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INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PROF. MS. DEUSEMAR CARDOSO INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Introdução A educação contemporânea exige que os professores estejam preparados para utilizar as tecnologias de informação e comunicação em suas práticas pedagógicas. A informática e a Educação a Distância (EAD) emergem como elementos fundamentais nesse contexto, facilitando o acesso a recursos educacionais e promovendo novas formas de interação entre educadores e educandos. Esta apostila tem como objetivo apresentar conceitos básicos de informática e a importância da EAD na formação de professores, especialmente no Ensino Fundamental. A revolução tecnológica dos últimos anos trouxe mudanças significativas na maneira como a educação é administrada e recebida. Nesse cenário, a informática se torna uma ferramenta essencial, pois a habilidade de operar computadores e dispositivos digitais não é mais uma opção, mas uma necessidade básica para qualquer profissional. Cada vez mais, os educadores devem não apenas dominar o conteúdo que ensinam, mas também ter a capacidade de utilizar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) de forma eficaz em suas aulas. Essa competência digital é fundamental para a facilitação do aprendizado, uma vez que o acesso à informação e a interação com conteúdos digitais são cada vez mais comuns na vida dos alunos. A Educação a Distância, por sua vez, representa uma modalidade inovadora que se destaca pela flexibilidade e acessibilidade que oferece. A EAD possibilita que o aprendizado ocorra em diferentes ambientes e horários, rompendo com as barreiras tradicionais do espaço físico da sala de aula. Essa modalidade se tornou especialmente relevante em contextos como a educação de adultos, a formação continuada de professores e o ensino superior. Com a EAD, é possível alcançar um público mais amplo, proporcionando oportunidades de aprendizado a pessoas que, de outra forma, teriam dificuldade em acessar a educação formal devido a limitações geográficas, temporais ou financeiras. O crescimento da EAD no Brasil e no mundo é notável, impulsionado pela popularização da internet e pelo aumento da oferta de cursos online. No Brasil, a EAD foi regulamentada legalmente, permitindo que instituições de ensino superior e educação básica desenvolvessem programas de formação a distância com a mesma validade que os presenciais. Essa legislação é um marco importante que demonstra o comprometimento do país em expandir o acesso à educação e promover a inclusão. Entretanto, a implementação de programas de EAD não é isenta de desafios. A qualidade do ensino a distância depende de diversos fatores, como a formação dos professores, a adequação dos materiais didáticos e o suporte tecnológico disponível. Os educadores precisam estar preparados para enfrentar as particularidades do ambiente virtual, que exige novas abordagens pedagógicas, planejamento cuidadoso e habilidades específicas para a mediação do aprendizado. Por isso, a formação contínua de professores é um aspecto crucial para garantir a eficácia da EAD. Além disso, é fundamental considerar a diversidade dos alunos em ambientes de EAD. Cada estudante possui um histórico, uma motivação e um estilo de aprendizagem próprios. A personalização do ensino, que permite que os alunos avancem em seu próprio ritmo e de acordo com suas necessidades, é uma das grandes vantagens da EAD. Contudo, isso também representa um desafio, pois os educadores devem encontrar formas de engajar e apoiar todos os alunos, promovendo um ambiente inclusivo e acessível. A atualidade e a relevância do tema da informática e da EAD estão evidentes em um momento em que a pandemia de COVID-19 forçou instituições de ensino a adotarem rapidamente o ensino remoto. Essa situação expôs tanto as potencialidades quanto as fragilidades da educação a distância, revelando a necessidade urgente de investimentos em tecnologia e formação docente. A transição forçada para a EAD gerou um aprendizado coletivo sobre as melhores práticas, as dificuldades enfrentadas e a importância da adaptação ao novo cenário educacional. Com esta apostila, buscamos proporcionar uma introdução abrangente à informática e à Educação a Distância, não apenas apresentando conceitos fundamentais, mas também refletindo sobre a importância da formação de professores nesse contexto. O objetivo é que este material sirva como um guia prático e um recurso valioso para educadores que desejam aprimorar suas habilidades e conhecimentos na utilização da tecnologia em suas práticas pedagógicas. Ao longo deste material, abordaremos tópicos essenciais, como os princípios básicos da informática, os componentes de um computador, programas e aplicativos educacionais, a legislação que regulamenta a EAD no Brasil e a história dessa modalidade de ensino. Também discutiremos a importância da formação contínua de professores e as melhores práticas para a implementação de cursos a distância. Esperamos que esta apostila não apenas informe, mas também inspire educadores a explorarem novas possibilidades de ensino e a se tornarem agentes de transformação no campo educacional. A tecnologia, quando utilizada de maneira consciente e pedagógica, tem o potencial de revolucionar a forma como ensinamos e aprendemos, ampliando horizontes e democratizando o acesso ao conhecimento. A jornada de aprendizado que se inicia aqui é apenas um passo dentro de um processo contínuo de reflexão e adaptação. A educação é um campo dinâmico e em constante mudança, e cabe a nós, como educadores, estarmos prontos para enfrentar os desafios e abraçar as oportunidades que surgem à medida que avançamos para o futuro da educação. A Educação a Distância (EAD) tem sido um dos principais assuntos do mundo da educação. O desenvolvimento tecnológico, a mudança das necessidades dos estudantes, a globalização e a evolução do mercado de trabalho são alguns dos principais fatores que impulsionaram o crescimento da EAD. Nesta apostila, discutiremos os fundamentos teóricos e metodológicos da EAD, os ambientes virtuais de aprendizagem, o histórico da EAD e a avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem apoiados pela Internet. 2. Informática Básica e Microinformática A informática básica é uma das habilidades fundamentais na sociedade contemporânea, onde o uso de computadores, dispositivos móveis e a internet tornou-se uma parte intrínseca do cotidiano. À medida que a tecnologia avança, a capacidade de utilizar esses recursos de forma eficaz se torna essencial, especialmente para educadores que buscam integrar essas ferramentas em suas práticas pedagógicas. Este capítulo visa explorar os conceitos de informática básica e microinformática, com ênfase nos componentes de um computador e nas relações entre hardware e software. 2.1 Conceitos Fundamentais de Informática Informática é o campo do conhecimento que trata do processamento de informações, utilizando dispositivos eletrônicos. O termo deriva da fusão das palavras "informação" e "automática", e abrange uma vasta gama de práticas, teorias e aplicações. Inicialmente, é importante entender que a informática básica não se limita ao conhecimento técnico, mas também inclui a capacidade de aplicar esse conhecimento em diversas situações cotidianas. As principais áreas que compõem a informática incluem: 1. Hardware: todos os componentes físicos de um computador e dispositivos eletrônicos. 2. Software: os programas e sistemas operacionais que permitem que o hardware execute tarefas. 3. Rede de Computadores: a interconexão de dispositivos que permite a troca de informações. 4. Internet: uma vasta rede global que conecta computadores e disponibiliza informações e serviços. Compreender esses conceitos é fundamentalpara qualquer profissional, especialmente educadores que desejam integrar a tecnologia em suas práticas pedagógicas. 2.2 A Importância da Informática na Educação Na educação, a informática desempenha um papel crucial. O domínio da tecnologia não é apenas uma habilidade desejável, mas uma necessidade para professores e alunos. O uso de ferramentas tecnológicas pode enriquecer o processo de ensino-aprendizagem, permitindo acesso a uma ampla gama de recursos e informações. Além disso, a tecnologia pode facilitar a personalização do ensino, pois permite que os educadores adaptem o conteúdo às necessidades individuais dos alunos. Os benefícios do uso da informática na educação incluem: • Acesso a Recursos: A internet oferece uma quantidade quase infinita de informações e recursos educacionais, como artigos, vídeos, e cursos online. • Interatividade e Colaboração: Ferramentas como plataformas de e- learning e aplicativos de colaboração permitem que alunos trabalhem juntos, independentemente de sua localização geográfica. • Desenvolvimento de Habilidades Digitais: Os alunos desenvolvem habilidades essenciais para o mercado de trabalho, como a capacidade de trabalhar com software específico, comunicação online e resolução de problemas tecnológicos. 2.3 Componentes do Computador Para entender a microinformática, é preciso conhecer os componentes que formam um computador. O computador é uma máquina complexa que realiza operações de processamento de dados. Os principais componentes de um computador podem ser divididos em duas categorias: hardware e software. 2.3.1 Hardware O hardware refere-se a todos os componentes físicos de um computador. Entre os principais elementos de hardware, destacamos: • CPU (Unidade Central de Processamento): É o "cérebro" do computador, responsável por executar instruções e processar dados. Ela realiza cálculos e coordena as atividades de todos os outros componentes do sistema. • Memória RAM (Memória de Acesso Aleatório): É um tipo de memória volátil que armazena temporariamente os dados e programas que estão em uso. Quanto mais memória RAM um computador tiver, mais tarefas ele pode realizar simultaneamente. • Disco Rígido (HD) ou SSD (Unidade de Estado Sólido): São dispositivos de armazenamento onde os dados são salvos permanentemente. O HD usa discos magnéticos, enquanto o SSD usa chips de memória flash, oferecendo maior velocidade e durabilidade. • Placa-Mãe: É a placa principal que conecta todos os componentes do computador, permitindo que se comuniquem entre si. Ela abriga slots para a CPU, a memória, e outros dispositivos. • Periféricos: Incluem dispositivos externos que se conectam ao computador, como impressoras, teclados, mouses, monitores e scanners. Eles permitem a interação do usuário com o computador e a execução de várias funções. 2.3.2 Software O software refere-se aos programas e sistemas operacionais que permitem que o hardware execute tarefas. Existem dois tipos principais de software: • Sistemas Operacionais: São programas que gerenciam o hardware do computador e fornecem uma interface para o usuário. Exemplos incluem Windows, macOS, Linux e Android. O sistema operacional é fundamental, pois permite que o usuário interaja com o computador e execute aplicações. • Aplicativos: São programas que realizam tarefas específicas. Exemplos incluem editores de texto (como Microsoft Word), navegadores de internet (como Google Chrome) e softwares de apresentação (como Microsoft PowerPoint). Os aplicativos permitem que os usuários realizem tarefas específicas e produtivas. A escolha do software adequado é crucial para o desempenho do computador e para a eficiência das tarefas que se deseja realizar. Ao escolher um sistema operacional ou um aplicativo, é importante considerar as necessidades específicas do usuário e o tipo de atividade que será realizada. 2.4 A Interação entre Hardware e Software A interação entre hardware e software é essencial para o funcionamento de um computador. O hardware fornece a infraestrutura física, enquanto o software oferece as instruções necessárias para que o hardware realize tarefas específicas. Essa relação é análoga à de um carro e seu motorista: o carro (hardware) não pode se mover sem um motorista que saiba como controlá-lo (software). A eficiência de um sistema computacional depende da compatibilidade entre hardware e software. Um software que não é compatível com o hardware pode resultar em mau desempenho ou até mesmo na impossibilidade de operação. Por exemplo, um software que exige uma quantidade mínima de RAM ou uma determinada placa gráfica não funcionará corretamente em um computador que não atenda a esses requisitos. Além disso, a atualização constante tanto do hardware quanto do software é essencial para o desempenho ideal do sistema. O avanço tecnológico é rápido, e os novos aplicativos frequentemente exigem mais recursos do que os softwares anteriores. Portanto, manter o hardware atualizado e escolher um software adequado às necessidades do usuário são passos fundamentais para garantir um bom desempenho. 2.5 Desafios e Oportunidades da Microinformática Apesar das vantagens da informática e da microinformática, os educadores e alunos enfrentam desafios. Um dos principais obstáculos é a acessibilidade. Em muitas regiões, o acesso a computadores e à internet é limitado, o que pode criar disparidades no aprendizado. Além disso, a falta de formação adequada para professores em tecnologias digitais pode dificultar a integração efetiva das ferramentas tecnológicas em sala de aula. Outro desafio é a rápida evolução da tecnologia, que exige que os educadores estejam constantemente atualizados sobre novas ferramentas e tendências. Isso pode ser uma tarefa difícil, especialmente para aqueles que já estão acostumados com métodos tradicionais de ensino. Entretanto, esses desafios também apresentam oportunidades. A formação continuada em tecnologia e a colaboração entre educadores podem ajudar a superar as barreiras existentes. Além disso, o desenvolvimento de programas de EAD e o acesso a cursos online permitem que professores e alunos aprimorem suas habilidades e conhecimentos, independentemente de sua localização geográfica. A informática básica e a microinformática são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades essenciais na era digital. Compreender os componentes de um computador, a diferença entre hardware e software e a dinâmica entre eles é crucial para educadores que desejam integrar a tecnologia em suas práticas pedagógicas. A tecnologia não deve ser vista apenas como uma ferramenta, mas como um aliado no processo educacional. A capacidade de utilizar as tecnologias de forma eficaz abre novas possibilidades de ensino e aprendizagem, ampliando o alcance e a qualidade da educação. Portanto, investir na formação em informática básica e microinformática é um passo importante para que professores e alunos possam se adaptar e prosperar em um mundo cada vez mais digital. Ao longo deste capítulo, abordamos os fundamentos da informática e a importância da microinformática na educação. Esperamos que este conhecimento seja a base para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras e eficazes, que preparem os alunos para as demandas do futuro. 3. Componentes do Computador Os computadores modernos são máquinas complexas, compostas por diversos componentes que trabalham em conjunto para processar informações e realizar tarefas. Compreender os principais componentes de um computador é essencial para qualquer pessoa que deseje aprimorar suas habilidades em informática, especialmente educadores que buscam integrar a tecnologia em suas práticas pedagógicas. 3.1 CPU (Unidade Central de Processamento) A CPU, ou Unidade Central de Processamento, é frequentementereferida como o "cérebro" do computador. É ela que executa as instruções contidas nos programas, processando dados e realizando cálculos. A CPU é composta por várias partes, incluindo: • ALU (Unidade Lógica e Aritmética): Responsável por realizar operações matemáticas e lógicas. • Control Unit (Unidade de Controle): Coordena as atividades da CPU, direcionando os dados e as instruções onde são necessários. A velocidade da CPU é medida em gigahertz (GHz), e quanto maior a sua frequência, mais instruções ela pode processar por segundo. Isso significa que uma CPU com uma frequência mais alta geralmente terá um desempenho melhor, permitindo que o computador execute tarefas de forma mais rápida e eficiente. 3.2 Memória A memória de um computador é crucial para o seu funcionamento, pois armazena temporariamente os dados e programas que estão sendo utilizados. Existem diferentes tipos de memória, cada uma com suas características e funcionalidades: • RAM (Memória de Acesso Aleatório): É uma memória volátil, ou seja, os dados nela armazenados são perdidos quando o computador é desligado. A RAM é utilizada para armazenar temporariamente as informações que a CPU precisa acessar rapidamente, como os programas em execução e dados em uso ativo. Quanto mais RAM um computador tiver, mais programas ele conseguirá executar simultaneamente, melhorando a multitarefa. • ROM (Memória Somente de Leitura): Ao contrário da RAM, a ROM é uma memória não volátil, que armazena dados permanentemente, mesmo quando o computador é desligado. A ROM contém informações essenciais para a inicialização do computador e o funcionamento básico do sistema, como o BIOS (Basic Input/Output System), que é responsável por iniciar o sistema operacional. • Cache: É uma memória de alta velocidade, localizada próxima da CPU. O cache armazena temporariamente dados que a CPU utiliza com frequência, permitindo um acesso mais rápido do que se esses dados estivessem armazenados na RAM. Isso melhora significativamente o desempenho do sistema, pois reduz o tempo que a CPU leva para buscar informações. 3.3 Periféricos Os periféricos são dispositivos externos que complementam as funções do computador, permitindo a interação do usuário e a execução de diversas tarefas. Os periféricos podem ser classificados em três categorias principais: • Periféricos de Entrada: São dispositivos que permitem ao usuário inserir dados no computador. Exemplos incluem teclados, mouses, scanners e microfones. Esses dispositivos são essenciais para a interação do usuário com o computador, permitindo a execução de comandos e a entrada de informações. • Periféricos de Saída: Esses dispositivos são responsáveis por apresentar as informações processadas pelo computador. Exemplos incluem monitores, impressoras e alto-falantes. Eles permitem que o usuário visualize e escute os resultados das operações realizadas pelo computador. • Periféricos de Entrada/Saída: Alguns dispositivos exercem funções tanto de entrada quanto de saída. Um exemplo é a unidade de disco rígido, que pode ler dados do disco (entrada) e também gravar informações nele (saída). 4. Programas e Aplicativos Educacionais No contexto educacional, os programas e aplicativos desempenham um papel vital no apoio à formação e no desenvolvimento de habilidades dos alunos. As ferramentas tecnológicas oferecem uma variedade de possibilidades para a prática pedagógica, permitindo que educadores criem materiais didáticos dinâmicos e proporcionem experiências de aprendizado interativas. 4.1 A Importância dos Aplicativos na Educação Os aplicativos são essenciais para a prática pedagógica, ajudando a criar um ambiente de aprendizado mais envolvente e colaborativo. Eles podem ser utilizados para: • Criar Materiais Didáticos: Ferramentas como editores de texto e softwares de apresentação permitem que educadores desenvolvam conteúdos personalizados e recursos visuais para suas aulas. • Gerenciar Atividades: Aplicativos como Google Classroom facilitam o gerenciamento de cursos online, permitindo que professores organizem tarefas, compartilhem materiais e se comuniquem com os alunos de forma eficaz. • Estimular a Colaboração: Os aplicativos promovem a colaboração entre alunos, permitindo que trabalhem em projetos conjuntos, compartilhem ideias e aprendam uns com os outros, mesmo à distância. 4.2 Exemplos de Aplicativos Educacionais Aqui estão alguns exemplos de aplicativos amplamente utilizados na educação: • Microsoft Word: É uma ferramenta poderosa para a criação de documentos de texto. Os alunos podem usá-lo para redigir trabalhos, relatórios e resumos, além de formatar textos de maneira profissional. • Microsoft Excel: Este software de planilhas eletrônicas é ideal para manipulação de dados, criação de gráficos e análise de informações. Os alunos podem usá-lo para desenvolver tabelas, realizar cálculos e visualizar dados de forma mais clara. • Google Classroom: Este aplicativo é uma plataforma de gerenciamento de aprendizado que permite que professores criem e organizem cursos online, compartilhem materiais e promovam a interação entre alunos. Com o Google Classroom, os educadores podem facilitar a entrega de tarefas, avaliar o desempenho dos alunos e manter uma comunicação contínua. 4.3 Atividade Prática Para aplicar os conhecimentos adquiridos sobre programas e aplicativos educacionais, proponha uma atividade prática utilizando o Google Classroom. Solicite que os alunos desenvolvam um pequeno projeto colaborativo, onde deverão: 1. Criar um documento compartilhado no Google Docs sobre um tema específico. 2. Dividir as tarefas entre os membros do grupo, designando responsabilidades como pesquisa, redação e edição. 3. Utilizar as funcionalidades do Google Docs, como comentários e sugestões, para colaborar de forma eficiente. Essa atividade promoverá a aprendizagem colaborativa, incentivando os alunos a trabalharem juntos e a utilizarem ferramentas tecnológicas de maneira prática. Os aplicativos educacionais são ferramentas poderosas que transformam a forma como o conhecimento é gerado e compartilhado. Através do uso de programas como Microsoft Word, Excel e Google Classroom, educadores podem enriquecer suas práticas pedagógicas e criar experiências de aprendizado mais significativas. As tecnologias não são apenas complementos, mas elementos fundamentais que promovem a inovação e a interação no ambiente escolar. Ao integrar aplicativos educacionais ao ensino, os educadores não apenas preparam os alunos para o mercado de trabalho, onde as habilidades digitais são cada vez mais valorizadas, mas também fomentam um ambiente de aprendizado dinâmico onde a criatividade e a colaboração são incentivadas Fundamentos teóricos e metodológicos da EAD A EAD é uma modalidade de ensino que utiliza tecnologias para possibilitar a comunicação entre o professor e os alunos, além de permitir a realização de atividades pedagógicas à distância. Essa modalidade de ensino exige um ambiente virtual de aprendizagem que deve ser organizado, planejado e gerenciado de acordo com as necessidades dos alunos. Os fundamentos teóricos e metodológicos da EAD estão baseados nas teorias de aprendizagem, que são utilizados para orientar a prática pedagógica. As principais teorias de aprendizagem são: • Behaviorismo: essa teoria enfatiza o papel do ambiente no comportamento do indivíduo, e preconiza que o aprendizado ocorre quando há uma associação entre um estímulo e uma resposta. • Cognitivismo: essa teoria enfatiza os processos envolvidos na aprendizagem, como a percepção, a memória e a compreensão. • Construtivismo: essa teoria enfatiza a construção do conhecimento pelo próprio aluno, que deve ser visto como um agente ativo na construção do seu próprio conhecimento.Ambientes virtuais de aprendizagem Um ambiente virtual de aprendizagem é um ambiente online que permite a interação entre os alunos e o professor, e que oferece recursos pedagógicos para o desenvolvimento das atividades de ensino e aprendizagem. Esses ambientes virtuais de aprendizagem são compostos por diferentes ferramentas, como fóruns de discussão, chat, videoconferência, aulas virtuais, jogos educativos, entre outros. As principais vantagens dos ambientes virtuais de aprendizagem são: • Flexibilidade: o aluno pode acessar o ambiente de aprendizagem de qualquer lugar, a qualquer hora. • Autonomia: o aluno pode desenvolver seu próprio ritmo de estudo e escolher os recursos pedagógicos que melhor se adequam às suas necessidades. • Interatividade: os alunos podem interagir entre si e com o professor, o que estimula a colaboração e o compartilhamento de conhecimento. Histórico da EAD A EAD tem uma longa história, que remonta ao século XIX, quando foram utilizados sistemas de correspondência para o ensino à distância. No entanto, o uso da tecnologia para a EAD teve um grande avanço a partir da década de 1970, com o envolvimento dos computadores pessoais e a popularização da Internet. A Educação a Distância (EAD) é um processo educativo que se desenvolve fora das salas de aula tradicionais, permitindo o acesso à educação em qualquer lugar e a qualquer momento, desde que haja conexão com a Internet. Ela é composta por diferentes formas de ensino e aprendizagem, que vão desde materiais impressos até os ambientes virtuais de aprendizagem, passando por vídeos, áudios e outros meios. Neste material, vamos abordar os fundamentos teóricos e metodológicos da EAD, os ambientes virtuais de aprendizagem, o histórico da EAD, a avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem suportados pela Internet, tendo como base os autores Belloni (2006), Silva (2010), Cardoso e cols. (2014), Dalmau (2011), Schlunzen (2011) e Silva (2011). Fundamentos teóricos e metodológicos da Educação a Distância A EAD tem como fundamento teórico a andragogia, que é a arte e a ciência de ensinar adultos. Segundo Belloni (2006), na andragogia, o papel do professor é o de facilitador da aprendizagem, enquanto que o do aluno é o de participante ativo do processo de ensino e aprendizagem. Já Silva (2010) destaca que na EAD, o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) é fundamental para o sucesso da aprendizagem, uma vez que elas permitem a construção do conhecimento de forma colaborativa, interativa e dinâmica. Os princípios metodológicos da EAD, de acordo com Cardoso et al. (2014), são baseados na flexibilidade, autonomia e interatividade, ou seja, o aluno tem a possibilidade de estudar em seu próprio ritmo, escolher os recursos e meios que melhor se adaptam às suas necessidades e interagir com outros alunos e professores. Ambientes virtuais de aprendizagem Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) são plataformas tecnológicas que permitem a comunicação, o acesso aos recursos educacionais e a interação entre os participantes do processo de ensino e aprendizagem. Segundo Belloni (2006), os AVAs podem ser considerados como espaços educacionais abertos, flexíveis e colaborativos, que proporcionam a construção do conhecimento de forma crítica e reflexiva. Dalmau (2011) destaca que os AVAs devem ser integrados de forma a atender as necessidades do público-alvo e que a escolha da plataforma deve levar em consideração aspectos como usabilidade, acessibilidade e interatividade. Histórico da Educação a Distância A EAD tem uma longa história, que remonta ao século XVIII, com a criação da Correspondência Epistolar, uma forma de ensino à distância por correspondência escrita. No século XIX, celebramos as primeiras instituições de ensino a distância, como a Universidade de Londres, que oferecia cursos por correspondência. Com o avanço das TICs, a EAD passou a utilizar outras formas de comunicação e utilizar tecnologias mais sofisticadas, como o rádio, a televisão e, posteriormente, a Internet. Segundo Silva (2011), a popularização da Internet e o desenvolvimento de tecnologias digitais abriram um novo horizonte para a EAD, permitindo a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, com recursos multimídia e interativos. Avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem suportados pela Internet A avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem é um processo complexo e desafiador. Schlunzen (2011) destaca que a avaliação deve ser realizada de forma a considerar as especificidades do ambiente virtual, como a interatividade, a flexibilidade e a autonomia do aluno. Além disso, a avaliação deve ser orientada para a construção do conhecimento e não apenas para a reprodução de informações. Silva (2011) destaca que a avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem deve ser realizada de forma contínua e sistemática, levando em consideração diferentes tipos de avaliação, como a avaliação formativa, a avaliação somativa e a autoavaliação. A avaliação formativa deve ser realizada ao longo do processo de aprendizagem, com o objetivo de monitorar o progresso do aluno e identificar possíveis dificuldades. Já a avaliação somativa deve ser realizada ao final do processo de aprendizagem, com o objetivo de avaliar o desempenho do aluno em relação aos objetivos propostos. A autoavaliação, por sua vez, deve ser realizada pelo próprio aluno, como forma de reflexão sobre seu processo de aprendizagem. A História da EaD no Brasil Você sabe como começou a Educação a Distância (EaD) no Brasil? A Educação a Distância surgiu com cursos profissionalizantes. Em 1904, publicado no Jornal do Brasil, nascia o primeiro curso de datilografia por correspondência. O projeto da revolução não parou por aí. Nos anos de 1920 já existiam cursos ofertados via radiodifusão. Os estudantes usavam material impresso para aprender língua portuguesa e outros idiomas, além de temas relacionados à própria radiodifusão. Mais tarde surgiram os primeiros cursos formais sobre temas profissionalizantes, com destaque para o Instituto Monitor (1938) e Instituto Universal (1943), que ofereceram os primeiros cursos técnicos EaD de reparos e manutenção de rádios a válvula. Os cursos eram ministrados por correspondência, com envio de kits de montagem. De 1960 a 1970 várias iniciativas foram empreendidas para ampliar o acesso à educação, promover a alfabetização e a formação profissional. Na sequência, o método de EaD agregou o ensino fundamental completo. Na segunda metade dos anos 1970, em Brasília, foi experimentada a EaD nos cursos de graduação superior. Nessa época, a população já acompanhava os telecursos via TV, modelo que coexistia com os materiais impressos e o rádio, uma modalidade hoje conhecida como “blended learning”, ou seja, mistura de recursos didáticos para a aprendizagem. Esse formato se manteve até a década de 1990. EaD em tempos de Web Com o advento da chegada da Internet comercial no Brasil, em 1996, as instituições passaram a utilizar a grande rede mundial para publicar seus conteúdos e promover interações, começando no mundo corporativo e, depois, migrando para as instituições de ensino. Projetos pioneiros como a I-UVB (Universidade Virtual do Brasil) inauguraram o que seria a grande corrida para a EaD no ensino superior, o que fez do Brasil o maior mercado de Educação a Distância do mundo até os dias de hoje. Também fazemos parte desta história. Em 2008 desenvolvemos a primeira rede de ensino técnico via satélite do Brasil, com aulas ao vivo e interativas para mais de 1.000 alunos em 13 estados da Federação. Naquela época, ofertávamos os cursos técnicos de informática, administração e segurança do trabalho, em parceria com a Etebras (Escola Técnica do Brasil), Teleporto de Educação (provedora do sinal de satélite)e mais de 30 polos de apoio presencial, que acomodavam seus alunos em telessalas interativas uma vez por semana. Esses alunos recebiam instruções ao vivo, diretamente dos estúdios do conglomerado, chegando a realizar práticas telepresenciais de combate a incêndios, crimpagem de cabos de rede, entre muitas outras atividades laboratoriais que só o método telepresencial permitia à época. EaD no Brasil hoje Como está a EaD no Brasil hoje? Atualmente, essa modalidade está consolidada no país. São mais de 10.800 cursos, desde a educação básica até a pós- graduação, que atendem quase 4 milhões de pessoas. A curva de matrículas nessa modalidade é crescente desde o início da última década, chegando a ultrapassar a quantidade de matrículas dos cursos presenciais em 2019, segundo o censo da EaD divulgada pelo INEP/MEC. No entanto, se a evolução da EaD foi célere no campo do ensino superior, o mesmo não seu deu tão fortemente na educação básica. Precisamos vivenciar uma pandemia para nossas escolas e colégios correrem para, primeiramente, o tele-ensino (ou ensino remoto). O próximo passo é entender que tele-ensino e EaD são coisas diferentes, mas este assunto é tema de outra publicação! Por hora, estamos correndo contra o tempo para recursos de EaD para os estabelecimentos de ensino conseguirem cumprir seus dias letivos. Tendência da EaD no Brasil Dá para perceber a tendência da EaD no Brasil para os próximos 10 anos? Com o célere avanço da tecnologia e os últimos acontecimentos, apostamos que o ensino será cada vez mais híbrido, ou seja, as pessoas poderão fazer cursos presenciais e terem uma carga horária de atividades a distância de modo sincronizado. Esse método permite que um estudante em EaD possa passar por uma experiência tão rica de contato com seus professores e colegas que acaba prevalecendo a sensação de presença e proximidade no processo de ensino e aprendizagem, sem abrir mão das facilidades proporcionadas pelo ensino a distância. No campo das tecnologias, paradigmas como realidade virtual, realidade aumentada e o “blended learning” tendem a crescer fortemente na área educacional, impulsionadas pelo ensino híbrido que, com a evolução tecnológica, tenderá a ser cada vez mais virtual e menos presencial. Escolas, colégios e universidades tendem a adotar metodologias ativas como alternativa para tornar o aluno protagonista de seu próprio processo de aprendizagem. O professor tende a se posicionar cada vez mais como um facilitador da aprendizagem, uma vez que o conhecimento será cada vez mais universalizado e acessível pelas mídias digitais. Nos últimos anos, os cursos EAD, tem suprido grandes carências dos indivíduos que não tiveram a oportunidade de cursar uma universidade presencial. Apesar de serem constatadas uma série de dificuldades no andamento dos cursos e- learning aqui no Brasil, certamente pela falta de ferramentas tecnológicas, proporcionando o desestímulo e o abandono por parte dos estudantes, há, ainda, um grande percentual que persiste a fidelidade e permanência nos cursos à distância. É um processo que supera expectativas entre professor/aluno e o uso devido dos recursos tecnológicos possibilita avanços surpreendentes, transportando, mutuamente, as informações didáticas de forma segura e em pouco tempo. A educação à distância tem procurado chegar aos lugares dos mais difíceis acessos e o seu espaço institucional vem se ampliando em quase todos os setores. Ao longo do processo e com o ganho de imensuráveis experiências construiu-se uma plataforma de relacionamento onde ocorre o diálogo entre aqueles que demonstram interesse de entrar no assunto. De modo que o conhecimento é efetivado desde que se demonstre fome e sede pela preciosidade. Acredita-se, existir poucas diferenças nos resultados apresentados, estatisticamente, em relação as duas formas de instrução, levando em consideração que a educação à distância predomina na concorrência, por apresentar menor custo e um controle mais acessível. Os alunos da educação e-learning podem até apresentar preocupações com as metodologias tecnológicas, mas poderão sentir-se mais à vontade, sem ter que conviver, diariamente, com certas dificuldades de confrontos de personalidades ou grupos. Admite-se que qualquer modalidade de ensino possa apresentar as suas qualidades no processo, desde que seja levado em conta o público alvo a que se referência. No caso das modalidades presencial e a distância, ambas exigem profissionais de perfis bastante distintos. Em alguns casos, a comunicação via internet tem apresentado maior eficácia que a comunicação presencial. Os relacionamentos no espaço virtual podem, muitas vezes, ser mais intensos do que a comunicação criada diretamente, ou seja, face-a-face e o fator comunicação, mais que os conteúdos apresentados, é o que gera conhecimento. Esses conceitos ou ideias explicitam novidades para alguns educadores que deixam passar despercebido esse conjunto de recursos técnicos na comunicação. É através do diálogo eletrônico que os alunos inteiram-se uns com os outros, criando, ao longo do processo, pontes de partilhamento online. Contudo, para haver um diálogo colaborativo e compromisso de todos os participantes desse grupo virtual, torna-se imprescindível a intersecção do professor que incentivará a participação de todos e promoverá ambientes saudáveis e descontraentes, cujo objetivo é a permanência do interesse de todos no processo aprendizagem. ENCONTROS PRESENCIAIS NA EAD A educação à distância além de fornecer subsídios via internet, proporciona encontros para a realização de seminários quinzenal ou mensalmente, dependendo do curso oferecido. Durante esse tempo são tratadas as questões teóricas e metodológicas, com a promoção de palestras, debates, oficinas, abolição de dúvidas e a garantia da motivação aos cursistas, com o intuito de chegarem ao final do curso com uma bagagem suficiente que lhes permita o desenvolvimento de um trabalho com segurança e eficácia. Uma boa formação através da EAD, vai depender da imbuição de todo o conjunto, mais precisamente, do cursando que deve buscar as informações essenciais a sua aprendizagem. Nos seminários, os cursistas dialogam, tiram dúvidas e debatem, expondo os seus pontos de vistas e procuram tirar maior proveito do lhes importa para a sua formação. Embora faltem alguns recursos tecnológicos para a efetivação de um curso que possa atender todas as expectativas dos seus cursandos, uma vez que o analfabetismo na área de informática ainda é uma realidade, a educação à distância procura condicioná-los ao tempo, flexibilizando-o de acordo a disponibilidade de cada um. O ensino a distância vem crescendo e, consequentemente, alcançando efeitos sociais marcantes, pois tem possibilitado o acesso a formação de pessoas que vivem em áreas de difícil acesso e as que não dispõem de tempo para ingresso ao horário normal de funcionamento da escola. Num curso e-learning, é necessário que aconteçam sessões presenciais para que os alunos se conheçam, troquem informações e experiências e possam analisá-lo melhor. Nessas sessões são solicitados os devidos trabalhos científicos relacionados a cada disciplina ministrada pelo professor. As orientações são feitas com base nas normas da ABNT e o prazo estimado, para a entrega dos mesmos, com base nas normas da instituição, onde, posteriormente, cada aluno procederá conforme a orientação de cada professor. Da mesma forma em que os alunos são orientados, são, ao mesmo tempo, encorajados a interessar-se pelo conceito de ensinar, aprender e a refletir sobre um novo entendimento, rumo a novas conclusões. Em alguns cursos, dependendo dos objetivos e de suas normas específicas, poderão ser realizadas algumas atividades e avaliações presenciais. AS TECNOLOGIAS NA EAD NO BRASIL Emboranão seja a única e exclusiva alternativa determinante, a tecnologia tem sido a grande parceira, associada ao desenvolvimento da educação à distância no Brasil (CARMO, 1999, não paginado). É visível o impulsionamento dos avanços tecnológicos que vem propiciando o desenvolvimento da educação à distância em nosso país. A sua isenção resultaria na impossibilidade de prosseguimento desses cursos que vem viabilizando a formação de pessoas que não tiveram a oportunidade, ou disponibilidade de tempo, de cursar em uma escola presencial. O uso diário dos mais diversificados tipos de ferramentas tecnológicas, tem possibilitado que milhares de indivíduos tenham realizados os seus sonhos, em um curso EAD no Brasil. Tanto na área educacional quanto nas áreas profissionalizantes, o ensino a distância vem ganhando fôlego graças a essas ferramentas, consideradas indissociáveis e imprescindíveis a sua consolidação. A integração das TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação, no processo educacional é de suma importância para a sua estruturação, até porque já se fazem presentes em todas as áreas da vida social, cabendo as instituições educacionais públicas ou privadas adequá-las, no sentido de facilitar o acesso à educação, diminuindo, assim, as desigualdades sociais existentes no Brasil. Desde os anos 70 já se oferecia cursos, de caráter compensatório, através dos meios tecnológicos (no caso, a televisão) com o intuito de viabilizar o crescimento da oferta do ensino fundamental, especialmente nos anos finas e sanar, ou pelo menos, atenuar as carências no ensino básico. Atualmente, as ferramentas tecnológicas utilizadas nos cursos são as mais diversificadas possíveis, desde um cartão memória a um data show. Por depender dessas ferramentas, uma pequena oscilação na internet já seria o suficiente para a obstrução do desenvolvimento de um cursista EAD. Os limites entre tecnologia, educação e entretenimento, tendem a estreitarem- se nas modalidades contemporâneas onde o consumo das informações serão aplicados tanto ao trabalho quanto a vida afetiva e o lazer. A questão do tempo tem sido o nó górdio dos programas EAD, juntamente com o material didático utilizado. Não tem sido diferente com a TV Escola. Enquanto a dimensão do espaço pode ser resolvida com materiais interativos e/ou uso de tecnologias como o telefone, o fax, o e-mail que facilitam a comunicação entre o professor e o aprendente, a questão do tempo é a mais complexa, uma vez que possui, em seu interior, dimensões e aspectos que interferem no processo educativo. (TOSCHI, 2000, não paginado) O poder tecnológico vem contribuindo, significativamente, com o crescimento da educação à distância no Brasil e no mundo, tanto em termos de finalidades sociais, quanto em estratégias e modalidades, tendo em vista a viabilização da flexibilidade de acesso, currículos e metodologias. A EAD deixa de oferecer um ensino de caráter paliativo ou emergencial e passa a responsabilizar-se por algo de cunho e credibilidade crescente. Contudo, faz-se necessário, saudar com otimismo a obsolência acelerada, da tecnologia na construção do conhecimento, uma vez que esta tem objetivado a integração de esforços para a consolidação de educação à distância, sobretudo na formação de professores, em todos os níveis. A EAD E SUAS GARANTIAS NA LDB A legalidade da educação a distância surgiu graças ao decreto de nº 2.494, da Presidência da República, que regulamentou o artigo 8º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, ou seja, é prática em nosso país desde o século passado, mas somente no ano de 1996, é que aparece, explicitamente, como modalidade de aprendizagem prevista na LDB. Educação à distância é uma forma de ensino que possibilita a auto aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação. (BRASIL, 1998, não paginado) A LDB prevê no seu artigo 80, § 4º que a educação à distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá: I – custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público; II – concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; III – reserva de tempo mínimo, sem ônus para o poder público, pelos concessionários de canais de educação. Entende-se, portanto, que a origem da EAD traz, como alvo principal, o favorecimento do acesso ao saber para o maior número de pessoas possível, que demonstre interesse e que esteja de acordo a sua modalidade. A sua criação teve dentre outros objetivos, reduzir as distâncias geográficas e temporais, proporcionando ao aluno a sua organização de tempo e lócus de estudo. A educação à distância será parte natural do futuro da escola e da universidade. Valerá ainda o uso do correio, mas parece definido que o meio eletrônico dominará a cena. Para se falar em educação à distância é mister superar o ensino e a mera ilustração. Talvez fosse o caso distinguir momentos, sem dicotomia. Ensino à distância é uma proposta para socializar informação, transmitindo-a de maneira mais hábil possível. Educação à distância, por sua vez, exige aprender à aprender, elaboração e consequentemente avaliação. Pode até conferir diploma ou certificado, prevendo, momentos presenciais de avaliação. (DEMO, 1994, p. 60) É inadmissível pensar que a educação à distância seja uma modalidade em que permita o isolamento do aluno, mas proporcione a sua interatividade constante com todos que fazem parte do processo. Para que exista a comunicação recíproca, foi estabelecida a mão dupla entre professor/aluno com a possibilidade de interação entre ambos. Em resumo, a EAD é uma prática educativa que busca aproximar o conhecimento ao aprendiz. Para tanto, o relacionamento do aluno com o grupo do processo e com as ferramentas tecnológicas que lhes dá suporte, são, eminentemente, indispensáveis. Os docentes da educação à distância estabelecem estratégias que contribuem com o processo de ensino aprendizagem, instigando aos alunos a necessidade participativa e a provocação de questionamentos, para a efetivação do referido processo. Portanto, o conceito “à distância”, na educação deve ser relativizado, uma vez que este trata de uma educação flexível, onde o estudante se programa, preparando o seu próprio tempo, de acordo a sua disponibilidade. A EAD NA FORMAÇÃO DO SUJEITO Atualmente há uma infinidade de cursos via EAD, desde a educação básica à universidade, para aqueles que por algum motivo deixaram de cursar na etapa adequada. O Ensino Médio com Intermediação Tecnológica – EMITEC, é uma realidade nas áreas rurais, onde há maior números de indivíduos que apresentam dificuldades para fazer um curso médio presencial. Os cursos superiores que até poucos anos atrás eram sonhos, passaram a ser fatos nos dias atuais. A exemplo, bem sucedido, de países que tem a educação como a solução para os problemas da sociedade e não mais um problema crônico dos seus cidadãos, a educação à distância tem procurado atingir o maior número possível de sujeitos com formação que lhes dê suporte ao legítimo e pleno exercício da cidadania. Na área da pedagogia, esses cursos vem oferecendo amplas oportunidades aos docentes que almejam aperfeiçoarem-se e poderem contribuir da melhor forma possível com o processo educativo. Os cursos EAD ainda apontam outra vantagem relativa ao desenvolvimento que é a necessidade do sujeito adquirir conhecimento suficiente na área da informática para o domínio das ferramentas tecnológicas que lhes são exigidas. Dessa forma, o educando EAD estaria potencializando, ainda mais, os seus conhecimentos,tendo em vista que a imensurabilidade de sua importância nos dias atuais. Tudo isso são formas de lidar com a construção e a efetivação do conhecimento e seus impulsos, que exigem estratégias, ações inovadoras e inéditas para os sujeitos. No entanto, entende-se que a educação à distância origina de uma visão de prática de liberdade e desenvolvimento cultural na construção do conhecimento do sujeito e que depende do uso múltiplo de tecnologias para a consolidação do seu avanço. É admissível que a formação do indivíduo, através da educação à distância, deixou de ser algo experimental e passou a ser uma realidade consolidada no Brasil e no mundo e trouxe, além das transformações, a realização de muitos sonhos que antes pareciam impossíveis. Com a oferta da facilidade de acesso as múltiplas informações possibilitadas pela internet, um dos maiores desafios atuais para o professor de educação à distância é a orientação norteadora do pensamento e a escolha essencial de uma gama de fontes informativas disponíveis. Na educação à distância, os alunos deixaram de ser receptores e os professores meros emissores, tendo em vista, que ambos passaram a ser os verdadeiros protagonistas nesse delicado processo, com a impregnação do estabelecimento de relações mútuas, na troca de cooperação e construção em comum. Essa interação entre professores e estudantes na EAD torna-se necessária para gerar a motivação de resolver os desafios que surgem durante o processo. Na formação do sujeito, através da educação à distância, o professor tem tarefas similares as do professor de cursos presenciais, porém há om outro papel de sua verdadeira incumbência que é o de manter o contato online com os alunos, mediar e facilitar o processo do ensino aprendizagem. Nesse processo estão envolvidos, além dos professores, programadores, gestores, coordenadores do curso e dos professores, que atuam, reciprocamente, para a garantia da qualidade do ensino. É um exemplo de trabalho compartilhado com intenções qualitativas e preservação da credibilidade. Portanto, para o desenvolvimento de um curso EAD, é imprescindível a capacidade interativa, objetividade e clareza nas informações, animação nos debates de cada disciplina e controle emocional e racional dos educandos. Esses itens são relevantes para o sucesso do processo, pois o curso só alcançará os seus objetivos quando tudo isso for levado em conta. Os cursos de formação na modalidade EAD, tem sido verdadeiras alternativas para aqueles que sonhavam ter uma formação mas que não dispunham das condições necessárias exigidas pelo ensino presencial, tampouco disponibilidade de tempo ao calendário da instituição. (Grifo nosso) Segundo Gatti, “educar e educar-se à distância requer condições muito diferentes da escolarização presencial”. A educação à distância rompe os limites de temporaneidade, privando os participantes do contato físico constante. A ausência da figura do professor que pudesse chamar a atenção do aluno, obviamente espera do aluno maior determinação e preservação nos seus hábitos estudantis e novas estratégias de lidar com suas dificuldades. Para que o processo de formação do sujeito possa acontecer de forma efetivada é necessário que os professores envolvidos na educação à distância estejam preparados para trabalhar com a multimídia e equipamentos tecnológicos, desenvolvendo a melhor interlocução via canais de comunicação, proporcionando, assim, o desenvolvimento dos alunos por quem mantêm a interatividade. De todos os requisitos que um programa EAD necessita, a interatividade é uma das mais preciosas para o seu sucesso, por ser uma qualidade social, indispensável a qualquer programa de educação à distância. A IMPORTÂNCIA DO EAD NA FORMAÇÃO DO SUJEITO O ensino à distância tem o seu desenvolvimento por meio de atividades que não exige, necessariamente, a presença do aluno e do professor no mesmo lócus e na mesma hora, simultaneamente. O aluno poderá receber informações e o material necessário, pelos canais tecnológicos: telefone, internet, e-mail, site, satélite, TV, etc. Tanto os cursos EAD, como os presenciais, possuem normas com as exigências de frequência, exames, tarefas, repetências, avaliações, tempo de dedicação, entre outros, tornando mais fácil pelo fato de oferecer mais liberdade para os seus educandos condicionarem aos seus ritmos de estudos. Nessas circunstâncias, os alunos recebem liberdade de planejar a rotina que caiba no seu tempo, dedicando as aulas nos horários que lhes convier. Atualmente, alargou-se a possibilidade da relação de cursos à distância em, praticamente, todos os níveis. Geralmente, tem preços menores que os cursos presenciais, sendo mais convenientes para os alunos que não possuem os requisitos exigidos por um curso presencial. A LDB, prevê as suas existências, tanto na educação básica quanto na superior e garante a validade dos seus diplomas equivalentes aos de um curso presencial. Os cursos EAD, tanto para o ensino médio quanto para o técnico, graduação ou pós-graduação, são projetados com duração igual a modalidade presencial. Admite-se que as instituições de cursos a distância no Brasil, efetivou a inclusão social dos menos favorecidos à sociedade letrada, pela democratização e favorecimento da acessibilidade aos meios de comunicação tecnológicos. O sucesso de um curso EAD está agora nas mãos e nas mentes daqueles que tem sonhos possíveis e criam ações para consolidá-los, apostando em suas próprias carreiras, sem confrontos, mas acreditando na evolução das relações interpessoais. Em outras palavras, a educação à distância é um processo que vem descentralizando o acesso e socializando, democraticamente, oportunidades para todos, com intensidade e efetivação de benefícios oferecidos através dos mais admiráveis meios tecnológicos de comunicação, postos à disposição do conhecimento. Esse processo é uma atividade educativa influenciada pela dinâmica tecnológica por todos que fazem parte dela. E para colaborar com a busca da qualidade e seriedade do ensino à distância, criou-se a ABED-Associação Brasileira de Educação à Distância, que juntamente com outros interlocutores, analisam e refletem a respeito do anda o uso das tecnologias na educação. Pensar sobre as tecnologias na educação não é reinventar a roda. É refletir sobre nossas práticas pedagógicas, que, com o apoio de determinados instrumentos, podem facilitar e aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Em razão disso, a educomunicação pode servir como uma prática de quebrar os paradigmas no processo de ensino-aprendizagem, utilizando a tecnologia para colocar os estudantes como sujeitos importantes na elaboração da aula. Talvez seja palpável pensar a participação de todos e todas de uma forma diferente, trazendo as pautas preferidas dos estudantes para a discussão e ajudando a construir os conteúdos trabalhados em aula: um exercício democrático e extremamente educomunicativo. Os recursos tecnológicos disponíveis são meios abundantes para que o professor crie estratégias pedagógicas ao trabalhar o conteúdo, seja na construção de narrativas ou mesmo em apresentações. Vamos refletir sobre algumas das diferentes tecnologias que estão presentes no contexto escolar e as suas finalidades para facilitar o ensino de todas e todos os estudantes. https://pt.wikipedia.org/wiki/Educomunica%C3%A7%C3%A3o https://diversa.org.br/tag/estrategias-pedagogicas/ Você já ouviu falar sobre educomunicação? A educomunicação consiste no trabalho de mediação e facilitação dos conteúdos, ou seja, nada mais é que a gestão da comunicação e das tecnologias em ambientes educativos. Em que, a partir da prática, os processos de comunicação possibilitam a implementação da cidadania. É uma prática e também um conceito. Propõe novas vias de aprendizagem com os recursos tecnológicose também novas relações de comunicação mais democráticas e igualitárias e menos hierarquizadas. Considerada uma tecnologia social, a educomunicação tem sido uma concepção de mediação tecnológica cada vez mais aplicada nos desafiadores contextos escolares contemporâneos — visto a importância de pensar a tecnologia e a informação na escola. Nesse contexto, é importante que os professores estejam cada vez mais atentos em trazer a tecnologia para a aula — sendo essa não o fim, mas o meio para multiplicar as possibilidades do ensinar e do aprender em sala. Mas o que são as tecnologias? Bem, antes de enlouquecer de tanto repetir a palavra tecnologia, é importante consolidar seu significado, para depois refletir sobre seus efeitos. Etimologicamente, “tecnologia” tem origem grega: Technología, sendo Techno – “técnica, arte, ofício” e Logía – “estudo”. Ou seja, quando mencionamos uma tecnologia estamos nos referindo a algo que teve uma técnica ou método — e que pode ser sempre aprimorado, assim como a ciência. Isso mesmo! Você deve estar constatando que praticamente tudo o que conhecemos como produção humana possui uma determinada tecnologia. E é praticamente tudo mesmo. Desde a tela em que você acaba de ler este texto, as palavras codificadas e que são apresentadas em uma determinada língua e hierarquia de informação, até o óculos que uso para enxergar o ônibus na rua (inclusive também são tecnologias o ônibus, a rua e por aí vai). https://diversa.org.br/tag/aprendizagem/ As possibilidades das tecnologias e as potencialidades do currículo As tecnologias podem contribuir com as diferentes vias de aprendizagem. É importante saber que existem diversas tecnologias e diversas formas de aprender, como já vimos algumas metodologias ativas que podem ser trabalhadas no nosso pensar pedagógico, intervindo tecnologicamente nas necessidades individuais em um ensino que é comum. Todos nós somos diferentes e temos diferentes características. O olhar, portanto, deve ser individualizado e algumas tecnologias estão aí para suprir necessidades individuais, contribuindo para a participação de todas e todos. Por exemplo, se eu uso uma prótese é porque a tecnologia tenta suprir um impedimento individual para eliminar barreiras que são específicas de uma determinada atividade física e que podem impedir a minha participação na aula de Educação Física. Perceba que mesmo pequenas tecnologias podem causar os mais significativos impactos. Temos, por exemplo, ferramentas que eliminam as barreiras do registro: os conversores de voz para texto e os leitores de texto para áudio, por exemplo. Qual seria o impacto no aprendizado do estudante, caso essa tecnologia fosse usada com uma finalidade pedagógica? Imagine que produzir textos a partir de ferramentas que estão presentes online ou até mesmo em seu smartphone podem facilitar a experiência pedagógica positivamente. Até uma tecnologia presente em qualquer aparelho celular, como a ferramenta de gravação de áudio, possibilita a qualquer estudante reproduzir as instruções do professor sem que ele as repita. Conceitualmente, as tecnologias assistivas são diferentes das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Elas alcançam uma necessidade que não é necessariamente individual, mas coletiva. Como exemplo disso, temos o celular. Quando o utilizamos com uma finalidade pedagógica, ele não visa suprir apenas um impedimento específico de um estudante, mas tem ali uma necessidade informacional e ou comunicacional que se dá entre pessoas e grupos, construindo um conhecimento que é coletivo. Logo, o celular em si é uma tecnologia que cumpre um papel informacional e ou comunicacional para a participação. Ele possui aplicativos, como a câmera, https://diversa.org.br/artigos/um-olhar-do-plural-para-o-individual/ https://diversa.org.br/tag/diversidade/ https://diversa.org.br/tag/singularidades/ https://diversa.org.br/tag/educacao-fisica-inclusiva/ https://diversa.org.br/tag/tecnologias-assistivas/ que é um exemplo de instrumento que pode servir para captura de imagens ou vídeo. Ou seja, ele possui tecnologias que podem servir para atender necessidades individuais, mas também à construção de narrativas — na produção de um ensaio fotográfico ou um filme, por exemplo. mento do processo. Conclusão Conclui-se, portanto, que os cursos de ensino à distância tem contribuído com as grandes transformações educacionais nos últimos anos, com a oferta de possibilidades para as pessoas que almejavam uma formação e não dispunham da disponibilidade de tempo exigido em um curso presencial. Muitos são os profissionais que concluíram um AD e, atualmente, estão inseridos no mercado de trabalho, dando a sua parcela de contribuição para o desenvolvimento de nosso país. A EAD é uma modalidade de ensino que tem se mostrado cada vez mais importante nos dias de hoje, permitindo o acesso à educação em qualquer lugar e a qualquer momento. A utilização de tecnologias de informação e comunicação tem sido fundamental para o sucesso da EAD, permitindo a construção do conhecimento de forma colaborativa, interativa e dinâmica. Os AVAs são plataformas tecnológicas que permitem a comunicação, o acesso aos recursos educacionais e a interação entre os participantes do processo de ensino e aprendizagem. A escolha da plataforma deve levar em consideração aspectos como usabilidade, acessibilidade e interatividade. A avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem deve ser realizada de forma contínua e sistemática, levando em consideração diferentes tipos de avaliação e considerando as especificidades do ambiente virtual. Por fim, é importante ressaltar que a EAD ainda apresenta desafios a serem superados, como a questão da inclusão digital e da formação de professores para atuar nesse contexto. No entanto, é inegável que a EAD tenha um papel importante para alcançar a democratização do acesso à educação. 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