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RELIGIÃO SEM DEUS - CRÍTICA AO ATEÍSMO MODERNO, À LAICIDADE LIBERAL E À ESPIRITUALIDADE SECULARIZADA

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RELIGIÃO SEM DEUS: CRÍTICA AO ATEÍSMO MODERNO, À LAICIDADE 
LIBERAL E À ESPIRITUALIDADE SECULARIZADA 
 
Thomáz Matheus Aragão Fonseca 
Graduando em Filosofia Licenciatura 
UEMA 
 
RESUMO: O presente artigo analisa criticamente o pensamento contemporâneo que 
defende a possibilidade de uma vida moral, política e espiritual construída sem referência 
a Deus, ao Transcendente ou a qualquer ordem sobrenatural. A hipótese central é que o 
ateísmo moderno, a laicidade liberal e a espiritualidade secularizada realizam uma 
operação filosófica comum: retiram Deus como fundamento, mas procuram conservar 
valores historicamente vinculados à religião, como dignidade, liberdade, ética, sentido e 
espiritualidade. Para isso, o texto examina o neoateísmo cientificista, a religião sem Deus 
em Ronald Dworkin, a razão pública em John Rawls e a espiritualidade sem religião em 
Sam Harris. Defende-se que o pensamento “sem Deus” não elimina o problema do 
fundamento, apenas o desloca para instâncias imanentes, como a ciência, o Estado, a 
razão pública, a técnica, a mente e a subjetividade. Conclui-se que tal deslocamento pode 
gerar riscos filosóficos, como cientificismo, positivismo jurídico, tecnocracia, relativismo 
moral e absolutização do próprio homem. 
 
Palavras-chave: Ateísmo moderno. Laicidade liberal. Espiritualidade secularizada. 
Direito Natural. Antropocentrismo. 
 
1- Introdução 
A reflexão filosófica sobre religião não se limita à oposição entre crença e 
descrença em Deus. A questão mais decisiva está na tentativa moderna de conservar 
valores como dignidade, liberdade, ética, sentido e espiritualidade depois de romper com 
o fundamento transcendente que historicamente os sustentava. O pensamento “sem 
Deus”, portanto, não aparece apenas como negação da existência divina, mas como 
tentativa de reorganizar a vida humana, a sociedade, o direito, a política e a interioridade. 
Essa transformação manifesta-se em três eixos principais: o ateísmo moderno, a 
laicidade liberal e a espiritualidade secularizada. No primeiro, Xavier e Cardoso indicam 
que o ateísmo recente se organiza em torno de “um novo ateísmo” divulgado por 
militantes ligados à filosofia e à ciência (Xavier; Cardoso, 2020, p. 32). No segundo, 
Dworkin redefine a liberdade religiosa como liberdade de consciência, compreendida 
como “independência ética” (Neto; Remedio, 2020, p. 253), deslocando a religião de seu 
núcleo tradicional: Deus, culto, revelação e sagrado. No terceiro, Harris defende ser 
possível “separar a espiritualidade da religião” (Harris, 2015, p. 9), transferindo a 
experiência espiritual para o campo da mente e da consciência. 
Embora diferentes, esses três movimentos convergem em uma mesma operação 
filosófica: retiram Deus ou o Transcendente do lugar de fundamento, mas procuram 
conservar efeitos normativos e existenciais historicamente associados à religião. O 
ateísmo moderno tende a substituir Deus pela ciência; a laicidade liberal traduz a religião 
em consciência ética ou razão pública; e a espiritualidade secularizada reduz o sagrado à 
experiência interior. Assim, o problema não está apenas em saber se o homem pode viver 
sem Deus, mas em compreender o que passa a fundamentar a ética, a liberdade, o direito 
e a espiritualidade quando toda referência transcendente é removida. Nesse horizonte, a 
crítica desenvolvida confronta o pensamento contemporâneo “sem Deus” com a tradição 
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do Direito Natural e com os riscos do cientificismo, do positivismo jurídico, da 
tecnocracia, do reducionismo antropológico e da tirania. A hipótese que orienta a análise 
é que a eliminação do Transcendente não elimina o problema do fundamento; apenas 
desloca esse fundamento para instâncias imanentes, como a ciência, o Estado, a técnica, 
a razão pública, a mente ou a subjetividade. 
2- Desenvolvimento 
2.1- Ateísmo moderno, cientificismo e secularização 
O ateísmo moderno não deve ser compreendido apenas como negação da 
existência de Deus. Em sua forma neoateísta, ele aparece como projeto cultural de 
secularização da vida humana. Uma descrença individual poderia permanecer no âmbito 
privado; o neoateísmo, porém, assume caráter público, militante e culturalmente 
expansivo. Essa leitura é fortalecida por Xavier e Cardoso quando afirmam que os 
representantes do neoateísmo combatem a religião “enfatizando a evidência científica” 
contra a fé na divindade (Xavier; Cardoso, 2020, p. 32). Nesse sentido, o ateísmo moderno 
tende a considerar a religião como obstáculo ao progresso racional, à liberdade política e 
à maturidade humana. Quando a negação de Deus deixa de ser apenas uma posição 
metafísica e passa a funcionar como princípio ordenador da sociedade, ela deixa de ser 
neutra. O ateísmo torna-se uma cosmovisão, isto é, uma interpretação total da realidade 
que define quais formas de conhecimento e autoridade devem ser consideradas legítimas. 
Por isso, quando Xavier e Cardoso associam o neoateísmo ao “afastamento da religião e 
da crença em Deus” (Xavier; Cardoso, 2020, p. 32), percebe-se que a questão não é apenas 
descrer, mas substituir a religião por uma visão materialista e secular. 
Xavier e Cardoso relacionam o fortalecimento do ateísmo moderno ao Iluminismo 
e à valorização da ciência como critério privilegiado de verdade. Essa ligação é 
importante porque os autores situam o ateísmo moderno no processo histórico em que a 
ciência passa a enfraquecer a autoridade religiosa (Xavier; Cardoso, 2020, p. 34). O 
problema filosófico surge quando a ciência deixa de ser método de investigação dos 
fenômenos naturais e passa a ser tomada como explicação total da realidade. Nesse ponto, 
a ciência transforma-se em cientificismo. 
A crítica aqui proposta não nega a importância da ciência. O que se questiona é 
sua absolutização. A ciência pode explicar processos naturais, biológicos ou 
cosmológicos, mas disso não se segue que ela possa responder plenamente à pergunta 
pelo sentido da existência, pelo fundamento último do ser ou pela validade objetiva da 
moral. Ao transformar a explicação científica em substituto da metafísica, o neoateísmo 
não supera a religião de modo puramente racional; apenas substitui uma confiança 
transcendente por uma confiança imanente na ciência. Richard Dawkins aparece como 
figura representativa desse neoateísmo cientificista. Sua crítica à religião inicia-se da 
valorização da explicação científica e da recusa de fundamentos metafísicos. Nesse ponto, 
Xavier e Cardoso ajudam a sustentar a crítica ao mostrarem que Dawkins opõe ciência e 
religião, tratando as dúvidas humanas como questões que deveriam ser respondidas por 
explicações científicas, e não por suposições metafísicas (Xavier; Cardoso, 2020, p. 39). 
O problema não está em utilizar a ciência como fundamento racional em contraposição à 
religião, mas em transformá-la em fundamento absoluto da verdade. Nesse caso, o 
pensamento ateísta deixa de combater dogmas e passa a produzir outro tipo de 
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dogmatismo: o dogmatismo da razão científica absolutizada. Assim, a promessa moderna 
de libertação pela secularização precisa ser examinada criticamente. Se a religião pode 
ser usada como instrumento de dominação, também a razão secular, a técnica, o Estado e 
a ciência podem ocupar o lugar de autoridade incontestável. A eliminação de Deus não 
elimina o problema do absoluto; apenas desloca o absoluto para outra instância. 
2.2- Religião sem Deus, laicidade liberal e liberdade religiosa 
A secularização contemporânea não atua apenas por meio da negação explícita de 
Deus. Ela também aparece na redefinição da religião dentro dos limites do Estado liberal. 
Se o neoateísmo combate a religião em nome da ciência, a laicidade liberal a traduz para 
categorias como consciência, autonomia, igualdade, razoabilidade e razão pública. 
Em Ronald Dworkin, a liberdade religiosa é compreendida como parte de um 
direito mais amplo de liberdadede consciência. Batista Neto e Remedio reconhecem o 
caráter abrangente dessa proposta, pois ela inclui ateus e agnósticos no campo da proteção 
da liberdade religiosa (Neto; Remedio, 2020, p. 252-253). Essa formulação possui 
aspecto positivo, pois amplia a proteção jurídica para além das religiões tradicionais. 
Contudo, seu custo filosófico está em deslocar a religião de sua referência tradicional a 
Deus, ao culto, à revelação e ao sagrado. Dworkin propõe a ideia de uma “religião sem 
Deus”, na qual o elemento central não é a crença em uma divindade, mas uma atitude 
diante de valores objetivos, como o valor da vida e da natureza. Essa redefinição aparece 
quando Batista Neto e Remedio explicam que Dworkin constrói a noção de “ateísmo 
religioso” e desvincula religião de divindades ou entidades metafísicas (Neto; Remedio, 
2020, p. 256). Com isso, ele conserva a linguagem da dignidade, da moralidade e do valor, 
mas dispensa o fundamento transcendente que historicamente sustentava tais categorias. 
Essa operação gera uma tensão: Dworkin pretende afirmar valores objetivos sem recorrer 
a Deus. A tensão aparece porque, segundo Batista Neto e Remedio, para Dworkin, “não 
sendo relevante” a existência de Deus, ateus e teístas podem compartilhar uma mesma 
atitude religiosa (Neto; Remedio, 2020, p. 258). O problema é saber se tais valores 
mantêm força normativa quando desligados de uma ordem superior. Se dignidade, 
liberdade e ética passam a depender apenas da consciência individual ou da estrutura 
jurídica do Estado, corre-se o risco de submetê-las à interpretação humana, política ou 
institucional. 
A própria leitura de Batista Neto e Remedio oferece uma contraposição útil. 
Embora reconheçam o mérito inclusivo da proposta dworkiniana, os autores concluem 
que ela é “insuficiente para a devida proteção” das expressões religiosas em uma 
democracia (Neto; Remedio, 2020, p. 252). Essa observação fortalece a crítica aqui 
defendida: uma noção muito ampla de religião pode proteger a consciência individual, 
mas também pode enfraquecer a especificidade pública, ritual e transcendente da religião. 
A contraposição com John Rawls aprofunda esse problema. Rawls pensa a ordem política 
a partir da razão pública, buscando garantir convivência entre cidadãos que possuem 
doutrinas religiosas e morais distintas. Batista Neto e Remedio indicam que a teoria de 
Rawls opera por meio de princípios de justiça e de uma construção política liberal (Neto; 
Remedio, 2020, p. 275). O objetivo é evitar que uma religião particular se imponha sobre 
todos. Contudo, a religião só pode participar plenamente do espaço público quando 
traduzida em linguagem aceitável pelo liberalismo político. Desse modo, a religião 
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permanece tolerada, mas condicionada. Ela pode motivar indivíduos e comunidades, mas 
sua pretensão de verdade precisa ser adaptada aos critérios da razão pública. A 
neutralidade liberal, portanto, não é totalmente neutra: ela define previamente a forma 
legítima de presença da religião na vida pública. 
2.3- Espiritualidade secularizada em Sam Harris: consciência sem transcendência 
A terceira expressão do pensamento “sem Deus” aparece na proposta de Sam 
Harris de uma espiritualidade sem religião. Harris não pretende simplesmente eliminar a 
espiritualidade; ele procura separá-la da religião. Essa separação é decisiva porque Harris 
afirma que “separar a espiritualidade da religião” é algo razoável (Harris, 2015, p. 9). Sua 
proposta conserva experiências como contemplação, atenção plena, compaixão e 
autotranscendência, mas sem Deus, sem alma, sem revelação, sem dogma e sem 
sobrenatural. A crítica central está no fato de que Harris preserva a linguagem da 
espiritualidade, mas altera seu fundamento. Aquilo que a tradição religiosa compreendia 
como abertura ao Transcendente passa a ser explicado como estado psicológico, prática 
contemplativa ou experiência subjetiva. Essa leitura se confirma quando Harris afirma 
que examina práticas espirituais dentro da compreensão moderna da mente humana 
(Harris, 2015, p. 10). Assim, a espiritualidade deixa de ser relação com Deus ou com o 
sagrado e passa a funcionar como técnica de consciência e autoconhecimento. 
Esse deslocamento revela uma redução antropocêntrica da espiritualidade. Se tudo 
se passa no campo da mente, então sentido, sofrimento, compaixão e transcendência 
passam a ser compreendidos a partir da experiência humana. A centralidade da mente 
aparece de modo direto na afirmação de Harris: “A mente é tudo o que temos” (Harris, 
2015, p. 7). A transcendência não desaparece totalmente, mas é interiorizada: deixa de 
apontar para Deus e passa a indicar transformação da consciência do sujeito. 
Além disso, Harris submete a experiência espiritual ao critério da experiência 
verificável e da investigação científica. Isso aparece quando ele recusa que sua proposta 
dependa de fé e aproxima meditação, atenção, emoção, cognição e dor do campo da 
psicologia e da neurociência (Harris, 2015, p. 11-12). Nesse quadro, a espiritualidade 
deixa de depender de revelação, culto ou transcendência, passando a ser interpretada por 
seus efeitos psicológicos e subjetivos. Portanto, a espiritualidade secularizada de Harris 
não representa uma superação neutra da religião. Ela conserva elementos importantes da 
vida interior, mas os separa da transcendência que lhes dava sentido religioso. Com isso, 
a espiritualidade deixa de ser abertura ao sagrado e torna-se técnica de consciência, 
confirmando a hipótese geral do artigo: o pensamento “sem Deus” não elimina a busca 
por sentido, apenas desloca seu fundamento para o próprio homem. 
2.4- Antropocentrismo, Direito Natural e Direito Positivo 
A análise do ateísmo moderno, da laicidade liberal e da espiritualidade 
secularizada mostra que esses fenômenos não são isolados. Todos realizam a mesma 
operação filosófica: retiram Deus ou o Transcendente do lugar de fundamento e procuram 
conservar, em linguagem secular, valores herdados da religião. Essa operação é 
antropocêntrica porque desloca para o homem aquilo que antes era atribuído a uma ordem 
superior. No ateísmo moderno, a ciência ocupa o lugar de autoridade fundamental. Em 
Dworkin, a independência ética substitui Deus como fundamento da religião e dos 
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valores. Em Rawls, a razão pública substitui a autoridade transcendente na organização 
política. Em Harris, a mente explica aquilo que a tradição religiosa vinculava ao sagrado. 
A força dessa comparação está no fato de que as três fontes apontam para o mesmo 
deslocamento: Xavier e Cardoso mostram o avanço do ateísmo em direção ao 
secularismo; Batista Neto e Remedio mostram a religião sendo redefinida como 
independência ética; e Harris interpreta a espiritualidade a partir da mente. O ponto 
comum é que o homem passa a ocupar o centro da realidade moral, política e espiritual. 
O que antes era compreendido como ordem, revelação, transcendência ou lei superior 
passa a ser produzido ou validado pela consciência humana, pela ciência, pelo Estado, 
pela técnica ou pelo consenso político. 
É nesse ponto que a distinção entre Direito Natural e Direito Positivo se torna 
decisiva. Na tradição do Direito Natural, a ordem jurídica e moral não depende 
exclusivamente da vontade humana, pois participa de uma ordem superior capaz de 
limitar o Estado, a maioria e o arbítrio político. O justo, nesse horizonte, não se reduz 
simplesmente ao que é decidido por uma autoridade ou por um consenso histórico. Já no 
horizonte secular moderno, sobretudo quando Deus e o Transcendente são retirados do 
fundamento, cresce a tendência de compreender o direito e a moral como construções 
humanas. O risco é que o Direito Positivo, isto é, o direito produzido historicamente pelo 
Estado, passe a ocupar sozinho o lugar de critério último de validade. Nesse caso, valores 
como dignidade, liberdade, ética e espiritualidade podem tornar-sedependentes das 
mesmas instâncias que deveriam ser limitadas por eles. 
Dessa forma, a crítica ao pensamento “sem Deus” não consiste apenas em 
defender a religião contra o ateísmo. O problema é mais profundo: quando não há 
referência superior ao próprio homem, o Estado, a ciência, a técnica, a maioria ou a 
subjetividade podem passar a definir o que é verdadeiro, justo e legítimo. A dignidade 
pode tornar-se categoria jurídica variável; a liberdade pode depender da interpretação 
estatal; a ética pode ser reduzida a subjetividade vazia; e a espiritualidade pode tornar-se 
técnica psicológica de bem-estar. Assim, o pensamento “sem Deus” não elimina o 
problema do fundamento. Ele apenas substitui o fundamento transcendente por 
fundamentos imanentes. A pergunta decisiva é se esses fundamentos são suficientes para 
impedir a absolutização da ciência, do Estado, da técnica, do direito positivo ou da 
subjetividade. 
Conclusão 
Conclui-se que ateísmo moderno, laicidade liberal e espiritualidade secularizada 
conservam valores como dignidade, liberdade, ética e sentido, mas deslocam seu 
fundamento de Deus ou do Transcendente para instâncias humanas. Esse deslocamento 
aparece na ciência absolutizada, na religião reduzida à consciência ética e na 
espiritualidade convertida em experiência mental. Assim, o problema do fundamento não 
desaparece: apenas passa para o Estado, a técnica, a subjetividade ou o direito positivo. 
 
REFERÊNCIAS 
BATISTA NETO, Dilson Cavalcanti; REMEDIO, José Antonio. Religião sem Deus: 
liberdade religiosa em Ronald Dworkin. Revista Brasileira de Estudos Políticos, Belo 
Horizonte, n. 121, p. 251-288, jul./dez. 2020. 
HARRIS, Sam. Despertar: um guia para a espiritualidade sem religião. Tradução de 
Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. 
XAVIER, Érico Tadeu; CARDOSO, Marcelo Ferreira. Ateísmo moderno: considerações 
sobre o crescimento do pensamento ateísta na sociedade atual. Revista Kerygma, 
Engenheiro Coelho, v. 15, n. 2, p. 32-49, 2020.

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