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VIAS AÉREAS INFERIORES Estrutura da traqueia Anéis cartilaginosos incompletos rigidez + flexibilidade Embriologia Músculo liso + conjuntivo controle do calibre sistema respiratório começa a se formar bem Epitélio ciliado com células caliciformes muco cedo na embriogênese e depende da interação + limpeza (proteção) entre endoderma (revestimento interno) e mesoderma (tecidos de suporte). Ele se desenvolve Importância clínica a partir do intestino anterior, que também dá origem A principal alteração é a fístula traqueoesofágica, a partes do sistema digestório. geralmente associada à atresia de esôfago: Incidência: ~1:3.000-4.000 nascidos Um passo crítico é a separação entre vias 85% dos casos atresia esofágica distal + respiratória e digestiva, que permite formar fístula estruturas distintas como: Causa: falha na formação do septo Traqueia traqueoesofágico (até ~12 semanas) Brônquios Pulmões Consequências Os brotos brônquicos surgem e vão se ramificando, Dificuldade de alimentação formando todo sistema respiratório inferior. Risco de aspiração pulmonar Esse processo é clinicamente importante porque Pneumonias recorrentes falhas nele podem causar malformações como: Fístula traqueoesofágica Diagnóstico e tratamento Atresia de esôfago Diagnóstico: exames (ex: contraste no RN) No final da gestação, sistema já está preparado Tratamento: cirúrgico precoce para corrigir a para realizar a troca gasosa fora do útero. comunicação Desenvolvimento da Traqueia Intestino primitivo A traqueia se forma na semana a partir do Arco faringeo Parte cranial laringe Septo divertículo laringotraqueal, uma projeção ventral do intestino anterior que surge do sulco laringotraqueal. Parte futura Tubo A separação entre vias respiratória e digestiva laringotraqueal ocorre pela formação do septo traqueoesofágico, primitivo (intestino anterior) originando: Brotos pulmonares Dorsal esôfago Imagem 1. Diferenciação de trato Ventral tubo laringotraqueal ( laringe, traqueia, brônquios e pulmões) Divertículo laringotraqueal: evaginação ventral do intestino anterior que origina esboço respiratório. Septo traqueoesofágico: estrutura responsável por separar as vias respiratória e digestiva na linha média. Durante desenvolvimento: Endoderma: origem do epitélio e glândulas das vias aéreas. Mesoderma esplâncnico: origem das cartilagens, músculo liso e tecido conjuntivo. A porção caudal se bifurca brotos brônquicos A porção superior se conecta à faringe mantém continuidade das vias aéreas Cartilagem A Origem dos tecidos Lumen traquela Endoderma epitélio respiratório Mesoderma esplâncnico cartilagem, músculo Músculo liso e tecido conjuntivo Cartilagem Ainá R. Dantas Imagem 2. Desenvolvimento daDesenvolvimento dos Brônquios e Pulmões Segmento broncopulmonar: Unidade funcional do pulmão irrigada por um brônquio Começa na semana, com os brotos brônquicos segmentar e por ramos arteriais próprios, cercada por tecido conjuntivo. Mesoderma somático: Responsável pela formação da pleura parietal. primários (evaginações do tubo laringotraqueal), que Mesênquima esplâncnico: Forma a pleura visceral, vasos pulmonares, tecido conjuntivo e musculatura lisa da árvore respiratória. darão origem à árvore respiratória e ao parênquima pulmonar. Ramificação principal direito principal Brônquios principais (D e E) Canal visceral Brônquios lobares (3 à direita, 2 à esquerda) Brônquios segmentares Bronquíolos principal secundários Cavidade principal Bronquíolos respiratórios superior superior Ductos alveolares Imagem 4. Desenvolvimento dos brônquios e do Sacos terminais Alvéolos Esse processo é chamado de ramificação Histologia dicotômica e continua até após nascimento. Aparelho Respiratório Pleuras e cavidade pleural Função: entrada de e eliminação de CO2. Pulmões crescem no canal pericardioperitoneal Divide-se em: Pleura visceral mesoderma esplâncnico Porção condutora conduz, filtra, aquece e Pleura parietal mesoderma somático umidifica ar. Cavidade pleural: de real virtual (com Porção respiratória onde ocorre a crescimento pulmonar) hematose (troca gasosa). Origem dos tecidos Porção Condutora Endoderma epitélio respiratório (até alvéolos) Estruturas: fossas nasais faringe laringe Mesoderma esplâncnico cartilagem, músculo, traqueia brônquios bronquíolos bronquíolos vasos, pleura e parênquima terminais. Funções: Organização anatômica Condução do ar semana: brônquios lobares Filtração (muco + cílios) semana: brônquios segmentares Aquecimento e umidificação Segmentos broncopulmonares: Epitélio típico: ~10 no pulmão direito Pseudoestratificado ciliado com células 8-9 no esquerdo caliciformes Cílios empurram muco Maturação pulmonar Células caliciformes produzem muco semana início da capacidade de troca gasosa Traqueia semana ventilação eficaz Tubo com 16-20 anéis de cartilagem hialina em Isso explica viabilidade de prematuros "C" Mantém via aérea aberta Pós-natal Possui músculo traqueal (ajuda na tosse) Aumento do número de alvéolos Camadas: Afinamento da barreira alvéolo-capilar 1. Epitélio respiratório melhora da oxigenação 2. Lâmina própria (vascular + glândulas) 3. Submucosa (mais glândulas) 4. Cartilagem hialina + pericôndrio Ainá R. Dantas 5. AdventíciaÁrvore brônquica Submucosa Glândula seromucosa Mucosa Traqueia brônquios principais (D e E) brônquios Traqueia lobares segmentares bronquíolos Brônquios Músculo traqueal Cartilagem Ainda possui Epitélio respiratório Corte transversal da traqueia Cartilagem (em placas) Glândulas Músculo liso Presença de BALT (tecido linfático) Bronquíolos Terminais Última parte da condução Sem cartilagem e sem glândulas Imagem 4. Parede de um brônquio mostrando, de cima para epitélio respiratório com células própria com fibras elásticas, uma camada de células musculares lisas e Epitélio cúbico simples Presença de células de Clara (club cells): Detoxificação Anti-inflamatória Regeneração Porção Respiratória Início da troca gasosa: Imagem 5. Bronquiolo terminal em transversal revestido por um epitélio cúbico simples uma camada muscular muito fina (2 camadas de fibras musculares parede não apresenta cartilagem nem Bronquíolos Respiratórios: Misturam condução + troca gasosa. Já têm alvéolos na parede. Ductos alveolares sacos alveolares alvéolos Alvéolos (unidade funcional) Epitélio pavimentoso simples Rodeados por capilares Imagem 6. Micrografia de luz mostrando os ramos mais finos das vias aéreas bronquiolo respiratório ductos alveolares muitos Células: Pneumócito tipo I troca gasosa Pneumócito tipo produz surfactante (evita colapso) Macrófagos defesa Barreira Alveolocapilar Estrutura ultrafina para difusão: Imagem 7. Micrografia de alta ampliação mostrando o aspecto do pulmonar com muitos alvéolos de paredes muito finas, que numerosos capilares pequenos Pneumócito Estrutura de um Alvéolo Membranas basais fundidas Sangue rico em oxigênio Sangue rico em oxigênio Endotélio capilar Capilar Permite troca rápida de gases Fluido com Macrófago surfactante Alvéolo alveolar Célula tipo (Pneumócito tipo II) Célula (Pneumócito Membrana tipo Ainá R. Dantas respiratória Imagem EstruturaRamificação: Brônquios principais lobares segmentares bronquíolos bronquíolos terminais. Até aqui = zona de condução (aquecimento, umidificação, filtração). Zona respiratória: bronquíolos respiratórios Imagem 9. Tecido Pulmonar Os orifícios maiores são vasos sangui- ductos alveolares sacos alveolares alvéolos Todas as pequenas partições são sacos aéreos e (troca gasosa). Conceito: Espaço morto anatômico: ~150 mL (ar que não 0 pulmão possui dupla circulação: Brônquica (nutritiva): irriga e sustenta parênquima até os bronquíolos respiratórios. participa da hematose). Pulmonar (funcional): leva sangue venoso aos alvéolos para oxigenação e devolve oxigenado ao coração. Traqueia A associação entre brônquios e vasos nos cortes histológicos é uma Superior da pista diagnóstica importante para identificar estruturas do trato respiratório da da em Cartilagem Como Cartilagem Ligamento Circulação linfática Ligamentos Anulares Drena líquido e participa da imunidade Esquerdo Não existem nos alvéolos Ramos Superior Ramos do Pleura Lobar Cartilagens Superior Membrana que envolve pulmões Imagem Possui líquido reduz atrito Pulmões e Alvéolos Tipos: Pulmões: ventilação + hematose, revestidos pela Parietal pleura. Visceral Divisão: Direito: 3 lobos Problemas: Esquerdo: 2 lobos Derrame pleural Segmentos broncopulmonares: unidades Pneumotórax independentes (importante cirurgicamente). Alvéolos: Recapitulando milhões área ~70 m² Barreira alvéolo-capilar: muito fina (~0,2-0,6 Traqueia e Árvore Traqueobrônquica Células: Pneumócito tipo troca gasosa (maior área) Traqueia: tubo de ~10-12 cm, com anéis Pneumócito tipo cartilaginosos em "C" (abertos atrás) + músculo produz surfactante traqueal permite passagem do esôfago. regenera epitélio (vira tipo I) Revestida por epitélio respiratório ciliado + Interstício Pulmonar células caliciformes base do clearance mucociliar. "Esqueleto" do pulmão (entre alvéolos). Composição: colágeno + elastina + fibroblastos + Bifurca na carina brônquios principais: matriz extracelular + células imunes. Direito: mais curto, largo e vertical (mais Funções: aspiração de corpo estranho). Sustentação estrutural Esquerdo: mais longo e oblíquo. Elasticidade (ventilação passiva) Ainá R. Dantas Transporte de fluidos Defesa imunológicaClínica: Musculatura Respiratória Doenças intersticiais fibrose complacência + difusão gasosa Inspiração (ativa): Diafragma (principal) volume torácico Intercostais externos elevam costelas Lobos do pulmão Acessórios (forçada): esternocleidomastoideo, Traqueia Brônquio Ápice Ápice escalenos Lobo superior Lobo superior Expiração: Fissura horizontal Carina da traqueia Repouso: passiva (retração elástica) Lobo médio Incisura Forçada: Fissura Fissura obliqua Intercostais internos: Expiração forçada Lobo inferior Lobo inferior Músculos abdominais: Inspiração Segmentos do pulmão Doenças respiratórias trabalho respiratório Segmento apical Lobo fadiga muscular Segmento posterior Segmento superior Segmento anterior Segmento anterior Lobo MUSCULO DIAFRAGMA Segmento superior superior TENDÃO CENTRAL DO Lobo Segmento lateral Segmento médio Segmento medial lingular inferior DIREITA CÚPULA Segmento Segmento EXPIRAÇÃO Lobo Segmento Segmento Lobo INSPIRAÇÃO inferior basal posterior basal posterior inferior Segmento Segmento lateral Pulmão direito Pulmão esquerdo basal lateral DIAFAGMA Imagem 5. Lobos e Segmentos do PARA ABERTURA PARA PILAR DIREITO ABERTURA PARA DO PIL ESQUERDO Vascularização Pulmonar DO em 8. Representação da movimentação do Diafragma durante a inspiração e Circulação pulmonar (funcional): MÚSCULOS INTERCOSTAIS Clavicula VD artéria pulmonar capilares alveolares Músculo peitoral maior (dissecado) Músculo veias pulmonares AE peitoral menor Músculo intercostal Baixa pressão favorece difusão interno Músculo intercostal mais interno Circulação brônquica (nutritiva): Origem: aorta Músculo serratil Nutre brônquios e estruturas pulmonares anterior Músculo intercostal Parte drena para veias pulmonares shunt Músculo intercostal externo interno Músculo intercostal Costelas fisiológico externo Hemoptise: geralmente vem da circulação Imagem 9. Representação dos músculos brônquica (alta pressão) Fluidos Pulmonares Inervação 1. Sistema mucociliar Controle central: tronco encefálico (ritmo (células caliciformes) + cílios automático) Remove partículas e microrganismos Autônomo: Tabagismo: Simpático broncodilatação muco + movimento ciliar infecção e Parassimpático (nervo vago, M3) bronquite crônica broncoconstrição + secreção 2. Surfactante pulmonar Produzido por pneumócito tipo Principal componente: DPPC + proteínas (SP-A, B,C,D) Ainá R. DantasFunção: 2. Geração e regulação do ritmo respiratório tensão superficial evita colapso alveolar Gerado no tronco encefálico (bulbo + ponte) (Lei de Laplace) Ritmo básico é automático trabalho respiratório Dinâmica: Modulação ocorre por: Produzido, reciclado e removido constantemente Quimiorreceptores O2, Mecanorreceptores (estiramento pulmonar) 3. Ventilação colateral Centros superiores (córtex e hipotálamo) Poros de Kohn (entre alvéolos) Canais de Lambert (bronquíolo alvéolo) Fatores que alteram ritmo: Exercício ajudam a manter ventilação mesmo com ventilação obstrução parcial Ansiedade hiperventilação CO2 frequência e profundidade Fisiologia do Contole Respiratório Cerebral 1. Introdução Respiração = fornecimento de O2 + remoção de Centro respiratório Quimiorreceptores do bulbo CO2 Cerebelo Bulbo Receptores do estiramento Medula Processo ativo e regulado (não passivo) do parênquimia espinhal pulmonar Controle envolve: Centros neurais Quimiorreceptores Quimiorreceptores da carótica Quimiorreceptores Artéria Mecanorreceptores carótica Quimiorreceptores Reflexos Artéria da aorta aorta Objetivos principais: Figura 2. Regulação do Ritmo Respiratório Manter oxigenação adequada Remover CO2 Controle Respiratório Regular pH sanguíneo (equilíbrio ácido-base) Objetivos Manter homeostase dos gases Garantir: O2 adequado Remoção de CO2 AR ENTRANDO EXPELIDO NOS PULMÕES DOS PULMÕES VOLUME VOLUME Regular pH sanguíneo (em conjunto com rins) DO TORAX DO AUMENTADO DIMINUIDO COSTELAS COSTELAS E ESTERNO E RETORNAM POSIÇÃO ELEVADOS ORIGINAL Pressões parciais (35-45 mmHg): (hipercapnia) estimula respiração (hipocapnia) inibe respiração CAIXA 60 mmHg estimula respiração via RELAXADO E ARQUEADO quimiorreceptores periféricos CONTRAIDO PARA CIMA INSPIRAÇÃO Mecanismos de controle EXPIRAÇÃO Figura 1. Mecanismo da Respiração Feedback negativo: corrige alterações (ex: CO2 ventilação) Integração neural: equilíbrio entre estímulos excitatórios e inibitórios no tronco encefálico Ainá R. DantasCentro de controle respiratório Controle da Respiração: Automático Local: tronco encefálico (bulbo + ponte) Voluntário Função: gerar e modular ritmo respiratório Automático: Componentes: Principal forma de controle DRG: ritmo básico + inspiração (diafragma) Regulado pelo tronco encefálico VRG: inspiração e expiração forçada Responde a quimiorreceptores e Centro apneústico: estimula inspiração mecanorreceptores Centro pneumotáxico: inibe inspiração Mantém respiração mesmo durante sono ou inconsciência Quimiorreceptores Centrais (bulbo):Detectam do LCR ( Voluntário: CO2 indireto) Controlado pelo córtex cerebral Principal controle da ventilação Permite alterar ritmo (prender, acelerar, Periféricos (carotídeos e aórticos): Detectam aprofundar) (principal), CO2 e pH Limitado controle automático prevalece Importantes na hipoxemia se necessário Mecanorreceptores pulmonares CO2: principal controle da respiração Detectam estiramento pulmonar Função: Importância Inibir inspiração quando pulmão distende CO2 é principal regulador da ventilação demais CO2 estimula respiração Evitar hiperinsuflação CO2 inibe respiração Nervo vago: principal via aferente desses sinais Fundamental para controle do (ácido-base) Valores normais Centro PaCO2: 35-45 mmHg45 hipercapnia Quarto ventrículo pneumotáxico InibeAdaptação fisiológica Fases da Respiração (Controle Neural) sensibilidade ao CO2 1. Inspiração (fase ativa) Controle passa a depender de hipóxia (PaO₂) Ativação de neurônios do DRG e VRG Contração de: Risco na oxigenoterapia Diafragma Muito remove estímulo respiratório Intercostais externos Pode causar depressão respiratória Resultado: expansão torácica + entrada de ar Estiramento pulmonar ativa receptores via Alvo de saturação: 88-92% nervo vago Dispara reflexo de Hering-Breuer Tratamento Broncodilatadores melhoram ventilação 2. Transição (inibição da inspiração) Oxigênio controlado evita retenção de CO2 Reflexo de Hering-Breuer Reabilitação pulmonar melhora mecânica Inibe a inspiração quando pulmão distende ventilatória Função: evitar hiperinsuflação e controlar tempo inspiratório Centro de Controle Respiratório Local: tronco encefálico (bulbo/medula + ponte) 3. Expiração Função: gerar, modular e ajustar ritmo Passiva (normal): respiratório Recolhimento elástico pulmonar Integra informações de: Sem contração muscular ativa Quimiorreceptores CO2, Mecanorreceptores pulmonares Modulada (controle fino): Objetivo: manter homeostase dos gases e do pH Leve atividade neural resistência à saída de ar Componentes principais Função: 1. Grupo Respiratório Dorsal (DRG) Prolongar expiração Local: região dorsal da medula (núcleo do trato Melhorar eliminação de CO2 solitário) Recebe aferências dos nervos: Quimiorreceptores (controle químico da IX (glossofaríngeo) respiração) X (vago) Células que detectam alterações de: Função: CO2 Gera ritmo respiratório básico Controla principalmente a inspiração pH (diafragma) Ajustam a ventilação conforme necessidade 2. Grupo Respiratório Ventral (VRG) Quimiorreceptores Centrais Local: região ventrolateral do bulbo Local: bulbo (superfície ventrolateral) Possui neurônios: Detectam: do LCR (indiretamente CO2) Inspiratórios Mecanismo: Expiratórios CO2 atravessa a barreira hematoencefálica Função: Forma H+ no LCR pH Atua na respiração forçada pH estimula ventilação Controla músculos acessórios: Principal controle da respiração Intercostais internos Não detectam diretamente Músculos abdominais Ainá R. DantasQuimiorreceptores Periféricos Reflexo do Espirro Local: 1. Receptores Envolvidos: Receptores sensoriais de Corpos carotídeos irritação nas vias aéreas superiores, Corpos aórticos especialmente na mucosa nasal. Detectam: 2. Estímulo: Partículas irritantes, como poeira ou (principal estímulo) substâncias químicas, entrando CO2 nas narinas. pH 3. Resposta: Expulsão rápida e forçada de ar Inervação: através do nariz e da boca, ajudando Carotídeo nervo IX (glossofaríngeo) a limpar irritantes. Aórtico nervo X (vago) 4. Importância: Mecanismo de defesa para limpar Função principal as vias aéreas superiores. Detectar hipoxemia ( Aumentar frequência e profundidade da Reflexo de Fungar/Aspirar respiração 1. Receptores Envolvidos: Receptores de irritação São únicos sensores diretos de nas narinas. 2. Estímulo: Estímulo tátil ou irritante nas narinas. Mecanorreceptores pulmonares 3. Resposta: Inspiração súbita e rápida através das Células sensoriais especializadas que detectam narinas. mudanças mecânicas ou deformações, como 4. Importância: Ajuda a identificar odores e limpar estiramento ou pressão. irritantes menores das narinas. Reflexo Inspiratório de Hering-Breuer Receptores Sensoriais Irritação 1. Receptores Envolvidos: Receptores de 1. Localização: Em todo epitélio das vias aéreas. estiramento pulmonar. 2. Estímulo: Presença de irritantes, como fumaça ou 2. Estímulo: Estiramento excessivo dos pulmões produtos químicos nocivos. durante a inspiração profunda. 3. Resposta: Induzem reflexos como tosse, espirro 3. Resposta: Inibição da inspiração, promovendo ou aumento da produção de muco. início da expiração. Esse reflexo 4. Importância: Proteção das vias aéreas contra ajuda a prevenir a superinflação dos pulmões. irritantes e partículas nocivas. 4. Importância: Principalmente significativo em recém-nascidos e durante respiração Receptores de Estiramento Pulmonar de profunda ou rápida. Adaptação Lenta (RSL) Reflexo do Mergulho 1. Localização: Nas paredes dos brônquios e 1. Receptores Envolvidos: Receptores nas narinas e bronquíolos. na face, especialmente ao 2. Estímulo: Estiramento prolongado dos pulmões, redor da área dos olhos. como ocorre durante a inflação 2. Estímulo: Imersão da face em água fria. pulmonar. 3. Resposta: Bradicardia (diminuição da frequência 3. Resposta: Ajuste da taxa e profundidade da cardíaca), vasoconstrição respiração, permitindo a adaptação periférica e preferência metabólica para cérebro a mudanças no volume pulmonar. e coração. Também pode 4. Importância: Participa na regulação da causar apneia ou redução da frequência respiração durante atividades como respiratória. exercício e canto. 4. Importância: Uma adaptação evolutiva para conservar oxigênio durante mergulho. Ainá R. DantasReceptores Somáticos Propriedades Mecânicas dos Pulmões + Caixa torácica 1. Localização: Nos músculos, articulações e tecidos conjuntivos do tórax e abdômen. A mecânica respiratória estuda como pulmões e 2. Estímulo: Movimentos do tórax e abdômen, caixa torácica permitem a entrada e saída de ar. estiramento ou contração. Divide-se em: 3. Resposta: Modulação da respiração em resposta ao movimento e postura do Mecânica estática: Volumes pulmonares, corpo. complacência e elastância 4. Importância: Coordenação da respiração com Mecânica dinâmica: fluxo de ar e resistência outros movimentos corporais e posturas. A) Volumes Pulmonares Anormalidades do Ritmo Respiratório Principais volumes e capacidades: Padrões respiratórios irregulares indicam alterações clínicas (principalmente neurológicas CPT (Capacidade Pulmonar Total): volume ou metabólicas) máximo do pulmão 1. Cheyne-Stokes CV (Capacidade Vital): ar mobilizado entre Padrão: cresce decresce apneia repete inspiração e expiração forçadas Característica: ciclo regular VR (Volume Residual): ar que permanece Causas: após expiração máxima (evita colapso) Insuficiência cardíaca VC (Volume Corrente): respiração normal Lesões do SNC VIR (Volume Inspiratório de Reserva): ar Indica instabilidade no controle respiratório extra inspirado VER (Volume Expiratório de Reserva): 2. Respiração de Biot extra expirado Padrão: irregular + apneias imprevisíveis CRF (Capacidade Residual Funcional): ar Sem ritmo definido que permanece após expiração normal (VER + Causa: VR) Lesão grave do SNC (especialmente bulbo) Sinal de lesão neurológica grave B) Pulmão e Caixa Torácica 3. Respiração de Kussmaul Pulmão é elástico e passivo, depende da caixa Padrão: profunda, rápida e regular torácica Causa: Inspiração: contração do diafragma acidose metabólica (ex: cetoacidose pressão negativa entrada de ar diabética) Expiração: geralmente passiva (recoil elástico) Função: eliminar CO2 para compensar pH Alterações: 1. Fraqueza muscular CRF 2. Obstrução (ex: DPOC) aprisionamento de ar Taquipnéia CRF Ritmo de Cantani Complacência Pulmonar Dispnéia Suspirosa Ritmo de Kussmaul Capacidade do pulmão de se expandir. Alta complacência: Ritmo de Biot Ritmo de Cheyne-Stokes * Pulmão distende fácil Figura 5. Ritmos respiratórios * Ex: DPOC Ainá R. Dantas * Problema: dificuldade de expirarBaixa complacência: F.1) Resistência * Pulmão rígido * Ex: fibrose, COVID-19 Dificuldade à passagem de ar. * Problema: dificuldade de inspirar Depende principalmente do diâmetro das vias D) Elastância Pulmonar aéreas Lei de Poiseuille: resistência raio⁴ Capacidade de retornar ao estado original (oposto da complacência). Causas de aumento: * Alta elastância: pulmão rígido (fibrose) * Broncoespasmo Baixa elastância: pulmão flácido (DPOC) * Inflamação E) Pressões Pulmonares (Inspiração e Expiração) F.2) Reguladores da Resistência Principais pressões: Parassimpático (acetilcolina) broncoconstrição Pressão alveolar: dentro dos alvéolos Simpático broncodilatação Pressão pleural: na cavidade pleural Pressão transpulmonar: diferença entre as duas Outros fatores: (mantém pulmão expandido) Histamina, prostaglandinas resistência Dinâmica: Irritantes (fumaça, poeira) broncoconstrição Inspiração: G) Espirometria * Pressão pleural (mais negativa) * Pressão alveolar Exame que avalia função pulmonar. ar entra Expiração: Principais parâmetros: * Pressão alveolar ar sai CVF: volume total expirado forçadamente Surfactante: evita colapso alveolar VEF1: volume expirado no 1° segundo Índice de Tiffeneau F) Fluxo Gasoso * Normal ≈ 72% * indica obstrução Tipos: Outros: Laminar: fluxo suave * Peak Flow: fluxo máximo Turbulento: irregular (mais resistência) FEF 25-75%: fluxo médio (vias médias/periféricas) Determinantes: H) Doenças Restritivas e Obstrutivas Restritivas pressão fluxo expansão pulmonar diâmetro fluxo Causas: fibrose, doenças neuromusculares, viscosidade fluxo deformidades comprimento fluxo Espirometria: * CVF * VEF1 (proporcional) Ainá R. Dantas Índice normalObstrutivas Fatores externos e influência respiratória resistência ao fluxo 1) Altitude elevada Dificuldade na expiração Pressão atmosférica pressão parcial de Espirometria: * VEF1 > CVF Resultado: hipóxia * Índice Respostas do corpo: frequência respiratória (hiperventilação) G.1) DPOC frequência cardíaca A longo prazo: produção de hemácias Doença obstrutiva crônica (tabagismo principal Riscos: mal agudo da montanha, edema causa). pulmonar de altitude Componentes: 2) Mergulho Pressão externa compressão dos gases () Enfisema: Efeitos: * Destruição alveolar volume pulmonar durante a descida * complacência densidade do ar respiração mais difícil * elastância absorção de gases (principalmente N2) * Aprisionamento de ar Na subida: Bronquite crônica: Expansão do ar risco de barotrauma * Inflamação + muco pulmonar * resistência Formação de bolhas doença descompressiva Achados: 3) Poluição e irritantes * Hiperinsuflação Partículas e gases inflamação das vias VEF1 aéreas índice de Tiffeneau Efeitos: Broncoconstrição Tratamento: Aumento de secreção * Broncodilatadores Redução da troca gasosa * Corticoides Relação com: asma, DPOC, exacerbações * Oxigênio respiratórias G.2) Asma 4) Temperatura Ar frio/seco irritação brônquica Doença obstrutiva reversível Pode causar: Broncoespasmo Causa: broncoespasmo + inflamação Tosse Redução da eficiência da ventilação Características: * Episódica 5) Ambientes com baixa ou alta [O2] * Desencadeada por alérgenos, irritantes Baixo O2 (ambientes confinados): hipóxia perda de consciência Diagnóstico: Alto (hiperóxia, ex: oxigenoterapia *Melhora com broncodilatador (prova positiva) excessiva): Estresse oxidativo Tratamento: Lesão pulmonar (em casos prolongados) * Ainá R. Dantas * Corticoides