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Tratamento de feridas e curativos 
 
 
1 
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Tratamento de feridas e curativos 
 
 
2 
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 Sumário 
 
A HISTÓRIA E A EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DE FERIDAS ....................... 8 
A HISTÓRIA ............................................................ 8 
A EVOLUÇÃO ........................................................... 10 
ÉTICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS ....................................... 11 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ....................... 12 
LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL ........................................ 12 
CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO .............................................. 13 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR ............. 13 
PARECERES ............................................................ 13 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE ........................................ 13 
EPIDERME ............................................................. 14 
DERME ................................................................ 14 
HIPODERME (TECIDO SUBCUTÂNEO) ........................................ 15 
CLASSIFICAÇÕES E DEFINIÇÕES .......................................... 15 
CLASSIFICAÇÃO DA LESÃO ............................................... 15 
TIPOS DE FERIMENTOS .................................................. 16 
GRAU DE CONTAMINAÇÃO ................................................. 17 
ALGUNS TIPOS DE LESÕES DE PELE ....................................... 18 
TIPO DE TECIDO ....................................................... 20 
CLASSIFICAÇÃO DE EXSUDATO ............................................ 22 
TIPOS DE ÚLCERAS ..................................................... 23 
CICATRIZAÇÃO ......................................................... 24 
A FISIOLOGIA ......................................................... 25 
FASE PROLIFERATIVA ................................................... 26 
FASE DE MATURAÇÃO .................................................... 27 
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO ................................................ 28 
FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO ................................ 29 
PERFUSÃO E OXIGENAÇÃO ................................................ 29 
 
 
NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO ................................................ 30 
INFECÇÃO ............................................................. 31 
MEDICAMENTOS ......................................................... 31 
IDADE ................................................................ 32 
EXTENSÃO E LOCALIZAÇÃO DA FERIDA...................................... 32 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
3 
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MOBILIDADE DO PACIENTE ............................................... 32 
CARACTERÍSTICAS DE DIFERENCIAÇÃO DAS LESÕES ........................... 33 
FORMAÇÃO DA ÚLCERA ................................................... 33 
ÚLCERA VENOSA ........................................................ 33 
FATORES PREDISPONENTES ............................................... 35 
FISIOPATOLOGIA ....................................................... 35 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS ............................................. 36 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS ........................................... 36 
ÚLCERA ARTERIAL ...................................................... 38 
PATOGÊNESE: .......................................................... 39 
Características clínicas ............................................. 40 
Fatores predisponentes ............................................... 40 
] .................................................................... 40 
CARACTERÍSTICAS DA ÚLCERA: ........................................... 41 
O QUE INVESTIGAR? .................................................... 41 
CONDUTAS ............................................................. 42 
TERAPIA .............................................................. 42 
ÚLCERA NEUROPÁTICA ................................................... 43 
ÚLCERA NEUROPÁTICA NA HANSENÍASE ...................................... 43 
ÚLCERA DIABÉTICA ..................................................... 44 
ESCALA DE RISCO: Sistema de Classificação de Meggitt – Wagner ......... 46 
CLASSIFICAÇÕES DA PROFUNDIDADE E ISQUEMIA DA LESÃO DO PÉ .............. 48 
DIABÉTICO ............................................................ 48 
PÉ DE CHARCOT ........................................................ 48 
Condições do paciente: ............................................... 48 
Orientações ao paciente: ............................................. 49 
 
CALÇADOS ADEQUADOS: .................................................. 50 
GUIA DE DIFERENCIAÇÃO ................................................ 50 
LESÃO POR PRESSÃO .................................................... 51 
DEFINIÇÃO ............................................................ 52 
FATORES DESENCADEANTES: .............................................. 52 
PATOGÊNESE ........................................................... 53 
ETIOLOGIA DAS LESÕES DE DECÚBITO...................................... 54 
TRATAMENTO ........................................................... 55 
CUIDADOS COM A PELE DO PACIENTE....................................... 56 
DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ................................................ 56 
FERIDA INFECTADA ..................................................... 57 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
4 
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Fatores que potencialmente causam infecção: ........................... 61 
Fatores sistêmicos que facilitam a infecção: .......................... 61 
RESUMO E ORIENTAÇÃO AO PROCESSO DE AVALIAÇÃO QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS DO 
EXSUDATO ............................................................. 63 
IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE ETIOLÓGICO .................................... 63 
A AVALIAÇÃO .......................................................... 64 
TRATAMENTO DA FERIDA INFECTADA........................................ 64 
TRATAMENTO GERAL ..................................................... 65 
TRATAMENTO LOCAL ..................................................... 66 
AVALIAÇÃO DA FERIDA COMEÇANDO A CUIDAR ................................ 66 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ....................... 66 
IMPLICAÇÃO PSICOSSOCIAL .............................................. 66 
O QUE AVALIAR? ....................................................... 66 
Condições físicas, idade e medicamentos ............................... 67 
Mobilidade ........................................................... 67 
Inspeção geral: ...................................................... 68 
Inspeção especial .................................................... 68 
Cicatrização: ........................................................ 68 
Palpação: ............................................................ 68 
Localização anatômica: ............................................... 69 
 
Avaliar presença de infecção ......................................... 69 
Anamnese: ............................................................ 69 
Inspeção clínica: .................................................... 69 
ALGUMAS DEFINIÇÕES ................................................... 70 
TÉCNICA DE CURATIVO .................................................. 72 
TIPOS DE CURATIVOS ................................................... 73 
VANTAGENS DO MEIO ÚMIDO .............................................. 73 
NORMAS DE ASSEPSIA: .................................................. 73 
NORMAS TÉCNICAS PARA REALIZAÇÃO DOS CURATIVOS ......................... 73 
TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS .................................. 76 
PRECAUÇÕES PADRÃO .................................................... 77 
ALGUNS PRODUTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS EM CURATIVOS ....................é de suma importância e primordial na prevenção e tratamento de lesão de pele. 
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DEFINIÇÕES 
 Contaminação: Presença de 
bactéria sem multiplicação. 
 
 
 
 
 Colonização: Multiplicação 
bacteriana sem que haja, 
entretanto, qualquer reação 
do organismo a esses patógenos. Presente em todas as feridas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Infecção: Deposição e multiplicação de microrganismos no tecido com 
reação imunológica do hospedeiro a esses patógenos. 
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Relembrando a primeira fase da cicatrização, a fase inflamatória, é importante 
que o profissional saiba diferenciar um processo inflamatório do processo infeccioso, 
por meio do exame clínico e laboratorial de cada lesão. 
 
A BACTÉRIA E A LESÃO 
 
 
Não existe uma úlcera crônica estéril. Em uma única ferida podemos encontrar 
diversas bactérias, entretanto, isto não significa que a úlcera esteja infectada. A infecção 
causa várias reações de estruturas anatômicas e funcionais do indivíduo, alterações 
estas localizadas e sistêmicas que clinicamente identificam o início do processo 
infeccioso.
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Sistêmico 
 Mudança de temperatura: Hipertermia (sinal precoce) e Hipotermia (sinal tardio 
de infecção severa).
 Taquicardia.
 Hiperventilação.
 Dor (dependente sensibilidade do local afetado).
 Desorientação e obnubilação.
 Intolerância à glicose.
 Maior consumo metabólico e um aumento da necessidade hídrica.
 Anemia mais frequente.
 
Evidências clínicas de infecção 
  Piora da ferida. 
 Aumento de exsudação.
 Secreção purulenta.
 Celulite (rubor, calor, tumor, dor).
 Odor intenso e não usual.
 Aumento da dor.
 Mudança no tecido de granulação.
 Celulite (rubor, calor, tumor, dor).
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Fatores que potencialmente causam infecção: 
 
 
Tipo de ferida. 
 Profundidade.
 Localização.
 Nível de perfusão tecidual.
 Tecido desvitalizado e/ou material necrótico.
 Estadia pré-operatória prolongada e tempo de cirurgia (p/ pacientes cirúrgicos).
 Presença de corpo estranho.
 Eficácia antimicrobiana.
 Infecção remota.
Fatores sistêmicos que facilitam a infecção: 
 Doença vascular.
 Edema.
 Cirurgia / Radiação.
 Incompetência imunitária.
 Alcoolismo.
 Deficiência nutricional.
 Doença crônica.
 Uso de corticóides, quimioterápicos.
 Isquemia ou hipóxia.
 Hipotermia.
 Tabagismo.
 Corpos estranhos na ferida (suturas, sujidades p. ex.).
 
PRESENÇA E TIPOS DE DRENAGEM 
 
Exsudatos: 
São fluidos extravasados dos vasos sanguíneos, material proveniente de 
células mortas de dentro ou redor da ferida, fatores de crescimento e da divisão 
da matriz extracelular. E ainda quando o microrganismo presente na lesão é 
degradado e seu derivado compõe esta exsudação, são esses que definem a 
coloração desta secreção. Seus aspectos podem ser: 
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 Seroso. 
 Sanguinolento.
 Purulento. 
 Fibrinoso. 
 Reação mista. 
 
Seroso: é caracterizado por uma intensa liberação de quantidade de líquido com 
baixo conteúdo proteico e origina-se do soro sanguíneo. Presente na fase 
inflamatória aguda, tem aspecto fino, aguado e claro. É encontrado no estágio 
inicial da infecção bacteriana. 
Sanguinolento: é decorrente de lesões com ruptura de vasos. Aspecto fino, 
vermelho e brilhante. E ainda temos o serosanguinolento que apresenta os 
seguintes aspectos: uma cor pálida avermelhada, aguada. Mistura de seroso 
com sanguinolento. Pode ser descrito como padrões mistos que ocorrem em 
muitas inflamações. 
Purulento: é um líquido composto por células e proteínas produzidas por um 
processo inflamatório asséptico ou séptico. Aspecto fino ou espesso, com 
coloração variando de marrom opaco para amarelo. 
Fibrinoso: é o extravasamento de grande quantidade de proteínas plasmáticas, 
e a precipitação de grandes massas de fibrina. Durante a realização da técnica 
do curativo forma uma liga com o tecido de limpeza e a lesão. 
FIBRINA: proteína insolúvel, formada a partir do fibrinogênio pela ação 
proteolítica da trombina, durante a coagulação do sangue, é aderente aos 
tecidos e tem coloração esbranquiçada ou amarelada, que chamamos de 
esfacelo. 
Exsudato misto: serossanguinolento, seropurulento, 
serofibrinoso ou fibrinopurulento. 
 
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Coloração do exsudato: 
Depende do tipo de exsudato e pode ser característica do pigmento 
específico de algumas bactérias. 
Sendo as mais frequentes: 
 Esbranquiçadas;
 Amareladas;
 Esverdeadas

Odor do exsudato: 
É proveniente de produtos aromáticos produzidos por bactérias e tecidos 
em decomposição. Devemos observar se, o exsudato é inodoro ou fétido. 
 
RESUMO E ORIENTAÇÃO AO PROCESSO DE AVALIAÇÃO QUANTO ÀS 
CARACTERÍSTICAS DO EXSUDATO 
 
 
ASPECTO QUANTIDADE COR 
 
- Seroso 
 
 
- Sanguinolento 
 
 
- Purulento 
 
 
- Fibrinoso 
 - Ausente 
 
 
- Pequena 
 
 
- Moderada 
 
 
- Grande 
 - Amarelada 
 
 
- Esbranquiçada 
 
 
- Esverdeada 
 
 
- Achocolatada 
 
O QUE OBSERVAR? 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE ETIOLÓGICO 
 
Indicação da coleta de material: 
 Sinais locais e sistêmicos de infecção.
 Aumento súbito de glicose (em diabéticos).
 Dor, tumefação e hipersensibilidade no local da lesão.
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 Atraso na cicatrização maior que 02 semanas em feridas limpas.
 
Coleta de material: 
 
 
A identificação do agente etiológico se dá por meio da cultura de material 
de BIÓPSIA ou PUNÇÃO (ASPIRAÇÃO) e, eventualmente, o uso de SWAB. 
O Swab identifica somente a bactéria responsável, mas não indica a 
presença de infecção! 
 
Cuidados durante a coleta: 
 Lesão exsudativa: lavar abundantemente com soro fisiológico 0,9% para 
remover o exsudato superficial.
 Lesões bolhosas e abcessos fechados devem ser puncionados com técnica 
asséptica.
 Em infecção por anaeróbios é recomendado a punção asséptica e o envio do 
material ao laboratório em condições de anaerobiose (seringa com agulha 
protegida ou frasco coletor).
 
A AVALIAÇÃO 
Como avaliamos a lesão com infecção? 
 Eritema perilesional.
 Sinais clássicos de inflamação.
 Pele brilhante.
 Tumefação local.
 Dor importante.
 Características da drenagem.
 Exsudação elevada e odor da drenagem.
 Tecido de granulação pobre e desvitalizado.
 Maceração do tecido perilesional e borda.
 Alterações laboratoriais de glicose em pacientes diabéticos.
 
 
TRATAMENTO DA FERIDA INFECTADA 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Antibiótico: É qualquer substância proveniente de um microrganismo e letal para 
outro tipo de microrganismo. A função antibacteriana do antibiótico é voltada ao 
metabolismo ativo da bactéria. 
Antisséptico: É uma substância capaz de inibir o crescimento do agente 
infeccioso, sobre uma superfície corpórea. A função antibacteriana do 
antisséptico é voltada para a citotoxicidade direta contra o microrganismo ou a 
sua toxina. 
 
Por que utilizar? 
Porque o propósito da medicação é, neste caso, a redução da função 
bacteriana e, por consequência, acelerar o processo de cura, o qual tende a 
desacelerar e finalizar a cronificação, na presença de infecção local. 
 
Por que não utilizar? 
Porque a antissepsia projeta um conceito de agressividade contra uma 
bactéria, que de qualquer modo, implica uma certa agressividade também contra 
o hospedeiro. Ou seja, o antisséptico exerce ação capaz de induzir citotoxicidade 
na lesão. 
Dentre os antissépticos alguns são certamente citotóxicos:independentemente da sua ação antisséptica e uma vez feita esta comprovação, 
não podemos jamais pensar em utilizá-lo. 
 
TRATAMENTO GERAL 
 
 Correção da patologia associada e intercorrências;
 Reequilíbrio geral do paciente; 
 Tratamento da infecção sistêmica; 
 Nutrição adequada.
Essas medidas globais são importantes uma vez que todo processo 
infeccioso acarreta um aumento do consumo metabólico e um aumento da 
necessidade hídrica, necessitando, portanto, não apenas de tratamento local, 
CUIDADO!!!!!!!! 
 
 
Tratar uma lesão infectada não significa usar indiscriminadamente terapia antibiótica 
tópica! O uso indiscriminado de antibiótico tópico é a principal causa do aparecimento 
de importantes resistências bacterianas. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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mas de um tratamento global visando a reestruturação total do quadro clínico do 
paciente. 
 
TRATAMENTO LOCAL 
 Identificação do paciente de risco.
 Higiene e limpeza.
 Proteção da pele.
 Controle da incontinência.
 Mobilização ativa e passiva.
 
 
AVALIAÇÃO DA FERIDA COMEÇANDO A CUIDAR 
A assistência do indivíduo deve ser realizada de forma global. Não adianta 
apenas cuidar da ferida, traçar planos de assistência visando à evolução da 
cicatrização ou escolher o tipo de curativo a ser utilizado. O ser humano é muito maior 
que tudo isso! A ferida faz parte de um todo, pertence a um ser único e singular. 
O cuidar exige flexibilidade. Estar disposto a utilizar de recursos que possam 
otimizar a assistência. Essa flexibilidade provém de interação, não só com o indivíduo, 
mas também com o profissional, em adaptar-se com o meio em que o indivíduo vive. 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 
Dos princípios fundamentais: 
 Art. 5°: O profissional de enfermagem presta assistência à saúde visando a 
promoção do ser humano como um todo.
 
IMPLICAÇÃO PSICOSSOCIAL 
 BACH: a pele é o confim entre o sujeito e o mundo externo.
 Alteração do esquema corpóreo e das relações com o mundo externo leva à 
perda de autoestima e depressão.
Palavras como: Proteção, confiança e colaboração podem abrir portas ou 
restabelecer a confiança no cuidador. 
 
O QUE AVALIAR? 
 
 
O Paciente 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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O paciente crônico, inicialmente, não confia no terapeuta, uma vez que já 
convive há muito tempo com aquele problema e conhece melhor do que ninguém 
a forma como deve se cuidado. 
O chamado drop-out (saltar fora) é causado por essa perda de confiança, 
onde o problema mais comum é a dor. Dessa forma é importante que o cuidador 
dê atenção não apenas ao paciente, portador da lesão, e sim ao seu ambiente 
familiar, pois esta é uma das formas de se ganhar a confiança e a adesão do 
paciente ao tratamento. 
 
Condições físicas, idade e medicamentos 
 Pacientes desnutridos possuem a cicatrização diminuída, causada pela pouca 
energia (nutrientes e oxigênio) dispensada ao reparo da lesão.
 O processo de cicatrização requer maior gasto de energia e consequentemente 
maior aporte calórico.
 Idade: quanto maior a idade, menor a velocidade da cicatrização o que é 
causada pela diminuição da quimiotaxia das células e do metabolismo 
energético. Diminuição da produção de colágeno e elastina, diminuindo, assim, 
a elasticidade da pele.
 Presença de doenças crônicas associadas, como o Diabetes mellitus e a 
hipertensão arterial, que quando não controladas prejudicam o processo de 
cicatrização.
 Medicamentos: uso de corticosteroides, imunossupressores e quimioterápicos, 
uma vez que essas medicações diminuem o processo inflamatório, a 
quimiotaxia das células, prejudicando de forma importante a primeira fase da 
cicatrização, a fase inflamatória.
 
Mobilidade 
Toda e qualquer lesão precisa de energia para se fechar, e os nutrientes 
com o oxigênio necessários, são conduzidos até o local da lesão pela corrente 
sanguínea, sendo que o aporte sanguíneo diminuído às áreas de compressão, 
as quais são causadas pela imobilidade, dificulta e retarda o processo de 
cicatrização. Além de retardar a cura, a imobilização e compressão constantes 
aumentam o risco para a formação de novas lesões. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
68 
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Portanto é importante identificar possíveis fatores que poderão interferir 
no processo de cicatrização: 
 Alimentação;
 Doença de base;
 Imobilização no leito;
 Medicamentos que utiliza.
 
Inspeção geral: 
 Aspecto da lesão;
 Cor;
 Temperatura local;
 Umidade;
 Ressecamento; 
 Localização anatômica; 
Exsudato.
Inspeção especial 
Identificar tipo de lesão e os sinais locais que podem interferir na 
Cicatrização: 
 Lesão primária, secundária ou terciária;
 Sinais de infecção; 
Fístulas.
 
Palpação: 
 Avaliar a profundidade da lesão;
 Sua consistência, seus limites; 
 Condições da pele adjacente;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Localização anatômica: 
 Feridas em cabeça e pescoço possuem maior 
irrigação sanguínea;
 Abdominais: Drenagem elevada; Região 
sacral: risco de infecção.
 
Avaliar presença de infecção 
Sinais clássicos: 
 Eritema e dor;
 Aumento da temperatura local e exsudato.
 
Anamnese: 
 Doença de base;
 Tipo de ferida;
 Evidência clínica de infecção sistêmica;
 Tempo de antibiótico.
 
Inspeção clínica: 
 
 FC;
 Temperatura;
 Pressão arterial;
 Presença e tipo de exsudato; 
 Extensão; 
 Bordas:
 Bordas difusas;
 Bordas aderidas;
 Não aderida;
 Enrolada para baixo, espessada;
 Hiperqueratosa;
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Fibrótica, com cicatriz.
 
Porque avaliar a borda: 
 
 Avaliar a pele migrando sobre o leito da ferida, retração das bordas: lesão com 
intenção de cicatrizar.
 Ferida parada, não há migração da pele sobre o leito da ferida, as bordas não 
definidas; lesão sem intenção de cicatrizar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALGUMAS DEFINIÇÕES 
 
PELE ÍNTEGRA: Tecido sem a presença de solução de continuidade. 
 
PELE LESADA: Qualquer interrupção da continuidade do tecido corpóreo. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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PELE DESIDRATADA: É causada pela diminuição da umidade da epiderme, 
podendo evoluir para uma crosta seca, que dificulta a troca gasosa, retardando 
o processo de cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PELE MACERADA: Excesso de Super hidratação da pele circunjacente a lesão. 
 
CICATRIZES: É o novo tecido formado através do acúmulo de células e 
colágeno no leito da ferida. 
 
 
 
CELULITE/INFLAMAÇÃO: Processo inflamatório das células epiteliais.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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DOCUMENTAR 
 Os dados levantados sobre o paciente (doença de base, patologia associada, 
medicação.)
 Dados levantados sobre a ferida após uma primeira avaliação e após as 
avaliações subsequentes.
 Controle da evolução da lesão. 
Documentar é preciso.
 
TÉCNICA DE CURATIVO 
 
Definição 
É um meio terapêutico que consiste na limpeza, com aplicação de 
procedimentos assépticos, que vai desde a irrigação como solução fisiológica 
até as coberturas específicas que poderão auxiliar no processo de cicatrização. 
A escolha dos curativos e os cuidados devem ser estabelecidos conforme: 
 A etiologia e localização da lesão;
 Tamanho de ferida;
 Condições clínicas;
 Fases do processo de cicatrização.
A enfermagem deve ser bastante criteriosa, utilizar de curativos e 
medicamentos nas lesões, considerando os seguintes fatores no processo de 
cicatrização, uma vez que, já é sabido, que podemos interferir tanto de uma 
forma positiva quanto negativa no tratamento: 
 As propriedades físicas de proteção e manutenção de medicamentos; ڹ 
Intervalo de trocas entre o curativo.Tratamento de feridas e curativos 
 
 
73 
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TIPOS DE CURATIVOS 
 
1. Abertos: Utilizados em algumas feridas agudas. 
2. Semioclusivos: Curativos comumente utilizados em feridas cirúrgicas. 
Absorvem e isolam o exsudato, permitem exposição da ferida ao ar. 
3. Oclusivos: Têm como finalidade vedar e impedir a perda de fluidos, bem como 
proporcionar isolamento térmico. A vedação é feita por meio de gazes, faixas e 
espuma. 
4. Compressivos: Reduzem o fluxo sanguíneo e promovem a hemostasia. 
Aproxima as bordas da ferida. 
 
VANTAGENS DO MEIO ÚMIDO 
 
 
O meio úmido tem algumas vantagens em relação aos curativos secos. 
Estimula a epitelização, a formação do tecido de granulação e maior 
vascularização. Facilita a remoção do tecido necrótico e impede a formação de 
espessamento de fibrina. Promove a diminuição da dor, evitando traumas na 
troca do curativo, além de manter a temperatura corpórea. 
 
NORMAS DE ASSEPSIA: 
 
 
 Lavar as mãos antes e após a realização dos curativos;
 Obedecer aos princípios de assepsia;
 Remover assepticamente tecidos necrosados;
 Obedecer aos princípios de realização do procedimento: do menos para o mais 
contaminado;
 Utilizar luvas estéreis em substituição ao material de curativo ou em 
procedimento que possam entrar em contato com a ferida/úlcera;
 Curativos removidos para inspeção da lesão devem ser trocados 
imediatamente.
 
NORMAS TÉCNICAS PARA REALIZAÇÃO DOS CURATIVOS
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Técnica asséptica ou estéril: 
 Lavar as mãos com solução antisséptica antes e após a realização do 
curativo;
 Utilizar material e luvas estéreis para manipular a lesão;
 Limpar a lesão com solução estéril;
 Utilizar cobertura estéril;
 Recomendada a utilização exclusiva da técnica para tratamento hospitalar.
 
Técnica limpa: 
 Lavar as mãos com água e sabão;
 Utilizar material limpo para a manipulação da lesão;
 Limpar a lesão com água limpa e tratada;
 A cobertura da lesão deve ser preferencialmente estéril; 
 Técnica utilizada no tratamento domiciliar.
 
LAVAGEM DAS MÃOS 
Objetivo da lavagem das mãos: 
 Remover a sujeira das mãos e quebrar cadeia de infecção;
 Reduzir as contaminações cruzadas;
 Melhorar, na visão do público, a imagem de higiene e a credibilidade dos 
profissionais da área de saúde.
Observações importantes: 
 Retirar anéis, relógios e pulseiras;
 Não encostar na pia;
 Utilizar sabão líquido; •
 Não é indicado uso de toalhas de pano e coletivas;
 Utilizar creme hidratante de uso único e de pote individual para as mãos.
 
MATERIAL PARA CURATIVOS 
 
 
1. Pacote de curativo 
O pacote de curativo deve obedecer a princípios de assepsia e 
esterilização, podendo ser descartável ou não. É importante lembrar que o 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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pacote nunca deve ser utilizado caso haja suspeita que ele não tenha sido 
esterilizado. 
 Soro fisiológico 0,9% ou água destilada
 Deve ser aquecido próximo a temperatura de 37º C quando utilizado em tecido 
de granulação e epitelização, em temperatura inferior a essa ocorrerá um 
choque térmico, e a pele levará de 03 a 04 horas para voltar a temperatura 
normal.
 
Técnica do jato de soro 
Técnica utilizada para higienização do tecido de granulação. Nesta 
técnica pode-se utilizar o próprio frasco de soro ou uma seringa de 20 ml, e 
agulha 40X12 mm, para exercer a devida pressão (04 a 15 pps). 
Além do tecido de granulação essa técnica é utilizada para limpeza de 
cavidades e pontos subtotais, áreas de difícil acesso apenas com gaze úmida. 
Os pontos subtotais são pontos que abrangem todas as camadas da 
parede abdominal, da pele até o peritônio. Eles são confeccionados com equipo 
de soro e fio tipo cordonê. Para proceder a limpeza desses pontos, deve-se lavar 
todos os pontos introduzindo soro fisiológico 0,9% com auxílio de uma seringa 
com agulha 40X12 mm no interior de cada ponto, colocando uma gaze no lado 
oposto para reter a solução. 
Continuar a limpeza de todo o restante da lesão, com o auxílio de uma 
pinça, utilizando a técnica asséptica. Realizar a limpeza de dentro para fora e de 
cima pra baixo, utilizando as duas faces da gaze sem voltar ao início da incisão. 
 
Fita adesiva 
 
 
Pontos subtotais. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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A fita adesiva sempre deve ser retirada molhando-a com SF 0,9%, para 
evitar a lesão da pele do paciente por trauma local. Se possível priorizar a 
utilização das fitas indicadas pelo fabricante, como hipoalergênicas e nunca deve 
ser utilizada fita crepe adesiva direto à pele do paciente. 
 
TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS 
Princípios básicos para a realização dos curativos. Esses princípios, por 
serem básicos podem e devem ser adaptados e empregados de acordo com o 
tipo de curativo. 
Tendo sempre o cuidado de evitar as infecções cruzadas. 
 Separar o material a ser utilizado, observando:
 Data de validade;
 Se está embalado adequadamente.
 Separar os antissépticos a serem utilizados.
 Orientar o paciente sobre o que será realizado com ele.
 Avaliar a lesão.
 Separar o antisséptico adequado para a realização do curativo.
 
Curativos das feridas limpas: 
 Começar a limpeza do local de incisão, com movimentos de dentro para fora;
 Nunca passar o lado sujo da gaze duas vezes sobre a lesão;
 O centro da ferida asséptica é sempre mais limpo que as bordas, pois está mais 
protegido de contaminação.
 
Feridas cirúrgicas e traumáticas: 
 As primeiras 24 horas são especialmente importantes, porque o edema é maior 
neste período;
 O edema depende do tipo da ferida, podendo permanecer de 72 a 96 horas, e 
nesse tempo o curativo deverá permanecer fechado.
 Os curativos proporcionam proteção física para a lesão, estabiliza o fechamento 
da ferida, absorvem a drenagem serosa e protegem contra infecção.
 
Curativos das feridas contaminadas ou infectadas: 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Deve-se iniciar a limpeza de fora para dentro da lesão, ou seja, das bordas 
para o centro, para não espalhar infecção nos tecidos ao redor da ferida. 
 
Úlceras de estase venosa: 
 Objetivo principal é reduzir a hipertensão venosa devido à incompetência 
vascular. Melhorar o retorno venoso, diminuindo as áreas pobres em 
nutrientes e oxigênio.
 
Tratamento compressivo para as úlceras venosas 
O tratamento compressivo melhora a função da bomba muscular da 
panturrilha e reduz o edema, melhorando assim o retorno venoso. 
Os tratamentos mais utilizados são: 
 Meias-calças elásticas;
 Ataduras elásticas de alta compressão;  Bota de unna.
Antes de iniciar o tratamento compressivo deve ser bem investigado se o 
paciente não é portador de úlceras arteriais: 
 Verificar pulso pedioso, caso fraco ou ausente, há necessidade de avaliação 
especializada;
 Sinais de necrose nos dedos ou dorso do pé;
 Cianose de extremidades;
 Aumento na dor com elevação do membro.
 
Curativo de úlcera plantar: 
 Objetivo do tratamento é reduzir a hiperpressão sobre a ferida:
 Repouso;
 Imobilização com tala gessada;  Palmilhas.
 
PRECAUÇÕES PADRÃO 
 
 
São precauções universais, indicadas durante o atendimento a qualquer 
paciente. 
 Lavagem das mãos com água e sabão, antes, durante (entre os diferentes 
procedimentos) e depois do atendimento ao paciente. Depois de tocar 
superfícies contaminadas, após o contato com fluidos corporais do paciente e 
após a retirada das luvas.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Luvas (de procedimento), uso indicado quando executar procedimentos que 
envolvam sangue e outros fluidos corporais, mucosas, pele não íntegra, e 
quaisquer itens que estão ou possam estar contaminados.
 Máscaras, respiradores (máscaras) e protetorocular, uso indicado quando 
houver possibilidade de respingos de material suspeito de estar contaminado, 
ou aerossolização do agente infeccioso.
 Recipiente de paredes rígidas, para descartar agulhas e materiais cortantes.
 Equipamentos, limpeza e desinfecção.
 Alojamento do paciente, privativo ou comum se for uma mesma patologia.
 Avental de contágio, indicação quando há possibilidade das vestes se 
contaminarem.
 
ALGUNS PRODUTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS EM CURATIVOS 
Antissepsia é um processo de desinfecção das camadas superficiais ou 
profundas da pele, inativando, destruindo ou removendo os microrganismos, 
mediante a aplicação de antissépticos. 
 
ANTISSÉPTICOS 
 
Substâncias capazes de impedir a proliferação de microrganismos pela 
sua destruição ou inativação. Essas substâncias reduzem a carga bacteriana 
sobre a superfície da célula mediante ação bactericida e bacteriostática. 
 Bactericida: Podem destruir os microrganismos.
 Bacteriostática: Permite que os microrganismos permaneçam viáveis, porém 
impedem que se reproduzam (inibidor do crescimento). Todos os antissépticos 
têm uma ação histolítica e, portanto, diminuem os processos cicatriciais, se 
usados inconvenientemente.
 
PVPI (POLIVINIL PIRRILIDONA - IODO) 
 
 
Mecanismo de ação: 
 Reduz a carga bacteriana por destruição das proteínas;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Estudos “in vivo” indicam que ele reduz a carga bacteriana da pele de 68% a 84% 
em uma única aplicação, e de 92% a 96% em seis aplicações sucessivas.
 
Vantagens e indicações: 
 Antisséptico de amplo espectro;
 Ativo no combate de bactérias gram-positivas e gram-negativas;
 Esporicida e fungicida;
 Na ausência de matéria orgânica a grande maioria das bactérias é destruída ao 
fim de 10 segundos por solução a 1%.
 Indicado em todas as formas de infecção clinicamente presentes ou de 
colonização;
 Mantém ação germicida residual.
 
Desvantagens e contraindicação 
 Seu emprego deve ser LIMITADO à resolução dos fenômenos 
infecciosos;
 É citotóxico para os fibroblastos;
 Retarda o processo de cura (epitelização);
 Seu uso deve ser restrito no caso de insuficiência renal (nefrotóxico);
 É contraindicado em mulheres que amamentam;
 NÃO previne infecção;
 Podem ocorrer fenômenos alérgicos. Quando o paciente apresenta 
hipersensibilidade ao iodo, os sintomas podem ocorrer sob a forma de febre e 
erupções cutâneas generalizadas.
 
Apresentação 
 É encontrado na forma de solução;
 PVPI degermante: É o PVPI diluído em uma solução de detergente neutro. Pode 
ser usado para a antissepsia das mãos, tricotomias ou para antissepsia de 
feridas sujas.
 PVPI tópico: É o PVPI diluído em solução aquosa. Pode ser utilizado para 
antissepsia de feridas e mucosas.
 PVPI tintura: É o PVPI diluído em solução alcoólica a 70%, deve ser utilizado 
somente em assepsia de pele íntegra.
 
Cuidados na aplicação
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Por ser uma solução aquosa é passível de contaminação por 
grampositivos.
 Podendo estar colonizado em 12 horas e infectado em até 48 horas.
 Manter a rotina de troca do frasco a cada 07 dias; 
 Não deve ser removido da ferida.

PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO OU ÁGUA OXIGENADA 
 
 
O que é? 
 É um antisséptico brando;
 É particularmente adequado para lavagem de feridas e mucosas onde haja 
tecido morto, pois, a produção de gás, em virtude da ação de uma enzima 
(catalase) facilita a limpeza da área ou da cavidade fechada.
 
 
Vantagens e indicação: 
 Como antissépticos em úlceras com sinais de infecção;
 Sua efervescência tem uma potente ação nos materiais liberados pela úlcera;
 Favorece a hemostasia após procedimento cirúrgico
 Antissépticos de primeira escolha em escoriações e outras lesões 
perfurocortantes, que podem facilitar a contaminação por bactérias anaeróbias 
(Clostridium tetani).
 
Desvantagens e contraindicação: 
 Quando aplicado em lesões onde há presença de tecido de granulação, os 
tecidos são destruídos por destruição das células.
 
Cuidados na aplicação: 
 Uma vez empregado deve ser removido por uma lavagem com soro fisiológico 
0,9%.
 Abrigar a solução longe do calor e da luz, acondicionada em recipiente opaco 
ou revestido com papel laminado.
 
SULFADIAZINA PRATA 1% 
 
 
Vantagens e indicações: 
 Baixa toxicidade;
 É de fácil remoção da lesão, não causa dor;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Se aplicada imediatamente à superfície queimada reduz o nível de infecções 
secundárias, diminui o tempo de internação, e queda no custo de internação 
hospitalar;  Baixo custo.
 
Desvantagens e contraindicações: 
 Hipersensibilidade ao produto;
 Não pode ser utilizado concomitante a outros antissépticos derivados de iodo, 
sódio e potássio.
 
Cuidados na aplicação: 
 Deve ser aplicado com luvas estéreis ou com o auxílio de uma espátula;
 Aplicar o creme e manter 03 mm de espessura;
 Lavar a lesão com água corrente e/ou água destilada;
 Deve ser trocada a cada 12 horas ou quando a cobertura secundária estiver 
saturada.
 Retirar o excesso de pomada a cada troca de curativo.
 
 
ANTISSÉPTICOS INDUSTRIALIZADOS 
 
 
CARVÃO ATIVADO COM PRATA 
 
 
Descrição: 
 É composto por uma almofada a base de nylon com relativa não aderência, em 
seu interior tem um tecido de carvão ativado com pasta de nitrato de prata a 
1%.
 É selado nos quatro lados, esterilizado e embalado individualmente.
 O tecido de carvão ativado é um material que possui poros em sua superfície, 
que são capazes de capturar moléculas que ficam presas por atração elétrica do 
carvão.
 
Ação/Características: 
 Adsorção dos microrganismos e secreção purulenta no tecido de carvão, por 
meio de ação magnética. Com isso as bactérias ficam presas no carvão, longe 
do tecido danificado.
 O exsudato da lesão é absorvido pelo curativo secundário.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 A prata age impedindo a proliferação bacteriana.
 
Vantagens e indicações: 
 Antisséptico e absorvente;
 Indicado em feridas exsudantes e/ou malcheirosas;
 Ação anti-inflamatória;
 É bactericida;
 Estimula o tecido de granulação;
 Preserva tecido epitelial;
 Reduz significativamente o tempo de troca de curativo;
 Reduz o traumatismo no ato da remoção;
 Método moderno que diminui o desconforto do paciente;  Diminui odor.
 
Desvantagens e contraindicação: 
 Pode causar sangramento controlável por ser aderente quando utilizados em 
lesão com pouca exsudação.
 
Cuidados na aplicação: 
 Não utilizar em áreas de granulação, doadoras de enxerto ou em 
queimaduras;
 Fazer a limpeza da ferida e aplicar o produto diretamente sobre a ferida com 
técnica asséptica;
 Não pode ser cortado;
 Pode ser dobrado, amassado, para ter contato direto com a ferida;
 Deve ser coberto com curativo secundário e este deve ser substituído sempre 
que estiver úmido;
 Utilizar óleo de girassol para retirar o carvão ativado da ferida, evitando 
sangramento e para impedir que a secreção contida no carvão retorne para o 
leito da ferida.
 Na fase inicial do tratamento, deve ser trocado em intervalos de 48 a 72 horas. 
À medida que a secreção do curativo, pela exsudação, for diminuindo, a troca 
poderá ser prolongada por até 07 dias, no máximo.
 
ALGINATO DE CÁLCIO 
 
 
Mecanismo de ação: 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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O sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente 
no curativo de alginato. A troca iônica: 
 Resulta na formação de um gel que mantém o meio úmido para a cicatrização, 
além de auxiliar no desbridamento autolítico.
 Aumenta capacidade de absorção e induz hemostasia.
 
Vantagens e indicações: 
 Úlceras limpas e com exsudato,dá origem a um gel e impede a adesão à ferida e 
mantém um microambiente úmido.
 É indolor nas trocas.
 Pode ser usado em feridas com cavidade de difícil acesso.
 Acelera o processo de cicatrização.
 Alcança a hemostasia entre 03 e 05 minutos.
 Super absorvente, com redução das trocas e dos vazamentos.
 
Desvantagens e contraindicação: 
 No caso de pouca secreção, pode secar dando origem a uma crosta muito 
aderente e de difícil remoção;
 Contraindicado em queimaduras.
 
Cuidados na aplicação: 
 Umedecer a fibra com SF 0,9%;
 Não deixar que a fibra de alginato ultrapasse a borda da ferida, com risco de 
prejudicar a epitelização;
 Ocluir com curativo secundário.
 
Troca do curativo: 
 Feridas infectadas: no máximo em 24 horas.
 Feridas limpas com sangramentos: a cada 48 horas.
 Feridas limpas exsudativas: quando saturar.
 Quando o exsudato reduzir, e a frequência das trocas estiver sendo feita a cada 
03 ou 04 dias, significa que é hora de utilizar outro curativo;
 
ÁLCOOL 
Ação: antisséptico. 
Vantagens e indicações: NENHUMA. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Desvantagens e contraindicações: 
 Aumenta por 06 vezes a incidência de escaras;
 Seu uso frequente causa ressecamento e liquidificação da pele por remoção dos 
lipídios cutâneos.
 Modalidade de emprego: NUNCA!
 Seu uso tem apenas valor histórico.
 
 
DESBRIDAMENTO OU DEBRIDAMENTO 
 
Desbridamento = debridamento 
Definição: É a remoção do tecido necrosado de uma lesão. 
 
 
A AHCPR (Agency for Health Care Policy and Research) recomenda que 
qualquer tecido necrótico observado durante a avaliação inicial ou subsequente 
deverá ser desbridada, desde que a intervenção seja consistente com os 
objetivos globais do tratamento e condições clínicas do paciente. 
Entretanto existem algumas situações em que não é recomendado o 
desbridamento de tecido desvitalizado, como em feridas isquêmicas com 
necrose seca. Essas necessitam que sua condição vascular seja melhorada 
antes de ser desbridada. Neste caso, a escara promove uma barreira contra 
infecção outra exceção se faz em pacientes fora de possibilidades terapêuticas 
que possuem úlceras com presença de escaras, que ao desbridar pode 
promover desconforto, dor, e devido às condições clínicas, não disporá de tempo 
e condições para a cicatrização. 
 
TECIDO NECROSADO 
 Dificulta o fornecimento de sangue (oxigenação e nutrição dos tecidos);
 Atua como meio de cultura de bactérias;
 Inibe a ação dos leucócitos em controlar microrganismos invasores;
 Aumenta a possibilidade de infecção sistêmica;
 Inibe a migração de células epiteliais, interrompendo a segunda fase do 
processo de cicatrização;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Impede a atuação de substâncias antibacterianas administradas por via tópica;
 A presença deste tecido pode esconder a extensão e possível penetração da 
ferida.
 
POR ISSO: É importante que o tecido desvitalizado/necrosado seja removido 
das feridas, pois o processo de cicatrização e a regeneração epitelial não são 
possíveis sem o desbridamento regular e cuidadoso. 
 
MÉTODOS DE DESBRIDAMENTO 
MÉTODO CIRÚRGICO 
 É a ressecção dos tecidos necrosados, utilizados quando a área necrótica é muito 
extensa e/ou profunda, e quando o tecido necrótico é mais desidratado, mais 
firme, seco, petrificado e caloso.
 A execução é de responsabilidade médica, envolvendo analgesia ou anestesia 
para a realização do procedimento.
 
Cuidados de enfermagem: 
 Compressão no local (curativo compressivo);
 Observar sinais de choque (hipotensão, sudorese, palidez, taquicardia e 
alteração do nível de consciência);
 Se a hemostasia não acontecer, será necessária a assistência médica para 
avaliação e provável sutura do(s) vasos lesionados.
 
MÉTODO MECÂNICO 
 É a remoção dos tecidos necróticos pela limpeza mecânica, utilizando-se de 
fricção de gaze umedecida com SF 0,9% ou da aplicação da gaze umedecida 
sobre a necrose e após a secagem retirá-la com consequente desbridamento.
 Técnica muito traumática;
 Lesa tecidos viáveis próximos a necrose.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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MÉTODOS QUÍMICOS 
Consiste na utilização de agentes químicos/enzimáticos. 
Dentre eles: O Colagenase. O Papaína. 
 
 
COLAGENASE 
 
 
Mecanismo de ação: 
 
 Desbridante, fibrinolítica.
 É uma enzima proteolítica que consome as pontes do colágeno natural, 
favorecendo a remoção da necrose.
 
Vantagens e indicações: 
 
 É indicado nas úlceras com presença de áreas necróticas com acúmulo de 
fibrina no fundo da lesão;
 É indicado em feridas isquêmicas. Desvantagens e contraindicação:
 Alta concentração de colagenase pode causar eritema e descamação nos bordos 
da lesão.
 Quando em excesso e com sobras nas bordas causa endurecimento do tecido.
 Não age na presença de tecido necrótico seco (escara).
 
Cuidados na aplicação: 
 
 O curativo e a troca deverão ser realizados a cada 08 ou 12 horas;
 Deve ser aplicada uma fina camada;
 Deve ser mantido um ambiente úmido para melhor efeito do produto;
 É inativada na presença de água oxigenada, algodão e ressecamento da lesão.
 Requer um curativo secundário oclusivo.
 
 
 
 

Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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PAPAÍNA 
 
Descrição: 
 
 Enzima proteolítica, bactericida e bacteriostática e de ação antiinflamatória.
 De origem vegetal extraída da Carica papaya. Após o seu preparo, obtémse um 
pó de cor leitosa, com odor forte e característico.
 É inativada ao reagir com agentes oxidantes como o ferro, oxigênio, derivados 
do iodo, água oxigenada e nitrato de prata.
 
Ação: 
 
 A papaína é uma mistura complexa de enzimas proteolíticas e peroxidases, ou 
seja, capaz de decompor substâncias proteicas.
 Como desbridante, liquefaz o tecido necrótico.
 Atua como anti-inflamatório, agindo ao nível das prostraglandinas.
 Fibrinolítica, provoca uma diluição na rede de fibrina dos coágulos, podendo 
provocar sangramento por essa razão, não interferindo nos fatores de 
coagulação;
 Efeito bactericida e bacteriostático. Rompe a parede celular de bactérias 
especialmente aquelas de parede predominantemente proteica.
 Estimula o desenvolvimento de tecido de granulação e auxilia no processo 
cicatricial por meio do alinhamento dos fibroblastos, reduzindo a possibilidade 
de formação de queloides.
 
Apresentação: 
 
 É comercializada purificada na forma de pó, em diferentes concentrações, que 
variam de 02% a 10%, podendo ser manipulada/preparada na forma de pomada 
ou gel.
 
Vantagens e indicações: 
 
 Indicadas em feridas necróticas e fibrinas;
 Preserva capilares e tecido de granulação;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 A solução de papaína pode ser utilizada em lesões muito profundas com 
exposição de estrutura óssea, em deiscência cirúrgica com evisceração em 
fístula pleural, em grandes queimados, entre outros.
 
% INDICAÇÃO 
2% FERIDA COM TECIDO DE GRANULAÇÃO 
5-6% FERIDAS COM EXSUDATO PURULENTO 
10% FERIDAS NECRÓTICAS 
 
Desvantagens e contraindicação: 
 Em lesões infecciosas pode ocorrer irritação do tecido perilesionado, pois a 
produção do exsudato é aumentada com o uso da papaína;
 Nesta enzima existe um radical sulfidrila (SH) que é facilmente oxidado quando 
em contato com substâncias compostas por iodo, oxigênio e ferro, e quando é 
armazenada em temperaturas elevadas.
 
Cuidados na aplicação: 
 Proteger a pele perilesional com alguma substância que forme uma película 
protetora;
 Manter o produto em refrigeração;
 A limpeza da lesão deve ser feita com água destilada, para evitar a 
inativação do radical sulfidrila;
 Ao utilizar o lavado de papaína, diluir a papaína pó em água destilada e em 
recipiente plástico.Caso: Lesão por pressão em região sacral, presença de tecido de necrose 
(esfacelo) ao centro da lesão. Foto mostrando a aplicação da Papaína, neste 
caso associou-se à papaína ao TCM com AGE como forma de proteger a área 
viável (Tecido de granulação). Aplicou-se o TCM com AGE sobre toda área com 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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tecido de granulação e a Papaína delimitada apenas à área com esfacelo, o TCM 
age como uma barreira protetora por ser uma substância oleosa evita que a 
Papaína entre em contato com a granulação. 
 
DESBRIDAMENTO POR AUTÓLISE 
 É o desbridamento realizado pelo organismo;
 É facilitado pelo meio úmido, onde ocorre a digestão das células mortas pelas 
próprias enzimas presentes no leito da lesão.
 
HIDROGEL 
 
 
Composição: Gel transparente, incolor, composto por: ▪ Água (77,7%): mantém 
o meio úmido; ▪ carboximetilcelulose – CMC (2,3%): facilita a rehidratação celular 
e o desbridamento; 
 
Propilenoglicol – PPG (20%): estimula a liberação de exsudato. 
 
 
Mecanismo de ação: 
 Amolece e remove tecido desvitalizado por meio de desbridamento autolítico.
 Provoca uma hidratação compacta do tecido necrótico, favorecendo uma rápida 
autólise com ativação simultânea dos processos de granulação.
 Protege as terminações nervosas expostas e diminui a dor.
 
Vantagens e indicações: 
 Indicado na detersão de necroses e escaras;
 Indicado, também, em úlceras secas, lesões não cavitárias;  Não adere ao 
fundo da ferida tornando fácil a sua remoção;
 Apresenta-se em placas transparentes que permitem frequentes controles da 
úlcera sem retirar o produto.
 
Desvantagens e contraindicações: 
 São de alto custo;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Produzem um intenso e desagradável odor;
 Contraindicado em úlceras infectadas e hiperexsudantes;
 Pode acarretar um agravamento no caso de maceração em lesões da pele perilesional.
 
Cuidados na aplicação: 
 
 Espalhar o gel sob a ferida assepticamente;
 Ocluir a ferida com cobertura secundária estéril;
 Não usar produtos iodados;
 É aconselhável a cobertura com uma película semipermeável para prevenir o 
ressecamento.
 
Periodicidade de troca: 
 
 Feridas infectadas: no máximo em 24 horas;
 Necrose: no máximo em 72 horas;
 Na forma de placa: troca de 01 a 07 dias.
 
CURATIVO COM GAZE 
GAZE SIMPLES 
Vantagens: 
 
 Baixo custo;
 Facilidade do seu uso;
 Estão disponíveis na maioria das instituições.
 
Desvantagens: 
 
 Não se deve utilizar gaze seca diretamente na lesão, exceto quando se deseja 
o desbridamento;
 Tem pouca capacidade de absorção do exsudato;
 Exigem trocas frequentes, precisam de cobertura secundária e fixação e pode 
provocar maceração das áreas adjacentes;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Permeáveis a bactérias, podem soltar fios e fibras, que atuam como corpo 
estranho, podendo provocar inflamação e infecção.
 
MEDICAMENTOS FAVORÁVEIS À GRANULAÇÃO 
 
 
Como já sabemos o processo de cicatrização é fisiológico e acontece por 
fases e que dependendo do material utilizado pode ou não interferir neste 
processo natural da lesão, tornando-o mais lento e oneroso ao paciente e ao 
sistema de saúde com uma prolongada internação e ou limitações dificultando o 
seu retorno ao convívio social. Iremos citar alguns tipos de coberturas utilizadas 
atualmente disponíveis em nosso meio, em consenso a diferentes autores. Cabe 
ao profissional decidir após a anamnese e um exame físico detalhado para se 
fazer a escolha do produto a utilizar e como efetivar o tratamento sem interferir 
na evolução natural da lesão. 
 
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGE) 
 
 
Descrição: 
 
 Lipídios formados de cadeias de carbono.
 São substâncias farmacologicamente ativas.
 
TRIGLICÉRIDEOS: 
São compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio, sendo ésteres de 
ácidos graxos com glicerol (álcool). 
 
Composição: 
 
 Vitamina A: Favorece a integridade da pele e sua cicatrização.
 Vitamina E: Função antioxidante e protege a membrana celular do ataque dos 
radicais livres (substâncias que destroem a célula e suas estruturas internas).
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Ácido Linoleico: Importante no transporte de gorduras, na manutenção da 
função e integridade das membranas celulares, imunógeno local que auxilia na 
proliferação do tecido de granulação.
 Lecitina de soja: protege e hidrata a pele.
 Ácido caprílico, cáprico e caproico:
AGE Composição 
TCM 67g 
Óleo de milho 32g 
Lecitina 01g 
Vitamina A 2500 UI 
Vitamina E 100 UI 
Ácido Linoleico 15% 
 
Ação: 
 São incorporadas à membrana celulares e importantes para manterem a 
integridade da pele;
 Acelera o processo de cicatrização pelo estímulo a formação do tecido de 
granulação, por meio de sua ação quimiotáxica e promovem diferenciação 
epidérmica;
 Atua ao nível das prostraglandinas.
 
Mecanismo de ação: 
 Promove quimiotaxia (atração dos leucócitos) e angiogênese, mantém o meio 
úmido e acelera o processo de granulação tecidual.
 
Vantagens e indicação: 
 Forma uma película protetora na pele íntegra (previne lesões); por aumento 
indireto da resistência tecidual;
 Reversão dos processos de hiperemia já instalados tem grande absorção, forma 
uma película protetora na pele;
 Aumenta capacidade de hidratação;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Proporciona hidratação local alta capacidade de nutrição celular;
 Indicada na prevenção de úlcera de pressão;
 
Tratamento de feridas abertas. 
 
 
Contraindicação: 
 
 Feridas com cicatrização por primeira intenção e feridas com infecção.
 
Cuidados na aplicação: 
 
 Espalhar AGE no leito da ferida ou embeber gazes estéreis de contato com a 
ferida o suficiente o suficiente para manter o leito da ferida úmido até a 
próxima troca;
 Em feridas extensas pode-se espalhar AGE sobre o leito da ferida e utilizar 
cobertura primária gazes embebidas em SF 0,9%;
 Ocluir com cobertura secundária estéril;
 Trocar o curativo sempre que a cobertura secundária estiver saturada ou no 
máximo a cada 12 horas;
 
HIDROCOLOIDE 
 
 
Descrição: São constituídos por duas camadas: 
 
 Externa: de espuma de poliuretano, flexível, impermeável à água e outros 
agentes externos.
 Interna: adesiva com partículas hidro ativas, gelatina, pectina e 
carboximetilcelulose sódica.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Mecanismo de Ação: Em contato com o exsudato a hidrocoloide forma um gel 
hidrofílico que mantém a umidade do leito da lesão proporcionando o meio para: 
 Estimular a angiogênese e o desbridamento autolítico; 
 
• Acelerar o processo de granulação tecidual; 
• O gel protege o leito da ferida, promovendo um meio úmido que facilita a 
migração das células epiteliais, acelerando a cicatrização. 
 
Vantagens e indicações: 
• Formam uma barreira contra a contaminação bacteriana (oclusivo); 
• Previne o ressecamento da ferida; A camada externa atua como uma 
barreira térmica e promove barreira mecânica; 
• Permite remoção sem trauma aos novos tecidos; 
• Acelera a granulação e um aumento da vascularização nesse tecido; 
• Reduz a dor por proteger as terminações nervosas; 
• Indicada em feridas não infectadas e pouco exsudante; 
• Economiza o tempo da enfermagem no curativo, pois aumenta o tempo entre 
a troca das placas de hidrocoloide; 
• Pode ser adaptado em diferentes áreas anatômicas e manter a mobilidade do 
membro. 
 
INDICAÇÕES: 
 
• Feridas secas, com pouco ou médias exsudato, lesões em fase de granulação; 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• Feridas com ou sem necrose tipo esfacelo; 
• Ferida com dano parcial do tecido. 
 
Desvantagens e contraindicações: 
 
• Não usarem feridas infectadas ou colonizadas e fúngicas, em feridas 
necróticas e em queimaduras de 3º grau; 
• Possível deslocamento no caso de feridas exsudantes, nesses casos pode 
ocorrer maceração de bordas e tecido perilesional; 
• Odor característico, podendo ser confundido com ferida infectada. 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Realizar limpeza do leito da ferida e secar bem a pele perilesional; 
• Escolher o hidrocoloide com diâmetro que ultrapasse 3 cm a borda da ferida; 
• Aplicar o hidrocoloide segurando-o pela borda; 
• Pressionar a borda na pele para perfeita aderência; 
• Se necessário, fixar com fita microporosa. 
• Trocar o hidrocoloide sempre que o gel extravasar ou o curativo deslocar. 
• Anotar a data e a hora da colocação da placa, 
• Deve permanecer no máximo 7 dias na lesão; 
 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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HIDROCOLOIDE EM PASTA: 
 
• Não é necessária a remoção total do gel presente; 
• Devem ser aplicados até preencherem toda a cavidade da lesão; 
• A troca se dá por saturação, podendo permanecer em média de 1 a 4 dias; O 
curativo secundário deve ser feito com hidrocoloide em placa. 
 
Custo-benefício: 
• Não necessita de trocas diárias e não requer medicamentos adicionais; 
• Reduz infecção e, com isso, o tempo de cicatrização; 
• Redução do tempo de enfermagem dispensada na troca de curativos. 
 
 
HIDROCOLOIDE EM GRÂNULOS 
 
 
 
 
 
Caso: Queimadura de 2º grau, acometendo o pé e parte da perna. Há presença 
de bolhas e áreas de rompimento de pele. Aplicado hidrocoloide em placa, 
mantendo primeiramente por 4 dias, observando já melhora da área lesada, 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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aplicou-se novamente, mantendo-se, desta vez, por 5 dias. Após retirado 
observa-se a grande aceleração do processo cicatricial. 
 
PRÓPOLIS 
 
Descrição: É uma resina extraída pelas abelhas dos botões de certas flores, 
folhas e casca de árvores. Após a coleta desta resina as abelhas mastigam 
enriquecendo com os componentes enzimáticos existentes em sua saliva. 
Coloração esverdeada a marrom, amarga, fluída e pegajosa e insolubilidade em 
água. 
• 50 A 55% de resina e bálsamo 
• 5 a 10% de pólen, minerais, vitaminas e enzimas 
• 30% de cera 10% de óleos voláteis 
 
Mecanismo de ação: 
• Atua na formação de anticorpos, eleva a fagocitose e acelera os processos de 
regeneração celular. 
• A riqueza enzimática da própolis aliada ao seu conteúdo de vitamina A, auxilia 
no combate a bactérias patogênicas de difícil tratamento. 
 
Vantagens e indicações: 
• Baixo custo e facilidade de manuseio; 
• Embora a própolis apresente ação no organismo, semelhante à dos antibióticos 
o seu uso não apresenta efeitos colaterais comuns causados pelos antibióticos; 
• Tem atividade antibacteriana em gram-positivas e gram-negativas, antifúngica. 
• Possui ação antisséptica acentuada; 
• Indicada em feridas vitalizadas sem necrose, exsudativas ou não. 
 
Contraindicações: 
• Avaliar o limiar de dor após aplicação, alguns pacientes relatam intolerância 
após uso tópico. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Cuidados na aplicação: 
• Deve-se evitar que a própolis fique em contato com a borda e tecidos 
perilesionados, pois causa ressecamento; trocar no máximo a cada 12 horas. 
 
HIDROPOLÍMERO 
 
 
Composição: 
• Almofadas geralmente composta por 3 camadas sobrepostas de não tecido 
uma central de hidropolímero e revestida por poliuretano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mecanismo de ação: 
 
• É uma cobertura altamente absorvente para feridas com baixa a moderada 
exsudação e que proporciona um ambiente úmido facilitando o processo de 
granulação e ainda estimula o desbridamento autolítico, mas não é um 
desbridante químico. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• A camada de hidropolímero expande-se delicadamente à medida que 
absorve o exsudato mantendo a adesão da cobertura na ferida; 
 
Vantagens e indicações: 
 
• Tratamento de feridas abertas não infectadas; 
• Feridas exsudativas, limpas, em fase de granulação; 
• Feridas superficiais e/ou feridas com cavidades; 
 
• Promove a granulação tecidual; 
 
• Remove o excesso de exsudato; 
• Diminuindo o odor da ferida. 
 
Contraindicações: 
 
• Não deve ser utilizado em feridas secas ou com pouco exsudato; 
• Queimaduras de terceiro grau; 
• Lesões com vasculite ativa; 
• Feridas colonizadas ou infectadas, e feridas necróticas com 
características de escara. 
Cuidados na aplicação: 
 
• Não requer troca diária, podendo permanecer por 7 dias na lesão; 
• Anotar a hora e a data da aplicação da cobertura; 
• Secar a área próximo da lesão para melhor aderência da placa; 
• Posicionar o curativo sobre o local da ferida; de forma que a almofada de 
espuma fique sobre a área central da lesão; 
• Remover o curativo em peles frágeis levantando um dos cantos, puxando para 
trás utilizando água ou soro fisiológico para romper a vedação do adesivo; 
• Não requer cobertura secundária; 
• Secar cuidadosamente a pele circunjacente. 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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FILMES TRANSPARENTES 
 
Composição: 
 
• Película de poliuretano, transparente, elástica, semipermeável, aderente a 
superfícies secas. 
Mecanismo de ação: 
• Proporciona um ambiente úmido favorável a cicatrização. Permeabilidade 
seletiva, permitindo a difusão gasosa e a evaporação de água. Impermeável a 
fluidos e microrganismos. Forma uma camada protetora da pele. Mantêm a 
umidade e o pH da pele. 
 
Vantagens e indicação: 
 
• Mantém um microambiente úmido em temperatura constante; 
• Fácil aplicação devido à elasticidade e extensibilidade; 
• Indicada para lesões superficiais; 
• Podem ser empregos como medicação secundária na fixação de outros produtos 
para aumentar a eficácia; 
• Empregadas também na prevenção como proteção das áreas de risco (fixação 
de cateteres vasculares, proteção de pele íntegra e ferida secas); 
• Agem como barreira à contaminação da ferida; 
• Adapta-se aos contornos do corpo, podendo ser cortados em diversos 
tamanhos; 
• Permitem visualização direta da ferida e vascularização; 
• Permitem banhos; 
• Não requer cobertura secundária e nem troca diária; 
• Proteção contra agressões externas. 
 
Desvantagens e contraindicações: 
 
• Contraindicada em úlceras infectadas ou hiperexsudantes; 
• Não utilizar em feridas com a pele adjacente macerada; 
• São permeáveis a alguns agentes tópicos aquosos; 
• Descolam gradativamente nas áreas já epitelizadas; 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• Não devem ser usados nas primeiras 24 horas de pós-operatório, devido à 
liberação de exsudato. 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Notar a hora e a data da aplicação da cobertura; 
 
• Pode permanecer na ferida por sete dias; 
• Substituir o curativo caso se solte, forme bolhas de exsudato. 
 
COLÁGENO BIOLÓGICO 
 
 
Composição: É uma cobertura composta de colágeno e alginato que fornece 
apoio estrutural para o crescimento celular e favorece a condição ideal para a 
proliferação celular. O colágeno simples pode ser usado em todo tipo de ferida 
em fase sua fase de granulação. 
 
E O COLÁGENO COM ALGINATO 
 
 
Partículas hidrofílicas de colágeno de origem bovina, composto de: 
colágeno 90% e alginato 10%. Estes podem ser utilizadas em feridas 
exsudativas, infectadas ou colonizadas. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Mecanismo de ação: 
O alginato absorvente e formador de gel mantém o meio úmido e 
controla o exsudato enquanto colágeno favorece o crescimento interno dos 
tecidos e dos vasos sanguíneos, quimiotáxico para macrófagos e fornece uma 
trama favorável ao desenvolvimento dos fibroblastos promovendo a granulação 
e a epitelização. 
Atenção especial aos nomese suas ações químicas na lesão, não 
confundam colágeno com a colagenase, ambos têm um papel no mecanismo de 
cicatrização da lesão, porém se empregadas em tempo errôneo no processo 
interfere no tempo de fechamento desta, porém Colagenase é uma enzima e 
desbrida enquanto o colágeno estimula a granulação. 
 
Vantagens e indicações: 
• Indicado em lesões fluidas, superficiais e limpas; 
• Remove o excesso de exsudato; 
• Diminui a inflamação local e edema; 
• Acelera o processo cicatricial. 
 
Desvantagens e contraindicação: 
 
• Contraindicado para pessoas com hipersensibilidade a derivados bovinos; 
• Apresenta limitação de atividade; 
Sobre lesões secas resulta pouca eficácia; 
• E nas lesões hiperexsudantes ocorre consumo rápido demais; 
apresenta custo elevado. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Cuidados na aplicação: 
• Requer medicações secundárias; 
• É inativada pela água oxigenada e pelo algodão hidrófilo; 
• Em feridas secas devem ser irrigadas previamente com soro fisiológico; 
• Remover o exsudato e tecido desvitalizado; 
• Cortar a cobertura do tamanho total da ferida; 
• As placas ou fitas devem ser modeladas de forma a preencher todas as 
cavidades da ferida; 
 
Caso: Síndrome de Fournier, acometendo toda a bolsa escrotal. Há presença de 
secreção e esfacelo tratada com carvão ativado em prata e a pomada de 
sulfadiazina de prata por um período de 10 dias. Após a regressão do processo 
infeccioso iniciou o uso de colágeno em placa, mantendo primeiramente por 24 
horas, observando já melhora da área lesada, aplicou-se novamente, 
mantendose, desta vez, por 48 horas. Observa-se a grande aceleração do 
processo cicatricial recebendo alta com o mesmo tratamento. 
 
GAZE NÃO ADERENTE ESTÉRIL 
 
 
Impregnadas: 
• Acetato de celulose impregnada com petrolato; 
• Com PVPI a 10%; 
• Gaze de fibras de poliéster hidrófobo impregnada com AGE; 
 
Impregnada com Aloe Vera. Não impregnadas: 
• Tecido de algodão ou sintético entrelaçado ou não, com maior ou menor 
número de fios. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Vantagens e indicação: 
Queimaduras superficiais; 
• Feridas com formação de tecido de granulação e áreas doadoras ou 
receptoras de enxerto; 
• Indicada como curativo primário de lesões planas com função de manter a 
ferida úmida e proteger de traumas por aderência; 
• Permite o livre fluxo de exsudatos; 
• Não interfere no tecido de regeneração e evita a dor durante a troca; 
• Não provoca trauma na retirada, preservando o tecido de granulação; 
• Permite adaptações aos locais. 
 
Composição: 
• Tela de acetato de celulose impregnada com emulsão de petrolato 
solúvel em água, não aderente e transparente, estéril. 
 
Desvantagens e contraindicação: 
• Alguns tipos de gaze não aderente são impregnados com 
antimicrobianos, que podem ser tóxicos ao fibroblasto; 
• Se existe pouco exsudato, não criam um microambiente apropriado a 
reeptelização. Por vezes, requerem medicações frequentes; 
• Feridas com cicatrização por primeira intenção; 
• Produtos de hidrocarbonetos saturados derivados do petróleo podem 
causar irritação e reação granulomatosas; 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Cobrir com curativo secundário; 
• Requer trocas diárias. 
 
CURATIVOS NATURAIS FITOTERAPIA 
 
É a utilização terapêutica ou profilática de espécies vegetais, de eficácia 
comprovada cientificamente como uma opção disponível para tratamentos 
diversos, entre eles, os curativos. 
É uma opção terapêutica de origem no saber popular, e que exige um 
trabalho multiprofissional. A qualidade, a segurança e a eficácia iniciam-se desde 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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a identificação botânica, cultivo, coleta e secagem, conhecer qual parte da planta 
usar, quando obter o maior teor de princípio ativo, e como prepará-lo. 
 
Vantagens: 
• Produtos naturais sem efeitos colaterais; 
• Facilidade no cultivo e manipulação; 
• Participação do paciente no tratamento; 
• Baixo custo. 
 
Como utilizar as plantas: 
• Investigar a sua procedência e observar a dosagem; 
• Dar preferência às folhas jovens, cascas e raízes sem brotos; 
• Deve ser feita a colheita de manhã; 
• Lavar e secar, mantê-las em lugar sem luz, calor e insetos. 
 
Formas de uso: 
• Chás, pós, pomadas; 
• Há melhor extração do princípio ativo quando a planta é batida 
manualmente; 
• As folhas e flores devem passar por um processo de infusão. 
 
FITOTERÁPICOS TÓPICOS ÓLEO DE GIRASSOL 
 
 
Descrição: 
• É uma herbácea cujas sementes, frutos aquênios, 
• Produzido no miolo das flores, são a parte mais utilizada. 
 
Vantagens e indicações: 
• Fácil acessibilidade e baixo custo; 
• Auxilia na manutenção da função e integridade das membranas celulares; 
• Lubrificam e agem como emoliente; 
Ácidos graxos essenciais: Linoleico e linolênico 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• Auxiliam na manutenção da função e integridade das membranas celulares; 
• Facilita entrada de várias substâncias importantes no metabolismo 
celular e imunológico. 
 
Desvantagens e contraindicação: 
• Não é um produto estéril; 
 
ARNICA 
• Nome científico: Arnica Montana 
• Aspecto: herbácea de 20 a 30 cm de comprimento, folhas ovaladas e flores 
amarelas. 
• Parte usada: flores. 
• Indicações terapêuticas: lesões após traumatismos, dores musculares, e 
articulações. Hematomas após punções venosas e em 
insulinodependentes. 
• Ação: anti-inflamatória, analgésica. 
• Cuidados: usar somente em pele íntegra. 
• Apresentação: creme ou gel a 3%. 
• Aplicação: aplicar topicamente três vezes ao dia. 
 
BABOSA 
• Nome científico: Aloe vera. 
• Aspecto: de 60 cm a 01 metro de altura, folhas grandes e carnudas 
marginadas por espinhos. 
• Parte usada: Parênquima (folhas frescas). 
• Indicações: lesões de pele não infectadas, queimaduras, erisipela e 
celulite. 
• Ação: auxilia no processo de cicatrização, anti-inflamatória e 
bactericida. 
• Contraindicações: uso interno. 
• Apresentação: creme ou gel 25%. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Aplicação: aplicar topicamente sobre o ferimento três vezes ao dia. 
 
CALÊNDULA 
• Nome científico: Calendula officinalis. 
• Parte usada: flores secas. 
• Apresentação: creme ou gel a 5%. 
• Aspecto: planta anual, as flores ocorrem na extremidade e tem cerca de 04 cm 
de diâmetro. 
• Indicações: ferimentos abertos não infectados; úlcera de estase, dermatite 
de contato, frieiras e herpes labial. 
• Ação: auxilia no processo de cicatrização, anti-inflamatória e antisséptico tópico. 
• Contraindicação: lesão profunda e/ou extensa, lesões disseminadas e sem 
diagnóstico. 
• Aplicação: aplicar topicamente três vezes ao dia. 
 
MAMÃO PAPAIA 
• Nome científico: Carica papaya. 
• Parte usada: frutos da planta. O mamão possui na sua constituição 
propriedades nutritivas e curativas, tais como: Vitaminas A, B, C, cálcio e ferro e 
a enzima papaína, quimiopapaína e papayna peptidase. Além dessas 
propriedades possui também em látex, presente apenas nas frutas verdes uma 
grande quantidade de uma enzima proteolítica,a Papaína. Ela está contida no 
látex do mamoeiro, popularmente conhecido como “leite do mamão”. 
• Indicações: tratamento de feridas abertas, infectadas e para desbridamento de 
tecidos desvitalizados. 
• Ação: é bactericida e bacteriostático, reorganiza as tramas de colágeno na 
formação da cicatriz e desbrida por dissociar as moléculas de proteínas do tecido. 
• Contraindicação: oxidação em contato com metais; minimizar o tempo de 
preparo do produto in natura, devido à fácil deterioração, à enzima ser 
altamente instável na presença de oxigênio. 
Apresentação: pó, pomada, gel e o fruto ralado. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Modo de usar: 
Pó 
• Diluir o pó em águabidestilada, pois qualquer componente químico altera a 
instabilidade da solução; 
• Preparar a solução da papaína somente no horário da aplicação: não 
armazenar. Concentrações das diluições: 
 
1g 100ml 1% 
1g 50ml 2% 
2g 50ml 4% 
3g 50ml 6% 
4g 50ml 8% 
5g 50ml 10% 
 
TÉCNICA DO CURATIVO COM MAMÃO 
 
 
Material: 
• Mamão verde; 
• Recipiente plástico para ralar o mamão; 
• Água bidestilada ou água fervida para limpeza da ferida. 
 
Procedimentos: 
• Lavar o mamão com água e sabão; 
• Ralar a polpa do mamão no ralo plástico; 
• Limpar a ferida com água bidestilada ou água limpa (fervida); 
• Cobrir a ferida com a polpa ralada e cobrir a lesão com gaze ou com um 
pano limpo; 
 
AÇÚCAR – SACAROSE 
 
 
Material: Açúcar cristal. 
 
Procedimentos: 
• Limpeza da ferida com água limpa; 
• Cobrir a superfície com o açúcar e cobrir a ferida com gaze; 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Resultados: Observa-se presença de tecido de granulação e diminuição da 
secreção; Prováveis efeitos do açúcar sobre a ferida: 
• Eliminar as bactérias que contaminam a ferida; 
• Reduzir o edema e melhorar a cicatrização local; 
• Nutrir as células superficiais da cicatriz; 
• Favorecer o crescimento do tecido de granulação; 
• Anti-inflamatório e desbridante. 
 
Tempo de permanência: 
• Tempo de permanência no leito da ferida é bastante controverso. 
 
Sacarose: eliminação renal X lesão tubular, nos pacientes com lesão renal 
deverá de se ter um controle rigoroso da perda pela urina da sacarose, 
glicosúria. Hiperosmolaridade ocorre em 15 minutos e decresce em 2 horas, 
portanto o curativo deve ser trocado a cada duas horas no máximo. E sofrer a 
reposição a cada quinze minutos. 
 
Dificuldades: 
• A dor; 
• Trocas mais de uma vez ao dia. 
 
OSTOMAS 
 
Por vários motivos, como lesão por ferimento por arma de fogo e ou arma 
branca, em situações clínicas agudas e ou em situações clínicas crônicas como 
no caso de neoplasia do sistema digestório, são situações em que um indivíduo 
necessita ser operado para construir um caminho para saída das fezes ou da 
urina. Essa intervenção cria um ostoma ou estoma (abertura), na região 
abdominal, por onde irão sair fezes em quantidade e consistência diferente assim 
como será eliminada a urina em forma de gotas. 
O ostoma, por suas características anatômicas, que abre parte do órgão 
expondo a mucosa, livre de controle do sistema nervoso central e muscular, 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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sendo desta forma impossível controlar voluntariamente a saída de resíduos, 
assim será necessário a utilização de bolsa para coletar fezes ou urina. 
O aspecto de um ostoma normal é de uma coloração vermelha ou rosa, 
vivo brilhante e úmido. A pele ao seu redor deve estar lisa, sem vermelhidão, 
coceiras, feridas ou dor. Logo após a cirurgia o ostoma estará inchado, mas 
gradualmente reduzirá seu tamanho. Apresenta um tamanho em torno de 2 a 5 
cm de diâmetro e 3 a 4 cm de saliência. 
Na mucosa do ostoma não existem nervos, assim podem ser tocadas, 
pois o paciente não sente dor, porém é uma mucosa que pode ser facilmente 
ferida. Ao realizar os cuidados com o ostoma, pode ocorrer um pequeno 
sangramento, mas isso é normal, porém se o sangramento persistir deve-se 
comunicar ao médico. 
 
TIPOS DE OSTOMA 
 
 
Colostomia: É um ostoma realizado em porção do cólon (intestino grosso), assim 
no processo de eliminação dos restos não digeridos dos alimentos, as fezes são 
eliminadas nessa porção do intestino, não passando pelo reto e ânus. A 
consistência das fezes eliminada e muito parecida com a anterior, pastosa. Os 
gases produzidos pelo intestino são eliminados também pela colostomia. 
 
Ileostomia: É um ostoma realizado na porção do íleo (intestino delgado) assim 
no processo de eliminação dos restos alimentares não digeridos, as fezes são 
eliminadas nessa porção do intestino, não passando pelo cólon (intestino 
grosso), reto e ânus. As fezes apresentam uma consistência líquida ou 
semilíquida, devendo o paciente ingerir uma quantidade maior de líquidos. 
Podem também ser mais irritante a pele periestoma, por serem mais alcalinas, 
assim deve-se aumentar os cuidados de proteção da pele, evitando possíveis 
irritações. 
 
Urostomia: É um ostoma realizado após a retirada da bexiga, utilizando uma 
parte do intestino delgado para conectar o ureter a uma abertura no abdômen. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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O efluente que sairá é a urina, em forma de gotejamento, podendo também 
causar irritações na pele, assim deve-se proteger a pele. 
Os cuidados com as ostomias devem ser realizados pela enfermagem 
devendo também fazer a orientação ao paciente para que ele cuide quando for 
para casa. 
Utilizamos para a coleta dos efluentes, dispositivos que podem ser peça 
única ou duas peças, conforme adaptação do paciente. 
 
Material: 
• Uma placa, uma bolsa, e um clipe; 
• Um par de luvas de procedimento; 
• Gazes; 
• Um frasco 125 ml de soro fisiológico ou água corrente; 
• Tesoura; 
• Sabão neutro; 
• Saco plástico de lixo. 
 
Procedimento: 
• Reunir o material; 
• Lavar as mãos; 
• Orientar o paciente sobre o que será realizado; 
• Expor o local a ser manipulado; 
• Calçar luvas de procedimento; 
• Retirar a bolsa e placa usadas e desprezar em saco plástico; 
• Utilizando, gaze, soro fisiológico e sabão realizar a limpeza da pele 
periestoma e desprezá-la em saco plástico; 
• Realizar a limpeza do ostoma; 
• Recortar o orifício central da placa no tamanho certo do ostoma sem deixar 
pele exposta, para evitar que caia efluente na região causando irritação; 
• Retirar o papel protetor da placa e aplicar sobre o ostoma, fazendo uma leve 
pressão, para bem aderir; 
• Fechar a bolsa com clipe e colocar a bolsa à placa encaixando os flanges; 
• Deixar o paciente confortável; 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• Desprezar o material no expurgo; 
• Lavar as mãos; 
• Fazer anotação de enfermagem, referindo aspecto do ostoma, da pele 
periestoma e qualquer anormalidade; 
 
Complicação da OSTOMIA: Uma das complicações da intervenção cirúrgica é a 
lesão periestoma por dermatite de contato. 
Tratamento: aplicação de protetores cutâneos. São comercializados em forma 
de pó, placa, pastas ou placas, com o objetivo de regenerar e proteger a pele 
periestoma, de difícil aquisição pelo valor de mercado. 
Composição: gelatina, pectina, carboximetilcelulose sódica e poli-isobutileno. 
Indicação: protetores cutâneos para prevenção e tratamento das lesões 
provocadas pelo esparadrapo, cola das fixações da bolsa coletoras, 
extravasamento da bolsa de estomas e drenos, e o pó tem sua ação é secativa 
e forma uma película protetora para a fixação da placa. 
 
Modo de aplicação: 
• Secar ao redor dos drenos e ostomia; 
• Aplicar a pasta na área de imperfeições e o pó nas áreas escoriadas; 
• Aplica-se a placa da mesma forma que a bolsa coletora, faz se um recorte ao 
centro para encaixar o estoma; 
• Mantém os cuidados de enfermagem com aplicação da bolsa de colostomia, e 
periodicidade de trocas e manutenção de higiene e conforto ao paciente. 
 
 
QUEIMADOS 
 
As queimaduras ainda ocupam grande lugar dentre as patologias que 
possuem uma elevada morbimortalidade no ambiente hospitalar, seja por 
complicações cardiopulmonares e metabólicos, seja por infecções ocasionadas 
pela extensa perda de pele. 
Atualmente o número de óbitos ocasionados pela Sepse ainda é bastante 
preocupante, ocupando cerca de 75% das causas de morte entre os queimados. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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O que torna ainda mais grave este tipo de patologia, exigindo da equipe de saúde 
um conhecimento elevado acerca do tratamento das queimaduras, bem como 
da prevenção de infecções. 
Muito se tem estudado sobre oatendimento aos queimados, mas a 
queimadura ainda apresenta condições que favorecem o desenvolvimento das 
infecções, como imunodepressão e o seu foco principal, as condições da ferida, 
como fator predisponente ao crescimento bacteriano. 
A ferida do paciente queimado deve, portanto, ser tratada como um 
abscesso plano, em decorrência da grande quantidade de material necrótico e 
avascular e o exsudato que o constitui é um excelente meio para a proliferação 
bacteriana. Por este motivo, saber da importância do tratamento tópico aplicado 
ao queimado contribui com a sua recuperação determinando o período de 
internação e o prognóstico desse. 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA IMUNIDADE DO PACIENTE 
 
 
• Desnutrição prévia; 
• Patologias preexistentes; 
• Utilização de polimicrobianos; 
• Grande quantidade de material necrótico; 
• Múltiplos processos cirúrgicos; 
• Falta de um correto suporte nutricional; 
• Transfusão múltipla de sangue e derivados. 
 
MONITORIZAÇÃO DA ÁREA QUEIMADA: por método de cultura quantitativa 
por meio da biópsia de várias regiões queimadas, após uma limpeza prévia e a 
hemocultura associada. 
 
MICROORGANISMOS ENCONTRADOS NAS QUEIMADURAS: 
• Streptococus SP; 
• Staphilococus epidermidis; 
• Staphilococus aureus; 
• Pseudomonas aeruginosa; 
• E. coli; 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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• Cândida albicans; 
 
SINAIS QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: 
• Alterações de coloração rósea para azul-esverdeado, entremeada de áreas 
escurecidas de necrose, com aumento significativo das secreções ou 
queimaduras secas e de odor fétido. 
 
TERAPIA TÓPICA NAS QUEIMADURAS: 
 
 
Na sepse os antibióticos sistêmicos têm pouca ação local na lesão, devido 
à oclusão vascular nas áreas afetadas dificultando que esses antibióticos atinjam 
o seu índice terapêutico; 
Considerando as características locais da lesão o tratamento dos grandes 
queimados consiste na aplicação tópica de medicamentos que auxiliem na 
prevenção e tratamento de possíveis infecções cutâneas, que se não tratadas e 
controladas podem evoluir com quadro de sepse. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS 
A - QUANTO A PROFUNDIDADE: 
1º grau: Perda da epiderme; Eritema. Ex.: queimadura solar. 
 
 
2ºgrau: Comprometimento parcial; - Perda da derme e epiderme; - Rubor, 
edema, bolhas, transudação e muito dolorosa; - PROFUNDA – semelhante ao 3 
grau, não dolorosa. 
 
3º grau - Pele totalmente comprometida; – Indolor; - Esbranquiçada, dura 
(aspecto “couro”); - Não cura espontaneamente. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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B - QUANTO A EXTENSÃO 
• Grande queimado - 3º grau maior que 10%; - 2º grau maior que 25%. 
• Moderado - 3º grau maior 3% menor 10%; - 2º grau maior 15% menor 25%. 
• Leve - 3º grau menor 3%; - 2º grau menor 15%. 
 
REGRA DOS NOVE 
 
Crianças menores 10 anos e adultos com mais de 55 anos - 10% área 
superfície corpórea (SC) queimada. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Todas as outras faixas etárias – 20% área SC queimada. São 
consideradas grande queimados. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
1º - Avaliação da dor/analgesia, sempre antes de qualquer procedimento com 
estes pacientes a analgesia deverá ser avaliada rigorosamente e comunicado 
ao médico para uma intervenção terapêutica medicamentosa. 
Manter o ambiente aquecido seja com aquecedor de ambiente elétrico e ou 
manta térmica até a exposição total do paciente; avaliar a instabilidade 
hemodinâmica do paciente. 
 
2° - Limpeza da ferida desbridamento: mecânico/químico e cirúrgico. 
 
 
3º - A ferida é recoberta apenas por agente tópico (sulfadiazina de prata 1%) a 
mais utilizada e mais eficaz em se tratando de curativos em queimados. 
 
 
HIDROTERAPIA DIÁRIA 
 
É importante esclarecer que durante o banho removemos também grande 
quantidade de bactérias, e se utilizarmos jatos de água ainda facilitará a retirada 
de crosta auxiliando no desbridamento como no controle da infecção do 
queimado. 
 
PREPARO DO MATERIAL: 
 
 
 Banho no leito ou banho de aspersão;
 Água de torneira temperatura adequada e antisséptico;
 Roupa do paciente/balde estéril;
 Paramentação estéril para o profissional.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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MÉTODO DO CURATIVO 
 
 
 Fechado: depende do protocolo utilizado na unidade de internação, 
algumas literaturas recomendam que se mantenha fechado 24 horas, com 
faixas elásticas para facilitar a mobilização durante a fisioterapia aplicada. 
 Com reposição de pomadas a cada 12 horas, por saturar neste tempo de 
ação em contato com a lesão. 
Vale ressaltar o custo deste tratamento, ainda com método tradicional que 
requer por vez no mínimo três profissionais para a realização desse 
procedimento e o prognóstico reservado desses pacientes que sempre 
necessitam de um leito de terapia intensiva. 
Existem várias complicações a serem evitadas e muitas vezes tratadas, 
como a insuficiência respiratória aguda, a insuficiência renal aguda, além dos 
quadros graves de infecções sistêmicas, que exigem tratamento com 
antimicrobianos de última geração o que eleva ainda mais os custos desta 
internação. 
Para o atendimento global desse paciente são utilizados vários tipos de 
monitorização com cateteres invasivos que aumentam, em grande proporção, os 
riscos de infecção. 
 
TÉCNICA DO CURATIVO 
 
 
 Limpar a área queimada com água corrente morna e abundante;
 Aplicar Clorexidine 0,5% (solução não alcoólica) em toda superfície 
corporal queimada, enxaguando em seguida com água em abundância;
 Secar com compressa estéril;
 Aplicar a medicação adequada (Sulfadiazina de Prata 1%, na maioria dos 
casos);
 Colocar uma camada de gazes ou compressa estéril sobre toda a 
extensão da lesão;
 Enfaixar com faixa crepe estéril;
 Deve-se tratar isoladamente os dedos das mãos e dos pés, e mantê- los em 
posição funcional;
 Tomar cuidado com garroteamentos;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Enfeixar os membros da extremidade para o centro;
 Não fixar esparadrapo sobre a pele;
 Utilizar luvas estéreis para realizar o curativo.
 
 
MEDICINA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
A oxigenioterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica que vem 
ganhando cada vez mais espaço no tratamento de lesões de pele, bem como 
em várias outras patologias e condições clínicas. 
O tratamento hiperbárico baseia-se no uso de oxigênio sob condições 
ambientais e sob pressão. 
No tratamento com a 
oxigenioterapia hiperbárica, o paciente 
é colocado em uma câmara própria 
onde ocorre a hiperoxigenação, ou 
seja, a inalação de oxigênio a 100% 
sob uma pressão maior que a pressão 
atmosférica normal. 
 
 
 
AÇÕES DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA 
 
 
Supre o oxigênio em altas concentrações, via sistêmica, para a área 
lesionada, com um aumento significativo do oxigênio do tecido perilesional, 
sendo que este aumento estimula a angiogênese e controla o crescimento 
bacteriano da lesão. 
 
TIPOS DE CÂMARAS 
 
 
 Câmara monoplace ou individual;
 Câmara multiplace ou estacionárias.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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CAMARA MONOPLACE 
 
 
Vantagens: 
 É utilizada somente por um paciente;
 Fácil controle da pressurização e despressurizarão; 
 Fácil operacionalização. Desvantagens:
 Isolamento do paciente;
 Aumenta a ansiedade, principalmente nas primeiras sessões.
 
CAMARAS MULTIPLACE 
 
 
Vantagens: 
 
 Comporta mais de um paciente;
 Fácil monitorização dos pacientes;
 Diminui a ansiedade durante as sessões, uma vez que o paciente não fica 
sozinho dentro da câmara. Desvantagens:
 Unidades bastante complexas;
 Difícil operacionalização, exigindo pessoal qualificado;
 Exposição da equipe ao ambiente hiperbárico.
 
O TRATAMENTO 
O tratamento é78 
ANTISSÉPTICOS ........................................................ 78 
PVPI (POLIVINIL PIRRILIDONA - IODO) ................................... 78 
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO OU ÁGUA OXIGENADA .............................. 80 
SULFADIAZINA PRATA 1% ................................................ 80 
ANTISSÉPTICOS INDUSTRIALIZADOS ....................................... 81 
ALGINATO DE CÁLCIO ................................................... 82 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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ÁLCOOL ............................................................... 83 
DESBRIDAMENTO OU DEBRIDAMENTO ........................................ 84 
TECIDO NECROSADO ..................................................... 84 
MÉTODOS DE DESBRIDAMENTO MÉTODO CIRÚRGICO ............................. 85 
MÉTODO MECÂNICO ...................................................... 85 
MÉTODOS QUÍMICOS ..................................................... 86 
COLAGENASE ........................................................... 86 
DESBRIDAMENTO POR AUTÓLISE ........................................... 89 
HIDROGEL ............................................................. 89 
CURATIVO COM GAZE GAZE SIMPLES ........................................ 90 
MEDICAMENTOS FAVORÁVEIS À GRANULAÇÃO .................................. 91 
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGE) ....................................... 91 
TRIGLICÉRIDEOS: ...................................................... 91 
 
Tratamento de feridas abertas......................................... 93 
HIDROCOLOIDE ......................................................... 93 
HIDROCOLOIDE EM GRÂNULOS ............................................. 96 
PRÓPOLIS ............................................................. 97 
HIDROPOLÍMERO ........................................................ 98 
FILMES TRANSPARENTES ................................................ 100 
COLÁGENO BIOLÓGICO .................................................. 101 
E o COLÁGENO COM ALGINATO ........................................... 101 
GAZE NÃO ADERENTE ESTÉRIL ........................................... 103 
CURATIVOS NATURAIS FITOTERAPIA ...................................... 104 
FITOTERÁPICOS TÓPICOS ÓLEO DE GIRASSOL ............................... 105 
ARNICA .............................................................. 106 
BABOSA .............................................................. 106 
CALÊNDULA ........................................................... 107 
MAMÃO PAPAIA ........................................................ 107 
TÉCNICA DO CURATIVO COM MAMÃO........................................ 108 
AÇÚCAR – SACAROSE ................................................... 108 
OSTOMAS ............................................................. 109 
TIPOS DE OSTOMA ..................................................... 110 
QUEIMADOS ........................................................... 112 
FATORES QUE INTERFEREM NA IMUNIDADE DO PACIENTE ...................... 113 
MICROORGANISMOS ENCONTRADOS NAS QUEIMADURAS: ......................... 113 
SINAIS QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO: ...................... 114 
TERAPIA TÓPICA NAS QUEIMADURAS:...................................... 114 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS A - QUANTO A PROFUNDIDADE: .............. 114 
REGRA DOS NOVE ...................................................... 115 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ........................................... 116 
HIDROTERAPIA DIÁRIA ................................................. 116 
PREPARO DO MATERIAL: ................................................ 116 
MÉTODO DO CURATIVO .................................................. 117 
TÉCNICA DO CURATIVO ................................................. 117 
 
MEDICINA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS ........................ 118 
AÇÕES DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA .................................. 118 
TIPOS DE CÂMARAS .................................................... 118 
CAMARA MONOPLACE .................................................... 119 
CAMARAS MULTIPLACE .................................................. 119 
O TRATAMENTO ........................................................ 119 
INDICAÇÃO TERAPÊUTICA ............................................... 119 
CONTRAINDICAÇÕES .................................................... 120 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ........................................... 121 
REFERÊNCIAS ......................................................... 122 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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A HISTÓRIA E A EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
Para que possamos exercer a enfermagem, no âmbito do tratamento de 
feridas, não basta apenas conhecermos os novos produtos disponíveis nesta 
área ou as últimas descobertas científicas, é preciso conhecer o passado para 
que possamos criar um futuro de uma forma mais concreta e precisa. 
E para que possamos ilustrar esta evolução vamos apresentar, 
sistematicamente, algumas práticas naturais que, há vários milênios, vêm sendo 
utilizadas e que, muitas delas foram incorporadas a muitas tecnologias 
descobertas. 
 
A HISTÓRIA 
 
 
Os homens da pré-história utilizavam plantas e seus extratos como 
cataplasmas, para estancar hemorragias e umidificar as feridas abertas. Sendo 
a cataplasma um emplasto de substâncias preparadas com linhaça, massa de 
argila, farinha de mandioca ou fubá colocadas entre dois panos, com capacidade 
de absorção das toxinas da pele e para tratar hematomas. 
O Papiro de Edwins Smith foi a descoberta mais recente da história. Era 
chamado o Livro de feridas, continha tratados cirúrgicos e de clínica médica. Por 
volta de 2700 a.C. os egípcios utilizavam produtos que, hoje, denominamos 
“Fármacos da sujeira”, esses produtos eram derivados de produtos 
aparentemente absurdos como urina humana e outros, associados a orações e 
sacrifícios. 
Os médicos egípcios acreditavam que quanto mais a ferida supurava, 
mais rápida era a cicatrização. Foram os precursores do adesivo atual, com a 
descoberta da ligadura adesiva, que consistia em tiras de linho impregnado de 
goma. Os chineses em 2800 a.C. foram os primeiros a relatar o uso do mercúrio, 
os mexicanos e peruanos utilizavam o Mactellu como antissépticos para feridas. 
Quando falamos da civilização Grega, chegamos ao clássico A Ilíada, 
escrita por Homero (800 a.C) que descreve o tratamento de 147 feridos militares 
utilizando práticas de cauterização de feridas com ferro quente. Nessa época a 
taxa de mortalidade era bastante elevada. Na era Cristã, Celsius (200 d.C): 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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classificou tipos de ferida, definiu tratamentos, descreveu os sinais inflamatórios, 
técnicas de desbridamento e sutura. 
No período medieval, Galeno (século II d.C), que era médico do grande 
imperador Marco Aurélio, instaurou a teoria da secreção purulenta. Nessa teoria 
acreditava-se que a formação da secreção era fundamental para a cicatrização. 
Usava na sua terapêutica: 
 
 Água do mar, do mel, tinta de caneta e barro. 
 As lesões ulceradas eram ligadas com figos (que contêm Papaína). 
 Teia de aranha. Já os médicos árabes foram os inventores da ligadura de 
gesso. 
 
Chegando a era do Misticismo, temos a Teoria dos Miasmas, nesta teoria 
os corpos deviam ser incinerados e após, deveria ser feita a defumação do local 
com incenso. 
A igreja contribuiu, e muito, para a divulgação dessa teoria e proibiu a 
dissecação e métodos cirúrgicos impedindo a evolução das técnicas. Já 
Teodorico de Lucca e Henri de Mondeville utilizaram pensos embebidos em 
arnica e vinho (ação antisséptica). E observaram que havia diminuição da 
formação de secreção e aumento da cicatrização. 
Ao relembrarmosrealizado por meio de sessões que, de acordo com as 
condições clínicas apresentadas, e com os protocolos utilizados, variam os 
níveis de pressão, duração, intervalos e o número total de sessões. 
 
INDICAÇÃO TERAPÊUTICA 
 
 
Indicação médica, geralmente nas: 
 
 Doenças que podem ser tratadas de forma exclusiva ou combinadas;
 Síndrome de Fournier;
 Pés e pernas de diabéticos;
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Úlceras crônicas venosas e/ou arteriais;
 Síndromes compartimentais;
 Isquemias agudas traumáticas;
 Osteomielite;
 Processos isquêmicos, necróticos e infectados de partes moles.
 
CONTRAINDICAÇÕES 
 
 
Existem situações em que são contraindicadas o uso da oxigenioterapia 
hiperbárica, sendo essas relativas ou absolutas. 
 
Relativas: 
 Infecções de vias aéreas;
 DPOC; • Hipertermia;
 Cirurgia prévia do ouvido;
 Hipertensão arterial não controlada.
 
 
Absolutas: 
 Gravidez;
 Pneumotórax não tratado;
 Uso de drogas (Doxirrubicin, Dissulfiram, SIS-Platinium, Mafenide acetato).
 
Efeitos adversos: estão relacionados ao tempo de exposição e à pressão 
utilizada: 
 Excitabilidade neural, com crises focais ou convulsões generalizadas;
 Queimação retroesternal;
 Tosse seca; • Dispneia;
 Sensação de ouvidos cheios;
 Sensação de que a voz se torna mais aguda; 
 Ação tóxica pulmonar.
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
Quanto à importância da hiperoxigenação a enfermagem deve considerar 
que qualquer desatenção ao uso de oxigênio puro pode provocar acidentes, pois 
o gás é altamente inflamável e sua toxicidade é prejudicial. 
Quanto à família e ao paciente, a enfermagem deve orientar sobre o 
procedimento e o tratamento que será submetido, orientar quanto à manutenção 
do cuidado no local da lesão de pele: 
 Validar as informações recebidas pelo paciente e pela família;
 Dar oportunidade de sanarem as dúvidas;
 Permanecer ao lado do paciente caso esteja ansioso. Procurar tranquilizá-
lo;
 Retirar os curativos que contenham substâncias oleosas e iodo, devido aos 
riscos de explosão;
 Orientar a seguir os cuidados conforme os protocolos da instituição;
 Orientar quanto à vestimenta que, não produza eletricidade estática: roupa 
de algodão;
 Retirar todos os objetos metálicos, lentes de contato e óculos antes de 
encaminhar para a câmara;
 Manter a administração de medicamentos intravenosos;
 Realizar exame físico após cada sessão, atentando para o sistema 
respiratório e auditivo do paciente;
 Impedir pacientes e acompanhantes de fumarem próximo à câmara;
 Manter todos os aparelhos elétricos afastados, pelo menos 1,5 m longe da 
câmara.
 Ter extintores de incêndio por perto e saber como usá-los;
 Respeitar o tempo preestabelecido da sessão, evitando atrasos e o perigo 
da intoxicação;
 Estar habilitado a operar a máquina corretamente;
 Realizar o relatório de enfermagem.
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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	A HISTÓRIA E A EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DE FERIDAS
	A HISTÓRIA
	A EVOLUÇÃO
	ÉTICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS
	CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
	LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
	CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
	CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR
	PARECERES
	ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE
	EPIDERMEDERME
	HIPODERME (TECIDO SUBCUTÂNEO)
	CLASSIFICAÇÕES E DEFINIÇÕES
	CLASSIFICAÇÃO DA LESÃO
	TIPOS DE FERIMENTOS
	GRAU DE CONTAMINAÇÃO
	ALGUNS TIPOS DE LESÕES DE PELE
	TIPO DE TECIDO
	CLASSIFICAÇÃO DE EXSUDATO
	TIPOS DE ÚLCERAS
	CICATRIZAÇÃO
	A FISIOLOGIA
	FASE PROLIFERATIVA
	FASE DE MATURAÇÃO
	TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
	FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO
	PERFUSÃO E OXIGENAÇÃO
	NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO
	INFECÇÃO
	MEDICAMENTOS
	IDADE
	EXTENSÃO E LOCALIZAÇÃO DA FERIDA
	MOBILIDADE DO PACIENTE
	CARACTERÍSTICAS DE DIFERENCIAÇÃO DAS LESÕES
	FORMAÇÃO DA ÚLCERA
	ÚLCERA VENOSA
	FATORES PREDISPONENTES
	FISIOPATOLOGIA
	CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
	CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
	ÚLCERA ARTERIAL
	PATOGÊNESE:
	Características clínicas
	Fatores predisponentes
	]
	CARACTERÍSTICAS DA ÚLCERA:
	O QUE INVESTIGAR?
	CONDUTAS
	TERAPIA
	ÚLCERA NEUROPÁTICA
	ÚLCERA NEUROPÁTICA NA HANSENÍASE
	ÚLCERA DIABÉTICA
	ESCALA DE RISCO: Sistema de Classificação de Meggitt – Wagner
	CLASSIFICAÇÕES DA PROFUNDIDADE E ISQUEMIA DA LESÃO DO PÉ
	DIABÉTICO
	PÉ DE CHARCOT
	Condições do paciente:
	Orientações ao paciente:
	CALÇADOS ADEQUADOS:
	GUIA DE DIFERENCIAÇÃO
	LESÃO POR PRESSÃO
	DEFINIÇÃO
	FATORES DESENCADEANTES:
	PATOGÊNESE
	ETIOLOGIA DAS LESÕES DE DECÚBITO
	TRATAMENTO
	CUIDADOS COM A PELE DO PACIENTE
	DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO
	FERIDA INFECTADA
	Fatores que potencialmente causam infecção:
	Fatores sistêmicos que facilitam a infecção:
	RESUMO E ORIENTAÇÃO AO PROCESSO DE AVALIAÇÃO QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS DO EXSUDATO
	IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE ETIOLÓGICO
	A AVALIAÇÃO
	TRATAMENTO DA FERIDA INFECTADA
	TRATAMENTO GERAL
	TRATAMENTO LOCAL
	AVALIAÇÃO DA FERIDA COMEÇANDO A CUIDAR
	CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM (1)
	IMPLICAÇÃO PSICOSSOCIAL
	O QUE AVALIAR?
	Condições físicas, idade e medicamentos
	Mobilidade
	Inspeção geral:
	Inspeção especial
	Cicatrização:
	Palpação:
	Localização anatômica:
	Avaliar presença de infecção
	Anamnese:
	Inspeção clínica:
	ALGUMAS DEFINIÇÕES
	TÉCNICA DE CURATIVO
	TIPOS DE CURATIVOS
	VANTAGENS DO MEIO ÚMIDO
	NORMAS DE ASSEPSIA:
	NORMAS TÉCNICAS PARA REALIZAÇÃO DOS CURATIVOS
	TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS
	PRECAUÇÕES PADRÃO
	ALGUNS PRODUTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS EM CURATIVOS
	ANTISSÉPTICOS
	PVPI (POLIVINIL PIRRILIDONA - IODO)
	PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO OU ÁGUA OXIGENADA
	SULFADIAZINA PRATA 1%
	ANTISSÉPTICOS INDUSTRIALIZADOS
	ALGINATO DE CÁLCIO
	ÁLCOOL
	DESBRIDAMENTO OU DEBRIDAMENTO
	TECIDO NECROSADO
	MÉTODOS DE DESBRIDAMENTO MÉTODO CIRÚRGICO
	MÉTODO MECÂNICO
	MÉTODOS QUÍMICOS
	COLAGENASE
	DESBRIDAMENTO POR AUTÓLISE
	HIDROGEL
	CURATIVO COM GAZE GAZE SIMPLES
	MEDICAMENTOS FAVORÁVEIS À GRANULAÇÃO
	ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGE)
	TRIGLICÉRIDEOS:
	Tratamento de feridas abertas.
	HIDROCOLOIDE
	HIDROCOLOIDE EM GRÂNULOS
	PRÓPOLIS
	HIDROPOLÍMERO
	FILMES TRANSPARENTES
	COLÁGENO BIOLÓGICO
	E O COLÁGENO COM ALGINATO
	GAZE NÃO ADERENTE ESTÉRIL
	CURATIVOS NATURAIS FITOTERAPIA
	FITOTERÁPICOS TÓPICOS ÓLEO DE GIRASSOL
	ARNICA
	BABOSA
	CALÊNDULA
	MAMÃO PAPAIA
	TÉCNICA DO CURATIVO COM MAMÃO
	AÇÚCAR – SACAROSE
	OSTOMAS
	TIPOS DE OSTOMA
	QUEIMADOS
	FATORES QUE INTERFEREM NA IMUNIDADE DO PACIENTE
	MICROORGANISMOS ENCONTRADOS NAS QUEIMADURAS:
	SINAIS QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO:
	TERAPIA TÓPICA NAS QUEIMADURAS:
	CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS A - QUANTO A PROFUNDIDADE:
	REGRA DOS NOVE
	ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
	HIDROTERAPIA DIÁRIA
	PREPARO DO MATERIAL:
	MÉTODO DO CURATIVO
	TÉCNICA DO CURATIVO
	MEDICINA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS
	AÇÕES DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA
	TIPOS DE CÂMARAS
	CAMARA MONOPLACE
	CAMARAS MULTIPLACE
	O TRATAMENTO
	INDICAÇÃO TERAPÊUTICA
	CONTRAINDICAÇÕES
	ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (1)
	REFERÊNCIASa história do tratamento de feridas não podemos nos 
esquecer de Hipócrates (300 a.C), considerado o pai da medicina moderna que 
foi o primeiro a implementar os princípios da assepsia, no tratamento das feridas. 
Não acreditava que a formação de pus fosse essencial para a cicatrização (teoria 
que existiu por séculos) e quando a ferida infeccionava, utilizava emplastos para 
drenagem de secreção e que esta deveria ser lavada com água limpa. 
Fez uso de ervas medicinais, mel, leite e vinagre. Aconselhava 
desbridamentos e cauterizações. Avançando ainda mais na história, chegamos 
à Revolução Industrial, marco da história mundial. No século XVIII, alguns 
prisioneiros se dedicavam a confecção de pensos. Esses eram feitos de trapos 
velhos, estopa de linho e estopa (corda velha desfiada). 
Os pensos eram utilizados e depois lavados e reutilizados, já que esse 
processo os tornava mais macios e absorventes. Com a revolução industrial 
aconteceu a mecanização desse processo de confecção. Infelizmente, com a 
evolução dos tempos começaram as guerras locais e mundiais. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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Com a guerra da Crimeia deu-se a introdução da pólvora no mundo 
ocidental. As feridas causadas por pólvora eram venenosas e era necessária a 
remoção da parte lesada (amputação) e para cauterizar o coto era utilizado óleo 
fervente. 
Entretanto nessa época houve uma grande escassez de óleo, o que 
possibilitou a substituição por gema de ovo e óleo de rosa, o que aumentou a 
taxa de sobrevida da população. 
 
A EVOLUÇÃO 
 
A partir deste século várias descobertas favoreceram para a melhoria do 
tratamento das feridas. Destacamos, brevemente, algumas evoluções principais 
que impeliram as novas descobertas atuais neste campo. 
 1676: descoberta do microscópio. 
 1752: primeiro passo na desinfecção química, por John Pringle, com o uso de 
ácidos minerais para prevenir e impedir a putrefação. 
 1860 (Gangee): 1º curativo absorvente à base de algodão; 
 Em 1862: Pasteur concluiu que a putrefação era resultante da fermentação 
causada pelo crescimento dos microrganismos. Descobriu, ainda, que eles eram 
destruídos pela ação do calor. Apontou a falta de limpeza como causa da 
infecção, e que as pessoas que tratavam as feridas eram meio de transporte 
para esses microrganismos. 
 Em 1880: foi construída com êxito a primeira estufa, vindo permitir a 
esterilização pelo calor seco. Dois anos mais tarde surgiu a esterilização pelo 
vapor. 
 No final de 1840: Deu-se a utilização de antissépticos e a proteção da lesão com 
coberturas secas. Foi nesta fase que se descobriu o efeito antisséptico do Iodo, 
mercúrio e Alumínio, além da utilização do meio seco. 
 Em 1890 e 1897: foram introduzidas luvas e máscaras, por Willian Hasteld e 
Johann Miculizz. 
 1945: Bloom relata pela primeira vez o uso do filme transparente permeável ao 
vapor. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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 Após 1960: descobertos os princípios de leito úmido e limpo para acelerar a 
cicatrização. Entre outras descobertas como: limpeza da ferida, aproximação 
das bordas por meio da sutura, controle da infecção. Sendo descobertas do 
antibiótico um dos maiores feitos desta época. 
 A partir de 1980 estudos em larga escala começaram a ser realizados nos Estados 
Unidos e em vários países da Europa, visando o aperfeiçoamento dos das 
técnicas para realização dos curativos. 
 Em 1982 as coberturas à base de Hidrocoloides são lançadas nos EUA e Europa, 
porém somente em 1990 chegaram ao Brasil com elevados custos dificultando o 
seu uso pela população brasileira. 
Apesar de todos esses avanços de tecnologias, produtos e técnicas para 
o desenvolvimento do tratamento de feridas, a incidência das úlceras crônicas 
em nosso meio ainda é bastante elevada. E embora várias descobertas já 
tenham sido feitas ainda existe muito a ser pesquisados e muitos mitos a serem 
quebrados para aperfeiçoar estes recursos. 
 
 
ÉTICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
Como já vimos, com a evolução das tecnologias o tratamento de feridas 
vem se tornando uma área cada vez mais específica e científica, exigindo do 
profissional constantes atualizações. 
Entretanto, não basta apenas o domínio do conhecimento técnico e 
científico, é necessário se priorizar àquele que recebe a nossa ação, que é o 
alvo do nosso conhecimento – o portador da lesão de pele. 
Ao pensarmos dessa forma é importante o conhecimento dos preceitos 
legais que regulamentam a nossa profissão e que nos darão o apoio necessário 
ao nosso cuidar, nos favorecendo e nos preparando para o ato ético. 
 Ética: do grego Ethos, Casa. Preocupa-se com os aspectos práticos da vida do 
indivíduo e da sociedade, tenta criar regras e normas de conduta para a 
atividade livre do ser humano. 
 Direito: do Grego Directum, o que é reto (DANTAS, 2003). Imperícia: 
execução de uma função sem plena capacidade para tal. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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
Imprudência: cometer um erro conscientemente. Conhece as regras e não as executa 
com perfeição. 

Negligência: saber como o trabalho deve ser feito e não fazer 
corretamente. 
 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 
 
Capítulo I: Dos princípios fundamentais 
 Art. 1°: A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser 
humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde 
e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos legais. 
 Art. 4°: O profissional da enfermagem exerce suas atividades com justiça, 
competência, responsabilidade e honestidade. 
 Art. 5°: O profissional de enfermagem presta assistência à saúde visando a 
promoção do ser humano como um todo. Capítulo II: Dos direitos 
 Art. 7°: recusar-se a exercer atividades que não sejam de sua competência 
legal. 
 Art. 14°: Atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais. 
Capítulo III: Das responsabilidades 
 Art. 16°: Assegurar ao cliente uma assistência de enfermagem livre de danos 
decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. 
 
 
LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
 
 ENFERMEIRO - Lei nº 7.498/86 em seu Artigo 11, Alínea j: É privativo do 
enfermeiro: A prescrição da assistência de enfermagem. 
 TÉCNICO DE ENFERMAGEM - Lei 1498/1986, Artigo 10, Parágrafo II: Executar 
atividades de assistência de enfermagem, excetuadas as privativas do 
enfermeiro e as referidas no artigo 9° deste decreto. 
 AUXILIAR DE ENFERMAGEM - Lei 7.498/1986, Artigo 11, Parágrafo III: Executar 
tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras 
atividades de enfermagem, tais como: Alínea c, fazer curativos. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 
 
 
O artigo 159 do Código Civil enuncia que "aquele que, por ação ou 
omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo 
a outrem, fica obrigado a reparar o dano". 
 
 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DOS DIREITOS DO 
CONSUMIDOR 
 
Ser avisado, antes de comprar um produto ou utilizar um serviço, dos 
possíveis riscos que podem oferecer à sua saúde ou segurança. Quando for 
prejudicado, o consumidor tem o direito de ser indenizado por quem lhe prestou 
o serviço, inclusive por danos morais. O profissional liberal pode ser 
responsabilizado por algum dano que causou se sua culpa for provada (Art. 14, 
§ 4º, CDC). 
As causas das falhas ou erros profissionais são: 
 negligência; 
 imprudência; 
 imperícia. 
 
PARECERES 
 
 
 COREN-SP: Parecer (1998) sobre a prescrição de curativo e criação da comissão 
de curativos. Parecer (1999) sobre o desbridamento de feridas. 
 COREN-MS: Parecer 001/2005, sobre o desbridamento de feridas. “O 
desbridamento cirúrgico pode ser realizado pelo enfermeiro, desde que não 
atinja tecido muscular e que não necessite de narcose ouanestesia.” 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 
É o maior órgão do corpo humano, representando cerca de 15% do peso 
corporal total e apresenta grandes variações ao largo de sua extensão. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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
Suas funções são: 
 Sua principal função é revestir e proteger; 
Auxiliar na manutenção da temperatura 
(termorregulação); 
Percepção; 
 Metabolismo. 
São três as camadas da pele: 
 EPIDERME; 
 DERME; 
 HIPODERME (TECIDO SUBCUTÂNEO). 
 
 
 
EPIDERME 
Tecido avascular possui células dispostas em múltiplas camadas. É nesta 
camada que encontramos os melanócitos, que são células responsáveis pela 
pigmentação da pele (melanina) e os queratinócitos responsáveis pela produção 
de queratina, que fornece resistência a atritos e variações de temperatura. 
 A renovação da pele: A pele renova-se continuamente, as células nascem na 
camada basal e vão empurrando as células mais externas as até que estas 
desprendem-se da epiderme. 
 
DERME 
Camada vascularizada possui uma rica rede nervosa. É nesta camada 
que encontramos os anexos da pele: glândulas sudoríparas, sebáceas e 
folículos pilosos. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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A derme contém muitos tipos diferentes de células, incluindo: fibroblastos 
e fibrócitos, macrófagos, mastócitos e leucócitos sanguíneos, particularmente: 
neutrófilos, eosinófilos, linfócitos e 
monócitos. 
 
 
 
HIPODERME (TECIDO SUBCUTÂNEO) 
 
 
É vascularizada, possui tecido 
adiposo em sua constituição histológica envolvido na termorregulação, reserva 
nutricional e provisão de energia. 
 
CLASSIFICAÇÕES E DEFINIÇÕES 
 
 
FERIDA: É caracterizada pela perda da continuidade dos tecidos, podendo ser 
superficial ou profunda, que deve se fechar em até seis semanas. 
ÚLCERA: A ferida se torna uma úlcera após seis semanas de evolução sem 
intenção de cicatrizar. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DA LESÃO 
 
As lesões podem ser classificadas conforme: 
 Comprometimento tecidual. 
 Como foram produzidas. 
 Grau de contaminação. 
 Comprometimento Tecidual 
 Quanto à localização anatômica; 
 Quanto ao tamanho, comprimento, largura, profundidade e formação de 
túneis; 
 Aspectos do leito da ferida e pele circunjacente; 
Drenagem, cor e consistência; 
Dor ou hipersensibilidade e temperatura. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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TIPOS DE FERIMENTOS 
 
CONTUSAS: produzidas por objeto rombo 
e caracterizadas por traumatismo das 
partes moles, hemorragia. 
 
 
 
 
 
 
 
INCISAS: produzidas por um instrumento 
cortante. Feridas limpas geralmente 
fechadas por sutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
LACERADAS: com margens irregulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PERFURANTES: pequenas aberturas na 
pele. 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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GRAU DE CONTAMINAÇÃO 
 
 
 
LIMPAS: Sem presença de infecção, lesão 
sem exsudato ou com pequena quantidade 
de exsudato de cor clara ou transparente. 
 
 
CONTAMINADAS: Presença de bactérias e 
outros microrganismos, com presença 
transitória ao tecido, sem presença de 
infecçãoinstalada. Não há sinais flogísticos. 
 
 
 
 
INFECTADAS: Presença e a multiplicação de 
bactéria e outros microrganismos associado a 
um quadro infeccioso já instalado, há presença 
dos sinais flogísticos. 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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ALGUNS TIPOS DE LESÕES DE PELE 
 
 
MÁCULA: Lesão superficial, circunscrita, 
coloração marrom, azulada ou avermelhada. 
 
 
 
 
PÁPULA: Lesão sólida e elevada, plana ou 
encurvada e coloração variada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÓDULO: Lesão sólida, superficial, circunscrita, 
chega a 0,5 cm de altura, não necessariamente 
faz relevo à superfície. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VESÍCULA: Coleção de fluidos claros, podendo 
tornar-se turvo ou hemorrágico, circunscrita à 
superfície da pele, com diâmetro médio de 
0,5 cm. 
 
 
 
 
 
BOLHA: Lesão circunscrita, com coleção de 
líquido claro, com diâmetro maior que 1cm. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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PÚSTULA: Coleção de leucócitos, circunscrita 
à superfície da pele e de tamanho variado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCAMAS: excesso de células epidérmicas 
mortas ou por alterações inflamatórias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLACA: Lesão sólida, elevada, diâmetro 
superior a 1cm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CROSTAS: Lesão formada por uma coleção 
de soro, sangue ou pus, que junto aos 
restos epiteliais, desidrata a superfície da pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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FISSURAS: São fendas cutâneas, formato 
linear que podem acometer a epiderme e derme. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATROFIA: Depressão ocasionada pela falta de 
nutrição e oxigenação das células. 
 
 
 
 
 
 
TIPO DE TECIDO 
 
 
 
TECIDO NECRÓTICO: Restrito a uma área 
– Isquemia, redução da circulação, tecido 
não viável. Pode ser caracterizada por 
liquefação e ou coagulação produzido por 
enzimas que acarretam a degradação 
dos tecidos isquêmicos, se diferenciam 
pela coloração e consistência. 
 
 
 
 
ESCARA: de coloração marrom ou preta, é 
descrita como uma capa de consistência dura 
e seca. 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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ESFACELO: De cor amarelada ou cinza; 
descrita de consistência mucoide e macia; 
pode ser frouxo ou firme a sua aderência no 
leito da ferida; formado por fibrina 
(concentração de proteína) e fragmentos 
celulares. 
 
 
 
 
TECIDO DE GRANULAÇÃO: Aumento da 
vascularização é um tecido de cor vermelho 
vivo. 
 
 
 
 
 
EPITELIZAÇÃO: Redução da vascularização 
e um aumento do colágeno, contração da 
ferida, tecido róseo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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CLASSIFICAÇÃO DE EXSUDATO 
 
 
SECA: Fundo pálido, gaze seca gruda na ferida 
com pequena hemorragia, para a repitelização. 
 
 
 
 
 
ÚMIDA: Fundo brilhante de cor vermelho vivo, a 
gaze fica por 24 horas úmida. Tem borda ativa. 
 
 
 
 
 
 
EXSUDATIVA: Vermelho vivo, tecido próximo 
umedecido, gaze troca no período de 24 horas. 
Borda lesionada e ou macerada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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TIPOS DE ÚLCERAS 
 
Úlceras de estase: Ocorre geralmente por: varizes, trombose venosa, 
insuficiência valvular. Características: Não tem necrose, não é isquêmica, tem 
uma hiperpigmentação, com edema no tornozelo e possui uma atrofia branca na 
pele. 
 
Úlceras tropicais: Ex.: Leishmaniose: mucosa e cartilagem. Incubação: 1 a 3 
meses. 
 
Úlceras arteriais: Característica: Edema, ausência de pulso arterial, não possui 
pelos devido a danos causados em órgãos anexos da pele, apresenta alteração 
de temperatura do órgão lesado. 
 
Úlceras mistas: Presença de lesão venosa e arterial associadas. 
 
 
Úlceras neuropáticas: Presença de lesão em terminações nervosas periféricas, 
principalmente em membros inferiores. 
 
Úlceras diabéticas: Característica: Ferida contaminada apresenta 
desidroseestase com hipóxia, ressecamento dá área circunjacente. 
 
Lesão por pressão: É o tipo mais comum de úlcera, encontrada em larga escala 
nas unidades de internação hospitalar e domiciliar. Além de ser uma 
enfermidade cutânea é considerado, também, um indicador de qualidade da 
assistência de enfermagem. É caracterizada por uma área localizada de perda 
de pele e dos tecidos subcutâneos causadas por pressão, tração, fricção ou de 
uma combinação desses fatores. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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CICATRIZAÇÃO 
 
Quando pensamos em injúria tecidual, seja de qual for o tamanho e 
proporção, pensamos logo na forma como ela vai cicatrizar. E existem diversas 
formas de pensamentos e tratamentos quando falamos em cicatrização. 
Há, ainda, quem defendao meio seco como forma de acelerar o processo 
cicatricial, mesmo existindo diversos estudos e pesquisas provando as inúmeras 
vantagens do meio úmido sobre o meio seco. 
Se entendermos a fisiologia da cicatrização, veremos que uma lesão irá 
cicatrizar tanto se mantivermos o meio seco quanto o meio úmido. O que irá fazer 
a diferença é o tempo somado à quantidade de energia que o organismo irá 
gastar para fechar a lesão. 
Ou seja, quem faz a cicatrização acontecer não são os profissionais 
envolvidos na execução de um curativo, nem tampouco os produtos utilizados 
para isso. Ambos podem acelerar ou atrasar esse processo, mas quem executa 
a ação é o organismo do portador da lesão. 
Nós podemos ajudar ou atrapalhar. Depende do nosso conhecimento, da 
técnica e dos produtos que usamos em cada situação. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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A FISIOLOGIA 
 
A fisiologia da cicatrização nada mais é que uma cascata de eventos 
celulares e moleculares, que envolvem processos bioquímicos e fisiológicos, 
sendo esses dinâmicos e simultâneos. 
Esse processo é desencadeado por qualquer perda tecidual, podendo 
essa perda ser variável, vem daí a definição do grau da lesão. O processo de 
cicatrização tem por objetivo único, restabelecer a integridade da pele. E para 
isso o organismo usa de diversos meios para alcançar esse objetivo. 
Alguns autores classificam e dividem a fisiologia da cicatrização em três 
estágios sendo eles: inflamatório, proliferativo e remodelação (maturação). 
Outros em cinco estágios: coagulação, inflamação, proliferação, contração da 
ferida e remodelação (maturação). 
Para maior assimilação, dividiremos o processo de cicatrização em três 
estágios descritos a seguir. 
 
FASE INFLAMATÓRIA 
 
 
A função desta fase é o controle do sangramento e a limpeza da lesão, 
girando em torno de três dias. 
Tem início imediato com o surgimento da ferida, é totalmente 
dependente da atividade plaquetária e da cascata de coagulação, e da 
liberação de alguns produtos, como substâncias vasoativas, algumas proteínas, 
fatores de crescimento, proteases etc. 
A primeira coisa que acontece quando se tem a ruptura do tecido, é uma 
vasoconstrição local, na tentativa de estancar o sangramento, além disso, fluem 
para a ferida as plaquetas, para auxiliar no processo de hemostasia. 
Outra reação que acontece nesta fase é a vasodilatação, ocorrendo com 
isso um aumento do fluxo sanguíneo para o local da lesão. E esse aumento da 
irrigação promove a ruborização e o aumento da temperatura local, presente em 
muitas feridas. 
Existe, portanto, uma reação inflamatória local e essa reação ativa os 
mecanismos de defesa do corpo. 
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Células presentes nessa fase: 
 
 Macrófagos; 
 Linfócitos; 
 Neutrófilos; 
 Mastócitos; 
 Plaquetas, dentre outras. 
 
 
FASE PROLIFERATIVA 
 
 
Ocorre por volta do 2º ou 3º dia pós-trauma e tem duração média de 3 a 
24 dias. Nessa fase as células locais formam o tecido de granulação, os 
miofibroblastos agem promovendo a contração da ferida, juntamente com os 
fibroblastos. 
Durante o fechamento, há o processo de angiogênese, que permitirá a 
necessária oferta de oxigênio e nutrientes, permitindo a atividade dos 
fibroblastos. 
As células epiteliais nas margens da ferida proliferam e migram pela 
superfície, repondo a perda celular, formando as camadas da epiderme. Sendo 
assim dividimos essa fase, didaticamente, em três subfases: 
1. Reepitelização: acontece pela migração dos queratinócitos das margens da 
ferida. Essa migração, o movimento desses queratinócitos é determinado pelo 
conteúdo de água no leito da ferida, da umidade. 
2. Fibroplasia: é a formação da matriz, que é uma coleção de elementos celulares 
como fibroblastos, fibronectina, colágeno, dentre outros. Essa matriz é a base 
para a formação do tecido de granulação. 
3. Angiogênese: como todo processo de reparação exige um gasto grande de 
energia existe a necessidade de um aumento no aporte sanguíneo para o local 
da lesão. Esse aumento circulatório se dá pela formação de novos vasos 
sanguíneos, ou seja, a neoangiogênese. 
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Em resumo: A epitelização é feita pela migração de células endoteliais 
que vão da periferia para o leito da ferida. Esse processo é realizado sobre o 
tecido de granulação, enquanto a ferida se contrai em média 20% a 60% seu 
tamanho e só acontece em meio úmido. 
 
FASE DE MATURAÇÃO 
 
Há diminuição da vascularização e 
da força de contração. Nessa fase o tecido 
é remodelado, a quantidade de fibroblastos 
diminui e as fibras de colágeno se orientam 
aumentando a força tênsil. 
A força tênsil também cresce na linha 
da ferida, após três semanas, 20% da força 
original do tecido, cinco semanas depois 40%, ao final de oito semanas, 70%, 
sendo, entretanto, que a força original jamais será alcançada ou recuperada. 
O tecido de granulação muda de avermelhado para branco-pálido, 
avascularizado. Isso se dá devido a dois processos que ocorrem de forma 
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simultânea que é a síntese de tecido, realizada pelos fibroblastos e a lise do 
colágeno, coordenada pela colagenase. Esta fase dura de 20 dias a 1 ano. 
 
 
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
 
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO: 
 Incisão limpa em que as bordas estão aproximadas;
 Existe pouca perda de tecido;  Pouco ou nenhum exsudato. 
CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO:
 É aquela que permanece aberta;
 Onde existe uma perda significante de tecido e onde as fases de cicatrização 
são bastante marcadas;
 Resposta inflamatória bastante evidente, com necessidade maior de tecido de 
granulação, com epitelização visível;
 Há necessidade de um grande fortalecimento e um grande processo de 
contração.
CICATRIZAÇÃO POR TERCEIRA INTENÇÃO: 
 Ferida que fica aberta por um tempo determinado;
 Ela ficará aberta só enquanto estiver com uma infecção real e depois 
fechará.
COMPLICAÇÕES DA CICATRIZAÇÃO 
 Infecção: drenagem, borda hemorrágica.
 Deiscência: separação das camadas (3 a 11 dias após a lesão).
 Evisceração: protusão dos órgãos.
 Fístula: comunicação anormal entre dois órgãos e superfície do corpo.
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FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO 
 
Como visto, a cicatrização é um complexo processo biológico dependente 
de vários fatores. Portanto, existem fatores que interferem no processo de 
cicatrização a partir do seu fisiológico, outros que acometem o biológico do 
indivíduo a partir do seu psicológico. 
Sendo assim, podemos classificar os fatores que interferem na 
cicatrização em BIOPSICOSSOCIAL. 
 
PSICOSSOCIAL 
 
Sendo a nossa pele o maior órgão do corpo humano podemos 
considerála, além de barreira protetora o nosso “cartão-postal”, sendo a primeira 
coisa observada e vista em todos os indivíduos. 
Atualmente, com a evolução da medicina estão se aperfeiçoando meios 
cada vez mais avançados de tratamentos estéticos, comprovando, mais uma 
vez, a importância estética da pele. 
Se olharmos a pele também pelo ângulo da estética, qualquer tipo de 
lesão nela encontrada é causa de intenso desconforto para quem a possui. E 
esse desconforto é evidenciado pela baixa autoestima que em muitas vezes 
possam levar o indivíduo à depressão. 
A baixa autoestima, a depressão, dentre outros problemas pode levar a 
pessoa a diminuir a produção de inúmeras substâncias endógenas, que auxiliam 
ou são responsáveis pelo processo de cicatrização. 
 
PERFUSÃO E OXIGENAÇÃO 
 
 
Durante todo processo de cicatrização existe um consumo de oxigênio, 
sendo a pressão média de oxigênio (PO2) necessária para a proliferação e 
síntese do colágeno é de 40 mmHg. Em situações que essa pressão se tornamenor ocorre diminuição da proliferação e síntese de colágeno e diminuição da 
resistência a infecções. 
Assim sendo, pacientes anêmicos são mais suscetíveis a um retardo na 
cicatrização devido a uma diminuição no transporte de oxigênio, ocasionado por 
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uma deficiência ou incapacidade das hemácias em transportar este importante 
componente da cicatrização. 
Portanto, é importante na cicatrização o aumento no suporte de oxigênio 
para acelerar o processo. 
 
NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO 
 
 
A nutrição e a hidratação têm uma tarefa fundamental na manutenção da 
integridade dos tecidos e na promoção dos processos de reparação de todas as 
lesões cutâneas, o que enfatiza a importância de uma equipe multiprofissional 
para que o tratamento do paciente portador de uma lesão seja eficaz. 
 
A NUTRIÇÃO 
 
 
Citamos alguns elementos nutricionais fundamentais para o reparo 
tecidual de uma lesão: 
As proteínas previnem infecções e participam na síntese do colágeno, 
fibroblastos e na angiogênese. 
As calorias dão sustentação a todos os processos, a sua maior 
necessidade é em relação aos pacientes acamados, pois previnem a 
degradação das proteínas, e é a principal fonte de energia para os leucócitos e 
fibroblastos, por isso, o processo de cicatrização requer gasto de energia. 
A Vitamina C é um cofator na síntese de colágeno, além de possuir ação 
antioxidante. Já a Vitamina A proporciona resposta inflamatória local e migração 
epitelial, auxilia na diferenciação celular na epitelização. 
E a vitamina E estimula a fibroplasia e age como cofator da síntese do 
colágeno. 
O complexo B é importante para a junção das fibras de colágeno durante 
a fase de maturação. O ferro e o zinco são cofatores na formação de colágeno 
e na síntese de proteínas; 
 
A HIDRATAÇÃO 
 
O nosso corpo é constituído de 70% de água que é utilizada para a 
manutenção da volêmica, da temperatura corporal, dentre outras funções. A sua 
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redução, quando falamos no tratamento de feridas, causa diminuição do volume 
circulante e consequente hipotensão arterial. Aumenta o edema dos tecidos, 
além de reduzir a difusão do oxigênio e dos nutrientes às células. 
 
TABELA COMPARATIVA NECESSIDADES HÍDRICAS E ENERGÉTICAS 
 
 PELE NORMAL ÚLCERA 
Água (ml/kg/dia) 25 50-100 
Energia (Kcal/kg/dia) 25-30 50 
Proteína (g/Kg/dia) 7 2.5 
 
 
INFECÇÃO 
 
Como vimos no início, a fase inflamatória, primeira fase do processo, é 
onde acontece, além da hemostasia, a limpeza da lesão pelas células de defesa. 
Sendo assim, na presença de infecção as células de defesa trabalham em 
maior número, necessitam de uma maior demanda metabólica e gasto 
energético o que prolonga a duração desta fase e retarda o processo de 
cicatrização. 
 
 
MEDICAMENTOS 
 
Algumas terapêuticas medicamentosas interferem diretamente no 
processo cicatricial, devendo ser levadas em consideração quando for instituído 
o plano de cuidados de cada paciente. 
O corticosteroide inibe a proliferação epitelial e migração de neutrófilos e 
macrófagos. Já os anti-inflamatórios reduzem a síntese do colágeno e inibem a 
contração da ferida diminuindo a velocidade de epitelização. Os 
imunossupressores aumentam a suscetibilidade à infecção e diminui a produção 
de neutrófilos. 
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IDADE 
 
 
O envelhecimento causa a diminuição da quimiotaxia e da ação das 
células de defesa; acarretando uma diminuição da resposta frente às agressões 
externas. 
Quando falamos no processo de cicatrização do idoso, devemos ressaltar 
que há diminuição da taxa de divisão celular e na síntese do colágeno e a 
capacidade de contração é mais lenta porque há baixa oferta de oxigenação 
pelos vasos capilares, prejudicando a atividade dos fibroblastos, lentificando e 
interferindo na resposta cicatricial. 
 
EXTENSÃO E LOCALIZAÇÃO DA FERIDA 
 
 
Quanto ao tamanho da área lesionada deve-se considerar a extensão e a 
profundidade que foi acometido o tecido, pois quanto maior for a extensão e 
profundidade maior a probabilidade de infecção e o tempo de cicatrização. 
Em relação à localização anatômica em que se encontra a lesão, o fator 
agravante ao processo de cicatrização são as particularidades de cada região 
como as articulações, cabeça, pescoço e regiões abdominais, pois há um maior 
volume de irrigação sanguínea e drenagem nessas áreas que interferem na 
escolha do tratamento a ser utilizado, necessitando previamente de uma 
avaliação criteriosa do Enfermeiro. 
 
MOBILIDADE DO PACIENTE 
 
 
Os pacientes que possuem o autocuidado prejudicado e déficit em se 
movimentar no leito possuem maior probabilidade de desenvolver lesão de pele 
devido à pressão e compressão da microcirculação dificultando a nutrição e 
oxigenação celular e dificultando o fluxo arteriovenoso e linfático de um ou mais 
membros. 
 
 
 
 
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CARACTERÍSTICAS DE DIFERENCIAÇÃO DAS LESÕES 
 
Conforme definido anteriormente a lesão cutânea é uma lesão de pele 
caracterizada por uma perda de substância dermo-hipodérmica que não mostra 
nenhuma tendência a cicatrizar-se em até seis semanas por uma alteração da 
homeostase vascular. 
Citamos diversos tipos de úlcera, dentre eles estão: lesão por pressão, 
encontradas nos ambientes hospitalares e nas internações domiciliares; as 
úlceras tropicais, muito encontradas em nosso país, e as úlceras de perna, sejam 
elas venosas arteriais ou mistas. As úlceras de pernas constituem um sério 
problema médico e socioeconômico, elas podem ocorrer na faixa etária de 20 a 
40 anos. 
Pesquisas da OMS revelam que a frequência dessas úlceras é 
equivalente à do câncer e diabetes. 
 Nos EUA a percentagem é de 0,3 % da população geral.
 Na Dinamarca é de 3,9%, e na Inglaterra é de 0,4%.
 No Brasil, estima-se que gire em torno de 3,0% (2 milhões de pacientes).
 As úlceras de perna são, sem dúvida, um importante fator de morbidade, com 
grande repercussão socioeconômica.
 
FORMAÇÃO DA ÚLCERA 
 
 
 Isquemia tecidual;
 Espessamento das fibras musculares;
 Comprometimento arterial;
 Necrose do tecido gorduroso;
 Formação de fibrina nos vasos capilares.

 
ÚLCERA VENOSA 
 
A função da veia é levar o sangue de retorno ao coração, após ter 
cumprido a função de trocas metabólicas e térmicas ao nível dos tecidos. No 
sistema venoso existem três sistemas de veias diferentes em posições 
anatômicas e funções, sendo esses sistemas denominados: superficial, profundo 
e perfurante. 
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As veias desses sistemas possuem inúmeras válvulas, que servem para 
direcionar a corrente sanguínea impedindo seu refluxo. Este fluxo tem que 
vencer, além da pressão positiva abdominal, a ação da gravidade que se exerce, 
intensamente sobre os membros inferiores. 
Quando essas válvulas estão comprometidas, vários sinais começam a 
ser observados decorrentes de um fenômeno chamado ESTASE VENOSA. 
 
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ESTASE VENOSA: é um dano crônico ou agudo do fluxo de sangue das pernas 
que resulta em aumento da 
pressão hidrostática capilar 
e consequentemente a 
hipertensão venosa, que 
pode levar a ruptura da pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES PREDISPONENTES 
 
 
 Hereditariedade;
 Idade;
 Sexo;
 Obesidade;
 Postura predominante de trabalho; 
 Varizes.
 
 
VARIZES: É a dilatação de uma veia transportadora do retorno venoso. 
 
 
FISIOPATOLOGIA 
 
 
O processo de retorno venoso ao coração é feito pelas válvulas, que 
impedem que o refluxo sanguíneo de volta à periferia. Quando elas apresentam 
problema no seu funcionamento o sangue reverte seu curso, voltando para 
baixo, enfraquecendoa veia. 
O sangue venoso, pobre em oxigênio e nutrientes, permanece nos tecidos 
causando dilatações, edema e impedindo que o sangue arterial nutra os tecidos. 
Esses necrosam, dando origem a eczemas e úlceras. 
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CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
 
 
 Geralmente localizada na região maleolar medial, por ser a área de maior 
hipertensão venosa e além de haver perfurantes insuficientes ao nível de 
tornozelo.
 Abaulamento do tornozelo quando as pernas estão ligeiramente pendentes;
 Descoloração no tornozelo;
 Edema de tornozelo e pé, não depressível;
 Pulsos presentes;
 Pode estar presente uma lipodermatoesclerose (regiões esbranquiçadas, 
próximas à lesão);
 Dermatite venosa (hiperpigmentação);
 Exsudato purulento em 80% das úlceras;
 Incidência elevada de erisipela, devido ao comprometimento, da rede 
linfática;
 Não há claudicação;
 Desconforto moderado devido à úlcera aliviado por elevação.
 Úlceras superficiais com bordas irregulares em fase de evolução.
 
 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS 
 
 
 Edema
 Atrofia branca (lipodermatoesclerose) 
 Hiperpigmentação.
 
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EDEMA: 
 
 
 primeiro sinal de insuficiência vascular circulatória (IVC);
 inicialmente a parede dos vasos sofre alterações em sua estrutura por 
alteração do oxigênio;
 em sua fisiologia ocorre um desequilíbrio entre filtração e absorção.
O edema se reduz com a elevação do membro completamente, 
erroneamente se faz a elevação apenas dos pés apoiados em travesseiros que 
mascarram a terapêutica empregada dificultando o retorno venoso e ainda o 
mais grave, o fluxo arterial. 
 
ATROFIA BRANCA/ LIPODERMATOESCLEROSE: em consequência à 
dificuldade do retorno venoso temos a hipertensão venosa crônica, que na veia 
sadia há referências literárias que em repouso a pressão vascular é de 0 mmHg 
esta que se altera com o deambular ou o indivíduo em pé. 
Essa hipertensão causa um dano venoso e intersticial, não ocorrendo 
formação de novos capilares intralesional e consequentemente a atrofia, dermo 
epidérmica, caracterizando a borda com manchas angiomatosas ou de 
pigmentação. 
 
HIPERPIGMENTAÇÃO: Ocorre a perda de caráter laminar do fluxo e a 
diminuição da permeabilidade capilar, consequentemente temos a aglutinação 
das hemácias e diapedese das hemácias no interstício (tecidos), com a 
deposição da hemossiderina (resultado do metabolismo do ferro) e o aumento 
dos melanócitos aparecem alguns micros trombos, caracterizando as manchas 
escuras e pontos de pigmentação em meio à atrofia branca. Anamnese e 
Histórico 
 Patologia familiar de caráter hereditário;
 Estilo de vida e condição particular;
 Doença, intervenções, trauma pregresso;
 História da formação da úlcera;
 Diabetes;
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 Varizes em membros inferiores;
 Dislipidemias;
 Doenças cardiovasculares.
 
 
CONDUTAS: 
1. Avaliação da lesão quanto ao seu aspecto físico: localização, profundidade, 
bordas, leito, exsudato e mensuração e dor. 
2. DOR: de característica peculiar às lesões isquêmicas em sua menor 
intensidade, considerando todo o histórico do cliente e da lesão quanto à 
umidade da lesão e da cobertura utilizada, da presença de infecção e estase 
venosa. O tratamento farmacológico antes da realização do curativo auxilia a 
adesão ao tratamento e reduz o fator stress do cliente, tornando o 
procedimento menos traumático e humano. 
3. Aplicação da compressão do membro inferior pode ser de três tipos: 
bandagem de curto estiramento ou inelástico indicado apenas para as pessoas 
que deambulam, pode ser obtida pela Bota de Una. 
4. Bandagens de longo estiramento ou elásticas, não são as mais utilizadas no 
Brasil devido ao seu custo e ao clima em que vivemos, são de compressão 
contínua mesmo com o membro elevado e durante vários dias. 
5. Meias-calças elásticas são poucas usadas pela não praticidade aos idosos e 
necessitam de uma cobertura primária e devem ser substituídas por no máximo 
seis meses. 
6. Consultar uma equipe multiprofissional clínico, intervencionista e cirúrgico, 
para tratar a causa, a consequência e a reabilitação da insuficiência vascular 
circulatória e manter um cuidador constantemente orientado sobre o 
prognóstico, tratamento e o tempo que estas úlceras levam para melhorar e 
ou cicatrizar. 
 
 
ÚLCERA ARTERIAL 
 
A lesão do sistema vascular periférico inclui também a lesão de artérias 
em suas diferentes estruturas anatômicas, sejam elas as pequenas, médias e as 
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grandes, superficiais ou profundas, e ainda estão relacionadas com as condições 
biológicas do ser humano e das condições culturais quanto aos hábitos 
alimentares e sociais, quanto ao sedentarismo na população adulto e jovem. 
 
CARACTERÍSTICA: A lesão arterial periférica é descrita em várias referências 
literárias como um acúmulo de gordura na parede das artérias (aterosclerose) e 
pelo endurecimento desta por processos degenerativos (arteriosclerose) 
acometidos por doenças crônicas degenerativas (Diabetes e Hipertensão 
Arterial sistêmica). 
Essa lesão é progressiva, inicialmente ocorre uma redução de fluxo 
ocorrendo a isquemia, e consequentemente se não corrigido a causa, ocorre a 
obstrução do vaso de pequeno a grosso calibre com a perda total de tecidos por 
necrose e ou gangrena. Com característica de ser uma lesão de membros 
inferiores que denominamos como Úlcera de Perna, com sinais clínicos iniciais 
que vai de uma simples arterite de pequenos vasos a uma obstrução parcial ou 
total de um grande vaso comprometendo todo um membro e até a vida deste 
indivíduo. 
 
PATOGÊNESE: 
 
 Embolia cardíaca;
 Vasculopatia periférica obstrutiva;
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 Inativação do mecanismo arteriolar e capilar 
de compensação; 
 Aumento da resistência periférica; Redução do 
fluxo hemático > 50%; 
 Vasculopatia inflamatória.
 
 
 
Características clínicas 
 Claudicação intermitente aliviada 
pelo repouso;
 Dor noturna, aliviada por uma 
posição pendente;
 Dor em repouso, no ponto da 
úlcera;
 Pés frios e unhas dos pés espessadas;
 Pulsos ausentes ou diminuídos;
 Atrofia cutânea (fina e lustrosa);
 Perda de pelos da extremidade inferior;
 Rubor quando pendente;
 Palidez por elevação; 
Possível gangrena.
 
 
Fatores predisponentes 
 Tabagismo;
 Hiperlipidemia;
 Diabetes Mellitus;  Hipertensão.
 
 
] 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LOCALIZAÇÃO DA ÚLCERA 
 Cabeças das falanges; 
 Calcanhar; 
 Maléolo lateral; 
 Pré-tibial; 
 Extremidades dos dedos do pé ou entre os 
dedos do pé. 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DA ÚLCERA: 
 
 
 Pálida com bordas regulares (como se cortado com uma forma); 
 Leito da ferida pálido, ressecado; 
 Mínima secreção; 
 Aparência de perfuração; 
 Poderá não ter sangramento; 
 Poderá apresentar tecido 
necrótico negro; 
 Área perilesional pálida; 
 Pequenas quantidades de tecido 
de granulação pálida. 
 
 
 
O QUE INVESTIGAR? 
 
 
 Pés frios;
 Pulsos ausentes ou diminuídos;
 Atrofia cutânea (fina e lustrosa);
 Perda de pelos da extremidade inferior;
 Rubor quando pendente;
 Palidez por elevação;
 Unha dos pés espessa;  Possível gangrena.
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CONDUTAS 
 Tratar causa subjacente (cirurgia ou farmacoterapia); melhorar perfusão 
tecidual; 
 Decidir cuidadosamente quanto ao método de desbridamento, a 
GANGRENA seca atua como uma capa protetora. Devido à redução do fluxo 
sanguíneo; 
 Prevenção do trauma e infecção. 
 
 
TERAPIA 
 
 Terapia farmacológica;
 Terapiaangioradiológica;
 Terapia cirúrgica;
 Terapia contra a dor.
 
 
Sinais físicos 
 
 Modificação da pressão arterial;
 Mudança na frequência cardíaca e respiratória;
 Modificações tróficas;
 Sintomas neurológicos.
 
 
Sinais visíveis 
 Modificação na posição corporal;
 Expressão do rosto e da voz; 
 Mudança no estado emocional; 
 Anorexia, insônia etc.
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ÚLCERA NEUROPÁTICA 
 
As úlceras neuropáticas são lesões de pele bastante comuns e que têm 
incidência elevada na nossa população. São decorrentes, principalmente, da 
falta de sensibilidade local que leva às deformidades e consequentemente à 
formação de lesões de pele. 
Dentre as úlceras neuropáticas, a mais comum e a mais conhecida, é o 
pé diabético, encontrado em larga escala nas Unidades Básicas de Saúde e que 
acomete uma grande parcela da população idosa do País. 
Outra neuropatia bastante conhecida é a causada pela Hanseníase, 
também comumente encontrada nos Postos de saúde de todo Brasil, e com 
grande incidência no estado do Mato Grosso do Sul. 
 
ÚLCERA NEUROPÁTICA NA HANSENÍASE 
 
 
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução lenta e duração 
bastante longa, é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, 
também conhecida por Bacilo de Hansen. 
Essa doença atinge principalmente a pele e as extremidades do corpo, 
sendo uma das suas principais características comprometimento dos nervos 
periféricos, o que acarreta diminuição ou perda de sensibilidade nos membros, 
além do comprometimento dos filetes nervosos e alguns anexos da pele, como 
os folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas. Patogênese da úlcera 
neuropática na hanseníase 
O comprometimento dos nervos periféricos leva à diminuição da 
sensibilidade nos membros, o que pode levar a formação de úlceras, 
principalmente nos pés, tanto por trauma, uma vez que o indivíduo pode 
machucar-se sem sentir, quanto por pressão ou fricção dos pés dentro do próprio 
calçado. 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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ÚLCERA DIABÉTICA 
 
O Diabetes Mellitus é uma doença que acomete grande parte da 
população idosa no Brasil, sendo considerada, juntamente com a hipertensão 
arterial, a doença crônica de maior repercussão socioeconômica no nosso meio. 
Além de todos os sintomas já conhecidos, causados pelo Diabetes 
descompensado, outro agravante que, atualmente preocupa as autoridades em 
saúde são as úlceras de pé, que acometem alguns portadores dessa patologia. 
Essas úlceras são decorrentes de alterações neurológicas associadas, 
geralmente a um quadro infeccioso. 
O surgimento dessa úlcera acontece de duas maneiras: 
 
1. Por perda de sensibilidade; 
2. 2. Por doença vascular. 
 
 
1. PERDA DA SENSIBILIDADE: A constante hiperglicemia pode afetar os 
nervos periféricos das pernas e, principalmente dos pés, o que leva a perda da 
sensibilidade tanto tátil, quanto térmica e dolorosa, deixando o pé suscetível a 
traumas químicos, térmicos e mecânicos. 
 
2. DOENÇA VASCULAR: O paciente diabético tem uma maior propensão às 
doenças do coração e à hipertensão arterial, uma vez que a glicemia 
aumentada por um tempo prolongado leva ao endurecimento e ao 
estreitamento das artérias e arteríolas. 
Além dessas patologias, temos também, as vasculopatias periféricas, que é 
o comprometimento dos vasos periféricos. 
Esse comprometimento leva a alguns sinais clínicos característicos, em seu 
portador sendo: 
 
 Pé frio, cianótico, em alguns casos e com a pele fina;
 Unhas deformadas e com presença de fungos, na maioria dos casos; 
Pulsos finos e diminuídos, dentre outros. 
 
 
 
 
Tratamento de feridas e curativos 
 
 
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No caso dos pacientes diabéticos, podem aparecer lesões nos nervos por 
comprometimento arterial, o que acarreta diminuição do aporte sanguíneo 
àquele nervo levando-o à isquemia e consequentemente à diminuição da 
sensibilidade, já citada anteriormente. 
 
 Pulsos usualmente presentes;
 Pés frescos ou mornos;
 Ausência de dores (por vezes) devido à neuropatia;
 A pele das extremidades inferiores é seca com rachaduras/fissuras nos pés;
 Micoses nas unhas dos pés.
 
 
Características da úlcera: 
 Profundas, podendo apresentas túneis;
 Pálidas, com bordas uniformes;
 Pode estar presente tecido de granulação;
 Pode existir calosidade ao redor;
 Localizada geralmente nos pés (área plantar), sendo as áreas mais comuns as 
cabeças dos metatarsos e os pontos de pressão.
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ESCALA DE RISCO: Sistema de Classificação de Meggitt – Wagner 
 
 
GRAU/DEFINIÇÃO INTERVENÇÃO 
 
CLASSIFICAÇÃO DA PROFUNDIDADE 
0 – Neuropatia Ausente Orientação do paciente, exames 
periódicos, calçados e solas internas 
apropriados. 
Avaliação anual. 
Pé “sob risco”: úlcera pregressa ou 
neuropatia com deformidade, que podem 
causar uma nova úlcera. 
1 – Neuropatia presente 
Úlcera superficial sem infecção. 
Redução da pressão externa: fôrma 
moldada de contato total, imobilização 
para caminhar, calçados especiais, etc. 
Avaliação semestral. 
2 - Neuropatia presente e/ou 
Desbridamento cirúrgico, cuidados 
com a ferida, redução da pressão se a 
lesão fechar e passar ao grau 1 
(antibióticos se necessário). 
Avaliação trimestral por equipe 
especializada. 
deformidades, proeminências e/ou 
isquemia: 
Úlcera profunda com exposição de um 
tendão ou articulação (com ou sem 
infecção superficial). 
3 - Úlcera e/ou amputação 
Úlcera extensa com exposição de osso 
e/ou infecção profunda, ou seja, 
osteomielite ou abcesso. 
Desbridamentos cirúrgicos, amputação 
dos dedos ou de parte do pé, 
antibióticos, redução da pressão se a 
ferida passar para o grau 1. 
Avaliação 1 a 3 meses por equipe 
especializada. 
4 - Gangrena da parte externa do pé 
Avaliação e reconstrução vasculares, 
amputação parcial do pé. 
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5- Gangrena total do pé 
Avaliação vascular, amputação ampla 
da extremidade com possível reconstrução 
vascular proximal. 
 
ESCALA DE RISCO: 
 
 Grau 0: pé em risco;
 Grau 01: úlcera superficial não infectada clinicamente;
 Grau 02: úlcera mais profunda, frequentemente infectada, sem osteomielite;
 Grau 03: úlcera mais profunda, formação de abscesso, osteomielite;
Grau 04: gangrena localizada (dedo, parte dianteira do pé ou calcanhar);
 Grau 05: gangrena de todo o pé. 
 
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CLASSIFICAÇÕES DA PROFUNDIDADE E ISQUEMIA DA LESÃO DO PÉ 
 
 
DIABÉTICO 
 
PÉ DE CHARCOT 
 
Os sintomas incluem temperatura cutânea elevada, hiperemia, edema, as 
vezes dor, ausência de lesões na pele e de sinais radiológicos. Traumas 
precipitantes, tais como distensão ou torção do tornozelo ou tropeço em degrau, 
são comuns nos relatos dos pacientes. 
A progressão é rápida, com fragmentação óssea e destruição das 
articulações visíveis aos raios X, acompanhada de exuberante reação periósteo. 
 
Perguntas a serem feitas: 
 
 Quando percebeu a ferida?
 Alguma secreção, cor, odor?
 Algum corpo estranho?
 Usam sempre sapatos?
 Faz controle da glicose sempre?
 
 
Condições do paciente: 
 
 Verificar os sapatos e as meias, quanto a cerzidos e furos;
 Examinar ambos os pés e pernas comparando a aparência da pele e 
alterações;
 Examinar a pele, verificar se está seca, rachada ou com cor alterada; 
Examinar os pulsos e presença de deformidades nos pés. 
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Orientações ao paciente: 
 
 
 Verificar os pés diariamente;
 Lavar e secar os pés, hidratar até a perna;
 Verificar a temperatura da água antes do banho;
 Cuidado com as unhas, corte em quadrado;
 Verifique os calçados quanto à presençade corpos estranhos; 
 Nunca ande descalço, não corte calosidades ou calos.
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CALÇADOS ADEQUADOS: 
O sapato não deve ser muito apertado nem muito folgado; a sua parte 
interna deve ser de 1 a 2 cm maior do que o próprio pé; a largura interna do 
sapato deve ser igual à do pé tomando como referência a face lateral das 
articulações dos metatarsos, e a altura com espaço suficiente para os dedos. 
Os calçados devem ser experimentados com o paciente em pé, de 
preferência no final do dia. Se ficarem muito apertados devido às deformidades 
ou se há sinais de pressão anormal do pé, como hiperemia, calos, ulceração, a 
prescrição e confecção de palminhas ou órteses, sapatos especiais devem ser 
efetuados. 
 
GUIA DE DIFERENCIAÇÃO 
 
 ARTERIAL VENOSA LINFÁTICA NEUROPÁTICA 
 
PELE 
Seca, 
inelástic a, sem 
pelos, fria. 
Úmida. Úmida, 
translúcid a 
friável. 
Sensível, 
inelástic a pálida. 
 
 
 
 
EDEMA 
Localizado na 
primeira fase. 
Ou sempre mais 
acentuado, na 
fase de 
descompensação 
da lesão. 
Difuso, na perna e 
pé e, se crônico, é 
endurecido. 
Sempre 
present e. 
Presente. 
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DISC 
ROMIA 
Acentuada. Presente. 
Com prevalência 
na face 
anteromedial, de 
cor marrom 
violeta. 
Acentuada. Acentuada. 
 Pequena, 
o secernente, 
poc Dimensão 
variável, mas 
Pequena, 
múltiplas, com 
Pequena, o 
profunda, fundo 
róseo. 
pouc 
 
 
 
GUIA DE DIFERENCIAÇÃO DAS ÚLCERAS 
 
 
LESÃO POR PRESSÃO 
 
A expectativa de vida da população brasileira, segundo a OMS, tem 
aumentado substancialmente nas últimas décadas, e com isso aumentou-se 
também o número e o tempo das internações hospitalares causadas pelas 
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doenças crônico-degenerativas, como o diabetes e a hipertensão, além de 
outras doenças como pneumonias. 
Infelizmente, com esse aumento do tempo de internação e associado às 
inúmeras patologias decorrentes da idade e de vários outros fatores, 
encontramos um problema comum em quase todos os hospitais do país, bem 
como nas internações domiciliares, a LESÃO POR PRESSÃO, também 
chamadas de úlcera de decúbito. 
Desse modo, vamos dispensar um pouco do nosso conteúdo para esse 
tema de real importância no nosso meio. 
 
DEFINIÇÃO 
 
 
Área localizada de perda de pele e dos tecidos subcutâneos causados por 
pressão, tração, fricção ou de uma combinação destes fatores. 
 
FATORES DESENCADEANTES: 
INTERNOS: 
 Doença e estado do paciente;
 Desnutrição;
 Idade;
 Mobilidade;
 Incontinência urinária e fecal.
 
 
EXTERNOS 
 Pressão;
 Fricção;
 Cisalhamento.
Sendo assim, os indivíduos mais propensos à formação desse tipo de 
lesão de pele são aqueles com alterações na mobilidade, alterações sensoriais 
e da circulação periférica, alteração do nível de consciência, disfunção de 
esfíncteres, desnutridos e imunodeprimidos. 
 
 
 
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PATOGÊNESE 
 
O nosso organismo precisa de energia e nutrientes para manter a vida, da 
mesma forma o nosso tecido precisa de nutrientes e oxigênio para se manter 
vivo. Qualquer injúria ou alteração que acarrete interrupção desse suprimento de 
energia pode levar ao sofrimento tecidual e consequentemente morte das 
células. 
No caso da lesão por pressão, a isquemia é causada pela pressão das 
partes duras do corpo, as proeminências ósseas, no tecido muscular. Essa 
pressão leva a uma diminuição ou um bloqueio da circulação arterial, que é 
responsável pelo fornecimento de nutrientes e oxigênio, com isso existe a 
formação de uma área isquêmica e por consequência, a morte das células e o 
aparecimento da lesão por pressão. 
 
Causas da hipoxia 
 
 Compressão;
 Obstrução
 Redução fluxo arterial; sanguíneo
 Estase venosa e linfática;
 Déficit da Isquemia;
 Microcirculação;
 Congestão venosa;
 Trombose venosa;
 Necrose
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ETIOLOGIA DAS LESÕES DE DECÚBITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A. SUPERFÍCIES DE APOIO E COMPRESSÃO 
B. POSICIONAMENTO 
 Pressão; 
 Atrito; 
 Cisalhamento; 
 Umidade. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES DE PRESSÃO 
 
 ESTÁGIO 1: neste estágio a pele ainda está integra, entretanto, existem 
algumas alterações que são indicativas de isquemia, tais como; mudança 
na temperatura local (seja calor ou frio), mudança na consistência do 
tecido, podendo aparecer desde áreas amolecidas ou endurecidas, ao 
edema. Além dessas alterações pode aparecer também uma área 
avermelhada, chamada eritema, que não desaparece depois de retirada 
a pressão. 
 ESTÁGIO 2: já neste estágio existe perda de tecido. A úlcera ainda é 
superficial, atingindo epiderme e derme. E pode apresentar-se como 
abrasão, uma espécie de queimadura, bolha ou uma cratera rasa. 
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 ESTÁGIO 3: temos a perda de todas as camadas da pele, sendo a 
epiderme, derme e tecido subcutâneo, podendo ter ou não tecido 
necrótico. 
 ESTÁGIO 4: é o último estágio, além da perda de todas as camadas da 
pele, existe ainda comprometimento do tecido muscular, ósseo, 
ligamentos, tendões, com o aparecimento de crateras e túneis. 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
 
 
AVALIAÇÃO DOS RISCOS: 
O tratamento da lesão por pressão se baseia, primeiramente, na avaliação dos 
riscos. Essa avaliação pode ser feita de diversas maneiras, uma delas é a 
utilização das escalas de risco, aqui citamos como exemplo a escala de 
avaliação de NORTON. 
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NORTON: Parâmetros de Avaliação 
 Condição geral;
 Estado mental;
 Atividade; 
 Mobilização;
 Incontinência.
 
 
CUIDADOS COM A PELE DO PACIENTE 
Avaliar e inspecionar a pele do paciente constantemente, mantendo-a 
seca e hidratada. 
 
DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO 
 Manter o paciente, quando acamado, em colchão de ar;
 Mudar de decúbito a cada 
duas horas, mesmo em 
colchão de ar e outros;
 Evitar lesões
por cisalhamento, 
mantendo cabeceira 
elevada a

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