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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Alguns indicadores de desempenho financeiro Uma boa gestão financeira deverá ser capaz de gerir os recursos da empresa no sentido de maximizar seus resultados, mas para isso tem-se a necessidade de medir seu desempenho (resultados), e em decorrência da análise dessas medidas financeiras atuar sobre as diversas varáveis da planta da atividade econômica da empresa. O estudo dessas métricas é um capítulo importante de finanças e será o tema que estudaremos nessa Unidade, na qual estudaremos algumas dessas medidas de desempenho. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: • Calcular as diversas métricas de eficiência financeira para auxílio da gestão financeira das empresas. Conteúdo Programático Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: • Tema 1 - Calcular as diversas métricas de eficiência financeira para auxílio da gestão financeira das empresas • Tema 2 - Grau de alavancagem operacional, financeira e total • Tema 3 - EBITDA e Valor Econômico Agregado - EVA Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Todos já devem ter brincado na infância de equilibrar uma vassoura invertida na palma da mão. Vamos fazer esta experiência novamente (cuidado com os móveis e o ventilador de teto...)? Acredito que todos tenham conseguido. Repetindo algumas vezes então já nos tornamos malabaristas. Pois bem, vamos agora repetir esta experiência, só que iniciaremos com os olhos abertos e quando tivermos a vassoura em equilíbrio fechamos os olhos e tentaremos dar continuidade à experiência. Quem conseguiu manter o equilíbrio com os olhos fechados? Ninguém, não é mesmo? Por que isso aconteceu? Bem, aconteceu porque o que permitia corrigir a tendência de queda da vassoura era a sua capacidade de observação, seu olho aberto. A partir do momento que ele se fechou, você perdeu a capacidade de observar e, consequentemente, de corrigir a tendência de queda da vassoura. Isso pode ser mais bem entendido no diagrama esquemático abaixo: A referência de entrada é o que se deseja, no caso, manter a vassoura invertida e equilibrada na vertical. Seus olhos observam a tendência da vassoura de cair para a esquerda, por exemplo, e seu olho percebe isso. Sua capacidade de observação informa ao seu cérebro o que está ocorrendo (vassoura em processo de desequilíbrio) e como ele já tem a informação de como deveria acontecer (vassoura equilibrada – seu objetivo) surge um sinal de erro que é comunicado à mão de forma que haja um movimento no mesmo sentido do desequilíbrio, para que a tendência de queda seja neutralizada. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Isso então, continuamente, mantém a vassoura em equilíbrio vertical. Mas se fecharmos os olhos perderemos essa capacidade de correção por falta do feedback (realimentação) da informação de saída e a vassoura cairá. Muito bem, sistemas físicos não são, nesse aspecto, muito diferentes de sistemas de gestão financeira sobre plantas e projetos. Temos de ter a capacidade de medir (olhar) os resultados financeiros para que possamos controlar (cérebro) e garantir os resultados desejados (vassoura equilibrada). Podemos dizer que o que não pode ser observado não pode ser controlado. Para isso, desenvolve-se diversas métricas (medidas de observação) sob diversos aspectos, para que se tenham elementos para a análise financeira e, consequentemente, atuação na planta/projeto. Isso garante que os resultados desejados sejam continuamente perseguidos. Nesta Unidade, estudaremos algumas dessas medidas de desempenho financeiro, suas características e aplicabilidade. Bons estudos. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 1 Medição do ponto de equilíbrio (operacional, contábil e econômico) Que relação deve guardar o Break-even point, a capacidade instalada de uma empresa e a demanda de mercado? Nesta aula 1, estudaremos três tipos de medições de desempenho: Medição do ponto de equilíbrio operacional, contábil e econômico. Medição do ponto de equilíbrio (operacional, contábil e econômico) Uma empresa possui gastos (pagamentos) que são classificados em despesas e custos. Podemos dizer então que: Gastos = Despesas + Custos As despesas estão relacionadas aos gastos que guardam relação com o processo de geração de receitas da empresa. Seria, por exemplo, em uma indústria de brinquedos infantis, o salário de uma recepcionista, serviços de segurança, contas de consumo que estão relacionadas às atividades administrativas como telefone, energia, água e comunicação de dados, material de limpeza etc. Os custos estão relacionados aos gastos que guardam relação com a produção de novos bens e serviços da empresa. Classificam-se os custos como fixos e variáveis. São custos variáveis aqueles que variam com a produção, por exemplo, matéria-prima para a industrialização dos brinquedos como plástico, pequenos motores, pilhas, tinta para acabamentos, material de embalagem, comissões de vendedores etc. São custos fixos aqueles que não variam com a produção, mas estão relacionados à produção como, por exemplo, o contrato de manutenção ou seguro das máquinas da indústria, aluguel de equipamento, depreciação etc. Podemos então escrever sobre os custos que: Ct (Custos Totais) = Cf (Custos Fixos) + Cv(Custos Variáveis) É natural também concluirmos que os custos variáveis possam ser calculados pelo produto do número de unidades produzidas vezes o custo unitário de produção de cada uma, que chamaremos de Cu. Assim temos: Cv (Custos Variáveis) = Cu (Custos Unitário) X q (Quantidade produzida) Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Cv = Cu . q Então, a equação do custo total pode ser escrita como: Ct = Cf + Cu . q Por outro lado, quanto à receita total, podemos dizer que ela pode ser calculada como sendo o produto da quantidade vendida (produzida) pelo preço de venda. Temos, então: Rt = Pv . q E finalmente, poderemos escrever a equação de um resultadoque chamaremos de lucro total como sendo a diferença entre a receita total e o custo total. Temos, então: Lt = Rt - Ct Ou ainda: Lt = Rt - (Cf + Cu . q) Lt = Pv . q - Cf - Cu . q Ou ainda: Lt = (Pv - Cu) q - Cf Vamos a um exemplo para podermos melhor entender esta equação e a importante informação que ela pode nos trazer. Exemplo 1 Uma micro empresa, que vende exclusivamente pequenos empadões, possui custos fixos de $2.600,00 por mês. Todos os empadões, independentemente do sabor, são vendidos pelo mesmo valor de $36,00 e apurou o custo médio de produção de cada unidade em $10,00. Se mensalmente ela vende 250 unidades, qual o lucro dessa micro empresa? Aplicando a formulação vista acima, teremos: Lt = (Pv - Cu) q - Cf = (36 - 10) 250 - 2600 = 3900 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. A empresa apresenta, então, um faturamento líquido (sem pagamento de impostos) de $3.900,00 por mês. Mas nos perguntamos: para qualquer nível de produção e venda, ela permanece com lucro? Vamos então construir uma tabela na qual colocaremos diferentes níveis de produção/venda para analisarmos o comportamento da receita total e dos custos totais. Assim, temos o seguinte quadro: Quant. Custo Venda Lucro 0 2.600 0,00 -2.600,00 50 3.100,00 1.800,00 -1.300,00 100 3.600,00 3.600,00 0,00 150 4.100,00 5.400,00 1.300,00 200 4.600,00 7.200,00 2.600,00 250 5.100,00 9.000,00 3.900,00 300 5.600,00 10.800,00 5.200,00 No quadro acima, observamos que, de fato, para um nível de vendas de 250 unidades por mês, o resultado é um lucro de $3.900,00, mas também podemos observar que não é sempre assim. Para um nível de vendas inferior a 100 unidades por mês, o lucro se torna negativo e dizemos então que ocorreram prejuízos. Ou seja, as vendas (receita) não foram suficientes para cobrir os custos (em particular pela presença do custo fixo). Podemos criar o gráfico deste comportamento: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Concluímos, então, que a quantidade produzida/vendida de 100 unidades por mês é uma fronteira que marca o ponto aquém do qual a empresa opera com prejuízo (L > 0) e além do qual ela opera com lucro (L > 0). A esse ponto chamaremos de Ponto de Equilíbrio, ou Ponto de Nivelamento, ou ainda, do termo, em inglês, Break-even point. Para se calcular, então, o Ponto de Equilíbrio, basta descobrir qual a quantidade de produtos produzidos/vendidos (q) que faz o lucro ser nulo, ou seja, iguala a receita ao custo: Lt = Pv . q - Cf - Cu . q = 0 Pv . q = Cf + Cu . q Fica claro que nesta metodologia nos preocupamos exclusivamente com as variáveis, receita e custo, o que nos confere uma visão exclusivamente operacional do problema, por isso chamaremos de Ponto de Equilíbrio Operacional. O mesmo entendimento pode ser desenvolvido quando se deseja analisar o ponto de equilíbrio sobre o aspecto contábil em que depreciação e impostos devem ser levados em consideração. Assim, temos: Receita = Custo total + Depreciação + Imposto de Renda Ou seja, o equilíbrio se dá quando a receita é igual à soma dos custos, depreciação e imposto de renda a pagar: Necessário salientar que a alíquota do imposto de renda incide sobre o Lucro da empresa. Pv . q = Cf + Cu . q + D + IR . Lucro Pv . q = Cf + Cu . q + D + IR (Pv . q - Cf - Cu . q - D) Exemplo 2 Para o caso apresentado do exemplo 1, se o equipamento que for adquirido para a fabricação dos empadões representar um investimento de $31.200,00 e sua depreciação for linear ao longo dos cinco anos do ciclo de vida do equipamento e, ainda, se a alíquota do Imposto de Renda for de 40%, qual o ponto de equilíbrio contábil deste negócio? Se a depreciação for linear ao longo de cinco anos, teremos a cada mês o seguinte valor de depreciação: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Substituindo os valores na equação do ponto de equilíbrio contábil, teremos: 36 . q = 2600 + 10 . q + 520 + 0,40 (36 . q - 2600 - 10 . q - 520) Onde se calcula o valor de q = 120 unidades por mês para que se consiga o ponto de equilíbrio contábil. Se desejarmos levar em consideração o aspecto econômico do negócio, devemos descontar da receita o custo referente ao pagamento do financiamento para se comprar o equipamento (investimento). Estaremos, então, calculando o ponto de equilíbrio sobre o aspecto econômico. A equação fica: Receita total = Custo total + Custo capital + Imposto de Renda Lembrando mais uma vez que o Imposto de Renda é sobre a renda, ou seja, o lucro. Pv . q = Cf + Cu . q + Custo capital + IR (Pv . q - Cf - Cu . q - D) Exemplo 3 Para o caso apresentado do exemplo 1 e com as informações apresentadas no exemplo 2, se a taxa de juros (custo de capital) utilizada para a compra do equipamento tiver sido de 12%aa, sendo pago em 60 meses, qual será o ponto de equilíbrio econômico deste projeto? O custo do financiamento do equipamento ao longo dos 60 meses pode ser dado pela série uniformes de pagamentos: Substituindo os dados do problema, teremos: Determinamos, então, o custo financeiro mensal com o pagamento do financiamento do investimento, que será de $684,39. Note que temos de transformar a taxa que foi dada ao ano para taxa mensal por meio da seguinte equação (taxa equivalente): (1 + ia)1 = (1 + im)12 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Substituindo os valores na equação, temos: 36 . q = 2600 + 10 . q + 684,39 + 0,40 (36 . q - 2600 - 10 . q - 520) Determinamos, então, o valor de 130,54 unidades para o ponto de equilíbrio econômico. Por se tratar de unidades fabricadas, arredondamos para o primeiro número inteiro imediatamente acima: 131 unidades produzidas por mês. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 2 Grau de alavancagem operacional, financeira e total Qual a principal diferença entre as medidas do GAO e o GAF?Nesta aula, estudaremos um indicador de desempenho financeiro relacionado ao risco operacional e financeiro da empresa. O termo alavancagem aparece aqui associando a ajuda (“empurrão”) que as vendas produzem nos resultados da empresa. Grau de Alavancagem Operacional – GAO O Grau de Alavancagem Operacional – GAO é um indicativo de desempenho que estabelece uma relação entre a variação da receita de vendas e a variação do Lucro Antes dos Juros e Imposto de renda (LAJI), também conhecido como resultado operacional. Quantificando, teremos: Reescrevendo, temos: ∆% LAJI = GAO . ∆% Receita das Vendas Vejamos que uma variação na LAJI é o resultado do produto da multiplicação do GAO pela variação na receita das vendas. Se o GAO for grande, significa dizer que mesmo pequenas variações na quantidade vendida afetarão muito o LAJI, produzindo grandes variações no LAJI, e para pequeno valor de GAO, as variações na quantidade vendida serão menos impactantes nas variações do LAJI. Então, concluímos que, quanto menor o GAO, menor é o risco da empresa (operacionalmente falando), por ser menos dependente das variações da quantidade vendida (receita das vendas); contudo, ao mesmo tempo, podemos ver que o GAO é diretamente proporcional à variação do LAJI, ou seja, para se ter muita variação do LAJI (muito lucro), temos de ter um GAO elevado, o que, como vimos no início do parágrafo, representa mais risco. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Saiba mais De forma a consolidar seu conhecimento sobre os tópicos ponto de equilíbrio e alavancagem para o incremento da produção nas empresas, sugerimos leitura do capítulo 4 (parte 4.3) do livro HOJI, Masakazu. Gestão financeira e econômica: didática, objetiva e prática. São Paulo: Atlas, 2019. ISBN 978-85-97-01888-2. Disponível no acervo da Minha Biblioteca. Essa conclusão é coerente com muitos comportamentos financeiros em que, para se obter melhores resultados, há de se correr mais riscos. Nota-se que se trata de uma métrica para saber sobre o risco operacional da empresa. Exemplo 4 Retomando o problema visto no exemplo 1, determine o Grau de Alavancagem operacional – GAO da empresa. Lembrando que o LAJI pode ser dado pela equação: LAJI = Receita – Custos LAJI = Rt - Cf - Cv Temos o seguinte gráfico: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. E a tabela associada: Quant. Custo Venda Lucro 0 1.200,00 0,00 -1.200,00 100 1.600,00 1.000,00 -600,00 200 2.000,00 2.000,00 0,00 300 2.400,00 3.000,00 600,00 400 2.800,00 4.000,00 1.200,00 500 3.200,00 5.000,00 1.800,00 600 3.600,00 6.000,00 2.400,00 A partir da equação definida para o cálculo do GAO, temos: Vamos tomar para o cálculo uma variação nas vendas de 300 para 600 unidades. Isso, conforme pode ser lido na tabela ou gráfico acima, em uma variação de $3.000 para $6.000 na Receita das vendas, ou seja, 100%; e no LAJI, uma variação de $600 para $2.400, ou seja, um crescimento de 400%. Substituindo na equação do GAO, temos: GAO = 400%/100% = 4 Podemos ler este resultado como: para cada 1% de variação nas vendas, teremos 4% de variação no Lucro Antes dos Juros e Imposto de renda. O GAO mostra o quanto as variações nas vendas influenciam no LAJI. Grau de Alavancagem Financeira - GAF O Grau de Alavancagem Financeira – GAF- é um indicativo de desempenho que estabelece uma relação entre a variação do Lucro Por Ação – LPA- e a variação do Lucro Antes dos Juros e Imposto de renda (LAJI), também conhecido como resultado operacional. Quantificando, teremos: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Lembrando que o LPA é dado por: PA = LAJI-Juros/numero de ações GAF é uma medida de efetividade (performance) e representa o quanto os custos financeiros fixos são responsáveis para ampliar os efeitos do lucro por ação. Logo, quando o GAF é maior que 1, isso significa que existe alavancagem financeira na empresa, ou seja, para uma determinada variação do LAJI, a variação do LPA é maior. Exemplo 5 Vejamos uma empresa que tenha três cenários econômicos: recessão, normal e crescimento. Isso vai implicar diferentes níveis de vendas e consequentemente de LAJI como é mostrado no quadro abaixo. Qual o grau de alavancagem financeira para uma variação do cenário normal para o de crescimento: LPA para diversos níveis de LAJI Recessão Normal Crescimento LAJI (Lucro Operacional) 60.000 100.000 140.000 Despesas Financeiras (juros) 20.000 20.000 20.000 LAIR 40.000 80.000 120.000 Imposto de Renda (40%) 16.000 32.000 48.000 Lucro Líquido 24.000 32.000 48.000 Lucro por ação – LPA 4 8 12 Vamos tomar para o cálculo uma variação no LAJI de $100.000 para $140.000, isso representa uma variação de +40%. Para as mesmas condições, teremos uma variação do LPA de $8,00 para $12,00, o que representa uma variação percentual de 50,00%. Substituindo na equação do GAF, temos: GAF = 50%/40% = 1,25 Podemos ler este resultado como: para cada 1% de variação no LAJI, teremos 1,33 de variação no Lucro Por Ação - LPA. O GAF mostra o quanto as variações no LAJI influenciam no LPA. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Notem que se trata de uma métrica que está interessada em saber sobre o risco financeiro da empresa. Grau de Alavancagem Total – GAT O Grau de Alavancagem Total – GAT- é um indicativo de desempenho que estabelece uma relação entre a variação do Lucro Por Ação – LPA- e a variação da Receita das Vendas. Quantificando, teremos: Podemos, então, reescrever a equação do Grau de Alavancagem Total – GAT- como sendo: Ou seja: GAF = GAF x GAO Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 3 EBITDA e Valor Econômico Agregado - EVA Qual a relação que existe entre o EVA e o VPL? Nesta Aula estudaremos dois indicadores de desempenho financeiro. EBITDA - Earnings Before Interest Rates, Taxes, Depreciation and Amortization Em português é identificado como LAJIDA - Lucro antes dos Juros,Imposto de Renda, Depreciação e Amortização. Este indicador se traduz pela geração operacional de caixa da empresa. Seu objetivo é representar o quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade principal, sem levar em consideração os efeitos financeiros como a qualidade do crédito tomado junto ao mercado e a rentabilidade dos investimentos financeiros, desconsiderando também os impostos com seus aspectos regulatórios e enquadramentos tributários. É um indicador importante para avaliar a qualidade operacional da empresa e a sua geração de caixa. Exemplo 6 A partir do Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE- de uma empresa apresentado abaixo, determinar o EBITDA sabendo que a depreciação no período foi de $3.587,00. Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores (+) Receita Operacional Bruta 247.541,00 (-) Imposto sobre a venda 24.754,10 (=) Receita operacional líquida 222.786,90 (-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 89.542,00 (=) Lucro Bruto 133.244,90 Despesas operacionais 11.106,00 (-) Despesas com vendas 3.874,00 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. (-) Despesas gerais e administrativas 2.654,00 (-) Despesas financeiras 4.578,00 (=) Lucro operacional 122.138,90 (-/+) Outras receitas / despesas não operacionais -3.541,00 (=) Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) 118.597,90 (-) Imposto de renda 5.684,00 (=) Lucro Líquido 112.913,90 A partir do DRE devemos identificar o Lucro Operacional sem descontar as despesas financeiras, e a esse valor adicionar a depreciação conforme definição do EBITDA. Temos, então: Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores (+) Receita Operacional Bruta 247.541,00 (-) Imposto sobre a venda 24.754,10 (=) Receita operacional líquida 222.786,90 (-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 89.542,00 (=) Lucro Bruto 133.244,90 Despesas operacionais 6.528,00 (-) Despesas com vendas 3.874,00 (-) Despesas gerais e administrativas 2.654,00 (+) Depreciação 3.587,00 (=) EBITDA 130.303,90 Margem EBITDA (%) 58,49% A margem EBITDA é calculada pela expressão abaixo: Margem EBITDA = EBITDA/Receita Operacional Líquida Então, podemos dizer que, no exemplo acima, 58,49% da Receita Operacional Líquida é gerado por esta empresa em sua atividade sem levar em consideração os impostos e despesas com financiamentos. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. O EBITDA, então, mensura o resultado operacional da empresa, observado o seu fluxo de caixa operacional. É, ainda, uma métrica muito utilizada para se comparar ou avaliar uma empresa, porque representa uma forma de medir a geração de riqueza pela atividade principal da mesma de forma genuinamente operacional. Observa exclusivamente a produtividade e a eficiência do negócio. Valor Econômico Agregado – EVA O Valor Econômico Agregado (ou adicionado), EVA é a abreviação do termo em inglês Economic Value Added, que foi desenvolvido por uma empresa de consultoria americana Stern Stewart & Co., e que veio a ser adotado mundialmente como medida de criação de valor para os investidores (acionistas). Vejamos um exemplo: Exemplo 7 Uma empresa possui a seguinte estrutura de capital: O seu ativo operacional líquido é de $40.000. Sabe-se ainda que o custo do capital de terceiros é de 12,0% e do capital próprio é de 14,0%. Podemos calcular então a participação de cada capital na estrutura da empresa: Cap.Terceiros = 40.000x 0,30 = 12.000 Cap.Terceiros = 40.000x 0,70 = 28.000 Como é informado o custo (%) de cada capital, podemos calcular o valor pago pela empresa pelo seu uso: Gasto Cap.Terc. = 12.000 x 0,12 = $1.440 Gasto Cap.Terc. = 28.000 x 0,14 = $3.920 A partir do Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE- da empresa apresentado abaixo, temos: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Demonstrativo do resultado de Exercício – DRE Valores (+) Receita Operacional Bruta 50.000,00 (-) Imposto sobre a venda 5.000,00 (=) Receita operacional líquida 45.000,00 (-) Custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados 19.800,00 (=) Lucro Bruto 25.200,00 Despesas operacionais 12.400,00 (=) Lucro operacional antes do IR 12.800,00 Imposto de renda 5.120,00 (=) Lucro operacional após o IR 7.680,00 (-) Custo capital de terceiros 1.440,00 (=) Lucro Líquido 6.240,00 (-) Custo capital de próprio 3.920,00 (=) EVA 2.320,00 Percebam que somente após o Lucro Operacional, já descontado o Imposto de Renda, é que abatemos as despesas financeiras com capital de terceiros para se obter o Lucro líquido e, em seguida, abatemos as despesas financeiras com capital próprio quando finalmente chegamos ao Valor Econômico Agregado – EVA- do período. Então, o EVA é o resultado operacional da empresa, descontando os custos da estrutura de capital (capital de terceiros e próprio). Entendemos que a geração de riqueza da empresa nesse caso foi suficiente para pagar os custos financeiros do seu financiamento e ainda gerou um excedente, um valor a ser agregado ao negócio, aos seus acionistas. Então podemos dizer que: EVA > 0 O negócio está agregando valor aos acionistas. EVA = 0 Situação de equilíbrio, não há destruição nem criação de valor aos acionistas. EVAchamaremos de capacidade instalada, e a empresa atua no mercado onde existe uma demanda pelo produto ou serviço que está sendo ofertado a esse mesmo mercado, e existe, ainda, o ponto de nivelamento (break-even point) que marca a fronteira mínima de produção/vendas para que a empresa opere na região de viabilidade (operacional, contábil e econômica). A relação entre esses três momentos deve respeitar as seguintes condições: Para um Break-even point superior à capacidade instalada, o projeto se mostra inviável por não conseguir produzir a quantidade suficiente que o ponto mínimo (Break-even point) exige. A demanda deverá ser sempre superior ao Break-even e a capacidade instalada de forma que exista mercado para poder consumir os produtos/serviços que estão sendo produzidos. Então, a melhor relação entre esses três pontos é a que está representada abaixo: Onde vemos que a capacidade instalada é maior que o ponto de nivelamento, o que mostra que a empresa tem capacidade de produção além do mínimo de viabilidade, e, ao mesmo tempo, a capacidade instalada é menor do que a demanda, o que mostra que a produção deve ser absorvida pelo mercado integralmente. As empresas procuram sempre atender à plenitude da demanda de mercado, aproveitando o máximo que a atividade pode proporcionar, e evitando, inclusive, que outros concorrentes o façam. Qual a principal diferença entre as medidas do GAO e o GAF? O Grau de Alavancagem Operacional – GAO- é a relação entre o Lucro Antes dos Juros e Impostos – LAJI- e a Receita Bruta, o que revela se preocupar com uma visão operacional, não avaliando custos financeiros. (parte superior do Demonstrativo de Resultados do Exercícios - DRE). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. O Grau de Alavancagem Financeiro – GAF - é a relação entre o Lucro Por Ação – LPA - e o Lucro Antes dos Juros e Impostos – LAJI- , o que revela se preocupar com uma visão financeira, avaliando os custos financeiros. (parte inferior do Demonstrativo de Resultados dos Exercícios - DRE). Qual a relação que existe entre o EVA e o VPL? Como vimos o Valor Econômico Agregado – EVA- é o resultado final de um demonstrativo de resultado – Lucros Operacionais Líquidos Pós-Impostos, descontado os custos financeiros do capital de terceiros e próprio. Podemos escrever, então, que o resultado final é o NOPAT (NetOperating Profit After Taxes) do fluxo naquele período, menos os custos financeiros, escrevendo a seguinte equação: EVA = NOPAT - Custo de capital Lembrando que o capital investido é todo o ativo (V) (capital de terceiro - D + capital próprio - E) e, assim, o custo deste capital pode ser obtido pela multiplicação do capital total pela taxa de juros que é o WACC (Custo Médio Ponderado de Capital). Temos, então: Custo de capital = Capital Investido x WACC Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. A cada período (anualmente, por exemplo) pode-se calcular o EVA. Teremos, então: Calculando o Valor Presente da série de EVAs, temos: Resumo da Unidade E finalizamos o estudo da disciplina Gestão Financeira abordando outros importantes indicadores de viabilidade de projetos. No tema 1, aprendemos a calcular o ponto de equilíbrio por 3 óticas: o ponto de equilíbrio operacional, o ponto de equilíbrio contábil e o ponto de equilíbrio econômico. O ponto de equilíbrio ou ponto de nivelamento, ou ainda, do termo, em inglês, Break- even point, marca a fronteira que marca o ponto aquém do qual a empresa opera com prejuízo (L > 0) e além do qual ela opera com lucro (L > 0). No tema 2, evidenciamos o grau de alavancagem e seus subtipos: operacional, financeiro e a combinação de ambos que denomina-se alavancagem total. A alavancagem é o indicador associado ao risco operacional e financeiro da empresa, quando determinado gestor (acionista, empreendedor) decide aportar determinado recurso, seja ele de ativos fixos ou financeiros, à determinada produção existente. E finalizamos o estudo da Unidade 4, no estudo do tema 3 com as análises dos indicadores EBITDA e do EVA. O indicador EBITDA (Earnings Before Interest Rates, Taxes, Depreciation and Amortization), que significa o lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização, representa o quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade principal, ou seja, pela geração operacional de caixa da empresa; e o EVA, abreviação do termo em inglês Economic Value Added analisa o Valor Econômico Agregado e mede a criação de valor gerado por tais empresas a seus para os investidores (acionistas). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino publicado na página inicial da disciplina.