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1) Uma das primeiras etapas da implantação florestal é a escolha do material genético. Quais critérios devem ser avaliados para o produtor florestal ser assertivo nesta etapa e obter sucesso no seu empreendimento? Ele Deve avaliar adaptação ao clima e solo do local, produtividade do clone, resistência a pragas e doenças, qualidade da madeira pro uso final, dependendo do objetivo dele (celulose, serraria, etc), uniformidade genética, origem e procedência confiável da clone, 2) A escolha do espaçamento está entre as decisões mais importantes quando decide-se produzir floresta. Nesse sentido, faça uma comparação entre um plantio de eucalipto no espaçamento 3,0 x 3,0 m e outro no espaçamento 5,0 x 5,0 m evidenciando quais as principais características que são influenciadas e em quais situações cada um deles é recomendado. No 3x3 tem mais árvores por hectare, mais competição, fustes mais finos e mais retos, desrama natural mais rápida, e maior produção total de biomassa em ciclo curto. Indicado pra celulose, energia e biomassa. No 5x5 cada árvore cresce com menos competição, ganha diâmetro maior, copa mais desenvolvida, ciclo mais longo. Indicado pra madeira de serraria, onde diâmetro importa mais que volume total por área. Eu gostei muita das opção de começar no 3x3 depois fazer o desbaste, assim o pprodutor consegue ver dinheiro no médio e longo prazo 3) Qual a importância do preparo do solo para a implantação de uma espécie florestal? Quais as técnicas que podem ser utilizadas? O preparo do solo melhora infiltração de água, descompacta, ajuda no controle de daninhas, incorpora corretivo e adubo, e favorece o sistema radicular da muda recém plantada, reduzindo mortalidade 4) Você como profissional da área recomendaria qual tipo de preparo do solo? Por quê? Depende do solo, mas não recomendaria preparo total, preparo apenas na linha de plantio por causa dos custos, recomendaria controle de daninhas e roçar a area caso tenha daninhas muito altas que podem sufocar as mudas nos primeiros dias. subsolagem e calagem se necessario. 5) Explique como deve ser realizado o combate de formigas cortadeiras? Monitora os formigueiros antes do plantio, identifica os carreiros e bocas ativas, aplica isca formicida granulada próxima a essas bocas em dia sem previsão de chuva e com formigas forrageando, e repete o controle em pelo menos três momentos: pré plantio, no plantio e pós plantio. Formigueiro grande pode ser destruido manualmente 6) Quais as técnicas utilizadas para potencializar maior disponibilidade hídrica para as mudas recém-plantadas? Hidrogel na cova, formato de coveamento que retém água, da chuva, cobertura morta perto da muda com palhada seca igual fizemos na aula prática, 7) Qual a importância de realizar a adubação em Florestas? Porque o solo isolado raramente fornece todos os nutrientes na quantidade certa pra um crescimento rápido. Adubação garante crescimento inicial vigoroso, maior produtividade final, mais resistência a estresse e pragas, e melhora a qualidade da madeira 8) Explique Balanço Nutricional. É comparar o que a colheita exporta do sítio (nutrientes que saem junto com madeira e casca) com o que está disponível ou é reposto via adubação. Serve pra saber se o manejo é sustentável a longo prazo ou se está esgotando o solo. 9) Em que consiste a resposta a adubação? Explique a resposta à adubação de uma floresta de eucalipto de acordo com: a) Qualidade do sítio; Em sítio pobre a resposta tende a ser maior porque o nutriente é o fator limitante. Em sítio rico a resposta é menor. b) Número de rotações; Quanto mais rotações já foram feitas, maior tende a ser a resposta, porque cada colheita esgota um pouco mais o solo. c) Exigência nutricional do genótipo Genótipo mais exigente responde mais à adubação que um genótipo rústico. d) Índice de área foliar (IAF) IAF alto geralmente significa boa nutrição e maior resposta fotossintética ao adubo. IAF baixo costuma indicar deficiência limitando essa resposta. 10) Por que realizar a calagem em plantios de eucalipto? Como ela deve ser realizada? Corrige acidez, eleva o pH, fornece cálcio e magnésio, reduz toxidez de alumínio e melhora a absorção de outros nutrientes. Deve ser feita com base em análise de solo, calculando a necessidade de calagem, lembrando que o eucalipto é mais resistente a solos ácidos, devido sua rusticidade 11) Por que deve-se parcelar a aplicação de fertilizantes em florestas plantadas? Porque a muda jovem não absorve tudo de uma vez, parcelar reduz perda por lixiviação 12) Qual a importância da adubação de plantio? E da adubação de cobertura? Adubação de plantio garante o estabelecimento inicial, principalmente fósforo pro desenvolvimento radicular. Adubação de cobertura repõe nutrientes mais móveis como N e K durante o crescimento vegetativo mais intenso, sustentando a produtividade 13) Por que é interessante fazer a aplicação localizada dos fertilizantes por ocasião do plantio? Porque concentra o nutriente exatamente onde a raiz vai absorver, aumenta a eficiência de uso, reduz desperdício e custo, e evita alimentar planta daninha que não está na linha de plantio. 14) Defina desbaste. Qual a importância do desbaste? Em quais situações esta prática é recomendada? É o corte seletivo de parte das árvores antes da colheita final, pra reduzir competição e direcionar o crescimento pras árvores que ficam. Importante pra melhorar diâmetro e qualidade individual e antecipar receita com a venda do material retirado. 15) Explique árvores dominantes, codominantes, intermediárias e dominadas. Qual a importância desses conceitos para a prática do desbaste? Dominantes são as mais altas e vigorosas, recebem luz plena. Codominantes também pegam boa luz mas são um pouco menores. Intermediárias crescem mais devagar, parcialmente sombreadas. Dominadas são suprimidas, recebem pouca luz e tendem a morrer naturalmente. Essa classificação é a base pra decidir o que cortar no desbaste, normalmente saem as dominadas e parte das intermediárias. 16) Cite e explique os métodos de desbaste destacando em quais situações cada um deles é recomendado. Desbaste seletivo por baixo: remove as classes inferiores, é o mais usado em eucalipto comercial. Desbaste pelo alto: remove as dominantes, raramente recomendado. Desbaste misto: combina os dois critérios. Desbaste sistemático (em linha): remove linhas inteiras sem critério qualitativo, mais simples e barato, comum em operação mecanizada. 17) Por que no método de desbaste por baixo a mortalidade natural das classes de copas mais baixas é simulada e acelerada? Porque é exatamente isso que aconteceria naturalmente com o tempo, as árvores mais fracas morreriam por competição. O desbaste só antecipa e controla esse processo, aproveitando comercialmente essas árvores antes que morram sem uso. 18) Explique por que não se deve aplicar o desbaste pelo alto em povoamentos de eucalipto? Porque removeria justamente as árvores mais produtivas e de melhor forma, deixando só as piores no povoamento. Isso vai contra o objetivo do manejo, que é melhorar a qualidade média do que sobra. 19) A prática do desbaste deve ser realizada apenas em plantio em monocultino? Explique sua resposta. Não, também pode ser aplicado em sistema consorciado ou misto, sempre que o objetivo for regular densidade e favorecer o crescimento das árvores de interesse. 20) Em plantios de floresta destinado a serraria a prática do desbaste tornar-se indispensável? Por quê? Sim, praticamente indispensável, porque sem reduzir a densidade as árvores não atingem o diâmetro mínimo necessário pra serraria. 21) Defina desrama. Qual a diferença entre desrama natural e desrama artificial? Desrama é a remoção dos ramos do tronco. A natural acontece sozinha por sombreamento e morte dos ramos inferiores, costumaser mais lenta. A artificial é feita manualmente ou mecanicamente, removendo os ramos ainda jovens pra controlar a qualidade e altura do fuste comercial. 22) Qual a importância da desrama artificial para a silvicultura? 23) A desrama natural é vantajosa para plantios destinado a serraria? Por quê? 24) A desrama artificial deve ser aplicada apenas para plantios em sistema de monocultivo? Por quê? Melhora a qualidade da madeira reduzindo nós, valoriza pra serraria e laminação, e ajuda a controlar a altura útil do fuste. 23) A desrama natural é vantajosa para plantios destinado a serraria? Por quê? 24) A desrama artificial deve ser aplicada apenas para plantios em sistema de monocultivo? Por quê Não necessariamente, porque ela é mais lenta e os ramos mortos ficam presos no tronco por mais tempo, gerando nós maiores e até podridão interna, o que reduz o valor da madeira pra serraria. 24) A desrama artificial deve ser aplicada apenas para plantios em sistema de monocultivo? Por quê? Não, pode e deve ser usada também em sistema consorciado, sempre que a qualidade do fuste for um objetivo, não é exclusividade do monocultivo. Não, pode e deve ser usada também em sistema consorciado, sempre que a qualidade do fuste for um objetivo, não é exclusividade do monocultivo. 25) Um produtor deseja implantar um sistema silvipastoril (plantio de mogno africano com pastagem e gado) em sua propriedade a fim de aumentar a sua produção e seu lucro com a venda da madeira daqui há alguns anos. Você indicaria a prática da desrama natural ou artificial para esse produtor? Por quê? Não necessariamente, porque ela é mais lenta e os ramos mortos ficam presos no tronco por mais tempo, gerando nós maiores e até podridão interna, o que reduz o valor da madeira pra serraria. 26) Um produtor de floresta lhe contrata para que você possa auxiliá-lo no manejo do seu povoamento de Teca com 7 anos de idade. O mesmo informa-lhe que ainda não foi realizado nem o primeiro desbaste e nenhuma desrama artificial. Diante disso, perguntase: a) Ao conduzir a floresta dessa maneira este produtor pode ter algum prejuízo? Por quê? Sim, pode ter prejuízo. Sem desbaste a competição reduz o diâmetro médio, e sem desrama os fustes ficam com muitos nós, o que compromete o valor da madeira, principalmente se o destino for serraria. b) Quais as suas recomendações para esse produtor? Recomendaria fazer o desbaste seletivo o quanto antes pra aliviar a competição, e iniciar a desrama artificial nas árvores que vão ser conduzidas até o final, mesmo já um pouco atrasado, pra limitar ainda mais o dano na qualidade. 27) Qual a diferença entre colheita e exploração Florestal? Exploração florestal é um termo mais amplo e pode incluir extração não planejada. Colheita florestal é o conjunto de operações técnicas e planejadas (derrubada, processamento e transporte) dentro de um manejo sustentável. 28) Cite e explique as fases da colheita florestal. Corte ou derrubada, processamento (desrama e toragem), extração até a margem da estrada (arraste e baldeio), carregamento, e transporte até a indústria. 29) Quais as principais máquinas utilizadas, atualmente, na colheita florestal e quais as operações que são realizadas por cada uma delas. Harvester corta, desrama e traça a tora. Feller buncher corta e agrupa árvores. Skidder arrasta árvore ou tora pelo solo. Forwarder carrega e transporta a tora já processada (baldeio). Garra traçadora processa na margem da estrada. Caminhão faz o transporte final. 30) Qual a diferença entre arraste e baldeio? Qual (is) maquinário (s) são utilizados nessas atividades? Arraste é mover a árvore ou tora pelo solo, normalmente com skidder. Baldeio é transportar a tora já processada sobre uma plataforma, sem arrastar no solo, normalmente com forwarder. 31) Explique sistema de colheita de tora curtas e cite quais máquinas são utilizadas. Sistema de toras curtas (cut to length): a árvore é processada e cortada em toras curtas ainda dentro do talhão, geralmente pelo harvester, e depois baldeada pelo forwarder. 32) Explique sistema de colheita de toras longas e cite quais máquinas são utilizadas. Sistema de toras longas (tree length): a árvore é derrubada e arrastada quase inteira até a margem da estrada, onde só então é desramada e traçada, usando feller buncher ou motosserra pro corte e skidder pro arraste. 33) O que significa regeneração florestal? É o restabelecimento de uma nova geração de árvores numa área depois da colheita, podendo ser natural (semente ou brotação) ou artificial (plantio de muda). 34) Qual a diferença entre reforma e talhadia? Reforma é replantar a área inteira com mudas novas, eliminando os tocos antigos. Talhadia é conduzir o povoamento a partir da rebrota dos tocos, sem precisar replantar. 35) Cite e explique os fatores condicionantes ao desenvolvimento das cepas? Idade e vigor da árvore matriz, capacidade de rebrota da espécie, época do corte, altura do toco deixado, condições de solo e umidade, sanidade do toco, e o manejo posterior (desbrota). 36) Você recomendaria a condução da rebrota para um produtor florestal que produz floresta para serraria? Por quê? Em geral não, porque a rebrota costuma gerar vários fustes tortos por cepa e qualidade inferior de madeira em relação a um plantio novo. É mais indicado pra celulose ou energia, onde a forma do fuste pesa menos. 37) O que é desbrota? Quando e qual a importância de se realizar essa prática? É selecionar e deixar só um ou dois dos brotos mais vigorosos por cepa, eliminando o excesso. Importante pra concentrar o crescimento nesses brotos e evitar competição interna, melhorando diâmetro final. 38) A condução da floresta em sistema de talhadia é uma prática que se realizada adequadamente contribui de maneira significativa para o produtor principalmente em relação às questões econômicas. Você, como profissional da área é contrato para avaliar e ajudar o produtor florestal na tomada de decisão entre conduzir a rebrota ou realizar a reforma. Quais os principais a serem avaliados para a tomada de decisão do produtor? Vigor e sanidade das cepas, quantas rotações já foram feitas (a capacidade de rebrota cai com o tempo), se o espaçamento atual ainda é adequado, destino da madeira, custo da reforma comparado à economia da talhadia, histórico de praga ou doença no talhão, e produtividade das rotações anteriores. 39) Um produtor florestal decidiu conduzir a rebrota do seu povoamento com eucalipto. Como você auxiliaria esse produtor nas práticas de manejo a serem realizadas para o melhor aproveitamento produtivo da sua floresta? Faria a desbrota logo no início selecionando os melhores brotos por cepa, adubação de cobertura pra repor o que saiu na colheita anterior, controle de formiga e daninha, e se precisar, um desbaste leve nos brotos remanescentes pra concentrar o crescimento. 40) Em quais situações é recomendado que se realize a reforma do povoamento? Quando as cepas já têm baixa capacidade de rebrota (idade avançada ou muitas rotações), alta mortalidade de toco, praga ou doença nas cepas, baixa produtividade nas rotações anteriores, ou quando o produtor quer trocar o material genético ou espaçamento pra melhorar produtividade.