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MIVONE RODRIGUES ALVES CUNHA USUÁRIO: BRPSMIPDE4875706 TRABALHO DA DISCIPLINA PS010 Ferramentas de Aconselhamento Psicopedagógico a Famílias em Risco Psicossocial O caso apresentado trouxe várias problemáticas com desafios grandiosos e para conseguir solucioná-lo será preciso muitas estratégias e um olhar atento e uma escuta sensível. Trata-se de uma família monoparental com muitos problemas psicológicos para serem resolvidos, pois a mãe é separada e tem dois filhos onde o menino tem relação conflitante com a sua irmã, e a mãe deixa claro que, eles precisam resolver seus próprios problemas, ela também dedica a maior parte do tempo em seu trabalho e possivelmente não consegue perceber o que acontece a sua volta, ou se percebe, faz vista grossa da situação. A situação de risco encontrada dessa família monoparental, é que os meninos tendem a ter mais problemas comportamentais, enquanto as meninas têm ansiedade, além da necessidade de cuidar das relações entre pais e filhos. Neste caso a intervenção é essencial para conseguir possíveis ajustes, porém há diversos caminhos para conseguir um acolhimento mais assertivo e humanizado, e como fazer isso? Preciso iniciar atendimento psicopedagógico com a família, fazer coleta de dados sobre a dinâmica familiar com intuito de investigação e dessa maneira é possível montar um plano de intervenção para ser trabalhado com toda família o mais rápido possível. Para que isso aconteça, é importante conversar com a escola, colher informações sobre o comportamento de Marcos e conversar com os pais sobre a situação de seu filho, mostrar que eles precisam está mais presentes para tentar juntos ajudar esse jovem que pode está desenvolvendo uma doença psicótica e poder intervir, mas para que esse tratamento ocorra é necessário a participação de todos os membros da família e da comunidade escolar. Para alcançar o objetivo com essa família, serão necessários alguns modelos como: modelo de intervenção direta, modelo de intervenção em grupos, modelo de intervenção indireta de acordo com (Rodríguez Espinar, 1993). Todas as intervenções projetadas serão para uma família multiproblemáticas com uma perspectiva construtivista da realidade humana, desta forma é possível uma visão do processo familiar e a compreensão das mudanças, também é possível projetar as intervenções observando a tabela 1.7 contexto de intervenção, nessa tabela estabelece caminhos para nortear todo o projeto psicopedagógico para esse caso como: assistência, consultiva, avaliação e controle informativo. As múltiplas e diversas demandas que as escolas geram hoje levam à busca de diferentes formas de fazer, de modo que a orientação psicopedagógica satisfaça essas demandas. Para Chao (2011, p.48), a intervenção na orientação psicopedagógica pode ser entendida “(...) como o trabalho colaborativo que profissionais da área da psicopedagogia realizam com diferentes agentes de um centro educacionais para promover uma educação diversificada e de qualidade”. Coll (1996) chamou a atenção para confluência de profissionais na área da psicopedagogia. Segundo este autor, são os profissionais responsáveis pela coordenação, aconselhamento, orientação e avaliação da psicopedagogia do corpo discente e, portanto, para exercer a intervenção educativa. O modelo para essa intervenção seria o educativo preventivo construtivo considero esse modelo mais adequado por ter a prática do diálogo como aconselhamento e estimular o conhecimento no processo da aculturação. A prática do aconselhamento a partir do enfoque educativo-construtivo na opinião de Monereo e Sóler (1996), segue algumas premissas básicas do construtivismo como concepção epistemológico. Tais como: · O desenvolvimento humano constitui um processo permanente “culturização”. Desde o nascimento, o ser humano se depara com o entorno culturalmente organizado. As pessoas adultas exercem uma função mediadora que permite ao indivíduo interpretar os fenômenos que ocorrem ao seu redor e construir conhecimentos e esquemas de forma cada vez mais autônoma. Está aprendizagem constitui o motor do conhecimento. · Os agentes educacionais e os professores como mediadores especializados devem guiar ao aprendiz a partir dos conhecimentos prévios até níveis progressivamente superiores de abstração e autonomia. No caso dos professores, é necessário que sejam planejadas as atividades de ensino-aprendizagem com a intenção de criar um contexto apropriado, facilitador, para que os alunos construam relações substanciais e significativas entre os novos conteúdos e sua abordagem prévia. · De acordo com esse enfoque, a maior parte das dificuldades de aprendizagem e atrasos no desenvolvimento podem explicadas pela existência ou baixa qualidade da interação social recebida. Como consequência desse déficit, a criança não conseguiria interiorizar os novos procedimentos impedindo a gestão de seu conhecimento e assim suas operações mentais se tornariam rígidas e rotineiras, o que dificultaria a transferência adequada do conhecimento e outras situações. Projeto: Objetivo: oferecer atendimento psicopedagogo e individual para adolescente com dificuldade de comunicação em ambiente educacionais e sociais, visando diminuir comportamento inadequados como: agressividade, violência, verbal e sexual. Objetivo específico: Descobrir a origem do comportamento, proporcionar momentos de análise, desenvolver trabalho sociais e grupo e individual, com objetivo de investigação. Promover uma reflexão a respeito dos sentimentos que aparecem após as explosões de raiva e agressividade, de modo a colaborar para que os indivíduos possam lidar melhor com tais sentimentos. O projeto terá duração de 6 meses e somente após esse período é possível a verificação do processo de evolução familiar e individual. Indicador de conquista O adolescente precisa cumprir com os requisitos para conseguir o indicador de conquistas, o profissional psicopedagógico traçará tarefas que possam melhorar o desempenho no ambiente social e familiar, se cumprir todos os combinados é possível que o indivíduo possua uma bonificação como forma incentivo e assim é possível dá o reforço positivo como parte do processo. Esses reforços serão combinados com pacientes de acordo o interesse dele, trazendo para o ambiente psicopedagógico um momento de descontração para o adolescente. Fase ou Momentos: É possível que a família tenha momentos juntos para facilitar uma aproximação entre os membros, e esse momento precisar ser acolhedor, gratificante entre os envolvidos, desta forma facilitará o desempenho de todos no processo de conexões, favorecendo um tratamento mais humano e positivo na busca do sucesso. Atividades: As atividades precisam ser traçadas de acordo com o perfil familiar baseada nas escolhas deles, assim a motivação será elevada e ninguém ficará fora do processo de integração. Metodologia: As metodológicas traçadas precisam ser ativa baseada em diálogos de comunicação e escuta, através de reunião semanais todos os membros poderão conversar entre si, com a supervisão de um profissional para compreender o motivo desses comportamentos inadequados. Através dessa supervisão o profissional poderá anotar pontos importantes para ser trabalhado individualmente e coletivo. Avaliação: As avaliações serão feitas semanalmente através de instrumentos que possam verificar as evoluções ou regressão, a partir dessa coleta é possível descobrir se há possibilidade de continuar com os treinos ou terá modificações. Conclusão: Será feito no final de todo o processo, traçando os ganhos e o que precisa melhorar, destes modos é possível ter noção do que pode ser inclusivo para favorecer o indivíduo. Resumindo, o modelo educativo-construtivo assume um enfoque geral de intervenção do tipo educativo e preventivo. Fundamenta-se na noção do desenvolvimento como um processo interativo, o que justifica que o conselheiro tenha como um de seus objetivos a melhora das interações educacionais. Isto, por sua vez, apenas pode ser alcançado por meio de uma relação de colaboração com os envolvidosnos processos. Por outro lado, a adoção de um preciso referencial teórico conceitual serve para o orientar para explicar a realidade sobre a qual deve intervir. Neste caso, como reconhece Coll (1990), trata-se de uma concepção construtiva. No caso da perspectiva construtiva, reconhecemos sua ênfase na atividade mental construtiva do corpo estudantil. Esta ênfase é realizada em uma compreensão sistêmica e integral dos problemas que aborda. Da mesma forma, essa perspectiva pressupõe uma orientação para a prevenção e favorecimento do desenvolvimento pessoal. Esse desenvolvimento é entendido como um processo interativo, que estabelece diretrizes para o aconselhamento. A incorporação da noção de zona de desenvolvimento institucional é inovadora, permitindo a incorporação da visão que a instituição também desenvolve, para qual o conselheiro deve favorecer a implantação máxima das potencialidades institucionais. Os fundamentos das perspectivas construtivistas permitem ampliar os âmbitos da prática conselheira, incorporando todas as relações que participam da educação, dentro e fora das instituições. Isso permite a possibilidade de intervenção nas famílias, principalmente naquelas em situações de risco psicossocial. É assim que o modelo de aconselhamento educativo-construtivo é organizado, onde o conselheiro realiza seu trabalho em cooperação com outros profissionais, juntamente com quem ele projeta a intervenção. Referências: FUNIBER (2023). Ferramentas de aconselhamentos psicopedagógico a família em risco psicossocial, Barcelona, Espanã: Editorial Funiber COL.C. (1990). Construtivismo e educação: a concepção construtivista de ensino e aprendizagem. Em C. Coll, J. Palacios e A. Marchesi (Eds.). Desenvolvimento psicológico e educação II. Psicologia da Educação Escolar (pp. 157-186). Madrid: Aliança CHAO, ML (2011). Boas práticas em aconselhamento psicopedagógico: estudo do trabalho de dois conselheiros especializados e eficazes do ensino secundário. (Tese de Doutorado), Universidade Autónoma de Madrid, Madrid. MONEREO, C. E SOLÉ, I. (1996). O modelo de aconselhamento educacional construtivo: dimensões críticas. Em C. Monereo e 1. Solé (Eds), Aconselhamento psicopedagógico: uma perspectiva profissional e construtiva. Madri: Aliança Psicologia.