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ANÁLISE DO ÍNDICE DE PERDAS DE REVESTIMENTO CERÂMICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

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CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL
BRUNO DA SILVA BARBOSA
ANÁLISE DO ÍNDICE DE PERDAS DE REVESTIMENTO CERÂMICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:
ESTUDO DE CASO DE DUAS OBRAS NO MUNICÍPIO DE VILA VELHA/ES
VILA VELHA
2015
BRUNO DA SILVA BARBOSA
ANÁLISE DO ÍNDICE DE PERDAS DE REVESTIMENTO CERÂMICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:
ESTUDO DE CASO DE DUAS OBRAS NO MUNICÍPIO DE VILA VELHA/ES
Trabalho apresentado ao curso de Engenharia Civil da Universidade Vila Velha, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil.
Orientadora: Profª. MSc. Aline Pignaton Antônio
VILA VELHA
2015
BRUNO DA SILVA BARBOSA
ANÁLISE DO ÍNDICE DE PERDAS DE REVESTIMENTO CERÂMICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:
ESTUDO DE CASO DE DUAS OBRAS NO MUNICÍPIO DE VILA VELHA/ES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade Vila Velha, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil.
Aprovado em ____ de junho de 2015.
COMISSÃO EXAMINADORA
_______________________________________________
Profª. MSc. Aline Pignaton Antônio.
Universidade Vila Velha
Orientadora
_______________________________________________
Prof. MSc.
Universidade Vila Velha
_______________________________________________
Prof. MSc.
Universidade Vila Velha
RESUMO
Este trabalho consiste em analisar o desperdício de revestimento cerâmico na construção civil, onde foi examinado os indicadores de perdas já realizados em outras pesquisas. Trata-se de duas obras na cidade de Vila Velha - ES, onde foram averiguados os materiais em que houveram desperdícios e suas principais causas. O resultado da pesquisa permite expor os índices de desperdícios de revestimentos cerâmicos destes empreendimentos, no intuito de propor um conjunto de diretrizes para promover uma melhor racionalização de revestimento cerâmicos.
Palavras-chave: índice de perdas; revestimento cerâmico; desperdício; empreendimento.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Etapas do processo da construção civil que originam desperdício.	11
Figura 2 - Etapas do processo de produção em canteiros de obra.	14
Figura 3 - As perdas segundo seu momento de incidência e sua origem.	18
Figura 4 - Porcelanato Beton White 60x60cm assentados na sala e na varanda.	31
Figura 5 - Beton White: reserva técnica.	33
Figura 6 - Duomo Bianco 41x41 cm assentados no piso da cozinha e área de serviço.	34
Figura 7 - Demolição da parede da área de serviço da unidade 104.	35
Figura 8 - Reserva técnica Duomo Bianco 41x41cm.	35
Figura 9 - Forma Slim Branco 41x41cm. Assentamento no piso do BANHEIRO social.	37
Figura 10 - Reserva técnica: Forma Slim Branco 41x41cm	38
Figura 11 - Forma Branco AC 32,50X45 cm: parede da cozinha	39
Figura 12 - Demolição de parede e acréscimo de ar condicionado Split na unidade 104.	40
Figura 13 - reserva técnica: Forma Branco AC 33,05x45 cm	41
Figura 14 - Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.	42
Figura 15 - Controle de chegada de revestimentos	56
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Diferentes fases de um empreendimento e a ocorrência de perdas de materiais.	14
Quadro 2 - Valores das perdas de materiais por entulho, baseada no estudo em 115 canteiros de obras.	23
Quadro 3 - Indicadores com diferentes objetos de estudo.	24
Quadro 4 - Índice de perdas de revestimento cerâmicos.	25
Quadro 5 - Indicador de perdas físicas de revestimento cerâmico.	25
Quadro 6 - Índice de perda de revestimento cerâmico realizado em uma obra na cidade de Feira de Santana - BA.	26
Quadro 7 - Tabela comparativa entre as médias de perdas de revestimento cerâmicos detectados por este estudo e outras fontes.	29
Quadro 8 - Ambiente de aplicação do revestimento Beton White 60x60 cm - ambiente: Sala, circulação, quartos e varanda.	30
Quadro 9 - Avaliação revestimento cerâmico Beton White 60x60 cm.	31
Quadro 10 - Ambiente de aplicação do revestimento Duomo Bianco 41X41 cm – Ambiente: Cozinha, Área de serviço e banheiro serviço.	33
Quadro 11 - Avaliação revestimento cerâmico Duomo Bianco 41X41 cm.	34
Quadro 12 - Ambiente de aplicação do revestimento Forma Slim Branco 41X41 cm – Ambiente: piso do banheiro social e piso do banheiro suíte.	36
Quadro 13 - Avaliação do revestimento cerâmico Forma Slim Branco 41X41 cm.	36
Quadro 14 - Ambiente de aplicação do revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm (parede): cozinha, área de serviço, banheiros social, banheiro suíte e banheiro da área de serviço.	38
Quadro 15 - Avaliação do revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm.	39
Quadro 16 - Ambiente de aplicação do revestimento Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm: Sala, varanda, corredor e quartos	42
Quadro 17 - Avaliação revestimento cerâmico porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.	43
Quadro 18 - Ambiente de aplicação do revestimento Bauhaus Lime 41X41 cm: cozinha, área de serviço e banheiro da área de serviço	44
Quadro 19 - Avaliação revestimento cerâmico Bauhaus Lime 41X41 cm.	45
Quadro 20 - Ambiente de aplicação do revestimento White Polar Mate 41X41 cm – Ambiente: Banheiro social e banheiro suíte (piso).	46
Quadro 21 - Avaliação do revestimento cerâmico White Polar Mate 41X41 cm.	47
Quadro 20- Ambiente de aplicação do revestimento Cetim Bianco 30X40 cm Bold – Ambiente: paredes da cozinha, da área de serviço e dos banheiros das unidades habitacionais.	48
Quadro 23 - Dados referente ao revestimento cerâmico.	54
Quadro 24 - Levantamento do Recebimento do Porcelanato Beton White 60x60 cm.	55
Quadro 25 - Levantamento de Recebimento Duomo Bianco 41x41 cm.	57
Quadro 26 - Levantamento de Recebimento Forma Branco AC 33,50x45 cm.	58
Quadro 27 - Levantamento de Recebimento Forma Slim Branco 41x41 cm.	59
Quadro 28 - Resumo Levantamento: Porcelanato Beton White - 60x60 Cm.	60
Quadro 29 - Resumo Levantamento: Duomo Bianco 41x41 cm.	61
Quadro 30 - Resumo Levantamento: Forma Slim Branco 41x41 cm.	62
Quadro 31 - Resumo Levantamento: Forma Branco AC 32,50x45 cm.	63
Quadro 32 - Resumo Levantamento: Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.	64
Quadro 33 - Resumo Levantamento: Bauhaus Lime 41x41cm.	65
Quadro 34 - Resumo Levantamento: White Polar Mate 41x41cm.	66
Quadro 35 - Resumo Levantamento: Cetim Bianco 30x40cm Bold (Parede).	67
INTRODUÇÃO
Atualmente, reduzir o desperdício de materiais no canteiro de obras tem sido o objetivo de várias empresas de construção civil, entretanto, a solução deste problema não se encontra de forma localizada. Segundo Rocha Neto (2010), a redução da geração de resíduos não ocorre mais através da solução de um problema localizado que proporciona, se solucionado, grandes economias. Assim, existe a necessidade de atuar de forma global no empreendimento, desde o projeto até a execução final, passando pelos fornecedores e serviços terceirizados contratados.
Com a competição entre as empresas cada vez mais acirradas, buscar reduzir o custo e aumentar a qualidade do produto final é um fator importante e decisivo para manter-se no mercado. Sendo assim, uma proposta para melhorar o desempenho do setor torna-se indispensável. Segundo Agopyan e outros (1998), grande parcela das perdas é previsível e podem ser evitadas por meio de medidas de prevenção e por isso é importante que o setor da construção civil se mobilize no sentido de reduzir as perdas existentes, através da introdução de novos métodos e filosofias de gestão.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Conhecer um canteiro de obras e identificar os tipos de desperdícios de materiais existentes, referentes a revestimentos cerâmicos, bem como analisar o índice de desperdício, os motivos que os originaram e traçar uma metodologia para diminuí-los.
Objetivos Específicos
Caracterizar os tipos de perdas, como ocorreram e os motivos que levaram a isso;
Acompanhar duas obras e calcular o índice de perdas.
 Comparar o índice de perda das duas obras com o índice de perdas de outros estudos já realizados.
Identificar processos que originaram desperdíciose criar uma metodologia para combatê-los tendo em vista diminuir as perdas ocasionadas.
justificativa
Com o crescimento da competitividade do mercado, empresas procuram maior eficiência, visando diminuir o custo de obras e aumentar a qualidade de serviços. A identificação da causa de desperdício de materiais torna-se um dos pontos importantes para a melhoria da qualidade e produtividade.
Agopyan (2003) informa que em uma pesquisa realizada pelo Programa Habitare e financiado pela Financiadora De Estudos e Projetos - FINEP, mostra que o índice de perda de revestimento cerâmico varia de obra para obra, enquanto algumas obras o índice de perda é de 5%, em outras obras, este valor foi de 78%. Souza (2005), afirma que os índices de perdas podem variar de canteiro para canteiro, o que faz supor que existem problemas passiveis de serem combatidos.
Para Formoso (1996), o esforço de medição do desempenho dos processos produtivos de forma clara, associada à identificação das causas reais dos problemas, constitui-se num dos pontos essenciais para a melhoria da qualidade e produtividade segundo as modernas filosofias gerenciais.
Vários tipos de desperdícios de materiais podem ser previstos e minimizados desde que haja um planejamento e medidas de prevenção. Por isto, é de grande importância que o setor de construção civil conscientize-se e encontre novas alternativas, visando reduzir as perdas existentes.
A importância deste trabalho é expor os índices de desperdícios de revestimentos cerâmicos destes empreendimentos, indicando os principais motivos das perdas e propor um conjunto de diretrizes para promover uma melhor racionalização de materiais.
revisão biblioráfica
desperdícios e perdas na construção civil
Segundo Messeguer (1991), o desperdício advém, ou se origina de todas as etapas do processo de construção civil, que são: planejamento, projeto, fabricação de materiais e componentes, execução, uso e manutenção.
Grohmann (1998) explica que os desperdícios não ocorrem apenas durante a execução de uma obra, eles decorrem de um processo formado de várias etapas e composto de diferentes empresas e pessoas. A Figura 1 ilustra estas etapas do processo da construção civil.
Figura 1 - Etapas do processo da construção civil que originam desperdício.
Fonte: Grohmann (1998).
Para Formoso (1996), apesar de muito se discutir sobre as perdas de materiais, os poucos estudos aprofundados sobre o tema realizados no Brasil, até o momento, indicam percentuais de perdas de alguns materiais bastantes elevados.
Segundo o mesmo autor, o conceito de perdas na construção civil é, com frequência, associado unicamente aos desperdícios de materiais. No entanto, as perdas estendem-se além deste conceito e devem ser entendidas como qualquer ineficiência que se reflita no uso de equipamentos, materiais, mão de obra e capital em quantidades superiores àquelas necessárias à produção da edificação. Neste caso, as perdas englobam tanto a ocorrência de desperdícios de materiais, quanto à execução de tarefas desnecessárias, que geram custos adicionais e não agregam valor.
Soibelman (1993) em estudo, realizado em cinco obras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, mostra que o desperdício de blocos cerâmicos é de 52%. O autor ainda registra uma perda de 82,6% de cimento e de 44,4% de areia. Já o estudo de Rocha Neto (2010), realizado em uma obra na cidade de Feira de Santana – BA, aponta um desperdício de blocos cerâmicos de 31,1%.
Vargas e outros (1997) apresentam outros dados alarmantes: o tempo de perda da mão de obra dos serventes pode atingir 50% do tempo total, 100% da argamassa é perdida e 30% dos tijolos e elementos de vedação se transformam em entulho. Estes dados demonstram e reforçam a gravidade do problema em questão.
Barbosa (2011) afirma que para tratar sobre o conceito de perdas na construção civil é necessário ter em mente que o resultado do produto final está intrinsecamente ligado à qualidade da mão de obra empregada. Este é um termo que abrange tudo aquilo que consome recursos, mas não agrega valor ao produto final, ou seja, quanto maior o número de atividades que não agreguem valor ao produto, menor a produtividade do processo. Além disso, as perdas de materiais podem ter origem em diferentes momentos dentro da vida de um empreendimento.
origem das perdas na construção civil
O desperdício de materiais engloba os entulhos e os materiais incorporados a obra. Tacla (1984) define entulho em uma obra de Construção Civil como sendo todo o volume de materiais que sai da obra, sem nenhuma perspectiva de utilização futura. Englobam as sobras de concreto, argamassa, ferro, blocos de cerâmica, etc.
Por isso, numa classificação paralela, comumente encontrada, Grohmann (1998) utiliza uma abordagem simplificada. O autor divide as formas de desperdício em desperdício de materiais e desperdício de mão de obra.
O autor ainda explica que o desperdício de materiais incorporados a obra refere-se ao excesso de materiais utilizados que, ao final da obra, não são percebidos ou pouco se percebe.
Já Rocha Neto (2010), define o desperdício de mão de obra como o tempo empregado pelos trabalhadores em atividades que não incorporam valor ao produto final e que podem, facilmente, ser reduzidos ou eliminados sem causar nenhum prejuízo. Englobando o tempo de espera, de retrabalho, de transporte, etc.
As atividades de fluxo são frequentemente negligenciadas no processo de produção de edificações, segundo Grohmann (1998), isto é um dos motivos que colabora para aumentar o desperdício em uma obra. Em geral, não são devidamente analisadas nas tarefas de orçamento e planejamento e nas iniciativas de melhorias de processo. 
O autor ainda informa que o esforço para melhoria do desempenho na construção civil deve considerar o conceito mais amplo de perdas, isto é, visar à minimização do dispêndio de quaisquer recursos que não agregam valor ao produto, sejam eles vinculados às atividades de conversão ou fluxo.
Kuster (2007) ensina que qualquer ineficiência que eleve o valor da obra por falta de cronograma, mau uso de equipamentos e materiais ou mão de obra ruim, também são considerados como desperdício. Ou seja, além da perda de materiais, a falta de planejamento e a execução de tarefas descuidadas geram custos adicionais.
Segundo Rocha Neto (2010), a falta ou a pouca fiscalização de serviços executados na obra, também geram desperdício. Pode-se citar a liberação da execução do assentamento de alvenaria, sem fiscalizar a marcação da primeira fiada, o que pode ocasionar paredes fora de esquadro. Para corrigir este erro, muitas vezes é necessário demolir a alvenaria, aumentando a quantidade de entulho da obra e a quantidade de alvenaria e argamassa usada.
De acordo com Kuster (2007), em muitas obras os empregados trabalham, param para esperar materiais, trabalham, desfazem o que fizeram, continuam trabalhando, e assim sucessivamente. A Figura 2 mostra este processo.
Figura 2 - Etapas do processo de produção em canteiros de obra.
Fonte: Küster (2007).
O autor ainda afirma que um dos aspectos mais importantes a ser considerado num estudo sobre perdas, consiste na necessidade de se estabelecer a situação prevista, a partir da qual todo o consumo excedente de recursos seja considerado como perda pois, dependendo da situação adotada, podem assumir valores distintos.
Conforme Souza (1994), o consumo excessivo de materiais pode ocorrer em diferentes fases do empreendimento: concepção, execução ou utilização, conforme mostra o Quadro 1.
	FASES
	CONCEPÇÃO
	EXECUÇÃO
	UTILIZAÇÃO
	Caracterização da perda
	Diferença entre a quantidade de material previsto num projeto otimizado e a realmente necessária de acordo com o projeto idealizado
	Diferença entre a quantidade prevista no projeto idealizado e a quantidade efetivamente consumida
	Diferença entre a quantidade de material prevista para manutenção e a quantidade efetivamente consumida num certo período
	Parcela de perdas
	Material incorporadoMaterial incorporado e entulho
	Material incorporado e entulho
Quadro 1 - Diferentes fases de um empreendimento e a ocorrência de perdas de materiais.
Fonte: Agopyan (2003).
Souza e outros (1998) citam que, quanto à concepção, o caso de um projetista estrutural não explorar adequadamente os limites que o conhecimento atual permite, geram, assim, uma estrutura com consumo de concreto por metro quadrado de obra muito elevado. O mesmo pode ocorrer quando a definição do traço para a argamassa de contrapiso que leva a um consumo desnecessariamente alto de cimento. Em revestimentos cerâmicos, sem um projeto executivo que defina adequadamente o início da paginação do piso ou da parede, por exemplo, pode fazer com que a quantidade de cortes de peças cerâmicas, seja maior do que realmente é necessário, fazendo aumentar o índice de perda do revestimento.
Os autores ainda explicam que, no caso da execução, são várias as fontes de perdas possíveis: no recebimento, o material pode ser entregue em uma quantidade menor que a solicitada; blocos estocados inadequadamente estão sujeitos a serem quebrados mais facilmente; o concreto, transportado por equipamentos e trajetos inadequados, pode cair pelo caminho; a não obediência ao traço correto da argamassa pode implicar sobreconsumos na dosagem dela (processamento intermediário); o processo tradicional de aplicação de gesso pode gerar uma grande quantidade de material endurecido não utilizado. Em revestimentos cerâmicos, a falta de fiscalização das caídas de água no contrapiso que será revestido, pode gerar retrabalho e perda de material, quando, por exemplo, em um banheiro, o boxe está com a queda do piso contra o ralo. 
Agopyan (2003) exemplifica que, no caso da fase de utilização do empreendimento, a repintura precoce de uma fachada pode representar um consumo de tinta maior que o esperado.
Para Serpell (1993), os fatores que influenciam a produtividade acarretando desperdícios, são:
Deficiências de projeto e planejamento que dificultam a execução da obra e que, normalmente, são causados pela falta de detalhamento no projeto;
Ineficiência da gestão administrativa, que enfatize a correção dos problemas ao invés da prevenção dos mesmos. Isto ocorre devido ao pouco envolvimento dos administradores com o processo produtivo;
Métodos ultrapassados e/ou inadequados de trabalho que não observam as experiências advindas de projetos anteriores, o que ocasiona a repetição dos erros;
Pouca vinculação da obra com as atividades denominadas de apoio, como: compras, estoques e manutenção;
Problemas com os recursos humanos decorrentes da pouca especialização da mão de obra e alta taxa de rotatividade de profissionais do setor;
Problemas com a segurança dos trabalhadores, gerados, principalmente, pelo não fornecimento e/ou uso dos equipamentos de proteção individual ou coletivo;
Deficiências dos métodos utilizados para o controle de custos projetados e executados.
Serpell (1993) conclui que atacando continuamente os sete pontos citados, haverá uma diminuição nos índices de perdas da execução de obras.
classificaçao das perdas na construção civil
Formoso (1996) explana que as perdas na construção civil são, com frequência, associadas unicamente aos desperdícios de materiais. No entanto, as perdas estendem-se além deste conceito e devem ser entendidas como qualquer ineficiência que se reflita no uso de equipamentos, materiais, mão de obra e capital em quantidades superiores àquelas necessárias à produção da edificação.
Neste caso, segundo o autor, as perdas englobam tanto a ocorrência de desperdícios de materiais, quanto à execução de tarefas desnecessárias que geram custos adicionais e não agregam valor.
Sacomano e outros (2004) dividem as perdas em nove categorias:
Perdas por superprodução: refere-se as perdas que ocorrem devido à produção em quantidades superiores as necessárias, como, por exemplo, produção de argamassa em quantidade superior a necessária para um dia de trabalho ou o excesso de espessura de lajes de concreto armado;
Perdas por substituição: decorrem da utilização de um material de valor ou características de desempenho superiores ao especificado, tais como a utilização de argamassa com traços de maior resistência que a especificada ou a utilização de tijolos maciços no lugar de blocos cerâmicos furados.
Perdas por espera: relacionadas com a sincronização e o nivelamento dos fluxos de materiais e as atividades dos trabalhadores. Podem envolver tanto perdas de mão de obra, quanto de equipamentos, como, por exemplo, paradas nos serviços originadas por falta de disponibilidade de equipamentos ou de materiais.
Perdas por transporte: as perdas por transporte estão associadas ao manuseio excessivo ou inadequado dos materiais e componentes em função de uma má programação das atividades ou de um layout ineficiente, como, por exemplo, o tempo excessivo despendido em transporte devido a grandes distâncias entre estoques e o guincho, quebra de materiais devido ao seu duplo manuseio ou ao uso de equipamento de transporte inadequado.
Perdas no processamento em si: tem origem na própria natureza das atividades do processo ou na execução inadequada dos mesmos. Decorrem da falta de procedimentos padronizados e ineficiências nos métodos de trabalho, da falta de treinamento da mão de obra ou de deficiências no detalhamento e execução dos projetos. São exemplos deste tipo de perdas a quebra de paredes rebocadas para viabilizar a execução das instalações, quebra manual de blocos devido à falta de meios-blocos.
Perdas nos estoques: estão associadas à existência de estoques excessivos, em função da programação inadequada na entrega dos materiais ou de erros na ornamentação, podendo gerar situações de falta de locais adequados para a estocagem dos mesmos. Também decorrem da falta de cuidados no armazenamento dos materiais. Podem resultar tanto em perdas de materiais, quanto de capital, como por exemplo, o custo financeiro dos estoques, deterioração do cimento devido ao armazenamento em contato com o solo e/ ou em pilhas muito altas.
Perdas no movimento: decorrem da realização de movimentos desnecessários por parte dos trabalhadores, durante a execução das suas atividades. São exemplos deste tipo de perda, o tempo excessivo de movimentação entre postos de trabalho ou o esforço excessivo do trabalhador.
Perdas pela elaboração de produtos defeituosos: ocorrem quando são fabricados produtos que não atendem aos requisitos de qualidade especificados. Geralmente, originam-se da falta de integração entre o projeto e a execução, das deficiências do planejamento e controle do processo produtivo; da utilização de materiais defeituosos e da falta de treinamento dos operários. Resultam em retrabalhos ou em redução do desempenho do produto final, como no caso de falhas nas impermeabilizações e pinturas ou descolamento de azulejos.
Outras: existem ainda tipos de perdas de natureza diferente dos anteriores, tais como roubo, vandalismo, acidentes, etc.
Para o autor, as perdas mencionadas, em geral, ocorrem e podem ser identificadas durante a etapa de produção. Contudo, sua origem pode estar tanto no próprio processo de produção, quanto nos processos que o antecedem, como a fabricação de materiais, preparação dos recursos humanos, projeto, suprimentos e planejamento, conforme se verifica na Figura 3.
Figura 3 - As perdas segundo seu momento de incidência e sua origem.
Fonte: Formoso (1996).
De acordo com Souza (1994), ao contratar um almoxarife não qualificado ou com pouca experiência, por exemplo, pelos recursos humanos, podem ocorrer perdas devido à falha na fiscalização do recebimento de material. Na fabricação de materiais pode ocorrer perda quando é feito uma grande quantidade de produtos e ao estocá-los, acabam passando do prazo de validade. 
O autor explica que na etapa da produção as perdas podem ainda ser classificadas em aparentes (ou diretas) e de natureza oculta (indiretas). Enquanto as diretas representam as “perdas que saem” (entulho), as indiretas,que representam as “perdas que ficam”, podem ser subdivididas em perdas por substituição, por imprevisão e por negligência. Quanto a perdas há ainda que se aplicar um raciocínio de caráter mais econômico ao se distinguir entre aquelas que são evitáveis das consideradas inevitáveis. Quanto a este último aspecto e que se define o desperdício de materiais, que é considerado a parcela de perdas evitáveis.
indicadores de perdas na constrção civil
Souza (1994) propõe que os indicadores de perdas podem ser compostos de diversas maneiras. Na maioria vezes se definirá uma situação de referência, se quantificará a situação real, e o indicador será constituído por uma relação percentual da discrepância da situação real com relação à de referência, como demonstrado na Equação 1:
Onde:
 = indicador de perdas;
 = situação real;
 = situação de referência.
O autor afirma que os indicadores podem ter caráter mais abrangente, sendo então chamados de “globais”, ou mais especificamente, denominados “parciais”. Os indicadores de perdas podem ser utilizados de diversas maneiras: para comparação relativa entre situações semelhantes em obras diferentes, para avaliação e como subsidio para correção de indicadores de orçamento, para comparação entre diferentes “tecnologias”; entre outros.
Formoso (1996) explica que os índices de perdas cumprem um importante papel de indicadores de desempenho dos processos produtivos e, como tal, podem ser empregados para diferentes finalidades. A utilização mais comum dada aos índices de perdas de materiais na construção civil, em termos de qualidade e produtividade, tem sido apenas chamar a atenção para o baixo desempenho global do setor construção.
Para o autor, quando se mede um indicador de perdas é necessário ter valores de referência ou benchmarks para avaliar o desempenho em relação a outras empresas. Neste sentido, ao se divulgar um indicador de perdas, deve-se explicitar claramente o seu significado, isto é, o conceito adotado, o método de cálculo e os critérios de medição utilizados. É também necessário identificar as causas reais (não as aparentes) dos problemas que resultam em perdas, de forma a atuar de forma corretiva.
O autor complementa ainda que um indicador pode ter a função de visibilidade, ou seja, demonstrar o desempenho atual de uma organização, indicando seus pontos fortes ou fracos ou chamando a atenção para suas disfunções. Este tipo de avaliação permite estabelecer prioridades em programas de melhoria da qualidade, indicando os setores da empresa nos quais intervenções são mais importantes ou viáveis.
De acordo com o Rocha Neto (2010), a incidência de perdas deve ser monitorada através de diversos indicadores, os quais podem ou não ser relacionados aos desperdícios de materiais. Entre os diversos indicadores de perdas na construção civil, podem ser citados:
Percentual de material adquirido em relação à quantidade teoricamente necessária; 
Espessura média de revestimentos de argamassa;
Tempo de rotação de estoques;
Percentual de tempos improdutivos em relação ao tempo total, horas-homem gastas em retrabalho, em relação ao consumo total, entre outros. Cada processo, em geral, necessita de um ou mais indicadores para ter o seu desempenho avaliado.
Agopyan (2003) destaca que os indicadores de perdas e consumos de materiais podem ser classificados segundo a sua abrangência, que está relacionada ao escopo do fluxograma elaborado e a natureza do material estudado. 
Rocha Neto (2010) evidencia este aspecto e cita o estudo das perdas do cimento e o do concreto usinado. Enquanto o fluxograma dos processos relativo ao segundo material contempla as etapas de recebimento, transporte e aplicação, o do primeiro contém, além destas etapas, a de estocagem e processamento intermediário para a conformação de uma argamassa ou concreto produzidos em obra.
O autor ainda relata que, além desse fato, a argamassa, a qual possui cimento em sua constituição, pode ser utilizada em vários serviços simultaneamente. A partir de tais especificidades, a mensuração das perdas e consumos de materiais pode ser feita levando-se em consideração todas as etapas do fluxograma dos processos ou, ainda, levando-se em consideração apenas parte do mesmo. Isso significa dizer que se pode estabelecer indicadores abrangentes ou específicos, denominados, respectivamente, no presente trabalho, de globais e parciais.
No que tange os indicadores globais, Rocha Neto (2010) explana que estes podem expressar os valores de perdas de um determinado material na obra como um todo, apenas em um serviço ou ainda, apenas nas etapas subsequentes a sua estocagem. Tal abrangência depende da complexidade do fluxograma dos processos, conforme exemplificado anteriormente.
Nesse sentido, o autor define indicador parcial como a expressão dos valores de consumo ou perda de materiais associados apenas a uma etapa do fluxograma dos processos. 
Agopyan (2003) conceitua indicador global como sendo a expressão dos valores das perdas e consumos associada a mais de uma etapa do fluxograma dos processos. Tal indicador pode ainda ser classificado em:
Indicador global de perda de material por obra: consiste na expressão da perda total considerando o uso do material em todos os serviços executados durante o período de coleta, como, por exemplo, a perda de cimento em toda a obra;
Indicador global de perda ou consumo de material por serviço: consiste na expressão da perda ou do consumo de material num único serviço, abrangendo desde a etapa de recebimento até a de aplicação final, como, por exemplo, a perda de bloco no serviço de alvenaria ou o consumo de blocos por metro quadrado de alvenaria executada;
Indicador global de perda ou consumo de material por serviço pós estocagem: consiste na expressão do valor da perda ou de consumo de material considerando apenas as etapas do fluxograma subsequentes ao estoque. Por exemplo, o caso das perdas de cimento no serviço de contrapiso ou o consumo de cimento por metro quadrado de revestimento interno (emboço).
estudos e indicadores de perdas já realizados
Souza (2005) realizou um estudo em 115 canteiros de obra, contemplando 12 estados brasileiros. Ao analisar as informações do Quadro 2, verifica-se que as perdas são mais elevadas do que se esperava, e que os índices de perdas variam de canteiro para canteiro, o que faz supor que existem problemas passíveis de serem combatidos.
	MATERIAL
	Nº DE CANTEIROS
	FAIXA DE VARIAÇÃO DOS RESULTADOS (%)
	ÍNDICE DE PERDAS (%)
	
	
	
	REAL
	USUAL
	Concreto em infraestrutura
	12
	3 a 18
	8
	2,5
	Concreto em superestrutura
	3
	-
	2
	2,5
	Aço
	1
	-
	5
	2,5
	Tijolos comuns
	68
	1 a 20
	8
	4,0
	Tijolos à vista
	62
	1 a 22
	12
	5,0
	Tijolos estruturais vazados
	2
	-
	5
	2,5
	Tijolos estruturais maciços
	3
	9 a 11
	10
	2,5
	Blocos leves
	22
	1 a 22
	9
	5,0
	Blocos de concreto
	1
	-
	7
	5,0
	Telhas (inclusive de cumeeira)
	1
	-
	10
	2,5
	Madeira – tábuas
	3
	12 a 22
	15
	5,0
	Madeira – compensados
	2
	-
	15
	5,0
	Rev. Argamassados – paredes
	4
	2 a 7
	5
	5,0
	Rev. Argamassados – tetos
	4
	1 a 4
	3
	5,0
	Rev. Cerâmicos – paredes
	1
	-
	3
	2,5
	
	
	
	
	(Continua)
	
	
	
	
	(Continuação)
	Rev. Cerâmicos – pisos
	1
	-
	3
	2,5
	Tubos cobre
	9
	-
	7
	2,5
	Tubos PVC
	1
	-
	3
	2,5
	Conexões de cobre
	7
	-
	3
	-
	Vidro – chapas
	3
	-
	9
	5
	Janelas pré-envidraçadas
	2
	-
	16
	-
Quadro 2 - Valores das perdas de materiais por entulho, baseada no estudo em 115 canteiros de obras.
Fonte: Skoyles apud Souza, 2005, p. 53.
Segundo o autor, as perdas globais ocorridas na fase de produção, associadas ao suprimento de materiais, podem ser avaliadas do ponto de vista da eficiência dos recursos físicos nos canteiros ou dos recursos financeiros demandados. 
Souza (2005) ainda cita que as perdas físicas nos materiais, podem ser quantificadas em unidades físicas, como por exemplo,em massa. Para tanto, adota-se uma fórmula percentual para representar o indicador de perda física de material global ():
Onde:
: Quantidade de materiais realmente necessárias;
: Quantidade de materiais teoricamente necessária.
Segundo Souza (2005) os indicadores parciais de perdas podem ser muito úteis na localização dos processos com maior susceptibilidade para perdas. Portanto, deveria receber um tratamento especial no seu combate, por vezes faz-se necessário subdividir o indicador global em subconjuntos de etapas de produção. Os indicadores mensuradores podem ter diferentes objetos de estudo. O Quadro 3 exemplifica os diferentes focos de incidência.
	FOCO
	COMENTÁRIOS
	Material na construção
	A detecção do nível de perdas vigente na construção de edifícios pode subsidiar decisões de gestão de recursos naturais. Note-se que falar em perdas de materiais em geral pressupõe a adoção de algum critério para adicionarem-se perdas ocorridas com objetos de estudo distintos (como, por exemplo, concreto, aço, tijolos etc.)
	Areia na obra
	A areia pode estar sendo usada em diversos serviços, tais como concretagem, assentamento de alvenaria, contrapiso etc. Indicadores globais para a obra, embora permitam menores entendimentos do processo, podem ser úteis como avaliação expedita do processo de produção.
	Concreto em diferentes porções do edifício
	É usual detectarem-se níveis de perdas de concreto menores para andares tipo, em comparação com andares atípicos, de um edifício de múltiplos pavimentos. Tal tipo de informação pode ser útil para a definição de cuidados adicionais toda vez que houver uma expectativa de perdas superior para uma dada porção da obra por executar.
	Placas cerâmicas no revestimento de paredes internas
	A distinção das perdas de um certo material/componente por serviço aprimora a informação do indicador. Por exemplo, as perdas de placas cerâmicas podem ser de magnitudes diferentes no que se referem a paredes, pisos e fachada.
	Argamassa na execução do contrapiso
	Ainda que se esteja produzindo a argamassa, a ser usada no contrapiso, com base em cimento e areia, a disponibilização de um indicador para o material composto gerado (a argamassa) pode ajudar bastante a avaliar as perdas em etapas especificas do processo global. Neste caso, por exemplo, podem-se ter informações mais elucidativas quanto à aplicação final, que denotem possíveis falhas na espessura final da camada aplicada.
	Cimento para o revestimento interno de paredes
	Ainda que o material final participante de um serviço seja composto (neste caso, a argamassa de revestimento interno), os indicadores associados aos materiais simples que o compõem podem incluir informações adicionais, tais como a relativa à eficiência no recebimento, estocagem, dosagem e mistura dos mesmos antes de se gerar o material composto
Quadro 3 - Indicadores com diferentes objetos de estudo.
Fonte: Souza (2005).
Pinto (apud SOUZA, 2005, p.54) realizou um trabalho com base em apenas uma edificação, com analise de notas fiscais e projetos e estimou os índices de perdas de vários materiais. O Quadro 4 mostra os valores dos índices de perda de revestimento cerâmico realizado.
	MATERIAL
	ÍNDICE DE PERDA (%)
	TCPO¹
	PLACA CERAMICA - PISO
	7,5
	5 a 10%
	PLACA CERAMICA - PAREDES
	9,5
	5 a 10%
Quadro 4 - Índice de perdas de revestimento cerâmicos.
Fonte: Souza, 2005, p.54.
Ao comparar os valores encontrados por Pinto (apud SOUZA, 2005, p.54) com a tabela da TCPO, é observado que estão dentro da margem preconizada pela tabela, mas em alguns casos, ao analisar os valores de índice de perdas, estes podem ter uma grande divergência dos valores estabelecidos por manuais de orçamento.
Em um estudo feito por Agopyan (2003), realizado em cerca de 100 canteiros de obra, foi aplicado a Equação 2 para calcular os valores dos índices de perda global, conforme mostra o Quadro 5. O trabalho foi realizado por uma rede nacional de pesquisa envolvendo 16 universidades em 12 estados brasileiros e contou também com a participação de várias entidades setoriais de diversas regiões do país, tais como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, Sindicato da Indústria da Construção Civil - SINDUSCON e Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais - SECOVI.
O Quadro 5 mostra que algumas obras tiveram um índice de perda aceitável, 5% se comparado com a TCPO. Porém, em outras obras, foi estimado um índice de perda de até 78%. Esta diferença de índices de perdas mostra que é possível combater o desperdício de revestimento cerâmico em obras cujo índice é tão elevado.
	MATERIAL
	MÉDIA (%)
	MEDIANA (%)
	MÍNIMA
	MÁXIMA
	QUANTIDADE. OBRA
	Revestimento cerâmico de piso
	22
	19
	5
	78
	13
	Revestimento cerâmico de paredes
	16
	13
	1
	50
	28
Quadro 5 - Indicador de perdas físicas de revestimento cerâmico.
Fonte: Agopyan (2003).
_______________
¹ Quadro de composição de 
preço de obras – PINI.
A mesma Equação 02 foi utilizada por Rocha Neto (2010) em uma pesquisa na cidade de Feira de Santana – BA para calcular os índices de perdas de materiais, inclusive revestimentos cerâmicos o resultado encontra-se no Quadro 6.
	MATERIAL
	ÍNDICE DE PERDA (%)
	TCPO
	REVESTIMENTO CERAMICA - PISO
	15,44
	5 a 10%
	REVESTIMENTO CERAMICA - PAREDES
	6,36
	5 a 10%
Quadro 6 - Índice de perda de revestimento cerâmico realizado em uma obra na cidade de Feira de Santana - BA.
Fonte: Rocha Neto (2010).
O índice de perda do revestimento cerâmico da parede é de 6,36% e está dentro da margem estabelecida pela TCPO, mas o valor do revestimento cerâmico dos pisos, 15,44% está em divergência, ultrapassando os 10% estabelecido pelo manual de orçamentos.
metodologia
A proposta deste estudo é apontar as perdas de revestimentos cerâmicos ocorridas durante a construção de edificações de múltiplos pavimentos. 
Inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica onde as perdas foram conceituadas segundo sua natureza e origem, com o objetivo de identificar os focos de desperdícios e suas manifestações. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base principalmente em artigos científicos, livros e sites oficiais, com intuito de proporcionar maior familiaridade com o assunto em pesquisa.
O presente trabalho trata de uma pesquisa a respeito da avaliação dos índices de perda de revestimentos cerâmicos em duas obras verticais, situadas na cidade de Vila Velha – ES. 
Para tanto, o critério de medição consiste em mensurar um projeto de execução dos revestimentos cerâmicos na construção das obras e, posteriormente, a análise de notas fiscais de cada obra, levantando o quantitativo real de chegada de revestimento cerâmico, conforme especificação de cada revestimento, e considerando os quantitativos separados para a reserva técnica e as quantidades que restaram em estoque e não foram usadas após a conclusão dos serviços. Sendo assim o percentual de perdas registradas é o indicado pela Equação 3:
Onde:
: Indicador de perda;
: quantidade referente às notas fiscais,
: quantidade referente ao levantamento em projeto executivo
: quantidade da reserva técnica mais quantidade que “restou” no estoque
Para auxiliar no levantamento dos quantitativos dos revestimentos cerâmicos, foi criado um conjunto de planilhas (instrumento para coleta de informações), com objetivo de facilitar o levantamento e posteriormente os cálculos dos índices de perda. 
Além dos levantamentos dos quantitativos dos materiais, o estudo engloba visitas técnicas aos canteiros de obra e registro de imagens para cada ocasião relevante.
Considera-se importante, não apenas apontar os problemas encontrados, mas também apresentar soluções e propor diretrizes que estão de acordo com a realidade da empresa.
estudo de caso
A empresa onde foi desenvolvido o estudo está no mercado há 36 anos, eé especializada na área de edificações em condomínio fechado. Cada canteiro possui aproximadamente 50 a 100 funcionários e mais de 10 empresas terceirizadas. Atualmente está com 15 obras em andamentos.
Com a Equação 3 foi calculado os índices de perda do estudo de caso nº1 e estudo de caso nº2. Agopyan (1998) toma como referência os índices de perdas já realizados, que até a presente data é a mais completa pesquisa realizada nesta área. Estes índices se encontram no Quadro 7.
	MATERIAIS
	SKOYLES
(1976)
	PINTO
(1989)
	FINEP
(1998)
	ROCHA NETO
(2010)
	TCPO
	PLACA CERAMICA
PISO
	3%
	7,5%
	16%
	15,44%
	5 a 10%
	PLACA CERAMICA
PAREDE
	3%
	9,5%
	16%
	6,36%
	5 a 10%
Quadro 7 - Tabela comparativa entre as médias de perdas de revestimento cerâmicos detectados por este estudo e outras fontes.
Fonte: O autor (2015).
estudo de caso Nº1
A obra utilizada para realizar este estudo de caso (Obra 01) se refere a construção de uma edificação de 14 pavimentos tipos, sendo que em cada um deles possui 06 unidades habitacionais, totalizando 84 unidades. Cada apartamento tem entre 102 a 105 m². A área comum possui 5 pavimentos garagem, contando com o subsolo. Também é constituída de uma área de lazer na cobertura, com duas piscinas (para adultos e crianças), espaço gourmet, fitness, SPA, sauna, duas churrasqueiras, um salão de festas e uma brinquedoteca.
A mão de obra empregada para a execução de assentamento de revestimento cerâmico é terceirizada. No anexo A, é mostrado alguns dados sobre o recebimento e estocagem referente aos revestimentos cerâmicos.
Avaliação do Revestimento Cerâmico Beton White 60X60 cm
Conforme Quadro 8, o porcelanato Beton White 60x60 cm foi utilizado no piso das salas, varandas, circulação e quartos dos apartamentos tipos. O resumo do levantamento deste revestimento encontra-se no anexo G.
	COLUNA
	SALA E CIRCULAÇÃO
	QUARTOS E 
VARANDA
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE
APARTAMENTOS
	M²
	1
	20,73
	61,02
	81,75
	12
	981,00
	2
	20,73
	61,02
	81,75
	13
	1062,75
	3
	19,56
	53,37
	72,93
	13
	948,09
	4
	19,84
	54,78
	74,62
	14
	1044,68
	5
	19,84
	54,78
	74,62
	14
	1044,68
	6
	19,56
	53,37
	72,93
	12
	875,16
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	5956,36
Quadro 8 - Ambiente de aplicação do revestimento Beton White 60x60 cm - ambiente: Sala, circulação, quartos e varanda.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 8 indica que a sala e a circulação, das unidades habitacionais tanto da coluna 01, quanto da coluna 02 possuem juntas 20,73 m², enquanto os três quartos e a varanda juntas possuem 61,02 m², totalizando 81,75 m² cada unidade habitacional destas colunas, onde será assentado este porcelanato. 
Embora cada coluna possua 14 pavimentos tipos, algumas unidades habitacionais sofreram modificações na especificação do porcelanato. O menor ambiente é a unidade habitacional da coluna 03 e da coluna 06, cuja metragem para a aplicação do revestimento Beton White 60x60 cm, é de 72,93 m².
A Figura 4 mostra o assentamento do revestimento cerâmico Beton White 60x60 cm na sala, e no fundo da imagem, mostra a continuidade do assentamento do mesmo, seguindo pela varanda. O Quadro 9 mostra o índice de perda deste revestimento. No anexo B mostra o levantamento da quantidade recebida deste material.
Figura 4 - Porcelanato Beton White 60x60cm assentados na sala e na varanda.
Fonte: O autor (2015).
	ESPECIFICAÇÃO:
	PORCELANATO BETON
 WHITE - 60X60 - ELIANE
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Sala, quartos e varandas.
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	4,67
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	340,76
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE² → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 9 - Avaliação revestimento cerâmico Beton White 60x60 cm.
Fonte: O autor (2015).
______________
² Transporte horizontal feito com carrinho de mão e vertical através do elevador de carga.Para este revestimento verificou-se um índice de perda de 4,67%. O valor está dentro dá média, conforme mostra o Quadro 7 e mostra o maior índice de perda com valor de 16% para revestimento em piso. Em se tratando de m², o índice de perda é 340,76, o equivalente a aproximadamente 5 ambientes, mas para aplicação do revestimento Beton White 60x60 cm da coluna 03 ou da coluna 06. No anexo G é mostrado o resumo e os dados para o cálculo do índice de perda deste revestimento.
Dois fatos podem ser apontados como possíveis causas para este índice. Primeiro, por ser uma obra de condomínio fechado, alguns condôminos resolveram tardiamente mudar a especificação do revestimento de algumas unidades habitacionais após estarem completamente revestidos, como por exemplo, as unidades 302 e 601, que depois de concluídas completamente, tiveram suas especificações alteradas pelos seus respectivos proprietários e aprovado pela empresa administradora, gerando demolições entulhos e desperdício de mão de obra. 
Segundo Kuster (2007), qualquer ineficiência que eleve o valor da obra por falta de cronograma, mau uso de equipamentos e materiais ou mão de obra ruim, também são considerados como desperdício. Ou seja, além da perda de materiais, a falta de planejamento e a execução de tarefas, de qualquer maneira, também geram custos adicionais. Uma possível solução para este problema, seria um cronograma indicando até quando os proprietários deveriam solicitar modificações de revestimentos cerâmicos, sendo que este cronograma deve estar de acordo com o cronograma de execução da obra.
A segunda circunstância, se dá ao fato de que os pedreiros, após os cortes das peças, embora, tenham sido orientados a reaproveitá-las quando possível, dificilmente o faziam, gerando uma grande quantidade de entulho no pilotis, até ser descartado na caçamba.
Foi estocado no pavimento técnico de manutenção da piscina um total de 316,80 m², que será destinado para manutenção e reposição de peças danificadas das unidades habitacionais. A Figura 5 mostra as caixas do revestimento protegidas por uma lona de plástico e identificada.
Figura 5 - Beton White: reserva técnica.
Fonte: O autor (2015).
Avaliação do Revestimento Cerâmico Duomo Bianco 41X41 cm
Conforme Quadro 10, o revestimento Duomo Bianco 41X41 cm foi utilizado no piso das cozinhas, áreas de serviço e banheiros das áreas de serviços. No anexo D é mostrado o levantamento do quantitativo deste material recebido na obra.
	COLUNA
	BANHEIRO SERVIÇO
	COZINHA E AREA SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APARTAMENTOS
	M²
	1
	1,80
	12,25
	14,05
	13
	182,65
	2
	1,80
	12,25
	14,05
	12
	168,60
	3
	1,80
	11,20
	13,00
	13
	169,00
	4
	1,80
	12,25
	14,05
	12
	168,60
	5
	1,80
	12,25
	14,05
	13
	182,65
	6
	1,80
	11,20
	13,00
	11
	143,00
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	1014,50
Quadro 10 - Ambiente de aplicação do revestimento Duomo Bianco 41X41 cm – Ambiente: Cozinha, Área de serviço e banheiro serviço.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 10 indica que o total da área de aplicação para o revestimento Duomo Bianco 41X41 cm é de 1.014,50 m². O menor ambiente é a unidade habitacional da coluna 03 e da coluna 06, cuja metragem para a aplicação do revestimento é 13,00 m². A Figura 6 mostra o assentamento deste revestimento no piso da cozinha e da área de serviço. No anexo H é mostrado o resumo e os dados encontrados para o cálculo do índice de perda deste revestimento.
Figura 6 - Duomo Bianco 41x41 cm assentados no piso da cozinha e área de serviço.
Fonte: O autor (2015).
	ESPECIFICAÇÃO:
	Duomo Bianco 41X41 cm
MARCA ELIANE
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Piso da cozinha, área de serviço
 e piso banheiro serviço.
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	1,69
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	17,14
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm; Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 11 - Avaliação revestimento cerâmico Duomo Bianco 41X41 cm.
Fonte: O autor (2015).Foi verificado um índice de perda de 1,69%, valor abaixo da média, conforme Quadro 7. A perda por unidade por metro quadrado é de 17,14, equivalente a aproximadamente 1,30 ambientes tanto da coluna 03 como da coluna 06. Além dos cortes necessários para assentamento deste revestimento, a demolição de paredes dos banheiros da área de serviço também influenciou no valor deste resultado. Estas demolições geralmente eram realizadas após a conclusão da fase de assentamento do revestimento cerâmico.
A Figura 7 mostra a demolição da parede do banheiro da área de serviço. Alguns proprietários, por acharem o banheiro pequeno e sem utilidades resolveram demolir a parede para aumentar a área de serviço. Sendo assim, algumas cerâmicas Duomo Bianco 41x41 cm foram danificados e por isto foram substituídas. De acordo com Souza (1994), estas cerâmicas substituídas são classificadas como perdas indiretas, já os entulhos gerados pela demolição são classificados como perdas diretas.
Figura 7 - Demolição da parede da área de serviço da unidade 104.
Fonte: O autor (2015).
Foi estocado no pavimento técnico de manutenção da piscina um total de 171,36 m², que será destinado para manutenção e reposição de peças danificadas das unidades habitacionais.
A Figura 8 mostra a reserva técnica do revestimento Duomo Biando 41x41 cm, protegida por uma lona de plástico e identificada.
Figura 8 - Reserva técnica Duomo Bianco 41x41cm.
Fonte: O autor (2015).
Avaliação do Revestimento Cerâmico Forma Slim Branco 41X41 cm
Conforme Quadro 12, o revestimento Forma Slim Branco 41X41 cm foi utilizado no piso dos banheiros social e nos banheiros da suíte. O anexo F mostra o levantamento do quantitativo da chegada deste material.
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL
	BANHEIRO SUITE
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APARTAMENTO
	M²
	1
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	2
	4,18
	3,06
	7,24
	10
	72,40
	3
	3,06
	3,06
	6,12
	10
	61,20
	4
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	5
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	6
	3,06
	3,06
	6,12
	10
	61,20
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	421,30
Quadro 12 - Ambiente de aplicação do revestimento Forma Slim Branco 41X41 cm – Ambiente: piso do banheiro social e piso do banheiro suíte.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 12 indica que o total da área de aplicação para o revestimento Forma Slim Branco 41X41 cm é de 421,30 m². O menor ambiente é a unidade habitacional da coluna 03 e da coluna 06, cuja metragem para a aplicação do revestimento é de 3,06 m² tanto banheiro social, quanto para a suíte, em ambas colunas. O Quadro 13 mostra o índice de perda deste revestimento. 
	ESPECIFICAÇÃO:
	FORMA SLIM 
BRANCO 41X41 
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Piso dos banheiros social e suíte.
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	0,51
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	2,14
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 13 - Avaliação do revestimento cerâmico Forma Slim Branco 41X41 cm.
Fonte: O autor (2015).
Para este revestimento, verificou-se um baixo índice de perda de 0,51%. A possível causa para um índice tão baixo de perda se dá ao fato de os banheiros não terem tanto recortes, ou seja, são praticamente retangulares, e a quantidade da área total dos dois banheiros (social e banheiro suíte) é um valor praticamente múltiplo da área que vem por caixa, permitindo assim, um desperdício de quase 0%. No anexo I é mostrado o resumo e os dados encontrados para o cálculo do índice de perda do Forma slim branco 41x41 cm
A Figura 9 mostra o assentamento do revestimento cerâmico no piso do banheiro social, percebe-se nos cantos do piso, que praticamente não houve tantos cortes, diminuindo o índice de perda deste material.
Figura 9 - Forma Slim Branco 41x41cm. Assentamento no piso do BANHEIRO social.
Fonte: O autor (2015).
Foi estocado no pavimento técnico de manutenção da piscina um total de 34,56 metros quadrados, que será destinado para manutenção e reposição de peças danificadas das unidades habitacionais. Conforme a Figura 10, a reserva técnica estava sobre páletes, porém, estava sem a proteção da lona plástica e sem identificação.
Figura 10 - Reserva técnica: Forma Slim Branco 41x41cm
Fonte: O autor (2015).
Avaliação do Revestimento Cerâmico Forma Branco 32,50X45 cm
Conforme Quadro 14, o revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm foi utilizado na parede dos banheiros social, banheiros suítes, de serviço, cozinha e área de serviço. No anexo E é mostrado o levantamento do recebimento deste material.
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL E BANHEIRO SUITE
	COZINHA E ÁREA DE SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE
APARTAMENTOS
	M²
	1
	37,50
	47,15
	84,65
	11
	931,15
	2
	37,50
	47,15
	84,65
	11
	931,15
	3
	39,00
	43,52
	82,52
	11
	907,72
	4
	37,50
	48,63
	86,13
	11
	947,43
	5
	37,50
	48,63
	86,13
	11
	947,43
	6
	39,00
	43,52
	82,52
	11
	907,72
	TOTAL DA AREA DE APLICADO
	5572,60
Quadro 14 - Ambiente de aplicação do revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm (parede): cozinha, área de serviço, banheiros social, banheiro suíte e banheiro da área de serviço.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 14 indica que o total da área de aplicação para o revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm é de 5.572,60 m². O menor ambiente é a unidade habitacional da coluna 03 e da coluna 06, cuja metragem para a aplicação do revestimento é de 82,52 m². Na Figura 11 é mostrado a parede da cozinha, onde este revestimento foi assentado.
Figura 11 - Forma Branco AC 32,50X45 cm: parede da cozinha
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 15 mostra o índice de perda deste revestimento.
	ESPECIFICAÇÃO:
	Forma Branco AC 32,50X45 cm - ELIANE
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Paredes dos banheiros e cozinha.
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	6,79
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	378,6
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 15 - Avaliação do revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm.
Fonte: O autor (2015).
Para este revestimento verificou-se um índice aceitável de perda de 6,79%, comparado com a Quadro 7. Embora não seja um valor baixo, ainda é um valor que está dentro da margem de perda indicada por outras pesquisas que foram mostrados neste trabalho. No anexo J é mostrado o resumo e os dados encontrados para o cálculo do índice de perda deste revestimento.
Em se tratando de m², o índice de perda é 378,60, o equivalente a aproximadamente 4,69 ambientes de aplicação, da unidade habitacional da coluna 03 ou da coluna 06, que tem um total de 82,52 m² de paredes conforme mostra o Quadro 12.
Assim como o revestimento Duomo Bianco 41X41 cm, dois fatos podem ser apontados como possíveis causas para este índice. Primeiro a modificação tardia de algumas unidades habitacionais, depois dos mesmos estarem concluídos. As especificações do revestimento cerâmico da cozinha da unidade 302 foram completamente modificadas após ser concluído todo assentamento do revestimento Forma Branco AC 32,50X45 cm.
Em outro momento os proprietários da unidade habitacional 1401, 104, 601 e 402, após terem concluídos os assentamentos do revestimento cerâmicos, pediram à empresa administradora, acréscimos dos pontos de Split do ar condicionado na sala e na varanda, para tanto, foi necessário rasgar algumas paredes para passar a tubulação de cobre da condensadora do ar condicionado que se encontra na fachada da área de serviço. A Figura 12 mostra a unidade 104 que, além de ter a parede do banheiro de serviço completamente demolida, também teve acréscimo de pontos de ar condicionado Splits.
Figura 12 - Demolição de parede e acréscimo de ar condicionado Split na unidade 104.
Fonte: O autor (2015).
Foi estocado no pavimento técnico de manutenção da piscina um total de 34,56 m², que será destinado para manutenção e reposição de peças danificadas das unidades habitacionais. A Figura13 mostra a reserva técnica do revestimento Forma Branco AC 35x45cm protegida por uma lona de plástico e identificada.
Figura 13 - reserva técnica: Forma Branco AC 33,05x45 cm
Fonte: O autor (2015).
estudo de caso Nº2
A obra utilizada para realizar este estudo de caso (Obra 02) se refere a construção de uma edificação de 09 pavimentos tipos, sendo que em cada pavimento possui 06 unidades habitacionais, totalizando 64 unidades. Cada apartamento tem entre 102 a 105 m². Na área comum possui 03 pavimentos garagem contando com o subsolo. Também é constituída de uma área de lazer na cobertura, com duas piscinas (para adultos e crianças), espaço gourmet, fitness, SPA, sauna, duas churrasqueiras, um salão de festas e uma brinquedoteca. 
Não houve necessidade de fazer o levantamento do quantitativo do recebimento deste revestimento, pois esta obra possuía um controle de chegada de material conforme mostra o anexo C e no anexo A, é mostrado alguns dados sobre o recebimento e estocagem referente aos revestimentos cerâmicos.
Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60X60cm Assentados na Sala e na Varanda
Conforme Quadro 16, o porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm foi utilizado no piso das sala, varanda, corredor e quartos dos apartamentos tipos. 
	COLUNA
	SALA, VARANDA E CORREDOR
	QUARTOS
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APATAMENTOS
	M²
	1
	43,22
	31,27
	74,49
	9
	670,41
	2
	42,93
	31,31
	74,24
	9
	668,16
	3
	54,27
	31,97
	86,24
	9
	776,16
	4
	42,98
	31,48
	74,46
	9
	670,14
	5
	42,98
	31,48
	74,46
	9
	670,14
	6
	55,32
	30,93
	86,25
	9
	776,25
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	4231,26
Quadro 16 - Ambiente de aplicação do revestimento Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm: Sala, varanda, corredor e quartos
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 16 indica que a sala, circulação e a varanda, das unidades habitacionais das colunas 01, 02, 04 e 05, é de 74,46 m², onde será assentado o porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm. O maior ambiente é a unidade habitacional da coluna 03 e da coluna 06, cuja metragem para a aplicação do revestimento é de 86,25 m².
A Figura 14 mostra o piso da sala com o revestimento cerâmico porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm, e no fundo da imagem, mostra a continuidade do assentamento do mesmo seguindo pela varanda. O Quadro 17 mostra o índice de perda deste revestimento.
Figura 14 - Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.
Fonte: O autor (2015).
	ESPECIFICAÇÃO:
	Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Piso da sala, varanda, 
circulação e quartos.
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	6,54
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	276,55
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 17 - Avaliação revestimento cerâmico porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.
Fonte: O autor (2015).
Para este revestimento, verificou-se um índice aceitável de perda de 6,54%. Conforme mostra o Quadro 15, situando-se abaixo em relação ao previsto na literatura indicada no início deste capítulo. Em se tratando de m², o índice de perda é de 276,56, o equivalente a aproximadamente 3,73 ambientes com 86,24 m² da coluna 03 ou da coluna 06. No anexo K é mostrado o resumo e os dados encontrados para o cálculo do índice de perda deste revestimento.
Dois fatos podem ser apontados como possíveis causas para este índice. Assim como no primeiro caso, algumas unidades habitacionais sofreram modificações após a fase de assentamento de revestimento cerâmica está concluído. Uma possível solução para este problema seria um cronograma indicando até quando os proprietários deveriam solicitar modificações de revestimentos cerâmicos, sendo que este cronograma deve estar de acordo com o cronograma de execução da obra.
Em outra circunstância, foi observado situação semelhante ao estudo de caso um, ou seja, os pedreiros, após os cortes das peças, embora tenham sido orientados a reaproveitá-las quando possível, dificilmente o faziam, gerando uma grande quantidade de entulho na obra.
Foi estocado no pavimento técnico de manutenção da piscina um total de 236,95 m², que será destinado para manutenção e reposição de peças danificadas das unidades habitacionais.
Avaliação do Revestimento Bauhaus Lime 41X41cm
Conforme Quadro 18, o Revestimento Bauhaus Lime 41X41 cm foi utilizado no piso das cozinhas, áreas de serviço e banheiro da área de serviços.
	COLUNA
	COZINHA E AREA DE SERVIÇO
	BANHEIRO DA AREA DE SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APARTAMENTOS
	M²
	1
	12,78
	1,40
	14,18
	9
	127,62
	2
	12,73
	1,40
	14,13
	9
	127,17
	3
	12,17
	1,70
	13,87
	9
	124,83
	4
	13,32
	1,40
	14,72
	9
	132,48
	5
	13,32
	1,40
	14,72
	9
	132,48
	6
	13,48
	1,66
	15,14
	9
	136,26
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	780,84
Quadro 18 - Ambiente de aplicação do revestimento Bauhaus Lime 41X41 cm: cozinha, área de serviço e banheiro da área de serviço
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 18 indica que o total da área de aplicação para o revestimento Bauhaus Lime 41X41 cm é de 780,84 m². A Figura 15 mostra o canto do piso da cozinha com este revestimento assentado.
Figura 15 - Bauhaus Lime 41X41 cm assentado no piso da cozinha.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 19 mostra o índice de perda deste revestimento.
	ESPECIFICAÇÃO:
	Bauhaus Lime 41X41 cm
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Piso Cozinha, área de serviço e BANHEIRO da área de serviço
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	5,05
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	39,42
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 19 - Avaliação revestimento cerâmico Bauhaus Lime 41X41 cm.
Fonte: O autor (2015).
Para este revestimento, verificou-se um índice de perda de 5,05%, valor que está dentro da margem se comparado com o Quadro 7. A perda por unidade de metro quadrado é 39,42, o equivalente a aproximadamente 2,84 ambientes para aplicação do revestimento Bauhaus Lime 41X41 cm da unidade habitacional da coluna 03. Os dados encontrados para o levantamento do índice de perdas encontram-se no Anexo L.
A própria perda ocasionada devido a cortes necessários para arremates em cantos de pisos, influenciou neste resultado. Outro fato, semelhante a Obra 01, é a demolição de paredes dos banheiros da área de serviço de algumas unidades habitacionais, após concluído todo o revestimento cerâmico, tanto da cozinha como da área de serviço e do banheiro da área de serviço. Conforme explicado na Obra 01, estas modificações são alterações feitas pelos proprietários, após a fase de revestimento estar concluído e com o consentimento da empresa administradora.
Avaliação do Revestimento White Polar Mate 41X41 cm
Conforme Quadro 20, o revestimento White Polar Mate 41X41 cm foi utilizado no piso dos banheiros social e nos banheiros da suíte.
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL
	BANHEIRO SUITE
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APARTAMENTOS
	M²
	1
	3,29
	3,32
	6,61
	9
	59,49
	2
	3,22
	3,32
	6,54
	9
	58,86
	3
	3,40
	3,57
	6,97
	9
	62,73
	4
	3,24
	3,34
	6,58
	9
	59,22
	5
	3,24
	3,34
	6,58
	9
	59,22
	6
	4,58
	3,88
	8,46
	9
	76,14
	TOTAL DA AREA DE APLICADO
	375,66
Quadro 20 - Ambiente de aplicação do revestimento White Polar Mate 41X41 cm – Ambiente: Banheiro social e banheiro suíte (piso).
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 20 indica que o total da área de aplicação para o revestimento White Polar Mate 41X41 cm é de 375,66 m². O menor ambiente é a unidade habitacional da coluna 02, cuja metragem para a aplicação do revestimento é de 6,54 m², somando a área dos dois banheiros. A Figura 16 mostra o piso do banheiro social com o revestimento assentado.
Figura 16 - White Polar Mate 41X41 cm assentado no piso do banheiro social 
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 21 mostra a índice de perdadeste revestimento.
	ESPECIFICAÇÃO:
	White Polar Mate 41X41 cm
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Piso banheiro social e banheiro suíte
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	22,18
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	83,30
	ESPESSURA DAS JUNTAS:
	Teórica: 05 mm;
Prática: 05 mm.
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE → "CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 21 - Avaliação do revestimento cerâmico White Polar Mate 41X41 cm.
Fonte: O autor (2015).
Para este revestimento, verificou-se um alto índice de perda, 22,18% se comparado com o Quadro 7, cujo maior índice foi de 16% para placas cerâmicas 41x41 cm. A perda equivalente por ambiente é de 12,74 ambientes de 6,54 m², que é o total da área do banheiro social e suíte juntas. Os dados encontrados para o calculo do índice de perda deste revestimento encontra-se no Anexo M.
 Em conversa com o engenheiro responsável pela obra, este índice de 22,18% pode ser justificado devido ao fato de alguns banheiros estarem com a queda do piso do boxe contrário ao ralo, fato que não foi detectado antes do início da fase do revestimento. 
Uma possível solução seria inspecionar a queda do contrapiso e verificar quais destes estão com a declividade em direção ao ralo. Anotar em uma ficha de verificação de serviço os contrapisos reprovados para fazer as devidas correções. Após correções destes contrapisos, fazer uma nova vistoria, para então liberar o assentamento do revestimento cerâmico, caso o problema realmente tenha sido solucionado.
Para este revestimento, foi estocado na reserva técnica um total de 21,04 m².
Avaliação Cetim Bianco 30X40cm Bold
O revestimento Cetim Bianco 30X40 cm Bold foi assentado nas paredes da cozinha, área de serviço e nos banheiros das unidades habitacionais conforme mostra o Quadro 20.
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL, BANHEIRO SUITE E BANHEIRO SERVIÇO
	COZINHA E AREA DE SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE DE APARTAMENTOS
	M²
	1
	47,52
	44,34
	91,86
	9
	826,74
	2
	47,38
	45,10
	92,48
	9
	832,28
	3
	48,96
	46,37
	95,33
	9
	857,95
	4
	47,42
	44,14
	91,56
	9
	824,08
	5
	47,42
	44,14
	91,56
	9
	824,08
	6
	53,18
	48,67
	101,85
	9
	916,69
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	5081,81
Quadro 20- Ambiente de aplicação do revestimento Cetim Bianco 30X40 cm Bold – Ambiente: paredes da cozinha, da área de serviço e dos banheiros das unidades habitacionais.
Fonte: O autor (2015).
As paredes das cozinhas das unidades habitacionais variam entre 44,34 a 48,67 m² enquanto as paredes dos três banheiros juntas, variam entre 47,42 a 53,18 m². A quantidade total de área de assentamento do revestimento Cetim Bianco 30X40 cm Bold é de 5081,81 m² conforme mostra o Quadro 20. A Figura 17 mostra a parede da cozinha com este revestimento cerâmico assentado.
Figura 17 - Parede da cozinha com o revestimento cerâmico Cetim Bianco 30X40 cm Bold.
Fonte: O autor (2015).
O Quadro 21 mostra o índice de perda deste revestimento.
	ESPECIFICAÇÃO:
	Cetim Bianco 30X40 cm Bold
	LOCAL DE APLICAÇÃO:
	Cozinha, área de serviço, 
banheiro social banheiro suíte e banheiro da área de serviço
	ÍNDICE DE PERDA (%):
	7,62
	ÍNDICE DE PERDA (M²):
	387,11
	ESPESSURA DAS JUNTAS: 
	Teórica 05 mm. Pratica 05 mm
	FLUXOGRAMA DE PROCESSOS
	RECEBIMENTO → ESTOCAGEM → TRANSPORTE →"CORTE" → APLICAÇÃO
Quadro 21 - Avaliação do revestimento cerâmico Cetim Bianco 30X40 cm Bold.
Fonte: O autor (2015).
O índice de perda de 7,62% do revestimento Cetim Bianco 30X40 cm Bold está dentro da margem dos índices de perda de outros estudos que foi mostrado nesta pesquisa. Em metros quadrados, este valor corresponde a 387,11, o equivalente a aproximadamente 4,23 ambientes habitacionais, que inclui todas as paredes da cozinha, área de serviço, e todos os banheiros da coluna 04 ou da coluna 05 por exemplo. Os dados encontrados para o calculo do índice de perda deste revestimento encontra-se no Anexo N.
Em conversa com o engenheiro responsável da obra, algumas unidades habitacionais foram modificadas pelos proprietários após o término da fase de assentamento do revestimento cerâmico, o que provavelmente contribuiu para o valor do índice de perda encontrado para este revestimento.
Uma possível solução para este problema é criar um cronograma indicando o período em que os proprietários devem solicitar as modificações do revestimento cerâmico. Este cronograma deve estar de acordo com o cronograma de execução dos serviços da obra.
conclusão
Diante de toda pesquisa realizada para concluir este trabalho, pode-se afirmar que a situação é menos crítica do que aparentava. Apesar desta empresa não possuir nenhum estudo nesta área, na maioria das vezes os índices de perda são tirados da TCPO. Estes índices variam de acordo com o tipo de serviço, compensando um ao outro.	
Ao fazer uma análise porcentual dos índices de perdas, verifica-se que eles estão dentro da margem dos resultados de outros estudos realizados, o revestimento das paredes teve um índice de 6,79% para o Forma Branco AC 32,50x45 cm e 7,62% para o Cetim Bianco 30x40 cm Bold, valores próximos do estudo realizado por Rocha Neto (2010) que é de 6,36% e abaixo do índice de perda da FINEP, que é de 16% Porém ao fazer uma análise em valores absolutos por metro quadrado, percebe se que a perda é bem considerável, e que é necessário implantar um sistema de gestão para diminuí-los. O Forma Branco AC 33,50x45 cm por exemplo, teve uma perda de 378,60 m², enquanto o Cetim Bianco 30x40 cm Bold teve uma perda de 387,11m². 
 Os índices de perda dos revestimentos dos pisos, também ficaram dentro da margem ao compará-los com outros estudos com exceção do revestimento White Polar Mate 41X41 cm que teve um índice de 22,18%, valor elevado ao comparar com o índice de Rocha Neto (2010) de 15,44% e o índice da FINEP de 16%. O que ajudou a elevar este índice foi a falta de fiscalização da queda do contrapiso antes do assentamento do revestimento, o que ocasionou a retirada e a perda de revestimento de pisos.
O porcelanato Beton White - 60x60 cm, com índice de 4,67% e o porcelanato Mármore Bianco esmaltado 60x60 cm com índice de 6,54% estão dentro da margem conforme estudos que foram mostrados nesta pesquisa, uma análise de valores absolutos por metro quadrado, mostra que é necessário implantar um sistema de gestão para minimizar estes valores.
Em valores absolutos o Forma Branco AC 32,50x45 cm com índice de perda de 378,6 m², o Cetim Bianco 30x40cm Bold com 387,11 m², o porcelanato Beton White 60x60 cm com 340,76 m² e o Mármore Bianco esmaltado 60x60 cm com 387,11m² estão bem acima se comparado com os outros revestimentos assentados nas mesmas obras. Para uma possível solução para amenizar estes índices é a implantação de um cronograma indicando o período em que os proprietários possam solicita modificações em seus apartamentos. Este cronograma deve estar de acordo com o cronograma da fase de revestimento cerâmico da obra e deve ser disponibilizado para os proprietários antes do inicio da fase do assentamento. Com isto, é possível minimizar o índice de perda dos revestimentos cerâmicos para obras futuras.
Outra possível solução para os revestimentos de piso no banheiro, é a implantação da ficha de verificação de serviço (FVS). Evitando que o revestimento seja assentado em contrapisos que não foram verificados e estão com a declividade da queda d’água comprometida.
Nesta pesquisa não foi calculado os índices de perdas parciais nem o índice de perda da mão de obra para a execução de serviços refeitos, devido a pouco tempo para colher mais dados e para fazer uma análise mais detalhada do assunto em questão.
referências
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AGOPYAN, V. Coletânea Habitare ANTAC – Vol. 2. Porto Alegre, 2003.
BARBOSA, P. R. O. Desperdícios na construção civil: Um estudo de caso de suas causas e possíveis soluções. FURG, 2011.
FORMOSO,C. T. As perdas na construção civil: Conceitos, classificações e seu papel na melhoria do setor. NORIE/UFRGS, 1996.
GROHMANN, M. Z. Redução do desperdício na construção civil: levantamento das medidas utilizadas pelas empresas em Santa Maria. In: Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 1998, Niterói. Anais do XVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 1998.
KUSTER, L. D. Sustentabilidade na construção civil: diminuição de resíduos em obras. UNASP-EC. 2007.
MESSEGUER, Alváro. Controle e garantia da qualidade na construção. São Paulo. SINDUSCON, 1991.
ROCHA NETO, H. S. Avaliação dos índices de desperdícios de Materiais: estudo de caso em uma obra de Edificação na cidade de feira de Santana-BA. UEFS, 2010.
SACOMANO, J. B. et al. Administração de produção na construção civil: o gerenciamento de obras baseado em critérios competitivos. São Paulo: Arte e Ciência, 2004.
SERPELL, Alfredo. Administración de operaciones de construcción. Santiago: Universidad Catolica, 1993.
SOIBELMAN, L. As perdas de materiais na construção de edificações: Sua incidência e controle. Porto Alegre, 1993. Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Curso de Pós-graduação em Engenharia Civil – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 
SOUZA, R. et al. Sistema de gestão da qualidade para empresas construtoras. Sao Paulo. PINI, 1994.
SOUZA, U. E. L. et al. Perdas de materiais nos canteiros de obras: a quebra do mito. Revista Qualidade na Construção. São Paulo. ano 2. n. 13. 1998.
SOUZA, U. E. L. Como reduzir perdas nos canteiros: manual de gestão do consumo de materiais na construção civil. São Paulo: Pini, 2005.
TACLA, Z. O livro da arte de construir. Sao Paulo: Unipress, 1984.
VARGAS, C. et al. Avaliação de perdas em obras: aplicação de metodologia expedita. Anais do 17º Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Gramado, 1997.
ANEXOS
ANEXO a – Dados Referente ao Revestimento Cerâmico
	RECEBIMENTO
	OBRA 01
	OBRA 02
	1
	Existe procedimento sistematizado do controle da quantidade no recebimento do material
	SIM
	SIM
	2
	É feito algum ensaio ou verificação para aceitação do produto? Se sim, quais?
	NÃO
	NÃO
	3
	Existe local de recebimento pré-definido no canteiro
	SIM
	SIM
	4
	O material é descarregado no local definitivo de armazenagem (não há duplo manuseio)
	SIM
	SIM
	ESTOCAGEM
	OBRA 01
	OBRA 02
	1
	A base de armazenamento é plana
	SIM
	SIM
	2
	O local de estocagem está protegido de intempéries (umidade e acúmulo de pó) pois podem prejudicar as características de aderência).
	SIM
	SIM
	3
	Na mesma pilha só há um tipo de material.
	SIM
	SIM
	4
	Na mesma pilha só há peças de mesmas dimensões a altura da pilha é menor ou igual a 1,60 m.
	SIM
	SIM
	5
	Existem coisas sobre as pilhas de revestimento cerâmico. (Ex. Sacos de cimento)
	NÃO
	NÃO
	6
	O estoque do material é isolado, ou seja, de difícil acesso à maioria das pessoas (evitar roubos).
	NÃO
	NÃO
Quadro 23 - Dados referente ao revestimento cerâmico.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO B – Levantamento do Recebimento: Porcelanato Beton White 60x60 cm
	ITEM
	NOTA FISCAL
	QUANTIDADE
	UNIDADE
	1
	334.614
	311,04
	M²
	2
	334.613
	622,08
	M²
	3
	334615
	622,08
	M²
	4
	334618
	622,08
	M²
	5
	334627
	622,08
	M²
	6
	334622
	622,08
	M²
	7
	334628
	82,08
	M²
	8
	334617
	311,04
	M²
	9
	334616
	311,04
	M²
	10
	334624
	311,04
	M²
	11
	334623
	311,04
	M²
	12
	334621
	311,04
	M²
	13
	334620
	311,04
	M²
	14
	334619
	311,04
	M²
	15
	334626
	622,08
	M²
	16
	334625
	311,04
	M²
	TOTAL
	6613,92
	M²
Quadro 24 - Levantamento do Recebimento do Porcelanato Beton White 60x60 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO C – Controle de Chegada de Revestimentos
Figura 15 - Controle de chegada de revestimentos
Fonte: O autor (2015).
ANEXO D – Levantamento de Recebimento: Duomo Bianco 41x41 cm
	ITEM
	NOTA FISCAL
	QUANTIDADE
	UNIDADE
	1
	77.979
	435
	M²
	2
	77.978
	768
	M²
	TOTAL
	1203
	M²
Quadro 25 - Levantamento de Recebimento Duomo Bianco 41x41 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO E – Levantamento de Recebimento: Forma Branco AC 33,50x45 cm
	ITEM
	NOTA FISCAL
	QUANTIDADE
	UNIDADE
	1
	327.259
	756
	M²
	2
	327.256
	756
	M²
	3
	358.791
	84
	M²
	4
	418.675
	84
	M²
	5
	358.781
	84
	M²
	6
	358.783
	622
	M²
	7
	358.784
	622
	M²
	8
	358.785
	622
	M²
	9
	358.786
	622
	M²
	10
	358.789
	622
	M²
	11
	358.911
	622
	M²
	12
	358.779
	622
	M²
	13
	358.772
	150
	M²
	TOTAL
	6268
	M²
Quadro 26 - Levantamento de Recebimento Forma Branco AC 33,50x45 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO F – Levantamento de Recebimento Forma Slim Branco 41x41 cm
	ITEM
	NOTA FISCAL
	QUANTIDADE
	UNIDADE
	1
	75.950
	48
	M²
	2
	75.949
	288
	M²
	3
	76.958
	122
	M²
	TOTAL
	458
	M²
Quadro 27 - Levantamento de Recebimento Forma Slim Branco 41x41 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO G – Resumo Levantamento: Porcelanato Beton White - 60x60 Cm
	COLUNA
	SALA 
E 
CIRCULAÇÃO
	QUARTOS E 
VARANDA
	M² POR APARTAMENTO
	QUANT
APARTAMENTOS
	M²
	1
	20,73
	61,02
	81,75
	12
	981,00
	2
	20,73
	61,02
	81,75
	13
	1062,75
	3
	19,56
	53,37
	72,93
	13
	948,09
	4
	19,84
	54,78
	74,62
	14
	1044,68
	5
	19,84
	54,78
	74,62
	14
	1044,68
	6
	19,56
	53,37
	72,93
	12
	875,16
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	5956,36
	TOTAL NOTA FISCAL
	6613,92
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	316,80
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	340,76
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (72,93M²)
	4,67
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3) 
	5,72
Quadro 28 - Resumo Levantamento: Porcelanato Beton White - 60x60 Cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO h – Resumo Levantamento: Duomo Bianco 41x41 cm
	COLUNA
	BANHEIRO
 SERVIÇO
	COZINHA
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE
APARTAMENTO
	M²
	1
	1,80
	12,25
	14,05
	13
	182,65
	2
	1,80
	12,25
	14,05
	12
	168,60
	3
	1,80
	11,20
	13,00
	13
	169,00
	4
	1,80
	12,25
	14,05
	12
	168,60
	5
	1,80
	12,25
	14,05
	13
	182,65
	6
	1,80
	11,20
	13,00
	11
	143,00
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	1014,50
	TOTAL NOTA FISCAL
	1203,00
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	171,36
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	17,14
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO DE MENOR -ÁREA (13M²)
	1,32
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	1,69%
Quadro 29 - Resumo Levantamento: Duomo Bianco 41x41 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO I – Resumo Levantamento: Forma Slim Branco 41x41 cm
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL
	BANHEIRO SUITE
	M² POR APARTAMENTO
	QUANT
APARTAMENTOS
	M²
	1
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	2
	4,18
	3,06
	7,24
	10
	72,40
	3
	3,06
	3,06
	6,12
	10
	61,20
	4
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	5
	4,18
	3,37
	7,55
	10
	75,50
	6
	3,06
	3,06
	6,12
	10
	61,20
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	421,30
	TOTAL NOTA FISCAL
	458,00
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	34,56
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	2,14
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (6,12M²)
	0,35
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	0,51
Quadro 30 - Resumo Levantamento: Forma Slim Branco 41x41 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO j – Resumo Levantamento: Forma Branco AC 32,50x45 cm
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL E BANHEIRO SUITE
	COZINHA E A.S
	M² POR APARTAMENTO
	QUANT
APARTAMENTOS
	M²
	1
	37,50
	47,15
	84,65
	11
	931,15
	2
	37,50
	47,15
	84,65
	11
	931,15
	3
	39,00
	43,52
	82,52
	11
	907,72
	4
	37,50
	48,63
	86,13
	11
	947,43
	5
	37,50
	48,63
	86,13
	11
	947,43
	6
	39,00
	43,52
	82,52
	11
	907,72
	TOTAL DA AREA DE APLICADO5572,60
	TOTAL NOTA FISCAL
	6268,00
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	316,80
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	378,60
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (82,52 M²)
	4,59
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	6,79
Quadro 31 - Resumo Levantamento: Forma Branco AC 32,50x45 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO k – Resumo Levantamento: Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm
	COLUNA
	SALA, VARANDA E CIRCULAÇÃO
	QUARTOS
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE APARTAMENTOS
	M²
	1
	43,22
	31,27
	74,49
	9
	670,41
	2
	42,93
	31,31
	74,24
	9
	668,16
	3
	54,27
	31,97
	86,24
	9
	776,16
	4
	42,98
	31,48
	74,46
	9
	670,14
	5
	42,98
	31,48
	74,46
	9
	670,14
	6
	55,32
	30,93
	86,25
	9
	776,25
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	4231,26
	TOTAL NOTA FISCAL
	4744,76
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	236,95
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	276,55
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (71,24 M²)
	3,73
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	6,54
Quadro 32 - Resumo Levantamento: Porcelanato Mármore Bianco Esmaltado 60x60 cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO L – Resumo Levantamento: Bauhaus Lime 41x41cm
	COLUNA
	COZINHA E AREA DE SERVIÇO
	BANHEIRO AREA DE SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE
APARTAMENTOS
	M²
	1
	12,78
	1,40
	14,18
	9
	127,62
	2
	12,73
	1,40
	14,13
	9
	127,17
	3
	12,17
	1,70
	13,87
	9
	124,83
	4
	13,32
	1,40
	14,72
	9
	132,48
	5
	13,32
	1,40
	14,72
	9
	132,48
	6
	13,48
	1,66
	15,14
	9
	136,26
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	780,84
	TOTAL NOTA FISCAL
	864,00
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	43,74
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	39,42
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (13,87 M²)
	2,84
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	5,05
Quadro 33 - Resumo Levantamento: Bauhaus Lime 41x41cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO M – Resumo Levantamento: White Polar Mate 41x41cm
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL
	BANHEIRO SUITE
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE
APARTAMENTOS
	M²
	1
	3,29
	3,32
	6,61
	9
	59,49
	2
	3,22
	3,32
	6,54
	9
	58,86
	3
	3,40
	3,57
	6,97
	9
	62,73
	4
	3,24
	3,34
	6,58
	9
	59,22
	5
	3,24
	3,34
	6,58
	9
	59,22
	6
	4,58
	3,88
	8,46
	9
	76,14
	TOTAL DA AREA DE APLICADO
	375,66
	TOTAL NOTA FISCAL
	480,00
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	21,04
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	83,30
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (6,54 M²)
	12,74
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	22,18
Quadro 34 - Resumo Levantamento: White Polar Mate 41x41cm.
Fonte: O autor (2015).
ANEXO N – Resumo Levantamento: Cetim Bianco 30x40cm Bold (Parede)
	COLUNA
	BANHEIRO SOCIAL, BANHEIRO SUITE E BANHEIRO SERVIÇO
	COZINHA E AREA DE SERVIÇO
	M² POR APARTAMENTO
	QUANTIDADE APARTAMENTOS
	M²
	1
	47,52
	44,34
	91,86
	9
	826,74
	2
	47,38
	45,10
	92,48
	9
	832,28
	3
	48,96
	46,37
	95,33
	9
	857,95
	4
	47,42
	44,14
	91,56
	9
	824,08
	5
	47,42
	44,14
	91,56
	9
	824,08
	6
	53,18
	48,67
	101,85
	9
	916,69
	TOTAL DA AREA DE APLICAÇÃO
	5081,81
	TOTAL NOTA FISCAL
	5740,80
	RESERVA TÉCNICA + SOBRAS DE ESTOQUE
	271,88
	ÍNDICE DE PERDA (M²)
	387,11
	ÍNDICE DE PERDA: TOMADO COMO REFERÊNCIA O APARTAMENTO COM MENOR ÁREA DE APLICAÇÃO (91,56 M²)
	4,23
	ÍNDICE DE PERDA (%) - CONFORME EQUAÇÃO (3)
	7,62
Quadro 35 - Resumo Levantamento: Cetim Bianco 30x40cm Bold (Parede).
Fonte: O autor (2015).

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