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INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA E 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
PROF. MS. DEUSEMAR CARDOSO 
 
 
 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
 
Introdução 
A educação contemporânea exige que os professores estejam preparados para 
utilizar as tecnologias de informação e comunicação em suas práticas 
pedagógicas. A informática e a Educação a Distância (EAD) emergem como 
elementos fundamentais nesse contexto, facilitando o acesso a recursos 
educacionais e promovendo novas formas de interação entre educadores e 
educandos. Esta apostila tem como objetivo apresentar conceitos básicos de 
informática e a importância da EAD na formação de professores, especialmente 
no Ensino Fundamental. 
A revolução tecnológica dos últimos anos trouxe mudanças significativas na 
maneira como a educação é administrada e recebida. Nesse cenário, a 
informática se torna uma ferramenta essencial, pois a habilidade de operar 
computadores e dispositivos digitais não é mais uma opção, mas uma 
necessidade básica para qualquer profissional. Cada vez mais, os educadores 
devem não apenas dominar o conteúdo que ensinam, mas também ter a 
capacidade de utilizar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) de 
forma eficaz em suas aulas. Essa competência digital é fundamental para a 
facilitação do aprendizado, uma vez que o acesso à informação e a interação 
com conteúdos digitais são cada vez mais comuns na vida dos alunos. 
A Educação a Distância, por sua vez, representa uma modalidade inovadora que 
se destaca pela flexibilidade e acessibilidade que oferece. A EAD possibilita que 
o aprendizado ocorra em diferentes ambientes e horários, rompendo com as 
barreiras tradicionais do espaço físico da sala de aula. Essa modalidade se 
tornou especialmente relevante em contextos como a educação de adultos, a 
formação continuada de professores e o ensino superior. Com a EAD, é possível 
alcançar um público mais amplo, proporcionando oportunidades de aprendizado 
a pessoas que, de outra forma, teriam dificuldade em acessar a educação formal 
devido a limitações geográficas, temporais ou financeiras. 
 
 
O crescimento da EAD no Brasil e no mundo é notável, impulsionado pela 
popularização da internet e pelo aumento da oferta de cursos online. No Brasil, 
a EAD foi regulamentada legalmente, permitindo que instituições de ensino 
superior e educação básica desenvolvessem programas de formação a distância 
com a mesma validade que os presenciais. Essa legislação é um marco 
importante que demonstra o comprometimento do país em expandir o acesso à 
educação e promover a inclusão. 
Entretanto, a implementação de programas de EAD não é isenta de desafios. A 
qualidade do ensino a distância depende de diversos fatores, como a formação 
dos professores, a adequação dos materiais didáticos e o suporte tecnológico 
disponível. Os educadores precisam estar preparados para enfrentar as 
particularidades do ambiente virtual, que exige novas abordagens pedagógicas, 
planejamento cuidadoso e habilidades específicas para a mediação do 
aprendizado. Por isso, a formação contínua de professores é um aspecto crucial 
para garantir a eficácia da EAD. 
Além disso, é fundamental considerar a diversidade dos alunos em ambientes 
de EAD. Cada estudante possui um histórico, uma motivação e um estilo de 
aprendizagem próprios. A personalização do ensino, que permite que os alunos 
avancem em seu próprio ritmo e de acordo com suas necessidades, é uma das 
grandes vantagens da EAD. Contudo, isso também representa um desafio, pois 
os educadores devem encontrar formas de engajar e apoiar todos os alunos, 
promovendo um ambiente inclusivo e acessível. 
A atualidade e a relevância do tema da informática e da EAD estão evidentes 
em um momento em que a pandemia de COVID-19 forçou instituições de ensino 
a adotarem rapidamente o ensino remoto. Essa situação expôs tanto as 
potencialidades quanto as fragilidades da educação a distância, revelando a 
necessidade urgente de investimentos em tecnologia e formação docente. A 
transição forçada para a EAD gerou um aprendizado coletivo sobre as melhores 
práticas, as dificuldades enfrentadas e a importância da adaptação ao novo 
cenário educacional. 
 
 
 
Com esta apostila, buscamos proporcionar uma introdução abrangente à 
informática e à Educação a Distância, não apenas apresentando conceitos 
fundamentais, mas também refletindo sobre a importância da formação de 
professores nesse contexto. O objetivo é que este material sirva como um guia 
prático e um recurso valioso para educadores que desejam aprimorar suas 
habilidades e conhecimentos na utilização da tecnologia em suas práticas 
pedagógicas. 
Ao longo deste material, abordaremos tópicos essenciais, como os princípios 
básicos da informática, os componentes de um computador, programas e 
aplicativos educacionais, a legislação que regulamenta a EAD no Brasil e a 
história dessa modalidade de ensino. Também discutiremos a importância da 
formação contínua de professores e as melhores práticas para a implementação 
de cursos a distância. 
Esperamos que esta apostila não apenas informe, mas também inspire 
educadores a explorarem novas possibilidades de ensino e a se tornarem 
agentes de transformação no campo educacional. A tecnologia, quando utilizada 
de maneira consciente e pedagógica, tem o potencial de revolucionar a forma 
como ensinamos e aprendemos, ampliando horizontes e democratizando o 
acesso ao conhecimento. 
A jornada de aprendizado que se inicia aqui é apenas um passo dentro de um 
processo contínuo de reflexão e adaptação. A educação é um campo dinâmico 
e em constante mudança, e cabe a nós, como educadores, estarmos prontos 
para enfrentar os desafios e abraçar as oportunidades que surgem à medida que 
avançamos para o futuro da educação. 
A Educação a Distância (EAD) tem sido um dos principais assuntos do mundo 
da educação. O desenvolvimento tecnológico, a mudança das necessidades dos 
estudantes, a globalização e a evolução do mercado de trabalho são alguns dos 
principais fatores que impulsionaram o crescimento da EAD. 
 
 
 
 
Nesta apostila, discutiremos os fundamentos teóricos e metodológicos da EAD, 
os ambientes virtuais de aprendizagem, o histórico da EAD e a avaliação em 
ambientes virtuais de aprendizagem apoiados pela Internet. 
2. Informática Básica e Microinformática 
A informática básica é uma das habilidades fundamentais na sociedade 
contemporânea, onde o uso de computadores, dispositivos móveis e a internet 
tornou-se uma parte intrínseca do cotidiano. À medida que a tecnologia avança, 
a capacidade de utilizar esses recursos de forma eficaz se torna essencial, 
especialmente para educadores que buscam integrar essas ferramentas em 
suas práticas pedagógicas. Este capítulo visa explorar os conceitos de 
informática básica e microinformática, com ênfase nos componentes de um 
computador e nas relações entre hardware e software. 
2.1 Conceitos Fundamentais de Informática 
Informática é o campo do conhecimento que trata do processamento de 
informações, utilizando dispositivos eletrônicos. O termo deriva da fusão das 
palavras "informação" e "automática", e abrange uma vasta gama de práticas, 
teorias e aplicações. Inicialmente, é importante entender que a informática 
básica não se limita ao conhecimento técnico, mas também inclui a capacidade 
de aplicar esse conhecimento em diversas situações cotidianas. 
As principais áreas que compõem a informática incluem: 
1. Hardware: todos os componentes físicos de um computador e 
dispositivos eletrônicos. 
2. Software: os programas e sistemas operacionais que permitem que o 
hardware execute tarefas. 
3. Rede de Computadores: a interconexão de dispositivos que permite a 
troca de informações. 
4. Internet: uma vasta rede global que conecta computadores e disponibiliza 
informações e serviços. 
 
 
Compreender esses conceitos é fundamentalpara qualquer profissional, 
especialmente educadores que desejam integrar a tecnologia em suas práticas 
pedagógicas. 
2.2 A Importância da Informática na Educação 
Na educação, a informática desempenha um papel crucial. O domínio da 
tecnologia não é apenas uma habilidade desejável, mas uma necessidade para 
professores e alunos. O uso de ferramentas tecnológicas pode enriquecer o 
processo de ensino-aprendizagem, permitindo acesso a uma ampla gama de 
recursos e informações. Além disso, a tecnologia pode facilitar a personalização 
do ensino, pois permite que os educadores adaptem o conteúdo às 
necessidades individuais dos alunos. 
Os benefícios do uso da informática na educação incluem: 
• Acesso a Recursos: A internet oferece uma quantidade quase infinita de 
informações e recursos educacionais, como artigos, vídeos, e cursos 
online. 
• Interatividade e Colaboração: Ferramentas como plataformas de e-
learning e aplicativos de colaboração permitem que alunos trabalhem 
juntos, independentemente de sua localização geográfica. 
• Desenvolvimento de Habilidades Digitais: Os alunos desenvolvem 
habilidades essenciais para o mercado de trabalho, como a capacidade 
de trabalhar com software específico, comunicação online e resolução de 
problemas tecnológicos. 
2.3 Componentes do Computador 
Para entender a microinformática, é preciso conhecer os componentes que 
formam um computador. O computador é uma máquina complexa que realiza 
operações de processamento de dados. Os principais componentes de um 
computador podem ser divididos em duas categorias: hardware e software. 
 
 
 
2.3.1 Hardware 
O hardware refere-se a todos os componentes físicos de um computador. Entre 
os principais elementos de hardware, destacamos: 
• CPU (Unidade Central de Processamento): É o "cérebro" do 
computador, responsável por executar instruções e processar dados. Ela 
realiza cálculos e coordena as atividades de todos os outros componentes 
do sistema. 
• Memória RAM (Memória de Acesso Aleatório): É um tipo de memória 
volátil que armazena temporariamente os dados e programas que estão 
em uso. Quanto mais memória RAM um computador tiver, mais tarefas 
ele pode realizar simultaneamente. 
• Disco Rígido (HD) ou SSD (Unidade de Estado Sólido): São 
dispositivos de armazenamento onde os dados são salvos 
permanentemente. O HD usa discos magnéticos, enquanto o SSD usa 
chips de memória flash, oferecendo maior velocidade e durabilidade. 
• Placa-Mãe: É a placa principal que conecta todos os componentes do 
computador, permitindo que se comuniquem entre si. Ela abriga slots para 
a CPU, a memória, e outros dispositivos. 
• Periféricos: Incluem dispositivos externos que se conectam ao 
computador, como impressoras, teclados, mouses, monitores e scanners. 
Eles permitem a interação do usuário com o computador e a execução de 
várias funções. 
2.3.2 Software 
O software refere-se aos programas e sistemas operacionais que permitem que 
o hardware execute tarefas. Existem dois tipos principais de software: 
• Sistemas Operacionais: São programas que gerenciam o hardware do 
computador e fornecem uma interface para o usuário. Exemplos incluem 
Windows, macOS, Linux e Android. O sistema operacional é fundamental, 
 
 
pois permite que o usuário interaja com o computador e execute 
aplicações. 
• Aplicativos: São programas que realizam tarefas específicas. Exemplos 
incluem editores de texto (como Microsoft Word), navegadores de internet 
(como Google Chrome) e softwares de apresentação (como Microsoft 
PowerPoint). Os aplicativos permitem que os usuários realizem tarefas 
específicas e produtivas. 
A escolha do software adequado é crucial para o desempenho do computador e 
para a eficiência das tarefas que se deseja realizar. Ao escolher um sistema 
operacional ou um aplicativo, é importante considerar as necessidades 
específicas do usuário e o tipo de atividade que será realizada. 
2.4 A Interação entre Hardware e Software 
A interação entre hardware e software é essencial para o funcionamento de um 
computador. O hardware fornece a infraestrutura física, enquanto o software 
oferece as instruções necessárias para que o hardware realize tarefas 
específicas. Essa relação é análoga à de um carro e seu motorista: o carro 
(hardware) não pode se mover sem um motorista que saiba como controlá-lo 
(software). 
A eficiência de um sistema computacional depende da compatibilidade entre 
hardware e software. Um software que não é compatível com o hardware pode 
resultar em mau desempenho ou até mesmo na impossibilidade de operação. 
Por exemplo, um software que exige uma quantidade mínima de RAM ou uma 
determinada placa gráfica não funcionará corretamente em um computador que 
não atenda a esses requisitos. 
Além disso, a atualização constante tanto do hardware quanto do software é 
essencial para o desempenho ideal do sistema. O avanço tecnológico é rápido, 
e os novos aplicativos frequentemente exigem mais recursos do que os 
softwares anteriores. Portanto, manter o hardware atualizado e escolher um 
software adequado às necessidades do usuário são passos fundamentais para 
garantir um bom desempenho. 
 
 
2.5 Desafios e Oportunidades da Microinformática 
Apesar das vantagens da informática e da microinformática, os educadores e 
alunos enfrentam desafios. Um dos principais obstáculos é a acessibilidade. Em 
muitas regiões, o acesso a computadores e à internet é limitado, o que pode criar 
disparidades no aprendizado. Além disso, a falta de formação adequada para 
professores em tecnologias digitais pode dificultar a integração efetiva das 
ferramentas tecnológicas em sala de aula. 
Outro desafio é a rápida evolução da tecnologia, que exige que os educadores 
estejam constantemente atualizados sobre novas ferramentas e tendências. Isso 
pode ser uma tarefa difícil, especialmente para aqueles que já estão 
acostumados com métodos tradicionais de ensino. 
Entretanto, esses desafios também apresentam oportunidades. A formação 
continuada em tecnologia e a colaboração entre educadores podem ajudar a 
superar as barreiras existentes. Além disso, o desenvolvimento de programas de 
EAD e o acesso a cursos online permitem que professores e alunos aprimorem 
suas habilidades e conhecimentos, independentemente de sua localização 
geográfica. 
A informática básica e a microinformática são fundamentais para o 
desenvolvimento de habilidades essenciais na era digital. Compreender os 
componentes de um computador, a diferença entre hardware e software e a 
dinâmica entre eles é crucial para educadores que desejam integrar a tecnologia 
em suas práticas pedagógicas. 
A tecnologia não deve ser vista apenas como uma ferramenta, mas como um 
aliado no processo educacional. A capacidade de utilizar as tecnologias de forma 
eficaz abre novas possibilidades de ensino e aprendizagem, ampliando o 
alcance e a qualidade da educação. Portanto, investir na formação em 
informática básica e microinformática é um passo importante para que 
professores e alunos possam se adaptar e prosperar em um mundo cada vez 
mais digital. 
 
 
 
Ao longo deste capítulo, abordamos os fundamentos da informática e a 
importância da microinformática na educação. Esperamos que este 
conhecimento seja a base para o desenvolvimento de práticas pedagógicas 
inovadoras e eficazes, que preparem os alunos para as demandas do futuro. 
3. Componentes do Computador 
Os computadores modernos são máquinas complexas, compostas por diversos 
componentes que trabalham em conjunto para processar informações e realizar 
tarefas. Compreender os principais componentes de um computador é essencial 
para qualquer pessoa que deseje aprimorar suas habilidades em informática, 
especialmente educadores que buscam integrar a tecnologia em suas práticas 
pedagógicas. 
3.1 CPU (Unidade Central de Processamento) 
A CPU, ou Unidade Central de Processamento, é frequentementereferida como 
o "cérebro" do computador. É ela que executa as instruções contidas nos 
programas, processando dados e realizando cálculos. A CPU é composta por 
várias partes, incluindo: 
• ALU (Unidade Lógica e Aritmética): Responsável por realizar 
operações matemáticas e lógicas. 
• Control Unit (Unidade de Controle): Coordena as atividades da CPU, 
direcionando os dados e as instruções onde são necessários. 
A velocidade da CPU é medida em gigahertz (GHz), e quanto maior a sua 
frequência, mais instruções ela pode processar por segundo. Isso significa que 
uma CPU com uma frequência mais alta geralmente terá um desempenho 
melhor, permitindo que o computador execute tarefas de forma mais rápida e 
eficiente. 
3.2 Memória 
A memória de um computador é crucial para o seu funcionamento, pois 
armazena temporariamente os dados e programas que estão sendo utilizados. 
 
 
Existem diferentes tipos de memória, cada uma com suas características e 
funcionalidades: 
• RAM (Memória de Acesso Aleatório): É uma memória volátil, ou seja, 
os dados nela armazenados são perdidos quando o computador é 
desligado. A RAM é utilizada para armazenar temporariamente as 
informações que a CPU precisa acessar rapidamente, como os 
programas em execução e dados em uso ativo. Quanto mais RAM um 
computador tiver, mais programas ele conseguirá executar 
simultaneamente, melhorando a multitarefa. 
• ROM (Memória Somente de Leitura): Ao contrário da RAM, a ROM é 
uma memória não volátil, que armazena dados permanentemente, 
mesmo quando o computador é desligado. A ROM contém informações 
essenciais para a inicialização do computador e o funcionamento básico 
do sistema, como o BIOS (Basic Input/Output System), que é responsável 
por iniciar o sistema operacional. 
• Cache: É uma memória de alta velocidade, localizada próxima da CPU. 
O cache armazena temporariamente dados que a CPU utiliza com 
frequência, permitindo um acesso mais rápido do que se esses dados 
estivessem armazenados na RAM. Isso melhora significativamente o 
desempenho do sistema, pois reduz o tempo que a CPU leva para buscar 
informações. 
3.3 Periféricos 
Os periféricos são dispositivos externos que complementam as funções do 
computador, permitindo a interação do usuário e a execução de diversas tarefas. 
Os periféricos podem ser classificados em três categorias principais: 
• Periféricos de Entrada: São dispositivos que permitem ao usuário inserir 
dados no computador. Exemplos incluem teclados, mouses, scanners e 
microfones. Esses dispositivos são essenciais para a interação do usuário 
com o computador, permitindo a execução de comandos e a entrada de 
informações. 
 
 
• Periféricos de Saída: Esses dispositivos são responsáveis por 
apresentar as informações processadas pelo computador. Exemplos 
incluem monitores, impressoras e alto-falantes. Eles permitem que o 
usuário visualize e escute os resultados das operações realizadas pelo 
computador. 
• Periféricos de Entrada/Saída: Alguns dispositivos exercem funções 
tanto de entrada quanto de saída. Um exemplo é a unidade de disco 
rígido, que pode ler dados do disco (entrada) e também gravar 
informações nele (saída). 
4. Programas e Aplicativos Educacionais 
No contexto educacional, os programas e aplicativos desempenham um papel 
vital no apoio à formação e no desenvolvimento de habilidades dos alunos. As 
ferramentas tecnológicas oferecem uma variedade de possibilidades para a 
prática pedagógica, permitindo que educadores criem materiais didáticos 
dinâmicos e proporcionem experiências de aprendizado interativas. 
4.1 A Importância dos Aplicativos na Educação 
Os aplicativos são essenciais para a prática pedagógica, ajudando a criar um 
ambiente de aprendizado mais envolvente e colaborativo. Eles podem ser 
utilizados para: 
• Criar Materiais Didáticos: Ferramentas como editores de texto e 
softwares de apresentação permitem que educadores desenvolvam 
conteúdos personalizados e recursos visuais para suas aulas. 
• Gerenciar Atividades: Aplicativos como Google Classroom facilitam o 
gerenciamento de cursos online, permitindo que professores organizem 
tarefas, compartilhem materiais e se comuniquem com os alunos de forma 
eficaz. 
• Estimular a Colaboração: Os aplicativos promovem a colaboração entre 
alunos, permitindo que trabalhem em projetos conjuntos, compartilhem 
ideias e aprendam uns com os outros, mesmo à distância. 
 
 
4.2 Exemplos de Aplicativos Educacionais 
Aqui estão alguns exemplos de aplicativos amplamente utilizados na educação: 
• Microsoft Word: É uma ferramenta poderosa para a criação de 
documentos de texto. Os alunos podem usá-lo para redigir trabalhos, 
relatórios e resumos, além de formatar textos de maneira profissional. 
• Microsoft Excel: Este software de planilhas eletrônicas é ideal para 
manipulação de dados, criação de gráficos e análise de informações. Os 
alunos podem usá-lo para desenvolver tabelas, realizar cálculos e 
visualizar dados de forma mais clara. 
• Google Classroom: Este aplicativo é uma plataforma de gerenciamento 
de aprendizado que permite que professores criem e organizem cursos 
online, compartilhem materiais e promovam a interação entre alunos. 
Com o Google Classroom, os educadores podem facilitar a entrega de 
tarefas, avaliar o desempenho dos alunos e manter uma comunicação 
contínua. 
4.3 Atividade Prática 
Para aplicar os conhecimentos adquiridos sobre programas e aplicativos 
educacionais, proponha uma atividade prática utilizando o Google Classroom. 
Solicite que os alunos desenvolvam um pequeno projeto colaborativo, onde 
deverão: 
1. Criar um documento compartilhado no Google Docs sobre um tema 
específico. 
2. Dividir as tarefas entre os membros do grupo, designando 
responsabilidades como pesquisa, redação e edição. 
3. Utilizar as funcionalidades do Google Docs, como comentários e 
sugestões, para colaborar de forma eficiente. 
Essa atividade promoverá a aprendizagem colaborativa, incentivando os alunos 
a trabalharem juntos e a utilizarem ferramentas tecnológicas de maneira prática. 
 
 
Os aplicativos educacionais são ferramentas poderosas que transformam a 
forma como o conhecimento é gerado e compartilhado. Através do uso de 
programas como Microsoft Word, Excel e Google Classroom, educadores podem 
enriquecer suas práticas pedagógicas e criar experiências de aprendizado mais 
significativas. As tecnologias não são apenas complementos, mas elementos 
fundamentais que promovem a inovação e a interação no ambiente escolar. 
Ao integrar aplicativos educacionais ao ensino, os educadores não apenas 
preparam os alunos para o mercado de trabalho, onde as habilidades digitais 
são cada vez mais valorizadas, mas também fomentam um ambiente de 
aprendizado dinâmico onde a criatividade e a colaboração são incentivadas 
Fundamentos teóricos e metodológicos da EAD 
A EAD é uma modalidade de ensino que utiliza tecnologias para possibilitar a 
comunicação entre o professor e os alunos, além de permitir a realização de 
atividades pedagógicas à distância. Essa modalidade de ensino exige um 
ambiente virtual de aprendizagem que deve ser organizado, planejado e 
gerenciado de acordo com as necessidades dos alunos. 
Os fundamentos teóricos e metodológicos da EAD estão baseados nas teorias 
de aprendizagem, que são utilizados para orientar a prática pedagógica. As 
principais teorias de aprendizagem são: 
• Behaviorismo: essa teoria enfatiza o papel do ambiente no 
comportamento do indivíduo, e preconiza que o aprendizado ocorre 
quando há uma associação entre um estímulo e uma resposta. 
• Cognitivismo: essa teoria enfatiza os processos envolvidos na 
aprendizagem, como a percepção, a memória e a compreensão. 
• Construtivismo: essa teoria enfatiza a construção do conhecimento pelo 
próprio aluno, que deve ser visto como um agente ativo na construção do 
seu próprio conhecimento.Ambientes virtuais de aprendizagem 
Um ambiente virtual de aprendizagem é um ambiente online que permite a 
interação entre os alunos e o professor, e que oferece recursos pedagógicos 
para o desenvolvimento das atividades de ensino e aprendizagem. Esses 
ambientes virtuais de aprendizagem são compostos por diferentes ferramentas, 
como fóruns de discussão, chat, videoconferência, aulas virtuais, jogos 
educativos, entre outros. 
As principais vantagens dos ambientes virtuais de aprendizagem são: 
• Flexibilidade: o aluno pode acessar o ambiente de aprendizagem de 
qualquer lugar, a qualquer hora. 
• Autonomia: o aluno pode desenvolver seu próprio ritmo de estudo e 
escolher os recursos pedagógicos que melhor se adequam às suas 
necessidades. 
• Interatividade: os alunos podem interagir entre si e com o professor, o que 
estimula a colaboração e o compartilhamento de conhecimento. 
Histórico da EAD 
A EAD tem uma longa história, que remonta ao século XIX, quando foram 
utilizados sistemas de correspondência para o ensino à distância. No entanto, o 
uso da tecnologia para a EAD teve um grande avanço a partir da década de 
1970, com o envolvimento dos computadores pessoais e a popularização da 
Internet. 
A Educação a Distância (EAD) é um processo educativo que se desenvolve fora 
das salas de aula tradicionais, permitindo o acesso à educação em qualquer 
lugar e a qualquer momento, desde que haja conexão com a Internet. Ela é 
composta por diferentes formas de ensino e aprendizagem, que vão desde 
materiais impressos até os ambientes virtuais de aprendizagem, passando por 
vídeos, áudios e outros meios. 
Neste material, vamos abordar os fundamentos teóricos e metodológicos da 
EAD, os ambientes virtuais de aprendizagem, o histórico da EAD, a avaliação 
 
 
em ambientes virtuais de aprendizagem suportados pela Internet, tendo como 
base os autores Belloni (2006), Silva (2010), Cardoso e cols. (2014), Dalmau 
(2011), Schlunzen (2011) e Silva (2011). 
Fundamentos teóricos e metodológicos da Educação a Distância 
A EAD tem como fundamento teórico a andragogia, que é a arte e a ciência de 
ensinar adultos. Segundo Belloni (2006), na andragogia, o papel do professor é 
o de facilitador da aprendizagem, enquanto que o do aluno é o de participante 
ativo do processo de ensino e aprendizagem. Já Silva (2010) destaca que na 
EAD, o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) é fundamental 
para o sucesso da aprendizagem, uma vez que elas permitem a construção do 
conhecimento de forma colaborativa, interativa e dinâmica. 
Os princípios metodológicos da EAD, de acordo com Cardoso et al. (2014), são 
baseados na flexibilidade, autonomia e interatividade, ou seja, o aluno tem a 
possibilidade de estudar em seu próprio ritmo, escolher os recursos e meios que 
melhor se adaptam às suas necessidades e interagir com outros alunos e 
professores. 
Ambientes virtuais de aprendizagem 
Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) são plataformas tecnológicas que 
permitem a comunicação, o acesso aos recursos educacionais e a interação 
entre os participantes do processo de ensino e aprendizagem. Segundo Belloni 
(2006), os AVAs podem ser considerados como espaços educacionais abertos, 
flexíveis e colaborativos, que proporcionam a construção do conhecimento de 
forma crítica e reflexiva. 
Dalmau (2011) destaca que os AVAs devem ser integrados de forma a atender 
as necessidades do público-alvo e que a escolha da plataforma deve levar em 
consideração aspectos como usabilidade, acessibilidade e interatividade. 
Histórico da Educação a Distância 
A EAD tem uma longa história, que remonta ao século XVIII, com a criação da 
Correspondência Epistolar, uma forma de ensino à distância por 
 
 
correspondência escrita. No século XIX, celebramos as primeiras instituições de 
ensino a distância, como a Universidade de Londres, que oferecia cursos por 
correspondência. 
Com o avanço das TICs, a EAD passou a utilizar outras formas de comunicação 
e utilizar tecnologias mais sofisticadas, como o rádio, a televisão e, 
posteriormente, a Internet. Segundo Silva (2011), a popularização da Internet e 
o desenvolvimento de tecnologias digitais abriram um novo horizonte para a 
EAD, permitindo a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, com recursos 
multimídia e interativos. 
Avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem suportados pela Internet 
A avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem é um processo complexo e 
desafiador. Schlunzen (2011) destaca que a avaliação deve ser realizada de 
forma a considerar as especificidades do ambiente virtual, como a interatividade, 
a flexibilidade e a autonomia do aluno. Além disso, a avaliação deve ser 
orientada para a construção do conhecimento e não apenas para a reprodução 
de informações. 
Silva (2011) destaca que a avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem 
deve ser realizada de forma contínua e sistemática, levando em consideração 
diferentes tipos de avaliação, como a avaliação formativa, a avaliação somativa 
e a autoavaliação. A avaliação formativa deve ser realizada ao longo do processo 
de aprendizagem, com o objetivo de monitorar o progresso do aluno e identificar 
possíveis dificuldades. Já a avaliação somativa deve ser realizada ao final do 
processo de aprendizagem, com o objetivo de avaliar o desempenho do aluno 
em relação aos objetivos propostos. A autoavaliação, por sua vez, deve ser 
realizada pelo próprio aluno, como forma de reflexão sobre seu processo de 
aprendizagem. 
A História da EaD no Brasil 
Você sabe como começou a Educação a Distância (EaD) no Brasil? 
A Educação a Distância surgiu com cursos profissionalizantes. Em 1904, 
publicado no Jornal do Brasil, nascia o primeiro curso de datilografia por 
 
 
correspondência. O projeto da revolução não parou por aí. Nos anos de 1920 já 
existiam cursos ofertados via radiodifusão. Os estudantes usavam material 
impresso para aprender língua portuguesa e outros idiomas, além de temas 
relacionados à própria radiodifusão. 
Mais tarde surgiram os primeiros cursos formais sobre temas profissionalizantes, 
com destaque para o Instituto Monitor (1938) e Instituto Universal (1943), que 
ofereceram os primeiros cursos técnicos EaD de reparos e manutenção de 
rádios a válvula. Os cursos eram ministrados por correspondência, com envio de 
kits de montagem. 
De 1960 a 1970 várias iniciativas foram empreendidas para ampliar o acesso à 
educação, promover a alfabetização e a formação profissional. Na sequência, o 
método de EaD agregou o ensino fundamental completo. Na segunda metade 
dos anos 1970, em Brasília, foi experimentada a EaD nos cursos de graduação 
superior. Nessa época, a população já acompanhava os telecursos via TV, 
modelo que coexistia com os materiais impressos e o rádio, uma modalidade 
hoje conhecida como “blended learning”, ou seja, mistura de recursos didáticos 
para a aprendizagem. Esse formato se manteve até a década de 1990. 
 
EaD em tempos de Web 
Com o advento da chegada da Internet comercial no Brasil, em 1996, as 
instituições passaram a utilizar a grande rede mundial para publicar seus 
conteúdos e promover interações, começando no mundo corporativo e, depois, 
migrando para as instituições de ensino. Projetos pioneiros como a I-UVB 
(Universidade Virtual do Brasil) inauguraram o que seria a grande corrida para a 
EaD no ensino superior, o que fez do Brasil o maior mercado de Educação a 
Distância do mundo até os dias de hoje. 
Também fazemos parte desta história. Em 2008 desenvolvemos a primeira rede 
de ensino técnico via satélite do Brasil, com aulas ao vivo e interativas para mais 
de 1.000 alunos em 13 estados da Federação. Naquela época, ofertávamos os 
cursos técnicos de informática, administração e segurança do trabalho, em 
 
 
parceria com a Etebras (Escola Técnica do Brasil), Teleporto de Educação 
(provedora do sinal de satélite)e mais de 30 polos de apoio presencial, que 
acomodavam seus alunos em telessalas interativas uma vez por semana. Esses 
alunos recebiam instruções ao vivo, diretamente dos estúdios do conglomerado, 
chegando a realizar práticas telepresenciais de combate a incêndios, crimpagem 
de cabos de rede, entre muitas outras atividades laboratoriais que só o método 
telepresencial permitia à época. 
EaD no Brasil hoje 
Como está a EaD no Brasil hoje? Atualmente, essa modalidade está consolidada 
no país. São mais de 10.800 cursos, desde a educação básica até a pós-
graduação, que atendem quase 4 milhões de pessoas. A curva de matrículas 
nessa modalidade é crescente desde o início da última década, chegando a 
ultrapassar a quantidade de matrículas dos cursos presenciais em 2019, 
segundo o censo da EaD divulgada pelo INEP/MEC. 
No entanto, se a evolução da EaD foi célere no campo do ensino superior, o 
mesmo não seu deu tão fortemente na educação básica. Precisamos vivenciar 
uma pandemia para nossas escolas e colégios correrem para, primeiramente, o 
tele-ensino (ou ensino remoto). O próximo passo é entender que tele-ensino e 
EaD são coisas diferentes, mas este assunto é tema de outra publicação! Por 
hora, estamos correndo contra o tempo para recursos de EaD para os 
estabelecimentos de ensino conseguirem cumprir seus dias letivos. 
Tendência da EaD no Brasil 
Dá para perceber a tendência da EaD no Brasil para os próximos 10 anos? Com 
o célere avanço da tecnologia e os últimos acontecimentos, apostamos que o 
ensino será cada vez mais híbrido, ou seja, as pessoas poderão fazer cursos 
presenciais e terem uma carga horária de atividades a distância de modo 
sincronizado. Esse método permite que um estudante em EaD possa passar por 
uma experiência tão rica de contato com seus professores e colegas que acaba 
prevalecendo a sensação de presença e proximidade no processo de ensino e 
 
 
 
aprendizagem, sem abrir mão das facilidades proporcionadas pelo ensino a 
distância. 
No campo das tecnologias, paradigmas como realidade virtual, realidade 
aumentada e o “blended learning” tendem a crescer fortemente na área 
educacional, impulsionadas pelo ensino híbrido que, com a evolução 
tecnológica, tenderá a ser cada vez mais virtual e menos presencial. Escolas, 
colégios e universidades tendem a adotar metodologias ativas como alternativa 
para tornar o aluno protagonista de seu próprio processo de aprendizagem. O 
professor tende a se posicionar cada vez mais como um facilitador da 
aprendizagem, uma vez que o conhecimento será cada vez mais universalizado 
e acessível pelas mídias digitais. 
Nos últimos anos, os cursos EAD, tem suprido grandes carências dos indivíduos 
que não tiveram a oportunidade de cursar uma universidade presencial. Apesar 
de serem constatadas uma série de dificuldades no andamento dos cursos e-
learning aqui no Brasil, certamente pela falta de ferramentas tecnológicas, 
proporcionando o desestímulo e o abandono por parte dos estudantes, há, ainda, 
um grande percentual que persiste a fidelidade e permanência nos cursos à 
distância. É um processo que supera expectativas entre professor/aluno e o uso 
devido dos recursos tecnológicos possibilita avanços surpreendentes, 
transportando, mutuamente, as informações didáticas de forma segura e em 
pouco tempo. 
A educação à distância tem procurado chegar aos lugares dos mais difíceis 
acessos e o seu espaço institucional vem se ampliando em quase todos os 
setores. Ao longo do processo e com o ganho de imensuráveis experiências 
construiu-se uma plataforma de relacionamento onde ocorre o diálogo entre 
aqueles que demonstram interesse de entrar no assunto. De modo que o 
conhecimento é efetivado desde que se demonstre fome e sede pela 
preciosidade. 
Acredita-se, existir poucas diferenças nos resultados apresentados, 
estatisticamente, em relação as duas formas de instrução, levando em 
 
 
consideração que a educação à distância predomina na concorrência, por 
apresentar menor custo e um controle mais acessível. Os alunos da educação 
e-learning podem até apresentar preocupações com as metodologias 
tecnológicas, mas poderão sentir-se mais à vontade, sem ter que conviver, 
diariamente, com certas dificuldades de confrontos de personalidades ou grupos. 
Admite-se que qualquer modalidade de ensino possa apresentar as suas 
qualidades no processo, desde que seja levado em conta o público alvo a que 
se referência. No caso das modalidades presencial e a distância, ambas exigem 
profissionais de perfis bastante distintos. 
Em alguns casos, a comunicação via internet tem apresentado maior eficácia 
que a comunicação presencial. Os relacionamentos no espaço virtual podem, 
muitas vezes, ser mais intensos do que a comunicação criada diretamente, ou 
seja, face-a-face e o fator comunicação, mais que os conteúdos apresentados, 
é o que gera conhecimento. 
Esses conceitos ou ideias explicitam novidades para alguns educadores que 
deixam passar despercebido esse conjunto de recursos técnicos na 
comunicação. É através do diálogo eletrônico que os alunos inteiram-se uns com 
os outros, criando, ao longo do processo, pontes de partilhamento online. 
Contudo, para haver um diálogo colaborativo e compromisso de todos os 
participantes desse grupo virtual, torna-se imprescindível a intersecção do 
professor que incentivará a participação de todos e promoverá ambientes 
saudáveis e descontraentes, cujo objetivo é a permanência do interesse de todos 
no processo aprendizagem. 
ENCONTROS PRESENCIAIS NA EAD 
A educação à distância além de fornecer subsídios via internet, proporciona 
encontros para a realização de seminários quinzenal ou mensalmente, 
dependendo do curso oferecido. Durante esse tempo são tratadas as questões 
teóricas e metodológicas, com a promoção de palestras, debates, oficinas, 
 
 
abolição de dúvidas e a garantia da motivação aos cursistas, com o intuito de 
chegarem ao final do curso com uma bagagem suficiente que lhes permita o 
desenvolvimento de um trabalho com segurança e eficácia. 
Uma boa formação através da EAD, vai depender da imbuição de todo o 
conjunto, mais precisamente, do cursando que deve buscar as informações 
essenciais a sua aprendizagem. Nos seminários, os cursistas dialogam, tiram 
dúvidas e debatem, expondo os seus pontos de vistas e procuram tirar maior 
proveito do lhes importa para a sua formação. 
Embora faltem alguns recursos tecnológicos para a efetivação de um curso que 
possa atender todas as expectativas dos seus cursandos, uma vez que o 
analfabetismo na área de informática ainda é uma realidade, a educação à 
distância procura condicioná-los ao tempo, flexibilizando-o de acordo a 
disponibilidade de cada um. O ensino a distância vem crescendo e, 
consequentemente, alcançando efeitos sociais marcantes, pois tem possibilitado 
o acesso a formação de pessoas que vivem em áreas de difícil acesso e as que 
não dispõem de tempo para ingresso ao horário normal de funcionamento da 
escola. 
Num curso e-learning, é necessário que aconteçam sessões presenciais para 
que os alunos se conheçam, troquem informações e experiências e possam 
analisá-lo melhor. Nessas sessões são solicitados os devidos trabalhos 
científicos relacionados a cada disciplina ministrada pelo professor. As 
orientações são feitas com base nas normas da ABNT e o prazo estimado, para 
a entrega dos mesmos, com base nas normas da instituição, onde, 
posteriormente, cada aluno procederá conforme a orientação de cada professor. 
Da mesma forma em que os alunos são orientados, são, ao mesmo tempo, 
encorajados a interessar-se pelo conceito de ensinar, aprender e a refletir sobre 
um novo entendimento, rumo a novas conclusões. Em alguns cursos, 
dependendo dos objetivos e de suas normas específicas, poderão ser realizadas 
algumas atividades e avaliações presenciais. 
 
 
AS TECNOLOGIAS NA EAD NO BRASIL 
Emboranão seja a única e exclusiva alternativa determinante, a tecnologia tem 
sido a grande parceira, associada ao desenvolvimento da educação à distância 
no Brasil (CARMO, 1999, não paginado). É visível o impulsionamento dos 
avanços tecnológicos que vem propiciando o desenvolvimento da educação à 
distância em nosso país. A sua isenção resultaria na impossibilidade de 
prosseguimento desses cursos que vem viabilizando a formação de pessoas que 
não tiveram a oportunidade, ou disponibilidade de tempo, de cursar em uma 
escola presencial. 
O uso diário dos mais diversificados tipos de ferramentas tecnológicas, tem 
possibilitado que milhares de indivíduos tenham realizados os seus sonhos, em 
um curso EAD no Brasil. Tanto na área educacional quanto nas áreas 
profissionalizantes, o ensino a distância vem ganhando fôlego graças a essas 
ferramentas, consideradas indissociáveis e imprescindíveis a sua consolidação. 
A integração das TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação, no processo 
educacional é de suma importância para a sua estruturação, até porque já se 
fazem presentes em todas as áreas da vida social, cabendo as instituições 
educacionais públicas ou privadas adequá-las, no sentido de facilitar o acesso à 
educação, diminuindo, assim, as desigualdades sociais existentes no Brasil. 
Desde os anos 70 já se oferecia cursos, de caráter compensatório, através dos 
meios tecnológicos (no caso, a televisão) com o intuito de viabilizar o 
crescimento da oferta do ensino fundamental, especialmente nos anos finas e 
sanar, ou pelo menos, atenuar as carências no ensino básico. Atualmente, as 
ferramentas tecnológicas utilizadas nos cursos são as mais diversificadas 
possíveis, desde um cartão memória a um data show. Por depender dessas 
ferramentas, uma pequena oscilação na internet já seria o suficiente para a 
obstrução do desenvolvimento de um cursista EAD. 
 
 
 
Os limites entre tecnologia, educação e entretenimento, tendem a estreitarem-
se nas modalidades contemporâneas onde o consumo das informações serão 
aplicados tanto ao trabalho quanto a vida afetiva e o lazer. 
A questão do tempo tem sido o nó górdio dos programas EAD, juntamente com 
o material didático utilizado. Não tem sido diferente com a TV Escola. Enquanto 
a dimensão do espaço pode ser resolvida com materiais interativos e/ou uso de 
tecnologias como o telefone, o fax, o e-mail que facilitam a comunicação entre o 
professor e o aprendente, a questão do tempo é a mais complexa, uma vez que 
possui, em seu interior, dimensões e aspectos que interferem no processo 
educativo. (TOSCHI, 2000, não paginado) 
O poder tecnológico vem contribuindo, significativamente, com o crescimento da 
educação à distância no Brasil e no mundo, tanto em termos de finalidades 
sociais, quanto em estratégias e modalidades, tendo em vista a viabilização da 
flexibilidade de acesso, currículos e metodologias. A EAD deixa de oferecer um 
ensino de caráter paliativo ou emergencial e passa a responsabilizar-se por algo 
de cunho e credibilidade crescente. Contudo, faz-se necessário, saudar com 
otimismo a obsolência acelerada, da tecnologia na construção do conhecimento, 
uma vez que esta tem objetivado a integração de esforços para a consolidação 
de educação à distância, sobretudo na formação de professores, em todos os 
níveis. 
A EAD E SUAS GARANTIAS NA LDB 
A legalidade da educação a distância surgiu graças ao decreto de nº 2.494, da 
Presidência da República, que regulamentou o artigo 8º da Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional, ou seja, é prática em nosso país desde o século 
passado, mas somente no ano de 1996, é que aparece, explicitamente, como 
modalidade de aprendizagem prevista na LDB. 
 
 
 
Educação à distância é uma forma de ensino que possibilita a auto 
aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente 
organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados 
isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de 
comunicação. (BRASIL, 1998, não paginado) 
A LDB prevê no seu artigo 80, § 4º que a educação à distância gozará de 
tratamento diferenciado, que incluirá: 
I – custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam 
explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público; 
II – concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; 
III – reserva de tempo mínimo, sem ônus para o poder público, pelos 
concessionários de canais de educação. 
Entende-se, portanto, que a origem da EAD traz, como alvo principal, o 
favorecimento do acesso ao saber para o maior número de pessoas possível, 
que demonstre interesse e que esteja de acordo a sua modalidade. A sua criação 
teve dentre outros objetivos, reduzir as distâncias geográficas e temporais, 
proporcionando ao aluno a sua organização de tempo e lócus de estudo. 
A educação à distância será parte natural do futuro da escola e da universidade. 
Valerá ainda o uso do correio, mas parece definido que o meio eletrônico 
dominará a cena. Para se falar em educação à distância é mister superar o 
ensino e a mera ilustração. Talvez fosse o caso distinguir momentos, sem 
dicotomia. Ensino à distância é uma proposta para socializar informação, 
transmitindo-a de maneira mais hábil possível. Educação à distância, por sua 
vez, exige aprender à aprender, elaboração e consequentemente avaliação. 
Pode até conferir diploma ou certificado, prevendo, momentos presenciais de 
avaliação. (DEMO, 1994, p. 60) 
 
 
É inadmissível pensar que a educação à distância seja uma modalidade em que 
permita o isolamento do aluno, mas proporcione a sua interatividade constante 
com todos que fazem parte do processo. Para que exista a comunicação 
recíproca, foi estabelecida a mão dupla entre professor/aluno com a 
possibilidade de interação entre ambos. Em resumo, a EAD é uma prática 
educativa que busca aproximar o conhecimento ao aprendiz. Para tanto, o 
relacionamento do aluno com o grupo do processo e com as ferramentas 
tecnológicas que lhes dá suporte, são, eminentemente, indispensáveis. 
Os docentes da educação à distância estabelecem estratégias que contribuem 
com o processo de ensino aprendizagem, instigando aos alunos a necessidade 
participativa e a provocação de questionamentos, para a efetivação do referido 
processo. Portanto, o conceito “à distância”, na educação deve ser relativizado, 
uma vez que este trata de uma educação flexível, onde o estudante se programa, 
preparando o seu próprio tempo, de acordo a sua disponibilidade. 
A EAD NA FORMAÇÃO DO SUJEITO 
Atualmente há uma infinidade de cursos via EAD, desde a educação básica à 
universidade, para aqueles que por algum motivo deixaram de cursar na etapa 
adequada. O Ensino Médio com Intermediação Tecnológica – EMITEC, é uma 
realidade nas áreas rurais, onde há maior números de indivíduos que 
apresentam dificuldades para fazer um curso médio presencial. Os cursos 
superiores que até poucos anos atrás eram sonhos, passaram a ser fatos nos 
dias atuais. 
A exemplo, bem sucedido, de países que tem a educação como a solução para 
os problemas da sociedade e não mais um problema crônico dos seus cidadãos, 
a educação à distância tem procurado atingir o maior número possível de sujeitos 
com formação que lhes dê suporte ao legítimo e pleno exercício da cidadania. 
Na área da pedagogia, esses cursos vem oferecendo amplas oportunidades aos 
 
 
docentes que almejam aperfeiçoarem-se e poderem contribuir da melhor forma 
possível com o processo educativo. 
Os cursos EAD ainda apontam outra vantagem relativa ao desenvolvimento que 
é a necessidade do sujeito adquirir conhecimento suficiente na área da 
informática para o domínio das ferramentas tecnológicas que lhes são exigidas. 
Dessa forma, o educando EAD estaria potencializando, ainda mais, os seus 
conhecimentos,tendo em vista que a imensurabilidade de sua importância nos 
dias atuais. Tudo isso são formas de lidar com a construção e a efetivação do 
conhecimento e seus impulsos, que exigem estratégias, ações inovadoras e 
inéditas para os sujeitos. 
No entanto, entende-se que a educação à distância origina de uma visão de 
prática de liberdade e desenvolvimento cultural na construção do conhecimento 
do sujeito e que depende do uso múltiplo de tecnologias para a consolidação do 
seu avanço. É admissível que a formação do indivíduo, através da educação à 
distância, deixou de ser algo experimental e passou a ser uma realidade 
consolidada no Brasil e no mundo e trouxe, além das transformações, a 
realização de muitos sonhos que antes pareciam impossíveis. 
Com a oferta da facilidade de acesso as múltiplas informações possibilitadas 
pela internet, um dos maiores desafios atuais para o professor de educação à 
distância é a orientação norteadora do pensamento e a escolha essencial de 
uma gama de fontes informativas disponíveis. 
Na educação à distância, os alunos deixaram de ser receptores e os professores 
meros emissores, tendo em vista, que ambos passaram a ser os verdadeiros 
protagonistas nesse delicado processo, com a impregnação do estabelecimento 
de relações mútuas, na troca de cooperação e construção em comum. Essa 
interação entre professores e estudantes na EAD torna-se necessária para gerar 
a motivação de resolver os desafios que surgem durante o processo. 
 
 
Na formação do sujeito, através da educação à distância, o professor tem tarefas 
similares as do professor de cursos presenciais, porém há om outro papel de sua 
verdadeira incumbência que é o de manter o contato online com os alunos, 
mediar e facilitar o processo do ensino aprendizagem. Nesse processo estão 
envolvidos, além dos professores, programadores, gestores, coordenadores do 
curso e dos professores, que atuam, reciprocamente, para a garantia da 
qualidade do ensino. É um exemplo de trabalho compartilhado com intenções 
qualitativas e preservação da credibilidade. 
Portanto, para o desenvolvimento de um curso EAD, é imprescindível a 
capacidade interativa, objetividade e clareza nas informações, animação nos 
debates de cada disciplina e controle emocional e racional dos educandos. 
Esses itens são relevantes para o sucesso do processo, pois o curso só 
alcançará os seus objetivos quando tudo isso for levado em conta. 
Os cursos de formação na modalidade EAD, tem sido verdadeiras alternativas 
para aqueles que sonhavam ter uma formação mas que não dispunham das 
condições necessárias exigidas pelo ensino presencial, tampouco 
disponibilidade de tempo ao calendário da instituição. (Grifo nosso) 
Segundo Gatti, “educar e educar-se à distância requer condições muito 
diferentes da escolarização presencial”. A educação à distância rompe os limites 
de temporaneidade, privando os participantes do contato físico constante. A 
ausência da figura do professor que pudesse chamar a atenção do aluno, 
obviamente espera do aluno maior determinação e preservação nos seus 
hábitos estudantis e novas estratégias de lidar com suas dificuldades. 
Para que o processo de formação do sujeito possa acontecer de forma efetivada 
é necessário que os professores envolvidos na educação à distância estejam 
preparados para trabalhar com a multimídia e equipamentos tecnológicos, 
desenvolvendo a melhor interlocução via canais de comunicação, 
proporcionando, assim, o desenvolvimento dos alunos por quem mantêm a 
 
 
interatividade. De todos os requisitos que um programa EAD necessita, a 
interatividade é uma das mais preciosas para o seu sucesso, por ser uma 
qualidade social, indispensável a qualquer programa de educação à distância. 
A IMPORTÂNCIA DO EAD NA FORMAÇÃO DO SUJEITO 
O ensino à distância tem o seu desenvolvimento por meio de atividades que não 
exige, necessariamente, a presença do aluno e do professor no mesmo lócus e 
na mesma hora, simultaneamente. O aluno poderá receber informações e o 
material necessário, pelos canais tecnológicos: telefone, internet, e-mail, site, 
satélite, TV, etc. 
Tanto os cursos EAD, como os presenciais, possuem normas com as exigências 
de frequência, exames, tarefas, repetências, avaliações, tempo de dedicação, 
entre outros, tornando mais fácil pelo fato de oferecer mais liberdade para os 
seus educandos condicionarem aos seus ritmos de estudos. Nessas 
circunstâncias, os alunos recebem liberdade de planejar a rotina que caiba no 
seu tempo, dedicando as aulas nos horários que lhes convier. 
Atualmente, alargou-se a possibilidade da relação de cursos à distância em, 
praticamente, todos os níveis. Geralmente, tem preços menores que os cursos 
presenciais, sendo mais convenientes para os alunos que não possuem os 
requisitos exigidos por um curso presencial. 
A LDB, prevê as suas existências, tanto na educação básica quanto na superior 
e garante a validade dos seus diplomas equivalentes aos de um curso 
presencial. Os cursos EAD, tanto para o ensino médio quanto para o técnico, 
graduação ou pós-graduação, são projetados com duração igual a modalidade 
presencial. 
Admite-se que as instituições de cursos a distância no Brasil, efetivou a inclusão 
social dos menos favorecidos à sociedade letrada, pela democratização e 
favorecimento da acessibilidade aos meios de comunicação tecnológicos. O 
 
 
sucesso de um curso EAD está agora nas mãos e nas mentes daqueles que tem 
sonhos possíveis e criam ações para consolidá-los, apostando em suas próprias 
carreiras, sem confrontos, mas acreditando na evolução das relações 
interpessoais. 
Em outras palavras, a educação à distância é um processo que vem 
descentralizando o acesso e socializando, democraticamente, oportunidades 
para todos, com intensidade e efetivação de benefícios oferecidos através dos 
mais admiráveis meios tecnológicos de comunicação, postos à disposição do 
conhecimento. Esse processo é uma atividade educativa influenciada pela 
dinâmica tecnológica por todos que fazem parte dela. 
E para colaborar com a busca da qualidade e seriedade do ensino à distância, 
criou-se a ABED-Associação Brasileira de Educação à Distância, que 
juntamente com outros interlocutores, analisam e refletem a respeito do anda o 
uso das tecnologias na educação. 
Pensar sobre as tecnologias na educação não é reinventar a roda. É 
refletir sobre nossas práticas pedagógicas, que, com o apoio de determinados 
instrumentos, podem facilitar e aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. 
Em razão disso, a educomunicação pode servir como uma prática de quebrar os 
paradigmas no processo de ensino-aprendizagem, utilizando a tecnologia para 
colocar os estudantes como sujeitos importantes na elaboração da aula. 
Talvez seja palpável pensar a participação de todos e todas de uma forma 
diferente, trazendo as pautas preferidas dos estudantes para a discussão e 
ajudando a construir os conteúdos trabalhados em aula: um exercício 
democrático e extremamente educomunicativo. 
Os recursos tecnológicos disponíveis são meios abundantes para que o 
professor crie estratégias pedagógicas ao trabalhar o conteúdo, seja na 
construção de narrativas ou mesmo em apresentações. Vamos refletir sobre 
algumas das diferentes tecnologias que estão presentes no contexto escolar e 
as suas finalidades para facilitar o ensino de todas e todos os estudantes. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Educomunica%C3%A7%C3%A3o
https://diversa.org.br/tag/estrategias-pedagogicas/
 
 
Você já ouviu falar sobre educomunicação? 
A educomunicação consiste no trabalho de mediação e facilitação dos 
conteúdos, ou seja, nada mais é que a gestão da comunicação e das tecnologias 
em ambientes educativos. Em que, a partir da prática, os processos de 
comunicação possibilitam a implementação da cidadania. 
É uma prática e também um conceito. Propõe novas vias 
de aprendizagem com os recursos tecnológicose também novas relações de 
comunicação mais democráticas e igualitárias e menos hierarquizadas. 
Considerada uma tecnologia social, a educomunicação tem sido uma 
concepção de mediação tecnológica cada vez mais aplicada nos desafiadores 
contextos escolares contemporâneos — visto a importância de pensar a 
tecnologia e a informação na escola. 
Nesse contexto, é importante que os professores estejam cada vez mais 
atentos em trazer a tecnologia para a aula — sendo essa não o fim, mas o meio 
para multiplicar as possibilidades do ensinar e do aprender em sala. 
Mas o que são as tecnologias? 
Bem, antes de enlouquecer de tanto repetir a palavra tecnologia, é 
importante consolidar seu significado, para depois refletir sobre seus efeitos. 
Etimologicamente, “tecnologia” tem origem grega: Technología, sendo Techno – 
“técnica, arte, ofício” e Logía – “estudo”. Ou seja, quando mencionamos uma 
tecnologia estamos nos referindo a algo que teve uma técnica ou método — e 
que pode ser sempre aprimorado, assim como a ciência. 
Isso mesmo! Você deve estar constatando que praticamente tudo o que 
conhecemos como produção humana possui uma determinada tecnologia. E é 
praticamente tudo mesmo. Desde a tela em que você acaba de ler este texto, as 
palavras codificadas e que são apresentadas em uma determinada língua e 
hierarquia de informação, até o óculos que uso para enxergar o ônibus na rua 
(inclusive também são tecnologias o ônibus, a rua e por aí vai). 
 
 
 
https://diversa.org.br/tag/aprendizagem/
 
 
As possibilidades das tecnologias e as potencialidades do currículo 
As tecnologias podem contribuir com as diferentes vias de aprendizagem. 
É importante saber que existem diversas tecnologias e diversas formas de 
aprender, como já vimos algumas metodologias ativas que podem ser 
trabalhadas no nosso pensar pedagógico, intervindo tecnologicamente nas 
necessidades individuais em um ensino que é comum. 
Todos nós somos diferentes e temos diferentes características. O olhar, 
portanto, deve ser individualizado e algumas tecnologias estão aí para suprir 
necessidades individuais, contribuindo para a participação de todas e todos. Por 
exemplo, se eu uso uma prótese é porque a tecnologia tenta suprir um 
impedimento individual para eliminar barreiras que são específicas de uma 
determinada atividade física e que podem impedir a minha participação na aula 
de Educação Física. 
Perceba que mesmo pequenas tecnologias podem causar os mais 
significativos impactos. Temos, por exemplo, ferramentas que eliminam as 
barreiras do registro: os conversores de voz para texto e os leitores de texto para 
áudio, por exemplo. Qual seria o impacto no aprendizado do estudante, caso 
essa tecnologia fosse usada com uma finalidade pedagógica? 
Imagine que produzir textos a partir de ferramentas que estão presentes 
online ou até mesmo em seu smartphone podem facilitar a experiência 
pedagógica positivamente. Até uma tecnologia presente em qualquer aparelho 
celular, como a ferramenta de gravação de áudio, possibilita a qualquer 
estudante reproduzir as instruções do professor sem que ele as repita. 
Conceitualmente, as tecnologias assistivas são diferentes das 
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Elas alcançam uma 
necessidade que não é necessariamente individual, mas coletiva. Como 
exemplo disso, temos o celular. Quando o utilizamos com uma finalidade 
pedagógica, ele não visa suprir apenas um impedimento específico de um 
estudante, mas tem ali uma necessidade informacional e ou comunicacional que 
se dá entre pessoas e grupos, construindo um conhecimento que é coletivo. 
Logo, o celular em si é uma tecnologia que cumpre um papel informacional 
e ou comunicacional para a participação. Ele possui aplicativos, como a câmera, 
https://diversa.org.br/artigos/um-olhar-do-plural-para-o-individual/
https://diversa.org.br/tag/diversidade/
https://diversa.org.br/tag/singularidades/
https://diversa.org.br/tag/educacao-fisica-inclusiva/
https://diversa.org.br/tag/tecnologias-assistivas/
 
 
que é um exemplo de instrumento que pode servir para captura de imagens ou 
vídeo. Ou seja, ele possui tecnologias que podem servir para atender 
necessidades individuais, mas também à construção de narrativas — na 
produção de um ensaio fotográfico ou um filme, por exemplo. 
mento do processo. 
Conclusão 
Conclui-se, portanto, que os cursos de ensino à distância tem contribuído com 
as grandes transformações educacionais nos últimos anos, com a oferta de 
possibilidades para as pessoas que almejavam uma formação e não dispunham 
da disponibilidade de tempo exigido em um curso presencial. Muitos são os 
profissionais que concluíram um AD e, atualmente, estão inseridos no mercado 
de trabalho, dando a sua parcela de contribuição para o desenvolvimento de 
nosso país. 
A EAD é uma modalidade de ensino que tem se mostrado cada vez mais 
importante nos dias de hoje, permitindo o acesso à educação em qualquer lugar 
e a qualquer momento. A utilização de tecnologias de informação e comunicação 
tem sido fundamental para o sucesso da EAD, permitindo a construção do 
conhecimento de forma colaborativa, interativa e dinâmica. 
Os AVAs são plataformas tecnológicas que permitem a comunicação, o acesso 
aos recursos educacionais e a interação entre os participantes do processo de 
ensino e aprendizagem. A escolha da plataforma deve levar em consideração 
aspectos como usabilidade, acessibilidade e interatividade. 
A avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem deve ser realizada de forma 
contínua e sistemática, levando em consideração diferentes tipos de avaliação e 
considerando as especificidades do ambiente virtual. 
Por fim, é importante ressaltar que a EAD ainda apresenta desafios a serem 
superados, como a questão da inclusão digital e da formação de professores 
 
 
 
para atuar nesse contexto. No entanto, é inegável que a EAD tenha um papel 
importante para alcançar a democratização do acesso à educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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