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Tomada de decisão: relação custo X
volume X lucro
Você vai compreender o conceito de margem de contribuição e sua aplicação em cenários com limitações
na capacidade de produção, além de identificar o ponto de equilíbrio, a margem de segurança e analisar a
relação custo x volume x lucro como apoio à tomada de decisão gerencial.
Profa. Renata Sol Leite Ferreira da Costa
1. Itens iniciais
Propósito
Apresentar conceitos de contabilidade gerencial, mais especificamente aqueles envolvendo a relação entre
custo, volume produzido e lucro, que ajudam na tomada de decisão por parte da empresa.
Objetivos
Expressar o conceito de margem de contribuição, os principais tipos de limitações na capacidade de
produção e como a margem de contribuição ajuda na tomada de decisão. 
Aplicar o conceito de ponto de equilíbrio. 
Estabelecer a relação entre custo, volume e lucro.
Introdução
Apresentaremos o conceito de margem de contribuição e como ela auxilia na tomada de decisão em situações
em que a empresa enfrenta limitações na sua capacidade de produção. A margem de contribuição é um
indicador importante para entender quanto do faturamento está disponível para cobrir os custos fixos e gerar
lucro após a dedução dos custos variáveis. Ela é usada para avaliar a viabilidade de produtos e serviços,
auxiliando na definição de preços, no mix de produtos e na priorização de atividades produtivas quando os
recursos são escassos.
 
Além disso, serão apresentados também os conceitos de ponto de equilíbrio e margem de segurança de
produção. De maneira resumida, o ponto de equilíbrio ajuda a determinar o mínimo de vendas necessário para
que a empresa não tenha prejuízo. Ele é dividido em três tipos: econômico, que considera o lucro desejado;
financeiro, que leva em conta as entradas e saídas de caixa; e contábil, que se baseia nos custos e receitas
registrados na contabilidade.
 
A margem de segurança de produção, por sua vez, é importante na análise da relação custo-volume-lucro. Ela
indica quanto as vendas podem cair antes que a empresa comece a operar no ponto de equilíbrio. Portanto, a
margem de segurança atua como uma medida de risco operacional. Sua elevação sugere que a empresa tem
uma posição financeira segura e capaz de suportar flutuações de mercado e variações na demanda. Uma
margem baixa pode indicar vulnerabilidade e necessidade de estratégias mais conservadoras ou ajustes
operacionais para evitar prejuízos.
 
A análise conjunta da margem de contribuição, do ponto de equilíbrio e da margem de segurança permite uma
visão abrangente da saúde financeira e das capacidades produtivas da empresa. Além disso, ela facilita a
identificação de áreas críticas, a alocação eficiente de recursos e a maximização do lucro, mesmo em cenários
desafiadores.
• 
• 
• 
1. Margem de contribuição
Conceito margem de contribuição
A margem de contribuição é um dos conceitos mais utilizados para a tomada de decisão gerencial. Ela é
calculada pela diferença entre a receita de vendas e os custos fixos e as despesas variáveis. Os custos fixos e
as despesas não têm uma relação direta com a produção (eles existem independentemente de produção), são
apropriados por meio de rateio (muitas vezes baseados em critérios altamente subjetivos) e são menos
gerenciáveis pela empresa do que os custos variáveis. Ou seja, seu resultado demonstra quanto,
efetivamente, sua produção contribui para o resultado da empresa e os custos necessários para a produção
(custos variáveis).
 
Assim, ela representa o quanto a empresa consegue gerar de recursos para pagar seus custos e despesas
fixas e ainda obter lucro. Quando o valor da margem de contribuição for superior ao valor total das despesas e
custos fixos, a empresa estará gerando lucro e, quando for inferior, o resultado será entendido como prejuízo.
 
Por exemplo, uma indústria fabrica três produtos (mesas, cadeiras e sofás) e quer saber qual deles contribui
mais para o resultado da empresa e qual deveria ter sua venda incentivada. Para isso, ela levantou as
seguintes informações:
 Mesa Cadeira Sofá
Preço de venda unitário $ 1.000 $ 200 $ 2.000
Quantidade vendida 500 2500 300
Custo variável unitário $ 4500 $ 110 $ 1.200
Custo fixo unitário $ 200 $ 80 $ 400
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Assim, ao calcular a margem de contribuição, a empresa obteve os resultados demonstrados a seguir:
 Mesa Cadeira Sofá
Preço de venda unitário $ 1.000 $ 200 $ 2.000
Custo variável unitário $ 450 $ 110 $ 1.200
Margem de contribuição unitária $ 550 $ 90 $ 800
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Conforme podemos observar, o produto com maior margem de contribuição para a indústria é o sofá, seguido
pela mesa e, por último, pela cadeira. Dessa forma, seria importante priorizar a venda do sofá, cuja margem de
contribuição unitária é maior e tem, portanto, maior capacidade de trazer resultados para a indústria.
Atenção
A Margem de contribuição ( MC ) consiste na diferença entre a receita de vendas ( R ), os custos ( Cv ) e
as despesas variáveis ( Dv ). 
O cálculo da margem de contribuição deve também considerar outros fatores da produção, como a
quantidade de horas para a fabricação dos produtos. Por exemplo, uma indústria fabrica quatro produtos
(vassoura, rodo, lixeira e varal):
Modelos Matéria-
prima MOD
Outros
custos
variáveis
Horas-
máquina por
unidade
Unidades
vendidas
Preço de
venda
Vassoura $ 5 $ 3 2 2,0 30.000 $ 20
Rodo $ 2 $ 2 1 1,5 20.000 $ 10
Lixeira $ 10 $ 6 12 3,0 5.000 $ 40
Varal $ 15 $ 5 13 3,5 8.000 $ 50
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Seus custos fixos são de $500.000/mês. Ela precisará fazer uma parada programada para manutenção das
máquinas e reduzirá as horas gastas para produção. Assim, qual dos produtos deve ter sua produção
reduzida, visando maximizar o resultado da empresa?
Modelos Preço de
venda
Custos
variáveis
PV – Custos
Variáveis
Horas-máquina
por unidade
Margem de
contribuição
Vassoura $ 20 $ 10 $ 10 2,0 $ 5,00
Rodo $ 10 $ 5 $ 5 1,5 $ 3,33
Lixeira $ 40 $ 28 $ 12 3,0 $ 4,00
Varal $ 50 $ 33 $ 17 3,5 $ 4,86
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Para encontrarmos a margem de contribuição, não bastou apenas diminuir os custos variáveis do preço de
venda. Nesse caso, havia uma informação relevante: a quantidade de horas-máquina necessárias para
produzir uma unidade de cada produto. Repare que, para produzir a lixeira, por exemplo, é necessário o dobro
do tempo utilizado para produzir o rodo. Ou seja, enquanto a fábrica produz uma lixeira, ela consegue, no
mesmo tempo, produzir dois rodos. Portanto, é necessário colocar todos os produtos na mesma ordem de
grandeza, nesse caso, horas-máquina.
 
Apesar de a margem de contribuição não levar em consideração para seu cálculo as despesas e os custos
fixos, eles devem ser analisados também, visto que existem independentemente de produção e a empresa
tem menos condições de controlá-los. Não adianta uma empresa se preocupar apenas com as margens de
contribuição positivas e elevadas de seus produtos caso elas sejam, em conjunto, menores do que os custos e
as despesas fixas.
 
Por exemplo, uma empresa que fabrica quatro produtos apresenta a seguinte estrutura de custos:
 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 Modelo 4 
Produção
(unidades) 2.000 1.500 1.800 2.100 
Preço de venda
unitário $ 950 $ 1200 $ 800 $870 
Custo variável
unitário $ 450 $ 800 $ 420 $ 480 
Custo fixo
unitário $ 490 $ 350 $ 300 $ 320 
Margem de
contribuição $ 500 $ 400 $ 380 $ 390 
 TOTAL
Receitas $ 1.900.000 $ 1.800.000 $ 1.440.000 $ 1.827.000 $ 6.967.000
(-) CPV $
(1.880.000)
$
(1.725.000)
$
(1.296.000)
$
(1.680.000)
$
(6.581.000)
(=) LUCRO
BRUTO $ 20.000 $ 75.000 $ 144.000 $ 147.000 $ 386.000
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Se analisarmos apenas a margem de contribuição, o modelo 1 é o que traz maior margem, enquanto o modelo
3 apresenta a menor margem. E se analisarmos apenas o resultado por produto, o modelo 1 é o que apresenta
o pior resultado (exatamente o mesmo produto cuja margem de contribuição é maior).E justamente o produto
com menor margem de contribuição é o que traz o maior resultado para a empresa. Cortar a produção dele
com base apenas na análise da margem de contribuição provavelmente seria um erro para a empresa.
 
O modelo 1 é o que traz mais receitas para a empresa, sendo responsável por aproximadamente 27% do
faturamento. Mas é o modelo que apresenta menor resultado operacional. Cortar a produção dele equivaleria
a abrir mão de uma receita relevante (apesar de a empresa poder compensar essa perda de receita com o
faturamento de uma maior produção dos outros modelos, caso houvesse demanda de mercado para isso).
Atenção
Importante lembrar que os custos fixos continuariam existindo no montante de $ 980.000 (2.000
unidades x $ 490). Caso a empresa corte a produção do modelo 1, isso significa um resultado menor em
$ 1.000.000000 (1.900.000 - $ 450 x 2.000 unidades), se não houvesse alteração da produção dos
outros modelos. 
Por outro lado, o modelo 3 é o que tem a menor margem de contribuição e traz a menor receita para a
empresa. No entanto, é o modelo que apresenta maior resultado operacional, sendo responsável por
aproximadamente 37% do resultado ($144.000/$386.000 ). Cortar a produção dele equivaleria a abrir mão de
um resultado operacional relevante (apesar de, da mesma forma, essa perda de resultado poder ser
compensada com o faturamento de uma maior produção dos outros modelos, caso haja demanda de mercado
para isso). 
 
Novamente é importante lembrar que os custos fixos continuariam existindo no montante de $ 5400.000
(1.800 unidades x $300). Caso a empresa corte a produção do modelo 3, isso significa um resultado menor
em $ 684.000 ($1.440.000 - $420 x 1.800 unidades), e ela passaria a apresentar prejuízo (caso não houvesse
alteração da produção dos outros modelos).
Por mais importante que seja o conceito de margem de contribuição e sua relevância para a tomada
de decisão, ele não deve ser analisado isoladamente, mas em conjunto com outras variáveis, tais
como os custos fixos, como apresentado.
Margem de contribuição e tomada de decisão
Assista ao vídeo e entenda mais sobre o conceito de margem de contribuição, sua importância na análise
financeira e na tomada de decisões gerenciais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Taxa de retorno do ativo
Esse é outro conceito que pode ser utilizado em conjunto com a margem de contribuição. Significa a
capacidade da empresa de gerar lucro a partir dos seus ativos. A taxa de retorno do ativo demonstra o quanto
de resultado o ativo da empresa gerou para ela e a fórmula para cálculo é a seguinte: 
Vamos retomar o exemplo anterior: a empresa resolveu analisar seus quatro modelos utilizando
adicionalmente o conceito de taxa de retorno do ativo. Para isso, ela precisou ratear o ativo e analisar os
resultados para cada um dos quatro modelos: 
 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 Modelo 4 TOTAL
Receitas $
1.900.000
$ 1.800.000
$
1.440.000
$ 1.827.000 $ 6.967.000
(-) Custos variáveis $
(900.000)
$
(1.200.000)
$
(756.000)
$
(1.008.000)
$
(3.864.000)
Margem de
contribuição
$
1.000.000
$ 600.000 $ 684.000 $ 819.000 $ 3.103.000
(-) Custos fixos $
(980.000)
$ (525.000)
$
(540.000)
$ (672.000)
$
(2.717.000)
 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 Modelo 4 TOTAL
Resultado
operacional $ 20.000 $ 75.000 $ 144.000 $ 147.000 $ 386.000
(-) Despesas fixas $ (18.000) $ (24.000)
$
(90.000)
$ (60.000) $ (192.000)
Lucro antes dos
impostos e despesa
financeira
$ 2.000 $ 51.000 $ 54.000 $ 87.000 $ 194.000
Ativo $ 200.000 $ 530.000 $ 350.000 $ 550.000 $ 1.630.000
Taxa de retorno 1% 10% 15% 16% 12%
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Notem que quando usamos o conceito de taxa de retorno, o modelo 4 é o que apresenta maior retorno sobre
o ativo. Assim, em cada um dos critérios utilizados chegamos a resultados distintos. Esse exemplo é apenas
ilustrativo; com ele se buscou demonstrar como cada conceito, se usado isoladamente, tem diferentes
resultados possíveis.
 
Para fins de tomada de decisão, é importante combinar e analisar o máximo de informações disponíveis para
que a decisão seja a mais fundamentada e próxima possível do que será realizado.
 
Outra maneira de utilizar a margem de contribuição é na forma de percentual, em que ela se torna uma medida
da alavancagem da empresa obtida entre o volume de vendas e o lucro. Esse percentual representa a parcela
do preço praticado pela empresa que é acrescentado ao lucro ou ao prejuízo.
 
Ela é calculada da seguinte forma:
Por exemplo:
Exemplo
Uma empresa quer saber qual sua margem de contribuição percentual em relação ao preço de venda
praticado no mercado. Seu ideal era atingir uma margem de contribuição percentual de 50%. A seguir
está a estrutura de custos dessa empresa: 
Preço de venda: $ 10.000/unidade 
Despesas variáveis: $ 6.000/unidade 
Custos fixos: $ 3.500/unidade 
Para calcular a margem de contribuição percentual, basta dividirmos a margem de ($ 10.000 - 6.000)
contribuição da empresa pelo valor do preço de venda ($ 10.000) . Assim, a margem de contribuição
percentual é de 40%, ou seja, 40% do preço de venda da empresa é quanto o produto efetivamente paga os
custos fixos e, por vezes, traz um retorno para a empresa, enquanto os outros 60% pagam apenas os custos
variáveis.
Taxa de retorno do ativo
Assista ao vídeo e entenda mais sobre como calcular a taxa de retorno do ativo para avaliar a capacidade de
uma empresa de gerar lucro a partir dos seus ativos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Limitações na capacidade de produção
Capacidade normal de produção é a média que se espera atingir ao longo de vários períodos em condições
normais, tendo em vista as necessidades de manutenção preventiva, de férias coletivas e de outros eventos
semelhantes considerados normais para a empresa. É necessário que ela conheça sua capacidade de
produção para a tomada de decisões.
Por vezes a empresa pode receber encomendas de um produto e precisará diminuir ou interromper a
produção de outros itens para atender a essa encomenda. Outras vezes, ela pode ter uma redução de
disponibilidade de horas de mão de obra direta (MOD), ou de horas-máquina (quebra ou manutenção de uma
máquina, por exemplo) ou ainda falta de matéria-prima (por greve ou problemas com o fornecedor, por
exemplo).
O que fazer quando situações como essas acontecem?
Para esse tipo de tomada de decisão, além de conhecer a capacidade de produção, a empresa tem que
conhecer a margem de contribuição de cada um dos seus produtos.
Por exemplo, uma indústria fabrica cinco produtos com a seguinte estrutura de custos:
• 
• 
• 
Produto Matéria-prima MOD Horas MOD CIF variáveis PV unitário
Rosa $ 20 $ 12 1 $ 17 $ 125
Amarelo $ 22 $ 14 2 $ 19 $ 130
Azul $ 24 $ 15 3 $ 20 $ 160
Roxo $ 27 $ 16 4 $ 23 $ 180
Preto $ 29 $ 20 5 $ 25 $ 210
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Além disso, para fabricar cada um dos produtos a empresa consome diferentes quantidades de MOD e, em
condições normais, o mercado consome diferentes quantidades de cada produto por mês. Veja a diferença:
Produto por mês
Capacidade produtiva máxima dessa empresa.
Produto Horas de MOD/unidade Quantidade consumida/mês*
Rosa 1 5.000
Amarelo 2 7.500
Azul 3 600
Roxo 4 8.000
Preto 5 9.000
* também é a capacidade produtiva máxima da empresaRenata Sol Leite Ferreira da Costa.
Nesse nível de produção, seus custos fixos mensais somam $ 500.000. Em dezembro, a empresa costuma
diminuir a quantidade de horas trabalhadas, fazendo um rodízio de férias, limitando a quantidade de horas de
MOD. Assim, ela reduz a produção de um de seus itens.
De qual item ela deve reduzir a produção em função dessa limitação?
Para respondermos à pergunta acima, devemos calcular a margem de contribuição unitária de cada um dos
produtos:
Produto PV unitário MOD CIF variáveis PV – CV Horas MOD MC
Rosa $ 125 $ 10 $ 17 $ 98 1 $ 98
Amarelo $ 130 $ 15 $ 19 $ 96 2 $ 48
Azul $ 160 $ 20 $ 20 $ 120 3 $ 40
Roxo $ 180 $ 25$ 23 $ 132 4 $ 33
Preto $ 210 $ 30 $ 25 $ 155 5 $ 31
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
No exemplo, para encontrarmos a margem de contribuição não bastou apenas reduzir os custos e despesas
variáveis do preço de venda. Como cada produto leva uma quantidade de horas para ficar pronto e a empresa
tem uma limitação de horas de MOD, devemos colocar na mesma base, como se todos levassem apenas uma
hora para ficar prontos. Assim, o produto que deverá ter sua produção diminuída é o preto.
Utilizando ainda o mesmo exemplo: e se a empresa, cuja capacidade de produção é de 115.000
horas de MOD, recebesse uma encomenda de 10.000 unidades do produto rosa, que tem maior
margem de contribuição?
Para produzir 10.000 unidades do produto rosa sem reduzir a quantidade dos demais itens, a empresa
precisaria das seguintes horas:
Produto Horas MOD Quantidade Qtd X horas
Rosa 1 5000 5.000
Amarelo 2 7500 15.000
Azul 3 6000 18.000
Roxo 4 8000 32.000
Preto 5 9000 45.000
 115.000
Tabela: Capacidade máxima de produção.Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Horas MOD Quantidade Qtd x horas
1 10000 10.000
2 7500 15.000
3 6000 18.000
4 8000 32.000
5 9000 45.000
 120.000
Tabela: Horas necessárias para atender a encomenda.Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Sendo a capacidade máxima de produção de 115.000 horas e para atender a encomenda sem reduzir a
produção dos demais itens seriam necessárias 120.000 horas, e a empresa terá que reduzir a fabricação do
item com menor margem de contribuição; no caso, o produto preto.
Mas quantas unidades a menos do produto preto ela terá que fabricar?
Como a diferença é de 5.000 horas, a empresa deverá deixar de produzir 1.000 unidades do produto preto,
visto que cada um demanda 5 horas para ficar pronto:
Assim, a produção da empresa deve ser a seguinte: 
Produto Horas MOD Quantidade Qtd X horas
Rosa 1 10000 10.000
Amarelo 2 7500 15.000
Azul 3 6000 18.000
Roxo 4 8000 32.000
Preto 5 8000 40.000
 115.000
Horas necessárias para atender a encomenda.Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Para fixarmos melhor o assunto, vamos a mais um exemplo. Suponha que uma indústria produza garrafas e
copos de vidro utilizando o mesmo processo produtivo. Ela vende moringas (conjunto de moringa + copo) pelo
preço de $8,00, com as seguintes informações de produção:
Processo produtivo, Moringas
Mesmas máquinas, matéria-prima e mão de obra.
Dados Garrafa Copo
Custo variável unitário $ 4,00 $ 1,50
Produção Mensal 500.000 500.000
Tempo de produção (minutos/unidade) 50 30
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Para esse nível de produção (capacidade máxima), seus custos fixos são de $ 800.000. A empresa verificou
que há uma demanda maior do que consegue atender e resolveu adquirir os copos já prontos de um
fornecedor, ao custo de $ 2,00/unidade.
Com base nos dados apresentados, que resultado a empresa obterá comprando os copos e
utilizando toda a sua capacidade instalada para produzir somente as garrafas?
Para resolvermos a questão, devemos verificar quanto tempo a indústria demora para produzir cada garrafa e
cada copo: 
 
Tempo total de produção da garrafa: 25.000.000 (500.000 x 50). • 
Tempo total de produção do copo: 15.000.000 (500.000 x 30). 
 
Como a indústria não fabricará mais o copo, o tempo total de produção desse item pode ser utilizado para a
produção da garrafa. 
 
Quantidade adicional de produção de garrafa: 300.000 (15.000.000 / 50). 
Quantidade total de produção de garrafa: 800.000 (300.000 + 500.000) 
Custo de aquisição dos copos do fornecedor: $ 1.600.000 ($ 2 x 800.000).
 
Receitas....................................…...…$ 6.400.000 → $ 8,00 x 800.000 (-) CPV 
 
Custos fixos.....................................($ 800.000)
 
Custos variáveis..............................($ 3.200.000) → (800.000 x $ 4)
 
Custo de aquisição dos copos.......($ 1.600.000)
 
Resultado................................…....…$ 800.000
Limitações na capacidade de produção
Assista ao vídeo e entenda mais sobre as limitações na capacidade de produção e como tomar decisões
estratégicas quando há restrições, destacando a importância de conhecer a margem de contribuição de cada
produto para otimizar resultados. Não perca!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Uma indústria fabrica quatro produtos e apresenta a seguinte estrutura de custo para cada unidade
produzida: 
Produto Preço de
venda
Custos
variáveis
Custos
fixos
Despesas
variáveis
Despesas
fixas
Saia $ 60 $ 20 $ 10 $ 17 $ 6
Camisa $ 50 $ 18 $ 9 $ 10 $ 7
Short $ 40 $ 10 $ 4 $ 6 $ 9
Calça $ 70 $ 23 $ 4 $ 13 $ 5
• 
• 
• 
• 
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
A empresa quer maximizar seu lucro e precisa incentivar a venda de dois produtos. Quais são eles?
A Saia e camisa.
B Saia e calça.
C Short e camisa.
D Short e calça.
E Short e saia.
A alternativa D está correta.
Os dois produtos com maior margem de contribuição e que, portanto, devem ter suas vendas estimuladas
pela empresa objetivando ter um maior lucro são a calça e o short, nessa ordem. 
Produto
Preço
de
venda
Custos
variáveis
Custos
fixos
Despesas
variáveis
Despesas
fixas
Margem de
Contribuição (PV
- CV - DV)
Saia $ 60 $ 20 $ 10 $ 17 $ 6 $ 23
Camisa $ 50 $ 18 $ 9 $ 10 $ 7 $ 22
Short $ 40 $ 10 $ 4 $ 6 $ 9 $ 24
Calça $ 70 $ 23 $ 4 $ 13 $ 5 $ 34
Questão 2
Uma indústria fabrica três modelos de banquetas que utilizam exatamente a mesma matéria-prima e mão de
obra direta. A empresa apresenta as seguintes informações referentes à sua capacidade produtiva normal: 
 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3
Matéria-prima (kg) 8 10 14
MOD (horas) 7 8 10
Produção (unidades) 40.000 50.000 35.000
Preço de venda unitário $ 206 $ 220 $ 270
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Outras informações:
 
Matéria-prima: $ 10,00/kg. 
MOD: $ 5,00/hora. 
A indústria programou, para o próximo mês, férias coletivas para a MOD e reduzirá a sua capacidade de horas
dessa modalidade em 40%. Como ela pretende obter o maior lucro possível com os modelos de lâmpadas, de
que forma deve programar a produção?
A Modelo 1 – não produzir / Modelo 2 – reduzir a produção / Modelo 3 – manter a produção
B Modelo 1 – reduzir a produção / Modelo 2 – manter a produção / Modelo 2 – não produzir
C Modelo 1 – não produzir / Modelo 2 – não produzir / Modelo 3 – manter a produção
D Modelo 1 – manter a produção / Modelo 2 – reduzir a produção / Modelo 3 – não produzir
E Modelo 1 – manter a produção / Modelo 2 – não produzir / Modelo 3 – reduzir a produção
A alternativa D está correta.
Primeiramente devemos encontrar a quantidade total de horas de MOD consumidas para a produção total
de cada modelo: Modelo 1: 40.00 unidades x 7 horas = 280.000 horas Modelo 2: 50.00 unidades x 8 horas
= 400.000 horas Modelo 3: 35.00 unidades x 10 horas = 350.000 horas Total de horas para os três
modelos: 1.030.000 horas Como a fábrica reduzirá em 40% a quantidade de horas de MOD, o total de horas
disponíveis para a produção dos três modelos será de 618.000 (60% x 1.030.000 horas). Assim, será
necessário reduzir o tempo em 412.000 horas (1.030.000 – 618.000). 
Sabendo quantas horas será necessário reduzir, agora precisamos saber qual modelo deverá ter sua
produção reduzida e qual deverá ter sua produção mantida. Para isso devemos calcular a margem de
contribuição, considerando o fator de limitação de horas de MOD, da seguinte forma: 
 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3
Matéria-prima (kg) 8 10 14
Matéria-prima ($/kg) $ 10 $ 10 $ 10
Custo da MP $ 80 $ 100 $ 140
MOD (horas) 7 8 10
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 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3
MOD ($/horas) $ 5 $ 5 $ 5
Custo MOD $ 35 $ 40 $ 50
Assim, com base nos cálculos apresentados, o produto com a menor margem de contribuição unitária,
considerando a limitação de horas de MOD, é o modelo 3. Agora precisamos verificar se basta reduzir a
produção do modelo 3 para que a indústria consiga atingir o lucro máximo com a redução de MOD. 
Considerando o total de horas por modelo e que a empresa precisareduzir o tempo de MOD para 618.000
horas (redução de 412.000 horas), e sabendo que a produção do modelo 3 consome, ao total, 350.000
horas, apenas reduzir a sua produção não basta: é necessária a interrupção total de sua produção, e
mesmo assim não é o suficiente, pois ainda falta cortar 62.000 horas. Assim, a empresa precisa reduzir a
produção de seu segundo modelo com menor margem de contribuição, considerando o limitador de MOD,
que, no exemplo, é o modelo 2. Como para produzir a quantidade total de itens do modelo 2 a empresa
consome o total de 400.000 horas e falta cortar 62.000 horas, não é necessário interromper a sua
produção, bastando apenas reduzi-la. 
Assim, concluímos que, para atingir o lucro máximo, considerando uma limitação de horas de MOD em 60%
(redução de 40%), a empresa deve manter a produção do modelo 1, reduzir a produção do modelo 2 e
suspender a produção do modelo 3.
2. Ponto de equilíbrio
Ponto de equilíbrio – conceito
Vamos iniciar entendendo que ponto de equilíbrio é um dos conceitos mais utilizados pela contabilidade
gerencial. Também denominado de ponto de ruptura ou break even point, ele representa a quantidade mínima
que a entidade precisa produzir ou vender para não gerar prejuízos. 
 
Como podemos perceber, esse conceito é importante para a gestão empresarial, pois fornece uma referência
clara sobre o volume de operações necessário para que a empresa cubra todos os seus custos e despesas.
O ponto de equilíbrio é um indicador fundamental para entender a viabilidade financeira e a
sustentabilidade do negócio, sendo amplamente utilizado em análises de planejamento e controle.
As empresas atingem seu ponto de equilíbrio quando conseguem equalizar suas receitas totais com seus
custos e despesas totais. Isso significa que, no ponto de equilíbrio, a empresa não apresenta nem lucro nem
prejuízo, operando em um nível de produção ou venda em que todas as despesas variáveis e fixas estão
completamente cobertas pelas receitas geradas. 
 
Esse ponto é especialmente importante em momentos de tomada de decisão, como na introdução de novos
produtos, ajustes de preço ou mudanças na capacidade produtiva. Além disso, ele serve como base para
outras análises financeiras, como a margem de segurança e a alavancagem operacional, que ajudam a avaliar
o risco e o potencial de crescimento da empresa.
 
Para calcularmos o ponto de equilíbrio, existem algumas regras ou pressupostos:
Primeira regra
É necessário distinguir entre custos fixos e variáveis, pois o ponto de equilíbrio depende disso:
Custos fixos são os que não variam com o nível de produção, como aluguel e salários
administrativos. 
Custos variáveis mudam diretamente com o volume de produção, como matérias-primas e mão
de obra direta.
Segunda regra
Pressupõe-se que o preço de venda e os custos variáveis por unidade permanecem constantes no
período de análise. Por fim, a análise geralmente assume que toda a produção é vendida, o que
elimina a necessidade de considerar estoques. Esses pressupostos simplificam o cálculo e permitem
uma avaliação precisa do ponto de equilíbrio, facilitando a gestão financeira e estratégica da
empresa.
Ponto de equilíbrio – conceito
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Assista ao vídeo e entenda mais sobre o conceito de ponto de equilíbrio e como calcular a quantidade mínima
de produção necessária para evitar prejuízos. Veja também as regras e os pressupostos essenciais para sua
aplicação na contabilidade gerencial.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Ponto de equilíbrio – tipos
Assista ao vídeo e entenda, através de exemplos práticos, os diferentes tipos de ponto de equilíbrio e como
utilizá-los para otimizar a gestão financeira da sua empresa. Acompanhe!
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Existem três tipos de ponto de equilíbrio:
 
Ponto de equilíbrio contábil (PEC). 
Ponto de equilíbrio econômico (PEE). 
Ponto de equilíbrio financeiro (PEF).
 
Agora, vamos conhecer cada tipo! 
Ponto de equilíbrio contábil (PEC)
Representa a quantidade mínima que a entidade precisa produzir para cobrir seus custos e despesas fixas.
Aqui o conceito é muito semelhante ao de tomada de decisão com base na margem de contribuição: ele leva
em consideração que, como os custos e despesas fixas existem independentemente de produção, a empresa
deve, pelo menos, pagar esses custos.
Por exemplo, uma empresa quer saber qual seu ponto de equilíbrio contábil, tendo os seguintes dados: 
 
Custos fixos: $ 240.000. 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada dos custos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.Confira a resolução!
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Assim, para que essa empresa pague seus custos e despesas fixas, ela deve produzir 3.000 unidades. No
entanto, se a empresa levar em consideração o custo de oportunidade, ela estará, na verdade, perdendo
dinheiro no ponto de equilíbrio contábil.
Ponto de equilíbrio econômico (PEE)
Representa a quantidade mínima que a entidade precisa produzir para pagar seus custos e despesas fixas e
ainda obter o mesmo rendimento que obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro. Assim, ele utiliza
o conceito de custo de oportunidade, em que a remuneração mínima equivale à taxa de juros de mercado.
Utilizando o mesmo exemplo, se a empresa quer saber qual seu ponto de equilíbrio econômico, a partir dos
seguintes dados: 
 
Custos fixos: $ 240.000. 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada dos custos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.Confira a resolução!
Assim, para que essa empresa pague seus custos e despesas fixas e ainda consiga obter a remuneração de
mercado, ela deve produzir 3.250 unidades.
Ponto de equilíbrio financeiro (PEF)
Representa a quantidade mínima que a entidade precisa produzir para pagar seus custos e despesas fixas, e
igualar seus desembolsos financeiros. Nesse ponto de equilíbrio, devemos excluir aqueles custos ou despesas
que não implicam saída de caixa para a empresa, tais como a depreciação (custo ou despesa fixa que não tem
o desembolso relacionado).
 
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Utilizando o mesmo exemplo, se a empresa quer saber qual seu ponto de equilíbrio financeiro, a partir dos
seguintes dados: 
 
Custos fixos: $ 240.000. 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada dos custos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.Confira a resolução!
Assim, para que a empresa pague seus custos e despesas fixas e iguale seu fluxo de saída de caixa, ela deve
produzir 2.875 unidades.
 
Como podemos observar, e isso é uma regra geral, o ponto de equilíbrio econômico é sempre superior ao
ponto de equilíbrio contábil, visto que o primeiro utiliza, além dos custos e despesas fixas, a variável do custo
de oportunidade. Além disso, o ponto de equilíbrio contábil é sempre superior ao ponto de equilíbrio
financeiro, visto que este último exclui do cálculo a parcela de custos que não teve saída financeira.Veja a
demonstração!
Vale observar que o denominador das três equações de ponto de equilíbrio é sempre o mesmo: a margem de
contribuição. Uma vez alcançado o ponto de equilíbrio, cada unidade adicional vendida aumenta o lucro da
empresa no valor da margem de contribuição unitária. 
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Ponto de equilibrio contábil 
Ponto de equilibrio financeiro (PEF) 
Regra geral: PEE > PEC > PEF
 
Por exemplo, uma empresa apresenta as seguintes informações: 
 
Custos variáveis: $ 30/ unidade. 
Custos fixos: $ 250.000. 
Preço de venda: $ 130/ unidade. 
Margem de contribuição (MC): $ 100/unidade. 
 
Qual será o seu ponto de equilíbrio contábil? Confira a resolução!
No ponto de equilíbrio o lucro é zero. Se a empresa for aumentando a sua produção em uma unidade, o lucro
fica aumentado da margemde contribuição, conforme podemos observar: 
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abaixo.
Assim, o resultado da empresa para uma quantidade superior à do ponto de equilíbrio pode ser calculado pela
fórmula:
Em termos percentuais, o impacto no resultado da empresa decorrente de uma maior produção será sempre
maior do que o aumento das vendas. 
 
A esse fato dá-se o nome de alavancagem operacional, e pode ser mensurado da seguinte forma:
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Assim, se usarmos o mesmo exemplo anterior, podemos simular a alavancagem da empresa para diferentes
quantidades, agora que sabemos a variação que cada unidade causa no resultado:
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abaixo.
Assim, os graus de alavancagem operacional (GAO) para cada um dos níveis de produção serão:
 
GAO (3.000 un ⇒ 3.200 un): 0,4 / 0,07 = 6 
GAO (3.200 un ⇒ 4.000 un): 1,14/0,25 = 4,57 
GAO (4.000 un ⇒ 4.500 un): 0,33/0,13 = 2,67
Comparação entre os 3 Pontos de Equilíbrio
Os três pontos de equilíbrio – econômico, contábil e financeiro – são ferramentas valiosas na análise de
viabilidade e planejamento estratégico de uma empresa. Cada um deles fornece uma perspectiva diferente
sobre a saúde financeira do negócio e auxilia na tomada de decisões gerenciais.
 
A seguir, veja as vantagens e desvantagens de cada um deles!
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Ponto de equilíbrio contábil
Vantagens:
Simplifica o cálculo e a compreensão. 
Ajuda a determinar o volume mínimo de vendas necessário para evitar prejuízos. 
É útil para avaliar a viabilidade de novos projetos ou produtos.
Desvantagens: 
Desconsidera o lucro desejado pela empresa. 
Pode não refletir a realidade financeira se os custos fixos e variáveis mudarem
frequentemente.
Ponto de equilíbrio econômico
Vantagens:
Proporciona visão mais realista da sustentabilidade financeira do negócio. 
Ajuda a definir metas de lucro e estratégias de crescimento. 
Facilita a avaliação de investimentos e expansões e como essas decisões afetam o lucro.
Desvantagens: 
Pode ser mais complexo de calcular e interpretar. 
Requer uma estimativa precisa do lucro desejado, o que pode ser subjetivo.
Ponto de equilíbrio financeiro
Vantagens:
Proporciona uma visão clara da liquidez da empresa. 
Ajuda a garantir que a companhia tenha caixa suficiente para cobrir todas as obrigações
financeiras. 
É crucial para a gestão de curto prazo e para evitar problemas de fluxo de caixa.
Desvantagens: 
Pode não refletir totalmente a lucratividade do negócio, já que exclui depreciação. 
Requer gestão rigorosa e acompanhamento constante das entradas e saídas de caixa.
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Comparação entre os três pontos de Equilíbrio
Assista ao vídeo e conheça mais sobre os três pontos de equilíbrio, com destaque para suas vantagens,
desvantagens e como cada um pode ajudar na análise e no planejamento estratégico da sua empresa.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Uma indústria apresentou as seguintes informações sobre o seu produto: 
Custo variável: $ 7,50/unidade. 
Despesa variável: $ 2,50/unidade. 
Despesa fixa total: $ 146.000,00. 
Preço de venda: $ 17,00/unidade. 
Investimento realizado para o processo produtivo: $ 800.000,00. 
Retorno mínimo esperado para o investimento realizado: 15%. 
Ponto de equilíbrio econômico (PEE): 100.000 unidades.
 
Com base nessas informações, qual o total dos custos fixos da indústria?
A $ 368.000,00
B $ 376.000,00
C $ 434.000,00
D $ 452.000,00
E $ 444.000,00
A alternativa C está correta.
Custo de oportunidade = 15% x $ 800.000 = $ 120.000
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Custos fixos = $ 700.000 - $266.000 = $ 434.000
Questão 2
Uma empresa apresentou as seguintes informações: 
 
Custos variáveis: $ 50,00/unidade. 
Despesas variáveis: $ 20,00/unidade. 
Custos fixos: $ 30.000. 
Despesas fixas: $ 5.000. 
Preço de venda: $ 105,00/unidade. 
Patrimônio líquido: $ 14.000,00. 
Rentabilidade esperada pelos acionistas: 15%. 
Depreciação: $ 700,00.
 
Com base nessas informações, quais os pontos de equilíbrio contábil, econômico e financeiro,
respectivamente?
A 980, 1.000 e 950.
B 1.000, 1.060 e 980.
C 1.200, 1.350 e 1.140.
D 1.340, 1.210 e 980.
E 1.000, 1.060 e 950.
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A alternativa B está correta.
Vamos conferir!
3. Relação entre custo, volume e lucro
Margem de segurança e variáveis do ponto de equilíbrio
A análise da relação entre o custo, o volume e o lucro é amplamente utilizada para verificar o impacto no
resultado das empresas quando se altera o preço de venda, os custos ou ambos. Ou seja, é muito usada para
projeções do lucro que poderia ser obtido em diversos níveis de produção e vendas possíveis, também
chamados de cenários possíveis. 
 
Ela se baseia no custeio variável, visto que segrega os custos e despesas fixas dos custos e despesas
variáveis e utiliza o conceito de margem de contribuição. Além da margem de contribuição, para essa análise
são necessários, principalmente, outros dois conceitos: ponto de equilíbrio e margem de segurança.
Margem de segurança
O conceito de ponto de equilíbrio foi amplamente discutido no módulo anterior. Margem de segurança é o
quanto a empresa está operando acima do seu ponto de equilíbrio. Ele pode ser calculado das seguintes
formas:
Ou
Utilizando o mesmo exemplo, caso a empresa queira saber sua margem de segurança atual, tendo os
seguintes dados: 
 
Custos fixos: $ 240.000. 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada dos custos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.
Resposta 1
A empresa opera com uma margem de segurança de 25%.
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Resposta 2
A empresa opera com 1.000 unidades acima do seu ponto de equilíbrio contábil.
Variáveis do ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio é um cálculo que leva em consideração a margem de contribuição e os custos e
despesas fixas. Assim, são três as variáveis que, caso alteradas, modificam o ponto de equilíbrio de uma
empresa:
Custos e despesas fixas
Alterações nos custos e despesas fixas impactam o numerador da equação do ponto de equilíbrio.
Assim, se esses fatores aumentarem (sem alterações na margem de contribuição), o ponto de
equilíbrio será maior, ou seja, a empresa precisará fabricar mais unidades para compensar um
aumento dos seus custos e despesas fixas. De forma contrária, se esses fatores diminuírem, o ponto
de equilíbrio será menor, pois a empresa precisará produzir menos para pagar custos e despesas
fixas mais baixas.
Preço de venda
Alterações no preço de venda impactam a margem de contribuição, que é o denominador da equação
do ponto de equilíbrio. Assim, se o preço de venda aumentar (sem alterações nos custos e despesas
fixas, e custos e despesas variáveis), a margem de contribuição aumentará e o ponto de equilíbrio
será menor. De forma contrária, se o preço de venda diminuir, a margem de contribuição será menor e
o ponto de equilíbrio, maior.
Custos e despesas variáveis
Alterações nos custos e despesas variáveis impactam a margem de contribuição, que é o
denominador da equação do ponto de equilíbrio. Assim, se os custos e despesas variáveis
aumentarem (sem alterações no preço de venda), a margem de contribuição diminuirá e o ponto de
equilíbrio será maior. De forma contrária, se os custos e as despesas variáveis diminuírem, a margem
de contribuição será maior e o ponto de equilíbrio, menor.
Utilizando ainda o mesmo exemplo, verificamos que o ponto de equilíbrio contábil da empresa é de 3.000
unidades, considerando as seguintes informações: 
 
Custos fixos: $ 240.000. 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Margem de segurança = ($ 400.000 / $ 100) – 3.000 unidades = 1.000 unidades
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Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada doscustos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.a) Caso os custos fixos aumentem para $300.000
Nesse caso, o aumento é de 25%, e o novo ponto de equilíbrio seria:
b) Caso os custos fixos dimnuíssem para $210.000Nesse caso, a queda é de 12,5%, e o novo ponto de
equilíbrio seria:
Como podemos observar, as alterações nos custos fixos alteram na mesma proporção o ponto de equilíbrio.
Mas para os custos e despesas variáveis e para o preço de venda não ocorre essa proporcionalidade. 
 
Veja nos exemplos a seguir!a) Caso o preço de venda aumente para $ 120 (aumento de 20%)
b) Caso o preço de venda diminua para $ 80 (queda de 20%)
c) Caso os custos variáveis aumentem para $ 25 (aumento de 25%)
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d) Caso os custos variáveis diminuam para $ 18 (queda de 10%)
Note que as alterações nos custos variáveis e no preço de venda não resultam em uma alteração proporcional
do ponto de equilíbrio. Independentemente de quanto maior seja a margem de contribuição, as alterações de
suas variáveis não impactarão tanto o ponto de equilíbrio. 
 
Entretanto, quanto menor for a margem de contribuição, maior será o impacto da alteração de suas variáveis
no ponto de equilíbrio.
Margem de segurança e variáveis do ponto de equilíbrio
Assista ao vídeo e entenda mais sobre como a análise de margem de segurança e as variáveis do ponto de
equilíbrio podem ajudar sua empresa a projetar lucros e avaliar riscos operacionais, permitindo tomadas de
decisão mais informadas e estratégicas.
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Relação custo X volume X lucro
Assista ao vídeo e conheça a relação custo-volume-lucro e entenda, através de exemplos, como calcular a
produção necessária para atingir diferentes níveis de lucro e como alterações nas variáveis impactam o ponto
de equilíbrio da sua empresa.
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Uma empresa pode trabalhar com as variáveis aqui apresentadas para simular a produção necessária visando
atingir determinado lucro. Conhecendo o ponto de equilíbrio, ela saberá que uma produção acima da
necessária para pagar seus custos lhe gerará um retorno.
 
Se utilizarmos mais uma vez o exemplo em que calculamos o ponto de equilíbrio da empresa, veremos que,
para ela pagar seus custos e despesas fixas, será necessária uma produção de 3.000 unidades de seu
produto. Assim, se ela fabricar 3.000 unidades, gerará um lucro de zero (desconsiderando outras variáveis).
 
Custos fixos: $ 240.000. • 
Despesas variáveis: $ 20/unidade. 
Preço de venda: $ 100/unidade. 
Custo de oportunidade: $ 20.000. 
Parcela não desembolsada dos custos: $ 10.000. 
Receita atual: $ 400.000.
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abaixo.
Se a mesma empresa quer gerar um lucro de $ 100.000, quanto ela precisará produzir a mais, mantendo as
demais variáveis constantes? 
 
Receita – Custos variáveis – Custos fixos = $ 100.000 
(Preço de venda x quantidade) – (Custos variáveis x quantidade) – Custos fixos = $ 100.000 
($ 100 x quantidade) – ($ 20 x quantidade) – $ 240.000 = $ 100.000 
$ 80 x quantidade = $ 100.000 + $ 240.000 
Quantidade = 4.250
Para ter o retorno esperado, a empresa terá que produzir 1.250 unidades acima do ponto de
equilíbrio. Ela pode não ter capacidade de produção para isso; mesmo que tenha, pode não estar
disposta a isso. O que a empresa pode fazer é modificar as variáveis do ponto de equilíbrio.
Digamos que, no mesmo exemplo, ela não queira modificar a quantidade produzida. Para conseguir o retorno
esperado, deve então modificar uma das três variáveis existentes na equação: ou aumentar o preço de venda
(caso haja espaço no mercado para isso), ou diminuir os custos e despesas fixas (que são menos
gerenciáveis, em geral), ou ainda diminuir os custos variáveis.
 
Como já vimos, alterar a estrutura dos custos é algo muito complexo, em especial os custos fixos. Mas de
qualquer forma, veremos no exemplo de quanto deveria ser a alteração de cada uma das variáveis para que a
empresa obtivesse o resultado esperado:
 
Receita – Custos variáveis – Custos fixos = $ 100.000
 
(Preço de venda X quantidade) – (Custos variáveis X quantidade) – Custos fixos = $ 100.000
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Preço de venda
(PV x 3.000) – ($ 20 x 3.000) – $ 240.000 = $ 100.000
3000 x PV = $ 100.000 + $ 240.000 + $ 60.000
PV = 134 (aumento de 34%)
Custos fixos
($100 x 3.000) – ($ 20 x 3.000) – CF = $ 100.000
CF = $ 300.000 - $ 60.000 - $ 100.000
CF = $ 140.000 (queda de 41,7%)
Custos variáveis
($100 x 3.000) – (CV x 3.000) – $ 240.000 = $ 100.000
3.000 x CV = $ 300.000 - $ 240.000 - $ 100.000
CV = ($ 13,33) (custo negativo! No exemplo apresentado não seria possível.)
Veja que alterar apenas os custos variáveis seria impossível. Mas a empresa pode estudar vários cenários
alterando todas as variáveis ou algumas delas até chegar em um cenário viável para obter o retorno esperado.
 
Para ilustrar as diferenças das variáveis sobre o ponto de equilíbrio, observe o exemplo abaixo de uma
empresa que fabrica dois produtos (camisas e vestidos):
 Camisa Vestido
Preço de venda $ 100 $ 100
Custos variáves unitários $ 80 $ 20
Custos fixos totais $ 30.000 $ 210.000
Margem de contribuição $ 20 $ 80
Ponto de equilíbrio $ 1.500 $ 2.625
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Com base nessas informações, a empresa precisa, para pagar seus custos e despesas fixas, produzir 1.500
camisas e 2.625 vestidos; ela resolve então fazer simulações de alteração no seu preço de venda e avaliar
como reduções ou aumentos nele impactariam a quantidade necessária para pagar seus custos e despesas
fixas (que seria o novo ponto de equilíbrio com os novos preços). 
 
Após fazer as simulações, a empresa chegou aos seguintes resultados: Alteração no volume do ponto de
equilíbrio (%). Confira!
 Camisa Vestido
Redução no preço de venda em 5% 2.000 + 33% 2.800 + 7%
Redução no preço de venda em 10% 3.000 + 100% 3.000 + 14%
Redução no preço de venda em 15% 6.000 + 300% 3.231 + 23%
Aumento no preço de venda em 5% 1.200 - 20% 2.471 - 6%
Aumento no preço de venda em 10% 1.000 - 33% 2.333 - 11%
Aumento no preço de venda em 15% 857 - 43% 2.211 - 16%
Renata Sol Leite Ferreira da Costa.
Note os percentuais dos cenários de variação dos preços de venda dos dois produtos: 
 
Os custos variáveis da camisa são elevados, sendo sua margem de contribuição percentual de 20%
($20/$100). 
Os custos variáveis do vestido são baixos, tendo esse item uma margem de contribuição percentual de
80% ($20/$100). 
 
O efeito no volume de produção necessário para cada um desses produtos, decorrente de uma mudança no
preço de venda, é muito diferente.
Atenção
Se a empresa aumentar o preço de venda em 10%, será necessário um aumento de 14% da quantidade
produzida de vestidos, enquanto para as camisas será necessário um aumento de 100%! 
Isso ocorre sempre entre produtos com margens de contribuição tão diferentes: quanto maior a margem de
contribuição, menos sensível a alterações no preço de venda é o ponto de equilíbrio; por outro lado, quanto
menor a margem de contribuição, mais sensível a alterações no preço de venda é o ponto de equilíbrio.
Margem de segurança: Volume atual de vendas – Volume de vendas no ponto de equilíbrio.
Exemplo de aplicação
Agora, vamos conferir um exemplo prático de análise de custo-volume-lucro (CVL) para uma empresa fictícia
que fabrica e vende camisetas personalizadas.
 
Dados da empresa:
 
Preço de venda unitário: R$ 50,00. 
Custo variável unitário: R$ 30,00. 
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• 
• 
Custos fixos mensais: R$ 20.000,00.
 
A seguir, confira os cálculos e a análise.
Cálculos
Ache a margem de contribuição unitária (MCU):Preço de venda unitário - custo variável unitário
= R$ 50,00 – R$ 30,00 = R$ 20,00. 
Encontre o ponto de equilíbrio contábil (PEC):Custos fixos / MCU = R$20.000,00/R$20,00 =
1.000A empresa precisa vender 1.000 camisetas para cobrir todos os seus custos fixos e
variáveis,sem gerar lucro ou prejuízo. 
Calcule o ponto de equilíbrio econômico (PEE):Agora, suponha que a empresa deseja obter
lucro mensal de R$ 10.000,00 (seu custo de oportunidade).PEE = (Custos fixos + lucro
desejado) \ MCUPEE = (R$ 20.000,00 + R$ 10.000,00) / R$ 20,00 = 1.500 unidadesAssim, para
atingir o lucro desejado de R$ 10.000,00, a empresa precisa vender 1.500 camisetas. 
Ache o ponto de equilíbrio financeiro (PEF):Imagine que a empresa tem uma depreciação
mensal de R$ 2.000,00 e pagamentos de juros mensais de R$ 1.000,00. Dessa forma, ela tem
um desembolso de custos menor em R$ 2.000,00 (pois a depreciação não é uma despesa
caixa), porém, possui uma despesa financeira maior que R$1.000,00. Assim, temos que utilizar
a seguinte fórmula:PEF = (Custos fixos - depreciação + pagamentos de Juros)\MCUPEF = (R$
20.000,00 - R$ 2.000,00 + R$ 1.000,00)/R$ 20,00 = 950 unidades
A empresa precisa vender 950 camisetas para garantir que todas as suas obrigações financeiras
sejam cobertas.
Análise
Margem de segurança (MS):
Lembre-se que a margem de segurança mostra quanto as vendas podem cair antes de a empresa
começar a operar no ponto de equilíbrio.
Suponha que a empresa venda 1.600 camisetas por mês:
MS = (Vendas atuais - ponto de equilíbrio contábil)/ vendas atuais x 100% 
MS = (1.600 - 1.000)/1.600 x 100% = 37,5%
A empresa pode suportar uma queda de 37,5% nas vendas antes de começar a ter prejuízo.
Com essa análise de custo-volume-lucro, a empresa pode tomar decisões informadas sobre sua
produção e vendas. Por exemplo, se a demanda esperada for menor que 1.000 unidades, a companhia
deve considerar ajustar seus custos fixos ou variáveis ou revisar seu preço de venda. Se a meta for
alcançar um lucro específico, a empresa sabe quantas unidades precisa vender (1.500) para atingir
esse objetivo. Além disso, ao compreender a margem de segurança, a empresa pode avaliar seu risco
operacional e tomar medidas para mitigar possíveis impactos negativos nas vendas.
Exemplo de aplicação
Assista ao vídeo e confira um exemplo prático de análise de custo-volume-lucro (CVL) para uma empresa
fictícia, mostrando como calcular pontos de equilíbrio e tomar decisões estratégicas baseadas nesses
cálculos.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Uma empresa fabrica apenas um produto e tem os seguintes custos mapeados:
 
Despesa variável: $ 65,00/unidade. 
Custo variável: $ 140,00/unidade. 
Preço de venda: $ 320,00/unidade. 
Custos fixos: $ 11.500,00. 
Depreciação de máquinas: $ 1.150,00.
 
A empresa deseja um lucro de $ 6.900,00. Com base nas informações apresentadas, qual a opção correta em
relação à análise de custo X volume X lucro?
A Para atingir o ponto de equilíbrio contábil, é necessário que as vendas alcancem $11.500,00.
B Para atingir o ponto de equilíbrio econômico, é necessário que as vendas alcancem $51.200,00.
C A margem de contribuição representa aproximadamente 68% do preço de venda.
D O ponto de equilíbrio econômico é de 115 unidades.
E O ponto de equilíbrio econômico é de 150 unidades.
A alternativa B está correta.
1º Passo: Calcular a Margem de Contribuição (MC) = PV – DV - CV 
PV = 320 
CV = 140 
DV = 65 
MC = 320 - 140 - 65 
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MC = 115
2º Passo: Calcular PEE 
PEE = (Custo Fixo + Custo de Oportunidade) / MC =18.400 / 115 
PEE = 160 unidades 
Verificando o cálculo do PEE: 
PEE * (PV – CV – DV) - CF = Custo de Oportunidade 
CF = 11.500 
160*(320 – 140 – 65) - 11.500 = 6.900 = Custo de Oportunidade 
Total de vendas = PV*PEE = 320*160 = 51.200 
Para atingir o ponto de equilíbrio econômico, é necessário que as vendas alcancem $ 51.200,00.
Questão 2
Uma indústria apurou as seguintes informações gerenciais sobre sua produção: 
 
Fabricou 15.000 produtos e vendeu 12.000 produtos (preço de venda: $ 340/unidade). 
Cenário 1: preço de venda $ 320/unidade ⇒ vendas 15% maiores. 
Cenário 2: preço de venda $ 310/unidade ⇒ vendas 20% maiores. 
Cenário 3: preço de venda $ 300/unidade ⇒ vendas 25% maiores. 
Custo variável: $ 155/unidade. 
Comissões sobre vendas: 12% sobre o preço de venda. 
Custos fixos: $ 400.000. 
Despesas fixas: $ 55.000.
 
Que preço a indústria deveria adotar para maximizar o seu lucro?
A 340
B 320
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C 310
D 300
E 330
A alternativa B está correta.
Cenário real: 
Receitas: $ 4.080.000 => (12.000 unidades x $ 340). 
Comissão: ($ 489.600) => (12% x $ 4.080.000). 
Custos variáveis: ($ 1.860.000) => (12.000 unidades x $ 155). 
Resultado: $ 1.730.400 
Cenário 1: 
Receitas: $ 4.416.000 => (13.800 unidades x $ 320). 
Comissão: ($ 529.920) => (12% x $ 4.416.000). 
Custos variáveis: ($ 2.139.000) => (13.800 unidades x $ 155) 
Resultado: $ 1.747.080 (este é o maior resultado, portanto a opção B é a correta).
Cenário 2: 
Receitas: $ 4.464.000 => (14.400 unidades x $ 310). 
Comissão: ($ 535.680) => (12% x $ 4.464.000). 
Custos variáveis: ($ 2.232.000) => (14.400 unidades x $ 155). 
Resultado: $ 1.696.320.
Cenário 3: 
Receitas: $ 4.500.000 => (15.000 unidades x $ 300). 
Comissão: ($ 540.000) => (12% x $ 4.500.000). 
Custos variáveis: ($ 2.325.000) => (15.000 unidades x $ 155). 
Resultado: $ 1.635.000.
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4. Conclusão
Considerações finais
Vimos o conceito de margem de contribuição e sua importância para a contabilidade gerencial. Trata-se de
uma relevante ferramenta para a tomada de decisão, especialmente quando a empresa enfrenta alguma
limitação de produção. Vimos também que, por meio desse conceito, é possível encontrarmos o ponto de
equilíbrio (seja contábil, econômico ou financeiro), além de realizarmos simulações com variações de custo, de
volume ou de ambos. Demonstramos a relevância da análise de alterações nos componentes da relação custo
X volume X lucro.
Podcast
Para encerrar, ouça e conheça mais sobre como a margem de contribuição orienta decisões, ajuda a
identificar o ponto de equilíbrio e analisar a relação custo x volume x lucro.
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Para mais informações sobre contabilidade gerencial e contabilidade de custos, leia os livros elencados nas
referências, extremamente relevantes nessa área de conhecimento e com diversas questões comentadas.
Referências
HORNGREN, C.; SUNDEM, G.; STRATTON, W. Contabilidade gerencial. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2003.
 
IUDICIBUS, S.; MELLO, G. Análise de custos: uma abordagem quantitativa. São Paulo: Atlas, 2013.
 
LIMA, A. Contabilidade de custos para concursos: teoria e questões comentadas da FCC, FGV, Cespe e Esaf.
São Paulo: Método, 2011.
 
MARTINS, E. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2010.
	Tomada de decisão: relação custo X volume X lucro
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Margem de contribuição
	Conceito margem de contribuição
	Atenção
	Atenção
	Margem de contribuição e tomada de decisão
	Conteúdo interativo
	Taxa de retorno do ativo
	Exemplo
	Taxa de retorno do ativo
	Conteúdo interativo
	Limitações na capacidade de produção
	Limitações na capacidade de produção
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Questão 1
	Questão 2
	2. Ponto de equilíbrio
	Ponto de equilíbrio – conceito
	Primeira regra
	Segunda regra
	Ponto de equilíbrio – conceito
	Conteúdo interativo
	Ponto de equilíbrio – tipos
	Conteúdo interativo
	Ponto de equilíbrio contábil (PEC)
	Ponto de equilíbrio econômico (PEE)
	Ponto de equilíbrio financeiro (PEF)
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Comparação entre os 3 Pontos de Equilíbrio
	Ponto de equilíbrio contábil
	Ponto de equilíbrio econômico
	Ponto de equilíbrio financeiro
	Comparação entre os três pontos de Equilíbrio
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Relação entre custo, volume e lucro
	Margem de segurança e variáveis do ponto de equilíbrio
	Margem de segurança
	Resposta1
	Resposta 2
	Variáveis do ponto de equilíbrio
	Custos e despesas fixas
	Preço de venda
	Custos e despesas variáveis
	Margem de segurança e variáveis do ponto de equilíbrio
	Conteúdo interativo
	Relação custo X volume X lucro
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Preço de venda
	Custos fixos
	Custos variáveis
	Atenção
	Exemplo de aplicação
	Cálculos
	Análise
	Exemplo de aplicação
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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