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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Alguns indicadores de desempenho 
financeiro 
 
 
Uma boa gestão financeira deverá ser capaz de gerir os recursos da empresa no 
sentido de maximizar seus resultados, mas para isso tem-se a necessidade de medir 
seu desempenho (resultados), e em decorrência da análise dessas medidas 
financeiras atuar sobre as diversas varáveis da planta da atividade econômica da 
empresa. 
 
O estudo dessas métricas é um capítulo importante de finanças e será o tema que 
estudaremos nessa Unidade, na qual estudaremos algumas dessas medidas de 
desempenho. 
 
 
Objetivo 
 
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
• Calcular as diversas métricas de eficiência financeira para auxílio da gestão 
financeira das empresas. 
 
 
Conteúdo Programático 
 
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: 
 
• Tema 1 - Calcular as diversas métricas de eficiência financeira para 
auxílio da gestão financeira das empresas 
• Tema 2 - Grau de alavancagem operacional, financeira e total 
• Tema 3 - EBITDA e Valor Econômico Agregado - EVA 
 
 
 
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Todos já devem ter brincado na infância de 
equilibrar uma vassoura invertida na palma da mão. 
 
Vamos fazer esta experiência novamente (cuidado 
com os móveis e o ventilador de teto...)? 
 
Acredito que todos tenham conseguido. Repetindo 
algumas vezes então já nos tornamos malabaristas. 
Pois bem, vamos agora repetir esta experiência, só 
que iniciaremos com os olhos abertos e quando 
tivermos a vassoura em equilíbrio fechamos os 
olhos e tentaremos dar continuidade à experiência. 
 
 
Quem conseguiu manter o equilíbrio com os olhos fechados? Ninguém, não é 
mesmo? Por que isso aconteceu? 
 
Bem, aconteceu porque o que permitia corrigir a tendência de queda da vassoura era 
a sua capacidade de observação, seu olho aberto. A partir do momento que ele se 
fechou, você perdeu a capacidade de observar e, consequentemente, de corrigir a 
tendência de queda da vassoura. 
 
Isso pode ser mais bem entendido no diagrama esquemático abaixo: 
 
 
 
A referência de entrada é o que se deseja, no caso, manter a vassoura invertida e 
equilibrada na vertical. Seus olhos observam a tendência da vassoura de cair para a 
esquerda, por exemplo, e seu olho percebe isso. Sua capacidade de observação 
informa ao seu cérebro o que está ocorrendo (vassoura em processo de desequilíbrio) 
e como ele já tem a informação de como deveria acontecer (vassoura equilibrada – 
seu objetivo) surge um sinal de erro que é comunicado à mão de forma que haja um 
movimento no mesmo sentido do desequilíbrio, para que a tendência de queda seja 
neutralizada. 
 
 
 
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Isso então, continuamente, mantém a vassoura em equilíbrio vertical. Mas se 
fecharmos os olhos perderemos essa capacidade de correção por falta do feedback 
(realimentação) da informação de saída e a vassoura cairá. 
 
Muito bem, sistemas físicos não são, nesse aspecto, muito diferentes de sistemas de 
gestão financeira sobre plantas e projetos. Temos de ter a capacidade de medir (olhar) 
os resultados financeiros para que possamos controlar (cérebro) e garantir os 
resultados desejados (vassoura equilibrada). Podemos dizer que o que não pode ser 
observado não pode ser controlado. 
 
Para isso, desenvolve-se diversas métricas (medidas de observação) sob diversos 
aspectos, para que se tenham elementos para a análise financeira e, 
consequentemente, atuação na planta/projeto. Isso garante que os resultados 
desejados sejam continuamente perseguidos. 
 
Nesta Unidade, estudaremos algumas dessas medidas de desempenho financeiro, 
suas características e aplicabilidade. 
 
Bons estudos. 
 
 
 
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Tema 1 
Medição do ponto de equilíbrio (operacional, 
contábil e econômico) 
 
 
Que relação deve guardar o Break-even point, a 
capacidade instalada de uma empresa e a demanda de 
mercado? 
 
Nesta aula 1, estudaremos três tipos de medições de desempenho: Medição do ponto 
de equilíbrio operacional, contábil e econômico. 
 
Medição do ponto de equilíbrio (operacional, contábil e econômico) 
 
Uma empresa possui gastos (pagamentos) que são classificados em despesas e 
custos. Podemos dizer então que: 
 
Gastos = Despesas + Custos 
 
As despesas estão relacionadas aos gastos que guardam relação com o processo de 
geração de receitas da empresa. Seria, por exemplo, em uma indústria de brinquedos 
infantis, o salário de uma recepcionista, serviços de segurança, contas de consumo 
que estão relacionadas às atividades administrativas como telefone, energia, água e 
comunicação de dados, material de limpeza etc. 
 
Os custos estão relacionados aos gastos que guardam relação com a produção de 
novos bens e serviços da empresa. Classificam-se os custos como fixos e variáveis. 
 
São custos variáveis aqueles que variam com a produção, por exemplo, matéria-prima 
para a industrialização dos brinquedos como plástico, pequenos motores, pilhas, tinta 
para acabamentos, material de embalagem, comissões de vendedores etc. 
 
São custos fixos aqueles que não variam com a produção, mas estão relacionados à 
produção como, por exemplo, o contrato de manutenção ou seguro das máquinas da 
indústria, aluguel de equipamento, depreciação etc. 
 
Podemos então escrever sobre os custos que: 
 
Ct (Custos Totais) = Cf (Custos Fixos) + Cv(Custos Variáveis) 
 
É natural também concluirmos que os custos variáveis possam ser calculados pelo 
produto do número de unidades produzidas vezes o custo unitário de produção de 
cada uma, que chamaremos de Cu. Assim temos: 
 
Cv (Custos Variáveis) = Cu (Custos Unitário) X q (Quantidade produzida) 
 
 
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Cv = Cu . q 
 
Então, a equação do custo total pode ser escrita como: 
 
Ct = Cf + Cu . q 
 
Por outro lado, quanto à receita total, podemos dizer que ela pode ser calculada como 
sendo o produto da quantidade vendida (produzida) pelo preço de venda. Temos, 
então: 
 
Rt = Pv . q 
 
E finalmente, poderemos escrever a equação de um resultadoque chamaremos de 
lucro total como sendo a diferença entre a receita total e o custo total. Temos, então: 
 
Lt = Rt - Ct 
 
Ou ainda: 
 
Lt = Rt - (Cf + Cu . q) 
 
Lt = Pv . q - Cf - Cu . q 
 
Ou ainda: 
 
Lt = (Pv - Cu) q - Cf 
 
Vamos a um exemplo para podermos melhor entender esta equação e a importante 
informação que ela pode nos trazer. 
 
Exemplo 1 
 
Uma micro empresa, que vende exclusivamente pequenos empadões, 
possui custos fixos de $2.600,00 por mês. Todos os empadões, 
independentemente do sabor, são vendidos pelo mesmo valor de $36,00 e 
apurou o custo médio de produção de cada unidade em $10,00. 
 
Se mensalmente ela vende 250 unidades, qual o lucro dessa micro 
empresa? 
 
Aplicando a formulação vista acima, teremos: 
 
Lt = (Pv - Cu) q - Cf = (36 - 10) 250 - 2600 = 3900 
 
 
 
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A empresa apresenta, então, um faturamento líquido (sem pagamento de impostos) de 
$3.900,00 por mês. 
 
Mas nos perguntamos: para qualquer nível de produção e venda, ela permanece com 
lucro? 
 
Vamos então construir uma tabela na qual colocaremos diferentes níveis de 
produção/venda para analisarmos o comportamento da receita total e dos custos 
totais. Assim, temos o seguinte quadro: 
 
Quant. Custo Venda Lucro 
0 2.600 0,00 -2.600,00 
50 3.100,00 1.800,00 -1.300,00 
100 3.600,00 3.600,00 0,00 
150 4.100,00 5.400,00 1.300,00 
200 4.600,00 7.200,00 2.600,00 
250 5.100,00 9.000,00 3.900,00 
300 5.600,00 10.800,00 5.200,00 
 
No quadro acima, observamos que, de fato, para um nível de vendas de 250 unidades 
por mês, o resultado é um lucro de $3.900,00, mas também podemos observar que 
não é sempre assim. Para um nível de vendas inferior a 100 unidades por mês, o lucro 
se torna negativo e dizemos então que ocorreram prejuízos. Ou seja, as vendas 
(receita) não foram suficientes para cobrir os custos (em particular pela presença do 
custo fixo). 
 
Podemos criar o gráfico deste comportamento: 
 
 
 
 
 
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Concluímos, então, que a quantidade produzida/vendida de 100 unidades por mês é 
uma fronteira que marca o ponto aquém do qual a empresa opera com prejuízo (L > 0) 
e além do qual ela opera com lucro (L > 0). A esse ponto chamaremos de Ponto de 
Equilíbrio, ou Ponto de Nivelamento, ou ainda, do termo, em inglês, Break-even point. 
 
Para se calcular, então, o Ponto de Equilíbrio, basta descobrir qual a quantidade de 
produtos produzidos/vendidos (q) que faz o lucro ser nulo, ou seja, iguala a receita ao 
custo: 
 
Lt = Pv . q - Cf - Cu . q = 0 
 
Pv . q = Cf + Cu . q 
 
Fica claro que nesta metodologia nos preocupamos exclusivamente com as variáveis, 
receita e custo, o que nos confere uma visão exclusivamente operacional do problema, 
por isso chamaremos de Ponto de Equilíbrio Operacional. 
 
O mesmo entendimento pode ser desenvolvido quando se deseja analisar o ponto de 
equilíbrio sobre o aspecto contábil em que depreciação e impostos devem ser levados 
em consideração. Assim, temos: 
 
Receita = Custo total + Depreciação + Imposto de Renda 
 
Ou seja, o equilíbrio se dá quando a receita é igual à soma dos custos, depreciação e 
imposto de renda a pagar: 
 
Necessário salientar que a alíquota do imposto de renda incide sobre o Lucro da 
empresa. 
 
Pv . q = Cf + Cu . q + D + IR . Lucro 
 
Pv . q = Cf + Cu . q + D + IR (Pv . q - Cf - Cu . q - D) 
 
Exemplo 2 
 
Para o caso apresentado do exemplo 1, se o equipamento que for 
adquirido para a fabricação dos empadões representar um investimento de 
$31.200,00 e sua depreciação for linear ao longo dos cinco anos do ciclo 
de vida do equipamento e, ainda, se a alíquota do Imposto de Renda for de 
40%, qual o ponto de equilíbrio contábil deste negócio? 
 
Se a depreciação for linear ao longo de cinco anos, teremos a cada mês o seguinte 
valor de depreciação: 
 
 
 
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Substituindo os valores na equação do ponto de equilíbrio contábil, teremos: 
 
36 . q = 2600 + 10 . q + 520 + 0,40 (36 . q - 2600 - 10 . q - 520) 
 
Onde se calcula o valor de q = 120 unidades por mês para que se consiga o ponto de 
equilíbrio contábil. 
 
Se desejarmos levar em consideração o aspecto econômico do negócio, devemos 
descontar da receita o custo referente ao pagamento do financiamento para se 
comprar o equipamento (investimento). Estaremos, então, calculando o ponto de 
equilíbrio sobre o aspecto econômico. A equação fica: 
 
Receita total = Custo total + Custo capital + Imposto de Renda 
 
Lembrando mais uma vez que o Imposto de Renda é sobre a renda, ou seja, o lucro. 
 
Pv . q = Cf + Cu . q + Custo capital + IR (Pv . q - Cf - Cu . q - D) 
 
Exemplo 3 
 
Para o caso apresentado do exemplo 1 e com as informações 
apresentadas no exemplo 2, se a taxa de juros (custo de capital) utilizada 
para a compra do equipamento tiver sido de 12%aa, sendo pago em 60 
meses, qual será o ponto de equilíbrio econômico deste projeto? 
 
O custo do financiamento do equipamento ao longo dos 60 meses pode 
ser dado pela série uniformes de pagamentos: 
 
 
 
Substituindo os dados do problema, teremos: 
 
 
 
Determinamos, então, o custo financeiro mensal com o pagamento do financiamento 
do investimento, que será de $684,39. Note que temos de transformar a taxa que foi 
dada ao ano para taxa mensal por meio da seguinte equação (taxa equivalente): 
 
(1 + ia)1 = (1 + im)12 
 
 
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Substituindo os valores na equação, temos: 
 
36 . q = 2600 + 10 . q + 684,39 + 0,40 (36 . q - 2600 - 10 . q - 520) 
 
Determinamos, então, o valor de 130,54 unidades para o ponto de equilíbrio 
econômico. Por se tratar de unidades fabricadas, arredondamos para o primeiro 
número inteiro imediatamente acima: 131 unidades produzidas por mês. 
 
Vídeo 
 
Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
 
 
 
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Tema 2 
Grau de alavancagem operacional, financeira e 
total 
 
 
Qual a principal diferença entre as medidas do GAO e o 
GAF?Nesta aula, estudaremos um indicador de desempenho financeiro relacionado ao risco 
operacional e financeiro da empresa. 
 
O termo alavancagem aparece aqui associando a ajuda (“empurrão”) que as vendas 
produzem nos resultados da empresa. 
 
Grau de Alavancagem Operacional – GAO 
 
O Grau de Alavancagem Operacional – GAO é um indicativo de desempenho que 
estabelece uma relação entre a variação da receita de vendas e a variação do Lucro 
Antes dos Juros e Imposto de renda (LAJI), também conhecido como resultado 
operacional. 
 
Quantificando, teremos: 
 
 
 
Reescrevendo, temos: 
 
∆% LAJI = GAO . ∆% Receita das Vendas 
 
Vejamos que uma variação na LAJI é o resultado do produto da multiplicação do GAO 
pela variação na receita das vendas. Se o GAO for grande, significa dizer que mesmo 
pequenas variações na quantidade vendida afetarão muito o LAJI, produzindo grandes 
variações no LAJI, e para pequeno valor de GAO, as variações na quantidade vendida 
serão menos impactantes nas variações do LAJI. 
 
Então, concluímos que, quanto menor o GAO, menor é o risco da empresa 
(operacionalmente falando), por ser menos dependente das variações da quantidade 
vendida (receita das vendas); contudo, ao mesmo tempo, podemos ver que o GAO é 
diretamente proporcional à variação do LAJI, ou seja, para se ter muita variação do 
LAJI (muito lucro), temos de ter um GAO elevado, o que, como vimos no início do 
parágrafo, representa mais risco. 
 
 
 
 
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Saiba mais 
De forma a consolidar seu conhecimento sobre os tópicos ponto de equilíbrio e 
alavancagem para o incremento da produção nas empresas, sugerimos leitura do 
capítulo 4 (parte 4.3) do livro HOJI, Masakazu. Gestão financeira e econômica: 
didática, objetiva e prática. São Paulo: Atlas, 2019. ISBN 978-85-97-01888-2. 
Disponível no acervo da Minha Biblioteca. 
 
Essa conclusão é coerente com muitos comportamentos financeiros em que, para se 
obter melhores resultados, há de se correr mais riscos. 
 
Nota-se que se trata de uma métrica para saber sobre o risco operacional da empresa. 
 
Exemplo 4 
 
Retomando o problema visto no exemplo 1, determine o Grau de 
Alavancagem operacional – GAO da empresa. 
 
Lembrando que o LAJI pode ser dado pela equação: 
 
LAJI = Receita – Custos 
 
LAJI = Rt - Cf - Cv 
 
Temos o seguinte gráfico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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E a tabela associada: 
 
Quant. Custo Venda Lucro 
0 1.200,00 0,00 -1.200,00 
100 1.600,00 1.000,00 -600,00 
200 2.000,00 2.000,00 0,00 
300 2.400,00 3.000,00 600,00 
400 2.800,00 4.000,00 1.200,00 
500 3.200,00 5.000,00 1.800,00 
600 3.600,00 6.000,00 2.400,00 
 
A partir da equação definida para o cálculo do GAO, temos: 
 
 
 
Vamos tomar para o cálculo uma variação nas vendas de 300 para 600 unidades. 
Isso, conforme pode ser lido na tabela ou gráfico acima, em uma variação de $3.000 
para $6.000 na Receita das vendas, ou seja, 100%; e no LAJI, uma variação de $600 
para $2.400, ou seja, um crescimento de 400%. 
 
Substituindo na equação do GAO, temos: 
 
GAO = 400%/100% = 4 
 
Podemos ler este resultado como: para cada 1% de variação nas vendas, teremos 4% 
de variação no Lucro Antes dos Juros e Imposto de renda. O GAO mostra o quanto as 
variações nas vendas influenciam no LAJI. 
 
Grau de Alavancagem Financeira - GAF 
 
O Grau de Alavancagem Financeira – GAF- é um indicativo de desempenho que 
estabelece uma relação entre a variação do Lucro Por Ação – LPA- e a variação do 
Lucro Antes dos Juros e Imposto de renda (LAJI), também conhecido como resultado 
operacional. 
 
Quantificando, teremos: 
 
 
 
 
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Lembrando que o LPA é dado por: 
 
PA = LAJI-Juros/numero de ações 
 
GAF é uma medida de efetividade (performance) e representa o quanto os custos 
financeiros fixos são responsáveis para ampliar os efeitos do lucro por ação. Logo, 
quando o GAF é maior que 1, isso significa que existe alavancagem financeira na 
empresa, ou seja, para uma determinada variação do LAJI, a variação do LPA é maior. 
 
Exemplo 5 
 
Vejamos uma empresa que tenha três cenários econômicos: recessão, 
normal e crescimento. Isso vai implicar diferentes níveis de vendas e 
consequentemente de LAJI como é mostrado no quadro abaixo. Qual o 
grau de alavancagem financeira para uma variação do cenário normal para 
o de crescimento: 
 
LPA para diversos níveis de LAJI 
 Recessão Normal Crescimento 
LAJI 
(Lucro Operacional) 
60.000 100.000 140.000 
Despesas Financeiras (juros) 20.000 20.000 20.000 
LAIR 40.000 80.000 120.000 
Imposto de Renda 
(40%) 
16.000 32.000 48.000 
Lucro Líquido 24.000 32.000 48.000 
Lucro por ação – LPA 4 8 12 
 
Vamos tomar para o cálculo uma variação no LAJI de $100.000 para $140.000, isso 
representa uma variação de +40%. Para as mesmas condições, teremos uma variação 
do LPA de $8,00 para $12,00, o que representa uma variação percentual de 50,00%. 
 
Substituindo na equação do GAF, temos: 
 
GAF = 50%/40% = 1,25 
 
Podemos ler este resultado como: para cada 1% de variação no LAJI, teremos 1,33 de 
variação no Lucro Por Ação - LPA. O GAF mostra o quanto as variações no LAJI 
influenciam no LPA. 
 
 
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Notem que se trata de uma métrica que está interessada em saber sobre o risco 
financeiro da empresa. 
 
Grau de Alavancagem Total – GAT 
 
O Grau de Alavancagem Total – GAT- é um indicativo de desempenho que estabelece 
uma relação entre a variação do Lucro Por Ação – LPA- e a variação da Receita das 
Vendas. 
 
Quantificando, teremos: 
 
 
 
Podemos, então, reescrever a equação do Grau de Alavancagem Total – GAT- como 
sendo: 
 
 
 
Ou seja: 
 
GAF = GAF x GAO 
 
 
 
 
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Tema 3 
EBITDA e Valor Econômico Agregado - EVA 
 
 
Qual a relação que existe entre o EVA e o VPL? 
 
Nesta Aula estudaremos dois indicadores de desempenho financeiro. 
 
EBITDA - Earnings Before Interest Rates, Taxes, 
Depreciation and Amortization 
 
Em português é identificado como LAJIDA - Lucro antes dos Juros,Imposto de 
Renda, Depreciação e Amortização. 
 
Este indicador se traduz pela geração operacional de caixa da empresa. Seu objetivo 
é representar o quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade principal, 
sem levar em consideração os efeitos financeiros como a qualidade do crédito tomado 
junto ao mercado e a rentabilidade dos investimentos financeiros, desconsiderando 
também os impostos com seus aspectos regulatórios e enquadramentos tributários. 
 
É um indicador importante para avaliar a qualidade operacional da empresa e a sua 
geração de caixa. 
 
Exemplo 6 
 
A partir do Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE- de uma 
empresa apresentado abaixo, determinar o EBITDA sabendo que a 
depreciação no período foi de $3.587,00. 
 
Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores 
(+) Receita Operacional Bruta 247.541,00 
(-) Imposto sobre a venda 24.754,10 
(=) Receita operacional líquida 222.786,90 
(-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 89.542,00 
(=) Lucro Bruto 133.244,90 
Despesas operacionais 11.106,00 
(-) Despesas com vendas 3.874,00 
 
 
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(-) Despesas gerais e administrativas 2.654,00 
(-) Despesas financeiras 4.578,00 
(=) Lucro operacional 122.138,90 
(-/+) Outras receitas / despesas não operacionais -3.541,00 
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) 118.597,90 
(-) Imposto de renda 5.684,00 
(=) Lucro Líquido 112.913,90 
 
A partir do DRE devemos identificar o Lucro Operacional sem descontar as despesas 
financeiras, e a esse valor adicionar a depreciação conforme definição do EBITDA. 
Temos, então: 
 
Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores 
(+) Receita Operacional Bruta 247.541,00 
(-) Imposto sobre a venda 24.754,10 
(=) Receita operacional líquida 222.786,90 
(-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 89.542,00 
(=) Lucro Bruto 133.244,90 
Despesas operacionais 6.528,00 
(-) Despesas com vendas 3.874,00 
(-) Despesas gerais e administrativas 2.654,00 
(+) Depreciação 3.587,00 
(=) EBITDA 130.303,90 
Margem EBITDA (%) 58,49% 
 
A margem EBITDA é calculada pela expressão abaixo: 
 
Margem EBITDA = EBITDA/Receita Operacional Líquida 
 
Então, podemos dizer que, no exemplo acima, 58,49% da Receita Operacional Líquida 
é gerado por esta empresa em sua atividade sem levar em consideração os impostos 
e despesas com financiamentos. 
 
 
 
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O EBITDA, então, mensura o resultado operacional da empresa, observado o seu 
fluxo de caixa operacional. É, ainda, uma métrica muito utilizada para se 
comparar ou avaliar uma empresa, porque representa uma forma de medir a 
geração de riqueza pela atividade principal da mesma de forma genuinamente 
operacional. Observa exclusivamente a produtividade e a eficiência do negócio. 
 
Valor Econômico Agregado – EVA 
 
O Valor Econômico Agregado (ou adicionado), EVA é a abreviação do termo em 
inglês Economic Value Added, que foi desenvolvido por uma empresa de consultoria 
americana Stern Stewart & Co., e que veio a ser adotado mundialmente como medida 
de criação de valor para os investidores (acionistas). 
 
Vejamos um exemplo: 
 
Exemplo 7 
 
Uma empresa possui a seguinte estrutura de capital: 
 
 
 
O seu ativo operacional líquido é de $40.000. Sabe-se ainda que o custo do capital de 
terceiros é de 12,0% e do capital próprio é de 14,0%. 
 
Podemos calcular então a participação de cada capital na estrutura da empresa: 
 
Cap.Terceiros = 40.000x 0,30 = 12.000 
Cap.Terceiros = 40.000x 0,70 = 28.000 
 
Como é informado o custo (%) de cada capital, podemos calcular o valor pago pela 
empresa pelo seu uso: 
 
Gasto Cap.Terc. = 12.000 x 0,12 = $1.440 
Gasto Cap.Terc. = 28.000 x 0,14 = $3.920 
 
A partir do Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE- da empresa apresentado 
abaixo, temos: 
 
 
 
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Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores 
(+) Receita Operacional Bruta 50.000,00 
(-) Imposto sobre a venda 5.000,00 
(=) Receita operacional líquida 45.000,00 
(-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 19.800,00 
(=) Lucro Bruto 25.200,00 
Despesas operacionais 12.400,00 
(=) Lucro operacional antes do IR 12.800,00 
Imposto de renda 5.120,00 
(=) Lucro operacional após o IR 7.680,00 
(-) Custo capital de terceiros 1.440,00 
(=) Lucro Líquido 6.240,00 
(-) Custo capital de próprio 3.920,00 
(=) EVA 2.320,00 
 
Percebam que somente após o Lucro Operacional, já descontado o Imposto de 
Renda, é que abatemos as despesas financeiras com capital de terceiros para se 
obter o Lucro líquido e, em seguida, abatemos as despesas financeiras com capital 
próprio quando finalmente chegamos ao Valor Econômico Agregado – EVA- do 
período. 
 
Então, o EVA é o resultado operacional da empresa, descontando os custos da 
estrutura de capital (capital de terceiros e próprio). Entendemos que a geração de 
riqueza da empresa nesse caso foi suficiente para pagar os custos financeiros do seu 
financiamento e ainda gerou um excedente, um valor a ser agregado ao negócio, aos 
seus acionistas. 
 
Então podemos dizer que: 
 
EVA > 0 O negócio está agregando valor aos acionistas. 
EVA = 0 
Situação de equilíbrio, não há destruição nem criação de valor 
aos acionistas. 
EVAchamaremos de capacidade instalada, e a empresa atua no mercado onde existe uma 
demanda pelo produto ou serviço que está sendo ofertado a esse mesmo mercado, e 
existe, ainda, o ponto de nivelamento (break-even point) que marca a fronteira mínima 
de produção/vendas para que a empresa opere na região de viabilidade (operacional, 
contábil e econômica). A relação entre esses três momentos deve respeitar as 
seguintes condições: 
 
Para um Break-even point superior à capacidade instalada, o projeto se mostra 
inviável por não conseguir produzir a quantidade suficiente que o ponto mínimo 
(Break-even point) exige. 
 
A demanda deverá ser sempre superior ao Break-even e a capacidade instalada de 
forma que exista mercado para poder consumir os produtos/serviços que estão sendo 
produzidos. 
 
Então, a melhor relação entre esses três pontos é a que está representada abaixo: 
 
 
 
Onde vemos que a capacidade instalada é maior que o ponto de nivelamento, o que 
mostra que a empresa tem capacidade de produção além do mínimo de viabilidade, e, 
ao mesmo tempo, a capacidade instalada é menor do que a demanda, o que mostra 
que a produção deve ser absorvida pelo mercado integralmente. As empresas 
procuram sempre atender à plenitude da demanda de mercado, aproveitando o 
máximo que a atividade pode proporcionar, e evitando, inclusive, que outros 
concorrentes o façam. 
 
Qual a principal diferença entre as medidas do GAO e o 
GAF? 
 
O Grau de Alavancagem Operacional – GAO- é a relação entre o Lucro Antes dos 
Juros e Impostos – LAJI- e a Receita Bruta, o que revela se preocupar com uma visão 
operacional, não avaliando custos financeiros. (parte superior do Demonstrativo de 
Resultados do Exercícios - DRE). 
 
 
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O Grau de Alavancagem Financeiro – GAF - é a relação entre o Lucro Por Ação – LPA 
- e o Lucro Antes dos Juros e Impostos – LAJI- , o que revela se preocupar com uma 
visão financeira, avaliando os custos financeiros. (parte inferior do Demonstrativo de 
Resultados dos Exercícios - DRE). 
 
 
 
Qual a relação que existe entre o EVA e o VPL? 
 
Como vimos o Valor Econômico Agregado – EVA- é o resultado final de um 
demonstrativo de resultado – Lucros Operacionais Líquidos Pós-Impostos, descontado 
os custos financeiros do capital de terceiros e próprio. 
 
Podemos escrever, então, que o resultado final é o NOPAT (NetOperating Profit After 
Taxes) do fluxo naquele período, menos os custos financeiros, escrevendo a seguinte 
equação: 
 
EVA = NOPAT - Custo de capital 
 
Lembrando que o capital investido é todo o ativo (V) (capital de terceiro - D + capital 
próprio - E) e, assim, o custo deste capital pode ser obtido pela multiplicação do capital 
total pela taxa de juros que é o WACC (Custo Médio Ponderado de Capital). Temos, 
então: 
 
Custo de capital = Capital Investido x WACC 
 
 
 
 
 
 
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A cada período (anualmente, por exemplo) pode-se calcular o EVA. Teremos, então: 
 
 
 
Calculando o Valor Presente da série de EVAs, temos: 
 
 
 
Resumo da Unidade 
 
E finalizamos o estudo da disciplina Gestão Financeira abordando outros importantes 
indicadores de viabilidade de projetos. 
 
No tema 1, aprendemos a calcular o ponto de equilíbrio por 3 óticas: o ponto de 
equilíbrio operacional, o ponto de equilíbrio contábil e o ponto de equilíbrio econômico. 
O ponto de equilíbrio ou ponto de nivelamento, ou ainda, do termo, em inglês, Break-
even point, marca a fronteira que marca o ponto aquém do qual a empresa opera com 
prejuízo (L > 0) e além do qual ela opera com lucro (L > 0). 
 
No tema 2, evidenciamos o grau de alavancagem e seus subtipos: operacional, 
financeiro e a combinação de ambos que denomina-se alavancagem total. A 
alavancagem é o indicador associado ao risco operacional e financeiro da empresa, 
quando determinado gestor (acionista, empreendedor) decide aportar determinado 
recurso, seja ele de ativos fixos ou financeiros, à determinada produção existente. 
 
E finalizamos o estudo da Unidade 4, no estudo do tema 3 com as análises dos 
indicadores EBITDA e do EVA. O indicador EBITDA (Earnings Before Interest Rates, 
Taxes, Depreciation and Amortization), que significa o lucro antes dos juros, imposto 
de renda, depreciação e amortização, representa o quanto a empresa gera de 
recursos apenas em sua atividade principal, ou seja, pela geração operacional de 
caixa da empresa; e o EVA, abreviação do termo em inglês Economic Value Added 
analisa o Valor Econômico Agregado e mede a criação de valor gerado por tais 
empresas a seus para os investidores (acionistas). 
 
 
 
 
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Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos 
abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências 
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino 
publicado na página inicial da disciplina.

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