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 CASO PRÁTICO 
Gustavo ajuizou ação de indenização por danos materiais e morais, pelo 
procedimento comum, em face de seu vizinho Leonardo, alegando ter sido atacado por cão 
pastor alemão pertencente ao réu. 
Segundo a inicial, o animal estava solto no quintal da residência de Leonardo e atacou 
Gustavo, causando-lhe profundo corte na face. Em razão do ocorrido, Gustavo afirmou ter 
desembolsado R$ 3.000,00 em despesas hospitalares e R$ 2.000,00 em medicamentos. 
Os gastos hospitalares foram comprovados mediante notas fiscais emitidas pelo hospital. 
Entretanto, Gustavo não apresentou comprovantes relativos aos medicamentos, 
sustentando ter esquecido de solicitá-los na farmácia. 
Leonardo apresentou contestação alegando culpa exclusiva da vítima, afirmando que 
Gustavo provocava o cachorro jogando pedras no animal antes do ataque. Sustentou ainda 
a impossibilidade de condenação relativa aos medicamentos sem comprovação 
documental. 
Na audiência de instrução e julgamento, testemunhas afirmaram que Gustavo realmente 
arremessava pedras contra o cão antes do evento danoso. Consta ainda que a contradita 
apresentada pela defesa contra uma testemunha do autor foi rejeitada pelo magistrado, 
apesar de existirem fotografias em redes sociais demonstrando amizade íntima entre a 
testemunha e Gustavo. O Juízo da 40ª Vara Cível de Curitiba julgou parcialmente 
procedente o pedido para condenar Leonardo ao pagamento de: 
• R$ 5.000,00 por danos materiais; 
• R$ 6.000,00 por danos morais. 
A sentença fundamentou que Leonardo falhou no dever de guarda do animal e que o valor 
alegadamente gasto com medicamentos era razoável. Uma semana após a publicação da 
sentença, Leonardo procura você, como advogado(a), para adoção da medida judicial 
cabível. 
Elabore a peça processual adequada para defesa dos interesses do cliente.