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Thaís de Sousa Silva Sistemas Orgânicos Integrados TIC's SOI Bragança- PA 2025 Thaís de Sousa Silva Sistemas Orgânicos Integrados TIC's SOI Trabalho referente as aulas da SOI V apresentadas ao Curso de Graduação em Medicina, da Faculdade de Ciências Médica AFYA, campus Bragança, como requisito para obtenção de nota na disciplina de SOI. Bragança- PA 2025 Quando está indicado a internação de paciente psiquiátrico? E quais situações esta prática é vedada? Envie aqui sua tarefa do tipo texto. Pacientes psiquiátricos nem sempre tiveram o tratamento clínico, médico adequado, por muitos anos essa população foi tratada com descaso tanto pela sociedade quanto pelo governo. Nesse sentido, prova disso são as tardias alternativas de manejo dessa comunidade, retirando-os da sociedade e escondendo em chamados manicômios. A primeira lei brasileira de assistência aos doentes mentais surge em 1903, por meio do Decreto n. 1.132, a qual estabelecia assistência médica e norteamento de atendimento a esse tipo de doente, reorganizava a assistência médica a alienados e recolhimento quando necessário. Assim, diversas mudanças ocorreram na forma de manejo desses pacientes até o modelo atual, com uma rede de saúde voltada para a saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) (PENA, 2017). Em primeira análise, atualmente há no artigo 6º da Lei n. 10.216 os tipos de internação psiquiátrica: voluntária, involuntária e compulsória. Nesse ultimo tipo, por envolver a restrição de liberdade, pede maior atenção e reflexão a questões éticas e jurídicas. Esse tipo de internação, é manifestado pela ausência do consentimento da pessoa envolvida na internação psiquiátrica, exigindo-se intervenção judicial solicitada em ação ajuizada pelo Ministério Público. A internação compulsória, por mandado judicial e amparada em laudo médico, tem seu início fixado na lei, entretanto, não o seu término, já que ela garante autonomia médica na determinação da alta, ou seja, as internações compulsórias são encerradas a partir do parecer técnico indicativo das condições para a alta da pessoa (PENA,2017). A internação compulsória pode ser considerada uma perda de liberdade a partir da ideia de que define a pessoa autônoma como a que é livre para suas decisões e dona de sua vida e autonomia. Nas internações compulsórias, a pessoa passa a ser regida por uma ordem judicial e um parecer técnico, até mesmo para dar prosseguimento a sua vida após a alta. A necessidade de a sociedade se proteger da pessoa com transtorno mental, considerada perigosa a si mesmo e ao outro, com risco de violência autodirigida ou dirigida a terceiros, tem levado à restrição da liberdade dos doentes mentais, cassando-se seu direito de ir e vir, o que culmina nas internações compulsórias(PENA,2017). Dessa maneira, existem diversas indicações para internação psiquiátrica, quando o paciente oferece riscos a sua própria vida ou a de terceiros, quando é incapaz de cuidar de si mesmo, necessidade de um acompanhamento supervisionado clínico. Para todas os tipos de internações é indispensável uma avaliação clinica médica. Já as situações em que a internação está vedada, ou seja, proibida são aquelas sem justificativa médica, por motivos sociais, culturais ou econômicos, como forma de punição, em hospitais não regulamentados(PENA,2017). Referências Bibliográficas PENA, José Luís da Cunha. A internação psiquiátrica compulsória e involuntária: aspectos técnicos e éticos. 2017. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.