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Patologia • resumo de revisão 1 Necrose e apoptose Resumo para avaliação de Patologia | Baseado na aula “Apoptose e Necrose”, Prof. Barone, Módulo (47 slides). Ideia central: lesão reversível pode regredir; lesão irreversível leva à morte celular. Necrose costuma provocar inflamação. Apoptose elimina células de forma organizada, geralmente sem inflamação significativa. 1. Da agressão à morte celular • Causas de lesão: falta de oxigênio/isquemia; agentes físicos, químicos e medicamentos; microrganismos; reações imunes; alterações genéticas; desequilíbrios nutricionais. • Hipóxia reduz o oxigênio disponível. Isquemia reduz o fluxo sanguíneo e, além do oxigênio, diminui nutrientes e a remoção de resíduos. • Lesão reversível: a queda de ATP prejudica bombas iônicas, permitindo entrada de sódio e água. Aparecem tumefação celular e degeneração hidrópica/vacuolar. Se o estímulo cessar a tempo, a célula pode se recuperar. • Lesão irreversível: dano grave às mitocôndrias e às membranas, com perda da homeostase. A célula evolui para necrose ou pode ativar vias de apoptose, conforme o contexto. 2. Comparação essencial para a prova Critério Apoptose Necrose Natureza Morte regulada; fisiológica ou patológica. Morte associada a lesão intensa, em geral patológica. Extensão Com frequência, células isoladas. Com frequência, grupos de células ou áreas teciduais. Volume e membrana Retração; brotamentos e corpos apoptóticos com membrana preservada. Tumefação; perda da integridade e ruptura da membrana. Núcleo/DNA Condensação e fragmentação organizada; DNA pode formar “escada” em gel. Picnose, cariorrexe e cariólise; fragmentação irregular. Destino e inflamação Corpos apoptóticos fagocitados; em geral sem inflamação significativa. Conteúdo celular extravasa e desencadeia inflamação. Sequência nuclear típica da necrose: picnose (núcleo encolhe e escurece) → cariorrexe (núcleo fragmenta) → cariólise (núcleo se dissolve/desaparece). 3. Mecanismos de dano celular • Depleção de ATP: falha das bombas de membrana, tumefação e prejuízo da síntese proteica. • Espécies reativas de oxigênio: danificam lipídios, proteínas e DNA quando superam as defesas antioxidantes. • Aumento do Ca²⁺ intracelular: ativa enzimas que lesam membranas, proteínas e DNA; agrava o dano mitocondrial. • Dano mitocondrial e das membranas: reduz a produção de ATP e compromete a integridade celular. Patologia • resumo de revisão 2 4. Apoptose: via de execução A célula recebe sinais internos (por exemplo, dano ao DNA, ausência de fatores de sobrevivência) ou externos. A ativação de caspases leva à clivagem de proteínas celulares, condensação da cromatina, formação de corpos apoptóticos e sua fagocitose. • Via intrínseca (mitocondrial): proteínas da família Bcl-2 regulam a permeabilização mitocondrial. Bax favorece a liberação de citocromo c; Bcl-2 favorece a sobrevivência. Citocromo c + Apaf-1 ativam a caspase-9, seguida de caspases executoras, especialmente 3 e 7. • Via extrínseca: receptores de morte ativam caspase-8, que aciona caspases executoras e pode amplificar a via mitocondrial. • Anoikis: apoptose após perda da adesão adequada da célula à matriz extracelular; integrinas participam da sinalização de adesão. Relevância clínica: apoptose insuficiente favorece persistência de células alteradas (ex.: câncer) ou autorreativas. Apoptose excessiva participa de perda celular em algumas doenças degenerativas e lesões. Essas associações dependem do mecanismo da doença. 5. Tipos de necrose: como reconhecer Tipo Aspecto/mecanismo Exemplo ou pista Coagulativa Arquitetura/contornos do tecido preservados por algum tempo; núcleos desaparecem. Infarto isquêmico em órgãos sólidos, como baço. Liquefativa Digestão enzimática transforma a área em material líquido; neutrófilos podem formar pus. Abscesso bacteriano; infarto no cérebro. Caseosa Material branco, friável, parecido com queijo; perda da arquitetura. Tuberculose, frequentemente no centro de granuloma. Gordurosa enzimática Lipases digerem gordura; ácidos graxos podem se ligar ao cálcio (saponificação). Pancreatite e gordura peripancreática. Fibrinoide Depósito eosinofílico semelhante à fibrina, sobretudo em parede vascular. Lesão vascular imunológica. Gangrenosa Termo clínico para necrose extensa, em geral isquêmica; pode haver infecção sobreposta. Extremidades: seca; úmida quando há infecção e liquefação. Outros termos citados nos slides: necrose hemorrágica descreve sangue associado à área necrótica. Necrose gomosa é descrita como forma rara. Use a localização, a causa e o aspecto do tecido para diferenciar os padrões clássicos. 6. Destinos da área necrótica O tecido morto pode ser removido por fagocitose e absorção, drenado, sofrer ulceração, ser substituído por cicatriz, calcificar ou ficar delimitado/encistado. Em áreas extensas ou infectadas, pode evoluir com gangrena. Revisão rápida: cinco perguntas de prova 1. Tumefação celular sempre significa necrose? Não. Pode representar lesão reversível (degeneração hidrópica). 2. Qual morte costuma liberar conteúdo celular e inflamar? Necrose, pela perda da integridade das membranas. 3. Qual a sequência das alterações nucleares na necrose? Picnose → cariorrexe → cariólise. 4. Qual tipo é típico de abscesso bacteriano? Necrose liquefativa. 5. Qual padrão é típico de infarto isquêmico do baço? Necrose coagulativa.