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Anais do IX Congresso de Educação em Saúde da Amazônia (COESA), Universidade Federal do Pará – 16 a 19 de outubro de 2023. ISSN 2359-084X. PLANTAS ANTIMALÁRICAS: BENEFÍCIOS E TOXICIDADE Yasmin do Socorro Lopes Trindade1; Helena Joseane Raiol Souza2; Sebastião Ribeiro Xavier Júnior3 1Outro, Graduando, Universidade da Amazônia (UNAMA); 2Outro, Mestrado, Laboratório de Botânica, Embrapa Amazônia Oriental; 3Outro, Mestrado, Universidade Federal do Pará (UFPA) trindadeyasmin00@gail.com Introdução: A malária é uma doença parasitária que afeta não somente seres humanos, como os animais, sendo causada por protozoários relacionados ao gênero Plasmodium. Possui prevalência em áreas que abrangem regiões de clima tropical e subtropical, atingindo especificamente comunidades locais, que são socioeconomicamente limitadas ao acesso à saúde de qualidade. Nesse viés, as plantas medicinais desempenham papel significativo diante da potencialidade das moléculas bioativas encontradas na flora sendo estas, alvos de investigações em estudos farmacológicos, fitoquímicos e toxicológicos. Com a finalidade de aprimorar o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes destinados ao tratamento de diversas doenças. Objetivos: Avaliar os benefícios e toxicidade dos compostos extraídos de plantas medicinais antimaláricas, assegurando o uso seguro e adequado dessas espécies. Métodos: Neste estudo, realizou-se uma revisão da literatura com uma pesquisa abrangente em múltiplas fontes, incluindo as bases eletrônicas: LILACS, PubMed e Periódicos CAPES. Além disso, foram consultados livros e artigos científicos relevantes, utilizando descritores “malária”, “extrato vegetal”, “compostos bioativos”, “antimalarial plants” e seus sinônimos. A coleta de dados foi conduzida nos últimos 4 anos, de acordo com critérios de inclusão e exclusão. Resultados e Discussão: Após a revisão dos estudos sobre o potencial terapêutico das plantas com propriedades antimaláricas no tratamento de pacientes infectados pelo protozoário, verificou-se que essa abordagem resultou em descobertas significativas, englobando as seguintes espécies: Cedrela odorata L., Cinchona calisaya Weed., Simarouba amara Aubl. Estudos revelaram que a espécie Cedrela odorata, da família Meliaceae, apresenta em seu extrato metabólitos secundários: fenóis, flavonoides e glicosídeos presentes nas folhas e casca, capaz de atuar como terapia complementar no sistema imunológico, aliviando, assim, os possíveis danos inflamatórios causados pelo protozoário. Quanto ao nível de toxicidade, foi identificado baixa concentração, quando se trata de ingestão, sem excluir o quadro alérgico quando em contato com a seiva ou a casca. Para a planta Cinchona calisaya, também conhecida popularmente como “quinina”, destaca-se vasta distribuição no tratamento antimalárico, diante das propriedades antiparasitárias capazes de inibir o crescimento do hospedeiro, além de apresentar potencialidades no tratamento e prevenção da doença. A quinina pode ser tóxica quando houver a ocorrência de interação com outros medicamentos, podendo afetar o metabolismo hepático, como os inibidores do citocromo P450, problemas cardíacos, neurológicos e hematológicos. Outras pesquisas na literatura apresentaram a importância do vegetal Simarouba amara, associada à propriedade medicinal com presença de terpenoides, quassinoides e flavonoides, compostos frequentemente presentes em tratamentos antimaláricos. Ademais, foram evidenciadas interferências na absorção de medicamentos, especialmente, naqueles que são sensíveis ao pH estomacal, e, quando usados como fitoterápicos, a concentração tem diferentes níveis de toxicidades, sendo necessária a orientação do profissional na administração. Conclusão: As espécies identificadas são promissoras no tratamento da malária, desde que sua administração seja orientada e adequada para evitar os possíveis níveis de toxicidade quando ministrados com outros Anais do IX Congresso de Educação em Saúde da Amazônia (COESA), Universidade Federal do Pará – 16 a 19 de outubro de 2023. ISSN 2359-084X. medicamentos. É crucial o prosseguimento de pesquisas para novas descobertas, novos achados metabólitos capazes de ampliar as formas terapêuticas diante desse quadro. Descritores: Malária, Metabólitos, Plantas Medicinais.