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Hematologia Hemograma: O hemograma é um dos exames laboratoriais mais solicitados na prática clínica. Seu objetivo é avaliar quantitativa e qualitativamente as células presentes no sangue, auxiliando no diagnóstico de diversas doenças, como anemias, infecções, inflamações, distúrbios hematológicos e alterações da coagulação. Composição do Hemograma (3 composições): 1. Eritrograma: consiste na análise das células vermelhas, os eritrócitos. São responsáveis de oxigênio. São analisados em: ● Contagem de eritrócitos (hemácias) - 4,5 - 5,0 10⁶/mm³ ● Dosagem de Hemoglobina (Hb) - 12,5 - 14 g/dL ● Hematócrito (Ht) - % ● VCM(Volume corpuscular médio) ● HCM(Hemoglobina Corpuscular Média) ● CHCM (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média) ● RDW 2. Leucograma: contagem global e específica dos leucócitos. Responsáveis pela defesa. Inclui: ● Contagem total (ex: todos os leucócitos). ● Contagem diferencial (ex: conta separadamente, como 51 neutrófilos, 26 linfócitos, 13 monócitos e 12 eosinófilos). São identificados: ● Neutrófilos (Cél. associadas a bactérias e fungos). ● Linfócitos (Cél. associada a vírus). ● Monócitos ( responde a inflamações e apresenta antígenos). ● Eosinófilos (Cel envolvidas em processos alérgicos e parasitoses). ● Basófilos (Alergias extensas e leucemias). 3. Plaquetograma: Avaliação quantitativa e qualidade das plaquetas. Quando elevada indica trombos e quando baixa, indica hemorragias. Inclui: ● Contagem de plaquetas ● VPM (Volume Plaquetário Médio) ● PDW (quando disponível). Valores de Referência (Adultos): Série Vermelha Exame Homens Mulheres Hemácias 5,0 ± 0,5 milhões/µL 4,3 ± 0,5 milhões/µL Hemoglobina 15 ± 2 g/dL 13,5 ± 1,5 g/dL Hematócrito 45 ± 5% 41 ± 5% Índices Hematimétricos: VCM - 92 ± 9 fL HCM - 29,5 ± 2,5 pg CHCM33 - ± 1,5 g/dL RDW - 12,8 ± 1,2% Leucócitos: 4.000 a 10.000/µL Plaquetas: 150.000 a 400.000/µL O que significa cada alteração: ● Série Vermelha: ● Queda de Hemoglobina: Anemia. ● Alta da Hemoglobina: Policitemia(aumento real das cels. vermelhas) ou desidratação. ● Série Branca: ● Alta de Leucócitos - Leucocitose. Pode indicar infecção, inflamação e leucemias ● Queda de Leucócitos - Leucopenia. Pode ocorrer em infecções virais, imunossupressão, depressão medular. ● Plaquetas: ● Queda das Plaquetas- Trombocitopenia. Maior risco de hemorragias. Hematologia ● Alta das Plaquetas - Trombocitose. Maior risco de trombose. Valores Críticos: Existem resultados que exigem atenção imediata. ● HemoglobinaExemplo: Leucócitos totais: 10.000/µL Linfócitos: 30% 10.000 × 0,30 = 3.000/µL Diferencial Leucocitário: identifica os cinco principais tipos de leucócitos. São eles: ● Neutrófilos ● Linfócitos ● Monócitos ● Eosinófilos ● Basófilos 1. Neutrófilos: Representam a maior população de leucócitos no sangue. Valores: Relativo: 40–70% Absoluto 2.000–7.000/µL. Função: são a primeira linha de defesa contra: Bactérias e fungo. Realizam: Fagocitose e destruição de microrganismos. Se aumentados, indicam Neutrofilia. Causados por infecção bacteriana, inflamação aguda, estresse e uso de corticoides. Se diminuídos, indicam Neutropenia. Pode ocorrer em: infecções virais; quimioterapia e depressão medular. 2. Linfócitos: são responsáveis pela imunidade específica. Aparecem em infecções virais. Valores: Relativo: 20–40% Absoluto: 1.000–3.000/µL. Incluem: ● Linfócitos B → produção de anticorpos. ● Linfócitos T → resposta celular. ● Células NK → destruição de células infectadas e tumorais. ● Quando aumentam? Linfocitose. Principalmente em: infecções virais. ● Quando diminuem? Linfopenia. Pode ocorrer em: imunodeficiências; uso de corticoides e HIV. 3. Monócitos: são grandes fagócitos. Quando entram nos tecidos, transformam-se em macrófagos. São responsáveis pela resposta a inflamação e apresentadores de antígenos Valores: Relativo: 2–8% Absoluto: 200–1.000/µL. Quando aumentam? Monocitose. Pode ocorrer em infecções crônicas, tuberculose e doenças inflamatórias. 4. Eosinófilos: combatem parasitos e também participam das reações alérgicas. Valores: Relativo: 1–4% Absoluto: 20–500/µL. Quando aumentam? Eosinofilia. Principais causas: alergias, parasitoses e asma. Hematologia 5. Basófilos: liberam histamina e heparina. Participam das reações de hipersensibilidade. Valores: Relativo: 0–1% Absoluto: 20–100/µL. Quando aumentam? Basofilia. Pode ocorrer em doenças mieloproliferativas e alergias extensas. RESUMO: ● Leucocitose= leucócitos aumentados. ● Leucopenia = leucócitos diminuídos. ● Relativo = porcentagem (%). ● Absoluto = número de células/µL. ● Neutrófilo = bactérias. ● Linfócito = vírus. ● Monócito = macrófago. ● Eosinófilo = parasitas e alergias. ● Basófilo = histamina. Sistema Abo E Fator Rh: O sistema ABO e o sistema Rh são os principais sistemas de grupos sanguíneos utilizados na prática clínica. A determinação correta do grupo sanguíneo é indispensável para transfusões, transplantes e acompanhamento pré-natal, prevenindo reações transfusionais e doença hemolítica do recém-nascido. O grupo sanguíneo é determinado pela presença ou ausência de antígenos na superfície das hemácias. Além disso, existem anticorpos circulando no plasma. Sistema ABO: O sistema ABO é determinado pela presença dos antígenos A e B na superfície das hemácias. Existem quatro grupos sanguíneos: ● Tipo A Possui antígeno A E anticorpo Anti-B. ● Tipo B: Possui antígeno B E anticorpo Anti-A. ● Tipo AB: Possui antígeno A e B e não possui Anti-A nem Anti-B. ● Tipo O: Não possui antígenos A nem B.Possui Anti-A e Anti-B. Tipo Antígeno na hemácia Anticorpo no plasma A A Anti-B B B Anti-A AB A e B Nenhum O Nenhum Anti-A e Anti-B Compatibilidade Sanguínea Tipo Recebe de A A e O B B e O AB A, B, AB e O O Apenas O Quem pode doar para quem: Tipo Doa para A A e AB B B e AB AB Apenas AB O A, B, AB e O Sistema Rh: O sistema Rh é determinado principalmente pela presença ou ausência do antígeno D. ● Rh Positivo: possui Antígeno D. ● Rh Negativo: Não possui antígeno D Hematologia Uma pessoa Rh negativo normalmente não possui anti-D naturalmente. Ela só produzirá esse anticorpo após entrar em contato com sangue Rh positivo. Isso pode acontecer por transfusão incompatível ou gestação de feto Rh positivo. Antígeno × Anticorpo Antígeno: Está na hemácia. Exemplos: A, B e D Anticorpo: Está no plasma. Exemplos: ● Anti-A ● Anti-B ● Anti-D (após sensibilização) O que acontece na incompatibilidade? Quando um anticorpo encontra o antígeno correspondente ocorre a aglutinação, que leva a uma hemólise. Logo, pode surgir uma reação transfusional grave. Tipagem Sanguínea: A tipagem sanguínea é realizada para identificar o grupo ABO e o fator Rh do paciente. Ela é dividida em Tipagem direta e Tipagem reversa. As duas devem ser interpretadas em conjunto. ● Tipagem Direta: Também chamada de Pesquisa de antígenos. Como é feita? Misturam-se as hemácias do paciente com soros reagentes: ● Anti-A ● Anti-B ● Anti-D Se ocorrer aglutinação, significa que o antígeno correspondente está presente na hemácia. ● Tipagem Indireta/ reversa: Também chamada de Pesquisa de anticorpos. Utiliza-se o soro do paciente Se ocorrer aglutinação, significa que o plasma contém anticorpos contra aquele antígeno. A tipagem reversa é utilizada como contraprova da tipagem direta, aumentando a segurança do resultado. Tipagem Direta Tipagem Reversa Pesquisa antígenos Pesquisa anticorpos Usa hemácias do paciente Usa soro do paciente Anti-A, Anti-B e Anti-D Hemácias A₁ e B Principal determinação Confirmação da tipagem RESUMO: ● Antígeno = hemácia. ● Anticorpo = plasma. ● Tipo A = antígeno A + Anti-B. ● Tipo B = antígeno B + Anti-A. ● Tipo AB = A e B + nenhum anticorpo. ● Tipo O = sem antígenos + Anti-A e Anti-B. ● Rh+ = possui antígeno D. ● Rh− = não possui antígeno D. ● Tipagem direta = pesquisa antígenos. ● Tipagem reversa = pesquisa anticorpos. Coombs, D Fraco E Doença Hemolítica Do Recém-Nascido: Os testes de Coombs são exames imuno-hematológicos utilizados para detectar anticorpos ligados às hemácias ou livres no plasma. São fundamentais na investigação de doenças hemolíticas, reações transfusionais e acompanhamento de gestantes Rh negativas. Hematologia Teste de Coombs: O teste utiliza o soro antiglobulina humana (AGH), também chamado de Soro de Coombs. Esse reagente detecta anticorpos ou complemento aderidos às hemácias. ● COOMBS DIRETO (TCD): Também chamado de Teste da Antiglobulina Direta (TAD). Detecta anticorpos ou complemento já aderidos às hemácias do paciente, ou seja, verifica se as hemácias estão sendo destruídas pelo próprio sistema imunológico. São utilizadas as Hemácias do paciente. Após a lavagem das hemácias, adiciona-se o soro de Coombs (AGH). Se ocorrer aglutinação: Coombs Direto Positivo. Utilizado em Anemia hemolítica autoimune, Reação transfusional e Doença hemolítica do recém-nascido. ● COOMBS INDIRETO (TCI): Também chamado de Teste da Antiglobulina Indireta. Detecta anticorpos livres no plasma, antes que eles se liguem às hemácias. Como é realizado? Mistura-se o Soro do paciente e Hemácias teste (com antígenos conhecidos). Após incubação, adiciona-se o soro de Coombs (AGH). Se ocorrer aglutinação: Existem anticorpos circulantes no plasma. Utilizado em Pesquisa de anticorpos irregulares, Prova de compatibilidade (prova cruzada), Avaliação pré-transfusional, Pré-natal de gestantes Rh negativas. Coombs Direto Coombs Indireto Pesquisa anticorpos ligados às hemácias Pesquisa anticorpos livres no plasma Usa hemácias do paciente Usa soro do paciente Diagnóstico de hemólise Triagem antes da hemólise Avalia o que já aconteceu Avalia o risco de acontecer ● D FRACO: Algumas pessoas possuem o antígeno D em quantidade muito pequena. Nesses casos, a tipagem Rh pode inicialmente parecer negativa. Por isso realiza-se a pesquisa do D Fraco, um teste complementar para detectar pequenas quantidades do antígeno D. Como é feita a pesquisa do D Fraco: Quando a tipagem inicial para Anti-D é negativa as hemácias são incubadas com Anti-D e após incubação e lavagens, adiciona-se o soro de Coombs (AGH). Se ocorrer aglutinação: O paciente possui D Fraco. Importância Clínica ● Doadores: Se apresentarem D Fraco são considerados Rh positivo,pois suas hemácias possuem o antígeno D e podem sensibilizar receptores Rh negativos. ● Receptores: Em muitos protocolos transfusionais, indivíduos com D Fraco podem ser tratados como Rh negativo para reduzir o risco de sensibilização, especialmente em mulheres em idade fértil. Essa conduta pode variar conforme os protocolos e os métodos laboratoriais utilizados. DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO - (Eritroblastose Fetal): É uma doença causada pela incompatibilidade entre o fator Rh da mãe e do bebê. O caso clássico ocorre quando a é mãe Rh negativo e o Bebê Rh positivo. Como ocorre: Na primeira gestação, normalmente não há mistura importante entre o sangue materno e fetal. No parto parte das hemácias do bebê pode entrar na circulação materna. Logo, a mãe entra em contato com o antígeno D e passa a produzir Hematologia anticorpos Anti-D. Geralmente, o primeiro bebê não é afetado. Na Segunda gestação: Se o próximo bebê também for Rh positivo, os anticorpos Anti-D maternos atravessam a placenta, e ligam-se às hemácias fetais, ocasionando uma hemólise, que leva a uma anemia ao feto, abortos, deficiencias e outros. Nos casos graves: ● icterícia intensa; ● hidropisia fetal; ● insuficiência cardíaca fetal; ● óbito. Diagnóstico: ● Na gestante Coombs Indireto → pesquisa anticorpos Anti-D livres no plasma. ● No recém-nascido: Coombs Direto → verifica se as hemácias do bebê já estão revestidas por anticorpos maternos. Prevenção: A prevenção é feita com a administração de imunoglobulina anti-D para gestantes Rh negativas não sensibilizadas. Ela impede que o sistema imunológico da mãe produza anticorpos Anti-D. Costuma ser administrada durante a gestação e novamente após o parto quando o bebê é Rh positivo. RESUMO ● Coombs Direto = anticorpos aderidos às hemácias. ● Coombs Indireto = anticorpos livres no plasma. ● Direto = hemólise em andamento. ● Indireto = pesquisa de anticorpos antes da hemólise. ● D Fraco = baixa expressão do antígeno D. ● Mãe Rh− + bebê Rh+ = risco de eritroblastose fetal. ● Gestante = Coombs Indireto. ● Recém-nascido = Coombs Direto. VHS (Velocidade de Hemossedimentação):é um exame laboratorial que mede a velocidade com que as hemácias sedimentam (descem) em uma coluna de sangue anticoagulado durante um período de 1 hora. É um exame inespecífico, utilizado como marcador de processos inflamatórios, infecciosos e algumas doenças autoimunes. Ele não identifica qual doença o paciente possui, apenas indica que pode existir um processo inflamatório em andamento. Quando o sangue é colocado em um tubo na posição vertical e permanece em repouso, as hemácias começam a sedimentar pela ação da gravidade. A distância percorrida pelas hemácias em 1 hora corresponde ao valor do VHS. A unidade utilizada é: mm/h (milímetros por hora). O exame baseia-se na capacidade das hemácias de sedimentarem em um tubo graduado contendo sangue anticoagulado. Quanto maior a agregação das hemácias, mais rapidamente elas sedimentam. Na rotina laboratorial, o método de referência é o método de Westergren. ● Método de Westergren: É o método mais utilizado para determinação do VHS. Como é realizado? ➔ Coleta-se sangue em tubo com anticoagulante. ➔ O sangue é colocado em um tubo graduado na posição vertical. ➔ Aguarda-se 1 hora. ➔ Mede-se a distância percorrida pelas hemácias. Essa distância corresponde ao valor do VHS. Hematologia As três fases da sedimentação 1ª Fase – Agregação: As hemácias começam a se aproximar e formar pequenos agregados. Essa fase é relativamente lenta. 2ª Fase – Sedimentação: Os agregados tornam-se maiores. É a fase mais rápida da sedimentação. 3ª Fase – Empacotamento: As hemácias se acumulam no fundo do tubo. A velocidade diminui novamente. ↪O que aumenta o VHS? O VHS aumenta principalmente quando existem proteínas inflamatórias no sangue, como o fibrinogênio, que favorecem a formação de agregados de hemácias. Pode estar aumentado em infecções, doenças inflamatórias, doenças reumatológicas, neoplasias, gestação e anemia. ↪O que diminui o VHS? policitemia (aumento do número de hemácias), anemia falciforme, esferocitose e alterações importantes da forma das hemácias. Nessas situações, a sedimentação fica mais difícil. Correlações Clínicas: O VHS pode auxiliar no acompanhamento de diversas doenças. ● Infecções: O VHS geralmente encontra-se elevado. ● Doenças autoimunes: Pode apresentar aumento importante. Exemplos: artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. ● Neoplasias: Alguns tumores podem cursar com VHS elevado. ● Anemias: Em várias anemias, especialmente quando há redução do hematócrito, o VHS pode estar aumentado. Tratamento: O VHS também pode ser utilizado para acompanhar a resposta ao tratamento. Se a inflamação diminuir → O VHS tende a reduzir. OBS: O VHS não é um exame diagnóstico. Ele deve sempre ser interpretado juntamente com outros exames laboratoriais (como PCR, hemograma, entre outros). RESUMO: ● Mede a velocidade de sedimentação das hemácias em 1 hora. ● Método de referência = Westergren. ● Fases = agregação → sedimentação → empacotamento. ● VHS ↑ = inflamação, infecção, doenças autoimunes, neoplasias e algumas anemias. ● VHS ↓ = policitemia e alterações importantes da forma das hemácias. ● Exame inespecífico. Hemograma: O hemograma é um dos exames laboratoriais mais solicitados na prática clínica. Seu objetivo é avaliar quantitativa e qualitativamente as células presentes no sangue, auxiliando no diagnóstico de diversas doenças, como anemias, infecções, inflamações, distúrbios hematológicos e alterações da coagulação. Composição do Hemograma (3 composições): 1. Eritrograma: consiste na análise das células vermelhas, os eritrócitos. São responsáveis de oxigênio. São analisados em: 2. Leucograma: contagem global e específica dos leucócitos. Responsáveis pela defesa. Inclui: 3. Plaquetograma: Avaliação quantitativa e qualidade das plaquetas. Quando elevada indica trombos e quando baixa, indica hemorragias. Inclui: Valores de Referência (Adultos): Série Vermelha Índices Hematimétricos: Leucócitos: 4.000 a 10.000/µL Plaquetas: 150.000 a 400.000/µL O que significa cada alteração: ●Série Vermelha: ●Série Branca: ●Alta de Leucócitos - Leucocitose. ●Plaquetas: Valores Críticos: Existem resultados que exigem atenção imediata. RESUMO: Série Vermelha E Relação Entre Os Índices Hematimétricos Hemácias (Eritrócitos): São as células responsáveis pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono. Sua principal proteína é a Hemoglobina. Alguns fatores contribuem para seu aumento: Alguns fatores contribuem para sua diminuição: ●Quando diminui? Anemia. ●Quando aumenta? policitemia ou desidratação. Hematócrito (Ht): Representa a porcentagem do sangue ocupada pelas hemácias. Representa cerca de o dobro ou triplo da hemoglobina. ●Quando diminui? anemia, hemorragia, hiper-hidratação. ●Quando aumenta? desidratação ou policitemia. Índices Hematimétricos VCM (Volume Corpuscular Médio): O tamanho médio das hemácias. Vê macrocitose e microcitose. Possui uma margem de erro, esconde informações na média. Interpretação: Baixo VCM = Microcitose (Hemácias pequenas). Principais causas: anemia ferropriva, talassemia. Alto VCM = Macrocitose. Principais causas: deficiência de B12 e de ácido fólico. HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): A quantidade média de hemoglobina presente em cada hemácia. Dosada em picogramas. Baixo HCM = Hipocromia, significa que há pouca hemoglobina na hemácia. Alto HCM: Geralmente acompanha macrocitoses. CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média): A concentração de hemoglobina dentro das hemácias. Interpretação: Baixa CHCM: Indica Hipocromia. Alta CHCM: Mais raro. RDW:A variação do tamanho das hemácias, ou seja, ele compara a maior célula damenor Interpretação: RDW aumentado: + 15%, indica anisocitose. Ou seja, Hemácias com tamanhos diferentes. RELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS ➢PASSO 1: Hemoglobina baixa? Se sim, Existe anemia. ➢PASSO 2: Olhe o VCM. ●Se VCM baixo: Indica Anemia microcítica. Associar deficiência de ferro e talassemia. ●VCM normal: Anemia normocítica. Associar a hemorragia aguda, doença crônica, insuficiência renal. ●VCM Alto: Anemia macrocítica. Pense em: deficiência de B12 e deficiência de ácido fólico. ➢PASSO 3: Olhe HCM e CHCM. ➢PASSO 4: Olhe o RDW. RESUMO: Série Branca (Leucograma) Leucócitos Totais - Valor de referência: 4.000 a 10.000/µL. ●Se aumentar: Leucocitose. Pode ocorrer em:infecções, inflamações, leucemias e estresse intenso ↪Leucócitos Relativos × Absolutos: Valor Relativo: É a porcentagem (%) de cada tipo de leucócito. Exemplo: Neutrófilos = 60% Valor Absoluto: É o número real de células por microlitro (µL). Exemplo: Leucócitos totais = 8.000/µL Exemplo: Diferencial Leucocitário: identifica os cinco principais tipos de leucócitos. 1. Neutrófilos: Representam a maior população de leucócitos no sangue. Função: são a primeira linha de defesa contra: Bactérias e fungo. Se diminuídos, indicam Neutropenia. Pode ocorrer em: infecções virais; quimioterapia e depressão medular. 2. Linfócitos: são responsáveis pela imunidade específica. Aparecem em infecções virais. Incluem: 3. Monócitos: são grandes fagócitos. Quando entram nos tecidos, transformam-se em macrófagos. São responsáveis pela resposta a inflamação e apresentadores de antígenos Quando aumentam? Monocitose. Pode ocorrer em infecções crônicas, tuberculose e doenças inflamatórias. 4. Eosinófilos: combatem parasitos e também participam das reações alérgicas. Quando aumentam? Eosinofilia. Principais causas: alergias, parasitoses e asma. 5. Basófilos: liberam histamina e heparina. Participam das reações de hipersensibilidade. Quando aumentam? Basofilia. Pode ocorrer em doenças mieloproliferativas e alergias extensas. RESUMO: Sistema Abo E Fator Rh: O sistema ABO e o sistema Rh são os principais sistemas de grupos sanguíneos utilizados na prática clínica. A determinação correta do grupo sanguíneo é indispensável para transfusões, transplantes e acompanhamento pré-natal, prevenindo reações transfusionais e doença hemolítica do recém-nascido. O grupo sanguíneo é determinado pela presença ou ausência de antígenos na superfície das hemácias. Além disso, existem anticorpos circulando no plasma. Sistema ABO: O sistema ABO é determinado pela presença dos antígenos A e B na superfície das hemácias. Existem quatro grupos sanguíneos: ●Tipo A Possui antígeno A E anticorpo Anti-B. ●Tipo B: Possui antígeno B E anticorpo Anti-A. ●Tipo AB: Possui antígeno A e B e não possui Anti-A nem Anti-B. ●Tipo O: Não possui antígenos A nem B.Possui Anti-A e Anti-B. Compatibilidade Sanguínea Quem pode doar para quem: Sistema Rh: O sistema Rh é determinado principalmente pela presença ou ausência do antígeno D. ●Rh Positivo: possui Antígeno D. Antígeno × Anticorpo Antígeno: Está na hemácia. Anticorpo: Está no plasma. Tipagem Sanguínea: A tipagem sanguínea é realizada para identificar o grupo ABO e o fator Rh do paciente. ●Tipagem Direta: Também chamada de Pesquisa de antígenos. Como é feita? Misturam-se as hemácias do paciente com soros reagentes: ●Tipagem Indireta/ reversa: Também chamada de Pesquisa de anticorpos. Utiliza-se o soro do paciente RESUMO: Coombs, D Fraco E Doença Hemolítica Do Recém-Nascido: Os testes de Coombs são exames imuno-hematológicos utilizados para detectar anticorpos ligados às hemácias ou livres no plasma. São fundamentais na investigação de doenças hemolíticas, reações transfusionais e acompanhamento de gestantes Rh negativas. Teste de Coombs: O teste utiliza o soro antiglobulina humana (AGH), também chamado de Soro de Coombs. Esse reagente detecta anticorpos ou complemento aderidos às hemácias. ● COOMBS DIRETO (TCD): Também chamado de Teste da Antiglobulina Direta (TAD). Detecta anticorpos ou complemento já aderidos às hemácias do paciente, ou seja, verifica se as hemácias estão sendo destruídas pelo próprio sistema imunológico. Utilizado em Anemia hemolítica autoimune, Reação transfusional e Doença hemolítica do recém-nascido. ●COOMBS INDIRETO (TCI): Também chamado de Teste da Antiglobulina Indireta. Detecta anticorpos livres no plasma, antes que eles se liguem às hemácias. Como é realizado? Mistura-se o Soro do paciente e Hemácias teste (com antígenos conhecidos). Após incubação, adiciona-se o soro de Coombs (AGH). Se ocorrer aglutinação: Existem anticorpos circulantes no plasma. Utilizado em Pesquisa de anticorpos irregulares, Prova de compatibilidade (prova cruzada), Avaliação pré-transfusional, Pré-natal de gestantes Rh negativas. ●D FRACO: Algumas pessoas possuem o antígeno D em quantidade muito pequena. Nesses casos, a tipagem Rh pode inicialmente parecer negativa. Por isso realiza-se a pesquisa do D Fraco, um teste complementar para detectar pequenas quantidades do antígeno D. ●Doadores: Se apresentarem D Fraco são considerados Rh positivo, pois suas hemácias possuem o antígeno D e podem sensibilizar receptores Rh negativos. ●Receptores: Em muitos protocolos transfusionais, indivíduos com D Fraco podem ser tratados como Rh negativo para reduzir o risco de sensibilização, especialmente em mulheres em idade fértil. Essa conduta pode variar conforme os protocolos e os métodos laboratoriais utilizados. DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO - (Eritroblastose Fetal): É uma doença causada pela incompatibilidade entre o fator Rh da mãe e do bebê. O caso clássico ocorre quando a é mãe Rh negativo e o Bebê Rh positivo. Como ocorre: Na primeira gestação, normalmente não há mistura importante entre o sangue materno e fetal. No parto parte das hemácias do bebê pode entrar na circulação materna. Logo, a mãe entra em contato com o antígeno D e passa a produzir anticorpos Anti-D. Geralmente, o primeiro bebê não é afetado. Na Segunda gestação: Se o próximo bebê também for Rh positivo, os anticorpos Anti-D maternos atravessam a placenta, e ligam-se às hemácias fetais, ocasionando uma hemólise, que leva a uma anemia ao feto, abortos, deficiencias e outros. Diagnóstico: ●Na gestante Prevenção: A prevenção é feita com a administração de imunoglobulina anti-D para gestantes Rh negativas não sensibilizadas. VHS (Velocidade de Hemossedimentação):é um exame laboratorial que mede a velocidade com que as hemácias sedimentam (descem) em uma coluna de sangue anticoagulado durante um período de 1 hora. É um exame inespecífico, utilizado como marcador de processos inflamatórios, infecciosos e algumas doenças autoimunes. Ele não identifica qual doença o paciente possui, apenas indica que pode existir um processo inflamatório em andamento. Quando o sangue é colocado em um tubo na posição vertical e permanece em repouso, as hemácias começam a sedimentar pela ação da gravidade. A distância percorrida pelas hemácias em 1 hora corresponde ao valor do VHS. A unidade utilizada é: mm/h (milímetros por hora). ●Método de Westergren: É o método mais utilizado para determinação do VHS. Como é realizado? As três fases da sedimentação 1ª Fase – Agregação: As hemácias começam a se aproximar e formar pequenos agregados. Essa fase é relativamente lenta. 2ª Fase – Sedimentação: Os agregados tornam-se maiores. É a fase mais rápida da sedimentação. 3ª Fase – Empacotamento: As hemácias se acumulam no fundo do tubo. A velocidade diminui novamente. ↪O que aumenta o VHS? O VHS aumenta principalmente quando existem proteínas inflamatórias no sangue, como o fibrinogênio, que favorecem a formação de agregados de hemácias. Pode estar aumentado em infecções, doenças inflamatórias, doenças reumatológicas, neoplasias, gestação e anemia. ↪O que diminui o VHS? policitemia(aumento do número de hemácias), anemia falciforme, esferocitose e alterações importantes da forma das hemácias. Nessas situações, a sedimentação fica mais difícil. Correlações Clínicas: O VHS pode auxiliar no acompanhamento de diversas doenças. ●Infecções: O VHS geralmente encontra-se elevado. ●Doenças autoimunes: Pode apresentar aumento importante. Exemplos: artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. ●Neoplasias: Alguns tumores podem cursar com VHS elevado. ●Anemias: Em várias anemias, especialmente quando há redução do hematócrito, o VHS pode estar aumentado. Tratamento: O VHS também pode ser utilizado para acompanhar a resposta ao tratamento. Se a inflamação diminuir → O VHS tende a reduzir. OBS: O VHS não é um exame diagnóstico. Ele deve sempre ser interpretado juntamente com outros exames laboratoriais (como PCR, hemograma, entre outros). RESUMO: