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AULA 3 - REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA • Entender e refletir sobre o estudo da antropologia e sociologia cultural e suas interfaces no campo da saúde. • Analisar a abordagem antropossociológica do processo saúde/doença. CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM Olá, caro(a), Aluno(a)! Na Aula passada, falamos da influência no meio social de forma a perceber a diversidade cultural como resultado da interação social e refletimos sobre a estratificação social. Você sabe o que são a antropologia e a sociologia cultural? Qual a relação entre saúde e cultura? Quais são os modelos conceituais de saúde? Estas e outras perguntas, serão respondidas ao final desta Aula. Nesta Aula, continuaremos nossa conversa das Aulas anteriores, nossa proposta agora é levar você, caro(a), Aluno(a), a reconhecer a importância do estudo da antropologia e da sociologia como áreas de conhecimento importantes no campo da saúde, analisando a abordagem antropossociológica do processo saúde/doença. Este processo pode ser compreendido como indissociáveis, dependendo do modo como entendemos que a doença e a saúde são produzidas. Se a crença é de que a doença vai muito além do corpo biológico, certamente, as relações sociais terão papel fundamental e, portanto, as ações de saúde devem considerar a multiplicidade de fatores que produzem estes processos. Pensar a saúde e a sociedade intimamente ligadas perpassa toda a maneira de como vamos construir nosso conhecimento, nossas práticas, nossas ações e nossas políticas. Então, vamos começar? Bons estudos! Mapa mental panorâmico Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 3, bem como entender a inter- relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir: REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA 1 A ANTROPOLOGIA E A SOCIOLOGIA CULTURAL E SUAS INTERFACES NO CAMPO DA SAÚDE 1.1 RELAÇÃO ENTRE SAÚDE E CULTURA 2 SAÚDE, CULTURA E SOCIEDADE 2.1 O SURGIMENTO DA MEDICINA 2.2 RELAÇÃO ENTRE SAÚDE E SOCIEDADE 3 MODELOS CONCEITUAIS DE SAÚDE: AS DIVERSAS FORMAS DE PENSAR A SAÚDE 3.1 MODELO DE DETERMINAÇÃO SOCIAL DA DOENÇA 3.2 DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE (DSS) REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA 1 A ANTROPOLOGIA E A SOCIOLOGIA CULTURAL E SUAS INTERFACES NO CAMPO DA SAÚDE A antropologia abrange o estudo do ser humano como ser cultural, fazedor de cultura. Investiga as culturas humanas no tempo e no espaço, suas origens e desenvolvimento, suas semelhanças e diferenças. Tem seu foco de interesse voltado para o conhecimento do comportamento cultural humano, adquirido por aprendizado social. Muito bem, a partir da compreensão da variedade de procedimentos culturais dentro dos contextos em que são produzidos, a antropologia, como o estudo das culturas, contribui para erradicar preconceitos derivados do etnocentrismo, fomentar o relativismo cultural e o respeito à diversidade. Figura 1 - Diversidade cultural Fonte: Disponível em Créditos. Os antropólogos se interessam tanto pelos grupos sociais mais simples, culturalmente diferenciados, quanto por grupos culturais que existem dentro da sua própria sociedade. Atribui-se ao antropólogo, a tarefa de formular princípios explicativos da formação e desenvolvimento das culturas humanas. A antropologia surgiu como ciência no início do século XX, com a sistematização dos estudos sobre culturas consideradas “exóticas”. No Brasil, a antropologia se desenvolveu através dos estudos de pesquisadores europeus sobre as sociedades indígenas no território brasileiro. A partir da década de 1960, os antropólogos passaram a se dedicar ao estudo de outros grupos culturais e identitários de nossa sociedade, no âmbito da antropologia urbana. Assim, os temas antropológicos saíram das margens e passaram a ter visibilidade e reconhecimento do seu papel político. Atualmente, a antropologia está inserida nos debates das grandes questões nacionais e é importante em diversas frentes, como por exemplo, na mediação da relação entre povos indígenas e populações tradicionais com o Estado brasileiro. No passado, a sociologia e a antropologia definiram de forma bastante satisfatória seus objetos de estudo, seus objetivos e métodos. Enquanto à sociologia cabia o estudo da sociedade europeia, à antropologia cabia o estudo dos povos colonizados na África, Ásia e América. A primeira procurava descobrir as leis gerais que regulamentavam o comportamento social e as transformações da sociedade, por meio de análises qualitativas e estudos estatísticos que pudessem dar a maior amplitude possível às suas descobertas. A antropologia, por sua vez, desenvolvia um método mais empirista e qualitativo, voltado para a descoberta das particularidades das sociedades que estudava. Tal delimitação teórico-metodológica foi um aspecto importante no alvorecer das ciências humanas e sociais, pois permitiu o desenvolvimento singular dessas áreas de conhecimento. A doutrina é todo conhecimento que provém unicamente, da experiência, limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do mundo subjetivo, pela introspecção, sendo descartadas as verdades reveladas e transcendentes do misticismo, ou apriorísticas e inatas do racionalismo. Atitude de quem se atém aos conhecimentos práticos. A Sociologia é uma ciência dedicada a nos ajudar a entender nossa sociedade e as formas que interagimos uns com os outros e com as estruturas institucionais. Augusto Comte (1798-1857) foi um dos mais importantes filósofos e sociólogos franceses. Criou a disciplina Sociologia, bem como a corrente filosófica, política e científica conhecida como Positivismo. Comte (1798-1857) acreditava que as sociedades deveriam ser alvo de uma abordagem propriamente científica. Assim, uma nova área do conhecimento científico, voltada para o estudo e compreensão das leis gerais que regem o mundo social humano, deveria ser formada a partir dos princípios científicos das demais ciências da natureza. Seria por meio do método científico que as normas e as regras gerais dos fenômenos sociais seriam entendidas, o que nos daria o poder de intervir nos problemas sociais de forma a resolvê-los e eliminá-los de nossa convivência. Comte (1798-1857) chamou essa nova ciência de Sociologia. Juntamente com a Sociologia e Ciência Política, a Antropologia é uma das áreas do conhecimento que faz parte das chamadas Ciências Sociais. A Antropologia, enquanto ciência, pode ser dividida em duas grandes áreas ligadas a seus objetos de estudo, conforme mostra a Figura 2. Figura 2 - Antropologia Fonte: Elaborada pela Equipe NEAD. A antropologia física ou biológica estuda os aspectos genéticos e biológicos do homem. Entre seus objetos de estudos estão as características genéticas que diferenciam povos e possibilitam que eles sobrevivam em determinados ambientes. Apesar da grande variedade dos seus campos de interesse, a antropologia se constituiu como um campo científico específico, que se articula teórica e metodologicamente com outras áreas do saber (como a história, filosofia, sociologia, psicologia, biologia e direito). Já a antropologia social analisa e estuda: o comportamento do homem em sociedade, a organização social e política, as relações sociais e instituições sociais. A antropologia cultural investiga as questões culturais que envolvem o homem, sendo seus costumes, mitos, valores, crenças, rituais, religião, língua, entre outros aspectos, fundamentais na formação do conceito de cultura antropológico. O objetivo antropológico de identificar as formas de atenção à saúde de diferentes grupos étnicos ou sociais, tem trazido muitas contribuições para as políticas públicas de saúde, na compreensão de modelos de atenção e da perspectiva dos atores nos contextos locais. A discussão entre saúde e cultura não é nova na antropologia, ainda que o tema como especialidade antropológica tenha surgido há menos de quatro décadas atrás. A medicina primitiva, empírica,como primariamente mágico-religiosa foi a primeira forma de atenção à saúde e estava relacionada às práticas e as crenças, pois estavam ligadas aos aspectos culturais da sociedade. Estando desta forma, nas práticas de saúde integradas na cultura. Você tem alguma conclusão sobre o comportamento humano e as formas como a saúde e doença são vistas através de diferentes culturas? A seguir, veremos a relação entre saúde e cultura. 1.1 RELAÇÃO ENTRE SAÚDE E CULTURA Desde os primórdios da humanidade o ser humano se questiona sobre a origem da vida, as razões da existência e o que é ter saúde. A trajetória da humanidade é acompanhada também, pelo desenvolvimento e construção do conceito de saúde ao longo dos tempos, influenciada por características próprias de cada período. No início das civilizações, os homens utilizavam como explicação, os pensamentos mágicos e sobrenaturais para os acontecimentos em sua volta, ou seja, os povos das grandes civilizações viam as doenças como decorrentes de causas externas e a saúde como recompensa pelo seu bom comportamento. O medo do desconhecido e da possibilidade de violação de uma crença ou regra cultural religiosa gerava superstições e maus presságios, um acidente ou quaisquer fenômenos externos que atingissem o homem eram tomados como algo desencadeado pela influência de forças sobrenaturais. Era comum a vida em grupos, a busca por alimentos através da caça, da pesca e coleta de suprimentos em diferentes locais, até quando as provisões fossem suficientes para a sobrevivência. Mantinham a crença de que o sol, a chuva, o vento, o trovão e o relâmpago eram espíritos que podiam sentir e agir com uma finalidade sobre a vida dos homens. Por isso, desenvolveram crenças místico-religiosas com a finalidade de explicar os mistérios da natureza, do nascimento, das doenças e da morte. Já sobre a saúde, os cuidados tinham como objetivo a sobrevivência e se desenvolviam na estrutura social de convivência e socialização dentro da tribo e no espaço comunitário. A observação dos animais e o caráter instintivo foram importantes para desenvolver noções sobre saúde e sobrevivência Agora eu pergunto: O que significa ter saúde? O que contribui para que as pessoas tenham saúde? O que significa estar doente? O que favorece o adoecimento das pessoas? Não se preocupe, a seguir veremos todos esses questionamentos. 2 SAÚDE, CULTURA E SOCIEDADE A medicina mágico-religiosa, predominante na antiguidade, se inseria em um contexto religioso-mitológico, fazendo referência tanto à ideologia religiosa, quanto aos fatores mitológicos, que são aqueles que não tem existência real, algo fictício ou inventado, no qual o adoecer era resultante de transgressões de natureza individual ou coletiva. Tanto a antropologia social quanto a antropologia cultural estão fortemente ligadas, por isso são consideradas apenas uma, pois há uma relação de dependência. As práticas mágico-religiosas eram utilizadas por todos os aspectos religiosos, místicos e espiritualistas que consistem em evocações, orações, exorcismos, curas, unções, transes, rituais de iniciação, de consagração, projeção astral, rituais festivos de celebração, manipulação de símbolos (Tarô, Runas, Vidências, Búzios, etc.). Não se preocupe, mais adiante iremos aprofundar esse tema. Esse enfoque é ainda hoje aceito por milhares de pessoas, habitantes de sociedades tribais ou não, com a intromissão, concomitante, por vezes, de elementos da medicina ocidental, dita científica. O avanço significativo no pensamento médico ocorreu quando se deu um desvio do foco de interesse das forças sobrenaturais para o portador da doença, passando, gradativamente, a ser vista como um fenômeno natural, passível de ser compreendido e liberado da intromissão de forças divinas ou malévolas. Esse novo enfoque, para a medicina empírico-racional teve seu início no Egito. Então, inicialmente, a medicina foi exercida pelos sacerdotes. Somente se tornou uma ciência médica após adotar métodos específicos para a pesquisa dos males humanos. Esses métodos, que foram desenvolvidos na Grécia antiga, principalmente por Hipócrates, são oriundos da filosofia. Assim como a filosofia se distanciou dos mitos, a medicina também se distanciou dos sacerdotes, já que buscava respostas que os próprios sacerdotes não conseguiam responder. Através dos métodos filosóficos da busca do conhecimento, a medicina grega formou sua própria identidade. Sempre existiram pessoas que buscavam a cura de outras pessoas, mas a medicina (como ciência e como pesquisa) foi impulsionada pela filosofia da natureza grega que conseguiu preparar um sistema de teorias médicas que apoiavam as pesquisas científicas da recém-nascida medicina. 2.1 O SURGIMENTO DA MEDICINA A atividade médica surgiu há milhares de anos. No Egito Antigo já eram realizadas cirurgias bastante complexas, mas foi na Grécia Antiga que a medicina se desenvolveu e surgiram as primeiras técnicas na arte de identificar os sintomas das doenças. Também na Grécia, nasceu Hipócrates, considerado o Pai da Medicina e um ícone ateniense da rejeição às explicações supersticiosas e místicas para os problemas de saúde e como curar doenças. Enquanto muitos pensadores gregos concentravam seus esforços na natureza em geral, ou na moral e política, Hipócrates concentraram-se em observar e compreender o funcionamento do organismo humano, na esperança de encontrar explicações racionais, e passíveis de controle e manipulação, para os males que atingem a saúde humana. Figura 3 - Hipócrates, considerado pai da Medicina Fonte: Disponível em Créditos. Nascido em Cós, onde a medicina estava em progresso na época, e pertencendo a uma linhagem de médicos, era quase inevitável que Hipócrates também se dedicasse à Medicina. Segundo sua biografia, Hipócrates recebeu os primeiros ensinamentos do pai e para completar sua formação, estudou Retórica e Filosofia. Tendo estudado nos dois centros médicos da época, Cós e Cnidos e sendo dotado de extraordinário espírito de observação e profunda dedicação ao trabalho, Hipócrates tornou-se o maior médico de sua época. Sua fama como clínico começou em 430-429 a.C., durante a grande peste que assolou a cidade de Atenas. A epidemia teria se extinguido depois que Hipócrates mandou acender fogueiras, por toda a cidade. Para alguns, Hipócrates partiu da observação de que os artesãos, obrigados por profissão a manter-se próximos do fogo, pareciam imunes ao contágio da doença. O sábio ordenou que se acendessem fogueiras como forma de estender a imunidade a toda a população. Um dos conceitos terapêuticos de Hipócrates foi a distinção entre sintomas e doenças. Para ele, como para os médicos atuais, os sintomas são apenas manifestações exteriores de algo que está ocorrendo no organismo. O trabalho de Hipócrates tinha por objetivo descobrir como funcionava o corpo humano, levando sempre em conta a ação do ambiente e da alimentação. Hipócrates criou uma escola onde Medicina passou a ser Ciência e, dessa maneira, pressupunha apenas processos racionais. Elaborou e cumpriu um rigoroso código de ética, cujos preceitos estão contidos no juramento que até hoje todo médico faz ao se formar. Hipócrates utilizou a filosofia como aliada da medicina, entendendo que a abordagem racional utilizada nesta disciplina seria o tipo de abordagem adequada para tratar os males da saúde, buscando na natureza as causas e a solução. Estabeleceu que, ao invés de uma punição dos deuses, as causas da maioria das doenças seriam fatores climáticos, alimentares e hábitos cotidianos. Então, Hipócrates não apenas foi bem-sucedido em rejeitar a superstição, mas foi também, capaz de desenvolver a medicina a ponto de separá-la da Teurgia . A partir de Hipócrates, a medicina tornou-se uma disciplina independente e assim, levou ao surgimento da profissão de médico. A saúde sempre foi um tema de relevância em todas as culturas, uma delas a de mitologia grega na figura da Deusa Higeia, que representavaa saúde. Higeia era a deusa da saúde, da limpeza, do saneamento e da higiene, uma das três filhas de Esculápio, o deus grego da medicina. Por essa razão, era comumente adorada em conjunto com seu pai, porém, enquanto seu pai era diretamente associado à cura, Higeia estava mais relacionada com a prevenção das doenças e à continuidade da boa saúde. É dito que a deusa Atena ocupava essa função, até que o Oráculo de Delfos passou a divulgá-la como deusa independente, após uma praga catastrófica ocorrida na cidade de Atenas no século 5 a.C. O culto a Esculápio na Antiga Romana tornou-se tão importante que o deus da medicina chegou a ser relacionado ao sol, enquanto Higeia seria a lua. Havia inclusive um templo de Higeia no grande santuário de Esculápio em Epidauro, onde as pessoas buscavam a cura de suas doenças. Figura 3 - Deusa Higeia Fonte: Disponível em Créditos. Higeia não era avessa ao trabalho, ao contrário, era cooperativa e cuidadosa, gostava de agir com perfeição. Suas estátuas (Figura 3) mostram uma jovem e bela mulher alimentando uma enorme serpente que circunda seu corpo com uma pátera (taça, jarra ou tigela). Essa cobra é uma das que circundam o bastão de Esculápio no símbolo da medicina (a Serpente de Epidauro), e a taça resultou numa representação da profissão farmacêutica (Figura 4). Figura 4 - Bastão de Esculápio, símbolo da medicina Fonte: Disponível em Créditos. Saúde, cultura e sociedade são termos indissociáveis, por isso é importante pensar neles como intimamente ligados. Quando se fala de saúde e cultura, estamos defendendo o direito à diversidade, como exemplo, a diversidade nas formas de cuidados em saúde. É relevante reconhecer que o cuidado com a saúde vai além dos hospitais, dos médicos e dos remédios, é comum as pessoas associarem à saúde principalmente, à doença, ou seja, à falta de saúde. Ter saúde significa que uma pessoa tem condições biológicas, físicas, psíquicas e sociais de exercer todos os seus direitos como cidadão, e não pode ser considerada apenas a ausência de doença, deve também, ser entendida como bem-estar físico, mental e social. A saúde é um direito complexo que envolve o completo bem-estar físico e mental e ainda, o direito de não ficar doente. Portanto, isso significa que alimentação, abrigo, proteção, segurança, ausência de doenças e tratamentos são direitos relacionados à saúde do indivíduo. A saúde, além de constituir uma produção simbólica e material é, também, politicamente, uma representação social que busca se impor hegemonicamente ao conjunto da sociedade. É por isso que numa sociedade como a nossa, a saúde apresenta três dimensões: dimensão simbólica, dimensão material e dimensão política. A dimensão simbólica da saúde é a produção, pela sociedade, da aceitação de que a saúde é também um bem de consumo, em seguida vem a dimensão material, que é a necessidade de que no final seja produzido, efetivamente, um determinado resultado ou efeito, que é a presença material da saúde nos corpos e mentes do indivíduo, e por fim a dimensão política, buscando se impor com o objetivo de criar ou melhorar as políticas públicas em prol da prevenção e cuidados com a saúde. 2.2 RELAÇÃO ENTRE SAÚDE E SOCIEDADE A compreensão da relação entre saúde e sociedade é essencial para que possamos entender as contradições e o insucesso das políticas de saúde implantadas no Brasil, até o momento. Para Gadamer (apud BRÊTAS e GAMBA, 2006), saúde e doença não são duas faces de uma mesma moeda. De fato, se considerarmos um sistema de saúde, como, por exemplo, o SUS, é possível verificar que as ações voltadas para o diagnóstico e tratamento das doenças são apenas duas das suas atividades. Inclusão social, promoção de equidade ou de visibilidade e cidadania são consideradas ações de saúde. O entendimento da saúde como um dispositivo social relativamente autônomo em relação à ideia de doença, e as repercussões que este novo entendimento traz para a vida social e para as práticas cotidianas em geral e dos serviços de saúde em particular, abre novas possibilidades na concepção do processo saúde e doença. 3 MODELOS CONCEITUAIS DE SAÚDE: AS DIVERSAS FORMAS DE PENSAR A SAÚDE O processo saúde-doença é um conceito central da proposta de epidemiologia social, que procura caracterizar a saúde e a doença como componentes integrados de modo dinâmico nas condições concretas de vida das pessoas e dos diversos grupos sociais; cada situação de saúde específica, individual ou coletiva, é o resultado, em dado momento, de um conjunto de determinantes históricos, sociais, econômicos, culturais e biológicos. Existem conceitos que determinam diferentes maneiras de ver o que é, ou como se promove a saúde. Quando falamos em modelos conceituais de saúde, está implícito que existem muitas maneiras de como se tratar as doenças. Estas diferentes maneiras de ver propiciam práticas e pensamentos diferentes. Durante toda a sua existência, o homem tem buscado compreender os processos e fatores determinantes do adoecimento e da morte na tentativa de retardá-los ou evitá-los pelo máximo possível de tempo. Assim, na medida em que o conhecimento científico evoluiu, foram criadas novas formas de explicação para tais fenômenos. Desta forma, podemos destacar cinco principais modelos explicativos: modelo biomédico, modelo processual, modelo sistêmico, modelo mágico-religioso e modelo de determinação social da doença. O modelo biomédico de saúde é o mais dominante no mundo ocidental e se concentra na saúde puramente em termos de fatores biológicos. Neste modelo, doença e cura se concentram em fatores puramente biológicos e exclui as influências psicológicas, ambientais e sociais. Esta é considerada a maneira dominante e moderna para os profissionais de saúde diagnosticarem e tratarem uma condição na maioria dos países ocidentais. A maioria dos profissionais de saúde não pede, na primeira vez, uma história psicológica ou social de um paciente. Em vez disso, eles tendem a analisar e procurar falhas biofísicas ou genéticas. O foco é em testes laboratoriais objetivos, em vez de sentimentos subjetivos ou histórias do paciente. De acordo com este modelo, a boa saúde é a ausência de dor, doença ou defeito. Ele se concentra em processos físicos que afetam a saúde, como a bioquímica, a fisiologia e a patologia de uma condição. Não é responsável por fatores sociais ou psicológicos que possam ter um papel na doença. Neste modelo, cada doença tem uma causa subjacente e, uma vez que essa causa é removida, o paciente será saudável novamente. O modelo biomédico é, muitas vezes, contrastado com o modelo biopsicossocial que possui um conceito mais amplo, que visa estudar a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc.), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, dentre outros) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos e outros). O modelo biomédico já foi questionado por diversas vezes, propondo o modelo biopsicossocial para avaliar de forma abrangente os antecedentes biológicos, sociais, psicológicos e comportamentais do paciente para determinar sua doença e caminho de tratamento. Embora o modelo biomédico tenha permanecido a teoria dominante na maioria dos lugares, muitos campos da medicina, incluindo enfermagem, sociologia e psicologia fazem também, uso do modelo biopsicossocial. A busca por explicações causais do processo saúde-doença resultou na configuração da História Natural das Doenças (HND), conhecido como modelo processual dos fenômenos patológicos. O modelo processual, é conhecido como história natural da doença, ou seja, é um conjunto de processos interativos que cria o estímulo patológico no meio ambiente, ou em qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estímulo, até as alterações a um defeito, invalidez, recuperação ou morte. O modelo da HND visa o acompanhamento do processo saúde-doença em sua regularidade, compreendendoas inter-relações do agente causador da doença, do hospedeiro da doença e do meio ambiente e o processo de desenvolvimento de uma doença. Esta forma de sistematização ajuda a compreender os diferentes métodos de prevenção e controle das doenças. O modelo biomédico não se debruça sobre a prevenção da doença e não aceita práticas não tradicionais de cura. Ele prioriza o diagnóstico e a cura. Por conta disso, alimenta a indústria de clínicas e laboratórios e as empresas farmacêuticas. O modelo processual se constitui como um avanço quando comparado ao modelo biomédico, por reconhecer que as características sociais ou relacionais do indivíduo interferem na chance de adoecer, na forma como ele adoece e na repercussão da doença. Quanto ao modelo sistêmico, pode ser compreendido como conjunto formado por agente suscetível e pelo ambiente, dotado de uma organização interna que regula as interações determinantes da produção de doenças, juntamente com os fatores vinculados a cada um dos elementos do sistema. O agente pode ser um microrganismo, um poluente químico ou um gene. Qualquer que seja o caso, a eclosão de uma epidemia está relacionada à quebra no equilíbrio do ecossistema que implica em modificações quantitativas ou qualitativas no sistema epidemiológico. O modelo sistêmico de saúde e doença reconhece a influência de fatores políticos e socioeconômicos, fatores culturais, fatores ambientais e agentes patogênicos, no processo saúde-doença. O modelo mágico-religioso, que já foi mencionado anteriormente, é o modelo que considera a enfermidade como resultado da ação de espíritos malignos. Neste modelo, o tratamento está a cargo de um sacerdote ou de um feiticeiro (xamã), os quais, pela mobilização de espíritos benignos tentarão combater a doença. Por fim, temos o modelo de determinação social da doença, este modelo conceitual em saúde apresenta uma nova forma de ver o processo saúde–doença. Neste modelo, acredita-se que as pessoas adoecem e morrem em função do jeito como vivem. E esse jeito de viver é determinado social, cultural e economicamente, caracterizando o contexto de aparecimento da doença. O modelo da determinação social da doença não nega a atenção individual quando necessária, mas ela é contextualizada numa relação entre cidadãos. Como exemplos de determinantes sociais, temos o estresse - circunstâncias estressantes que fazem com que as pessoas se sintam preocupadas, ansiosas e inábeis para enfrentar tais problemas. Também, a contínua ansiedade, insegurança e baixa autoestima, isolamento social e baixo controle sobre a vida têm poderosos efeitos sobre a saúde e podem levar à morte prematura. Outro exemplo, são os hábitos inadequados de saúde, muitas vezes influenciados pelo ambiente social. Citamos também, a infância, um bom início de vida é importante para o desenvolvimento nos anos seguintes da vida. A pobreza durante a gestação pode ter consequências para o desenvolvimento fetal devido à carência nutricional, o estresse materno e o inadequado cuidado pré-natal. Outro agravante são os grupos de desempregados, os de grupos étnicos minoritários, os subempregados, os deficientes físicos, os refugiados e os desabrigados tendem a viver em estresse constante e têm alto risco de morte prematura. Pelo que pudemos ver até aqui, o processo saúde-doença se configura como um processo dinâmico, complexo e multidimensional por englobar dimensões biológicas, psicológicas, socioculturais, econômicas, ambientais, políticas, etc. Enfim, pode-se identificar uma complexa inter-relação quando se trata de saúde e doença de uma pessoa, de um grupo social ou de sociedades. 3.1 MODELO DE DETERMINAÇÃO SOCIAL DA DOENÇA A epidemiologia social considera que as doenças acontecem de acordo com a inserção das pessoas na sociedade. Na década de 1970, são realizados os primeiros estudos de epidemiologia social, que deu origem ao conceito de Determinação Social da Saúde, construído a partir da apropriação das ciências sociais em saúde e relacionando os conceitos de saúde aos modos de produção capitalista e a formação socioeconômica. O fenômeno saúde-doença para ser compreendido deve ser visto em sua totalidade, considerando os processos gerais, particulares e singulares de cada indivíduo. Os debates sobre o conceito de Determinantes Sociais da Saúde (DSS) iniciaram-se nos anos 70/80, a partir do entendimento de que as intervenções curativas e orientadas para o risco de adoecer eram insuficientes para a produção da saúde e da qualidade de vida em uma sociedade. A partir de 1970, aconteceram diversos movimentos e debates em busca da superação do modelo hegemônico, biomédico para um novo estilo de pensamento - o modelo da determinação social do processo saúde-doença. O modelo da determinação social foi influenciado pela medicina social, no século XIX, que se difundiu na Europa. Após o período da industrialização, acentuaram-se problemas de saúde, o aumento da população urbana e do desemprego, falta de moradia, aumento da carga horária de trabalho. Quanto ao cenário nacional, o Brasil na VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, na proposta do Movimento Sanitário, resgatou a conjuntura saúde e condições sociais discutidas amplamente na Europa. O tema da conferência era Saúde direito de todos, dever do Estado. E nesse cenário, construiu-se um conceito ampliado de saúde. Em seu sentido mais abrangente, a saúde é resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde. No cenário atual, o Brasil tem passado por um processo de mudanças políticas e econômicas muito difícil para a população, assuntos relacionados à prevenção de doenças e qualidade de vida são pauta frequente na agenda de todos os segmentos. Ao longo da história, foram sendo forjadas diferentes teorias interpretativas sobre o processo saúde-doença, como consequência da atividade racional humana na busca de deduções causais para a doença. As principais teorias das doenças são: • Teoria mística: doença causada por fenômenos sobrenaturais; • Teoria dos miasmas: doença causada por certos odores venenosos, gases ou resíduos nocivos que se originavam na atmosfera, a partir do solo. Estas substâncias seriam posteriormente arrastadas pelo vento até um indivíduo que acabaria por adoecer. • Teoria da unicausalidade: doença causada por agentes etiológicos, como vírus e bactérias descobertos com os estudos de Louis Pasteur. Louis Pasteur, nascido em 1822 em Dole, França, foi um químico que revolucionou os métodos de combate às infecções. Suas descobertas científicas tiveram um impacto imenso na medicina e seus trabalhos deram início ao que chamamos hoje de microbiologia. A importância de Pasteur do ponto de vista teórico é notável, pois ele respondeu a importantes indagações sobre o ciclo da vida e da morte na natureza, ao considerar os fenômenos da fermentação e da putrefação (CANAL CIÊNCIA, 2019). 3.2 DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE (DSS) Para a Comissão Nacional sobre os Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS), os DSS (Determinantes Sociais da Saúde) são os fatores que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população. Mas afinal, quais são esses fatores? Bem, os principais são: Figura 6 - Fatores Determinantes Sociais da Saúde Fonte: Elaborada pela Equipe NEAD. A Saúde significa o estado de normalidade de funcionamento do organismo humano. Ter saúde é viver com boa disposição física e mental. Além da boa disposição do corpo e da mente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) inclui na definição de saúde, o bem- estar social entre os indivíduos. Já sobre os fatores de risco, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida, visto que a saúde não é um conceito abstrato. A influência da determinação social no processo de adoecimento parte do pressupostode que a saúde é um fenômeno social e humano, considerando os indivíduos nas dimensões de seus processos sociais e históricos, na expressão de formas específicas de relações entre as pessoas e destas, com a natureza, relacionadas com a história e a prática humana, isto é, com os espaços de liberdade dos indivíduos e da coletividade. É possível observar que existe uma relação entre o processo social e o processo saúde-doença. Sem dúvida, esta observação, por si mesma, não resolve qual é o caráter desta relação. Isto porque temos, por um lado, o processo social e, por outro, o processo biológico, sem que seja imediatamente visível como um se transforma no outro. Esse é, talvez, o problema mais difícil para a explicação causal social do processo saúde-doença. Dessa forma, a reflexão sobre o caráter social do processo da saúde-doença ainda é um tema a ser explorado. Após essa Aula, você conseguiu reconhecer a importância do estudo da antropologia e da sociologia como áreas de conhecimento importantes no campo da saúde? Conseguiu compreender a abordagem antropossociológica do processo saúde/doença? Agora, é possível analisar a abordagem antropossociológica da condição humana quanto a importância dos cuidados de si? Caso você consiga responder a estas questões, parabéns! Você atingiu os objetivos desta Aula. Caso tenha dificuldades para responder a alguma(s) delas, aproveite para reler o conteúdo da Aula, e acessar o UNIARAXA Virtual e interagir com seus colegas e Tutor(a), a fim de sanar todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nessa caminhada! Conte conosco! Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula RECAPITULANDO Prezado(a), Aluno(a), nesta Aula, você tomou conhecimento de algumas informações sobre o estudo da antropologia e sociologia cultural e suas interfaces no campo da saúde, o processo saúde/doença numa abordagem antropossociológica refletindo sobre práticas, representações e valores culturais na sociedade contemporânea. Vimos que a Sociologia estuda a vida social humana de grupos e sociedades. Isso quer dizer que os sociólogos se ocupam do estudo sobre o comportamento humano em seu meio social, na tentativa de compreender os desdobramentos de nossos atos individuais ou comunitários. Como você pode imaginar, não é um trabalho simples. Na verdade, trata-se de um esforço monumental; portanto, não há caminhos simples a serem tomados. Estudamos que o processo saúde-doença representa o conjunto de relações e variáveis que produzem e condicionam o estado de saúde e doença de uma população, que variam em diversos momentos históricos e do desenvolvimento científico da humanidade. Entendemos que na Antropologia e em outras Ciências Sociais entende-se por cultura toda expressão artística, musical, literária, tradições, gastronomia, de crenças, costumes, da linguagem falada e escrita, religião, mitos, rituais, e ainda o conjunto de leis e moral de um determinado povo, sociedade ou civilização. Compreendemos ainda, que a cultura é aprendida ao longo dos anos e transmitida de geração em geração. O conceito de cultura é, portanto, ampliado e não diz respeito somente às formas de arte e comportamentos de um determinado grupo social ou às expressões artísticas eruditas. Cultura são todas as expressões artísticas de qualquer grupo social. Quanto às questões de saúde, concluímos que todo profissional desta área deveria colocar-se diante de um questionamento essencial e existencial semelhante: O que é a saúde? Como meu trabalho pode efetivamente se tornar um meio de promovê-la? A maneira como enxergamos e interpretamos os fenômenos sociais (entre eles o processo saúde-doença) depende da visão de mundo que adotamos. E por fim, vimos que as teorias interpretativas do processo saúde-doença surgiram na história da humanidade, concomitantemente às transformações ocorridas na forma de organização social. A teoria da unicausalidade explica a doença como resultante de uma causa diretamente a ela relacionada. A teoria da multicausalidade entende que a doença surge pela ação de múltiplos fatores, relacionados ao sujeito, ao meio ambiente e ao agente causador. A teoria da determinação social do processo saúde-doença entende que os perfis de saúde-doença dos grupos sociais decorrem da inserção destes grupos na sociedade O processo saúde- doença determinado socialmente decorre da inserção do indivíduo ou grupo, basicamente em uma dada classe social, num determinado gênero, numa geração e numa raça-etnia, além de outros. O desafio atual é garantir políticas que assegurem a melhoria das condições de vida da população, superando abordagens setoriais fragmentadas e promovendo uma ação planejada e integrada dos diversos níveis da administração pública. Muito bem, na próxima Aula, refletiremos sobre as representações do corpo e sua interface com a saúde e a cultura, de forma a compreendermos o processo natural de envelhecimento. Aguardo você, até breve! CRÉDITOS Figura 1: Diversidade cultural - Disponível em: https://static.todamateria.com.br/upload/li/ng/linguaspelomundocultura.jpg. Acesso em: 08 de dez. 2021. Figura 3: Hipócrates, considerado pai da Medicina - Disponível em: https://www.infoescola.com/wp- content/uploads/2016/07/hip%C3%B3crates_242815789-412x600.jpg. Acesso em: 08 de dez. de 2021. Figura 4: Deusa Higeia - Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_neqIs0THaGc/S4gZjRhQDuI/AAAAAAAAIPE/fJZwfuncdWQ/s320/Hygeia-Hermitage.jpg. Acesso em: 08 de dez. de 2021. Figura 5: Bastão de Esculápio, símbolo da medicina - Fonte disponível em: https://symbolismofthings.com/wp- content/uploads/2018/04/simbolo-de-medicina-significado-e1524996860588.jpg. Acesso em: 08 de dez. de 2021. REFERÊNCIAS BRÊTAS, A.C.P.; GAMBA, M. A. Enfermagem e saúde do adulto. Barueri: Manole, 2006. CANAL CIÊNCIA. Louis Pasteur. 2019. Disponível em: . Acesso em: 09 de dez. de 2021. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: uni conceito antropológico / Roque 14 ed. de Barros Laraia. — 14 ed. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001. https://static.todamateria.com.br/upload/li/ng/linguaspelomundocultura.jpg. https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2016/07/hip%C3%B3crates_242815789-412x600.jpg. https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2016/07/hip%C3%B3crates_242815789-412x600.jpg. http://4.bp.blogspot.com/_neqIs0THaGc/S4gZjRhQDuI/AAAAAAAAIPE/fJZwfuncdWQ/s320/Hygeia-Hermitage.jpg. https://symbolismofthings.com/wp-content/uploads/2018/04/simbolo-de-medicina-significado-e1524996860588.jpg. https://symbolismofthings.com/wp-content/uploads/2018/04/simbolo-de-medicina-significado-e1524996860588.jpg. https://canalciencia.ibict.br/ciencioteca2/personalidades/item/324-louis-pasteur-vida-obra-e-descobertas https://canalciencia.ibict.br/ciencioteca2/personalidades/item/324-louis-pasteur-vida-obra-e-descobertas Empirista Oriundos Teurgia Epidemiologia social Empirista - Teoria epistemológica (estudo científico) que indica que todo o conhecimento é um fruto da experiência, e por isso, uma consequência dos sentidos. A experiência estabelece o valor, a origem e os limites do conhecimento. Oriundo - É um adjetivo utilizado na língua portuguesa para qualificar algo como originário de determinado lugar, como por exemplo quando se diz que uma pessoa é oriunda de determinado lugar, significa que ela é natural desta localidade. Teurgia - Práticas religiosas ritualísticas com objetivo de conectar-se a divindade, no caso, para recuperação da saúde. Epidemiologia social - Ciência que estuda o processo saúde-doença na sociedade, analisando a distribuição populacional e os fatores determinantes das doenças, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva.