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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO 
FUNDAÇÃO CECIERJ/Consórcio CEDERJ/ UAB
AVALIAÇÃO PRESENCIAL 2 – 2021.2 
Disciplina: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Coordenador: Prof. Marco Silva (EDU/UERJ) 
 
Aluno (a): 
Matr.: Polo: Nota: 10,0 
Questão única (vale 10,0 pontos) 
Prezado/a cursista, em um texto articule: 
1. Os fragmentos de Cádima (1996) e de Marchand (1987). 
2. O cenário sociotécnico da cibercultura. 
3. O conceito “interatividade” estudado na Unidade 2. 
4. Na escola básica: a sala de aula “remota” e a sala de aula “híbrida”. 
 
1. Fragmentos 
Cádima e Marchand, atentos à expressão da cultura digital no final do século XX, foram perspicazes e precisos quando situaram a emergência da interatividade em um novo cenário social e técnico: 
“Finalmente, o dispositivo interativo, ao suspender a lógica audiovisual, deixa também emergir progressivamente o fim da noção de receptor passivo. As novas navegações interativas serão, assim, uma nova libertação face à lógica unívoca do sistema mass-mediatico predominante neste século XX. Doravante viveremos a superação desse constrangimento.” (CÁDIMA, Rui F. História e crítica da comunicação. Lisboa: Ed. Século XXI, 1996, p. 202) 
“O emissor não emite mais no sentido que se entende habitualmente. Ele não propõe mais uma mensagem fechada, ao contrário oferece um leque de possibilidades, que ele coloca no mesmo nível, conferindo a elas um mesmo valor e um mesmo estatuto. O receptor não está mais em posição de recepção clássica. A mensagem só toma todo o seu significado sob a sua intervenção. Ele se torna de certa maneira criador. Enfim, a mensagem que agora pode ser recomposta, reorganizada, modificada em permanência sob o impacto cruzado das intervenções do receptor e dos ditames do sistema, perde seu estatuto de mensagem ‘emitida’. Assim, parece claramente que o esquema clássico da informação que se baseava numa ligação unilateral emissor-mensagemreceptor, se acha mal colocado em situação de interatividade. Em outros termos, quando, dissimulado atrás do sistema, o emissor dá a vez ao receptor a fim de que este intervenha no conteúdo da mensagem para deformá-lo, deslocá-lo, nós nos encontramos em uma situação de comunicação nova que os conceitos clássicos não permitem mais descrever de maneira pertinente. ” (MARCHAND, Marie. Les Paradis Informationnels: Du Minitel Aux Services de Communication du Futur. Paris: Masson, 1987, p. 7) 
2. Cenário sociotécnico da cibercultura 
	Social 
	Tecnológico 
	Há um novo espectador, menos passivo diante da mensagem mais aberta à sua intervenção. Ele migra da tela unidirecional da televisão para a tela tátil, imersiva e móvel do tablet e 
do smartphone em rede, que lhe permite adentramento, autoria, colaboração ou o gesto instaurador que cria e alimenta sua experiência comunicacional. 
	As telas do tablet, laptop e smartphone não são espaços de transmissão. São ambientes de imersão, manipulação e 
interlocução, com janelas, ícones e aplicativos móveis abertos a múltiplas conexões offline e online, que permitem intervenções e modificações autorais e colaborativas nos conteúdos e na comunicação. 
 
 
 
 
3. O conceito “interatividade” 
 
 A Unidade 2 é inteiramente dedicada ao tema interatividade. Nela, vimos que interatividade é conceito de teoria da comunicação para exprimir a articulação da emissão e da recepção na construção da mensagem. Lance mão desse entendimento, de suas anotações de leituras, de vídeos e de postagens no fórum da unidade. 
 
4. Na escola básica: a sala de aula “remota” e a sala de aula “híbrida”. 
 
 Considere que na sala de aula “remota” prevaleceu a docência unidirecional, explicadora, baseada em videoaulas e videoconferências para estudantes solitários e tarefeiros. Considere ainda que esse modus operandi pode manter-se inabalável na sala de aula “híbrida”. 
 
 
Critérios de avaliação 
 
O texto deve: 
1. Conter de 400 a 500 palavras e combinar exigências básicas à produção textual como coerência, coesão, organização 
estrutural, clareza e referências - (até 3,0 pontos); 
2. Manter o foco, isto é, responder ao enunciado da AP2 - (até 4,0 pontos); 
3. Contemplar o referencial teórico (textos e vídeos) indicados na Unidade 2 - (até 3,0 pontos). 
 
Bom trabalho! 
 	Ao se pensar sobre a comunicação na contemporaneidade, é possível pontuar que cada dia mais as novas tecnologias vêm contribuindo para modificar as relações comunicacionais e os lugares anteriormente tão bem marcados entre o emissor e o receptor. Isso porque, nesse cenário Cibercultural e sociotecnológico, a interatividade promovida pelas novas ferramentas vem contribuindo para tornar os papéis do emissor e do receptor cada vez mais dinâmicos. 	Assim, a internet, suas múltiplas conexões offline e online e as telas dos computadores e smatphones acabam por permitir intervenções colaborativas, com trocas de informações multidirecionais, oportunizando que todos os participantes contribuam no processo de construção da mensagem. Essa, por sua vez, passa ser uma construção coletiva e dialógica e que segundo Marchand (1987) se recompõe, se reorganiza e passa a ter outro significado com as intervenções tanto do emissor, quanto do receptor, colocando-se no mesmo nível e com muitas possibilidades. 
	Diante de todas as mudanças e em consonância com o surgimento do cenário pandêmico no mundo e a consequente necessidade do isolamento social, a Educação também foi impactada, sendo necessário discutir e elaborar novas estratégias de planejamento que comportassem o novo modelo de educação híbrida. Entretanto, como tão bem discutido nas aulas da disciplina, costumeiramente o que se pode perceber é que, mesmo tendo em mãos todo esse novo leque de possibilidades interativas, esse modelo de educação unidirecional, em que os atores da comunicação (emissor e receptor) continuam exercendo os seus papeis tradicionalmente estabelecidos, continua prevalecendo.
	Dessa maneira, é possível observar práticas pedagógicas verticalizadas e em que o modelo educacional das salas de aulas presencias apenas foram transpostas para as plataformas onlines, visto que são elaboradas para promover a participação dos alunos apenas em momentos pré definidos, numa interação reativa, roteirizada e que cerceia a liberdade (PRIMO, 2000), sem considerar as novas necessidades educacionais. Nesse contexto, não há a cocriação de mensagens e nem de conhecimento, prevalecendo o modelo da Pedagogia da transmissão, na qual as mensagens propostas pelos emissores (professores) continuam sendo de forma conteudistas e com receptores (estudantes) tarefeiros e expectadores.
	 Todavia, como pontuado no texto da aula 2 “Interatividade: modismo ou novo paradigma em comunicação?”, cabe salientar que as novas ferramentas tecnológicas e as plataformas digitais abrem espaço para o adentramento, para as múltiplas conexões entre os participantes, para a elaboração de novas estratégias comunicacionais dialógicas, nas quais o professor assume seu papel de mediador da aprendizagem e a mensagem passa a ganhar sentido com a intervenção do receptor (aluno), tornando-o cooperador e cocriador do seu próprio conhecimento. 
	Portanto, seja na sala de aula presencial ou virtual, é através dessa perspectiva participativa e de colaboração, baseadas nas interações mútuas e em que ocorram trocas constantes de conhecimento, é que é possível construir uma aprendizagem efetiva e que possibilite a formação de cidadão críticos, autônomos e reflexivos tão necessário a uma sociedade múltipla, plural e democrática.
 
Referências bibliográficas:
INTERATIVIDADE: Modismo ou novo paradigma em comunicação? Texto base da unidade 2. Disponível em: . Acesso em 04 de dez. de 2021.
MARCHAND, Marie. Les Paradis Informationnels: Du Minitel Aux Services de Communication du Futur. Paris: Masson, 1987.
PRIMO, Alex. Interação mútua e interação reativa:uma proposta de estudo. Revista da Famecos, n. 12, p. 81-92, jun. 2000. Disponível em: . Acesso em 04 de dez. de 2021.
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