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CIDADES INTELIGENTE E SUSTENTÁVEIS AVALIAÇÃO 02 1. Assim como a perspectiva sobre a adequação das cidades em formato “smart” é chamativo e com uma boa proposta inicial, nem tudo está explícito. Os problemas começam a aparecer ao buscar formas de implementar soluções e principalmente, reconhecer quais investimentos são realmente necessários. Sobre a importância de buscar soluções efetivas, temos que considerar as parcerias Público-Privadas (PPPs) e o lobby (o lobby político é uma atividade não regulamentada no Brasil), assim, avalie as afirmativas abaixo: I. As PPPs criam um canal direto de troca entre os setores privado e público, com frequência sem engajamento cívico na tomada de decisões, gerando políticas públicas top-down. II. O lobby oferece, ao setor privado – que geralmente possui mais recursos financeiros que movimentos sociais e organizações da sociedade civil –, uma oportunidade de influenciar leis, regulações e debates públicos. III. Nem sempre essas parcerias levarão a uma melhora considerável da qualidade de vida das pessoas implicadas, conduzindo ao questionamento dos interesses por trás das decisões. IV. No contexto das cidades inteligentes, a regulamentação do lobby se torna ainda mais urgente, pois faltam regulações específicas, autoridades independentes e outros mecanismos de controle para as atividades público-privadas que possam moderar a abordagem rápida e simplista de tecnossolucionismos. V. As pessoas costumam vender a PPP como um desenho jurídico financeiro que vai facilitar investimentos e desonerar os cofres públicos. Mas esse desenho jurídico-financeiro também determina qual é o perfil das pessoas que vão ser atendidas. I, II, III, IV e V. 2. Imagine que em uma pequena cidade a gestão pública decida investir na organização do transporte público aplicando um dos modelos já existentes de “carsharing”. As primeiras coisas a serem questionadas são: “Há necessidade de fato em aplicar esse modelo nessa cidade?”, “Haverá uso suficiente para atender as expectativas de empresas voltadas para esse segmento?”, “É uma necessidade da população?” Sobre a situação proposta, assinale a alternativa correta: Todo tipo de solução deve considerar os possíveis cenários de conflito, para isso são elaboradas perguntas norteadoras que levam a etapa de planejamento a uma postura mais conservadora em relação a mudanças radicais. 3. Apesar dos grandes investimentos financeiros, a cidade de Masdar (EAU) se provou inviável economicamente. Assim é possível observar uma certa banalização da importância de um planejamento voltado ao desenvolvimento sustentável na elaboração de novas cidades. Sobre a formação de novas cidades inteligentes e sustentáveis, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Na formação de uma smart city é fundamental entender a quais culturas a cidade deve abraçar e quais hábitos deve comportar, POIS II. historicamente, as cidades eram formadas a partir de agrupamentos de pessoas em função de sobrevivência, comércio, estudo etc. Assim, seria correto pensar no conceito de cidade como o agrupamento social, cultural e funcional de pessoas que têm necessidades em comum. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 4. “[...] o acesso a recursos será o diferencial entre o quanto será possível avançar em cada cidade. Outro fator fundamental para esse possível sucesso é a mudança de velhos hábitos por parte das empresas. As novas formas de trabalho se mostraram tão eficientes quanto necessário e além disso mudou a forma como a rotina de trabalho pode ser encarada.” Investimentos em tecnologias limpas, com base nos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) ajudam, a atingir o grau de desenvolvimento mínimo para que seja viável economicamente projetos de cidades inteligentes que atendam de maneira integral a população. 5. No processo de implementação de tecnologias inteligentes em uma cidade, uma possível barreira a ser encontrada é a aceitação da população à solução planejada. Pensando que as cidades são feitas para as pessoas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A melhor forma de entender as necessidades da população e elaborar soluções com uma boa aceitação é através da gestão pública integrada com a população, POIS II. será possível entender as necessidades dos seus habitantes e colocar o modelo proposto para funcionar de forma progressiva e com uma comunicação aberta para dar suporte às pessoas. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 6. A falta de planejamento, de um plano diretor robusto, condena ao poder público a função de “secar gelo” em metade das cidades brasileiras. Porém nem tudo é crítica, há um movimento da própria população brasileira em se informar sobre alternativas para produtos e fontes de energia com apelo ecológico. Todo avanço em função da obtenção de energia deve ser planejado em função da região. As formas mais comuns, no Brasil, são energia solar e eólica. 7. Não é justo pensar em melhorar a qualidade de vida de uma parcela da população em detrimento de outra, dessa forma, algumas estratégias nas cidades inteligentes contam com ações sociais que tem por objetivo abordar primeiramente à parcela da sociedade que mais precisa, convertendo a balança de decisões em uma espécie de medida de contenção de danos ou ainda de equidade na distribuição de recursos. Sobre a abordagem citada no fragmento de texto, avalie as afirmativas abaixo: I. O maior exemplo dessa falha do sistema de gestão voltado exclusivamente ao comercial, abandonando o social, é o caso da cidade de Masdar (Emirados Árabes Unidos). II. O maior exemplo de sucesso do sistema de gestão voltado exclusivamente ao comercial, é o caso da cidade de Masdar (Emirados Árabes Unidos). III. A ideia de equidade de acessos não é atrativa a todos os agentes da sociedade, o que nos leva a outros sistemas de gestão com foco em modelos de negócios que por vezes atrapalham o real desenvolvimento das cidades inteligentes. IV. A ideia de equidade de acessos é atrativa a todos os agentes da sociedade, resultando em redes de apoio privadas que tem por objetivo incluir as necessidades da população em seus projetos de desenvolvimento. I e III, apenas. 8. Ao analisar a trajetória do conceito de cidade inteligente, é possível conectar seu surgimento, ao menos parcialmente, à convergência de vários imaginários urbanos, os quais muitas vezes empregaram retóricas utópicas. Nessa linha de pensamento, uma das origens da cidade inteligente, também imaginada como uma “cidade futurista”, é atribuída ao imaginário provocado pela ficção científica. As inúmeras invenções e descobertas desde a Revolução Industrial, como o surgimento do computador eletrônico – um subproduto da Segunda Guerra Mundial, estimularam o imaginário voltado à concepção de uma era “mágica” de desenvolvimento e transformação com a tecnologia. Atualmente é possível afirmar que faltou cautela no avanço provocado pela revolução industrial e muito se regrediu em relação ao contexto ambiental. Sobre esse retrocesso, avalie as afirmativas abaixo: I. Muito parecido ao “milagre grego”, a revolução industrial deu a sensação de uma ruptura entre as sociedades antigas e a sociedade pós revolução. II. A revolução industrial mudou, processos, pessoas, cidades, países e o ambiente. Essa marca se intensifica cada vez mais e com as cidades inteligentes é possível minimizar esses efeitos. III. Parte da necessidade de recuperação da preocupação com o meio ambiente iniciou com as empresas. Afinal, são elas que, assumidamente, têm o maior impacto no ambiente. IV. Atualmente estamos assistindo uma lenta mudança de prioridade para o consumo por produtos certificados com selos verdes. Isso favorece o greenwashing. I, II e IV, apenas. 9. “A Construção civil é o setor da economia que mais impacta o meio ambiente. Seja pelo elevado consumo de matéria-prima e energia, seja pela geração de resíduosou emissões de gases estufa, as edificações respondem por um grave passivo ambiental“(TRIGUEIRO, 2017). Fonte: TRIGUEIRO, A. Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável. Rio de Janeiro, RJ: Leya, 2017. Acerca da reflexão sobre o impacto da Construção Civil, avalie as afirmativas abaixo: I e II, somente.