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Prof. Dr. Ricardo Muotri UNIDADE I Esporte Adaptado I. História da pessoa com deficiência: Exclusão – Antiguidade até século XVIII Segregação – Século XIX até meados do século XX Integração – Meados do século XX até o final do século XX Inclusão – Final do século XX até o presente História dos Esportes Adaptados Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-pessoas-rostos-inclus%C3%A3o-8570270/ II. História do Esporte Adaptado A prática de atividades físicas por pessoas com deficiências vem desde a Grécia Antiga. O exercício com finalidades terapêuticas já era praticado na China há 3 mil anos. Entretanto, o esporte da forma pela qual o conhecemos hoje é de fato recente, tendo sido iniciado por volta do final do século XIX (Gorgatti, 2008, p. 534). História dos Esportes Adaptados Fonte: https://designer.microso ft.com/image-creator II. História do Esporte Adaptado História dos Esportes Adaptados 1939 – 1945 “2ª Guerra Mundial” Transição da Ginástica Médica para as Atividades Esportivas 1948 Declaração Universal dos Direitos Humanos Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/guerra- soldados-fuzileiros-navais-1172111/ Fonte: https://www.pjf.mg.gov.br/noticias/arq uivo/10%2012%20SDS_193109.jpg II. História do Esporte Adaptado Grande número de amputações e lesionados medulares. Longa permanência em hospitais e centros de reabilitação. Tédio, melancolia, depressão, suicídio. História dos Esportes Adaptados 1959 – 1975 “Guerra do Vietnã” Esporte em cadeiras de roda – Dr. Ludwing Guttmann Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/searc h/guerra%20do%20vietn%c3%a3/ História dos Esportes Adaptados Fonte: https://www.ambientelegal.com.br/ludwig-guttmann-o- medico-pioneiro-da-inclusao-dos-jogos-paralimpicos/ Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/search/cadeira%20de%20rodas/ 1 Roma 23 Países 400 Atletas 8 Modalidades 4 em 4 anos, em “paralelo” às Olimpíadas Tóquio, Japão, 2021 / 2020 (Covid-19). 1 do Brasil: Heidelberg, na então Alemanha Ocidental, em 1972, 20 atletas Paralimpíadas Fonte: Fotografia da primeira Paralimpíada, em 1960 / Crédito: Domínio Público/Creative Commons/ Wikimedia Commons. Paris, França. 184 países. + 4000 Atletas. 22 modalidades. 150 atletas do Brasil. Paralimpíadas Barrete Frígio (Touca / Gorro) Símbolo da História Francesa Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt /6/65/Paris2024_paralympicsgame.png Fonte: https://img.olympics.com/images/image/ private/t_s_pog_staticContent_hero_xl_2 x/f_auto/primary/zp8irjlrzfu7s2jdault 1968, Soldier Field de Chicago. Foco na capacidade, e não na deficiência. Jogos recreativos / festival. “O amanhecer”. 2 em 2 anos, verão e inverno. (12) 2021 / Inverno: Östersund e Åre, Suécia. (16) 2023 / Verão: Berlim, Alemanha. (13) 2025 / Inverno: Turim, Itália. (17) 2027 / Verão: Santiago, Chile. Olimpíadas Especiais “Deixe-me vencer. Mas, se não posso vencer, deixe-me ser corajoso na tentativa.” Fonte: https://www.specialolymp ics.org/about/history/196 8-games?locale=en Fonte: https://logos-world.net/wp- content/uploads/2023/08/Special-Olympics-Logo.png Paris em 1924. 4 em 4 anos (Verão e Inverno). Primeiro evento esportivo para pessoas com necessidades especiais! Atletas devem ter perdido 55 decibéis no seu “melhor ouvido”. Em vez de soprar um apito, o juiz usa uma bandeira vermelha. Na natação e no atletismo, um flash vermelho é usado no lugar da pistola. Caxias do Sul, Brasil, 2021. Tóquio, Japão, 2025. Surdolimpíadas Recognised by International Olympic Committee Fonte: https://images.crunchbase.com/image/upload/c_pad,h_256 ,w_256,f_auto,q_auto:eco,dpr_1/onhmhngfiz4cl8ka7axx Fonte: https://www.tokyoforward2025.metro.tokyo.lg.jp/wp- content/uploads/2023/09/8a5f48806b5fef5e8c7afedd8a4bf531.png Por que as pessoas surdas não participam das Paralimpíadas? a) Porque as pessoas surdas não são consideradas pessoas com deficiência de acordo com os critérios das Paralimpíadas. b) Porque as pessoas com deficiência auditiva têm suas próprias competições esportivas separadas das Paralimpíadas. c) Porque as Paralimpíadas se concentram principalmente em atletas com deficiências físicas, enquanto a surdez é uma deficiência sensorial. d) Porque os atletas surdos têm vantagens específicas em certos esportes devido à sua audição reduzida. e) Porque os surdos são excluídos das Paralimpíadas por motivos políticos. Interatividade Por que as pessoas surdas não participam das Paralimpíadas? a) Porque as pessoas surdas não são consideradas pessoas com deficiência de acordo com os critérios das Paralimpíadas. b) Porque as pessoas com deficiência auditiva têm suas próprias competições esportivas separadas das Paralimpíadas. c) Porque as Paralimpíadas se concentram principalmente em atletas com deficiências físicas, enquanto a surdez é uma deficiência sensorial. d) Porque os atletas surdos têm vantagens específicas em certos esportes devido à sua audição reduzida. e) Porque os surdos são excluídos das Paralimpíadas por motivos políticos. Resposta Igualdade x Equidade Paralimpíadas = Esporte = Vitrine para a Superação Atual = Esporte = Competição Classificações Funcionais Necessidade de estabelecer padrões e regras para equiparar atletas e equipes. Classificação Funcional Deficiência Física Paralisia Cerebral, Amputados, Lesões Medulares e Les Autres. Deficiência Visual B1: desde a não percepção de luz até a percepção luminosa, sem haver qualquer reconhecimento da forma de uma mão em qualquer distância ou direção. B2: desde a capacidade de reconhecer a forma de uma mão até a acuidade de 2/60 ou campo visual inferior a 5 graus. B3: desde a acuidade visual de 2/60 até a acuidade visual de 6/60 e/ou um campo visual superior a 5 graus e igual ou inferior a 20 graus. Classificação Funcional Fonte: https://pixabay.com/pt/images/search/goalball/ Qual dos seguintes critérios não é considerado no sistema de classificação funcional das Paralimpíadas para atletas cegos? a) Acuidade visual. b) Campo visual. c) Sensibilidade à luz. d) Tempo de reação. e) Habilidade auditiva. Interatividade Qual dos seguintes critérios não é considerado no sistema de classificação funcional das Paralimpíadas para atletas cegos? a) Acuidade visual. b) Campo visual. c) Sensibilidade à luz. d) Tempo de reação. e) Habilidade auditiva. Resposta A classificação funcional da natação paralímpica é composta de três partes: teste clínico, realizado fora da água; teste técnico, realizado na água; e observação durante a competição. Os atletas com deficiência física/motora são classificados nas classes 1 a 10; os com deficiência visual, nas classes 11 a 13; e os com deficiência intelectual e síndrome de Down, na classe 14. (ex.: S1, S2, S3...). Quanto maior o grau de comprometimento, menor o número da classe. Não é permitido o uso de próteses e órteses que melhore o desempenho. Atletas com menor grau de funcionalidade podem solicitar o auxílio de um membro da equipe. Nadadores com deficiência visual recebem auxílio do técnico por meio do tapper. Natação Adaptada Fonte: https://tinyurl.com/yr3m8959 As regras do atletismo paralímpico são as mesmas da International Association of Athletics Federations (IAAF) e suas adequações são feitas pelo World Para Athletics (WPA), entidade que rege o atletismo paralímpico no mundo. Nas competições de atletismo paralímpico, as adaptações – como atletas-guias, cadeiras de rodas, próteses e bancos de arremessos e lançamentos – são importantes para que as provas aconteçam. Atletismo Adaptado Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/a %C3%A7ao-adulto-jogos- paral%C3%ADmpicos-1867014/ A classificação no atletismo é feita em conformidade com a capacidade do atleta de realizar movimentos, as capacidades dos resíduos musculares, assequelas de algum tipo de deficiência e os músculos que não foram lesados. Os atletas que disputam provas de pista, como de velocidade e de meio fundo, de saltos e de rua, como a maratona, levam a letra T (de track, “pista” em inglês) em sua classe. T11 a T13: deficiências visuais. T20: deficiências intelectuais. T31 a T38: paralisados cerebrais; T31 a T34: cadeirantes; T35 a T38: andantes. T40 a T41: baixa estatura. T42 a T44: deficiência nos membros inferiores. T45 a T50: deficiência nos membros superiores. T51 a T54: competem em cadeira de rodas. T61 a T64: amputados de membros inferiores com prótese. Atletismo Adaptado – Pista A classificação funcional dos atletas para as provas de campo, arremessos e lançamentos é identificada com a letra F (de field, “campo” em inglês). F11 a F13: deficiências visuais. F20: deficiências intelectuais. F31 a F38: paralisados cerebrais; F31 a F34: cadeirantes; F35 a F38: andantes. F40 e F41: baixa estatura. F42 a F46: amputados ou deficiência nos membros superiores ou inferiores; F42 a F44: membros inferiores; F45 a F46: membros superiores. F51 a F57: competem em cadeira de rodas (sequelas da poliomielite, de lesões medulares e de amputações). Atletismo Adaptado – Campo Os atletas com deficiência visual têm o atleta-guia e apoio. T11, o atleta com deficiência visual corre ao lado do atleta-guia e usa o cordão de ligação. No salto em distância, o atleta é auxiliado por um apoio. T12, o atleta participa com guia e apoio; nos saltos, eles são opcionais. T13, os competidores não podem usar atleta-guia nem ser auxiliados por um apoio no salto. Atletismo Adaptado – Campo Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/ corredores-corrida-227182/ Atenas, em 2004. 5 jogadores, 4 pessoas com deficiência visual e 1 com total visão (o goleiro). As equipes podem usar atletas com visão total, como os goleiros e os chamadores. Os goleiros não podem ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos. Os goleiros não podem sair de sua área de 5 × 2 m, caso contrário, a equipe adversária será beneficiada com um pênalti. As laterais da quadra são cercadas com bandas que impedem a saída da bola, tornando o jogo mais dinâmico. 2 tempos de 15 minutos com 10 minutos de intervalo. Campo de grama sintética 40 × 20 m. Brasil: Pentacampeão! Futebol de 5 Fonte: https://tinyurl.com/36up9436. Atletas com Paralisia Cerebral, AVE, TCE, ou que apresentam outra lesão neurológica. A classificação é feita de acordo com o grau da deficiência do atleta. FT1: comprometimento severo; FT2: comprometimento mediano; FT3: comprometimento leve. Não existe a regra do impedimento. A reposição lateral pode ser feita rolando a bola com a mão. O tempo de jogo é menor (dois tempos de 30 minutos). O campo também é menor (70 × 50 m). O número de jogadores em campo é sete. O goleiro deverá ser também um atleta com a deficiência. 1 atleta da classe FT1 e 1 FT3. Futebol de 7 ou PC Qual das seguintes modalidades é específica para atletas com deficiência visual? a) Natação adaptada. b) Atletismo adaptado. c) Futebol de 5 paraolímpico. d) Futebol de 7 paraolímpico. e) Basquete em cadeira de rodas. Interatividade Qual das seguintes modalidades é específica para atletas com deficiência visual? a) Natação adaptada. b) Atletismo adaptado. c) Futebol de 5 paraolímpico. d) Futebol de 7 paraolímpico. e) Basquete em cadeira de rodas. Resposta Variação do futebol society. Não é Paralímpico! Atleta amputado ou ter um membro com restrição significativa em suas funções, por questões congênitas (má-formação), acidentes ou doenças ao longo da vida. No caso do jogador de linha, a amputação é no membro inferior; no caso do goleiro, no membro superior. A classificação funcional do futebol de amputados envolve atletas com amputação das classes A2/A4 e A6/A8 (A de amputação). A classificação não é funcional. A2 está acima do joelho, e A4 está abaixo do joelho de uma perna. A6 indica que um braço é amputado acima ou através da articulação do cotovelo. A8 indica amputação abaixo do cotovelo, mas através ou acima da articulação do punho. A2 e A4 compõem os jogadores de linha. A6 e A8 só podem jogar no gol. Futebol de Amputados Os jogos são disputados em campo society, 60 × 38 m. Cada equipe tem sete jogadores: o goleiro é amputado ou com deficiência de um dos braços e os atletas de linha são amputados ou com deficiência de uma das pernas. 2 tempos de 25 minutos, com intervalo de 10 minutos. 1 tempo de 1 minuto. Como tempo técnico. A muleta não pode tocar na bola de forma intencional. O tiro de meta não pode ultrapassar o meio-campo. O goleiro não pode sair da área. O lateral é cobrado com o pé. Não há limite para substituições. O jogador não pode tocar a bola nem com o coto, quando existente, nem com as muletas, sob pena de cometer uma infração às regras do jogo. Futebol de Amputados Fonte: https://tinyurl.com/3wdp2zwf As classificações geralmente variam de 1 a 4, levando em consideração a funcionalidade dos membros superiores, tronco e membros inferiores. Cada classificação representa um nível diferente de habilidade funcional. Categoria 1 (1.0 a 1.5): maior comprometimento funcional. Categoria 2 (2.0 a 2.5): habilidades funcionais moderadas. Categoria 3 (3.0 a 3.5): menor limitação funcional. Categoria 4 (4.0 a 4.5): pouca limitação funcional. O total de pontos de cada equipe não pode exceder 14 pontos. Basquete em Cadeira de Rodas A partida é dividida em quatro quartos de 10 minutos. A cada dois toques dados na cadeira de rodas: quicar, arremessar ou passar a bola. É obrigatório que todos os jogadores utilizem a cadeira de rodas própria para a prática do basquete. Basquete em Cadeira de Rodas Fonte: https://tinyurl.com/bdzxd3sx O vôlei sentado nasceu em 1950 com outro nome. Ele é a evolução do sitzball, modalidade alemã que ganhou praticantes em todo o Leste Europeu. No sitzball, a bola pode quicar uma vez no chão e a quadra tem medidas diferentes. Além disso, não existe uma rede para dividir os lados, mas sim uma fita que delimita a altura. Na classificação, as classes funcionais variam de 1 a 4. Classe 1: limitações graves em MMII e no controle do tronco. Classe 2: funcionalidade moderada em MMII e tronco. Classe 3: menos limitações comparado com as classes 1 e 2. Classe 4: maior mobilidade e controle do tronco. Vôlei Adaptado / Sentado De acordo com o grau de impacto nas funções na modalidade ocasionado pela sua deficiência, os atletas são divididos em dois grupos: VS1 e VS2. Os atletas com amputações e limitações de locomoção mais acentuadas são classificados como D (do inglês disabled) ou VS1. Exemplo: amputação de perna. Os atletas que têm problemas de articulação leves ou pequenas amputações nos membros são classificados como MD (do inglês minimally disabled) ou VS2. Exemplos: amputação de parte do pé, amputação bilateral de polegar. Cada time só pode contar com dois jogadores da classe MD, e os dois não podem estar em quadra ao mesmo tempo. Para os amputados, há uma classificação específica. AK (above knee) AE (above elbow) BK (below knee) BE (below elbow) Vôlei Adaptado / Sentado Por meio dessa classificação, eles são divididos em nove classes: Classe A1: duplo AK. Classe A2: AK simples. Classe A3: duplo BK. Classe A4: BK simples. Classe A5: duplo AE. Classe A6: AE simples. Classe A7: duplo BE. Classe A8: BE simples. Classe A9: amputações combinadas dos membros inferiores e superiores. Os jogadores permanecem sentados durante o jogo. A quadra: 10 metros × 6 metros de largura. A altura da rede é de 1,15 (masculino) e 1,05 (feminino). É permitido bloqueio de saque. Vôlei Adaptado / Sentado Fonte: https://tinyurl.c om/bd75hznpA classificação funcional no vôlei sentado é extensa e complexa. Qual das seguintes classificações representa o maior nível de comprometimento funcional? a) A1 b) A4 c) A6 d) A8 e) A9 Interatividade A classificação funcional no vôlei sentado é extensa e complexa. Qual das seguintes classificações representa o maior nível de comprometimento funcional? a) A1 b) A4 c) A6 d) A8 e) A9 Resposta GORGATTI, M. G.; GORGATTI, T. O esporte para pessoas com deficiência. In: GORGATTI, M. G; COSTA, R. F. (org.). Atividade física adaptada: qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais. 2. ed. Barueri: Manole, 2008. Referências ATÉ A PRÓXIMA!