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PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA PARA ATENÇÃO ESPECIALIZADA VOLUME 6: CARDIOLOGIA Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Angina estável - Pessoas com doença coronariana estabelecidas (pós-IAM, pós-revascularização, pós- angioplastia) e que continuam sintomáticas após medidas disponíveis na US; - Pessoas que apresentam piora da dor torácica progressiva (se apresentar piora súbita importante, manejar como angina instável e regular com o SAMU); - Pessoas com dor torácica de causa potencialmente cardíaca não investigada: angina típica em qualquer pessoa ou angina atípica em pessoas com alto risco cardiovascular (se for de início recente, ou piora súbita, ou ao repouso, regular com o SAMU); - Se houver história de doença estabelecida, descrever: evolução e intervenções realizadas e serviço em que foram realizadas; dados importantes de exames realizados; descrição da mudança detectada, com o prazo a que vem ocorrendo; medidas de manejo (medicamentos e doses) em uso; situação das comorbidades, caso existam; dúvidas e/ou intervenções que considere oportunas; -Pessoas com dor torácica de origem potencialmente cardíaca: descrever os sintomas de angina típica ou atípica; tempo de evolução; comorbidades e fatores de risco importantes (DM, doença arterial periférica, doença cerebrovascular, insuficiência renal, pneumopatia, obesidade, dislipidemia e tabagismo); dados importantes do exame físico (taquicardia, taquipneia, ortopneia, pressões médias, visceromegalia, edema, alterações de ausculta ou pulsos, IMC); resultados de exames complementares*; dúvidas e/ou intervenções que considere oportunas; -*LAUDOS dos exames complementares obrigatórios (máximo 3 meses da realização) – hemograma, glicemia de jejum, colesterol total, HDL, triglicerídeos, creatinina, parcial de urina, potássio, ECG e radiografia de tórax; Caso tenha feito outros exames (ecocardiograma , teste de esforço, cintilografia, cateterismo), descrever as datas de realização e resultados. - Pessoas com angina estável sem investigação por especialista; PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Hipertensão Arterial Sistêmica de difícil controle - Pacientes com suspeita de hipertensão secundária (hipertensão em pacientes com menos de 40 anos, quando se ausculta sopro em topografia da artéria renal, hipertensão episódica grave com taquicardia acompanhando); - Pacientes que não conseguem controle adequado com a otimização do tratamento com as medicações disponíveis na US, mesmo após otimização da adesão; Os encaminhamentos deverão conter histórico completo que inclui: tempo de doença; medicamentos utilizados (com tempo de uso e posologia); comorbidades e complicações relevantes (DM, doença arterial periférica, doença cerebrovascular, insuficiência renal, pneumopatia, obesidade, dislipidemia e tabagismo); achados de exame físico importantes (ausculta, sinais de complicação, valores médios de PA), resultados de exames complementares realizados* com a data da realização; dúvida clínica ou solicitação que se deseja fazer ao serviço especializado; *LAUDOS dos exames complementares obrigatórios (máximo 3 meses da realização) glicemia de jejum, colesterol total, triglicerídeos, creatinina, ácido úrico, pesquisa de elementos anormais e sedimento na urina, potássio, eletrocardiograma (ECG) e RX de tórax; Caso tenha feito outros exames (como ecocardiograma, teste de esforço, cintilografia, cateterismo ) anotar a data de realização e o resultado. -Pessoas que tenham apresentado internamento por emergência hipertensiva; -Pessoas com comorbidades (insuficiência coronariana, insuficiência renal, DPOC, arritmias); PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Insuficiência cardíaca – Pacientes com insuficiência cardíaca estabelecida e que não estão respondendo às medidas disponíveis na US (descompensação aguda com sinais de insuficiência de oxigenação devem ser regulados via SAMU); - Pacientes com suspeita de insuficiência cardíaca: ortopneia, dispneia paroxística noturna, dispneia com crepitantes basais; edema periférico progressivo em pessoa com doença cardíaca, terceira ou quarta bulha na ausculta, refluxo hepatojugular (descompensação aguda com sinais de insuficiência de oxigenação devem ser regulados via SAMU); -Descrever: os sinais e sintomas que caracterizem a insuficiência cardíaca e sua evolução; medicações em uso, dose e tempo de uso; medidas já realizadas; exames complementares realizados*; dúvidas e/ou intervenções que considere oportunas; * LAUDOS dos exames complementares obrigatórios (máximo 3 meses da realização) – hemograma, glicemia de jejum, colesterol total, TSH, HDL, triglicerídeos, creatinina, pesquisa de elementos anormais e sedimento na urina, potássio, eletrocardiograma e radiografia de tórax; Caso tenha feito outros exames (ecocardiograma, teste de esforço, cintilografia, cateterismo), descrever as datas de realização e resultados e orientar o paciente a levar para a consulta. - Pessoas com comorbidades (insuficiência coronariana, insuficiência renal, DPOC, arritmias); PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Arritmias complexas ou sintomáticas - Encaminhar os pacientes com suspeita de arritmia sintomática (taqui ou bradiarritmias com síncope ou pré-síncope, BAV de segundo grau ou total, fibrilação ou flutter atrial de alta resposta, taquicardias supraventriculares com sintomas); - Bradiarritmias com frequência menor que 45 bpm; - NÃO é necessário encaminhar pacientes com alterações de repolarização ventricular, extrassístoles ventriculares ou bloqueios atrioventriculares de primeiro grau, exceto se houver sintomas ou possibilidade de complicação pela presença de uso de medicações ou comorbidades; - Descrição detalhada dos episódios suspeitos de arritmia sintomática, início e duração, medicações em uso e comorbidades importantes, medida da pressão arterial, dados da ausculta e palpação de pulsos; - Enviar dados que possam oferecer estimativa do risco cardiovascular (eventos cardiovasculares, idade, obesidade, história familiar, presença de comorbidades, tabagismo, etc); - Eletrocardiograma de repouso (laudo e data); - Caso tenha feito outros exames pertinentes (Ecocardiograma , RX de Tórax, espirometria, ultrassonografia de abdômen, Holter 24 hs, estudo eletrofisiológico cardíaco e outros), anotar resultado e data da realização; Pacientes com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca ou Insuficiência Coronariana associada Pessoas com ocupação de risco (motoristas, alturas, operadores de máquinas, etc.) PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Parecer Cardiológico – Pré-operatório - Parecer de cardiologista para pré-operatório é de responsabilidade do prestador para cirurgias realizadas no âmbito do SUS, exceto em cirurgias oftalmológicas e odontológicas. Entretanto nestes casos, geralmente, não é necessário parecer cardiológico pré-operatório; - Se for solicitado por equipe cirúrgica de oftalmologia, e o médico da APS não se sentir seguro para fazê-lo (como em pacientes de alto risco cardiovascular presumível), encaminhar o caso para o serviço de regulação; - Se for solicitado por equipe odontológica, e o dentista da APS não se sentir seguro para fazê-lo (como em pacientes de alto risco cardiovascular presumível), encaminhar o caso para o serviço de regulação; - Enviar relato do caso com descrição dos fatores que possam representar risco cardiovascular e o procedimento que o paciente vai realizar e local de realização; - Enviar resultado de eletrocardiograma, TAP e glicemia de jejum. Outros exames podem ser necessários,de acordo com as comorbidades. PROTOCOLO DE ENCAMINHAMENTOS Quando encaminhar Requisitos e orientações de encaminhamento Critérios de prioridade Situação clínica Estenose de carótidas Pessoas com: - História de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e/ou AIT (Acidente Isquêmico Transitório) prévio(s) não investigado(s), amaurose fugaz, ateromatose importante em outros territórios e/ou sopro de carótida no exame físico; DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA AVALIAÇÃO CARDIOLOGIA - Estenose de carótida interna entre 50-69% (presente em um dos seguintes exames: ecodoppler de carótidas e vertebrais, angiotomografia ou arteriografia), ASSINTOMÁTICA; DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA AVALIAÇÃO CARDIOLOGIA - Estenose de carótida interna entre 50-69% (presente em um dos seguintes exames: ecodoppler de carótidas e vertebrais, angiotomografia ou arteriografia), SINTOMÁTICA, DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA A NEUROLOGIA; - Estenose de carótida interna maior ou igual a 70%, independentemente se sintomática ou não, unilateral ou bilateral (presente em um dos seguintes exames: ecodoppler de carótidas e vertebrais, angiotomografia ou arteriografia), DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA A CIRURGIA VASCULAR; - Estenose de carótida interna