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Anais do IX Congresso de Educação em Saúde da Amazônia (COESA), Universidade Federal do Pará – 16 a 19 de outubro de 2023. ISSN 2359-084X. A FALTA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA MULHER QUILOMBOLA: UMA REVISÃO DE LITERATURA Welline Miranda Maia Gonçalves1; Luciane Pereira Marciano Farias2; Cyelle Maina Silva Bezerra3; Vimara Pereira Dos Santos4; Kevilyn Maria Sarges Moreira5; Victor Nazareno Gonçalves Palheta6 1,2,3,4,5Fisioterapeuta, Graduando, Centro Universitário da Amazônia (UNIESAMAZ); 6Outro, Graduação, Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ) mmwelline@gmail.com Introdução: Os quilombolas são caracterizados como grupos sociais da população negra, que ao decorrer da história brasileira lutaram e resistiram contra a escravatura e com isso se mantiveram em sua grande maioria de forma isolada e com um difícil acesso aos cuidados à saúde. As tradições, crenças e conhecimentos culturais são utilizados para a manutenção e enfrentamento de doenças na comunidade, essas práticas que sobrevivem ao longo das gerações têm como representante a mulher, que efetua de forma prática esses saberes. Objetivos: Este estudo tem como objetivo identificar a assistência à saúde de mulheres que vivem em comunidades quilombolas. Objetivos: Este estudo tem como objetivo identificar a assistência à saúde de mulheres que vivem em comunidades quilombolas. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura que teve como fonte base artigos científicos das plataformas, Scielo e Biblioteca Virtual de Saúde, nas línguas portuguesa e inglesa, no período de 2019 a 2023. Resultados e Discussão: Conforme as buscas notaram-se a precariedade de atendimentos nas comunidades quilombolas, dentre os diversos motivos que influenciam para o mínimo de adesão dessas mulheres nas unidades de saúde. Pode-se observar a baixa escolaridade, que devido sua falta de acesso à educação, acabam ficando mais vulneráveis a doenças. Outro ponto que se mostrou muito evidente, foi à dificuldade de locomoção enfrentada até os centros urbanos em busca do atendimento público, visto que a distância é extensa e geralmente o percurso é feito através de embarcações. Estudos mostraram também, outro fator muito visível que coopera para essa vulnerabilidade e adoecimento nas comunidades quilombolas, consiste no preconceito e discriminação, uma vez que historicamente o povo quilombola é marginalizado e excluído e por estes motivos buscam nas influências culturais e crença métodos caseiros de produção de remédios naturais como solução para amenizar essas doenças. Conclusão: Desse modo, conclui-se que apesar das comunidades quilombolas terem sua grande importância no contexto cultural e histórico do nosso país, elas são pouco vistas pelo poder público já que grandes extensões territoriais são empecilhos para a chegada dessa ajuda e isso tem grande impacto na saúde da comunidade. As mulheres são as mais afetadas devido à função que lhe é atribuída de cuidado ao próximo antes de si mesma. Descritores: Quilombola, Saúde da mulher, Vulnerabilidade.