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Tutelas Provisórias III
DIREITO PROCESSUAL CIVIL
TUTELAS PROVISÓRIAS III
Art. 303. Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição 
inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela 
final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco 
ao resultado útil do processo.
Quando é formulado o pedido de tutela antecedente, esta é concedida. Dessa forma, 
concede-se a tutela antecipada em caráter antecedente. Observa-se que, uma vez concedida 
a tutela antecedente, deverá, inicialmente, ser providenciada a intimação do autor.
Nesse contexto, o autor deverá ser intimado para que adite a petição inicial. Trata-
se de um ponto relevante: a tutela antecipada em caráter antecedente é concedida por 
decisão judicial.
Após a concessão, o autor será intimado especificamente para realizar esse aditamento. 
A legislação, inclusive, estabelece um prazo determinado para esse fim: 15 dias ou mais. 
Trata-se, portanto, do prazo conferido ao autor para efetuar o aditamento da petição 
inicial, aplicável, em especial, a essa situação.
Em relação ao conteúdo do aditamento, conforme disposto no parágrafo primeiro do 
artigo 303, devem ser observados os elementos exigidos para a sua correta formulação.
§1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo:
I- o autor deverá aditar a petição inicial, com a complementação de sua argumentação, a 
juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias 
ou em outro prazo maior que o juiz fixar;
Com relação ao réu, que evidentemente também tomará conhecimento da decisão, por 
ser o destinatário dela, este será citado e intimado.
A citação e a intimação ocorrerão para a audiência de conciliação e mediação, conforme 
previsto no rito natural do processo. A partir desse ponto, o processo seguirá seu curso 
regular, de acordo com o procedimento comum, conforme anteriormente exposto.
Dessa forma, verifica-se que esse procedimento possui uma particularidade inicial, que 
consiste na propositura da ação com a finalidade exclusiva de se obter a tutela antecipada.
Uma vez concedida a tutela, o procedimento é convertido em processo comum, passando 
a seguir integralmente o rito específico previsto para essa modalidade processual.
II- o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma do 
art. 334;
III- não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.
§ 2º Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do §1º deste artigo, o processo será 
extinto sem resolução do mérito.
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL
A consequência dessa dinâmica processual é relevante, pois, ao se observar o tema, 
verifica-se o entendimento de que o prazo em questão apenas teria início após a manifestação 
do réu. Essa interpretação decorre do fato de o artigo 304 apresentar uma disposição 
específica acerca da conduta do réu diante da medida concedida. 
Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da decisão 
que a conceder não for interposto o respectivo recurso.
De acordo com o artigo 304, caso o réu, após ser intimado da decisão, não interponha 
recurso, ocorrerá a estabilização dos efeitos da medida, o que resultará na extinção 
do processo.
Portanto, a ausência de impugnação por parte do réu consolida os efeitos da tutela 
antecipada e leva à extinção do feito.
A intenção do legislador foi a seguinte: caso seja formulado um pedido de tutela 
antecipada em caráter antecedente e esta venha a ser concedida, a ausência de recurso 
por parte do réu resultará na extinção do processo, com a consequente estabilização dos 
efeitos da medida. Trata-se da aplicação do instituto denominado référé, do direito francês, 
incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro no âmbito da tutela.
Esse instituto contempla situações em que ambas as partes, tanto o autor quanto o 
réu, concordam com os termos da tutela antecipada concedida, não havendo necessidade 
de prosseguimento do processo. Ou seja, as partes se conformam com a medida deferida 
e, a partir disso, considera-se encerrada a controvérsia.
Um exemplo prático dessa hipótese ocorre quando um administrador público não 
consegue realizar licitação para a aquisição de medicamentos, e o beneficiário comparece 
mensalmente à farmácia popular em busca do medicamento necessário. Em determinado 
momento, o medicamento deixa de ser fornecido, em razão da ausência da licitação. No 
entanto, essa busca é contínua e o Estado tem ciência da obrigação que possui.
Diante dessa situação, o beneficiário propõe a ação e requer a concessão de tutela 
antecipada em caráter antecedente. O Estado, por reconhecer a inexigibilidade específica 
da licitação naquele caso concreto, efetua a compra do medicamento e realiza a entrega, 
sem apresentar recurso. Dado que o Estado tem plena ciência de sua obrigação e não há 
impugnação, o processo é extinto.
Com isso, os efeitos da medida concedida são estabilizados, conforme previsão expressa 
no Código de Processo Civil.
§1º No caso previsto no caput, o processo será extinto.
§ 2º Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar 
a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.
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§ 3º A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou invalidada 
por decisão de mérito proferida na ação de que trata o §2º.
§ 4º Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi concedida 
a medida, para instruir a petição inicial da ação a que se refere o § 2º, prevento o juízo em que 
a tutela antecipada foi concedida.
§ 5º O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2º deste artigo, 
extingue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, nos 
termosdo§1º.
§ 6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos 
efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada 
por uma das partes, nos termos do §2º deste artigo.
ESTABILIZAÇÃO DA TUTELA ANTECIPADA – ART. 304 DO CPCESTABILIZAÇÃO DA TUTELA ANTECIPADA – ART. 304 DO CPC
De acordo com o artigo 304 do Código de Processo Civil, a tutela antecipada concedida 
se torna estável quando não houver interposição de recurso pela parte ré. A ausência 
de recurso leva à extinção do processo, consolidando os efeitos da decisão antecipada.
A lógica do legislador é clara:
• Se o réu quiser impedir a estabilização, deve recorrer.
• Se não recorrer, o processo será extinto com a estabilização da tutela.
ENTENDIMENTO DO STJENTENDIMENTO DO STJ
Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) trouxe uma interpretação mais ampla 
desse dispositivo. Embora o texto legal diga que somente o recurso impede a estabilização, 
o STJ entendeu que qualquer forma de impugnação pode afastar a estabilização da tutela, 
mesmo que não seja um recurso formal.
Exemplos de impugnações admitidas:
• Contestação
• Petições que expressem resistência ao conteúdo da decisão
Essa interpretação amplia o alcance do artigo 304, ao considerar que a simples 
manifestação de oposição, e não apenas a interposição de recurso, já é suficiente para 
impedir a estabilização e, consequentemente, a extinção do processo.
Portanto, embora o CPC determine que a falta de recurso leva à estabilização da tutela 
e à extinção do processo, o entendimento do STJ flexibiliza essa regra ao admitir qualquer 
forma de impugnação como suficiente para impedir a estabilização. 
RECURSO ESPECIAL. PROCEDIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA REQUERIDA EMCARÁTER 
ANTECEDENTE. ARTS. 303 E 304 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
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OPOSIÇÃO À TUTELA POR MEIO DA CONTESTAÇÃO. TUTELA NÃO ESTABILIZADA. 
NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO ESPECÍFICA DO AUTOR PARA ADITAR A INICIAL.
1. A ausência de recurso contra a decisão concessiva da tutela antecipada não acarreta 
sua estabilização se a parte se opôs a ela mediante apresentação de contestação. 
Precedente.
2. A passagem do “procedimento provisório da tutela antecedente”- cujo rumo pode 
eventualmente levar à extinção do processo, a depender da atitude do réu de opor-se, ou 
não, à antecipação da tutela satisfativa- para a fase da tutela definitiva exige intimação 
específica para o autor a propósito da necessidade de aditar a inicial. Aplicação analógica 
do art. 321, caput, do CPC/15.
Precedente da Terceira Turma no REsp. 1.766.376/TO, relatora Ministra Nancy Andrighi.
3. Recurso especial a que se dá parcial provimento (REsp 1938645 / CE, 4ªTurma, Rela. 
Mina. MARIA ISABEL GALLOTTI, DJe 06/09/2024)
(VOTO VISTA) (MIN. MARCOBUZZI)
“[...] a impugnação do réu ao deferimento da tutela antecedente não necessariamente 
deverá ser mediante recurso, podendo também ser entendida quando, por qualquer 
outro meio, o réu manifesta seu inconformismo, sendo tal ato suficiente para afastar a 
estabilização prevista no art. 304 do CPC, desde que realizado tempestivamente, ou seja, 
no prazo recursal.
Nessa perspectiva, a melhor hermenêutica dos artigos 303 e 304 do CPC leva ao 
entendimento de que, havendo manifestação do réu contra a medida, não há estabilização dos 
efeitos da tutela, devendo o processo prosseguir até a prolação de sentença de manutenção 
ou revogação da medida”.
Conforme o entendimento do STJ, qualquer manifestação contrária do réu à concessão 
da tutela antecipada, ainda que não seja um recurso formal, afasta a estabilização dos 
efeitos da medida.
É importante destacar o seguinte:
• Se o réu não recorre e também não impugna, a tutela se estabiliza e o processo é 
extinto, nos termos do artigo 304 do CPC.
• Por outro lado, se houver qualquer forma de impugnação, ainda que informal ou fora 
das vias recursais típicas, não haverá estabilização.
Assim, a jurisprudência do STJ reforça que a simples oposição à tutela, mesmo fora do 
formato recursal, é suficiente para impedir sua estabilização. Essa interpretação amplia o 
alcance do artigo 304 e evita que o réu fique limitado unicamente ao recurso como meio 
de resistência.
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“[...] inviável a estabilização parcial da tutela antecedente quando apenas parcialmente 
deferida a medida, pois não faz sentido o juiz deixar de fazer uma cognição exauriente e 
deliberar, no mérito, a questão que tenha sido objeto da tutela antecipada. Tampouco é 
possível falar em desnecessidade da parte autora aditar a inicial, afinal, para a análise da 
tutela definitiva é imprescindível a complementação da argumentação, a juntada de novos 
documentos e a confirmação do pedido de tutela final, nos termos do artigo 3030, §1º, 
I do CPC”.
(...)
12. Os prazos do requerido, para recorrer, e do autor, para aditar a inicial, não são 
concomitantes, mas subsequentes.
Havia controvérsia doutrinária quanto ao momento de início do prazo de 15 dias concedido 
ao autor para emendar a petição inicial, previsto no §1º do artigo 303 do CPC. As dúvidas 
giravam em torno de três possibilidades:
• Se o prazo começaria antes da manifestação do réu;
• Se seria concomitante à manifestação do réu;
• Ou se se iniciaria após a manifestação do réu.
O STJ solucionou essa divergência, entendendo que o prazo só se inicia após a 
manifestação do réu.
Com isso:
• O prazo para o réu recorrer (art. 304) e o prazo para o autor emendar a petição inicial 
(art. 303, §1º) não são concomitantes, mas subsequentes.
• Ou seja, primeiro o réu se manifesta; depois, abre-se o prazo de 15 dias para o autor.
Essa interpretação, considerada acertada por muitos doutrinadores, explica o uso da 
expressão “15 dias ou mais” no texto legal, indicando que o prazo depende de um marco 
processual que ainda será alcançado, no caso, a manifestação do réu.
13. Solução diversa acarretaria vulnerar os princípios da economia processual e da 
primazia do julgamento de mérito, porquanto poderia resultar na extinção do processo a 
despeito da eventual ausência de contraposição por parte do adversário do autor, suficiente 
para solucionar a lide trazida a juízo.
14. Como a interposição do agravo de instrumento é eventual e representa o marco 
indispensável para a passagem do “procedimento provisório” para o da tutela definitiva, impõe 
se a intimação específica do autor para que tome conhecimento desta circunstância, sendo 
indicada expressa e precisamente a necessidade de que complemente sua argumentação 
e pedidos. 
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O prazo de 15 dias para o autor aditar a petição inicial (art. 303, §1º do CPC) só se inicia 
após a manifestação do réu. Ainda que o Código não preveja expressamente essa necessidade, 
o STJ fixou entendimento de que, caso o réu recorra ou impugne a decisão que concedeu 
a tutela, o autor deve ser intimado especificamente para aditar a inicial.
• Se o réu se mantém inerte, ocorre a estabilização da tutela, e o processo é extinto 
sem julgamento do mérito.
• Se o réu recorre ou impugna, não há estabilização, e o autor deve ser intimado para 
aditar a petição inicial, convertendo-se o procedimento provisório em comum.
ESTABILIZAÇÃO DA TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTEESTABILIZAÇÃO DA TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE
A estabilização da tutela não se confunde com coisa julgada, conforme já esclarecido 
pelo §6º do art. 304 do CPC, o qual expressamente determina que a decisão estabilizada 
não faz coisa julgada. Isso se dá porque:
• A tutela antecipada antecedente não analisa o mérito da demanda.
• A extinção do processo decorre da inércia do réu, e não de uma sentença de mérito.
Entretanto, a estabilização não torna a decisão imutável. O próprio art. 304 prevê que 
é possível propor ação revisional da medida estabilizada. Essa ação:
• É uma ação de conhecimento comum (não se trata de ação rescisória).
• Pode ser proposta por qualquer das partes.
• Deve ter como finalidade rever, reformar ou invalidar a tutela concedida.
• Deve ser distribuída ao mesmo juízo que concedeu a tutela (prevenção).
• Possui um prazo de 2 anos, contados da ciência da decisão estabilizada.
• Pode requerer o desarquivamento dos autos originais para instrução da nova ação 
(art. 304, §4º e §5º).
Portanto, a estabilização gera uma eficácia temporária e relativa, sujeita à revisão judicial 
por iniciativa das partes, e não impede nova discussão da matéria.
(REsp 1766376/TO, 3ª Turma, Rela. Mina, NANCY ANDRIGHI, DJe 28/08/2020)
§ 3º O aditamento a que se refere o inciso I do § 1º deste artigo dar-se-á nos mesmos 
autos, sem incidência de novas custas processuais.
§ 4º Na petição inicial a que se refere o caput deste artigo, o autor terá de indicar o 
valor da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final.
§ 5º O autor indicará na petição inicial, ainda, que pretende valer-se do benefício previsto 
no caput deste artigo.
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§ 6º Caso entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão 
jurisdicional determinará a emenda da petição inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de 
ser indeferida e de o processo ser extinto sem resolução de mérito. 
Obs.: Caso o juiz entenda que não estão presentes os elementos necessários para a 
concessão da tutela antecipada requerida em caráterantecedente, a tutela não 
será concedida.
Nesse cenário, o juiz intimará o autor para aditar a petição inicial, permitindo a conversão 
do procedimento em comum.
• O prazo concedido para aditar é de 5 dias.
• Caso o autor não adite a inicial nesse prazo, haverá a extinção do processo sem 
resolução do mérito.
Esse é o procedimento previsto para a tutela antecipada requerida em caráter antecedente 
quando não deferida pelo juiz em razão da ausência dos requisitos legais.
TUTELA CAUTELAR REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTETUTELA CAUTELAR REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE
Na hipótese de tutela cautelar requerida em caráter antecedente, o processo é iniciado 
somente com o pedido cautelar. Embora o Código revogado utilizasse a expressão “cautelar 
preparatória”, essa nomenclatura não é mais adotada no atual CPC, sendo substituída pela 
expressão tutela cautelar antecedente.
A petição inicial da tutela cautelar antecedente deve observar os requisitos estabelecidos 
no artigo 305 do CPC, os quais são:
• Indicação da lide e dos seus fundamentos, ou seja, referência ao pedido principal e 
às razões jurídicas que o sustentam;
• Exposição sumária do direito que se pretende resguardar;
• Demonstração do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo, elementos 
essenciais à concessão de qualquer medida cautelar.
Esses são os requisitos específicos exigidos para a formulação da petição inicial na tutela 
cautelar requerida em caráter antecedente, conforme previsto no artigo 305.
Art. 305. A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente 
indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e o 
perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
Embora o artigo 305 não diga expressamente, é indispensável que o autor formule o 
pedido da medida cautelar pretendida. Com base no poder geral de cautela (art. 301), é 
possível requerer qualquer medida necessária à proteção do direito, ainda que atípica.
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Apresentada a petição, o juiz determinará a citação do réu, que terá 5 dias para contestar 
o pedido cautelar, prazo reduzido em relação aos 15 dias do procedimento comum (art. 
335), justificado pela urgência da medida. Essa contestação refere-se apenas ao pedido 
cautelar, já que o pedido principal ainda não foi formulado. 
Se a cautelar for concedida, o autor deverá apresentar o pedido principal em até 30 
dias, contados da efetivação da medida, sob pena de extinção do processo (art. 308).
O prazo de 30 (trinta) dias para a formulação do pedido principal previsto no art. 308 
do CPC possui natureza jurídica processual e, consequentemente, sua contagem deve ser 
realizada em dias úteis, nos termos do art. 219 do CPC, e não em dias corridos. Precedentes. 
(AgInt no REsp 2076508 / DF, 3ª Turma, Rel. Min. MOURA RIBEIRO, Dje24/6/2024). 
Desatendido o prazo legal, a medida cautelar concedida perderá a sua eficácia (art. 309, 
I, do CPC/2015) e o procedimento de tutela cautelar antecedente será extinto sem exame 
do mérito (REsp 2066868 / SP, 3ª Turma, Rela. Mina. NANCYANDRIGHI, Dje 26/6/2023).
A falta de ajuizamento da ação principal no prazo do art. 806 do CPC acarreta a perda 
da eficácia da liminar deferida e a extinção do processo cautelar. (SÚMULA482– STJ).
Deferido o pedido de concessão de tutela cautelar requerido em caráter antecedente, 
o autor deverá adotar as medidas necessárias para que a tutela seja efetivada dentro de 
30 (trinta) dias, sob pena de cessar a sua eficácia (art. 309, II, do CPC/2015). Após a sua 
efetivação integral, o autor tem a incumbência de formular o pedido principal no prazo 
de 30 (trinta) dias, o que deverá ser feito nos mesmos autos e independentemente do 
adiantamento de novas custas processuais (art. 308 do CPC/2015).
� �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Gustavo Alves.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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