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JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA E AUTOIMUNIDADE TOLERÂNCIA CENTRAL E PERIFÉRICA A ANTÍGENOS PRÓPRIOS DEFINIÇÃO DE TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA: não responsividade a antígenos próprios. PONTOS DE TOLERÂNCIA: - TOLERÂNCIA CENTRAL: acontece nos órgãos linfóides centrais, geradores ou primários – timo e medula óssea; durante os estágios de maturação dos linfócitos nesses órgãos ocorrem eventos de recombinação somática aleatória de forma a gerar diversidade de receptores para o reconhecimento dos antígenos que, inclusive, podem reconhecer autoantígenos. Durante o processo de maturação de linfócitos, essas células serão expostas a diversos antígenos próprios, caso reconheçam com alta afinidade, haverá deleção desses linfócitos autorreativos. No caso de linfócitos B há evento alternativo, a TROCA DE RECEPTORES, caso ocorra o reconhecimento de alta afinidade a antígenos próprios as porções variáveis do BCR sofrem recombinação somática, assim, continuam o processo de maturação e poderão ser liberadas para a periferia caso não reconheçam mais autoantígenos com elevada afinidade. No caso de linfócitos TCD4, além da seleção negativa de linfócitos autorreativos, outra possibilidade é a DIFERENCIAÇÃO PARA CÉLULAS T REGULADORAS. Já as células TCD8 são induzidos à apoptose. - TOLERÂNCIA PERIFÉRICA: local em que as expostas imunes são iniciadas, órgãos linfóides secundários. A tolerância central pode sofrer falhas, induzindo a ação da tolerância periférica. Nesses casos, caso haja um linfócito maduro autorreativo, ou seja, reconhece antígenos próprios pela APC, ele pode ser induzido a se tornar CÉLULA ANÉRGICA, podem sofrer apoptose ou serem alvo das CÉLULAS T REGULADORAS, que produzem citocinas imunorreguladoras e altos níveis de CTLA-4, suprimindo as possíveis respostas autorreativas. Embora existam todos esses eventos, sempre há pequeno percentual de células autorreativas na periferia. Algumas situações podem fazer com que esses linfócitos escapem do mecanismo de tolerância, desencadeando resposta autoimune e, consequentemente, doença autoimune. AUTOIMUNIDADE: RESPOSTA IMUNE DIRIGIDA A ANTÍGENOS PRÓPRIOS DEFINIÇÃO DE AUTOIMUNIDADE: resposta imune dirigida a antígenos próprios, ocorre devido à quebra de tolerância central e periférica. IMAGEM: imunomarcação de linfócitos T, corte histológico de pacientes com diabetes tipo 1 mostrando na área das ilhotas pancreáticas um infiltrado de linfócitos T reforçando que esses linfócitos estão reconhecendo antígeno nas ilhotas do pâncreas e estão respondendo a essas células, provocando disfunção que nesse caso ocasiona o diabetes tipo 1, exemplo de doença autoimune. AUTOIMUNIDADE CAUSAS - GENÉTICAS: algum gene ou conjunto de genes que o indivíduo apresenta que tornam o indivíduo predisposto a desenvolver doenças autoimunes. RELACIONADAS AO HLA: boa parte das doenças autoimunes têm como causa algum polimorfismo nos genes que codificam as moléculas MHC. JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA NÃO RELACIONADAS AO HLA: têm como causa algum polimorfismo que não é relacionado ao HLA, que codifica outras molécula. No geral as doenças autoimunes são ditas POLIGÊNICAS, ou seja, o indivíduo têm polimorfismo em múltiplos genes que vão predispor o indivíduo a desenvolver doença autoimune, outras são MONOGÊNICAS, uma única alteração em um único gene predispõe e desencadeia a doença autoimune, por exemplo, mutação do gene que codifica a proteína FAS receptor, receptor de morte celular. - AMBIENTAIS: gatilhos ambientais que desencadeiam doenças autoimunes INFECÇÕES TRAUMAS: liberação de antígenos não acessíveis ao sistema imunológico do indivíduo. AUTOIMUNIDADE: SUSCETIBILIDADE GENÉTICA Os genes que codificam as moléculas MHC são os mais polimórficos entre os indivíduos e isso pode influenciar no aparecimento de algumas doenças autoimunes, por exemplo, diabetes tipo 1. A presença de certos alelos via MHC pode aumentar o risco de aparecimento de doenças autoimunes. HIPÓTESES: - HLA FALHA NA APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS PRÓPRIOS DO TIMO (SELEÇÃO NEGATIVA DEFEITUOSA): se têm dificuldade de ligar o peptídeo próprio para testar o linfócito T autorreativo não haverá seleção negativa desse (seleção negativa defeituosa). - HLA FALHA EM ESTIMULAR SELEÇÃO DE CÉLULAS TREG: se têm pouca célula Treg vai influenciar na regulação das respostas autoimunes. Certos alelos do HLA, geralmente de classe II, como DP, DQ e DR, podem ter maior probabilidade de ligar determinados autopeptídeos do que outros alelos – tolerância periférica. MOLÉCULAS DE MHC SÃO EXPRESSAS EM POLIMORFISMO, POLIGENIA E CODOMINÂNCIA: poligenia porque muitos genes codificam a mesma molécula; polimorfismo porque têm muitas formas do gene, da forma que estão sendo codificados; e a codominância, tanto os genes que foram herdados da mãe quanto o alelo herdado do pai serão expressos, isso aumenta as formas de expressão das moléculas de MHC (estratégia evolutiva que faz com que tenha varia possibilidades de MHC para apresentar qualquer tipo de peptídeo). GENES ENVOLVIDOS EM PREDISPOSIÇÃO À AUTOIMUNIDADE MHC de classe dois são os genes HLA-DP, HLA-DQ e HLA-DR. Vemos a cadeia beta desse HLA-DQ. A região polimórfica onde o polipeptídeo se liga na fenda do MHC têm as cadeias alfa e beta. Com base no mapeamento genético, a maioria da população tem na posição 57 na cadeia polipeptídica o aminoácido aspartato. Já indivíduos diabéticos caucasoides têm nessa posição 57 valina, serina ou alanina. Isso são exemplos de polimorfismos em HLA que têm sido relacionados com doença autoimune, no caso o diabetes. Valina, serina ou alanina são aminoácidos neutros que não formam ponte salina na interação com aminoácidos dos peptídeos JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA antigênicos. Durante a maturação quem têm esse tipo de HLA, a molécula de MHC não consegue se ligar a peptídeos antigênicos próprios para eliminar as células com receptores com potencial de reconhecer antígenos próprios, isso gera uma falha ou essa ligação não é suficiente para induzir a promoção de células T reguladoras – possíveis associações entre esses polimorfismos e algumas doenças autoimunes. POLIMORFISMO DO HLA E RISCO RELATIVO DE SUSCETIBILIDADE A DOENÇAS AUTOIMUNES DEFINIÇÃO DE RISCO RELATIVO DE SUSCETIBILIDADE A DOENÇAS AUTOIMUNES: o risco de um paciente desenvolver doença autoimune quando ele tem determinado tipo de polimorfismo genético. FATORES GENÉTICOS GENES ENVOLVIDOS EM: - APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS: falha na tolerância ou ativação normal de antígenos. - ATIVAÇÃO DE CÉLULAS T: PTPN22 ativação importante no receptor de célula T, alguns polimorfismos nessas proteínas podem predispor doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. - FUNÇÃO DE CÉLULAS TREG - CITOCINAS - APOPTOSE - ETC AUTOIMUNIDADE ASSOCIADA A POLIMORFISMOS GÊNICOS NÃO RELACIONADOS AO HLA CD25 FcγRIIB: a porção Fc da IgG se liga a se receptor e inibe a ativação da célula B, então ele vai regular a produção excessiva de anticorpos, só que alguns indivíduos têm polimorfismos nesse receptor que alteram seu funcionamento, ou seja, não regula de forma eficiente a produção de anticorpos, então a pessoa pode ter doenças autoimunes relacionadas a produção exacerbada de anticorpos. NOD2 SISTEMA COMPLEMENTO EXEMPLOS DE MUTAÇÃO DE GENES ÚNICOS QUE CAUSAM AUTOIMUNIDADE Existem doenças autoimunes de CARÁTER MONOGÊNICO, ou seja, apenas uma mutação é capaz de desenvolver doenças autoimunes. GENE AIRE: importante para que linfócitos T sejam apresentados a antígenos dos sítios periféricos durante o processo de maturação; determinadas mutações do gene AIRE vão gerar expressão reduzida de antígenos periféricos no timo, gera a eliminação defeituosade células T autorreativas (seleção negativa defeituosa); costumam predispor a síndrome poliendócrina autoimune. JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA GENE FOXP3: fator de transcrição das células Treg; indivíduos que têm mutação nesse gene têm deficiência de célula Treg, vão desenvolver uma doença chamada Poliendocrinopatia e Enteropatia Ligadas a X (IPEX). MOLÉCULA FAS: é um receptor de morte celular, o linfócito T citotóxico expressa a molécula FAS que se liga ao receptor FAS e induz a apoptose na célula alvo; a seleção negativa das células autorreativas ocorre devido a interação das moléculas FAS e FAS receptor, então se têm mutação neste gene pode haver apoptose defeituosa de células T e B autorreativas na periferia, durante a tolerância periférica; indivíduo desenvolve doença autoimune chamada Síndrome Linfoproliferativa Autoimune, na qual ocorre proliferação excessiva de linfócitos autorreativos. IPEX – MUTAÇÃO EM FOXP3 PRIMEIRA DESCRIÇÃO: crianças apresentam diarréia grave, poliendocrinopatia acometendo vários órgãos e infecções fatais na infância. PATOLOGIA: - Autoimunidade afetando órgãos diversos: intestino, pâncreas, tireóide - Imunodesregulação: Indivíduo não têm regulação nas células Treg devido a mutação do gene foxp3; apresenta infiltrado inflamatório/autoanticorpos associada a diabetes autoimune, dermatite atópica/eczema, anemia, trombocitopenia etc. ÓBITO: 1-2 anos de idade. TRATAMENTOS: suplementação nutricional, imunossupressores e TMO. FUNÇÃO DE CÉLULAS T REGULADORAS (TREG) PRODUZIR IL-10 E TGF-β: substâncias imunossupressoras, inibem ativação clássica de macrófagos e linfócitos T. ALTA EXPRESSÃO DE CTLA-4: competem com CD28 nos linfócitos autorreativos, então CTLA-4 se liga ao B7 e não deixa ele se ligar ao CD28. ALTA EXPRESSÃO DE CD25: receptor da IL-2 que é importante para promover a expansão clonal dos linfócitos; os linfócitos T reg consomem muita IL-2 ao lado do linfócito T autorreativo privando de fatores de crescimento que são ativados pela IL-2, citocina de expansão clonal. ALTA EXPRESSÃO DE FOXP3: fator de transcrição que determina as funções de linfócitos T reg, como regular respostas autoimunes e suprimir respostas de T autorreativos. AUTOIMUNIDADE: CAUSAS AMBIENTAIS INFECÇÕES TRAUMA ESTRESSE LUZ SOLAR: lúpus eritematoso sistêmico, a luz solar pode desencadear lúpus em pessoas que já têm a predisposição genética. A lesão tecidual e a inflamação decorrente disso podem ativar linfócitos autorreativos. Nós já temos um certo número de linfócitos autorreativos, mas algumas pessoas tem outros fatores que predispõe a quebra de tolerância de linfócitos autorreativos. Essa quebra de tolerância pode acontecer por: QUEBRA DA TOLERÂNCIA: mimetismo molecular e liberação de antígenos sequestrados TOLERÂNCIA PERIFÉRICA Encontro de células T com antígenos próprios em APCs em repouso no tecido: observamos situação de homeostasia em que têm APC em repouso, não está ativada, não reconheceu JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA antígeno estranho, então ela apresenta antígeno próprio e ela não têm os coestimuladores, molécula B7 na membrana, justamente porque está em situação normal, não reconheceu o patógeno. Nessa situação, caso exista um linfócito com capacidade de se associar com alta afinidade ao antígeno próprio e o MHC próprio, na ausência do coestimulador o linfócito vai ser inativado, vai sofrer anergia ou deleção dependendo da intensidade do sinal. Os linfócitos auto reativos não serão ativados. QUEBRA DA TOLERÂNCIA: INDUÇÃO DE COESTIMULADORES NAS APCS INDUZIDAS PELO PATÓGENO A quebra da tolerância pode acontecer quando a APC têm os coestimuladores aumentados, essa indução pode acontecer por patógeno, essa célula dendrítica que apresenta antígeno próprio pode, na presença de um patógeno, passar a expressar o coestimulador, a molécula b7 que dá o segundo sinal, para molécula do linfócito T. Caso exista um linfócito T que reconheça antígeno próprio na presença do coestimulador isso vai quebrar a tolerância, ou seja, o linfócito que estava sendo tolerante ao antígeno próprio passa a reagir contra esse antígeno no tecido. A infeção levou ao aumento das moléculas coestimuladoras das APCs e aumento da produção de citocinas o que foi capaz de ativar célula T autorreativas. QUEBRA DA TOLERÂNCIA: MIMETISMO MUSCULAR Nesse caso alguns patógenos tem antígenos muito parecidos com antígenos do hospedeiro, então quando têm resposta a esse antígeno que é do patógeno, o antígeno microbiano, têm uma célula T que vai ser estimulada a combater essa infecção. Se é uma infecção a APC vai estar apresentando coestimuladores, isso tudo promove ativação da célula T que não é autorreativa, está reconhecendo antígeno estranho, mas esse peptídeo é muito parecido com antígeno próprio, ela passa a responder a antígeno próprio. FEBRE REUMÁTICA: QUEBRA DA TOLERÂNCIA POR MIMETISMO MUSCULAR Há quebra de tolerância periférica devido ao mimetismo molecular. Bactérias estreptococo beta hemolíticas do grupo A têm na parede celular proteínas M muito semelhantes a tropomiosina cardíaca. Nesse caso, anos ou décadas depois (doença inflamatória autoimune tardia) o indivíduo pode manifestar essa doença. Manifestações de autoimunidade relacionadas ao mimetismo molecular, são respostas de reação cruzada do anticorpo contra proteína M que passaram a reagir contra a tropomiosina cardíaca. Isso provoca lesão no endotélio das válvulas cardíacas, no músculo cardíaco e também pode acometer outros locais, como articulações. Reatividade cruzada entre a proteína M e a tropomiosina, entre o carboidrato C e glicoproteínas do endotélio valvular, entre a membrana protoplasmática e sarcolema miocárdico, núcleo caudado talâmico e subtalâmico e entre ácido hialurônico da cápsula bacteriana e tecido de articulações. QUEBRA DA TOLERÂNCIA: PRIVILÉGIO IMUNOLÓGICO LOCAIS DE PRIVILÉGIO IMUNOLÓGICO: são locais que detém antígenos que são sequestrados, que são inacessíveis as células do sistema imunológico. Infecções e traumas podem liberar esses antígenos. JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA EXEMPLO: tempos depois de lesão ocular unilateral o indivíduo acaba manifestando doença autoimune afetando os dois olhos, pois foram ativados linfócitos autorreativos que passaram a atacar o globo ocular, isso após o fato da pessoa ter liberado os antígenos que estavam sequestrados. CASO CLÍNICO – AUTOIMUNIDADE ANAMNESE ID: QRS, masculino, 15 anos, natural de Pernambuco. QP: dor na perna ha 4 dias. HDA: dor em MMII principalmente em panturrilhas associado a fraqueza simétrica, formigamento, dificuldade para deambular e se levantar sem apoio; nega febre e sintomas respiratórios; apresentou há 15 dias eritema morbiliforme em tronco e membros, pruriginoso, que cedeu sem tratamento em 2 dias. HPP: previamente hígido. H. Vacinal: em dia. EXAME FÍSICO Força diminuída em pernas (MMII) Dificuldade para se levantar sem apoio Manobra deficitária de Mingazzini positiva Marcha escavante, com pés caídos EXAMES COMPLEMENTARES ELETRONEUROMIOGRAFIA: exame que mede a condução da corrente motora entre nervos. Verificada diminuição da velocidade de condução motora no paciente do caso clínico. SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ (SGB) - POLIRRADICULONEUROPATIA DESMIELINIZANTE INFLAMATÓRIA AGUDA É uma doença autoimune relativamente rara, de 1 a 4 casos por 100 mil pessoas em que ocorre desmielinização do nervo periférico com déficit motor progressivo e ascendente, geralmente da periferia para o centro. Maior incidência em adultos jovens e está muito associado a infecções virais. Na SGB ocorre mimetismo molecular que está se dando por anticorpos contra gangliosídeos presentes em nervos periféricos. A bainha de mielina tem antígenosque não são normalmente reconhecidos pelo nosso sistema imunológico. Entretanto, uma infecção por patógeno que pode ter antígeno que mimetiza esses gangliosídeos desencadeia resposta imune. MECANISMO HUMORAL: produção de anticorpos contra o patógeno que agem nos antígenos da placa de mielina por reação cruzada; MAC contra a bainha de mielina devido a ação do sistema complemento. JULIE ROMÃO POSSE 2020.2 IMUNOLOGIA MÉDICA MECANISMO CELULAR: infiltrado celular, têm grande inflamação na região com destruição da bainha de mielina e pode ter também resposta de macrófagos fazendo lesão tecidual. TRATAMENTO: em algumas situações, podemos interferir na resposta imune para bloquear a destruição, tanto celular quanto humoral. Um dos tratamentos se faz com concentrado intravenoso de IMUNOGLOBULINAS IVIG. Doadores saudáveis doam o plasma que vai ser purificado e utilizado para produção de um concentrado de imunoglobulinas. Outro tratamento é a PLASMAFÉRESE, têm uma máquina por onde o sangue do paciente vai ser filtrado. Nesse caso se tenta retirar principalmente anticorpos. A reabilitação física também é utilizada como tratamento. PERGUNTAS JUSTIFIQUE O USO TERAPÊUTICO DA IVIG (IMUNOGLOBULINA INTRAVENOSA) PARA O TRATAMENTO DO PACIENTE. A IvIg apresenta dois mecanismos de ação: a degradação de imunoglobulinas (quanto maior a quantidade de imunoglobulinas, maior a degradação e, consequentemente, há maio degradação dos anticorpos autorreativos) e a inibição através do receptor FcγRIIB (receptor inibitório de células B; os linfócito B tem receptor para porção Fc de IgG, o FcγRIIB, esse receptor é inibitório, então quanto maior a concentração plasmática de anticorpos IgG, maior a ligação nesse receptor que acaba por inativar a célula B a produzir mais anticorpos, inclusive os autorreativos). - SUPRESSÃO DA FUNÇÃO DE CÉLULAS B (DA SÍNTESE DE AUTO-ANTICORPOS) E DIMINUIÇÃO DA PROLIFERAÇÃO LINFOCITÁRIA PELA LIGAÇÃO COM O FcγRIIB - AUMENTO DO CATABOLISMO DAS IgG PATOGÊNICAS POR SATURAR OS RECEPTORES FcRn O QUE É A IMUNOGLOBULINA USADA NO TRATAMENTO DA SGB? A imunoglobulina basal de pacientes saudáveis. POSSO VACINAR CONTRA SARAMPO, CAXUMBA, RUBÉOLA, PACIENTES QUE RECEBERAM IMUNOGLOBULINA (IVIG)? POR QUE? Vacina tríplice viral. Há um braço humoral importante nessas vacinas. A IvIg está agindo fazendo uma ``imunossupressão`` do indivíduo, diminui a resposta imune humoral porque diminui a resposta do linfócito B, vai haver quantidade de IgG ligado a FcγRIIB inibindo os linfócitos B de maneira geral. Se agora vacinamos esses indivíduos, vão ter problemas para fazer essa resposta contra os antígenos vacinais, pois têm resposta B humoral diminuída, tanto pela ativação de FcγRIIB, como também pela degradação, catabolismo de imunoglobulinas. Esses indivíduos tem grau de imunossupressão e alguns tipos de vacinas não devem ser feitas, principalmente com agentes atenuados, que é o caso. PACIENTE RECEBEU VACINA CONTRA VARICELA 2 SEMANAS ANTES DE TOMAR IVIG DEVE SER REVACINADO? A resposta adaptativa já foi eficiente e certamente deve ter gerado memória devido ao período de 14 dias. Não precisaria ser revacinado. UM FRASCO DE 100Ml (5g) DE IMUNOGLOBULINA HUMANA CUSTA APROXIMADAMENTE 1000 REAIS. ESSE DEVE CONTER QUAL TIPO DE IMUNOGLOBULINA? IgG, pois deve atuar nos receptores FcγRIIB inibindo linfócitos B.