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Jurisprudência 5 
Acórdão 
Classe: - Recurso Criminal em Sentido Estrito 
Processo: 5012832-81.2022.4.04.7009 UF: PR 
Data da Decisão: 29/03/2023 Orgão Julgador: OITAVA TURMA 
Inteiro Teor: Visualização do Inteiro Teor Citação: Visualização da Citação 
Relator MARCELO MALUCELLI 
Decisão Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 8ª 
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu, por unanimidade, negar provimento 
ao recurso em sentido estrito, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que ficam 
fazendo parte integrante do presente julgado. 
Ementa RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. DESCAMINHO. CONTRABANDO. ASSOCIAÇÃO 
CRIMINOSA. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. ART. 89 DA LEI Nº 9.099/1995. 
INAPLICABILIDADE. SOMA DAS PENAS SUPERIOR A QUATRO ANOS. SÚMULA 243 DO STJ. 
1. Inaplicável o benefício previsto no art. 89 da Lei 9.099/1995 quando verificada a reincidência 
do agente, por configurar hipótese prevista no art. 77, I, do Código Penal. 
2. A Súmula 243 do STJ estabelece que o benefício da suspensão do processo não é aplicável 
com relação aos crimes praticados em concurso material, concurso formal ou continuidade 
delitiva, quando a pena mínima cominada, pelo somatório, ultrapassar o limite de 1 ano. 
Entendimento: A defesa tentou fazer um pedido de suspensão condicional do processo com 
base no artigo 89 da lei 9099/1995, no entanto ela e totalmente inaplicável devido ao tempo 
de pena. Tendo em vista à súmula 243 do STJ que diz que o benefício da suspensão do 
Processo não é aplicável aos crimes em concurso material, formal ou continuidade delitiva, 
quando a pena Mínima pelo somatória for acima de 1 ano, que também é inaplicável o 
benefício do ART 89 quando verificada a reincidência do agente. 
 
 
Jurisprudência 4 
Acórdão 
Classe: - Recurso Criminal em Sentido Estrito 
Processo: 5020411-04.2022.4.04.7002 UF: PR 
Data da Decisão: 29/03/2023 Orgão Julgador: OITAVA TURMA 
Inteiro Teor: Visualização do Inteiro Teor Citação: Visualização da Citação 
Relator MARCELO MALUCELLI 
Decisão Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 8ª 
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu, por unanimidade, dar provimento ao 
Recurso Criminal em Sentido Estrito, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que 
ficam fazendo parte integrante do presente julgado. 
Ementa RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. DESCAMINHO. ART. 334, CP. REJEIÇÃO DA 
DENÚNCIA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. HABITUALIDADE DELITIVA. 
Inaplicável o Princípio da Insignificância ao crime de descaminho quando verificada a 
habitualidade delitiva – constatada pela existência de diversos procedimentos administrativos 
-, ainda que o valor dos tributos sonegados não seja substancial, impondo-se o recebimento da 
denúncia. 
Entendimento: Conforme ementa acima, a defesa tentou entrar com princípio da 
insignificância para que fosse feita a rejeição da denúncia, no entanto o Tribunal declarou ser 
inaplicável, tendo em vista que havia habitualidade delitiva. 
Jurisprudência 3 - TRF4 
Decisão Monocrática 
Classe: AC – APELAÇÃO CIVEL 
Processo: 5059511-74.2019.4.04.7000 UF: PR 
Data da Decisão: 30/03/2023 Orgão Julgador: DÉCIMA PRIMEIRA TURMA 
Inteiro Teor: Visualização do Inteiro Teor Citação: Visualização da Citação 
Relator MARCOS ROBERTO ARAUJO DOS SANTOS 
Decisão Discute-se o reconhecimento da atividade de vigilante como especial. 
Cumpre observar que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, na sessão de 15/04/2022, 
reconheceu a repercussão geral da matéria, discutida no bojo do RE 1368225 (Tema 1.209), 
determinando a suspensão de todos os processos em trâmite no território nacional que tratem 
dessa matéria, independentemente do estado em que se encontram: 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. CONSTITUCIONAL E 
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. 
ESPECIALIDADE DA ATIVIDADE DE VIGILANTE. PERICULOSIDADE. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO 
201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA CONSTITUCIONAL 103/2019 (REFORMA DA 
PREVIDÊNCIA). MULTIPLICIDADE DE RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. PAPEL UNIFORMIZADOR 
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONCESSÃO 
DE EFEITO SUSPENSIVO A TODOS OS PROCESSOS, INDIVIDUAIS OU COLETIVOS, EM QUALQUER 
FASE E EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL, QUE VERSEM SOBRE O TEMA. MANIFESTAÇÃO 
PELA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.(RE 1368225 RG, Relator(a): MINISTRO 
PRESIDENTE, Tribunal Pleno, julgado em 14/04/2022, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-078 DIVULG 
25-04-2022 PUBLIC 26-04-2022) 
Assim, com fulcro no art. 1037, II, do CPC, determino o sobrestamento do feito até que haja 
decisão do STF no Tema 1.209. 
Entendimento: Conforme ementa acima, esta Jurisprudência suspende todos os processos que 
querem enquadrar o vigilante como categoria especial. O STF determinou que sejam 
suspensos todos os processos que tinham entraram nesse caso devido à reforma da 
previdência referente a emenda 103/2019, até que haja decisão com trânsito em julgado. 
 
Jurisprudência 2 
Núm.:70085748952 
Tipo de processo: Habeas Corpus Criminal 
Tribunal: Tribunal de Justiça do RS 
Classe CNJ: Habeas Corpus 
Relator: Fabianne Breton Baisch 
Órgão Julgador: Oitava Câmara Criminal 
Comarca de Origem: SÃO GABRIEL 
Seção: CRIME 
Assunto CNJ: Furto 
Decisão: Monocrática 
Ementa: HABEAS CORPUS. NÃO CONHECIMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA. 1. ALEGAÇÃO DE 
PRESCRIÇÃO. NULIDADE PROCESSUAL DECORRENTE DE EQUÍVOCO QUANTO AO REGIME 
CARCERÁRIO ESTABELECIDO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO DEMONSTRADO. CARÊNCIA DE 
PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NÃO CONHECIMENTO. Incumbe ao impetrante, defensor 
constituído, o ônus de demonstrar a existência de constrangimento ilegal, devendo acostar aos 
autos documentos e cópias de peças que permitam a devida análise de seus pedidos, porque o 
writ exige prova pré-constituída. Hipótese na qual o impetrante alega a ocorrência da 
prescrição e de nulidade processual decorrente de equívoco quanto ao regime carcerário 
estabelecido na condenação, argumentando que seria o aberto, sem, contudo, acostar 
documentos comprobatórios de tais alegações, os elementos colacionados indicando 
justamente o contrário, ou seja, que não ocorreu a prescrição entre quaisquer dos marcos 
interruptivos e que houve imposição de regime semiaberto na sentença, o que confirmado em 
sede recursal. Ausência de flagrante e nítida ilegalidade que devesse ser corrigida por meio 
deste remédio constitucional. Habeas Corpus que não reúne condições de ser conhecido, por 
este aspecto. 2. PRISÃO DOMICILIAR. INDULTO. PEDIDOS NÃO APRECIADOS JUNTO AO 
PRIMEIRO GRAU DE JURISDIÇÃO. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. NÃO CONHECIMENTO. 
Ainda que se pudesse conhecer o writ em matéria execucional, na hipótese concreta, não há 
qualquer indicação de que os pleitos de prisão domiciliar e indulto tenham sido apreciados em 
1º Grau, embora formulados na mesma data da impetração, inexistindo, assim, a comprovação 
da existência de coação ilegal por ato da autoridade judicial, não podendo este Colegiado 
adentrar no mérito da questão, sob pena de supressão de instância e ferimento ao princípio do 
duplo grau de jurisdição, não pode o Habeas Corpus ser conhecido. Art. 206, XXXVIII do RITJRS. 
HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO.(Habeas Corpus Criminal, Nº 70085748952, Oitava Câmara 
Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Fabianne Breton Baisch, Julgado em: 30-03-2023) 
Data de Julgamento: 30-03-2023Publicação: 31-03-2023 
Entendimento: Conforme ementa acima, não foi conhecido o habeas corpus por falta de 
provas e também não foi comprovada de forma direta a prescrição que foi arguida pelo 
advogado que impetrou o habeas. 
Jurisprudência 1 
Núm.:70085728160 
 Tipo de processo: Agravo de Instrumento 
Tribunal de Justiça do RS 
Classe CNJ: Agravo de Instrumento 
Relator: Aymoré Roque Pottesde Mello 
Órgão Julgador: Décima Primeira Câmara Cível 
Comarca de Origem: SANTIAGO 
Seção: CIVEL 
Assunto CNJ: Cédula de Crédito Rural 
Decisão: Monocrática 
 
Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. EMBARGOS À 
ARREMATAÇÃO SEDIADOS EM AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. PEQUENA 
PROPRIEDADE RURAL TRABALHADA PELA ENTIDADE FAMILIAR. IMPENHORABILIDADE. TESE 
VINCULANTE FIXADA PELO TRIBUNAL PLENO DO STF NO JULGAMENTO DEFINITIVO DO TEMA 
961 DO STF. PARADIGMAS DO STJ E PRECEDENTES DO TJRS. 1. A PEQUENA PROPRIEDADE 
RURAL – EXTENSÃO INFERIOR OU IGUAL A QUATRO MÓDULOS FISCAIS – É IMPENHORÁVEL, 
MESMO QUANDO OFERECIDA EM GARANTIA HIPOTECÁRIA. 2. NO CASO, O IMÓVEL 
CONSTRITO ENQUADRA-SE NO CONCEITO DE PEQUENA PROPRIEDADE RURAL E A PROVA 
PRODUZIDA ATESTA QUE SE TRATA DE MINIFÚNDIO AGROPECUÁRIO DE PRODUÇÃO DE SOJA 
DE SUBSISTÊNCIA FAMILIAR. 3. POR FIM, AVERBE-SE QUE O TRIBUNAL PLENO DO STF, NA 
SESSÃO VIRTUAL DE 21/12/2020, SOB A RELATORIA DO MIN. EDSON FACHIN, PROFERIU 
JULGAMENTO DEFINITIVO NOS LINDES DO ARE Nº 1.038.507/PR (TEMA 961/RG), TENDO 
FIXADO A SEGUINTE TESE VINCULANTE, VERBIS: “É IMPENHORÁVEL A PEQUENA PROPRIEDADE 
RURAL FAMILIAR CONSTITUÍDA DE MAIS DE 01 (UM) TERRENO, DESDE QUE CONTÍNUOS E 
COM ÁREA TOTAL INFERIOR A 04 (QUATRO) MÓDULOS FISCAIS DO MUNICÍPIO DE 
LOCALIZAÇÃO.” 4. AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO DE PLANO, COM FUNDAMENTO 
NO ART. 932, INC. VIII, DO CPC, COMBINADO COM O ART. 206, INC. XXXVI, DO RITJRS. 
RECURSO DESPROVIDO. M/AI Nº 5.439 – JM 30.03.2023(Agravo de Instrumento, Nº 
70085728160, Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Aymoré 
Roque Pottes de Mello, Julgado em: 30-03-2023) 
Data de Julgamento: 30-03-2023Publicação: 03-04-2023 
Entendimento: Conforme ementa acima, o Banco entrou com uma execução e os advogados 
da parte contrária com Embargos a execução para que não seja arrematado o bem. O juiz de 
primeiro grau entendeu ser o bem impenhorável, houve então o agravo de instrumento vindo 
pela parte bancária, porém o Tribunal manteve a decisão do juiz. Haja vista que já temos vários 
entendimentos sobre o assunto, mesmo que a propriedade tenha sido dada como garantia, 
permanece o entendimento de que a pequena propriedade rural é impenhorável.

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