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154154873 Classes E Funcoes De Jose Lemos Monteiro
6 pág.

Português • Humanas / SociaisHumanas / Sociais

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## Resumo sobre Morfologia e Classificação dos Vocábulos na Língua PortuguesaO texto aborda de forma detalhada os processos de formação das palavras e a complexa questão da classificação dos vocábulos na língua portuguesa, destacando as dificuldades e incoerências presentes nas propostas tradicionais, especialmente na Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Inicialmente, são apresentados exemplos práticos para identificar processos de formação, como composição, derivação e outras formas, ilustrando a diversidade e riqueza do léxico português. Em seguida, o foco se volta para a morfologia, que estuda a estrutura das palavras e seus processos de flexão e formação, além de tentar classificar os vocábulos em classes gramaticais, tarefa que se mostra problemática devido à complexidade dos critérios envolvidos.A NGB, que buscou uniformizar o ensino da língua portuguesa, propôs uma divisão dos vocábulos em dez classes: substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção e interjeição. Contudo, o texto critica essa classificação por vários motivos, como a criação de uma classe exclusiva para o artigo (um morfema), a inclusão das interjeições como palavras quando são, na verdade, frases de situação, e a mistura de critérios heterogêneos (morfossintáticos e semânticos). Além disso, a NGB separa numerais dos substantivos e adjetivos, embora estes possam funcionar como tais, e interpreta o grau como flexão, o que poderia ser suficiente para classificar os advérbios como palavras variáveis. O autor defende que a tarefa de classificar vocábulos não pode se restringir à morfologia, pois forma, função e sentido frequentemente conflitam, exigindo uma abordagem integrada, a morfossintaxe.No que diz respeito às classes morfológicas, o texto destaca que as mais fundamentais são os nomes (substantivos e adjetivos) e os verbos, que se distinguem pelos paradigmas flexionais: os verbos apresentam desinências modo-temporais e número-pessoais, enquanto os nomes flexionam em gênero e número. A distinção entre classe e função é enfatizada: classes são categorias morfológicas (nome, pronome, verbo), enquanto funções são sintáticas (substantivo, adjetivo, advérbio). Por exemplo, um mesmo vocábulo pode exercer diferentes funções dependendo do contexto sintático. O texto também diferencia nomes e pronomes com base no significado: nomes são símbolos que representam seres ou conceitos, enquanto pronomes são sinais que indicam ou situam no espaço-tempo, com função deíctica ou anafórica. Essa distinção é ilustrada com exemplos como "menino" (nome) e "aquele" (pronome).Outro ponto importante é a análise dos numerais e artigos. Os numerais, embora classificados pela NGB como uma classe autônoma, são na verdade parte da classe dos nomes, podendo funcionar como substantivos ou adjetivos, dependendo do contexto. A divisão dos numerais em cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários é criticada por causar confusão, pois algumas dessas categorias se confundem com outras classes, como adjetivos ou substantivos coletivos. Quanto ao artigo, o texto defende sua classificação como pronome, baseando-se em sua origem pronominal e função deíctica, que indica a presença de um ser definido no discurso. Essa visão simplifica o estudo da língua e resolve incoerências, como a oscilação entre artigo e pronome demonstrativo em contextos diferentes. O artigo indefinido também é visto como uma forma paralela do pronome algum, reforçando a ideia de que artigos e pronomes são categorias próximas.Por fim, o texto esclarece que as interjeições não são palavras isoladas, mas sim frases de situação, e que os conectivos (preposições e conjunções) funcionam como elementos de ligação entre palavras ou orações, podendo estabelecer relações de subordinação ou coordenação. A distinção entre classe e função, a necessidade de respeitar critérios coerentes dentro do sistema linguístico e a importância de uma abordagem integrada entre morfologia e sintaxe são os principais pontos destacados para uma compreensão mais científica e coerente da classificação dos vocábulos na língua portuguesa.---### Destaques- A NGB propõe dez classes gramaticais, mas apresenta incoerências e mistura critérios morfológicos, sintáticos e semânticos.- Classes fundamentais são nomes (substantivos e adjetivos) e verbos, diferenciados por paradigmas flexionais; funções (substantivo, adjetivo, advérbio) são sintáticas e contextuais.- Nomes são símbolos que representam seres ou conceitos; pronomes são sinais que indicam ou situam no espaço-tempo (função deíctica ou anafórica).- Numerais pertencem à classe dos nomes e podem funcionar como substantivos ou adjetivos; a divisão tradicional dos numerais causa confusão.- Artigos têm origem pronominal e função deíctica, devendo ser classificados como pronomes para simplificar e tornar coerente o estudo gramatical.- Interjeições são frases de situação, não palavras isoladas; conectivos ligam palavras ou orações, estabelecendo relações de subordinação ou coordenação.

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