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ATIVIDADE PRATICA: ERVAS DANINHAS ALUNO: ROBSON NEVES BRANDT As plantas daninhas sempre estão relacionadas com a indesejabilidade em relação a uma atividade humana, causando prejuízos diretos ou indiretos. Ao longo da disciplina definimos conceitos e tratamos de diversos assuntos baseados na ciência das plantas daninhas, no entanto, ainda não tivemos contato direto com as referidas plantas. Dessa forma, essa atividade visa desenvolver a capacidade de conhecer, identificar e recomendar métodos de controle para plantas daninhas. Roteiro: ● Colete 10 plantas daninhas e fotografe as espécies. Procure fotografar de forma que fique clara a espécie e que seja possível o seu reconhecimento (pode apresentar foto da planta nas fases iniciais de crescimento e na fase de floração). ● Após a coleta faça a identificação das plantas ao nível de família, gênero e espécie. Apresente também os nomes comuns da espécie. ● Identifique o local e data de coleta. ● Em seguida apresente os métodos de controle para cada planta daninha coletada: Controle cultural, físico, mecânico, biológico e químico (apresente os herbicidas recomendados). ● Apresente as referências consultadas. ● Utilize o modelo de ficha de identificação que segue: Como você precisa preencher fichas de identificação para 10 plantas daninhas específicas (sendo uma delas a Senecio brasiliensis, que já vem no modelo), estruturei abaixo as fichas para as outras 9 espécies comuns no Brasil. Você pode substituir ou utilizar estas espécies na sua atividade. Elas abrangem diferentes famílias botânicas e são encontradas facilmente na maioria das regiões agrícolas brasileiras, inclusive no interior de São Paulo. [1, 2] 1. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Amaranthus hybridus L. · Família: Amaranthaceae · Nomes Populares: Caruru-roxo, caruru, caruru-bravo, bredo. · Localização: Área de cultivo anual ou beira de cerca, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Rotação de culturas com espécies de cobertura (ex: Urochloa ou aveia), adubação verde, espaçamento reduzido e plantio direto para sombreamento do solo. · Controle físico: Solarização do solo (em pequenas áreas) e uso de cobertura morta. · Controle mecânico: Capina manual (enxada), arranquio manual antes da floração e roçada. · Controle biológico: Uso de insetos desfolhadores específicos e fungos fitopatogênicos (mico-herbicidas) em fases de pesquisa. · Controle químico: Uso de herbicidas pré-emergentes (como trifluralina, imazethapyr) e pós-emergentes (como glyphosate, 2,4-D, carfentrazone). 2. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Bidens pilosa L. · Família: Asteraceae · Nomes Populares: Picão-preto, picão, amor-seco, carrapicho. · Localização: Pomar ou beira de estradas, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Competição com adubos verdes de rápido crescimento e rotação de culturas. · Controle físico: Uso de fogo controlado (pouco recomendado) e uso de cobertura morta densa. · Controle mecânico: Roçagem e escarificação na fase inicial. Evitar o corte após a formação dos aquênios (sementes) para não espalhar os "carrapichos". · Controle biológico: Uso de insetos da família Tephritidae (moscas) e larvas de Lepidoptera que se alimentam das hastes e capítulos florais. · Controle químico: Herbicidas pós-emergentes como glyphosate, glufosinato de amônio, metribuzin ou flumioxazin. 3. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Digitaria insularis (L.) Fedde · Família: Poaceae · Nomes Populares: Capim-amargoso, capim-flecha, amargoso. · Localização: Lavoura de grãos ou carreadores, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Integração Lavoura-Pecuária (ILP) com pastejo intensivo, cultivo de plantas de cobertura (como mucuna e crotalária). · Controle físico: Uso de rolo-faca para acamamento em sistema de plantio direto. · Controle mecânico: Controle com grade aradora antes da semeadura e escarificação para eliminar plantas adultas. · Controle biológico: Uso de fungos como agentes de controle micológico de biótipos suscetíveis. · Controle químico: Devido a biótipos resistentes, recomenda-se manejo sequencial com pré-emergentes (ex: s-metolachlor, flumioxazin) e pós-emergentes (ex: haloxyfop-methyl, clethodim, glyphosate em doses adequadas). 4. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Euphorbia heterophylla L. · Família: Euphorbiaceae · Nomes Populares: Leiteira, café-do-diabo, amendoim-bravo, hurana. · Localização: Áreas de lavoura de soja ou milho, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Rotação com gramíneas (milho) para suprimir o banco de sementes e semeadura de cultivares mais competitivas. · Controle físico: Solarização e uso de cobertura morta (palhada) em plantio direto. · Controle mecânico: Capina manual ou cultivo mecânico (cultivadores entre linhas) nas fases iniciais. · Controle biológico: Uso de insetos desfolhadores, embora não seja um método comercial amplamente utilizado. · Controle químico: Aplicação de herbicidas pré-emergentes (diclosulam, flumioxazin) e pós-emergentes (fomesafen, lactofen). 5. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Cyperus rotundus L. · Família: Cyperaceae · Nomes Populares: Tiririca, junça, junça-redonda. · Localização: Áreas úmidas, hortas ou terrenos baldios, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Exaustão dos tubérculos pelo sombreamento com culturas adensadas e melhoria na drenagem do solo. · Controle físico: Capina térmica (lança-chamas agrícola) para esgotamento das reservas. · Controle mecânico: É dificultado pelos tubérculos e rizomas profundos. Requer arações e gradagens sucessivas para expor as estruturas ao sol e secá-las, seguido de catação manual. · Controle biológico: Uso de bactérias e fungos (como a Puccinia canaliculata). · Controle químico: Aplicação de herbicidas sistêmicos e inibidores de ALS, como halosulfuron, bentazon, ou glyphosate em manejo sequencial. 6. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: (ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Sida rhombifolia L. · Família: Malvaceae · Nomes Populares: Guanxuma, mata-pasto, chinela, vassourinha. · Localização: Pastagens e beiras de cercas, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Adubação adequada do solo, manutenção da pastagem com boa altura de corte para evitar o surgimento de clareiras. · Controle físico: Uso de fogo (em áreas restritas e com licença, visando o rebrote, mas com riscos associados). · Controle mecânico: Roçada mecânica ou corte manual com foice antes da floração e frutificação. · Controle biológico: O controle natural por insetos da família Curculionidae auxilia na redução da população. · Controle químico: Herbicidas hormonais específicos para folhas largas em pastagens, como 2,4-D, picloram, aminopyralid ou fluroxypyr. 7. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Commelina benghalensis L. · Família: Commelinaceae · Nomes Populares: Trapoeraba, marianinha, orelha-de-vaca. · Localização: Áreas agrícolas sombreadas ou lavouras, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Rotação de culturas com gramíneas (milho/sorgo) e adoção de plantio direto com alta produção de palha. · Controle físico: Uso de cobertura morta (palhada espessa). · Controle mecânico: Eliminação manual ou escarificação. Pode apresentar rebrota através de fragmentos e raízes subterrâneas (rizomas). · Controle biológico: Uso restrito de bioagentes. · Controle químico: Misturas ou herbicidas formulados para controle de folhas largas e monocotiledôneas de difícil controle, como glyphosate + ametryn, glufosinato de amônio oudiclosulam. 8. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Ipomoea quamoclit L. (Ou outras espécies do gênero, como Ipomoea nil) · Família: Convolvulaceae · Nomes Populares: Corda-de-viola, campainha, corriola, bom-dia. · Localização: Culturas de cana-de-açúcar ou soja, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Semeadura de cultivares de ciclo precoce, rotação de culturas com gramíneas. · Controle físico: Uso de cobertura vegetal para suprimir a germinação de sementes. · Controle mecânico: Capina manual, gradagem leve e uso de roçadeiras. Em lavouras, o enrosco nos maquinários é um grande problema. · Controle biológico: Uso de insetos desfolhadores (ex: Megacerus spp.). · Controle químico: Herbicidas como diclosulam, flumioxazin, glyphosate, 2,4-D, e carfentrazone. 9. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. · Família: Poaceae · Nomes Populares: Papuã, capim-marmelada, braquiária-papuã. · Localização: Áreas de lavouras e beiras de estradas, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle cultural: Rotação de culturas com soja (ou outras de folha larga) para permitir o uso de graminicidas específicos. · Controle físico: Uso de palhada densa de plantas de cobertura. · Controle mecânico: Capina manual em reboleiras, aração e gradagem em preparo convencional. · Controle biológico: Predação natural por pássaros e insetos (sem uso comercial em larga escala). · Controle químico: Herbicidas pré-emergentes (s-metolachlor, trifluralina) e pós-emergentes (graminicidas como clethodim, haloxyfop ou nicosulfuron). 10. Ficha de Identificação DATA: 11/07/2026 ALUNO: [ROBSON BRANDT] IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE · Nome Científico: Panicum maximum Jacq. (também conhecido pelo sinônimo Megathyrsus maximus) · Família: Poaceae · Nomes Populares: Colonião · Localização: Áreas de lavouras e beiras de estradas, Mariápolis, SP. MÉTODOS DE CONTROLE · Controle Cultural: Rotação de culturas com soja ou outras de folha larga, o que permite o uso de graminicidas específicos. · Controle Físico: Utilização de palhada densa formada por plantas de cobertura para suprimir a germinação de novas sementes. · Controle Mecânico: Capina manual em reboleiras, associada a aração e gradagem em sistemas de preparo convencional do solo. · Controle Biológico: Ocorre através da predação natural por pássaros e insetos, embora não haja uso comercial em larga escala. · Controle Químico: Pode ser realizado com o uso de herbicidas pré-emergentes (como s-metolachlor e trifluralina) e pós-emergentes (como os graminicidas clethodim, haloxyfop ou nicosulfuron). Referências Bibliográficas (Sugestões para a Atividade) 1. ASPIAZÚ, I. et al. Controle de plantas daninhas na cultura da soja. Revista Ceres, Viçosa, v. 64, n. 3, 2017. 2. CORRÊA, D. A. et al. Resistência de plantas daninhas aos herbicidas no Brasil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 52, n. 8, 2017. 3. GUIMARÃES, S. C. et al. Manual de identificação e controle de plantas daninhas em pastagens. Embrapa Gado de Corte, Campo Grande, 2019. 4. LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008. 5. MACEDO, E. C. Dinâmica e manejo de plantas daninhas em sistema de plantio direto. Fundação MS, 2015. [1, 2, 3] (Lembre-se de substituir os campos indicados com o seu nome, e se necessário, ajustar o local exato da coleta caso as plantas não ocorram na sua propriedade rural de estudo). · Erva daninha: tudo sobre essas plantas 25 de mar. de 2023 — A classificação botânica das image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image1.jpeg