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UMA HISTÓRIA DA HISTÓRIA 
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
• O mito é a primeira maneira encontrada pelos seres
humanos de contar sua história, contar sua origem e
produzir algum tipo de sentido em sua existência;
• Anterior às explicações históricas;
• O mito tem estrutura temporal.
Os primeiros povos da antiguidade 
e as explicações míticas
• “O mito é sempre uma história com personagens
sobrenaturais, os deuses. Nos mitos os homens são
objetos passivos da ação dos deuses estes são
responsáveis pela criação do mundo (cosmos), da
natureza, pelo aparecimento dos homens e pelo seu
destino.‖ (BORGES, 1993, p. 12)
Os primeiros povos da antiguidade 
e as explicações míticas
• História nasce como parte da filosofia;
• Surge no bojo das transformações da Grécia Clássica;
• Heródoto de Halicarnasso, considerado o “pai da história”
e primeiro historiador;
• Tucídides é outro historiador grego importante;
• História tem função de luta contra o esquecimento;
• Historiador é um historiador do tempo presente.
O surgimento da história na Antiguidade
• História nasce como parte da filosofia;
• Surge no bojo das transformações da Grécia Clássica;
• Heródoto de Halicarnasso, considerado o “pai da história”
e primeiro historiador;
• Tucídides é outro historiador grego importante;
• História tem função de luta contra o esquecimento;/
A era cristã e a história teológica
• A partir dos renascimentos, nova racionalidade amplia
sua influência;
• Antropocentrismo;
• Tendência se consolidada até século XVIII;
• Destaca-se, nesse processo, o surgimento de disciplinas
que vão auxiliar no desenvolvimento da história: foco
ficará nos documentos (erudição).
Progresso, razão e erudição na história
• As disciplinas são: cronologia (fixação das datas
corretas), a epigrafia (estudo das inscrições), sigilografia
(estudos dos selos), numismática (estudo das moedas),
diplomática (estudo dos diplomas), a heráldica (estudo
dos brasões);
• Ideia de progresso no processo histórico entra com força
devido ao Iluminismo.
Progresso, razão e erudição na história
Romantismo
• Estado Nacional como objeto de estudo e como agente da
história;
• Crítica ao “excesso de racionalidade” e do universalismo
iluminista;
• Olhar sentimental para o passado;
• Importante na compilação documental;
O século XIX: romantismo, materialismo 
histórico e história disciplinar
Materialismo Histórico
• Aplicação de uma teoria ao processo histórico;
• Objetivo é o de evidenciar as contradições da sociedade
capitalista e superá-la;
• Constitui-se em método de análise da realidade histórica;
• A teoria que o embasa é a ideia de que a história das
sociedades humanas é a história da luta de classes;
• Formuladores são Karl Marx e Engels.
O século XIX: romantismo, materialismo 
histórico e história disciplinar
História Disciplinar
• Ocorre concomitantemente ao crescimento do número de
universidades e massificação da leitura e escrita;
• Instituições vão incorporando o saber histórico e
institucionalizando suas práticas;
• Universidade se torna o lugar social legítimo da produção
do conhecimento histórico.
O século XIX: romantismo, materialismo 
histórico e história disciplinar
PROFISSÃO HISTORIADOR
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
História possui dois significados:
• Narrativa e estudo sobre o passado dos seres humanos;
• Acontecimentos humanos em si mesmos;
HISTÓRIA
OFÍCIO
• Ofício do historiador é a escrita da história ou historiografia;
• Historiografia →→ aplicação de uma teoria por meio de
métodos de trabalho sobre um corpo documental;
• Historiador só consegue realizar seu ofício por que há uma
preservação dos vestígios materiais do passado;
• Ofício do historiador também passou por mudanças ao
longo do tempo;
• O historiador Georges Duby (1986, p. 7-8) afirma que
“[...] o campo de ação do historiador se desloca ao longo dos
tempos, [...] a função da história na sociedade se transforma e
[...] temos absolutamente de ter em consideração, no trabalho
dos historiadores que nos precederam, o meio em que
viveram e a sua própria personalidade, para aproveitarmos ao
máximo as suas contribuições.”
OFÍCIO
OBJETO DE ESTUDO
• March Bloch, em seu Apologia da História, nos lembra que
o objeto do historiador não é o passado;
• Em si mesmo, o passado não existe;
• Objeto da história é o homem vivendo o tempo, as
sociedades humanas no tempo;
• Objeto de estudo é sempre uma escolha do historiador;
• É possível estudar o mesmo objeto a partir de diferentes
olhares, depende de qual a temática escolhe-se;
• Escolha do tema deve vir acompanhada da escolha do
objeto: ambos quem decide é o próprio historiador;
• No século XIX, entretanto, quando a história é
institucionalizada pregava-se uma separação absoluta entre
sujeito (historiador) e objeto;
OBJETO DE ESTUDO
INTERDISCIPLINARIDADE
• Lançar mão de conhecimento de outras áreas;
• Necessidade de interdisciplinaridade surge como
possibilidade de estudo de sociedades que deixaram
poucos registros escritos;
• Trata-se de um método fundamental no trabalho do
historiador;
O LOCAL DE TRABALHO
• Século XIX, com institucionalização da disciplina da história,
local de trabalho do historiador é a universidade;
• No Brasil do século XIX, não havia universidades de história
propriamente, mas a produção do conhecimento histórico
acontecia no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB;
• A partir da década de 1930, local de trabalho do historiador
passa a ser a universidade;
• Essa visão desconsidera que professor de educação básica
também é um historiador;
• Final do século XX e início do XXI ampliam-se os locais de
trabalho do historiador;
• Museus, sindicatos, institutos e partidos políticos e
empresas passam a demandar as habilidades do
profissional que estuda o passado dos seres humanos;
• Processo ocorre em paralelo a pluralização de temáticas e
objetos no interior da historiografia e a ampliação do
número de profissionais formados em história.
O LOCAL DE TRABALHO
O(S) TEMPO(S)
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
• Tempo é a principal dimensão de análise do historiador;
• Questões que nos fazem refletir sobre o(s) tempo (s):
Mas que coisa é essa a que nomeamos de tempo? Quais
tempos existentes? Todas as pessoas percebem o tempo da
mesma maneira? O que queremos dizer quando dizemos
existir um ―tempo histórico?
TEMPO
• Tempo histórico é o tempo da agência humana, tempo do
ser humano;
• Categoria tempo histórico, por outro lado, é o surgimento
da modernidade entre os século XV a XVIII;
• Historiador situa os acontecimentos no tempo histórico
para analisá-los;
• Localização dos acontecimentos no tempo e no espaço
funda uma cronologia;
• Há diferentes cronologias e elas são sempre construções
histórico-sociais;
TEMPO HISTÓRICO
• Não se pode controlar o tempo;
• Percepção de cada indivíduo, grupo ou de cada sociedade
sobre o tempo é diferente;
• Cada sociedade estabelece os marcos que ela considera
importantes para construir sua representação do tempo;
• Ex.: 25 de dezembro: importante nos quadros do tempo
cristão, mas relativo em outros marcos religiosos e
culturais e em outras cronologias;
MEDIR O TEMPO 
• Natureza foi a primeira forma adotada para medir o
tempo;
• Esse tempo da natureza coexistiu com o tempo das
religiões e, a partir do século XVIII, com o tempo dos
relógios e da industrialização;
MEDIR O TEMPO 
Saturno devorando um filho, pintura de
Francisco Goya, 1820-1823. Museu do Prado,
Espanha. Saturno, o deus do tempo para os
antigos romanos (Cronos para os gregos),
devorava seus filhos para impedir que fosse
destronado por um deles.
MEDIR O TEMPO 
Disponível em:
https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores
/saturno-devorando-um-de-seus-filhos-francisco-degoya/.
Acesso em: 15 mar. 2020.
https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/saturno-devorando-um-de-seus-filhos-francisco-degoya/
https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/saturno-devorando-um-de-seus-filhos-francisco-degoya/• Ideia de participação do tempo entre passado, presente e
futuro é fundante da modernidade;
• Relação entre passado e presente não se dá de forma
mecânica;
• Há nuances, interrogações e pontos desconhecidos que
ficam em zona cinzenta;
• Ignorância do passado no presente pode carregar o germe
da falta de orientação e sentido;
PASSADO E PRESENTE: COMPLEXA RELAÇÃO
• Periodização derivam de formas de interpretações sobre os
acontecimentos humanos;
• São feitas pelos historiadores e portanto são construções
histórico-sociais;
• Uma mesma sociedade pode estabelecer várias periodizações;
• Periodizações podem esconder ou justificar perspectivas
etnocêntricas;
AS FORMAS DE CONTAR O TEMPO 
E O ETNOCENTRISMO
Perspectivas etnocêntricas nas periodizações muito comuns são:
• Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade
Contemporânea;
• Antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.);
AS FORMAS DE CONTAR O TEMPO 
E O ETNOCENTRISMO
AS FORMAS DE CONTAR O TEMPO 
E O ETNOCENTRISMO
Quadro comparativo de diferentes calendários, criado a partir de marcos importantes para cada uma das religiões. 
Disponível em: https://www.slideshare.net/jfernandesaquino/introduo-a-histria-52820882/2. Acesso em: 15 mar. 2020.
https://www.slideshare.net/jfernandesaquino/introduo-a-histria-52820882/2
AS FONTES E A PRODUÇÃO DO 
CONHECIMENTO HISTÓRICO
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
• Conhecimento histórico é um conhecimento feito através
dos vestígios humanos passados preservados no presente;
• Por outro lado, as fontes históricas possuem elas mesmas
uma história;
A NATUREZA DAS FONTES HISTÓRICAS
• Abordagem aqui se inicia quando história se torna campo do
saber autônomo no século XIX;
• Escolas históricas diferentes até décadas iniciais do século XX
entendiam documentos históricos como apenas os escritos e
oficiais;
• Nessa perspectiva destacavam-se os grandes eventos e feitos,
principalmente de natureza política, militar e intelectual;
• Documentos eram encarados como retratos fiéis da realidade;
UMA HISTÓRIA DAS FONTES HISTÓRICAS
• Após anos 1920, perspectiva muda sobre as fontes históricas;
• Mudança se deve a fatores teóricos e metodológicos;
• Escola dos Annales, na França, foi movimento principal de
renovação;
• Documentos são aqueles que dizem algo sobre um grupo ou
sociedade humana, independente se escritos ou não;
• Listas de compras, filmes, fotografias, pinturas etc. entram
nesse escopo;
UMA HISTÓRIA DAS FONTES HISTÓRICAS
• Documentos aos poucos deixam de ser encarados como um
retrato fiel da realidade;
• O documento é um monumento (Jacques Le Goff), uma
construção social, que possui intencionalidades e
silenciamentos;
UMA HISTÓRIA DAS FONTES HISTÓRICAS
Fonte: elaborado pelo próprio autor
OS TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
Fonte Exemplos
Escritas Manuscritos, cartas, diários, registros contábeis, obras literárias, tratados etc.
Sonoros
Relatos de pessoas, discursos e depoimentos, gravações de programas
radiofônicos etc.
Iconográficos Fotografias, pinturas, desenhos, memes etc.
Cultura material Estátuas, móveis, utensílios domésticos, roupas, ornamentos etc.
• É fundamental ao historiador no século XXI o manejo e a
habilidade de trabalhar com o maior número de fontes
disponíveis;
• Fontes históricas podem ser encontradas em lugares
próprios como arquivos e bibliotecas ou construídas pelo
próprio historiador;
OS TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
• É preciso que o historiador compreenda que documentos
podem ser abordados de diferentes maneiras;
• Depende do tema que ele pretenda discutir e do problema que
ele lança ao documento;
• Essa concepção é o que s Escola dos Annales chamou de
“história-problema”, ou seja, a ideia de que o documento
responde àquilo que historiador pergunta;
• Essa pergunta surge a partir de questões do presente;
ANALISAR OS DOCUMENTOS, 
PRODUZIR HISTÓRIA
• A complexa relação entre analisar e não julgar: qual o limite?
• Todo o trabalho do historiador parte de escolhas: escolha do tema, das fontes,
dos objetos e dar abordagens;
• Situar-se objeto no tempo e no espaço sem promover naturalizações do tempo
e do espaço;
• Estudo amplo sobre o objeto estudado/pesquisado e sobre temática a ser
discutida (domínio da bibliografia);
• Escrita da história lança mão de linguagem própria (científica), validada pelos
pares;
ANALISAR OS DOCUMENTOS, 
PRODUZIR HISTÓRIA
• Parâmetros de escrita da história, contudo, também mudam
com o tempo;
• Novas tecnologias, novas fontes documentais, novas
concepções, novos temas e conceitos tornam os limites e
rigidez da historiografia sempre permeáveis, afeitos à
mudança.
• Escrita da história ou historiografia está sempre em
construção;
ANALISAR OS DOCUMENTOS, 
PRODUZIR HISTÓRIA
PARA QUE SERVE A HISTÓRIA?
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
• As respostas para a velha questão “Para que serve a
história?” variam de acordo com o tempo e o espaço;
• Senso comum apresenta respostas do tipo: “para que nós
enquanto sociedade não cometamos os mesmos erros do
passado; para que tenhamos a oportunidade de organizar o
hoje em função do que está por vir”.
• Problema na atualidade se apresenta de maneira mais
complexa;
UMA VELHA QUESTÃO
• Saber histórico possui uma dimensão política;
• Caminhos que cada sociedade percorre não são inevitáveis, são
escolhas;
• Exemplo: nem toda sociedade possui Estado, portanto, achar que
uma sociedade por não possuir Estado é mais “atrasada” que outra
leva ao etnocentrismo;
• O etnocentrismo pressupõe uma visão de mundo característica de
quem considera o seu grupo étnico, nação ou nacionalidade
socialmente mais importante do que os demais.
A HISTÓRIA E O ETNOCENTRISMO
• Eurocentrismo foi durante muito tempo a forma mais comum
de etnocentrismo;
• Um dos problemas é a crença na ideia de progresso
ininterrupto na história, baseada em uma temporalidade linear
e, mais do que isso, única de todas as sociedades;
• Dessa perspectiva derivaram análises que viam povos
africanos, indígenas e não europeus como atrasados,
selvagens e bárbaros;
• Perspectiva promove uma hierarquia entre as culturas;
• Saber é poder;
A HISTÓRIA E O ETNOCENTRISMO
• Exercício de fazer história se relaciona com identidades
culturais;
• Identidades culturais são construções sociais, não são
fixas ou fechadas;
• O reconhecimento do lugar do Outro como constituinte de
si mesmo;
• Novo conceito de cultura: conceito antropológico;
A VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE
• Superação do conceito de cultura ocidental e iluminista;
• Não há hierarquia entre culturas, há modos de viver
diferentes;
• Dinâmica incorporou-se também na história ensinada, ver a
BNCC;
A VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE
• O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente,
pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o
conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes
diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com
seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo,
sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras
combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas
em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os
tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou
pela conciliação. (BRASIL, BNCC, 2017, p. 347).
A VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE
• Ampliação da “cultura de história”;
• Museus, livros, filmes, séries, parques temáticos, peças de
teatro, plataformas de streaming etc;
• São os usos públicos do passado;
• Antiguidade a história servia como fonte de exemplos, era
“mestra da vida”, na fórmula de Cícero;
• No mundo contemporâneo, novas dinâmicas se agregam,
inclusive às questões de mercado;
ENTRETENIMENTO
• Passado é apropriado para desenvolver indústrias, exploração
econômica do passado;
• Minissérie “O Quinto dos Infernos” é exemplo disso;
• Canal de TV por assinatura “History Channel”;
• Entreos riscos, está a disseminação de visões caricaturais
sobre o passado e sobre personagens históricos;
• Qual o papel do historiador frente a isso?
ENTRETENIMENTO
A HISTÓRIA NO BRASIL
Prof.: Msc. Riler B. Scarpati
• O passado colonial, um passado que não passa;
• Esse passado que herdamos molda as estruturas do presente;
• Ao longo dos séculos, houve maior valorização do legado
português; outros legados foram silenciados e esquecidos;
• Esses esquecimentos e silenciamentos são projetos políticos;
• Historiografia não foi imune a esse processo;
A ESPECIFICIDADE BRASILEIRA
• Inserção do Brasil nas escalas de uma economia planetária
variou ao longo dos séculos;
• Regiões brasileiras também tem vínculos diferenciados com as
escalas globais de circulação de produtos, linguagens e
saberes;
• Essa formação molda nas estruturas sociais, políticas,
econômicas e intelectuais.
A ESPECIFICIDADE BRASILEIRA
• Produção de narrativas sobre o nosso passado advém de
período anterior à nossa independência, ou seja, antes de Brasil
se tornar corpo político autônomo;
• Era o tempo dos cronistas: gênero narrativo voltado para a
descrição dos fatos e tributário das academias letradas e
sociedades letradas europeias;
• Exemplos: Diálogo das Grandezas do Brasil, atribuído a
Ambrósio Fernandes Brandão e Cultura e Opulência no Brasil,
de João Antônio Andreoni (Antonil);
O SABER HISTÓRICO NO BRASIL
• Com independência política, a instituição que leva a cabo a
escrita da história no Brasil é o Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro (IHGB);
• Criado em 1838, procurava por meio das narrativas do passado
unificar povos diferentes e legitimar a ação do Estado Imperial
na criação da nacionalidade brasileira;
• Valorizava o elemento português e o legado da Igreja;
• Patrocinada pelo Imperador Pedro II;
O SABER HISTÓRICO NO BRASIL
• Produção e circulação dessas narrativas históricas do IHGB
restringiam-se a um círculo de letrados;
• Francisco Adolfo de Varnhagem foi um dos seus principais
expoentes;
• Hierarquia entre as culturas promovida por Varnhagen acaba por
lançar fundamentos ideológicos para constituição de determinado
projeto de país em contraste com os países da América Latina (tidos
como terra de caudilhos sanguinários) e contra os legados indígenas
e africanos em nossa formação.
O SABER HISTÓRICO NO BRASIL
• Anos 1920 e 1930 marcam nova inflexão na escrita da história
no Brasil;
• Primeira mudança diz respeito ao lugar social de produção
desse conhecimento: IHGB perde importância e universidades
ganham espaço;
• Processo de institucionalização da disciplina de história:
concentra-se em São Paulo (USP) e sofre forte influência
francesa;
O SABER HISTÓRICO NO BRASIL
• Ensaio como gênero de escrita emerge;
• Entre seus maiores expoentes estão Gilberto Freyre com Casa-
Grande e Senzala, de 1933 e Sérgio Buarque de Holanda com
Raízes do Brasil, de 1936 e Caio Prado Júnior com Formação
do Brasil Contemporâneo, de 1942;
• Historiografia desse período procurará criar grandes linhas
interpretativas do passado nacional.
O SABER HISTÓRICO NO BRASIL
• Contexto: fim da ditadura civil-militar, democratização do saber e
institucionalização de cursos e programas de pós-graduação na área
de história;
• Novas correntes de estudos vão sendo incorporadas no Brasil:
micro-história, história econômica, história intelectual, nova história
política e história cultural e das mentalidades;
• Universidades brasileiras continuam a produzir e ser principal centro
produtor de história;
TERRITÓRIOS DO HISTORIADOR 
CONTEMPORÂNEO
• Produção de história feita no Brasil está em linha com
melhores práticas internacionais;
• Produção de história feita no Brasil se internacionaliza;
• Brasil se encontra entre os 15 maiores produtores de
conhecimento em humanidades do mundo.
TERRITÓRIOS DO HISTORIADOR 
CONTEMPORÂNEO

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