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Psicometria NP1
Avaliação Psicológica
Avaliação psicológica é um processo, geralmente complexo, que tem por objetivo produzir hipóteses, ou diagnósticos sobre uma pessoa ou um grupo. Essas hipóteses ou diagnósticos podem ser sobre o funcionamento intelectual, sobre as características da personalidade, entre outras personalidades. 
O QUE É PSICOMETRIA?
Modelo quantitativista da psicologia 	Testagem 
Metodologia cientifica – empírica Entrevista
 Observação
TESTAGEM
· É um instrumento que avalia constructos que não podem ser observados diretamente.
· Resolução CFP 09/2018
ENTREVISTA
Uma entrevista pode ser feita com diferentes finalidades e com vários objetivos. Embora a entrevista seja fundamentalmente verbal, é importante observar atentamente o entrevistado, gestos, expressão facial, tom de voz, silêncios e hesitações podem trazer informações importantes.
· Estrutura
· Semiestrutura
· Informal
OBSERVAÇÃO
A observação não pode ser substituída de forma adequada por testes ou entrevistas e deve necessariamente ser empregada.
ORIGEM E HISTÓRIA DA PSICOMETRIA
CONTEXTO HISTÓRICO 
Psicometria clássica
Caráter psicopedagógico e clínico 
Testagens retardo mental ( transtornos) e potencial acadêmico
Experimental
Psicometria teórica
Desenvolvimento da área
Psicólogos de orientação estatística
Individual
LINHA DO TEMPO 
Galton 1880: Avaliação das aptidões humanas através de medidas sensoriais
Catell 1890: Influencia de Galton. Medida de diferenças individuais.
Binet 1900: Avaliações das aptidões humanas para áreas acadêmicas e da saúde. Também pode ser era de Spearman – fundamentação da psicometria.
Testes de inteligência 1910-1930: Teste de inteligência de Binet- Simon. Fator G de Spearman. Primeira guerra- seleção de soldados. 
Análise fatorial 1930: Repensar da teoria de Spearman. Thurstone desenvolve a análise fatorial múltipla. Fundação da sociedade Psicometria Americana. 
Sistematização 1940-1980: Trabalhos de síntese e de crítica. 
Psicometria moderna 1980- ATUAL: Atualização para teoria de resposta ao item.
TESTES PSICOLÓGICOS 
Duas preocupações:
1. Psicopedagógica e Psiquiatra:
a) Tratamento mais humano aos doentes mentais.
b) Identificação dos níveis de retardo - Esquirol.
c) Tratamento fisiológico – Seguin.
d) Teste mental – Binet
2. Experimentalismo:
a) Descoberta de uniformidade no comportamento das pessoas individualmente – Catell.
b) Comportamento Sensorial com controle do ambiente de testagem.
TEORIA DA MEDIDA
A Psicometria assume o modelo quantitativista.
Ciência e Matemática 
· Desafio com a banalização e explicação rasa: apenas testes e escalas – ERRADO!
· Se insere dentro da teoria da medida em geral, pois usa o símbolo matemático (número) no seu estudo.
· Utiliza esse método para explicar as teorias empíricas.
· Matemática e Ciência EMPIRICAS são DIFERENTES! Possuem metodologias próprias, distintas, e irreversíveis em si.
OBS: A teoria da medida não tem nada a ver com matemática e vice-versa. Mas é a forma como o número será trabalhado para a integração desses dois sistemas teóricos.
A NATUREZA DA MEDIDA 
· O uso do número na descrição dos fenômenos naturais constitui o objeto da teoria da medida.
IMPLICA EM 3 PROBLEAS BÁSICOS :
1. Representação ou Isomorfismo : Justificar a legitimidade de se passar de procedimentos e operações empíricas para uma representação numérica. Ou seja, o isomorfismo é a ciência e a matemática respeitando suas regras, e assim, trabalhando juntas.
2. Unicidade da representação : Será que o número é o único método de representação para o conhecimento do homem ?
3. O erro : O número, na descrição de fatos naturais, se adultera um pouco e perde sua identidade pontual e absoluta, para se tornar um intervalo. 
A base axiomática da medida
Axioma – uma afirmação óbvia e que não necessariamente se comprova, porém dela se derivam teoremas matemáticos. 
· Busca fundamentar o uso do número coo descritor de fenômenos naturais.
· Deve ter Isomorfismo estrito entre propriedades dos números e aspectos dos atributos da realidade empírica.
· Propriedades básicas do sistema numéricos : identidade, ordem e aditividade.
· A medida deve resguardar, pelo menos, as duas primeiras ( identidade, ordem). (Preferencialmente as 3).
AXIOMAS DO SISTEMA NUMÉRICO 
1. IDENTIDADE: Um número é idêntico somente a si mesmo.
2. ORDEM: Todo número é diferente do outro, não só em quantidade, mas também em magnitude (maior que outro).
3. ADITIVIDADE: Os números pode ser somados, o que produz resultado diferente dele próprio. Apresenta dois aspectos uteis para a medida: Origem, Intervalo, Distância. 
AXIOMAS DA MEDIDA (QUALIDADE)
· Atribuição dos número as propriedades das coisas segundo certas regras
· Garantir os Axiomas dos números: identidade, ordem, aditividade.
· A que salva a todos e mais rara ( escala de razão)
· A medida acontece quando consegue salvar pelo menos o axioma de ordem.
· Os números diferem entre si em termos de magnitude e não em termos de qualidade. Assim, 2 não é diferente de 1, mas qualitativamente pode ser.
· O Isomorfismo é entre as propriedades do número e não das propriedades qualitativas do objeto. 
AXIOMAS DA MEDIDA (DEMONSTRAÇÃO)
Demonstração dos axiomas da ordem 
· A ordem dada pelos números atribuídos aos objetos deve ser a mesma obtida pela ordenação empírica destes mesmos objetos, ou seja, existe ordem “Maior que” na propriedade das coisas.
EX.: Um metal que arranha outro – podemos dizer que ele é “ mais duro que”.
 Demonstração dos axiomas da aditividade
· A combinação de dois objetos ou eventos produz um terceiro objeto ou evento com as mesmas prioridades dos dois, mas em grau maior. Normalmente vista em atributos extensivos como massa, comprimento, duração temporal e durabilidade. 
NÍVEIS DE MEDIDA – ESCALAS
- “Existe medir e medir”
- Nem todas as medidas são iguais, em qualidade. 
Esta qualidade depende do grau ou da quantidade de isomorfismo que existe entre as propriedades do número e as propriedades dos fenômenos naturais.
 “Isto quer dizer que há diferentes níveis de correspondência entre o número e os fenômenos naturais, o que implicara em diferentes níveis de medida.” ( Paquali, 2013)
ESCALAS AXIOMAS SALVOS
 NOMINAL IDENTIDADE
· As variáveis são apenas nomeadas, não existe ordem específica.
· É a mais simples das 4 escalas.
· Não envolve valor quantitativo, nem ordem.
· Usada para medir todo tipo de variável e característica demográfica.
· Retorna apenas com porcentagens e utiliza-se, primordialmente, de perguntas fechadas.
 ORDINAL IDENTIDADE, ORDEM
· Demanda de ordem específica, para ideias mais subjetivas.
· Serve para identificar/categorizar, com base em um processo de comparação, porém não consegue saber quanto uma categoria é melhor que a outra, pois tem base descritiva, ou seja, não tem cálculo na distância entre as variáveis.
· Avalia a atitude da pessoa perante um assunto específico.
 INTERVALAR IDENTIDADE, ORDEM, ADITIVIDADE
· Considerada uma evolução da escala ordinal.
· Possui intervalos, dos quais os números nos dizem as posições. As variáveis e diferenças são conhecidas e computáveis, possibilitando comparar as diferenças entre as medidas.
· Um exemplo de escala de intervalo é a escala de temperatura Celsius x Fahrenheit. 80C° sempre será maior do que 50F° e a diferença entre essas duas temperaturas é a mesma existente entre 70F° e 40F°. 
EX.: NPS – NET PROMOTER SCORE 
1. Qual a probabilidade de voce recomendar essa empresaa um amigo?
Nem um pouco possível Extremamente possível
 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 RAZÃO IDENTIDADE, ORDEM, ADITIVIDADE 
· Mesmas propriedades intervalar, porém também apropria o zero como valor absoluto, ou seja, não há número negativo. 
· Usada na comparação entre medidas absolutas ou de proporções, podendo, a partir disso, analisar quanto uma é maior que a outra. 
· Muito útil quando se precisa coletar informações detalhadas.
· Os dados da escala de razão tem natureza quantitativa e podem ser multiplicados e divididos. Eles podem ser analisados através de análise SWOT. 
ESTATÍSTICA APLICADA A TESTAGEM
· O sistema de Stevens para classificação de escalas de mensuração, ajuda a manter a relatividade.
· Os números e gráficos usados para descrever, condensar ou representar dados. Pertencem ao domino da estatística descritiva.
· Quando usados para estimar valores populacionais baseados em valores de amostras ou para testar hipóteses, é aplicada a estatística inferencial.
MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL
Uma das primeiras coisas a saber ao se inspecionar um conjunto de dados é onde a maior quantidade deles pode ser localizada, bem como seu valor mais representativo ou central. As principais medidas de tendencia central - a moda a mediana e a média – nos informam isso. Assim como qualquer outra estatística, cada uma destas medidas tem vantagens e desvantagens, dependendo do tipo de dados e da distribuição que se quer descrever. 
MÉDIA : Soma total de números dividida pelo números de valores
MEDIANA : Valor médio que separa a metade superior da metade inferior
MODA : Número mais frequente 
MEDIDAS DE VARIABILIDADE
Estas estatísticas descrevem quanta dispersão existe em um conjunto de dados. Quando somadas a informações a respeito de tendencias centrais, as medidas de variabilidade nos ajudam a localizar qualquer valor dentro de uma distribuição e a melhorar a descrição de um conjunto de dados. 
Os principais índices usados na testagem psicológica são a amplitude, a distância semi – Interquartílica, a variância e o desvio padrão. 
AMPLITUDE 
· Amplitude total ou máxima é a diferença entre o maior e o menor valor de um conjunto de dados.
· Mas, para estudar a dispersão dos dados, a amplitude não é um dos melhores meios, pois o cálculo é efetuado apenas com os valores extremos do conjunto.
VARIÂNCIA
· A variância é a média da soma dos quadrados.
· A soma dos quadrados representa a quantidade total de variabilidade em uma distribuição de escores, e a variância representa sua variabilidade média.
X : é a média aritmética da amostra;
X1 : observação aleatório;
N: é o número de elementos da amostra.
DESVIO PADRÃO 
· o desvio padrão é a raiz quadrada da variância.
· é a medida primordial de variabilidade para a testagem, bem como para outros fins, e é útil em diversas manipulações estatísticas.
DESVIO PADRÃO POPULACIONAL
O : é o desvio padrão populacional
U : é a medida populacional
Xi : os valores da amostra
N : é o número de elementos da população
Obs.; analisar a equação no slide para entender melhor.
DISTANCIA ITERQUARTÍLICA
· Distância entre dois pontos.
· A distância interquartílica é a amplitude entre 01 ( quartil 1 ) e 03 ( quartil 3), e , portanto, engloba os 50% que ficam no meio de uma distribuição.
EX.; DIQ = Q3 – Q1
 Q1 Q2 Q3
 2, 4, 5, 6, 8, 9, 10
RESULTADO : 9 – 4 = 5
 1 300