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Abaixo está o resumo completo do material sobre Diretrizes Curriculares Nacionais
(DCNs) para a Educação Ambiental, organizado com foco nos pontos mais cobrados nas
avaliações da Estácio.
1. Conceitos Fundamentais e Marcos Legais
Definição de Educação Ambiental e Meio Ambiente
• Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999 - PNEA): Processo pelo qual o indivíduo e
a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum e
essencial à sadia qualidade de vida.
• Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981): Conjunto de condições, leis, influências e
interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas.
• Papel Pedagógico: Não visa apenas à transmissão de conteúdos, mas à transformação
de atitudes, comportamentos e valores de vida.
Desenvolvimento Sustentável (DS)
• Conceito introduzido pelo Relatório Brundtland (1987): suprir as necessidades do
presente sem comprometer as gerações futuras.
• Três Pilares Obrigatórios:
o Proteção Ambiental: Preservação de recursos, biodiversidade e redução da
contaminação.
o Progresso Social: Erradicação da pobreza, equidade social, acesso à saúde e à
educação.
o Desenvolvimento Econômico Sustentável: Modelos inovadores, como a
transição para a economia verde e energias renováveis.
2. Abordagens e Correntes da Educação Ambiental
• Protecionista: Foca na proteção direta e defesa de espécies específicas da flora e
fauna contra o comportamento humano.
• Preservacionista / Conservacionista: Utiliza conhecimentos biológicos para
defender a manutenção de áreas vegetais intocadas (uso restrito a estudo e lazer), mas
é criticada por ignorar conflitos sociais e territoriais.
• Pragmática: Focada na gestão utilitarista e racional de recursos, reciclagem, redução
de desperdícios e eficiência econômica (base do desenvolvimento sustentável
tradicional).
• Educação Ambiental Crítica (EAC): Inspirada na pedagogia de Paulo Freire,
analisa as raízes socioeconômicas e políticas das crises ambientais. Propõe a
autonomia, o diálogo e a formação de sujeitos transformadores.
3. Linha do Tempo e Principais Marcos Históricos
• Lei nº 1/1828 (Brasil): Primeiras disposições sobre zelo de fontes, poços e
arborização.
• 1962 (Primavera Silenciosa - Rachel Carson): Alerta sobre o uso de defensivos
agrícolas/agrotóxicos.
• 1972 (Conferência de Estocolmo - ONU): Define o ambiente sadio como direito
fundamental e formula o Princípio 19 (foco no papel educativo ambiental).
• 1975 (Carta de Belgrado - UNESCO): Define metas, princípios e objetivos globais
da Educação Ambiental.
• 1977 (Conferência de Tbilisi): Estabelece as características, objetivos e estratégias
fundamentais da Educação Ambiental no meio acadêmico e escolar.
• 1981 (Lei nº 6.938 - PNMA e SISNAMA): Institui a Política Nacional do Meio
Ambiente no Brasil e determina a inclusão da educação ambiental no ensino.
• Constituição Federal de 1988 (Art. 225, Inciso VI): Determina a obrigação do
Poder Público de promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino.
• 1992 (Rio-92 / ECO-92): Criação da Agenda 21, Carta da Terra e do Tratado de
Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis.
• 1998 (Lei nº 9.605): Lei de Crimes Ambientais.
• 1999 (Lei nº 9.795 - PNEA): Institui a Política Nacional de Educação Ambiental.
• 2015 (Acordo de Paris): Estabelece metas mundiais para contenção do aquecimento
global (limitar o aumento da temperatura preferencialmente a $1,5^\circ\text{C}$).
4. A Educação Ambiental nos Documentos Oficiais (PCNs, DCNs e BNCC)
• Regra Geral da PNEA (Lei nº 9.795/1999): A Educação Ambiental não deve ser
uma disciplina específica isolada no currículo formal (exceto em cursos de pós-
graduação ou especializações), mas sim uma prática integrada, contínua, transversal e
interdisciplinar.
• PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais): Abordam o tema em três volumes
(Ciências Naturais, Meio Ambiente e Temas Transversais).
• DCNs / DCNEAs (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Ambiental): Reafirmam a educação cidadã, interdisciplinar e voltada ao exercício da
participação social e à sustentabilidade.
• BNCC (Base Nacional Comum Curricular):
o 1ª Versão (2015): Abordava o tema apenas como transversal.
o 2ª Versão (2016): Incorporou a Educação Ambiental formal explicitamente.
o 3ª Versão (2017 - Vigente): Substituiu o termo por conteúdos focados na
sustentabilidade, uso consciente de recursos e ações individuais/coletivas.
5. Cidadania, Gestão e Impactos Ambientais
Instrumentos de Gestão e Economia Ambiental
• Externalidades e Economia Circular: Repensar a cadeia produtiva (design, reuso e
reciclagem) para eliminar o descarte linear.
• REDD+ e Serviços Ecossistêmicos: Mecanismos de recompensa financeira e
pagamento por serviços ambientais a comunidades que mantêm florestas em pé.
• AIA (Avaliação de Impacto Ambiental): Estudo prévio para mitigar danos
decorrentes de empreendimentos.
• PROCONVE: Programa criado em 1988 para controle e redução da poluição do ar
veicular.
Tipos de Poluição Frequentes em Provas
• Atmosférica: Emissão de gases do efeito estufa e geradora de chuva ácida.
• Hídrica: Eutrofização (excesso de matéria orgânica que reduz oxigênio e causa morte
de peixes) e falta de saneamento básico.
• Solo: Acúmulo de lixo urbano, metais pesados e pesticidas.
• Térmica: Alteração da temperatura da água (usinas ou asfalto aquecido), afetando
espécies sensíveis.
• Luminosa e Sonora: Alterações dos ciclos biológicos humanos e da fauna
urbana/noturna.
• Radioativa: Causada por resíduos nucleares ou acidentes (ex: Chernobyl, Césio-137).
📌 Principais Pontos Cobrados nas Provas da Estácio
1. Caráter Transversal (Não Disciplinar):
a. Pegadinha recorrente: Afirmar que a Lei nº 9.795/1999 exige a criação de
uma disciplina obrigatória chamada "Educação Ambiental" na Educação
Básica.
b. O correto: Ela deve ser tratada como conteúdo transversal e interdisciplinar
presente em todas as disciplinas.
2. Diferença entre as Correntes Educacionais:
a. Questões de caso prático exigindo diferenciar atitudes Protecionistas (foco no
animal/planta isolado), Preservacionistas (natureza intocada), Pragmáticas
(eficiência/recursos) e Críticas (visão social, política e emancipatória
freiriana).
3. Marcos e Leis Ambientais:
a. Associação da Lei nº 9.795/1999 (PNEA), da Constituição de 1988 (Art.
225) e do Relatório Brundtland (1987) com o conceito de Desenvolvimento
Sustentável.
4. Resolução de Situações-Problema:
a. Em questões com casos comunitários ou ecológicos, a alternativa correta
sempre prioriza metodologias ativas, diálogo com a comunidade, visão
integrada e projetos participativos interdisciplinares, descartando medidas
isoladas, punitivas simples ou puramente expositivas.
1. Conceitos Fundamentais e Marcos Legais
Definição de Educação Ambiental e Meio Ambiente
Desenvolvimento Sustentável (DS)
2. Abordagens e Correntes da Educação Ambiental
3. Linha do Tempo e Principais Marcos Históricos
4. A Educação Ambiental nos Documentos Oficiais (PCNs, DCNs e BNCC)
5. Cidadania, Gestão e Impactos Ambientais
Instrumentos de Gestão e Economia Ambiental
Tipos de Poluição Frequentes em Provas
📌 Principais Pontos Cobrados nas Provas da Estácio