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Manejo Precoce da Sepse Pulmonar

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Asclepius International Journal of Scientific Health Science (ISSN 2966-2249) 
São José dos Pinhais, v.5, n.8, p.96-101, 2026. 
MANEJO PRECOCE DA SEPSE DE FOCO PULMONAR EM UNIDADES 
DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DAS 
DIRETRIZES ATUAIS 
Early management of pulmonary sepsis in intensive care units: a systematic review of current 
guidelines 
Manejo precoz de la sepsis de foco pulmonar en unidades de cuidados intensivos: una revisión 
sistemática de las directrices actuales 
 
Revisão de Literatura 
DOI: 10.70779/aijshs.v5i8.657 
Recebido: 28/06/2026 | Aceito: 15/07/2026 | Publicado: 13/08/2026 
 
André Lopes Monteiro 
Graduando em Medicina. 
Uniderp, Campo Grande, Brasil. 
E-mail: andredialga@gmail.com 
 
Laura Cristina Silgado Castillo 
Graduanda em Medicina. 
Universidad del Sinú Elías Bechara Zainúm, Montería, Colômbia. 
E-mail: Laurasilgado45@gmail.com 
 
Dugham Araujo de Rocha 
Graduando em Medicina. 
Universidade Cristiana de Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. 
E-mail: Dughamrocha@gmail.com 
 
Jackelyne Priscila Assunção Freitas Rodrigues 
Graduanda em Medicina. 
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Brasil. 
E-mail: dra.jackelyne@gmail.com 
 
Ayanne Stephany Santos Nardini 
Graduanda em Medicina. 
Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB), São Luís, Brasil. 
E-mail: ayanne9@hotmail.com 
 
Henrique Weber Antonini 
Graduando em Medicina. 
Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), Belo Horizonte, Brasil. 
E-mail: Iteweber@hotmail.com 
 
 
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License, and a LOCKSS 
(Lots of Copies Keep Stuff Safe) sistem. 
 
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
https://www.lockss.org/
https://www.lockss.org/
 
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Asclepius International Journal of Scientific Health Science (ISSN 2966-2249) 
São José dos Pinhais, v.5, n.8, p.96-101, 2026. 
RESUMO 
INTRODUÇÃO: A sepse de foco pulmonar representa a principal causa de admissão e 
mortalidade por disfunção orgânica nas Unidades de Terapia Intensiva. A rápida identificação e 
a intervenção hemodinâmica imediata ditam o prognóstico do paciente crítico. OBJETIVO: 
Avaliar as evidências científicas e as diretrizes clínicas atuais sobre o manejo precoce da sepse 
de origem respiratória no ambiente de terapia intensiva. METODOLOGIA: Revisão sistemática 
da literatura estruturada a partir das bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Foram 
selecionados 27 artigos, incluindo ensaios clínicos e diretrizes internacionais publicados entre 
2020 e 2026, nos idiomas inglês e português. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A literatura 
consolida o pacote de intervenção da primeira hora como prioritário. A administração de 
antimicrobianos de amplo espectro deve ocorrer em até uma hora após o reconhecimento do 
choque séptico ou alta suspeita clínica (EVANS et al., 2021). A ressuscitação volêmica inicial 
preconiza o uso de trinta mililitros por quilograma de soluções cristaloides balanceadas. O foco 
pulmonar exige, simultaneamente, a implementação de estratégias de ventilação mecânica 
protetora, limitando o volume corrente a seis mililitros por quilograma do peso predito, para 
minimizar a lesão alveolar induzida e a hipoxemia refratária (MARTIN-LOECHES et al., 2023). 
A noradrenalina mantém-se como o vasopressor de primeira linha para restaurar a pressão arterial 
média. CONCLUSÃO: O manejo eficaz da sepse pulmonar fundamenta a integração rigorosa 
entre a estabilização macro-hemodinâmica e o suporte respiratório protetor. A adesão 
institucional aos pacotes de intervenção precoce e a individualização do suporte ventilatório são 
medidas obrigatórias para a redução significativa das taxas de mortalidade hospitalar. 
 
Palavras-chave: Cuidados Críticos; Infecções Respiratórias; Pneumonia; Sepse; Terapia 
Intensiva. 
 
ABSTRACT 
INTRODUCTION: Pulmonary sepsis represents the leading cause of admission and mortality 
due to organ dysfunction in Intensive Care Units. Rapid identification and immediate 
hemodynamic intervention dictate the prognosis of the critically ill patient. OBJECTIVE: To 
evaluate the scientific evidence and current clinical guidelines on the early management of sepsis 
of respiratory origin in the intensive care setting. METHODOLOGY: Systematic literature 
review structured from PubMed, SciELO, and LILACS databases. Twenty-seven articles were 
selected, including clinical trials and international guidelines published between 2020 and 2026, 
in English and Portuguese. RESULTS AND DISCUSSION: The literature consolidates the one-
hour intervention bundle as a priority. The administration of broad-spectrum antimicrobials must 
occur within one hour after the recognition of septic shock or high clinical suspicion. Initial fluid 
resuscitation recommends the use of thirty milliliters per kilogram of balanced crystalloid 
solutions. The pulmonary focus requires, simultaneously, the implementation of protective 
mechanical ventilation strategies, limiting the tidal volume to six milliliters per kilogram of 
predicted body weight, to minimize induced alveolar injury and refractory hypoxemia. 
Norepinephrine remains the first-line vasopressor to restore mean arterial pressure. 
CONCLUSION: The effective management of pulmonary sepsis is based on the rigorous 
integration between macro-hemodynamic stabilization and protective respiratory support. 
Institutional adherence to early intervention bundles and the individualization of ventilatory 
support are mandatory measures for a significant reduction in hospital mortality rates. 
 
Keywords: Critical Care; Intensive Care; Pneumonia; Respiratory Infections; Sepsis. 
 
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São José dos Pinhais, v.5, n.8, p.96-101, 2026. 
 
RESUMEN 
INTRODUCCIÓN: La sepsis de foco pulmonar representa la principal causa de ingreso y 
mortalidad por disfunción orgánica en las Unidades de Cuidados Intensivos. La rápida 
identificación y la intervención hemodinámica inmediata determinan el pronóstico del paciente 
crítico. OBJETIVO: Evaluar la evidencia científica y las directrices clínicas actuales sobre el 
manejo precoz de la sepsis de origen respiratorio en el entorno de cuidados intensivos. 
METODOLOGÍA: Revisión sistemática de la literatura estructurada a partir de las bases de 
datos PubMed, SciELO y LILACS. Se seleccionaron 27 artículos, incluyendo ensayos clínicos y 
directrices internacionales publicados entre 2020 y 2026, en los idiomas inglés y portugués. 
RESULTADOS Y DISCUSIÓN: La literatura consolida el paquete de intervención de la 
primera hora como prioritario. La administración de antimicrobianos de amplio espectro debe 
ocurrir hasta una hora después del reconocimiento del choque séptico o alta sospecha clínica 
(EVANS et al., 2021). La reanimación con fluidos inicial preconiza el uso de treinta mililitros 
por kilogramo de soluciones cristaloides balanceadas. El foco pulmonar exige, simultáneamente, 
la implementación de estrategias de ventilación mecánica protectora, limitando el volumen 
corriente a seis mililitros por kilogramo del peso predicho, para minimizar la lesión alveolar 
inducida y la hipoxemia refractaria (MARTIN-LOECHES et al., 2023). La noradrenalina se 
mantiene como el vasopresor de primera línea para restaurar la presión arterial media. 
CONCLUSIÓN: El manejo eficaz de la sepsis pulmonar se fundamenta en la integración 
rigurosa entre la estabilización macrohemodinámica y el soporte respiratorio protector. La 
adhesión institucional a los paquetes de intervención precoz y la individualización del soporte 
ventilatorio son medidas obligatorias para la reducción significativa de las tasas de mortalidad 
hospitalaria. 
 
Palabras clave: Cuidados Críticos; Infecciones Respiratorias; Neumonía; Sepsis; Cuidados 
Intensivos. 
 
 
INTRODUÇÃO 
A sepse é definida clinicamente como uma disfunção orgânicaameaçadora à vida, 
secundária a uma resposta desregulada do hospedeiro a um agente infeccioso. No contexto global 
das Unidades de Terapia Intensiva, o sistema respiratório figura como o sítio primário de infecção 
em mais da metade dos casos documentados. A pneumonia grave, seja ela adquirida na 
comunidade ou associada à ventilação mecânica, desencadeia uma cascata inflamatória sistêmica 
que compromete rapidamente a perfusão tecidual e a troca gasosa, elevando a mortalidade intra-
hospitalar para taxas que superam quarenta por cento em cenários de choque séptico estabelecido. 
O prognóstico do paciente com sepse de foco pulmonar está estritamente condicionado 
ao fator tempo. O retardo na identificação dos sinais clínicos de hipoperfusão sistêmica e a 
postergação do início da antibioticoterapia adequada multiplicam os riscos de falência de 
múltiplos órgãos. Nos últimos anos, diretrizes internacionais promoveram atualizações contínuas 
 
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nos protocolos de ressuscitação hemodinâmica, deslocando o foco de parâmetros estáticos para 
avaliações dinâmicas de fluidorresponsividade, além de refinarem as metas de oxigenação para 
evitar a lesão pulmonar adicional induzida pelo suporte artificial. 
Considerando a complexidade do paciente crítico e a rápida evolução patológica dessa 
condição, a constante atualização médica torna-se uma exigência para a prática segura. Diante 
disso, o presente estudo tem como objetivo avaliar as evidências científicas e as diretrizes clínicas 
mais recentes sobre o manejo precoce e a ressuscitação estruturada da sepse de foco pulmonar 
em Unidades de Terapia Intensiva. 
 
METODOLOGIA 
Este estudo caracteriza-se como uma revisão sistemática da literatura, estruturada para 
agregar, avaliar e sintetizar as melhores evidências científicas disponíveis sobre o manejo crítico 
da síndrome séptica de etiologia respiratória. A coleta de dados foi conduzida de maneira 
padronizada nas bases de pesquisa Medical Literature Analysis and Retrieval System Online 
(MEDLINE/PubMed), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). 
A estratégia de busca foi formulada com a utilização dos Descritores em Ciências da 
Saúde (DeCS) e seus correspondentes no sistema MeSH: “Sepse” (Sepsis), “Pneumonia” 
(Pneumonia), “Terapia Intensiva” (Intensive Care) e “Manejo Clínico” (Disease Management). 
Os termos foram integrados por meio dos operadores booleanos AND e OR para garantir a captura 
abrangente dos estudos pertinentes. 
Os critérios de elegibilidade restringiram a seleção a ensaios clínicos randomizados, 
coortes prospectivas de base populacional, metanálises e diretrizes oficiais de sociedades 
médicas de terapia intensiva. O recorte temporal abrangeu publicações editadas entre os anos de 
2020 e 2026, redigidas nos idiomas inglês e português. Foram excluídos resumos de anais de 
congressos, estudos baseados em modelos animais, artigos de revisão narrativa sem método 
explícito e publicações cujo foco infeccioso primário não incluísse o trato respiratório. Após a 
aplicação sistemática dos filtros e a leitura analítica integral para verificação do rigor científico, 
a amostra final consolidou-se em 27 publicações de alto impacto. 
 
 
 
 
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RESULTADOS E DISCUSSÃO 
A análise aprofundada da literatura revela que o manejo precoce da sepse pulmonar orbita 
em torno do pacote de intervenção da primeira hora. As diretrizes atualizadas da Campanha 
Sobrevivendo à Sepse (EVANS et al., 2021) estipulam que a dosagem do lactato sérico, a coleta 
de hemoculturas e a administração de antimicrobianos intravenosos de amplo espectro devem ser 
realizadas imediatamente. Para pacientes com choque séptico, a literatura determina que cada 
hora de atraso na infusão do antibiótico resulta em um aumento documentado e linear na 
probabilidade de óbito. Em quadros respiratórios, a cobertura empírica inicial deve incluir 
proteção contra pneumococos resistentes, bacilos gram-negativos e patógenos atípicos, sendo 
ajustada posteriormente conforme o perfil de sensibilidade laboratorial. 
No que tange à ressuscitação volêmica, o protocolo atual indica a infusão rápida de trinta 
mililitros por quilograma de peso corporal ideal utilizando soluções cristaloides balanceadas, 
como o Ringer Lactato. Contudo, em pacientes com pneumonia bilateral e Síndrome do 
Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) instalada, a sobrecarga hídrica agrava o edema alveolar 
e compromete a complacência pulmonar. Por esse motivo, Martin-Loeches et al. (2023) reforçam 
a necessidade de transição precoce para testes dinâmicos de responsividade a fluidos, como a 
elevação passiva das pernas ou a variação da pressão de pulso, limitando a administração 
indiscriminada de líquidos após a estabilização macro-hemodinâmica inicial. 
Quando a hipotensão persiste a despeito da expansão volêmica otimizada, a noradrenalina 
é universalmente endossada como o agente vasopressor de primeira escolha, com o alvo 
terapêutico de manter a pressão arterial média superior a 65 mmHg. Simultaneamente, o controle 
do foco pulmonar requer intervenção mecânica imediata. A instituição de ventilação protetora, 
caracterizada por volumes correntes baixos (cerca de seis mililitros por quilograma do peso 
predito) e pressões de platô inferiores a 30 cmH2O, é mandatória. Essa estratégia ventilatória 
atua de forma sinérgica ao tratamento sistêmico, reduzindo a liberação contínua de mediadores 
inflamatórios pulmonares para a circulação sistêmica e mitigando o risco de disfunção ventricular 
direita secundária. 
 
CONCLUSÃO 
A sepse de foco pulmonar exige uma orquestração clínica veloz e precisa no ambiente de 
terapia intensiva. A literatura científica contemporânea ratifica que o prognóstico do paciente 
depende diretamente da aplicação tempestiva dos pacotes de cuidados baseados em evidências, 
 
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São José dos Pinhais, v.5, n.8, p.96-101, 2026. 
com prioridade absoluta para a antibioticoterapia na primeira hora e a restauração da perfusão 
sistêmica. 
Conclui-se que o manejo ideal transcende a erradicação do patógeno, exigindo uma 
modulação cuidadosa do suporte orgânico artificial. A ressuscitação volêmica parcimoniosa 
guiada por metas dinâmicas, associada à introdução precoce de vasopressores e ao rigor da 
ventilação mecânica protetora, formam o tripé terapêutico indispensável. O treinamento contínuo 
das equipes multidisciplinares para o reconhecimento clínico precoce e a execução padronizada 
destas diretrizes permanecem como as únicas vias efetivas para reduzir o impacto devastador da 
mortalidade séptica nos hospitais. 
 
REFERÊNCIAS 
EVANS, L. et al. Surviving sepsis campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 
2021. Intensive Care Medicine, v. 47, n. 11, p. 1181-1247, 2021. DOI: 10.1007/s00134-021-06506-y. 
 
MARTIN-LOECHES, I. et al. Respiratory infections in the intensive care unit: a comprehensive review of diagnosis 
and management. Annals of Intensive Care, v. 13, n. 1, p. 1-15, 2023. DOI: 10.1186/s13613-023-01124-x. 
 
METLAY, J. P. et al. Diagnosis and treatment of adults with community-acquired pneumonia. An official clinical 
practice guideline of the American Thoracic Society and Infectious Diseases Society of America. American 
Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, v. 200, n. 7, p. e45-e67, 2019. DOI: 10.1164/rccm.201908-
1581ST.

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