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Você sabe o que é peeling?
O que é peeling?
Peeling é todo processo em que há a remoção das camadas mais superficiais da pele, seja com o uso de um produto químico, físico ou laser. Ocorre destruição controlada de parte ou de toda epiderme, com ou sem a derme, levando a esfoliação e remoção de lesões superficiais, seguida pela formação de um novo tecido dérmico e epidérmico. Vem do verbo em inglês “to peel” que significa descamar.
Com essa remoção, a pele se reestrutura e se renova, além de haver estimulação da produção de colágeno, substância que dá firmeza à pele. Dessa forma, os peelings são indicados para tratamentos de rejuvenescimento, manchas na pele, cicatrizes de acne, flacidez, entre outros problemas de pele. Mas o resultado varia conforme a profundidade do peeling feito.
Outros nomes
Resurfacing superficial ou decapagem
Tipos de peeling
Existem duas formas de classificar os peelings. A primeira é através de sua profundidade e a segunda através do tipo de material usado para agredir a pele.
Profundidade do peeling
Peeling superficial: O procedimento compreende o uso de ácidos, como por exemplo, ácido hialurônico, ácido glicólico de baixa concentração, compostos com tricloroacéticos, retinaldeídos, salicílicos; e também uso aparelhos, como o ultrassom estético, jatos de cloridróxido de alumínio, ponteiras especiais com propriedades esfoliativas suaves ou de controle de potência e profundidade e outros.
O objetivo desse peeling é retirar a camada mais superficial da pele com discreta ou nenhuma descamação visível, atuando apenas na camada córnea e estimulando apenas a formação do colágeno na pele. Dessa forma, ele vai melhorar o aspecto, turgor e hidratação da pele, clarear levemente o tom da pele, com a frequência e indicação corretas, pode auxiliar na melhora das rugas muito superficiais, secar espinhas, acelerar a resposta da pele ao tratamento com os cremes, melhorar as manchas mais rápido, etc.
Peeling médio: O objetivo desse peeling é destruir e esfoliar a epiderme quase que totalmente, além da camada chamada córnea, e tem como indicação a atenuação das rugas finas e médias e alguns tipos de manchas da pele mais superficiais e tem a capacidade de renovar a camada externa da pele, estimulando também a formação do colágeno. Ele inclui os tratamentos com ácido tricloroacético, por exemplo, e também utilizado ácido glicólico em maior concentração, aparelhos que literalmente lixam a pele, com potência ajustada para a camada mais alta da pele, aparelhos de laser, como o laser CO2 e erbium, aparelhos de radiofrequência, etc.
 
Tenta-se com esta técnica em teoria um rejuvenescimento de um a cinco anos da pele, mas o resultado vai depender do preparo prévio da pele e da indicação. Os resultados dependem muito da técnica escolhida.
Peeling profundo: Também são utilizados ácidos ou aparelhos para esse procedimento, um dos recursos mais famosos é o peeling de fenol. Ele é muito complexo na preparação da pele pré-procedimento e o próprio procedimento que requer muitas vezes sedação, já que é feita uma ferida até uma parte da derme. Há um risco muito maior de infecção, complicações e dependendo da técnica, até mesmo a retirada do curativo exige alta experiência. Calcula-se com este método, dependendo do preparo prévio da pele, um rejuvenescimento de cinco a 15 anos.
 
Tipo de processo usado no peeling
Peeling físico: É realizado através de métodos físicos, em que é feita uma esfoliação na pele, causando uma dermoabrasão. Entre eles, se encaixam o peeling de cristal, peeling de diamante e microdermoabrasão.
Peeling químico: É o peeling feito com o uso de ácidos para agredir a pele e descama-la, como o ácido hialurônico, ácido glicólico, ácido retinóico, entre outros.
Peeling biológico: É feito com enzimas de frutas e normalmente são mais superficiais. No entanto, seu uso é questionável e não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Peeling com laser: É feito com aparelhos, no caso lasers de 1064nm como o da plataforma solon que aquecem a pele de dentro para fora e estimulam a troca de células sem descamar ou irritar a pele. O laser CO2 fracionado e o laser erbium também são usados com essa finalidade.
Peeling vegetal: Também chamado de gomagem, é um método vegetal e natural de descamar a pele, porém tem performance limitada, sendo um peeling superficial.
Indicações do peeling
Ao remover uma camada da pele, o peeling a obriga a se reestruturar e se renovar, além de haver estimulação da produção de colágeno, substância que dá firmeza à pele. Dessa forma, os peelings são indicados para tratamentos de rejuvenescimento, manchas na pele (como o melasma), cicatrizes de acne, flacidez, entre outros problemas de pele.
Cuidados antes do peeling: Antes do peeling é importante a consulta com um dermatologista, que avaliará o melhor peeling para cada caso e também indicará os cuidados necessários de acordo com o método escolhido. 
De modo geral, é importante tomar cuidados com a proteção solar, para não danificar a pele. Além disso, normalmente é indicado o uso de ácidos mais suaves por entre 15 e 30 dias para preparar a pele para o peeling, normalmente são usados cremes com ácido retinóico, glicólico e hidroquinona.
Cuidados após o peeling: Os cuidados variam de acordo com o peeling feito, por isso o mais importante é seguir as orientações de seu dermatologista. No entanto, em todo peeling, como a pele fica sensível por um tempo, é importante reforçar a proteção solar, reaplicando o filtro a cada duas horas. O uso de produtos com ácido ascórbico (vitamina C) também é bem-vindo.
O tempo de regeneração da pele varia conforme o tipo de peeling. Em peelings superficiais esse tempo normalmente é de até cinco dias, já os tipos mais profundos podem levar de 30 a 45 dias para a pele se recuperar totalmente. Nesse tipo de peeling, é importante a prevenção de bactérias e vírus da herpes.
Contraindicações: O peeling é contraindicado para pessoas que não tem fotoproteção adequada (atletas, pescadores). Também deve ser evitado por pessoas em tratamento com isotretinoína nos últimos seis meses, pela diminuição do metabolismo tecidual onde o uso de retinóides sistêmicos aumentam a síntese de colágeno e reduzem a produção da colagenase, enzima que degrada o colágeno, o que aumenta o risco de surgimento de cicatriz hipertrófica.
Quem faz uso de medicações como anticoncepcionais orais, tetraciclinas ou corticoide que interferem no processo inflamatório, importante para reepitelização, os estrogênios e contraceptivos orais aumentam o risco de inflamação pós-inflamatória.
Pessoas com doenças de pele que afetam o colágeno, como o lúpus e dermatomiosite, também devem evitar o procedimento.
Grávida pode fazer? Grávidas são contraindicadas a tratamentos como peelings médios e profundos. Já os peelings leves só devem ser feitos com consenso do médico.
Possíveis complicações do peeling: Por degradar a pele, a fim de que ela se recupere e se reorganize, os peelings podem trazer algumas complicações, principalmente se não forem seguidos os cuidados necessários após o tratamento. Entre as complicações possíveis do peeling, podemos enumerar: prurido, irritação, queimadura, edema, tudo isso logo quando o peeling é feito.
Mais tarde, outras complicações podem aparecer:
· Perda de barreira cutânea e lesão tecidual, o que pode causar infecções bacterianas, herpética e até cândida
· Cicatrização anormal, que pode ser demorada, milllium e mudanças de textura
· Alterações pigmentares, como hiperpigmentação, hipopigmentação, linhas de demarcação
· Reação adversa a agentes químicos, tais quais erupções acneiformes, reação alérgica, toxicidade
· Manchas e surgimento de vasinhos.
 
Antes e depois do peeling
Os resultados variam conforme o tipo de peeling feito:
· No peeling superficial há melhora do tônus e textura da pele, além de rugas finas e manchas;
· No peeling médio ocorre também a melhora das ceratoses actínicas (aquelas casquinhas causadas pelo sol);
· Já o peeling profundo tem resultados melhores, melhorandode forma exuberante das rugas superficiais e profundas, além da melhora das manchas e aparência geral da pele.
Portulaca extrato no Pós Peeling de ácido glicólico
O estudo que trago hoje é novo, mas o ativo é antigo! E muito conhecido na dermatologia e estética.
Trata-se do Portulaca. Em ativo com ação calmante e suavizante.
Este estudo novíssimo publicado por chineses avaliou substâncias ativas para ajudar a aliviar os sintomas causados ​​pelo aumento da fotossensibilidade após o peeling de alfa hidroxiácido, mais especificamente do glicólico.
Eles realizaram um questionário com 66 pacientes que receberam terapia de peeling ácido glicólico para entender se existia aumento da fotossensibilidade e seus sintomas específicos. Foi verificado que o aumento da fotossensibilidade após o peeling de glicólico.
Além disso, avaliaram a expressão de KLK7, FLG, IL-1β e IL-8 para correlacionar danos à barreira da pele e inflamação induzida por glicólico e UVB e os efeitos de alívio do extrato de Portulaca oleracea.
Os resultados mostraram que 6,06% das pessoas ficaram mais sensíveis à luz solar após o peeling de glicólico do que antes.
A exposição combinada de glicólico e UVB reduziu a KLK7 e filagrina, que significa dano de barreira e aumentou citocinas inflamatórias de IL-1β e IL-8.
O extrato de Portulaca oleracea inibiu a redução de filagrina e aumentou a expressão de KLK7, além de reduzir IL-1β e IL-8 causada pela exposição combinada.
Portando aprendemos aqui que peeling com alfa hidroxiácidos, após o paciente se expor ao UVB, a pele fica mais sensibilizada e dados de barreira cutânea podem ocorrer. Isso sem dúvida prejudica o resultado final do peeling, que é deixar a pele mais jovem.
Uma formulação pós home care com Portulaca pra ajudar.
Portulaca__________2%
Physasun_________0,5%
Glicerina___________5%
Manteiga de karité __5%
Creme livre de fragrância qsp 50g
Metilação e Envelhecimento da Pele
Existe algo acontecendo neste momento no DNA de bilhões de pessoas que pode contribuir para o envelhecimento precoce da pele. A metilação em excesso diminui a ação de fatores de transcrição alterando a expressão de genes.
Metilação do DNA se refere a transferência de um grupo metila (CH3-) a partir do S-adenosilmetionina (SAM), que é um cofactor enzimático envolvido na transferência de grupos metil, para uma molécula de citosina no DNA.
Figura 1. Metilação da citosina
Também conhecido como alteração epigenética, a metilação é um tipo de alteração causada por fatores externos como radiação UV, fumo, atividade física, ingestão de antioxidantes e restrição calórica.
Devido a essa ligação dos grupos metila com a citosina, ocorre uma obstrução no momento da transcrição de alguns genes e sem a expressão correta destes, proteínas importantes para a manutenção, formação e sustentação da pele não são formadas.
Devemos ter muito cuidado ao abordar esse tema para o consumidor de cosméticos, pois é comum a confusão entre modulação de genes e mutação genética. A primeira acontece desde o momento que usamos o primeiro ativo cosméticos com ação biológica, ou seja, quando usamos o primeiro extrato que melhorou a hidratação da pele provavelmente este extrato aumentou a expressão de algum gene relacionado com a proliferação de queratinócitos, melhorou o efeito barreira da pele e houve menor perda de água transepidermal. Já mutação genética na pele está relacionado com formação dímeros no DNA podendo levar a replicação anormal de células e potencialmente a câncer.
Mas quero abordar aqui as alterações não mutantes do DNA, o processo de metilação e como alguns ativos podem atuar de forma positiva nesta reação.
Abaixo listei alguns ativos que atuam na inibição da metilação em ordem alfabética.
Dermagenist® (Basf)
INCI: Maltodextrin (and) Origanum Majorana Leaf Extract
O ativo restaura a função metabólica dos fibroblastos inibindo a metilação de genes, neutralizados e fortalecendo o citoesqueleto da célula para restabelecer sua função mecânica.
ReGeniStem™ (Lonza)
INCI Name: Ozonized Oryza Sativa (Rice) Callus Culture Extract
Produto de biotecnologia, quando utilizado a 2%, estudo in vitro demonstrou que o ativo foi capaz de promover a desmetilação em fibroblastos.
Caso algum leitor saiba de outros ativos que possuem eficácia comprovada na desmetilação me avise por favor, pois de fato encontrei poucas opções.
Importância da transcrição de genes
Muitas vezes usamos ativos que possuem atividade de proliferação celular, aumento de colágeno, aumento de elastina ou glicosaminoglicanas, porém vários deles atuam como sinalizadores, enviando um sinal para que no núcleo das células sejam transcritos genes que codificarão as proteínas que queremos aumentar.
Mas se o pensamento deste post se resume no racional de que se não tivermos o ambiente adequado para que os fatores de transcrição atuem devido a metilação, o objetivo não será alcançado.
Encorajo aos colegas que estão lendo este artigo a pesquisarem melhor os ativos que listei acima e verão todos possuem como consequência da desmetilação melhorias na pele como redução de rugas, firmeza, hidratação e estímulo de colágeno. Comprovando que quando atuamos na modulação do processo de metilação temos benefícios na pele.
E jamais esquecer que a metilação é um processo dependente de fatores externos, portanto se queremos manter nossas células em alta performance devemos passar longe de UV, poluição e agressores externos.
1. Não existe uma definição oficial da ANVISA sobre o que é um sérum. Esse tipo de formulação pode ser um gel ou uma loção fluída. De forma geral, uma das premissas é que ele seja bem fluído.
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2. O sérum penetra mais na pele? Não necessariamente, o que determina se um produto vai permear ou não é a composição dele. Se um ativo permeia fácil através da pele, ele vai permear estando em um creme ou em um sérum, ou seja, o sérum é apenas um veículo.
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3. O sérum é mais concentrado? Aquela história de que os melhores perfumes estão nos menores frascos não se aplica aqui. Uma empresa pode fazer um sérum de 30 ml com 10% de ativo e outra colocar o mesmo ativo numa concentração de 20% num creme vendido em pote com 60 gramas, ou seja, no pote encontraremos maior concentração de ativo.
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4. Séruns são práticos. Sem dúvidas, muito mais fáceis de levar, transportar, pois geralmente são embalagens pequenas.
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5. Séruns devem ser conservados em geladeira. Nem todos, essa dúvida surgiu em função de um sérum famoso que contém vitamina C na forma ácida. Essa formulação oxida com facilidade, principalmente quando exposta a temperaturas altas, portanto sempre recomendo armazenar em local fresco, que pode ser na geladeira mesmo.
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6. Séruns são mais “sequinhos”. Todo cosmético, independente da forma cosmética pode ter sensorial seco. Mesmo um creme com muito óleo e manteiga podem ter sensorial seco, mas a empresa fabricante adiciona ingredientes como talcos, amidos, sílicas que transformam o toque do produto em algo bem mais sequinho.
Fibroblastos e Melasma
Feito e publicado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista em Botucatu o estudo teve como objetivo explorar a morfologia, taxa de crescimento a expressão gênica de fibroblastos da pele com melasma.
Sabemos que os fibroblastos possuem um papel importante no desenvolvimento do melasma e saber mais sobre quais os genes mais expressos nos ajuda a escolher os ativos para associar com despigmentantes.
Os autores relataram que a morfologia dos fibroblastos das regiões com melasma apresentam uma alteração na morfologia, ficam menos alongados, que é uma característica de fibroblastos senescentes.
Foram identificadas alterações na expressão gênica em fibroblastos isolados de pele de melasma quando comparados àqueles isolados de pele saudável. Os genes WNT3A, EDN3, ESR2, PTG2, MMP1 e SOD2 foram regulados positivamente, enquanto os genes COL4A1, CSF2, DKK3, COL7A1, TIMP4, CCL2 e CDH11 foram regulados negativamente.
Isso mostra a necessidade de usarmos inibidoresde endotelina, estimuladores de DDK e confirma que no melasma, devido ao aumento de enzimas que degradam colágeno e redução de TIMPs (que são inibidores de MMPs) os diversos tipos de colágeno ficam comprometidos, levando a uma maior chance de melasma dérmico.
Ribossomo mitocondrial e telômeros
ssa publicação nos mostra a importância de preservarmos nossas mitocôndrias das células da pele.
Os autores mostraram que pode ocorrer encurtamento de telômeros relacionados com a desregulação das mitocôndrias.
Deixa eu traduzir: nossas células tem um limite de replicação, ou seja, uma célula gera duas, que geram 4 e assim por diante, mas esse processo para quando uma estrutura que está na extremidade dos cromossomos começa a diminuir. O nome dessa estrutura é telômero.
Os telômeros são mantidos intactos graças a um grupo de 6 proteínas (TPP1, POT1, RAP1, TIN2, TRF1 e TRF2).
Os autores sugerem que as mitocôndrias danificadas e seus ribossomos (no estudo chamados de mitoribossomos) desregulam principalmemte a TPP1, uma das principais proteínas que mantem os telômeros. Sem ela, o encurtamento é inevitável e a célula entra em processo de apoptose.
No nosso mercado temos ativos muito interessantes para melhorar performance mitocondrial na pele.
Olea Vitae
INCI: Olea Europaea (Olive) Callus Culture Lysate
Use 0,5%
Detoxondria
INCI: Water (and) Sea salt (and) Hydrolyzed Rhodophyceae extract (and) Phenethyl alcohol
Use 0,75%.
Vitamina C vs ácido tranexâmico associados ao microagulhamento no melasma
Olha que estudo interessante esse estudo de meia face comparando vitamina C 20% associada a microagulhamento versus ácido tranexâmico 10% também associado a microagulhamento em mulheres com melasma.
Todos os pacientes receberam Ácido Tranexâmico no lado direito da face e Vitamina C no lado esquerdo sendo ambos os lados foram aplicados via microagulhamento de 0.5mm. Ao todo foram realizadas três sessões quinzenais.
Resultados: Após a primeira sessão, observou-se maior melhora com ácido tranexâmico. Ao final de 6 semanas, o índice de gravidade da área do melasma modificado, a avaliação global do médico e a avaliação global do paciente mostraram melhora significativa tanto com ácido tranexâmico quanto com vitamina C. No entanto, a diferença entre eles não foi estatisticamente significativa (p>0,05).
Os autores concluíram que o ácido tranexâmico quanto a vitamina C são terapias potentes para o melasma como adjuvante ao microagulhamento.
Embora na metodologia não cite a vitamina C utilizada, na introdução do artigo é citado o ácido ascórbico, mas senti falta do valor de pH final da formulação, pois na prática, pode ocorrer um certo desconforto ao aplicar microagulhamento com ácido ascórbico. A explicação por não ser citado nenhum desconforto pode ter sido em função dos participantes terem recebido um creme anestésico antes da aplicação.
Cisteamina 5% vs Hidroquinona 4% no melasma
Artigo novinho sobre tratamento de melasma com cisteamina e dessa vez os autores resolveram testar ela vs a hidroquinona 4% + ácido ascórbico 3%.
Já adianto que segundo os autores foi empate técnico.
Mas minha observação aqui é que novamente pacientes com melasma recalcitrante tiveram bons resultados. Não é o primeiro estudo que revela esse benefício da cisteamina, outras publicação de 2015 e 2018 também comprovaram isso.
Neste estudo, 80 pacientes foram divididos em 2 grupos: Os pacientes receberam creme de cisteamina 5% ou hidroquinona 4%/ácido ascórbico 3% (HC).
A resposta terapêutica foi avaliada após 2 e 4 meses de tratamento. O efeito do tratamento na qualidade de vida também foi avaliado.
Os resultados? A diminuição do escore de área e intensidade do melasma reduziu em ambos os grupos. O índice de melanina diminuiu também mas no mês 4 a hidroquinona levou vantagem. A qualidade de vida melhorou em ambos os grupos (p-valor 0,05).
Os autores concluíram que a cisteamina demonstrou ser um tratamento eficaz para o melasma, com resultados equivalentes aos da hidroquinona + Vit C na redução do escore do melasma e na melhora da qualidade de vida. A eficácia da cisteamina e hidroquinona foi confirmada em pacientes recalcitrantes a tratamentos anteriores, por uma redução significativa da intensidade e área da mancha e do índice de melanina.
O impacto dos sebócitos no melasma
 artigo que trago hoje é um super estudo sobre uma nova evidência científica que mostra que os sebócitos também contribuem para a formação do Melasma.
O termo “melasma cross-talk” já é bem conhecido e mostra que os queratinócitos, fibroblastos e melanócitos estão sempre “conversando”, ou seja, essas células liberam fatores de crescimento, mediadores inflamatórios ou proteínas que se ligam em receptores de membrana e desencadeiam uma sinalização para que a melanina seja formada.
Esse estudo é importante poque mostra que os sebócitos também querem participar dessa discussão. Mas atenção, os autores mostram que a liberação de mediadores inflamatórios e fatores sinalizadores são liberados quando os sebócitos são expostos a radiação ultravioleta tipo A (UVA).
Neste momento vocês devem estar pensando que ativos podem usar para minimizar esse efeito, mas infelizmente ainda não temos nada específico.
Mas calma, se a liberação de mediadores inflamatórios e fatores sinalizadores são dependentes da exposição ao UVA mais do que nunca devemos recomendar protetores com alta proteção UVA.
Já pesaram que em alguns tratamentos, usamos vários ativos com comprovação de eficácia e mesmo assim não temos resultados? Um dos motivos pode ser em função da ativação dos sebócitos por causa da baixa proteção UVA.
Colágeno oral no controle da pigmentação do rosto
Muita gente não recomenda colágeno oral porque de fato, nem todo colágeno oral é igual. Alguns sequer tem estudo de eficácia e segurança.
Não é o caso dos colágenos fabricados pela empresa Rousselot, que fabrica o Peptan e da Gelita, que fabrica o Verisol. Existem várias publicações de ambos comprovado os benefícios para a pele.
Mas minha dica de leitura de estudo científico é uma publicação onde os pesquisadores avaliaram a redução da pigmentação da pele em voluntários que utilizaram os peptídeos de colágeno, uma versão fermentada de colágeno (confesso que esse eu não conhecia) ou placebo.
O estudo randomizado, duplo-cego e placebo controlado concluiu que a ingestão de 5,0 g/dia de peptídeos de colágeno ou peptídeos de colágeno fermentado por 3 meses é segura. Os peptídeos de colágeno reduziram significativamente as manchas pigmentadas e a vermelhidão após 1 mês de ingestão.
Segundo os autores, a ingestão de peptídeos de colágeno ou peptídeos de colágeno fermentado são úteis para suprimir a pigmentação, e a ingestão de peptídeos de colágeno pode ser útil para reduzir a vermelhidão.
Uma evidência científica interessante que liga o possível uso de colágeno oral para tratamento de rosácea.
Canabidiol no tratamento da acne
O estudo que trago hoje é uma revisão sobre o uso do CBD como anti-inflamatório em peles acneicas.
A revisão inicia explicando as possíveis causas do desenvolvimento da doença e cita a superprodução de sebo pelas glândulas, além do papel do C. acnes (antigo P. acnes) na doença. O C. acnes inicia uma resposta inflamatória pelo sistema imunológico, desencadeando a liberação de células inflamatórias, como linfócitos e neutrófilos, e posterior liberação de substâncias químicas inflamatórias, como espécies reativas de oxigênio (ROS) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Esses mediadores inflamatórios contribuem para a inflamação e dano a nossa pele. Até aqui nada de novo.
Mecanismos do CBD na modulação da inflamação
A novidade vem na explicação sobre como o CBD poderia atuar minimizando a inflamação. Os autores citam que o CBD não tem alta afinidade pelos receptores CB1 e CB2, e sugerem que a atividade farmacológica do CBD seja independente desses receptores. O CBD modula outros receptores, como o receptor transitóriopró-inflamatório (TRPV1), que acaba suprimindo a inflamação e também modula ativadores da via de sinalização de transcrição (JAK/STAT), que são reguladores fundamentais das respostas imunes, por inibir citocinas que facilitam a ativação da cascata. O CBD demonstrou suprimir os iniciadores de citocinas inflamatórias como o TNF- α, Interferon-γ (IFN-γ), Interleucina-1 (IL-1), IL-2 e IL-6 in vitro e in vivo, além de inibir os complexos inflamassomas, suprimindo a produção de citocinas pró-inflamatórias.
Também é citado que o CBD promove a sinalização de adenosina endógena como um mecanismo protetor durante a resposta inflamatória e imune.
Enquanto não temos uma liberação total de derivados da cannabis aqui no Brasil, sugiro o uso do Beracare CBA, que possui um mecanismo CBD-mimético.
Argireline na redução da oleosidade
 famoso Acetylhexapeptide-8, também conhecido como Argireline, foi testado por pesquisadores como um possível agente controlador da oleosidade. No estudo eles não citam o nome comercial do Acetylhexapeptide-8 utilizado, mas citam que foi fornecido pela Lipotec, portanto certamente é o Argireline.
Primeiro, eles usaram células de sebócitos humanos in vitro que foram expostas a diferentes concentrações do peptídeo, e depois o conteúdo lipídico dos sebócitos foi medido. Também fizeram um clínico onde os participantes receberam loção com 10% do ativo em um lado do rosto e a loção de veículo de controle no outro lado do rosto. A oleosidade facial foi avaliada e os resultados mostraram que o teor de lipídios de sebócitos diminuiu significativamente após o tratamento, enquanto no estudo clínico, os participantes apresentaram redução de 10% na produção de sebo após o tratamento com o ativo em comparação com o tratamento com veículo.
E vocês que já usaram Argireline, perceberam alguma diferença na oleosidade?
Os autores concluíram que o Acetylhexapeptide-8 inibe o acúmulo de lipídios em sebócitos in vitro sem alterar a proliferação celular. O Acetylhexapeptide-8 tópico levou a diminuição da produção de sebo em participantes humanos e pode servir como um agente promissor para reduzir a produção de lipídios sebócitos e o aparecimento de pele oleosa.
Sepiwhite® nano no clareamento de manchas
esquisadores do departamento de farmácia de uma Universidade no Irã realizaram um estudo muito interessante avaliando a forma nanoencapsulada de um ativo bem conhecido em nosso mercado, o Undecylenoyl Phenylalanine, mais conhecido como Sepiwhite®.
Neste estudo, uma formulação de Sepiwhite foi preparada utilizando a tecnologia de Nanopartículas lipídicas sólidas (SEPI-SLN) e foi comparada ao creme convencional contendo Sepiwhite (SEPI-CREAM). Além disso, a atividade anti-tirosinase do Sepiwhite também foi avaliada.
Resultados: O experimento de permeação in vitro revelou uma permeação cutânea aumentada da versão encapsulada. Os resultados também mostraram que o Sepiwhite pode interromper a melanogênese através da inibição da enzima tirosinase.
Os autores concluíram é possível fazer um potente ativo clareador através da associação de Nanopartículas lipídicas sólidas como nanocarreador em conjunto com o Sepiwhite.
Vale a pena a leitura e esse artigo nos abre uma séria de cenários e hipóteses de como usar os ativos clareadores.
Eu sempre ensino em minhas aulas a localização dos melanócitos, que apesar de estarem próximos, ou seja, na camada basal, ainda assim é um desafio entregar os ativos, pois a barreira cutânea fará tudo para dificultar esse processo de permeação.
Aquaporinas na Cosmetologia e Estética
O tema da revisão são os canais de aquaporina, uma família de proteínas de canal de membrana que permitem o movimento osmótico da água, mas se engana quem acha que os canais de aquaporina permitem apenas o entra e sai de água.
Outras substâncias também dependem desses canais:
No estudo são citados 13 tipos diferentes de canais de aquaporina que vão do AQP0 até o AQP-12.
Existem 3 grupos de aquaporinas:
· Aquaporinas ortodoxas: AQP0, AQP1, AQP2, AQP4, AQP5, AQP6 e AQP8
· Aquaglyceroporins: AQP3, AQP7, AQP9, and AQP10
· Superaquaporinas ou aquaporinas não ortodoxas: AQP11 e AQP12 (pouco estudadas)
Curiosidades:
· AQP3, AQP6, AQP8 e AQP9 também podem permear amônia, a razão pela qual eles também são chamados de amoniaporinas ou aquaamoniaporinas.
· AQP1, AQP3, AQP5, AQP8, AQP9 e AQP11, permitem o movimento do peróxido de hidrogênio; portanto, eles também são chamados de peroxiporinas.
· Alguns canais AQP também podem mediar a troca transmembrana de gases, como CO2, NO ou O2, embora esses gases podem se difundir livremente através da bicamada fosfolipídica.
Em nosso mercado existem ativos que atuam regulando a expressão desses canais, mas principalmente atuam no AQP-3.
Esse canal não exclusivo para água, pois está na classe dos Aquaglyceroporins, ou seja, também serve pra que o glicerol seja inserido nas células. Esse influxo de glicerol é importante para desencadear uma série de reações que irá gerar mais filagrina e posteriormente mais aminoácidos que irão formar o fator natural de hidratação de nossa pele.
Ativos que atuam em canais de aquaporina:
Aquabio - INCI Name: Water (and) Glycerin (and) Anadenanthera Colubrina Bark Extract: use 2%
Linefactor - INCI Name: Aqua (and) Butylene Glycol (and) Pentylene Glycol (and) Hibiscus Abelmoschus Extract (and) Xanthan Gumuse: use 2%.
Fotoproteção oral existe?
Primeiro e antes de qualquer informação tenho que dizer que não existe uma cápsula que possa substituir o protetor solar. Dito isso, gosto sempre de usar o termo “Fotoproteção oral” com muito cuidado.
O estudo recente que trago hoje foi publicado após investigar através de um estudo duplo-cego randomizado onde os participantes foram divididos para receber cápsulas de chá verde padronizadas em catequinas + vitamina C, enquanto outro grupo recebeu placebo.
Após 12 semanas os voluntários foram expostos a doses de raios ultravioleta B e as biópsias foram analisadas com o objetivo de avaliar alterações no colágeno, elastina e glicosaminoglicanas.
Os resultados não mostraram muita diferença nos grupos quando observaram prócolageno, mas uma proteína foi observada uma melhora no grupo chá verde + vitamina C, chamada de fibulina-5. Essa proteína é muito importante na formação da fibra de elastina. E por que fiquei animado com essa informação? A resposta é simples, temos muitos ativos que auxiliam no aumento do colágeno, mas poucos que contribuem com a preservação e estímulo de elastina.
Portanto, a combinação do fotoprotetor oral usada no estudo pode ser um excelente suplemento para quem deseja tratar e prevenir rugas.
Segue abaixo minha sugestão de protocolo com foco em proteção e estímulo de fibras de elastina.
Cápsulas protetoras de elastina
Extrato de chá verde (padronizado em 80mg de catequinas) 450mg
Tomar 1 cápsula pela manhã e duas a noite
Vitamina C 50mg
Tomar 1 cápsula pela manhã e 1 cápsula a noite
Fotoprotetor FPS 50
Aplicar pela manhã e reaplicar no almoço, caso haja exposição ao sol
Sérum elastina plus
Lyslastine 2%
Nano retinol (liberação prolongada) 6,5%
Sérum qsp 30ml
Aplicar no rosto a noite.
Efeito radiação UVA nas células-tronco da pele
Sabemos muito bem os efeitos maléficos do excesso de radiação UVB na epiderme, mas pouco se sabe dos efeitos da UVA.
Hoje o estudo que quero compartilhar é uma publicação que aborda os efeitos da radiação UVA nos queratinócitos da pele, mais especificamente nas células (queratinócitos) da camada basal da nossa epiderme, as células-tronco ou stem cell, como também são conhecidas.
Sabemos muito bem os efeitos maléficos do excesso de radiação UVB na epiderme, mas pouco se sabe dos efeitos da UVA. Na prática, a radiação UVA penetra mais profundamente na pele e seus efeitos são mais estudados na derme. A degradação de colágeno e aumento de enzimas como as MMPs são bem descritos como efeitos da exposição excessiva ao UVA.
Este estudo mostra que, as células-tronco, responsáveis ​​pela renovação epidérmica ao longo da vida, estão equipadascom um arsenal eficiente contra diversos agentes genotóxicos.
Mas os autores concluem que mesmo que as células-tronco (queratinócitos) tenham maior resistência a danos no DNA, elas ainda apresentam fotossensibilidade e devem ser protegidas do estresse genotóxico, tornando-as um alvo específico para fotoproteção.
Um ativo que foi testado e aprovado contra esse dano da radiação UVA contra as células-tronco é o Solatemis, um blend de Fructose (and) Glycerin (and) Water (and) Sechium Edule Fruit Extract.
O uso recomendado é de 2% em qualquer tipo de produto cosmético, seja protetor solar, seja hidratante facial ou corporal.
Entre os mecanismos de ação do ácido tranexâmico desde o início de seu uso como despigmentante é a inibição da plasmina.
Entre os mecanismos de ação do ácido tranexâmico desde o início de seu uso como despigmentante é a inibição da plasmina. A plasmina é ativada quando temos uma lesão ou inflamação e consequentemente vai elevar a vascularização através do aumento da expressão de VEGF (fator de crescimento endotelial venoso) e de mediadores infamatórios. Essa vascularização aumentada e inflamação levam ao aumento da hiperpigmentação.
Usamos o ácido tranexâmico para controlar a plasmina, controlar inflamação e consequentemente controlar a formação de manchas.
É exatamente por apresentar essa característica anti-inflamatória que os autores desse estudo que indico hoje avaliaram a eficácia de um sérum com 10% tranexâmico no tratamento da acne e seus efeitos adversos.
O estudo foi randomizado, duplo-cego, placebo controlado, de meia face realizado em 18 pacientes com acne leve a moderada. Os pacientes aplicaram tranexâmico 10% em um lado da face e placebo no outro lado duas vezes ao dia por 8 semanas. A contagem de lesões de acne e os efeitos adversos foram avaliados a cada 2 semanas.
Concluíram que o tranexâmico tópico a 10% pode reduzir a acne inflamatória de forma eficaz. Os efeitos adversos foram menores e tratam-se facilmente.
Muito legal para usar com niacinamida, que também tem ação anti-inflamatória.
Canabidiol tópico em produtos antirugas
O estudo teve como objetivo avaliar um produto comercial chamado CR-Topical, CR Emulsion da marca Afore by Dr. Few.
Logo na introdução o retinol é citado como um benfeitor da pele, mas com o indesejado efeito colateral de causar reações cutâneas e vermelhidões e que possivelmente o canabidiol hidrossolúvel poderia minimizar esses efeitos.
Um ponto falho do estudo foi a omissão dos demais componentes da formulação. Ao pesquisar a composição do produto vi que ele também contém Matrixyl, Argireline, ácido hialurônico, além dos 500mg Cannabidiol (CBD) isolado.
O número de participantes também é pequeno, apenas 9.
Os resultados apontaram melhora global em todos os 13 parâmetros avaliados, com as maiores diferenças médias para poros visíveis, melhora da desidratação, redução da rugosidade da superfície, redução de rugas estáticas e rugas dinâmicas.
A satisfação do paciente (100%) e a vontade de recomendar o produto a outros (90%) foram altas, e a tolerabilidade do CR-Topical foi excelente.
Você deve estar pensando, “Lucas, então pra que serviu esse estudo?”
Na minha opinião serviu para nos mostrar que os derivados de cannabis estão a caminho, aqui na minha cidade, Campinas, já tem até uma Farmácia de Manipulação com liminar para produzir o composto.
Enquanto não chega, fica abaixo minha dica de uma combinação de Matrixyl, que é um excelente estimulador de colágeno, associado com Argireline, o já conhecido peptídeo que auxilia na redução de rugas, Oligo HA e o retinol
Creme anti-sinais
Nano retinol...............6,5%
Argireline......................5%
Matrixyl........................3%
Oligo HA....................0,2%
Creme base qsp..........50g
Aplicar a noite.
Vitaminas em cosméticos: entenda a importância de cada uma
Saiba a função de cada uma das vitaminas presentes no skincare e haircare e como a indústria usa essas substâncias
As vitaminas são compostos orgânicos vitais para o bom funcionamento do organismo. Elas fortalecem o sistema imunológico e contribuem com o desempenho correto do metabolismo, evitando anemia, doenças neurológicas e outros problemas de saúde. No entanto, as vitaminas não estão presentes apenas na alimentação, mas são frequentemente utilizadas na composição dos mais variados cosméticos existentes no mercado.
BENEFÍCIOS DAS VITAMINAS EM COSMÉTICOS
Na indústria cosmética, as vitaminas são muito utilizadas na elaboração de produtos como maquiagens, cremes, xampus e protetores solares. Elas possuem ação antioxidante, que auxilia nos cuidados com a pele e o cabelo, e são excelentes aliadas na produção de cosméticos antienvelhecimento.
VITAMINA A
Repleta de benefícios, a vitamina A ajuda no controle da oleosidade da pele, auxilia na remoção de manchas, reduz o ressecamento e acelera o crescimento dos cabelos. Ela também influencia na melhora da resposta imunológica, reduz o desenvolvimento de alguns tumores malignos e os efeitos de determinadas doenças infecciosas. Ultimamente, seu uso tem sido assíduo no tratamento de acne, psoríase, fotoenvelhecimento e prevenção de tumores cutâneos.
VITAMINA C
Uma das mais comuns em sabonetes, hidratantes e máscaras faciais, a vitamina C é um potente antioxidante, que torna o organismo mais resistente às infecções e protege a pele contra a ação dos radicais livres. Além disso, atua na formação do colágeno, evitando a formação de rugas e linhas de expressão. Além de ajudar na produção de melanina, garantindo a coloração da pele e protegendo o corpo e organismo dos impactos da radiação ultravioleta.
VITAMINA E
Utilizada em cosméticos como tocoferol e acetato de tocoferila, a vitamina E age contra os radicais livres, combate o envelhecimento precoce e melhora a aparência da pele e dos cabelos. Ela é importante principalmente para ajudar a manter a hidratação natural da pele, sendo um dos principais componentes de produtos hidratantes para o rosto e corpo.
PROIBIÇÃO DA VITAMINA K
No dia 4 de janeiro de 2010, a Anvisa divulgou o Parecer Técnico n°1, em que proíbe a utilização de vitamina K, em todas as suas formas, em cosméticos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alega que não é necessária a aplicação tópica dessa vitamina, considerando que ela está presente em alimentos – como vegetais verdes e fígado de animais – e é produzida naturalmente pela flora intestinal.
Um dos papéis mais importantes da vitamina K é o auxílio no equilíbrio e manutenção da coagulação sanguínea, evitando pequenos sangramentos que provocam manchas, como a equimose. O nutriente também atua na fixação de cálcio no organismo e contribui com a proteção do sistema cardiovascular.
Segundo a Anvisa, o ativo apresenta um alto risco ao ser utilizado para tratar pacientes com hipoprotrombinemia, fibrose cística e usado como antídoto para drogas cumarínicas. Além disso, há diversos relatos de dermatites de contato alérgicas e dermatoses ocupacionais alérgicas ocorridas no local de aplicação da vitamina.
Skincare e haircare
Mas na grande maioria, a utilização de vitaminas na formulação de cosméticos é fundamental principalmente para auxiliar na prevenção e tratamento dos sinais de envelhecimento e evitar doenças de pele, além de desordens cutâneas. Com a rotina de cuidados com a pele e o cabelo cada vez mais comum entre mulheres e homens, a tendência é que haja uma conscientização e preferência, desde cedo (início da fase adulta), por cosméticos que contenham vitaminas em sua composição.
 
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