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Instrumental e material cirúrgico
ANESTESIA
A primeira técnica a se realizar numa sequência de cirurgia é a 
anestesia, na imagem abaixo é possível observar uma anestesia 
alveolar superior média que é realizada no fundo do vestíbulo da 
maxila e uma anestesia palatina infitrativa local (parcial).
Seringa carpule
Algumas seringas carpules apresentam uma lanceta com a 
finalidade de prender na borracha do tubete anestesico, afim de 
promover uma aspiração. Qualquer injeção que o paciente tomará 
é utilizado uma seringa e no momento da aplicação no paciente se 
injeta aspirando antes. Afinal, a ideia de toda injeção é que não 
faça uma injeção intravascular. Essas seringas carpules possuem 
uma limitação, onde não é possivel fazer uma aspiração efetiva 
para observar se irá injetar dentro do vaso.
O método ilustrado abaixo foi feito para tentar facilitar a 
introdução da borracha no tubo com intuito de fazer a aspiração, 
porém, não se mostrou tão efetivo. 
Tem-se feito com o método das seringas carpules 
com dispositivo de refluxo, na qual, o tubete 
anestésico é injetado e soltando aos poucos é feito 
uma pressão negativa refluindo o sangue caso esteja 
dentro do vaso, não precisando fazer uma aspiração. 
Manuseio da seringa carpule
Duas formas de manuseio: com a palma da mão (início 
do polegar) e com a ponta do polegar.
Agulhas e tubetes anestésicos
Os tubetes anestésicos que são comercializados são os de 
vidro, os de plástico estão em desuso. São eles que são 
encaixados nas seringas carpules.
pupules 
ete 
As agulhas têm variações de tamanhos e seu tamanho 
depende da técnica anestésica que será utilizada. Exemplo: a 
técnica pterigomandibular para fazer anestesia do nervo alveolar 
inferior precisa-se de uma agulha longa, já uma técnica no palato 
pode-se usar uma agulha curta ou extracurta.
AGULHAS E SERINGAS DESCARTÁVEIS
As seringas descartáveis também podem ser utilizadas 
em anestesias, sendo muito utilizada em cirurgias hospitalares.
Na imagem abaixo é possível observar a variedade de 
medidas de agulhas:
 
As ampolas são utilizadas com a mesma 
solução que é comercializada como tubete.
.
AFASTADORES
Acesso adequado e boa visibilidade são essenciais para melhor 
resultado durante a cirurgia. Os afastadores podem ser utilizados 
para separar simultaneamente a bochecha e retalho 
mucoperiósteo. Uma vez que o retalho tenha sido descolado, a 
borda do afastador é apoiada sobre o osso e, então, ele é 
utilizado para manter posicionado o retalho cirúrgico durante o 
procedimento, sendo o afastador de tecidos mais popular o 
afastador de minnesota que realiza todas essas 
funções durante a cirurgia.
ü Procedimento utilizando o afastador de minnesota:
O afastador de farabeuf possui variedade de tamanho, 
podendo afastar bochecha, porém, sua grande aplicação é em 
acessos extraorais. 
ü Procedimento utilizando o afastador de farabeuf:
O afastador de langembeck é utilizado para cirurgias da 
face, possuindo o langembeck reverso e langembeck V. Em 
cirurgias ortognáticas é bastante utilizado o langembeck V que irá 
encaixar na mandíbula, na região coronoide/ramo de mandíbula.
O afastador senn muller é realizado em cirurgias 
extraorais, tendo funcionalidade em afastar a pele.
O afastador de língua bruenings possuem algumas 
reentrâncias (buracos) onde tem a funcionalidade de 
reter/segurar a língua.
O afastador de branemark é utilizado nas cirurgias de 
protocolo que são cirurgias de instalação de implantes na 
mandíbula ou maxila (4 a 5 implantes) é utilizado esse afastador 
para afastar todo o lábio deixando a cavidade oral exposta para 
realizar a cirurgia.
Os afastadores mais importantes para cirurgia bucal são os 
afastadores de minnesota e o afastador de língua bruenings, os 
demais são realizados em cirurgias maiores a nível hospitalar.
Lâminas e cabos de bisturi
O instrumento básico para fazer incisões são os bisturis. O bisturi 
é composto de cabo reutilizável e lâmina afiada estéril e 
descartável, existindo modelos diferentes que se adaptam a 
região a ser operada. A ponta de um cabo de bisturi é preparada 
para receber uma variedade de lâminas de diferentes formatos 
que devem ser inseridas na sua extremidade aonde existe um 
encaixe em forma de fenda. As lâminas de bisturi mais utilizadas
e indicadas em cirurgias intraorais são as de n° 15 e 15C. A 12 
em casos de acesso no túber da maxila.
Existem dois cabos de bisturi bard parker de n°3 e n°4. O cabo 
n°3 servem para adaptar as lâminas menores e o cabo de n°4 é 
mais espesso e servem para adaptar lâminas maiores.
 
Forma de manipulação: a lâmina de bisturi deve ser 
cuidadosamente montada no cabo utilizando-se um ponta-agulha, 
evitando assim, acidentes durante sua manipulação. Para realizar 
a montagem, a lâmina deve ser apreendida com o porta-agulha 
em sua parte superior, mais resistente, e o cabo posicionado de 
forma a que sua porção de encaixe esteja voltada para cima. A 
lâmina é, então, deslizada na ranhura da ponta do cabo do bisturi, 
até que se encaixe perfeitamente. Isso minimiza a chance de 
lesionar os dedos.
O bisturi pode ainda ser manejado apoiando-se o cabo na palma 
da mão entre os dedos indicadores e polegar. Este tipo de 
empunhadura está indicado para incisões mais amplas e extensas.
Descoladores de periósteo
A sindesmotomia é o descolamento do tecido gengival ao redor do 
dente que visa a desinserção dos tecidos moles ao redor do 
dente, facilitando a aplicação do fórceps em uma posição mais 
apical e evitando possíveis dilacerações do tecido gengival.
A separação do periósteo do osso adjacente é denominada 
deslocamento subperiosteal e pode ser adequadamente realizada 
com o descolador de periósteo do tipo Molt n°9.
Descolador de periósteo molt n°9: é um dos 
instrumentos mais importantes da cirurgia, apresenta 
extremidade côncava e cortante e se adapta perfeitamente a 
região anatômica do colo dental. Possuindo a função de soltar todo
retalho muco-periosteal do osso, auxiliando na extração dentária, 
segurar placa e reduzir osso fraturado.
Deslocador de periósteo freer: semelhante ao molt 
n°9, porém, ele é mais delicado nas duas pontas sendo mais 
arredondado na borda.
Sindesmótomo: indicado para sindesmotomia (descolamento 
do tecido gengival ao redor do dente).
Curetas
Após a extração dentária é feito a curetagem do alvéolo, onde é 
retirado o corpo estranho do alvéolo de forma delicada e 
conservadora.
Cureta de lucas: possui tamanhos variados e são usadas 
principalmente para fundo de alvéolo, apresentando formato de 
“colher” na ponta. Na imagem abaixo é possível observar três 
curetas para a exodontia: 
Instrumentos manuais de osteotomia 
Muitas vezes, para a realização de exodontia com mínimo trauma, 
torna-se necessária a remoção de tecido ósseo alveolar em 
quantidade suficiente para criar uma abertura óssea adequada a 
fim de que o elemento dental seja removido. Para a realização da 
osteotomia usam-se os seguintes instrumentos:
Lima para osso n°11: possui grande aplicação para 
realização da osteoplastia de protuberâncias ósseas.
Pinça goiva: este instrumento tem lâminas afiadas que são 
pressionadas uma contra a outra pelos cabos, cortando ou 
arrancando o osso.
Instrumentos rotatórios de osteotomia
Em casos de ossos muito duros não se utiliza materiais manuais, 
utiliza-se materiais rotatórios.
Peça reta: usado em prótese, porém, pode ser aplicada em 
cirurgia quando é feito uma osteotomia em baixa rotação. 
Realização da osteotomia com peça reta e uma broca esférica n° 
8, lâmina de bisturi 15 ou 15C para realizar a incisão e para 
descolar o tecido usa-se o instrumento deslocador do periósteo 
molt n° 9 ou deslocador do periósteo freer. Esse caso é um 
torus palatino (protuberância óssea no palato) onde é feito uma 
incisão na linha média descolando o tecido.
Peça reta cirúrgica: especificas para cirurgias sendo mais 
resistentesdurante a cirurgia, acoplando as mesmas brocas da 
peça reta convencional.
Brocas cirúrgicas para peça reta
As brocas podem ser esféricas e tronco cônicas. As brocas 
esféricas são de haste longa e o tamanho indicado para 
cirurgia é n° 8 ou n° 10. As brocas tronco cônicas são 
diferenciadas de acordo com sua espessura, as mais utilizadas 
em cirurgias são as 701, 702 e 703.
Variedade de espessura das brocas tronco 
cônicas:
 
Alta rotação: a grande maioria das cirurgias odontológicas 
que forem necessários à realização de osteotomia é realizada a 
alta rotação e brocas esféricas multilaminadas de n°4 e n°6.
 
As broncas tronco-cônicas são mais indicadas para odontosecção 
(cortar o dente). Por exemplo: é preciso retirar um molar, porém, 
ele possui 2 ou 3 raízes, para separar essas raízes utiliza-se a 
broca tronco-cônica para realizar esse procedimento da retirada 
do molar. A melhor broca tronco-cônica para realizar essa 
função é a broca zekrya.
Microserras cirúrgicas: não é utilizado no dia a dia de 
cirurgias bucais intraorais, são mais utilizadas em cirurgias de 
maiores complexidades. As microserras realizam desgaste ósseo 
e a grande indicação é seu corte retilíneo, possibilitando uma 
eficiência no corte. Existem vários modelos de microserras como 
as oscilatórias, reciprocas, sagitais e dentre outras.
Contra ângulo cirúrgico para implante: possui o
mesmo formato do contra angulo convencional externamente, 
porém, a diferença do contra ângulo cirúrgico para implante é a 
capacidade do giro dele possuindo uma força de rotação maior.
Motor elétrico cirúrgico: é feito para implante, na qual 
é possível selecionar a quantidade de rotação desejada e a força 
de giro. E é onde o contra-ângulo de implante está acoplado, pode 
ser usado para acoplar as microsseras também.
Porta agulha
Os instrumentos utilizados para realização das suturas são porta-
agulha, fio de sutura, pinça cirúrgica e tesoura cirúrgica para 
sutura. Os porta-agulhas apresentam-se em diversos modelos, 
sendo o mais utilizado nas cirurgias bucais o porta-agulha do tipo 
Mayo Hegar. 
A empunhadura deste instrumento é realizada com os dedos 
anelar e polegar, sendo que o dedo indicador orientará o 
movimento.
Fios de sutura: as agulhas de sutura podem apresentar-se 
diretamente ao fio de sutura ou como agulhas isoladas, em que é 
inserido o fio de sutura durante o procedimento de síntese. Nos 
fios agulhados, a parte terminal é prensada diretamente ao fio 
de sutura, facilitando e simplificando a manipulação durante a 
sutura, além de causar menos danos teciduais. A desvantagem 
deste tipo de sutura é o custo mais elevado.
Pinças hemostáticas
A pinçagem realiza-se utilizando pinças hemostáticas, 
aprisionando as extremidades dos vasos seccionados. A pinçagem 
poderá ser simples, em que a pinça hemostática é removida após 
a hemostasia do vaso sangrante, ou acompanhada de ligadura da 
extremidade do vaso com fios de sutura. Hemostasia dos vasos:
Pinça hemostática kelly: mais robusta, possui tanto 
curva como retilínea e tem como função pinçar um vaso 
sanguíneo.
Pinça hemostática mosquito: menor, possui tanto 
curva quanto retilínea e são mais fácil de manusear em cirurgias 
intraorais.
PINÇAS VARIADAS
Pinça backhaus: auxiliam na fixação do campo cirúrgico em 
volta do paciente. Exemplo: o campo cirúrgico que está na imagem 
abaixo é um campo fenestrado (com um buraco para que possa 
encaixar o rosto do paciente). Porém, quando não se tem um campo 
fenestrado é preciso fazer um campo cobrindo da cabeça para baixo, 
um campo cobrindo da cabeça para cima e dois campos laterais, com 
objetivo de deixar o rosto para fora utilizando uma pinça backhaus 
para unir esses campos entre eles.
Obs: a pinça hemostática pode ser utilizada com a mesma função.
Segue os exemplos de pinças que são utilizadas para auxiliar a 
fazer suturas, a pegar um corpo estranho ou fragmento de 
tecido e gengiva: 
Pinça Adson serrilhada:
Pinça adson brown:
Pinça adson com dente (dente de rato):
Pinça allis: indicada para pegar uma lesão, tecido patológico, 
corpo estranho ou um dente removido.
Tesouras
As tesouras em cirurgias são utilizadas para cortar um ponto, 
cortar um freio lingual ou soldar um tecido. A divulsão é um 
método de diérese que consiste na separação ou divisão dos 
tecidos por meio de instrumentos cirúrgicos. A divulsão dos 
tecidos moles é comumente realizada com tesoura cirúrgica de 
ponta romba denominada de tesoura 
de metzenbaum.
As tesouras rombas, aplicadas com auxilio de pinça de dissecção, 
devem ser utilizadas com extremidade ativa fechada e então 
abertas no interior dos tecidos, realizando deste modo uma 
separação atraumática através do plano de clivagem dos tecidos. 
Na imagem abaixo é possível observar a tesoura de 
metzenbaum na esquerda sendo introduzida fechada nos 
tecidos e na direita sendo aberta no interior dos tecidos, 
proporcionando divulsão romba dos planos teciduais.
Tesoura íris: uso geral, como por exemplo: cortar um ponto, 
divulsão do tecido. Possui forma retilínea ou curva.
Tesoura goldman fox: excelente para cortar tecido, 
utilidade para periodontia.
Alavancas
As alavancas são instrumentos bem antigos e de uso frequente, 
denominadas também como elevadores. Utilizadas para extração 
dentária. Possuem três tipos de princípios mecânicos: alavanca, 
cunha ou roda e eixo.
Alavanca reta: possui modelos variados de alavanca reta, na 
imagem é possível observar que a alavanca de n°301 possui a 
ponta ativa reta e a haste reta, sendo a mais utilizada. E as 
alavancas de n° 302 e n° 303 são mais anguladas.
ü Procedimento utilizando a alavanca reta:
Alavancas de seldin: possui o modelo de seldin reta e a 
seldin direita e esquerda, ponta ativa com formato de 
“bandeirinha”. A seldin vai dar um movimento de roda e eixo ou 
sarilho.
ü Procedimento utilizando a alavanca de seldin:
Fórceps
Os fórceps dentários são constituídos estruturalmente de dois 
cabos articulados entre si, que apresentam em uma de suas 
extremidades a haste para empunhadura e, na outra, a sua 
parte ativa, denominada mordente. Utilizados para extração 
dentária.
Os fórceps são classificados por meio de numeração 
predeterminada para o dente ou grupo de dentes a que se 
destina, sendo uma numeração padrão, independentemente da 
marca comercial.
Fórceps 150: indicado para dentes unirradiculares superiores.
Fórceps 151: indicados para dentes unirradiculares inferiores.
Fórceps 18 R (right): indicados para os molares superiores 
do lado direito.
Fórceps 18 L (left): indicados para os molares superiores do 
lado esquerdo.
Essa diferença dos fórceps existe devido os molares serem 
multirradiculares (três raízes), o lado vestibular tem duas raízes e 
o lado palatino uma raiz (raiz palatina). Existe uma ponta ativa no 
fórceps que irá encaixar na furca no seu lado correspondente. 
Fórceps 17: indicados para molares inferiores, possui a ponta 
ativa dos dois lados (vestibular e lingual) adaptando a furca dos 
molares inferiores dos dois lados.
Fórceps 69: é mais delicado, indicado para restos radiculares 
Por exemplo: raiz residual, dente cariado.
Obs: O fórceps 150 pode ser utilizado em incisivo central 
superior, incisivo lateral superior, canino superiores, 1° pré molar 
e 2° pré molar superiores.
O fórceps 151 pode ser utilizado em incisivos inferiores, canino 
inferiores e no 1° pré molar e 2° pré molar inferiores.
Os fórceps e as alavancas possuem quatro movimentos: intrusão, 
luxação lateral, tração e rotação para dentes unirradiculares.
Recipientes
São recipientes que devem ser metálicos para que possam ser 
esterilizados. Em cada cirurgia é recomendado ter pelo menos 
duas cubas, uma para colocar o soro fisiológico e realizar a 
irrigação durante e após a cirurgia e outra cuba para colocar 
uma solução antisséptica.
Em cirurgias maiores pode-se utilizar a cuba rim inox devido aoseu tamanho que caberá um maior numero de solução/líquido.
Paramentação e instrumentação cirúrgica
Sequencia cirúrgica: diérese, exérese, hemostasia e 
síntese.
A forma com que irá montar os instrumentos sobre a mesa deve 
ser disponibilizada ordenadamente, seguindo a sequência da 
cirurgia. 
A ponta ativa dos instrumentos deve está sempre voltada para o 
centro da mesa, em cirurgias de hospital possui um 
instrumentador (profissional que orienta sobre os instrumentos 
na mesa), no dia a dia do consultório não existe necessidade deste
instrumentador.
Na cirurgia de consultório possui o cirurgião, assistente e uma 
terceira pessoa (circulante) que irá abrir ou pegar algo para 
auxiliar o cirurgião.
Independente do conhecimento aprofundado da biossegurança, 
conceitos básicos devem ser mantidos. A biossegurança pode ser 
definida como o conjunto de ações voltadas para a prevenção, 
minimizando ou eliminando os riscos inerentes às atividades de 
pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnologia e 
prestação de serviço, visando a saúde do homem, a preservação 
do meio ambiente e a qualidade dos riscos. 
A partir do momento em que o cirurgião-dentista atende e 
manipula seus pacientes com instrumentos e equipamentos no 
consultório ou em ambiente cirúrgico, existe a possibilidade da 
contaminação. Portanto, todo profissional, bem como pessoal 
auxiliar, deve estar informado e treinado para empregar as 
técnicas e os procedimentos que visam ao respeito pela chamada 
cadeia asséptica e a bioproteção.

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