I Cor 4:1 "Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus". Podemos dizer que este é o ápice da intimidade com Deus. Os cristãos são administradores dos mistérios de Deus. Para que tenhamos uma boa vida espiritual, bons fundamentos, para que a nossa estrutura agüente as adversidades desta vida é necessário que sejamos alimentados pelos mistérios de Deus. Deus quer que conheçamos Seus mistérios, tornando-nos despenseiros e administradores dos mesmos. Em Rm 16:25 Paulo encerra a epístola dizendo: "ora àquele que é poderoso para vos confirmar segundo meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos". Temos que edificar sobre o fundamento já posto em nossas vidas. I Cor 3:10-13 "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio construtor, o fundamento e outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como edifica sobre ele." Se a edificação for feita sobre ouro, prata e pedras preciosas é porque estamos sendo edificados espiritualmente. Mas se for sobre feno, palha e madeira é porque a edificação está indo em direção à carne. O reino de Deus também é comparado à um homem que lança a semente na terra e depois dormiu, e ao levantar de dia e de noite vê a sua semente germinar e crescer não sabendo ele como. Marcos 4:26-29. Cada um edifica de acordo com seu fundamento escolhido, a Palavra diz: uns produzindo a cem por um, outros a sessenta e outros a trinta. Fazendo uma comparação com os metais preciosos lidos acima, vemos que uma edificação de prata corresponde à produção de trinta por um. É aquela pessoa que recebe ao senhor Jesus, larga os vícios. Se mentia não mente mais, se fumava, não fuma mais, se roubava, não rouba mais, passa a encarar a família de outra maneira, o linguajar agora é outro, aprende a perdoar. Ouro tem mais valor. É sessenta por um. É quando se aprende que a carne para nada aproveita, que a vida espiritual é que tem realmente valor, que sua dependência vem do Senhor, que sua suficiência vem de Deus, que recebe tudo isso pela graça de Deus, por fé. A manifestação das pedras preciosas no fundamento ocorre quando o cristão aprende que é um despenseiro dos mistérios de Deus. Possui uma confissão de autoridade: eu sei quem sou. Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou. Um salvo, um eleito, um redimido, um perdoado, um vencedor... Após passar pelos degraus de prata e ouro, a edificação de brilhantes e diamantes pode encarar a Satanás e não aceitar as suas mentiras e artimanhas, derruba as fortalezas que queremimpedir de levar a mente à obediência de Cristo. Mas se a vida for edificada ou alicerçada sobre madeira palha e feno, que são coisas superficiais, obras da carne, esforço próprio, pessoal, aparências, somente por fora, o interior está oco, frágil e sem segurança. Alguns cristãos são como os fariseus: túmulos caiados, por fora tudo branco, porém por dentro há mentira, a falsidade, a carne. Por fora apresentam alegria e satisfação, mas por dentro guardam mágoas, angústias e sobretudo incertezas e desesperanças. Às vezes passam 5, 10, 20, 30 anos e nada de novo acontece em suas vidas. O interior está cheio de ossos secos. Os mistérios de Deus estão à nossa disposição, basta-nos edificarmos sobre nossa vida espiritual um fundamento sólido e permanente. Muitos outros textos e exposições poderiam ser enquadrados sobre este tema. Partindo agora para o lado prático, podemos perguntar: o que preciso fazer para desenvolver uma intimidade com Deus que me leve ao reconhecimento de tudo isso que foi falado aqui? Em busca da intimidade com Deus São necessárias duas palavras de ordem: educação e disciplina. EDUCAÇÃO - II Tm 2:15 Em primeiro lugar o cristão deve se educar para colocar sua vida espiritual em um patamar de constante busca do conhecimento das coisas espirituais. II Tm 2:15 " Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da verdade". A busca de conhecimento trará os seguintes frutos: maturidade cristã - até que Cristo seja formado em nós. Isto é um processo (Gl 4:19). santificação - é o aperfeiçoamento moral, é a Palavra de Deus trabalhando no homem (Jo 17:17). desenvolvimento intelectual - a Palavra de deus nos torna sábios (Salmo 119:98). DISCIPLINA - I Cor 9:25 Um dos exemplos mais clássicos de disciplina voluntária é aquela desenvolvida pelos atletas e desportistas. Para se tornarem campeões precisam passar horas e horas treinando arduamente, mesmo contra adversidades seja de temperatura, de ambiente, físicas e outras. Um crente espiritualmente disciplinado deve possuir um sistemático estudo da Bíblia. O estudo da Palavra vai lhe proporcionar: uma nova vida, I Pedro 1:23, - regenerados para uma nova vida. um alimento diário, Mateus 4:4 - não é só de pão que vive o homem. crescimento espiritual - gradativo, deixar a situação e posição de meninos para crescermos - I Pedro 2:1-3. vitória sobre o pecado - pecado é errar o alvo, com a Palavra escondida em nosso coração estamos preparados para rejeitar o pecado. Salmo 119:11. vitória sobre o inimigo - tomar a espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Ef 6:17. segurança diante de Deus e dos homens - o obreiro aprovado, que maneja bem a Palavra. II Tm 2:15. Saber manejar bem a Palavra da Verdade é um privilégio e só consegue alcançá-lo quem se dispõe a estudar com interesse e com atitudes corretas em relação ao estudo. Manejar a palavra é saber receber a revelação da Palavra como vinda de Deus e não apenas sua lógica; aplicá-la no viver diário; e transmiti-la com fidelidade. CONCLUSÃO A intimidade com Deus é algo sublime e maravilhoso. O cristão adentra ao lugar Santo dos Santos, passa a ser participante dos segredos e mistérios de Deus, apropria-se das verdades bíblicas da Palavra de Deus para sua vida, edifica sua vida espiritual sobre sólidos fundamentos, produzindo frutos agradáveis a Deus. "Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus". Possa o Senhor Deus trabalhar em nossas vidas de tal maneira que adentremos e tomemos posse de tão grande ministério! Amem! � Uma Palavra aos Jovens Na oportunidade em que fui convidado a dirigir um estudo aos jovens da igreja, aceitei o desafio de bom grado. Passei então a questionar-me sobre qual o assunto poderia trazer maior impacto àquelas vidas. Imediatamente busquei na minha mente identificar fatos ou acontecimentos da minha própria juventude e que pudessem servir de exemplo e de inspiração para esta ocasião. Lembrei-me primeiramente que a juventude é uma época de poucas decisões e escolhas. É certo que o jovem vai se deparar com muitas delas ao longo da juventude e depois em sua vida adulta, porém, refiro-me às decisões que podem trazer resultados permanentes e duradouros. Questões tais como: que curso profissionalizante estudarei? com quem devo namorar, noivar e casar? em qual curso da faculdade devo pensar e dirigir esforços? Estas, dentre outras, são as dúvidas e incertezas que mais incomodam os jovens. Se eles são cristãos estarão buscando na vontade de Deus a resposta para as suas perguntas. Vamos ver um exemplo de decisões permanentes que mudaram a vida e a trajetória de um povo. Em Hebreus 11: 23-29 temos a narrativa sobre a fé de Moisés. Antes, lembremo-nos o que havia acontecido ao povo de Israel àquela época. José, sendo hebreu, era governador do Egito. Esse status e posição foram adquiridos pela graça de um Faraó para com José, na ocasião em que ele interpretara sabiamente os sonhos que afligira o monarca. Ao perceber a sabedoria divina sobre José, o Faraó coloca-o como segundo homem em seu reinado. A fome, prevista por José, atinge também a terra de seus pais que são obrigados a ir ao Egito em busca de alimento. José convida então seus familiares a morarem com ele no Egito, recebendo consentimento da parte do rei. Com as mortes de José e do rei, surge um novo Faraó que desconhecia o sábio governador e seus feitos. Ao perceber que o povo hebreu crescia abundantemente, o Faraó determina que os filhos dos hebreus fossem mortos e lançados no Rio Nilo, a fim de não engrossar a população com maior força masculina, temendo que um dia os hebreus se juntassem à outros povos e lutassem contra os próprios egípcios. Ao mesmo tempo determina que os egípcios afligissem o s hebreus com maior carga de trabalho, mantendo-os sob constante ocupação e vigilância. As parteiras hebréias, temendo a Deus, e com penas das crianças, deixavam de cumprir a ordem de eliminar os filhos homens dos hebreus e Faraó não se conformava. Nasce então um filho do sexo masculino em uma família onde tanto o pai, como a mãe eram Levitas, isto é, possuíam um passado e uma vida dedicada ao sacerdócio. Ao se depararem com um menino recém-nascido certamente aqueles pais foram possuídos por forte temor: cumprir ou não o mandamento do rei? A Bíblia diz que pela fé, Moisés foi escondido por três meses, pois seus pais perceberam que era um menino formoso. Não mais podendo ocultar a criança, os pais lançam a criança no Rio Nilo e acompanham o berço no leito do rio para ver que fim teria o menino. Este é encontrado pela filha de Faraó, que se banhava nas águas do rio naquele exato momento (coincidência ou providência?). A filha de Faraó adota a criança e determina que fosse desmamado e criado por uma hebréia, que viria a ser a própria mãe de Moisés. Ao cumprir a sua etapa, a mãe de Moisés o devolve à filha de Faraó, que passa a dar-lhe uma vida bem diferente daquela que ele vivia até então. Os palácios, as boas roupas, comidas, fartura, riqueza e festas faziam parte da vida de Moisés nessa nova fase. Ao tornar-se grande (a Bíblia não diz que idade tinha), Moisés vê o seu povo sendo afligido por pesado trabalho e pela injustiça dos homens egípcios. Toma uma atitude de defender um hebreu, matando um egípcio. Ocultou o cadáver e pensou que ninguém havia tomado conhecimento. No dia seguinte ao deparar-se com dois hebreus em discussão, tentou apartar a discórdia e recebe por resposta o conhecimento que o delito praticado no dia anterior e que não era juiz nem mediador do povo de Israel. Assustado, ao saber que Faraó também já sabia e queria matá-lo, Moisés decide fugir. Dirige-se para a terra de Midiã e passa a morar ali como um egípcio. Naquela terra Moisés procura esquecer o passado e constitui família. Porém o relógio do tempo de Deus não havia parado. Com a morte de Faraó e o aumento de opressãoao povo, os israelitas clamavam ao Senhor por libertação. O Senhor os ouve e se lembra da aliança tratada com Abraão,Isaque e Jacó. Deus escolhe Moisés para aquela tarefa nada simples: conduzir o povo oprimido em direção à uma nova vida e à liberdade. Ao ter seu primeiro encontro com Deus e saber que fôra escolhido para aquela missão, Moisés tenta recusar o convite de Deus, efetuando as perguntas: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? Quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: o Deus de vosso pais me enviou a vós; e me perguntarem: qual é o seu nome? que lhes direi?" e afirmando: "Ah! Senhor! eu nunca fui eloquente, nem antes ou depois que falaste ao teu servo. Sou pesado de boca e pesado de língua", e mais: "Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar. Vendo que não pôde recusar o "convite", Moisés parte para o Egito a fim de cumprir a missão. Passemos a ver alguns aspectos e características de Moisés: A fé que dá discernimento. "A verdadeira fé dá discernimento para se escolher aquilo que realmente vale na vida", Caio Fabio. Moisés possuía aquela fé ao tomar a atitude de recusar ser reconhecido como filho da filha de Faraó. Abandona o status, a posição social, o futuro de riquezas e a segurança que teria como descendente. Os versos 24, 25 e 26 de Hebreus 10 dizem que foi pela fé. Pela fé ele escolheu ser maltratado como hebreu, vendo que o futuro de glória era certo. A verdadeira fé dá coragem para deixar o que realmente não vale a pena na vida. Moisés deixou o Egito e sua riqueza, ignorou o poder do rei que poderia matá-lo ou perdoá-lo. Entre a sua consciência de que o povo hebreu era oprimido e a possibilidade de fazer parte integrante do grupo de opressores, optou para deixar aquilo que não valia a pena. Pela fé abandona o que não lhe parecia ser correto. A verdadeira fé dá confiança naquilo em que podemos depositar a verdadeira segurança. Ao enfrentar a praga destruidora que viria para ferir os primogênitos, Moisés celebrou a Páscoa e efetuou a aspersão do sangue sobre os umbrais das portas, confiando que o Senhor havia de lhes prover o livramento. O salmista diz que pela fé podemos andar pelo vale da sombra ou da morte sem temer mal algum. A verdadeira fé abre caminho onde não há caminho. Ao conduzir o povo de Israel pelo deserto em direção à terra prometida, Moisés depara-se com o Mar Vermelho à sua frente e os egípcios à retaguarda, enquanto que o povo murmurava, dizendo que não queria morrer no deserto quando o Egito era "tão bom para eles", pois era "melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto". A palavra de Deus foi: "dize aos filhos de Israel que marchem, e tu levanta a tua vara e estende a tua mão sobre o mar divide-o para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco". Aleluia! O povo atravessou o Mar Vermelho. A fé abriu caminho onde não havia caminho. Falamos sobre a fé de Moisés. Porém, o que vem a ser fé? A própria Palavra de Deus responde: "Ora a fé é a certeza das coisas que se esperam, e aprova das coisas que não se vêem" Hebreus 11:1. E também que "é pela fé que nos aproximamos de Deus" Heb 11:6. Se fé é isso, como é possível obtê-la ou adquiri-la? Em Rom 10:17 temos a resposta: "a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus". Aqui está a solução, ou melhor, o caminho para quem quer trilhar em busca de mais fé: ir em direção à Palavra de Deus. O andar do cristão também é pautado na fé. Aceitamos a Cristo pela fé e prosseguimos na carreira cristã na esperança de naquele grande dia recebermos a salvação e o galardão que nos está destinado. o Apóstolo Paulo diz que "andamos por fé e não por vista" II Cor 5:7 e que a a vida que agora vivemos, vivemos na carne, "vivendo-a na fé no Filho de Deus" Gál 2:20. Voltando ao início do estudo. Quão importante para os jovens nos dias de hoje é possuirem essa fé que auxilia a tomar as decisões baseadas na vontade e na Palavra de Deus. Fé para ter discernimento para escolher o que vale a pena. Fé para ter coragem para deixar para trás o que realmente não vale a pena. O Egito. Fé baseada em plena segurança, onde o mundo não pode se basear, pois está baseada no próprio Deus. E fé para abrir caminho onde não há caminho. Qual a sua fé hoje? "Esta é a vitória que que vence o mundo: a nossa fé". I João 5:4 � Jesus, nosso Cordeiro Lucinha do Nascimento Há uma música cuja letra é: "Calmo, sereno e tranqüilo, sinto descanso neste viver. Isto devo a um Amigo e só por Ele pude obter. Ele é Jesus, meu Amigo, meu Senhor e Salvador. Só por Ele ganhei a vida eterna com Deus. Triste foi Sua história, morreu na cruz sem pecado algum, só porque me amou, morreu por mim e não hesitou. Ele é Jesus, meu Amigo, meu Senhor e Salvador." A Palavra de Deus nos mostra que a mensagem de Jesus é salvadora e libertadora. É o ungido que veio para realizar a vontade do Pai: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele."Jo 3:16-17. Então, Cristo Jesus morreu em favor de cada um de nós, para que fôssemos livres do castigo, da perdição e da destruição. Ele derramou o Seu sangue precioso em favor do ser humano e aquele que aceita o Seu sacrifício tem como garantia o livramento e a vitória, pois Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. (Jo 1:29). Ele morreu sem pecado algum, mas sobre Ele estavam as nossas transgressões e as nossas iniqüidades, como diz o profeta Isaías: "mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados." Is 53:3-5. Ele foi à cruz... mas Seu túmulo está vazio!!! Ele ressuscitou! Ele vive! Ele é esperança! O nosso Deus é poderoso! Deus amou o mundo de tal maneira... Deus amou a mim e a você, o Cordeiro de Deus morreu na cruz sem pecado algum só porque amou a mim e a você: "com amor eterno Eu te amei, por isso com benignidade te atraí."(Jr 31:3). O Senhor não se esqueceu de você. Você está desanimado (a), desesperançado (a), as coisas que não consegue entender estão lhe acontecendo e lhe deixando triste, frustrado (a), cansado (a)? Vá até Ele. Ele lhe espera de braços abertos. Nele teremos o descanso para nossas almas: "vinde a Mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei"(Mt 11:28). Ele conhece cada palavra que você já pronunciou. Ele lembra de cada lágrima que já correu do canto de seus olhos. Você pode tê-la limpado quando ninguém olhava. Ele sabe onde você está e o que está pensando e sentindo em cada momento do dia e da noite. O Senhor diz: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho so seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia não me esquecerei de Ti. Eis que nas palmas de minhas mãos te gravei" (Is 49:15-16). Perdemos algumas vezes toda a esperança e supomos que Ele vai se esquecer porque nós nos esquecemos. Todavia, Ele se lembra. Vá até Ele e tenha sua vida renovada, suas forças, sua alegria de viver, suas esperanças, seus objetivos. Não devemos permitir que situações difíceis, desapontamentos e retrocessos pessoais nos tirem do alvo. Nem sempre conseguimos discernir os propósitos de Deus e não enxergamos nossas vidas pela perspectiva eterna. "Nem tudo o que parece, é". A ressureição de Cristo implica em que o quadro de Deus, onde os acontecimentos se sucedem, é imensamente maior que o meu, e que Sua visão possui alcance imensuravelmente maior que a minha. Concluindo: que possamos nos achegar ao Senhor, tal como estamos e depositarmos o nosso coração no Seu altar, crendo que Ele é poderoso para realizar infinitamente muito mais do que pedimos ou pensamos. � Um puxão de orelha em Dalmanuta Após jornadas de três diascom milhares de pessoas, onde maravilhas e milagres ocorreram com a manifestação do poder divino para cura de cegos, coxos, mudos e aleijados, Jesus proporcionou aos discípulos mais chegados o privilégio de contemplarem, pela segunda vez, uma multiplicação de pães. Dos sete pães e poucos peixinhos cerca de quatro mil pessoas se alimentaram, havendo, também, a sobra de sete cestos com pães. Para o retorno, ainda no mar da Galiléia, dirigiam-se à cidade de Dalmanuta, no território de Magdala, conforme relatado nos evangelhos de Marcos, capítulo 8 e de Mateus, capítulo 15. Antes de entrarem no barco se depararam com um grupo de saduceus e fariseus, solícitos por uma manifestação especial da parte de Jesus, querendo presenciar um sinal externo, vindo dos céus. A esses, Jesus respondeu com sentimento de tristeza que não se lhes mostraria nenhum sinal especial e entrou no barco com seus discípulos. No meio do caminho, os discípulos perceberam que não haviam se provisionado com o pão que sobrou do milagre da segunda multiplicação de pães e começaram a conversar sobre isso. Nisso, Jesus comentou com eles que deviam se acautelar sobre o fermento dos fariseus e saduceus e eles imediatamente ligaram aquelas palavras à situação anterior da falta de pão. Ao perceber que não tinham entendido o que falara, Jesus os repreende, chamando-os de homens de pouca fé, pois não se apercebiam que haviam participado, literalmente, e por uma segunda vez, da manifestação da provisão divina para as coisas materiais, como comida e bebida. Foi necessário recordar às suas memórias de formiga, que com doze pães nove mil pessoas foram alimentadas em duas oportunidades distintas e não era a respeito da falta de pão que Ele se referia e sim à incredulidade e hipocrisia de fariseus e saduceus, que também haviam presenciado e participado dos milagres que tinham ocorrido lá há tão pouco tempo passado e ainda assim insistiam em ver um sinal do céu. À essa incredulidade e indiferença contaminantes é que Jesus chamou de fermento dos fariseus. De maneira enérgica Jesus conclui com seus discípulos: - como não entendeis ainda? De vez em quando nós também precisamos de um puxão de orelha desse tipo. Quantas vezes esquecemos das benevolências que o Senhor nos tem concedido? E da Sua misericórdia, que se renova a cada dia? E da Sua paciência com a nossa inconstância? E da Sua graça - favor imerecido? Cuidado com o fermento meu irmão, minha irmã! � Missões Coincidência ou não, certa noite de inverno de um domingo, em Brasília, meu coração foi tocado duas vezes a orar por missões. Explico. Pela manhã, na Escola Bíblica Dominical, o Pastor falou sobre igrejas brasileiras que estão "comprando meninas prostitutas na Índia". Isso mesmo! COMPRANDO! Naquele país, jovens adolescentes são vendidas, a partir dos doze anos de idade, por cerca de 100 dólares para os templos pagãos das redondezas, onde são oferecidas para prostituição, orgias e fornicações. Cientes desse quadro tenebroso, algumas igrejas brasileiras resolveram "adotar" pelo sistema de aquisição, algumas daquelas jovens, como uma maneira de resgatá-las daquele modo de viver promíscuo e das portas do inferno, na própria Terra. Neste mesmo domingo, à noite, ouvi um Pastor brasileiro e um ucraniano falando sobre a pregação do evangelho na Ucrania. Que desafio!!! A Ucrania é um país situado no leste europeu, oriundo da queda da ex-URSS. Seu povo é sofrido e carrega a amarga experiência de ter passado por diversas guerras e revoluções. A História registra a participação do povo ucraniano, com bastante sofrimento, na Primeira Guerra Mundial, na Revolução Bolchevista do ano de 1917, na Guerra Civil do ano de 1921, na Segunda Guerra Mundial, no período de 1939-1945, na Perestroika na década de 80 e na queda da cortina de ferro em 1990. Em todos estes períodos morreram quase 20 milhões de pessoas. Por causa de todo esse passado o povo ucraniano de hoje é cético, frio e calculista. Ao cruzar com alguém e cumprimentá-lo, com uma pergunta do tipo Como vai? , a resposta normalmente é do tipo: Estou vivo. O Pastor Vítor, de Kiev, atribui estas características de personalidade à massificação do comunismo sobre as mentes do povo ucraniano. Diante desses quadros meu coração foi compugido, novamente, a orar por missões. Lembrei-me dos meses vividos em Moçambique em que me sentia um "missionário da ONU" e era sustentado, literalmente, pelas orações vindas do Brasil. Era palpável aquele sentimento. A oração do justo pode muito em seus efeitos... Que tal orar por missões e pelos nossos missionários? Vidas precisam ser alcançadas, na Ucrania, na Índia, no nordeste do Brasil, na nossa vizinhança e até mesmo no seio de nossa família. O IDE de Jesus continua de pé. "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". Mc 16:15. Quem não pode ir, pode orar. � A importância da Escatologia Bíblica O presente estudo é um resumo de uma matéria abordada na classe da Escola Bíblica Dominical. Por definição, Escatologia Bíblica é: o tratado ou o estudo das coisas futuras, relacionadas com a Bíblia. Vejamos alguns motivos pelos quais devemos nos interessar por Escatologia Bíblica. O estudo desta matéria serve para trazer aos cristãos um sinal de alerta e vigilância a respeito das coisas vindouras. É um sinal dos últimos tempos, por isso precisamos obter mais conhecimento e estar mais preparados para responder a quem quer que seja. Por meio do conhecimento de tão importante assunto a Igreja pode exercer, de uma melhor maneira, a virtude da paciência ao entender sobre os tempos do Senhor. A Bíblia é bem clara quando nos exorta para que não durmamos. Vejamos I Ts 5:6: Não durmamos,pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Este verso nos chama à responsabilidade sobre a atitude que a Igreja deve ter em relação à volta do Senhor. Não podemos brincar de ser crentes, como muitos andam fazendo por aí. Pelo contrário, precisamos, cada vez mais, ser crentes fiéis e dedicados à boa obra. O estudo de tão importante matéria também nos prepara para estarmos com o Senhor. Nos dias atuais onde a sociedade sofre uma enxurrada de previsões, por meio de adivinhos, astrólogos, tarólogos, buziólogos e outros "ólogos" do ramo esotérico, todos visando apresentar um "caminho" ou soluções para o problema da humanidade. Na realidade, todos esses profissionais querem apenas amenizar a ansiedade que existe no coração do ser humano em querer conhecer o futuro. É intrínsico ao homem querer conhecer o seu passado e seu futuro. Assim é com a arqueologia que busca identificar passagens de povos por regiões, associando-as à cultura local ou geral. O homem tem ansiedade em saber o que foi e o que há de ser. Para esta necessidade a Bíblia tem a palavra certa: I Pedro 5:7 Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. Neste aspecto, até mesmo o cristão é curioso. Quem não gostaria de saber quando será a vinda de Jesus? Entre os vários ditados existentes há um que diz: De 1000 passará, mas de 2000 não chegará. A resposta bíblica para uma afirmação desse tipo é: para Deus 1000 anos são como um dia. E só. O que passar disso extrapola o que está escrito na Bíblia. Bom, então o que nos está reservado, você poderia perguntar? A Bíblia registra no livro de Atos, capítulo 1, versos 6 e 7 as seguintes palavras de Jesus antes de subir aos céus: Não vos pertence saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Por que será que Jesus deu esse alerta? É para mostrar ao homem que por mais que ele tente e se esforce em adentrar nas searas divinas ele não conseguirá. Porque está reservado ao Pai. Na Palavra de Deus há, do Gênesis ao Apocalipse, um traçado histórico de toda a humanidade, do propósito de Deus para com o homem, do afastamento deste de Deus, da reconciliação provida pelo nascimento de Jesus, da redenção, pela morte do Filho de Deus e pela promessa de estarmoscom Ele para sempre, numa vida futura. Para entendermos melhor a riqueza da Palavra de Deus é necessário conhecer os métodos adequados de estudo da Escatologia Bíblica: o alegórico e o literal. O alegórico é aquele em que utiliza-se um artifício de linguagem para dar uma melhor compreensão à idéia. Alguns exemplos bíblicos: o apóstolo Paulo ao se referir que os que são de Cristos crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências. Jesus quando falou que edificaria o templo em três dias, referindo ao seu corpo. Por outro lado, o método literal quer explicar exatamente o que diz a palavra escrita ou falada. Um exemplo: ainda falando sobre o templo, Jesus disse que não ficaria em pé pedra sobre pedra. Era uma referência à uma profecia sobre a destruição física do templo de Jerusalém. Desta forma, como apresentado acima, podemos compreender a importância de um estudo aprofundado sobre a Escatologia Bíblica. Em primeiro lugar para não sairmos do "trilho" que significa a Palavra de Deus. Em segundo lugar, para obtermos o conhecimento e o discernimento sobre aquilo que Deus espera que conheçamos. Por fim, alguns versículos que servirão para uma maior meditação sobre a importância do conhecimento da Escatologia Bíblica: Eclesiastes 11:5, sobre a ignorância do homem; Deuteronômio 29:29, sobre as coisas encobertas e reveladas da parte de Deus; e o alerta sobre a parábola das virgens, em Mateus 25: 1-13. � Que Palavra é esta? Lc 4:36 Esta pergunta, envolta de curiosidade e espanto, foi efetuada por diversas pessoas ao mesmo tempo, dentro de uma sinagoga, ao presenciarem mais um milagre de Jesus. Naquela ocasião, apavorados ao verem um homem possesso de um demônio imundo (se é que demônios podem ter algum adjetivo), aqueles ouvintes na congregação judaica puderam, mais uma vez, ver a manifestação do poder de Deus. Por meio das palavras poderosas de Jesus: "Cala-te e sai dele", com imediata reação sobre o homem possesso, o demônio foi embora. A palavra bíblica fala em espanto. Todos ficaram espantados, comentando uns com os outros o que seria, ou o que teria nas palavras pronunciadas por Jesus, ao manifestar Sua autoridade e poder sobre os demônios. Por certo, aqueles judeus na sinagoga e posteriormente, gentios de muitas partes também viriam a se perguntar, em outras ocasiões, que Palavra era aquela? Vejamos algumas respostas a esta pergunta ao longo dos três anos do ministério de Jesus na terra: Que Palavra é esta... ... que expulsa os demônios? Lc 4:35. ... que cura os enfermos? Lc 4:39. ... que anuncia o evangelho? Lc 4:44. ... que provê meios materiais? Lc 5:4. ... que ensina? Lc 5:17. ... que perdoa os pecados? Lc 5:20. ... que faz maravilhas? Lc 5:24. ... que convida os pecadores ao arrependimento? Lc 5:32. ... que conforta? Lc 6:21. ... que encoraja? Lc 7:9. ... que ressuscita os mortos? Lc 7:14. ... que esclarece as coisas do Reino de Deus? Lc 8:11. ... que repreende os ventos? Lc 8:24. ... que dá poder? Lc 9:1. ... que multiplica os pães e peixes? Lc 9:16. ... que revela o que se passa no coração? Lc 10:41. ... que ensina a orar? Lc 11:2-4. ... que repreende o fariseu? Lc 11:39. ... que enfrenta as autoridades? Lc 13:32. ... que salva? Lc 19:10. ... que distingüe as coisas materiais das celestiais? Lc 20:25. ... que permanece para sempre? Lc 21:33. ... que arde nos corações? Lc 24:32. Essas perguntas são todas respondidas de diversas maneiras, vejamos algumas: pelo próprio Jesus: "As PALAVRAS que eu vos disse são espírito e vida..."Jo 6:63. por Pedro: "Tu tens as PALAVRAS de vida eterna..." Jo 6:68. por Paulo: "A espada do Espírito é a PALAVRA de Deus" Ef 6:17. pelo escritor aos Hebreus: "A PALAVRA de Deus é viva e eficaz..."Hb 4:12. Com base nessas profundas verdades, que temos nós a dizer sobre esta Palavra de Deus? "Recebei com mansidão a PALAVRA em vós implantada, a qual pode salvar as vossas almas". Tg 1:21. "Bem-aventurado aquele que lê, bem-aventurados os que ouvem as PALAVRAS desta profecia.."Ap 1:3. Sim, é desta maneira que devemos receber a Palavra de Deus, com mansidão e com bem-aventurança. "Fiel é a Palavra..." Tt 3:8. � A autoridade de Cristo Robson do Nascimento Indice A autoridade de Cristo A autoridade da Mensagem A autoridade da Pessoa A autoridade aos seguidores A Autoridade de Cristo Na lição anterior estudamos sobre a graça de Jesus Cristo - o Seu amor concretizado em ações. Estas ações envolveram intenso sacrifício e dor de Sua parte, para que tivéssemos vida em abundância e comunhão eterna com nosso Criador. A imensidão desta graça torna-se mais evidente quando estudamos a autoridade e o poder de Cristo, quando verificamos a Sua majestade, que é o assunto da nossa lição de hoje. Jesus Cristo possui toda autoridade no céu e na terra. Esta autoridade é intrínseca à Sua divindade, isto é, ela é uma característica própria de Sua pessoa divina. Ele também a possui delegada por Deus Pai, em função de Sua atividade como Redentor. A autoridade que Cristo demonstrou na terra é bem diferente daquela que os homens procuram. Ela era a essência da verdade e da dignidade, sem demagogia, sem espetacularidades, sem falso alarde, sem injustiça, sem acato à bajulação dos homens. Jesus não foi místico doentio, não foi impostor ridículo, não foi fanático inculto, não foi mestre por conta própria, nem enganador de multidões. Ele é o Senhor dos Senhores, o Mestre dos mestres, e exercitou Sua autoridade até no entregar de sua vida, para que cumprisse a Sua missão e retornasse em glória à direita do Pai. A maravilha é constatarmos que Ele nos delega esta autoridade na transmissão de Sua mensagem. Falamos com a autoridade de Cristo na pregação de suas verdades. Indice � A autoridade da Mensagem A autoridade era reconhecida naturalmente pelos ouvintes. Mateus 7: 28-29 nos diz que as multidões "ficavam maravilhadas da Sua doutrina, porque Ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas". A mensagem era diferente das que estavam acostumados a ouvir. Claramente trazia a autoridade divina. Ela era: Original. Os "mestres" da época haviam se transformado em "máquinas de repetir". Havia as vãs repetições. Cristo resgatou a capacidade de pensar dos Seus ouvintes. Seus ensinamentos por parábolas providenciavam a oportunidade ímpar deles meditarem no que ouviam, de irem armazenando os ensinamentos, de verem na prática as peças se encaixando, de aprenderem verdades espirituais que haviam sido sufocadas pela tradição. Coerente. Sua mensagem não apresentava contradição, mas uma continuidade aos ensinamentos dados por Deus aos autores que, pela inspiração do Espírito Santo de Deus, escreveram o Velho Testamento. Jesus Cristo apresentava a coerência a esta mensagem do Velho Testamento, sendo a Sua própria vida o cumprimento de todas as profecias relacionadas com o Messias esperado. Pertinente. Falava francamente aos pecados e aos pecadores. com sensibilidade e perspicácia, não fechava os olhos para os problemas, mas apresentava a solução divina para estes. Neste sentido ela contrastava com o ensinamento dos Rabinos da época, que viviam se preocupando em legislar coisas triviais da vida, com pouca ou nenhuma aplicação prática. Cumpria-se pelo cumprir, sem sentido maior ou fundamentação na Palavra de Deus. Era a velha tendência humana de ter a tradição suplantando a revelação. Reveladora. não contradizia ou abolia a lei moral de Deus, mas era esclarecedora da verdadeira interpretação e do verdadeiro sentido. O Espírito da Lei fluía das palavras iluminadas de Jesus, aplicando os requerimentos morais de Deus ao homem, ao mesmo tempo em que estabelecia a salvação pela graça, única e exclusivamente como fruto do amor de Deus pelos Seus, e não pelos méritos de qualquer homem. Além disso, Jesus Cristo revelou como nenhum outro, três doutrinas fundamentais: a Pessoa de Deus Pai e características de Sua natureza, no contexto daTrindade. a doutrina do Reino dos Céus, mostrando o caráter eterno e espiritual deste, constituído por todos os chamados por Deus em Seu Filho Jesus. o trabalho real do Messias, em toda a Sua vida de serviço, de sofrimento e de vitória sobre a morte. Indice � A autoridade da Pessoa João 13:3 nos diz que "tudo confiou" nas mãos de Jesus Cristo, sendo Ele o nosso Senhor e Mestre (verso 13). Assim sendo, Ele tem "autoridade sobre toda a carne" (Jo 17:2). Com efeito, Jesus Cristo abriu mão da expressão total de Sua glória aqui na terra (Fl 2:7), mas nunca de Sua autoridade e poder. Ele é a expressão do Pai, tendo portanto, poder sobre tudo e sobre todos (Mt 11:27), com a autoridade inclusive, de perdoar os pecados dos homens e de realizar maravilhas (Mt 9:6) em Seu ministério. Colossensses 2:9,10 afirma que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade"e "Ele é o cabeça de todo o principado e potestade". Esta afirmação nos ensina: que Cristo é Deus - pois possui a plenitude da divindade. que Cristo é Deus eterno - pois esta plenitude nEle habita, isto é, reside, mora, existe, de natureza e de fato. Não é algo agregado posteriormente, mas faz parte de Sua essência eterna. que Cristo é Deus eterno encarnado - pois esta plenitude habita nEle corporalmente. Jesus Cristo revelou-se divino em Sua encarnação. Ele é Deus: antes da encarnação, durante a encarnação e depois da encarnação. Esta é a essência da Sua autoridade e base de nossa segurança, na certeza, dada pelo Espírito Santo, de que nossa salvação é real e de que nossa vitória final está assegurada, pois cremos no Deus Pai vivo e verdadeiro, soberano nos céus, e no Seu Filho Jesus, por quem fomos resgatados da maldição do pecado. Indice � A autoridade aos seguidores Uma das maravilhosas verdades do plano de Deus, é o fato de que ele delega parte dessa autoridade de Jesus aos Seus seguidores. O aspecto da autoridade delegada é o de transmitir a mensagem fiel das boas novas com ousadia e poder. Quando transmitimos as verdades de Cristo e o Seu evangelho, fazemos com base nessa soberana autoridade. Em Mateus 28:18-20, quando Jesus estava dando "A Grande Comissão" aos Seus discípulos, entre os quais nos incluímos, Ele fala de Sua autoridade: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra..." Esta autoridade é a base para que Ele nos mande ir e fazer "discípulos de todas as nações... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado". Note que vamos na autoridade de Cristo, quando pregamos as coisas que Ele nos tem ordenado. Não temos nenhuma autoridade para proclamar nossos próprios pensamentos, para formular a nossa própria mensagem, ou para ensinar algum outro evangelho que não seja o de Cristo Jesus. Mesmo que venhamos a usar o nome do Senhor, se a nossa mensagem for falsa, Ele não nos reconhecerá. Por outro lado, se a nossa mensagem for fiel, Deus a abençoará e a cobrirá com a autoridade divina. Neste sentido, somos Seus embaixadores (I Pe 2:9) para falar das coisas de Deus (I Pe 4:11). Paulo entendeu que esta autoridade de Cristo se transferia aos Seus. Por esta razão ele falava com tanta ousadia e destemor e sua mensagem era poderosa. Em Efésios 6:20, mesmo na prisão, ele se declara um embaixador ousado de Cristo. Em toda a história da Igreja, Deus tem abençoado a pregação da palavra verdadeira, das Suas santas doutrinas. Ela carrega esta autoridade de Cristo. O testemunho da história está presente nos reavivamentos produzidos pela transmissão, com autoridade, do conselho de Deus. Assim foi com grandes homens de Deus, que no passado, não tiveram temor e, seguindo o exemplo dos apóstolos, resolveram obedecer mais a Deus do que aos homens, produzindo fantásticos resultados de conversões a Cristo. A apropriação desta autoridade é o nosso desafio para os dias de pecado e impiedade em que vivemos e para revitalização de uma Igreja que, cada vez mais apática, sucumbe às táticas e à mensagem do mundo, como se não possuísse mais o poder do alto. � O testemunho do Espírito Santo Robson do Nascimento Indice O testemunho do Espírito Santo O Espírito Santo Fala de Cristo O Espírito Santo nos comissiona a falar de Cristo O Espírito Santo nos capacita a falar de Cristo A Função de Uma Testemunha O testemunho do Espírito Santo Logo no início da Palavra de Deus, lemos que o "Espírito de Deus pairava sobre as águas" (Gn 1:2). Temos então uma afirmação de que a Trindade estava ativamente envolvida na criação material. Podemos dizer que o Pai foi o planejador, o Filho foi o agente e o Divino Espírito Santo foi o executor, o construtor, o instrumento da ação conjunta da Trindade, na criação. O Espírito Santo não apenas criou, mas está presente na criação, supervisionando e mantendo esta. A própria expressão utilizada no versículo 2 de Gênesis 1, transmite esta idéia. Ali lemos que Ele pairava sobre a criação. Esta palavra é a mesma utilizada para descrever o ato de uma ave carinhosa, aquecendo seus ovos ou filhinhos. Esta mesma obra Ele a faz na criação espiritual, na regeneração de pecadores salvos. Esta é a garantia de perfeição divina, pois a Bíblia diz que "viu Deus que tudo era bom" (Gn 1:21,25,31). Quando o Espírito Santo fez o homem, Ele o fez perfeito. Ele possuía santidade, justiça e conhecimento, sem nenhum pecado. Após a queda, o homem não se encontra mais em seu estado de justiça moral. Sua natureza é, agora, totalmente depravada, completamente inclinada ao mal e sem possibilidade de executar qualquer coisa boa, no sentido espiritual. O homem natural não conhece o Deus da verdade, nem a verdade (Rm 1:18;3:10-23; 8:7,8; I Co 2:14,15; Ef 2:1). Indice � O Espírito Santo Fala de Cristo Quando estudamos a doutrina do Espírito Santo vemos a centralização do seu trabalho na pessoa de Cristo. Jesus Cristo é o elo de comunicação entre Deus e o homem. Ele é o mediador, o intercessor, o nosso advogado. O espírito Santo possibilita esta comunicação, aplicando o trabalho de Cristo em nós e, fazendo morada em nossas vidas, dando-nos acesso direto "ao trono da graça". Em João 14: 26 Jesus diz: "o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo que vos tenho dito". A atividade aqui descrita do Espírito Santo é, portanto, ensinar e fazer lembrar as coisas que Jesus disse, isto é, testemunhar da pessoa e obra de Cristo. Em João 15: 26 Jesus continua ensinado que "o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dEle procede, esse dará testemunho de mim". Jesus envia o Consolador, da parte do Pai, para dar testemunho dEle. Em João 16: 13, lemos este ensinamento mais uma vez reafirmado: "o Espírito da Verdade vos guiará em toda a verdade; porque não falará por si mesmo". O verdadeiro testemunho do Espírito Santo sempre estará centralizado na obra de Cristo. No versículo 14 lemos: "Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar". A glorificação é à pessoa de Cristo. A anunciação que o Espírito Santo faz é da obra e da mensagem de Cristo, o que é uma referência ao trabalho regenerador efetivado pelo Espírito Santo, na conversão dos descrentes. Dentro deste contexto, o Espírito Santo não trabalha independentemente na obra de Cristo, como pregam muitos desavisados. Ele trabalha selando o trabalho de Cristo na vida do crente, fazendo morada no coração de todos os salvos, promovendo a comunhão cristã, iluminando o entendimento, operando o crescimento em santificação e revestindo o povo de Deus com poder. Indice � O Espírito Santo nos capacita a falar de Cristo O Espírito Santo dá continuidade à Sua obra, capacitando-nos a falar de Cristo. O exemplo que temos é o dos discípulos. Jesus já havia reafirmado e transmitido a Sua autoridade na grande comissão (Mt 28:18). Em Atos 1:2, lemos que Ele deu "mandamentos por intermédio do Espírito Santo" antes de Sua ascensão.A capacitação que tivermos, tem que vir de Deus, pelo Seu Espírito. Paulo nos diz que "expomos sabedoria entre o experimentados" (I Co 2: 6). Esta sabedoria é a sabedoria de Deus (v. 7) que nos foi revelada "pelo Espírito"(v. 10), porque "as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus" (v. 11). Ele complementa no versículo 13: "...falamos não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito". Temos que ter conscientização desta capacidade de "ter a palavra certa" pelo poder do Espírito Santo, não por nosso poder de argumentação, ou por nossa brilhante oratória, ou por nossa presença pessoal. Indice � O Espírito Santo nos comissiona a falar de Cristo Jesus, nos comissionou a irmos por todo o mundo, pregando o Evangelho a toda criatura. Em Atos 1:8 lemos o registro de como Ele se dirigiu aos discípulos e enraizou este comissionamento na atividade do Espírito Santo. Ali lemos: "mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". Jesus declarou aos discípulos a razão da descida do Espírito santo: para que Seu povo desse testemunho dEle em todas as partes do mundo. Não pense que testemunhar de Jesus seja fácil ou automático na vida do crente. Para isso é necessário que o poder do Espírito esteja manifestado em nossa vida cotidiana. É interessante notar que Jesus não prometeu que o crente seria um grande pregador ou operador de milagres, e sim que seria, simplesmente, Sua testemunha perante o mundo. Indice � A Função de Uma Testemunha Como sabemos, uma testemunha fala daquilo que sabe. No tribunal o juiz não quer saber o que uma testemunha imagina ser verdade, mas o que ela realmente sabe, por ter ouvido ou visto. O valor de um testemunho lhe é conferido pelo caráter de quem fornece a evidência que será avaliada pelo júri ou juiz. Testemunha á alguém de grande importância em qualquer sistema judiciário. Todos os crentes são testemunhas, pois evidenciam diariamente o que são e aquilo em que crêem. Crente fraco e derrotado mostra precisamente, através de sua conduta e conversa, esse estado de debilidade. A falta de poder espiritual torna-se evidente a qualquer um que preste atenção ao compromisso e à linguagem daqueles que se autodenominam crentes em Jesus Cristo. Sereis minhas testemunhas! Que tarefa gloriosa a nossa! É a mesma do Espírito Santo - testemunhar de Cristo. Depois de nos capacitar, ele efetivamente nos desafia e nos usa na propagação das boas novas sobre Cristo Jesus. � A graça de Cristo Robson do Nascimento Indice A graça de Cristo O que é "Graça"? A Graça de Cristo e a Lei A manifestação da graça de Cristo O Resultado da Graça de Cristo A graça de Cristo Jesus Cristo é o Messias prometido. Esta verdade foi constatada na aula passada. Constatamos como a Palavra de Deus se empenha em registrar os passos de Jesus Cristo, mostrando sempre como tudo fez parte do plano maravilhoso de Deus, apresentando o cumprimento de inúmeras profecias. Verificamos também que o Messias é o Mediador, o Redentor do Seu povo, e que Ele exercita a Sua obra através de três ofícios: o de Profeta, o de Sacerdote e o de Rei. Hoje estudaremos sobre a essência motivadora de todo o trabalho de Cristo por nós pecadores - Seu amor para conosco, Sua graça derramada sobre nossas vidas, para que pudéssemos alcançar a salvação. O estudo da Graça de Cristo deve nos levar a uma atitude de agradecimento, conforto e consolação, ao constatarmos que, mesmo indignos e pecadores, fomos objetos do amor salvador de Deus - se temos depositado em Jesus Cristo nossa fé, ao ouvirmos Seu chamado. Indice � O que é "Graça"? A palavra graça vem do grego (cáris) e significa "aquilo que em si desperta alegria, encanto, doçura, prestígio e aceitabilidade". Usamos a palavra muitas vezes no nosso dia-a-dia, por exemplo: "graça de estilo", "graça de uma criança". Estamos acostumados a ouvir também a descrição de algum líder como sendo - "uma pessoa carismática. " Isto significa - uma pessoa cheia de graça, simpática, que desperta sentimentos favoráveis. O nome significa também "favor que se recebe, ou que se dá", como por exemplo: "...ele recebeu a graça do juiz de ser perdoado", ou "conceda-me a graça..." A palavra engloba, portanto, as seguintes idéias básicas: Espontaneidade, Generosidade, Benevolência, Favorecimento gratuito, Bem-querer e Amor imerecido. Na Palavra de Deus o termo ocorre uma quatrocentas vezes, e geralmente, significa "favor espontâneo e permanente de Deus para aquele que não tem mérito nem direitos," ou, resumidamente, "favor não merecido". Vejamos alguns trechos: Tito 3:4,5 - "Outrora nós também éramos insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o Seu amor para com os homens". É o auxílio divino, a indulgência dada aos homens pecadores, aos salvos, sem que houvesse nada neles que gerasse o mérito ou o direito ao recebimento deste amor. A causa é, única e exclusivamente, a misericórdia de Deus. I Pedro 5:5 - "Semelhantemente, vós, jovens, sede submissos aos mais velhos. E cingi-vos todos de humildade uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." É o socorro de Deus concedido aos humildes, àqueles que reconhecem que nada possuem a exigir, mas que, constatando a sua insignificância e a majestade e santidade de Deus, entregam-se à misericórdia de Cristo. Atos 14:3 - "Assim detiveram-se muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que pelas mãos de Paulo e Barnabé se fizessem sinais e prodígios." Ver também Atos 20:24,32. É muitas vezes utilizada como sinônimo do evangelho de Cristo. II Pedro 3: 18 - "Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. Amém." O crente é exortado a "crescer na graça". Significa, portanto, os frutos deste mesmo evangelho salvador. II Co 9:15 - "Portanto, julguei necessário exortar a estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa dádiva, já antes anunciada, para que esteja pronta como expressão da generosidade, e não de avareza." O Evangelho de Cristo é "o dom inefável de Deus". Dom significa dádiva, presente e inefável significa indescritível, aquilo que não existem palavras para descrever, tal a sua grandiosidade. Cristo é, portanto, a graça de Deus para com os pecadores. Graça é - Deus amando espontaneamente e generosamente aqueles que não merecem amor, enviando o Seu Filho para a salvação de pecadores. Indice � A Graça de Cristo e a Lei A Graça de Cristo é a manifestação do Seu amor espontâneo para com os pecadores, antes e depois de crentes. Jesus é em si mesmo a própria Graça porque nEle se acha a "Graça e a Verdade" (Jo 1:14). Este verso nos ensina que estas duas qualidades - Graça e Verdade - resumem a glória de Deus, visível aos homens em Cristo. Expressando a sua "plenitude", atestam a divindade de Cristo. A Lei Moral, dada através de Moisés, estabelecia e traçava os limites e padrões de Deus, mas era incapaz de salvar, pois todos a quebram em seus pecados próprios e na sua origem pecaminosa (somos todos descendentes de Adão, que quebrou o pacto, no paraíso). No seu aspecto cerimonial (lei Religiosa), apontava para o Messias que havia de vir, mas os sacrifícios eram simbólicos, imperfeitos, sem poder inerentes em si. A Lei Civil, ou judicial, mantinha a estrutura da sociedade, mas não providenciava a redenção. Mas a Graça, que flui do Messias e por intermédio do seu trabalho, excede a Lei, não no sentido que a contradiz, mas no sentido que anula a sua condenação. Cristo, tendo pago os pecadosdos Seus na cruz do Calvário, e tendo vencido a morte por Sua ressurreição, em função da Sua Graça, apropria (transfere, imputa) a Sua justiça a pecadores perdidos. A Graça de Cristo é, acima de tudo, uma qualidade de Sua Pessoa mesma, a virtude do Seu caráter, o amor em ação generosa. Indice � A manifestação da graça de Cristo Cristo, em graça, agiu concretamente. Seu amor não foi apenas "platônico", transcendente, distanciado, só em desejo ou vontade. Foi traduzido em realidade objetiva e fatos. II Coríntios 8:9 nos diz: "Pois já conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela Sua pobreza vos tornásseis ricos". A Sua graça se manifesta no fato de que Ele sendo rico se fez pobre, por amor de nós. A Graça de Cristo se apresenta em três fases: Na eternidade - Como vemos em Efésios 1:4, a preparação do plano de salvação, manifestação da graça de Deus vem de toda a eternidade. Na terra - A vida de Cristo foi de contínuo bem-fazer. Ele pregou, curou, ensinou, consolou, proferiu palavras de graça (Lc 4:22). No céu - Junto com o Pai, depois de ter cumprido a Sua obra, exaltado, agora Ele intercede pelos Seus salvos, dando-nos acesso ao trono da graça (Hb 4:14-16). Cristo, portanto, trouxe graça à terra. Ele é o despenseiro de todos os favores não merecidos por nós (Ef 2:1, 4-9). Ele tirou o crente do cárcere da Lei e colocou-o no salão livre da Graça. Mudou o seu estado de miséria e o seu regime de condenado. Mudou o seu relacionamento com o Seu criador e consigo mesmo. Fora da Graça só podemos encará-lo como Juiz, para receber a sentença. Com a manifestação da Sua Graça, encaramo-Lo como nosso amado Salvador, aquele que por nós pagou as penas do pecado, que nos restaurou a comunhão com Deus, a quem podemos carinhosamente chamar de Pai, pois somos filhos por adoção, comprados por alto preço. Indice � O Resultado da Graça de Cristo A Graça de Cristo dá ao crente o poder de servir bem no espírito do evangelho (Rm 12:6). A Graça de Cristo torna o crente capaz de compreender melhor o dever de amar ao seu próximo, de entender os fatores que motivaram o Bom Samaritano (2 Co 4:15, 8:9). A Graça de Cristo desperta no crente o apreço ao trabalho, o envolvimento nas tarefas que contribuem para o engrandecimento do Reino de Cristo. A sua conscientização deve eliminar o zelo cego, o espírito crítico, a maledicência, matando as rixas e dissensões (At 11:23). Com razão a Palavra de Deus nos ordena: "crescei na graça... de Cristo" (II Pe 3:18). � Jesus Cristo - o Messias Robson do Nascimento Indice Jesus Cristo - o Messias O que é "Graça"? O que é "Messias" ? O Messias - Cristo no Velho Testamento O Resultado da Graça de Cristo As funções do Messias Jesus Cristo - o Messias "Havendo Deus outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo. O Filho é o resplendor da Sua glória e a expressa imagem da Sua pessoa, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder. Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade nas alturas. Assim Ele se tornou tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que o deles." Hb 1: 1-4 Todos os sinais, qualificações, honras, funções e dignidades do Messias prometido foram personificadas no Filho de Deus - Jesus Cristo. Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1: 14). Esta foi a lição passada que estudamos, no sentido de aprendermos mais sobre a pessoa de Cristo. Hoje começamos a estudar a Sua obra: Jesus Cristo como redentor de seu povo, como salvador de pecadores. Para a redenção de pecadores, a Bíblia nos ensina o seguinte: Termos que expressam a obra de Jesus Era necessário que fosse: Por quê? MESSIAS Deus Verdadeiro Para que pudesse realizar completamente Sua obra, sem ferir a justiça divina. MEDIADOR Homem verdadeiro Para que pudesse representar os homens naquilo que nunca poderiam fazer. REDENTOR Deus e Homem em uma só pessoa Para que Seus atos fossem aceitos por Deus, procedentes de uma única pessoa, responsável e capaz. Para que nossa confiança fosse em uma pessoa. Você compreende o significado de Jesus ser o Messias prometido? Vamos verificar que a vinda de Jesus e toda a Sua história não é um mero "acidente". Ela é parte do grande plano maravilhoso de Deus de redimir o Seu povo, de salvá-lo da alienação e da miséria produzida pelos seus pecados; de livrá-lo da punição eterna, dando-lhe vida abundante e eterna comunhão com o seu Criador. Indice � O que é "Messias" ? Messias é a palavra hebraica que significa ungido. A unção, no Velho Testamento, era a cerimônia de aprovação ou ordenação de alguém para uma função ou posição muito especial. Os sacerdotes, eram ungidos. Os reis eram ungidos. Jesus Cristo não é designado como um ungido, mas como O ungido. O Messias, prometido, aguardado pelo seu povo. Aquele no qual se acharia a redenção, através do seu trabalho de mediador entre Deus e o homem. Mateus 1: 21 nos mostra a identidade inconfundível do Messias: Jesus Cristo. O nome Cristo, é um nome grego, com o mesmo significado do nome Messias no hebraico. Jesus, significa salvador, ou, aquele no qual há salvação. A unção de Cristo, a confirmação de sua unção e a sua gloriosa função de mediador, salvador e rei do seu povo, está registrada em passagens como Isaías 9:6; Mateus 3:16 e 16:16. Indice � O Messias - Cristo no Velho Testamento Os detalhes escritos sobre Jesus Cristo, milhares de anos antes de sua encarnação, são impressionantes! Vamos ver apenas algumas passagens: Desde a queda do homem que temos a primeira promessa específica de vitória sobre Satanás, indicando que tal vitória seria alcançada pela "semente da mulher", isto é por um homem! (Gn 3:15). Deus fez um pacto com Abraão e reafirmou este pacto muitas vezes ao longo da história do Velho Testamento: com Jacó, com Judá, com Davi (Gn 12;18; 49:10). O Messias prometido sairia dessa linhagem. Moisés foi informado que o Messias seria um profeta, autorizado e enviado por Deus (Dt 18:15-18), para o seu povo. Balaão, em uma visão, recebeu a revelação de que o Messias seria uma "estrela" da Esperança e da Fé, e seria um Rei forte (Nm 24:17). Isaías transmitiu inúmeras profecias sobre o Messias. Em uma delas, fica claro que o Messias faria por si mesmo a expiação dos pecados do seu povo, isto é, seria um Sacerdote (Is 53: 4-10, também profetizado no Salmo 110:4). Muitos salmos (chamados messiânicos) registram com extrema precisão a vida e obra do Messias, aproximadamente 1000 anos antes dos verdadeiros acontecimentos. Por exemplo, o Salmo 2 fala do Reino do Messias. O Salmo 8 fala da encarnação. O Salmo 22 fala sobre sua morte na cruz. A precisão das profecias chega ao ponto de especificar o local de nascimento de Cristo - Belém (Mq 5:2), e de dar a época exata do seu nascimento: em Daniel 9 lemos o registro dos detalhes históricos que precederia a vida do Messias, por um período de "setenta setes", ou seja, de 490 anos. toda a história da humanidade, os impérios e as conquistas que se sucederam, está mapeada nesse capítulo, culminando com a vinda do Messias. Resumindo, todos os rituais de culto do Velho Testamento, as festas cerimoniais, os sacrifícios, as ofertas, etc, apontavam para o Messias, Jesus Cristo. Tudo isso cumpriu-se nEle, como nos instrui Colossenses 2: 16-23. Não é de espantar que tantas vezes o Novo Testamento relate os acontecimentos da vida de Cristo com o prefácio: "E nisto assim se cumpriu o que foi dito pela Escritura", ou "pelos Profetas..."(Ex.:Mt1:22). Indice � As funções do Messias No início do livro de Hebreus (1:1-4), lemos algumas declarações sobre Cristo: A mensagem que Cristo nos deu é semelhanteà dos profetas (v.1), ou seja: Jesus Cristo é Profeta. Vimos acima que tal função já estava prevista no Velho Testamento. Os profetas do Velho Testamento eram os porta-vozes de Deus, os Seus mensageiros. Jesus é a revelação suprema do Pai, de Sua vontade, de Seus propósitos e de Seus desejos. Ele fez a purificação dos nossos pecados (v.3), ou seja: Jesus Cristo é Sacerdote. Também predita no Velho Testamento, esta função era representada por integrantes da tribo de Levi. Os Sacerdotes eram os mediadores entre Deus santo e os homens pecadores. Realizavam o serviço de oferecer os sacrifícios e de interceder pelo povo. Cristo é o único sacerdote perfeito e exerceu a Sua função oferecendo-se a si mesmo na cruz (Hb 7:24-28), para nossa salvação. Ele não somente é autor de todas as coisas, mas também é apresentado como o herdeiro de tudo (v.2), ou seja: Jesus Cristo é Rei. Em muitos trechos do Velho Testamento encontramos menção à majestade e ao reinado de Cristo. Rei dos Reis, que vence o inimigo e assegura vitória para si e para o Seu povo! Estes ofícios, que bem descrevem a obra de Cristo, têm sido identificados na Palavra de Deus pelos teólogos de todas as eras:Jesus Cristo é nosso Profeta, Sacerdote e Rei. Quando aceitamos a Cristo em nossas vidas Ele adentra como Salvador (Sacerdote) e Senhor (Rei). Como Profeta, Ele é a palavra da salvação, direcionamento, admoestação, correção e julgamento, ou seja, interliga os aspectos de ser Senhor e Salvador. Quando pecamos, estamos indo contra o Seu posicionamento como Senhor de nossas vidas. Quando estamos envolvidos em algo errado, estamos negando a regência que Ele tem por direito. Ele nos castiga, como Rei que Ele é. Ele nos ama e nos quer arrependidos ao pé da cruz, para o recebimento do prometido perdão, pois é o nosso Salvador. Mas a Bíblia não dá conforto a ninguém com a duvidosa proposição de que você vai vivendo, tendo Jesus só como Salvador, e permanecendo no pecado, até que um belo dia você o chama para ser o seu Senhor. A Bíblia desconhece esta situação, e àqueles que vivem em pecado os manda examinarem a salvação que professam. O verdadeiro crente possui uma vida caracterizada pela obediência (Jo 14:15). Ele precisa ter o Espírito Santo no domínio de suas ações, ser cheio do Espírito, subjugar a sua natureza pecaminosa, mas ele já foi resgatado por Jesus Cristo, o glorioso Messias - Senhor e Salvador, Profeta, Sacerdote e Rei. � Jesus Cristo - Deus conosco Indice Jesus Cristo - Deus Conosco A origem de Jesus A doutrina da encarnação A origem da encarnação Jesus Cristo - Deus Conosco A Palavra de Deus nos ensina que Deus se fez carne e habitou entre nós, Jo 1:14 - "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". Esta identificação com o homem foi o ato de amor supremo de Deus por nós. Ela levou o Filho de Deus até à morte horrível na cruz, por nossos pecados. As gloriosas doutrinas da Mediação e da Redenção, ou seja: o trabalho de Jesus Cristo, vencendo a morte para nos dar a salvação, será o assunto das próximas quatro lições. Vamos estudar a encarnação de Cristo, expressa em Sua pessoa, em Sua obra e em Seu caráter. Você crê em Jesus Cristo como seu Salvador? Verifique então quão misericordioso, extenso e incompreensível é este amor de Deus por você. Seja edificado à medida em que estuda sobre a pessoa e sobre o trabalho de Cristo. Conforte-se na pessoa de Cristo, que deu-se a si mesmo para morrer na cruz para lhe salvar. Indice � A origem de Jesus Eis alguns fatos sobre a Pessoa de Jesus: Jesus existiu sempre, desde toda a eternidade. Ele é preexistente, sem princípio e nem fim. João o chama de Verbo. Este Verbo Divino manifestou-se ao mundo e veio à terra como Redentor e Mediador, como Deus-homem (Is 9:6). Prometido desde o Jardim do Éden , Ele veio de uma linhagem real - descendeu de Davi (Is 11:1; Lc 2:4). A encarnação ocorreu histórica e objetivamente. Ela não é apenas uma fábula. Nossa Fé Cristã tem raízes históricas porque é a fé verdadeira. Jesus realmente veio e habitou entre nós (Mt 1:1,17). Sua morte realmente ocorreu como relatado e sua ressurreição é uma verdade constatada não apenas experimentalmente na vida dos salvos, mas documentada e historicamente atestada. Jesus, como Filho de Deus, é eternamente gerado do Pai. Isto significa que Ele tem origem divina absoluta, infinita e eterna. Como Cristo, o Messias que havia de vir e encarnar-se, Jesus teve origem temporal e histórica, dentro de condições humanas completas. Indice � A doutrina da encarnação Os pontos relacionados com a vinda de Jesus Cristo e o Seu habitar entre nós, como Deus-homem, constituem a Doutrina da Encarnação. Ela é uma das principais doutrinas da fé cristã e tem sido freqüentemente atacada ou distorcida pelas seitas. É necessário que saibamos o que a Bíblia nos diz sobre esta doutrina. Procure entender os pontos abaixo: Jesus Cristo foi e continua a ser Deus Verdadeiro. Na Encarnação Ele, que possuía a natureza divina, assumiu a natureza humana. Existe uma diferença entre pessoa e natureza. Jesus Cristo é, e continua a ser uma pessoa. Possui, porém, desde a encarnação, duas naturezas, a divina e a humana. Não existe dualidade de pessoas em Cristo, nem conflitos ou confusões de qualquer sorte. Ele não é menos homem, por ser Deus, nem a Sua divindade foi diminuída, por tornar-se integralmente homem. Como isto ocorreu, é um mistério cuja total explanação não caberia em nossa finita compreensão. Não devemos, entretanto, cometer o erro de ignorar a clara revelação das Escrituras, que estabelecem a total humanidade de Jesus Cristo, bem assim como Sua plena divindade. Muitas seitas começaram com a fútil tentativa de diluir estas verdades de tal forma que elas coubessem em um raciocínio simplista, porém não-bíblico. Na esfera prática, a humanidade de Cristo significa que: o Seu crescimento físico foi real; o Seu crescimento em conhecimento foi real; o Seu sofrimento foi doloroso; a Sua fome era fome mesmo; o Seu choro era igual ao nosso; as Suas tentações foram provações iguais às nossas, porém Ele não pecou, Hb 2:9 - "Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos" e Hb 4:15 - "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se de nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". A Sua plena divindade significa que: Ele foi concebido sem pecado; Ele possuía todo o poder (Mt 28:18) e adequadamente o utilizou, nas ocasiões pertinentes à Sua missão; Ele possuía consciência total de Sua missão, voluntariamente deixou a Sua glória (Fp 2: 7,8) e deu-se a Si mesmo (Gl 1:4), vencendo a morte por nós; Ele possui as prerrogativas da divindade e aceitou adoração, como Deus que é. Qual o propósito da encarnação? Para realização da redenção de pecadores. Para revelação do amor de Deus aos homens. Sem a encarnação não poderíamos ser salvos: como pagaríamos o salário do pecado, que foi pago por Cristo em nosso lugar? Com a encarnação Deus demonstra o Seu amor e executa a Sua justiça. Ele providencia o remédio ao pecado e às penalidades impostas a ele, sem quebrar a Sua santidade, sem ser conivente com o pecado. Indice � A origem da encarnação A Bíblia nos ensina que a encarnação do Filho de Deus foi prevista na eternidade e nos sábios conselhos da Santíssima Trindade (Sl 2; Jo 17:5 - "E agora glorifica-me Tu ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse"). Gálatas 4: 4-6 mostra que nada ocorreu "por acidente". Quando Deus operou a "plenitude dos tempos", isto é, quando cada detalhe e cada condição estavam preparados para a missão do Messias - Jesus Cristo, Ele veio ao mundo, exatamente como estava profetizado desde Gênesis 3:15. Deus escolheu um povo, depois a casade Davi e depois uma família abençoada (José e Maria) para que, por obra do Espírito Santo, Jesus viesse a nascer. O nascimento virginal de Jesus Cristo, um milagre muito contestado por teólogos modernistas mas claramente registrado nas Escrituras (Is 7:14 e Mt 1:23), explica a ausência do pecado original em Cristo, ao mesmo tempo que estabelece Sua humanidade desde a formação no ventre de Maria. A providência divina fez com que houvesse uma língua básica em quase todos os povos do oriente e da Europa - o grego, gerando condições propícias para a disseminação do Evangelho. A conquista dos Romanos providenciou um sistema legislativo e legal com garantias mínimas de ir e vir, no qual o trânsito dos apóstolos foi grandemente facilitado. A encarnação é compreensível pela fé na Palavra de Deus. A pessoa de Cristo é exaltada quando reconhecemos Sua humanidade e o Seu amor para conosco, por esta situação voluntária em que se colocou: de ser igual a nós em tudo, porém sem pecado. � A Trindade Revelada na Bíblia Robson do Nascimento Indice A Trindade Revelada na Bíblia Como aprendemos sobre a Pessoa de Deus O que sabemos sobre a Pessoa de Deus? A importância da Trindade As negações e objeções dos incrédulos A Trindade Revelada na Bíblia O Deus verdadeiro que adoramos subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, iguais em natureza, poder e glória. Esta é a doutrina que encontramos na Bíblia e ela é fundamental para o entendimento de muitos outros fatos sobre Deus e sobre o Seu relacionamento com nossa pessoa. A doutrina da Trindade sempre teve um importante papel na história eclesiástica e os pais da Igreja produziram vários documentos reafirmando-a como um dos pontos básicos do Cristianismo fiel. Muitas heresias começaram com a negação da doutrina da Trindade. Nos dias de hoje, As Testemunhas de Jeová, se destacam na negação desta doutrina. Apresentam uma linguagem bíblica na sua mensagem, mas contradizem a Palavra de Deus com seus ensinamentos. Por isso não podem ser considerados cristãos. Vamos fortalecer a nossa fé através do estudo de tão importante fundamento? Indice � Como aprendemos sobre a Pessoa de Deus Quem é Deus? Para responder a esta pergunta, temos que examinar ainda outra: de onde vamos tirar nosso conhecimento sobre Ele? Romanos 1:20,21 nos ensina que tanto o poder de Deus como Sua própria divindade são demonstrados na natureza, em tudo o que Deus criou. Como a nossa visão foi afetada pelo pecado, temos necessidade da revelação especial das Escrituras Sagradas para sabermos mais de Deus. O entendimento pleno da bíblia, da carta que Deus escreveu para nós, é providenciado pelo Espírito Santo (I Co 2:10, 12,14). Estes versos nos mostram que o que sabemos de Deus não pode surgir da especulação do homem nem da mera contemplação da natureza. precisamos do padrão: a Bíblia e a orientação do Espírito, para sabermos objetivamente os fatos sobre a Sua pessoa. É possível ver a diferença da fé cristã para com outras religiões? Extraímos o nosso conhecimento de algo objetivo - as Escrituras, escritas sob a inspiração de quem já sabia o que devia ser escrito (I Co 2:11), enquanto que as demais religiões são fruto da especulação humana, são subjetivas e são frutos da distorção do pecado (Rm 1:25). Firmados, assim, na verdade e no alicerce da Palavra de Deus, vamos aprender o que essa Palavra nos diz sobre Ele. Indice � O que sabemos sobre a Pessoa de Deus? Deus é um só e único.( Dt 6:4). Ao contrário do que ensinam muitas religiões, as quais dizem existirem muitos deuses - uns maiores, outros menores; uns mais poderosos, outros menos fortes; uns representando o bem, outros o mal - a fé cristã, baseada na Bíblia, reconhece a existência de um único Deus, no qual se reúnem todas as perfeições. Em Deus tudo é absoluto, eterno e infinito. Os demais deuses, nos diz Paulo, procedem da ignorância humana (At 17:16,23 e I Co 8:4-6). Deus não é apenas o Deus Criador, que se afastou de Sua criação e deixa o mundo correr o curso da história. Nosso Deus é um Deus vivo e pessoal, soberano, que age nos dias de hoje, como agiu no passado e que não muda (Tg 1:17). Ele é o Senhor da vida e sustenta a tudo e a todos. Deus é a causa das causas. Ele sempre foi. Ele não é matéria e é diferente de Sua criação (transcendente) em essência. Ele é Espírito (Jo 4:24) que nos criou à Sua imagem e semelhança. Deus se revela em Três Pessoas: Eternas, Infinitas e Iguais em Poder, em Glória e em Essência. Esta é a doutrina da Trindade: a única divindade, o Deus único, se fazendo conhecido em três pessoas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Note que Deus se revela nestas três pessoas e não ora com Pai, ora como Filho e, ora como Espírito Santo. São três pessoas reais, embora distintas por suas propriedades pessoais. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Deus é um só em Sua essência e em Seu ser. Alguns trechos da Bíblia onde a doutrina da Trindade está revelada: Mt 3:16,17; Mt 28:19; Jo 1:1; Jo 3:18; Jo 10:30; I Jo 5:20; I Co 8:6; Hb 1:3; II CO 13:13. Indice � A importância da Trindade A doutrina da Trindade é uma doutrina difícil, mas a dificuldade existe porque somos limitados em nossa compreensão: somos as criaturas e não o Criador. Ela é, portanto, uma doutrina incompreensível em sua extensão final, mas não ilógica. Ela não fere a lógica de Deus. Pelo contrário, muitas doutrinas só são entendidas em função da Trindade. Vejamos um exemplo: Deus é auto-suficiente em tudo. Como é esta auto-suficiência no que diz respeito à comunhão? Muitos cometem o erro de dizer que Deus criou o homem porque precisava de comunhão. Não. A criação do homem está nos propósitos insondáveis de Deus e foi para Sua própria glória, não por qualquer necessidade Sua. A doutrina da Trindade dá sentido à auto-suficiência de Deus, no que diz respeito à comunhão. Ele tem comunhão entre si. A Trindade esteve ativamente envolvida na criação (Gn 1:1 e Jo 1:1) e envolve-se plenamente no processo de Salvação, que é executada pelo Filho e aplicada pelo Espírito Santo. Existe subordinação na Trindade? Já verificamos que as Três Pessoas são iguais em essência, divindade e poder. Os teólogos explicam que na Trindade não há subordinação, mas na diferenciação de relacionamentos com o homem, nas atividades auto-impostas por Deus, o Filho é gerado do Pai e o Espírito Santo procede do Filho. Desempenham, desta forma, funções específicas, nas quais às vezes confundimos a administração destas funções com subordinação propriamente dita. Por exemplo: o Filho revela o Pai; o Espírito Santo fala não de si mesmo, mas do Filho. Indice � As negações e objeções dos incrédulos A doutrina da Trindade não deve ser alvo de tentativa de prova matemática. Sendo um dos pontos chaves de nossa fé, ela é aceita pela fé e pela compreensão de que a Palavra de Deus é veraz. Esta mesma Palavra revela claramente a doutrina, nos trechos indicados no ponto anterior. Às objeções do racionalista, do campo não-religioso, devemos responder que esta doutrina faz parte integral da fé cristã. Ela não fere o nosso intelecto. Muito pelo contrário, ela dá sentido às ações de Deus e ao Seu relacionamento com as suas criaturas. Procure desviar-se da discussão específica sobre uma doutrina que ele nunca compreenderá ou aceitará, a não ser que se converta ao Cristo que salva. Apresente-o ao Evangelho. Por mais que ele fuja, confronte-o com a sua condição de pecador e sua necessidade de redenção. Após esta questão principal, se subsistir o interesse, mostre-lhe os trechos que servem de base à nossa aceitação da doutrina. Ore para que Deus olhe use e lhe dê as palavras certas. Às objeções dos cultos e seitas, principalmente dos Testemunhas de Jeová, mantenha-se firme na Palavra de Deus. Não aceite a "tradução" deles como base (chamada de "O Novo Mundo"), pois ela foi preparada com distorções estudas exatamente para minar as doutrinas principais do cristianismo.Não aceite aqueles argumentos apresentados por eles. Mostre o sentido claro dos versículos. Concentre-se naqueles que apresentam a divindade de Cristo. Conscientize-se que são emissários de Satanás e ore para a Deus para que não consigam abalar a sua fé e tenham os seus olhos abertos para compreenderem a verdadeira Palavra de Deus. � DESEMPENHANDO UM MINISTÉRIO O Novo Testamento está sempre afirmando que a verdadeira vida cristã é essencial e radicalmente diferente da vida natural do homem do mundo. Externamente, pode ser bem parecida, com elementos tais como: ganhar a vida, estudar, casar, criar filhos, varrer a casa, comprar mantimentos, conviver com a vizinha, etc. Mas interiormente, o princípio de vida é completamente diverso. Cristo participa de todos esses elementos. A vida é vivida por meio dEle. É Ele o motivador de todas as ações certas, e Aquele que corrige as ações e pensamentos errados. É quem dá todas as alegrias e cura todos os males. Ele já não está à margem da vida, lembrado aos domingos, mas ausente durante o resto da semana. Ele é o centro de tudo; a vida gira em torno dEle e por isso está corretamente focalizada; o coração é possuído por uma paz profunda; o espírito é revestido de força a despeito das provações externas, e bondade e alegria irradiam para todos os lados. Isso é que é viver! É impossível manter em segredo, para si só, este tipo de vida. Ela clama por ser transmitida a outros que ainda estão lutando com senso de culpa, desepero, auto-rejeição e hostilidade. Onde quer que o sofrimento se manifeste, ali essa vida pode começar a ser partilhada. Alguém já definiu isso de uma forma simples e bela: "É um mendigo dizendo a outro onde pode encontrar pão." Essa transmissão de vida não exige uma apresentação formal ou estilizada, nem um lugar ou ocasião especial. Não se restringe àqueles que foram ordenados ou se encontram "no ministério". Qualquer pessoa que já vivenciou o verdadeiro ministério, acessível a todos, que o apóstolo passa a descrever: "Ora, tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação." (2 Co 5:18,19.) Neste breve trecho, Paulo usa quatro vezes a idéia de reconciliação. Já que o homem foi criado para ser a habitação de Deus, nada poderia ser pior para a nossa condição humana, do que estarmos distanciados do Deus que nos criou. O principal mal da humanidade é achar-se separada de Deus, e ele se manifesta em expressões dolorosas tais como senso de culpa, hostilidade e desespero. Assim sendo, a melhor notícia que um homem pode receber é a de que foi encontrado um meio de reconciliação com Deus. E o grande privilégio do cristão é justamente proclamar essa boa-nova àqueles que necessitam dela deseperadamente, e estão desejosos de acolhê-la devido aos sofrimentos porque passam, e às carências que há em sua vida. O testemunho deve sempre iniciar-se pela necessidade do indivíduo. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados" disse Jesus, "e eu vos aliviarei". O apóstolo salienta alguns aspectos desse ministério, a fim de revelar sua grandeza e relevância. Vamos recordá-los para nos conscientizarmos do inestimável privilégio que é proclamar essa mensagem às pessoas que sofrem. Esse ministério origina-se em Deus. É uma experiência pessoal. É abrangente. Traz libertação. É entregue pessoalmente. É investido de autoridade. É voluntário. Realiza o impossível. É experimentado em cada momento de per si. Vejamos destacadamente as características desse ministério. Origina-se em Deus. "Tudo provém de Deus", diz Paulo. A parte ofendida é quem inicia o movimento de reconciliação. A boa-nova não parte do homem; não é simplesmente mais um dos muitos recursos que o homem criou para tentar encontrar o caminho de volta a Deus. A própria natureza dessa boa-nova é tal, que nunca poderia ter sido inventada pelo homem, a não ser fraquezas, fracassos e rebeldia. É uma experiência pessoal. "Deus... nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo." O crente que dá testemunho da nova aliança não fala de modo acadêmico. Ele se identifica perfeitamente com o sofrimento e as trevas daqueles a quem se dirige, pois ele próprio já esteve nessa situação. Mas ele já encontrou uma solução tão satisfatória e completa, que ficou ansioso para transmiti-la a outros. Não fala do "plano da salvação" como se fosse uma doutrina teológica, que existisse apenas uma apreensão intelectual de seu conteúdo, para proporcionar a experiência. Em vez disso, ele dá testemunho de um Senhor pessoal, que ao mesmo tempo é o Salvador e o sustentador de sua vida. Ele não procura dar a impressão de que, quando se rendeu ao Senhor foi imediata e completamente liberto de toda luta contra o mal, contra o senso de culpa, ódio e medo, mas deixa claro que essa rendição inicial provocou uma mudança permanente no seu coração. É abrangente. "E (Deus) nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo." Uma das maravilhas do verdadeiro cristianismo é a sua universalidade. Não é absolutamente "a religião do homem branco", nem é somente para negros, vermelhos ou mulatos. Não se destina às classes trabalhadoras, assim como não é para as classes ricas, nem para os que vivem em favelas. Os homens irão descobrir que ele se ajusta perfeitamente às suas necessidades de homens, e as mulheres verão que ele realiza e completa sua feminilidade. Este ministério leva a Deus todas as carências de cada pessoa, física, espiritual e emocional. Traz libertação. "Não imputando aos homens as suas transgressões." Pela cruz de Jesus, o problema criado diante de Deus pelo pecado humano é totalmente eliminado. E para eliminar suas nocivas consequências sobre a vida humana, Deus nada exige, a não ser um reconhecimento sincero desse mal. Não exige nenhuma penitência e nem as aceitará. Não exige autoflagelação. Qualquer tentativa de se recorre a tais coisas é apenas prova de que a pessoa vem a Cristo pela primeira vez, mas a toda a sua vida. O castigo da morte por todos os nossos pecados já foi aplicado a Cristo. E isso significa a morte em suas diversas formas, como já vimos. Só a experimentamos quando nos recusamos a crer em Deus, e procuramos justificá-la perante Ele. Mas a experiência da morte encerra-se no momento em que cremos nEle: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo." (Rm 8:1.) É entregue pessoalmente. "E nos confiou a palavra da reconciliação". A boa-nova não nos chega por intermédio de anjos. Não nos é anunciada dos céus por vozes fortes, impessoais. Nem nos chega por nos debruçarmos sobre empoeirados volumes do passado. Em cada geração, ela é transmitida por homens e mulheres, seres vivos, que falam de uma experiência que eles próprios viveram. A encarnação, o Verbo que se fez carne, é o meio eterno pelo qual Deus se comunica com as pessoas. Vem sempre às espensas de muita fome e sede, de provações pessoais que enfrentamos por amor a Cristo - sangue, suor e lágrimas. É investido de autoridade. "De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio." O embaixador é um porta-voz oficial de uma nação, num país estrangeiro. Sua palavra tem o respaldo da nação que o enviou, mas apenas quando essa palvra representar realmente o pensamento e a vontade do Estado que representa. Assim também os crentes, por toda a parte, são porta-vozes autorizados por Deus, "como se Deus exortasse por nosso intermédio", mas somente quando estão vivendo como cristãos autênticos. Quando isto acontece, Deus honra a palavra deles e opera mudanças visíveis e reais na vida daqueles que aceitam seu testemunho. É a característica da inegável realidade, que vimos no estudo: Distinguindo a verdadeira vida cristã. É voluntário. "Em nome de Cristo, pois, rogamosque vos reconcilieis com Deus." Em todo esse texto, o apóstolo emprega palavras que revelam a natureza não coercitiva do evangelho: "exortar", "rogar". E já que, como ele afirma, rogamos "em nome de Cristo", ou literalmente, "em lugar de Cristo", é muito importante que não usemos de mais coação do que o Senhor usou nos dias em que viveu entre nós. Na verdade, o cristianismo autêntico é Cristo falando aos homens, pelo Espírito, por nosso intermédio, nos dias de hoje. Se for de outra forma, já não será do Espírito. Realiza o impossível. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fossêmos feitos justiça de Deus." Essa é a suprema glória da nova aliança. Ela obtém o que nunca poderia ter sido alcançado pelo homem caído: justiça (valor) diante de um Deus santo. E isso parece impossível até para Deus. Como um Deus justo poderia justificar o injusto? Como um Deus reto pode, com justiça, declarar reto um pecador ímpio? É um enigma que confunde até mesmo os anjos. Mas já foi realizado! Aquele que não conheceu pecado, Jesus o justo, (na cruz) tornou-se pecado por nós, que não conhecíamos a justiça, a fim de que a justiça de Deus pudesse passar a nós e ser nossa para sempre. E essa justiça não apenas caracteriza nossa posição perante um Deus santo, mas é também nossa condição no presente, sempre que andarmos no Espírito. Portanto, a cruz é o lugar onde Satanás é sempre derrotado. A cruz era o grande segredo que Deus tinha e que o diabo não contava. O grande acusador nunca poderá encontrar um fundamento pelo qual possa fazer o Deus justo voltar-se contra nós, pois todos os nossos pecados foram separados de nós, para sempre, pela cruz. Agora podemos ter uma identidade totalmente nova. Somos um só espírito com o próprio Jesus. É experimentada em cada momento. "E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus (porque Ele diz: Eu te ouvi no tempo aceitável e te socorri no dia da salvação: eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação." (II Co 6:1,2). É possível alguém receber a graça de Deus em vão. Isto é, a pessoa pode viver grande parte de sua vida utilizando os recursos da carne, em vez do poder e riquezas do Espírito. Assim sendo, nesses momentos, ou horas, ou dias, Cristo de nada nos vale. Nós o temos, mas vivemos como se ele nem estivesse ali. A graça e o poder de Deus nos pertencem, mas não nos valem de nada. E como temos que receber a graça de Deus pela fé (ou pela dependência) e dela nos apropriarmos a cada momento, então é com o momento presente que devemos preocupar-nos. "Eis AGORA o tempo aceitável; eis AGORA o dia da salvação". O fato de que alguns instantes atrás estávamos andando no Espírito não tem valor para nós agora. Nossa intenção de andar no Espírito daqui a alguns minutos não nos redime o presente. Se agora escolhermos agir na carne, este tempo está perdido, para sempre, e nunca poderá ser revivido ou reconquistado. Disputemos a corrida da vida, procurando viver cada momento no poder e na graça do Espírito de Cristo, pois qualquer instante passado na carne é tempo em que recebemos a graça de Deus em vão. A verdadeira vidda cristã se manifesta no desempenho, pelo crente, do seu correto papel no ministério que Deus lhe destinou no Corpo de Cristo. Este é o ministério da reconciliação que Deus nos confiou. Ele não nos envia sozinhos, mas Ele próprio vem conosco, para ser tanto o Autor como o Consumador de nossa fé. Que oportunidade maravilhosa e desafiante este grande ministério constitui para nós! O próprio apóstolo Paulo acha-se maravilhado pela glória e esplendor dele. E agora ele encerra este trecho da carta, em que analisa a nova aliança, com uma passagem de infinito poder e beleza, na qual sua própria experiência se torna um exemplo ilustrativo. Possamos perceber a profundidade e o correto sentido dessas palavras, cada um tomando posse deste ministério, até que o Senhor nos revele outros. "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (I Co 15:58). � Em direção à maturidade Tudo nas Escrituras aponta para tempo e eternidade. A operação de Deus em nós não é completada nesta vida. Já vimos que o cristianismo autêntico não é apenas uma "coroa no céu, no futuro"; é mais que isso. Realmente, ele é, de forma magnífica, apropriado para nossa vida aqui na terra, no presente, com todas as dificuldades e problemas, com suas alegrias e tristezas. Mas ainda há mais. O apóstolo Paulo encontra nele outro motivo para confiança e encorajamento: "Por isso não desanimamos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas "(II Co 4:16-18). Ele afirma claramente que o que estamos passando agora tem a finalidade de preparar-nos para algo que está "acima de toda comparação". O que Paulo está querendo dizer é algo mais ou menos assim: "envelheça comigo! O melhor ainda está para vir, a última parte da vida, em função da qual existiu a primeira." Esta é a esperança cristã. Não se trata simplesmente de aguardar a vida pós-túmulo; é mais que isso. Tudo que nos acontece nesta vida acha-se diretamente relacionado com o que está para vir - na verdade, está-nos preparando para esse porvir. Portanto, nada do que se passa em nossa vida atual é inútil ou sem propósito; é necessário ao atingimento do alvo supremo. A Crescente Beleza Interior O apóstolo apresenta três aspectos de nossa existência atual que indicam algo de muito grandioso está para vir. Primeiramente, a renovação diária de nosso homem interior. "Mesmo que o nosso exterior se corrompa, contudo nosso homem interior se renova de dia em dia". O contraste marcante aqui apresentado é entre os efeitos do envelhecimento sobre o corpo, que apontam uma diminuição de nossas forças e a aproximação da morte, com o aumento da sabedoria e o amadurecimento do amor, que caracterizam o espírito daquele que anda com Deus. Existe uma beleza na velhice santa, que a juventude desconhece. O espírito se alarga e torna-se mais sereno, embora o corpo enfraqueça e sinta mais e mais dores. O que está acontecendo? O homem exterior está perdendo a batalha; a força da juventude está diminuindo e começa a falhar; a noite vem chegando. Mas o homem interior está crescendo em direção à luz, aumentando em força e beleza; o dia está próximo. Esta renovação interior nada mais é que outra forma de descrever a nova aliança em ação. "Tudo vem de Deus; nada vem de mim." As Provações Têm Eterno Peso de Glória Além disso, o apóstolo declara firmemente que são nossas provações e dificuldades que produzem a glória que há de vir. "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação." Certamente, o apóstolo deve mencionar isto com um brilho especial nos olhos, "nossa leve e momentânea tribulação", em vista do que ele descreveu algum tempo depois: "Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes açoitado com varas, uma vez apedrejado, em naufrágio, três vezes, uma noite e um dia passei no abismo; em jornadas muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigos entre patrícios, em perigo entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias muitas vezes; em fome e sede, em jejuns muitas vezes; em frio e nudez." (II Co 11: 24-27). É a isso que Paulo chama de "leve e momentânea tribulação". Mas ele não estava se queixando. Ele não deu importância a essas coisas, simplesmente porque estava conscientizado de algo que muitas vezes esquecemos. Ele sabia que nossaspenosas tribulações, na verdade, estavam preparando o "eterno peso de glória" que devia vir depois. Notemos que ele não diz que essas provações estavam produzindo a glória! Aguardando o Melhor Bem, e o que está para vir? Como se fosse um bom cozinheiro, Paulo está aguçando nosso apetite, estimulando nossos anseios, com referências veladas a uma admirável experiência que ainda está para vir. No capítulo 5 de II Coríntios ele descreve o peso de glória em termos mais explícitos: "Sabemos, que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da nossa habitação celestial; bem que somos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida." (II Co 5: 1-4). "Da parte de Deus um edifício... casa não feita por mãos"; "...nossa habilitação celestial". A que se referem estas expressões? Ele faz um contraste claro com "este tabernáculo", obviamente, o corpo atual, de carne e ossos. Mas antes de examinarmos mais atentamente essas frases, notemos como Paulo é preciso e definido. Vejamos como ele inicia: "Sabemos..." Não há nada de incerteza em suas palavras. Hoje em dia, como também no passado, há muitas pessoas tentando descobrir o que vem depois da morte. Alguns crêem que o espírito do homem parte, para voltar depois reencarnado em outra vida, em outro ser humano. As provas com que defendem essa idéia, geralmente, são o testemunho de certos indivíduos (muitas vezes, dados por intermédio de um médium ou de uma pessoa em estado hipnótico), que aparentemente recordam-se de episódios de sua existência anterior. Mas devemos lembrar que a Bíblia está constantemente nos alertando para a existência de "espíritos enganadores" ou demônios, que não têm o mínimo escrúpulo em se fazerem passar por espíritos mortos. Tais espíritos se deleitam em enganar os seres humanos. Outros ensinam que o conhecimento do futuro está fora de nosso alcance, e que a maneira certa de encarar a vida é considerar tudo como tentativa, e que não podemos tomar nada como certo. Mas Jesus e os apóstolos nunca falaram assim. Cristo afirmou que Ele veio para nos revelar a verdade, para que pudéssemos conhecê-la. Várias vezes, o apóstolo João afirma a mesma coisa quando diz: "Estas coisas foram escritas para que saibais." E aqui Paulo diz: "Sabemos certas coisas acerca da vida e da morte." Agradando a Deus "É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis" (II Co 5:9). Agradar a Deus é a ocupação própria do crente, tanto no tempo como na eternidade. Aqui estamos aprendendo; lá faremos isso com perfeição. Para se agradar a Deus sempre é necessário ter fé, pois sem fé é impossível agradar-Lhe (Hb 11:6). Como já vimos, viver pela fé é viver com base na nova aliança, continuamente aceitando o julgamento da cruz com respeito à carne e preferindo agir na dependência da vida ressurrecta do Espírito. "Porque nós é que somos a circuncisão", escreve Paulo aos filipenses, "nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne." (Fp 3:3). É importante ter sempre em mente que "tudo vem de Deus". Se desempenharmos as mais simples atividades com essa mentalidade, com certeza estaremos agradando ao Senhor infinitamente. Lembremo-nos do exemplo da oferta da viúva e dos pães e peixes. Esses episódios mostram o oferecimento de um objeto simples a Deus, na expectativa de que Ele fizesse alguma coisa. Isso é fé. É isso que agrada a Deus. No próximo estudo veremos sobre o ministério que está confiado a todos os cristãos. � O Segredo Da Verdadeira Vida Cristã - A Nova Aliança Robson do Nascimento Indice O Segredo Da Verdadeira Vida Cristã - A Nova Aliança O tesouro escondido Um poder diferente Os problemas corriqueiros da vida Obtendo vitória O Segredo Da Verdadeira Vida Cristã - A Nova Aliança A nossa suficiência vem de Deus Na lição anterior estudamos sobre as características inconfundíveis do genuíno cristianismo, as quais são: otimismo indestrutível, sucesso constante, impacto inesquecível, integridade irrefutável e realidade inegável. Em II Cor 2:16 encontramos uma pergunta que não estudamos na lição anterior. "Quem porém, é suficiente para coisas desse tipo?" Examinemos essa pergunta cuidadosamente. Tentemos respondê-la. Na verdade, quem é suficiente para coisas desse tipo? Quem possui realmente a capacidade de manifestar sempre um espírito alegre e confiante... de sair sempre triunfando... de exercer forte influência sobre os outros... de ser totalmente digno de confiança... e de demonstrar realisticamente todas essas qualidades de tal forma que ninguém possa duvidar delas? Que curso de ação podemos tomar, que nos ensine a viver desse modo? Que livro terá esse efeito sobre nós? Que fantástica descoberta dos poderes ocultos do espírito humano produzirá uma vida assim? Quem é suficiente para essas coisas? E a pergunta fica noa ar, aguardando uma resposta. Paulo não nos deixa a procurar no escuro a resposta de sua penetrante pergunta. Ele nos dá a resposta direta em II Coríntios 3:4-6: "E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica." Ele coloca o segredo diante de nós, em termos inconfundíveis: nossa suficiência vem de Deus. E para que ninguém deixe de perceber as implicações disso, ele repete a mesma verdade, apresentando-a sob a forma de negativa: "não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa." Nada vem de nós mesmos; tudo vem de Deus. Este é o segredo da suficiência humana. Viver em tais bases, afirma Paulo, é estar habilitado para ser "ministro da nova aliança". E ele compara essa idéia com a velha aliança - a "letra mata". Viver recebendo tudo de Deus, e nada de nós mesmos, é viver no Espírito, que está constantemente nos dando Vida, com V maiúsculo. Esse é o segredo que produziu em Paulo aquele espírito confiante que o caracterizava e o fez espalhar o aroma do conhecimento de Cristo, onde quer que fosse. A linguagem que ele emprega aqui nos faz lembrar das palavras de Jesus a seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer." (Jo 15:5.) Indice � A base da verdadeira vida O apóstolo dá a entender que o segredo de uma vida plena e significativa reside naquilo que ele denomina "a nova aliança". Esta nova aliança é aquela a que Jesus se referiu quando passou o cálice aos seus discípulos, ao instituir a ceia do Senhor. "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. Este cálice, tomado juntamente com o pão, deve relembrar-nos da verdade central de nossa vida: Jesus morreu por nós, para que possa viver em nós. É sua vida em nós que constitui o poder que nos capacita a viver a verdadeira vida cristã. Isto é a nova aliança. É importante que compreendamos o significado da palavra aliança. Segundo Paulo, há duas alianças operando na vida humana. Uma é a nova, que ele descreve como sendo "vinda de Deus e não de mim". A outra é a velha, que se acha em flagrante contraste com a primeira, e portanto pode ser descrita como sendo "tudo vem de mim; nada de Deus". O cristianismo não é apenas conversão, é mais que isso, é toda uma vida a ser vivida. Uma vida plena neste presente século, sem fugas e sem derrotas. Paulo assim a descreve: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." (2 Co 4:7.) Este verso apresenta dois fatores muito importantes: a descrição da matéria básica da humanidade e o propósitode Deus. Primeiramente, ela examina o material básico com o qual Deus trabalha, e o descreve como sendo um vaso: " Temos, porém, este tesouro em vasos de barro". E este não é o único texto em que esta figura é apresentada. Talvez nunca tenhamos pensado em nós mesmos como vasos, mas trata-se do conceito essencial e fundamental da idéia bíblica a respeito do homem. Para que servem os vasos? Basicamente, são recipientes em que se coloca alguma coisa. Os vasos que usamos em casa (panelas, xícaras, tigelas) têm por finalidade conter alguma coisa, e quando não há nada neles, naturalmente, são vasos vazios. É isso que esse verso significa. Ele nos lembra que temos por finalidade conter alguma coisa. Fomos criados para sermos vasos, capazes de conter alguma coisa. E o que deveríamos conter? Essa é a pergunta que tem intrigado o homem, fazendo com que ele se lance numa busca constante de sua própria identidade. E a espantosa resposta da Bíblia é que fomos criados para conter Deus! A glória de nossa condição humana é que sua finalidade é conter o Todo-Poderoso. Nossa humanidade tem como desígnio corresponder à Divindade. "Eis o tabernáculo de Deus com os homens... E lhes enxugará dos olhos toda lágrima." (Ap 21:3,4.) Essa é a gloria de nossa condição humana. É correto dizer que uma vida sem Deus é um "vaso vazio". É exatamente isso o que ela é - vazia daquilo que deveria conter. O mundo hoje está sofrendo da "neurose do vazio". O resultado disso é que vemos homens e mulheres exibindo uma casca exterior de atividade e interesse, quando por dentro não há nada, a não ser um vazio ressonante. Indice � O tesouro escondido Essa é a segunda grande verdade que encontramos no verso de II Co 4:7. Deus nos modelou de forma que até pessoas comuns como nós pudessem ser recipientes das riquezas mais notáveis e do maior poder que se conhece. Entretanto, deve estar sempre claro para todos que o poder e o tesouro não vêm de nós mesmos, mas de Deus. Será que já ouvimos isto antes? "Nada vem de nós; tudo vem de Deus." O fato é que ele determinou que as coisas fossem assim; é sua intenção que este grande poder, sabedoria e amor se tornem bem evidentes em pessoas bem comuns, que sem eles, não teriam importância alguma. "Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes, e Deus escolheu as coisas humildes do mundo e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" (I Co 1:27-29). E o mais importante de tudo é que o apóstolo não está querendo apenas usar umas figuras bonitas. Ele está falando de realidades sólidas, de algo genuíno e prático, e não de algo meramente idealístico e visionário. Existe realmente um tesouro inestimável em cada crente; existe mesmo um poder inenarrável. Paulo explica isso em termos claros aos colossenses, quando descreve para eles o seu ministério: "Aos quais (apóstolos) Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da Glória" (Cl 1:27). A única esperança que temos de realizar, na vida presente, a glória que Deus determinou para nós, é aprender a utilizar esse tesouro interior e ser fortalecido pelo poder que se acha à nossa disposição. Esse tesouro e poder são "Cristo em vós". Ele é tão valioso, que o mundo pagaria qualquer preço para obtê-lo. Como já mencionamos, ele é o segredo da capacitação humana, enquanto, semanalmente, fortunas imensas são gastas num esforço vão para se descobrir esse tesouro e canalizá-lo para os negócios da vida. "Cristo em vós" é o segredo que a humanidade perdeu. Mas quando uma pessoa descobre todas as implicações desse segredo, sua vida é enriquecida de uma forma difícil de se explicar. Foi isso que mobilizou Paulo, fazendo-o percorrer todo o mundo de seus dias, proclamando o que ele chamava de "as insondáveis riquezas de Cristo". Indice � Um poder diferente Este grande segredo interior é um tesouro, primeiramente porque é um poder transcendente. Transcendente significa acima do comum. É uma forma de poder completamente diferente. Em nossos dias, muitas vezes, o poder é usado para destruir, dividir, para explodir ou esmagar. Mas o poder transcendente une, reúne, harmoniza. Ele quebra paredes divisórias e derruba barreiras. Não faz adaptações externas, superficiais, mas opera a partir de dentro, produzindo transformações permanentes. Conhece algum outro poder semelhante a este? É totalmente ímpar. Em nenhuma parte existe algo semelhante a ele. Muitas filosofias e ideologias procuram imitá-lo, e pode ser que por algum tempo consigam produzir uma imitação razoável, mas no fim, todas elas mostram ser falsificações baratas e imperfeitas. Não passam quando são submetidas ao teste da realidade da vida. No fim, somente o "Cristo em vós", permanecerá. Indice � Os problemas corriqueiros da vida Para mostrar como tudo isso é bem prático, o apóstolo prossegue descrevendo a maneira como se aplica aos fatos corriqueiros da vida: "Em tudo somos atribulados, porém, não angustiados; perplexos, porém, não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos" (II Co 4:8,9). Aqui estão todos os problemas que o homem enfrenta - e todos acham-se presentes na vida do crente. Tribulações "Em tudo somos atribulados". São as irritações normais da vida, que todo mundo enfrenta, os incidentes oportunos e problemáticos que nos afligem. Alguns exemplos: chove quando menos se espera; o cachorro faz xixi onde não podia; o ferro de passar estraga quando há um monte enorme de roupas para passar... São os aborrecimentos normais da vida que todos sofrem. E os crentes não se acham isentos deles. Perplexidades Até mesmo para os apóstolos houve momentos em que não souberam como agir. Por vezes, ficaram em dúvida e tiveram dificuldade em tomar decisões, assim como acontece a nós. Sempre haverá muitas ocasiões para indecisões em nossa vida, quando não soubermos o que fazer ou dizer. São perplexidades normais da vida. Perseguições Ao crente são prometidas perseguições. Até mesmo as pessoas do mundo podem sofrer perseguições, mas os crentes podem estar certos delas, pois seu Mestre também foi perseguido. Essa palavra compreende toda a gama de ofensas intencionais contra os crentes, desde um leve menosprezo, frieza no trato e palavras mentirosas e críticas, até esforços deliberados para impedi-los em tudo, ataques corporais e mesmo tortura e morte. O crente pode esperar qualquer uma dessas coisas, ou todas elas. Os apóstolos foram perseguidos até a morte, e o Senhor também, e o "servo não é maior do que o seu senhor". Catástrofes "Abatidos". Essa palavra pode até gelar-nos o coração. Diz respeito a golpes rudes e esmagadores, que parecem vir-nos do nada - câncer, acidentes fatais, ataques cardíacos, tumultos, guerras, terremotos, insanidade. Os cristãos nem sempre estão protegidos de tais coisas. São experiências terríveis, que provam a nossa fé e nos deixam assustados e confusos. O livro de Jó é um exemplo claro de que tais catástrofes podem sobrevir a crentes, e que, apesar disso, o terno coração de Deus está por trás de tudo. Indice � Obtendo vitória Vejamos agora como Paulo descreve a reação para com essas coisas: "Atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos." Temos aquele poder interior, um poder transcendente, diferente de qualquer outro e que resiste com uma força superior a qualquer pressão externa, e assim não ficamos angustiados, nem desanimados, nem desamparados, nem destruídos. E esse poder foi-nos concedido justamente com o objetivo de solucionar o problema das aflições, que são nosso fardo nessa terra. Elas nos sobrevêm a fim de que possamos demonstrar uma reação diferente da que é revelada por uma pessoa do mundo. Nossos vizinhos, observando nossas reações, nãoconseguem entender o que se passa conosco, e é justamente quando os deixamos perplexos, que temos mais possibilidades de mostrar-lhes as vantagens de nossa fé. Existe algo em nós que só poderá ser explicado como uma operação divina. Deve ficar claro, então, que o poder pertence a Deus, e não a nós. Cientes de que o Senhor opera em nós, segundo a Sua boa vontade, e de que somente nEle podemos alcançar a suficiência e o poder para enfrentarmos esses problemas, busquemos a Sua face com mais sabedoria e prudência, deixando-O viver intensamente através de nós. Quando deixamos Ele viver incondicionalmente em nós passamos a desfrutar um relacionamento mais íntimo e poderoso com Deus. Na próxima lição estudaremos sobre o caminho em direção à maturidade espiritual. � Distinguindo a legítima vida cristã No estudo anterior, "O que é a vida cristã?", pudemos estudar como inicia uma vida cristã, como ocorre o encontro com Cristo e que este encontro gera vida. Alguns sinais dessa vida espiritual são: sentimento de paz e de bem-estar; sentimento de proximidade com Deus; sentimento de perdão de pecados e eliminação do senso de culpa; sentimento de pertencer a uma família; libertação do temor da morte e do que vem depois dela; alegria contínua; e mudanças de atitudes e de aparência. Vejamos neste estudo como identificar e distinguir uma vida cristã legítima e autêntica. Quando se manifesta o autêntico cristianismo Este tipo de vida, quando se manifesta, não precisa de publicidade nem de propaganda. As pessoas que possuem, na própria definição da palavra, "VIDA", atrairá pessoas para si, como o mel atrai insetos. Por certo a pessoa que irradia essa vida entrará em choque com muitas outras pessoas, quando elas tomarem conhecimento que o motivo dela ser diferente é Jesus Cristo. Naturalmente, não existe demonstração mais clara do que seja o verdadeiro cristianismo, do que o que se viu na vida de Jesus. Era a vida cristã em sua forma mais pura e consistente. As experiências do apóstolo Paulo O primeiro capítulo e metade do segundo, da segunda carta aos coríntios dão a entender que Paulo estava sendo questionado por alguns crentes de Corinto. Estes haviam sido influenciados por alguns cristãos judeus de Jerusalém, os quais sugeriram que Paulo não era um verdadeiro apóstolo, pois não pertencera ao grupo original dos doze. Afirmavam que ele ensinava certas coisas que ultrapassavam a lei de Moisés. Alegando que não era um verdadeiro apóstolo, afirmavam que seu cristianismo não era autêntico. Uma das armas que o diabo mais gosta de usar é essa de dizer que a verdade é uma grande mentira, e era o que acontecia na igreja de Corinto. As características inconfundíveis da legítima Vida Cristã Às dúvidas que os crentes de Corinto tinham em relação à sua vida, Paulo respondeu descrevendo a natureza de seu ministério. Como veremos, esse ministério possui cinco características ou qualidades que não podem ser falsificadas. Sempre que alguém pratica o verdadeiro cristianismo essas qualidades se fazem presentes, e por mais que o falso tente imitá-las, não o consegue. São inimitáveis. As três primeiras características encontramos em II Cor 2:14. As outras duas nos versos seguintes. "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragância do seu conhecimento." Otimismo indestrutível A primeira das cinco características é encontrada logo na primeira frase do verso: "Graças, porém, a Deus." Uma marca inconfundível do cristianismo radical é uma vida cheia de gratidão, mesmo em meio a provações e dificuldades. É uma espécie de otimismo indestrutível. Vemos isso claramente no livro de Atos, onde há uma nota de triunfo que vai do início ao fim, apesar dos perigos, dificuldades, perseguições, pressões e riscos que os cristãos primitivos enfrentaram. Essa mesma nota de ação de graças se reflete nas cartas de Paulo, e também nas de João, Pedro e Tiago. O tipo de gratidão que eles mencionam é genuíno. É sincero é verdadeiro. Não há nele nada de falso ou de artificial. Não é uma "fórmula" de agradecimento, do tipo: "Aleluia - estou com câncer!" Em Atos 16, temos um importante exemplo dessa atitude, quando Paulo e Silas foram lançados no cárcere interior da cadeia de Filipos. Suas costas estavam em carne viva, sangrando, devido aos terríveis açoites recebidos por ordem das autoridades romanas, e seus pés estavam presos a troncos. O futuro era muito incerto; não tinham a mínima idéia do que lhes iria suceder pela manhã. Não havia ninguém a quem pudessem impressionar com uma demonstração de coragem; e ninguém a quem pudessem recorrer para que interviesse em seu favor. Contudo, apesar de perspectivas tão desanimadoras, Paulo e Silas viram em tudo aquilo algo que os fez irromper em cânticos. Não tinham nenhum pressentimento de que seriam libertos. Estavam simplesmente expressando uma inevitável característica de quem encontrou o segredo radical do cristianismo - um indestrutível otimismo e ação de graças. Sucesso constante A segunda característica está intimamente relacionada com a primeira, e encontra-se na frase seguinte: "que em Cristo sempre me conduz em triunfo." Observemos como Paulo diz: "Sempre nos conduz em triunfo." Não em certas ocasiões, nem vez por outra, mas sempre. O apóstolo afirma claramente que o cristianismo que ele vivia tinha como característica um sucesso constante. Ele nunca fracassa, e invariavelmente atinge seus objetivos. Como já vimos, cristianismo implica em lutas, dificuldades e lágrimas, mas, embora essa luta possa parecer desesperadora, nunca devemos nos alarmar. Afinal, ela resulta na concretização do objetivo que buscamos. Até mesmo a oposição que encontra existe para servir aos objetos da vitória. É o princípio do triunfo constante que Paulo descreve no primeiro capítulo de sua carta aos amigos de Filipos. Nessa ocasião, ele está preso na cidade de Roma, confinado a uma casa alugada, acorrentado dia e noite a um membro da guarda imperial de César. As coisas lhe parecem pretas. Dentro em breve ele deve comparecer à presença do Imperador, afim de responder às acusações dos judeus, acusações essas que podem lhe custar a vida. Não pode viajar pelo império, pregando as "inescrutáveis riquezas de Cristo". A razão de sua confiança e gozo, diz Paulo, é dupla. "Quero ainda, irmãos, cientificar-vos que de as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho." (Fp 1:12) E a seguir ele menciona duas evidências que provam isso. Já pararam para pensar o que acontecia, quando ocorria a cada seis horas na troca da guarda imperial que tomava conta de Paulo? Cada um deles chegava para tirar tranqüilamente seu quarto de horas, de uma maneira tranqüila, bem pagã e acorrentados a um homem preso, começam a ouvir, coisas estranhas acerca de um tal Jesus de Nazaré, que ressuscitou dos mortos. E em conseqüência disso, aqueles moços foram sendo ganhos para Cristo, um a um. Isso é o que se pode chamar de reação em cadeia! Se alguém duvida de que isso tenha realmente acontecido, examine o penúltimo verso da carta aos filipenses. O apóstolo diz o seguinte: "Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César."(Fp 4:22) Temos aqui um grupo de moços, do centro político do império, sendo ganho para Cristo, por um velho acorrentado em cadeias, que aguarda um julgamento, onde estará em jogo a sua vida. Outro acontecimento marcante, fruto desta característica, é que as cartas escritas durante o período de sua prisão transformaram-se em documentos poderosos. Não se admira que Paulo tivesse escrito: "Graças, porém, a Deus que sempre nos conduz em triunfo." É uma característica inconfundível do cristianismo autêntico. � � O que é a vida cristã? "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida". I Jo 5:12. A vida cristã de uma pessoa inicia com o encontro pessoal com Jesus Cristo e não poderia serde outra forma. Muitos fatores contribuem para o encontro de uma pessoa com Cristo. Como ocorre o encontro com Cristo O encontro pode ocorrer de maneira suave e tranqüila, sem nenhum esforço, como ocorreu com Pedro , André, Tiago e João, aceitando o convite para serem seguidores de Jesus (Mt 4:18-22). Pode ocorrer através da dor, como aconteceu com o centurião que tinha um criado doente (Mt 8:6), e às vezes é grandioso e dramático, como foi na vida do apóstolo Paulo (At 9:4,5). Seja qual for a maneira em que este encontro ocorra, o fato é que tem de ocorrer, para que se tenha uma vida cristã. O encontro com Cristo gera Vida, nova Vida, Vida eterna! Alguns versículos que caracterizam a vida que encontramos em Cristo: Vida radiante - Jo 1:4 Vida abundante - Jo 10:10 O Caminho, a Verdade e a Vida - Jo 14:6 Vida Eterna - Rm 5:21 A Fonte de Vida - I Jo 5:12 A luz da Vida - Jo 8:12 A base para o nosso encontro pessoal com Cristo é crer no relato de que Ele veio ao mundo para morrer por nossos pecados, foi crucificado, ressuscitou, está vivo e à nossa disposição e que através do Espírito Santo passa a viver dentro de nós. Recebemos a vida eterna quando atendemos ao convite de Jesus, "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11:28), decidimos recebê-Lo, obedecer-Lhe e segui-Lo. Não se torna crente apenas por compreender alguns fatos históricos acerca de Jesus, nem por aceitar certos padrões morais e éticos que Ele ensinou. E também não se torna cristão buscando unir a nossa vida a Deus sem a intermediação de Cristo. Mas nos tornamos crentes pedindo a Jesus que entre em nossa vida como Senhor, crendo que Ele pode entrar e já entrou pelo Seu Espírito Santo. Nesta hora acontece um milagre, embora sem nenhuma demonstração ou emoção exterior, na maioria das vezes. Essa pessoa recebe uma nova qualidade de vida, chamada de vida eterna e se torna "vivo em Cristo". Apenas esse ato divino, e nada mais, faz dela um cristão. "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida". É simples assim. Sinais de Vida Mas isso é apenas o princípio. Do mesmo modo que um recém-nascido, logo que sai do ventre da mãe já é uma pessoa, embora sua vida ainda não esteja desenvolvida, assim também um indivíduo recém-convertido é realmente cristão e partilha da vida de Jesus. E isso é verdade, embora aquela pessoa ainda tenha de passar por inúmeras experiências, antes que atinja um certo grau de maturidade. Entretanto, e felizmente, logo se notam certas manifestações de vida. Alguns sinais de vida são: sentimento de paz e de bem-estar; sentimento de proximidade com Deus; sentimento de perdão de pecados e eliminação do senso de culpa; sentimento de pertencer a uma família; libertação do temor da morte e do que vem depois dela; alegria contínua; e mudanças de atitudes e de aparência. Talvez o mais fácil de se notar é a paz e o bem-estar, principalmente no que diz respeito aos sentimentos da pessoa acerca de Deus. O apóstolo Paulo diz que isto resulta do fato de o Espírito de Deus testificar com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E esse senso de paz se torna mais intenso e duradouro, quando compreendemos as plenas implicações do perdão de pecados, através do relacionamento com Cristo. Essa eliminação do senso de culpa responde em grande parte pela paz que o novo cristão experimenta. Outro elemento que logo se faz presente nesta nova vida é o sentimento de pertencer a uma família. Descobrimos que não estamos sozinhos, mas que nos tornamos membros de uma família imensa, sempre crescente. Como membros dessa família, temos muitos irmãos e irmãs com os quais nos relacionaremos e amaremos, enquanto, ao mesmo tempo, temos contínuo acesso ao Pai celestial, pela oração e pelo amor. Para muitas pessoas, o melhor aspecto dessa nova vida é a libertação do temor da morte e do que vem depois dela. Esperar com certeza os céus em lugar de temer o inferno é uma satisfação inexplicável. A presença desses elementos no crente, em graus variados e em ocasiões diversas, faz com que ele experimente intenso júbilo e gozo. A Bíblia se torna um livro novo e interessante, e a comunhão com outros crentes representa uma alegria contínua. A mudança em sua atitude e aparência torna manifesta a todos, e à pessoa custa entender porque não se tornou crente há mais tempo. À essa experiência fantástica vivida no início da vida cristã chama-se primeiro amor. No entanto, ninguém se torna um cristão maduro de uma hora para outra. Após a euforia do primeiro amor, que pode durar várias semanas ou meses os passos em direção à maturidade cristã passam por um período crítico que pode levar o novo cristão a 3 possibilidades: 1 - Uma vida de Declínio Espiritual Antigos hábitos de pensamento e ação voltam a intensificar-se. O fulgor e a alegria de estar na Igreja e com os irmãos diminuem. Ele perde o interesse pelas coisas espirituais e volta a viver como antes. Alguns abandonam por completo o relacionamento com outros crentes, param de ler a Bíblia, afastando-se de Deus e da Igreja. É certo que poderá haver períodos ocasionais de remissão, com a possibilidade de ele se estabelecer numa existência regularmente consistente com a vida cristã, mas, na maioria dos casos, não há nenhuma recuperação, pelo menos durante muitos anos, e começa-se a duvidar se aquela pessoa era realmente convertida. 2 - Uma vida de Altos e Baixos O coração torna-se rebelde e frio, porém assusta-se com a idéia de voltar ao que era antes, retorna ao Senhor em arrependimento e frustração, renovando a sua fé, buscando o auxílio de crentes mais velhos e mais experientes, tentando recuperar o estado de paz e gozo. Este ciclo repete-se várias vezes, até tornar-se comum para ele, passando a pensar que vida cristã normal é desta maneira. 3 - Uma vida de Simulação Espiritual Para evitar a humilhação e a dor dos arrependimentos contínuos mantém uma fachada de consagração espiritual, retidão moral e comportamento padrão. Preserva sua reputação de crescimento e maturidade espiritual, tão gratificante para o ego e lucra muito no sentido de obter oportunidade de servir e receber louvores da comunidade cristã. Vive em uma imensa fraude, uma péssima imitação da realidade. Tudo não passa de uma grande simulação. A paz que ele alega possuir está somente nos hinos e corinhos que canta, nunca se estampa em seu rosto e o amor que ele exalta está reservado apenas para aqueles que o agradam. Pode viver uma vida moral muitas vezes generosa e certamente religiosa, porém não é uma vida cristã. É a mesma vida que levava antes de receber a Cristo, só que agora está recoberta por uma fina camada de verniz cristão, que desaparece prontamente quando a situação se torna difícil, irritante ou desanimadora. Uma Vida Diferente "Aquele que tem o Filho tem a Vida". A verdadeira vida cristã é mais que pura doutrina, não representa apenas moralidade, gentileza inofensiva. É mais que isso, é bastante diferente. É positiva, e não apenas negativa; é radical, e não superficial; é humilde, e não autoexaltante; é compassiva, e não indiferente; é corajosa, e não covarde. � O que é a vida cristã? "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida". I Jo 5:12. A vida cristã de uma pessoa inicia com o encontro pessoal com Jesus Cristo e não poderia ser de outra forma. Muitos fatores contribuem para o encontro de uma pessoa com Cristo. Como ocorre o encontro com Cristo O encontro pode ocorrer de maneira suave e tranqüila, sem nenhum esforço, como ocorreu com Pedro , André, Tiago e João, aceitando o convite para serem seguidores de Jesus (Mt 4:18-22). Pode ocorrer através da dor, como aconteceu com o centurião que tinha um criado doente (Mt 8:6), e às vezes é grandioso e dramático, como foi na vida do apóstolo Paulo (At 9:4,5). Seja qual for a maneira em que este encontro ocorra, o fato é que tem de ocorrer,para que se tenha uma vida cristã. O encontro com Cristo gera Vida, nova Vida, Vida eterna! Alguns versículos que caracterizam a vida que encontramos em Cristo: Vida radiante - Jo 1:4 Vida abundante - Jo 10:10 O Caminho, a Verdade e a Vida - Jo 14:6 Vida Eterna - Rm 5:21 A Fonte de Vida - I Jo 5:12 A luz da Vida - Jo 8:12 A base para o nosso encontro pessoal com Cristo é crer no relato de que Ele veio ao mundo para morrer por nossos pecados, foi crucificado, ressuscitou, está vivo e à nossa disposição e que através do Espírito Santo passa a viver dentro de nós. Recebemos a vida eterna quando atendemos ao convite de Jesus, "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11:28), decidimos recebê-Lo, obedecer-Lhe e segui-Lo. Não se torna crente apenas por compreender alguns fatos históricos acerca de Jesus, nem por aceitar certos padrões morais e éticos que Ele ensinou. E também não se torna cristão buscando unir a nossa vida a Deus sem a intermediação de Cristo. Mas nos tornamos crentes pedindo a Jesus que entre em nossa vida como Senhor, crendo que Ele pode entrar e já entrou pelo Seu Espírito Santo. Nesta hora acontece um milagre, embora sem nenhuma demonstração ou emoção exterior, na maioria das vezes. Essa pessoa recebe uma nova qualidade de vida, chamada de vida eterna e se torna "vivo em Cristo". Apenas esse ato divino, e nada mais, faz dela um cristão. "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida". É simples assim. Sinais de Vida Mas isso é apenas o princípio. Do mesmo modo que um recém-nascido, logo que sai do ventre da mãe já é uma pessoa, embora sua vida ainda não esteja desenvolvida, assim também um indivíduo recém-convertido é realmente cristão e partilha da vida de Jesus. E isso é verdade, embora aquela pessoa ainda tenha de passar por inúmeras experiências, antes que atinja um certo grau de maturidade. Entretanto, e felizmente, logo se notam certas manifestações de vida. Alguns sinais de vida são: sentimento de paz e de bem-estar; sentimento de proximidade com Deus; sentimento de perdão de pecados e eliminação do senso de culpa; sentimento de pertencer a uma família; libertação do temor da morte e do que vem depois dela; alegria contínua; e mudanças de atitudes e de aparência. Talvez o mais fácil de se notar é a paz e o bem-estar, principalmente no que diz respeito aos sentimentos da pessoa acerca de Deus. O apóstolo Paulo diz que isto resulta do fato de o Espírito de Deus testificar com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E esse senso de paz se torna mais intenso e duradouro, quando compreendemos as plenas implicações do perdão de pecados, através do relacionamento com Cristo. Essa eliminação do senso de culpa responde em grande parte pela paz que o novo cristão experimenta. Outro elemento que logo se faz presente nesta nova vida é o sentimento de pertencer a uma família. Descobrimos que não estamos sozinhos, mas que nos tornamos membros de uma família imensa, sempre crescente. Como membros dessa família, temos muitos irmãos e irmãs com os quais nos relacionaremos e amaremos, enquanto, ao mesmo tempo, temos contínuo acesso ao Pai celestial, pela oração e pelo amor. Para muitas pessoas, o melhor aspecto dessa nova vida é a libertação do temor da morte e do que vem depois dela. Esperar com certeza os céus em lugar de temer o inferno é uma satisfação inexplicável. A presença desses elementos no crente, em graus variados e em ocasiões diversas, faz com que ele experimente intenso júbilo e gozo. A Bíblia se torna um livro novo e interessante, e a comunhão com outros crentes representa uma alegria contínua. A mudança em sua atitude e aparência torna manifesta a todos, e à pessoa custa entender porque não se tornou crente há mais tempo. À essa experiência fantástica vivida no início da vida cristã chama-se primeiro amor. No entanto, ninguém se torna um cristão maduro de uma hora para outra. Após a euforia do primeiro amor, que pode durar várias semanas ou meses os passos em direção à maturidade cristã passam por um período crítico que pode levar o novo cristão a 3 possibilidades: 1 - Uma vida de Declínio Espiritual Antigos hábitos de pensamento e ação voltam a intensificar-se. O fulgor e a alegria de estar na Igreja e com os irmãos diminuem. Ele perde o interesse pelas coisas espirituais e volta a viver como antes. Alguns abandonam por completo o relacionamento com outros crentes, param de ler a Bíblia, afastando-se de Deus e da Igreja. É certo que poderá haver períodos ocasionais de remissão, com a possibilidade de ele se estabelecer numa existência regularmente consistente com a vida cristã, mas, na maioria dos casos, não há nenhuma recuperação, pelo menos durante muitos anos, e começa-se a duvidar se aquela pessoa era realmente convertida. 2 - Uma vida de Altos e Baixos O coração torna-se rebelde e frio, porém assusta-se com a idéia de voltar ao que era antes, retorna ao Senhor em arrependimento e frustração, renovando a sua fé, buscando o auxílio de crentes mais velhos e mais experientes, tentando recuperar o estado de paz e gozo. Este ciclo repete-se várias vezes, até tornar-se comum para ele, passando a pensar que vida cristã normal é desta maneira. 3 - Uma vida de Simulação Espiritual Para evitar a humilhação e a dor dos arrependimentos contínuos mantém uma fachada de consagração espiritual, retidão moral e comportamento padrão. Preserva sua reputação de crescimento e maturidade espiritual, tão gratificante para o ego e lucra muito no sentido de obter oportunidade de servir e receber louvores da comunidade cristã. Vive em uma imensa fraude, uma péssima imitação da realidade. Tudo não passa de uma grande simulação. A paz que ele alega possuir está somente nos hinos e corinhos que canta, nunca se estampa em seu rosto e o amor que ele exalta está reservado apenas para aqueles que o agradam. Pode viver uma vida moral muitas vezes generosa e certamente religiosa, porém não é uma vida cristã. É a mesma vida que levava antes de receber a Cristo, só que agora está recoberta por uma fina camada de verniz cristão, que desaparece prontamente quando a situação se torna difícil, irritante ou desanimadora. Uma Vida Diferente "Aquele que tem o Filho tem a Vida". A verdadeira vida cristã é mais que pura doutrina, não representa apenas moralidade, gentileza inofensiva. É mais que isso, é bastante diferente. É positiva, e não apenas negativa; é radical, e não superficial; é humilde, e não autoexaltante; é compassiva, e não indiferente; é corajosa, e não covarde. � O testemunho de Jece Valadão "O machão arrependido" � Entrevista concedida por Jece Valadão ao repórter Sócrates Nolasco, na Revista Domingo, do Jornal do Brasil, de 7 de julho de 1996. � Possa esse testemunho trazer um bom proveito para a sua vida espiritual. � Ao ser convidado para esta minha primeira experiência como entrevistador, esperava encontrar um personagem caricato e agressivo. Me surpreendi com Jece Valadão, um sujeito de 66 anos, casado cinco vezes, que está envelhecendo e se questiona como qualquer ser humano. Ele vive em São Paulo com Kátia, a atual esposa, com quem teve um filho. Sua agenda está repleta de compromissos de viagens pelo país com o objetivo de dar testemunho de sua conversão a Jesus, há um ano. Essa conversão não é uma mudança e sim uma atualização do playboy machista, que continua conservador, ligado a questões morais, apesar de menos radical. Hoje se diz arrependido do que fez no passado, como ter protagonizado filmes eróticos, mantido relações sexuais com 14 virgens, batido em mulheres a pedido delas mesmas e traído todas as suas esposas. Jece está decidido a salvar almas e fez até um vídeo, O cafajeste de joelhos, que em dois meses vendeu 6 mil cópias. Em agosto, lança o livro Memórias de um cafajeste. São relatos sinceros. De cafajeste a crente, seu percurso é uma marca viva do quesocialmente se espera de um homem: performance na cama e nos negócios e um enorme esforço para aplacar o vazio produzido por esse tipo de masculinidade. Este bate-papo certamente vai influenciar os livros que eu venha a escrever daqui por diante. � Sócrates Por que você decidiu se converter à Igreja Evangélica? Jece Valadão Sempre fui ateu, materialista, nunca acreditei em nada. Achava que Jesus era um extraterrestre que pousou no Oriente, fez algumas mágicas e o povo, na santa ignorância, o transformou em Deus. Minha concepção de Deus era de um ser inatingível, que não me interessava. Eu só acreditava em mim. Isso até o ano passado, quando Jesus resolveu me buscar. Foi um toque dele realmente. � Sócrates Mas como aconteceu de fato? Jece Valadão Foi incrível, num quinto dia útil do mês, um dia fatídico para todo empresário, dia de pagamento de salário, aluguel, telefone, luz. Eu estava no meu escritório e às 9h30 a Vera Gimenez, minha quarta esposa, com quem tenho um filho de 18 anos, me ligou. Ela era a única pessoa com quem eu me atritava. Nesse dia ela estava tranqüila, dizendo que tinha conhecido uma pessoa que falava com o Espírito Santo, a Tia Laurinha. Eu disse que ela tinha enlouquecido. Vera insistiu, dizendo que queria renovar o contrato com a Globo, que estava sem dinheiro, com problemas, mas feliz da vida, e me deu o número de um pastor no Rio, que fez uma oração para mim ao telefone. Eu chorei. Comecei a sentir uma paz que nunca tinha sentido, uma sensação agradável. Não foi uma simples oração e sim um toque de Jesus que me converteu. Hoje não brigo com a Vera, passei a amá-la. Depois desse dia fui conversar com pessoas que já conheciam Jesus. � Sócrates Eram pessoas ligadas à alguma igreja? Jece Valadão Procurei no início a Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno, a Adhonep. Você pode ser católico, batista, de qualquer religião e ser da Adhonep, fundada em 1952 por um fazendeiro americano que teve uma visão de Deus e começou a fazer reuniões com homens de negócios, sempre para falar da Bíblia e dar testemunhos de vida. Hoje está em 132 países e no Brasil tem 600 núcleos, com uma matriz no Rio. Seu presidente internacional é um brasileiro. Há homens e mulheres participando, geralmente de alto poder aquisitivo, que convidam todos a receber Jesus. � Sócrates Você lançou um vídeo através da Adhonep, no qual dá o seu testemunho. Por que o título O cafajeste de joelhos? Jece Valadão Sempre carreguei o estigma de cafajeste e essa foi a maneira de demonstrar minha conversão. Nada mais justo que estar de joelhos diante de uma nova postura, de um novo Senhor. As fitas são vendidas em jantares da Adhonep a R$ 15. Em dois meses vendemos 6 mil cópias. � Sócrates Depois da Adhonep você se engajou em alguma igreja? Jece Valadão Me engajei, mas não por exigência e sim por opção. Conheci um pastor em São Paulo da Igreja Época da Graça, pentecostal, que tinha a ver com o meu temperamento. Não é tradicional, onde tudo é proibido, é mais aberta, moderna, renovada. É a igreja que freqüento. � Sócrates Na igreja pentecostal os homens têm papel superior ao das mulheres? � Jece Valadão Na pentecostal não existe separação. O homem não vale mais que a mulher. A mulher só valia menos na minha concepção de ímpio. Hoje para mim a mulher vale tanto como o homem. Nego radicalmente a filosofia e a imagem de machista que sempre defendi. � Sócrates Como essa figura do cafajeste e machão surgiu? Jece Valadão Começou com Rio 40 graus, em 56, o primeiro filme em que fiz o papel principal, do Nelson Pereira dos Santos, que revolucionou o cinema brasileiro. Depois fiz Rio Zona Norte e em seguida produzi o filme Os cafajestes. Chamei o Ruy Guerra para escrever o roteiro e disse que queria um personagem cafajeste, um estado de espírito bem brasileiro, que não tem tradução em nenhum idioma. Ele veio complementar meus dois primeiros filmes e foi exibido no mundo inteiro. Depois passei a explorar essa marca, esse marketing, que se transformou num estigma. Sócrates Depois da conversão, como essa marca se diluiu na sua vida? Houve, através da religião, a tentativa de se afastar do papel de cafajeste? Jece Valadão De forma radical. Para você ter idéia, eu não era alcoólatra, mas numa sentada bebia um litro de uísque. Hoje não sinto falta de bebida. Não quis me afastar de papel nenhum porque estava muito satisfeito com a minha vida. O que acontece é que a maioria dos homens só procura Deus quando está no fundo do poço. Não foi o meu caso. Eu não tinha problemas de dinheiro, saúde, família, de nada. � Sócrates Você acredita que, às vésperas da virada do século, ainda haja espaço para a figura do machão? Jece Valadão Não. O machão é um tremendo antiquado. Estou me referindo ao machista. Porque o macho, como a fêmea, vai ter sempre o lugar dele. Todo ator conhecido tem um estigma, uma marca pessoal e essa foi a minha. � Sócrates O cinema destrói a vida do ator, transformando-o numa mercadoria? Isso aconteceu com você, com a caracterização desse estigma? Jece Valadão De jeito nenhum. O cinema não destrói e sim acrescenta à vida do ator. Você não pode é criar um personagem esquecendo da sua personalidade. Fiz 106 filmes e em cada personagem havia uma marca da minha personalidade. Mas acredito nesse rótulo de mercadoria sim. E esse é o meu grande medo da televisão, que consome demais o ator. Projeta e destrói com a mesma rapidez. Por isso tenho rejeitado papéis com receio de me transformar numa peça de engrenagem da TV. No cinema não. Você leva muito tempo para fazer um filme e quando ele estréia é como um filho. � Sócrates Com esses novos valores, acredita na mudança da relação homem-mulher? � Jece Valadão Totalmente. Ela mudou a partir da pílula anticoncepcional. A partir do momento em que a mulher passou a transar sem o risco de engravidar, passou a ser independente, dona da sua vontade. A isso somaram-se conquistas sociais, apesar de a mulher não ter se libertado totalmente dos preconceitos. Eu acreditava na valorização da mulher, mas torcia para que ela não se valorizasse, pois a usava como instrumento do meu trabalho. � Sócrates Como era esse uso? Jece Valadão Em frases feitas. Por exemplo: "Toda mulher normal gosta de apanhar do homem certo na hora certa." Ou: "Mulher minha tem direito a três frases, 'pra dentro, criança', 'xô, galinha' e 'sim senhor, meu marido'. � Sócrates Isso em parte não era um folclore? Jece Valadão Sim, mas era um folclore que virava verdade. Essa filosofia criou legiões de seguidores. Era impressionante como os homens vinham me cumprimentar. O que eu fazia era um negócio perverso, alimentando um desejo que todo homem mantém intimamente de sobrepujar a mulher. � Sócrates Será que os homens fazem isso por medo das mulheres? Um medo de amar? Jece Valadão É por medo sim . Tanto que está provado que quanto mais a mulher fica independente mais os homens se acovardam. Os homens têm medo de serem suplantados. Seria ideal se fosse de igual para igual. � Sócrates O homem tem sempre que ter um bom desempenho no trabalho, na cama. Isso não é um peso? Jece Valadão O homem não tem um bom desempenho na cama, a maioria das mulheres é insatisfeita sexualmente. O desempenho como macho na cama frustra a maioria das mulheres. Hoje a gente sabe que a maioria das mulheres não atinge o orgasmo por culpa do homem, que é muito egoísta. � Sócrates O homem tem mais desejos sexuais do que a mulher? Jece Valadão Sempre achei isso, até porque o homem como macho, dentro do conceito do reino animal, é assim. Uma ejaculação dá para povoar o mundo, enquanto uma mulher só pode botar uma pessoa no mundo por ano. Tudo isso é da natureza, mas achava que a mulher só devia ter relações para procriar. Hoje penso diferente, num sexo diferente. Antes o sexo era coisa animal. Eu nunca fui fiel às minhas mulheres. Batiaquando a mulher pedia, senão eu seria sádico com uma masoquista. Hoje se uma mulher me pedir para bater não sei o que farei. Só sei que não pulo mais a cerca. É mais gostoso conquistar a mesma mulher todos os dias do que conquistar uma mulher por dia. Antes eu era insatisfeito, não tinha paz dentro de mim. Sócrates Por que acha que representaram Deus como homem e não como mulher? Jece Valadão Uma boa pergunta. Eu acho que a mulher foi um complemento inicial, mas que depois se tornou absolutamente necessário. Hoje o homem tem que admitir a mulher como uma parceira. � Sócrates As religiões sempre policiaram muito as mulheres, não? Jece Valadão Sim. O apóstolo Paulo era machista. Se o conhecesse antes, o usaria como argumento para maltratar as mulheres. Ele diz que a mulher tem que obedecer o homem, ficar calada e não dar opinião. Cuidar dos filhos é tarefa masculina?Cuidar é, mas mudar a fralda é tarefa da mulher. � Sócrates Sua mulher também se converteu? Jece Valadão A Kátia também se converteu. Não daria para misturar água com vinho. Sou casado com uma mulher que nem sei se gosta tanto de mim assim, mas é minha mulher, mãe do meu filho. Já traí Kátia várias vezes em 11 anos de casados. Ela teria razão de não me amar tanto por tudo que está acumulado em seu espírito. � Sócrates E como é o relacionamento com os seus filhos? Você tentou converter algum deles? Jece Valadão Tenho nove filhos. Estou tentando convertê-los, mas é difícil. O de 9 anos, o Jecinho, já está estudando a Bíblia. A Vera e o nosso filho Marco Antônio, tenho esperanças. A Stella e o Beto estão mais arraigados. Meu relacionamento com eles é maravilhoso, sou um pouco ídolo de todos. � Sócrates Você foi cunhado de Nelson Rodrigues. É verdade que ele o considerava um cafajeste de primeira linha? Jece Valadão Ele me considerava um cafajeste mesmo. Me achava excelente ator, rodrigueano, mas não admitia o fato de eu ser seu cunhado. Achava que eu estava dando o golpe do baú. � Sócrates Como tem sido o seu dia-a-dia depois da conversão? Jece Valadão Seis dias por semana falando de Jesus, cada dia numa cidade diferente. Às segundas-feiras vou a São Paulo, troco de mala e terça saio para outro lugar. Despacho rapidamente no escritório e controlo tudo pelo celular. � Sócrates Nessas suas andanças o que você faz exatamente? Jece Valadão Dou um testemunho de vida para ganhar almas para Jesus, porque o arrebatamento está próximo. O dia em que Jesus vai voltar, que está escrito na Sagradas Escrituras. Jesus vai voltar para a felicidade plena, a subida de todos aqueles que tiverem Jesus no coração. � Sócrates Recentemente, trabalhou em Tieta, de Cacá Diegues, vivendo o capitão Dario. Fale sobre o personagem. Jece Valadão Era devasso e bem condizente com o que pensava antes. Me converti e surgiu o drama. Não sei por que cargas d'água Cacá Diegues resolveu mudá-lo, dar outro perfil. O que tinha três mulheres passou a ser solteiro e defensor da ecologia do Mangue Seco. A mudança não teve nada a ver comigo. Fui surpreendido. � Sócrates Você vai lançar em agosto o livro Jece Valadão, memórias de um cafajeste. É verdade que enumera as mulheres que você teve? Não é uma atitude cafajeste? Jece Valadão Conto toda a minha vida no livro. Não tenho nada para esconder. Mas quando escrevi o livro não estava convertido. Consegui depois acrescentar o capítulo da conversão. Foi a única maneira de o livro sair e não causar impacto entre os que me têm hoje como um homem temente a Deus. No final eu declaro que Jece Valadão morreu em 1995 e renasceu uma nova criatura. � Sócrates Você fala, no livro, sobre as mulheres que o rejeitaram? Isso já aconteceu? Jece Valadão Já e descrevo com detalhes. Contratei a Norma Bengell, que trabalhou comigo em Os cafajestes, para comê-la e ela resolveu não me dar. Quando me convenci disso, tirei o time de campo. Até o dia em que nos reencontramos em outro filme. Num intervalo de filmagem eu estava na piscina, na casa do produtor, quando Norma, aquele monumento, caiu na água, me abraçou e disse: "Vou dar pra você hoje." Mas eu não funcionei. Naquele dia não consegui e no dia seguinte ela disse: "Agora não quero mais." É verdade que tirou a virgindade de 12 mulheres? É motivo de orgulho?Tirei a virgindade de 14, mas hoje isso é motivo de arrependimento. Deus é o verdadeiro prazer. Que prazer pode existir em fumar, cheirar pó, pegar uma virgem, desvirginá-la e deixá-la no mundo? Isso é excrescência, não prazer. � Sócrates Você hoje faz parte da Associação dos Artistas de Cristo, criada por Dedé Santana? Jece Valadão Não e não quero fazer parte. Eu só tenho trato com Jesus. � Sócrates É verdade que serão produzidos discos e filmes com temas evangélicos, entre eles Justiça divina, no qual você vai contracenar com Mara Maravilha? Jece Valadão Não tenho nenhum compromisso com isso e não me falaram nada. Posso até fazer um filme evangélico, para ser visto pelos ímpios. Só não farei filmes iguais aos de antes da conversão. Não renego os que fiz porque acreditava naquilo. É como o apóstolo Paulo quando batia, matava cristãos, convicto de que fazia o certo. Depois se converteu de maneira parecida comigo. Jesus apareceu e ele mudou. � Sócrates O que acha das denúncias contra o bispo Macedo? Ele arranhou a imagem das outras correntes evangélicas? Você dá colaborações financeiras à sua igreja? Jece Valadão Não tenho capacidade para julgar o bispo Macedo. A Bíblia diz que você conhece a árvore pelos frutos que dá. Não julgo ninguém porque Jesus foi julgado e crucificado há 2 mil anos. Não estou comparando o bispo Macedo com Jesus. Só quem pode julgar é Deus. Respeito a Igreja Universal pelos 5 milhões de seguidores, buscados na umbanda, na macumbaria, que são coisa do diabo. Só essa igreja tem meios de buscar essas almas. Toda igreja vive de dízimos, como a Católica, uma das maiores concentrações de renda do mundo. O dízimo é bíblico. � Sócrates Você dizia não gostar de homossexuais. Mantém essa posição? O que acha da legalização da união entre pessoas do mesmo sexo? Jece Valadão Não penso mais assim. Se tivesse um filho gay faria o possível para convertê-lo, mas jamais daria bolachas até ele deixar de ser gay. Hoje admito e entendo perfeitamente que o gay é um apanhado do diabo, coitado. A legalização da união homossexual é uma aberração. � Sião Lugar de Bênçãos Pouca gente sabe que o termo "Sião" encontrado muitas vezes nos Salmos, e também utilizado pelos profetas tem um significado muito profundo e atentando com mais detalhe podemos tirar alguns ensinamentos úteis e proveitosos para a nossa vida cristã de hoje. Sião, ou Jerusalém, ou Cidade da Paz ou ainda Cidade de Davi, era uma região cercada de montes e constituía uma fortaleza natural contra invasores estrangeiros. O Monte de Sião, também chamado de Cidade superior, foi um termo usado pelos profetas para designar o Templo do Senhor ou a parte da cidade ocupada por este Templo. Os montes em volta de Jerusalém possuíam uma altura média de mais de 700 metros, no entanto vários acontecimentos e catástrofes ocorridos em diferentes épocas modificaram a atual forma da "Cidade Santa". Sião é a "Cidade de Davi". II Sm 5:7 Os jebuseus habitavam em Jerusalém e estes desafiaram a Davi que pudesse possui-la. Este porém conquistou-a e rotulou-a de "Cidade de Davi". Sião é lugar de Confiança e Segurança. Salmos 125:1,2 Sião é lugar seguro. Não se abala está cercado de montes. E o Senhor está em volta do Seu povo, proporcionando proteção e segurança desde aquela época e para sempre, incluindo-nos nesse contexto, estendendo a benção até nós. Sião é lugar de Bênçãos. Salmos 133:3, Salmos 134:3, Salmos 51:18, Salmos 128:5 Ali o Senhor ordenou a benção e a vida. Não importa o que aconteça, que lutas ou problemas ou tribulações venham, pois hão de passar, porque ali élugar de bênçãos. Sião é Morada de Deus. Is 8:18, Sf 3:16,17 Salmos 9:11, 76:2, 135:21 Se Deus mora e está presente nesse lugar não há promessa maior e mais segura que esta. Ele vive ali, Sua glória se manifesta. Não há lugar para o mal. Sião é lugar de alegria. Salmos 48:2,11, Salmos 147:12 Se o Senhor mora nesse lugar, se já ordenou a benção e a vida, se prometeu proteção e segurança, esse lugar é um lugar feliz. É lugar de alegria. Mas o que Sião tem a haver comigo? Pode-se pensar. O escritor aos Hebreus responde: "Mas vós chegastes ao Monte de Sião, e à Cidade do Deus Vivo, à Jerusalém Celestial e aos muitos milhares de anjos". Heb 6:22 O cristão salvo e lavado pelo Sangue do Cordeiro mora em um novo endereço: JERUSALÉM CELESTIAL. E nesse novo endereço encontramos as mesmas bênçãos destinadas a Sião: confiança, segurança, presença constante do Deus Vivo e alegria. Aqui se diferencia o cristão pelo seu "endereço", pois muitos ainda insistem em viver em "outros" endereços, não querendo viver ao lado do Deus Vivo. Deixe Deus administrar sua vida, seus negócios, seu trabalho, seu dia-a-dia, seu tempo, reivindique o novo endereço e mude-se para a celestial Sião e verá como vai ser diferente, aqui mesmo na terra. "O Senhor que fez o céu e a terra, te abençoe desde Sião" Salmos 134:3 Espero que você tenha sido abençoado. Deixe que os princípios bíblicos aqui apresentados orientem a sua vida na direção desejada por Deus. � Chamado à santidade Todos os estudos apresentados, por meio destas palavras ministradas,têm o objetivo de nos fazer chegar a um lugar comum: um lugar mais perto de Deus. O próprio Deus tem procurado nos conduzir a um caminho que redunde em glória ao Seu nome, engrandecimento do Reino dEle aqui na terra e aperfeiçoamento de nós, chamados Seus santos. Gostaria de compartilhar com vocês alguns motivos e procedimentos que nos fazem interromper ou não deixar o Espírito Santo continuar essa obra pela qual tem o Senhor em mente para nos levar a um melhor caminho, o caminho da santificação, de tal maneira que sejamos todos levados à necessidade de um maior reavivamento. Abramos as nossas Bíblias em Hebreus 12: 1-14. Leiamos o verso 14: "Segui a paz com todos e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor." Para entendermos o contexto do trecho lido são necessárias algumas considerações que podem ser esclarecidas com a leitura do capítulo 11. Vejamos portanto: no versículo de Hb 12:1 o escritor diz que estamos rodeados por uma grande nuvem de testemunhas e por isso devemos deixar todo o pecado e o embaraço que de perto nos rodeia. A que nuvem de testemunhas se referia o escritor? E qual é o pecado e o embaraço que nos rodeiam? Ele se referia aos heróis da fé, constantes do capítulo 11. Nesse capítulo encontramos: a mais pura definição do que vem a ser a genuína fé (verso 1), a maneira de entender espiritualmente sobre a criação e a nossa existência (verso 3), o esclarecimento de como é possível agradar a Deus (verso 6). Também vemos diversos relatos de homens e mulheres que tiveram profundas experiências com Deus, desde Abel, passando por Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Davi, Samuel e outros. Estas são algumas testemunhas a que se referem o verso 1º do capítulo 12. São os heróis da fé, que receberam o testemunho da fé, porém não alcançaram a promessa. Coube a nós, dar prosseguimento àquele tipo de fé. Quanto ao pecado e ao embaraço que nos rodeiam, são todas as faltas ou transgressões que cometemos contra Deus, que nos afastam de um relacionamento mais profundo com Ele e impedem o total cumprimento de Sua vontade em nossas vidas e em Seu Reino. O verso que lemos todos juntos, o de nº 14, atesta que sem santificação ninguém verá o Senhor. Que tremenda declaração! Que responsabilidade pesa sobre os ombros das igrejas, de líderes e de todos aqueles que são chamados cristãos! Gostaria de fazer algumas perguntas: hoje, como está o seu relacionamento com Deus? Você tem a verdadeira paz que assegura um lugar próximo de Deus? A você que está surfando nestas páginas da Internet pela primeira vez: você tem o Espírito Santo morando dentro de você, te levando à uma vida diferente? Você tem certeza que se morrer agora se encontraria com Deus? Aos irmãos: vocês têm alguma prática na sua vida que não estão querendo consertar? Há algum hábito em sua vida que você ainda não está disposto a consertar? Há algo ou algum valor em sua vida que se Deus lhe pedisse para entregar a Ele neste dia, você teria medo de Lhe entregar? Há alguma coisa que se Deus pedisse que lhe desse, que Deus dissesse: "entrega para mim", mulher, marido, filhos, emprego, alguma coisa? Alguém tem lhe magoado, lhe ferido e você não quer perdoar? Você tem alguma amargura ou rancor interior? Há pecados em sua vida que você nunca confessou a Deus? Há algum pecado, que você sabe que é pecado em sua vida, que você luta para vencer, se esforça e não consegue? Você tem grande desejo, sede de ler a Bíblia sagrada, de conhecer mais de Deus? No dia em que você se encontrou com Cristo houve uma mudança radical em sua vida, em seus hábitos, na maneira de falar, de tratar seus negócios, de trajar-se, de dirigir-se ao seus vizinhos? Houve mudanças no seu palavreado? Jovem, a sua maneira de namorar mudou? Você já acusou ou acusa ou acusa alguém de santarrão, por levar uma vida reta e santa diante de Deus? Se em algumas destas perguntas que eu lhe fiz, você diz, irmão, eu me encaixo nestas perguntas, então você precisa ouvir essa mensagem, porque o que você vai ouvir é o que Deus quer lhe falar. Porém um dos grandes problemas quando se prega sobre santificação é que ninguém quer levar sobre si aquela mensagem, muitos dizem que não precisam de uma mensagem sobre santificação. Mas meus irmãos e amigos, a grande necessidade dos dias de hoje é que as igrejas preguem sobre santidade e santificação. O mundo hoje está contaminado na natureza e na mente dos homens, fruto da corrupção que o pecado causa no interior da natureza humana. O pecado hoje não é apenas praticado, mas sancionado, promovido e até imposto aos homens. Muitos não fumam, mas quantas vezes somos obrigados a fumar, quando estou dentro de um ônibus, um sala ou um lugar fechado. Me obrigam a fazer aquilo que eu não quero ou não gostaria de fazer. Eu não bebo, mas estradas de automóveis eu tenho que me defender daqueles que dirigem embriagados. O pecado não é apenas praticado e nem sancionado, é também impingido, sobre nós. Pecado é errar o alvo de Deus. O pecado traz conseqüências danosas, desastrosas, destruidoras. No Velho Testamento a Bíblia diz que o pecado trará conseqüências até às terceiras e quartas gerações. Lembram-se do pecado de Davi, que caiu em pecado de adultério com Bate Seba, mandou matar seu marido, Urias, e quando foi confrontado com o profeta Natã chorou amargamente pedindo a Deus misericórdia. Deus perdoou a Davi, o chamou de volta, o acolheu, lhe chamou de filho disse que faria dele um homem segundo o Seu coração, mas Deus não pôde tirar as conseqüências danosas do pecado de Davi. O filho bastardo de Davi morreu. Os filhos de Davi se rebelaram contra o pai. Tamara sua filha, foi estuprada pelo próprio filho e a casa de Davi foi amaldiçoada pela rebelião de seus filhos. Não se pode brincar com o pecado. Não pense que algum bem poderá vir pelo pecado. Alguns dizem: "não há mal que não traga um bem". Pecado nunca redunda em bem. Maldade nunca redunda em bem. A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo e que o salário do pecado é morte. É morte! Não pense que pode ser guiado apenas por sua consciência, que ela pode ser juiz do bem e do mal. O homem não pode basear todas as suas decisões daquilo que é certo e errado apenas pela sua consciência. O fiel da balança do que é certo ou errado não é a doutrina de uma igreja, não são os padrões morais, e sim é a imutável Palavra de Deus, que nosdiz qual é o caminho do certo e errado. O homem pode ter a sua consciência cauterizada. O homem pode calar a sua própria consciência. Temos exemplos claros disso: os nazistas matavam milhares de pessoas, lançando-as em caldeirões dos campos de concentração para fazer sabão, insensíveis, não sentiam nada, porque de tanto manipular as suas consciências, elas foram violadas e não podiam mais servir de árbitro para o que era certo ou errado. Foi por isso que Deus não falou através de um raio, através de um trovão foi por isso que Deus deixou a Sua imutável Palavra para que ela servisse de árbitro de juiz, e que ponderasse nos corações e pensamentos dos homens. Aquele que achar que viver bem e ser bem relacionado com o mundo é preciso experimentar o caminho do mundo, está enganado. Quem pensa que pode ser testemunha tendo os mesmos padrões do mundo está se enganando. O mundo e os ímpios estão em todos os cantos nos convidando para participarmos de suas coisas. Quando o cristão cede ao convite a primeira coisa que ouve é: "mas, você está por aqui, eu pensei que..." logo você aqui, fazendo essas coisas. Foi ele que lhe havia convidado. Nunca pense que para ser uma testemunha do evangelho é preciso participar do que não presta. A nossa missão é ser luz do mundo e sal da terra. A Bíblia diz "que brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está nos céus." Não pensem também que a felicidade é sinal de que tudo vai bem. Nem tudo o que traz felicidade é certo. Alguém vive em adultério e diz, mas eu sou tão feliz! Ser feliz não é parâmetro para o que é certo ou errado. Quando é que uma pessoa começa a se embaraçar em pecados? Começa quando ela está com a sua vida espiritual desorganizada, ou não está trilhada no caminho de Deus, e começa a rejeitar a Palavra de Deus. Por isso perguntei se você tem profundo desejo de ler a Palavra de Deus. Este livro sempre te afastará do pecado e o pecado te afastará de Deus e desse livro. Quem não tem a sua vida baseada nas Sagradas Escrituras não gosta de ler os textos que falam de santificação e santidade, porque a primeira reação é que ela vai mudar a sua vida. Meus irmãos, vocês amam e desejam as Escrituras? Não há crente vitorioso sem ler e se dedicar à Bíblia. Não existe cristianismo sem amor às Sagradas Escrituras. Se você é daqueles que passam dias ou semanas e semanas, quinze ou vinte dias sem ler a Palavra de Deus e não sente falta, não sente sede, não sente desejo de crescer neste livro, alguma coisa séria está acontecendo com sua vida cristã. Você não está vivendo o cristianismo. Quem vive em pecado, usa logo como escudo aquele versículo: " não julgueis", procura esconder o pecado e a impureza que está dentro dele. E é o versículo que ele mais usa. Jesus disse: tire o cisco que está no teu olho antes de tirar a trave que está no olho do teu vizinho. A pessoa que está em pecado gosta de apontar o dedo nos outros. O primeiro sinal de alguém que está esfriando ou se desviando é começar a acusar os outros, acusando para se defender, querendo mostrar que os outros são piores do que ele. As perguntas feitas nesta noite mostram pecados e embaraços que atrapalham a santificação para com Deus. Se parasse por aqui a mensagem não estaria completa. No entanto, vamos ver como podemos alcançar vitória diante de Deus, deixando o pecado e o embaraço e possamos correr para a carreira de santificação que nos está proposta. Em 1º lugar, mude de atitudes. Com respeito a Deus. Não seja apenas um mero ouvinte, um mero observador, um mero religioso, mude a sua atitude em relação a Deus e busque conhecer a Deus e busque ter um relacionamento com Deus e entregue a sua vida ao Senhor. Em Jó 42:5, o escritor diz: "com ouvidos eu ouvira falar de ti, mas agora te vêem os meus olhos. "Mude de atitudes com relação ao pecado. O mais devastador do pecado não é que ele agride a mim mesmo, não é que ele fere a mim mesmo, mas que ele agride o coração de Deus, fere o coração de Deus. O pecado traz conseqüências danosas por toda eternidade. Trate o pecado como pecado. No Salmo 51:4 Davi diz que pecou contra Deus.Com respeito a salvação, Em João 17:3, vemos que teremos a vida eterna conhecendo a Deus. Salvação é relacionamento com Deus. � A Sustentável Leveza do Viver Cristão Parafraseando certo livro e filme � Este estudo tem por finalidade apresentar, de forma simples e de fácil entendimento, que o viver cristão é sustentável e leve, como disse o próprio Jesus, "...o meu fardo é leve e o meu jugo é suave". � Estude-o, divulgue-o e faça um bom proveito para a sua vida espiritual. � A Sustentável Leveza do Viver Cristão Bem mais diferente do que a maioria da população em geral possa imaginar, ser um cristão verdadeiro é possível, é leve e agradável.Embora a figura de que ser crente significa para muitos a renúncia de prazeres valorizados pela sociedade moderna, renúncia pessoal e material, servidão, extrema humildade e em alguns casos descrédito, tudo isto não passa de um estereótipo. A vida cristã significa, pela própria concepção da palavra, uma vida que se encontrou verdadeiramente com Cristo. E quem se encontra com Ele torna-se uma pessoa diferente. Para melhor. O convite que Jesus faz a todos é o seguinte: "venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei... pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve", Mt 11: 28, 30. É um convite acompanhado de uma promessa - venham, que eu vos aliviarei. É um convite sugestivo - a troca de um jugo insuportável, uma vida sobrecarregada, sem significado, oprimida, por uma proposta suave e leve. Portanto, aquela pessoa que tem um encontro com Cristo passa a ter uma vida diferente. Assim o é, pois a Palavra de Deus afirma que "aquele que tem o filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida", I Jo 5:12. A vida cristã também abrange a liberdade em seu amplo sentido. Sentimento de libertação do temor da morte e do que vem depois dela, sentimento de paz e de bem-estar com Deus, sentimento de proximidade de Deus, sentimento de perdão de pecados e eliminação do senso de culpa, são algumas manifestações da vida cristã em uma pessoa convertida. Quem segue o verdadeiro cristianismo manifesta características inconfundíveis de alguém que teve um encontro pessoal com Cristo. Vejamos algumas destas características encontradas em II Co 2:14: "Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e, por meio de nós, manifesta em todo o lugar a fragrância de seu conhecimento". A primeira: otimismo indestrutível. Graças, porém a Deus. A gratidão a Deus é uma marca inconfundível do cristianismo radical. Mesmo em meio a privações, provações, dificuldades e necessidades o cristão manifesta sua gratidão a Deus. É a certeza da proximidade do triunfo. Os cristãos mencionados no livro de Atos dos apóstolos são a prova dessa realidade. Em meio a riscos de vida e perspectiva desanimadora Paulo e Silas, ao serem lançados no cárcere interior da cadeia de Filipos, tendo as costas em carne viva, sangrando, com os pés presos a troncos, com um futuro incerto, não sabendo o que lhes estaria destinado na manhã seguinte, irromperam em cânticos - um indestrutível otimismo e ação de graças. A segunda característica está intimamente relacionada à primeira - sucesso constante. Paulo diz: " Cristo sempre nos conduz em triunfo" . Não em certas ocasiões, nem vez por outra, mas sempre. Após a prisão no cárcere de Filipos o triunfo em meio aquela situação veio em seguida - um terremoto abalou as estruturas do cárcere e todas as portas e grilhões foram destruídos. E Paulo acrescenta em sua carta aos filipenses, que as coisas que lhe aconteceram era para o progresso do evangelho (Fp 1:12). E realmente era. Quando preso em Roma, certa feita, acorrentado dia e noite a um membro da guarda imperial de César, transmitia àqueles soldados romanos as "inescrutáveis riquezas de Cristo". E a conseqüência era que todos aqueles moços estavamsendo levados ao conhecimento de Cristo, um a um. Em Fp 4: 22 encontramos: "todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César". O triunfo, é portanto, outra característica inconfundível do cristianismo autêntico. A terceira marca distinta de que a vida cristã é leve e suave é que ela causa um impacto inesquecível: "...e, por meio de nós, Deus manifesta em todo o lugar a fragrância do conhecimento de Cristo". Aqui está um dos mais belos símbolos pelos quais Deus ensina a verdade. É a fragrância, o perfume. A vida que refletir essa característica impulsionará as pessoas ao redor ao questionamento e causará um forte impacto. Quem não percebe a entrada em um recinto de alguém perfumado? Chama a atenção e causa impacto. Da mesma maneira a vida cristã autêntica deve refletir essa característica. Outra marca distinta de um cristianismo genuíno e não estereotipado é uma integridade irrefutável. "Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a Palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus", (II Co 2:17). Diz respeito a pessoas sinceras, que falam da parte do próprio Deus, e na presença do próprio Deus. O verdadeiro cristão se apresenta como uma pessoa sincera, objetiva, honesta, digna de confiança, responsável e fiel. Mas, "quem porém, é suficiente para coisas desse tipo?" (II Co 2:16). Na verdade, qual o cristão que possui a real capacidade de manifestar sempre um espírito alegre e confiante... de sair sempre triunfando... de exercer forte influência sobre outros... de ser totalmente digno de confiança... e de demonstrar todas estas qualidades de tal forma que ninguém possa duvidar delas? Paulo não nos deixa a procurar no escuro a resposta de sua penetrante pergunta. Ele nos dá a resposta direta em II Co 3:4-6: "E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica". Viver em tais bases, afirma Paulo, é estar habilitado para ser ministro da nova aliança. Esta nova aliança é aquela a que Jesus se referiu quando passou o cálice aos seus discípulos, ao instituir a ceia do Senhor. "Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados". O cálice, quando tomado juntamente com o pão, deve relembrar-nos da verdade central de nossa vida: Jesus morreu por nós, para que possa viver em nós. É sua vida em nós que constitui o poder que nos capacita a viver a verdadeira vida cristã. Isto é a Nova Aliança. Para viver plenamente esta nova aliança o cristão precisa possuir fundamentos espirituais seguros e sólidos que o levem à manifestação das características vistas anteriormente. Vejamos alguns desses fundamentos. Andar como ministros de Cristo. "Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus" (II Co 4:1). Os cristãos precisam agir como gerentes e administradores dos mistérios de Deus. Somente um conhecimento mais profundo das coisas de Deus pode habilitar o cristão a agir como ministro e despenseiro dos mistérios divinos. Apropriar-se da plenitude da situação de cristão. "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido..." I Pe 2:9. Quando o cristão apropria-se destas verdades passa a viver de uma maneira mais abençoada e próspera. Não confessará derrotas em sua vida nem dará lugar às obras carnais, pois estará desempenhando um sacerdócio real diante de Deus, como príncipe, como um escolhido, como parte do povo santo e adquirido. Alguém tão especial no plano de Deus que não pode ser comparado a um "João-ninguém" . A excelência do poder vem de Deus. "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós..." (II Co 4:7). Cada cristão deve comparar sua vida a um vaso de barro, frágil e que necessita certo cuidado. No entanto, este vaso possui em seu interior algo muito valioso: o poder de Deus. Viver a vida cristã é, então, algo plausível, sustentável, leve e completamente agradável. Basta que cada cristão desempenhe corretamente o seu papel - manifestar a vida de Cristo em sua vida, andar como um ministro e despenseiro das coisas de Deus e depender sempre do poder do Alto. Não há lugar para estereótipos no reino de Deus. "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida", I Jo 5:12. � Marcas de um lar cristão Robson do Nascimento Indice Positiva liderança religiosa Os Filhos São Dedicados a Deus Herança Espiritual Um Lar Perto da Igreja Um Lar de Salvação 1. Positiva liderança religiosa "Que tipo de lar você tem na sua casa?" Estou sério ao fazer esta pergunta. Não é uma brincadeira. Há diferença entre uma casa e um lar. Você pode viver em uma casa sem ela ser um lar, e você pode ter um lar mesmo sem possuir sua própria casa. Portanto, eu pergunto, "que tipo de lar você tem em sua casa?" Deus dá uma clara declaração na Bíblia de como nossos lares devem ser. Ele afirma princípios e mostra exemplos para nos orientar em como estabelecer e manter um lar cristão. O lar é a primeira das quatro básicas instituições da sociedade humana. A sociedade, como conhecemos, é construída sobre o lar, a escola, o estado e a Igreja. Destas quatro, o lar é a mais importante. Foi a primeira implantada por Deus na sociedade humana. Ele instituiu o lar antes de haver um estado, escola ou igreja, porque Ele o instituiu ainda no Jardim do Éden. Como acontece com os lares, acontece com as nações, as escolas e até mesmo as igrejas. Porque a existência de bons lares é tão importante para o bem-estar humano, eu compartilho com você uma série de estudos sobre "As Marcas de Um Lar Cristão". Por favor, leve-as em consideração seriamente. O bem-estar do Brasil está baseado em seus cidadãos mantendo lares honrados a Deus, de acordo com os princípios bíblicos. Aqui está o primeiro princípio: um bom lar é um lar onde há uma positiva liderança religiosa. Esta verdade está demonstrada no exemplo da vida de Josué, um dos patriarcas do Antigo Testamento. Josué era um hebreu que havia nascido no Egito durante a estada hebraica lá. Ele era um jovem rapaz quando Moisés guiou a nação de Israel de sua escravidão à liberdade na terra da Palestina. Não conhecemos nada a respeito de seu passado religioso, mas ele aparece na Bíblia como um homem que confiava e obedecia ao Senhor. De tal homem poderíamos esperar que ele tivesse um lar onde Deus fosse reconhecido e seus filhos ensinados a obedecê-Lo. Há um livro nas Escrituras Sagradas que leva o nome de Josué, como nome do livro. Josué não o escreveu, mas fala a respeito de sua vida e trabalho como um líder de Israel após a morte de Moisés. A mais bonita afirmação na Bíblia, acerca do compromisso de um pai ter um lar voltado para os princípios de honradez a Deus, está registrada em Josué 24: 14,15 "Agora, pois temei ao Senhor, e servi-O com sinceridade e com verdade... e servi ao Senhor. Porém, se vos parecer mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem servis... porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor". Note que resolução tomada. Deixe os povos escolherem aos seus deuses. Qualquer um que eles possam escolher servir, isto não deterá Josué de seu compromisso de servir ao Senhor. "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor". Este tipo de liderança religiosa positiva está faltando em muitos lares hoje em dia. Deus Espera Positiva Liderança Religiosa A liderança religiosa positiva no lar é esperada por Deus do cabeça de cada lar. I Timóteo 5: 8 diz "mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente aos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel". Manter um lar onde Deus é reconhecido e honrado faz parte da vidade fé do cristão. Pais e mães ouçam esta palavra de Deus: vocês são responsáveis perante Ele pelo clima espiritual de seu lar! Aos pais é ordenado na Bíblia, "vós pais não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-vos na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef. 6: 4). O que isto quer dizer? Quer dizer que os pais devem cuidar para não despertar nos filhos ressentimento por excesso de correção de maneira que venha a quebrar o espírito da criança. Pelo contrário, os pais devem educar e corrigir os filhos em um caminho agradável ao Senhor. Isto quer dizer que Deus tem um pensamento para o tipo de criação a ser dado aos filhos também. Gosto do lema que tenho visto em alguns lares que diz "Cristo é o cabeça desta casa, o convidado invisível em cada refeição e o ouvinte silencioso de todas as conversas". Deus Requer Positiva Liderança Religiosa A positiva liderança no lar é requerida por Deus. Ouça estas palavras dirigidas aos pais, encontradas em Deuteronômio 6: 6-7 - "e estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração. E as intimarás aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-se e levantando-se". Isto significa que a Palavra de Deus deve influenciar toda a vida. Deve guiar nossos pensamentos. Deve ser o assunto de nossa instrução aos filhos. É para controlar nossas conversas. É para influenciar todas as nossas condutas. Como pode isso ocorrer em seu lar? Você deve ler e meditar na Bíblia. Você deve falar de Deus e Sua Palavra aos membros de sua família. Somente se a Palavra de Deus é honrada e tem um lugar na sua vida pessoal ela irá influenciar sua família. Deus não nos dá opção. É Seu requisito que nós conheçamos e vivamos de acordo com os princípios estabelecidos nas Sagradas Escrituras. É essencial para ter um bom lar. Deus Ordena a Positiva Liderança Religiosa A positiva liderança religiosa no lar é ordenada por Deus. Ele reconhece e honra o homem que vive sob as Escrituras e que por Elas influencia sua família. Você se lembra de Abraão, pai da nação hebraica? Ele era um homem de Deus. Quando o Senhor estava pronto para destruir as cidades de Sodoma e Gomorra por causa de suas iniqüidades, Ele disse: "Ocultarei Eu a Abraão o que faço? Porque Eu o tenho conhecido que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor" (Gn 18: 17,19). Desta maneira, Deus enviou anjos a dizer a Abraão sobre a destruição vindoura e porque Ele poderia assegurar o resgate de Ló e sua família antes que a cidade caísse. O homem que vive em comunhão com Deus abençoará sua família de muitas maneiras. Deus reconhecerá tal homem, o honrará e revelará Seus atos a ele. Deus Condena a Negligência da Positiva Liderança Religiosa A positiva liderança religiosa no lar, quando negligenciada, recebe a condenação de Deus. Lembram-se de Eli? Embora fosse um sacerdote de Deus, o Senhor disse-lhe: "naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa...Porque Eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu" (I Sm 3: 12,13). E isto aconteceu! Os filhos de Eli foram mortos, e ele morreu no mesmo dia. A tragédia caiu sobre aquela família por uma simples razão: Eli não requereu que seus filhos andassem nos caminhos de Deus. Quantas outras famílias não sofreram pelas mesmas razões? Só Deus sabe. Deus atribuiu o bem-estar espiritual da família ao marido e ao pai. O homem não tem escolha sobre este assunto. Deus já tinha decretado que o homem seria o responsável por isso. Quando a família não tem o pai, a obrigação recai sobre a mãe. Os filhos devem ser ensinados nos caminhos de Deus. É um privilégio dos pais serem os representantes de Deus nesta abençoada tarefa. Tenha certeza que seu lar tem uma positiva liderança religiosa. Indice � 2. Os filhos são dedicados a Deus Um Pastor, uma vez me disse: "visitei um lar em que o marido e esposa estavam se regozijando com o nascimento de seu primeiro filho. Eles pediram para mim ir vê-los e disseram então o motivo de seu pedido: "Pastor", eles disseram, "nós amamos nosso bebê mais do que pensamos ser possível. Queremos prover tudo o que for necessário para que ele tenha uma vida feliz e saudável. Mas nós sabemos que sua vida não pode nunca ser completa sem Deus. Assim, nós pedimos ao senhor para vir e orar conosco, para que possamos dedicar nosso pequeno filho a Deus, desde o dia de seu nascimento".Que imensa alegria orar com eles! Nós oferecemos a Deus a criança que Ele havia dado ao casal. E eles se ofereceram a si próprios a Deus como servos voluntários para criar a criança. Acho que os anjos sorriram nos céus como testemunhas de tão sagrada atitude: a mãe e o pai reconhecendo o lugar de representantes de Deus para criar de seu precioso filhinho "na doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6: 4)". Esta é uma das marcas de um lar cristão. É um lugar onde as crianças são recebidas de Deus, dedicadas a Deus e criadas para Deus. O exemplo bíblico clássico de dedicação de uma criança a Deus é encontrado no primeiro capítulo do livro de I Samuel. Ali nós somos apresentados a um homem chamado Elcana e sua mulher Ana. Eles eram hebreus que viveram há muito tempo atrás, pelo menos 1000 anos antes de Cristo nascer. O exemplo deles ainda é aplicável aos dias de hoje. Abençoada é a Criança Que é Desejada Ana queria ter um bebê. Ela demorou a ter um filho. O tempo passava e passava e ela não concebia. Sua cultura naqueles dias dizia que era uma maldição de Deus se uma mulher não tivesse um filho e era uma recompensa de Deus se ela tivesse um filho homem. Como Ana sofreu com sua condição de estéril! Somente Deus poderia dar a ela o bebê que desejava. Nossa cultura é muito diferente hoje. Os filhos são considerados uma interferência em muitas sociedades. Contracepção para impedir uma gravidez, e aborto para acabá-la, são comuns em muitas nações do mundo hoje. Algumas vezes uma criança é nascida e deixada por sua mãe para ser apanhada e criada por outra. Que tragédia! Uma criança desejada é uma criança feliz. Possa Deus abençoar esse instinto materno/paterno que se deleita no privilégio de cuidar de uma criança. Abençoada é a criança cuja mãe ora Ana foi ao tabernáculo com seu marido para adorar a Deus. Lá, no local que Ele falou que se encontraria com Seu povo, ela derramou seu coração a Ele em oração. Ela chorou diante do Senhor quando apresentava seu pedido diante Dele. Os outros não entendiam. Até mesmo Eli, o Sumo Sacerdote, pensou que ela estivesse bêbada quando orava movendo seus lábios sem dizer uma só palavra audível. Ele a censurou, considerando-a uma pecadora até que entendeu a angústia de seu coração e a petição de sua oração. Ana não foi a única mulher que implorou a Deus por um bebê. Nem tão pouco será a última. Hoje em dia há corações de mulheres chorando diante de Deus, pedindo-Lhe o privilégio da maternidade. É por isto que as agências de adoção de crianças recebem mais pedidos do que podem resolver. E também a razão pela qual muitos ministros do evangelho estão envolvidos com aqueles que desejam ser pais. Mas uma criança é feliz se nasce em um lar que a mãe ora por ela. Com um pai comprometido em criá-la nas coisas de Deus e a mãe que passa tempo diariamente pedindo sabedoria para criá-la para Deus, essa criança terá um feliz e abençoado prospecto de vida. Abençoada é a criança que é dedicada a Deus Ana dedicou seu filho a Deus antes mesmo dele nascer. Ela ofereceu um voto ao Senhor: "Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias de sua vida" (I Sm 1: 11). E ela não tinha concebido até o tempo daquele voto. Entenda que Ana não estava tentando fazer um negócio com Deus, nem estava tentando suborná-Lo,ao fazer o que ela queria. Seu solene voto era de obedecer a Deus ao criar a criança, se ele fosse gracioso para com ela, fazendo-a frutífera para ter um filho. Ana não esqueceu seu voto depois que a sua longa busca encerrou. No devido tempo ela concebeu e quando o pequeno bebê nasceu nove meses depois, ela o chamou de "Samuel". Na linguagem antiga a palavra Samuel significava pedido a Deus. Ela explicou que havia lhe dado aquele nome "porque eu o tenho pedido" (I Sm 1:20). Toda vez que ela chamava seu nome lembrava-se de seu pedido e do seu voto a Deus a respeito da criança. O voto de dedicação de Ana foi por toda a vida de seu filho. Quando ele foi desmamado e podia viver sem sua mãe, ela e seu marido o levaram ao sumo sacerdote de Deus em Siló, com esta explicação: "por este menino orava eu e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. Pelo que ao Senhor eu o entreguei por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido" (I Sm 27: 28). Ela lembrou-se e cumpriu o seu voto. Ana dedicou seu filho a Deus para servi-Lo. Ele viveu no tabernáculo e trabalhou como assistentes dos sacerdotes lá. Mas Deus tinha planos maiores para o rapaz. Nos anos da adolescência de Samuel o Senhor falou com ele e o chamou para o ofício de profeta. Foi aquele homem que falou por Deus, julgou o povo em nome de Deus, ensinou as leis de Deus e ungiu a dois reis da nação de Israel até a geração seguinte. Que impacto em sua nação teve este tão esperado rapaz que fora tão intensamente orado e dedicado a Deus por sua mãe! Olhe para a história através da Bíblia e verifique quantos homens grandemente usados por Deus foram dedicados a Ele por seus pais antes mesmo do nascimento. A família de Manoá dedicou seu filho a Deus e ele se tornou um grande juiz e líder, que nós conhecemos como Sansão (Juízes 13). Zacarias e Isabel dedicaram seu filho ainda não nascido a Deus e ele tornou-se muito conhecido como João Batista, que anunciou Jesus ao mundo (Lucas 1). Isto mostra alguma coisa acerca do compromisso dos pais que dedicam seus filhos a Deus, compromisso que segue por toda a vida da criança, influenciando-a para o bem e para as coisas de Deus. E o que dizer a respeito do seu lar? Os seus pais dedicaram você a Deus quando do seu nascimento? Se fizeram, viva por aquele compromisso. Caso contrário, ainda não é tarde. Você pode oferecer-se a Deus em uma humilde entrega à Sua vontade. Confie em Jesus como seu Salvador pessoal. Renda-Lhe o controle de sua vida como seu Senhor. Ele lhe receberá, purificará e usará você como uma benção para muitos. E resolvido este assunto sobre o seu compromisso pessoal, dedique a Deus cada um dos filhos que Ele lhe deu. Os pais cristãos podem criar filhos que conhecem e amam a Deus e O servem alegremente. Não há herança maior que você possa dar a seus filhos do que o seu amor. Indice � 3. Herança espiritual Os pais possuem uma influência sobre a vida de seus filhos além do que podem imaginar. Eles influenciam desde os anos de formação, continuam a influenciá-los durante a adolescência, juventude e vida adulta. Esta influência continua até mesmo depois da morte, nas vidas dos filhos e netos. Uma professora na Escola Bíblica Dominical ensinava em sua classe de crianças que é Deus quem faz as pessoas boas. Um dos meninos, que provavelmente vinha de um agradável e feliz lar, respondeu: - é verdade, mas as mães ajudam muito. E como! No Novo Testamento nós encontramos duas nobres senhoras cuja fé influenciaram um rapaz que tornou-se um dos famosos homens do início da fé cristã. Era um homem em que residia uma fé aberta, honesta e viva em Deus. De onde vem a fé? Que passado e instruções ele teve para ser aquele tipo de cristão? A resposta a estas perguntas está em II Tm 1: 5, que diz "trazendo a memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti". Aqui estava uma senhora que cria em Deus. Ela passou essa fé confidente à sua filha. Aquelas duas senhoras passaram a fé delas ao seu filho e neto. Timóteo tornou-se um missionário, companheiro do apóstolo Paulo em seu trabalho de evangelização. Ele era fiel ao seu ministério. E o crédito disso estava depositado na criação dada por sua mãe e sua avó. Esta é a herança que você também pode dar aos seus filhos amados. Sua fé pode ser passada a eles, se você tentar. O poder do exemplo materno Considere o poder que há no exemplo da mãe. Parece que a mãe de Timóteo era judia e seu pai um gentio. Ele foi criado em Listra, localizada na parte central da nação que hoje é conhecida por Turquia, bem longe do templo de Deus em Jerusalém. Não há nenhuma referência sobre a fé do pai de Timóteo, mas há uma enfática recomendação à fé de sua mãe. Portanto, podemos concluir que o pai de Timóteo não era crente. O que faltara na instrução espiritual de seu filho, foi suprido pelos ensinamentos maternos. Está registrado em I Tm 3: 15 "e que desde a tua meninice sabe as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus". Você pode imaginar o quadro daquela casa? Ali havia um pai que não mostrava interesse nos assuntos bíblicos. E ali estava uma mulher que tinha uma fé pura e preciosa no Deus da Bíblia. Desta maneira, enquanto o pai se preocupava com outras coisas, a fidelidade materna ensinava a seu filho os ensinos registrados nas Sagradas Escrituras. Ele aprendeu a história da criação, o dilúvio nos dias de Noé, os detalhes sobre o Êxodo de Israel do Egito, os ministérios e as mensagens dos profetas, o livramento de Daniel da jaula dos leões e muitas outras coisas que ensinamos aos nossos filhos hoje. E ele nunca desviou-se daqueles ensinos. É possível que a fé de Timóteo tenha sido um desafio para o seu incrédulo pai. Mas Eunice fez um bonito trabalho, incutindo as verdades bíblicas em seu filho, de tal maneira que nada o pudesse afastá-lo delas. A vantagem dos pais crentes Que vantagem tem a criança que tem pais crentes? Eles a ensinam os caminhos certos e errados da vida, em atos, atitudes e expressões. Eles a corrigem seus padrões errados tão logo os desenvolvem. Eles a ensinam em como orar e confiar em Deus pelas respostas. Eles instilam nela os princípios que podem mantê-la inabalável quando vierem sobre ela as tormentas da vida. A criança sábia respeitará tais pais. Não se rebelará contra suas instruções. Ela não rejeitará seus princípios, nem suas reprovações. Ela os respeitará, obedecer-lhes-á e seguirá seus exemplos. Sim, abençoada é a criança cujos pais confiam em Deus e ensinam os caminhos Dele a ela. A benção dos filhos crentes Há uma grande benção para os pais quando seus filhos crescem para serem homens e mulheres crentes e honrados. Provérbios 10: 1 diz "o filho sábio faz feliz o seu pai; mas o tolo é o peso de sua mãe". Provérbios 23: 24,25 continua, "o pai do justo se alegrará grandemente..." Esta é parte da recompensa que Deus concede aos bons pais. Como servo de Deus, já aconselhei muitas vezes pais que estavam profundamente tristes com a rebelião de seus filhos. Algumas vezes o problema estava no fato dos pais terem falhado ao criar seus filhos corretamente. Algumas vezes o problema era que a criança se rebelava contra a criação que tinha recebido de seus pais. Mas sempre havia um espírito de tristeza quando uma criança se rebelava contra seus pais. É essencial que pais cuidem de seus filhos para conhecerem e obedecerem a Deus. É o melhor para a criança e protege os pais de um grande arrependimento mais tarde na vida. Mas para ser pais de crianças crentes os pais devem ser crentes também. A fé é passada de geração em geração: no caso de Timóteo da avó para a mãe e desta para o filho. Seja aquilo que você tenta ensinar a seus filhos que sejam. O exemplo é melhor do que a instrução apenas. A recompensa do ensino de fé Espere de Deus a recompensa pelos ensinos de fé que você ministrar aos seus filhos. Mesmo sem a ajuda de um maridocrente Eunice ensinou a seu filho. E olhe como Deus a recompensou por aquele ministério de amor. Timóteo cresceu para ser um jovem respeitado e recomendado pela comunidade que o conhecia (Atos 16: 2). Ele foi recomendado para ser assistente e companheiro de viagem de Paulo, o maior missionário que a fé cristã já conheceu. Nos anos que se seguiram, Timóteo distinguiu-se como um homem fiel a Deus. Ele foi enviado às missões como representante de Paulo. Ele foi o alvo de duas cartas escritas por Paulo, dois livros das Sagradas Escrituras que levam o nome de Timóteo. O seu nome é honrado na História Cristã como um homem de Deus. Pergunte a Eunice se valeu a pena o esforço de criar seu filho para amar e servir ao Senhor. Pergunte a ela se ela faria isso de novo sob as mesmas circunstâncias. Pergunte-a se ela recomenda que nós criemos nossos filhos sob a fé bíblica. Para todas estas perguntas ela responderia um sonoro "SIM". Seu lar será um grande lar se for lugar de herança espiritual. Deixe a fé em Deus encher o seu coração e governar sua vida pessoal. Então compartilhe essa fé com seu cônjuge e com os filhos que Deus deu a vocês. Você pode transmitir sua fé em Deus. "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe; a quantos o Deus nosso Senhor chamar" (At 2:39). Indice � 4. Um lar perto da Igreja O seu lar é perto de sua igreja? Da minha atual residência eu simplesmente preciso atravessar algumas ruas para ir para a igreja da qual sou membro. Existem outros que precisam se deslocar grandes distâncias para chegar até a nossa igreja. Mas não é sobre isso que estou me referindo quando pergunto "o seu lar é perto de sua igreja?" Perto em interesses Você pode estar perto de sua igreja, mesmo vivendo bem longe dela. Aqui não é geografia o que importa. É o amor espiritual que coloca alguém "próximo à igreja" em coração e oração. Eu me lembro de uma senhora aleijada que era tão fiel à assistência dos cultos em sua igreja. Ela estava lá em todos os cultos, não importava que tempo estivesse lá fora. Alguém perguntou-lhe como ela vinha tão regularmente sendo tão inconveniente para ela andar. Ela respondeu, "o meu coração chega aqui primeiro e estas velhas pernas o acompanham." Ela queria dizer que quando seu interesse está na igreja sua reação natural é segui-lo. Quão interessado está você nas coisas de Deus? Se você possui uma saúde normal sua presença ou ausência da igreja indicará o seu interesse. Se o seu interesse está na igreja o da sua família estará lá também. É lógico que a igreja não substitui a instrução do lar. Mas ela pode suplementar o ensinamento que você dá aos seus filhos em casa e reforçar grandemente o seu ministério. Perto em propósitos A igreja tem um grande e glorioso propósito em sua existência, de acordo com a vontade de Deus. Este propósito está registrado em Efésios 3: 21 - "A esse (Deus) glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre." Pense nas bênçãos que Deus já concedeu a você e à sua casa. Pergunte a si próprio "que darei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?" (Sl 116:12). Isto ajudará você a ter um justo motivo para criar os seus filhos para Deus. Há um grande benefício pessoal que vem ao se criar bons filhos. Mas o maior motivo é criá-los para a glória de Deus, assim o propósito de seu lar e sua família deve ser glorificá-Lo de quem você é e a quem você pertence. Mantenha um propósito puro na vida do seu lar. Se você quer o melhor para aqueles que você ama, lembre-se disto: a melhor coisa que poderia acontecer aos seus filhos é que eles sirvam ao Senhor com todo o seu coração, com toda a sua mente, com toda a sua alma e com toda a sua força (Mc 12: 30). Você pode ter uma grande influência nisto. Perto em presença Os ministros, não estão tentando usar sua família para construir a igreja. Eles desejam usar a igreja para construir sua família. Não é com um propósito egoísta quando nos encorajam para irmos com sua família a uma igreja cristã onde a Bíblia é crida e ensinada. Você e seus amados precisam da influência de uma igreja assim. Deus reconheceu isso e deu uma ordem, "e consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras; não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros" (Hb 10: 24,25). Ele nos instrui para fazermos a nossa presença e a da nossa família em uma atitude regular. Isto significa que Deus considera importante a adoração e a comunhão em conjunto para nossas vidas espirituais e o bem-estar de nossa família. Não se afaste de sua igreja e de seus irmãos. Faça isso parte de seu horário regular. Da mesma maneira que você tem um certo tempo para se levantar cada manhã, um certo tempo para chegar ao seu trabalho, um certo tempo para comer, assim a presença na igreja deve estar no seu horário semanal. Eu lhe garanto que você será um dos que vai tirar maior proveito. A que distância o seu lar fica de sua igreja? Perto em apoio Existem dois elementos de adoração: dar e receber. Nós oferecemos um sacrifício a Deus quando O adoramos. Pode ser o sacrifício de louvor como --sacrifício de ofertas. Deve haver de nossa parte uma atitude de dar, como há a atitude de receber. A Bíblia diz "cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (I Co 9: 27). Não há maior maneira de alguém mostrar o seu amor a Deus do que contribuir com um coração voluntário e consistente com ofertas destinadas a sustentar o trabalho de Deus no mundo. Eu sugiro que você ensine os seus filhos a dar. Dê a eles uma mesada semanal por terem efetuado tarefas domésticas na casa. Então os ensine a dar uma porção (pelo menos 10 %) do dinheiro "deles" quando eles forem à casa de Deus. Eles apreciam muito em dar a Deus quando ainda são crianças, e terão aprendido esta alegria quando adultos. Uma criança aprende, ao ver, bem como ao ouvir e fazer as coisas. Se você deseja ensinar boas condutas a ela, tenha uma boa conduta você também. Ser pão-duro ou sovina para dar de sua parte produzirá nela o mesmo tipo de egoísmo e encolherá o seu espírito. Eu digo novamente, as bênçãos não vêm somente de um lado. O apoio também. A famílianão vai construir a igreja. Mas a igreja pode construir a sua família. Tenha certeza que seu lar está perto da igreja. Não estou falando de geografia aqui. Mesmo que você more em uma distância longe da sua igreja, você pode estar perto em espírito e em orações se você quiser. Dedique-se a Deus para fazer tudo o que você puder para ter um lar onde Ele é reconhecido e onde a santidade é ensinada. Influencie todos os membros de sua família a lhe ajudar a ter um lar verdadeiramente cristão. Você colherá recompensas além de suas expectativas. Indice � 5. Um lar de salvação Há uma estória inspirada registrada em Lucas 19: 1-10 , que diz de um coletor de impostos que vivia na antiga cidade de Jericó, terra da Palestina. Ele era um homem muito rico mas uma grande parte de sua riqueza vinha de negócios desonestos. Os cidadãos daquela localidade não gostavam dele e o chamavam de "pecador". Eles não tinham nenhum negócio com ele, exceto o estritamente necessário a respeito dos impostos que precisavam pagar ao governo. Então Jesus chegou à cidade e a vida desse homem teve uma mudança radical. Depois de passar um tempo com Jesus, este coletor de impostos testificou que havia uma nova perspectiva para sua vida a partir daquele momento. Jesus explicou, "hoje a salvação chegou a essa casa... porque o Filho do Homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19: 9,10). O que aconteceu na casa de Zaqueu (este era o nome do coletor de impostos) pode acontecer na sua casa também. A salvação através da fé em Jesus fez a diferença na vida dele. e pode fazer tal mudança em você e nos membros de sua família que crêem. Confirme sua própria salvação Se você, pessoalmente, ainda