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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 1 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 1. Sumário..........................................................................................................................................01 2. Siglas e conceitos...........................................................................................................................01 3. Objetivos........................................................................................................................................02 4. Justificativas...................................................................................................................................02 5. Critérios de inclusão e exclusão.....................................................................................................02 6. Atribuições, competências e responsabilidades............................................................................04 6.1. Equipe médica.....................................................................................................................04 6.2. Equipe de farmácia..............................................................................................................04 6.3. Equipe de enfermagem.......................................................................................................04 7. História clínica e exame físico.......................................................................................................04 8. Exames diagnósticos indicados.....................................................................................................04 9. Tratamento indicado e plano terapêutico....................................................................................05 9.1. Preparo da solução.............................................................................................................05 9.2. Definição da dose................................................................................................................05 10. Critérios de internação................................................................................................................05 11. Critérios de mudança terapêutica...............................................................................................05 12. Critérios de alta ou transferência................................................................................................05 13. Fluxogramas................................................................................................................................06 14. Monitoramento...........................................................................................................................05 15. Referências..................................................................................................................................06 16. Histórico de revisão.....................................................................................................................08 2. SIGLAS E CONCEITOS BPM - Batimentos por Minuto FC - Frequência Cardíaca FEVE - Fração de Ejeção Ventricular UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 2 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 H - hora HUPES - Hospital Universitário Professor Edgard Santos KG - quilo MCG - micrograma SF - Solução fisiológica UTI - Unidade de Terapia Intensiva 3. OBJETIVOS Implantar o protocolo institucional para nortear o uso de dexmedetomidina no âmbito da anestesiologia e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adulto e pediátrica no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES). 4. JUSTIFICATIVAS O uso de dexmedetomidina tem sido amplamente utilizado para sedoanalgesia e os benefícios são bem descritos em literatura: o Efeito adjuvante, diminuindo o consumo de opioides e hipnóticos no intra-operatório; o Despertar e recuperação anestésica de melhor qualidade e conforto para o paciente; o Redução no tempo de ventilação mecânica e permanência em UTI; o Adjuvante na analgesia, diminuindo o consumo de morfina no pós-operatório e, consequentemente, dos seus efeitos adversos; o Menor efeito sobre o sistema respiratório, com baixo potencial de depressão respiratória, favorecendo pacientes eleitos para realização de exames e com risco de complicações respiratórias; o Redução da incidência de dor crônica; o Adjuvante importante nas anestesias sem opioides; o Benefícios clínicos para pacientes submetidos a sedação em procedimentos terapêuticos e diagnósticos; o Profilaxia de taquicardia juncional na cardiopatia congênita. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 3 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 5. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E DE EXCLUSÃO 5.1. Serão incluídos neste protocolo pacientes que apresentarem os seguintes critérios especificados abaixo por especialidade: 5.1.1. Anestesiologia: o Procedimentos neurocirúrgicos com despertar intra-operatório: neurocirurgia funcional (sedação cooperativa); estereotaxia. o Via aérea difícil: intubação orotraqueal com paciente sedado; fibroscopia em pacientes com condições ventilatórias limites. o Anestesia geral associada à técnica poupadora de opioides: história de náuseas ou vômitos pós-operatória; cirurgia obesidade - gastroplastia redutora; cirurgia oncológica. o Pacientes com alto risco de desenvolvimento de delirium: Idade > ou = 75 anos; Déficit cognitivo ou síndrome demencial. o Sedação em pacientes especiais para procedimentos diagnósticos e terapêuticos: Tomografia; Ressonância magnética. 5.1.2. Unidades de Terapia Intensiva Adulto e Pediátrica o Desmame de ventilação mecânica em pacientes com despertar agitado e em delirium; o Desmame de sedativos com sinais de síndrome de abstinência a opioides quando refratariedade a outras estratégias (metadona, cetamina e antipsicóticos); o Controle de dor pós-operatória quando refratário a outras estratégias (dipirona, morfina e cetamina); o Controle de ansiedade quando refratário ou com contraindicação ao uso de outras medidas (benzodiazepínicos). 5.2. Serão excluídos deste protocolo pacientes que apresentarem os seguintes critérios especificados abaixo: o Doença do nó-sinusal; o Bloqueio átrio-ventricular 2° e 3° graus; UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 4 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 o Bradicardia sinusal com frequência cardíaca menor que 50 bpm; o Disfunção ventricular grave (FEVEe atuar na redução de danos; 6.1.2. Prescrever a solução de dexmedetomidina conforme definição da padronização (1 ampola de dexmedetomidina [2 mL (100 mcg/mL)] diluída em SF 0,9% 48 mL). 6.2. Equipe de farmácia: 6.2.1. Conhecer o protocolo, seguir as recomendações e atuar na redução de danos; 6.2.2. Avaliar se o paciente se encaixa nos critérios de inclusão estabelecidos neste protocolo; 6.2.3. Checar se a prescrição da solução de dexmedetomidina está concordante com o protocolo; 6.2.4. Dispensar as ampolas de dexmedetomidina para o preparo da solução; 6.2.5. Avaliar o cumprimento do protocolo; 6.2.6. Auxiliar a equipe multiprofissional na compreensão e cumprimento do protocolo. 6.3. Equipe de enfermagem: 6.3.1. Conhecer o protocolo, seguir as recomendações e atuar na redução de danos; 6.3.2. Preparar e instalar a solução de dexmedetomidina seguindo as recomendações e após prescrição médica; 6.3.3. Ajustar a vazão conforme necessidade do paciente; 6.3.4. Registrar em prontuário eletrônico o volume de solução administrada e demais anotações necessárias. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 5 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 7. HISTÓRIA CLÍNICA E EXAME FÍSICO Os pacientes deverão ter sua história clínica avaliada para definir se apresenta alguma das condições clínicas definidas como critério de exclusão. 8. EXAMES DIAGNÓSTICOS INDICADOS o Escala de sedação RASS; o Escala para avaliação de delirium CAM-ICU. 9. TRATAMENTO INDICADO E PLANO TERAPÊUTICO 9.1. Preparo da solução o Deve-se diluir 1 ampola de dexmedetomidina 2 mL (100 mcg/mL) diluída em SF 0,9% 48 mL; é também compatível com solução glicosada 5% e ringer lactato. o Concentração final: 4 mcg/mL 9.2. Definição da dose A dose de indução e manutenção do medicamento pode variar conforme a condição clínica do paciente e do procedimento a ser realizado. Paciente adulto: o Dose de indução: 1 mcg/Kg/h por 10 a 15 minutos. o Dose de manutenção: 0,2 a 0,7 mcg/Kg/h. Paciente pediátrico: o Dose de indução: 0,2 a 0,5 mcg/kg/h. o Dose de manutenção: 0,2 a 2,5 mcg/kg/h. PONTO DE ATENÇÃO ✓ A administração em bólus não deve ser utilizado como rotina, pois aumenta o risco de instabilidade hemodinâmica com bradicardia e hipotensão. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 6 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 10. CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO Este protocolo aplica-se apenas aos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva adulto e pediátrica e a pacientes admitidos para realização de algum procedimento sob responsabilidade da equipe de anestesiologia. 11. CRITÉRIOS DE MUDANÇA TERAPÊUTICA o Surgimento de hipersensibilidade à dexmedetomidina durante o uso; o Desenvolvimento de tolerância, taquifilaxia e abstinência. o Bradicardia severa com FCneurosurgery: the role of dexmedetomidine. Curr Opin Anaesthesiol, v. 21, p. 537-543, 2008. Venn RM, Bradshaw CJ, Spencer R et al. Preliminary UK experience of dexmedetomidine, a novel agent for postoperative sedation in the intensive care unit. Anaesthesia, v. 54, p. 1136-1142, 1999. Venn RM, Hell J, Grounds RM. Respiratory effects of dexmedetomidine in the surgical patient requiring intensive care. Crit Care, v. 4, p. 302-308, 2000. Tanskanen PE, Kyttä JV, Randell TT et al. Dexmedetomidine as an anaesthetic adjuvant in patients undergoing intracranial tumour surgery: a double-blind, randomized and placebo-controlled study. Br J Anaesth, v. 97, p. 658-665, 2006. Traube, C, Silver G, MD, Gerber LM, Mauer EA, Kerson A, Joyce C, et al. Delirium and Mortality in Critically Ill Children: Epidemiology and Outcomes of Pediatric Delirium. Crit Care Med, v. 45, n. 5, p. 891-898, 2017. UP TO DATE. Dexmedetomidine: Drug Information. Hudson, Ohio, USA: Lexi-comp, 2024. Disponível em: http://www.uptodateonline.com/. Acesso em: 21 de Abril 2024. Whalen, LD; Gennaro JLD, Irby GA, Yanay O, Zimmerman JJ. Long-term dexmedetomidine use and safety profile among critically ill children and neonates. Pediatr Crit Care Med, v. 15, n. 8, p. 706- 714, 2014. Wijeysundera DN, Naik JS, Beattie WS. Alpha-2 adrenergic agonists to prevent perioperative cardiovascular complications: a meta-analysis. Am J Med, v. 114, p. 742-752, 2003. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS Tipo do Documento PROTOCOLO PRT.SFH.006 Página 9 de 9 Título do Documento USO DE DEXMEDETOMIDINA EM PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS NO ÂMBITO DA ANESTESIOLOGIA E UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Emissão: 02/2025 Próxima revisão: 02/2027 Versão: 01 16. HISTÓRICO DE REVISÃO VERSÃO DATA DESCRIÇÃO DA ALTERAÇÃO 01 03/05/2024 Elaboração do Protocolo para Uso de Dexmedetomidina. Gestor do Protocolo Leonardo Augusto Kister de Toledo Chefe do Setor de Farmácia Hospitalar Processo SEI nº 23534.010247/2024-97 Data: Elaboração/revisão Bartyra Lima de Almeida Leite Rodrigo Silva Gomes Carolina Friedrich Amoretti Nimara Grace Batista João José Borges de Barros dos Santos Data: 03/05/2024 Validação: Leonardo Augusto Kister de Toledo Setor de Farmácia Hospitalar Luiza Amelia Cabus Moreira Unidade da Criança e Adolescente Rosana Santos Mota Divisão de Enfermagem Rodrigo Silva Gomes Unidade de Terapia Intensiva Adulto Maria Gabriela Santos de Souza Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterilizado João Borges Unidade de Bloco Cirúrgico e Processamento de Material Esterilizado Carolina Friedrich Amoretti UTI Pediátrica UASCA Comissão de Diretrizes e Protocolos Clínicos - CDPC Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente - UGQSP Data: 15/05/2024 Data: 15/05/2024 Data: 15/05/2024 Data: 20/01/2025 Data: 22/01/2025 Data: 22/01/2025 Data: 10/01/2025 Data: 24/01/2025 Data: 22/11/2024 Data 04/02/2025 Aprovação Carolina Calixto de Souza Fontes Gerente de Atenção à Saúde Processo SEI nº 23534.010247/2024-97 Data: