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LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson CONCURSO PÚBLICO | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ▸ Ética no Setor Público ▸ Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) ▸ Processo Administrativo (Lei nº 9.784/1999) ▸ Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) ▸ Proteção de Dados — LGPD (Lei nº 13.709/2018) Prof. Jimmy Peterson Professor há mais de 15 anos em preparatórios de concursos Disciplinas: RLM, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, AFO beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato | 2025 LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson SUMÁRIO 1 ÉTICA NO SETOR PÚBLICO 1.1 Conceito de Ética na Função Pública 1.2 Princípios Fundamentais da Administração Pública 2 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 2.1 Noções da Lei nº 8.429/1992 3 PROCESSO ADMINISTRATIVO 3.1 Noções da Lei nº 9.784/1999 — Direitos e Deveres 4 TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO 4.1 Noções da Lei nº 12.527/2011 5 PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS 5.1 Noções da LGPD — Lei nº 13.709/2018 LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson 1. ÉTICA NO SETOR PÚBLICO 1.1 Conceito de Ética na Função Pública A ética na função pública refere-se ao conjunto de valores, princípios e normas de conduta que orientam a atuação dos agentes públicos no exercício de suas atribuições. No Estado Democrático de Direito, o servidor não atua em nome próprio, mas em favor da coletividade, impondo-se deveres especiais de probidade, transparência e respeito ao interesse público. Definição: Ética pública é o ramo da ética aplicado ao exercício de funções estatais, compreendendo o conjunto de deveres e vedações impostos ao agente público para assegurar a integridade, a imparcialidade e a eficiência na administração dos interesses coletivos. Os fundamentos da ética pública estão consolidados em diversas fontes normativas: ▪ Constituição Federal de 1988 (art. 37): estabelece os princípios da Administração Pública. ▪ Decreto nº 1.171/1994: Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. ▪ Lei nº 8.112/1990: Estatuto dos Servidores Públicos Federais — elenca deveres e proibições. ▪ Lei nº 8.429/1992: Lei de Improbidade Administrativa — sanciona condutas antiéticas. Deveres Éticos do Servidor Público Dever Descrição Lealdade Dedicação aos valores constitucionais e às normas do serviço público Probidade Atuação honesta, íntegra e transparente; vedado o uso do cargo em proveito próprio Eficiência Empenho na execução das tarefas com qualidade e tempestividade Urbanidade Tratamento respeitoso e cordial a colegas, superiores e administrados Sigilo Proteção das informações obtidas em razão do cargo, ressalvadas hipóteses legais 1.2 Princípios Fundamentais da Administração Pública O art. 37 da Constituição Federal de 1988 elenca cinco princípios basilares: LIMPE — Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. A doutrina administrativista acrescenta outros princípios implícitos de igual relevância. Princípio Conteúdo Exemplo Prático Legalidade Agente público só pode fazer o que a lei autoriza (art. 5º, II, CF/88) Ato sem amparo legal é nulo Impessoalidade Atuação estatal não pode favorecer/prejudicar por razões pessoais Vedação ao nepotismo (SV 13) Moralidade Conduta deve obedecer a padrões éticos e de boa-fé Ato legal, mas imoral pode ser anulado Publicidade Transparência dos atos públicos; sigilo como exceção Publicação em Diário Oficial Eficiência Resultados de qualidade otimizando recursos (EC 19/1998) Avaliação de desempenho Proporcionalidade Meios proporcionais aos fins; vedado o excesso Sanção compatível com a infração LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson Princípio Conteúdo Exemplo Prático Razoabilidade Atuação dentro dos padrões aceitáveis de racionalidade Requisitos de concurso coerentes com o cargo Supremacia do Interesse Público Interesse coletivo prevalece sobre o individual na esfera pública Desapropriação por necessidade pública Atenção para as provas: A sigla LIMPE corresponde apenas aos princípios expressos no caput do art. 37 da CF/88. Os demais são implícitos ou decorrem de outras normas. A Eficiência foi acrescentada pela Emenda Constitucional nº 19/1998. LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson 2. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 2.1 Noções da Lei nº 8.429/1992 (LIA) A Lei de Improbidade Administrativa (LIA), nº 8.429/1992, regulamenta o § 4º do art. 37 da CF/88. Profundamente reformada pela Lei nº 14.230/2021, passou a exigir comprovação de dolo específico em todas as modalidades, extinguindo a forma culposa. Marco importante: A Lei nº 14.230/2021 reformou estruturalmente a LIA: eliminou a modalidade culposa, unificou o prazo prescricional em 8 anos, atribuiu legitimidade exclusiva ao Ministério Público e introduziu o acordo de não persecução civil. Sujeitos da LIA Sujeito ativo: agente público (art. 2º) — todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades públicas. O terceiro que induza ou concorra dolosamente também responde (art. 3º). Sujeito passivo: entidades da administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes e entes federativos, bem como entidades privadas que recebam subvenção ou incentivos públicos. Modalidades de Atos de Improbidade Administrativa Art. Modalidade Característica Principal Sanção Máxima Art. 9º Enriquecimento Ilícito Auferir vantagem patrimonial indevida em razão do cargo (exige dolo) Susp. dir. políticos: 14 anos; Multa: 3x o valor acrescido Art. 10 Prejuízo ao Erário Ação ou omissão dolosa que cause perda patrimonial efetiva e comprovada Susp. dir. políticos: 12 anos; Multa: valor do dano Art. 11 Violação de Princípios Ação ou omissão dolosa que viole deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade Multa: até 24x a remuneração; Proibição de contratar: até 4 anos Aspectos Processuais Relevantes (pós-reforma 2021) ▪ Legitimidade exclusiva do MP (art. 17): apenas o Ministério Público pode ajuizar a ação de improbidade administrativa. ▪ Prazo prescricional (art. 23): 8 anos, contados da ocorrência do fato ou, nas infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. ▪ Dolo específico (art. 1º, §§ 1º e 2º): necessária a comprovação da vontade livre e consciente de alcançar resultado ilícito. ▪ Acordo de não persecução civil (art. 17-B): possível desde que assegure, no mínimo, o ressarcimento integral do dano. ▪ Indisponibilidade de bens (art. 16): medida cautelar mediante demonstração de perigo de dano irreparável ao resultado do processo. ▪ Sanções somente após trânsito em julgado (art. 12, § 9º): perda da função e suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito. ▪ Prescrição intercorrente (art. 23, § 8º): o juiz deve reconhecê-la de ofício ou a requerimento da parte interessada. Jurisprudência relevante: O STF, no julgamento do RE 852.475 (Tema 897), fixou que são imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário decorrentes de ato doloso de improbidade administrativa. A ação sancionatória, porém, sujeita-se ao prazo do art. 23 da LIA. LEGISLAÇÃOE ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson 3. PROCESSO ADMINISTRATIVO 3.1 Noções da Lei nº 9.784/1999 — Direitos e Deveres A Lei nº 9.784/1999 regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal direta e indireta, fixando normas básicas de proteção aos direitos dos administrados. Aplica-se também aos Poderes Legislativo e Judiciário da União quando no exercício de função administrativa. Finalidade: garantir os direitos ao contraditório, à ampla defesa, à motivação das decisões e ao devido processo legal administrativo, além de impor à Administração deveres de eficiência, proporcionalidade e transparência. Princípios do Processo Administrativo (art. 2º) O art. 2º elenca os princípios que regem o processo administrativo federal: legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. ▪ Legalidade: atuação conforme a lei e o Direito. ▪ Motivação: indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinam a decisão. ▪ Contraditório e ampla defesa: garantia de manifestação antes de decisões que imponham ônus ou restrições. ▪ Segurança jurídica: proibição de aplicação retroativa de nova interpretação administrativa (art. 2º, XIII). ▪ Eficiência: adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações em medida superior ao necessário. Direitos do Administrado (art. 3º) Direito Conteúdo Tratamento respeitoso Autoridades e servidores devem facilitar o exercício de direitos e o cumprimento de obrigações Ciência processual Ter vista dos autos, obter cópias de documentos e conhecer as decisões proferidas Manifestação Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração Assistência Facultativamente, fazer-se assistir por advogado, salvo quando a representação for obrigatória por lei Deveres do Administrado (art. 4º) ▪ Expor os fatos conforme a verdade. ▪ Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé. ▪ Não agir de modo temerário. ▪ Prestar as informações solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. Prazos Importantes Situação Prazo Ato em geral (sem disposição específica) — art. 24 5 dias (prorrogável até o dobro) Instrução — manifestação do interessado antes da decisão — art. 44 10 dias Decisão após conclusão da instrução — art. 49 30 dias (prorrogável por igual período) Interposição de recurso administrativo — art. 59 10 dias da ciência ou divulgação oficial LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson Situação Prazo Instâncias máximas de tramitação do recurso — art. 57 3 instâncias administrativas Decadência para anular ato favorável sem má-fé — art. 54 5 anos contados da data do ato Revisão de processo com fatos novos — art. 65 A qualquer tempo Motivação (art. 50): atos devem ser motivados quando: neguem, limitem ou afetem direitos; imponham sanções; decidam concursos públicos ou seleção pública; dispensem licitação; decidam recursos administrativos; decorram de reexame de ofício; anulem, revoguem, suspendam ou convalidem atos administrativos. Competência, Delegação e Avocação A competência é irrenunciável (art. 11), podendo ser delegada ou avocada nos casos legalmente admitidos. Não podem ser delegados (art. 13): a edição de atos de caráter normativo, a decisão de recursos administrativos e as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson 4. TRANSPARÊNCIA E ACESSO À INFORMAÇÃO 4.1 Noções da Lei nº 12.527/2011 (LAI) A Lei de Acesso à Informação (LAI), nº 12.527/2011, regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas (art. 5º, XXXIII; art. 37, § 3º, II; art. 216, § 2º da CF/88). Vigente desde 16 de maio de 2012, a lei consagra a publicidade como regra e o sigilo como exceção, aplicando-se a todos os entes federativos e aos três Poderes. Princípio fundamental (art. 5º): "É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão". Principais Diretrizes (art. 3º) ▪ Observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção. ▪ Divulgação proativa de informações de interesse público, independentemente de solicitações. ▪ Utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação. ▪ Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública. ▪ Desenvolvimento do controle social da administração pública. Transparência Ativa x Transparência Passiva Tipo Descrição Instrumento Transparência Ativa Divulgação espontânea pelo poder público, independentemente de solicitação (art. 8º) Portais institucionais na internet com informações obrigatórias Transparência Passiva Atendimento a pedidos de acesso à informação formulados por qualquer interessado (art. 10) Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) Pedido de Acesso e Prazos (art. 11) O órgão deve responder ao pedido imediatamente quando a informação estiver disponível. Caso contrário, tem até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias (com justificativa expressa), para: (i) conceder acesso; (ii) indicar as razões de fato ou de direito da recusa; ou (iii) informar que não possui a informação e indicar quem a detém. Classificação de Informações Sigilosas (art. 24) Grau de Sigilo Prazo Máximo Competência para Classificar Ultrassecreto 25 anos Presidente e Vice-Presidente da República, Ministros de Estado, Comandantes das Forças Armadas, Chefes de Missões Diplomáticas permanentes Secreto 15 anos Autoridades acima + titulares de autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista Reservado 5 anos Autoridades acima + servidores que exerçam funções de direção, comando ou chefia (DAS 101.5 ou equivalente) Informações pessoais (art. 31): têm acesso restrito por até 100 anos contados da data de sua produção, independentemente de classificação sigilosa. São acessíveis apenas a agentes públicos legalmente autorizados e à própria pessoa a que se referirem. LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson Responsabilidades e Sanções (art. 32) O agente público que recusar-se a fornecer informação, retardar deliberadamente o fornecimento, fornecer informação incorreta, agir com dolo ou má-fé, ou impor sigilo para obter vantagem pessoal ou ocultar ato ilegal — estará sujeito a sanções disciplinares (inclusive demissão) e poderá responder por improbidade administrativa, nos termos do art. 32, § 2º, da LAI. LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson 5. PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS — LGPD 5.1 Noções da Lei nº 13.709/2018 (LGPD) A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), nº 13.709/2018, dispõe sobre o tratamento de dados pessoais por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado. Seu objetivo central é proteger os direitos fundamentais de liberdade, de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. Aplicação extraterritorial (art. 3º): A LGPD aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada no território nacional, ou que tenha por objetivo oferecer bens ou serviços a indivíduos localizados no Brasil, ou ainda quando os dadospessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional. Conceitos Fundamentais (art. 5º) Termo Definição Dado pessoal Informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável Dado pessoal sensível Dado sobre origem racial/étnica, convicção religiosa, opinião política, saúde, vida sexual, dado genético ou biométrico Titular Pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento Controlador Pessoa natural ou jurídica a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais Operador Pessoa natural ou jurídica que realiza o tratamento de dados em nome do controlador Encarregado (DPO) Canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD Consentimento Manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento para finalidade determinada Anonimização Processo pelo qual um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo ANPD Agência Nacional de Proteção de Dados — autoridade responsável por fiscalizar e aplicar a LGPD 10 Princípios do Tratamento de Dados (art. 6º) ▪ 1. Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular. ▪ 2. Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular. ▪ 3. Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades. ▪ 4. Livre acesso: garantia de consulta facilitada e gratuita pelo titular sobre seus dados. ▪ 5. Qualidade dos dados: garantia de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados ao titular. ▪ 6. Transparência: informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre o tratamento e os agentes envolvidos. ▪ 7. Segurança: medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados de acessos não autorizados. ▪ 8. Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento. ▪ 9. Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou abusivos. ▪ 10. Responsabilização: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes de cumprimento das normas de proteção. LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson Bases Legais para o Tratamento (art. 7º) Nº Base Legal Descrição I Consentimento Manifestação livre, informada e inequívoca do titular II Obrigação legal ou regulatória Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador III Políticas públicas Execução por órgão público, com amparo em lei ou regulamento IV Pesquisa Realização de estudos por órgão de pesquisa, com anonimização sempre que possível V Execução de contrato Necessário para contrato ou procedimentos preliminares, a pedido do titular VI Exercício regular de direitos Em processo judicial, administrativo ou arbitral VII Proteção da vida Proteção da vida ou incolumidade física do titular ou de terceiro VIII Tutela da saúde Exclusivamente em procedimento realizado por profissionais ou serviços de saúde IX Interesse legítimo Interesses do controlador ou de terceiro, exceto quando prevalecerem direitos do titular X Proteção do crédito Inclusive conforme disposto na legislação pertinente Direitos do Titular (art. 18) Direito Descrição Confirmação e Acesso Confirmar a existência de tratamento e acessar os dados que lhe dizem respeito Correção Corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados Anonimização / Bloqueio / Eliminação De dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a lei Portabilidade A outro fornecedor de serviço ou produto, nos termos da regulamentação da ANPD Eliminação (com consentimento) Dos dados tratados com base no consentimento do titular, salvo exceções legais Informação sobre compartilhamento Conhecer as entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado Informação sobre recusa Ser informado sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e as consequências da negativa Revogação do consentimento A qualquer momento, por procedimento gratuito e facilitado, sem prejuízo dos tratamentos realizados Dados pessoais sensíveis (art. 11): exigem consentimento específico e destacado do titular ou enquadramento em hipótese legal expressa. A LGPD impõe proteção reforçada a esta categoria, que inclui dados de saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, dado genético ou biométrico, dentre outros. Sanções Administrativas da ANPD (art. 52) LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson Sanção Detalhe Advertência Com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas Multa simples Até 2% do faturamento no Brasil, limitada a R$ 50.000.000,00 por infração Multa diária Observado o mesmo limite total da multa simples Publicização da infração Após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência Bloqueio dos dados Referentes à infração, até a sua regularização Eliminação dos dados Referentes à infração Suspensão parcial do banco de dados Máximo de 6 meses, prorrogável por igual período, até regularização Suspensão da atividade de tratamento Máximo de 6 meses, prorrogável por igual período Proibição parcial ou total Do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados pessoais LEGISLAÇÃO E ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA | Prof. Jimmy Peterson | beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes Bússola do Candidato © 2025 Prof. Jimmy Peterson QUADRO SINÓPTICO — VISÃO GERAL DAS LEGISLAÇÕES Lei Tema Pontos-Chave para Prova Lei 8.429/1992 (LIA) Improbidade Administrativa - Exige DOLO em todos os tipos (reform. 2021) - 3 modalidades: art. 9º (enriq. ilícito), art. 10 (prejuízo erário), art. 11 (princípios) - Prazo prescricional: 8 anos - Legitimidade exclusiva: Ministério Público - Acordo de não persecução civil (art. 17-B) Lei 9.784/1999 (LPA) Processo Adm. Federal - Princípios: LIMPE + motivação, razoabilidade etc. - Prazo geral de atos: 5 dias - Decisão após instrução: 30 dias - Recurso: 10 dias; máx. 3 instâncias - Decadência ato favorável (sem má-fé): 5 anos Lei 12.527/2011 (LAI) Acesso à Informação - Publicidade = regra; sigilo = exceção - Prazo para resposta: 20 dias (+10 prorrogáveis) - Sigilo: reservado (5a), secreto (15a), ultrassecreto (25a) - Info. pessoais: acesso restrito por até 100 anos Lei 13.709/2018 (LGPD) Proteção de Dados Pessoais - 10 princípios (art. 6º) - 10 bases legais para tratamento (art. 7º) - Dados sensíveis: proteção reforçada (art. 11) - Direitos do titular: acesso, correção, portabilidade, eliminação - ANPD: multa até 2% faturamento / R$ 50 mi por infração Prof. Jimmy Peterson Professor em preparatórios de concursos há mais de 15 anos Disciplinas: RLM, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, AFO beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes https://beacons.ai/jimmypetersondivulgacoes