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HISTÓRIA, CIÊNCIAS E DISCIPLINA. 
Prof. Renan
Historiografia
Positivismo01
Historicismo02
Materialismo
histórico
03
A História se tornou uma
ciência no século XIX a
partir de debates sobre
seu método.
Historiografia
A historiografia é o estudo crítico de como a
história é escrita, analisando métodos,
interpretações e o contexto dos historiadores ao
longo do tempo. Diferente do passado imutável, a
historiografia evolui, moldando nossa
compreensão sobre eventos através de
diferentes correntes teóricas. Ela engloba tanto o
processo de pesquisa quanto o produto final
(obras históricas).
Evolução da ciência
O positivismo defendia o uso de métodos das ciências
naturais e a busca por leis gerais, enquanto o
historicismo valorizava o contexto e a interpretação
dos acontecimentos. Já o materialismo histórico
destacou que as mudanças sociais resultam das
condições materiais e da luta de classes. Com
contribuições das ciências sociais, a História passou a
integrar análise objetiva e interpretação, considerando
tanto as estruturas sociais quanto as ações e
significados atribuídos pelos indivíduos.
Positivismo
O positivismo surgiu no século XIX, sendo inicialmente
mencionado por Claude-Henri de Saint-Simon e
desenvolvido por Auguste Comte. Essa corrente defende
que o conhecimento deve ser baseado na ciência,
valorizando a observação e a experiência como únicas
formas válidas de compreender a realidade. Rejeita
explicações religiosas e metafísicas, priorizando leis
científicas e relações de causa e efeito. Sua ideia central
é a Lei dos Três Estados (teológico, metafísico e
positivo), que explica a evolução do pensamento humano.
O positivismo também influenciou a política e a
sociedade, inclusive no Brasil, e chegou a criar uma
espécie de “religião da humanidade”, baseada na ciência,
ordem e progresso.
Comte (1798 - 1857)
O historicismo, desenvolvido pelo filósofo alemão Wilhelm Dilthey,
defende que os fenômenos humanos só podem ser compreendidos a
partir do seu contexto histórico. Para essa concepção, tudo o que envolve
o ser humano — como a cultura, a política, a religião e a economia —
possui sentido, valor e está em constante transformação ao longo do
tempo.
Dilthey estabelece uma diferença importante entre as ciências naturais e
as ciências humanas (ou ciências do espírito). Enquanto as ciências
naturais buscam explicar os fenômenos por meio de leis e experimentos,
as ciências humanas têm como objetivo compreender o significado das
ações humanas, levando em conta suas intenções e o contexto histórico
em que ocorrem.
Assim, o historicismo afirma que não é possível estudar o ser humano da
mesma forma que se estuda a natureza. É necessário interpretar os fatos
históricos para entender seu sentido. Em resumo, essa corrente mostra
que compreender o ser humano é compreender sua história e seu
contexto.
Historicismo
WILHELM DILTHEY (1833-1911)
A Escola dos Annales foi um movimento historiográfico
francês criado por Marc Bloch e Lucien Febvre, que
criticava a história tradicional focada apenas em datas,
fatos políticos e elites.
Ela propôs uma História mais ampla, que analisa processos
de longa duração, incluindo aspectos econômicos, sociais
e culturais, além de utilizar diferentes fontes e dialogar
com outras áreas do conhecimento. Essa abordagem foi
aprofundada por Fernand Braudel.
Em síntese, os Annales defendem uma História mais
completa, que busca entender a sociedade em seus
diversos aspectos ao longo do tempo.
Escola dos Annales
Marc Bloch (1886-
1944)
Materialismo histórico
O materialismo histórico é uma teoria desenvolvida por Karl
Marx e Friedrich Engels que busca explicar a sociedade a
partir das condições materiais de existência, especialmente
a forma como os seres humanos produzem sua vida (trabalho
e economia).
Segundo essa perspectiva, a história é movida pela luta de
classes, ou seja, pelos conflitos entre grupos sociais com
interesses opostos (como burguesia e proletariado). As
estruturas econômicas influenciam a organização da
sociedade, incluindo a política, a cultura e as ideias.
Assim, o materialismo histórico entende que as mudanças
históricas acontecem quando há transformações nas formas
de produção e nos conflitos sociais.
Karl Marx (1818-
1883)
O perigo de uma história única
Atividade
Selecione três autores de cada período da
historiografia estudado na aula de hoje e
descreva, as principais contribuições de cada
um deles para a forma de compreender e
escrever a História. Em seguida, organize suas
ideias para apresentar e socializar com a
turma, destacando as diferenças entre os
períodos e a importância de cada autor.
	HISTÓRIA, CIÊNCIAS E DISCIPLINA.
	Prof. Renan
	A História se tornou uma ciência no século XIX a partir de debates sobre seu método.
	Positivismo
	Historicismo
	Materialismo histórico
	Historiografia
	Evolução da ciência
	Positivismo
	Comte (1798 - 1857)
	Historicismo
	O historicismo, desenvolvido pelo filósofo alemão Wilhelm Dilthey, defende que os fenômenos humanos só podem ser compreendidos a partir do seu contexto histórico. Para essa concepção, tudo o que envolve o ser humano — como a cultura, a política, a religião e a economia — possui sentido, valor e está em constante transformação ao longo do tempo. Dilthey estabelece uma diferença importante entre as ciências naturais e as ciências humanas (ou ciências do espírito). Enquanto as ciências naturais buscam explicar os fenômenos por meio de leis e experimentos, as ciências humanas têm como objetivo compreender o significado das ações humanas, levando em conta suas intenções e o contexto histórico em que ocorrem. Assim, o historicismo afirma que não é possível estudar o ser humano da mesma forma que se estuda a natureza. É necessário interpretar os fatos históricos para entender seu sentido. Em resumo, essa corrente mostra que compreender o ser humano é compreender sua história e seu contexto.
	Escola dos Annales
	A Escola dos Annales foi um movimento historiográfico francês criado por Marc Bloch e Lucien Febvre, que criticava a história tradicional focada apenas em datas, fatos políticos e elites. Ela propôs uma História mais ampla, que analisa processos de longa duração, incluindo aspectos econômicos, sociais e culturais, além de utilizar diferentes fontes e dialogar com outras áreas do conhecimento. Essa abordagem foi aprofundada por Fernand Braudel. Em síntese, os Annales defendem uma História mais completa, que busca entender a sociedade em seus diversos aspectos ao longo do tempo.
	Materialismo histórico
	Karl Marx (1818-1883)
	O perigo de uma história única
	Atividade

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