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Antibióticos mais usados II 
Antibióticos mais
usados II 
 
ÍNDICE
4 
4 
4 
4 
9 
10 
11 
12 
12 
13 
14 
16 
16 
17 
19 
19 
 
Antibióticos mais usados II CM 
INTRODUÇÃO
BETALACTÂMICOS
PENICILINAS
- 1. BENZILPENICILINAS
- 2. AMINOPENICILINAS
- 3. CARBOXIPENICILINAS
- 4. UREIDOPENICILINAS
CEFALOSPORINAS
- 1. CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO
- 2. CEFALOSPORINAS DE 2ª GERAÇÃO
- 3. CEFALOSPORINAS DE 3ª GERAÇÃO
- 4. CEFALOSPORINA DE 4ª GERAÇÃO
- 5. CEFALOSPORINA DE 5ª GERAÇÃO
CARBAPENÊMICOS
- a. IMIPENEM
- b. MEROPENEM
2
19 
21 
21 
21 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
30 
30 
32 
32 
37 
38 
 
Antibióticos mais usados II CM 
- GLICOPEPTÍDEOS
- POLIMIXINA B
- MACROLÍDEOS
- ERITROMICINA
- AZITROMICINA
- CLARITROMICINA
LINCOSAMIDAS
CLORANFENICOL
TETRACICLINAS
AMINOGLICOSÍDEOS
SULFONAMIDAS + TRIMETOPRIM
FLUOROQUINOLONAS
METRONIDAZOL
LINEZOLIDA
CONCLUSÃO
Bibliografia
3
 
INTRODUÇÃO
Então vamos começar? :)
 
Nesta apostila abordaremos as principais classes de antibióticos 
utilizados na prática clínica, voltadas pras principais patologias que 
lidamos no dia a dia da nossa prática.
BETALACTÂMICOS
Os betalactâmicos são antibióticos caracterizados quimicamente pela 
presença do anel betalactâmico. Por intermédio dele é que eles inibem a 
síntese de parede bacteriana de gram-positivos e gram-negativos. São 
classificados em: penicilinas, cefalosporinas e carbapenêmicos.
PENICILINAS
1. BENZILPENICILINAS
Aqui incluem-se as penicilinas: penicilina G cristalina, penicilina G 
procaína, penicilina G benzatina ou penicilina V:
 
 
Antibióticos mais usados II CM 
4
 
Vamos abordar cada uma delas:
 
a. Penicilina G Cristalina
 
Possui uma ação rápida (mg/kg/dia EV de 6/6h
Principais indicações:
 
Infecções em trato respiratório, trato urinário, intra-
abdominais, pele, ginecológicas
CEFALOSPORINAS
São antimicrobianos beta-lactâmicos, que possuem como mecanismo 
de ação a inibição da parede celular. São classificadas em gerações, que 
se referem à atividade antimicrobiana e características farmacocinéticas 
e farmacodinâmicas, sendo as primeiras mais eficazes pra gram-positivos 
e as posteriores englobando mais gram-negativos.
1. CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO
 
Antibióticos mais usados II CM 
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São representadas por cefalexina, cefadroxil, cefalotina e cefazolina
 
 
Via de administração
Oral: cefalexina e cefadroxil
Endovenosa: cefalotina e cefazolina
Principais indicações:
 
Cefalexina e cefadroxil: utilizadas no tratamento de infecções 
de pele e tecido subcutâneo, além de ser uma opção pra 
cistite bacteriana (E. coli ou K. pneumoniae)
A cefazolina é um antibiótico muito utilizado na profilaxia de 
várias cirurgias, feito cerca de 1h antes da incisão cirúrgica 
pelo próprio Anestesista, na sala cirúrgica
2. CEFALOSPORINAS DE 2ª GERAÇÃO
São representadas por cefaclor, cefuroxima axetil, cefoxitina e 
cefuroxima:
 
 
Antibióticos mais usados II CM 
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13
 
Vias de administração
Oral: cefaclor, cefuroxima axetil
Endovenoso: cefoxitina e cefuroxime
Principais indicações:
 
Infecções respiratórias: OMA, sinusite
Profilaxia cirúrgica em substituição às cefalosporinas de 
primeira geração, especialmente em cirurgias abdominais e 
pélvicas
Alternativa de tratamento à cistite bacteriana
3. CEFALOSPORINAS DE 3ª GERAÇÃO
São representadas por ceftriaxona, cefotaxima, ceftazidima (no Brasil 
só estão disponíveis as versões parenterais). O ceftriaxone é a droga mais 
utilizada desta categoria:
 
 
Antibióticos mais usados II CM 
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Via de administração: endovenosa (há também a via oral, mas não 
disponível no Brasil)
Posologia: 1-2x ao dia (meia-vida é longa)
O seu uso em neonatologia é contraindicado, por ser um antibiótico 
de alta ligação proteica, com possibilidade de ligação à albumina, e 
consequentemente, deslocamento da bilirrubina, propiciando a 
ocorrência de kernicterus. Como alternativa utiliza-se cefotaxima
Ceftazidima: uma peculiaridade é sua ação contra Pseudomonas 
aeruginosa. Porém, sempre que houver suspeita deste tipo de 
infecção, é aconselhável utilizar outras drogas anti-pseudomonas 
associadas ao tratamento, pra prevenir a seleção de cepas 
resistentes, como aminoglicosídeos, quinolonas ou piperacilina
Principais indicações
Infecções graves
Infecções hospitalares nas quais possuem suspeita dos 
microorganismos citados acima
Meningite (especialmente em crianças de até 5 anos)
Pneumonia
Sepse
 
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Celulite
Falha no tratamento de OMA, ITU
Pielonefrite 
4. CEFALOSPORINA DE 4ª GERAÇÃO
O representante desta classe disponível no Brasil é a cefepima:
 
 
Via de administração: endovenosa
Essa classe é reservada pros casos de infecção nosocomial por 
gram-negativos multirresistentes
5. CEFALOSPORINA DE 5ª GERAÇÃO
Os representantes desta classe são ceftarolina e ceftobiprole. São 
intrinsecamente resistente a diversas betalactamases:
 
 
 
Principais indicações
 
Antibióticos mais usados II CM 
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Infecções de partes moles
Pneumonia provocada pelos microorganismos acima
 
CARBAPENÊMICOS
Os representantes são imipenem, meropenem, ertapenem. São os beta 
lactâmicos com o maior espectro de ação, sendo resistentes à maioria 
das betalactamases:
 
 
Antibióticos mais usados II CM 
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Via de administração: endovenosa
Não devem ser utilizados em monoterapia pra infecções por 
Pseudomonas, pelo risco de indução de resistência durante o 
tratamento (ex: amicacina)
Indicações:
Infecções pós-operatórias
Infecções intra-abdominais
Infecções de pele e anexos
Sepse
Meningites
Pneumonias
ITU
Pielonefrite
Monoterapia na neutropenia febril
 
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a. IMIPENEM
O uso do imipenem requer a associação com a cilastatina, um 
inibidor da enzima tubular renal di-hidro peptidase I. Essa enzima 
degrada a molécula de Imipenem, reduzindo o seu nível sérico e 
aumentando a chance de necrose tubular aguda
Seus principais efeitos colaterais incluem (geralmente associado á 
cilastatina):
 
Convulsões (especialmente se os pacientes tiverem lesões 
prévias de SNC, meningite, insuficiência renal)
Náuseas e vômitos
b. MEROPENEM
É bem tolerado pelo SNC, mesmo em altas doses
Pode ser administrado em bolus (facilita quando o paciente está 
com restrição hídrica)
GLICOPEPTÍDEOS
Esse grupo de antibióticos é capaz de inibir a síntese da parede 
bacteriana, desse modo não possui efeito sobre nenhum 
microrganismo gram-negativo. Os representantes desta classe são 
a vancomicina e teicoplanina
Possuem uma boa eficácia contra gram-positivos, especialmente 
pra S. aureus, MRSA e S. epidermidis (coagulase negativo) 
 
Antibióticos mais usados II CM 
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nosocomial, muito relacionado à infecção de cateteres e próteses
Existem alguns microrganismos resistentes a essas classes, sendo 
os mais comuns Enterococo Resistente à Vancomicina (VRE) e 
uma cepa de S. aureus, resistente à Meticilina (MRSA), que se 
tornou resistente à Vancomicina, e passou a ser chamada de S. 
aureus VRSA
Via de administração: endovenosa
A vancomicina é utilizada no tratamento de colite 
pseudomembranosa (Clostridium difficile), que geralmente pode 
ocorrer após o uso de antibióticos como clindamicina
Outras indicações clínicas:
Infecções hospitalares por gram-positivos
Peritonite pós diálise peritoneal
Endocardite bacteriana
Meningite por S. aureus (vancomicina possui penetração no 
SNC)
Reações adversas:
 
Ototoxicidade (lesão do nervo vestibulococlear)
Nefrotoxicidade
Erupções cutâneas
Síndrome do homem vermelho: eritema e prurido em face, 
pescoço e tórax, que podem vir acompanhados por edema, 
 
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espasmos musculares, dispneia e hipotensão. Essa 
complicação é desencadeada em grande parte por conta de 
uma infusão rápida da medicação ((alternativa à penicilina)
Coqueluche
Difteria
Uretrites
Colpites
Prostatites
Sífilis (pra alérgicos à penicilina)
Profilaxia da febre reumática e da endocardite bacteriana em 
pacientes de risco que vão se submeter a procedimentos 
dentais e orofaríngeos
 
Possui muitos efeitos colaterais gastrointestinais
 
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AZITROMICINA
 
O espectro de ação da azitromicina é mais amplo em relação aos 
microrganismos gram-negativos, comparativamente à eritromicina
Via de administração: oral e endovenoso:
 
Posologia: é dose única diária, sua meia-vida sérica é de 
14-20h, podendo se estender até 60h, sendo que seu nível 
tissular após o tratamento pode durar até 5 dias
A dose recomendada de azitromicina pra criança é de 10mg/
kg 1x ao dia, por 3-5 dias, e no adulto, é de 500 mg, 1x ao dia, 
por 3-5 dias. Nas uretrites não-gonocócicas e cervicites por 
Chlamydia trachomatis é eficaz na dose única de 1 grama
 
Principais indicações
 
OMA
Sinusite
Bronquite
 
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Amigdalites
Infecções de pele não complicadas
Pneumonias por atípicos não complicadas
Uretrite ou cervicite por Chlamydia
Coqueluche
Toxoplasmose em paciente portador de HIV
CLARITROMICINA
Via de administração: oral e endovenosa
As indicações são muito semelhantes às da azitromicina
 
Faringites
Amigdalites
Sinusites
OMA
Pneumonia por atípicos
 
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Tem atividade clínica contra o H. pylori e é uma droga utilizada 
juntamente com a amoxicilina e omeprazol/esomeprazol pro 
tratamento de infecções por esse patógeno (nome comercial: 
Pyloripac)
§ Pela manhã em jejum e antes do jantar: 1 comprimido de 
claritromicina 500mg + 2 comprimidos de amoxicilina 500mg 
+ 1 comprimido de esomeprazol 20mg por 10-14 dias
 
 
LINCOSAMIDAS
Neste grupo, o principal representante é a CLINDAMICINA. O 
espectro de ação contra gram-positivos é muito semelhante aos da 
eritromicina, no entanto, a clindamicina é um dos mais ativos 
contra Bacteroides fragilis, portanto faz parte do grupo dos 
antibióticos com cobertura pra anaeróbios clássicos
Via de administração: oral e endovenosa
Principais indicações clínicas
Infecções de pele e partes moles
 
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Infecções de cavidade oral
Associação no tratamento pra pneumonia broncoaspirativa
Reação adversa
 
A clindamicina é o antibiótico mais associado à ocorrência de diarreia. A 
colite pseudomembranosa, causada pela toxina do Clostridium difficile, 
pode ocorrer após o uso tanto oral quanto endovenoso. Também pode 
ocorrer uma falsa elevação das enzimas hepáticas.
CLORANFENICOL
É um antibiótico predominantemente bacteriostático, mas com 
efeito bactericida pra alguns patógenos
Via de administração: endovenosa
 
 
É uma droga com elevado nível de toxicidade. A complicação mais 
comum é a aplasia medular. A mais comum é a dose-dependente 
transitória, que pode levar a uma anemia +- leucopenia +- 
trombocitopenia, porém há uma aplasia de medula idiossincrática 
que pode se manifestar semanas e meses após o tratamento e ser 
irreversível e fatal
 
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Indicações na prática clínica
 
Meningite bacteriana em indivíduos com alergia à penicilina e 
cefalosporina
Febre tifoide
Febre maculosa
 
Não pode ser utilizado em gestantes
TETRACICLINAS
As tetraciclinas são antibióticos bacteriostáticos que agem inibindo 
a síntese proteica bacteriana. Seus principais representantes são 
tetraciclina, oxitetraciclina, doxiciclina e minociclina
Seu espectro de ação envolve cepas de S. pneumoniae e H. 
influenzae, porém há muita resistência a essa classe, geralmente 
quando resistente à penicilina e resistente também à tetraciclina
Indicações na prática clínica
 
Alternativa como tratamento da sinusite e exacerbações de 
bronquite crônica
Doxiciclina é uma opção de tratamento pra uretrites e 
cervicites por Chlamydia trachomatis)
Alternativa aos macrolídeos no tratamento de pneumonia 
atípica
 
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Não pode ser utilizado por gestantes
Efeitos adversos:
 
Nas crianças de até 8 anos são contraindicadas, pois podem 
causar uma descoloração marrom amarelada nos dentes, com 
hipoplasia do esmalte (irreversível), além de poder causar 
prejuízo no desenvolvimento ósseo
Intolerância gástrica é muito comum (diarreia, ulceração 
gástrica)
Aumento da relação ureia/creatinina nos nefropatas
Vertigens
AMINOGLICOSÍDEOS
Essa classe de antibióticos interfere na síntese proteica bacteriana. 
Seus principais representantes são gentamicina, amicacina, 
tobramicina, estreptomicina, neomicina.
Seu espectro de ação é predominantemente de gram-negativos. 
Possuem discreto efeito sobre gram-positivos (geralmente 
utilizados apenas pra potencializar a ação e não como droga única) 
e não atuam sobre anaeróbios.
Via de administração: intramuscular e endovenoso
Esses antibióticos possuem efeitos colaterais importantes:
 
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Nefrotoxicidade: estas drogas promovem uma insuficiência 
renal com seu uso prolongado, ou seja, a alteração surge 
dependente do tempo e de dose. Em pacientes com doença 
renal crônica, é necessário avaliar ajuste de dose. Geralmente 
o regime de administração de uma vez ao dia pode reduzir o 
risco de intoxicação renal
Ototoxicidade
 
Principais indicações clínicas:
 
Sepse
Infecções intra-abdominais
Infecções do trato urinário e respiratório complicadas
Tobramicina e amicacina são mais eficazes contra P. 
aeruginosa
Estreptomicina e amicacina são ativas contra Mycobacterium 
tuberculosis
Neomicina é usada como complemento no tratamento de 
encefalopatia hepática
 
Não pode ser utilizado em gestantes
 
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SULFONAMIDAS + TRIMETOPRIM
Essa classe consiste na associação de um antibiótico, a sulfonamida 
(sulfa) com trimetoprim, que inibe uma enzima do metabolismo do 
ácido fólico da bactéria. As drogas separadas têm efeito apenas 
bacteriostático, mas juntas alcançam poder bactericida
O espectro antimicrobiano é bem amplo, envolvendo gram-
positivos e gram-negativos. A grande limitação do seu uso é o 
aparecimento de cepas resistentes
Há certos gram-negativos que são resistentes a todos os 
betalactâmicos, porém mantêm a sensibilidade à SMZ-TMP
 Indicações na prática clínica:
 
Cistite bacteriana
Gastroenterite
Infecções respiratórias altas
Exacerbação do DPOC e das bronquiectasias
 Profilaxia pra pneumocistose em pacientes com AIDS
FLUOROQUINOLONAS
As quinolonas são drogas bactericidas e seus principais 
representantes são norfloxacina, ofloxacina, ciprofloxacino, 
levofloxacino e moxifloxacina
 
 
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Via de administração: oral e endovenoso
Norfloxacino e ciprofloxacino são geralmente drogas de escolha pro 
tratamento de infecção do trato urinário (incluindo pielonefrite). 
Outra indicação é a gastroenterite bacteriana
Ciprofloxacino é o mais eficaz contra Pseudomonas aeruginosa
Levofloxacino e moxifloxacino são ativos contra o restante dos gram-
positivos, incluindo pneumococo resistente à penicilina. Pela 
excelente cobertura antipneumocócica, anti-hemófilo, anti-
moraxella e anti-germes atípicos, são conhecidos como quinolonas 
respiratórias
Efeitos adversos:
 
Sintomasgastrointestinais e neurológicos
Prolongamento de QT, que pode levar à Torsades de Pointes
 
 
Em crianças deve ser evitada, por provável efeito na 
maturação da cartilagem articular
Tendinites e ruptura de tendões (especialmente em idosos e 
pacientes em uso de corticoides)
 
Antibióticos mais usados II CM 
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METRONIDAZOL
O espectro bacteriano do metronidazol é exclusivo dos germes 
anaeróbios estritos. Como exemplos: Bacteroides fragilis, 
Clostridium perfringens, Clostridium difficile, Fusobacterium sp
É a droga de escolha por via oral pra tratar colite 
pseudomembranosa
Infecções polimicrobianas requerem a associação de metronidazol 
com outro antibiótico
Efeitos adversos:
 
Gosto metálico na boca
Efeito antabuse se associação com o álcool
Pode potencializar o efeito do Warfarin, permitindo 
complicações hemorrágicas
Urina pode ficar marrom-avermelhada
LINEZOLIDA
Utilizada no tratamento de gram-positivos resistentes:
Estafilococos resistentes à oxacilina e vancomicina
Enterococos resistentes à vancomicina
Pneumococo resistente à penicilina
 
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Estreptococo e anaeróbios
 
Via de administração: oral (restrito) e endovenosa
Deve ser reservada pra tratamento de infecções graves, resistentes 
a outras terapêuticas
Indicações na prática clínica:
Infecções de pele e partes moles
Pneumonia comunitária e hospitalar
Pode ser utilizado em recém-nascidos
 
Efeitos adversos:
 
Não pode utilizar por mais de 28 dias, pelo risco de 
desenvolver neuropatia periférica e supressão medular
 
 
Aqui estão alguns exemplos de doses dos antibióticos injetáveis mais 
comuns na prática clínica:
 
 
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CONCLUSÃO
Chegamos ao fim de mais um tema! Parabéns pelo final de mais uma 
etapa de estudos! Se fica com alguma dúvida, pode enviar email pro 
suporte, que estamos à disposição pra ajudá-lo!
 
Seguiremos juntos pelos próximos módulos. Abração! 
 
Antibióticos mais usados II CM 
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Bibliografia
 
Antibióticos mais usados II CM 
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SOBRE A MEDWAY
A Medway existe para ser a marca de confiança do Médico. Estamos 
sempre com você, principalmente durante a jornada de aprovação 
para a residência médica. 
Acreditamos que um ensino de qualidade faz toda a diferença na 
carreira do profissional de medicina e impacta de forma positiva a 
assistência lá na ponta. 
Só nos últimos 3 anos, aprovamos 3.600 alunos na residência médica 
em todo o Brasil, sendo 61% deles no estado de SP. Em 2022, quase 
50% dos aprovados nas instituições mais concorridas de São Paulo 
(USP-SP, USP-RP, Unifesp, Unicamp e Iamspe) foram alunos Medway.
Conseguimos isso unindo alguns elementos que são as nossas 
marcas registradas: proximidade com os alunos, aulas e professores 
excelentes, estudo direcionado e uma plataforma com mais de 41 
mil questões comentadas, personalizável para suas necessidades.
Seguimos focados em acompanhar você rumo à aprovação na 
residência médica dos seus sonhos, seja na Bahia, em Minas Gerais, 
no Paraná, em São Paulo ou em instituições espalhadas pelo Brasil 
(Enare). 
Com a Medway, o R1 é logo ali!

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