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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL - UNIPLAN
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
CURSO:_______________________DISCIPLINA:_________________________
NOME DO ALUNO:
MATRÍCULA:_______________________POLO:________________________
DATA:	____I	____I ______	
TÍTULO DO ROTEIRO: SIMULAÇÃO DE AVALIAÇÃO DE FORMULAÇÕES EM FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO
INTRODUÇÃO
A simulação de avaliação de formulações em farmácia de manipulação constitui uma ferramenta essencial no processo de ensino-aprendizagem da Tecnologia Farmacêutica. Por meio dessa prática, os alunos são expostos a situações reais envolvendo análise crítica de prescrições, seleção de excipientes, identificação de inconformidades e validação de aspectos físico-químicos das preparações farmacêuticas. Esse exercício permite compreender, de forma aplicada, os critérios que norteiam as Boas Práticas de Manipulação (BPM), bem como os parâmetros de qualidade exigidos para garantir segurança, eficácia terapêutica e estabilidade das formulações.
A realização da simulação possibilita ainda o desenvolvimento de competências fundamentais ao farmacêutico, tais como capacidade de tomada de decisão técnica, interpretação de rotulagem, análise de estabilidade, avaliação de compatibilidade entre componentes e compreensão das responsabilidades legais e sanitárias envolvidas no processo de manipulação. Assim, a atividade visa promover a integração entre teoria e prática, preparando o futuro profissional para atuar de maneira crítica, segura e ética no contexto da farmácia magistral, assegurando que os medicamentos manipulados atendam aos padrões exigidos pelas normas vigentes e às necessidades individuais dos pacientes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: 
CASOS PARA AVALIAÇÃO
CASO 1 – Solução Oral de Dipirona 500 mg/mL
Prescrição / Pedido
Dipirona 500 mg/mL
Quantidade: 100 mL
Via: Oral
Uso: Adulto
Ficha da Formulação
· Dipirona sódica 500 mg/mL
· Veículo: Água purificada
· Conservantes: Não contém
· Validade informada: 90 dias
· Aspecto descrito: Levemente turvo após 24 h
Informações adicionais
· A dipirona é instável em meio puramente aquoso.
· A ausência de conservante favorece contaminação.
· Turvação pode indicar precipitação ou degradação.
· Validade usual sugerida: 15–30 dias.
5. TABELA 1 – Avaliação Técnica da Formulação
	Critério Avaliado
	Adequado
	Inadequado
	Observações
	Escolha do veículo
	☐
	☐
	
	Solubilidade do fármaco
	☐
	☐
	
	Presença de conservantes
	☐
	☐
	
	Presença de antioxidantes
	☐
	☐
	
	Necessidade de alcalinização/acidificação
	☐
	☐
	
	Avaliação do aspecto físico
	☐
	☐
	
	Estabilidade provável
	☐
	☐
	
	Adequação da rotulagem
	☐
	☐
	
	Compatibilidade entre componentes
	☐
	☐
	
	Processo de preparo (segundo BPM)
	☐
	☐
	
	Validade informada x validade realista
	☐
	☐
	
6. TABELA 2 – Inconformidades Identificadas
	Nº
	Inconformidade Técnica
	Impacto na Qualidade
	Impacto na Segurança
	Sugestão de Correção
	1
	
	
	
	
	2
	
	
	
	
	3
	
	
	
	
	4
	
	
	
	
	5
	
	
	
	
7. TABELA 3 – Parecer Final do Grupo
Veredito da Formulação:
☐ Aprovado
☐ Aprovado com Ressalvas
☐ Reprovado
Justificativa Técnica Final:
CASO 2 – Suspensão de Ibuprofeno 100 mg/mL (Pediátrica)
Prescrição / Pedido
Ibuprofeno 10% (100 mg/mL)
Quantidade: 60 mL
Via: Oral
Uso: Criança de 6 anos
Ficha da Formulação
· Ibuprofeno 10%
· Veículo: Xarope simples
· Espessantes/Suspensores: Não inclui
· Rotulagem: Ausência de “Agite antes de usar”
· Aspecto descrito: Sedimento compacto, difícil de ressuspender
Informações adicionais
· Ibuprofeno é lipofílico → necessita veículo oleoso ou suspensão com sistema suspensor.
· Falta de agentes suspensores leva a “caking”.
· Indispensável rotulagem correta para suspensões.
5. TABELA 1 – Avaliação Técnica da Formulação
	Critério Avaliado
	Adequado
	Inadequado
	Observações
	Escolha do veículo
	☐
	☐
	
	Solubilidade do fármaco
	☐
	☐
	
	Presença de conservantes
	☐
	☐
	
	Presença de antioxidantes
	☐
	☐
	
	Necessidade de alcalinização/acidificação
	☐
	☐
	
	Avaliação do aspecto físico
	☐
	☐
	
	Estabilidade provável
	☐
	☐
	
	Adequação da rotulagem
	☐
	☐
	
	Compatibilidade entre componentes
	☐
	☐
	
	Processo de preparo (segundo BPM)
	☐
	☐
	
	Validade informada x validade realista
	☐
	☐
	
6. TABELA 2 – Inconformidades Identificadas
	Nº
	Inconformidade Técnica
	Impacto na Qualidade
	Impacto na Segurança
	Sugestão de Correção
	1
	
	
	
	
	2
	
	
	
	
	3
	
	
	
	
	4
	
	
	
	
	5
	
	
	
	
7. TABELA 3 – Parecer Final do Grupo
Veredito da Formulação:
☐ Aprovado
☐ Aprovado com Ressalvas
☐ Reprovado
Justificativa Técnica Final:
CONCLUSÃO:
A Simulação de Avaliação de Formulações em Farmácia de Manipulação permitiu a aplicação prática dos princípios fundamentais da Tecnologia Farmacêutica, evidenciando a importância do rigor científico em todas as etapas do desenvolvimento e controle de um medicamento manipulado. A atividade demonstrou que a adequada seleção de veículos, adjuvantes tecnológicos, prazo de validade, estabilidade físico-química e rotulagem são fatores indispensáveis para garantir a eficácia terapêutica, a segurança do paciente e a conformidade com as Boas Práticas de Manipulação (BPM).
Além disso, a análise crítica das formulações possibilitou identificar inconformidades e propor correções embasadas em fundamentos técnico-científicos, fortalecendo a tomada de decisão profissional e o senso de responsabilidade na atuação farmacêutica. Dessa forma, conclui-se que a simulação não apenas consolida conhecimentos teóricos, mas também desenvolve competências essenciais para o exercício ético e qualificado do farmacêutico, destacando o papel central do controle de qualidade na promoção de medicamentos seguros e de alto padrão.
 
ANSEL, Howard C.; POPOVICH, Nicholas G.; ALLEN JUNIOR, Loyd V. Formas farmacêuticas e sistemas de liberação de fármacos. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação em Farmácias. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 9 out. 2007.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 6. ed. Brasília, DF: ANVISA, 2019.
FELTRE, Ricardo; FELTRE, Regina. Química farmacêutica. 10. ed. São Paulo: Moderna, 2018.
LACHMAN, Leon; LIEBERMAN, Herbert A.; KANIG, Joseph L. Teoria e prática na indústria farmacêutica. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
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