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1 • Distúrbio onde 1 ou mais parâmetros do sangramento NORMAL está alterado; • Perda nmenstrual excessiva com repercussoes físicas, emocionais, sociais e materiais na qualidade de vida da mulher (isoladamente ou não com outro sintoma); • Pode ter quadro crônico ou agudo O QUE SERIA O SANGRAMENTO UTERINO NORMAL? ✓ Fluxo menstrual com duração de 3 a 8 dias, com perda sanguínea de 5 a 80ml; ✓ Ciclo variando entre 24 e 38 dias (variabilidade de 3 dias); O QUE NÃO TIVER ESSAS CARACTERÍSTICAS, É ANORMAL! A. Epidemiologia: • 40% das mulheres (mundo); • > 80ml de perda: 9 a 14%; • SUA agudo: 49,2% com condição que justifica e 53% apresentavam SUA prévio que exigia tratamento; • 35% manifestam anemia , sendo 13,7% severa; • Reduz libido, aumenta insegurança da mulher, atrapalha convívio social e relações amorosas; • Elevados custos > tratamento cirúrgico na maioria das vezes B. Etiologia: • Pode ocorrer em qualquer fase do período reprodutivo; • A idade pode orientar nas hipóteses: o Adolescência: imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise o 20 a 40 anos: lesão estrutural ou ausência dessas; o Mais de 40 até menopausa: flutuações na função do eixo e patologia no endométrio ou miométrio 2 CAUSAS ESTRUTURAIS (PALM): → Podem ser visualizados no exame de imagem ou avaliadas pela histopatologia; P: 7,8% a 34% de prevalência, mais comum em mulheres per-pós menopausa, causam aumento do volume menstrual, menstruações irregulares, sangramento pós-coito ou intermenstrual; A: depende da profundidade do miométrio atingido (superficiais, o5mm > SUA; na profunda > sintomatologia dolorosa, dismenorreia e dispareunia), 5% a 70% dos casos; L: depende da localização do mioma, os mais envolvidos com SUA são os submucosos 3 M: aumentada em mulheres perimenopáusicas, fatores de risco (adenocarcinoma do endométrio, obesidade, DM, HAS, exposições prologadas ao estrogênio). CAUSAS NÃO-ESTRTURAIS (COEIN): → Não são visualizadas no exame de imagem C: doença de Von Willebrand (presente em 93% das mulheres), hemofilia, disfunções plaquetárias, púrpura tromocitopênica e os distúrbios de coagulação associados a hepatopatia e leucemia. 0: SOP, sangramento anovulatório, disfunções ovulatórias; E: DIPA > alteração na hemostasia endometrial local; I: sistemas intrauterinos medicados ou inertes, agentes farmacológicos, AC, anticoagulantes, antiepiléticos, hormônios da tireoide, antidepressivos, tamoxifeno e corticosteroides; N: lesões/condições raras (malformações arteriovenosas, hipertrofia miometral, alterações mullerianas e istmocele) C. Diagnóstico: 1. Obtenção da história clara do sangramento e anamnese detalhada; 2. Avaliação inicial com exame físico geral, abdominal e pélvico; 3. Quantificação do fluxo por meio do escore: Pictorial Blood Assessment Chart (PBAC), com sensibilidade de 86% e especificidade de 89%. O PBAC é calculado a partir das características dos absorventes usados pela mulher durante o período de sangramento. Multiplica-se constante de 1 em cada absorvente levemente encharcado, de 5 se moderadamente encharcado e de 20 se completamente encharcado. No caso de tampões vaginais, utilizam-se constantes de 1, 5 e 10, respectivamente. Para pequenos coágulos, usa-se 4 constante de 1 e para os grandes de 5. Ao final, somam-se os valores obtidos; se apresentar um escore maior ou igual a 100, representa perda sanguínea excessiva, isto é, acima de 80 mL 4. Solicitação do beta-HCG (idade reprodutiva) e hemograma completo; 5. Avaliação ultrassonográfica para afastar causas estruturais. A avaliação secundária, na qual se pode acrescentar estudo da cavidade uterina por meio da histerossonografia e de métodos diretos como histeroscopia e biópsia de endométrio D. Tratamento: A. Primeiro: avaliar gravidade → SUA agudo + instabilidade hemodinâmica / sangramento intenso • Estabilização clínica + avaliar Hb. • 1ª linha: tratamento medicamentoso o Hormonal: → Estrogênio EV (quando disponível) → Contraceptivo combinado oral → Progestagênio isolado o Não hormonal: → Ácido tranexâmico • AINEs: podem ser associados, mas evitar se houver suspeita de coagulopatia. • Se falha/contraindicação ao tratamento clínico → cirurgia o Curetagem (controle temporário) o Tamponamento uterino com balão o Ablação endometrial o Embolização das artérias uterinas o Histerectomia → definitiva 5 B. SUA crônico / sem alteração estrutural (COEIN) Tratamento medicamentoso → primeira escolha HORMONAL • SIU-LNG → maior eficácia na redução do sangramento • Contraceptivo combinado (estrogênio + progestagênio) • Progestagênio isolado o Contínuo → melhor para controle do sangramento o Cíclico → principalmente se disfunção ovulatória • Progestagênio injetável → opção, mas mais efeitos adversos NÃO HORMONAL • Ácido tranexâmico • AINEs (ex.: ácido mefenâmico) → especialmente se associado à dismenorreia Se falha do tratamento clínico: → Ablação endometrial → Histerectomia = tratamento definitivo 6 C. SUA por causa estrutural — PALM Causa Tratamento principal P – Pólipo Polipectomia histeroscópica A – Adenomiose SIU-LNG / progestagênios / contraceptivo combinado → histerectomia nos casos graves/sem desejo reprodutivo L – Leiomioma (mioma) Clínico inicialmente → miomectomia ou histerectomia conforme caso M – Malignidade/hiperplasia Conduta específica conforme diagnóstico D. Mioma: escolha da cirurgia Submucoso → miomectomia histeroscópica ↓ Grande componente intramural → laparoscopia/laparotomia • Se não deseja preservar fertilidade ou miomectomia não é possível: Histerectomia • Mioma muito volumoso: análogo de GnRH por curto período → reduz volume → cirurgia • Alternativa: Embolização das artérias uterinas