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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA) 
GESTÃO FINANCEIRA 
 DISCIPLINA: CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
YAGO DE OLIVEIRA LINS 
MATRÍCULA: 1260210986 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A GENEALOGIA DA MORAL EM NIETZSCHE: O RASTREAMENTO DO 
 BEM E DO MAL NA HISTÓRIA HUMANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIO DE JANEIRO 
2026 
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1 A GENEALOGIA DA MORAL EM NIETZSCHE: O RASTREAMENTO DO 
BEM E DO MAL NA HISTÓRIA HUMANA 
A filosofia de Friedrich Nietzsche apresenta uma crítica profunda aos valores 
morais que orientaram a sociedade ocidental. Em vez de considerar o bem e o 
mal como princípios universais e imutáveis, o filósofo investiga como esses 
valores foram construídos historicamente e quais interesses estão relacionados à 
sua origem. Por meio da genealogia da moral, Nietzsche demonstra que os 
julgamentos morais não são verdades absolutas, mas construções humanas que 
podem ser questionadas (Nietzsche, 2009). 
 
 Nesse contexto, destaca-se o niilismo, entendido como o processo de 
desvalorização dos valores considerados superiores e absolutos. A expressão 
“Deus está morto”, associada ao pensamento nietzschiano, representa a perda 
da autoridade das referências religiosas e metafísicas que sustentavam a moral 
tradicional ocidental. Essa transformação provoca uma crise de sentido, pois os 
valores que antes orientavam a existência deixam de oferecer fundamentos 
inquestionáveis. Assim, o niilismo evidencia a necessidade de questionar antigas 
certezas e refletir sobre os valores que orientam a vida humana (A pós-
modernidade..., [s.d.]). 
 
Em sua genealogia, Nietzsche diferencia a moral dos senhores e a moral dos 
escravos. A primeira está associada à afirmação da própria existência, valorizando 
características como força, coragem e autonomia. Nessa perspectiva, o conceito de 
“bom” surge da autoafirmação daqueles que reconhecem positivamente suas 
próprias características. Já a moral dos escravos nasce do ressentimento dos 
indivíduos submetidos à dominação, que passam a definir como “mau” aquilo que 
representa a força e a autonomia dos outros. Dessa forma, o “bem” é construído por 
oposição, valorizando características como humildade, submissão e sacrifício 
(Nietzsche, 2009). 
 
A crítica de Nietzsche também se dirige à metafísica de Platão, 
especialmente à separação entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Nessa 
concepção, a realidade concreta é considerada inferior em relação a um mundo 
ideal, associado ao Bem, ao Belo e à Verdade. Nietzsche questiona essa divisão 
porque ela coloca a existência terrena em posição inferior a uma realidade 
transcendente. Para o filósofo, essa valorização de um mundo superior contribui 
para a negação do corpo, dos sentidos e das experiências concretas que 
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constituem a vida (A pós-modernidade..., [s.d.]). 
 
 
Essa crítica se estende à moral cristã, interpretada por Nietzsche como uma 
forma de platonismo para as massas. Ao valorizar a salvação em uma realidade 
transcendente, essa moral pode incentivar a renúncia aos desejos, prazeres e 
instintos da existência presente. O filósofo questiona a transformação do sofrimento 
e da submissão em virtudes superiores, pois essa perspectiva pode representar 
uma negação da vida terrena. Nesse sentido, a moral cristã é relacionada à 
moral dos escravos, por valorizar princípios que se opõem à afirmação dos 
instintos e da existência concreta (A pós-modernidade..., [s.d.]; Nietzsche, 2009). 
 
Outro aspecto importante do pensamento nietzschiano é a relação entre as 
forças apolínea e dionisíaca, inspiradas na cultura grega. Apolo representa a 
razão, a ordem, a moderação e o equilíbrio, enquanto Dionísio simboliza os 
prazeres, as paixões, os sentimentos e os instintos. Essas forças representam 
diferentes dimensões da experiência humana e permitem compreender a crítica às 
filosofias que privilegiam exclusivamente a razão, desconsiderando os sentidos e 
as experiências corporais (A pós-modernidade..., [s.d.]). 
 
As ideias de Nietzsche continuam relevantes na sociedade contemporânea 
porque permitem questionar valores aceitos sem reflexão. Nas mídias digitais, por 
exemplo, padrões de consumo, aparência e sucesso são frequentemente 
apresentados como modelos que todos deveriam seguir. A reprodução 
automática dessas expectativas pode limitar a autonomia individual e estimular 
comportamentos de conformidade. Nesse contexto, a crítica nietzschiana à moral 
de rebanho contribui para refletir sobre a importância de examinar os valores que 
influenciam nossas escolhas, em vez de simplesmente reproduzi-los. 
 
Portanto, a genealogia da moral demonstra que os valores humanos 
possuem uma história e não devem ser tratados como verdades intocáveis. Ao 
questionar o niilismo, a metafísica platônica e a moral cristã, Nietzsche convida o 
indivíduo a refletir sobre as bases de suas crenças e sobre a maneira como 
conduz a própria existência. Sua filosofia permanece relevante por estimular o 
pensamento crítico, a autonomia e a valorização da vida concreta, mostrando que 
compreender a origem dos valores é também uma maneira de questionar o 
presente. 
 
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REFERÊNCIAS 
 
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. Tradução, notas e 
posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 
 
A PÓS-MODERNIDADE e as rupturas na construção do pensamento: Unidade 3. 
[S. l.: s. n.], [s. d.]. Material didático da disciplina Construção do Pensamento, 
disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Universidade Veiga de 
Almeida.

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