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Módulo III 
Linguagem que conflita e que conecta
Neste módulo, o convite é olhar para a comunicação a partir do efeito que ela gera nas
relações, reconhecendo quando ela constrói pontes e quando, sem perceber, cria
distanciamento.
Conflito ou Conexão?
Na comunicação do dia a dia, nem sempre nos damos conta do impacto do que dizemos e de
como dizemos.
Antes de avançar, vale se perguntar:
• Quando eu me comunico, aproximo ou afasto as pessoas?
• Minhas palavras abrem diálogo ou despertam defesa?
• O que digo contribui para o entendimento ou alimenta o conflito?
• Estou buscando conexão ou apenas ser compreendido(a)?
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
A forma como escolhemos as palavras influencia diretamente a qualidade da comunicação.
Linguagem que conecta:
clareza;
empatia;
objetividade;
respeito.
Linguagem que conflita: 
acusações;
ironias;
tom autoritário;
generalizações.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
Observe o cenário a seguir:
Em um mesmo dia, a Escola Municipal Caminhos do Saber vivenciou diferentes situações de comunicação. 
Pela manhã, a equipe recebeu um e-mail institucional com o seguinte conteúdo: 
“Mais uma vez, essa escola não enviou os dados no prazo. Essa falta de organização prejudica todo o 
processo.” No texto, não constava a especificação de quais informações estavam pendentes nem 
orientações para regularização.
Em seguida, a coordenação pedagógica enviou uma mensagem no grupo de WhatsApp dos professores 
solicitando a entrega dos planejamentos no mesmo dia, afirmando que alguns docentes não estavam 
cumprindo os combinados previamente estabelecidos: “Preciso lembrar que alguns professores não estão 
cumprindo os combinados. Os planejamentos deveriam ter sido enviados e ainda não recebi de todos. 
Quero que todos enviem hoje, sem exceção.”
Ainda no mesmo período, um responsável compareceu à unidade escolar em busca de atendimento. Durante 
o contato, a funcionária permaneceu sentada, continuou utilizando o computador, realizou o 
atendimento sem contato visual e com respostas breves, enquanto o responsável aguardava 
orientações.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
Essas situações aproximam ou afastam as pessoas envolvidas?
• Você já se sentiu impactado(a) por uma comunicação parecida? 
• Como foi para você?
• Em algum momento, você já se comunicou de forma semelhante, mesmo sem
intenção?
• O que poderia ser feito de forma diferente para gerar mais compreensão e 
respeito?
Ao observarmos o cenário apresentado, é possível identificar como a forma da 
comunicação influencia diretamente a dinâmica institucional. 
Em uma mesma realidade escolar, diferentes situações revelam escolhas de linguagem 
que podem aproximar ou afastar as pessoas envolvidas.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
No primeiro momento, a escola recebe um e-mail com expressões como:
Como deveria ser:
“Até o momento, não recebemos o envio dentro do prazo combinado.”
O que muda: sai a generalização (“nunca”) e entra um dado observável.
“A ausência das informações no prazo impacta o andamento do processo.”
O que muda: sai o julgamento e entra uma descrição objetiva do impacto.
Essas palavras trazem generalizações e atribuem culpa, deslocando o foco do fato 
concreto, o envio de um documento, para um julgamento sobre o comportamento da 
equipe. Quando isso acontece, a comunicação tende a gerar defensividade, resistência ou 
silêncio, dificultando a cooperação e a resolução da situação.
“Mais uma vez, essa escola não enviou os dados no prazo. Essa falta de organização prejudica todo o 
processo.”
Em seguida, no grupo de WhatsApp, a coordenadora envia um pedido em tom impositivo, sem 
abertura para diálogo ou negociação. 
"Alguns professores não estão cumprindo os combinados." “Quero que todos enviem hoje, 
sem exceção.”
Ainda que exista uma demanda legítima, a forma como ela é comunicada pode ser percebida como 
cobrança excessiva, o que impacta o engajamento e o comprometimento dos professores.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
Como deveria ser:
“Até o momento, nem todos os planejamentos previstos foram enviados.”
O que muda: sai o julgamento sobre as pessoas (“não estão cumprindo”) e entra a descrição 
objetiva do fato, sem rótulos.
“Para que possamos dar andamento ao planejamento, solicito o envio ainda hoje.”
O que muda: sai o tom impositivo e entra um pedido assertivo, com contextualização da 
necessidade.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
Por fim, na situação de atendimento ao responsável, a comunicação não verbal também se torna 
um elemento central. 
"Atendimento sem contato visual, com respostas breves, enquanto a funcionária permanece 
no computador."
Gestos, expressões faciais e postura podem transmitir pressa, impaciência ou 
distanciamento, mesmo sem o uso de palavras. No ambiente institucional, essas mensagens 
silenciosas também comunicam e influenciam a qualidade das relações.
Como deveria ser:
Pausa para informar ou pedir gentilmente que o responsável esperasse um momento, com 
contato visual e em tom de acolhimento. 
O que muda: sai a postura de desinteresse e entra a presença, a escuta e o acolhimento, 
elementos que fortalecem o vínculo e a confiança no atendimento.
A Comunicação Não Violenta nos convida a substituir a cobrança baseada em culpa 
por uma comunicação baseada em assertividade, empatia e cooperação.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
Esses três episódios mostram que, muitas vezes, o conflito não está no pedido em si, mas na 
maneira como ele é feito. 
A Comunicação Não Violenta propõe justamente esse deslocamento: 
Sair da linguagem baseada em acusação e controle para uma comunicação ancorada em 
fatos, clareza e abertura ao diálogo.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
A tabela a seguir apresenta exemplos de linguagem que conflita e linguagem que conecta,
convidando à reflexão sobre como a comunicação pode fortalecer o diálogo no ambiente
institucional.
Linguagem que Conecta x Linguagem que Conflita
A linguagem que conecta não suaviza a responsabilidade, mas retira o julgamento, explicita os fatos e 
abre espaço para diálogo e corresponsabilidade. Pequenas mudanças nas palavras reduzem 
resistências e fortalecem a cooperação no ambiente de trabalho.
Escuta Ativa e Empatia no Ambiente Escolar e Institucional
O que muda quando escolhemos comunicar com assertividade e 
respeito, mesmo em situações difíceis?
Comunicar não é apenas falar ou escrever, mas também escutar de forma ativa.
• Ouvir para compreender, não apenas para responder;
• Demonstrar atenção e acolhimento;
• Validar a fala do outro, mesmo quando há discordância.
A escuta ativa é uma ferramenta fundamental para o fortalecimento das relações entre escola, 
CRE e Nível Central.
Escuta Ativa e Empatia no Ambiente Escolar e Institucional
O que muda quando escolhemos comunicar com clareza e respeito, 
mesmo em situações difíceis?
Quantas vezes estamos ouvindo… mas já preparando a resposta?
Quantas vezes alguém fala e a gente só espera a vez de falar?
O que é escuta ativa?
Escuta ativa é estar presente de verdade na fala do outro com atenção, abertura e intenção de
compreender.
Não é só ouvir sons. É escutar:
✓ o que é dito,
✓ o que não é dito,
✓ e o que está por trás da fala (sentimentos e necessidades).
A escuta ativa é o que transforma a comunicação em conexão, e não
apenas em troca de informações.
A linguagem que conecta começa na forma como falamos —
mas se sustenta na forma como escutamos.
Escuta Ativa e Empatia no Ambiente Escolar e Institucional
O que muda quando escolhemos comunicar com clareza e respeito, 
mesmo em situações difíceis?
O que NÃO é escuta ativa
• Pensar na resposta enquanto o outro fala;
• Julgar internamente;
• Comparar com a própria experiência;
• Dar conselhos não solicitados;
• Minimizar sentimentos (“isso não é nada”).
Escuta Ativa e Empatiano Ambiente Escolar e Institucional
O que muda quando escolhemos comunicar com clareza e respeito, 
mesmo em situações difíceis?
• Você fala para se expressar ou para se defender?
• O que costuma aparecer primeiro na sua fala: julgamento ou curiosidade?
• Com que frequência você escuta para responder e não para entender?
• Você se sente mais confortável dando ordens ou fazendo pedidos?
• Como seria o seu dia se suas conversas gerassem mais conexão do que
tensão?
Para Pensar
Entre conflito e conexão: onde sua comunicação tem chegado?
No próximo módulo, esses princípios serão aplicados diretamente à escrita 
profissional, com foco na redação e reformulação de e-mails, comunicados e 
mensagens institucionais.
Preparados para saber mais sobre CNV no módulo IV? 
Neste módulo, refletimos sobre como a nossa forma de comunicar pode aproximar ou afastar 
pessoas. Observamos que palavras, tom, postura e intenção impactam diretamente as relações e 
o clima institucional. Ao longo do percurso, fomos convidados(as) a perceber se falamos para nos 
defender ou para nos expressar, se escutamos para responder ou para compreender, e como 
julgamentos, ordens e cobranças podem gerar tensão enquanto pedidos claros, curiosidade e 
presença fortalecem a conexão.
Resumindo

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