Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

10 No século XX, a preocupação com meio ambiente provocou no Brasil a elaboração e implementação de políticas públicas voltadas para meio ambiente especialmente a partir da década de 1970. Essas podem ser classificadas como políticas regulatórias, estruturadoras ou indutoras. caminho percorrido até a elaboração da Política Nacional de Educação Ambiental envolveu ações em conferências e na publicação do artigo 255. Em 27 de abril de 1999, foi sancionada a Lei No 9.795. A proposta reconhece a educação ambiental como um componente essencial e permanente em todo processo educativo, formal e/ou não formal. A Política Nacional de Educação Ambiental é uma proposta para a promoção da educação ambiental em todos os setores da sociedade. Apesar de haver pontos passíveis de discussão, lei de educação ambiental tem servido como base de orientação para as ações.formal e não formal aula 11 Por intermédio da Lei 9.795, que institui a Política de Educação Ambiental no Brasil, é possível estabelecer uma distinção entre a Educação Ambiental formal e a EA não formal. A primeira é desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privada, e a segunda é caracterizada "por ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e a sua organização e participação na defesa da qualidade de vida do meio ambiente". Porém, logo percebemos, na própria lei, que estas duas modalidades de EA estão intimamente ligadas, uma vez que há incentivo para que ações e projetos de EA não formal tenham a participação de instituições que compõem ensino formal. Nota-se também uma forte tendência para que atividades da EA formal sejam realizadas em espaços não formais. A EA formal realizada na maioria das escolasnão produz ações que interfiram diretamente nas comunidades à volta das instituições de ensino. A EA não formal surge como parte importante na resolução de problemas, nos quais os sujeitos das ações não podem se limitar ao público escolar, que caracteriza ações como não formais. Além dessas modalidades, podemos destacar as ações de EA formal realizadas em espaços não formais que possuem espaço e tempo mais flexíveis, cumprem um importante papel para a ampliação da cultura científica e humanística. Assim como há complementaridade dos diferentes espaços educacionais (formal e não formal), há também complementaridade entre atividades de EA formal e não formal, que, na união de esforços, podem transformar a sociedade, por intermédio de discussões e ações em que se questionem as distorções existentes em nosso atual modelo de sociedade.Aula 12 Edu no Processo A gestão ambiental é entendida essencialmente como um processo de mediação de conflitos e/ ou problemas ambientais que existem decorrentes das diferentes visões e desejos que temos para uso dos recursos. Além da diversidade de atores sociais envolvidos em conflitos socioambientais, reconhecemos a existência de uma assimetria de poder político e econômico presente em nossa sociedade. método de estudo de caso pode ser benéfico para que sejam mapeadas as relações existentes entre os atores e, a partir de abordagens participativas, tornamos possível a tomada de decisões e proposição de soluções para problema.problemas são decorren das visois l cque temos ra o uso recursos devemos a somen H como recurso ? a gestas amburtal visa mediar esses conflitos. conflitos socioambientaisEsta aula propõe apresentar a gestão ambiental como um processo educativo não formal e como ferramenta de mudança social. 1.0 que é Gestão Ambiental? - Processo de mediação de interesses e conflitos entre atores sociais que atuam sobre meio ambiente. - Objetiva garantir direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, conforme a Constituição Federal (Art. 225). - Pode ser usada como instrumento técnico (privado) ou pedagógico e democrático (público e participativo). 2. Educação Ambiental e Participação - A Educação Ambiental deve ser humanista, democrática, participativa e voltada para a ação.Visa à mobilização social e à participação ativa nas decisões. - Estratégias fundamentais: ética, democracia e cidadania. 3. Conflitos socioambientais - Decisões sobre ambiente envolvem disputas de poder e interesses diversos. - A percepção dos problemas varia conforme histórico, lugar social e os interesses dos envolvidos. - A gestão precisa reconhecer e mediar essas diferenças de forma justa e participativa. * todo 4. Estudo de Caso - Curraleiros na APA de Guapimirim Problema: excesso de currais de pesca afetamanguezais e populações de caranguejos. Conflito entre: subsistência, conservação ambiental e fiscalização estatal. Atores sociais: curraleiros, caranguejeiros, ONGs, IBAMA, prefeituras, universidades etc. método do estudo de caso ajuda a mapear atores, relações e propor soluções. 5. Perspectivas - Otimista: regularização da pesca, preservação dos mangues, participação comunitária. - Pessimista: degradação contínua, conflitos sociais, perda dos estoques pesqueiros.Conclusão: A gestão ambiental é uma construção social que deve considerar: A diversidade de percepções; A necessidade de participação; papel da educação como instrumento de transformação social. 13 ticas na EduDiante da crise climática em que vivemos, mostra-se imprescindível a construção de uma consciência ambientalista para que consigamos, como sociedade, advogar por políticas que caminhem lado a lado com a conservação da biodiversidade, nos colocando em uma posição de antítese ao modelo desenvolvimentista de produção ao qual estamos submetidos. Para isso é preciso compreender ambiente ao nosso redor e a teia de relações inerentes a ele. estabelecimento de estratégias de educação ambiental ao ar livre fomentam a emergência de um olhar integrado sobre ambiente que permeia os âmbitos que remetem à subjetividade individual (da Silva et al., 2020), uma vez que ato de experienciar a natureza envolve a sensopercepção e a afetividade. Assim, trilhas interpretativas podem ser tidas como espaços pedagógicos. E que se pode trabalhar nesses ambientes além dos conhecimentos ecológicos, são aspectos históricos e culturais dos povos que habitavam lugar, usos do ambiente pelo ser humano e interesses. Olhar e, adicionalmente,observar, perceber ambiente, discutir, levantar questões, buscar respostas com novas perguntas, perceber entorno, distinguir sons, perceber diferenças, constituem um bom começo para reconhecer os ambientes. Resumo PDF- A importância do trabalho de campo na Educação Ambiental Objetivos da aula: Identificar trabalho de campo como ferramenta para a Educação Ambiental. Reconhecer os elementos fundamentais para elaborar um roteiro de trabalho de campo. 1. trabalho de campo como ferramenta educativa: Permite relacionar teoria e prática. - Estimula a sensibilização, a observação crítica,a autonomia e a construção coletiva do conhecimento. - Ajuda aluno a compreender os ecossistemas como sistemas complexos que envolvem relações ecológicas, sociais, culturais, políticas e econômicas. 2. Educação Ambiental no ambiente: - Propõe uma "sala de aula sem paredes", onde a realidade local do aluno é ponto de partida. - A observação direta do ambiente desperta curiosidade, senso crítico e reflexão. Favorece desenvolvimento de valores como responsabilidade e cidadania ambiental. 3. Elementos para elaborar um roteiro de trabalho de campo:- Observação do ambiente como um todo (aspectos bióticos e abióticos). - Levantamento de perguntas investigativas sobre estrutura e funcionamento dos ecossistemas. - Discussão de aspectos históricos, sociais e culturais do local visitado. - Estímulo à elaboração de relatórios com introdução, objetivo, metodologia e resultados. 4. Outras abordagens possíveis: - Discussão sobre conflitos socioambientais, uso de recursos naturais, valoração cultural e sustentabilidade. - Integração com conteúdos de outras disciplinas (interdisciplinaridade). Conclusão: trabalho de campo é uma estratégia didáticaessencial na Educação Ambiental. Ele: Estimula a percepção crítica da realidade; Aumenta engajamento dos alunos; Torna processo educativo mais significativo. Resumo pdf: Atividades Lúdicas e Jogos Cooperativos na Educação Ambiental Objetivos da aula: - Descrever possibilidades de aprender brincando; - Identificar as vantagens dos jogos cooperativos na Educação Ambiental; - Comparar situações cooperativas e competitivas. 1. Aprender brincando- Brincar é uma estratégia pedagógica eficaz e significativa. Permite desenvolver cognição, criatividade, socialização, afetividade e motivação. -Aprender brincando estimula a curiosidade, a observação, a imaginação e a autonomia. 2. Jogos cooperativos X competitivos - Cooperativos: foco na ajuda mútua, no processo e na valorização do coletivo. - Competitivos: foco na vitória individual, com menor sensibilidade ao grupo. - A Educação Ambiental deve incentivar atitudes colaborativas. 3. Por que usar jogos cooperativos na EA?- Favorecem a conscientização, respeito ao outro e a reflexão sobre ações. - Estimulam a ação coletiva, a empatia e diálogo, importantes na construção de valores ambientais. - Contribuem para formar sujeitos críticos, participativos e solidários. 4. Exemplos de jogos e dinâmicas - Emboladão, Balões e Palitos, Vozes animais, Jogo das cadeiras cooperativo. Propostas práticas que podem ser usadas com crianças e adultos para trabalhar cooperação, tomada de decisão, interdependência e responsabilidade coletiva. Conclusãolúdico é ferramenta pedagógica essencial. A Educação Ambiental deve ser vivida com prazer, envolvimento, reflexão e ação. Jogos cooperativos são instrumentos de transformação social e ajudam na formação de uma nova ética ambiental. Aula 14 - Divitos da que é pesquisa-ação? - É uma pesquisa científica participativa, que envolve pesquisadores e participantes atuando juntos para compreender e transformar uma realidade.Características principais: - Foco em resolver problemas práticos reais. Envolve ação-reflexão-ação (ciclo contínuo). - pesquisador atua no processo como agente transformador, e não apenas como observador. Gera conhecimento e transformação social ao mesmo tempo. Exemplo na Educação Ambiental: - Uma comunidade que se junta a pesquisadores para resolver um problema ambiental local, como descarte irregular de lixo, enquanto analisa e registra processo. Principais Cas da1. Participativa: envolve todos os sujeitos como co-autores. 2. Reflexiva: baseia-se na análise crítica das práticas. 3. Interventiva: propõe mudanças no contexto estudado. 4. Dialógica: promove diálogo entre saberes acadêmicos e populares. 5. Cíclica: alterna entre diagnóstico, planejamento, ação, avaliação e nova ação. daAssumir a centralidade da Natureza significa valorizar que ela é a partir de seus atributos e propriedades. Ela deixa de ser vista como um objeto e passa a ser um sujeito de direitos. reconhecimento desses direitos pode proporcionar novos compromissos éticos como viver relacionado ao cuidado e ao pertencimento à Natureza e também compromissos políticos, como a defesa ambiental. Como podemos lutar para reconhecimento dos direitos da Natureza na nossa sociedade? A Natureza enquanto sujeito se adapta e luta pela sua permanência.Principais direitos da natureza: 1. Direito à existência e à integridade A natureza tem direito de existir, persistir, se regenerar e evoluir. 2. Direito ao respeito aos seus ciclos naturais Os ecossistemas têm direito a manter seus processos ecológicos vitais, como a água, solo, ar e a biodiversidade. 3. Direito à restauração Se a natureza for danificada, ela tem direito de ser restaurada. 4. Direito à defesa legal Qualquer cidadão ou coletivo pode defender a natureza em juízo, mesmo que não seja diretamente prejudicado.5. Direito não ser contaminada, destruída ou modificada de forma violenta A natureza tem direito à proteção contra ações humanas predatórias ou degradantes. Exemplos reais: Equador (2008): primeiro país a incluir os direitos da natureza na Constituição. Bolívia (Lei da Mãe Terra): reconhece a natureza como sujeito de direitos. Rio Whanganui (Nova Zelândia): reconhecido legalmente como uma entidade viva com direitos próprios. Rio Atrato (Colômbia): reconhecido como sujeito de direitos constitucionais. Essa abordagem está ligada à visão da Educação Ambiental crítica, que valoriza todas as formas de vida e busca uma relação mais justa entre humanos e natureza.15 Construindo futures video e Resumo do XIII Jornada Instituto NUTES - Dia 3: Tendências de Pesquisa e Reflexão (Manhã)Tema Central: Exploração das tendências atuais em pesquisa e reflexão no campo da Educação em Ciências e Saúde, com foco em abordagens interdisciplinares e metodologias inovadoras. Principais Palestras e Discussões: 1. Inovação em Metodologias de Ensino Apresentação de novas estratégias pedagógicas que incorporam tecnologias digitais e abordagens participativas. Discussão sobre a importância da formação continuada de professores para a implementação eficaz dessas metodologias. 2. Pesquisa-Ação e Comunidade Enfatizou-se papel da pesquisa-ação como ferramenta para promover mudanças sociais eeducacionais. Exemplos de projetos que envolvem comunidades locais na co-construção do conhecimento. 3. Educação Ambiental Crítica Reflexão sobre a necessidade de uma educação ambiental que vá além da conscientização, promovendo ações transformadoras. Debate sobre como integrar questões socioambientais nos currículos escolares de forma crítica e contextualizada. 4. Interdisciplinaridade na Pesquisa Discussão sobre os desafios e benefícios de integrar diferentes áreas do conhecimento na pesquisa em educação.Apresentação de casos de sucesso em projetos interdisciplinares que abordam problemas complexos de forma holística. Conclusões e Encaminhamentos: - Necessidade de fortalecer redes de colaboração entre pesquisadores, educadores e comunidades. - Importância de políticas públicas que apoiem a inovação e a interdisciplinaridade na educação. Compromisso com a formação de cidadãos críticos e engajados com as questões sociais e ambientais. Resumo PDF - Educação Ambiental: Meta- cidadanias ecológicas e a formação de professores de ciências ( Laysa) Objetivo do texto- Refletir sobre a importância de uma Educação Ambiental crítica voltada à formação de professores de ciências e à construção de meta- cidadanias ecológicas, ou seja, cidadanias ampliadas que envolvem justiça social, ambiental, cultural e ética. - Pontos principais - Educação Ambiental crítica: Vai além da ideia de "conscientizar". Propõe questionar modelos de desenvolvimento, relações de poder e papel do ser humano na crise socioambiental. - Meta-cidadanias ecológicas: Propõe uma visão ampliada de cidadania, que une: Ecologia, - Justiça social, Ética planetária,- Responsabilidade coletiva. Formação de professores: A formação de professores de ciências deve: - Desenvolver a capacidade de análise crítica e ação transformadora; Incorporar práticas educativas interdisciplinares, sensíveis e políticas; Enfrentar os desafios das desigualdades e da crise ambiental com base na cooperação, solidariedade e respeito à diversidade. Conclusão texto defende uma Educação Ambiental que forma sujeitos conscientes, críticos e engajados, capazes de atuar local e globalmente em defesa da vida, dos direitos humanos e do planeta.Título do Vídeo: "What if nature had rights?" Link: Resumo do Conteúdo vídeo explora a ideia de conceder direitos legais à natureza, propondo que elementos naturais como rios, florestas e ecossistemas sejam reconhecidos como sujeitos de direitos, e não apenas como propriedades humanas. Principais pontos abordados: -Conceito de Direitos da Natureza: A natureza é vista como um ente com valor intrínseco, merecendo proteção legal não apenas por seu valor utilitário para os humanos, mas por seu próprio direito de existir e prosperar.Exemplos Práticos: -Equador: Primeiro país a reconhecer os direitos da natureza em sua constituição. Nova Zelândia: rio Whanganui foi reconhecido como uma entidade legal com direitos próprios. - Colômbia: rio Atrato recebeu status de sujeito de direitos, visando sua proteção e restauração. Implicações Legais e Sociais: Reconhecer os direitos da natureza pode transformar a maneira como as sociedades interagem com meio ambiente, promovendo uma relação mais harmoniosa e sustentável.

Mais conteúdos dessa disciplina