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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL UNIPLAN
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR III
SER PROFESSOR
Anna Julia Gomes Da Silva – UL24104198
Antonia Santa Oliveira e Silva – UL24112700
Eliana Cristina Mesquita Santiago – UL24106655
Eugenilde Silva Sampaio – UL24106406
Francisdalva De Souza Do Amaral – UL24108924
Joelma Dionizia Moraes – UL24107494
Jucilete Souza Martins Durans – UL24104410
Maria Barbosa – UL24202127
Maria Elenilce Cunha De Sousa – UL24105312
Rayane Gomes Ribeiro – UL24113035
MARITUBA 2025
Anna Julia Gomes Da Silva – UL24104198
Antonia Santa Oliveira e Silva – UL24112700
Eliana Cristina Mesquita Santiago – UL24106655
Eugenilde Silva Sampaio – UL24106406
Francisdalva De Souza Do Amaral – UL24108924
Joelma Dionizia Moraes – UL24107494
Jucilete Souza Martins Durans – UL24104410
Maria Barbosa – UL24202127
Maria Elenilce Cunha De Sousa – UL24105312
Rayane Gomes Ribeiro – UL24113035
 
SER PROFESSOR 
 	 
 
Curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro
Universitário Planalto do Distrito Federal UNIPLAN.
Prática Como Componente Curricular III 
Professor: Heldimar Soares De Freitas 
 
 
 
 
MARITUBA 2025 
INTRODUÇÃO 
 
A Escola Tania Matos, situada no bairro Pedreirinha, em Marituba, oferece educação infantil e ensino fundamental. Para compreender a realidade dos professores dessa instituição, foram realizadas entrevistas com duas educadoras que compartilharam suas vivências, desafios e percepções sobre a profissão. Suas falas nos conduzem a uma reflexão sobre o verdadeiro papel do educador.
“O principal objetivo da educação nas escolas deveria ser criar homens e mulheres que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.” (PIAGET, 1970)
A educação infantil é a base da formação integral da criança, sendo uma etapa crucial para o desenvolvimento afetivo, cognitivo, motor e social. Nessa fase, o papel do (a) professor (a) é fundamental, pois vai além da mediação do conhecimento, envolvendo afeto, sensibilidade e compreensão do universo infantil. 
Neste trabalho, destacamos as experiências de duas docentes: J.A., com trajetória consolidada e vivência com a inclusão de crianças com deficiência; e M.O., recém-chegada à profissão, que expressa entusiasmo e paixão pela docência. Seus relatos revelam como o exercício do magistério na infância exige vocação, resiliência e compromisso com o desenvolvimento das crianças. 
Ao valorizar essas vozes, este estudo propõe uma reflexão sobre a prática pedagógica na educação infantil e os desafios enfrentados no cotidiano escolar. Portanto, este trabalho busca evidenciar a importância do ser professor como agente de transformação e inspiração, especialmente nos primeiros anos da vida escolar. 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
A educação infantil é um campo vasto e desafiador, que exige profissionais comprometidos, flexíveis e com múltiplas habilidades. A partir da escuta de duas educadoras com experiências distintas, mas igualmente marcantes, é possível compreender não apenas as práticas pedagógicas, mas também as motivações, os desafios e a visão de mundo que carregam em sua atuação docente. 
A primeira entrevistada se apresenta como J.A., mais conhecida como Professora J.A. Aos 45 anos, acumula quase 23 anos de experiência na educação. Graduada em Pedagogia, atualmente está cursando Letras com ênfase na Língua Inglesa, ampliando ainda mais seu leque de competências. 
Ao longo de sua trajetória, buscou constantemente qualificação, com formações complementares promovidas pelo Governo do Estado, especializando-se em áreas como Psicopedagogia e em metodologias como a ABA, voltadas ao atendimento de crianças com deficiência. 
Sua atuação teve início como professora de apoio a crianças PCDs, e desde então tem se mantido disponível para atuar onde a escola mais necessita, sempre priorizando o bem-estar e a aprendizagem dos alunos. 
Atualmente, trabalha com educação especial, englobando diversos componentes curriculares e adaptando as estratégias conforme as especificidades de cada criança. Ela destaca como sua formação em Psicopedagogia contribui para um olhar mais atento e sensível às necessidades dos estudantes. 
A professora J.A. também participa de formações continuadas, elemento que considera essencial para o desenvolvimento profissional. Ela relata que a formação pedagógica em sua escola ocorre anualmente, enquanto as horas destinadas ao planejamento são organizadas mensalmente ou quinzenalmente, a depender da gestão escolar. Esses momentos são fundamentais para alinhar as práticas, refletir sobre os desafios e propor soluções pedagógicas. 
Curiosamente, sua entrada na pedagogia não foi uma escolha pessoal. Quando não conseguiu a pontuação necessária para o curso que desejava, sua mãe a inscreveu no vestibular de Pedagogia sem aviso prévio o que, na época, era incomum por haver poucos profissionais nessa área. 
Surpreendentemente, ela passou em segundo lugar e decidiu seguir esse caminho. Hoje, reconhece o quanto essa “escolha inesperada” transformou sua vida. 
Entre os desafios mais marcantes que enfrenta está a regência de crianças pequenas na educação infantil, especialmente no manejo de comportamentos como mordidas ou agressividade. Mesmo com dois professores em sala, o controle dessas situações exige equilíbrio emocional e agilidade, pois é necessário intervir com firmeza, mas sem perder a afetividade. 
A professora acredita que o diálogo é a chave, tanto para resolver conflitos entre alunos quanto para lidar com comportamentos desrespeitosos direcionados a ela. Ela procura entender a origem das atitudes, reconhecendo que, muitas vezes, são reflexo do ambiente familiar. 
Sua relação com as famílias é pautada pelo diálogo constante. Compartilha informações sobre o desenvolvimento das crianças, tanto no aspecto pedagógico quanto comportamental, e reforça a importância da parceria entre escola e família. A participação nas decisões da escola é outro aspecto que valoriza, sempre que tem oportunidade, envolvendo-se nos projetos e debates coletivos. 
Para a Professora J.A., ser educadora é viver uma realidade diferente da vida pessoal. No ambiente escolar, ela entende que deve agir com ética, respeito, empatia e responsabilidade, pois está formando cidadãos e contribuindo para a transformação social. É uma missão que exige constante superação e dedicação. 
Já a segunda entrevistada, a profª M.O., de 35 anos, é recém-formada em Pedagogia há dois anos. M.O. também possui vasta experiência na educação, tendo atuado anteriormente em escolas dominicais e em funções administrativas. Atualmente, leciona na educação infantil no período da manhã e, no turno da tarde, trabalha como apoio no ensino fundamental. 
Ela ressalta como o maior desafio da sua atuação tem sido conquistar uma parceria efetiva entre escola e família. Quando há envolvimento familiar, o trabalho flui de forma mais harmônica, com diálogo facilitado. Contudo, quando há distanciamento, é preciso redobrar o cuidado na comunicação, utilizando uma abordagem mais clara, sensível e compreensiva. 
M.O. participa ativamente das formações continuadas oferecidas pela escola, incluindo a regência de sala com horas de planejamento pedagógico. 
Já realizou diversos cursos, entre eles contação de histórias, Libras, alfabetização e letramento, o que a torna uma profissional versátil e preparada para diferentes contextos escolares. 
No cotidiano com as crianças, principalmente em momentos de conflito, adota práticas de escuta e diálogo, utiliza rodas de conversa para que os pequenos expressem seus sentimentos, aprendam a se comunicar e compreendam o impacto de suas atitudes, acredita que essa prática fortalece os vínculos e estimula a empatia. 
Para ela, ser professora é viver uma constante troca enquanto ensina, também aprende com os alunos. Observa que as crianças demonstram amor e respeito de forma espontânea e verdadeira, o que faz com que a experiência de ensinar seja também uma experiência de crescimentopessoal. 
Ambas as educadoras demonstram um profundo compromisso com a infância e com o papel transformador da educação. Atuando em diferentes contextos, mas com posturas semelhantes, revelam que ser professora é mais que uma profissão: é um chamado, uma construção diária baseada no amor, na escuta, na flexibilidade e na formação contínua. Mais do que transmitir conteúdos, elas cuidam, orientam, acolhem e constroem pontes entre o presente e o futuro de seus alunos. 
 
 
 
 
 
 CONIDERAÇÕES FINAIS 
Durante a realização deste trabalho, compreendemos de forma mais profunda os desafios e as belezas que envolvem a prática docente. Percebemos que ser professor vai muito além de ensinar conteúdos: é estar preparado para lidar com diferentes faixas etárias, contextos sociais e necessidades específicas. A escuta sensível, o afeto, o compromisso com a infância e a busca constante por formação se revelam fundamentais para uma atuação pedagógica eficaz. As entrevistas com as professoras J.A. e M.O. evidenciaram que, mesmo em momentos diferentes da carreira, ambas compartilham o amor pela profissão e o desejo de transformar vidas através da educação. 
Aprendemos também que o envolvimento da família no processo escolar é essencial para o desenvolvimento dos alunos, e que a mediação de conflitos e a adaptação de metodologias são habilidades necessárias no dia a dia escolar. Refletimos sobre como a formação continuada fortalece nosso preparo para enfrentar os desafios da sala de aula com criatividade e empatia. Concluímos que a docência é uma missão que exige dedicação, vocação e coragem, e que cada profissional da educação infantil exerce um papel transformador nos primeiros passos da jornada escolar das crianças. 
 
 	 
 
 
 
 
 
 
 
REFERENCIAS 
PIAGET, Jean. Education for Democracy: Proceedings from the Cambridge School Conference on Progressive Education. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1970. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 EQUIPE 
1 
 
1 
 
9 
 
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