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onhecimento da cultura de massa e KINCHELOE, Joe L. "McDonald's, poder e criança: hecimento escolar. É essa permeabilida- Ronald McDonald faz tudo por você". In SILVA, Luiz Heron et alii (orgs.). Identidade social e a e que é enfatizada pela perspectiva dos construção do conhecimento. Porto Alegre: Se- studos Culturais. A teoria curricular crí- cretaria Municipal de 1997: p.69-97. - ica vê tanto a indústria cultural quanto SIMON, Roger. "A pedagogia como uma tecnologia urrículo propriamente escolar como ar- cultural". In Tomaz Tadeu da Silva (org.). Alienígenas efatos culturais - sistemas de significação na sala de aula. Uma introdução aos estudos cultu- mplicados na produção de identidades e rais em educação. Rio: Vozes, 1995: p.61-84. ubjetividades, no contexto de relações de STEINBERG, Shirley. "Kindercultura: a construção oder. A crítica curricular torna-se, assim, da infância pelas grandes corporações". In SIL- egitimamente, também crítica cultural. VA, Luiz Heron et alii (orgs.). Identidade social e a construção do conhecimento. Porto Alegre: Se- cretaria Municipal de Educação, 1997: p.98-145. Leituras IV. DEPOIS DAS TEORIAS CRÍTICAS E PÓS-CRÍTICAS GIROUX, Henry. "Memória e pedagogia no mara- vilhoso mundo da Disney". In Tomaz Tadeu da Silva (org.). Alienígenas na sala de aula. Uma intro- dução aos estudos culturais em educação. Rio: Vozes, 1995: p.132-58. GIROUX, Henry. "A disneyzação da cultura infan- til". In Tomaz T. da Silva e Antonio F. Moreira (orgs.). Territórios contestados. curriculo e OS no- vos mapas políticos e culturais. Petrópolis: Vozes, 1995: p.49-81. GIROUX, Henry e SIMON, Roger. "Cultura popu- lar e pedagogia crítica: a vida cotidiana como base para conhecimento In Anto- nio F. B. Moreira e Tomaz T. da Silva (orgs.). sociedade e cultura. São Paulo: 1999: p.93-124. 142Currículo: uma questão de saber, poder e identidade A aparente disjunção entre uma teo- de tais como os analisados por ria crítica e uma teoria pós-crítica do cur- Foucault, é também evidente que conti- rículo tem sido descrita como uma nuamos sendo também governados, de disjunção entre uma análise fundamenta- forma talvez menos sutil, por relações e da numa economia política do poder e estruturas de poder baseadas na proprie- uma teorização que se baseia em formas dade de recursos econômicos e culturais. textuais e discursivas de análise. Ou ain- poder econômico das grandes corpo- da, entre uma análise materialista, no sen- rações industriais, comerciais e financei- tido marxista, e uma análise textualista. A ras não pode ser facilmente equacionado cisão pode ser descrita ainda como uma com as formas capilares de poder tão bem cisão entre a hipótese da determinação descritas por Foucault. De forma similar, econômica e a hipótese da construção poder político e militar de nações im- discursiva; ou entre, de um lado, marxis- periais como os Estados Unidos não pode mo e, de outro, pós-estruturalismo e pós- ser facilmente descrito pela "microfísica" modernismo. A tensão entre os conceitos foucaultiana do poder. de ideologia e de discurso, mesmo que É também verdade que a teorização eles se combinem em algumas análises, é pós-crítica tornou problemáticas certas uma demonstração dessa fratura no cam- premissas e análises da teoria crítica que a po da teoria social crítica. precederam. Assim, parece incontestável, É preciso reconhecer que a chamada por exemplo, questionamento lançado "virada linguística" pode nos ter levado a às pretensões totalizantes das grandes nar- negligenciar certos mecanismos de domi- rativas. Não há como refutar, tampouco, a nação e poden que tinham sido detalha- crítica feita tanto pelo pós-modernismo damente analisados pela teoria crítica. quanto pelo pós-estruturalismo ao sujeito Embora seja evidente que somos cada vez autônomo e centrado das narrativas mo- mais governados por mecanismos sutis dernas. No campo mais especificamente 145educacional, os questionamentos feitos conceito de ideologia tem ajudado a des- exploração econômica, tenham simples- pelos quais, através de relações de poder aos impulsos emancipatórios de certas fazer alguns dos embaraços do legado das mente desaparecido. Na verdade, eles e controle, nos tornamos aquilo que so- pedagogias críticas, na medida em que teorias críticas. Particularmente, a oposi- continuam mais evidentes e dolorosos do mos. Ambas nos ensinaram, de diferen- estão fundamentados no pressuposto do ção entre ideologia e ciência, que, explíci- que Se alguma coisa pode ser sa- tes formas, que currículo é uma questão retorno a algum núcleo subjetivo essen- ta ou implicitamente, fazia parte da lientada no glorificado processo de glo- de saber, identidade e poder. cial e autêntico, dificilmente podem dei- conceptualização do conceito de ideo- balização é precisamente a extensão dos Depois das teorias críticas e pós-crí- xar de ser levados em consideração. logia desenvolvido por várias vertentes níveis de exploração econômica da maio- ticas do currículo torna-se impossível As teorias pós-críticas também es- marxistas, não pode, depois do pós-es- ria dos países do mundo por um grupo pensar currículo simplesmente através tenderam nossa compreensão dos pro- truturalismo, ser tão facilmente susten- reduzido de países nos quais se concen- de conceitos técnicos como os de ensi- cessos de dominação. Como procurei tada. Depois do pós-estruturalismo e tra a riqueza mundial. Nesse contexto, no e eficiência ou de categorias psico- demonstrar em alguns dos tópicos des- particularmente depois de Foucault, a nenhuma análise textual pode substituir lógicas como as de aprendizagem e te livro, a análise da dinâmica de poder oposição entre ciência e ideologia, fun- as poderosas ferramentas de análise da so- desenvolvimento ou ainda de imagens es- envolvida nas relações de gênero, etnia, damentada como é na oposição "verdadei- ciedade de classes que nos foram legadas táticas como as de grade curricular e lista raça e sexualidade nos fornece um mapa ro-falso", simplesmente se desfaz. Nesse pela economia política marxista. As teorias de conteúdos. Num cenário pós-crítico, muito mais completo e complexo das re- sentido, as teorias ao contrá- pós-críticas podem nos ter ensinado que o currículo pode ser todas essas coisas, lações sociais de dominação do que aque- rio das acusações que lhes são feitas, ao poder está em toda parte e que é multi- pois ele é também aquilo que dele se faz, le que as teorias críticas, com sua ênfase deslocarem a questão da verdade para forme. As teorias críticas não nos deixam mas nossa imaginação está agora livre para quase exclusiva na classe social, nos ti- aquilo que é considerado verdade, tor- esquecer, entretanto, que algumas formas pensá-lo através de outras metáforas, para nham anteriormente fornecido. A con- nam campo social ainda mais politizado. de poder são visivelmente mais perigosas concebê-lo de outras formas, para vê-lo cepção de identidade cultural e social A ciência e conhecimento, longe de se- e ameaçadoras do que outras. de perspectivas que não se restringem desenvolvida pelas teorias pós-críticas nos rem outro do poder, são também cam- Ao questionar alguns dos pressupos- àquelas que nos foram legadas pelas es- tem permitido estender nossa concep- pos de luta em torno da verdade. Parece, tos da teoria crítica de currículo, a teoria treitas categorias da tradição. ção de política para muito além de seu sen- pois, inquestionável que, depois das teorias pós-crítica introduz um claro elemento Com as teorias críticas aprendemos tido tradicional focalizado nas atividades pós-críticas, a teoria educacional crítica não de tensão no centro mesmo da teorização que currículo é, definitivamente, um ao redor do Estado. A conhecida consigna pode voltar a ser simplesmente "crítica". crítica. Sendo "pós", ela não é, entretanto, espaço de poder. conhecimento cor- "o pessoal também é político", difundido legado das teorias críticas, sobretu- simplesmente superação. Na teoria do porificado no currículo carrega as mar- pelo movimento feminista, é apenas um do aquele de suas vertentes marxistas, currículo, assim como ocorre na teoria cas indeléveis das relações sociais de exemplo dessa produtiva tendência. não pode, entretanto, ser facilmente ne- social mais geral, a teoria pós-crítica deve poder. O currículo é capitalista. cur- Não se pode tampouco negar que a gado. Não se pode dizer que os proces- se combinar com a teoria crítica para rículo reproduz culturalmente as crítica feita pelas teorias pós-críticas ao de dominação de classe, baseados na nos ajudar a compreender processos estruturas sociais. currículo tem um 146 147apel decisivo na reprodução da estru- através de processos de disputa e confli- desconfiam de qualquer postulação que críticas já não precisam da referência de ura de classes da sociedade capitalista. to social, certas formas curriculares e tenha como pressuposto uma situação não outras tornaram-se consolidadas um conhecimento verdadeiro baseado ) currículo é um aparelho ideológico do finalmente livre de poder. Para as teorias Estado capitalista. O currículo transmite como currículo. É apenas uma contin- num suposto "real" para submeter à crí- pós-críticas poder transforma-se, mas tica o conhecimento socialmente cons- ideologia dominante. O currículo é, em gência social e histórica que faz com que não desaparece. Nas teorias truído do currículo. Todo conhecimento currículo seja dividido em matérias ou suma, um território político. conhecimento não é exterior ao po- disciplinas, que currículo se distribua depende da significação e esta, por sua As teorias críticas também nos ensi- der, conhecimento não se opõe ao po- vez, depende de relações de poder. Não sequencialmente em intervalos de tem- naram que é através da formação da cons- der. O conhecimento não é aquilo que determinados, que currículo esteja há conhecimento fora desses processos. põe em xeque poder: conhecimento ciência que currículo contribui para organizado hierarquicamente... É também As teorias pós-críticas continuam en- é parte inerente do poder. Em contraste reproduzir a estrutura da sociedade ca- através de um processo de invenção so- fatizando papel formativo do currículo. pitalista. currículo atua ideologicamen- com as teorias críticas, as teorias cial que certos conhecimentos acabam Diferentemente das teorias críticas, en- te para manter a crença de que a forma ticas não limitam a análise do poder ao fazendo parte do currículo e outros não. tretanto, as teorias pós-críticas rejeitam capitalista de organização da sociedade é campo das relações econômicas do capi- Com a noção de que currículo é uma talismo. Com as teorias pós-críticas, a hipótese de uma consciência coerente, boa e desejável. Através das relações so- ciais do currículo, as diferentes classes so- construção social aprendemos que a per- centrada, unitária. As teorias pós-críticas mapa do poder é ampliado para incluir os gunta importante não é "quais conheci- rejeitam, na verdade, a própria noção de ciais aprendem quais são seus respectivos processos de dominação centrados na mentos são válidos?", mas sim "quais consciência, com suas conotações racio- papéis nas relações sociais mais amplas. Há raça, na etnia, no gênero e na sexualidade. conhecimentos são considerados válidos?". nalistas e cartesianas. Elas desconfiam tam- uma conexão estreita entre código do- Embora as teorias críticas sustentas- bém da tendência das teorias críticas a minante do currículo e a reprodução de As teorias pós-críticas ampliam e, ao sem que currículo é uma invenção so- mesmo tempo, modificam aquilo que as postular a existência de um núcleo subje- formas de consciência de acordo com a cial, elas ainda mantinham uma certa noção tivo pré-social que teria sido contaminado classe social. A formação da consciência teorias críticas nos ensinaram. As teorias realista do currículo. Se a ideologia cedes- pelas relações de poder do capitalismo dominante ou dominada - é determinada pós-críticas continuam a enfatizar que se lugar ao verdadeiro conhecimento, pela gramática social do currículo. currículo não pode ser compreendido e que seria libertado pelos procedimen- currículo e a sociedade seriam finalmente tos de uma pedagogia crítica. Para as te- sem uma análise das relações de Foi também com as teorias críticas que emancipados e libertados. Se pudéssemos nas quais ele está envolvido. Nas teorias orias pós-críticas, a subjetividade é já e pela primeira vez aprendemos que cur- nos livrar das relações de poder inerentes sempre social. Não existe, por isso, ne- rículo é uma construção social. currí- entretanto, poder torna- ao capitalismo, conhecimento corporifi- se descentrado. poder não tem mais nhum processo de libertação que torne culo é uma invenção social como qualquer cado no currículo já não seria um conhe- possível a emergência finalmente de outra: o Estado, a nação, a religião, fute- um único centro, como Estado, por cimento distorcido e espúrio. Com sua um eu livre e autônomo. As teorias pós- bol... Ele é resultado de um processo exemplo. poder por ênfase pós-estruturalista na linguagem e nos toda a rede social. As teorias pós-críticas críticas olham com desconfiança para histórico. Em determinado momento, processos de significação, as teorias pós- conceitos como alienação, emancipação, 148 149libertação, autonomia, que supõem, todos, Referências bibliográficas uma essência subjetiva que foi alterada e precisa ser restaurada. Em suma, depois das teorias críticas e pós-críticas, não podemos mais olhar Para não sobrecarregar texto com apara- para currículo com a mesma inocên- retiradas de Britzman, 1995, 160, 156 ep. 159, to acadêmico, as fontes das citações foram aqui cia de antes. currículo tem significa- respectivamente. A citação de Foucault no tópico reunidas, na ordem em que aparecem nos respec- sobre pós-estruturalismo foi retirada de Foucault, dos que vão muito além daqueles aos tivos tópicos: 1994, P. 135 (não estão indicadas as supressões). quais as teorias tradicionais nos confina- A citação de Bobbitt no tópico sobre as teorias A caricatura dos estruturalistas está descrita em ram. currículo é lugar, espaço, terri- tradicionais está em Callahan, 1962, P. 81. As per- Peters, 1996, P. 21. Uma reprodução dessa carica- tório. currículo é relação de poder. guntas de Tyler no mesmo tópico estão em Tyler, tura aparece na folha de rosto de Dosse, 1994. currículo é trajetória, viagem, percurso. 1974, P. Os textos de análise fenomenológica da A referência ao filme Sixguns and society, no tópico currículo é autobiografia, nossa vida, educação coletados por Max van Manen, menciona- sobre pós-estruturalismo, é retirada de Storey, curriculum vitae: no currículo se forja dos no tópico sobre os reconceptualistas, podem 1993, P. 74. Em vários capítulos, beneficiei-me da nossa identidade. currículo é texto, ser encontrados na página de van Manen na Internet, enciclopédida revisão da literatura estadunidense conforme referido abaixo. A citação de Paulo Freire sobre currículo feita por Pinar et alii, 1995. discurso, documento. currículo é do- sobre "conteúdos programáticos" no tópico so- cumento de identidade. bre Freire e Saviani é retirada de Freire, 1973, BERNSTEIN, Basil. Class, codes and control. volu- (com supressão de uma pequena expressão, me 3. Londres: Routledge and Kegan Paul, não indicada). A citação de Schaffer no tópico BRITZMAN, Deborah. "Is there a queer pedagogy? bre a "Nova Sociologia da Educação" é feita por Or, stop reading straight". Educational theory, Michael Young em Young, 1971, 27. A citação de 1995, (45) P. Geoffrey Esland no mesmo tópico é retirada de Esland, 1971, 75. A citação de Bernstein no tópi- CALLAHAN, R. E. Education and the cult of efficiency. Chicago: The University of Chicago Press, CO respectivo é retirada de Bernstein, 1975, P. 85. conceito de "justiça curricular" de Connell, re- CONNELL, Robert W. "Política educacional, ferido no tópico sobre multiculturalismo, está em hegemonia e estratégias de mudança social" Connell, 1992, 1995. A origem da palavra gênero Teoria e educação, 5, 1992: p.66-80. tal como utilizada na literatura feminista está des- CONNELL, Robert W. "Justiça, conhecimento e crita em Frank e Treichler, 1989, P. 11. diálogo currículo na educação contemporânea". In Luiz entre Cornel West e Jorge K. de Alba está em H. da Silva e José C. de Azevedo (orgs.). West e Alba, 1996. As citações de Deborah Reestruturação curricular. Teoria e prática no cotidia- Britzman no tópico sobre pedagogia queer são no da escola. Petrópolis: Vozes, 1995: 150 151DOSSE, François. História do estruturalismo. Campi- STOREY, John. An introductory guide to cultural theory nas: Ensaio, 1994. and popular culture. Athens: University of Georgia Press, 1993. DREEBEN, Robert On what is learned in school. Reading, Massachusetts: Addison-Wesley, 1968. TYLER, Ralph W. Princípios básicos de currículo e ensi- no. Porto Alegre: Globo, 1974. ESLAND, Geoffrey M. "Teaching and learning as the organization of knowledge". In Michael WEST, Cornel e ALBA, Jorge K. de. "Our next race A capa reproduz, em primeiro plano, a pintura "A profes- Young. Knowledge and control. Londres: question. The uneasiness between blacks and La- sora" e, em segundo plano, a pintura "Jesus Sereno", ambas Macmillan, 1971: tinos". Harper's, abril 1996, 292 (1751): p.55-63. de Marlene Dumas. Marlene Dumas nasceu em 1953 na Áfri- FOUCAULT, Michel. "Prefácio à edição em língua in- WILLIS, Paul. Aprendendo a ser trabalhador. Escola, ca do Sul e vive, desde 1976, em Amsterdam, Holanda. glesa de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Anti- resistência e reprodução social. Porto Alegre: oedipus: capitalism and schizophrenia. Nova York: Artes Médicas, 1991. "Eu pinto porque sou uma mulher desordenada. A pintura Viking Press, 1977". In Michel Foucault. Dits et YOUNG, Michael. An approach to the study of é uma coisa desarrumada. Ela jamais poderá ser um meio con- écrits. V. 3. Paris: Gallimard, 1994: p.133-6. curricula as socially organized knowledge. In ceitual. Quanto mais "conceitual" ou limpa for a arte, mais a FRANK, Francine W. e TREICHLER, Paula A. Michael Young. Knowledge and control. Londres: cabeça poderá ser separada do corpo [...]. A pintura diz respei- Language, gender, and professional writing. Nova Macmillan, 1971: p.19-46. to ao traço do toque humano. Diz respeito à epiderme de uma York: Modern Language Association of superfície. Uma pintura não é um cartão postal. conteúdo da America, 1989. pintura não pode ser separado da sensação de sua superfície." FREIRE, Paulo. Pedagogía del oprimido. Buenos Aires: Siglo XXI, 1973. ed. "Há uma crise da Representação. Eles estão procurando pelo Significado como se ele fosse uma coisa. Como se fosse JACKSON, Philip. Life in classrooms. Nova York: Holt, Rinehart and Winston, 1968. uma garota obrigada a tirar sua calcinha, como se ela quisesse MAGER, Robert F. Análise de objetivos. Porto Ale- fazê-lo, assim que aparecesse verdadeiro intérprete. Como gre: Globo, 1977. se houvesse alguma coisa para tirar." MANEN, Max van. Página da Internet: http:/ Marlene Dumas* PETERS, Michael. Poststructuralism, politics and education. Westport: Bergin and Garvey, 1996. PINAR, William F. Understanding curriculum. Nova *Na Internet: http://www.oasinet.com/postmedia/artp/dumas.htm/ York: Peter Lang, 1995. 153 152autor Tomaz Tadeu da Silva é professor do Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pertence ao Conselho Editorial das revistas Curriculum Studies, Journal of Education Discourse; e Heu- resis. É autor dos livros que produz e que reproduz em educação (Artes Médicas); Identidades terminais (Vozes); Escu- ela, conocimiento y curriculum (Miño y Dávila); e Cultura, política y curriculum (com Michael Apple e Pablo Gentili; Losada). Or- ganizou seguintes livros: Teoria educacional crítica em tem- pos pós-modernos (Artes Médicas); Alienígenas na sala de aula (Vozes); sujeito da educação (Vozes); Liberdades reguladas (Vozes); Neoliberalismo, qualidade total e educação (com Pablo Gentili; Vozes); Currículo, cultura e sociedade (com Antonio Flávio Moreira; Cortez); Escola S.A. (com Pablo Gentili; CNTE); Territórios contestados (com Antonio Flávio Moreira; Vozes). 154Embora em continuidade com a tradi- ção crítica, as teorias não dei- xam de questionar algumas de suas pre- missas. Partilham de mesma preocu- QUALQUER LIVRO DO NOSSO CATÁLOGO NÃO ENCONTRADO NAS pação com questõe poder, mas sua LIVRARIAS PODE SER PEDIDO POR CARTA, FAX, TELEFONE OU PELA INTERNET. é meno Para as pós-crítica der e conhecimento não opõem, mas são mutuamente dependentes. Contrariamente às teorias crítica, as teorias pós-críticas do currícu- lo não acreditam que exista um núcleo de subjetividade a ser libertado da alienação causada pelo capitalismo. Rua Aimorés, 981, 8° andar Funcionários São as conexões entre significação, Belo Horizonte-MG CEP 30140-071 identidade e poder que passam, então, a ser enfatizadas. Para as teorias pós-críti- Tel: cas, currículo es Fax: (31) 3224 6087 nos processos de formação Televendas (gratuito): 0800 2831322 pelos quais nós nos que so- mos. currículo é de iden- vendas@autenticaeditora.com.br @ tidade e poder. www.autenticaeditora.com.br É para discutir questões como essas que o autor revisa, neste livro, as teo- rizações de autores como Bourdieu, Apple e Giroux, entre outros. são discutidas ten- dências recentes da teoria social, como o pós-modernismo, pós-estruturalismo, feminismo, Estudos Pós-Colonialistas LIVRO FOI COMPOSTO COM TIPOGRAFIA GILL SANS E e Estudos Culturais. Por seu caráter IMPRESSO EM PAPEL OFF SET 75 G NA SERMOGRAF ARTES GRÁFICAS. sintético e panorâmico, Documentos de identidade é um livro essencial de consul- ta e estudo para todas as pessoas que se dispõem e ver o currículo sem mesmo olhar inocente de antes.