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22/12/2021 09:10 Poluição Ambiental e Saúde
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Poluição Ambiental e Saúde
Gestão Ambiental e Responsabilidade Social
1. Introdução
O que passa na sua cabeça quando você ouve a palavra “Poluição”?
Será que a pessoa com uma consciência crítica polui e acha que isso é normal, afinal a poluição faz
parte da nossa forma de viver bem, com conforto e feliz na Terra? Será que podemos viver bem,
com conforto e poluir menos? Pense um pouco sobre isso antes de continuar a leitura.
A poluição tem causado muitos problemas sociais. Segundo informações presentes na área de
notícias da Fiocruz (2017, p.1), os dados do relatório da ONU “não poluir o meu futuro” mostram
que a cada ano no mundo:
Para Pensar:
Segundo o artigo publicado no site da Fiocruz, no ano de 2017, a “OMS alerta para as
consequências da poluição ambiental: 1,7 milhões de mortes de crianças por ano” (grifo
nosso).
Conheça mais.
http://www.rets.epsjv.fiocruz.br/noticias/oms-alerta-para-consequencias-da-poluicao-ambiental-17-milhoes-de-mortes-de-criancas-por
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570 mil crianças com menos de cinco anos morrem de infecções respiratórias
(incluindo pneumonia) causadas pela poluição do ar em ambientes fechados, ao ar livre
e exposição ao fumo passivo.
361 mil crianças com menos de cinco anos morrem de doenças diarreicas, devido à
falta de acesso à água potável, a saneamento e à higiene.
270 mil crianças morrem durante o primeiro mês após o nascimento, por várias
razões, incluindo sua prematuridade. As mortes poderiam ser evitadas se houvesse acesso
à água potável e às instalações de saneamento e higiene, nos centros de saúde, e por meio
da redução da poluição do ar.
200 mil mortes por malária de crianças menores de cinco anos poderiam ser evitadas,
com ações sobre o ambiente, por exemplo, reduzindo o número de criadouros de mosquitos
ou cobrindo tanques de água.
200 mil crianças menores de cinco anos morrem de ferimentos ou lesões não
intencionais relacionados ao meio ambiente, tais como intoxicações, quedas e
afogamentos”.
Saiba Mais
Será que há ligação entre poluição e câncer? Acesse o artigo e aprofunde seus conhecimentos
sobre os diferentes tipos e fontes de poluentes do ar, seus efeitos no sistema respiratório e o
aumento no número de internações e de óbitos, além do aumento do número de asma, de DPOC
(Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e de câncer de pulmão nas áreas urbanas e rurais.
Acesse o artigo científico
2. Poluição
Desde que o homem começou a habitar a Terra, tem promovido mudanças no ambiente, sendo que
algumas, para não falar muitas, prejudiciais para todos seres viventes. O homem tem destruído a
natureza causando, assim, mesmo que inconsciente, a poluição do ar, da água e do solo. O que isso
tem de importante? Isso tem afetado a saúde ambiental, promovendo várias doenças.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132012000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=pt&ORIGINALLANG=pt
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A palavra “Poluição” tem origem no latim poluere = sujar. A poluição ambiental promove a
degradação da qualidade do ambiente promovendo prejuízos como várias doenças para a vida
humana e animal (ARAUJO, 1997).
É valido ressaltar que há ocorrência de poluição de caráter natural, como por exemplo, emissões de
gases decorrentes das atividades vulcânicas, decomposição de corpos e até mesmo a poeira dos
desertos, porém, não é muito significativa quando comparada com a de natureza antrópica.
Voltando a temática da poluição de caráter antrópico, para Valle (2004, p.1), poluição ambiental
pode ser definida como:
“Toda ação ou omissão do homem que, pela descarga de material ou energia atuando sobre as
águas, o solo, o ar, causa um desequilíbrio nocivo, seja ele de curto ou de longo prazo, sobre o
meio ambiente […]. A definição do agente
causador de poluição é dada como ser uma pessoa física ou jurídica de direito público ou
privado, responsável direta ou indiretamente pela atividade causadora da degradação
ambiental”.
A Lei nº 6.938, de 31 agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus
fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências, em seu Art. 3º, trata sobre a
poluição e sua atuação prejudicial:
Poluição humana: triste realidade. Até quando?
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“[...]
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou
indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos;
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta
ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental;”
Para ilustrar os efeitos da poluição na saúde do ser humano, Brilhante (1999, p. 27) elaborou o
quadro abaixo com informações sobre os poluentes, sua origem, seus efeitos maléficos na saúde
humana e no meio ambiente. Leia com atenção o quadro e aprenda como estamos destruindo o
meio ambiente e a nós mesmos.
POLUENTES ORIGEM EFEITOS
Pb, Cd, Cu, Zn,
Hg, Mn
Veículos,
metalúrgicas e
galvanoplastia.
Atacam o sistema nervoso, causam perda de mobilidade e
memória, destroem os glóbulos vermelhos, cumulativos
Partículas pretas
e brancas
Indústria de
cimento, minas,
combustão de carvão
e óleos.
Degradam as vias respiratórias, aumentam a
incidência de doenças respiratórias crônicas e o risco
de câncer.
Aldeídos
(formaldeído e
acetaldeído)
Indústrias e
produtos químicos,
queima de
combustíveis fósseis
e de etanol.
 
Suspeito de causar câncer, presentes nas névoas
ácidas.
Benzeno,
Metano,
Hidrocarbonetos
SO
Produtos químicos,
gás natural, petróleo,
gasolina
Combustão de
carvão, petróleo,
metalúrgicas,
veículos.
Câncer das vias respiratórias e digestivas, mutação;
Asma e chuvas ácidas.
2
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POLUENTES ORIGEM EFEITOS
NOx Veículos, combustão
de petróleo.
Problemas respiratórios, chuvas ácidas, formação de
O3 em baixa altitude.
CO Veículos, aciarias,
combustão de
petróleo e carvão.
Vertigens, dor de cabeça, ataca o sistema nervoso
central.
CO Processos de
combustão e
biodegradação.
Efeitos indiretos na saúde humana, implicando no
efeito estufa.
Ozônio
(baixa altitude)
Reação de O com os
NO e
hidrocarbonetos sob
a ação do sol.
Asma, irritação dos olhos e garganta.
Asbesto Material insulante,
lonas de freios,
telhas, etc.
Cicatrizes no pulmão, cancerígeno.
Poluição sonora Diversa: veículos,
lazer, indústria,
etc.
Perda gradativa da audição, incômodo, irritabilidade,
fadiga, insônia, aumento da adrenalina no sangue,
estresse, acidentes de trabalho, diminuição da
capacidade de concentração.
Fonte: BRILHANTE, O.M. (1999) - adaptado.
Segundo Araújo (1997, p.45), para que ocorra poluição, são necessárias três fases básicas na
natureza:
“1º. Geração e a emissão de poluentes pelas diversas fontes poluidoras existentes;
2º. Transporte e a difusão desses poluentes no ambiente. Nesta fase,as águas e os ventos,
dentre outros fatores, têm papel preponderante;
3º. Contato dos poluentes com o homem, os animais, os vegetais, os bens materiais, etc.,
prejudicando, direta ou indiretamente, o homem e ficando assim caracterizada a poluição
ambiental”.
2
2 
X 
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Para avaliar a poluição ambiental, é importante que você conheça, primeiramente, dois conceitos:
indicador de poluição e padrão de qualidade ambiental.
Para Araújo (1997, p.47), indicador de poluição e padrão de qualidade ambiental são,
respectivamente:
O indicador de poluição “é um parâmetro ou um grupo de parâmetros utilizado para medir o
grau de poluição, seja da fonte poluidora ou do ambiente. São utilizados indicadores físicos,
químicos e biológicos. Os liquens são bastante utilizados como indicadores de poluição
atmosférica em alguns países. Outros indicadores muito comuns são: o pH, as bactérias e os
nitratos usados tanto na água como no solo; a DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e o CO
(monóxido de carbono), utilizados na avaliação da poluição hídrica e atmosférica,
respectivamente”.
Sendo assim, o padrão de qualidade “É um parâmetro ou grupo de parâmetros utilizado para
diagnosticar a poluição
ambiental. O padrão de qualidade fixa a quantidade ou a concentração aceitável de um
poluente no ambiente. Seus valores são fixados por órgãos internacionais como a Organização
Mundial da Saúde (OMS) e pelos órgãos
de controle ambiental no país, seja a nível federal ou estadual”.
Reflita: O que é fonte poluidora e poluente?
Fonte poluidora é qualquer atividade/ou equipamento e/ou processo capaz de gerar e emitir
poluentes (ARAUJO, 1997).
Poluente é algo com capacidade para poluir e que venha prejudicar e alterar, de forma direta ou
indireta, o ambiente (DICIONÁRIO ON-LINE DE PORTUGUÊS, 2016, s/n).
Saiba Mais
Conheça sobre os problemas do mundo relacionados à poluição lendo os dados que estão
presentes no relatório “World’s Worst Pollution Problems Report”. As informações estão no artigo
do site da Revista Super Interessante do ano de 2013. Leia o artigo e saiba  em quantos anos a
poluição dimimui a vida das pessoas.
https://super.abril.com.br/blog/superlistas/10-poluentes-que-mais-matam-no-mundo/
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Há um roteiro simples e básico que pode auxiliar na avaliação para constatar se há ou não poluição
ambiental. Segundo ARAÚJO (1997, p.1), um roteiro básico para auxiliar na avaliação da poluição
ambiental deve observar:
“
1. Identificar as fontes poluidoras;
2. Associar poluentes às fontes poluidoras;
3. Escolher os indicadores de poluição que melhor representem os poluentes;
4. Comparar os indicadores de poluição com os padrões de qualidade ambientais esperados
ou desejados para aquele ambiente”.
Poluição é um tema importante e muito presente no nosso dia a dia. Você percebeu que a poluição
promove vários transtornos ambientais? Vamos ver agora um pouco mais sobre poluição
atmosférica, poluição das águas, poluição dos solos, poluição sonora e poluição visual.
Reflita: “Rico polui por ganância, pobre, por necessidade“.
Poluição Ambiental
2.1. Poluição Atmosférica
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A poluição atmosférica pode afetar a vegetação, a fauna e o bem-estar da população. Ela é
produzida, em sua maioria, pela ação do homem, e está relacionada aos vários processos, tais como
a urbanização e a industrialização, promovendo influência no aumento do aquecimento global em
função da liberação dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera (ARAÚJO, 1997).
A poluição atmosférica é medida pela quantificação das substâncias poluentes, ou seja, substâncias
que, pela sua concentração, possam tornar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao
bem público, danoso aos materiais, fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da
propriedade, e às atividades normais da comunidade, segundo o Portal do Meio Ambiente (1996).
Os padrões dos poluentes, para todo o território brasileiro, estão presentes na Resolução CONAMA
 nº 491/2018. São eles:
Fonte: BRASIL, 2018.
Lembrando que a resolução, em seu artigo 4, ainda afirma que os Padrões de Qualidade do Ar
definidos nesta Resolução serão adotados sequencialmente, em quatro etapas, como consta na
imagem, Padrões Intermediários (PI) 1, 2 e 3 e Padrão Final (PF).
Poluição atmosférica.
Saiba Mais
Conheça a Resolução nº. 491, de 19 de novembro de 2018, que dispõe sobre padrões de qualidade
do ar no Brasil.
Acesse
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2020/01/aula_gedsoc_top03_img07-768x711.jpg
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2020/01/aula_gedsoc_top03_img01-768x592.jpg
http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=740
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Como vimos no quadro acima, são vários os poluentes atmosféricos e cada um tem um limite para
ser considerado dentro dos padrões de qualidade do ar. Quando esses poluentes estão em
quantidade acima do padrão considerado normal, várias doenças podem surgir.
Como podemos observar na imagem acima, a Poluição do Ar interfere em diversos fatores que
venha a interferir na qualidade de vida, desde a saúde até na produção de alimentos.
Araguaia (2019) relata que os teores de gás carbônico na atmosférica têm aumentado a cada ano,
em torno de 0,5%, e a temperatura média da superfície do planeta aumentou em torno de 5°C,
desde a época da Revolução Industrial, como consequência da poluição do ar. O mesmo autor
também menciona que a liberação do monóxido de carbono, proveniente dos combustíveis fósseis,
corresponde a 45% dos poluentes liberados em grandes cidades e que este gás é perigoso, pois
possui capacidade de se ligar à hemoglobina, provocando asfixia.
Os poluentes atmosféricos (dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, ácido nítrico, ácido sulfúrico
e hidrocarbonetos), além de causarem problemas de saúde, também causam corrosões nas
construções e monumentos, aumentam o efeito estufa e destroem a camada de ozônio (ARAGUAIA,
2019).
Precisamos ter ações e leis que promovam a diminuição dos gases poluentes. Segundo Freitas
(2019), há algumas formas de mitigar a poluição atmosférica como, por exemplo, a implantação de
filtros nas chaminés de indústrias, transporte coletivo com uso de combustíveis alternativos, evitar
queimadas e fazer uso de energias menos poluentes.
Impactos da poluição do ar.
Saiba Mais
Conheça o material publicado pela Revista de Saúde Pública, sobre Poluição do ar e impactos na
saúde em Vitória, Espírito Santo. O material visa analisar o impacto da poluição atmosférica na
morbidade respiratória e cardiovascular de crianças e adultos em Vitória.
Seja um aluno ativo e conheça mais sobre o assunto.
Leia o artigo
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2020/01/aula_gedsoc_top03_img08-768x576.jpg
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v50/pt_0034-8910-rsp-S1518-87872016050005909.pdf
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2.2. Poluição Hídrica
Sem água, não há vida, mas, então, porque o ser humano tem tratado a água tão mal? A água tem
cada dia mais se tornado escassa e, para atender às gerações presentes, sem comprometer a
possibilidade de as gerações futuras satisfazeremtambém as suas necessidades, precisamos mudar
a nossa forma de cuidar dela.
A água é utilizada para vários fins, tais como: consumo humano e animal, irrigação dos alimentos,
higiene pessoal e domiciliar, transporte e lazer. Ela deve conter níveis de qualidade satisfatórios
para cada uso específico e, após o seu uso, ela deve ser escoada e tratada para voltar ao meio
ambiente com uma composição que não prejudique o meio ambiente. Quando a água não é tratada,
acaba causando poluição hídrica, que é caracterizada pela alteração da condição natural da água
através da introdução de elementos indesejáveis e subprodutos das atividades humanas
(SILVEIRA; SANT’ANA,1990).
Os rios, os lagos e os oceanos têm sido poluídos e contaminados por resíduos sólidos, esgotos,
dejetos químicos industriais e mineração sem controle. O esgoto doméstico é formado por água
proveniente do chuveiro, das descargas da privada, das pias e ralos que, quando despejado em rios
ou córregos, sem ser tratado, contamina o ambiente. A água proveniente dos esgotos é composta
por compostos orgânicos ricos em micro-organismos que se desenvolvem de forma rápida no
ambiente, levando à proliferação de doenças e infecções. Todo esgoto deve ser tratado por
empresas especializadas ou acondicionado em fossas sépticas ou em biodigestores (BRITES, 2007).
Os resíduos sólidos, quando carreados pelas chuvas ou mesmo descartados em córregos e riachos,
matam a fauna aquática por sufocamento e também impedem, em alguns casos, o curso natural das
águas. A população deve evitar despejar resíduos em lugares não indicados para minimizar os
problemas ambientais (BRITES, 2007).
Os dejetos químicos resultantes dos processos industriais como, por exemplo, produção de
celulose, de tecidos, fabricação de tintas e solventes, produzem metais pesados como o mercúrio, o
chumbo e o cádmio que, se não tratados, serão lançados em rios e mar, provocando a
contaminação. Esses metais pesados podem se acumular no organismo e causar problemas no
sistema nervoso, além de causar câncer em animais e homem (BRITES, 2007).
Poluição nos rios, lagos e oceanos por resíduos sólidos e esgotos
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2.3. Poluição do Solo
A poluição do solo pode ocorrer através do lançamento de produtos químicos ou de resíduos no
solo, que provocam alterações na estrutura natural do solo. São várias as fontes de poluição do solo,
tais como, defensivos agrícolas e fertilizantes mal manipulados, resíduos sólidos, lançamento de
esgotos domésticos ou industriais e os dejetos de animais (GRUNKRAUT, 2019).
O Decreto nº 28.687/82, art. 72, estabelece que a poluição do solo e do subsolo consiste “na
deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento no solo ou no
subsolo de substâncias ou produtos poluentes, em estado sólido, líquido ou gasoso”.
Os poluentes, quando depositados no solo, sem passar por nenhum tipo de controle, levam à
contaminação dos lençóis freáticos, produção de gases tóxicos e também alterações ambientais
como, por exemplo, a chuva ácida.
As consequências da poluição do solo são diversas. A degradação da fertilidade é uma delas, ou
seja, a diminuição da capacidade do solo de suportar e manter a vida. Já a erosão leva à destruição
física das estruturas do solo e, com isso, permite o carreamento do solo que pode ocorrer pela água
(erosão hídrica) e ou pelo vento (erosão eólica). Sem solo e sem água, não teremos alimentos. E,
sem alimentos, não teremos vida. Logo, temos que cuidar do solo e da água para mantermos a vida
no planeta.
A degradação do solo por contaminação com pesticidas e fertilizantes tem se tornado uma grande
preocupação ambiental, uma vez que, interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas
superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), acarretando problemas na saúde pública
(SISINNO; MOREIRA, 1994).
O solo possui, em sua composição, ar, água, matéria orgânica e mineral; esses são as responsáveis,
em parte, pelo desenvolvimento das mais diversas espécies de plantas e da nossa alimentação. A
Poluição do solo pode contaminar os alimentos e, assim, causar malefícios à saúde do homem e do
meio ambiente (GRUNKRAUT, 2019).
A poluição do solo é um problema angustiante causado pela sociedade de consumo a que
pertencemos. Um solo poluído proporciona consequências ambientais, sanitárias, econômicas e
políticas que poderão limitar ou até inviabilizar a sua utilização (GUNTHER, 2005).
A natureza luta contra a destruição do homem.
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2.4. Poluição Sonora
A poluição sonora é causada pelos sons, que direta ou indiretamente, vão prejudicar a saúde e o
bem-estar. É considerada a terceira maior poluição do meio ambiente e, segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), ela é maior que a poluição química do ar e das águas (DANI;
GARAVELLI, 2001).
Segundo pesquisas da OMS (1999), o ouvido humano aguenta 90 decibéis (dB) sendo que, a partir
de 55 decibéis, os efeitos da poluição sonora já aparecem, tendo como sintoma um leve estresse. Os
ruídos em níveis moderados são traiçoeiros, porque, muitas vezes, passam despercebidos, devido à
tolerância e aparente adaptação. Porém, estes podem ser, muitas vezes, irreversíveis, levando à
perda auditiva e a outros efeitos psicológicos e fisiológicos, tais como a perda da concentração,
irritação permanente, dores de cabeça, estresse, distúrbios cardiovasculares, fadiga, distúrbios
hormonais, aumento da frequência cardíaca e distúrbios do sono.
Segundo a Norma Regulamentadora 15 (NR15), que consta no capítulo V da CLT, convenção
coletiva de trabalho, elaborada pelo Ministério do trabalho do Brasil, a máxima exposição diária
permitida ao homem em função do ruído, encontra-se na tabela abaixo:
Exposição diária permissível em função do ruído.
Nível de ruído dB Máxima exposição diária permissível
Poluição sonora e a qualidade de vida.
Saiba Mais
O artigo científico “Intensidade de ruído em hospital de 222 leitos na 18ª Regional de Saúde – PR”,
publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologista, em 2007, relata que foi encontrado um
nível de ruído acima do recomendado (o recomendado pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas é de 45 decibéis - dB). Leia o artigo e veja como o ruído pode causar vários problemas a
funcionários e pacientes em um hospital.
Leia o artigo
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2020/01/aula_gedsoc_top03_img06-768x512.jpg
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992007000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=pt&ORIGINALLANG=pt
22/12/2021 09:10 Poluição Ambiental e Saúde
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Exposição diária permissível em função do ruído.
Nível de ruído dB Máxima exposição diária permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
90 4 horas
92 3 horas
95 2 horas
100 1 hora
105 30  minutos
110 15 minutos
115 7 minutos
Fonte: NR15
 
A poluição sonora não prejudica somente ao homem, ela causa também problemas para alguns
animais, pois eles dependem do som para sua sobrevivência. Os ruídos podem prejudicar suas
habilidades de caça e de reprodução, levando a um desequilíbrio do ecossistema.
Há medidas/ações que todos podem fazer para minimizar/diminuir o impacto da poluição sonora.
Todos podem evitar buzinar sem necessidade; não ouvir música alta, mesmo que esteja com o fone
de ouvido. Na compra de eletrodomésticos, verificar o Selo Ruído e comprar o que apresentar maisVocê Sabia?
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por considerar que o ruído excessivo causa
prejuízo à saúde física e mental, fez um decreto (Decreto no 1.205, de 1 de agosto de 1994) no seu
artigo 1º e criou o “Selo Ruído”. Este deve ser de uso obrigatório nos aparelhos eletrodomésticos
brasileiros ou importados.
Conheça os detalhes dessa Resolução.
http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=161
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silenciosos (HIPEVERDE). Lembre-se também de que, quando for comprar um eletrodoméstico,
deve-se olhar o selo ruído e, assim, escolher por aquele que possua menor ruído. Você é responsável
pela sua saúde e de todos ao seu redor.
3. Crimes/Desastres Ambientais
A falta de cuidado com o meio ambiente em prol da ganância financeira dos empresários tem
levado a uma grande degradação no meio ambiente.
O que seria mais fácil: cuidar/prevenir ou corrigir o problema depois de acontecido? Vale lembrar
que a correção para minimizar os impactos nunca é 100%.
Crimes e desastres significam a mesma coisa? Por que algumas reportagens falam em acidente e
outras, em desastres?
Segundo a Instrução Normativa nº 1, de 24 de agosto de 2012, desastre é definido no Art. 1 como
sendo:
“Resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um cenário
vulnerável, causando grave perturbação ao funcionamento de uma comunidade ou sociedade
envolvendo extensivas perdas e danos humanos, materiais, econômicos ou ambientais, que
excede a sua capacidade de lidar com o problema usando meios próprios; [...]”.
Vasconcelos (2014, p.1) considera que crimes ambientais são:
“toda e qualquer ação que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar
em danos à saúde ou que provoque a mortandade de animais ou a destruição significativa da
flora”.
Para a autora, são considerados crime ambiental os casos de:
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Tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para ocupação humana.
Causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos
habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população.
Causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de
água de uma comunidade.
Dificultar ou impedir o uso público das praias.
Lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em
desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos.
Deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade competente, medidas de precaução
em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível”.
Vamos abordar alguns crimes ambientais e conhecer um pouco sobre seu efeito na saúde
ambiental?
Bomba de Hiroshima! Quem nunca ouviu falar dela? Foi em 1945, Segunda Guerra Mundial, que os
Estados Unidos lançaram duas bombas nucleares contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki no
Japão. A consequência disso? Morte de aproximadamente um quarto da população e de quase todas
as plantas e animais, fora a contaminação radiativa que ficou por muitos anos no ambiente. Além
do prejuízo para a saúde mental da população sobrevivente, houve também aumento no número de
câncer e infertilidade do solo. Hoje, o solo já produz alimentos sem contaminação e não há mais
riscos à saúde, uma vez que os níveis de radiação estão dentro dos padrões de outras cidades
(SUPER INTERESSANTE, 2011, s/n).
Por meio de descarte incorreto, ocorreu em Goiânia (GO), no ano de 1987, um acidente radioativo,
de grande impacto nacional, com o Césio 137. Este acidente ocorreu, porque dois catadores de lixo
encontraram um material muito lindo que brilhava, chamando a atenção deles. Esse material era
um pó radioativo proveniente de um aparelho radiológico que fora descartado erroneamente e
depositado em lugares impróprios, promovendo, assim, a contaminação do meio ambiente, água, ar
e solo, levando à morte algumas pessoas. Os responsáveis por esse material descartado
erroneamente foram condenados por homicídio, mas a pena foi convertida em serviços voluntários.
Mais uma vez, o meio ambiente, entenda com isso todos seres viventes, sofreu danos irreversíveis
(morte). A ganância pelo dinheiro e a falta de respeito à vida prevaleceu.
São vários os crimes ambientais e suas consequências para o meio ambiente. Vamos refletir sobre
mais dois?
Que tal falarmos do rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco em Mariana,
MG, no ano de 2015?
O rompimento da barragem da Samarco foi um crime ambiental, de grandes proporções, que
ocorreu com o rompimento da barragem de Fundão da Mineradora Samarco em Mariana, MG, no
dia 05 de novembro de 2015. O rompimento provocou problemas ambientais e sociais diversos, tais
como, a poluição das águas dos rios e mar com 60 milhões de m de lama de rejeitos industriais e
morte de seres vivos. As águas dos rios e mares, após o acidente, apresentaram, entre outras
questões, aumento na concentração de ferro, alumínio, chumbo, cromo, cádmio e manganês, com
índices muito acima do estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Isto
implicou para as mudanças graves no equilíbrio ecológico da região, mortes de animais, de plantas
3 
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e de alguns moradores da região, além de ter deixado vários moradores sem ter como sobreviver,
uma vez que sua profissão era a pesca. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio) publicou, no ano de 2016, uma avaliação do impacto causado pelos rejeitos de mineração
nas unidades de conservação federais, área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, Refúgio
de Vida Silvestre (RVS) de Santa Cruz e Reserva Biológica (Rebio) de Comboios, todas no estado do
Espírito Santo. Os peixes: roncador, linguado, peroá e as espécies de camarão rosa e sete barbas
foram analisadas e apresentaram níveis de metais como chumbo, cádmio, manganês e arsênio
acima do estabelecido pela legislação ambiental. As contaminações são indicativas de
bioacumulação na cadeia trófica, impactos potenciais ao ambiente e riscos de eventual
contaminação humana pelo consumo do pescado (PORTAL BRASIL, 2016).
Após três anos do acidente da barragem da Samarco, ou seja, em janeiro de 2019, aconteceu o
rompimento de outra barragem com grande impacto ambiental. A barragem de Brumadinho, MG,
rompeu e, com isso, gerou mortes, contaminou o solo, a água, lençol freático, diminuição da fauna e
flora e problemas mentais nas pessoas.
A barragem liberou um “mar” de rejeitos de minérios de ferro, que foi atingindo, drasticamente,
pessoas, animais, vegetação, instalações como refeitório, pousadas e casas, e resultou em,
aproximadamente, 300 vítimas. Muitos impactos ambientais ocorreram. Será que esse crime vai
servir para evitar novos crimes? Fica a reflexão!
4. Conclusão
No decorrer da lição, estudamos sobre os tipos de poluição que tanto afeta a qualidade do meio
ambiente, interferindo na vida de todos nós. Observamos que há poluição de caráter natural e a de
caráter antrópica. Destacamos sobre as poluições atmosférica, hídrica, sonora e do solo, que são as
mais corriqueiras no nosso dia-dia e que influencia diretamente a qualidade de vida e ambiental.
Notamos que com a interferência do homem no meio ambiente acarreta severos danos, como
citado, no item 3 da lição.
A poluição e os crimes ambientais têm levado a uma grande degradação do meio ambiente.
Consequentemente, há o impactado negativo na saúde dos seres humanos, dos animais e dos
vegetais, ou seja, de todo o meio ambiente. Torna-se cada vez mais urgente a divulgação e
conscientizaçãode todos de que o meio ambiente precisa ser preservado, para que as gerações
presentes e futuras tenham uma vida de qualidade. Várias doenças mundiais poderiam ser evitadas
por meio da melhoria da gestão das condições ambientais.
Proteger o meio ambiente é poder contribuir de forma positiva para uma melhora na saúde
ambiental.
Não se esqueça de que só temos essa casa (planeta Terra) e que o que fizermos aqui impactará a
todos. Logo, faça coisas boas e impacte esse mundo com respeito, amor, solidariedade, amizade,
carinho, conhecimentos, empatia, para que, assim, possamos ter vida com qualidade para todos os
seres viventes. Um depende do outro para viver.
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