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Unidade 4
Expressões Artísticas Na Educação Inclusiva
Aula 1
Dança e Inclusão
Dança e inclusão
Dança e inclusão
A dança como ferramenta de inclusão favorece todos os corpos,
desde que bem trabalhada. Dança e inclusão caminham juntas ao
oferecer uma expressão artística acessível a indivíduos de diferentes
origens, habilidades e idades. A dança inclusiva busca eliminar
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barreiras, adaptando movimentos, técnicas e espaços para garantir
que todas as pessoas possam participar ativamente, promovendo a
valorização da diversidade.
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
O movimento e a expressão corporal são extremamente primordiais
na dança, permitem que os praticantes exponham seus sentimentos,
sua criatividade e suas ações corporais, como forma de comunicação
demonstradas a partir de emoções, ideias e histórias por meio de
ações físicas. Já quando associamos a dança a uma ferramenta de
inclusão, ela proporciona não somente o aprendizado a partir da
comunicação corporal, mas também um trabalho elaborado, em que
técnicas inclusivas são promovidas, com maior participação das
pessoas, sejam elas com ou sem deficiências, e com habilidades
variadas, possibilitando capacitar as potencialidades de cada um,
junto à sua criatividade.
A dança, com os estímulos sendo bem desempenhados, tem um papel
importante como ferramenta pedagógica, estimulando habilidades
motoras, sociais e cognitivo-afetivas, contribuindo para o
desenvolvimento integral dos alunos e/ou pessoas atendidas.
Possibilitando a inclusão e a expressão por meio da dança como
ferramenta de aprendizagem, percebe-se o potencial de cada corpo,
assim como a diversidade de atividades a serem realizadas.
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/cc54a05f/9b071ca0-db4e-502e-80ac-aba04d546f29.pdf
Ressalta-se que a dança, ao permitir que diferentes corpos e talentos
se expressem, contribui para a autoestima, a integração social e o
desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, transformando-
se em uma ferramenta viável e eficiente de inclusão, promovendo a
igualdade, a troca cultural e reforçando a ideia de que a arte deve ser
um espaço de acolhimento para todos, tornando o processo de
inclusão possível para todas as populações.
A dança proporciona a todos a criatividade, e, nas escolas, além de ser
uma ferramenta excepcional de desenvolvimento da aprendizagem,
também tem papel relevante no processo criativo da criança,
estimulado o controle e o reconhecimento corporal.
A dança criativa estimula expressões físicas e cognitivas, a partir do
movimento.
A dança criativa, também chamada de dança expressionista,
evidencia as relações do corpo com o processo criativo,
aprimorando as potencialidades criativas e corporais do indivíduo
por meio da dança. Tem-se como base teórica dessa modalidade
de dança os estudos de Rudolf von Laban, teórico que promoveu
muitas contribuições acerca dessa temática e desenvolveu a
teoria do movimento expressivo (SILVA, 2018, p. 11).
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A grande problemática da dança inclusiva advém de diversos desafios,
dificultando a implementação e a disseminação de sua prática.
Existem diversos obstáculos para sua implementação, e o principal
deles é falta de professores como profissionais da dança
especializados, conhecedores do desenvolvimento de pessoas com e
sem deficiências, não estando preparados para adaptar técnicas e
movimentos às diferentes necessidades dos alunos.
Também podemos ressaltar a limitação de recursos, como espaços
adaptados e materiais adequados, essenciais para garantir
acessibilidade. Outro desafio importante é a resistência cultural ou os
preconceitos sociais, que podem limitar a aceitação e a valorização da
dança inclusiva como uma prática legítima e transformadora. Por fim,
a falta de reconhecimento e de políticas públicas específicas também
dificultam a consolidação de programas e projetos de dança inclusiva,
que poderiam promover maior inclusão social e artística.
Vamos aos nossos estudos!
Aproveitem!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Nos primórdios, a dança era utilizada em cerimônias de ritos de
passagem, em pedidos e agradecimentos, em adorações aos
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deuses e/ou à natureza, e, também, para diversão. É uma
expressão artística que envolve música e ritmo. Para além das
questões pessoais e corporais, é pertinente comentar que a
dança é um importante elemento de divulgação de culturas pelo
mundo todo (SILVA, 2028, p. 12).
O movimento gera e busca conhecimento por meio de gestos e ações,
em que corpo e mente trabalham em harmonia com as expressões
corporais. Buscando conhecer o próprio corpo, o movimento consegue
realizar ações extraordinárias, em que o processo de conexões
cognitivas e motoras conseguem dignificar cada passo.
Em um mundo de inclusão, o movimento se destaca pois, muitas
vezes, o ser humano é visto apenas por suas características, e os
gestos e as ações, sejam controladas ou descontroladas, podem gerar
preconceitos, pelo fato de as pessoas serem diferentes umas das
outras. Mas o movimento transborda significado, passando de simples
gestos a gestos complexos, transformando o belo em feio e o feio em
belo, priorizando criações extraordinárias e o quão importante ele se
torna como meio de comunicação.
Existem diversas formas de trabalhar com estudantes dentro do
ambiente escolar, como integrar as disciplinas integrantes da grade
curricular de cada programa educacional. As ferramentas de
aprendizagem devem ser exploradas para que o estudante tenha
maior bagagem psicomotora trabalhada, e a disciplina de Educação
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Física será agregadora para o desenvolvimento das expressões
corporais junto ao movimento e às ações corporais.
A Educação Física escolar tem como finalidade introduzir e integrar o
estudante na cultura corporal, com vistas à formação de um cidadão
autônomo, por meio de experiências guiadas e de vivências de jogos,
esportes, danças, lutas, ginásticas e de todo tipo de manifestação
cultural que promova o prazer pelo movimento e um estilo de vida
saudável. Ademais, a inclusão de estudantes com deficiências nas
aulas de Educação Física pode envolver um conjunto de
acomodações, como projeto de currículo, estratégias de ensino
diferenciadas, modificação de configurações e ambiente, adaptação
de equipamentos e diversos meios educacionais (MUNSTER, 2023, p.
24).
Atividades lúdicas no contexto educacional geram maior segurança e
trabalham o corpo e o processo de autoestima dos alunos,
desenvolvendo o movimento por meio do fortalecimento muscular, da
flexibilidade, do domínio corporal, assim como a melhora significativa
da autoestima, da socialização, do bem-estar, diminuindo sensações
de angústia e depressão, pois o movimento faz a criança se preparar
para diversas situações que serão vivenciadas em sua vida adulta.
Práticas lúdicas, mediadas por professores que instigam os
estudantes a movimentos expressivos, contribuem para o
desenvolvimento da criatividade e do repertório de movimentos
corporais, permitindo ao estudante aprender e se relacionar com
outros corpos, sendo a prática um instrumento facilitador das
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relações interpessoais, da imaginação e da expressão. Na
educação infantil, a dança criativa, aliada ao rico imaginário do
universo infantil, propicia práticas únicas de criação coletiva de
movimentos, podendo a dança ter início a partir de uma história
inacabada, por exemplo (SILVA, 2018, p. 13).
Torna-se de grande relevância abordar um dos temas mais discutidos
por Laban, sobre o movimento, e como ele pode ser realizado de
forma expressiva em algumas danças conhecidas, como a dança
moderna, em que existe grande ligação entre emoção, movimento e
pensamento, a partir de elementos básicosale´m de atuar na pra´tica,
permitindo que o aluno desenvolva suas compete^ncias arti´sticas e
vivencie a experie^ncia de fazer “arte” (TAKATSU, 2015, p. 60).
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Ressaltamos que o trabalho com artes deve ser mais frequente na
Educac¸a~o Infantil, mas na~o exclusivo dessa fase. O Ensino
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Fundamental deve incluir o trabalho com artes em sua rotina, na~o
somente na aula de artes, que usualmente se dá´ uma vez por
semana, mas sempre que possi´vel, unindo o conteu´do programa´tico
com expresso~es arti´sticas (TAKATSU, 2015, p. 44).
Para responder à problematização das artes visuais nas escolas,
podemos desenvolver meios para os desafios e propor caminhos para
potencializar o ensino a partir dessa ferramenta educacional na
aprendizagem dos estudantes.
Por meio das artes visuais nas escolas, evidenciam-se uma série de
dificuldades que, muitas vezes, impedem abordagens que
possibilitariam o desenvolvimento crítico, criativo e significativo de
suas atividades no contexto escolar.
Para transformar essa realidade, é fundamental que as escolas
reconheçam a importância das artes visuais como componente
essencial do desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo
uma formação de professores crescente e valorizada, com foco na
formação crítica e na atualização constante. Investimentos em
infraestrutura, materiais e espaços adequados também são essenciais
para criar ambientes propícios à experimentação artística.
Além disso, a implementação de uma abordagem que estimule a
crítica, a contextualização das atividades para a produção artística
pessoal pode contribuir para que as artes visuais deixem de ser vistas
apenas como uma disciplina sem relevância e passe a ser uma
disciplina que proporciona espaço de diálogo, reflexão social e
protagonismo estudantil.
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Assim, as artes visuais podem ocupar um papel importante na
formação de estudantes mais conscientes, sensíveis e criativos,
capazes de compreender e intervir na sociedade de forma crítica e
inovadora.
Saiba mais
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Ate´ mesmo em aulas de artes visuais, e´ interessante que o aluno
tenha um espac¸o adequado. Por permitir momentos de reflexo~es
individuais e expresso~es de conteu´do interno, e´ importante que a
aula seja ministrada em um ambiente acolhedor e que se respeite a
privacidade de cada um (TAKATSU, 2015, p. 62).
Estudar as formas de manifestações das artes nos faz refletir sobre
aspectos relevantes para o crescimento e a evolução na aprendizagem
dos estudantes, sendo uma das formas de trabalho direcionadas ao
desenho. Agora, vamos entender mais sobre a importância desse
conteúdo no contexto escolar.
Desenhar é o processo ou a técnica de representação de alguma
coisa, seja um objeto, uma cena ou uma ideia — por meio de linhas,
em uma superfície (CHING; JUROSZEK, 2012 apud JARDIM;
RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p. 19). Desse conceito, infere-se que
definir contornos é diferente de pintar ou de colorir superfícies, já que
o desenho apresenta geralmente uma natureza linear, ele pode incluir
outros elementos pictóricos, como pontos e pinceladas, que também
podem ser interpretados como linhas. Qualquer que seja a forma do
desenho, ele representa o princípio com base no qual se organizam e
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se expressam pensamentos e percepções visuais. Portanto, você deve
olhar o desenho não só como expressão artística, mas também como
ferramenta prática para reformular e trabalhar questões de
representação gráfica. Antes de chegar diretamente ao ponto, você
precisa compreender algumas definições ligadas ao tema.
Veja a seguir:
Desenho: é a representação e a organização de elementos formais de uma obra de arte. Ou
seja, é a composição de entes geométricos (reta, ponto, arco) e figuras (círculo, retângulo,
triângulo) a fim de compor uma representação visual. Essa representação pode ser
bidimensional ou tridimensional (CHING, 2010).
Forma: é o aspecto externo e a estrutura de algo, que se distinguem de sua materialidade
(CHING, 2010).
Figura: é a forma que configura a parte superficial de um objeto, no sentido bidimensional.
A figura é quantificada por área, é uma massa delimitada. Já a forma trata de volume,
configuração espacial (CHING, 2010).
Perspectiva: é a composição de formas bidimensionais que transmite a ideia de peso,
volume e densidade (CHING, 2010).
Textura: se refere à qualidade visual (relação entre cor e sombreamento) e tátil (estrutura
física e dimensional). Está além de sua cor ou forma (CHING, 2010).
Escala: é o cálculo das dimensões físicas do objeto em relação à dimensão da
representação dele. Essa alteração ocorre em todas as dimensões do desenho, de forma
proporcional. Assim, ela é utilizada para se adequar à superfície de desenho. A ferramenta
utilizada para auxiliar na medição e na conversão de medidas de escalas diferentes é o
escalímetro (CHING; JUROSZEK, 2012).
Proporção: é a relação comparativa e harmônica entre duas partes ou uma parte e um todo,
considerando quantidade, medida ou grau (CHING, 2010).
Unidade: é a qualidade de um desenho de estar combinado entre as partes, com ordenação
dos elementos. Pode ser homogêneo (idêntico em toda a obra), regular (arranjado sem
variação), monótono (extensamente invariável) ou sem unidade (arranjo heterogêneo), por
exemplo (CHING, 2010).
Harmonia: é o arranjo ordenado e congruente dos elementos em parte ou no todo do
elemento artístico. É considerado com harmonia coerente o objeto que possui fácil
interpretação ou reconhecimento.
Concordância: é a correspondência entre as formas, tamanhos, cores ou texturas das
partes da obra de arte. Pode se dar por semelhança ou proximidade, por exemplo (CHING,
2010).
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Simetria: é a exata correspondência de tamanho, formas e arranjo das partes opostas à
linha ou ao plano divisório (eixo). Pode ocorrer em parte do desenho, de forma bilateral ou
radial (CHING, 2010).
Movimento: é o caráter de uma composição que sugere movimentação intencional ou por
meio de elementos.
Ritmo: é o movimento caracterizado pela repetição do padrão de formas e elementos iguais
ou de formas distintas, porém com espaçamento repetitivo (CHING, 2010).
De acordo com estudo de Jardim, Rodrigues e Scopel (2019, p. 19),
percebe-se que o desenho tem função primordial para o
desenvolvimento dos estudantes dentro do contexto escolar, ou seja o
papel do desenho é estimular cada etapa do desenvolvimento
psicomotor dos estudantes, a partir de cada etapa a ser trabalhada
nele, compreendendo sua evolução junto à transformação dos alunos.
Referências
Referências
CIRINO, Giovanni. A inclusão Social na área Educacional. Porto Alegre:
+A Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. ISBN
9788522123698. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123698/.
Acesso em: 4 ago. 2025.
JARDIM, Mariana C.; RODRIGUES, Amanda G.; SCOPEL, Vanessa G.
Expressão plástica. Porto Alegre: SAGAH, 2019. E-book. ISBN
9788595027244. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027244/.
Acesso em: 4 ago. 2025.
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https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123698/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027244/
TAKATSU, Mayra M. Artes, Educação e Música. Porto Alegre: +A
Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. ISBN
9788522123735. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/.
Acesso em: 4 ago. 2025.
Aula 4
Integração das Artes na Educação Inclusiva
Integração das Artes na Educação Inclusiva
Integração das Artes na Educação Inclusiva
Os projetos interdisciplinares envolvem a integração de diferentes
áreas do conhecimento, promovendo uma aprendizagem mais
significativa e conectada com a realidade dos estudantes. A arte é
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https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/uma forma universal de expressão que permite ao indivíduo
comunicar seus sentimentos, suas ideias e experiências. Quando
usamos a arte como instrumento de expressão pessoal, damos
espaço para que cada estudante descubra e valorize sua criatividade,
sua história e sua visão de mundo. Essa abordagem fortalece a
autoestima e incentiva a autonomia no processo de criação. Outro
aspecto fundamental é a avaliação das práticas inclusivas em arte,
garantindo que estudantes tenham acesso às experiências artísticas,
independentemente de suas diferenças. Práticas inclusivas envolvem
adaptar materiais, atividades e estratégias pedagógicas para atender
às diversas necessidades dos estudantes, promovendo um ambiente
mais justo, acolhedor e estimulador, participativo e expressar sua
individualidade através da arte.
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
A arte, desde a Pré-História, vem sendo uma ferramenta para trabalhar
em diversas áreas de conhecimento e desenvolvimento do ser
humano, e nas escolas vem tendo um papel importante, pois estimula
as formas de expressão, comunicação e transformação social. Torna-
se relevante quando inclusa nos contextos educacionais, obtendo um
papel fundamental na promoção das interações sociais, na integração
entre as disciplinas, influenciando e estimulando a criatividade, o
pensamento crítico e a sensibilidade dos estudantes.
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/cc54a05f/00e0e6fa-056b-594a-b23c-dc3ba80d60d8.pdf
Enfatizando os projetos interdisciplinares através da arte, percebe-se
que existe uma junção de conhecimentos que favorecem todos os
envolvidos, principalmente aguçando a curiosidade dos estudantes.
As atividades interdisciplinares oferecem uma abordagem inovadora e
enriquecedora, potencializando o aprendizado e estimulando várias
perspectivas aos estudantes. A arte tem um potencial exorbitante e
age como um instrumento essencial para que estudantes e todos os
envolvidos com ela expressem suas identidades, emoções e
experiências pessoais, contribuindo para o desenvolvimento da
autoestima, o sentimento de pertencimento e a empatia.
A inclusão de projetos interdisciplinares e de práticas inclusivas
elencam o acesso universal às atividades artísticas, fundamentando
em seu desenvolvimento melhores ações para refletirem uma
sociedade mais justa e igualitária. Nesse sentido, a avaliação dessas
práticas inclusivas emergem como um aspecto crucial, permitindo a
efetividade dos esforços na promoção e na participação de todos
envolvidos, independentemente de suas diferenças.
Partindo dessas linhas de estudo e desenvolvimento das artes e
projetos interdisciplinares inclusivos, existem aspectos a serem
questionados como: os projetos interdisciplinares em arte podem
contribuir para o desenvolvimento de uma expressão pessoal mais
autêntica e significativa? Além disso, de que forma as práticas
inclusivas podem ser implementadas e avaliadas de maneira eficaz,
garantindo que a arte seja realmente acessível e representativa de
toda a diversidade social? E, por fim, quais critérios e metodologias
podem assegurar que a avaliação dessas práticas reflita
verdadeiramente o impacto na inclusão e na expressão individual?
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Os projetos interdisciplinares em arte, aliados à valorização da
expressão pessoal e às práticas inclusivas, contribuem para uma
educação mais criativa, plural e transformadora. Incentivar a
participação de todos e explorar a arte como meio de expressão
amplia horizontes e fortalece a identidade de cada estudante.
Aproveite os conteúdos, para ampliar ainda mais seu conhecimento!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Projetos interdisciplinares em arte
Projetos interdisciplinares em arte são iniciativas educativas ou
criativas que envolvem a integração de diferentes disciplinas do
conhecimento, combinando conceitos, técnicas e metodologias de
diversas áreas com o propósito de enriquecer a compreensão e a
expressão artística. Esses projetos promovem a colaboração entre
diferentes saberes, como artes visuais, música, teatro, história,
ciências, tecnologias, entre outras, permitindo uma abordagem mais
ampla, contextualizada e inovadora.
Nessa perspectiva, o desafio consiste em conceber a escola como um
ambiente educativo, onde trabalhar e formar não sejam atividades
distintas. A formação deve ser encarada como um processo
permanente, integrado no dia a dia dos(as) professores(as) e das
escolas, e não como uma função que intervém à margem dos projetos
profissionais e organizacionais (DINIZ, 2012, p. 29).
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A finalidade principal dos projetos interdisciplinares em arte é criar
uma experiência de aprendizado ou produção artística que vá além
dos limites tradicionais de uma única disciplina, estimulando o
pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de resolver
problemas de forma colaborativa. Por meio dessa abordagem, os
participantes podem explorar temas complexos, desenvolver
habilidades multidisciplinares e expressar suas ideias de maneira
mais significativa e contextualizada, refletindo a complexidade do
mundo contemporâneo.
A escola deve repensar seus projetos pedagógicos, para que
sejam condizentes com as características peculiares desses
sujeitos. Por outro, nos faz pensar que existem outras
modalidades de atendimento, muitas vezes não contempladas na
organização interna das instituições escolares, tanto em relação
aos profissionais, quanto no que diz respeito às propostas de
condução dos casos. Essa discussão poderá ser realizada em
paralelo, visando à construção de outros aparatos para além da
escolarização, mas, também, enfrentando no interior da
instituição escolar a mudança de perspectiva em relação a esses
sujeitos (DINIZ, 2012, p.74).
Diniz (2012, p. 90), ainda faz uma abordagem importante sobre como
projetos interdisciplinares poder ser ferramentas incontestáveis de
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trabalho pois, irão estimular os alunos a tomarem a iniciativa de
apresentar projetos, incentivando e apoiando seu desenvolvimento e
realização. Takasu corrobora:
Ao chamar o aluno para uma reflexa~o relacionada ao conjunto
simbo´lico de tal festa, enriquecemos a celebrac¸a~o e o
aprendizado da cultura brasileira. Isso e´ feito de uma forma
bastante significativa, ja´ que os alunos estara~o envolvidos com
o momento. E´ possi´vel trabalhar a origem das comidas ti´picas,
e refletir sobre o porque^ de eles escolherem tal comida. Seria
um projeto multidisciplinar, que abrangeria todas as mate´rias
curriculares, ressaltando que tambe´m incutiria nos alunos a
riqueza da cultura brasileira (TAKATSU, 2015, p. 33).
A inclusa~o como movimento e´ um aspecto revelado nas lutas
sociais e na milita^ncia das minorias na busca por melhores
condições para exercer o direito do acesso imediato, continuou e
constante do espac¸o fi´sico comum (CIRINO, 2025, p. 19).
Como tende^ncia em diversos pai´ses, no Brasil as mudanc¸as se
fazem sentir tanto no a^mbito das poli´ticas pu´blicas voltadas a`
educac¸a~o como nos projetos pedago´gicos de inclusa~o
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educacional propostos por organizac¸o~es na~o governamentais.
Nota´veis sa~o as transformac¸o~es pelas quais passaram as poli
´ticas pu´blicas no que tange a inclusa~o educacional.
Abandonou-se a institucionalizac¸a~o para a aproximac¸a~o
inicialmente com as escolas especiais e, posteriormente, com as
classes especiais (CIRINO, 2025, p. 19).
De acordo com os estudos de Cirino (2105, p. 19), existem alternativas
que procuram, via de regra, projetos que minimizem os impactos e
desdobramentos que possam, de alguma forma, ser expresso~es da
exclusa~o, da segregac¸a~o e do estigma. Aos poucos, crescem
tambe´m os indicadores de inserc¸a~o de pessoas com deficiências
e/ou necessidade de atendimento especializado no mercado de
trabalhoa partir da reabilitac¸a~o profissional.
Takatsu (2015, p. 56) destaca a importância de projetos
interdisciplinares para nortear o trabalho do professor pôr a´rea de
atuac¸a~o, ja´ que dessa forma podemos nos aprofundar nas
especificidades de cada produc¸a~o arti´stica, ressaltando o valor do
professor como mediador de conhecimento.
Em resumo, eles representam uma metodologia que valoriza a
integração de conhecimentos e práticas, fortalecendo o papel da arte
como ferramenta de compreensão do mundo e de expressão pessoal
e coletiva.
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A arte como instrumento de expressão pessoal
A arte como instrumento de expressão pessoal refere-se à utilização
da criatividade artística como forma de comunicar emoções, ideias,
pensamentos, identidades e experiências individuais. Nesse contexto,
a arte deixa de ser apenas uma manifestação estética ou técnica e
passa a ser um meio autêntico de revelar aspectos íntimos, muitas
vezes difíceis de verbalizar, de quem a produz.
De acordo com a constituição federal de 1988, que descreve os
artigos sobre leis e ações complementares referentes aos direitos de
pessoas com deficiência, efetivando o papel da sociedade junto a
pessoas com deficiência e respeito aos seus direito e papel na
sociedade:
Art. 5º, inciso IX: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Art. 220, § 2º: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e
artística”.
Art. 215: Garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da
cultura nacional, com incentivo à valorização das manifestações culturais.
Art. 216: Reconhece o patrimônio cultural como bem a ser protegido, abrangendo
expressões artísticas, modos de vida, ritos, entre outros.
Já no processo legislativo, seguem legislações complementares
relevantes, de proteção e direitos das pessoas com deficiência,
tornando-se de fundamental importância de conhecimento para que a
sociedade, consiga atuar fortemente na defesa destes direitos,
seguem:
Lei nº 9.610/1998 – Lei de Direitos Autorais:
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Estabelece proteção às criações intelectuais, garantindo aos autores direitos morais e
patrimoniais sobre suas obras, incluindo as artísticas.
Lei nº 13.018/2014 – Política Nacional de Cultura Viva:
Institui a Política de Cultura Viva, com ênfase nos Pontos de Cultura, facilitando o acesso à
produção, gestão e difusão cultural em nível comunitário.
Lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc:
Cria medidas de apoio emergencial ao setor cultural durante a pandemia de COVID-19, com
repasse de recursos a estados, municípios e territórios para sustentar trabalhadores da
cultura.
PL 24/2020 (sancionado em 2024):
Reconhece expressões culturais como charges, cartuns e grafite como manifestações
legítimas da cultura brasileira, reforçando a livre expressão artística.
A criança dos dias atuais é impulsionada por estímulos e
informações vindos de várias fontes, o que a auxilia a ampliar os
seus conhecimentos e fortalecer as suas emoções. Quando o
convívio com as obras de arte e manifestações artísticas é diário,
ela vai naturalmente aprendendo a demonstrar prazer e
admiração por algumas, desagrado e repulsa por outras. Essa
aprendizagem ocorre de forma gradual e diz respeito,
essencialmente, à diversidade de manifestações culturais às
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quais o sujeito está exposto e à disponibilidade de cada um para
apreciar, admirar, refletir e contemplar (JARDIM; RODRIGUES;
SCOPEL, 2019, p. 17).
Ao usar a arte como ferramenta de expressão pessoal, o indivíduo
pode explorar seus sentimentos, suas vivências e perspectivas de
maneira livre e única, fortalecendo sua identidade e autoestima. Esse
processo permite uma comunicação direta consigo mesmo e com os
outros, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento
emocional. Além disso, a arte como expressão pessoal valoriza a
subjetividade, a criatividade e a individualidade, reconhecendo que
cada pessoa tem uma forma singular de interpretar e representar sua
realidade.
Em suma, a arte constitui uma poderosa via de autoafirmação e de
diálogo interno e externo, possibilitando que as pessoas transformem
suas experiências internas em obras que refletem suas emoções, suas
histórias e suas visões de mundo.
Dessa forma, a educação artística acontece naturalmente, no
convívio entre as pessoas. Como é notório que esse processo
natural de aprendizagem não é suficiente, o ensino da arte
desempenha um papel importantíssimo. Cabe, então, à
expressão plástica, enquanto área de aprendizagem, refletir
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sobre o conjunto de imagens, desenvolvendo nas crianças as
capacidades necessárias para interatuar com o meio cultural à
sua volta. Na expressão plástica, existe um vasto campo de
atuação pedagógica e diversos conteúdos à serem estudados
(Oliveira, 2007 apud JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p. 17 ).
A palavra “arte” provém do latim e se relaciona às palavras “saber” e
“habilidade”. A definição etimológica do termo revela que a arte é mais
do que uma simples atividade. Ela tem uma função essencial: a de
criar, que deve estar no mesmo patamar de outras funções
fundamentais, como falar ou pensar (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL,
2019, p. 17).
O conhecimento sobre as formas de expressão dos alunos pode ser
uma valiosa ferramenta para se organizar um trabalho em equipe.
Renzulli (1997) salienta que é importante que sejam explorados, em
sala de aula, vários tipos de expressão em diversas áreas (DINIZ, 2012,
p. 92).
De acordo com estudos de Diniz (2012, p. 92), o conhecimento sobre
os estilos de expressão do aluno pode ajudar o professor a expandir
suas propostas relacionadas aos tipos de arranjos instrucionais e às
opções de aprendizagem para grupos pequenos ou grandes,
legitimando as várias formas de expressão que os estudantes venham
a apresentar.
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Alguns estilos de expressão são mais participativos e orientados
para a liderança. Por exemplo, gerenciar atividades como um
clube ou um negócio, ser líder de uma equipe, desenvolver um
projeto único ou participar de um projeto comunitário devem ser
explorados como alternativas às tradicionais formas escritas e
orais que caracterizam as atividades formais de aprendizagem
(DINIZ, 2012, p. 92).
De acordo com a pesquisa de Silva (2018, p. 70), a expressão corporal
transcende o movimento livre do corpo. Sobre isso, Pedrosa e Tavares
(2009) comentam que somos pura expressão e que a expressão
corporal é uma atividade organizada, dotada de objetivos que visam
ao desenvolvimento da sensibilidade, imaginação, criatividade e,
principalmente, da comunicação. Logo, fica explícito que a expressão
corporal é uma linguagem, é um aprender sobre si mesmo.
A expressão corporal aplicada aos idosos, além de trazer
benefícios cognitivos, como criatividade, imaginação e percepção,
também provoca a exteriorização de sentimentos e emoções por
meio da gestualidade e da movimentação corporal. Essa
exteriorização na terceira idade diminui os pensamentos
depressivos e permite um novo olhar ao próprio corpo em
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transformação. Por meio dessas práticas, o idoso reconhece o
seu corpo, as suas possibilidades e suas dificuldades, e
desenvolve novas concepções acerca de sua própria imagem
corporal. Sendo assim, as atividades rítmicas que envolvam a
expressão livre do corpo e de gestos são ricas para a
emancipação e a aceitação da condição de idoso na sociedade
(SILVA, 2018, p. 70).
Já de acordo com estudos de Takatsu (2015, p. 31), a música é uma
ferramenta maravilhosa para trabalhos direcionados à expressão
corporal. A autora diz que, ao introduzir a mu´sica para as crianc¸as,
muitas provavelmente fara~o a expressa~o corporal alguns segundos
apo´s a professora. Mas, com o tempo, e´possi´vel perceber maior
sincronizac¸a~o, o que mostra uma melhora no ritmo e na
compreensa~o do conteu´do da mu´sica.
Avaliação das práticas inclusivas em arte
A avaliação das práticas inclusivas em arte refere-se ao processo de
analisar e verificar a efetividade das ações e estratégias
implementadas para garantir o acesso, a participação e a expressão
de todos os indivíduos, independentemente de suas diferenças físicas,
cognitivas, culturais ou sociais. Essa avaliação busca assegurar que
as atividades artísticas sejam realmente acessíveis, equitativas e
representativas da diversidade social.
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À medida que fica evidenciada a importância dos saberes
produzidos na prática, bem como a importância do papel que o
próprio sujeito tem na formação de sua identidade profissional,
somos levados a crer que a configuração do profissional da
Educação Inclusiva relaciona-se a estes dois aspectos: o subjetivo
e o da formação. Esses dois aspectos vão desembocar num
terceiro, que é o aspecto político, o qual implica reivindicações
que modifiquem a estrutura da escola que temos (DINIZ, 2012, p.
29).
Para tanto, é importante estabelecer critérios claros que considerem
aspectos como a adequação dos recursos materiais e pedagógicos, a
sensibilidade e a formação dos facilitadores, a participação ativa de
diversos grupos e a reflexão sobre os impactos na autoestima,
autonomia e sentimento de pertencimento dos envolvidos. Além disso,
a avaliação deve envolver diferentes métodos, como observações,
relatos, entrevistas e análises qualitativas, de modo a compreender
tanto os resultados tangíveis quanto as experiências subjetivas dos
participantes.
Ao mencionar-se a diferenc¸a, o significado e´ bastante claro.
Trata-se do procedimento que, ao comparar pelo menos dois
termos, aponta, em cada um deles, caracteri´sticas pro´prias e,
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por isso, distingue-se do outro (ou outros). Nesse sentido,
quando se compara os termos, sa~o apontadas as qualidades
pertinentes a cada um deles, procurando salientar que tais
qualidades na~o sa~o as mesmas ou, mesmo que sejam, ha´
evidentes distinc¸o~es. Nesse caso, portanto, os termos sa~o
apontados como diferentes e as distinc¸o~es, por sua vez, sa~o
indicadas sem que isso fornec¸a elementos para qualquer tipo de
avaliac¸a~o sobre qual deles seria mais adequado ou na~o
(CIRINO, 2015, p. 13).
A partir dessa análise, é possível identificar avanços, obstáculos e
áreas que necessitam de melhorias, contribuindo para a construção de
práticas cada vez mais inclusivas e democratizadoras da arte. Assim,
a avaliação das práticas inclusivas não é apenas um procedimento de
controle, mas um instrumento fundamental para promover a
transformação social, o respeito à diversidade e a valorização da
expressão de todos os indivíduos através da arte.
Segundo Takatsu (2015, p. 56), a arte tambe´m promove a
experimentac¸a~o e as vive^ncias sensoriais, que sa~o essenciais
para o desenvolvimento de habilidades e compete^ncias diversas.
Nesse processo significativo e construtivo, o aluno pode ampliar o seu
conhecimento e interligar os conteu´dos aprendidos com diferentes a
´reas de conhecimento.
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A diferenciac¸a~o sempre ocorre levando-se em conta um
processo de avaliac¸a~o diferencial das posic¸o~es sociais
envolvidas. As constantes variac¸o~es que os processos de
avaliac¸a~o assumem sa~o demonstrac¸o~es de que na~o ha´
qualquer vi´nculo entre a existe^ncia dos pape´is diversos e sua
disposic¸a~o em alguma escala hiera´rquica.
 As avaliac¸o~es que se fazem das posic¸o~es sociais na~o sa~o
elementos suficientes para definir os pape´is a que tais posic¸o~es
correspondem. Exemplos das sociedades industriais mostram
que o trabalho intelectual e´ mais bem avaliado que o manual, e
especialmente o trabalho manual das fa´bricas que o do campo.
Pode-se afirmar que a escala de valores dada a` avaliac¸a~o de
inferioridade ou superioridade dos pape´is e posic¸o~es sociais
em determinada sociedade reflete tanto a importa^ncia relativa
atribui´da a cada tarefa que tal sociedade precisa realizar para
garantir a manutenc¸a~o da existe^ncia quanto a necessidade
dos que ocupam posic¸o~es elevadas em se manter nessa
posic¸a~o hegemo^nica. Toda sociedade organiza um consenso
em torno da maneira de avaliar a importa^ncia relativa dos
diferentes pape´is sociais (CIRINO, 2015, p. 52).
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Existem critérios importantes para a avaliação das práticas inclusivas
em arte, em que analisamos a acessibilidade física e sensorial para
verificarmos se os espaços, materiais e recursos são acessíveis a
pessoas com deficiências físicas, visuais, auditivas, entre outras.
Deve-se atentar à diversidade de expressões e de conteúdo,
analisando se as obras e atividades promovem a valorização de
diferentes culturas, identidades de gênero, sexualidades e
experiências de vida. A participação e o protagonismo também devem
ser observados, verificando se o público e os participantes têm
espaço para se expressar, criar e propor, em condições de igualdade.
Também temos de ter como critérios de avaliação o processo de
formação e sensibilização de profissionais para avaliar se os artistas,
educadores e mediadores estão capacitados para tratar de temas
relacionados à inclusão e diversidade.
Outro critério importante é sobre o impacto social para medir o efeito
das práticas na comunidade, promovendo autonomia, autoestima e
transformação social. Finalizamos com o uso de recursos adaptados
e tecnológicos: deve-se considerar a utilização de tecnologias
assistivas e recursos adaptados para facilitar o acesso às atividades
artísticas.
Takatsu (2015, p. 56) ressalta, dentro das práticas inclusivas, que a
arte designa um si´mbolo pelo simples fato de que e´ em si, bastante
simbo´lica. Ao analisar uma produc¸a~o arti´stica, na~o vemos
somente um si´mbolo, mas sim diversos. Esses si´mbolos que na~o
sa~o o significado em si, mas trazem em si muitas formas diferentes
de interpretac¸a~o.
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A avaliação das práticas inclusivas em arte se destaca porque envolve
a análise das abordagens artísticas que podem promover a inclusão
social, acessibilidade e participação de pessoas com diferentes
necessidades, habilidades e origens culturais.
O ambiente de trabalho para o ensino de artes deve ser propi´cio para
cada modalidade arti´stica. E´ extremamente importante que a aula
seja ministrada em um local no qual as compete^ncias possam ser
exploradas (TAKATSU, 2015, p. 61).
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Para Takatsu (2015, p. 61), ao professor que deseja se ocupar com o
ensino de artes faz-se necessa´rio que domine o conteu´do de todos
os momentos da arte, bem como as peculiaridades de cada um. Esse
conhecimento trara´ maior propriedade do conteu´do como um todo e,
portanto, o professor tera´ melhores condic¸o~es de instruir seus
alunos a encontrarem seus dons arti´sticos e potencialidades, ale´m
de conseguir elaborar conteu´dos conflituosos por meio da arte.
Deve-se ficar atento aos trabalhos direcionados à integração das artes
na educação inclusiva, para compreender o papel e a atuação de todas
as pessoas envolvidas no ensino-aprendizagem das artes, assim
como descreve Takatsu (2015, p. 61), ressaltando que todos os
professores de artes devem ter conhecimento sobre esses momentos
importantes da histo´ria da arte. Ate´ mesmo para os professores da
Educac¸a~o Infantil esse conhecimento e´ indispensa´vel, pois ira´
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fazer com que o educador entenda mais sobre a arte, habilidade
essencial para o exerci´cio de seu trabalho.
E, voltando à nossa problemática, sobre os projetos interdisciplinares
em arte oferecem uma oportunidade crescente ao integrar diferentes
saberes e práticas, promovendo uma aprendizagem mais significativa
e contextualizada.Ao envolver diversas disciplinas, esses projetos
incentivam a conexão entre conhecimentos técnicos, históricos,
culturais e sociais, possibilitando que os estudantes expressem suas
singularidades de forma mais autêntica. Por meio dessa abordagem, a
arte se torna um espaço de diálogo e de descoberta, estimulando a
criatividade e a reflexão crítica, essenciais para o desenvolvimento da
expressão pessoal.
No que diz respeito às práticas inclusivas, sua implementação exige
um esforço consciente para eliminar barreiras físicas, sociais e
culturais que possam impedir a participação de todos. Para avaliar a
efetividade dessas práticas, é importante estabelecer critérios que
considerem as múltiplas dimensões da inclusão, como acessibilidade,
representatividade e o impacto na autoestima dos participantes.
Métodos qualitativos, como relatos, entrevistas e observações, aliados
a indicadores quantitativos, podem fornecer uma visão abrangente do
impacto dessas ações.
Assim, a integração de estratégias interdisciplinares e inclusivas em
projetos de arte contribui para uma sociedade mais consciente e
plural, em que a expressão pessoal é valorizada em toda sua
diversidade. Para isso, é fundamental investir em processos de
avaliação contínuos e sensíveis às diferenças, garantindo que a arte
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continue sendo uma ferramenta de transformação social e de
afirmação de identidades.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
O desenvolvimento da reflexão pare pondere e descreva por que a
interdisciplinaridade na educação inclusiva reflete a complexidade e a
diversidade do mundo real. Explique com suas próprias palavras.
Vamos analisar um estudo de caso com a seguinte situação: imagine
que você seja professor e deseje montar um projeto interdisciplinar
que envolva artes, ciências e tecnologia para alunos com diferentes
necessidades. Liste ao menos duas atividades que poderiam fazer
parte desse projeto e explique como elas ajudariam a incluir todos os
estudantes.
Agora, lanço um desafio para que você crie uma proposta de atividade
interdisciplinar voltada à promoção da inclusão de estudantes com
deficiência. Descreva as disciplinas envolvidas, o objetivo do projeto e
uma estratégia para adaptar a atividade às diferentes necessidades
dos alunos.
Saiba mais
Saiba mais
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Uma curiosidade interessante sobre a interdisciplinaridade na
educação inclusiva é que ela espelha a complexidade e a diversidade
do mundo real, onde diferentes áreas do conhecimento se relacionam
e se complementam. Na prática, essa abordagem promove a
compreensão de que cada pessoa, especialmente aquelas com
diferentes necessidades ou habilidades, não deve ser limitada por uma
única disciplina ou método de ensino.
Na educação inclusiva, a interdisciplinaridade facilita a criação de
estratégias pedagógicas flexíveis e adaptadas às especificidades de
cada aluno, promovendo uma aprendizagem mais integral e
significativa. Por exemplo, um projeto que combina artes, ciências e
tecnologia pode proporcionar uma experiência educativa mais rica,
permitindo que estudantes com diferentes necessidades participem
de forma mais ativa, desenvolvendo suas potencialidades de maneira
mais completa.
Além disso, a interdisciplinaridade na inclusão valoriza o papel do
trabalho em equipe entre professores de áreas distintas, escolas e
famílias, fortalecendo a construção de um ambiente escolar mais
acolhedor e colaborativo. Assim, ela não apenas amplia possibilidades
de aprendizagem, mas também reflete os princípios de uma sociedade
mais diversa, plural e equitativa.
De acordo com Cirino (2015, p. 10), o tema da inclusa~o social e´
bastante discutido nos dias de hoje. Historicamente, esse problema
social vem sendo debatido levando-se em conta conceitos diferentes
como liberdade, escravida~o, desigualdade e pobreza, desde os
tempos do me´dico grego Hipo´crates (460 a.C. – 377 a.C.), autor do
famoso juramento referencial para todos os profissionais atuantes
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nessa a´rea, em que se consideram os aspectos sobre as diferenc¸as e
a desigualdades entre as pessoas. Em sua obra Das a´guas, dos ares e
dos lugares, Hipo´crates tratou das diferenc¸as e enfermidades do
corpo humano ao analisar as epidemias como problemas
provenientes de fatores clima´ticos, e´tnicos, diete´ticos e do meio
ambiente. Muitos diagno´sticos descritos por Hipo´crates fazem
referência direta e implícita a doenc¸as bem conhecidas da
modernidade, como a malária, a tuberculose e a pneumonia. A
relac¸a~o das pessoas enfermas – ou com deficiências, ou com mau
funcionamento de algum(ns) sentido(s) – com a sociedade como um
todo, ou seja, com as pessoas “normais” e “sadias”, se da´ geralmente
de maneira tensa, por vezes, conflitante.
Referências
Referências
CIRINO, Giovanni. A inclusão Social na área Educacional. Porto Alegre:
+A Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. ISBN
9788522123698. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123698/.
Acesso em: 7 ago. 2025.
DINIZ, Margareth. Inclusão de pessoas com deficiência e/ou
necessidades específicas - Avanços e desafios. São Paulo: Autêntica
Editora, 2012. E-book. ISBN 9788565381543. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565381543/.
Acesso em: 7 ago. 2025.
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https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123698/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565381543/
JARDIM, Mariana C.; RODRIGUES, Amanda G.; SCOPEL, Vanessa G.
Expressão plástica. Porto Alegre: SAGAH, 2019. E-book. ISBN
9788595027244. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027244/.
Acesso em: 7 ago. 2025.
SILVA, Rodrigues M C. Dança. Porto Alegre: SAGAH, 2018. E-book.
ISBN 9788595027039. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/.
Acesso em: 7 ago. 2025.
TAKATSU, Mayra M. Artes, Educação e Música. Porto Alegre: +A
Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. ISBN
9788522123735. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/.
Acesso em: 7 ago. 2025.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
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https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/
Nesta videoaula finalizamos nossos conteúdos explorando, de forma
integrada e crítica, como dança, teatro e artes visuais podem
promover inclusão plena na educação, abordando acessibilidade,
participação ativa, criação colaborativa e avaliação formativa, ao
mesmo tempo em que problematiza dilemas éticos, estéticos e
pedagógicos para transformar a escola em um espaço onde todas as
vozes são ouvidas, respeitadas e valorizadas, com foco na construção
de pertencimento, desenvolvimento sócio emocional e educação de
qualidade para estudantes com diferentes ritmos, estilos de
aprendizagem e necessidades.
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Ponto de Chegada
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/cc54a05f/f994120b-0a28-5a88-8a41-9c2b1ba05d2b.pdf
Compreendendo as Expressões Artísticas na Educação Inclusiva
Nas Expressões Artísticas na Educação Inclusiva, dissertamos sobre a
relação entre dança e inclusão, descrevendo como práticas corporais
favorecem a expressão, o pertencimento e a cidadania entre
estudantes de acordo com suas características.
Destacamos que a dança é como uma linguagem expressiva, no qual
a partir da inclusão de estudantes com deficiência, bem como
diversos estudantes de acordo com suas origens e características, no
ambiente escolar e transformando este espaço pedagógico em um
ambiente que respeita a individualidade de cada ser humano. Adança
se transforma em um acontecimento, onde a diversidade dos corpos e
ritmos, reinam com base na construção de uma sociedade inclusiva,
interativa e justa.
Já no teatro e inclusão, destacaremos o papel da encenação como
empoderamento dos estudantes a partir de suas vozes, ampliando
perspectivas e promovendo a participação de todos. Descrevendo
como o teatro permite experimentar identidades, contar histórias e
desenvolver empatia, incluindo as diferentes perspectivas de forma
transformadora e enriquecedora, com experiências cênicas, junto a
aprendizagem. O teatro torna-se a voz coletiva dos estudantes onde
cada participação é valorizada, suas histórias ganham profundidade e
o aprendizado se torna significativo.
Nas artes Visuais e inclusão, destrinchamos em uma linguagem mais
direta e acessível, o poder transformador do aprender a observar,
experimentar, criar e compartilhar, independentemente das limitações
do estudante, ambiente e sociedade. Aqui buscamos possibilitar aos
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estudantes diferentes formas de se encontrarem, a partir do seu
conhecimento, abrindo espaço para todas as contribuições. Com as
artes visuais sendo trabalhada de maneiras acessíveis, permitindo a
participação de cada estudante, a partir de suas colaborações e
colocações, o estudante abre seus horizontes com a visão de um
espaço comum, onde todos podem participar e contribuir.
Já na integração das artes na educação inclusiva busca-se direcionar
cada estudante de forma a ampliar seus conhecimentos onde seja
com a dança, o teatro, as artes visuais e as diversas formas de
manifestações artísticas, podem contribuir na promoção, crescimento
e evolução da aprendizagem, tornando o convívio social uma forma
prazerosa de sentir-se pertencente a diversos ambientes. Onde busca
de forma integrada oportunizar a cada estudante o desenvolvimento
de suas habilidades cognitivas, socioemocionais e comunicativas,
respeitando ritmos e estilos de todos ou seja a partir das artes, existe
um a integração, um cuidado, que transformam o ambiente escolar em
um espaço onde todos podem se expressar, aprender e desenvolver
como todo.
A partir destes temas podemos averiguar suas problematizações
como meio de nortear cada trabalho a ser realizado com estas
temáticas. Seguem alguns exemplos: Como garantir que a prática da
dança em contextos educativos realmente incorpore a diversidade
sem reduzir a expressão de cada participante a uma ‘marca de
acessibilidade? Como o teatro pode ser um espaço de inclusão ou,
manter a diversidade de dos estudantes? Já nas as artes visuais como
podemos democratizar o acesso à expressão criativa ou podem
reproduzir hierarquias de linguagem visual e de leitura de mundo? Já
na integração das artes na educação inclusiva, podemos perguntar se
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é possível integrar as artes de uma forma que fortaleça o estudante e
seu aprendizado, sem que aja exclusão?
Bora Começar!
Expressões Artísticas e Educação Inclusiva
A dança adaptada é, portanto, um método artístico-terapêutico que
favorece a inclusão social e beneficia os domínios físico, social e
afetivo (Silva, 2018, p. 93).
Os benefícios advindo da dança são abrangentes proporcionando
melhorias cognitivas, sociais, afetivas e motoras, valorizando a
inclusão social. Silva (2018, p.93) faz abordagens importantes sobre
estes benefícios os quais se destacam abaixo:
Psicológicos, pois constitui formas de expressar por intermédio do corpo sentimentos,
desejos, pesares e inseguranças — desvela pelo corpo a auto-estima, a percepção de si
mesmo e das próprias capacidades e limitações;
Sociais, pois, além de desenvolver formas tanto individuais quanto coletivas de expressão,
criatividade, espontaneidade, concentração e autodisciplina, promove a interação do
indivíduo consigo mesmo e com os outros, propiciando a inclusão social, facilitando a
inclusão em função da produção artística de indivíduos subjugados, de modo a promover
um novo entendimento sobre esse grupo social para a contemporaneidade;
Motores, pois pode ser um recurso com fins terapêuticos, de modo a contribuir com a
reabilitação e a melhora de qualidades físicas, tais como esquema corporal, equilíbrio,
ritmo, coordenação motora, organização espacial e flexibilidade. Também pode
proporcionar autoconhecimento por meio do toque, o que refina a percepção corporal. Além
disso, a dança pode auxiliar a relaxar a musculatura, assim como pode favorecer o
desenvolvimento físico, motor, neurológico e intelectual. Define os conceitos acerca da
autoimagem, propiciando prazer, bem-estar e auto-estima por meio de estímulos das
percepções e sensações cinestésicas e visuais, que orientam o tempo e o espaço.
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Já no contexto inclusivo os principais desafios da dança são a adesão
dos estudantes praticantes dentro das escolas, tanto alunos com e
sem deficiência, assim como professores especializados e locais
adequados. Já quando abordamos a possibilidade desta pratica estar
integrada dentro do contexto educacional, pensamos no potencial de
cada estudante e de cada profissional envolvido, para que respeitem
as capacidades de cada aluno e potencialize estas capacidades de
acordos com a limitações e respeite a individualidade dos estudantes.
Trabalhar a dança de forma prazerosa para cada aluno se torna
fundamental para que todos tenham possibilidade de pratica-la e que
não seja estereotipada e sim adequada a cada corpo e estrutura
individual.
Já na abordagem relacionada ao teatro como processo de Inclusão,
percebe-se que autores como Granero (2011, p. 60) descreve que o
teatro tem suas nuances do falar e podem ser desenvolvidas com
exercícios preliminares, despertando na classe a percepção de que
uma mesma frase ou uma mesma palavra poderá ser dita com
diferentes entonações, espírito ou ânimo.
Ainda de acordo com Granero (2011, p.61), onde descreve que o
professor orienta uma nova leitura, em um ritmo mais lento e em voz
baixa, passando depois para rápido e voz alta e, por fim, cada aluno
escolhe a sua maneira de expressar o texto. Nas classes muito
numerosas divide-se o grupo. Enquanto o primeiro lê, o outro
permanece sentado, observando e, em seguida, trocam-se os papéis.
Como tudo em educação, outras formas e dinâmicas poderão ser
criadas, a partir da criatividade do professor e dos alunos.
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Partindo destas descrições do autor, percebe-se que a inserção do
teatro como ferramenta educacional, possibilita a cada estudante um
mundo de criatividade e de vivencias, o qual ele poderá desenvolver
seu sentido crítico e dar voz a personagens, para que tenha prazer em
participar de atividades teatrais dentro do contexto escolar.
A partir da leitura do texto, o professor conduz a sala para a
observação dos sons externos, de forma que os alunos possam
perceber a importância da voz para seu personagem. Pede-se
que, em casa, eles comecem a buscar a voz de seu personagem,
advertindo-os que todas as escolhas serão válidas, desde que
estejam compatíveis com aquilo que querem transmitir ao
público (Granero, 2011, p. 61).
O teatro estimula estudantes a estarem em um mundo o qual muitos
não pensariam estar envolvidos e possibilita, a partir da criatividade o
poder de fala para cada momento vivenciado através desta arte,
muitas vezes menosprezada dentro do contexto escolar.
No decorrer das aulas teatrais de acordo com Granero (2011) o
professor deve sugerir aos alunos que eles reflitam sobre a
personalidade e as emoções do personagem, isto é, aquilo que ele
pensa de si próprio e que é o estímulo para a sua fala. É o que
chamamos em teatro de subtexto do personagem.
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O teatro na escola funciona como inclusão social ao oferecer um
espaço seguro de expressão, cooperação e participação para
estudantes de diferentes origens e habilidades, promovendo
pertencimento, empatia e o desenvolvimento de habilidades
comunicativasque podem superar barreiras sociais e educacionais.
Quando trabalha-se com aspectos relacionados as artes visuais e a
inclusão, têm uma abordagem que utiliza práticas de produção,
apreciação e reflexão visual para promover a participação plena de
pessoas em situações de vulnerabilidade, diversidade ou exclusão. Em
vez de tratar a arte como produto final, foca no processo criativo como
meio de acesso, expressão e pertencimento.
Quando trabalhamos com artes visuais no contexto escolar vislumbra-
se que haja recursos e formas para acessibilidade, proporcionando a
participação dos estudantes envolvidos, a partir de adaptações,
recursos e metodologias diversificadas e diferenciadas para que
pessoas com e sem deficiências e de diferentes habilidades sejam
elas visuais, motoras, cognitivas, sensoriais, tenham possibilidade de
participação, intensificando trabalhos para que estudantes possam
criar, interpretar e se beneficiar da arte.
Vislumbra-se o potencial de cada estudante para que possa se
expressar e ter identidade, oferecendo diversificação de atividades
para que possam ter maior comunicação, através do desenho, da
pintura, da escultura, da fotografia, da colagem, da multimídia, assim
como a diversificação de recursos que podem ser utilizados para que
cada experiência vivenciada se torne real e efetiva em sua
aprendizagem.
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Ressaltamos a importa^ncia que as aulas de arte possuem e, portanto,
e´ essencial que o professor esteja preparado para ministrar tais aulas
com um conhecimento aprofundado sobre as compete^ncias
necessárias para cada tipo de arte (Takatsu, 2015, p. 63).
Um excelente recurso para que cada estudante se sinta parte da aula
será o poder e direito a voz, onde poderá trocar ideias e se empoderar
do conhecimento trabalhando no ambiente escolar, gerando maior
estimulo em sua autonomia, tomada de decisão, cooperação e
protagonismo, especialmente de grupos marginalizados (crianças,
jovens, pessoas com deficiência, comunidades em situação de
vulnerabilidade).
Não por acaso, nas reuniões pedagógicas, é comum professores de
artes visuais, música, artes cênicas, levantarem questões sobre a
dinâmica de alguns alunos que passam despercebidas nas outras
matérias. Pois, em arte, o aluno aparece com seus talentos, manias,
sentimentos, não dá para camuflar (Granero, 2011, p. 16).
Neste processo de construção da sua identidade e empoderamento o
estudante terá oportunidade de desenvolver seu
olhar/visão/pensamento crítico, obtendo capacidade para se
comunicar de forma mais clara ao expor suas ideias, junto ao contexto
social que estiver inserido. Em todas as práticas educacionais que
elevam seu conhecimento a culturas diversificadas, o estudante terá
oportunidade de vivenciar a inclusão social, a partir de projetos que
envolvendo sua comunidade, escola, em espaços culturais e serviços
sociais, obtendo o sentido de pertencimento e diminuindo a
desigualdade.
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Já a integração das artes na educação inclusiva vislumbra promover a
participação, a acessibilidade e aprendizagem significativa para todos
os estudantes, valorizando a diversidade, a criatividade e a cidadania.
Uma das formas de incentivo à criatividade é a arte, e, entre as
variadas linguagens artísticas, encontra-se a dança, uma comunicação
de pensamento e corpo. Nesse contexto, a percepção e a experiência
com as habilidades corporais devem estar conectadas (Silva, 2018, p.
15).
Para Achcar (1998 apud Silva, 2018, p. 93), a dança é fundamental na
vida do ser humano, tanto para a sua formação artística quanto para a
sua integração social, pois ela desenvolve os seguintes estímulos:
Tátil: sentir os movimentos e os seus benefícios para o corpo. Visual:
ver os movimentos e transformá-los em atos. Auditivo: ouvir a música
e dominar o seu ritmo. Afetivo: transpor emoções e sentimentos por
intermédio da coreografia. Cognitivo: raciocinar de acordo com o ritmo
e a coordenação. Motor: executar dado esquema corporal (Silva, 2018,
p. 93).
Partindo desta descrição do autor, percebe-se que todas as formas de
expressões artísticas tonam-se relevante para o processo de
construção de aprendizagem para estudantes em todo contexto
educacional, onde tera oportunidade de em cada arte trabalhada, haja
uma integração com o seu eu e da sociedade o qual estiver inserido.
Sa~o dois os movimentos que explicam todo processo de
construc¸a~o gene´tica: a assimilac¸a~o, processo de integrac¸a~o,
inclusive forc¸ada e deformada, dos objetos ou conhecimentos novos
a`s estruturas velhas, anteriormente construi´das pelo indivi´duo; e a
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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acomodac¸a~o, a reformulac¸a~o e a elaborac¸a~o de estruturas
novas como consequências da incorporac¸a~o precedente. Ambos os
movimentos constituem a adaptac¸a~o ativa do indivi´duo que atua e
reage para compensar as perturbac¸o~es geradas em seu equili´brio
interno pela estimulac¸a~o do ambiente (Sacristán; Gómez, 2009, p.
36).
Existem diversas formas, recursos e maneiras de se trabalhar com a
integração dentro das rotinas escolares o ambiente educacional se
bem aproveitado, oferece uma gama de recursos a serem utilizados,
desde que haja um processo de formação dos professores, para
estarem aptos a fornecerem estes conhecimentos a partir de
especializações e capacitações direcionadas as adequações junto ao
ambiente escolar.
De acordo com estudos de Takatsu (2015, p. 58) um dos recursos que
devem ser trabalhados no ambiente escolas são as brincadeiras, onde
possibilitam efetuar a maturac¸a~o de rotinas modulares no sentido
de sua integrac¸a~o aos programas de ac¸o~es mais amplas. Parece
servir igualmente como uma espe´cie de ensaio de rotinas. E´
importante a imitac¸a~o de esquemas de adultos, mas na~o por
intervenc¸a~o direta.
Takatsu (2015) ainda destaca que a influe^ncia indireta permite a
observac¸a~o, identificac¸a~o e ac¸a~o intencional da crianc¸a no
sentido de repetir e de recriar, contribuindo para seu desenvolvimento.
Oferecer oportunidades para visualizar diferentes formas de fazer
estimula o surgimento de imitac¸o~es e repetic¸o~es de ac¸o~es. Em
situac¸o~es de brincadeira, a crianc¸a desenvolve a intencionalidade e
a intelige^ncia.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
De acordo com Sacristán; Gómez (2009, p. 108) onde descrevem que
para intervir e compreender a realidade da vida da aula e da escola, e´
preciso enfrentar a complexidade, a diversidade, a singularidade e o
cara´ter evolutivo de tal realidade social, ainda que tal pretensa~o
dificulte o processo de busca de relac¸o~es e significados. A
aceitac¸a~o deste princi´pio na~o supo~e, de modo algum, a recusa
de processos mais definidos e parciais de investigac¸a~o, enfoques
mais minuciosos e restritivos. Ale´m disso, tem-se a convicc¸a~o de
que tais indagac¸o~es na~o podem conduzir a interpretac¸o~es
auto^nomas e independentes da realidade estudada, por serem
necessariamente parciais e distorcidas e que requerem, portanto, sua
integrac¸a~o permanente na perspectiva de conjunto, que pretende
abranger a complexidade real do sistema concreto da aula ou escola
que queremos compreender.
Torna-se de grande relevância ressaltar de acordo com estudo dos
autores que a integrac¸a~o do conteu´do na~o e´ algo ja´ dado com
que o ensino e os professores/as possam contar. E´ uma aspirac¸a~o
e exige^ncia cujo fim e´ a formac¸a~o geral, que deve facilitar desde a
ordenac¸a~o do curri´culo, desde a poli´tica do professorado, desde a
coordenac¸a~o do trabalho nas escolas e, especialmente, por meio do
planejamento de materiais curriculares.
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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INCLUSIVA
As expressões artísticas abrangem uma gama de trabalhos a partir da
arte visual, música, dança, teatro, literatura, interdisciplinaridade e
outras atividades integrativas, levando a aprendizagem os estudantes
a níveis de compreensão e conectividade tanto no ambiente escolar,
como no contextosocial, direcionando-os a caminhos na
aprendizagem que os permitem a participação efetiva em diferentes
formas de habilidades e estilos de aprendizagem.
Ao trabalhar na educação inclusiva, busca-se promover acesso,
participação e sucesso de todos os estudantes, reduzindo barreiras e
valorizando a diversidade. A base para trabalhos com êxito são de
professores e profissionais da educação, com fundamentação e
capacitações tanto em conhecimentos teóricos, quanto práticos, para
sustentarem uma aprendizagem de qualidade aos estudantes em
todos ambientes e oportunizando a cidadania para todos.
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INCLUSIVA
As adaptações curriculares, com métodos de ensino flexíveis, assim
como avaliação formativa, e planejamento centrado no estudante, de
acordo com sua individualidade, pautando a educação pela expressão,
favorecendo o estudo e aprendizagem das artes para que possibilitem
expressar saberes, crises, identidades e necessidades de forma não
verbal, complementando a linguagem.
Para respondermos nossa problematização, torna-se relevante
abordar o desafios junto as expressões artísticas dentro da educação
inclusiva, onde existem ainda a desigualdade de oportunidades, porém
deve-se criar tempo, espaços e recursos para atividades artísticas
inclusivas, junto aos ambientes escolares e com parcerias com
organizações locais para materiais acessíveis.
Ainda existem as barreiras de comunicação, mas podendo ser
trabalhada a partir do uso de recursos visuais, libras/QRcodes com
legendas, textos com linguagem simples, e mediação por mediadores
pedagógicos. Para cada ação e adequação deve-se ter um ambiente
com supervisão e segurança, havendo planejamento de atividades
com supervisão adequada, riscos minimizados, especialmente em
danças, teatro ou uso de ferramentas de aprendizagem.
Reflita
Como as expressões artísticas podem contribuir para a inclusão e
valorização da diversidade no ambiente escolar?
De que forma o ensino das artes pode ser adaptado para atender às
diferentes necessidades e estilos de aprendizagem dos estudantes?
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Quais são os desafios e possibilidades para integrar as práticas
artísticas de forma contínua e significativa na educação inclusiva?
Resolução do Estudo de Caso
As avaliações devem ser analisadas para que seja de forma inclusiva
onde o desenvolvimento dos critérios de valorização do estudante
também sejam a participação, esforço, criatividade e colaboração,
evitando a exclusão por limitações técnicas.
A partir de implementações direcionadas a pratica das ferramentas
pedagógicas os benéficos de aprendizagens serão colhidos de acordo
com respostas dos estudantes por isso a necessidade de aulas
criativas, potencializando a cognição e fatores afetivos, emocionais,
motores, sociais e artísticos, tornam-se essenciais no processo de
formação e evolução do estudante, havendo participação efetiva de
toda comunidade escolar.
A integração das artes na educação inclusiva atua como um elo entre
diversidade e aprendizado, promovendo participação efetiva de
estudantes com diferentes potências e ritmos, ao transformar o
ambiente escolar em espaço acessível e acolhedor; por meio de
práticas pedagógicas flexíveis, design universal para aprendizagem
(DUA) e abordagens interdisciplinares, as artes passam a funcionar
como linguagem expressiva que expressa saberes, identidades e
necessidades, enquanto as avaliações formativas valorizam
processos, cooperação e criatividade, colaborando para reduzir
barreiras, fortalecer a autoestima e construir cidadania plena.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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E acordo com estudos de Takatsu (2015), onde aborda que na
educação formal, principalmente em pré-escolas, os desenhos
normalmente são bastante explorados, seja como atividade dirigida ou
como atividade de transição para os alunos que precisam se ocupar.
Os desenhos fazem parte, usualmente, de atividades diárias, e pode-se
perceber por todos esses aspectos uma valorização de trabalhos
artísticos, incluindo o desenho livre.
Contudo, essa grande valorização de atividades artísticas observada a
pré- escola não é encontrada no Ensino Fundamental, nem mesmo nas
fases iniciais. Comumente, o desenho ou pintura será,
necessariamente, uma atividade dirigida no momento específico da
aula de artes, que não costuma ocorrer mais do que uma vez por
semana. Raramente o desenho ou a pintura constará no planejamento
do professor da sala, sendo quase nulo o aparecimento do desenho
livre.
Muitos estudos apontam para a importância do desenho no
desenvolvimento infantil e até mesmo na alfabetização. A arte tem
grande papel na construção de conhecimento da criança, envolvendo
a inteligência, a atenção, o pensamento e todos os aspectos
cognitivos.
Assimile
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Referências
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INCLUSIVA
GRANERO, Vic V. Como usar o teatro na sala de aula. São Paulo:
Editora Contexto, 2011. E-book. p.60. ISBN 9788572446501.
Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788572446501/.
Acesso em: 08 ago. 2025.
SACRISTÁN, José G.; GÓMEZ, Ángel I P. Compreender e transformar o
ensino. 4. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2009. E-book. p.36. ISBN
9788536312774. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536312774/.
Acesso em: 08 ago. 2025.
SILVA, Rodrigues M C. Dança. Porto Alegre: SAGAH, 2018. E-book.
p.93. ISBN 9788595027039. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/.
Acesso em: 08 ago. 2025.
TAKATSU, Mayra M. Artes, Educação e Música. Porto Alegre: +A
Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. p.63. ISBN
9788522123735. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735 .
Acesso em: 08 ago. 2025.
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https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788572446501/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536312774/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/do movimento, que
ocorrem a partir do espaço que se ocupa no meio onde se está, do
peso e da força exercida para gerar o movimento, do tempo em que se
realizará o movimento (ação e reação) e a fluência dos gestos e
ações, que proporciona um movimento de formas sutis ou não tão
sutis, ou seja, harmônicas ou não.
Aborda-se a necessidade do conhecimento corporal, das formas de
conhecimento corporal e de cuidados com o corpo. A escola é uma
das ferramentas mais benéficas para proporcionar e aprimorar o
movimento e a expressão corporal, oportunizando para crianças,
jovens e adultos uma diversidade de disciplinas a serem trabalhadas,
para que esses estudantes possam se identificar e vivenciar o
movimento.
A disciplina de Educação Física agrega aos professores regentes de
sala uma parceria de atividades que podem ser correlacionadas com
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as disciplinas lecionadas por cada professor, estimulando os domínios
psicomotores e sensoriais de cada estudante.
Para superar as deficiências sensoriais significativas do aluno,
distúrbios de movimento, barreiras linguísticas e outros problemas, o
professor de Educação Física deve explorar diferentes estratégias,
disponibilizando vários tipos de equipamentos e materiais e
oferecendo alternativas para os alunos se expressarem e
desempenharem as tarefas de acordo com suas possibilidades
(MUNSTER, 2023, p. 14).
Desenvolver o movimento e a expressão corporal deve ser
responsabilidade dos familiares e de todo o contexto social do
estudante, para que seja trabalhado e desenvolvido o autocontrole, a
civilidade, a empatia, assim como o processo de assertividade,
socialização e a solução de problemas, estimulando cada estudante a
vivenciar cada processo de aprendizagem, respeitando o corpo
próprio, o corpo do outro e o controle dos movimentos e das
expressões corporais nos ambientes onde estiverem inseridos.
Técnicas Inclusivas em Dança
De acordo com Munster (2023, p. 155), a dança oferece um conteúdo
abrangente que deve ser desenvolvido para proporcionar às crianças
com DI uma vivência de atividades corporais que expressem o
significado do trabalho, da saúde e dos costumes sociais dos povos
indígenas. Em relação à especificidade da dança, devem ser
ensinados seus fundamentos, como ritmo, ações da vida diária,
estados afetivos e sensações corporais. A dança indígena, e qualquer
outro tema, devem ser abordados sob a perspectiva da dança
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educativa, segundo a qual a função da dança no ambiente escolar é
formar pessoas livres e capazes de expressar atitudes criativas e
conscientes do fluxo natural do movimento humano.
Dentro das habilidades desenvolvidas a partir da potencialização da
dança nos contextos educativos, deve-se levar em conta que ela seja
trabalhada de forma responsável e por profissionais capacitados, para
que não haja prejuízos à criança.
Torna-se importante ressaltar pontos fundamentais para o
desenvolvimento de técnicas inclusivas da dança estudadas por
Munster (2023, p. 155), que destaca estratégias para o aprendizado da
dança, favorecendo o estudante a ter maior voz para suas ações,
sabendo e elaborando conhecimentos, pedindo ajuda, fazendo e
respondendo perguntas, atendendo e recusando pedidos, se
defendendo, expressando sentimentos, sejam de agrado ou
desagrado, pedindo mudanças no comportamento do outro, lidando
com críticas e elogios, admitindo erros e pedindo desculpas,
escutando empaticamente etc.
A dança irá favorecer, a partir de atividades lúdicas e regradas, assim
como de atividades em grupos, os relacionamentos interpessoais, o
desenvolvimento da autoestima, da autoconfiança e da
responsabilidade, junto a experiências vivenciadas através do corpo
em movimento.
Nos estudos de Munster (2023, p. 172), ele aborda os fundamentos da
dança educativa e os aspectos referentes ao programa em si:
finalidade, objetivos, espaço, recursos materiais, conteúdo
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programático, estrutura da sessão, estratégias de ensino e cuidados
especiais envolvendo a população com deficiência.
O programa de dança educativa oferece às pessoas com deficiência
uma atividade rica, lúdica e eficiente, capaz de proporcionar melhorias
nos aspectos motores, sociais e emocionais.
“Dança educativa” é um termo introduzido por Laban ao referir-
se à dança como meio para educar, instruindo os que a praticam,
a fim de que proporcione movimentos naturais de expressão,
espontâneos e criativos e de que promova o desenvolvimento e a
capacidade do indivíduo de dançar e de relacionar-se com o
mundo. Afinal, o movimento é um elemento básico da vida e
deve ser orientado e estruturado para proporcionar o
desenvolvimento de cada um, justificando a educação por meio
da dança (MUNSTER, 2023, p. 172).
Ainda de acordo com estudos do autor, torna-se relevante abordar que,
embora os esforços na dança não sigam uma padronização rígida,
eles se fundamentam em fatores de movimento essenciais. Esses
fatores são componentes que podem ser identificados durante a
movimentação corporal intencional e variam de acordo com a
intenção e a expressão do movimento.
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Deve-se destacar alguns fatores para o desenvolvimento de algumas
técnicas inclusivas para a aprendizagem da dança a partir dos
movimentos a serem realizados, como: a fluência dos movimentos,
onde se trabalha a suavidade e a continuidade do movimento (gestos
e ações de forma harmoniosa); o espaço a ser trabalhado, no qual
será explorada toda a movimentação, e onde corpo é o principal
instrumento da aprendizagem; o peso, em que a força ou a leveza
aplicada ao movimento terá variações, indo do mais pesado ao mais
leve, assim como outras ações interligadas com a gravidade; e o
tempo, no qual as ações e as atividades devem ser consideradas a
partir da duração, do ritmo e da velocidade do movimento.
Ressalta-se que esses elementos ajudam a analisar e compreender a
qualidade da movimentação, promovendo uma expressão mais
consciente e intencional na dança. Sabe-se que as técnicas
desenvolvidas na dança inclusiva se tornam estratégias e abordagens
para garantir a participação de todos, independentemente de suas
diferenças físicas, sensoriais ou cognitivas, sejam pessoas com ou
sem deficiência.
Aprofundando o estudo dessas técnicas apresentadas, cabe descrevê-
las de forma mais categórica, em que se deve compreender como se
trabalhar com as técnicas da dança com públicos variados, inseridos
nas escolas.
Para que tais técnicas sejam trabalhadas, o ambiente deve ser
adaptado de acordo com o espaço e os materiais que serão utilizados,
para atender a todos os envolvidos. Junto a essas adaptações, torna-
se relevante usar recursos sensoriais para trabalhar estímulos táteis,
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visuais e auditivos, facilitando as interpretações e as expressões dos
praticantes.
Nesse processo em que as técnicas são importantes para a
aprendizagem, deve-se desenvolver movimentos acessíveis ao criar
coreografias ou movimentos que possam ser realizados de formas
variadas, permitindo adaptações de cada praticante, respeitando sua
individualidade. Mas, claro que também se deve realizar trabalhos em
equipe, gerando maior reciprocidade e coletividade, a partir das
atividades que forem realizadas, respeitando ao ritmo e as
possibilidades de cada praticante.
Também se deve abordar a comunicação alternativa, em que utilizar
sinais, gestos, desenhos ou outros recursos comunicativos são
necessários para garantir a compreensão em cada atividade realizada.
Já as atividades sensíveis às diferenças são utilizadas no decorrer das
aulas, com práticas dinâmicas para que os praticantes reconheçam e
valorizem as diversas formas de expressão e de movimento. Essas
técnicas promovem a inclusão, aumentando a bagagem psicomotora
dos praticantes, tornando as experiências significativas e prazerosas,
dentro e fora do ambiente escolar.
A Dança comoFerramenta Pedagógica
A implementação da dança como ferramenta pedagógica obteve
grande ganho a partir da variabilidade de exploração da dança,
podendo, assim, ser incluída no currículo escolar, promovendo a
diversidade cultural e artística. Ela pode ser trabalhada desde as
séries iniciais, promovendo e incentivando a expressão corporal e
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artística dos estudantes, facilitando a comunicação não verbal, assim
como o desenvolvimento da linguagem corporal.
De acordo com Silva (2018, p. 15), a dança criativa pode desenvolver
as potencialidades de criatividade, expressão e movimento, e se
baseia na estimulação corporal por meio de organizações espaciais,
priorizando novas formas de movimentos e suas possíveis variações,
em contrapartida às formas tradicionais de ensinar e vivenciar a
dança, que geralmente consistem em movimentos repetitivos,
predeterminados e não expressivos, tendo somente enfoque no
movimento aliado ao ritmo. Na dança criativa, a expressividade do
movimento reflete uma forma da existência do corpo e do sentir e
movimentar-se por meio das emoções internas.
Se falamos atualmente em uma “escola inclusiva” ou em uma “escola
aberta às diferenças”, é preciso entender que a escola, como
instituição social, foi tradicionalmente idealizada para públicos que
correspondiam a um padrão de normalidade, reproduzindo, por meio
de seus rituais e de suas práticas, discursos que definiam e
legitimavam o que era considerado norma e desvio, normalidade e
anormalidade (DINIZ, 2012, p. 7).
De acordo com Silva (2018, p. 12), é de grande importância
verificarmos os benefícios que a dança pode oferecer, que vão muito
além da ampliação da movimentação corporal, abrangendo conexões,
interação entre mente e corpo e o desenvolvimento das
potencialidades de criatividade e improvisação.
Deve-se ressaltar, ainda, que a dança como ferramenta pedagógica
favorece o crescimento e o desenvolvimento infantil nas perspectivas
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psicomotoras. Silva (2018), em seus estudos, faz uma abordagem
consciente de como a dança pode intervir nas relações humanas, e
que um dos mecanismos de trabalhos são as atividades lúdicas
ligadas à dança na escola.
Tendo em vista o seu caráter lúdico, a dança favorece o
desenvolvimento de habilidades corporais, principalmente nas
crianças, pois contribui para o aperfeiçoamento das habilidades
neuromotoras. Nesse contexto, Bertoni (1992) defende a dança
como elemento educacional, cuja aplicação fornece
aperfeiçoamento intelectual, social, criativo e anatômico. Assim,
as experiências com a dança oportunizam o desenvolvimento das
percepções corporais, temporais, espaciais e de controle do
corpo, associadas à percepção auditiva e do ritmo. Além disso,
por meio da dança, desenvolvemos capacidades como:
criatividade; memória; experiências corporais e culturais;
coordenação motora ampla; coordenação corpo–ritmo; agilidade;
percepções corporais; noções espaciais e temporais (SILVA, 2018,
p. 12).
Já de acordo com estudos de Diniz (2012, p. 47), um meio de infinitas
possibilidades para que a escola agregue valores aos estudantes e à
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sociedade será a forma como será trabalhada a educação inclusiva.
Ele destaca que:
Com a “educação Inclusiva, pode-se combater, no plano das
atitudes, a discriminação manifestada em gestos,
comportamentos e palavras, que afasta e estigmatiza as pessoas,
bem como os grupos sociais. O que a “inclusão” coloca para a
família e a escola é o desafio de criar outras formas de relação
social e interpessoal, por meio da interação entre o trabalho
educativo escolar e as questões sociais, posicionando-se crítica e
responsavelmente frente a elas.
Já Oliveira (2012, p. 36) aborda que a pedagogia, cujo foco é o
processo de ensino e aprendizagem, com especial atenção para os
processos de letramento e alfabetização. Mas não se trata de adquirir
um conjunto de técnicas descoladas da realidade ou que não
respeitem a diversidade humana presente na escola. No entanto,
infelizmente, na área de educação especial, a maioria dessas
discussões permanecem ainda com viés muito tecnicista e
especializado, embora já tenhamos conseguido muitos avanços
(OLIVEIRA, 2022, p. 36).
Marques (2012, p. 16), destaca que é necessária uma abordagem
integrativa e contextualizada do ensino da dança, levando em
consideração as experiências, o universo cultural e o desenvolvimento
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das crianças. Ela busca conectar a aprendizagem da dança com o
cotidiano, os interesses e as expressões culturais dos estudantes,
promovendo uma abordagem mais significativa e acessível. Partindo
das abordagens destacadas por ela, pode-se refletir sobre algumas
formas pedagógicas aplicadas com a prática da dança, devendo ser
respeitado o contexto em que a criança está inserida, a partir da sua
cultura, da exploração do corpo, da coletividade, do diálogo, da
experimentação, do improviso, da sensibilidade, da educação e da
estética.
Seguem explicações sobre cada tema, para que as práticas
pedagógicas a partir da dança sejam eficazes como ferramenta
educacional:
Destrinchando as formas de aplicabilidade da dança, deve-se entender
que, na contextualização cultural, os conteúdos de dança serão
relacionados ao universo cultural das crianças, valorizando suas
referências, manifestações culturais e experiências pessoais, sempre
analisando sua aplicabilidade de acordo com o ambiente que elas
vivenciam. Quando se fala da exploração do corpo, torna-se altamente
relevante a forma de incentivo que será trabalhada na escola e com os
grupos de estudantes, pois, por meio da exploração do corpo como
ferramenta de expressão, promove-se o desenvolvimento motor, a
consciência corporal e a criatividade.
Outro ponto importante que deve ser compreendido é a construção
coletiva, pois ela irá estimular a colaboração e a parceria entre os
envolvidos, proporcionando troca de experiências, criatividade e a
capacidade de armazenamento de informações, estimulando a
memorização. Já quando trabalhamos com o diálogo, haverá a
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promoção da integração entre estudantes, professores, assim como
entre disciplinas que poderão estar envolvidas, nos temas a serem
abordados a partir da dança, enriquecendo a aprendizagem e
contextualizando a dança no currículo escolar.
Na experimentação e na improvisação, deve-se valorizar a
espontaneidade, a improvisação e a experimentação dos grupos
envolvidos, para que seja legitimada a forma de expressão artística.
Ainda, trabalha-se com as técnicas a serem utilizadas para o
desenvolvimento da sensibilidade, estética e plasticidade corporal,
assim como o estímulo ao senso crítico e ao prazer pela dança.
Ao refletir sobre o desenvolvimento de cada um, respeitando
seus limites e suas potencialidades e visando cultivar a
consciência das possibilidades artísticas, a espontaneidade, a
expressão e a criatividade, torna-se justificada a possibilidade de
desenvolver um programa de dança educativa, tendo como
aporte Laban, junto às pessoas com deficiência (física, intelectual,
auditiva e/ou visual), independentemente do contexto
(educacional, de reabilitação, artístico e esportivo) e com
finalidades distintas (pedagógica, terapêutica, performática e
competitiva) (MUNSTER, 2023, p. 173).
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A dança como ferramenta pedagógica revela-se efetivamente
necessária no ambiente escolar, tornando possível formar pessoas
com base psicomotora e comportamental, a partir do conhecimento
corporal e da compreensão de seu funcionamento, utilizando a música
como recurso pedagógico explorado por meio da dança.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
O professor tem como papel fundamental encontrar sua própria
maneira de estimular os movimentos da dança em seus alunos,
escolhendo um conjunto de movimentos adequados ao
desenvolvimento realdo aluno ou da maioria do grupo. Não há um
caminho fixo a percorrer. O professor tem flexibilidade para adequar e
adaptar tais temas de acordo com as experiências corporais dos
alunos e de suas características.
A Pedagogia recebeu destaque nesta aula por ser responsável pelas
etapas iniciais da educação básica e, portanto, por ter grande
relevância no trabalho com crianças. Essa formação é o que fornece
base para os profissionais ou professores que atuam ou pretendem
atuar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental,
etapas de escolarização decisivas para a formação de todos os
sujeitos.
Existem outros campos de atuação do pedagogo, claro, mas destaca-
se aqui seu papel como professor dessas etapas iniciais da educação
básica, porque têm fundamental importância na promoção do
processo de inclusão escolar (OLIVEIRA, 2022, p. 29).
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A inclusão cresce a cada ano e, com ela, o desafio de garantir uma
educação de qualidade para todos. Na escola inclusiva, os alunos
aprendem a conviver com a diferença e se tornam cidadãos solidários.
Para que isso se torne realidade em cada sala de aula, sua
participação, professor, é essencial (LOPES; HATTGE, 2009, p. 11).
Já Marques (2012, p. 66) descreve que inclusão da dança no
programa de educação geral tornou-se fundamental para promover o
desenvolvimento integral dos estudantes, abrangendo aspectos
físicos, cognitivos, emocionais e sociais.
Assim, a dança deve ser reconhecida como uma disciplina que
enriquece o currículo escolar, contribuindo para uma formação mais
ampla e diversificada, possibilitando mais uma ferramenta de trabalho
no ambiente escolar.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Respondendo a nossa problemática da dança e de todos os
conteúdos expostos, cabe ressaltar que a arte, ainda na atualidade,
não é vista como uma forma de educação e aprendizagem, porém,
desde a década de 1990, um grande movimento vem sendo realizado
nesse sentido, e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), de 1996, destacando a importância das
manifestações culturais, incluindo a expressão corporal (favorecendo
a dança como ferramenta educacional) e a arte na formação dos
alunos. Ressalta-se que, em 2015, entrou em vigor a resolução
CNE/CP nº 2, de 2015, com enfoque na inclusão da dança como
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componente curricular obrigatório na Educação Básica, tanto na
Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental e Médio,
promovendo a formação integral dos alunos por meio da arte.
Partindo desde pressuposto, a dança passou a ser reconhecida
oficialmente como uma disciplina que contribui para o
desenvolvimento físico, emocional e cultural dos estudantes,
consolidando sua presença no currículo escolar brasileiro nas últimas
décadas. Todavia, mesmo com todo esse aparato garantido por leis
como ferramenta pedagógica, ainda existem barreiras a serem
quebradas, tanto referentes ao preconceito social quanto à resistência
cultural, sem valorização e reconhecimento da dança, como forma de
arte, expressão e educação.
Grande parte da problemática da dança como processo educacional
pode ser resolvida havendo crescimento, interesse incentivo e
investimento, reparando a grande ausência de políticas públicas
especificas e direcionadas para que a dança inclusiva seja valorizada
no ambiente educacional, como potencializadora de promoção,
transformação social, autoestima e integração de pessoas com e sem
deficiências e/ou necessidades de atendimentos especializados.
Saiba mais
Saiba mais
World ParaDance
Referências
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
https://www.youtube.com/watch?v=kvMbSCcny9s&pp=ygUPd29ybGQgcGFyYWRhbmNl
Referências
DINIZ, Margareth. Inclusão de pessoas com deficiência e/ou
necessidades específicas - Avanços e desafios. São Paulo: Autêntica
Editora, 2012. E-book. p.7. ISBN 9788565381543. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565381543/.
Acesso em: 21 jul. 2025.
LOPES, Maura C.; HATTGE, Morgana D. Inclusão escolar: Conjunto de
práticas que governam. São Paulo: Autêntica Editora, 2009. E-book.
p.11. ISBN 9786586040265. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786586040265/.
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MARQUES, I. A. Interações: crianças, dança e escola. 1. ed. São Paulo:
Blucher, 2012. E-book. Disponível em:
https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 21 jul. 2025.
MUNSTER, Mey de Abreu V. Educação física e esportes adaptados:
programas de ensino e subsídios para a inclusão. Barueri: Manole,
2023. E-book. p.24. ISBN 9786555769203. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555769203/.
Acesso em: 21 jul. 2025.
OLIVEIRA, Jáima Pinheiro de. Educação especial: Formação de
professores para a inclusão escolar. São Paulo: Editora Contexto,
2022. E-book. p.36. ISBN 9786555414486. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414486/.
Acesso em: 27 jul. 2025.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788565381543/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786586040265/
https://plataforma.bvirtual.com.br/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555769203/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414486/
SILVA, Rodrigo de Oliveira e; PANTANO FILHO, Rubens. Metodologia do
ensino da atividade rítmica e dança. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional S.A., 2017. 200 p. ISBN 978-85-522-0272-1.
SILVA, Rodrigues M C. Dança. Porto Alegre: SAGAH, 2018. E-book.
Capa. ISBN 9788595027039. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/.
Acesso em: 23 jul. 2025.
Aula 2
Teatro e Inclusão
Teatro e inclusão
Teatro e inclusão
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
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O teatro é uma grande ferramenta para ser trabalhada na escola,
oportunizando vivências incríveis para todos os estudantes e sendo
um recurso para que a inclusão aconteça, promovendo a diversidade
cultural a partir das expressões corporais, da colaboração entre os
estudantes, gerando a adaptação necessária para que se potencialize
o desenvolvimento de todos os envolvidos, compondo a rotina escolar.
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
O teatro na escola é uma eficaz ferramenta pedagógica, promovendo a
transformação a partir da convivência entre estudantes, professores e
toda a equipe pedagógica envolvida. Por meio da expressão corporal,
das adaptações, da criatividade e da colaboração no desenvolvimento
pessoal dos estudantes, proporciona vínculos entre todos, priorizando
a diversidade e a inclusão.
A inclusão do teatro no contexto escolar visa oferecer aos professores
uma forma de adaptar as atividades, os textos, as produções, a
colaboração e os recursos, para que haja participação efetiva de todos
os alunos, independentemente de condição física e/ou cognitiva,
promovendo a integração de estudantes com diferentes habilidades, e
possibilitando seu acesso às práticas culturais e artísticas. A partir da
promoção do teatro nas escolas, os espaços de convivência são
fundamentais para que as diferenças sejam respeitadas e valorizadas,
para a promoção das habilidades individuais e coletivas de cada
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INCLUSIVA
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estudante, junto às adaptações necessárias, respeitando a
individualidade biológica e o ritmo de todos.
Atualmente, grandes barreiras são enfrentadas nesse sentido, dada a
resistência de educadores que não aceitam as mudanças das
metodologias tradicionais de ensino. Assim, com a falta de
profissionais especializados na área, a escassez de materiais
acessíveis e as poucas experiências no teatro inclusivo resultam em
muitas escolas não compreendendo o potencial do teatro na
promoção dainclusão social e educacional.
Assim, a grande problemática que encontramos atualmente no
contexto educacional é sobre como promover de forma efetiva o
teatro nas escolas, de forma inclusiva e com a participação e o
protagonismo dos estudantes, por meio da potencialização de suas
capacidades individuais e coletivas.
Vamos Começar!
Vamos Começar!
A expressão corporal, vista a partir dos estudos de Silva (2016, p. 16),
se refere à conscientização de si mesmo sobre atitudes, posturas,
gestos e ações cotidianas, bem como as necessidades de se exprimir,
comunicar, criar, compartilhar e interagir dentro da sociedade em que
se vive. Cabe ressaltar que, nos estudos de Laban, a expressão
corporal é vista como um aperfeiçoamento e desenvolvimento das
técnicas de conhecimento corporal a ser utilizada nas artes teatrais,
na dança e também na rotina diária.
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Todas as pessoas podem se beneficiar de uma percepção corporal. Se
o aprendizado dessa habilidade acontecer desde a mais tenra idade, e´
ainda melhor. O corpo nos mostra claramente se algo na~o vai bem.
Pore´m, a maior parte das pessoas na~o sabe analisar esses sinais
(TAKATSU, 2015, p. 41).
Essa abordagem de Takatsu (2015) nos faz refletir que, quanto mais
cedo a criança estiver envolvida com atividades que estimulem seu
conhecimento corporal e trabalhem sua percepção, mais seu
desenvolvimento humano e psicomotor será beneficiado no decorrer
de seu crescimento.
De acordo com estudos de Granero (2011, p. 13), nosso cotidiano está
repleto de momentos teatrais, em que desenvolvemos uma ação para
nós mesmos ou para os outros, em um determinado espaço e tempo,
com um objetivo próprio de comunicar desejos, sentimentos e
emoções, além de transmitir informações e vivenciar experiências.
São os momentos de comunicação, de expressão corporal, de
intercâmbio de informações, de ações verbais e não verbais etc.
A expressão corporal junto à arte teatral teve uma grande influência de
Rudolf Von Laban, teórico famosíssimo da arte, que, a partir do
movimento no século XX, teve participação efetiva tanto na dança
quanto no teatro, para o desenvolvimento destes como forma conexão
entre corpo e mente. Com uma abordagem inovadora, Laban elucidou
o corpo humano como uma ferramenta de expressão capaz de
transmitir emoções, sentimentos, intenções e narrativas através do
movimento.
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INCLUSIVA
A partir dos estudos sobre o movimento, ele acreditava que este não
era apenas uma técnica, mas sim uma linguagem universal a ser
utilizada no teatro, na dança, na educação e em diversas práticas
artísticas, o que nos possibilita atualmente o desenvolvimento do
teatro, incluindo toda diversidade de culturas e pessoas, que se
encontram também no ambiente escolar.
A arte, e consequentemente o teatro, fazem parte da linguagem e
da cultura próprias de um povo e são peças essenciais para a
compreensão de sua história. O fazer teatral desperta os alunos
para a observação de si mesmo e do outro, incita-os a
aprofundar-se em suas próprias histórias de vida e a desenvolver
a capacidade de expressar seus sentimentos de forma positiva,
com respeito e colaboração (GRANERO, p. 15).
De acordo com Granero (2011, p. 15-16), o teatro é um instrumento
vivo na educação, que pode incorporar e ser incorporado por
diferentes áreas que englobam o currículo escolar para a realização de
uma educação plena. O exercício teatral prepara o indivíduo para a
vida, fazendo-o vivenciar alegrias e decepções, encorajando-o a
improvisar diante de uma situação inesperada e exercitando-o para
trabalho de equipe. A aula de teatro motiva a criação, desenvolve a
comunicação verbal, gestual e visual e estimula a busca por novas
formas de expressão; ela carrega em seu âmago a sabedoria dos
filósofos gregos do “saber viver” e, ao tratar conceitos relativos ao
currículo escolar, articula abstrações do pensamento, da ação e do
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tempo, desenvolvendo aptidões, como propõe o Parâmetro Curricular
Nacional.
No teatro, as ideias de Laban oferecem um rico repertório de recursos
para explorar a expressão corporal, o espaço e a intenção dramática,
ajudando os praticantes da arte teatral a aprofundarem seus
conhecimentos, suas interpretações, sua comunicação e suas
emoções/sentimentos com maior naturalidade e destreza. Já no
processo de expressão corporal, Laban percebe que o movimento
pode ser transformado quando há compreensão do espaço, peso,
tempo e fluxo, permitindo aos praticantes maior conhecimento
corporal, respeito ao proprio corpo e ao corpo do outro, favorecendo
nas interpretações artísticas e a pratica teatral.
Silva (2018, p. 33) destaca que, no século XIX, associaram-se os
movimentos corporais ao teatro, com apresentações que aconteciam
nos intervalos das peças, via de regra, e que, a partir do século XX,
tendo como principal referência na dança expressiva Laban, cujas
teorias propiciaram novas formas de fazer e vivenciar a dança, as
técnicas enrijecidas do balé clássico perderam progressivamente a
amplitude. Assim, improvisações e a livre expressão corporal
conquistaram destaque como foco das danças moderna e
contemporânea.
Adaptação de Textos Teatrais
Começamos este tema a partir da perspectiva da aprendizagem de
Papalia e Martorell (2020, p. 27), que abordam que as mudanças no
comportamento resultam da experiência ou da adaptação ao
ambiente. Assim, partimos dessa reflexão para compreendermos
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como as adaptações teatrais são necessárias no cotidiano para que
aprendizagem aconteça.
Os teóricos da perspectiva da aprendizagem sustentavam que o
desenvolvimento resulta da aprendizagem, uma mudança
relativamente duradoura baseada na experiência ou adaptação
ao ambiente. Os teóricos da aprendizagem não estavam
interessados no funcionamento interno da mente, pois tais
processos não poderiam ser observados diretamente. O
comportamento é o foco por ser observável e contável e permitir
maior objetividade. Na opinião dos defensores dessa perspectiva,
os termos poderiam ser definidos com mais precisão e as teorias
poderiam ser testadas cientificamente no laboratório, o que dá
maior legitimidade e respeitabilidade à psicologia (PAPALIA;
MARTORELL, 2020, p. 27).
A partir dos textos teatrais, os atores, estudantes e praticantes dessa
arte deverão contar com abordagens em suas falas sobre os
movimentos que serão realizados durante a atuação, bem como seus
figurinos, acessórios, o cenário, a música/sonoplastia, além de
estarem cientes da importância de cada um desses aspectos, para
que possam ter êxito durante a atuação.
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O teatro e´ uma produc¸a~o arti´stica muito relevante, pois por
meio dele e´ possi´vel praticar diversas habilidades que sa~o
importantes para a vida, como relacionar-se com o outro e estar
no lugar do outro. Ao representar, os atores necessariamente
fazem isso, tornando a arte de dramatizar uma importante
ferramenta para o desenvolvimento das compete^ncias sociais
(TAKATSU, 2015, p. 57).
Torna-se também relevante o estudo de Granero (2011, p. 116), que
aborda a carga de emoções impressa às personagens e à direção de
atores, destacando que acompanhou alguns ensaios de uma peça
teatral cujo autor lhe mostrou a dificuldade existente na criação de
uma personagem, na transposição dos ideais propostos no texto
escrito para a realidade da interpretação teatral.
Partindo desse relato, destaca-se que se tratava de uma peça escrita
para atores adultos e com formação, assim como a experiência do
autor, e o quão difícil é transferir e adaptar os textos teatrais para a
realidade da interpretação dos atores. Já nas adaptações realizadas
no ambiente escolar, o trabalho a ser realizado com os atores-
estudantes demanda ainda mais atenção, pois o grupo tende a ser
mais diverso, e, por isso, os textos devem ser escolhidos de acordo
com os participantes, ampliandosua gama de conhecimento.
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Uma atividade teatral que pode exemplificar bastante e
realmente ser uma pra´tica interessante no trabalho escolar e´ o
jogo psicodrama´tico. O jogo drama´tico tem como precursor o
psiquiatra romeno Jacob Levy Moreno, que na investigac¸a~o
psicolo´gica e social fez um estudo aprofundado do grupo e suas
relac¸o~es, analisando como acontecem as interac¸o~es entre
membros do grupo (TAKATSU, 2015, p.57).
As adaptações do roteiro e das atividades devem ter alguns critérios
verificados de acordo com o trabalho a ser realizado, tomando-se o
cuidado de haver textos que sejam acessíveis a todos os estudantes,
com linguagem clara e possibilidades de modificação de diálogos ou
cenas, conforme as necessidades dos alunos, assim como utilizar
recursos sensoriais, como objetos táteis, sons e músicas, para
envolver diferentes sentidos, visando trabalhar desde pessoas com
deficiência visual até as crianças da educação infantil e do
fundamental, segmentos em que existe uma necessidade maior de
estímulos táteis e sensoriais.
Nas adaptações textuais, deve-se pensar em todos que serão
atendidos e terão acesso às atividades teatrais, pois a utilização de
materiais táteis, da audiodescrição e de legendas podem ser
necessárias, pois pode haver pessoas com deficiência tanto visual
quanto auditiva; assim, os recursos devem ser pensados para que os
estudantes e os grupos de trabalho tenham acesso aos textos,
promovendo a participação de todos.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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No processo de adaptações textuais no teatro, também deve-se
pensar na realização de dinâmicas em grupo para incluir os
estudantes que não tenham domínio da leitura, mesmo com os
recursos de acessibilidade. As dinâmicas desenvolvem a maior
convivência, cooperação, empatia e o respeito mútuo, explorando a
expressão corporal, a partir de técnicas de improvisação, de jogos e de
todas as possibilidades comunicacionais para que a acessibilidade
aconteça.
Produção Teatral Colaborativa
O trabalho colaborativo dentro da escola (e fora dela também) é
uma das únicas formas de alcançar os princípios capazes de
tornar uma escola inclusiva. Em qualquer instituição, o trabalho
sem colaboração torna tudo mais difícil, mas na escola, sem
dúvida nenhuma, ele é imprescindível para que todos os
estudantes sejam acolhidos, tenham seus direitos garantidos,
participem das atividades, construam e transformem o
conhecimento (OLIVEIRA, 2022, p. 44).
As aulas de teatro, do ponto de vista coletivo, também exigem a
adoção de hábitos de organização, limpeza, pontualidade, além do
cuidado com os objetos cênicos e da responsabilidade para com as
tarefas designadas a cada aluno. As relações sociais, os
comportamentos e as posturas éticas, o saber escutar, dialogar e
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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participar, a percepção de atitudes adequadas ou inadequadas, criticar
e receber crítica, todos esses fatores estimulam o autoconhecimento
e a sociabilidade, preparando-os para a vida e para a prática da
cidadania (GRANERO, 2011, p. 16).
Existem fatores essenciais para que a produção teatral aconteça, e
para ser colaborativa exige-se a participação e o empenho de vários
setores ligados à comunidade em que esteja inserida. Torna-se
fundamental uma equipe multidisciplinar, em que
profissionais/professores sejam capacitados para trabalharem com
as aulas de teatro, tendo formação e conhecimento necessários para
atender os estudantes, sendo uma possibilidade o oferecimento de
capacitações para a equipe de profissionais e auxiliares que atuem ou
irão atuar com inclusão.
Deve-se fomentar que nos grupos de trabalho haja profissionais com
conhecimento para desenvolverem estratégias de adaptação e
recursos acessíveis, pois na produção teatral existe demanda de
custos/investimentos em cenários, equipe e estudantes para que o
espetáculo aconteça.
Ainda, para que haja maior possibilidade de sucesso, torna-se
fundamental um envolvimento maior de toda a comunidade escolar,
incentivando a participação de pais, familiares e comunidade geral nas
atividades teatrais. A comunidade escolar deve ter conhecimento dos
projetos em que existe a valorização da diversidade dos estudantes
que estão sendo atendidos, e a importância de estar realizando o
teatro inclusivo na comunidade.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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De acordo com Pacheco et al (2007, p. 78), existem programas
direcionados à preparação da equipe escolar que se tornam relevantes
para a capacitação da equipe envolvida nos trabalhos realizados nas
escolas. Existe um guia para o aprimoramento da equipe escolar que a
direciona para trabalhos que estimulam as habilidades dos
professores e para o “Melhoramento da Habilidade dos Professores
quanto a` Inclusão” (em ingle^s, ETAI), sigla também utilizada no
Brasil.
Esta e´ uma resposta ao propósito inicial do projeto ETAI, ou seja,
“encorajar as habilidades dos professores na inclusa~o em escolas
comuns”. Nove temas surgiram a partir desse estudo, cujos resultados
sa~o apresentados na segunda parte. Esta parte aborda cada um
desses temas no mesmo nu´mero de capi´tulos, compartilhando os
mesmos ti´tulos: 11. Preparac¸a~o para a educac¸a~o escolar; 12.
Planejamento curricular; 13. Pra´tica em sala de aula; 14.
Colaborac¸a~o e coordenac¸a~o;
15. Interac¸a~o social dos alunos; 16. Colaborac¸a~o lar-escola; 17.
Avaliac¸a~o e reflexa~o; 18. Servic¸os de apoio; 19. Desenvolvimento
de pessoal (Pacheco et al., 2007, p. 78).
Torna-se relevante que os professores possam ter acesso a esse guia,
como mais uma ferramenta de trabalho, na capacitação dos
professores envolvidos nas atividades desenvolvidas nas escolas,
agregando mais conhecimento e possibilitando maior participação de
toda a equipe escolar em projetos direcionados à produção teatral
colaborativa.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Ainda de acordo com Pacheco et al. (2007, p. 78), esse guia pode ser
usado como uma abordagem integral, ou usado por grupos de
pessoas, de pais e de especialistas. Os professores tambe´m podem,
individualmente, fazer uso do guia. No entanto, sugere-se que os
professores busquem maneiras de formar um relacionamento
funcional com os colegas quando trabalharem com ele.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Nesses jogos, pode-se trabalhar o desenvolvimento do ser humano de
forma integral, levando em consideração os relacionamentos
interpessoais, a individualidade, o coletivo, a afetividade e a
intelige^ncia. O trabalho com jogos drama´ticos se da´ utilizando a
criatividade, a dramatizac¸a~o e o lu´dico no “aqui e agora”. Em jogos
psicodrama´ticos, o “aqui e agora” preve^ que os participantes se
libertem das dores do passado e das preocupac¸o~es com o futuro e
se entreguem ao momento presente.
Ao estar no “aqui e agora”, os participantes podem realmente trazer a`
tona conteu´dos internos a serem trabalhados no coletivo. Nos jogos
psicodrama´ticos, a oportunidade de inverter completamente a
posic¸a~o inicial do sujeito em relac¸a~o aos outros “atores” leva a
uma profunda reflexa~o sobre os pensamentos e sentimentos que
surgiram na interac¸a~o que se deu.
Nessas atividades, tambe´m se trabalham a aprendizagem e o
posterior desenvolvimento, ao vivenciar situac¸o~es cotidianas, nas
quais os participantes tenham a oportunidade de recriar um momento
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especi´fico e, uma vez inseridos, problematizarem e repensarem as
questo~es vividas, a partir do referencial dos outros envolvidos na
“cena”. O aspecto que enriquece as atividades drama´ticas e´ que
nelas aparecem os comportamentos reais dos seres humanos. Ao
representar um papel, o participante pode reviver ou recriar uma
situac¸a~o ja´ vivida para “testar” resoluc¸o~es diferentes ou mesmo
ver a situac¸a~o de um a^ngulo diferente, fora de seu ponto de vista.
Utilizando-se da espontaneidade, os participantes podem
desempenhar pape´is como se fosse a primeira vez que estivessemvivenciando por dado momento.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
xxxxx
Saiba mais
Saiba mais
Ao se falar sobre a dança e o teatro, temos que destacar o grande
precursor em envolver essas duas artes para trabalhar e desenvolver a
expressividade corporal. Rudolph Von Laban, nascido em 1879,
revolucionou a dança ao integrar espaço, tempo e peso, libertando-a
de restrições formais. Influenciado por movimentos artísticos e
sociais, ele buscou uma harmonia total entre corpo e espírito,
experimentando suas ideias em um ambiente propício na Suíça.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Para saber mais sobre o tema, acesse o link a seguir e assista ao
vídeo Rudolf von Laban: o maior teórico da dança no século XX e pai
da “dança-teatro”: faz uma descrição de atividades que podem ser
exploradas em estudantes a partir do teatro, para que alcancem maior
reconhecimento corporal.
Segue sugestão de atividade:
Apo´s uma breve explicac¸a~o sobre a atividade, o professor dara´ as
seguintes instruc¸o~es, fazendo pausas de mais ou menos 1 minuto
para os alunos refletirem:
1. Fechem os olhos e percebam seu corpo.
2. Como voce^s esta~o sentados?
3. Voce^s sentem dor em algum lugar?
4. Como e´ a dor? E qual e´ a sua intensidade?
5. Iniciaremos o trabalho de percepc¸a~o corporal nos pe´s.
6. Percebam os seus pe´s. Como eles esta~o posicionados?
7. Voce^s conseguem identificar em quais locais dos pe´s esta~o sentindo uma pressa~o?
8. Como esta´ essa pressa~o? Ela incomoda? Se sim, podem mudar a posic¸a~o dos pe´s.
E, assim, pode-se continuar, com instruc¸o~es parecidas, subindo em
direc¸a~o a` cabec¸a, passando por pernas, barriga, costas, brac¸os,
ma~os, pescoc¸o e cabec¸a (TAKATSU, 2015, p. 42).
Referências
Referências
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
https://goo.gl/JhPKXH
https://goo.gl/JhPKXH
GRANERO, Vic V. Como usar o teatro na sala de aula. São Paulo:
Editora Contexto, 2011. E-book. p.15-16. ISBN 9788572446501.
Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788572446501/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
OLIVEIRA, Jáima Pinheiro de. Educação especial: Formação de
professores para a inclusão escolar. São Paulo: Editora Contexto,
2022. E-book. p.44. ISBN 9786555414486. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414486/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
PACHECO, José; EGGERTSDÓTTIR, Rósa; MARINÓSSON, Gretar L.
Caminhos para a inclusão. Porto Alegre: ArtMed, 2007. E-book. p.78.
ISBN 9788536309446. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536309446/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
PAPALIA, Diane E.; MARTORELL, Gabriela. Desenvolvimento humano.
14. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2022. E-book. p.27. ISBN
9786558040132. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040132/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
SILVA, Rodrigues M C. Dança. Porto Alegre: SAGAH, 2018. E-book.
p.33. ISBN 9788595027039. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788572446501/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414486/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536309446/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040132/
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595027039/
TAKATSU, Mayra M. Artes, Educação e Música. Porto Alegre: +A
Educação - Cengage Learning Brasil, 2015. E-book. p.57. ISBN
9788522123735. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123735/.
Acesso em: 28 jul. 2025.
Aula 3
Artes Visuais e Inclusão
Artes visuais e inclusão
Artes visuais e inclusão
As artes visuais e a inclusão podem ser exploradas em vários
ambientes, sejam em salas de aulas, pátios, parques, clubes e em
outros locais, assim como podem ser abordadas em disciplinas
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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diversificadas, em ambientes públicos e/ou familiares. Trabalhar a
expressa~o arti´stica pode ser uma ferramenta que proporcionará aos
estudantes uma sensação de acolhimento e de empatia. Através do
estudo e das adequações necessárias para que o ensino das artes
visuais aconteçam, o processo de inclusão terá mais um grande
recurso para transformar perspectivas, promovendo a integração e
celebrando a diversidade de maneiras que unem e inspiram todos os
estudantes.
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
O estudo das artes visuais dentro do contexto escolar está
intimamente relacionado ao contexto cultural no qual os estudantes
estão inseridos e ao conhecimento dos professores sobre o tema.
Sabemos que as artes visuais são ferramentas para a aprendizagem,
favorecendo a capacidade individual de cada estudante, e sendo
potencializada a partir do conhecimento dos professores.
A arte visual compreende toda a expressa~o arti´stica feita por meio
de objetos que podem ser visualizados, seja um quadro, uma escultura
ou uma simples folha de papel. Em uma rotina escolar, e´ importante
dar grande atenc¸a~o para a arte visual, pois ela contribui para o
desenvolvimento cognitivo e emocional da crianc¸a (TAKATSU, 2015,
p. 44).
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INCLUSIVA
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A problematização das artes visuais nas escolas refere-se a desafios,
dilemas e questões envolvendo a abordagem, o ensino e a
compreensão dessa disciplina no contexto educacional. Grandes
desafios acontecem para que as artes visuais sejam trabalhadas nas
escolas e destacam-se entre eles a desvalorização do ensino artístico,
muitas vezes menosprezado como disciplina e ferramenta de trabalho,
seja por haver insuficiência de recursos materiais, seja pela formação
muitas vezes limitada dos professores, além da predominância de
uma abordagem técnica incentivando a reflexão e o protagonismo dos
estudantes.
A arte é em geral considerada como uma perda inútil de tempo.
Nas escolas não há espaços adequados destinados a estúdios de
arte, as artes têm pouca ponderação nos currículos da
escolaridade geral e ainda se atribui, nos círculos acadêmicos, um
certo sentido depreciativo às disciplinas e aos professores de
arte, como se fossem de natureza secundária — quando é
exatamente o contrário (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p.
17).
Além disso, há uma dificuldade em estabelecer conexões entre as
manifestações artísticas e a realidade social e cultural dos alunos, o
que compromete a potencialidade da arte como ferramenta de
expressão e transformação.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Vamos Começar!
Vamos Começar!
A expressão plástica e a estética estão relacionadas dentro das artes
visuais, especialmente no contexto escolar. Ao se trabalhar com a
expressão plástica, os estudantes terão a capacidade de comunicar
ideias, emoções e percepções por meio de manifestações visuais,
utilizando diferentes técnicas, materiais e linguagens artísticas. A
expressão plástica envolve a criação de elementos como desenho,
pintura, escultura, colagem, entre outros, permitindo que o indivíduo
expresse sua visão de mundo, suas experiências e seus sentimentos
de maneira concreta e visual.
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A expressão por meio da arte não começou a ser feita agora: há
milhões de anos os desenhos, as pinturas e as esculturas já são
conhecidas e produzidas. O surgimento das artes plásticas está
diretamente relacionado com a evolução da espécie humana. O
artista plástico, ao longo do tempo, tem lidado com papel, tinta,
gesso, argila, madeira e metais, programas de computador e
outras ferramentas tecnológicas para produzir suas peças. A arte
surgiu na Pré-História e há diversos exemplos da pintura rupestre
em cavernas. Desde então, surgiram diversos meios de
expressão artística para a criação, a invençãoe a apreciação
estética (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p. 16).
Na escola, trabalhar a expressão plástica favorece o desenvolvimento
da criatividade, da coordenação motora, da percepção espacial e da
capacidade de representar suas ideias de forma artística, sendo um
recurso único para estimular a produção artística, onde cada
estudante pode se expressar tanto individualmente quanto
coletivamente.
As artes plásticas ou belas-artes também são escolas, formações
expressivas realizadas por meio de técnicas de produção. Tais
técnicas manipulam materiais para construir formas e imagens
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que revelam uma concepção estética e poética em dado
momento histórico. A necessidade de refletir sobre esse tipo de
ensino está relacionada com a contemporaneidade: a arte e as
imagens invadem o cotidiano e estão cada vez mais próximas.
Neste momento histórico, a cultura visual “enche” a vista de
símbolos, signos e sinais que, para serem entendidos, precisam
ser desvendados. A tecnologia permitiu, por exemplo, o uso de
códigos com caráter mais visual/criativo do que de leitura. É o
caso dos emojis, aqueles desenhos disponíveis nos smartphones,
que têm diversos significados (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL,
2019, p. 16).
Já ao trabalhar a estética, poderá favorecer e estimular estudantes a
apreciarem a beleza, o prazer sensorial e diferentes experiências
relacionadas ao mundo das emoções e dos sentidos, oportunizando
conhecerem grandes obras artísticas e as compreenderem através de
estudos direcionados a cada uma, seja como espectadores ou
artistas, podendo encenar e/ou apresentar cada obra de acordo com
sua visão.
No ambiente escolar, ao trabalhar com a estética, o estudante terá
seus sentidos aguçados, não se limitando à apreciação passiva de
obras de arte, promovendo a cada um deles uma reflexão crítica sobre
conceitos de beleza, valores culturais, tradições e suas interrelações
com o contexto social. A estética incentiva uma percepção mais
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sensível e consciente do mundo, colaborando para a formação de um
olhar crítico e sensível às múltiplas manifestações artísticas.
A arte é uma linguagem que acompanha a humanidade ao longo
dos tempos e se relaciona a diferentes sociedades, interesses e
saberes. Por isso, refletir sobre o conhecimento da expressão
plástica é buscar, num terreno repleto de potencialidades
educativas, um caminho para encontrar a compreensão do ser
humano e da sociedade em que ele está inserido (OLIVEIRA, 2007
apud JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p. 16).
Os autores Jardim, Rodrigues e Scopel (2019, p. 18) descrevem de
forma clara o significado direto sobre a expressão plástica que está
ligada às questões estéticas do objeto, explicando que ela busca
desenvolver a capacidade de expressão e criatividade por meio do
desenho e das linguagens, sejam elas físicas, digitais e/ou multimídia.
Na área do design, seja ele de espaços internos ou de mobiliário, a
expressão plástica busca desenvolver a capacidade de percepção e
representação do espaço e dos seus elementos, com a adoção de
uma linguagem para a forma. Além disso, nessa perspectiva está o
estudo da forma, da cor, do aspecto/textura, da proporção, do ritmo,
do movimento, da harmonia, entre tantos outros.
Técnicas e materiais adaptados
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Começaremos este tema fazendo uma abordagem de Cirino (2015, p.
32) sobre a perspectiva de educac¸a~o para todos, sendo de cara´ter
universal. Trata-se, portanto, do embasamento para a inclusa~o de
estudantes com necessidades especiais no sistema regular de ensino.
As possibilidades pedago´gicas e as va´rias adaptac¸o~es sa~o feitas
levando em considerac¸a~o as maneiras diferenciadas de ensinar e
aprender, dependendo do contexto e das especificidades de cada
aluno.
Para falarmos de técnicas e materiais adaptados, a educação se torna
tema abrangente, que possibilita meios e recursos essenciais para
estudantes com e sem deficiência, dando direito ao acesso à
educação e às adaptações necessárias para abrir horizontes para que
eles estejam preparados para a vida cotidiana e tenham acesso a
informações necessárias para seu desenvolvimento pleno.
As técnicas e os materiais adaptados são conceitos importantes no
contexto da educação em artes visuais, principalmente quando
pensamos em incluir e garantir a participação de todos os estudantes,
independentemente de suas dificuldades, limitações físicas ou
necessidades especiais. O professor se torna uma ferramenta que
poderá alavancar essa compreensão, para que os estudantes se
prepararem do ponto vista socioeconômico, educacional e cultural.
A fim de produzir as adaptac¸o~es da melhor maneira possi´vel,
procura-se manter a ideia de uma educac¸a~o de qualidade, mas
essa qualidade tambe´m deve ser universal. Por isso a
necessidade de diferentes estrate´gias de ensino que sejam
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capazes de abarcar indivi´duos com distintas necessidades
educacionais especi´ficas e, ao mesmo tempo, contemplar tambe
´m os contextos socioecono^micos e culturais. Daí´ que as estrate
´gias devem ser heteroge^neas e flexi´veis. Em cada situac¸a~o,
novas possibilidades podem se dar em raza~o das
particularidades dos alunos (CIRINO, 2015, p. 32).
As técnicas adaptadas envolvem modificações ou adaptações nos
métodos e processos utilizados na produção artística, de modo a
facilitar a participação e a expressão de todos os alunos. Isso pode
incluir ajustes na execução de técnicas tradicionais, como pintura,
desenho, colagem ou escultura, para que sejam acessíveis a
estudantes com diferentes habilidades motoras, sensoriais ou
cognitivas.
Cada material a ser utilizado no ambiente escolar deve ser adaptado
de acordo com as necessidades dos estudantes, como pincéis mais
fáceis de segurar ou com encaixe adequado para alunos com
dificuldades motoras. Cabem a professores, equipe pedagógica,
coordenação e direção escolar viabilizar o acesso dos estudantes,
respeitando sua individualidade e necessidade educacional.
No processo de aprendizagem, tanto os alunos quanto os
educadores podem descobrir as aptido~es e habilidades de cada
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um. Na~o existe processo completamente neutro e auto^nomo.
Todos precisam de auxi´lio em determinadas a´reas. Como
argumentam Staimback e Staimback (1999), as salas de aula
podem ser comunidades de aprendizagem e apoio
compartilhado e mu´tuo. No entanto, e´ necessa´ria a ac¸a~o do
educador para a promoc¸a~o do respeito a`s diferenc¸as por meio
de atividades que possam criar oportunidades para que os
alunos venham perceber os outros a partir de um ponto de vista
que relativize as diferenc¸as (CIRINO, 2015, p. 33).
Um aspecto relevante dentro das atividades a serem realizadas de
forma inclusiva, a partir das artes visuais, não se dão somente com
simplificação das técnicas e materiais a serem utilizados; cabe
ressaltar que dever-se-á promover as atividades em etapas para que
todos os estudantes, mesmo com níveis de habilidades diferenciadas,
participem das atividades, oferecendo-se técnicas mistas, que
envolvam destrezas baixas e complexas, de acordo com a
aprendizagem e a evolução de cada momento da aula.
E quando falamos em materiais adaptados, são aqueles modificados
ou escolhidos especificamente para atender às necessidades dos
estudantes, promovendo maior acessibilidade e autonomia, podendo
incluir recursos acessíveis, desde texturas, cores, formatos,
ferramentas, materiais reciclados, almofadas e adaptações
arquitetônicas em geral, promover a evolução e o sucesso do
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estudante é a parte essencial para que o trabalho de adaptações estão
sendo efetivas.
A educac¸a~o e o atendimento educacional especializado sa~o
garantidos pela Constituic¸a~o Federal (1988), bem como por
todas as normativas, documentos oficiais e orientac¸o~es a
respeito dapoli´tica educacional que dispo~em sobre o
atendimento deste direito na rede regular de ensino. Como
podemos observar no artigo 58, §1o da Lei de Diretrizes e Bases
da Educac¸a~o Nacional (1996), a prioridade do atendimento deve
ser feita nas classes comuns do ensino regular. No entanto, ha´
tambe´m a previsa~o de manutenc¸a~o de classes, escolas ou
servic¸os especializados com o objetivo de atender as demandas
dos alunos que necessitarem. Assim tambe´m estabelece o artigo
28, do Estatuto da Pessoa com Deficie^ncia – Lei no 13.146/2015,
ao impor a criac¸a~o de projetos pedago´gicos e demais servic¸os,
ale´m de adaptac¸o~es razoa´veis que atendam as pessoas com
necessidades especiais de atendimento (CIRINO, 2015, p. 44).
A utilização de técnicas e materiais adaptados possibilita a
participação de todos os alunos, para que sejam ativos nas práticas
artísticas, valorizando a inclusão, a diversidade e o potencial criativo
de cada um, sem exclusões, promovendo o desenvolvimento da
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autonomia e o protagonismo na produção artística. Dentro dos
estudos e do desenvolvimento das artes, vale destacar que técnicas e
materiais são adaptados em todos os seus aspectos e setores,
podendo ser adequados conforme a necessidade do estudante.
Assim, cabe ressaltar que, de acordo com estudo de Jardim,
Rodrigues e Scopel (2019, p. 36), a arte, quando analisada por suas
características, principalmente na arquitetura e na composição dos
espaços, está ligada às questões estéticas do objeto. Ela também se
relaciona à capacidade de expressão e à criatividade desenvolvidas
por meio do desenho e das linguagens, sejam elas físicas, digitais
e/ou multimídia. Desse modo, a capacidade de percepção e
representação do espaço e de seus elementos segue uma linguagem
formal e envolve aspectos relevantes, como cor, aspecto, textura,
proporção, ritmo, movimento, harmonia, entre tantos outros.
Apreciação, produção e reflexão
Começamos descrevendo que a apreciação, a produção e a reflexão
nas artes visuais, aliadas à inclusão, formam um ciclo importante para
promover uma educação artística mais democrática, diversificada e
enriquecedora para todos. Partindo dessa perspectiva, torna-se
relevante retomar o estudo de Jardim, Rodrigues e Scopel (2019, p. 37)
em que descrevem que, pela perspectiva dos direitos humanos e da
concepc¸a~o de cidadania embasada no reconhecimento das
diferenc¸as, decorre uma identificac¸a~o das hierarquizac¸o~es
utilizadas para a regulac¸a~o e produc¸a~o de desigualdades. Tornam-
se expli´citos, dessa maneira, processos normativos de distinc¸a~o
dos alunos em virtude das caracteri´sticas intelectuais, fi´sicas,
culturais, sociais, lingui´sticas, entre outras, que marcam a estrutura
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do modelo tradicional de educac¸a~o (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL,
2019, p. 37).
A despeito dos processos de diferenciac¸a~o e avaliac¸a~o dos
pape´is, ha´ outro processo importante no que tange a`
estratificac¸a~o, que e´ a atribuic¸a~o de recompensas. Trata-se
dos processos de produc¸a~o de recompensas diferenciadas
atribui´das aos indivi´duos que preencham determinados
requisitos ao desempenhar certos pape´is sociais. Podem-se
classificar as recompensas diferenciadas em tre^s categorias.
Tais categorias podem até´ ser pensadas como espe´cies de esta
´gios ou dimenso~es do processo de estratificac¸a~o: riqueza,
presti´gio e poder (JARDIM; RODRIGUES; SCOPEL, 2019, p.53).
Quando abordamos a apreciação nas artes visuais, destaca-se que ela
envolve o desenvolvimento de olhares críticos e sensíveis às diversas
manifestações artísticas, porém, torna-se fundamental que essa etapa
seja acessível e respeitosa, junto às diferentes experiências culturais,
habilidades e percepções, visando sempre promover a inclusão.
Torna-se relevante quando se trabalha com o processo de apreciação,
que professores e responsáveis incentivem o diálogo sobre diferentes
estilos, técnicas e contextos culturais, utilizando recursos
tecnológicos, a audiodescrição, vídeos com legendas e obras
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acessíveis a diferentes tipos de deficiência, sempre valorizando a
diversidade cultural e as manifestações de diferentes grupos sociais.
Já na produção, devemos oportunizar aos estudantes que expressem
suas próprias identidades e experiências, para que a inclusão
aconteça, oferecendo materiais variados que atendam às
necessidades de diferentes estudantes, incluindo aqueles com
deficiências. As múltiplas formas de expressão devem ser trabalhadas
a partir de desenhos, colagens, instalações, arte digital, entre outras,
para estimular a criatividade sem imposições de técnicas ou estilos
específicos, respeitando os diferentes ritmos e possibilidades.
Falando sobre as reflexões, devem ser trabalhadas de forma que faça
o estudante pensar sobre a própria produção e a dos seus colegas,
promovendo pensamento crítico e conscientização social,
fortalecendo a inclusão e a troca de pensamentos, sendo um incentivo
a debates sobre temas sociais, culturais e identitários presentes em
cada apreciação e produção. A reflexão promove a troca de
experiências e a valorização da diversidade, questionando
preconceitos e promovendo a empatia.
Dentro de todos esses aspectos descritos, percebe-se que a inclusão
na arte visa garantir que todos tenham acesso às experiências e
aprendizagens artísticas, independentemente de suas diferenças,
tornando-se necessário as adaptações nas atividades e nos espaços
para atender às necessidades específicas de cada estudante.
Destaca-se, ainda, a necessidade do processo de formação
continuada de professores para metodologias inclusivas, para que
possam estar preparados ao receberem todos os estudantes, sabendo
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utilizar recursos diversificados tanto nas linguagens artísticas como
nos recursos acessíveis para ampliar o alcance da educação artística.
Integrar apreciação, produção e reflexão nas artes visuais com
práticas inclusivas não apenas democratiza o acesso à cultura e à
arte, mas também fortalece valores de diversidade, respeito e empatia
na sociedade. Essa abordagem enriquece o processo educativo e
promove uma cultura mais justa e plural.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Ressaltamos aqui o papel da inclusão no contexto educacional e
principalmente os desafios constantemente encontrados no dia a dia
escolar para estudantes com deficiência, além da necessidade de
políticas educacionais atuantes para que o processo de inclusão
aconteça em todos os ambientes. Cirino (2015, p. 7) cita abordagens
necessárias sobre inclusão, destacando que:
“Pensar em inclusa~o social e´ pensar tanto no que ja´ foi feito,
como no que ainda pode ser realizado para promover a
inserc¸a~o efetiva das pessoas com necessidades especiais no
contexto dos demais pares. E´ certo que adaptac¸o~es precisam
ser executadas, mas resta saber se a principal adequac¸a~o esta´,
de fato, acontecendo: a colaborac¸a~o da sociedade como um
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todo no processo de inclusa~o. Com a instituic¸a~o de leis e
normas e, recentemente, com a promulgac¸a~o do Estatuto da
Pessoa com Deficie^ncia (Lei no 13.146/2015), e´ possi´vel
perceber que muito se impo^s e muito ainda ha´ de ser feito
(CIRINO, 2015, p. 7).
De acordo com Takatsu (2015, p. 49), apesar das diferenc¸as, todas
essas abordagens se assemelham em relac¸a~o ao cara´ter arti´stico,
ou seja, com a expressa~o do interior da crianc¸a. O entrar em contato
consigo mesma proporciona tambe´m se aproximar do outro. A arte e´
uma necessidade do ser humano. Muitos na~o conseguem exercita´-
la, mas, indubitavelmente, os que conseguem sa~o pessoas mais pro
´ximas de si mesmas e mais holisticamente completas.
Assim, o trabalho do professor de artes visuais deve abranger va´rias a
´reas de atuac¸a~o em artes. E´ necessa´rio trabalhar os conceitos de
arte e seus momentos histo´ricos,

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