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Metodologias ativas na educação
Apresentação dos conceitos de metodologia ativa, bem como suas estratégias, seus métodos e suas
relações com as tecnologias.
Profa. Ana Claudia Loureiro
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os fundamentos das metodologias ativas, identificando estratégias de aprendizagem ativa e
recursos tecnológicos que as viabilizam.
Objetivos
Discutir conceitos e princípios das metodologias ativas de aprendizagem.
Identificar estratégias e métodos ativos de aprendizagem.
Reconhecer estratégias e ferramentas tecnológicas facilitadoras da aprendizagem ativa.
Introdução
As metodologias ativas são abordagens, estratégias e técnicas de aprendizagem individual e colaborativa que
engajam os alunos enquanto realizam atividades pedagógicas e desenvolvem projetos que articulam teoria e
prática. Constituem alternativas que colocam o foco do processo de ensino no aprendiz, envolvendo-o na
aprendizagem por descoberta, por investigação ou resolução de problemas. A ênfase é dada ao protagonismo
de quem aprende, ao seu envolvimento direto, participativo e reflexivo em todas as etapas do processo −
experimentando, desenhando e criando sob a orientação do professor.
 
Neste tema, conheceremos algumas abordagens pedagógicas, teorias de aprendizagem e alguns princípios
que fundamentam a adoção de metodologias ativas. Analisaremos estratégias e métodos que podem ser
aplicados em sala de aula, ambientes digitais e nas organizações, entre outros espaços de aprendizagem
ativa. Por fim, exploraremos as tecnologias digitais de suporte para adoção de metodologias ativas e
elegeremos algumas delas para compor o desenho de um curso, uma disciplina ou aula em diferentes
ambientes educativos (presenciais, online ou híbridos). 
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• 
• 
1. Conceitos e princípios das metodologias ativas de aprendizagem
Modelo pedagógico
Nas referências pedagógicas, encontramos diferentes perspectivas que explicam como o fenômeno da
aprendizagem humana ocorre. Entretanto, alguns estudos defendem a implementação de metodologias ativas
na educação básica, superior e continuada, fundamentadas em abordagens pedagógicas que influenciam a
forma como um curso ou uma disciplina são concebidos, organizados e vivenciados pelos alunos e
professores.
 
Cada professor adota um modelo, que é o modo como ele conduz as suas ações na prática pedagógica.
Podemos dizer que o modelo pedagógico é a forma pessoal de ensino adotada pelo docente. É como ele
determina as suas finalidades educacionais, os objetivos de aprendizagem e os meios que utilizará para
atingi-los.
 
Esses modelos são construídos, geralmente, a partir de recortes pessoais de determinadas abordagens ou
teorias de aprendizagem. O modelo pedagógico pode ser visto, portanto, como um “recorte multidimensional”,
que traz em seu cerne um elemento denominado de “Arquitetura Pedagógica” (AP), conforme apresenta Behar
(2009). Essa arquitetura pedagógica é composta pelos seguintes aspectos:
Organizacional
Refere-se ao planejamento das ações pedagógicas, como os objetivos do processo de ensino/
aprendizagem, o cronograma/período e o espaço. Enfim, refere-se ao plano de ensino de uma
disciplina, aula ou de um curso.
Conteúdo
Refere-se à seleção do que será trabalhado, como o tema, os conceitos e as competências a serem
desenvolvidas.
Metodológico
Refere-se à forma ou ao método por meio do qual será conduzido o currículo, ou seja, como os
conteúdos programáticos serão organizados e trabalhados para que o aluno aprenda. Refere-se à
organização de sequências didáticas, de comunicação, de interação e conexão entre os sujeitos do
processo de ensino/aprendizagem (professor e alunos).
Tecnológico
Refere-se à seleção de recursos para trabalhar com os conteúdos planejados, que precisam estar
coerentes com a proposta pedagógica adotada.
Todos esses aspectos precisam ser concebidos de forma bem articulada e integrada para que a concepção
da proposta educacional seja coesa. As estratégias de aplicação da AP referem-se ao modo como o professor
coloca em prática o modelo pedagógico, ou seja, como adota e articula as técnicas de ensino em suas aulas
para atingir os objetivos de aprendizagem.
 
Quando pensamos em adotar as metodologias ativas de aprendizagem, torna-se necessário conhecer os
fundamentos que embasam seu uso para que possamos conceber modelos pedagógicos centrados na
aprendizagem dos alunos, não no ensino.
Abordagens pedagógicas e teorias de aprendizagem em
metodologias ativas
Como principais teorias que embasam o uso das metodologias ativas na aprendizagem, temos:
Cognitivismo
No processo de aprendizagem, a estrutura cognitiva é tida como a organização e a integração de conteúdos
de suas ideias em uma área reservada de conhecimento, resultando na aprendizagem. De uma maneira mais
simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre
toda a informação captada por intermédio dos cinco sentidos.
Como teorias cognitivistas que embasam as metodologias ativas, temos: 
 
a Aprendizagem Significativa, de David Ausubel , e 
a Teoria da Cognição Situada, de Lave e Wenger.
Saiba mais
Aprendizagem Significativa de David Ausubel: tem menos a ver com o que os alunos fazem e mais com o
que eles sabem e como adquirem esse saber. Nela, os novos conhecimentos devem se relacionar de
forma significativa com as informações ou o conhecimento prévio do aluno. David Ausubel: psicólogo da
educação e pesquisador norte-americano. Ausubel (1918-2008) entendia que a maior influência no
aprendizado do aluno é exatamente aquilo que ele já conhece. Teoria da Cognição Situada, de Lave e
Wenger: baseada na compreensão de que o conhecimento é distribuído socialmente, enfatizando o
contexto social da aprendizagem. Esse contexto deverá ser muito próximo da situação ou experiência na
qual o aluno usará o conhecimento. Lave: antropóloga social norte-americana e professora emérita da
Universidade de Berkeley, Califórnia. Etienne Wenger: teórico da educação suíço. 
Construtivismo
Constitui-se pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo
das relações sociais por força de sua atividade e não por qualquer dotação prévia. Desenvolvida pelo biólogo
e psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), a ciência da Epistemologia Genética, entendida como estudo dos
mecanismos de formação do conhecimento, é caracterizada como uma visão interacionista do
desenvolvimento e propunha, antes mesmo da metade do século XX, um ensino no qual:
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O aluno é o centro do processo de aprendizagem; o nível de amadurecimento de cada estudante é
respeitado;
O ensino é visto como processo dinâmico, no qual o aluno interage, e não estático, como acontece com
frequência em métodos pedagógicos tradicionais;
O aprendizado é construído gradualmente, e cada novo conhecimento é aprendido a partir de
conceitos anteriores;
O conhecimento não é visto como a única verdade possível ou como uma versão exata da realidade.
Conhecimento
Daí o termo “epistemológica”: epistemo = conhecimento; logia = estudo.
Jean Piaget e a Teoria da Epistemologia Genética são os representantes da abordagem construtivista que
embasa as metodologias ativas.
Socioconstrutivismo
A grande referência do socioconstrutivismo é o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934), que defende
como ponto central dessa abordagem a concepção de que a aprendizagem e o desenvolvimento humano são
produtos da interação social. Para Vygotsky, a natureza humana só pode ser entendida quando se leva em
conta o desenvolvimento sociocultural dos indivíduos. Não existe um indivíduo crescendo fora de um
ambiente cultural, e o papel da linguagem é fundamental nesse processo.
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Como teorias socioconstrutivistas que embasam as metodologias ativas, temos a teoria sócio-histórica (ou
sociointeracionista), de Vygotsky, a Abordagem Sociocultural, de Paulo Freire (1921-1997) e a Teoria da
Aprendizagem Experimental, de John Dewey (1859-1952) e David Kolb(1939). 
 
Conheça a seguir:
Abordagem Sociocultural de Paulo Freire
Nesta abordagem, a educação não está restrita às situações formais de ensino e aprendizagem, mas
se torna bem mais ampla. A Ciência e o conhecimento são vistos como produtos históricos e culturais.
Nessa concepção, o aluno é o sujeito de sua educação, devendo interagir de forma crítica com o
mundo a fim de também transformá-lo.
Quem foi Paulo Freire?
Paulo Freire (1921-1997) foi educador e filósofo
brasileiro de fama internacional e um dos principais
influenciadores da Pedagogia.
Teoria da Aprendizagem Experimental de John Dewey
e David Kolb
O conceito de aprendizagem experimental ou experiencial pode ser entendido como “aprender
fazendo”, o que atualmente se costuma chamar de “mão na massa”.
Quem foram John Dewey e David Kolb?
John Dewey (1859-1952): filósofo norte-americano
conhecido pela sua filosofia pragmatista e sua ligação
com o progressismo estadunidense. Foi professor nas
Universidades de Michigan, Minnesota, Chicago e
Columbia. Escreveu sobre filosofia, psicologia, política
e educação, entre outros temas. As ideias de John
Dewey inspiraram no Brasil o surgimento do
movimento denominado Escola Nova, liderado pelo
educador brasileiro Anísio Teixeira. 
David Kolb (1939 - ): psicólogo norte-americano e
teórico da educação com mestrado e doutorado em
educação pela Universidade de Harvard. Foi professor
no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na 
Case Western Reserve University, onde se aposentou
em 2012, tornando-se professor emérito. Kolb é o
fundador do Experience Learning Based Systems
(EBLS), que desenvolve atividades, exercícios,
questionários e outros recursos voltados para
aprendizagem experiencial. Entre outros assuntos,
Kolb é um estudioso dos estilos de aprendizagem, da
educação corporativa e profissional.
Conectivismo
Criada por George Siemens, apresenta como pressuposto que as teorias de aprendizagem existentes no início
do século XXI não são suficientes para compreender as características do aprendiz moderno em face das
novas realidades de desenvolvimento tecnológico e da sociedade organizada em rede. O conhecimento na
sociedade atual é um processo complexo, dinâmico e contínuo que envolve uma série de etapas preparatórias
e o desenvolvimento de metacompetências. A abordagem metodológica proposta por Siemens é o
aprendizado por toda a vida, dentro e fora da escola. Ocorre pelas conexões entre conteúdos variados
(especialmente acessíveis em ambientes digitais) e pelas experiências de vida. É uma rede em construção
contínua, passando por mudanças e transformações que a vão reconfigurando.
George Siemens
Escritor, teórico e professor canadense muito interessado nos processos de aprendizagem nos meios
digitais.
Princípios das metodologias ativas de aprendizagem
Enquanto na educação tradicional o foco é a transmissão de informações e o professor é o protagonista, nas
metodologias ativas os estudantes ocupam o centro das ações educativas e o conhecimento é construído
colaborativamente.
Torna-se fundamental, ao se trabalhar com 
metodologias ativas, elaborar uma arquitetura
pedagógica (AP) que contemple situações de
aprendizagem nas quais os alunos tenham
condições de criar e de refletir sobre sua
atividade. Eles devem ser capazes de
conceituar o que fazem, de construir
conhecimentos sobre os conteúdos
relacionados com suas atividades. Segundo
Moran (2018), devem, ainda, desenvolver a
capacidade crítica, refletir sobre suas práticas,
dar e receber feedbacks, aprender a se
relacionar com colegas e professores e explorar
atitudes e valores pessoais.
Método tradicional
Apresenta-se inicialmente a teoria e depois a interpretação e a ação; o ensino centrado no aluno
partirá da ação para a reflexão e a conceitualização. De acordo com Moran (2018), nesse percurso há
uma “migração” do ensinar para o aprender, o desvio do foco do docente para o aluno, que assume a
corresponsabilidade pelo seu aprendizado.
Foco no ensino.
 
Vejamos o exemplo!
Conceito
Interpretação
Ação
Metodologias ativas
Dão ênfase ao envolvimento direto, participativo e reflexivo do aluno em todas as etapas do processo,
sob a orientação do professor.
Foco na aprendizagem.
 
Vejamos o exemplo!
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• 
Ação
Reflexão
Conceito
O quadro a seguir expressa a configuração dos princípios essenciais das metodologias ativas:
Quadro 1: Princípios das metodologias ativas.
Entenda cada um:
Protagonismo
O uso de metodologias ativas para promover a aprendizagem prevê que o aprendiz assuma o papel
de protagonista e que seja autônomo para construir novos conhecimentos e resolver problemas
complexos.
Reflexão e ação
O aprendiz se envolve em atividades fundamentais para a sua aprendizagem, enquanto reflete sobre
o que aprendeu.
 Colaboração
A produção colaborativa de conhecimentos propiciada na aprendizagem ativa permite que grupos de
alunos desenvolvam projetos, discutam diferentes pontos de vista, vivenciem experiências,
compartilhem os resultados de sua produção dentre outros aspectos que enriquecem a construção
de saberes.
Segundo Bacich e Moran (2018), planejar um programa, uma disciplina, uma aula ou um curso fundamentado
em metodologias ativas requer pensar em como se aprende. É certo que as pessoas não aprendem todas da
mesma forma, no mesmo ritmo e ao mesmo tempo. A aprendizagem é um processo complexo que pode
ocorrer de diversas formas.
 
A adoção de metodologias ativas é considerada uma forma de pensar a educação sob uma nova perspectiva:
uma educação inovadora e disruptiva, que engaja os alunos no processo, contribuindo para uma
aprendizagem mais personalizada, que respeita o modo e o ritmo de cada indivíduo. Isso significa redesenhar
as formas de ensinar e aprender, a organização dos ambientes educacionais e o próprio currículo.
Os principais fundamentos teóricos, ou conceitos, que embasam as
metodologias ativas
Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre os principais fundamentos teóricos, ou conceitos, que
embasam as metodologias ativas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Leia o texto e analise a imagem a seguir:
 
George Siemens desenvolveu uma teoria
de aprendizagem que pode ser
considerada alternativa, relacionada
estreitamente com as mídias digitais. Ele
defende que a construção do
conhecimento se dá a partir de uma
rede de interações e a aprendizagem
está relacionada com nossa capacidade
de conhecer a partir das ligações entre o conhecimento e as pessoas, ou seja, o aprendizado
é algo que se dá em rede.
 
Assinale qual abordagem educacional está relacionada com o conceito apresentado no texto e
na imagem:
A Cognitivismo
B Construtivismo
C Conectivismo
D Socioconstrutivismo
A alternativa C está correta.
A imagem representa a abordagem conectivista, que discute as características de uma sociedade que
utiliza recursos digitais em diversas atividades diárias. Essa perspectiva parte do princípio que as pessoas
aprendem a partir do contato com conhecimentos que advém de diversas fontes. Assim, ao se conectar
com fontes de informação especializadas, o sujeito constrói conexões que o levam a aprender de forma
contínua e por toda a vida. Por isso, reconhece a necessidade de aquisição constante de conhecimento
novo, atual e continuado.
Questão 2
Sobre a adoção de metodologias ativas em contextos educacionais, é correto afirmar que:
 
I. As metodologias ativas são abordagens, estratégias e técnicas de aprendizagem individuais que engajam os
alunos em atividades teóricas e colocam o foco do processo de ensino no aprendiz, envolvendo-o na
aprendizagem autônoma.
 
II. Adotar metodologias ativas na aprendizagem significa pensar a educação sob uma nova perspectiva: uma
educação inovadora e disruptiva, que engaja os alunos no processo de aprendizagem por meio de estratégias
que viabilizem o protagonismo, a reflexão-ação e a colaboração.
 
III. No método tradicional, os professores procuram garantir que todosos alunos aprendam os conteúdos
esperados. Preparam suas aulas em exposições dos conceitos básicos e pedem aos aprendizes que
aprofundem esses conceitos por meio de atividades e leituras. Esse método de ensino é ativo, pois o aluno
assume o centro do processo de aprendizagem.
 
IV. As metodologias ativas dão ênfase ao papel protagonista do aluno, ao seu envolvimento direto,
participativo e reflexivo em todas as etapas do processo − experimentando, desenhando e criando sob a
orientação do professor.
 
Estão corretas:
A Apenas I e III.
B Apenas II e III.
C Apenas III e IV.
D Apenas II e IV.
A alternativa D está correta.
As metodologias ativas são abordagens, estratégias e técnicas de aprendizagem − tanto individuais quanto
colaborativas − que envolvem os alunos enquanto realizam atividades e desenvolvem projetos que
articulam teoria e prática. São alternativas pedagógicas que privilegiam a aprendizagem e o aluno, o qual se
torna o protagonista do processo educacional pelo seu envolvimento direto, participativo e reflexivo, a
partir da orientação do professor. Já o método tradicional, que enfatiza o processo de ensino, é centrado
no professor, que primeiro apresenta a teoria para depois partir para a interpretação e a ação.
2. Estratégias e métodos ativos de aprendizagem
Competências do século XXI e metodologias ativas
A aplicação de metodologias ativas é ampla e pode variar de acordo com o nível de protagonismo assumido
pelo estudante. Ou seja, dependendo da atividade, estratégia ou tendência proposta, o aluno assume
diferentes papéis − simples ou complexos −, provocando um dinamismo em seu ensino.
A seguir, vamos conhecer algumas dessas estratégias e selecionar aquelas que podem compor o
planejamento de um curso, uma disciplina ou aula, ou que possam ser aplicadas em um contexto real de sua
escolha.
Usar estratégias ativas visando a promover uma educação inovadora aponta para a possibilidade de
transformar o ensino em experiências de aprendizagem mais significativas, coerentes com as demandas de
formar as pessoas para fazer a diferença na sociedade digital contemporânea.
Reflexão
Como as metodologias ativas podem ajudar os educadores nessa missão? Ensino centrado no
aluno.Desenvolvimento de competências com base na aprendizagem ativa, colaborativa e na
interdisciplinaridade. 
Mas o que é competência? Competência
compreende:
 
Os conhecimentos (aquilo que uma
pessoa sabe);
As habilidades (o que a pessoa sabe
fazer);
As atitudes (o saber ser).
 
Desde o final dos anos 1990, muitos
pesquisadores e educadores vêm se
debruçando sobre questões que permeiam a formação dos cidadãos e profissionais para bem viver e produzir
num mundo em constantes mudanças, de tal modo que esses profissionais estejam aptos para atuar em
setores e mercados que ainda não existem atualmente.
Alguns pesquisadores e teóricos buscaram respostas a partir da proposição de competências fundamentais
que devem ser desenvolvidas para o sucesso em um mundo profissional incerto e desafiador. São as
chamadas “competências para o século XXI”.
 
Dentre as muitas perspectivas teóricas que discutem quais são as competências necessárias atualmente,
elegemos as apontadas pelo especialista em educação Tony Wagner, professor da Escola de Educação da
Universidade de Harvard.
 
Segundo Wagner (2010), as competências essenciais para o século XXI são:
Para Filatro e Cavalcanti (2018), as competências propostas por Wagner estão alinhadas com a concepção do
uso de metodologias ativas em contextos educacionais e formativos, podendo ser adotadas para desenvolver
as competências essenciais do século XXI.
Atenção
Partindo do pressuposto de que não há uma única forma de aprender e, por consequência, não há uma
única forma de ensinar, as estratégias ativas permitem que estudantes e profissionais desenvolvam
essas competências. 
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Como a aplicação de metodologias ativas é ampla e pode ser diversa de acordo com o nível de protagonismo
assumido pelo estudante, do mais simples ao mais complexo, organizamos algumas técnicas e estratégias que
apresentaremos a seguir. Selecionamos aquelas consideradas de maior potencial inovador, pois promovem a 
ação-reflexão e permitem variações e adaptações a diferentes estilos de aprendizagem.
Abordagens e estratégias para a aprendizagem ativa
Sala de aula invertida
Este é um modelo ativo de aprendizagem que faz todo o sentido num mundo conectado, móvel e digital.
Bergmann e Sams (2017) foram os pioneiros da sala de aula invertida (Flipped Classroom) ao gravarem suas
aulas conceituais e disponibilizá-las às suas turmas da Woodland Park High School (uma escola de ensino
médio no Colorado, EUA). O objetivo dos professores era oferecer as videoaulas como material de estudo
prévio, permitindo que cada aluno tivesse acesso às informações iniciais sobre um tema ou problema, de
forma flexível e personalizada, pois eles poderiam assistir às aulas nos seus ritmos, quantas vezes quisessem,
solicitando a colaboração dos colegas e pais, se necessário.
A aprendizagem invertida transfere para o digital uma parte do que era explicado em aula pelo professor. Os
estudantes acessam materiais, fazem pesquisas no seu próprio ritmo e como preparação para a realização de
atividades de aprofundamento, debate e aplicação – predominantemente em grupo − feitas na sala de aula
presencial, com orientação docente (BERGMANN e SAMS, 2016).
 
Há muitas estratégias que podem ser adotadas nessa abordagem, além das videoaulas. Vejamos:
Pesquisa
O professor pode pedir para que o aluno faça uma pesquisa sobre
determinado tema/conceito, assista a um vídeo, a uma animação, leia um
texto/artigo, acesse informações disponíveis na internet ou na biblioteca
escolar. O livro Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de
aprendizagem, de Bergmann e Sams (2017), oferece uma série de
experiências de técnicas para o uso e a implementação dessa estratégia.
Avaliação diagnóstica
Em seguida a essa primeira etapa, é importante que seja feita uma avaliação
diagnóstica para verificar o que a turma compreendeu daquele tema. Uma
rápida avaliação, com três ou quatro questões sobre o assunto que permita
ao professor ter uma visão geral do que foi aprendido e os pontos nos quais
os alunos necessitam de ajuda.
Orientação
Em sala de aula, o professor orienta aqueles que ainda não adquiriram o
básico para que possam avançar. Ao mesmo tempo, oferece problemas mais
complexos a quem já domina o essencial, agrupa os alunos em pares para
que discutam os assuntos previamente estudados (os que tiveram maior
compreensão podem discutir e explicar os assuntos aos alunos com menor
compreensão do tema).
Atenção
Podemos dizer, portanto, que a inversão se refere à mudança da prática exercida no ensino tradicional,
em que a sala de aula serve para o professor transmitir informação ao aluno que, após a exposição do
tema/conteúdo, deve estudar o assunto exposto e realizar alguma atividade de avaliação para mostrar
que esse conteúdo foi assimilado. 
Na abordagem invertida, o aluno estuda antes da aula, e esta se torna o lugar de aprendizagem ativa, onde há
perguntas, discussões e atividades práticas.
Como pontos positivos na inversão da aula,
temos:
 
A personalização e individualização da
aprendizagem.
O uso de diversas linguagens (textos,
vídeos, áudios, entre outros) que são
mais coerentes com os alunos (usuários
de diversos recursos digitais; sujeitos
conectados com as mídias).
Maior interação do professor com os
alunos (o professor passa a circular na
sala de aula).
Uso de um “programa reverso de aprendizagem para o domínio”, no qual os alunos progridem dentro do
seu próprio ritmo. (BERGMANN e SAMS, 2017)
A sala de aula invertida tem sido implantada tanto na educação básica quanto no ensino superior. Ela
possibilita o desenvolvimento das competências do século XXI, uma vez que promove o protagonismo e
a proatividade do aluno, exercitando sua curiosidade e imaginação, colaboração, acesso a informações,
análise e reflexão e,finalmente, contribui para trabalhar de forma mais significativa o conhecimento.
(VALENTE, 2014)
As regras básicas para essa inversão, de acordo com o relatório Flipped Classroom Field Guide (2014), são:
1ª regra
As atividades em sala de aula devem envolver uma quantidade significativa de questionamento,
resolução de problemas e de outras atividades de aprendizagem ativa, obrigando o aluno a recuperar,
aplicar e ampliar o material aprendido online.
2ª regra
Os alunos devem receber feedback imediatamente após a realização das atividades presenciais.
3ª regra
Os alunos precisam ser incentivados a participar das atividades online e presenciais, sendo
computadas na avaliação formal do aluno, ou seja, devem valer nota.
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• 
• 
4ª regra
Tanto o material a ser utilizado online quanto os ambientes de aprendizagem em sala de aula devem
ser altamente estruturados e bem planejados.
O tipo de material ou atividade que o aluno realiza virtualmente e na sala de aula varia de acordo com a
proposta a ser implantada, criando diferentes possibilidades para essa abordagem pedagógica.
Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP)
A Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) é uma metodologia ativa capaz de atender às novas demandas
da educação, sendo considerada como uma das estratégias de ensino e aprendizagem mais apropriadas para
o século XXI.
A ABP - Aprendizgem Baseada em Projetos - pode ajudar a criar um ambiente em que professores e alunos
“formam uma comunidade de aprendizagem poderosa focada na realização, no autodomínio e na contribuição
para a comunidade”. A ABP, assim como qualquer outro método de ensino, pode ser utilizada de maneira
efetiva ou não. Caberá ao professor saber destacar ideias centrais e questões focais em seu programa de
ensino para criar atividades envolventes e instigantes na sala de aula, promovendo uma aprendizagem
autônoma entre os alunos, o que a ABP é capaz de favorecer (BIE, 2018).
Atenção
A proposta metodológica da ABP é reafirmada por Bender (2014) quando esclarece que ela “envolve uma
mudança para a aprendizagem centrada no aluno, baseada em questões e problemas autênticos e
envolventes”, além do uso crescente dos recursos tecnológicos digitais no processo de ensino-
aprendizagem. Ainda segundo o autor, a ABP envolve uma abordagem diferente de ensino quando
comparada à sala de aula tradicional. Ao trabalhar com a metodologia de projetos, os alunos assumem
um papel muito mais ativo e participativo, além de possibilitar uma oportunidade para o ensino
diferenciado, a aprendizagem de conteúdos e o desenvolvimento de competências. 
A ABP segundo Moran (2018), é uma metodologia de aprendizagem em que os alunos se envolvem com
tarefas e desafios para resolver um problema ou desenvolver um projeto que tenha ligação com sua vida fora
da sala de aula. O autor aborda três níveis de desenvolvimento:
Educador e filósofo, Paulo Reglus Neves Freire. 
PROJETO CARACTERÍSTICA
Disciplinares Desenvolvido no interior da disciplina.
Integradores
Desenvolvido interdisciplinarmente, integrando mais de uma disciplina,
professores e áreas de conhecimento.
Transdisciplinares
Desenvolvido a partir de problemas ou projetos individuais ou grupais,
superando o modelo disciplinar.
Quadro 2: Diferentes níveis de desenvolvimento de projetos/Fonte: Adaptado de Moran (2018)
O reconhecido educador brasileiro Paulo Freire
(1996) defende que a autonomia é fator
fundamental para o processo de aprendizagem
e de formação humana. Indica que autonomia é
a capacidade de uma pessoa agir por si mesma
e de tomar decisões que refletem,
posteriormente, em suas ações. Explica que a
construção da autonomia deve ocorrer a partir
de experiências estimuladoras que permitam a
tomada de decisão e a possibilidade daquele
que está em formação de assumir a
responsabilidade por sua própria aprendizagem
e prática. Assim, produz autoconfiança ao
permitir que a pessoa que está sendo formada
assuma um papel ativo no processo de
aprender.
 
A ABP adota o princípio de aprendizagem colaborativa, baseada no trabalho coletivo. Viabiliza a construção da
autonomia, tomada de decisão, promove o protagonismo e o engajamento dos alunos de forma mais
significativa e profunda. É uma das estratégias que pode desencadear processos disruptivos e inovadores em
contextos educacionais.
Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL = Problem-based Learning)
A aprendizagem baseada em problemas (ABP ou PBL) surgiu na década de 1960 na Universidade McMaster,
Canadá, e em Maastricht, na Holanda, inicialmente nos cursos das Escolas de Medicina. Atualmente, tem sido
utilizada em várias outras áreas do conhecimento (MORAN, 2018).
McMaster University Medical School – Canadá. 
A PBL toma como base os princípios da escola ativa, dos procedimentos do método científico, de um
ensino integrado e integrador dos conteúdos, dos ciclos de estudo e das diferentes áreas envolvidas,
levando o aluno a “aprender a aprender” e a desenvolver competências para resolver futuros problemas
na sua vida profissional. Num sentido mais abrangente, propõe uma matriz curricular não disciplinar ou
transdisciplinar, organizada por temas, competências e problemas diferentes, em níveis de complexidade
crescentes, em vez de organizada rigidamente a partir de disciplinas.
(MORAN, 2018)
Tem sido muito utilizada para estruturar todo o currículo de cursos de ensino superior e para moldar projetos
na educação corporativa (FILATRO e CAVALCANTI, 2018).
 
Como proposta de reestruturação curricular, a PBL objetiva a integração de disciplinas privilegiando a prática
(BERBEL, 1998). Para isso:
 
São selecionadas situações que o aluno deverá saber/dominar, considerando o tipo de organização
curricular
Essas situações são analisadas para que se determine quais conhecimentos o aluno deverá ter e
mobilizar para cada uma delas:
O tema/problema apresentado deve incentivar o levantamento de hipóteses;
Objetivos serão traçados para serem mais bem estudados;
Pesquisas e estudos serão propostos;
Nova discussão em grupo será feita para síntese e aplicação do novo conhecimento.
Atenção
A PBL pode ocorrer de forma individual (o aluno trabalha sozinho) ou em grupo. Quando a atividade é
realizada em grupo, há oportunidade de desenvolver mais competências, como interagir com o outro,
aprender a ouvir, partilhar ideias, aceitar e assimilar críticas, colaborar, comunicar-se oralmente,
desempenhar ações de liderança, entre outras. 
Peer Instruction
Peer Instruction (Instrução por Pares) é uma metodologia ativa que consiste em uma mudança na relação
aluno-professor e aluno-aluno. Desenvolvida pelo físico e educador holandês Eric Mazur no início dos anos
1990, na disciplina de Física Básica na Universidade de Harvard, a técnica ganhou projeção e reconhecimento
internacional. As pesquisas realizadas por Mazur e sua equipe passaram a ser utilizadas em muitas
instituições escolares e acadêmicas, em diferentes áreas do conhecimento.
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Peer Instruction (Instrução por Pares) é uma
metodologia ativa que consiste em uma
mudança na relação aluno-professor e aluno-
aluno. Desenvolvida pelo físico e educador
holandês Eric Mazur no início dos anos 1990, na
disciplina de Física Básica na Universidade de
Harvard, a técnica ganhou projeção e
reconhecimento internacional. As pesquisas
realizadas por Mazur e sua equipe passaram a
ser utilizadas em muitas instituições escolares e
acadêmicas, em diferentes áreas do
conhecimento.
Assim, o método consiste em uma série de procedimentos que se iniciam antes da aula. Diante
disso, para haver sucesso nessa metodologia em qualquer contexto educativo, é necessário o
professor iniciar sua disciplina dialogando com os alunos sobre metodologias ativas de
aprendizagem e apresentando a proposta de instrução por pares, seus objetivos e suas
estratégias de avaliação
Atualmente, a aplicação da metodologia se diversificou muito, mas as etapas do método em linhas gerais são:
1. Indicação do conteúdo
O professor indica o conteúdo e o materialde referência a serem abordados em sala de aula
(manuais, livros didáticos e textos relevantes à área de estudos).
2. Leitura Prévia
Estudo prévio do conteúdo/tema pelos alunos
3. Exposição do conteúdo
Em aula, o professor faz uma breve exposição oral do assunto, dando ênfase a questões conceituais
centrais à compreensão do conteúdo.
4. Teste conceitual
O professor propõe uma questão para os alunos responderem individualmente fazendo uso do 
método Polling (essa atividade pode ser realizada usando aplicativos como Kahoot, Socrative,
Mentimeter, Google Forms, ou mesmo utilizando cartões físicos com alternativas de respostas quando
não for possível ou conveniente conexão com a internet).
5. Formulação individual
Os alunos refletem sobre as questões e respondem individualmente.
6. Avaliação das respostas
Os alunos apresentam as respostas. A partir dos resultados, o professor deve avaliar se é possível
seguir o conteúdo ou se os alunos devem interagir com a finalidade de formular novas respostas.
7. Discussão entre pares
Se o número de acertos for inferior a 35%, o professor deve repetir a explicação; se a média de acerto
estiver entre 35% a 70%, então se propõe a discussão da questão entre pares, objetivando chegar a
consensos sobre quais seriam as respostas corretas.
8. Teste conceitual
O professor aplica o teste conceitual novamente, como forma de avaliar se os alunos chegaram a uma
melhor compreensão do conteúdo a partir da interação com os colegas.
9. Avaliação das respostas
O professor analisa o resultado junto com os estudantes: se o resultado for superior a 70%, ele pode
fazer uma síntese da resposta e seguir para um novo conteúdo. Se ainda for inferior a 70%, precisará
propor uma nova questão conceitual do tema discutido.
Quadro 3: Etapas de aplicação do método instrução entre pares/Fonte: Adaptado de Lasry, Mazur e Watkins
(2008)
Saiba mais
Polling é um método pelo qual os dados estatísticos podem ser coletados de um grupo de pessoas. A
pesquisa pode ser usada para determinar a opinião popular e pode influenciar, moldar ou guiar os
processos de tomada de decisão. Também permite que outras pessoas vejam uma análise estatística
das respostas. Como usar o polling? Para reunir dados dos participantes, é necessário criar uma
pesquisa. Há uma variedade de ferramentas online gratuitas que podem ser usadas para criar enquetes
e coletar respostas. Por exemplo, há uma ferramenta chamada Polls, que pode ser usada para coletar
dados de participantes em um curso ou site do projeto. 
A instrução por pares ajuda a promover uma aula dinâmica e engajadora, com a exposição do conteúdo e a
aplicação dos testes ocorrendo em um período curto. O importante nessa metodologia é a combinação da
estratégia da aula invertida com aprendizagem em grupo, valendo-se de discussões, dinâmicas ou atividades
para aprender ativamente, sempre com a orientação e supervisão do professor.
Métodos ativos de aprendizagem
Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre a explicação e exemplificação sobre alguns métodos ativos de
aprendizagem.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A sala de aula invertida deve ser identificada como estratégia ativa de aprendizagem porque
apresenta como características os seguintes aspectos:
A A personalização e a individualização da aprendizagem; o uso de diversas linguagens; maior interação do
professor com os alunos; progressão do aluno dentro do seu próprio ritmo.
B A aprendizagem coletiva e comunitária; o uso de linguagem mais acadêmica; maior interação do
professor com os alunos; a manutenção de tarefas escolares em casa.
C O uso de vídeos e apresentações em sala de aula; maior interação do professor com os alunos a partir
da inversão de suas funções; uso apenas de mídias digitais.
D Inversão do papel do aluno, que passa a ser o apresentador dos conteúdos a serem aprendidos; atuação
do professor como tutor; a ênfase no trabalho individual.
A alternativa A está correta.
Na abordagem da sala de aula invertida, o aluno estuda antes da aula, que se torna o lugar de
aprendizagem ativa, onde há perguntas, discussões e atividades práticas sob orientação e supervisão do
professor. O aluno poderá ter acesso ao conteúdo por meio de vídeos, textos e outros recursos e
linguagens. Desse modo, o espaço e o tempo da sala de aula são dedicados ao que antes ficava destinado
apenas às tarefas de estudo realizadas em casa, como a resolução de exercícios.
Questão 2
Imagine que um professor, ao planejar determinadas atividades pedagógicas, precise optar
por uma estratégia de aprendizagem ativa que privilegie o desenvolvimento de competência
no aluno para resolver dificuldades e lidar com desafios que enfrentará na sua futura vida
profissional. Além disso, o professor quer promover uma aprendizagem que não se limite à sua
disciplina, mas que ajude o aluno a mobilizar conhecimentos de outras disciplinas para lidar
com as questões e os temas propostos. Nesse caso, a partir do que você estudou neste
módulo, qual estratégia ativa deve prioritariamente ser adotada?
A Sala de aula invertida (Flipped Classroom)
B Aprendizagem baseada em projetos (ABP)
C Aprendizagem baseada em problemas (PBL = Problem-based Learning)
D Instrução por pares (Peer Instruction)
A alternativa C está correta.
A PBL expõe o aluno a questões que mobilizam conhecimentos para a resolução de problemas,
contribuindo para o desenvolvimento de competências que são valorizadas na sua formação e futura
atividade profissional. Quando além da aula ou da disciplina o currículo também é orientado por uma
metodologia de aprendizagem baseada em problemas, tem-se uma abordagem transdisciplinar com foco
na construção de conhecimento por meio da integração de diferentes disciplinas.
3. Estratégias e ferramentas tecnológicas facilitadoras da aprendizagem ativa
Recursos tecnológicos e aprendizagem ativa
Vamos verificar, neste módulo, como as tecnologias digitais podem apoiar a adoção de metodologias ativas,
apresentando diferentes grupos de tecnologias e alguns exemplos de como podem apoiar a aprendizagem
ativa.
Incorporar as tecnologias sem aliá-las às
inovações pedagógicas em contextos
educativos não resultará em melhorias
educacionais. O uso efetivo das tecnologias
para uma aprendizagem mais significativa e
engajadora deve estar associada às estratégias
ativas.
 
Atualmente, podemos aprender em múltiplos
espaços − tanto físicos quanto digitais −,
sozinhos e em grupo, de modo formal ou
informalmente, usando e explorando diferentes
recursos, caminhos e métodos. A variedade de estratégicas metodológicas a serem adotadas no
planejamento das aulas deve estimular nossa reflexão sobre novas maneiras de ensinar e aprender.
Vamos refletir!
Como colocar em prática essas estratégias de modo a
tornar o processo de aprendizagem dos alunos mais ativo,
engajador e significativo?
Chave de resposta
Já vimos que as estratégias ativas promovem alternativas pedagógicas que valorizam o aluno, a
aprendizagem colaborativa, a construção do conhecimento por meio de projetos e resolução de
problemas, entre outros aspectos importantes. Tudo isso é potencializado e viabilizado quando integramos
as estratégias ativas com as tecnologias e mídias digitais, realidade virtual e aumentada, plataformas
adaptativas que trazem mais mobilidade, possibilidade de personalização, de compartilhamento, de design
de experiências diferentes de aprendizagem − seja em ambientes presenciais, online ou híbridos.
Muitos são os pesquisadores que estudam e investigam as possibilidades do uso das tecnologias como
suporte para as metodologias ativas, divulgando experiências e projetos de instituições com diferentes
propostas de aprendizagem ativa personalizada com apoio de tecnologias digitais. Essas pesquisas discutem
as potencialidades que as tecnologias têm para enriquecer o processo de aprendizagem, devido às
características de mobilidade e conectividade que possuem.
As tecnologias móveis,conectadas, leves, ubíquas são o motor e a expressão do dinamismo
transformador, da aprendizagem social por compartilhamento, da aprendizagem por design, das
tentativas constantes de aperfeiçoamento e de introdução de novos produtos, processos e relações [...].
(MORAN, 2018)
Existe uma tendência na área de tecnologia educacional em agrupar as mídias em grandes categorias, de
acordo com as diferentes aplicações na educação. São elas:
Tecnologias distributivas
Disponibilizam o conteúdo de um para muitos, ou seja, preveem a utilização dentro de uma proposta
mais tradicional, com o sujeito em uma posição passiva, de receptor da informação. São as
tecnologias empregadas quando o objetivo é distribuir informação e conteúdo, como o rádio, a
televisão e as plataformas ou os aplicativos de podcast. Seu uso acaba privilegiando a transmissão do
conhecimento, por isso elas devem ser integradas a outras tecnologias mais interativas.
Tecnologias interativas imersivas
Disponibilizam o conteúdo de um para um, isto é, prevê um aluno mais ativo, que interage com a
tecnologia e que aprende por meio dela, mas de forma isolada. São as tecnologias adotadas quando o
objetivo for desenvolver habilidades. Como exemplo, temos os multimídias interativos com exploração
individual e com feedbacks, jogos eletrônicos, simuladores, óculos de realidade virtual ou aumentada.
São modelos de atividades nas quais o aluno está interagindo sozinho com os conteúdos disponíveis
no espaço virtual.
Tecnologias colaborativas
Disponibilizam o conteúdo de muitos para muitos, ou seja, preveem a participação do aluno e sua
interação com outras pessoas. São as tecnologias usadas quando o objetivo é que os sujeitos formem
outros esquemas mentais, aprendam e trabalhem de forma colaborativa, produzindo coletivamente.
São exemplos dessas tecnologias: fórum de discussão, chats, aplicativos de comunicação, editores
colaborativos de textos, planilhas, apresentações e redes sociais.
Tecnologias analíticas
Coletam, tratam e transformam dados relativos à aprendizagem humana em gráficos, possibilitando a
análise desses dados, "apoiando assim a tomada de decisões de professores, especialistas,
designers instrucionais, gestores" (FILATRO e CAVALCANTI, 2018) para propor percursos de
aprendizagem adaptativos. Como exemplo temos: mineração de dados educacionais (educational
data mining), Big data, analítica da aprendizagem (learning analytics), analítica acadêmica/
institucional (academic/institucional analytics), dentre outras.
Variedade de tecnologias de apoio
As tecnologias de apoio ampliam as possibilidades de o aluno ter acesso a recursos de aprendizagem e
conteúdos relevantes disponibilizados em diversas mídias e formatos.
As tecnologias digitais permitem a interação e o aprendizado de grupos de estudantes em diferentes locais,
cidades e até mesmo países, rompendo barreiras de tempo e espaço. Além disso, algumas dessas tecnologias
levam o aluno a conhecer e explorar virtualmente localidades, instituições e experiências às quais dificilmente
teria acesso se não fosse o recurso digital, como a visita virtual a vários museus.
 
Atualmente, há uma multiplicidade de recursos tecnológicos disponíveis na internet, muitos deles com acesso
gratuito para educadores, podendo ser utilizados para promover a aprendizagem, estimular o
desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento de competências.
Dica
Uma possibilidade muito interessante de adoção das metodologias ativas com suporte das tecnologias
está relacionada com a sala de aula invertida (Flipped Classroom). O material utilizado pelos alunos
antes das aulas geralmente é postado num ambiente virtual − em plataformas, redes sociais ou mesmo
num site ou blog criado pelo professor para sua turma de alunos. Embora os vídeos sejam os recursos
mais utilizados, há também podcasts, animações, textos, apresentações gráficas, jogos com feedback,
entre outros, que podem ser utilizados nessa estratégia ativa de aprendizagem. 
Como vimos anteriormente, é recomendável
que o aluno, após ter acessado o conteúdo,
tenha oportunidade de responder a um
questionário (quiz), que o professor pode deixar
preparado no ambiente virtual. Na internet, é
possível encontrar diferentes programas ou
ferramentas gratuitas para criar questionários
online.
 
Podemos perceber, portanto, que esse modelo
de ensino utiliza bastante os recursos das
tecnologias digitais.
Vamos refletir!
Quais tecnologias podem apoiar adequadamente a
adoção da sala de aula invertida?
Chave de resposta
Graças ao acesso aos dispositivos móveis, cada vez maior por parte dos alunos da educação básica e do
ensino superior, temos disponível uma variedade de aplicativos, softwares e sites que podem apoiar a sala
de aula invertida. Temos facilmente acesso a diferentes tipos de mídias, vídeos, documentos e recursos de
pesquisa ou busca.
Todas essas tecnologias e mídias digitais trazem mais mobilidade, possibilidade de personalização do
conteúdo, de trabalho colaborativo, de compartilhamento, de design de experiências diferentes de
aprendizagem, seja no ensino presencial ou no virtual. Enfim, adotar as tecnologias como apoio às
estratégias ativas de aprendizagem significa integrá-las ao currículo, à prática pedagógica para inovar os
processos educacionais (ALMEIDA e VALENTE, 2011).
O uso dos recursos tecnológicos aliado às metodologias ativas deve ser criterioso e atender aos objetivos de
aprendizagem. Por isso, vale lembrar a classificação proposta por Benjamin Bloom (1913-1999), conhecida
como Taxonomia de Bloom, apoiada em três domínios de aprendizagem: domínio cognitivo (reconhecimento
da informação e desenvolvimento de compreensão e habilidades intelectuais); domínio psicomotor
(movimento físico e uso de habilidades motoras) e domínio afetivo (modo de lidar com sentimentos e
emoções).
Benjamin Bloom (1913 1999)
Psicólogo e pedagogo norte-americano que se dedicou à pesquisa na área da psicologia educacional.
Foi um dos fundadores da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA)
e desenvolveu o programa MESA (Mediação, Avaliação e Análise Estatística), voltado para crianças em
idade escolar. Bloom foi professor na Universidade de Chicago e atuou como consultor educacional junto
a governos de vários países, como Israel e Índia.
Benjamin Bloom. 
Vamos destacar aqui somente o domínio cognitivo para identificar as seis habilidades ou processos
cognitivos, que podem ser expressos por meio dos seguintes verbos:
 
Memorizar
Compreender
Aplicar
Analisar
Avaliar
Criar
 
A partir dessas habilidades cognitivas, propomos a seguir um quadro que relaciona alguns recursos digitais
com objetivos de aprendizagem, conforme a Taxonomia de Bloom:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Quadro 4: Objetivos de aprendizagem e recursos tecnológicos digitais
Esse quadro ilustra algumas possibilidades de uso dos recursos tecnológicos a partir dos objetivos de
aprendizagem que definimos para as atividades pedagógicas ou os métodos ativos. Essas tecnologias móveis
podem contribuir para dinamizar e transformar os processos educacionais, desde que utilizadas de forma
planejada, crítica e criativa.
 
Ferramentas que viabilizam o compartilhamento de ideias, reflexão e conhecimento são a expressão da
aprendizagem social, por design, do aperfeiçoamento e da prototipação de novos produtos, processos e
relações, podendo ajudar na adoção de diversas metodologias ativas.
Exemplo
Por exemplo, no caso da ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos), podemos utilizar sites de busca
(Google, Yahoo, Bing etc.) para as pesquisas, trabalhar com as plataformas de colaboração do Google
Drive ou do Microsoft Teams para a construção coletiva do processo de desenvolvimento do projeto,
como também podemos nos valer dos aplicativos Padlet, Jamboard, Powtoon, Animaker e Book Creator
para produzir portfólios e o produto final do projeto. 
Existe também uma variedade de recursos educacionais abertos, conhecidos pela sigla REA, disponíveis para
todas as áreas do conhecimento,constituindo-se em excelentes ferramentas de apoio às metodologias ativas.
Recursos educacionais abertos
São materiais de ensino, aprendizado e pesquisa, em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio
público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por
terceiros. No Brasil, você tem acesso a objetos de aprendizagem ou recursos educacionais abertos na
Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais.
De acordo com Moran (2018), a combinação de metodologias ativas com tecnologias digitais móveis é
atualmente estratégia para a inovação pedagógica. Saber integrar os recursos digitais disponíveis na web nas
atividades educativas deve fazer parte da prática pedagógica, sendo que é possível e conveniente priorizar a
utilização de aplicativos e recursos gratuitos, online, colaborativos e sociais.
As tecnologias favorecem, portanto, as estratégias ativas de aprendizagem, possibilitando a
pesquisa, a autoria, a comunicação verbal e escrita, o compartilhamento em rede, a publicação de
produtos, a criatividade, a discussão em grupo, a construção coletiva de conhecimento. Ampliam
as possibilidades de personalização do ensino, de compartilhamento de ideias, de conhecimento
e informação e de design de experiências diferentes de aprendizagem, seja em ambientes
presenciais, online ou híbridos.
As metodologias com tecnologias podem iniciar dentro de disciplinas isoladas, depois serem compartilhadas
em projetos integradores interdisciplinares. O importante é criar experiências, formas inovadoras de ensino e
aprendizagem, que possibilitem a autonomia intelectual dos alunos e permita o desenvolvimento das
competências e habilidades do século XXI.
Recursos tecnológicos e metodologias ativas
Assista ao vídeo a seguir para saber mais sobre recursos tecnológicos e metodologias ativas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Leia os textos a seguir:
Texto 1
Outra forma de utilização das tecnologias digitais é inverter a forma de ensinar. Os materiais
importantes (vídeos, textos, apresentações) são postados numa plataforma digital para que
os estudantes os acessem de suas casas, possam revê-los com atenção, levantem suas
principais dúvidas, respondam a algum questionário ou quiz. O professor recebe as dúvidas,
vê o resultado das avaliações e elabora as atividades específicas para os momentos
presenciais. A informação básica fica disponível online e a avançada é construída em aula,
presencialmente, em grupos, com a orientação do professor. (MORAN, José. Tecnologias
digitais para uma aprendizagem ativa e motivadora, USP/ECA, 2017).
Texto 2
O registro por meio de uma filmagem, que pode ser feita utilizando-se de um celular, da
própria atuação em sala de aula, o pensar sobre ela e, depois, a oportunidade de [o professor]
discuti-la com os pares ou com a equipe de gestão configura-se como rico momento de
aprendizado. (BACICH, Lilian. Metodologias ativas: desafios e possibilidades. Revista Pátio, nº
81, fev/abr, 2017, p. 37-39.)
A partir das situações de uso de tecnologias digitais no contexto educacional exemplificadas
nos textos e do que você estudou neste módulo, assinale a alternativa que apresenta uma
afirmativa correta:
A
As tecnologias digitais constituem apoio às metodologias ativas, porém seu uso deve ser reservado às
atividades que antecedem à aula presencial, sendo inconvenientes e motivo de distração quando
utilizadas em sala de aula.
BO uso de textos torna-se inadequado e ultrapassado diante da linguagem audiovisual das videoaulas.
Assim, não há lugar para o trabalho com textos quando são adotadas metodologias ativas.
C
A inversão do ensino ou da sala de aula por meio do uso de tecnologias digitais torna o encontro
presencial com o professor desnecessário, já que a aprendizagem acontece por meio dos vídeos, dos
textos e das apresentações acessados anteriormente.
D
As tecnologias digitais, quando usadas de forma crítica e criativa, podem ampliar as estratégias ativas de
aprendizagem, e o aprendizado é tanto dos alunos quanto dos professores, que devem compartilhar suas
experiências também com seus colegas e gestores.
A alternativa D está correta.
As estratégias ativas de aprendizagem ganham novas formas e ampliação quando mediadas pelas
tecnologias digitais. O uso dessas tecnologias, entretanto, deve ser planejado e avaliado, buscando uma
apropriação crítica e criativa deles. Além disso, as experiências em sala de aula devem ser subsídios ou
informações para professores e gestores avaliarem continuamente suas práticas pedagógicas, o que
constitui um aprendizado constante também dos docentes.
Questão 2
Suponha que você apresente, como proposta de melhoria para atingir os objetivos de
aprendizagem de um curso, a adoção de metodologias ativas aliadas às tecnologias, de forma
a inovar os processos de aprendizagem dos alunos, garantindo maior protagonismo deles, a
ação-reflexão, a colaboração e o desenvolvimento da autonomia. Sendo a ABP (Aprendizagem
Baseada em Projetos) uma das estratégias ativas indicadas para esse curso, quais dos
recursos tecnológicos a seguir você deveria prioritariamente adotar?
A Chat ao vivo e fórum de discussão.
B Videoaulas e textos para consulta antes da aula.
C Questionários online ou quiz.
D Plataformas de colaboração e aplicativos para portfólio.
A alternativa D está correta.
A ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) é um método ativo de aprendizagem que se caracteriza pela
construção do conhecimento a partir da integração entre pesquisa e o desenvolvimento de tarefas,
desafios ou um projeto. Por isso, são importantes o registro e o trabalho com as informações, as atividades
e os resultados ao longo do projeto, o que pode ser feito de maneira compartilhada e colaborativa, usando
plataformas como Google Drive ou do Microsoft Teams e aplicativos que permitam produzir portfólios para
reunir e disponibilizar os trabalhos ou o produto final.
4. Conclusão
Considerações finais
Ao longo deste tema, vimos a importância de enfrentar os desafios educacionais por meio de novos modelos
de ensino e aprendizagem. Pudemos perceber que as metodologias ativas não devem ser vistas como um
modismo, mas como necessidade educacional na busca pelo protagonismo do aluno, baseadas em diferentes
conceitos e teorias pedagógicas.
 
Compreendemos, ainda, como utilizar as tecnologias para apoiar a adoção de estratégias ativas. Além disso,
identificamos diferentes grupos de recursos − com exemplos de integração entre as metodologias ativas, os
objetivos de aprendizagem e as tecnologias digitais − que podem favorecer práticas pedagógicas inovadoras
em ambientes de aprendizagem atuais.
Fala mestre!
O vídeo aborda a importância de métodos pedagógicos na educação, destacando a negligência quanto à
leitura e contação de histórias na escola. Menciona estratégias inovadoras para engajar estudantes, o papel
fundamental da argumentação e pensamento crítico e a resistência às tecnologias, como a IA, que não
substituirão professores se eles mantiverem métodos de ensino interativos e afetivos. Fala-se também sobre
variar as abordagens pedagógicas, como o uso criativo de filmes, para tornar o aprendizado mais dinâmico e
interessante. Ressalta-se que a educação eficaz combina envolvimento afetivo e intelectual, e a construção
de relacionamentos sólidos entre professores e alunos é essencial.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Podcast
Podcast
Agora, o professor Luiz Rafael Silva da Silva encerra o tema falando sobre Metodologias ativas na
educação.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore+
Leia o texto Tecnologias digitais para uma aprendizagem ativa e motivadora, de José Moran, para
conferir algumas reflexões e orientações sobre a integração entre tecnologia e metodologias ativas,
além de dicas de leitura e de recursos tecnológicos.
Assista ao vídeo Ensino híbrido, no qual Lilian Bacich apresenta uma palestracom informações
detalhadas sobre o ensino híbrido e cita exemplos de estratégias para a integração das tecnologias em
contexto educativo.
• 
• 
Assista ao vídeo Tecnologias Digitais, que traz uma entrevista feita pelo professor João Mattar ao
professor José Moran. O tema está alinhado às possibilidades do uso das tecnologias aliadas a
estratégias inovadoras em contextos educativos.
Referências
ALMEIDA M. E. B.; VALENTE, J. A. Tecnologias e currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo:
Paulus, 2011.
 
BACICH, L.; MORAN, J. M. (Org.) Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-
prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
 
BEHAR, P.A. (Org). Modelos pedagógicos para a educação a distância. Porto Alegre: Artmed, 2009.
 
BENDER, W. N. (2014). Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Porto
Alegre: Penso.
 
BERBEL, N.A.N. A problematização e a aprendizagem baseada em problemas: diferentes termos ou diferentes
caminhos? In: Interface – Comunic., Saúde, Educ. 1998.
 
BERGMANN, J.; SAMS, A. Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Tradução Afonso
Celso da Cunha Serra. 1. ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
 
BUCK INSTITUTE FOR EDUCATION – BIE. Aprendizagem baseada em projetos: guia para professores de
ensino fundamental e médio. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
 
FILATRO, A.; CAVALCANTI, C. C. Metodologias Inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa.
São Paulo: Saraiva Uni, 2018.
 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1996.
 
LASRY, N.; MAZUR, E.; WATKINS, J. Peer instruction: from Harvard to the two-year college. American Journal
of Physics, v. 76, n. 11, p. 1066-1069, nov. 2008.
 
MAZUR, E. Peer instruction: getting students to think in class. AIP Conference Proceedings, v. 399, n. 1, p.
981-988, mar. 1997.
 
MORAN, M. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. M. (org.)
Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso,
2018.
 
RIBEIRO, E. C. O. Ensino/aprendizagem na escola médica. In: MARCONDES, E.; GONÇALVES, E. (Orgs.).
Educação médica. São Paulo: Sarvier, 1998. p. 40-9.
 
• 
VALENTE, J. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. In:
Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 4/2014, p. 79-97. Editora UFPR.
 
WAGNER, T. The global achievement gap: why even our best schools don´t teach the new survival skills our
children need – and what we can do about it. New York: Basic Books, 2010.
	Metodologias ativas na educação
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Conceitos e princípios das metodologias ativas de aprendizagem
	Modelo pedagógico
	Organizacional
	Conteúdo
	Metodológico
	Tecnológico
	Abordagens pedagógicas e teorias de aprendizagem em metodologias ativas
	Cognitivismo
	Saiba mais
	Construtivismo
	Socioconstrutivismo
	Abordagem Sociocultural de Paulo Freire
	Paulo Freire (1921-1997) foi educador e filósofo brasileiro de fama internacional e um dos principais influenciadores da Pedagogia.
	Teoria da Aprendizagem Experimental de John Dewey e David Kolb
	John Dewey (1859-1952): filósofo norte-americano conhecido pela sua filosofia pragmatista e sua ligação com o progressismo estadunidense. Foi professor nas Universidades de Michigan, Minnesota, Chicago e Columbia. Escreveu sobre filosofia, psicologia, política e educação, entre outros temas. As ideias de John Dewey inspiraram no Brasil o surgimento do movimento denominado Escola Nova, liderado pelo educador brasileiro Anísio Teixeira.
	David Kolb (1939 - ): psicólogo norte-americano e teórico da educação com mestrado e doutorado em educação pela Universidade de Harvard. Foi professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Case Western Reserve University, onde se aposentou em 2012, tornando-se professor emérito. Kolb é o fundador do Experience Learning Based Systems (EBLS), que desenvolve atividades, exercícios, questionários e outros recursos voltados para aprendizagem experiencial. Entre outros assuntos, Kolb é um estudioso dos estilos de aprendizagem, da educação corporativa e profissional.
	Conectivismo
	Princípios das metodologias ativas de aprendizagem
	Método tradicional
	Conceito
	Interpretação
	Ação
	Metodologias ativas
	Ação
	Reflexão
	Conceito
	Protagonismo
	Reflexão e ação
	Colaboração
	Os principais fundamentos teóricos, ou conceitos, que embasam as metodologias ativas
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Questão 1
	Leia o texto e analise a imagem a seguir:
	George Siemens desenvolveu uma teoria de aprendizagem que pode ser considerada alternativa, relacionada estreitamente com as mídias digitais. Ele defende que a construção do conhecimento se dá a partir de uma rede de interações e a aprendizagem está relacionada com nossa capacidade de conhecer a partir das ligações entre o conhecimento e as pessoas, ou seja, o aprendizado é algo que se dá em rede.
	Assinale qual abordagem educacional está relacionada com o conceito apresentado no texto e na imagem:
	Sobre a adoção de metodologias ativas em contextos educacionais, é correto afirmar que:
	Estão corretas:
	2. Estratégias e métodos ativos de aprendizagem
	Competências do século XXI e metodologias ativas
	Reflexão
	Atenção
	Abordagens e estratégias para a aprendizagem ativa
	Sala de aula invertida
	Pesquisa
	Avaliação diagnóstica
	Orientação
	Atenção
	1ª regra
	2ª regra
	3ª regra
	4ª regra
	Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP)
	Atenção
	Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL = Problem-based Learning)
	Atenção
	Peer Instruction
	Assim, o método consiste em uma série de procedimentos que se iniciam antes da aula. Diante disso, para haver sucesso nessa metodologia em qualquer contexto educativo, é necessário o professor iniciar sua disciplina dialogando com os alunos sobre metodologias ativas de aprendizagem e apresentando a proposta de instrução por pares, seus objetivos e suas estratégias de avaliação
	1. Indicação do conteúdo
	2. Leitura Prévia
	3. Exposição do conteúdo
	4. Teste conceitual
	5. Formulação individual
	6. Avaliação das respostas
	7. Discussão entre pares
	8. Teste conceitual
	9. Avaliação das respostas
	Saiba mais
	Métodos ativos de aprendizagem
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	A sala de aula invertida deve ser identificada como estratégia ativa de aprendizagem porque apresenta como características os seguintes aspectos:
	Imagine que um professor, ao planejar determinadas atividades pedagógicas, precise optar por uma estratégia de aprendizagem ativa que privilegie o desenvolvimento de competência no aluno para resolver dificuldades e lidar com desafios que enfrentará na sua futura vida profissional. Além disso, o professor quer promover uma aprendizagem que não se limite à sua disciplina, mas que ajude o aluno a mobilizar conhecimentos de outras disciplinas para lidar com as questões e os temas propostos. Nesse caso, a partir do que você estudou neste módulo, qual estratégia ativa deve prioritariamente ser adotada?
	3. Estratégias e ferramentas tecnológicas facilitadoras da aprendizagem ativa
	Recursos tecnológicos e aprendizagem ativa
	Como colocar em prática essas estratégias de modo a tornar o processo de aprendizagem dos alunos mais ativo, engajador e significativo?
	Tecnologias distributivas
	Tecnologias interativas imersivas
	Tecnologias colaborativas
	Tecnologias analíticas
	Variedade de tecnologias de apoio
	Dica
	Quais tecnologias podem apoiar adequadamente a adoção da sala de aula invertida?
	Exemplo
	As tecnologias favorecem, portanto, as estratégias ativas de aprendizagem, possibilitando a pesquisa, a autoria, a comunicação verbal e escrita, o compartilhamento em rede, a publicação de produtos, a criatividade, a discussão em grupo, a construção coletiva de conhecimento. Ampliam as possibilidades de personalização doensino, de compartilhamento de ideias, de conhecimento e informação e de design de experiências diferentes de aprendizagem, seja em ambientes presenciais, online ou híbridos.
	Recursos tecnológicos e metodologias ativas
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Leia os textos a seguir:Texto 1Outra forma de utilização das tecnologias digitais é inverter a forma de ensinar. Os materiais importantes (vídeos, textos, apresentações) são postados numa plataforma digital para que os estudantes os acessem de suas casas, possam revê-los com atenção, levantem suas principais dúvidas, respondam a algum questionário ou quiz. O professor recebe as dúvidas, vê o resultado das avaliações e elabora as atividades específicas para os momentos presenciais. A informação básica fica disponível online e a avançada é construída em aula, presencialmente, em grupos, com a orientação do professor. (MORAN, José. Tecnologias digitais para uma aprendizagem ativa e motivadora, USP/ECA, 2017).Texto 2O registro por meio de uma filmagem, que pode ser feita utilizando-se de um celular, da própria atuação em sala de aula, o pensar sobre ela e, depois, a oportunidade de [o professor] discuti-la com os pares ou com a equipe de gestão configura-se como rico momento de aprendizado. (BACICH, Lilian. Metodologias ativas: desafios e possibilidades. Revista Pátio, nº 81, fev/abr, 2017, p. 37-39.)A partir das situações de uso de tecnologias digitais no contexto educacional exemplificadas nos textos e do que você estudou neste módulo, assinale a alternativa que apresenta uma afirmativa correta:
	Suponha que você apresente, como proposta de melhoria para atingir os objetivos de aprendizagem de um curso, a adoção de metodologias ativas aliadas às tecnologias, de forma a inovar os processos de aprendizagem dos alunos, garantindo maior protagonismo deles, a ação-reflexão, a colaboração e o desenvolvimento da autonomia. Sendo a ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) uma das estratégias ativas indicadas para esse curso, quais dos recursos tecnológicos a seguir você deveria prioritariamente adotar?
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Fala mestre!
	Conteúdo interativo
	Podcast
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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