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Controladoria e sistemas de informação gerencial A profissão e função do controlador, as atividades de controladoria e sua importância para as empresas e para a contabilidade gerencial. Prof. Rodrigo Leite 1. Itens iniciais Propósito Conhecer as funções e atribuições da controladoria é de suma importância para o profissional de Administração e Ciências Contábeis, uma vez que essa área é cada vez mais relevante para empresas públicas e privadas. Objetivos Analisar as principais funções da área de controladoria. Reconhecer as vantagens da administração por centros de responsabilidade. Identificar os principais relatórios estratégicos da controladoria. Analisar como os sistemas de informação geram subsídios para a área de controle de uma empresa. Introdução A área de controladoria está presente em todos os setores da economia, em empresas privadas, públicas e organizações não governamentais. Com o aumento do escrutínio realizado sobre as instituições, tanto por parte do governo, quanto da sociedade, a função do controlador vem ganhando extrema importância no cenário corporativo nacional e internacional. Em nosso conteúdo, abordaremos os conceitos e como a função do controlador se relaciona na estrutura de uma empresa privada. Trataremos também sobre a função da área de controladoria no setor público: tanto para o governo de forma direta, como para empresas públicas de controle governamental. Aprenderemos ainda sobre a administração por centros de responsabilidade, um conceito fundamental tanto para a contabilidade gerencial quanto para a área de controladoria, e apresentaremos os principais relatórios estratégicos elaborados pela área de controladoria, além de explicarmos como podem ser feitas suas análises. Por fim, identificaremos os principais sistemas de informação gerencial, e como eles são essenciais para gerar informações tempestivas e relevantes para a área de controladoria, bem como a função destes sistemas para a estrutura de tomada de decisão em empresas públicas e privadas. • • • • 1. Funções do controlador Introdução à controladoria Como o próprio nome já sugere, a área de controladoria possui a função de controlar algo. Uma das definições de controle, de acordo com o Dicionário Michaelis (2022), é: ... ato de dirigir qualquer atividade, fiscalizando-a e orientando-a do modo mais conveniente. (Dicionário Michaelis on-line, 2022) No caso da controladoria, a atividade que será dirigida, fiscalizada e orientada é a atividade contábil e financeira. O principal objetivo da atividade contábil é a geração de informações que auxiliem a tomada de decisão em alto nível, seja para o usuário externo, seja para o interno. A geração de informações para usuários externos é chamada de contabilidade financeira, enquanto a geração de informações para o usuário interno é chamada de contabilidade gerencial. A atividade de controladoria é extremamente ligada à área contábil, sendo necessária, na maioria das vezes, a formação em Ciências Contábeis para exercê-la. A seguir, abordaremos detalhadamente as principais funções de um controlador, bem como suas atribuições profissionais, localização no organograma de uma empresa, além de sua relação com a área de compliance. Principais funções profissionais de um controlador Em geral, um controlador é um executivo de alto nível, de entidades públicas ou privadas, responsável por supervisionar as tarefas contábeis e a elaboração de relatórios financeiros da organização em que trabalha. Este profissional supervisiona toda a contabilidade, incluindo contas a receber, folha de pagamento, tomada de empréstimos e outros pagamentos a realizar. O controlador também supervisiona o plano de contas e a contabilidade geral da instituição, que formam a base das demonstrações financeiras. Resumindo O controlador é um indivíduo responsável por todas as atividades relacionadas à contabilidade, bem como atividades financeiras, além de gerenciar o processo de contabilidade gerencial, com o objetivo de auxiliar na tomada de decisão da alta administração de uma entidade. Um controlador financeiro normalmente se reporta ao diretor financeiro (Chief financial officer - CFO) de uma empresa, embora essas duas posições possam ser combinadas em entidades menores. As funções de um controlador incluem colaborar na preparação dos orçamentos operacionais, supervisionar relatórios financeiros e desempenhar funções essenciais relacionadas com a folha de pagamento. Os controladores também tem como responsabilidade: Gerenciar a equipe de contabilidade e manter um sistema de controles internos, com objetivo de garantir que os valores financeiros da organização sejam usados adequadamente, conforme a definição geral determinada pela administração da empresa ou entidade. Também devem zelar pelo processamento de todas as transações contábeis e avaliar a conformidade dos pagamentos de despesas e recebimentos de valores, incluindo cobranças, contas a pagar e a receber, folha de pagamento, e recebimentos em dinheiro. A controladoria também gerencia orçamentos e analisa empréstimos. As funções do controlador podem variar entre as entidades, de acordo com o tamanho, a complexidade do seu negócio e do setor onde atuam. As empresas menores exigem maior versatilidade do controlador, enquanto as empresas maiores podem distribuir as responsabilidades, normalmente atribuídas a este profissional, entre outros funcionários, incluindo o diretor financeiro e o tesoureiro. Portanto, o profissional da área de controladoria deve ser versátil e ter conhecimentos sobre contabilidade, gestão e liderança, para uma boa execução de suas atividades profissionais. O controlador pode participar do recrutamento, seleção e treinamento de pessoal em uma instituição. O cargo de controlador exige avaliar os resultados do trabalho de sua equipe, liderar os funcionários e realizar ações disciplinares, conforme necessário. O controlador financeiro geralmente mantém sua equipe no mais alto nível educacional, seu aprimoramento por meio de seminários, webinars ou oportunidades de treinamento. Por fim, o papel do controlador também se refere, muitas vezes, à área de compliance de uma empresa. Mas o que isso significa? Resumindo O termo compliance tem origem no verbo inglês “to comply”, que significa agir de acordo com a lei, uma instrução interna, um comando ou uma conduta ética. Estar em compliance é estar em conformidade com as regras internas da empresa, de acordo com procedimentos éticos e as normas jurídicas vigentes. No entanto, o sentido da expressão compliance não pode ser resumido apenas ao seu significado literal, ou seja, vai além do mero cumprimento de regras formais. O compliance é muito mais amplo e deve ser compreendido de maneira sistêmica, como um instrumento de mitigação de riscos, preservação dos valores éticos e de sustentabilidade corporativa, preservando a continuidade do negócio. A importância da área de compliance vem sendo enfatizada desde o início dos anos 2000, com a Lei Sarbanes-Oxley, nos EUA, até mais recentemente com a Resolução CGPAR/ME 33/2022, que dispõe acerca da implementação de políticas de conformidade e gerenciamento de risco pelas empresas estatais federais. Conforme já ressaltamos, a controladoria existe em entidades públicas e privadas. No Brasil, o principal órgão de controladoria na área pública é a Controladoria-Geral da União (CGU), um órgão com status de ministério criado em 2003, através da Lei 10.683 de 2003, posteriormente alterada pela Lei 13.844 de 2019, e que dispõe sobre as responsabilidades da CGU, que são as seguintes: Tomar as providências necessárias a defesa do patrimônio público, controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção, atividades de ouvidoria e incremento da transparência da gestão no âmbito da administração pública federal. Realizar decisão preliminar acerca de representações ou denúncias fundamentadas recebidas e indicação das providências cabíveis. Instaurar procedimentose processos administrativos a seu cargo, com a constituição de comissões, e requisição de instauração daqueles injustificadamente retardados pela autoridade responsável. Acompanhar procedimentos e processos administrativos em curso em órgãos ou entidades da administração pública federal. Realizar inspeções e avocação de procedimentos e processos em curso na administração pública federal, para exame de sua regularidade, e proposição de providências ou correção de falhas. Efetivar ou promover declaração da nulidade de procedimento ou processo administrativo em curso ou já julgado por qualquer autoridade do Poder Executivo federal e, se for o caso, da apuração imediata e regular dos fatos envolvidos nos autos e na nulidade declarada. Requisitar dados, informações e documentos relativos a procedimentos e processos administrativos já arquivados por autoridade da administração pública federal. Requisitar a órgão ou a entidade da administração pública federal informações e documentos necessários a seus trabalhos ou a suas atividades. Requisitar a órgãos ou a entidades da administração pública federal servidores ou empregados necessários à constituição de comissões, e qualquer servidor ou empregado indispensável à instrução de processo ou procedimento. Propor medidas legislativas ou administrativas e sugerir ações para evitar a repetição de irregularidades constatadas. Receber reclamações relativas à prestação de serviços públicos em geral e à apuração do exercício negligente de cargo, emprego ou função na administração pública federal, quando não houver disposição legal que atribua essas competências específicas a outros órgãos. Coordenar e gerir o sistema de controle interno do Poder Executivo federal. • • • • • • • • • • • • Executar atividades de controladoria no âmbito da administração pública federal. A controladoria e o controlador Confira os objetivos da controladoria e o papel do controlador. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Objetivo da controladoria Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Funções de um controlador Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A definição de controlar é o “ato de dirigir qualquer atividade, fiscalizando-a e orientando-a do modo mais conveniente”. Em controladoria, qual das seguintes áreas é dirigida, orientada e fiscalizada pelo controlador? A Administrativa B Operacional C Vendas D Tecnologia • E Contábil A alternativa E está correta. O controlador é o responsável por dirigir, orientar e fiscalizar as áreas contábeis e financeiras de uma entidade. Embora interaja com todas as outras áreas e departamentos de uma organização, a controladoria não é a responsável por nenhuma outra. Questão 2 A área de controladoria se aplica a entidades públicas e privadas, incluindo a administração federal. Qual das alternativas é a entidade responsável pela controladoria da administração federal brasileira? A Controladoria Geral Federal B Tribunal de Contas da União C Controladoria Geral da União D Tribunal Federal de Controladoria E Controladoria Federal da União A alternativa C está correta. Criada pela Lei nº 10.683 de 2003, a Controladoria Geral da União é a responsável por executar atividades de controladoria no âmbito da administração pública federal. 2. Administração por centros de responsabilidade Introdução à administração por centros de responsabilidade Um centro de responsabilidade é uma unidade ou entidade operacional responsável por todas as atividades e tarefas por ela estruturadas dentro de uma organização. Esses centros têm suas próprias metas, equipes, objetivos, políticas e procedimentos e relatórios financeiros. De forma que podemos imaginar estes centros como suborganizações dentro de uma organização maior. A existência de centros de responsabilidade é mais comum em empresas médias e grandes. Mas por que as organizações criam centros de responsabilidade, ao invés de administrar toda a organização direto da alta gerência? Resumindo Vejamos um paralelo com o modelo de organização dos estados no Brasil: Eles pertencem à Federação, que é a união de todos os estados (ou seja, o país como um todo) e, subdividida em 27 unidades que são, por sua vez, subdivididas em municípios. Esta divisão existe para melhorar a gestão de algo tão complexo como um país. Assim como este exemplo, as organizações complexas também se subdividem, com o mesmo objetivo, de melhorar a gestão para torná-la mais eficiente. Um centro de responsabilidade é uma entidade funcional com suas próprias metas e objetivos, equipe dedicada, políticas e procedimentos, além de relatórios financeiros. A divisão por centros de responsabilidade é, portanto, usada para atribuir aos gerentes da entidade uma responsabilidade específica pelas receitas geradas, despesas incorridas e (ou) valores investidos. Isso também permite que os gerentes sêniores de uma empresa rastreiem todas as atividades e resultados financeiros de um negócio até funcionários específicos, preservando assim a responsabilidade de cada um e, eventualmente, essas informações também são utilizadas para calcular pagamentos de bônus aos funcionários com alta produtividade. Uma empresa pode ter vários centros de responsabilidade e, geralmente, cada um deles é um subconjunto de um negócio. Esses centros são indicados no organograma de uma empresa. Na maioria dos casos, a gestão e o controle de tais centros de responsabilidade em uma entidade são de reponsabilidade do controlador. Do ponto de vista contábil, deve ser emitido um relatório financeiro, pelo qual o gerente de cada centro é o único responsável, que liste as receitas, despesas, lucros e (ou) retornos de investimentos. Isso pode resultar na emissão contínua de um grande número de relatórios personalizados, que devem ser analisados constantemente pelo setor de controladoria. A utilização de múltiplos centros de responsabilidade em uma organização exige certa infraestrutura corporativa para desenvolver cada centro, acompanhar seus resultados e gerenciar as expectativas com os diversos gestores. Portanto, apenas empresas médias ou grandes costumam ter centros de responsabilidade. A seguir, veremos os principais centros de responsabilidade e como o setor de controladoria analisa cada um deles. Tipos de centros de responsabilidade Vejamos os diferentes centros de responsabilidade: Centro de receitas É responsável pela geração de vendas. O desempenho de funcionários pertencentes a este centro de responsabilidade pode ser avaliado por meio de uma comparação da receita real obtida com a receita orçada. O departamento de vendas, principal responsável pela obtenção da receita de vendas, é um típico centro de receita. Centro de custo É responsável pela ocorrência de determinados custos. Em um centro de custo, o gerente é responsável apenas pelos custos, incluindo como outros exemplos os departamentos de produção, departamento de recursos humanos etc. O departamento de manutenção de uma empresa é um típico centro de custo. Centro de lucro É responsável por receitas e despesas, que resultam em lucros e perdas. Em um centro de lucro, o gerente é responsável por todos os custos e receitas e tem toda a responsabilidade de tomar decisões que afetam tanto o preço quanto a receita de um produto. Uma linha de produtos, pela qual um gerente de produto é responsável, é um típico centro de lucro. Centro de investimentos É responsável não apenas pelos lucros, mas também pelo retorno dos recursos aplicados nas operações do grupo. Além de olhar para os lucros, este centro analisa os retornos dos valores investidos nas operações do grupo durante o seu tempo. Uma entidade subsidiária, pela qual o presidente da subsidiária é responsável, é um típicocentro de investimentos. Resumindo, o papel da controladoria na gestão dos centros de responsabilidade é de realizar os lançamentos contábeis de forma correta e gerar relatórios gerenciais para cada centro. Assim, cada despesa e cada receita é associada a um centro. Exemplo Na compra de material de limpeza, o lançamento contábil mencionará o centro de custos do departamento de manutenção da empresa, enquanto no caso de uma receita de vendas o lançamento será feito no respectivo centro de receitas do departamento de vendas. Com as ações da controladoria, a entidade poderá controlar, avaliar e gerir como está o andamento de cada centro de responsabilidade, bem como avaliar os relatórios gerenciais gerados por essa área para verificação de possíveis alterações na sua estratégia. Portanto, a administração por centros de responsabilidade é de extrema importância, especialmente para organizações complexas. Vantagens e desvantagens dos centros de responsabilidade Veja algumas vantagens da administração por centros de responsabilidade: 1 Atribuição de papéis e de responsabilidade Quando há uma responsabilidade vinculada a cada segmento, os indivíduos tem seus interesses alinhados com os da organização e são direcionados para um propósito condizente com suas atribuições dentro do departamento ao qual pertence o centro de responsabilidade. A pessoa ou departamento será rastreado, e ninguém poderá transferir sua responsabilidade, caso algo dê errado. Assim, cada pessoa será responsabilizada por sua performance em cada período de análise. 2 Melhora no desempenho A ideia de atribuir tarefas e responsabilidades a determinada pessoa também funciona como um fator motivacional. Sabendo que seu desempenho será acompanhado e reportado à alta administração, os departamentos e pessoas envolvidas buscarão seu melhor desempenho, a fim de conseguir bônus de produtividade, ou semelhantes. 3 Delegação e controle A atribuição do centro de responsabilidade, com funções designadas a diversos segmentos, auxilia a organização a concretizar e atingir o objetivo de delegação de funções e atribuições. A responsabilidade de várias pessoas é fixa dentro do centro, o que ajuda a gestão em seu trabalho de realizar o controle do trabalho dos seus colaboradores. Assim, centros de responsabilidades ajudam a gestão a atingir o duplo objetivo de delegar e controlar as tarefas organizacionais. 4 Auxílio na tomada de decisões As informações divulgadas e coletadas dos diversos centros de responsabilidade auxiliam na tomada de decisões e, consequentemente, no planejamento de suas ações futuras. Isso ajuda a administração a entender de forma eficaz, eficiente e correta as divisões de receitas, custos, problemas, planos de ação etc. 5 Ajuda no controle de custos Ter centros de responsabilidade de divisão bem segmentados ajuda a alta administração a atribuir orçamentos diferentes para os vários centros, o que vai permitir o controle de custos, de acordo com os requisitos pré-estabelecidos pela organização. Sabemos, entretanto, que nenhum modelo de gestão organizacional é perfeito. Por isso, vamos conhecer agora algumas desvantagens da gestão com o uso de centros de responsabilidade: 1Conflito de interesses Um vendedor, por exemplo, pode tentar praticar vendas casadas ou ainda adotar técnicas de venda antiéticas para aumentar as suas comissões concedidas em seu centro de responsabilidade, enquanto a administração tenta coibir tais práticas, o que caracteriza um conflito de interesses entre o indivíduo e a organização. 2 Necessidade de tempo e esforço O sistema de centros de responsabilidade demanda muito tempo e uma grande quantidade de esforço da alta e média gestão da organização para planejar ações futuras de forma competente e traçar o curso de ação necessário. Se algo der errado no processo de planejamento, todo o processo estará fadado ao fracasso e não passará de uma receita para o desastre da empresa. 3 Resistência de colaboradores e ausência de feedback Relutância por parte de colaboradores ou mesmo de um gerente ao qual determinado departamento, segmento ou função é atribuído. O sistema de gestão através de centros de responsabilidade tende a negligenciar o feedback pela alta administração, focando apenas no resultado final alcançado pelos respectivos centros, tornando a gestão muito “automática” e “impessoal”. 4 Foco elevado nos processos O fato de ser muito orientado a processos é uma das principais críticas ao processo de gestão através de centros de responsabilidade. O foco está na segregação e atribuição de responsabilidade em vários segmentos, e não nos resultados. Assim, muito tempo e esforço são dedicados a estas ações, ao invés de gerar valor para empresa. Muitas vezes, regras e processos são criados apenas para justificar uma burocracia interna, e não para aumentar a eficiência da entidade. Podemos concluir que o método de atribuição de centros de responsabilidade dentro de uma organização ajuda esta organização a alcançar os objetivos de delegação de responsabilidades, mantendo o controle sobre seus processos e resultados, além de aprimorar o acompanhamento do desempenho de cada colaborador, o que tende a ser um impulsionador motivacional. Porém, é de extrema importância que a gestão perceba que essa prática não deve ser orientada de forma exclusiva ou demasiada ao processo, o que prejudicaria a eficiência da organização. É mais provável que uma empresa se sabote quando se concentra mais no esquema hierárquico e nos processos ao invés de focar nos resultados e na eficiência. Portanto, é importante que os centros de responsabilidade não sejam orientados a processos, para que não tendam a perder os objetivos iniciais estabelecidos. Quando realizada de forma eficiente, a administração através de centros de responsabilidade ajuda a rastrear e medir o desempenho de cada um dos segmentos de uma empresa, colaborando para uma gestão que atinja os resultados esperados pela organização. Centros de responsabilidade Confira todas as vantagens de se utilizar tais centros. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. O que é um centro de responsabilidade? Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Tipos de centros de responsabilidade Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A administração por centros de responsabilidade ajuda uma entidade a alcançar os seus objetivos de forma eficiente e eficaz. Qual das alternativas abaixo representa um dos quatro tipos de centros de responsabilidade? A Centro de receitas B Centro de despesas C Centro operacional D Centro financeiro E Centro de capacitação A alternativa A está correta. Os tipos de centros de responsabilidade são: centro de receitas, centro de custos, centro de lucros e centro de investimentos. O centro de receita de uma entidade é aquele responsável pela geração de vendas, tal como o departamento de vendas de uma empresa. Questão 2 A divisão de centros de responsabilidade é essencial para uma boa gestão em entidades públicas e privadas de alta complexidade. Entretanto, este método de gerenciamento e acompanhamento não é perfeito. Qual das alternativas abaixo representa uma crítica válida à administração por centros de responsabilidade? A Alta probabilidade de geração de lucros. B Baixa capacidade de hierarquização da organização. C Falta de geração de informações para a alta administração de uma entidade. D Baixa complexidade. E Foco elevado nos processos. A alternativa E está correta. Uma das críticas mais comumente realizadas ao processo de gestão através de centros de responsabilidade é que tal sistema pode ser muito orientado a processos, pois é bem provável que uma empresa "se sabote" quando se concentra mais no esquema hierárquico e nos processos ao invés de focar nos resultadose na eficiência da instituição. 3. Relatórios estratégicos da controladoria Principais relatórios estratégicos da controladoria A controladoria pode ser vista como um motor de crescimento para uma empresa, pois permite uma expansão dos seus negócios de forma lucrativa e controlada com uma força de trabalho em constante evolução. As controladorias que são funcionais e eficientes enfrentam os desafios atuais de forma direta e com competência. Tais profissionais percebem que: Dados são a matéria-prima necessária e fundamental para alimentar a organização à medida que as informações financeiras se tornam cada vez mais centralizadas e automatizadas. Processos de rotina automatizados liberam a capacidade humana da organização para se concentrar em funções de maior valor agregado, tais como a função-fim da empresa. Utilização de talentos para a área de business analytics pode aumentar o valor comercial da entidade, pois a torna mais eficiente. Em muitas das modernas grandes empresas, as funções de controladoria financeira são apenas vistas de maneira funcional. Com foco geralmente voltado para o gerenciamento de riscos, as funções da controladoria incluíram o suporte a relatórios contábeis e financeiros, a implementação e manutenção das normas contábeis, a gestão, simplificação e melhoria processos e a tutela dos controles internos. A produção regular de relatórios gerenciais e financeiros é essencial para qualquer empresa que deseja funcionar de forma eficaz. O problema com o modelo funcional da controladoria é que o mundo mudou, assim como as demandas com as quais controladores e CFOs se deparam diariamente. Comentário O papel dos CFOs e controladores evoluiu, de maneira que, além de observar, avaliar e reportar, também devem ser mais ativos no desenvolvimento estratégico e na gestão do negócio, trabalhando em estreita colaboração com o setor operacional da empresa e atuando como parceiros da alta administração na tomada de decisões em questões sobre inovação, utilização racional dos recursos da empresa, expansão orgânica ou crescimento por aquisição. Os controladores financeiros e seus CFOs enfrentam, em grande parte, um questionamento “filosófico”. Será que deveriam ser analisados por funções financeiras básicas que desempenham – em outras palavras, por suas ações – ou deveriam ser julgados pelo resultado dessas ações e os insights que elas podem proporcionar? Cada vez mais a controladoria vem sendo percebida, não apenas como uma função necessária para manter a contabilidade da empresa em dia e analisar eventos passados, garantindo a conformidade da empresa com as normas contábeis, mas também como uma ferramenta que fornece dados valiosas, por meio de relatórios personalizados, para a necessidade da empresa, o que contribui com sua visão estratégica como um todo e, em particular, para os CFOs. Portanto, a elaboração de relatórios estratégicos de qualidade é de extrema importância para as organizações atuais. A seguir abordaremos as características dos principais relatórios elaborados pela controladoria. • • • Os relatórios estratégicos da controladoria Tipos de relatórios estratégicos Os principais relatórios financeiros e estratégicos elaborados pela controladoria tem suas próprias características e especificidades. Vamos conhecê-los na sequência! Relatórios financeiros de propósito geral São aqueles divulgados pela empresa para os stakeholders externos (governo, acionistas, bancos, etc.). Por esse motivo, também são conhecidos como: Relatórios para entidades externas. Os três principais relatórios contábeis e financeiros de propósito geral são: Balanço patrimonial Demonstração de resultados do exercício Demonstração dos fluxos de caixa É dever da controladoria realizar esses relatórios dentro do prazo legal, seguindo as normas contábeis vigentes e zelar para que estes relatórios representem, de forma fiel, a realidade econômica e financeira da empresa. Relatórios de conformidade A área de conformidade, também conhecida como compliance, é a responsável pela verificação de que as ações da entidade, bem como os seus lançamentos contábeis, estejam de acordo com as normas, leis e regulações vigentes. Muitas vezes é necessário algum tipo de relatório, ou parecer, que ateste se um procedimento financeiro ou contábil está adequado às regulações vigentes no Brasil, ou em outros locais do mundo nos quais a entidade possua atuação. A controladoria trabalha juntamente com o departamento legal para fornecer estes pareceres ou relatórios, a fim de que a empresa esteja sempre agindo de acordo com os ditames legais. Relatórios regulatórios Muitos setores são altamente regulados e possuem a necessidade de gerar relatórios próprios para os órgãos de controle externo criados pelo governo: Setor financeiro precisa enviar relatórios ao Banco Central; Setor elétrico precisa enviar relatórios à ANEEL; Setor de seguros precisa enviar relatórios à SUSEP; Setor de planos de saúde precisa enviar relatórios à ANS; Empresas de capital aberto precisam enviar relatórios à CVM, dentre outros tipos de setores regulados que existem no Brasil. Parte do papel da controladoria é manter-se atualizada quanto a novas regulações e preparar relatórios regulatórios de forma tempestiva e fidedigna. Relatórios por centros de responsabilidade Vimos que dentro de uma organização existem os centro de receitas, de custos, de lucros e de investimentos, porém é importante ressaltar: Dentro de uma empresa podem existir múltiplos centros que desempenhem a mesma função, ou seja, ela pode ter diversos centros de custos, diversos centros de receitas e assim por diante. • • • • • • • • É de responsabilidade do controlador, e do setor de controladoria como um todo, gerar e enviar ao CFO os relatórios de cada centro de responsabilidade, para que a produtividade da empresa seja aferida de forma eficaz e eficiente a fim de elaborar futuras decisões estratégicas para a empresa. Análise dos relatórios financeiros Conforme analisamos, os três principais relatórios contábeis e financeiros de propósito geral são: Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados do Exercício e Demonstração dos Fluxos de Caixa. Além da responsabilidade de elaborar, a controladoria também auxilia a gestão da empresa na análise destes relatórios, calculando índices e indicadores baseados nos números apresentados, tais como: Indicadores de liquidez Endividamento Lucratividade Essa informação é de extrema relevância para empresas de capital aberto, pois os analistas de mercado fazem suas previsões baseadas nos indicadores. Portanto, é do interesse da empresa que tais indicadores sejam maximizados, gerando valor para os acionistas, por meio do aumento do preço da ação. Relatórios de planejamento financeiro Anualmente, as organizações elaboram um orçamento para que possam avaliar os seus gastos para o ano subsequente e estimar as receitas que cobrirão esses custos e despesas. Para isso, a controladoria gera informações completas e acuradas, necessárias para que sejam factíveis as previsões para o período subsequente. Além de auxiliar na execução do orçamento, a controladoria também ajuda em seu controle, verificando se as premissas orçamentárias estão sendo seguidas pelos departamentos. Caso exista alguma inconformidade, a controladoria pode sugerir alterações no orçamento ao CFO, que repassará tais sugestões à alta administração da empresa. Relatórios de ESG Também conhecidos como relatórios de sustentabilidade, os relatórios de ESG (Environmental, social and governance) focam nos impactos de uma empresa nas áreas ambiental, social e de governança. Seu objetivo é: Permitir que a empresa seja mais transparente sobre os riscos e oportunidades que enfrenta nessas áreas. É uma ferramenta de comunicação que desempenha um papel importante para convencer os observadores céticos de que as ações da empresa, nas áreas ambiental e social, são sinceras. Como o mercado consumidor exige cada vez mais das empresasmaior responsabilidade sobre essas áreas, vem crescendo também a importância destes relatórios. Relatórios gerenciais Os relatórios gerenciais são preparados para fins internos. Cada empresa possui seu próprio conjunto de relatórios, criados com a finalidade de assessorar e abalizar as decisões da administração da empresa. Tais relatórios são flexíveis, e devem conter informações detalhadas e específicas da necessidade em questão. • • • Comentário Na contabilidade de custos, por exemplo, para se calcular os custos dos produtos, é necessário conhecer com precisão os custos diretos e indiretos. Portanto, é papel da controladoria assegurar que esses números descrevam verdadeiramente a realidade operacional da produção da empresa. Pudemos perceber, então, que a área de controladoria está mais preocupada em garantir que os dados registrados sejam precisos, no prazo e dentro das regras estabelecidas pela empresa. Quando há uma discrepância nos livros contábeis, o controlador deve identificá-la, descobrir o que aconteceu e acompanhar para que as partes envolvidas façam as alterações necessárias. Portanto, a geração de relatórios é um papel essencial do controlador e uma necessidade das empresas que desejam tornar sua administração mais eficaz e eficiente, além de ajudar na política de valorização dos colaboradores, recompensando e estimulando a produtividade. Relatórios de controladoria Confira mais detalhes sobre os principais relatórios de controladoria. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Relatórios estratégicos da controladoria - parte 1 Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Relatórios estratégicos da controladoria - parte 2 Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A geração de relatórios é papel essencial do controlador e da área de controladoria. Esses relatórios são necessários para que as empresas tornem sua administração mais eficaz e eficiente. Qual das alternativas abaixo representa um dos possíveis tipos de relatórios que a controladoria elabora ou ajuda a elaborar? A Relatório de receitas B Relatório de despesas C Relatório de ESG D Relatório operacional E Relatório de capacitação A alternativa C está correta. O relatório de ESG (Environmental, social and governance), ou relatório de sustentabilidade, é elaborado com participação da controladoria e foca nos efeitos e ações da empresa nas áreas ambiental social e de governança. A importância deste relatório vem aumentando devido ao escrutínio ético que as grandes corporações vêm sofrendo ao longo dos anos. Questão 2 Quais das seguintes definições se aplica ao relatório de planejamento financeiro? A O relatório de planejamento financeiro é aquele que a controladoria ajuda na elaboração com a finalidade de aferir o fluxo de caixa da entidade. B O relatório de planejamento financeiro é aquele que a controladoria ajuda na elaboração com a finalidade de aferir a posição financeira da entidade. C O relatório de planejamento financeiro é aquele que a controladoria ajuda na elaboração com a finalidade de aferir o impacto ambiental da entidade. D O relatório de planejamento financeiro é aquele que a controladoria ajuda na elaboração com a finalidade de aferir os lucros e prejuízos da entidade. E O relatório de planejamento financeiro é aquele que a controladoria ajuda na elaboração com a finalidade de aferir o orçamento para o próximo período da entidade. A alternativa E está correta. A letra A se refere ao demonstrativo de fluxos de caixa; a letra B se refere ao balanço patrimonial; a letra C se refere ao relatório de ESG; a Letra D se refere ao demonstrativo de resultado do exercício; e a Letra E se refere ao relatório de planejamento financeiro. Assim sendo a resposta correta é a letra E. 4. Principais sistemas de informação gerencial Introdução aos sistemas de informação gerencial A área de sistemas de informação gerencial (SIG) trata do estudo do relacionamento entre pessoas, tecnologia e organizações, ou seja, é orientada para as pessoas com ênfase nos serviços através da tecnologia. Os profissionais de SIG ajudam as empresas a obter o máximo benefício do investimento em pessoal, equipamentos e processos de negócios. As empresas usam sistemas de informação em todos os níveis de operação (incluindo operacional, contábil, financeiro, de pessoal etc.) para coletar, processar e armazenar dados. A administração agrega, organiza e divulga esses dados como informações necessárias para realizar as operações diárias dos seus negócios. Todos que atuam no setor privado são usuários de SIG, desde o profissional do departamento financeiro, que utiliza sistemas de informação para saber o vencimento das contas a pagar, até o gerente de RH, que utiliza sistemas de informação para calcular os salários de cada empresa. Exemplo Uma concessionária de veículos pode usar um banco de dados para acompanhar quais dos seus produtos vendem melhor. Uma loja de varejo pode usar um sistema de informação para vender produtos pela internet. Muitas empresas concentram-se no alinhamento dos SIG com as metas de negócios, com o objetivo de obter vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Profissionais de SIG criam sistemas de informação para gerenciamento de dados (armazenamento, pesquisa e análise de dados). Além disso, gerenciam diversos sistemas de informação para atender às necessidades de gestores, funcionários e clientes. Ao trabalhar de forma colaborativa com vários membros de seu grupo de trabalho, ou mesmo com seus clientes, os profissionais de SIG podem desempenhar um papel fundamental em áreas como: Segurança da informação Integração Intercâmbio de informações Sistemas de informação gerencial e controladoria Sabemos que o papel do controlador é gerar e administrar informações para a alta administração da empresa, assim sendo, podemos dizer que o controlador representa um misto de profissional contábil com profissional da área de tecnologia da informação. Nesse contexto, com o uso dos sistemas de informação gerencial, o controlador desempenha as seguintes funções: • • • Gestor de banco de dados Para que possa gerar informações contábeis, financeiras e gerenciais, o controlador precisa, primeiramente, obter essas informações de forma acessível e rápida. O controlador faz uso de informações, como os lançamentos contábeis ou informações financeiras e operacionais, para verificação dos centros de responsabilidade. Para isso, é necessário a existência de um banco de dados que concentre essas informações para que possam ser acessadas pelo time da controladoria. Assim, é de responsabilidade do controlador manter este banco de dados sempre acessível e seguro. Gestor de segurança da informação As informações que a controladoria possui acesso são, em sua maioria, extremamente confidenciais, já que possuem dados pessoais, de transações financeiras e de segredos de negócios da organização em questão. Portanto, sempre haverá tentativas de ataques e furtos de informação. Assim sendo, uma das atribuições do controlador é zelar pela segurança da informação que circula na área de controladoria. É de sua responsabilidade assegurar que funcionários com acesso a dados sensíveis sejam os únicos a acessá-los, além de manter um canal direto de comunicação com a gerência de tecnologia da informação, para informar possíveis problemas que possam ter ocorrido em relação ao acesso ou divulgação de dados da empresa. Gestor de documentos e contratos Para que possa gerar seus relatórios, é necessário que a controladoria tenha acesso a contratos que são a base dos lançamentos contábeis e das evidenciações financeiras. Esses documentos e contratos são extremamente importantes para a empresa e, por isso, de circulação controlada, pois são de natureza confidencial. Portanto,o controlador deve atuar também como um gestor de documentos e contratos, quase como um arquivista, sabendo distinguir os documentos e os eventos contábeis e financeiros com os quais estão relacionados e compreendendo de que forma estão interligados entre si, além de zelar por sua segurança. Resumindo, com a estrutura de sistemas de informação gerencial, além de atuar como gerador de relatórios para a gerência da empresa, o controlador também atua como gestor de banco de dados, gestor de segurança da informação e gestor de documentos e contratos. Sistemas de informação gerencial Confira as principais funções de sistemas de informação gerencial atribuídas ao controlador. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Sistemas de informação gerencial Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Funções de sistemas de informação gerencial Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A área de sistemas de informação gerencial pode ser considerada uma disciplina em si própria. Qual das opções abaixo denota um sistema de informação gerencial? A Recursos Humanos lançando falta a um funcionário. B Zelador realizando a limpeza de um prédio. C Controlador recebendo um questionamento da controladoria. D Vendedor da área comercial conversando com um cliente. E Colaborador indo ao departamento de Recursos Humanos relatar um caso de assédio. A alternativa A está correta. Das questões acima a única que denota uma pessoa dentro da organização interagindo com um sistema é a alternativa A. Embora todas as alternativas em algum momento tenham relação com um sistema indiretamente, como a entrada do questionamento ao controlador por via de um memorando enviado eletronicamente, somente a alternativa A traz essa interação de forma explícita. Questão 2 Qual das seguintes funções ligadas à tecnologia da informação também são, normalmente, assumidas pelo controlador? A Vendedor B Gestor de investimentos C Gestor do caixa D CEO E Gestor de segurança da informação A alternativa E está correta. No conteúdo, aprendemos sobre três possíveis funções de tecnologia da informação que podem ser assumidas pelo controlador: gestor de banco de dados, gestor de segurança da informação e gestor de documentos e contratos. Como a área de controladoria lida com documentos sensíveis, o controlador deve zelar pela segurança desses documentos. 5. Conclusão Considerações finais Neste conteúdo, apresentamos uma visão geral do papel do controlador e da área de controladoria para que você tivesse uma noção ampla do funcionamento desta área e da profissão de controlador. Discutimos o papel do controlador como um executivo de alto nível em entidades públicas e privadas, responsável por supervisionar as tarefas contábeis e a elaboração de relatórios financeiros da organização em que trabalha. Abordamos também as principais funções do controlador, como zelar pelo compliance da empresa. Falamos também sobre o processo de administração por centros de responsabilidade e mencionamos os tipos de centros: de receitas, de custos, de lucros e de investimentos. Além disso, trouxemos diferentes prós e contras deste processo. Apresentamos os principais relatórios estratégicos que a área de controladoria ajuda a elaborar em uma empresa, como os relatórios financeiros de propósito geral, os relatórios de conformidade, os relatórios regulatórios etc. Por fim, abordamos a área de sistemas de informação gerencial (SIG), que trata do estudo de pessoas, tecnologia, organizações e os relacionamentos entre eles. Além disso, vimos que os profissionais de SIG ajudam as empresas a obter o máximo benefício do investimento em pessoal, equipamentos e processos de negócios, e tratamos sobre a interseção entre a área de sistemas de informação gerencial e a área de controladoria. Conhecemos ainda os três papéis de gestão de SIG que o controlador normalmente executa, tais como gestor de banco de dados, de segurança da informação e de contratos e documentos. Podcast Para encerrar, ouça um resumo dos aspectos mais relevantes deste conteúdo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Confira as indicações que separamos especialmente para você! Leia o artigo Controllership Functions: an analysis in the Brazilian scenario, de Rogério João Lunkes, Darci Schnorrenberger e Fabricia Silva da Rosa, disponível também em português na Revista Brasileira de Gestão de Negócios. Ou autores analisam diversos livros e manuais para compreender a função do controlador no Brasil. Leia ainda O controller como gestor da Tecnologia da Informação: realidade ou ficção?, de Tiago Nascimento Borges, Cláudio Parisi e Antonio de Loureiro Gil, disponível na Revista de Administração Contemporânea. Os autores apresentam uma revisão bibliográfica sobre a tecnologia da informação no ambiente organizacional e a necessidade da Controladoria na gestão desta área. Referências BORGES, T.; PARISI, C.; Gil, A. O controller como gestor da Tecnologia da Informação: realidade ou ficção? Revista de Administração Contemporânea, v. 9, n. 4, p. 119-140, 2002. • • BRASIL. Lei 10.683, de 28 de maio de 2003 .Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras providências. Brasília, 2003. BRASIL. Lei 13.844, de 18 de junho de 2019. Estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios. Brasília, 2019. BRASIL. Ministério da Economia.Resolução CGPAR/ME 33, de 4 de agosto de 2022. Dispõe acerca da implementação de políticas de Conformidade e Gerenciamento de Risco pelas empresas estatais federais e dá outras providências. Brasília, 2022. LUNKES, R.; SCHNORRENBERGER, D.; ROSA, F. Controllership Functions: an analysis in the Brazilian scenario. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 15, n. 47, p. 283-299, 2013. Controladoria e sistemas de informação gerencial 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Funções do controlador Introdução à controladoria Principais funções profissionais de um controlador Resumindo Resumindo A controladoria e o controlador Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Objetivo da controladoria Conteúdo interativo Funções de um controlador Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Administração por centros de responsabilidade Introdução à administração por centros de responsabilidade Resumindo Tipos de centros de responsabilidade Centro de receitas Centro de custo Centro de lucro Centro de investimentos Exemplo Vantagens e desvantagens dos centros de responsabilidade Atribuição de papéis e de responsabilidade Melhora no desempenho Delegação e controle Auxílio na tomada de decisões Ajuda no controle de custos Conflito de interesses Necessidade de tempo e esforço Resistência de colaboradores e ausência de feedback Foco elevado nos processos Centros de responsabilidade Conteúdo interativo Vem que eu te explico! O que é um centro de responsabilidade? Conteúdo interativo Tipos de centros de responsabilidade Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Relatórios estratégicos da controladoria Principais relatórios estratégicos da controladoria Comentário Os relatórios estratégicos da controladoria Tipos de relatórios estratégicos Relatórios financeiros de propósito geral Relatórios de conformidade Relatórios regulatórios Relatórios por centros de responsabilidade Análise dos relatórios financeiros Relatórios de planejamento financeiro Relatórios de ESG Relatórios gerenciais Comentário Relatórios de controladoria Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Relatórios estratégicos da controladoria - parte 1 Conteúdo interativo Relatórios estratégicos da controladoria - parte 2 Conteúdo interativo Verificandoo aprendizado 4. Principais sistemas de informação gerencial Introdução aos sistemas de informação gerencial Exemplo Sistemas de informação gerencial e controladoria Gestor de banco de dados Gestor de segurança da informação Gestor de documentos e contratos Sistemas de informação gerencial Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Sistemas de informação gerencial Conteúdo interativo Funções de sistemas de informação gerencial Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 5. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências